MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964
Avião que passou no dia 31 de março de 2014 pela orla carioca, com a seguinte mensagem: "PARABÉNS MILITARES: 31/MARÇO/64. GRAÇAS A VOCÊS, O BRASIL NÃO É CUBA." Clique na imagem para abrir MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964.

terça-feira, 30 de junho de 2020

Vítimas da Intentona Comunista de 1935 - Por Félix Maier

Vítimas da Intentona Comunista de 1935

Félix Maier

A Intentona Comunista de 1935 era para ser realizada simultaneamente no Rio de Janeiro, em Pernambuco e no Rio Grande do Norte.

Porém, o levante começou prematuramente em Natal, no dia 23 de novembro de 1935, por erro de interpretação de um código.

Em Pernambuco, teve início em 24 de novembro de 1935.

No Rio de Janeiro, teve início no dia previamente marcado, 27 de novembro de 1935.

Há números díspares de militares mortos no confronto com os comunistas. Alguns estudiosos falam em 28 militares, outros, em 32. Porém, conferindo as relações de mortos apresentada no livro "A Verdade Sufocada" (33 mortos), do Coronel do Exército Carlos Alberto Brilhante Ustra, com a relação apresentada num artigo do Coronel do Exército Aluísio Madruga de Moura e Souza (32 mortos), chega-se ao número de 34:

1. Ten Cel Misael de Mendonça
2. Maj João Ribeiro Pinheiro
3. Maj Armando de Souza Mello
4. Cap Benedito Lopes Bragança
5. Cap Danilo Paladini
6. Cap Geraldo de Oliveira
7. 1º Ten José Sampaio Xavier
8. 2º Ten Res Lauro Leão de Santa Rosa(convocado)
9. 2º Sgt Jaime Pantaleão de Morais
10. 2º Sgt José Bernardo Rosa
11. 3º Sgt Coriolano Ferreira Santiago
12. 3º Sgt Abdiel Ribeiro dos Santos
13. 3º Sgt Gregório Soares
14. 1º Cabo Luiz Augusto Pereira
15. 1º Cabo Carlos Botelho
16. 2º Cabo Alberto Bernadino de Aragão
17. 2º Cabo Pedro Maria Netto
18. 2º Cabo Fidelis Baptista de Aguiar
19. 2º Cabo José Harmito de Sá
20. 2º Cabo Clodoaldo Ursulano
21. 2º Cabo Manuel Biré de Agrella
22. 2º Cabo Francisco Alves da Rocha
23. 2º Cabo Wilson França
24. 2º Cabo Péricles Leal Bezerra
25. 2º Cabo Orlando Henriques
26. 2º Cabo José Menezes Filho
27. 2º Cabo Manoel Alves da Silva
28. Sd Ex João de Deus Araújo
29. Sd Ex Álvaro de Souza Pereira
30. Sd Ex Genaro Pedro Lima
31. Sd PM/RN Luiz Gonzaga de Souza
32. Sd PM/PE Lino Victor dos Santos
33. 1º. Cabo Carlos Botelho (*)
34. Sd José Mário Cavalcanti (*)

(*) Constam da relação de militares mortos no livro "A Verdade Sufocada", do Coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, Editora Ser, 3a. Edição, Brasília, DF, 2007, pg. 50, mas não no artigo do Coronel Aluisio Madruga (ver abaixo).

Quanto ao número de civis mortos, o livro "A Verdade Sufocada" afirma, na pg. 48, que foram 20 no Rio Grande do Norte, não citando a fonte; e que foram 720  mortos em Pernambuco, citando  como fonte, "Histórias  das Revoluções Brasileiras", Volune II, pg. 424, do historiador Glauco Carneiro.

No texto "A Participação Internacional na Intentona Comunista de 1935", link http://jornalri.com.br/artigos/participacao-internacional-na-intentona-comunista-de-1935, consta que foram 20 revolucionários e dois legalistas mortos no Rio Grande do Norte.

Quanto ao número de civis mortos no Rio de Janeiro, não há dados disponíveis, porque o Presidente Getúlio Vargas não divulgou o número de revoltosos mortos. Os militares mortos, como visto acima, foram 34, alguns assassinados covardemente pelos quintas-colunas comunistas enquanto dormiam.


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quinta-feira, 27 de novembro de 2014


A INTENTONA COMUNISTA JAMAIS PODERÁ SER ESQUECIDA, por Aluisio Madruga (coronel do Exército e herói da Guerrilha do Araguaia)



21/11/13 - LEMBRAI-VOS DE 1935!

A INTENTONA COMUNISTA JAMAIS PODERÁ SER ESQUECIDA


Por Aluisio Madruga


31 DE MARÇO DE 1914 – A CONTRAREVOLUÇÃO DE 1964 ESTARÁ COMPLETANDO 50 ANOS. TEREMOS ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS. COMISSÃO DA VERDADE? AQUELA QUE ESTÁ CRIANDO UMA HISTÓRIA MENTIROSA EM PRÓL DOS COMUNISTAS ? EU ESTOU FAZENDO A MINHA PARTE. E VOCÊ? DECIDA PELO BRASIL. 

              Qual a razão da comissão da “verdade” apurar apenas os fatos políticos e sociais que tiveram como consequência a Contrarrevolução de 1964, a partir de 1946, se a criação do Partido Comunista – Seção Brasileira da Internacional Comunista(PC-SBIC) foi criado em 1922 e que em 1934 passou a adotar o nome de Partido Comunista do Brasil se uma das  causas determinantes   de 1964  remontam a 1935? Com muito espanto e desiludido vejo hoje o caos generalizado no País sob o governo do Partido dos Trabalhadores apoiado por muitos outros políticos  corruptos, irresponsáveis  e vendilhões da Pátria que nem sabem o que significa tal palavra Pátria, levando a Nação ao caos.

Roubo do nosso pagamento de impostos para sustentar partidos e seus dirigentes – é o mensalão ; greve nos bancos, nos Correios, nas polícias. A saúde  e a Segurança Pública estão uma lástima e a ONU, OEA e Corte Interamericano de Direitos Humanos querendo impor ao Brasil o que deve ser realizado aqui. Realmente os tempos são outros. São tempos de políticos altamente desonestos, de omissão de autoridade e falta de firmeza de caráter e pulso forte de governantes de todos os níveis. 
O povo brasileiro, infelizmente, nele incluído os militares das  Forças Armadas perderam a capacidade de se indignar. 
Como estamos no mês no qual a 78 anos atrás ocorreu a INTENTONA COMUNISTA decidimos resumir os principais aspectos da mesma em seis artigos. 
“A  ‘glasnot’ (transparência) de Gorbachev foi importante porque derrubou vários mitos. Um deles o de que a Intentona tivesse sido um movimento genuinamente brasileiro, gestado e levado adiante pelo Partido Comunista do Brasil. Não foi. A Intentona Comunista foi deflagrada após ordem expressa da Internacional Comunista com sede na Rússia e passada por telegrama. A cópia do telegrama foi publicada por William Waak em seu livro ‘Camaradas’ editado em 1993 na página 129”. ( Resumo de artigo do historiador Azamba7427). 
O tratamento benevolente concedido aos criminosos de 1935, encorajou os comunistas de 1964 e aventureiros de 1968 que empregaram a luta armada  com sequestros de embaixadores, assaltos a bancos, atos de terrorismos , roubos de armamento em quartéis e muito mais,   bem como a Anistia de 1979 tem encorajado estes mesmos comunistas de ontem a tentarem se apossarem do Poder hoje. No governo eles já estão. Para  obterem o Poder absoluto falta muito pouco. E aí o Brasil será uma ditadura comunista. No entanto nem o povo nem as elites brasileiras demonstram ter se dado conta deste fenômeno. Ontem era o KGB na Rússia. Hoje é o Forum de São Paulo sob a liderança de Fidel Castro e Lula. 
Vamos lembrar que nós temos responsabilidades perante nossos  descendentes .Eles merecem! Vamos fazer. Não fiquemos a imaginar que outros farão por nós. Sejamos participativos em defesa de nossos ideais. O povo brasileiro quer continuar a ser livre. A minha parte eu estou fazendo. 
Amanhã: mortos enquanto dormiam,  mas os comunistas  negam até hoje. 
Aluisio Madruga
Autor dos livros Guerrilha do Araguaia revanchismo – A Grande Verdade e Documentário - Desfazendo Mitos da Luta Armada   



22/11/13 - LEMBRAI-VOS DE 1935 - INTENTONA COMUNISTA II

É PRECISO CONTAR AOS MAIS JOVENS A VERDADE
INTENTONA COMUNISTA  II
Mortos enquanto Dormiam
Mas os Comunistas negam até hoje
            Por  Aluisío  Madruga de Moura e Souza
No próximo dia 27 de novembro de 2013, a Intentona Comunista de 1935 estará completando 78 anos. Tendo eclodido no dia 23 de novembro em Natal/RN e dia 24 em Recife/PE, só no dia 27 teve início no Rio de Janeiro, no quartel do 3º Regimento de Infantaria na Praia Vermelha e na Escola de Aviação no Campo dos Afonsos, então subordinada ao Exército. Nos vários dicionários não vamos encontrar unanimidade nos sinônimos a respeito da palavra intentona, mas há nos significados. A seguir alguns exemplos: plano insensato, intento louco, conluio, rebelião, motim, conspiração, sedição, revolta, conjuração, insurreição ou intento insano.

 Porém, historicamente, Intentona Comunista é o nome oficial da insurreição militar que ocorreu no Brasil nas cidades acima citadas, cujo número real de mortos nunca foi oficialmente revelado pelo Governo da época, possivelmente para diminuir o episódio revolucionário marxista–leninista ou olha-lo como insignificante, quando, na realidade não o foi, principalmente, pela maneira covarde e vil como os conspiradores, em prol de uma outra Nação, traíram  seus companheiros de farda e a própria Pátria.


 Antônio Carlos Otoni Soares, por ocasião das  comemorações da Intentona Comunista em 1985, escreveu o livro Os 50 anos da primeira Intentona Comunista, no qual aborda com muita propriedade fatos negados com veemência pelos comunistas, ou seja, que assassinaram seus companheiros de maneira traiçoeira, covarde e vil, quando muitos deles  dormiam.



 Os comunistas e os setores da propaganda partidária esquerdista permanecem até hoje negando, afirmando que estas ideias são fruto da invenção e dos preconceitos anticomunistas, pois todos os que tombaram estavam lutando. “ Não houve ninguém, oficial ou soldado, assassinado na cama pelos companheiros sublevados. Os que morreram, morreram lutando”.(Barbosa Lima Sobrinho – na orelha da contra capa do livro de Hélio Silva – 1935 – A Revolução Vermelha).



 Ora, como afirma Otoni em seu livro, a versão de que houve morte de militares dormindo não surgiu anos ou décadas depois da Intentona. Esta versão é da própria época. Consta, por exemplo, do Jornal Correio da Manhã de 30 de novembro de 1935, sábado, página 4, num editorial intitulado “O Castigo” que afirma: “já estão reconstruídas algumas scenas da tragédia que culminou na verdadeira batalha da Praia Vermelha.....Contam-se entre os episódios tenebrosos daquelle dia impiedosas liquidações summarias, nas quais intervieram indivíduos despidos de todo o sentimento, até de simples humanidade....Um official friamente assassinado por mão de seu companheiro que trazia a arma envolvida num jornal: outro morto quando dormia e teria sido fácil prende-lo e desarma-lo”.

  
 Esclarecemos ao leitor que a rebelião no Rio de Janeiro ocorreu após um período no qual a tropa estava pelo menos a cinco dias de prontidão, portanto, exausta e que o movimento teve início após a meia-noite.



  É interessante citar a opinião moderada de um oficial que participou dos referidos combates, o então tenente José Campos de Aragão, que se reformou como General de Divisão. Em seu livro sobre a Intentona, na página 75, o Gen. Aragão assim se manifesta: “ O capitão Armando de Souza  Melo e o tenente Danilo Paladini, que repousavam no momento da insurreição, foram mortos pelos revoltosos ainda aturdidos quando se levantavam”. E sobre estas declarações comenta em seu livro Otoni Soares: “dizer que alguém foi morto quando estava atônito e aturdido, no exato momento em que se levantava do descanso, não quer dizer que estivesse dormindo, embora mais próximo do estado de sono do que de vigília. Contudo, passar de um extremo ao outro: os que morreram, morreram lutando, como afirmam os comunistas, também não tem sentido”.



Finalmente, é importante deixar claro que os comunistas atuais continuam enobrecendo a Intentona, planejada e determinada pelo governo comunista da Rússia e executada pela Aliança Nacional Libertadora sob a liderança de Luís Carlos Prestes, como se matar alguém, acordado e cara a cara, pelas costas ou que estivesse dormindo, buscando o objetivo de submeter a própria Pátria a uma nação estrangeira, com a intenção de destruir valores morais, sentimentais e cívicos de um povo, faça diferença. São uns cínicos. Hoje, sem dar um tiro e por meio da corrupção estão conseguindo.



Amanhã, no artigo Intentona Comunista III, iremos transcrever trechos de manchetes de jornais da época, cópias fieis dos originais, visando caracterizar a repercussão dos acontecimentos naquele momento histórico e qual era o pensamento da mídia.



Aluisio Madruga

Autor dos livros: Guerrilha do Araguaia – Revanchismo – A Grande Verdade e Documentário – Desfazendo Mitos da Luta Armada



23/11/13 -Lembraivos de 1935 -INTENTONA COMUNISTA III

 Dados relacionados com o VII Congresso Mundial do Komintern
Por  Aluisio Madruga de Moura e Souza 
            Como adiantei no final do artigo anterior, vamos conversar um pouco mais sobre  a Intentona Comunista de 1935.
            “ Dominada nesta Capital uma grave Rebelião Militar. Ás primeiras horas da madrugada  de ontem revoltaram-se o 3º Regimento de Infantaria e parte da Escola de Aviação. As tropas fiéis dominaram a situação após várias horas de luta, na qual perderam a vida officiais, sargentos e praças, ficando feridos numerosos outros. Gravemente attingidos por projecteis  o Commandante e o Sub-comandante  do Regimento, quando tentavam conter a tropa amotinada”. (Correio da Manhã de 28 de novembro de 1935). 
           Já no Correio da Manhã do dia 30 de novembro de 1935 vamos encontrar:


“ Os acontecimentos. Tenaz na sua acção subversiva, o Partido Communista trabalha pelo esphacelamento do Brasil. O discurso do representante do Partido Communista Brasileiro no último Congresso Mundial da Internacional Communista”. É desta reportagem que  passo a transcrever os seguintes comentários do jornal:

            “ –  cinqüenta e dois países enviaram seus representantes, incumbidos de apresentarem perante o Congresso um Relatório da situação do communismo em seus respectivos países e dos progressos alcançados durante os últimos tempos;
-        o discurso do delegado do Brasil, Marques, constituiu-se em um resumo histórico  da evolução do communismo no nosso país, demonstrando claramente o incremento extraordinário que aqui vem tomando , o credo de Moscou, implantando o dissídio, a desordem e as greves procurando desmoralizar a ordem estabelecida. (Esclareço aos meus leitores que Marques tratava-se de Antônio Maciel Bonfim, o Miranda, que tinha sido reeleito Secretário- Geral do Partido). 
-        transcrevemo-lo a seguir na integra, conforme elle vem publicado no número especial de “La Correspondance Internacionale”, editado em Paris a 12 de outubro último, o Relatório do delegado brasileiro lido no Congresso;
- esta transcripção que fazemos do número especial de La Correspondance Internacionale orientará sem dúvida os nossos leitores sobre muitos factos que nos últimos tempos lhes terão parecido um tanto obscuro. Cremos que depois de lerem o discurso do representante brasileiro no último Congresso do Komintern, realizado em Moscou, comprehenderão que combater o communismo é defender o Brasil”.
            Já no Correio da Manhã do dia 6 de dezembro de 1935, vamos encontrar a seguinte manchete: “ A rebelião militar do dia 27. Uma série de documentos obtidos no exterior sobre a infiltração communista no Brasil. O relatório  de Dimitroff apresentado no 7º Congresso em Moscou – Luiz Carlos Prestes já é membro do Governo Russo.” Nesta reportagem que foi ampla, o periódico publica o relatório de Dimitroff, dirigente búlgaro da Internacional Comunista, encarregado de fundamentar as políticas de frentes da organização, extraído da Ata da Sessão de 3 de agosto do mesmo ano, referente ao VII Congresso Mundial já citado. No Relatório em questão encontramos:
            “Antes da abertura da sessão matinal do dia 2 de agosto de 1935, já a sala das columnas estava repleta para ouvir o camarada Dimitroff. Ao entrar na sala Dimitroff foi saudado pela delegação Allemã com um – Rot Front – e de todos os cantos da Assembléia as delegações o acclamam em todas as línguas do mundo. Pelas delegações sul-americanas foi o  mesmo homenageado pelo verbo quente e vibrante de Luiz Carlos Prestes.
Depois de historiar os progressos da actividade communista nos vários países, Dimitroff assim se refere ao Brasil: no Brasil, segundo estamos amplamente informados pelos nossos melhores agentes( o que demonstra que o Komintern enviou agentes de plena confiança para orientar a Aliança Nacional Libertadora(ANL) na tentativa de tomada do poder) e pelo nosso ilustre Prestes. A luta tem sido intensa, devendo vencer o espírito conservador e católico do povo brasileiro que em outras épocas chegou a ser quase fetichista. As propagandas anti-religiosas  que ali vêm sendo feitas desde algunns annos já vão dando resultados, principalmente, entre marinheiros e soldados. As Revoluções pela emancipação política iniciada em 1924 por Prestes em São Paulo, culminando com as victórias de 1930, têm servido de muito para consolidar o trabalho communista com os brasileiros. Deve ser notado que os mais ardentes da revolução sempre se apoiaram em elementos rubros, alguns dos quais nossos mais dedicados amigos. Pena foi que Prestes não tivesse o feliz ensejo de definitivamente tomar o poder e proclamar a República Soviética do Brasil. Não o devemos censurar por isto. Elle já nos disse e já nos convenceu que naquella  época  seria coisa passageira ainda não suficientemente amadurecida no Brasil. Será preferível que o communismo seja implantado no território brasileiro de forma permanente e com sólidas raízes da natureza das que já estão brotando graças ao trabalho intteligente e fecundo alí feito pelo nosso partido auxiliado pelos elementos da III Internacional  que em Montevidéo estão vigilantes nas instruções que daqui lhes envia Prestes. Podemos pois verificar com satisfação que os últimos relatórios apresentados no presente Congresso indicam o grande progresso que ali  tem tido a nossa causa, principalmente entre os intelectuais, professores , estudantes de academias, liceus e gymnasios officiais , pois não tem sido possível introduzir a nossa propaganda nos estabelecimentos  religiosos  e do ensino particular.
Também nas classes armadas a infiltração tem sido considerável , mormente entre os sargentos e a formação de syndicatos tem em muito facilitado pois mais facilmente podemos agir sobre blocos e não sobre  pessoas isoladas. Em São Paulo, Rio de Janeiro, em Nicthroy, em Pernambuco, na Bahia e nos estados do Sul – constatamos com prazer que o trabalho tem sido hercúleo e avança a passos de gigante e agora com acção intteligente de um verdadeiro partido como a Alliança Nacional Libertadora ou será o que a substituir nas próximas lutas eleitorais. Devemos ser otimistas em relação ao que esperamos da futura e talvez bem próxima colaboração brasileira, na nossa obra civilizadora e de libertação do proletariado mundial.
Ao terminar a scessão desta tarde devo enviar uma grande saudação aos communistas brasileiros aqui tão dignamente representados e aos nossos camaradas chineses. Nós saudamos esse heróico exército vermelho e nós prometemos que não os abandonaremos na grande luta em que estão empenhados.
Nesse ponto Dimitroff interrompe a sua exposição  e ao descer da tribuna o Congresso lhe fez uma delirante manifestação de entusiasmo . Prestes e Wan Gou Lin se adiantam e calorosamente apertam as mãos de Dimitroff que os abraça affectuosamente”.


Como trata-se de texto bastante claro, destaco apenas para os leitores que o Congresso em questão ocorreu nos dias 2 e 3 de agosto de 1935.

No artigo Intentona Comunista IV, relacionaremos os militares mortos nos três focos do levante (Natal, Recife e Rio de Janeiro); os principais mercenários-assassinos( expulsos) nos três focos do levante; militares punidos de outra forma; civis brasileiros mais importantes no levante e, ainda, civis estrangeiros mais importantes no levante. São nomes que deverão ser execrados para sempre. 
Aluisio Madruga é autor dos livros:
Guerrilha do Araguaia – Revanchismo – A Grande Verdade e
Documentário Desfazendo Mitos da Luta Armada



25/11/13 - Lembrai -vos de 1935 - INTENTONA COMUNISTA IV



                  OBS: MORADORES DO RIO DE JANEIRO! COMPAREÇAM NO DIA 26/11/2013 ÀS 08:00HS NA PRAÇA GENERAL TIBÚRCIO PARA PARTICIPAREM DAS HOMENAGENS ÀQUELES QUE SE SACRIFICARAM PELO BRASIL. LEVEM ESPOSAS E FILHOS. AS FAMÍLIAS DOS MORTOS AGRADECEM. 

Relação dos militares vítimas e daqueles que devem permanecer com seus  nomes execrados perante o povo brasileiro  para sempre           


            Como antecipei no artigo anterior vamos relacionar todos os militares assassinados nos quartéis de Natal, nos de Recife, no 3º Regimento de Infantaria e na Escola de Aviação, sendo que estas  últimas duas  Unidades estavam sediadas no Rio de Janeiro. Muitos civis também foram assassinados em Natal e principalmente em Recife, mas desconhecemos os números, até porque houve a intenção do governo da época em não divulga-los. Citaremos os principais militares - traidores mercenários/assassinos - nos três focos do levante e os civis brasileiros e estrangeiros de maior participação na tentativa de impor a ditadura do proletariado entre nós.    

            Para facilitar a leitura os nomes estão numerados e em coluna, o que por certo vai aumentar o número de páginas. Mas peço ao leitor que não desista, tendo em vista  uma melhor compreensão do todo. Lembrem-se que este é o artigo de número IV de um total de VII.
            OBS: os dados aqui citados foram extraídos do livro “1964 – A Revolução Injustiçada” de Gustavo O. Borges, Editora JAC. Ao parabenizar ao Cel Aviador Gustavo Borges, ex-Secretário de Segurança Pública da Guanabara a época do  Governador Carlos Lacerda, também o agradeço. Penso como o amigo: que falta o Governador Lacerda está fazendo.


Vamos inicialmente citar todos aqueles que foram assassinados pelos seus companheiros de farda  que os traíram e, também, ao povo brasileiro e a sua Pátria, em apoio ao comunismo.


(1) Os assassinados


1. Ten Cel Misael de Mendonça

2. Maj João Ribeiro Pinheiro
3. Maj Armando de Souza Mello
4. Cap Benedito Lopes Bragança
5. Cap Danilo Paladini
6. Cap Geraldo de Oliveira
7. 1º Ten José Sampaio Xavier
8. 2º Ten Res Lauro Leão de Santa Rosa(convocado)
9. 2º Sgt Jaime Pantaleão de Morais
10. 2º Sgt José Bernardo Rosa
11. 3º Sgt Coriolano Ferreira Santiago
12. 3º Sgt Abdiel Ribeiro dos Santos
13. 3º Sgt Gregório Soares
14. 1º Cabo Luiz Augusto Pereira
15. 1º Cabo Carlos Botelho
16. 2º Cabo Alberto Bernadino de Aragão
17. 2º Cabo Pedro Maria Netto
18. 2º Cabo Fidelis Baptista de Aguiar
19. 2º Cabo José Harmito de Sá
20. 2º Cabo Clodoaldo Ursulano
21. 2º Cabo Manuel Biré de Agrella
22. 2º Cabo Francisco Alves da Rocha
23. 2º Cabo Wilson França
24. 2º Cabo Péricles Leal  Bezerra
25. 2º Cabo Orlando Henriques
26. 2º Cabo José Menezes Filho
27. 2º Cabo Manoel Alves da Silva
28. Sd Ex João de Deus Araújo
29. Sd Ex Álvaro de Souza Pereira
30. Sd Ex Genaro Pedro Lima
31. Sd PM/RN Luiz Gonzaga de Souza
32. Sd PM/PE Lino Victor dos Santos.


A  estes patriotas a nossa eterna gratidão. Quem leu os artigos anteriores e em particular o Relatório Dimitroff sabe que eles não morreram em vão. A China se tornou comunista em 1949. Mas o Brasil até hoje não. E não se tornara embora o Governo, Partido dos Trabalhadores estejam trabalhando intensamente para tal. Continuam desconhecendo a índole do povo brasileiro.



(2) Relação dos principais mercenários-assassinos nos três foco sublevadosMilitares que foram expulsos do Exército Brasileiro e os que sofreram outras punições.


a. Expulsos


1. Cap Luiz Carlos Prestes

2. Maj Carlos Costa Leite
3. Cap Ten Heculino Cascardo
4. Cap Ten Roberto Faller Sisson
5. Cap Carlos Amorety Osório
6. Cap Agildo da Gama Barata Ribeiro
7. Cap Álvaro Francisco de Souza
8. Cap José Leite Brasil
9. Cap Sócrates Gonçalves
10. Cap Agliberto Vieira de Azevedo
11. 1º Ten David de Medeiros Filho
12. 1º Ten Durval Miguel de Barros
13. 1º Ten Celso Tovar Bicudo de Castro
14. 1º Ten Benedito de Carvalho
15. 2º Ten Francisco Antônio Leivas Otero
16. 2º Ten Antonio Bento Monteiro Tourinho
17. 2º Ten José Gutman
18. 2º Ten Raul Pedroso
19. 2º Ten Ivan Ramos Ribeiro
20. 2º Ten Humberto Baena de Moraes Rego
21. 2º Ten José Gay da Cunha
22. 2º Ten Carlos Branwick França
23. Ten Dinarco
24. Asp Of Walter José Benjamim da Silva
25. 3º Sgto Victor Ayres da Cruz


b. punidos de outras formas


1. Ten Cel Newton Estilhac Leal

2. Cap Tácito Lívio Reis de Freitas
3. Cap Lincoln Cordeiro Oest
4. Ten Candido Manoel Ribeiro


Civis brasileiros e estrangeiros considerados os mais importantes na condução da Intentona.


a. civis brasileiros


1. Antônio Maciel Bonfim (que usou o nome falso de Adalberto de Andrade Fernandes e codinomes de Miranda, Queiroz, Marques, Bonfim e outros)

2. Honório de Freitas Guimarães(assassino de Elza Fernandes)
3. Lauro Reginaldo da Rocha, em verdade Lauro Reginaldo Teixeira
4. Adelino Deycola dos Santos
5. Dr. Silo Furtado Soares de Meirelles
6. Benjamim Soares Cabello
7. Dr. Francisco Mangabeira
8. Dr. Manoel Venâncio Campos da Paz
9. Dr. Pedro Ernesto Baptista
10. Moacir Werneck de Castro


b. civis estrangeiros


1. Arthur Ewert, em verdade Harry Berger de nacionalidade alemã

2. Rodolpho Ghioldi, Sec. Geral do PC argentino
3. Léon Jules Vallée, de nacionalidade belga
4. Pavel Stuchevski, ucraniano e esposa Sofia, agentes do Komintern
5. Elise Saborovski, codinome Saba, esposa de Arthur Ewert
6. Olga Benário, agente da GRU(Exército Vermelho)  e amante de Luiz Carlos Prestes.
7. Amleto Locatelli, italiano, agente do Partido Comunista Italiano(PCI)
8. Jonny de Graaf de nacionalidade alemã
9. Victor Allen Baron, americano e operador de rádio.


“ Os demais implicados, quer os simples executores materiais, quer os prestadores de auxílio ou de instruções para a execução dos crimes, se enquadram na categoria de co-réus. Seus nomes constam nos autos dos processos antes arquivados no Tribunal de Segurança Nacional já extinto. Além destes, muitos outros foram identificados pelo jornalista William Waack nos arquivos de Moscou, entre eles Celestino Paraventi, paulista, encarregado de receber e repassar o dinheiro vindo de Moscou para Pavel Stuchevki.”.

          
            No artigo a seguir que será o de número V citaremos detalhes dos assassinatos do Capitão Danilo Paladini e do Capitão  Benedito Lopes Bragança, para que o leitor tenha para sempre até aonde chegou a covardia dos que fizeram a Intentona de 1935.
            Aluisio Madruga é autor dos livros:
            Guerrilha do Araguaia Revanchismo – A Grande Verdade e Documentário – Desfazendo Mitos da Luta Armada




25/11/13 - Lembrai-vos de 35 - INTENTONA COMUNISTA V


SOLICITO AOS RESIDENTES NO RIO DE JANEIRO QUE PUDEREM COMPARECER COM SEUS FAMILIARES ÀS FESTIVIDADES EM HOMENAGEM AOS ASSASSINADOS PELOS COMUNISTAS EM 1935 QUE O FAÇAM. PRAÇA GENERAL TIBÚRCIO NA PRAIA VERMELHA DIA 26/11/2013 AS 08h 30min.


            Alguns detalhes dos assassinatos do Capitão Danilo Paladini e do Capitão Benedito Lopes Bragança, para que o leitor tenha para sempre na mente, até onde chegou a covardia dos que fizeram a Intentona.

          
            Por Aluisio Madruga de Moura e Souza


            Como já citei, o comunista  Barbosa Lima Sobrinho escreveu na orelha da contra capa do livro de Hélio Silva – 1935 – a Revolução Vermelha: “não houve  ninguém, oficial ou soldado, assassinado na cama pelos companheiros sublevados. Os que morreram, morreram lutando.” Esta afirmação é uma grande mentira como o é a atual comissão nacional dita da verdade. Barbosa Sobrinho certamente não leu os jornais da época e nem se aprofundou no tema, ou teve a intenção deliberada de distorcer os fatos em defesa de seus camaradas comunistas, o que aliás sempre ocorre.

            No acaso especifico, do Tenente Danilo Paladini, promovido a Capitão pós-morte, tive a grata satisfação de ter sido comandado pelo General Mário César Azevedo da Silveira, esposo de Dona Irma Paladini Azevedo da Silveira, filha do Capitão Paladini e de Dona Zelina Paladini.


            Sabendo que eu estava escrevendo um livro no qual abordaria a Intentona, dona Irma gentilmente me permitiu acesso a um diário de campanha do seu pai, escrito dia após dia, iniciado em 1º de agosto de 1924 e findo em 23 de março de 1927, bastante útil para conhecimento das questões desse período que antecedeu a Intentona.



            O referido diário conta a sua participação na manutenção da ordem governamental em duas revoltas ocorridas no interior do País, mais precisamente na região norte (Pará e Amazonas) e no interior de Minas Gerais e do antigo estado de Goiás.



            Como relatei em artigo anterior, consta na página 75 do livro do ponderado Gen. José Campos de Aragão, participante da resistência no 3º Regimento de Infantaria no Rio de Janeiro a seguinte afirmação: “o Capitão Armando de Souza Melo e o Tenente Danilo Paladini, que repousavam no momento da insurreição, foram mortos pelos revoltosos ainda aturdidos quando se levantavam”. Acredito existir aqui um equivoco.



             Dona Irma tem versão diferente das publicadas em livros a respeito da morte de seu pai. Segundo sua mãe, um Sargento, cujo nome não se recorda, a procurou e lhe contou como o seu marido, Tenente Paladini, foi assinado friamente: disse-lhe o sargento:

“eu e o Tenente Paladini regressávamos da ronda e, quando subíamos as escadas que davam acesso ao alojamento, ouvimos uma voz que chamou. Paladini! Ato contínuo ouviu-se um disparo de arma de fogo que o atingiu nas costas. Em seguida iniciou-se um grande tiroteio. Então eu o arrastei até o alojamento, colocando-o sobre um sofá. Começava uma grande confusão.”


            Como Dona Zelina, mãe de Dona Irma, fez questão de guardar a farda usada por seu esposo no dia em que foi assassinado, para que a acompanhasse quando do seu falecimento, tive a honra de estar com a túnica da farda em questão nas mãos e constatar que o tiro fora dado pelas costas, saindo a altura do coração. Pena que Dona Zelina já não possuía memória para nos contar detalhes do que soubera pelo Sargento em questão e seu nome. Não importa! Matar um ser humano dormindo, ainda sonâmbulo ou pelas costas como tudo indica é a mesma coisa. Não é combate, não é luta, é traição e covardia.



            Tendo ocorrido risco de morte em tantas oportunidades, como pude verificar em seu diário, o Capitão Paladini jamais imaginou, que por ironia do destino, iria morrer dentro do Quartel em que servia e que, portanto, julgava local altamente seguro, por um ato mesquinho e covarde, praticado por um companheiro de profissão, porem comunista, com quem convivia diariamente.


            Quanto ao Tenente Benedito Lopes Bragança, segundo depoimento do 2º Tenente aviador Oswaldo Ribeiro Mendes, o mesmo foi “assassinado sem defesa pelo Capitão Agliberto Vieira de Azevedo, dentro do carro do Capitão Sócrates Gonçalves.”

            Não estava, portanto, lutando, mas no banco traseiro de um automóvel.


            Declara o Tenente Ribeiro Mendes em Inquérito Policial militar(IPM) e no Inquérito Policial:

            “ estávamos de carona no carro que foi retido quando adentrávamos no Quartel. Ao retirar-se o sargento que nos parou, continuamos sob a guarda do Capitão Agliberto. Ao ouvir o primeiro tiro disparado, ao que parece, na direção da casa dos pilotos, Agliberto visou friamente o Tenente Bragança e atirou, tendo este soltado um gemido e caído para seu lado direito, dentro do carro, assassinado sem defesa. Vendo que o Capitão Agliberto, à nossa esquerda, apontava a arma para mim e notando pela sua fisionomia  que ele ia atirar, levantei as mãos exclamando: mas Agliberto! Apesar disso, este apertou o gatilho, tendo o revolver falhado. Aproveite-me do seu momento de surpresa, consegui empunhar meu revolver e atirar apressadamente pela porta do carro, o que ocasionou sua fuga na direção do capinzal que vai até a enfermaria.” (pág. 80 do livro do Gen. José de Campos Aragão).


            Alguns outros exemplos poderiam ser citados. No entanto, imagina-se que os dados até aqui fornecidos sejam suficientes o bastante para nos permitir afirmar que nem todos que morreram, morreram lutando como de maneira desavergonhada os comunistas continuam apregoando até os dias atuais. São uns desavergonhados, cretinos, desalmados e mentirosos. Aí está a corrupção de Estado coordenada pelos “mensaleiros”, a comissão nacional da inverdade,o Forum de São Paulo e muito mais.  



            No próximo artigo, no INTENTONA COMUNISTA VI, difundiremos um documento histórico que foi o  pronunciamento do Dr. Getúlio Dornelles Vargas nas primeiras horas de janeiro do ano de 1936. Mesmo assim os comunistas de plantão continuam a negar.

          
            Aluisio Madruga é autor dos livros:
            Guerrilha do Araguaia – Revanchismo – A grande Verdade e Documentário – Desfazendo Mitos da Luta Armada.

Fonte: Coronel do Exército Aluisio Madruga de Moura e Souza - http://resistenciamilitar.blogspot.com/2014/11/a-intentona-comunista-jamais-podera-ser.html


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Intentona Comunista

 A Verdade Sufocada - A História que a esquerda não quer que o Brasil conheça

Por Cel Carlos Alberto Brilhante Ustra

23/11 a 27/11/1935

Em 11 de julho de 1935, o governo Vargas decretou a extinção da Aliança Nacional Libertadora - ANL- e de outras organizações de cunho marxista-leninista. Embora setores mais esclarecidos da sociedade reagissem às principais atividades desenvolvidas pelos comunistas - infiltração, propaganda e aliciamento - e o Brasil não estivesse preparado para uma revolução, os dirigentes da Internacional Comunista não pareciam se preocupar com tais fatos. O Komintern exigia ação.


O grupo chefiado por Luís Carlos Prestes tinha a missão de implantar no Brasil uma ditadura comunista. Ordens vieram de Moscou para que o PCB agisse o mais rápido possível. Luís Carlos Prestes concordou com o desencadeamento do movimento armado que vitimou centenas de civis e militares. 
Os recursos de Moscou, para o financiamento da revolução, eram destinados a Celestino Paraventi, velho conhecido de Prestes no Café Paraventi, na Rua Barão de Itapetininga, em São Paulo.
A polícia, convencida de que o dinheiro vinha pelo Uruguai, jamais descobriu. Paraventi recebia as remessas regularmente, por sua conta no Banco Francês e Italiano. Próspero industrial e muito rico, Paraventi movimentava grandes somas de dinheiro e se correspondia com o mundo inteiro, sem despertar suspeitas.
O movimento deveria eclodir, simultaneamente, no Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Pernambuco.
Por erro de interpretação de um código, a insurreição começou, prematuramente, no dia 23 de novembro de 1935, em Natal, quando dois sargentos, dois cabos e dois soldados do 21º Batalhão de Caçadores (21º BC), cerca de 300 homens da extinta Guarda Civil e poucos civis assumiram o controle da cidade. Foram três dias e três noites de violência e terror. Saques, estupros e arrombamentos foram a tônica das ações desencadeadas pelos revoltosos.
“Vencida a resistência da polícia, a cidade ficou à mercê de uma verdadeira malta que, acéfala, passou a saquear desordenadamente os estabelecimentos comerciais e bancários.
Na manhã de 24, sob a alegação de ter sido aclamado pelo povo, um incipiente “Comitê Popular Revolucionário” era dado como governo instituído e entrava em pleno exercício de mandato. O primeiro ato desse comitê foi a ordem de arrombamento dos cofres dos bancos, das repartições federais e das companhias particulares para financiar a revolução.”(Jornal Inconfidência - Belo Horizonte: 27/11/2004 - Grupo Inconfidência
)

O governador do Rio Grande do Norte refugiou-se no Consulado Italiano e o Consulado Chileno recebeu autoridades. A rebelião foi debelada, depois de quatro dias, pela polícia da Paraíba, juntamente com o 20º Batalhão de Caçadores (20ºBC) de Alagoas.
Os revoltosos foram presos e responderam, perante a Justiça, por 20 mortes.Em Pernambuco, o movimento teve início dia 24 de novembro, pela manhã,quando um sargento, comandando um grupo de civis, invadiu a Cadeia Pública e roubou o armamento dos policiais.
No Centro de Preparação de Oficiais da Reserva, o sargento Gregório Bezerra, na tentativa de roubar o armamento do quartel, feriu o tenente Aguinaldo Oliveira de Almeida e assassinou o tenente José Sampaio Xavier.
Os revoltosos tentaram tomar o Quartel General da 7ª Região Militar e outras unidades do Exército, mas não o conseguiram, porque a antecipação do movimento em Natal prejudicou a surpresa e colocou a guarnição federal em alerta.
As Delegacias de Polícia de Olinda, Torre e Casa Amarela também foram atacadas por centenas de civis e alguns revoltosos. A reação partiu do 29º Batalhão de Caçadores (29ºBC), em Socorro, a 18 km de Recife, auxiliado pelas forças federais de Alagoas e Paraíba e pela Polícia Militar de Pernambuco. Esse foi o mais sangrento de todos os levantes.
O número de mortos chegou a algumas centenas. O historiador Glauco Carneiro em Histórias das Revoluções Brasileiras, volume II, página 424, escreveu:
“... dos três levantes comunistas de 1935, foi o de Pernambuco o mais sangrento, recolhendo-se 720 mortos só na operação na frente de Recife.”
Em 26 de novembro, o presidente Vargas, ciente da gravidade da situação, decretou o estado de sítio em todo o País, após autorização do Congresso Nacional.
No Rio de Janeiro, a insurreição eclodiu no momento marcado, dia 27 de novembro, às duas horas da
 madrugada, na Escola de Aviação, no Campo dos Afonsos.
Segundo o plano, dominada a Escola de Aviação, as células comunistas de outros quartéis deveriam se insurgir, enquanto Prestes daria ordens aos civis, aliciados pelo Partido Comunista, para começar os combates de rua.
Apesar da rigorosa prontidão militar, a ação dos revoltosos, comandados pelos capitães Agliberto Vieira de Azevedo e Sócrates Gonçalves da Silva, teve êxito, inicialmente na Escola de Aviação. O tenente-coronel Eduardo Gomes, que fora ferido, resistiria heroicamente no 1º Regimento de Aviação.
O comandante da Guarnição da Vila Militar, general-de-brigada José Joaquim de Almeida, desencadeou, rapidamente, a reação, controlando o levante. O capitão Armando de Souza Melo e o tenente Danilo Paladini foram mortos pelo capitão Agliberto Vieira de Azevedo e pelo tenente Ivan Ramos Ribeiro.
O mesmo capitão Agliberto assassinou também o tenente Benedicto Lopes Bragança, depois de preso e desarmado.
No Rio de Janeiro, no 3º Regimento de Infantaria (3ºRI), na Praia Vermelha, o capitão Agildo Barata Ribeiro, que estava preso no Quartel, auxiliado pelo tenente Francisco Antônio Leivas Otero, aliciara inúmeros militares, formando uma célula comunista entre os oficiais e praças da unidade. Portanto, foi fácil para eles iniciar a rebelião na hora marcada. Às duas horas da manhã, apagaram-se as luzes. A escuridão favoreceu os amotinados que, assim, não podiam ser identificados. O tiroteio foi intenso e alguns militares que se opunham aos comunistas morreram ainda dormindo.

 
 Os adeptos da ideologia comunista  ainda
 cultuam seus ídolos e a luta armada
A ação determinada dos capitães Alexânio Bittencourt e Álvaro da Silva Braga impediu o sucesso comunista no Quartel da Praia Vermelha. Pela manhã do dia 27 de novembro, o 3ºRI estava cercado pelo Batalhão de Guardas (BG), pelo 2º Batalhão de Caçadores (2º BC) e pelo 1º Grupo de Obuses. Às 13 horas, atendendo a uma intimação do general Eurico Gaspar Dutra, os rebeldes se renderam.
O movimento, se vitorioso, teria duas fases. Na primeira, seria organizado um governo popular de coalizão. Na seguinte, viriam os sovietes, o Exército do Povo e a hegemonia dos comunistas.
Derrotados, mudaram o estilo, a técnica e a forma de atuar, mas não se afastaram, jamais, dos seus desígnios de implantar no Brasil um governo marxista-leninista.
Como a direção do PCB não fora atingida, ela continuaria a agir, na clandestinidade e de forma mais cautelosa, visando à instituição de um Governo Popular Nacional Revolucionário.
Na Praça General Tibúrcio, na Praia Vermelha, Rio de Janeiro, foi erguido um monumento em homenagem aos mortos pelos comunistas, em 27 de novembro de 1935.

Relação dos oficiais, sargentos, cabos e soldados do Exército Brasileiro mortos pelos comunistas:

Abdiel Ribeiro dos Santos - 3º sargento
Alberto Bernardino de Aragão - 2º cabo
 
       Monumento em homenagem aos mortos
       na Intentona Comunista  - Praia Vermelha
       Rio de Janeiro
Álvaro de Souza Pereira - soldado
Armando de Souza Mello - major
Benedicto Lopes Bragança - capitão
Clodoaldo Ursulano - 2º cabo
Coriolano Ferreira Santiago - 3º sargento
Danilo Paladini - capitão
Fidelis Batista de Aguiar - 2º cabo
Francisco Alves da Rocha - 2º cabo
Genaro Pedro Lima - soldado
Geraldo de Oliveira - capitão
Gregório Soares - 3º sargento
Jaime Pantaleão de Moraes - 2º sargento
João de Deus Araújo - soldado
João Ribeiro Pinheiro - major
José Bernardo Rosa - 2º sargento
José Hermito de Sá - 2º cabo
José Mário Cavalcanti - soldado
José Menezes Filho - soldado
José Sampaio Xavier - 1º tenente
Laudo Leão de Santa Rosa - 1º tenente
Lino Vitor dos Santos - soldado
Luiz Augusto Pereira - 1º cabo
Luiz Gonzaga - soldado
Manoel Alves da Silva - 2º cabo
Manoel Biré de Agrella - 2º cabo
Misael Mendonça - tenente-coronel
Orlando Henrique - soldado
Pedro Maria Netto - 2º cabo
Péricles Leal Bezerra - soldado
Walter de Souza e Silva - soldado
Wilson França - soldado

As famílias dos mortos pelos comunistas, tanto civis como militares, jamais receberam qualquer indenização.
A família de Luís Carlos Prestes, que teve a patente de capitão cassada, em abril de 1936, por ter liderado a Intentona Comunista, foi indenizada pela Comissão de Anistia e recebe a pensão equivalente ao posto de general-de-brigada, além de R$ 180.000,00 de atrasados, segundo O Globo de 20/05/2005,
As famílias dos vitimados pelos seguidores de Prestes não tiveram tratamento semelhante do atual governo. As pensões não são as correspondentes aos postos que eles alcançariam se não tivessem sido assassinados no cumprimento do dever.



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Depoimento sobre a Intentona Comunista, feito pelo embaixador Meira Penna, o "Barão de Castália", presidente do Instituto Liberal de Brasília:

“A 27 de novembro de 1935, morando em Copacabana, fui despertado às 4 da madrugada pelo telefone. Minha Mãe, minha irmã e dois primos que eram irmãos adotivos, estavam numa casa na esquina da rua Ramon Franco na Urca, que recebeu balaços do tiroteio no quartel do 3º regimento. Ficaram horas deitados no chão para não serem atingidos pelos tiros. Só à tarde, consegui chegar até lá. Vi a destruição e ainda assisti à retirada de alguns feridos. O edifício antigo de uma exposição internacional onde estava localizado o regimento ainda ardia em chamas. Não só devemos lembrar o morticínio, mas os cem milhões de mortos ou mais que o comunismo provocou século passado, sem esquecer que os 50 milhões mortos na IIª Guerra resultaram do acordo Molotov-Ribbentrop de agosto de 1939 que juntou os dois grandes totalitários na tentativa de destruir o Ocidente democrático. Não esqueçamos tampouco os milhões que morreram de 1945 a 1989, na Guerra dita Fria - Coreia, Vietnam, Cambódia, Hungria, Tchecoslováquia, Angola, Chile, etc. Usemos contra esses bandidos exatamente o mesmo slogan que eles usaram na Guerra Civil espanhola, ‘no pasarán!’. Lembrai-vos de 35!” 

(Embaixador José Osvaldo de Meira Penna, em 27/11/2003, por e-mail enviado a Félix Maier, comentando um texto sobre a Intentona que este havia postado em Usina de Letras).

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A Participação Internacional na Intentona Comunista de 1935


A intentona, ou revolta, ou insurreição, comunista de 1935 foi um levante armado, ocorrido em novembro de 1935, contra o Governo de Getúlio Vargas e perpetrado pelo Partido Comunista do Brasil (PCB), sob orientação do Komintern[1] da URSS. Foi desencadeado de forma traiçoeira em Natal, seguido de Recife e do Rio de Janeiro, dentro de quartéis do Exército.

Monumento aos Soldados Mortos na Intentona Comunista de 1935, Urca, Rio de Janeiro, RJ, Brasil.
Pelo menos quatro países participaram ativamente das ações que envolveram a Intentona: Brasil, União Soviética, Inglaterra e Uruguai. De forma secundária, ainda tivemos as participações individuais de alemães e argentinos.
As origens do levante remetem à diretriz russa de expansão do comunismo, da Internacional Comunista, instituída em 1919 e a consequente fundação do PCB em 1922.  As ações diretas começaram com a conversão de Luís Carlos Prestes ao comunismo, após sua ida para a URSS em 1931. Foi aceito no Partido em 1934. No Brasil, a Aliança Nacional Libertadora (ANL) ficou responsável por capitalizar a figura de Prestes, a partir desse mesmo ano. Foi criado um secretariado Latino-Americano em Montevidéu, no Uruguai, com a finalidade de repassar orientações e apoio financeiro, que vinha diretamente de Moscou[2].
Em março de 1934 desembarcam no Brasil os primeiros agentes do Komintern. Em abril de 1935, Prestes chega clandestinamente em Santa Catarina, acompanhado da agente de espionagem militar Olga Benário[3], que era a responsável pela segurança de Prestes na viagem, bem como para manter o disfarce em viagem, sob os nomes falsos de Antônio e Maria Vilar, um casal português.
Desde a chegada ao Brasil, o Governo Vargas sabia dos passos de Prestes por intermédio do agente do Serviço Secreto Britânico (MI6) Johnny de Graaf. Ele era alemão de origem, estava infiltrado no Komintern sob o nome de Franz Gruber, e tinha a função de treinamento militar e sabotagem aos integrantes do movimento cooptados no meio civil e o operariado no Brasil. Repassava as informações aos ingleses e recebia ordens diretas de Londres sobre quais informações ele repassaria aos agentes de segurança no Brasil e aos integrantes de um grupo especial da DESPS (Delegacia Especial de Segurança Pública e Social), a polícia comandada diretamente por Filinto Muller[4]. O Governo inglês também repassava informações diretamente ao Governo do Brasil. Vargas sabia da preparação do levante e o deixou prosseguir, visando utilizá-lo para mudanças políticas no futuro.
A ANL empreendeu poderosa campanha em prol do comunismo, culminando por divulgar um manifesto de Prestes, em 5 de julho, que termina da seguinte forma: “abaixo o governo odioso de Vargas! Abaixo o fascismo! Por um governo popular revolucionário! Todo poder à ANL!.
Como represália do Governo, em 13 de julho a ANL é fechada, sua sede é invadida e os documentos são apreendidos. Sem acesso ao poder de forma legal, se aceleram os procedimentos para o levante armado. Vargas implementou a Lei de Segurança Nacional, preparada desde 1934.
Vargas, amparado pelas informações recebidas dos ingleses, estudou as perspectivas do levante, sabia que este não teria chance de sucesso e analisou o que seria positivo para o seu Governo. Um levante armado fracassado era tudo que ele queria para apertar mais ainda a lei de Segurança Nacional e, desse modo, mudar a Constituição de 1934, que não permitia sua reeleição nas eleições marcadas para 1938.
Marcado para ser desencadeado em 27 de novembro, o levante estourou em Natal, no quartel do 21.º Batalhão de Caçadores (21.º BC) em 23 de novembro, quatro dias antes do previsto. Os revoltosos dominaram o quartel, distribuíram armamentos a civis, atacaram pontos chaves da cidade e o quartel da PM, onde existia uma resistência de 19 horas até à rendição das forças legais. É instalado um comitê popular revolucionário, o primeiro e único Governo comunista no Brasil. Ao longo dos quatro dias, houve saques, depredações, invasão de casas, estupros e assassinatos. A reação veio de tropas do 20.º BC de Alagoas e da PM da Paraíba. O saldo foi de mais de 20 revolucionários e dois legalistas mortos.
Em Pernambuco, o levante foi deflagrado em 24 de novembro, em Olinda, com o ataque à cadeia pública, chegando em Recife no Quartel General da 7.ª Região Militar e no 29.º Batalhão de Caçadores (29.º BC). As principais autoridades estavam fora do Estado: o governador, o comandante da Região Militar e o comandante da PM. A resistência foi efetuada pela PM e pela Guarda Civil. Após a chegada das tropas do Exército de Maceió e João Pessoa, o quartel do 29.º BC foi bombardeado. Os revoltosos fugiram para o interior do Estado, criando uma escalada de violências. No bombardeio o saldo de mortos foi em torno de 100 revoltosos. Na fuga para o interior, mais de uma centena de mortos entre a população e revoltosos. Cinco militares e policiais legalistas pereceram.
Na então capital federal, o Rio de Janeiro, o movimento foi desencadeado na madrugada do dia 27 de novembro, no 3.º Regimento de Infantaria (3.º RI) na Praia Vermelha e na Escola de Aviação Militar e no 1.º Regimento de Aviação (1.º RAv), no Campo dos Afonsos. No 3.º RI, a reação interna durou a noite toda em um núcleo legalista no Pavilhão de Comando. A reação externa foi do Batalhão de Guardas e do 1.º Grupo de Obuses, obtendo a rendição dos revoltosos às  13H00. Os líderes revoltosos, capitães Agildo Barata[5], Álvaro Francisco de Sousa e José Leite Brasil perpetraram atos de covardia ao assassinarem companheiros desarmados. Ainda, chamou a atenção a atitude de zombaria dos revoltosos na hora em que se renderam e saíram do prédio em ruínas do 3.º RI.
Na Escola de Aviação Militar, a reação foi comandada pelo coronel Eduardo Gomes que, mesmo ferido, junto a alguns militares leais, resistiu aos ataques durante a madrugada. Recebeu o apoio de tropas do Regimento Andrade Neves e do Grupamento Escola de Artilharia. Também ocorreram assassinatos contra militares desarmados ou iludidos, pois achavam que estavam em presença de companheiros, cometidos pelos líderes revoltosos capitão Agliberto de Azevedo e tenente Ivan Ramos Ribeiro.
No Rio de Janeiro o saldo de mortos foi de 28 legalistas. O Governo Vargas não divulgou o número de revoltosos mortos. Como consequência, em dezembro de 1935, a Câmara arrocha a lei de Segurança Nacional, sob o pretexto da ameaça armada. Vargas, muito bem informado sobre o andamento do levante, graças à integração com o Serviço Secreto Britânico, concorreu para que esse fosse deflagrado e, dessa forma, pôde manipular as ações políticas futuras ao seu proveito. Culminou, assim, com a implantação do Estado Novo em 1937.
Prestes e Olga Benário foram presos em 1936. Prestes cumpriu pena até 1945. Olga foi deportada para a Alemanha nazista, onde morreu em abril de 1942, no campo de concentração de Bernburg[6]. A filha do casal, Anita Leocádia, nascida na prisão, foi entregue à avó paterna.
As ações covardes dos revoltosos e as mortes de militares por pessoas que, até o dia anterior, eram companheiros de caserna, arraigaram o repúdio ao comunismo no Exército. Favoreceu a coesão da classe militar, dividida desde o movimento tenentista da década de 1920. Foi uma pequena revolta, que recebeu a alcunha de intentona (intento louco), mas com consequências gigantescas. Envolveu vários países e foi o primeiro choque, no Brasil, das ideologias que seriam protagonistas principais na Guerra Fria.
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Imagem:
 Monumento aos Soldados Mortos na Intentona Comunista de 1935, Urca, Rio de Janeiro, RJ, Brasil.
(Fonte):
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Fontes consultadas:
 [1] Ver:
Komintern (ou Comintern do alemão Kommunistische Internationale) foi o comitê executivo da Internacional Comunista, fundada por Lênin em 1919. Ele tinha a finalidade de disseminar o Movimento Comunista Internacional pelo mundo. Buscava a liderança de Partidos de massa. Foi dissolvido em 1943.
[2] Ver:
Os documentos do Komintern, liberados para consulta a partir de 1991 em Moscou, apontam o envio de 27.341,00 Dólares para o Brasil, em 1935. Após a Intentona, o governo Uruguaio rompe relações com a URSS.
[3] Ver:
Olga Benário, alemã de nascimento, era agente secreta militar russa, tendo se formado na Academia de Moscou. Era casada com o russo B. P. Nikitin quando partiu para o Brasil em missão de acompanhamento de Prestes, tornando-se sua amante. Foi deportada para a Alemanha nazista, onde esteve presa no campo de concentração de Ravensbruck e morreu em 1942, no campo de concentração de Bernburg. Seu nome estava na lista de traidores para o grande expurgo promovido por Stálin. Se ela fosse deportada para a Rússia, provavelmente seria presa e teria sido executada em 1938.
[4] Ver:
Filinto Muller (1900-1973) foi o chefe da Polícia Política do Governo Vargas de 1933 a 1942.
[5] Ver:
O capitão Agildo Barata, conhecido por seu posicionamento comunista, estava servido no Rio Grande do Sul, onde foi punido com prisão disciplinar. Foi transferido, para cumprir sua prisão, exatamente para o 3.º RI. Esse fato denota o interesse de Vargas em que a insurreição fosse realmente deflagrada.
[6] Ver:
O nome de Olga Benário, bem como quase a totalidade dos integrantes do Komintern, estava na lista de traidores para o grande expurgo promovido por Stálin. Se ela fosse deportada para a Rússia, provavelmente seria presa e executada em 1938. A criação da lenda em torno de seu nome foi impulsionada pelo Governo comunista da antiga Alemanha Oriental.
Referências bibliográficas
AUGUSTO, Agnaldo Del Nero. A Grande Mentira. Rio de Janeiro: Bibliex, 2002.
CARVALHO, Ferdinando de. Lembrai-vos de 35!. Rio de Janeiro: Bibliex, 1981.
CONCEIÇÃO FILHO, José Borges. Levante Comunista de 1935 e as Representações sobre Luiz Gonzaga de Souza. Monografia. Natal: UFRN, 2012.
FAUSTO, Boris. História da Civilização Brasileira. Rio de Janeiro: Bertrand, 2008.
FILHO, Murilo Melo. Testemunho Político. São Paulo: Elevação, 1999.
McCANN, Frank. Soldados da Pátria – História do Exército Brasileiro 1889-1937. Rio de Janeiro: Companhia das Letras / Bibliex, 2009.
PAULA, Luis Carneiro de (Org). História Militar Brasileira. Florianópolis: Unisul, 2011.
ROSE, R. S. & SCOTT, Gordon. Johnny, A Vida do Espião que Delatou a Rebelião Comunista de 1935. Rio de Janeiro: Record, 2010.
SKIDMORE, Thomas. Brasil: de Getúlio à Castelo. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1982.
WAACK, William. Camaradas: Nos Arquivos de Moscou – A História Secreta da Revolução Brasileira de 1935. São Paulo: Companhia das Letras / Bibliex, 1993.


Ouro de Moscou 


Félix Maier



Dinheiro remetido pela União Soviética a organizações comunistas e simpatizantes do Brasil, como o PCB e a UNE.

Luis Carlos Prestes era “funcionário” do Komintern, recebia salário regular de Moscou, que prestou apoio financeiro a ele e a outros facínoras para deflagrar a Intentona Comunista de 1935, a exemplo do alemão Arthur Ernest Ewert, Olga Benário, Pavel Stuchevski, Jonny de Graaf e do argentino Rodolfo Ghioldi.

A União Nacional de Estudantes (UNE) também recebeu o “Ouro de Moscou” através da União Internacional de Estudantes (UIE), órgão de fachada do Movimento Comunista Internacional (MCI).

O Senador Roberto Freire foi o último comunista brasileiro a receber contribuição de Moscou, por ocasião de sua campanha eleitoral à Presidência do Brasil, em 1989; quem fez esta declaração foi o ex-diplomata da União Soviética no Brasil, Vladimir Novikov, coronel da KGB, que serviu em Brasília sob a fachada de Adido Cultural junto à Embaixada Soviética, nos anos de 1980.

Para maiores informações sobre o "Ouro de Moscou", leia o livro de William Waack, "Camaradas - Nos arquivos de Moscou - A história secreta da revolução brasileira de 1935, Companhia das Letras, São Paulo, 1993.