MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964
Avião que passou no dia 31 de março de 2014 pela orla carioca, com a seguinte mensagem: "PARABÉNS MILITARES: 31/MARÇO/64. GRAÇAS A VOCÊS, O BRASIL NÃO É CUBA." Clique na imagem para abrir MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964.

sexta-feira, 7 de agosto de 2020

Diogo Mainardi, Marilena Chaui e Antonio Candido - por Félix Maier

Diogo Mainardi, Marilena Chaui e Antonio Candido 

por Félix Maier

Usina de Letras - 23/09/2002

Sempre achei Diogo Mainardi um pimpolho mimado, chorão, que em sua coluna de “Veja” malhava todo mundo, reclamava de tudo e, não suportando mais o mau cheiro dos canais de Veneza, onde mora, desejava que aquela “cloaca” – na verdade um dos maiores museus a céu aberto do mundo – afundasse nas águas do Adriático.

Eu pensava comigo: para só dizer bobagens, esse sujeito deve ser um dos protegidos dos Civitas, um “oriundi” que se aproveita do nome de família para gozar o “dolce far niente” na Europa. Mas, me enganei.

O Diogo Mainardi dos útlimos tempos é o que há de melhor em “Veja”, pelo menos no quesito “humor”. Seja escrevendo sobre o épico das favelas cariocas, seja pela série “Diogo para presidente”, ou mesmo sobre “Weffort, o magnífico” (17/09/2002), ou ainda “No deserto do Senai” (25/09/2002), Mainardi consegue sobrepujar-se a cada semana.

Em “Weffort, o magnífico”, Diogo lembra que o nosso laborioso Ministro da Cultura gastou cerca de 600 mil dólares do Fundo Nacional de Cultura para editar um livro dele em parceria com Márcio Souza, “Um olhar sobre a Cultura Brasileira”. Trata-se apenas de um sistema de peleguismo muito comum na máquina esquerdista atual, como ocorre também nas universidades públicas, em que ases petistas como Emir Sader e Marilena Chaui esvoaçam sobre o campus da USP suas lindas asas de libélulas, lançando livros vaporosos à custa do erário.

No primeiro “Diogo para presidente” (28/08/2002), Mainardi saiu-se com esta pérola, que petista e talibã algum deixaria de assinar embaixo: “O Brasil deveria espelhar-se no bom senso de índios e turcos e se ajoelhar diante dos Estados Unidos. Não há nada de mau em fazer isso diante de uma civilização superior”.

Em “No deserto do Senai” lê-se: “Lula despreza o ambiente universitário tanto quanto eu. Vem repetindo, nas últimas semanas, que um torneiro mecânico formado pelo Senai está mais preparado para comandar o país que um professor universitário. Justo! Espero que ele leve esse seu raciocínio adiante e se livre de todos os ilustres professores universitários que o circundam. Em primeiro lugar, Marilena Chaui. Outro dia, numa conferência na Maison de France, ela defendeu a idéia de que o fundamentalismo religioso é gerado pelo mercado. Qual mercado? O de Cabul? O de Cartum? De jeito nenhum. O mercado a que Marilena Chaui se refere é o capitalista. Pior: o mercado consumidor. Como se a possibilidade de escolher entre duas marcas de pasta de dentes levasse as pessoas direto para o martírio em nome de Deus. Não é de estranhar que, com professores desse tipo, alguns alunos da USP tenham homenageado Osama bin Laden no aniversário dos atentados de 11 de setembro. (...) Esses catedráticos do PT sempre puseram palavras na boca de Lula, como ventríloquos da miséria. Agora, se eleito presidente, sugiro que o fantoche Lula se rebele, mandando fechar as universidades e transferindo seus alunos e professores para as dependências do Senai”.

Mas Diogo Mainardi ainda não conhece nada sobre Marilena Chaui, sobre o que ela é capaz, pois duvido que tenha lido “O que é ideologia?”, em que a “libélula” da USP diz a que veio ao mundo.

No mesmo texto, Mainardi cita Antonio Candido, que a propósito de Cuba declarou: “Estou preparado para aceitar uma sociedade em que haja restrições provisórias à liberdade, inclusive de pensamento, se isso for indispensável para chegar à justiça social”. Não é preciso comentar essa idiotice do “maior crítico da Literatura Brasileira atual”, como espalha a esquerda, especialmente por partir de um membro histórico do PT, que sempre se opôs às “restrições” impostas pelo regime militar brasileiro e hoje se opõe ferozmente a qualquer cerceamento de liberdade nos EUA depois dos atentados de 11 de setembro de 2001.


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Mídia sem máscara

Editada por Olavo de Carvalho, inicia o ano com uma matéria sobre Hugo Chávez, presidente da Venezuela, o homem que controla as maiores reservas de petróleo do hemisfério Ocidental, e suas possíveis conexões com Al-Qaeda.

Para os desavisados, a leitura do Mídia é para quem gosta de tempero forte. Félix Maier, por exemplo, escreveu sobre Diogo Mainardi, que apresenta na Veja, semanalmente, a coluna que consideramos uma das melhores da revista. O texto de Félix analisa os escritos de Mainardi e de Marilena Chauí. Com muito tempero; de raiz forte...


http://cafebbrioches.blogspot.com/archives/2003_01_01_cafebbrioches_archive.html


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