MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964
Avião que passou no dia 31 de março de 2014 pela orla carioca, com a seguinte mensagem: "PARABÉNS MILITARES: 31/MARÇO/64. GRAÇAS A VOCÊS, O BRASIL NÃO É CUBA." Clique na imagem para abrir MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964.

sexta-feira, 18 de setembro de 2020

The Good President - por Félix Maier

 


The Good President

Félix Maier

18/09/2020

Alguém já me disse que Bolsonaro é autista, assim como o médico do seriado The Good Doctor. Se é autista ou não, não sei. Também não sei se isso seria bom ou ruim para a biografia do Presidente.
Certas ações e falas do Presidente levam a crer que isso seja possível. Há reações que demonstram total falta de jogo de cintura, sem maldade pré-concebida, mas pueril, como no caso em que foi chamado de "estuprador" pela deputada Maria do Rosário e, em vez de processar a caluniadora, apenas quis ser engraçado, dando uma resposta sem graça, que lhe valeu um processo, ao dizer que a petista não merecia ser estuprada.
Será que o uso da máscara nestes tempos do corona causa tamanha aflição ao Presidente, devido a alguma síndrome desconhecida, logo ele, que deveria ser o primeiro a dar bom exemplo à população?
Há reações absolutamente inesperadas e aparentemente inaceitáveis, quando falou "e daí?" e "não sou coveiro", ao ser questionado pelo grande número de mortes por Covid-19 no Brasil. "Todos nós morremos um dia".
Afinal, o que um ser humano sozinho pode fazer frente a uma pandemia inesperada, desconhecida e mortal, cujas respostas dependem de muitos setores da sociedade, como as científicas e as de Saúde, não só do Presidente, que é tolhido em suas ações pelo STF?
Desde o início da pandemia, Bolsonaro alertava para a miséria que o #FiqueEmCasa podia trazer aos brasileiros. Os ambulantes e desempregados das periferias urbanas não se podem dar ao luxo de ficar meses em casa, com a geladeira cheia, acessando a Netflix, tomando vinho premiado, comendo lagosta gigante à beira da piscina e fazendo lives nas varandas. Se o ambulante não for à rua para ganhar o dinheiro do dia, todos em casa passam fome. Essa é a realidade de milhões de pessoas no Brasil. Dizia The Good President que as pessoas jovens e saudáveis deveriam continuar trabalhando, ficando em casa apenas as pessoas do grupo de risco, como idosos e aqueles com alguma comorbidade. Os últimos dados do IBGE, relativos a 2018, afirmam que 10 milhões de brasileiros passavam fome. Quantos milhões de famintos temos no momento, devido ao desemprego em massa ocasionado pela pandemia? Vinte milhões? Trinta milhões? Nem por nada, sempre aparece, mês a mês, a repetição da tag #Bolsonarotemrazâo.
Há respostas intempestivas do Presidente, especialmente quando é inquirido por jornalistas maldosos, que perguntam de onde veio o dinheiro que caiu na conta de sua mulher Michelle. Ou de um obscuro jornalista de O Globo, cujo sonho realizado foi ver estampado no jornal e na TV, de que foi ameaçado de levar um tapa de Bolsonaro.
A rigor, Bolsonaro foi sempre de uma sinceridade que quase chega às raias da insanidade, ao dizer essas coisas. Falta de sensibilidade? Falta de solidariedade? Falta de diplomacia? Ou apenas o rompante super-sincero de alguém que pode ser The Good President, que vive num mundo à parte e diz as coisas na lata, sem rodeios e floreios?
Falta de caráter, eu tenho certeza de que não é.
Com a palavra, the good and bad doctors.
Não vale palpiteiro de TV, da Mídia Antifa, nem do Bar do Cuspe Grosso.
Será que o doutor da propaganda eleitoral das fake news do TSE tem alguma coisa para dizer?


terça-feira, 15 de setembro de 2020

Brasil: a Arca de Noé do Século XXI? - por Hélio Brambilla

 

O que está acontecendo na América Latina?


Brasil: a Arca de Noé do Século XXI?

Posted: 14 Sep 2020 01:30 AM PDT


Desgastada calúnia: o Brasil está acabando com a Floresta Amazônica



Tantos são os problemas que assolam o Brasil e o seu povo que se torna difícil traçar uma unidade descritiva desse circo de horrores em que a esquerda pretende transformar nosso País.

Na verdade, ela quer tocar fogo no circo e permanecer imune e impune.

Literalmente, quer ver o circo pegar fogo, ou pelo menos a Amazônia em chamas…

Comecemos por ver e analisar as desgastadas calúnias de que o Brasil está acabando com a Floresta Amazônica.

Os focos de queimadas podem ser decorrentes da técnica milenar da coivara utilizada na limpeza de pastagens ou na preparação de roças para o plantio de pequenos produtores.

Ou até mesmo de festas juninas.

Mas, em todo caso, as queimadas diminuíram em relação a 2019 segundo dados coletados pela Embrapa Territorial e divulgados em 17-8-20.

A Embrapa noticia que o monitoramento por satélite de referência da NASA das queimadas e fogos ativos, de 1º de janeiro a 16 de agosto deste ano, registrou no Brasil um total de 63.616 pontos de calor.

Com relação ao mesmo período do ano de 2019 houve no Brasil uma redução de 2%.

A Embrapa informa ainda que no bioma Amazônia, apesar do falso alarde de alguns, até 16-8-20, houve uma redução de 15% nas queimadas: 29.710 em 2020 contra 35.145 no mesmo período em 2019.

Queimadas e incêndios, acidentais ou provocados vem diminuindo, mas mídia, Teologia da Libertação e ecologia de Francisco silenciam
Queimadas e incêndios, acidentais ou provocados vem diminuindo,
mas mídia, Teologia da Libertação e ecologia de Francisco silenciam






















O bioma caatinga também apresenta uma redução de 24% das queimadas com relação ao ano passado.

O Mato Grosso apresenta 0% de variação nas queimadas com relação a 2019.

O Estado registrou até 16-10-20 o total de 13.225 queimadas, incluindo as de parte do Pantanal.

O número é quase igual ao do ano passado: 13.238.

No Pantanal, muitas queimadas transformaram-se em incêndios.

Outros foram provocados por raios e por ações criminosas ou de negligência.

Segundo a Embrapa, a vegetação aberta e caducifólia da região, onde predominam gramíneas e arbustos, facilita a ocorrência e propagação dos incêndios.

Raios com frequência provocam incêndios. A chegada das chuvas tende a encerrar esse ciclo de fogo.

O que os 152 bispos têm a dizer sobre isso? Macron? Merkel? Greta?

A dizimação de florestas — de que somos acusados sem cessar — ocorre em sua imensa maioria em áreas de cerrado, pois a floresta amazônica, a rain forest, não pega fogo, tão elevada a sua umidade.

Mesmo assim, a derrubada de florestas no País não atingiu 10.000 km2.

Não que concordemos com esse desmate, mas o fato concreto é que nesse ritmo demoraríamos cerca de 500 anos para abater a última árvore em nosso País.

A Greta estaria viva para assistir a cena?

A imensidão do território nacional é tal que, se por uma catástrofe viesse um novo dilúvio universal e restasse ileso apenas o Brasil — além da pomba e do corvo do relato bíblico da Arca de Noé — caberiam aqui, com a densidade da população de Bangladesh mais de 9 bilhões de pessoas.

O Brasil é 57 vezes maior do que o território de Bangladesh, que conta com 164 milhões de habitantes em uma área de 147.000 km2.

Ou seja, 50.000 km2 menor que o Estado do Paraná com seus 11 milhões de habitantes (Boletim da FAEP, nº. 1477, de 9-6-19).

Soja en Sorriso-MT... em 2007! De lá para cá crescimento foi exponencial
Soja em Sorriso-MT... em 2007! De lá para cá crescimento foi exponencial
































Alguém perguntará, mas e comida para toda essa gente? Ora, até o momento utilizamos apenas 8% do nosso território para produção agrícola e 16% para pecuária, e alimentamos 1,5 bilhão de pessoas em todo o mundo.

Se considerarmos os mesmos índices de produtividade atuais e raciocinarmos em termos hipotéticos, tomando 100% de nosso território, então seríamos capazes de alimentar 6 bilhões de pessoas.

E haveria mais, muito mais.

Basta somarmos, além dos 8,5 milhões de km2, mais 4,5 milhões de km2 da denominada “Amazônia azul” — que é nosso território marítimo e zona econômica exclusiva equivalente à superfície da Floresta Amazônica — em nossa costa com 7.400 km de extensão.

Estudos recentes apontam que fazendas aquáticas seriam capazes de produzir o equivalente à atual produção terrestre do Brasil em frutos do mar e algas marinhas.

Senhores catastrofistas de plantão e ambientalistas radicais, falem com mais fundamento quando disserem que é preciso eliminar 1 bilhão de pessoas da face da Terra para começar a diminuir a pobreza.

O exemplo começa em casa.

Ajudem com suas fortunas incalculáveis a que os povos tenham mais religião, moral, cultura e tecnologia para produzir mais com menos terras.

Sigam o exemplo do Brasil que vocês tratam como vilão, mas que em 50 anos, ao aumentar apenas 40% de sua área cultivada, obteve um aumento de mais de 300% na produção, superando índices de produtividade dos EUA.

* * *

Agora, tratemos um pouco do propalado genocídio dos 100 mil mortos pela Covid-19 no Brasil.

Parece que 152 bispos que se pronunciaram contra o Governo estão caolhos.

Afinal, só enxergam eventuais erros no Governo, mas não enxergaram, por exemplo, as blasfêmias todas que ocorreram no carnaval nem a liberação do carnaval por governadores irresponsáveis.

Será por serem caolhos ou será por falta de reta intenção?

Basta ver o jornal “O Estado de S. Paulo”, 8-8-20, que fornece a lista dos Estados que liberaram o carnaval: AM, PA, MA, CE, PE, BA, RJ, SP.

Esses Estados totalizaram 69.724 mortes, ou seja, 70.000 em números redondos.

Em relação às 100.000 mortes, isso significa que esses Estados que liberaram o carnaval foram responsáveis por 70% das mortes por Covid-19 no Brasil, supondo evidentemente que não se tratem de fake-óbitos.

Soja em Formoso do Araguaia (TO) - Projeto da EMBRAPA resistente a altas temperaturas no cerrado
Soja resistente a altas temperaturas no cerrado
em Formoso do Araguaia (TO) - Projeto da EMBRAPA.


Teólogos da Libertação se viram contra o Brasil e se cegam para a realidade

152 bispos no Brasil propalam genocídio do Governo, mas não falam uma palavra de eventual genocídio dos Estados.

Alegam responsabilidade do Governo por essas mortes, mas não enxergam que apenas 30% das mortes seriam eventualmente de responsabilidade do Governo e dos Municípios.

Conforme tínhamos advertido em artigo, em abril, no início da pandemia, já denunciávamos que os Estados que tinham liberado o carnaval apresentavam uma quantidade muito maior de infectados.

Além disso, nem 152 bispos, nem mídia, nem esquerda mundial disseram uma só palavra sobre os responsáveis pelo vírus, ao deixá-lo escapar de maneira acidental ou culposamente.

Estatísticas apontam quase 1 milhão de mortos e 20 milhões de contaminados em todo o mundo.

Isso sem contar o desastre econômico e psicológico que abalou o mundo, enquanto China parece continuar crescendo economicamente.

É bem verdade que ninguém sabe ao certo quantos morreram na China, porque nenhum regime do mundo foi tão fechado como o regime escravagista chinês.

Mas, conforme apontamos em recente artigo tratando a respeito dos fake-óbitos, o número de mortes foi inflado no ocidente e desinflado na China.

Talvez para glorificar a eficiência chinesa no combate à epidemia, talvez para colocar o ocidente em pânico e, portanto, de joelhos perante a mesma China.

Hipóteses à parte, a história um dia — e esperamos seja em breve — elucidará essa trama secreta universal.

A China quer a esquerda no governo brasileiro
A China quer a esquerda no governo brasileiro



















Trata-se de um professor de relações internacionais da Jinan University, em Guangzhou e Diretor do Intellisia Institute, um dos maiores think tanks chineses dedicados à sua política externa.

Chade constata que desde o início do governo Bolsonaro, atritos se proliferaram entre a diplomacia brasileira e a chinesa, enquanto exportadores agrícolas e mesmo militares agiram nos bastidores para tentar uma convivência adequada no eixo Brasília-Pequim.

Chen admite que a curto prazo o Brasil poderia — notem bem, poderia — ser mais afetado por um resfriamento nas relações, principalmente por sua dependência comercial.

[…] Mas, Pequim é quem perderia a longo prazo com o distanciamento em relação à América do Sul.

O entrevistado chinês constata que “a China se beneficiou muito da globalização. Muito mais que os demais países nos últimos 40 anos”.

Isso não teria sido feito propositalmente pelas forças revolucionárias do mundo?

Se a China ganhou com a globalização e uma parcela importante da classe média do ocidente tem a impressão de que saiu perdendo, questiona Chade, como esperar, diante dessa situação, que esse sistema possa se sustentar em um cenário em que os políticos culpam a China pela destruição dos empregos?

Mais adiante, a uma pergunta sobre um eventual conflito armado, Chen respondeu que é “preciso levar a sério a possibilidade de um conflito localizado sair do controle. Historicamente já vimos isso ocorrer, […] o momento é de extrema incerteza”.

Na última pergunta sobre quem mais perderia com uma relação ruim entre Brasil e China, o entrevistado respondeu que o seu país perderia muito.

Comercialmente é algo pequeno diante do significado da relação de longo prazo.

Ou seja, o desconforto gerado pela quinta-coluna brasileira e ocidental de aumentar os impostos aqui para favorecer a China a se industrializar, levando nossos empregos e fazendo crescer nossa dependência, isso é uma coisa que a classe média não tolera e se indigna.


Não falemos dos grandes, porque são cúmplices dessa traição.

Quanto aos pequenos, não têm força de expressão, e no mais das vezes estão apenas voltados para o seu dia a dia, mas a coisa é diferente com a classe média que carrega o país nas costas e está mais que indignada.

Outra coisa que o professor chinês não disse, porque não pode mostrar o calcanhar de Aquiles da China, é a questão dos alimentos.

Só o Brasil pode oferecer alimentos baratos de alta qualidade e em grande volume para alimentar aquela população que foi acostumada pelo regime comunista a comer todo tipo de insetos e coisas repugnantes.

Basta lembrar que na China, quase 46% do território são montanhas acima de 4 mil metros de altitude e desertos, incluindo o de Gobi, um dos maiores do mundo.

Portanto, impróprios para agricultura.

No Brasil, boa parte do território é apta para a agricultura, e mais que isso, de altíssima produtividade.

Prova disso é que a agropecuária no Brasil segue com recordes de produção e exportação.

Falam tanto em vacina contra a Covid, mas o que certa imprensa não diz é que o Brasil está inundando o mundo com suco de laranja, ou seja, com pura vitamina C, um imunizante natural excelente.

Mapa alegórico dos produtos agrícolas brasileiros

As exportações de suco de laranja aumentaram 158% neste ano.

Fora Covid! Viva o produtor de laranja brasileiro! Nas exportações é provável que tenhamos o maior superavit da nossa história, graças ao agronegócio.

Basta lembrar da apresentação do Ministro Paulo Guedes para a Frente Parlamentar da Agricultura, em 10-8-20, quando ele afirmou que o PIB brasileiro, nesse ano de pandemia, quase não mudou.

Isso graças à agricultura que salvou a economia, pois só da agricultura brasileira é possível tirar três safras por ano.

Em relação às exportações mundiais, a soja nacional responde por 51% delas; a carne de frango por 34%; a carne bovina por 24%; o farelo de soja por 24%; o milho por 21%; a carne suína por 10% e o óleo de soja por 9%.

Prova dessa eficiência da agricultura brasileira é que o consumo de diesel chegou em julho/2020 a patamares de antes da crise provocada pela Covid.

Onde houver produção e safra agrícola, haverá caminhões rodando pelas estradas.

Segundo o jornal “O Estado de S. Paulo”, 16-8-20, por causa da superprodução de milho deste ano, a safra do Brasil vai alcançar 253,7 milhões de toneladas.

Isso é de longe o maior recorde de produção que já houve no Brasil por conta do sucesso da safrinha de milho.

Além disso, em decorrência da pandemia, o povo brasileiro está poupando mais.

Segundo o mesmo jornal, em 12-8-20, os depósitos na caderneta de poupança superaram os saques em 127 bilhões de reais.

Deus é brasileiro e a Virgem Aparecida é a Mãe D’Ele.

Portanto, confiança, trabalho, fé e perseverança.

Unidos venceremos a crise! Fora quinta-coluna catastrofista!

Como o Socialismo Destruiu o Meus País - por Felipe Moura Brasil


Como o Socialismo Destruiu o Meus País

por Felipe Moura Brasil

(Locução em Inglês, com legendas em Português)

A Vida de Cristãos Negros Aparentemente Não Importa - por Giulio Meotti

A Vida de Cristãos Negros Aparentemente Não Importa

Original em inglês: Black Christian Lives Apparently Do Not Matter

  • Na Nigéria, nos últimos 20 anos, 100 mil cristãos foram mortos... A Nigéria está se tornando o "maior solo de chacinas de cristãos do planeta".

  • A Nigéria, que já é o país mais populoso da África, poderá atingir uma população de cerca de 800 milhões de habitantes no ano 2100, de acordo com um estudo conduzido pela revista The Lancet e poderá se tornar a nona maior economia do mundo..

  • Quantas vidas poderiam ter sido salvas, se a mídia, as chancelarias e as organizações internacionais tivessem pressionado a liderança nigeriana para proteger os cristãos do país? Por que o Ocidente nunca atrelou o comércio, o intercâmbio diplomático, militar e político com a Nigéria à proteção dos cristãos?

  • Em 2018 o presidente dos EUA, Donald Trump, levantou a questão com o presidente nigeriano, Muhammadu Buhari. "Estamos diante de gravíssimos problemas quanto aos cristãos que estão sendo assassinados na Nigéria", ressaltou Donald Trump. O presidente americano, no entanto, está praticamente sozinho entre os líderes ocidentais em levantar a questão. Quando seu antecessor, presidente Barack Obama, se encontrou com Buhari, nunca tocou na questão dos assassinatos de cristãos.

Na Nigéria, nos últimos 20 anos, 100 mil cristãos foram mortos. A Nigéria está se tornando o "maior solo de chacinas de cristãos do planeta. Em 2018 o presidente dos EUA, Donald Trump, levantou a questão com o presidente nigeriano, Muhammadu Buhari. "Estamos diante de gravíssimos problemas quanto aos cristãos que estão sendo assassinados na Nigéria", ressaltou Donald Trump. O presidente americano, no entanto, está praticamente sozinho entre os líderes ocidentais em levantar a questão. Quando seu antecessor, presidente Barack Obama, se encontrou com Buhari, sequer tocou na questão dos assassinatos de cristãos. Foto: Trump e Buhari em 30 de abril de 2018, em Washington, DC. (Foto: Win McNamee/Getty Images)

"Parem com os assassinatos", "Basta!", "Nossas vidas são importantes", dizem cristãos e líderes religiosos nigerianos aglomerados em Londres em 20 de agosto para protestar contra o massacre de cristãos em seu país. Eles enviaram uma carta ao primeiro-ministro britânico Boris Johnson acusando a mídia internacional de engendrar "a conspiração de silêncio".

Ao mesmo tempo, um relatório de três organizações: Organização Internacional para a Construção da Paz e Justiça Social, Comitê Internacional da Nigéria e o Grupo Parlamentar de Todos os Partidos para a Liberdade Religiosa Internacional ou Crença, divulgaram que nos últimos 20 anos, 100 mil cristãos foram mortos na Nigéria. O Boko Haram, Al Qaeda, pastores Fulani e outros grupos islamistas são os responsáveis pela morte de mais de 96 mil cristãos em 21 mil ataques. De acordo com o relatório, 43.242 cristãos foram mortos pelo Boko Haram, Estado Islâmico e Al Qaeda, 18.834 morreram em ataques perpetrados pelos Fulani e 34.233 por outros grupos armados. A Nigéria está se tornando o "maior solo de chacinas de cristãos do planeta".

"Essa coisa é sistemática," salientou o arcebispo anglicano Benjamin Argak Kwashi de Jos, "é tudo planejado, tudo calculado... a intenção é islamizar a Nigéria".

As apostas são além de gigantescas, também estratégicas. A Nigéria, que já é o país mais populoso da África, poderá atingir uma população de cerca de 800 milhões de habitantes no ano 2100, de acordo com um estudo conduzido pela revista The Lancet e poderá se tornar a nona maior economia do mundo. "Se o Islã se apoderar da Nigéria, o restante da África poderá facilmente cair em suas mãos", assinalou o Bispo Hyacinth Egbebo.

Quando se lê os relatos sobre os massacres de cristãos nigerianos, o cenário é sempre o mesmo: um vilarejo com alguns casebres, em volta campos abertos. Os jihadistas aparecem na calada da noite e atacam os casebres um a um. Eles arrombam portas, gritam "Allahu akbar", assassinam idosos, estupram e mutilam mulheres e crianças e sequestram para exigir resgate como "negócio". Eles incendeiam moradias, escolas e igrejas." É como se a vida dos cristãos não tivesse mais nenhuma importância", salientou o Pastor Stephen Baba Panya, presidente da Igreja Evangélica Winning All.

"Nos cinturões norte e central da Nigéria, milhares de civis foram assassinados em ataques liderados pelo Boko Haram, pastores islamistas Fulani e outras milícias extremistas", escreveu a Baronesa Caroline Cox. "Centenas de igrejas foram reduzidas a cinzas. Comunidades inteiras foram forçadas a abandonar seus lares e terras cultivadas". A Sociedade Internacional para as Liberdades Civis e o Estado de Direito alertou para o risco de "Genocídio estilo Ruanda"

As organizações que monitoram a perseguição aos cristãos há muito tempo vêm tecendo duras críticas pelo que está acontecendo. Em 2012, a Open Doors USA já apontava para o risco de genocídio na Nigéria. Oito anos mais tarde, quantas vidas cristãs foram ceifadas? Quantas poderiam ter sido salvas, se a mídia, as chancelarias e as organizações internacionais tivessem pressionado a liderança nigeriana para proteger os cristãos do país? Por que o Ocidente nunca atrelou o comércio, o intercâmbio diplomático, militar e político com a Nigéria à proteção dos cristãos?

O presidente dos EUA, Ronald Reagan, atrelou as negociações com a União Soviética a uma campanha para deixar que os judeus da Rússia saíssem do país. Ainda que os judeus da União Soviética não estivessem sofrendo as atrocidades que os cristãos da Nigéria sofrem todo santo dia.

Em 2018 o presidente dos EUA, Donald Trump, levantou a questão com o presidente nigeriano, Muhammadu Buhari. "Estamos diante de gravíssimos problemas quanto aos cristãos que estão sendo assassinados na Nigéria", ressaltou Donald Trump. O presidente americano, no entanto, está praticamente sozinho entre os líderes ocidentais em levantar a questão. Quando seu antecessor, presidente Barack Obama, se encontrou com Buhari, nunca tocou na questão dos assassinatos de cristãos.

O presidente Donald Trump deveria "nomear um enviado especial para a Nigéria e para a região do Lago Chade para 'focar como um raio laser' nos ataques do Boko Haram e dos demais militantes islâmicos... para dar um basta no genocídio de cristãos na região", urgiu o ex-congressista Frank Wolf.

Há seis anos, o sequestro de 276 estudantes do sexo feminino, em sua maioria cristãs, pelo grupo islamista Boko Haram em Chibok, Nigéria, levou à condenação internacional. A hashtag #BringBackOurGirls viralizou no Twitter, não é de se estranhar que não teve efeito em Buhari. A campanha da hashtag foi breve.

Somente uma das adolescentes nigerianas sequestradas, Leah Sharibu, não conseguiu a liberdade, tendo que passar dois anos no cativeiro do Boko Haram. Por que isso? Porque ela se recusou a renunciar ao cristianismo e se converter para o Islã. A mãe dela participou de uma manifestação em Londres, mas nenhum jornal de peso europeu se deu ao trabalho de abrir um espaço para o caso dela. "Por cansaço ou vergonha ou as duas coisas, fizemos vista grossa", salientou o jornalista Franz-Olivier Giesbert.

"Será que a vida dos cristãos do Oriente, África ou Ásia valem alguma coisa? Esta é pergunta que não quer calar e que temos o direito de fazer a nós mesmos ao vermos o espaço que os nossos queridos meios de comunicação dão aos assassinatos e discriminações que católicos e protestantes são alvo no planeta: nada ou quase nada, somente raras exceções que tiveram sorte (...) É a nossa tartuferie (hipocrisia) que alimenta o choque de civilizações".

Outra exceção foi o autor francês Bernard-Henri Lévy. Em um longo artigo, Lévy descreveu sua visita a igrejas e vilarejos nigerianos incendiados e reduzidos a escombros por fundamentalistas islâmicos, enquanto padres e bispos locais lhe mostravam fotos de mulheres cristãs mutiladas por terem se recusado a se converter ao Islã. Mais tarde um Fulani lhe disse o seguinte:

"esta é a nossa terra, há cristãos demais aqui, os cristãos são cães e filhos da puta. Eles são traidores porque se converteram à religião branca. Quando todos partirem, a Nigéria finalmente será livre".

A jornalista americana Kirsten Powers escreveu:

"cristãos no Oriente Médio e na África estão sendo massacrados, torturados, estuprados, sequestrados, decapitados e forçados a fugir do local de nascimento do cristianismo. É de se imaginar que esse horror estivesse arrasando os púlpitos e bancos das igrejas americanas. Mas não. O silêncio tem sido ensurdecedor."

As principais igrejas dos EUA vêm abraçando a "sinalização de virtude" em relação ao racismo depois da morte de George Floyd, mas nenhum líder cristão disse "a vida dos cristãos negros importa" para sensibilizar a conscientização com respeito ao massacre de cristãos. Conforme salientou um bispo, o silêncio do Ocidente sobre a perseguição aos cristãos tem sido "sinistro"

O "genocídio cultural" dos uigures pelo regime chinês vem sendo duramente criticado e se encontra no radar com firmeza e convicção na nossa mídia e o "Genocídio de Rohingya" em Mianmar acabou no Tribunal Internacional de Justiça em Haia, os parlamentares alemães e União Europeia o condenaram. No entanto, quanto ao genocídio de 100 mil cristãos no maior país da África, o Ocidente simplesmente deu de ombros.

Giulio Meotti, Editor Cultural do diário Il Foglio, é jornalista e escritor italiano.

Fonte: https://pt.gatestoneinstitute.org/16512/vida-cristaos-negros

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sexta-feira, 11 de setembro de 2020

O Nazismo é o mais forte álibi do Comunismo - por Félix Maier

Na verdade, Comunismo = Nazismo ao cubo

O Nazismo é o mais forte álibi do Comunismo


Escrito por Félix Maier | 11 Dezembro 2012
Mídia Sem Máscara [atual https://midiasemmascara.net/]

Os socialistas brasileiros são todos burgueses, a exemplo do falecido Niemeyer, que correu uma lista de apoio a Fidel Castro quando este mandou fuzilar três fugitivos e prender 72 intelectuais, em 2003.
Olimpicamente, Niemeyer fazia-se de cego, surdo e mudo frente às atrocidades genocidas dos comunistas.

Na noite do dia 5 de dezembro de 2012, morreu no Rio de Janeiro Oscar Niemeyer, aos 104 anos de idade.
Oscar Niemeyer é, inegavelmente, um gigante da arquitetura mundial. Obras suas estão eternizadas no mundo inteiro, como a sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, projeto realizado com a colaboração de Le Corbusier. No Brasil, destacam-se obras no Rio de Janeiro (Edifício Gustavo Capanema - com a colaboração de Lúcio Costa, Corbusier e outros), São Paulo (Memorial da América Latina, Edifício Copan, Auditório Ibirapuera), Belo Horizonte (Complexo da Pampulha), Niterói (Museu de Arte Contemporânea), Curitiba (Museu Oscar Niemeyer) e, principalmente, em Brasília, uma cidade-museu a céu aberto, onde se destacam o Palácio do Planalto, o Palácio da Alvorada, a Catedral de Brasília, o Congresso Nacional, o Palácio do Itamaraty, o Memorial JK (onde há uma estilização da foice e do martelo), a Biblioteca Nacional Leonel Brizola, o Museu Nacional Honestino Guimarães. Há, ainda projetos de Niemeyer que não saíram do papel, que deverão completar sua obra em Brasília: Monumento à Paz (em forma de pomba), Museu das Águas (que ficará no Parque da Cidade), Escolinha do Choro (que ficará junto ao Centro de Convenções Ulysses Guimarães, próximo ao Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha).
No entanto, o gigante da arquitetura universal provou ser um anão político, ao defender incondicionalmente o comunismo e ser um dos mais famosos lambe-botas do ditador Fidel Castro. Obras menores comprovam essa sua inclinação pelo regime totalitário que deixou mais de 110 milhões de mortos ao redor do mundo: Monumento a Carlos Fonseca Amador (fundador da Frente Sandinista de Libertação Nacional - Nicarágua), Monumento Tortura Nunca Mais (Rio), Monumento Nove de Novembro (Volta Redonda, em memória a três operários mortos em 1988), Escultura Mão (Praça Cívica do Memorial da América Latina), Marco à Coluna Prestes (Santo Ângelo), Escultura para Cuba (Havana) - além de desenhar mobiliário para a sede do Partido Comunista Francês.
Estátua para o soldado Mário Kozel Filho, que foi explodido numa guarita do QG do então II Exército pelo grupo terrorista VPR de Carlos Lamarca e Dilminha Bang Bang, nem pensar! Estátua para eternizar a memória do tenente da PM/SP, Alberto Mendes Júnior, que trocou sua vida pela libertação de soldados sob seu comando e foi torturado até a morte com coronhadas de fuzil na cabeça pela gangue de Lamarca, nunca, jamais! Para Niemayer, o sangue só é valioso se for derramado pelas veias dos comunistas, como sugere o Monumento da América Latina, em que um mapa do subcontinente tem a cor vermelha do sangue saindo da mão do "crucificado" terrorista de esquerda.
É fácil ser comunista no Brasil, como era Oscar Niemeyer, com apartamento de cobertura na Zona Sul do Rio e Mercedes Benz (com motorista) na garagem, e cobrar de 800 mil a 1 milhão de reais por alguns rabiscos que iriam se tornar um novo monumento nas mãos de engenheiros estruturais. Difícil é ser comunista em Cuba, onde o cidadão médio, hoje, ingere menos calorias do que os antigos escravos negros da Ilha. Os socialistas brasileiros são todos burgueses, a exemplo do falecido Niemeyer, que correu uma lista de apoio a Fidel Castro quando este mandou fuzilar três fugitivos e prender 72 intelectuais, em 2003. Para Niemeyer, assim como para a totalidade dos comunistas brasileiros, incluindo Dilma Rousseff, a tortura só existiu nos governos militares de países sul-americanos, nunca em Cuba ou na União Soviética. Olimpicamente, Niemeyer fazia-se de cego, surdo e mudo frente às atrocidades genocidas dos comunistas. Para ele, não existiu a cela-gaveta cubana ou a "leoneira", uma gaiola de ferro onde os presos não podiam sequer ficar de pé, nem a prática tenebrosa dos "vampiros revolucionários", em que condenados ao paredón cubano eram sangrados antes de receber o tiro fatal, para comercialização do sangue durante a Guerra do Vietnã.
Por que a doutrina comunista se mostra tão atual e tão poderosa no Brasil, onde tremulam bandeiras vermelhas totalitárias nas manifestações de rua, se ela foi varrida de extensas áreas do planeta, como na antiga União Soviética, e está em baixa na própria China "comunista"? O que ocorreu com a terra de Macunaíma e a roça de Jeca Tatu?
Uma das explicações é que nunca houve um regime comunista em nosso País, assim a população não conhece o perigo que isso significa. Outra explicação é que o Brasil não conseguiu, nas últimas décadas, "decolar" junto com outros países capitalistas, como a Coreia do Sul.
“O comunismo, mesmo para os que o condenam, não é mais do que um mal relativo quando comparado com o mal integral, absoluto, que é o nazismo. (...) Os comunistas conseguiram fazer esquecer: que o comunismo custou a vida a pelo menos cem milhões de seres humanos; que inventou os campos de concentração; que deportou populações inteiras; que reintroduziu oficialmente a tortura nos interrogatórios; que levou à falência econômica todos os países onde foi implantado; que esterilizou intelectualmente povos inteiros; que afetou irremediavelmente os seus dados genéticos; que violou a independência de vários países; que recorreu sistematicamente ao terror e à mentira como formas de governo. O nazismo, que fez aproximadamente dez vezes menos vítimas do que o comunismo, foi definitivamente, e com justiça, marcado pelo processo de Nüremberg e submetido à erradicação total através de uma política de desnazificação conduzida de forma particularmente eficaz. O comunismo não foi alvo de qualquer sanção em qualquer país e passa ainda para muita gente como um grupo tão respeitável como qualquer outro. Sim, há toda a legitimidade para nos questionarmos sobre quem ganhou a guerra fria” (VOLKOFF, 2004: 99-100).
“Já no século XX, intelectuais socialistas, grandes admiradores da União Soviética, como H. G. Wells e Bernard Shaw, alegam o direito que teria o socialismo de liquidar física e maciçamente classes sociais que representassem um obstáculo à Revolução ou que a retardassem. Em 1933, no jornal The Listener, Bernard Shaw, demonstrando dons de visionário, pressiona os químicos para que ajudem a acelerar a depuração dos inimigos do socialismo, ‘descobrindo um gás humanitário que cause morte instantânea e indolor, em suma, um gás civilizado - mortal evidentemente -, mas humano, destituído de crueldade’. Devemos lembrar que, em seu julgamento em Jerusalém, em 1962, o carrasco nazista Adolf Eichmann invocou em sua defesa o caráter ‘humanitário’ do Ziklon B, que eliminou os judeus nas câmaras de gás do holocausto” (REVEL, 2001: 97).
“É a desculpa de sempre: todos os atos abomináveis do socialismo real são apresentados como desvios, traições, perversões do ‘verdadeiro’ comunismo, que só ressurge mais fortalecido da enxurrada de calúnias com as quais é atacado” (REVEL, 2001: 95-6). “O autor de um recente livro da coleção ‘Que sais-je? [Que sei eu?] sobre Le Goulag [O Gulag] encontra um meio de poupar Lênin, dizendo que Stálin lhe havia ‘traído’ o legado. Velho refrão mil vezes refutado, miragem falsamente salvadora, que a pesquisa realizada nos últimos anos dissipou sem deixar vestígios. No entanto, para o nosso humorista, Stálin seria na realidade o herdeiro... do czarismo, e não do leninismo” (REVEL, 2001: 153).
O nazismo é o mais forte álibi do comunismo“Relembrar, a cada dia, as atrocidades nazistas - prática tornada sagrada, desde então, sob a alcunha de ‘dever de memória’ - mantém um ruído permanente que não deixa espaço para se dar atenção à memória das atrocidades comunistas. Nas palavras de Alain Besançon, a ‘hipermnésia do nazismo’ desvia a atenção da ‘amnésia do comunismo’. Por isso é fácil entender por que toda análise, todo trabalho de historiadores minoritários, que ponha em foco a semelhança essencial entre os dois regimes, provoca tempestades que precedem uma fúria vingativa” (REVEL, 2001: 109).
Nesse mesmo livro de Revel, A Grande Parada, há um capítulo com o sugestivo nome de “Cláusula do totalitarismo preferido”. Nesse capítulo, uma passagem chama a atenção para descrever a diabolização dos totalitarismos ditos de direita e a santificação dos totalitarismos comunistas: “Alguns diques se romperam, a linha fortificada da ideologia nem sempre conseguiu se manter intacta, mas o essencial, ou seja, o princípio da desigualdade de tratamento entre o totalitarismo dito de esquerda e o dito de direita permaneceu. A década de 1980-1990 foi marcada pelo reconhecido desmoronamento do socialismo democrático. A década de 1990-2000 foi marcada pelos esforços desenvolvidos, com grande sucesso, para obliterar os ensinamentos advindos dessas experiências históricas” (REVEL, 2001: 147).
No Brasil, o objetivo maior da Comissão Nacional da Verdade não é outro senão o de demonizar as Forças Armadas e enaltecer os terroristas de esquerda que infernizaram o País nas décadas de 1960 e 70. Ou seja, ao apresentar apenas um lado da História, os comissários (do povo) tupiniquins estão promovendo um genocídio da memória recente do Brasil.
Voltando ao início do texto, repito: Niemeyer foi um gigante da arquitetura mundial, porém se tornou um anão político em seus 104 anos de "cochilo dogmático" de que falava Immanuel Kant, ao apoiar com orgulho um regime totalitário, o Comunismo. Como está sendo aplicada a Lei Gayssot na França, Niemeyer viu os crimes contra a humanidade com um olho só, o olho esquerdo. Foi sua “cláusula do totalitarismo preferido”. Reinaldo Azevedo está correto: Oscar Niemeyer foi metade gênio e metade idiota.

Notas:

VOLKOFF, Vladimir. Pequena História da Desinformação - do Cavalo de Troia à Internet. Editora Vila do Príncipe Ltda., Curitiba, 2004.

REVEL, Jean-François. A Grande Parada - Ensaio acerca da sobrevivência da utopia socialista. Bibliex, Rio, 2001 (Tradução de Lais Andrade).


Genocídio Armênio: Um genocídio de memória - por Bernard-Henri Levy

Um genocídio de memória

por Bernard-Henri Levy

11/01/2009 00h01

Escrevo este texto em memória do renomado jornalista turco-armênio Hrant Dink, assassinado há dois anos, em 19 de janeiro de 2007, por causa de seus comentários sobre o genocídio de nada menos do que 1,5 milhão de armênios por forças otomanas durante a Primeira Guerra Mundial... em memória do horror causado pelos policiais que vigiavam o jovem de 17 anos suspeito de assassinato, Ogun Samast, e que consideraram pertinente gravar imagens do rapaz segurando orgulhosamente a bandeira turca, enquanto registravam para a posteridade sua breve associação com ele... em solidariedade ao corajoso grupo de 200 escritores e intelectuais turcos que assinaram recentemente uma petição na Internet ... 

Veja mais em https://noticias.uol.com.br/blogs-e-colunas/coluna/bernard-henri-levy/2009/01/11/um-genocidio-de-memoria.htm?cmpid=copiaecola


Leia ainda:


Ararat

Diretor: Atom Egoyan

País de origem: CAN

Ano de produção: 2002

Classificação: 16 anos

Em uma lista dos grandes genocídios do século XX, não é difícil lembrar do Holocausto, das recentes guerras na África e das atrocidades no Timor Leste. Mas o sofrimento pelo qual o povo armênio passou na década de 10 fica quase sempre esquecido. Nas mãos dos turcos, dois terços dos armênios morreram entre 1915 e 1918. A Turquia sempre negou o episódio e até hoje nunca se desculpou. Como os acontecimentos foram praticamente apagados dos livros de história, ficou tudo por isso mesmo. É a história deste genocídio que Atom Egoyan conta em Ararat.

O massacre, no entanto, é apenas parte dos múltiplos enredos do filme: também há, na época atual, uma historiadora da arte, com problemas familiares, dando uma palestra sobre um pintor armênio; o filho da professora tenta entrar no Canadá com várias latas de filme, necessárias para um longa sobre o genocídio, e é interrogado por um oficial (Christopher Plummer) em seu último dia de trabalho, cujo filho tem um caso com um ator que interpreta um general turco neste "filme dentro do filme".

Ararat tem valor pessoal para Atom Egoyan (de O Doce Amanhã), cineasta canadense nascido no Egito, mas de ascendência armênia - assim como sua mulher, a atriz Arsinee Khanjian, e os atores Charles Aznavour e Eric Bogosian, que interpretam respectivamente a historiadora Ani, o diretor e o roteirista do filme. Mas é o caso de se perguntar se, ao colocar o genocídio dentro de outros enredos, Egoyan não acabou diluindo a força de sua denúncia.



Veja o filme Ararat, de 2002:

Ararat - Pelicula armenia en castellano /// Armenian Movie in Spanish

https://www.youtube.com/watch?v=K5S4Un5Sl5w




Parlamento da Alemanha reconhece genocídio armênio

O Parlamento alemão aprovou, quase por unanimidade, uma resolução que reconhece como “genocídio” o massacre de arménios pelo Império Otomano, em 1915. REUTERS/Stringer
Texto por:RFI

Os deputados alemães aprovaram, nesta quinta-feira (02), uma resolução que reconhece o massacre de armênios pelas forças otomanas na Primeira Guerra Mundial como um genocídio, um texto criticado pela Turquia, aliada chave do país sobretudo para a questão da crise migratória na Europa.


Pascal Thibaut, correspondente da RFI em Berlim

O texto, com o título "Lembrança e recordação do genocídio dos armênios e de outras minorias cristãs há 101 anos", foi aprovado por quase todos os deputados presentes no Bundestag, a Câmara Baixa do Parlamento alemão. Apenas um deputado votou contra e outro optou pela abstenção.

Na quarta-feira (1), o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, teria telefonado para a primeira-ministra alemã Angela Merkel para falar de suas “preocupações” e denunciar que a Alemanha estaria caindo numa “armadilha”.

Os deputados que se pronunciaram durante os debates destacaram que seus posicionamentos não eram dirigidos ao atual governo da Turquia, mas eram relativos à responsabilidade na época do Império Otomano e que o objetivo principal era de criar as bases necessárias para uma reconciliação entre turcos e armênios. A resolução reconhece ainda a responsabilidade alemã, principal aliada da Turquia durante a Primeira Guerra Mundial.

Alegações “distorcidas e infundadas”

O ministro das Relações Exteriores da Armênia, Edward Nalbandian, elogiou em um comunicado a "contribuição notável da Alemanha ao reconhecimento e condenação internacional do genocídio armênio, assim como à luta universal para evitar genocídios e crimes contra a humanidade".

"O reconhecimento pelo Parlamento alemão de alegações 'distorcidas e infundadas' como 'genocídio' é um erro histórico", escreveu o vice-premier e porta-voz do governo turco, Numan Kurtulmus, no Twitter. E acrescentou: “Para a Turquia, esta resolução é nula e sem efeito”.

A adoção do texto vai complicar ainda mais as relações, já tensas entre Ancara e Berlim, por conta da aplicação de um polêmico acordo com a União Europeia, estimulado por Berlim, que contribuiu para reduzir drasticamente o fluxo de migrantes para a Europa. O presidente turco ameaça não aplicar o acordo se não conseguir a isenção de vistos para os cidadãos turcos que desejam viajar ao espaço europeu de Schengen.

Genocídio armênio deixou 1,5 milhão de mortos

O presidente armênio, Serge Sarkissian, advertiu que não seria justo não chamar de genocídio o massacre de armênios "apenas porque irrita o chefe de Estado de outro país", em referência ao presidente turco.

A resolução do Bundestag é uma nova etapa no reconhecimento oficial da Alemanha do genocídio, depois que no ano passado o presidente alemão, Joachim Gauck, utilizou, pela primeira vez, o termo "genocídio" para classificar os massacres cometidos contra os armênios em 1915.

Os armênios consideram que 1,5 milhão de pessoas foram assassinadas de maneira sistemática ao final do império otomano. Muitos historiadores e mais de 20 países, entre eles França, Itália e Rússia, reconhecem o genocídio dos armênios. O Brasil, no entanto, não reconhece o fato como genocídio.

A Turquia, por sua vez, afirma que se tratava de uma guerra civil, agravada pela fome, e que entre 300 e 500 mil armênios e turcos morreram quando as forças otomanas e a Rússia disputavam o controle da Anatólia.

(Com informações da AFP)

Fonte: https://www.rfi.fr/br/europa/20160602-parlamento-alemao-reconhece-genocidio-armenio

Fotos do Genocídio Armênio
1915




















2015 - Centenário da Memória do Genocídio Armênio