MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964
Avião que passou no dia 31 de março de 2014 pela orla carioca, com a seguinte mensagem: "PARABÉNS MILITARES: 31/MARÇO/64. GRAÇAS A VOCÊS, O BRASIL NÃO É CUBA." Clique na imagem para abrir MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964.

segunda-feira, 10 de maio de 2021

A LÍNGUA DE PAU - Uma história da intolerância e da desinformação - Por Félix Maier

 

A LÍNGUA DE PAU 

Uma história da intolerância e da desinformação

 

Félix Maier

  

 Foto: 25/11/2020 

 

Dados biográficos e memória 

http://felixmaier1950.blogspot.com/2021/04/felix-maier-curriculum-vitae.html

 

 BRASÍLIA, OUTONO DE 2021

 

 

Homenagem especial


Aos meus netos

Letícia

Lyan

Ana Carolina

Erin

Maria Cara




Agradecimentos

 

    “Aquilo de que não se fala, não existe” (Axioma da desinformação).

 

    “A História é testemunho do passado, exemplo e aviso do presente, advertência do futuro” (Miguel de Cervantes).

 

    “É inútil tentar fazer um homem abandonar pelo raciocínio uma coisa que não adquiriu pela razão” (Jonathan Swift).

 

    

     Primeiramente, agradeço a Deus, por ter-me concedido o dom da Vida.

     Aos meus pais, Marina e Hilário (in memoriam), com os quais aprendi que a Verdade sempre deve estar acima de tudo.

     À minha esposa Valdenice, aos filhos Wagner e Cristiane, pelo incentivo, para que esta obra se tornasse realidade.

     Ao eminente filósofo, ensaísta e jornalista Olavo de Carvalho (perseguido político durante o governo do PT), a quem devo ensinamentos básicos nos campos da ética, da cultura geral, da argumentação, da integridade intelectual, pelos inúmeros artigos e ensaios publicados em jornais e revistas (muitos deles organizados pelo jornalista Felipe Moura Brasil no livro lançado em 2013, O Mínimo Que Você Precisa Saber Para Não Ser Um Idiota, que foram escritos entre 1997 e 2013), e livros fundamentais como a trilogia A Nova Era e a Revolução Cultural - Fritjof Capra & Antonio Gramsci (1994), O Jardim das Aflições (1995) e O Imbecil Coletivo - Atualidades inculturais brasileiras (1996).

     Ao embaixador e pensador liberal José Osvaldo de Meira Penna (in memoriam), professor da Universidade de Brasília (UnB), articulista de inúmeros jornais e revistas, autor de quase três dezenas de livros, como Opção Preferencial pela Riqueza, A Ideologia do Século XX, Polemos: Uma análise crítica do Darwinismo, pelos ensinamentos recebidos junto ao Instituto Liberal (IL) de Brasília, do qual foi o presidente.

     Ao doutor e pensador liberal Nelson Lehmann da Silva (in memoriam), professor da UnB, autor do livro Religião Civil do Estado Moderno, antigo secretário-executivo do IL de Brasília, pelo incessante trabalho em prol da liberdade.

     Aos amigos do IL de Brasília: juíza do TRT da 10ª. Região, Marli Nogueira; procurador Ronald Bicca; professor da UnB Bráulio Matos; professor da UnB Paulo Kramer; jornalista e escritor Nelson Barretto; economista Hélio Sokolik; economista e escritor Luiz Zottmann; economista José Roberto Novaes de Almeida; advogado e procurador Miguel Nagib (coordenador do site Escola Sem Partido); economista Roberto Shoji Ogasavara; coronel-aviador Luis Gomes Jardim; advogado Henrique de Mello Franco; Marcelo Coelho, e outros, pelos preciosos ensinamentos recebidos.

     Ao coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra (in memoriam), perseguido político até o fim da vida, por ter ajudado a desbaratar o terrorismo esquerdista no Brasil; parabéns por seu trabalho incansável em esclarecer a história recente do Brasil, principalmente para os jovens, por meio dos livros Rompendo o Silêncio (1987) e A Verdade Sufocada - A história que a esquerda não quer que o Brasil conheça (2006), além dos textos escritos nos sites Terrorismo Nunca Mais (Ternuma) e A Verdade Sufocada.

     Ao historiador Carlos Ilich Santos Azambuja (in memoriam), pseudônimo do brilhante oficial de Inteligência da Aeronáutica, pelos ensinamentos deixados por escrito, como o livro A Hidra Vermelha, além de inúmeros artigos disponíveis na internet. “Azambuja foi o maior estudioso da guerra política no Brasil” (Heitor de Paola).

     Ao engenheiro Norberto Correia, natural de Luzerna-SC, como eu, pelo constante incentivo aos meus escritos e pelos textos e livros a mim endereçados, de modo que ampliasse meus conhecimentos.

     Aos amigos internautas, pela troca de mensagens, cuja amizade nos une num objetivo comum, o de denunciar a desinformação existente na mídia atual, que tem o acinte de transformar terroristas de esquerda em heróis e diabolizar os agentes do Estado que combateram a subversão comunista no Brasil: general e escritor José Carlos Leite Filho; general Valter Bishoff (in memoriam); general Pedro Fernando Malta; general Valmir Fonseca Azevedo Pereira; general Paulo Chagas; general e cronista Hamilton Bonat; general e escritor Francisco Batista Torres de Melo (in memoriam, antigo presidente do Grupo Guararapes); general Luiz Eduardo Rocha Paiva; coronel e escritor José Luis Sávio da Costa (in memoriam); coronel e escritor Lício Augusto Maciel (herói da Guerrilha do Araguaia); coronel e escritor Aluisio Madruga de Moura e Souza (herói da Guerrilha do Araguaia); coronel, advogado e historiador militar Manoel Soriano Neto; coronel, historiador militar e escritor Hiram Reis e Silva (o “Humboldt” brasileiro realizou o Projeto Rio-Mar, com viagens de estudo nos principais rios amazônicos, a bordo de um simples caiaque); coronel e escritor Paulo Ricardo da Rocha Paiva; escritor e palestrante André F. Falleiro Garcia (coordenador do site Sacralidade); economista e professor Marcos Coimbra (membro da Academia Brasileira de Defesa - ABD), professor Ênio José Toniolo, professor Alfredo Marcolin Peringer; cirurgião vascular Francisco Vianna; jornalista, empresário e escritor Percival Puggina; jornalista e escritor Luciano Pires; geólogo e escritor João Vinhosa; Sérgio Diniz Bidueira (do IPCO e da revista Catolicismo); coronel e escritor Luis Mauro Ferreira Gomes (membro da ABD); coronel e escritor Gelio Augusto Fregapani (membro da ABD); coronel e escritor Adonai Camargo; coronel e escritor Ernesto Caruso; coronel Carlos Cláudio Miguez (editor do jornal Inconfidência); coronel e escritor José Alberto Forrer Garcia; comandante Antonio Bruno (in memoriam); tenente-coronel e escritor Osmar José de Barros Ribeiro; capitão e advogado José Acácio Santos da Rocha; capitão e advogado Jorge Francisco (in memoriam) - antigo chefe de gabinete do deputado Jair Messias Bolsonaro; tenente e escritor José Vargas Jiménez (in memoriam) - o “Chico Dólar”, herói da Guerrilha do Araguaia; Dom Ronaldo da Maia (Príncipe de Avis e Trastamara); economista e professor Adriano Benayon; psicólogo e escritor Luciano Garrido (editor do blog Psicologia sem Ideologia); economista e empresário Delmar Philippsen; jornalista Edson Camargo (editor do site Mídia Sem Máscara); cônsul honorário de Israel no Brasil Osias Wurman (editor do site Notícias da Rua Judaica); professor universitário e escritor Gerhard Erich Boehme; piloto de avião e escritor Luiz J. Mendonça; piloto de avião Izidro Simões; jornalista e escritor José Nêumanne Pinto; cirurgião toráxico José de Araújo Madeiro; jornalista e escritor Carlos Lúcio Gontijo; escritor evangélico Julio Severo (perseguido político de movimentos gays, refugiou-se nos EUA); primo Zeno Dagostin (empresário em Chapecó, SC); prima Terezinha Preis Garcia (professora universitária em Maringá, PR); professor, radialista e escritor Sebastião Maria Moraes Rodrigues (Rádio Celinauta, Pato Branco, PR); escritor Klauber Cristofen Pires; médico e escritor Heitor de Paola; Guido Schneider e tantos outros.

     Aos amigos responsáveis por sites e blogs como Mídia Sem Máscara (Olavo de Carvalho), Alerta Total (Jorge Serrão), Gatestone Institute, Usina de Letras (Waldomiro Guimarães), Netsaber, Recanto das Letras, Webartigos (Carlos Duarte), Notalatina (Graça Salgueiro), LIBERTATUM (Klauber Pires), ABDIC - Jornal Grito Cidadão (Antuérpio Pettersen Filho), Movimento Endireitar (Wellington Moraes), Movimento Ordem e Vigília contra a Corrupção, O Que Está Acontecendo na América Latina (Luís Dufaur), Aluízio Amorim, Jorge Roriz, Nivaldo Cordeiro, Ricardo Bergamini, Paz no Campo, Instituto Plínio Corrêa de Oliveira (IPCO), Imortais Guerreiros (Christina Fontenelle), Brasil Acima de Tudo, Ternuma, A Verdade Sufocada (Maria Joseita Brilhante Ustra, viúva do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra), Grupo Guararapes, Grupo Inconfidência, e aos articulistas de antigas publicações como Letras em Marcha (1971-2000, com 282 edições), Ombro a Ombro (criado em 1988 por ex-integrantes do Letras em Marcha, tinha como colaboradores o coronel R/1 Pedro Schirmer, editor do jornal e autor do livro “Das Virtudes Militares”, o tenente-coronel R/1 Antonio Gonçalves Meira, e os civis José Augusto Galdino da Costa, Renato Osvaldo Winter e Armindo Correa) - muito obrigado a todos, pelas preciosas informações trazidas a público nesses últimos trinta anos ou mais.

 

Félix Maier

 

 

Introdução 

 

“É fácil amar a humanidade; difícil é amar o próximo” (Nelson Rodrigues). 

“Uma ilusão é mais difícil de desfazer do que uma mentira” (Frederick R. Karl). 

“O homem é feito de tal modo que as ficções o impressionam muito mais do que a verdade” (Erasmo de Rotterdam). 

“O comunismo é uma espécie de alfaiate que quando a roupa não fica boa faz alterações no cliente” (Millôr Fernandes). 

“A democracia não pode ser defendida de joelhos” (Carlos Lacerda). 

     Em sua obra Pequena História da Desinformação - do Cavalo de Troia à Internet, Vladimir Volkoff fala sobre a “língua de pau” (langue de bois, em francês), adotada como língua oficial pelos antigos países comunistas: “Língua de pau, segundo o Larousse, é uma forma rígida de expressão, nomeadamente no domínio da política, através da multiplicação de estereótipos e de fórmulas congeladas” (VOLKOFF, 2004: 66). 

    Obra-prima da desinformação, a língua de pau “bloqueia a comunicação, congela a formação de uma sociedade civil que ameaçaria o poder comunista, esconde o pensamento e entrava o desenvolvimento do indivíduo no seio do homo sovieticus. (...) Com efeito, o comunismo não se contentou em exigir que se agisse e se pensasse como era preciso: quis que se falasse como era preciso, sabendo perfeitamente que o pensamento sem palavras é impotente e que um determinado vocabulário condena não só à mentira expressa como ao raciocínio defeituoso” (pg. 67). 

      A antiga língua de pau fugia da argumentação e do silogismo e se utilizava de imagens linguísticas e figuras de retórica para fazer propaganda ideológica, como a alegoria, o eufemismo, a tautologia, a catacrese, o truísmo, o solipsismo, o solilóquio, a ecolalia, a prosopopeia, a logomaquia, a logorreia (diarreia de palavras, no dizer de José Osvaldo de Meira Penna), o pleonasmo, a polissemia, a prolixidade, o paradoxo, o circunlóquio, a metonímia, a metalepse, de modo a dizer platitudes, alongar-se em prolegômenos sem fim e realizar refutações sofísticas para causar uma eufonia aos ouvidos. Utilizava-se do maniqueísmo simplista para exaltar suas próprias virtudes e demonizar o inimigo. Com o tempo, o idioma russo foi se empobrecendo, tornando-se minimalista. “O dicionário de Dahl contém 22000 palavras; os escritores soviéticos utilizavam 1500” (pg. 68). Enfim, o “idioma fantasma” assume a confissão de Goebbels: “Não falamos para dizer alguma coisa, mas para obter um determinado efeito” (pg. 68). 

    Para comparação, o Aurélio tem cerca de 180.000 verbetes, e o Houaiss, 230.000. Muitos desses verbetes são considerados ofensivos e praticamente ninguém tem mais coragem de usá-los, tornando-os palavras mortas. 

     George Orwell, no grandioso livro 1984, desenvolveu com muita propriedade uma língua de pau imaginária, a Newspeak (Novalíngua). Nessa obra, havia um tirano em Oceânia, chamado Big Brother, que impunha à população uma doutrina totalitária, o Ingsoc (Socialismo inglês), de modo que “um pensamento herético, ou seja, um pensamento divergente dos princípios do Ingsoc se torna literalmente inconcebível, pelo menos na parte em que o pensamento depende das palavras” tão logo a “Oldspeak”, a língua atual, seja esquecida. Tal resultado era alcançado “parcialmente, com a invenção de novas palavras, mas, sobretudo através da eliminação de palavras indesejáveis e despindo as restantes de qualquer significação heterodoxa e, tanto quanto possível, de significado secundário, seja ele qual for. Reduziu-se o número de palavras, pois cada redução era um ganho, pois menos escolha havia e menor era a tentação de pensar” (pg. 69-70). “Grandes autores, como Shakespeare, Milton ou Dickens, são traduzidos em Newspeak e, concluída a tradução, os originais são destruídos” (pg. 70). 

     O Big Brother de Orwell estava associado, inicialmente, ao onipotente, onipresente e onisciente Josef Stálin, o déspota que implantou o terror na União Soviética, assassinando os próprios camaradas da Revolução para se manter no poder. Com a ruína da URSS, o Big Brother passou a representar os EUA, que tentaram ser a polícia do mundo, ao pretender “impor a democracia” no Afeganistão e no Iraque, declarando guerra sem trégua ao terrorismo islâmico internacional criado por eles mesmos. Hoje, a China está suplantando os EUA, econômica e tecnologicamente, espalhando seus tentáculos por todo o mundo, especialmente depois da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), quando o planeta inteiro se viu refém do Império Comunista Chinês, o novo Big Brother. 

     Se Orwell desenvolvia a gramática da Newspeak, Ludwig von Mises identificava o “polilogismo” - não o talento para desenvolver vários temas, mas a capacidade para “provar” que, por exemplo, o comunismo (totalitário) e a democracia (representativa) são a mesma coisa -,  como se pode observar no trecho abaixo, retirado do livro Omnipotent Government: The Rise of Total State and Total War (http://mises.org/books/og.pdf), originalmente publicado em 1944 pela Yale University. A obra mostra com clareza que o nazismo não passa de um tipo de socialismo - também com sua peculiar língua de pau: 

     “Os nazistas não inventaram o polilogismo. Eles apenas desenvolveram sua própria marca de polilogismo. Até a metade do século XIX, ninguém se atrevia a questionar o fato de a estrutura lógica da mente ser imutável e comum a todos os seres humanos. Todas as inter-relações humanas são baseadas na premissa de uma estrutura lógica uniforme. Comunicamo-nos apenas porque podemos apelar a algo em comum a todos nós, isto é, à estrutura lógica da razão. Mesmo assim, durante o século XIX, este fato inquestionável foi contestado. Marx e os marxistas, entre eles o ‘filósofo proletário’ Dietzgen, ensinaram que o pensamento é determinado pela classe do pensador. O que o pensamento produz não é a verdade, mas ‘ideologias’. Esta palavra significa, no contexto da filosofia marxista, um disfarce dos interesses egoístas da classe social à qual pertence o pensador. Portanto, é inútil discutir qualquer coisa com pessoas de outra classe social. Ideologias não precisam ser refutadas por meio do raciocínio discursivo; elas devem ser desmascaradas, denunciando a classe e a origem social de seus autores. Assim, os marxistas não discutem os méritos das teorias científicas; eles simplesmente revelam a origem ‘burguesa’ dos cientistas”

     Hoje, ocorre, nos meios pensantes, algo semelhante à antiga língua do rígido pau-ferro: o modo “politicamente correto” (PC ou pecê) de se expressar. As antigas línguas de pau, utilizadas tanto por comunistas quanto por nazistas, tentavam camuflar o objetivo ideológico que havia por trás das palavras colocadas no freezer linguístico, que tinha a intenção subliminar de difundir a desinformação. O PC de hoje não tem nenhuma vergonha em assumir, não só a novalíngua, mas também a duplideia (doublethink), que é a crença simultânea em ideias contraditórias, além de tergiversações diversas, como a simplificação, o ufanismo, a glossolalia, o tartufismo, a teratologia, o determinismo, o relativismo, a desconstrução, o revisionismo histórico, o assassinato do sinfronismo, a taxonomia do “preconceito linguístico”, a “hagiografia” de terroristas, a catalepsia materialista, o assassinato de reputações e o proselitismo ideológico. O paradoxo do mentiroso dos neossocialistas é imposto a toda criatura humana com a mesma ênfase que os islâmicos, extremistas ou não, tentam impor a fé de Alá em todo o planeta.   

     Causídicos, médicos e militares também têm suas escorregadias línguas de pau-de-sebo. Da Amazônia ao Pampa gaúcho, só os militares entendem certas expressões inerentes à profissão. A computação também está criando uma linguagem de pau particular, havendo até expressões poéticas, para não dizer celestiais, como cloud computing (computação em nuvem). No entanto, essas expressões são claras, dizem o que tem a dizer e não são obscurecidas por alguma ideologia sub-reptícia do vermelho pau-brasil. 

     O “politicamente correto” é a gramática de pau que orienta a sociedade moderna e tem enorme influência na elaboração das leis, a exemplo da Constituição brasileira de 1988, que subordinou todas as decisões legais a uma palavra abstrata, oca, que nada diz, mas que tem força plena, por ter apelo populista: o “social”. “A questão social não é, apenas, uma questão corporal ou estomacal; é uma questão cerebral a resolver. Não é nas vísceras abdominais; é nas vísceras cerebrais que está a chave do problema humano” (PEREIRA, 2003: 142). William Lind classifica o politicamente correto como “AIDS intelectual”. 

     Um exemplo de tentativa de imposição da língua pauleira no Brasil foi a cartilha PC elaborada pela Secretaria Especial de Direitos Humanos durante o primeiro governo do sucessor de FHC (2004). Cabeças-ocas pretendiam riscar dos dicionários palavras como “cabeça-chata”. As palavras “boiola” e “bicha” deveriam ser substituídas por “gay” ou “entendido”. Millôr Fernandes sugeriu que “albino” fosse designado por “hipopigmentado”. E negro, seria “hiperpigmentado”? 

     Outro exemplo fascista do pecê foi a tentativa de criminalizar e retirar das escolas brasileiras o livro Caçadas de Pedrinho, de Monteiro Lobato, no qual a negra Tia Anastácia, ao subir em uma árvore, é descrita “que nem uma macaca de carvão”. Negrinha, do mesmo autor, também está na mira da censura PC. Semelhante idiotice ocorreu nos EUA com a obra-prima de Mark Twain, As aventuras de Huckleberry Finn, por utilizar o termo nigger, que na época sequer era considerado pejorativo. Os “entendidos” arautos do PC acreditam que eliminando situações de conflitos, rebeldia, xingamentos, bruxas, lobos-maus e monstros dos livros, as crianças se tornariam menos agressivas. Acham os falsos educadores que, mudando o linguajar, as crianças não teriam mais raiva, nem sadismo. A verdade é que nunca as escolas foram tão violentas como hoje em dia, com professores e diretores sendo agredidos constantemente, inclusive com armas de fogo. Cantigas de crianças também sofrem censuras. “Não atirei o pau no gato, mas peguei um trinta e oito e matei doze estudantes numa escola do Rio” poderia muito bem ter cantado o assassino de Realengo, Wellington Menezes de Oliveira, antes de cometer o ato terrorista e se suicidar. “Boi da cara preta” virou “Boi do Piauí”. E Negrinho do Pastoreio, seria “Afrodescendentinho do Pastoreio”? E Aleijadinho, passaria a ser chamado de “Portadorzinho de Necessidades Especiais”? E canções como “Samba do crioulo doido”, “Lá vem o negão, cheio de paixão” e “Nega do cabelo duro”, também deveriam ser censuradas? 

     Em fevereiro de 2012, o Ministério Público Federal protocolou em Uberlândia, MG, uma ação judicial contra a Editora Objetiva e o Instituto Antonio Houaiss, para retirar do Dicionário Houaiss a palavra “cigano”, por conter, entre uma de suas acepções, a seguinte: “que ou aquele que trapaceia; velhaco, burlador”. Uma década antes, houve um movimento semelhante em Campinas, de judeus contra o mesmo dicionário, por classificar judeu, entre outras acepções, de: “pessoa usurária, avarenta”. Pode-se classificar tal estultice como “gauchada” ou “baianada”? Escolha a melhor resposta no Houaiss ou no Aurélio... 

     Esquecem os fascistas do “politicamente correto” que os livros e as canções retratam a cultura e o pensamento do momento histórico e jamais se pode medir a ética e os costumes de antigamente com a régua e o esquadro dos dias atuais. Antonio Giusti Tavares afirma em seu livro Totalitarismo Tardio - o caso do PT: “Juízos de valor acerca de condutas do passado devem ser feitos não a partir de parâmetros éticos do presente, mas da contextualização da conduta na sua própria época, e nela, por comparação com condutas diferentes. Os historiadores e os cientistas sociais devem cumprir pelo menos dois requisitos básicos da epistemologia e da ética das ciências humanas: 1) evitar tanto quanto possível qualquer restrição ou seleção dos fatos brutos e 2) ao apresentá-los, distinguir sempre, tanto quanto possível, entre fatos e interpretações” (pg. 194)

     Evitar termos agressivos, como “aleijado” ou “mongoloide”, substituindo-os por “deficiente”, é um avanço da civilização. No entanto, falar em “afrodescendente”, como sinônimo de “negro”, é no mínimo um equívoco, já que nem todos os africanos são negros. E o branco, seria um “eurodescendente”? A única coisa que sobra nessa linguagem pauleira é você eternizar a intolerância que diz combater, já que são lembradas apenas a origem das pessoas, seus aspectos físicos e suas deficiências, não o ser humano em si. Aliás, cego é cego, deficiente visual sou eu, um míope, agora com catarata. 

     E o MEC petista, hein? Em vez de ensinar corretamente o Português, distribuiu uma cartilha cheia de erros a 485 mil alunos. Se o professor chamar a atenção do aluno que falar “nós pega os peixe”, este pode se considerar uma “vítima de preconceito linguístico”, conforme prega o livro de pau Por uma vida melhor, da Coleção Viver, Aprender. O livro Capitalismo para principiantes foi distribuído pelo MEC às bibliotecas de escolas públicas, de acordo com o PNBEM/2008 - Programa Nacional Biblioteca da Escola para o Ensino Médio. Esse livro “didático” prega abertamente a luta de classes, condena o capitalismo e faz apologia ao socialismo. 

     O idioma pauleira é responsável por agressões à Constituição Federal no que se refere a cotas étnicas para negros, índios e deficientes, jogando no lixo a Lei Maior, de que todos devem ser iguais perante a lei, sem discriminação de “raça”, religião ou sexo. Até o STF se rendeu à cantiga “politicamente correta”, ao considerar constitucional, em abril de 2012, a aplicação do sistema de cotas “racistas” nas universidades brasileiras. Tornou-se hábito fazer piadas sobre loira burra. No entanto, contar uma piada sobre neguinha idiota constitui-se crime “racial”! “Racismo”, “racial”, “racista”, “raça humana” sempre deveriam ser escritos entre aspas, pois a biologia já provou, com o sequenciamento genético, que não existem “raças humanas”; não somos cães! 

     Por trás da língua de pau existe sempre um sentimento de intolerância, seja contra uma palavra inofensiva que passa a ser criminalizada, seja a favor de uma ideologia totalitária, como o socialismo, defendida por antigos membros de grupos terroristas e por muitos políticos esquerdistas, ainda muito atuantes no Congresso Nacional. Muitos terroristas - que se autodenominavam “militantes políticos” - pegaram o pau-furado, como a presidente Dilma Rousseff, para enfrentar o governo dos militares pós-1964, não para defender a democracia, como cinicamente repetem todo dia, mas para implantar um regime político muito pior, nos moldes da ditadura cubana. Muitos dos verbetes abaixo, inclusive sobre grupos criminosos, de esquerda ou não, foram retirados, com atualizações, do meu trabalho Arquivos I - Uma história da intolerância, disponível em http://felixmaier1950.blogspot.com/2020/06/arquivos-i-uma-historia-da-intolerancia_78.html. 

     Assim, inspirado na obra de Volkoff, elaborei um dicionário básico da língua de pau, que está longe de se esgotar. Convido o leitor a acrescentar outros termos e expressões ao dicionário pauleira abaixo. É só ficar atento às pauladas que são ditas no local de trabalho, na TV e ler com atenção dobrada o que se escreve nos jornais, nas revistas, nos livros, nas redes sociais - especialmente sobre o governo dos militares pós-1964. Tudo em nome da luta ideológica igualitarista, que hoje continua tão pau duro quanto nos tempos soviéticos. Com uma diferença: sai a “revolução ativa” de Stálin, entra a “revolução passiva” de Antônio Gramsci. Resultado? Aquilo que chamo de “gay fascism”, o “fascismo alegre”, quando “gay” era apenas o adjetivo “alegre”, não o substantivo inventado pelo “politicamente correto”, em implantação no Brasil há pelo menos cinco décadas. 

     Você ficará surpreso com a quantidade de expressões que se usam atualmente e que não dizem absolutamente nada, a não ser para levá-lo a acreditar no que querem que você acredite. E para transformar terroristas sanguinários em angelicais “militantes políticos”, que é o objetivo do revisionismo rasteiro da história recente do Brasil, com viés marxista, observado tanto em trabalhos acadêmicos de “intelectuais orgânicos”, quanto em livros didáticos das escolas e das universidades. Tudo, hoje, é nivelado por baixo, para a mais completa desinformação. Que tal dizer “Frankenstein, Drácula, Landru, Pio XII, Al Capone são nomes próprios”? (VOLKOFF, 2004: 117). 

     Daí a necessidade de, além dos verbetes sobre o “politicamente correto”, acrescentar, também, verbetes sobre os grupos terroristas mais importantes, do Brasil e do exterior, que também defendem ou defenderam sua língua de pau - seja política, social ou religiosa. Minha fonte principal dos verbetes que tratam do terrorismo esquerdista no Brasil nos anos de 1960 e 1970 foi o ORVIL virtual (Cfr. https://www.averdadesufocada.com/images/orvil/orvil_completo.pdf). 

     Os verbetes não se aprofundam no assunto, mas servem para conservar a Memória de fatos históricos relevantes, uns com menos detalhes, outros mais extensos - principalmente aqueles fatos que a esquerda quer ver varrida da internet. Os verbetes são, digamos, um rascunho que servem, antes de tudo, como um incentivo para o aprofundamento do estudo da matéria, disponível nos meios digitais e analógicos. 

     Este trabalho foi minha forma de contribuir, também, para o entendimento da História recente do Brasil, transmitida pelos esquerdistas em pura linguagem de pau oco e pau podre aos incautos. Os verbetes desta obra serão as minhas Memórias Reveladas, uma pequena contribuição para a Comissão Nacional da Verdade, que tratou terroristas como anjinhos e os militares que os combateram como “torturadores”. Com isso, pretendo exorcizar o assunto, que me tomou muitos anos de leitura e escritos. Chega de perder meu tempo com os “honoráveis terroristas”, muitos dos quais até ontem comandavam os destinos do Brasil, e estão loucos para voltar, alinhados com os objetivos do Foro de São Paulo, que é comunizar toda a América Latina. 

     

     Brasília, DF, 08 de maio de 2021. 

     Félix Maier

 

  

DICIONÁRIO COMENTADO DA LÍNGUA DE PAU

  


      A

 

“Caluniem, caluniem, alguma coisa sempre acabará pegando” (Talleyrand - apud CARVALHO, 2013: 273). 

 

    AAB-A - Associação de Amizade Brasil-Albânia: órgão de fachada de grupos marxistas brasileiros, de apoio ao então governo comunista da Albânia, país-modelo, nas décadas de 1960 e 1970, para o PC do B, que atuou na Guerrilha do Araguaia, na tentativa de promover a “emancipação” comunista em uma região do território brasileiro.

ABA - Associação Brasileira de Antropologia. Desde a Assembleia Constituinte, aderiu à Declaração de Barbados. Veja Antropólogos da ação e MRTA.

ABCA - Associação Brasil-Chile de Amizade: órgão de fachada de grupos marxistas brasileiros, de apoio ao governo comunista chileno de Salvador Allende.

ABACC - Agência Brasileira Argentina de Contabilidade e Controle de Materiais Nucleares. Os dois países abandonaram o desenvolvimento de armas nucleares e a Agência realiza inspeções periódicas nas instalações nucleares dos dois países, criando uma confiança mútua nessa área.

Abertura lenta, gradual e restrita - Formulada pelo presidente Ernesto Geisel, para a volta ao sistema democrático, com influência do General Golbery. “É pois, à luz dessa planificação gradualista do processo de transição democrático gizado por Golbery do Couto e Silva que se deve entender de início a práxis do governo Figueiredo. Contudo, o crescente radicalismo da extrema direita, aliado à pressão democratizante de largos setores da oposição, começaram a por em xeque a materialização dos conceitos golberianos” (FREITAS, 2004: 33-4). Que conceitos eram esses? “Para Golbery do Couto e Silva, a única justificativa para a correlação de forças e para as alianças táticas e tácitas formadas de fato pelos polos oponentes era a de um esquema em ferradura, com base no qual o Executivo poderia realizar a manobra central estratégica: ‘mantê-los, sempre que possível, separados e alternar ações de contenção, senão de contra-ataque, entre um e outro, garantindo para si mesmo espaço de manobra cada vez maior e, por conseguinte, maior liberdade de ação para concretizar seus objetivos políticos, sem interferências desastrosas ou perturbadoras’. A materialização dessa manobra da estratégica defensiva destinada a criar condições propícias em proveito da manobra política superior e criativa dependeria do cumprimento de uma questão: a eliminação de uma das frentes se afiguraria prejudicial à manobra, pois originaria uma frente única, tornando inevitável o embate frontal; por isso era necessário desarticular todo o sistema oposicionista, proporcionando destarte o surgimento de múltiplas frentes distintas. A heterogeneidade inata da oposição proporcionaria ao Executivo um efeito multiplicador no conjunto hipotético de alianças necessárias, quer à sua legitimação democrática, quer à manutenção do plano de liberalização, verdadeira pedra angular de todo o edifício lógico construído em seu redor. Verificou-se, por conseguinte, uma estreita convergência entre o conteúdo do programa de reformas democráticas, elaborado em 1979, na vigência do governo Geisel, e essa esquematização realizada pelo General Golbery. A face mais visível dessa afluência foi a institucionalização do ‘pluralismo em processo’” (idem, pg. 31-32).

Abin - Agência Brasileira de Inteligência. Veja SNI.

Abortista - Chamar um abortista (que faz ou prega o aborto) de “abortista” pode gerar processo. Foi o que ocorreu com o Padre Luiz Carlos Lodi da Cruz. Os abortistas têm outro nome para o aborto: “antecipação terapêutica de parto” (ATP), como se essa nova expressão de pau pudesse mascarar o crime que pregam: a matança de nascituros. Veja a pérola infanticida de André Petry: “Defender a legalização do aborto, ou a manutenção do aborto legal, não é pregar o triunfo da morte sobre a vida - é reconhecer o direito inalienável da mulher sobre o próprio corpo, coisa que só o medievalismo não admite” (in “Um tempo de trevas”, revista Veja no. 1879, de 10/11/2004, pg. 126). Pena que esse abortista não tenha sido abortado, espontaneamente, porque, do contrário, seria crime, ainda que a legislação infanticida permitisse a matança de abortistas, como ele, quando era ainda um simples nascituro.

Abril vermelho - Invasões de terras rurais promovidas pelo MST todo mês de abril, sob o comando do monarca vermelho João Sem Terra (Pedro João Stédile) e outros camaradas, que promovem o terrorismo no campo e em órgãos públicos, e que tinham apoio de verba federal nos tempos dos governos tucano e do PT. O mês de abril é para lembrar o “Massacre de Eldorado do Carajás”, ocorrido em 17/04/1996, quando 19 sem-terra foram mortos pela PM do Pará. Embora em declínio, o MST ainda faz barulho. Em abril de 2004, foram 496 invasões. Em 2011, 70. Com a ascensão do Governo de Jair Bolsonaro, em 2019, sem verba pública, os passeios turísticos do MST a Brasília e outras cidades cessaram, assim como as invasões de terras e depredações de laboratórios de pesquisas rurais. “Abril será um mês vermelho. Servidor, estudante, a turma da moradia, nós vamos infernizar. Abril vai pegar fogo” (João Pedro Stedile, in revista Veja no. 1848, pg. 35). O líder do MST foi ao Senado Federal explicar a frase carbonária e recebeu uma beijoca do Senador Eduardo Suplicy. Entende-se o afago: o MST é o braço armado do PT. Veja Síndrome de Eldorado do Carajás.

Absolutismo - Centralização do poder do Estado em mãos de um indivíduo ou de um grupo. A célebre afirmação L’État c’est moi (Eu sou o Estado) é atribuída ao rei Luís XIV, da França. Catarina II, da Rússia, e Elizabeth I, da Inglaterra, foram rainhas absolutistas. O comunismo (absolutismo internacionalista), o nazismo e o fascismo (absolutismos nacionalistas) são formas modernas de absolutismo.

Abu Nidal Organization (ANO) - Organização terrorista liderada por Abu Nidal, cujo nome original era Sabri al-Banna, responsável por mais de 900 mortes em 100 atentados. Segundo fontes iraquianas, Abu Nidal teria se suicidado em Bagdá, no dia 16/08/2002. Abu Nidal nasceu em Jaffa, subúrbio de Tel-Aviv, e foi um dos fundadores da Fatah, rompendo com a organização de Yasser Arafat em 1974. A ANO promoveu vários ataques em aeroportos. Em 1973, transformou um Boeing 707 em bola de fogo no Aeroporto Leonardo da Vinci, em Roma, quando 32 pessoas morreram queimadas e 40 ficaram feridas. Em 1974, a ANO explodiu no ar um avião da TWA, que ia de Tel-Aviv a Atenas, matando seus 88 ocupantes. Abu Nidal foi pistoleiro de aluguel de Saddam Hussein, do Iraque, e de Hafez Assad, da Síria. Os governos do Kuwait e da Arábia Saudita pagavam a Nidal para poupar esses países de atentados – assim como mais tarde a Arábia Saudita passou a pagar a Al-Qaeda para praticar atentados terroristas longe da Casa Real. Em 27/12/1985, a ANO promoveu ataques simultâneos em aeroportos de Roma e Viena. Em Roma, morreram 10 passageiros e 3 dos 5 terroristas, e 71 ficaram feridas. Em Viena, morreram 3 pessoas, incluindo 1 dos 3 terroristas, e 47 ficaram feridas. A ANO ficou enfraquecida devido à perda do apoio financeiro da Síria, Iraque e Líbia, além de brigas internas. Em outubro de 1988, Abu Nidal, prevendo um golpe interno, mandou executar 156 militantes. Em janeiro se 1991, Abu Nidal comandou o ataque que matou Salah Khalaf (Abu Iyad), o sucessor de Arafat na OLP.

Abu Sayyaf - Grupo terrorista separatista muçulmano mais antigo das Filipinas, tem seu nome derivado do líder terrorista Abdul Rasul Sayyaf e luta pela emancipação das ilhas do sul, predominantemente muçulmanas, contras as do norte, de maioria cristã. Tinha apoio de Bin Laden, que viajou às Filipinas em 1993 para adquirir propriedades e abrir contas bancárias para a Internacional Islamita do terror. A partir de 1994, terroristas experientes, principalmente “afegãos” árabes, chegaram às Filipinas e instalaram células de operação em todo o país, especialmente nas grandes cidades. Entre os combatentes superiores estava Ramzi Ahmad Youssuf, que no início de 1993 supervisionou a explosão no WTC, em Nova York. Youssuf esteve envolvido na tentativa de assassinato de Bill Clinton (duas tentativas em 1994) e do Papa João Paulo II, em 1995, em viagens às Filipinas. O plano, frustrado, foi assumido por Abu Sayyaf, para encobertar a Internacional Islamita. Youssuf plantou pessoalmente uma bomba no Boeing 747 das Linhas Aéreas Filipinas (PAL), em 11/12/1994, que ia de Cebu para Narita, Tóquio. A bomba explodiu sobre Okinawa, mas o avião não foi destruído. Abu Sayyaf também assumiu a responsabilidade da bomba.

A cada um segundo suas necessidades - A frase completa é “de cada um segundo suas capacidades, a cada um segundo suas necessidades”. Célebre frase de pau marxista, creditada a Louis Blanc, nada diz, embora sugira o nivelamento da sociedade à vida de um ninho de formigas. Para um intelectual, a necessidade básica é comprar bons livros, reciclar-se, tornar-se bem-informado e cooperar com os avanços do país. Para um industrial, a necessidade pode incluir um iate para passeios internacionais, não podendo tal ato denotar extravagância nem desprezo pelos pobres, como querem os marxistas, pelo contrário, se iates existem é porque foram criados empregos para fabricá-los. E uma tripulação para fazê-los navegar. E técnicos e mecânicos para fazer a manutenção. Afinal, não tinham os figurões soviéticos também as suas “necessidades especiais”, como as limusines que trafegavam em avenidas exclusivas, e as dachas fora da cidade, ou villas no Mediterrâneo, aonde iam se divertir com vodka e mulheres nos fins de semana? Stálin tinha 15 casas de campo na costa do Mar Negro, alguns sendo palacetes czaristas. Você seria capaz de listar as “necessidades” de um parlamentar brasileiro, tudo pago pela Viúva? Cada um dos 513 deputados federais custa, em média, R$ 2,14 milhões anuais (https://congressoemfoco.uol.com.br/especial/noticias/cada-deputado-custa-r-2-milhoes-por-ano/), seis vezes mais que um parlamentar francês (dados de 2018).

Ação entre amigos - A famigerada Comissão dos Desaparecidos Políticos, instituída no 1º Governo FHC, foi composta por cartas marcadas: dos 7 integrantes, 5 eram notórios esquerdistas. Assim, foi fácil considerar o sertão da Bahia, onde tombou Lamarca, e as ruas de São Paulo, onde morreu Marighella, como "dependências policiais". Pode-se argumentar o direito de familiares de "desaparecidos" buscarem seus direitos, porém na Justiça, como foram os casos do jornalista Vladimir Herzog e do operário Manoel Fiel Filho, nunca por meio de uma farsa dessa magnitude que foi a "Comissão dos Desaparecidos". Exemplos dessa escandalosa “ação entre amigos”: Iara Xavier Pereira e Suzana Kiniger (ou Suzana Lisboa), integrantes da Comissão, que pertenceram à organização terrorista ALN, se autobeneficiaram, recebendo gorda indenização da União; Iara participou de diversas ações armadas e foi “premiada” pelas mortes de seus irmãos e marido (respectivamente Iuri Xavier Pereira, Alex de Paula Xavier Pereira e Arnoldo Cardoso Rocha), todos mortos em tiroteio com a polícia (todos tiveram treinamento em Cuba); Suzana Lisboa, do Movimento Tortura Nunca Mais, foi “premiada” com a morte do marido Luiz Eurico Tejera Lisboa, também treinado em Cuba; somente essa “ação entre amigos” rendeu R$ 600.000,00 (4 x R$ 150.000,00). Vera Maria Trude de Souza, ex-esposa do Ministro da Justiça do Governo FHC, Aloysio Nunes Ferreira Filho (um dos assaltantes do trem-pagador Santos-Jundiaí, em 1968), recebeu RS 65.000,00 no primeiro lote de indenizações. Esse “balcão de negócios” fazia também generosas doações ao Movimento Tortura Nunca Mais. No Diário Oficial nº 91, de 11/05/2001, p. ex., pode-se constatar que aquele movimento revanchista recebeu R$ 140.000,00 do Governo Federal, a título de um pastoso projeto chamado “Construindo a Cidadania: Formação de Educadores e Lideranças”. Honoráveis terroristas, como Dilma Rousseff, José Dirceu, também receberam sua piñata. O ex-padre Alípio de Freitas, mentor do atentado terrorista no Aeroporto de Guararapes, em 1966, recebeu mais de R$ 1 milhão. Ziraldo, Carlos Heitor Cony e muitos outros, que não são “desaparecidos”, nem “aparecidos”, também receberam prêmio superior a R$ 1 milhão. Até Lula recebeu indenização por ter passado alguns dias no xilindró, por ter violado a Lei de Greve. Um detalhe: como os cancerosos e os aidéticos, os indenizados não descontam imposto de renda. Millôr Fernandes disse que os terroristas não combateram a ditadura, apenas “fizeram um investimento'”. “Até 2010, foram julgados na Comissão da Anistia 59.163 processos. O maior bloco foi dos casos de aprovação sem reparação econômica: 24.454 (41,3%); 21.138 (33,7%) foram indeferidos e 13.571 (22,8%) foram aprovados com direito a algum tipo de reparação econômica. O governo Lula concentra quase a totalidade dos julgamentos. As gestões de Márcio Thomaz Bastos e Tarso Genro no Ministério da Justiça julgaram cerca de 53 mil casos (90% do total” (“Governo já pagou R$ 4,5 bilhões a anistiados”, jornal O Globo, 30/10/2011). A ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, do governo Jair Bolsonaro, está revisando muitas dessas escandalosas piñatas.

Acordo Brasil-EUA - Datado de 1952, durante o Governo de Getúlio Vargas, o Acordo previa uma assistência militar ao Brasil, como o envio de dinheiro e fornecimento de material bélico, em troca de minerais estratégicos, como urânio e areias monazíticas. “O primeiro acordo nuclear do Brasil, assinado em 1945 com os EUA, previa que o Brasil forneceria minérios radioativos e, em troca, esperava receber reatores nucleares. Mas isso não aconteceu. A matéria-prima foi para os Estados Unidos, mas as centrífugas não chegavam ao Brasil. Em função dessa circunstância, as autoridades brasileiras perceberam que as intenções estadunidenses na área nuclear não se sintonizavam com as aspirações brasileiras", afirma a historiadora Fernanda das Graças Correa, em seu livro "O Projeto do Submarino Nuclear Brasileiro" (Capax Dei Editora, 2010, Rio de Janeiro - cfr. https://felixmaier1950.blogspot.com/2020/06/programa-nuclear-brasileiro.html). Em 1977, o Presidente Ernesto Geisel denunciou (rompeu) o Acordo, devido à pressão do Governo dos EUA, Jimmy Carter, contra o Brasil, na questão dos direitos humanos, e na pressão contra o Acordo Nuclear Brasil-Alemanha. Pode-se acrescentar que o rompimento também se deu devido aos EUA enviarem sucatas bélicas ao Brasil, em vez de equipamentos novos, como no caso das Unidades Militares de Itu-SP (2º. RO 105mm) e Pirassununga-SP (2º RCC 76mm), que receberam carros-de-combate (tanques) usados na Guerra da Coreia, mas que deveriam ter os tubos (canhões) novos, o que não ocorreu, pois já tinham pelo menos a metade da vida útil de uso. O fato foi descoberto em 1974, e em outubro do mesmo ano, uma equipe de militares do Campo de Provas da Marambaia (CPrM) - o metrologista Sargento Alcebíades Ferreira e o fotógrafo Sargento Félix Maier -, sob comando do Capitão engenheiro militar do Arsenal de Guerra do Rio (AGR), Paulo Celso Pereira Torres, fizeram inspeção nas “almas” dos tubos de 105mm e 76mm, comprovando o desgaste nos raiamentos, ataque térmico, erosão gasosa e encobreamento (restos de cobre das ogivas, que ficam grudadas no interior dos tubos durante os tiros) - prova de que já tinham sido usados, e muito. Até recebi um elogio do Capitão Torres, publicado no Boletim Interno do CPrM, por jornadas diárias de 15 horas, operando o boroscópio, para inspeção e fotos dos defeitos dos tubos. À noite, na hora de dormir, fechando os olhos, eu via uma lua cheia, que era o formato da imagem do boroscópio. O rompimento do Acordo significou também uma guinada nas relações exteriores do Brasil, de aproximação com o movimento terceiro-mundista dos países “não alinhados” (nem com os EUA, nem com a União Soviética, pero no mucho).

Ação afirmativa - É a affirmative action dos americanos do norte, tropicalizada na Terra dos Papagaios, bichinhos que se destacam por repetir tudo o que outros falam. Segundo seus defensores, trata-se de promover a “inclusão social”, como, por exemplo, conceder vagas para negros e índios em universidades públicas. O argumento principal de seus defensores é que essa ação promove a diversidade étnica no ensino superior, além de reparar danos do passado, como a escravidão. O argumento dos que são contra a ação é que ela é inconstitucional, por favorecer pessoas unicamente por sua cor, e que, hoje, ninguém é obrigado a pedir desculpas por erros de outras pessoas no passado ou sofrer injustiça (como não conseguir entrar na universidade) por conta do pagamento de um crime que não cometeu. E a “ação negativa”, seria a criação de cotas para brancos na Bahia?

A Amazônia é nossa! - Assim bradamos todos nós, brasileiros, alguns orgulhosos, outros belicistas, se preparando com arco e flecha, e faca na boca, para defender aquela rica biodiversidade dos malditos yankees. Porém, como nada fazemos para preservar nossas fronteiras, o contrabando de animais, minerais raros, ouro, pedras preciosas e plantas exóticas é feito sem restrições, com muitas patentes sendo registradas no exterior. Traficantes de drogas e armas, como as FARC, andam à vontade na região e ONGs ambientalistas e indigenistas inibem qualquer tipo de desenvolvimento, como a construção de hidrelétricas e rodovias.

Abuso - É quando um policial dá uma tapa num bandido. Traficante que mata cidadão de bem não é abusado, é apenas um “injustiçado social”. Abuso, essa palavra logomáquica de sucesso, “não só tem ressonâncias repugnantes como desestabiliza as forças da ordem, as únicas susceptíveis de cometer abusos, enquanto os mesmos atos realizados por foras-da-lei, manifestantes ou terroristas não passam de ações justificadas pelo seu programa revolucionário” (VOLKOFF, 2004: 127).

Abutralha - Termo criado pelo coronel José Gobbo Ferreira: “Neologismo formado pela contração abutre + petralha, designando um ser repelente, desprovido de honra, moral, ética e patriotismo, provavelmente descendente do Homo neanderthalensis, que se supunha desaparecido, mas que agora acredito que tenha se desenvolvido despercebido em regiões pantanosas, chafurdando na lama, alheio ao processo de evolução da humanidade e por isso impermeável às qualidades morais que hoje ornam o caráter do homo erectus” (Cfr. em https://www.alertatotal.net/2012/10/a-marcha-sobre-resende-ou-nova-batalha.html).

ACJM - Associação Cultural Jose Martí: fundada em 16/03/1982, no Teatro Galpão, São Paulo, SP, sendo presidente Florestan Fernandes, e Fernando Henrique Cardoso um dos membros do Conselho Consultivo, ao lado de Antônio Callado e Márcio Moreira Alves, dentre outros. A ACJM era responsável pela publicação do periódico Nossa América e instrumento do Instituto Cubano de Amizade com os Povos (ICAP).

ACLU - American Civil Liberties Union. Defende as liberdades civis nos EUA, dentro da moda atual do “politicamente correto”. Cfr. https://www.aclu.org/.

Acordo Sykes-Picot - Acordo secreto anglo-francês, realizado em maio de 1916 por sir Mark Sykes e François Georges Picot, para a partilha do Mashrek árabe (Oriente árabe), tornado público pela Revolução Bolchevique em 1917. Em virtude desse Acordo, após o fim da I Guerra Mundial (1918), o Iraque tornou-se dependente da Grã-Bretanha; a Palestina ficou sob Mandato britânico para ser entregue aos sionistas; a Síria e o Líbano passaram para o domínio francês. Foi um golpe contra o rei da Arábia Saudita, que pretendia unir todos os árabes da Península, denunciado por T. E. Lawrence em sua obra Os sete pilares da sabedoria, que foi transformado em portentoso filme, Lawrence da Arábia. O primeiro governador do protetorado francês no Líbano, general Henri Gouraud, afirmou: “Saladino, voltamos!” (FISK, 2007: 1080). Lawrence afirmou que nos levantes árabes contra os britânicos no Iraque, em 1920, morreram cerca de 10 mil nativos. Em carta ao The Observer, em 1920, ele escreveu: “É estranho que não utilizemos gás venenoso em tais ocasiões. Bombardear as casas é um método incompleto que afeta mulheres e crianças, e nossa Infantaria sempre sofre baixas matando homens árabes com tiros. Com ataques de gás, toda a população dos distritos que atentam contra nós seria varrida do mapa” (FISK, 2007: 216).

AC/SP - Agrupamento Comunista de São Paulo: a Ala Marighella do PCB deu origem ao AC/SP. O apoio do AC/SP em Brasília era fornecido por Luís Werneck de Castro Filho. No início de 1968, o AC/SP, liderado por Carlos Marighella, passaria a utilizar a denominação Ação Libertadora Nacional (ALN) em suas atividades. Veja ALN.

ADEP - Ação Democrática Parlamentar: foi um movimento de oposição ao governo João Goulart, organizado pelo deputado João Mendes. “A ADEP realmente reuniu deputados da UDN, quase todos do PSD, também do PTB e de outros partidos da Câmara dos Deputados. Conversei com o João Mendes e ele disse: ‘Bonifácio, você podia organizar a ADEP lá em Minas. Temos o apoio do IBAD (Instituto Brasileiro de Ação Democrática), instituição não ligada a nós diretamente, mas que está muito preocupada com o avanço da esquerda no Brasil. É um grupo poderoso de industriais brasileiros dispostos a apoiar financeiramente o combate ao comunismo’” (Deputado Federal Bonifácio de Andrada - História Oficial do Exército/1964 - HOE/1964, Tomo 15, pg. 67). Veja CAMDE, IBAD e IPES.

Adestramento - Dressieren, termo alemão que, segundo Immanuel Kant, provém do inglês to dress (vestir): opõe-se ao esclarecimento, como capacidade de raciocínio sem a direção de outrem. A educação para a capacidade de pensar é a fórmula para a qual se compreende a base de uma educação para a “maioridade” ou autonomia intelectual. O adestramento, portanto, é apenas uma simples fachada de educação, e a educação em regimes totalitários e ideológicos, como o fascismo e o comunismo, não é educação em seu sentido pleno, pois apenas adestra uma massa que repete mecanicamente e por reflexo condicionado as palavras de pau do partido único. Bernard Goldberg, autor de Bias, e Tammy Bruce, autora de The New Police Thought, ambos com formação e militância na esquerda, contam em suas obras as mentiras propaladas pela esquerda. Em uma pesquisa com 4.300 leitores, 94% deles afirmaram que houve um viés esquerdista dos repórteres que cobriram os acontecimentos após os atentados contra os EUA, em 11/09/2001. Leia “Educação x Marxismo”, de Pedro Paulo Rocha, em http://felixmaier1950.blogspot.com/2020/12/educacao-x-marxismo-por-pedro-paulo.html.

Afegãos - Islamitas estrangeiros (especialmente egípcios, paquistaneses, sudaneses, argelinos, saudistas) e, naturalmente, afegãos, que participaram de treinamento em campos do Afeganistão, para lutar contra a invasão soviética, em 1979-1989 (depois contra os EUA, a partir de 2001). “Ao longo de oito anos, os soviéticos perderiam 14.263 combatentes, mortos ou desaparecidos, e mandariam para casa 49.985 feridos” (FISK, 2007: 88). “A guerra lhes custaria, pelo que foi estimado, cerca de 35 bilhões de dólares - em apenas um ano, seriam perdidos aviões no valor de 2,5 bilhões de dólares” (idem, pg. 141). Os afegãos participaram também das guerras na Croácia, Bósnia e Kosovo - além do Iraque. São os responsáveis pela escalada do islamismo no Egito, onde participaram de muitas operações e assassinatos, e na Argélia, onde quase conquistaram o poder nas eleições gerais de 1992. Hoje, os veteranos “afegãos” são a ponta de lança e o coração da Internacional Islamita, que atua em todo o mundo muçulmano para apoiar lutas islamitas de libertação; são os “brigadistas” da IMB. Se a Rússia é o pai dos “afegãos” e dos Talibãs, os EUA são o pai do Estado Islâmico, por ter destruído o Iraque, transformado em terra de ninguém.

Agenda 21 - Foi elaborada durante a Cúpula da Terra, em 1992, no Rio de Janeiro, e dirigida por Maurice Strong. “A Agenda 21 põe um ponto final na soberania nacional, abole a propriedade privada, coloca a natureza acima do homem e cria uma lista de restrições ao que entendemos como nossas liberdades fundamentais, controlando desde como, quando e para onde viajamos, até o que comemos” (DELINGPOLE, 2012: 175).

Agenda positiva - Quando o governo quer impressionar a população ou se vê acuado, faz anúncio de medidas espetaculares que serão tomadas de imediato. “A experiência revela que as agendas positivas costumam levar a resultados opostos ao pretendido. Robespierre quis salvar a Revolução Francesa com a agenda positiva da radicalização das reformas e acabou por incluir o próprio pescoço na agenda da guilhotina. Gorbachev quis salvar o regime soviético com a agenda positiva da perestroika e acabou por precipitar tanto o regime quanto a própria pessoa na agenda do lixo da história” (Roberto Pompeu de Toledo, revista Veja no. 1847, pg. 126). O programa “Fome Zero” foi a primeira “agenda positiva” de Lula para hipnotizar a população. Com o tempo, ficou provado que o Bolsa-Família não passa de um esperto sistema de voto de cabresto, que reelegeu o sucessor de FHC e elegeu Dilma Rousseff duas vezes. Ultimamente, o Brasil se tornou um “país marsupial”, cheio de “bolsas”, como bem definiu Jarbas Passarinho, ou “paraíso do vira-bosta”, título de livro premonitório de Emil Farhat. Vira-bosta é sinônimo de chupim, pássaro malandro que põe os ovos nos ninhos dos tico-ticos. Quando os chupins nascem, crescem muito mais rápido que os filhotes de tico-ticos e jogam estes para fora do ninho, que acabam morrendo. E o casal de tico-ticos tem que trabalhar em dobro, para alimentar a prole alheia. Bolsa-Família é isto: nós, os tico-ticos, alimentamos os vira-bostas.

Agente - O mesmo que espião. Ao espião, é permitido tudo, menos ser preso em flagrante pelo inimigo. Um espião realmente profissional nunca terá sua identidade divulgada e nunca será famoso, como James Bond. Há pelo menos 4 expedientes para se recrutar um agente: dinheiro, ideologia, chantagem e ego. Agentes famosos foram o casal Rosenberg, Julius e Ethel, que repassaram segredos da bomba atômica para a URSS e acabaram mortos na cadeira elétrica. Fidel Castro infiltrou Ana Belém Montes no Pentágono (presa em 2001, foi condenada a 25 anos de prisão) e Walter Kendall Myers no Departamento de Estado (preso em 2009, foi condenado à prisão perpétua). Uma lista de espiões famosos pode ser vista em https://super.abril.com.br/mundo-estranho/quais-foram-os-espioes-mais-famosos-da-historia/. Veja Escolas de Subversão e espionagem, Estória-cobertura, Secretinho, Caça às bruxas e Brigadas Médicas.

Agente ambiental - No idioma de pau, significa o catador de lixo reciclável, como latas de alumínio de cerveja ou refrigerante, e embalagens pet.

Agente de transformação social - “Um termo elegante que significa, em bom português, instrumento de agitprop (CARVALHO, 2000: 274). Segundo o autor, trata-se do uso de crianças como veículos de propaganda e intromissão do Estado ou da mídia nas relações familiares. Um exemplo foi o famigerado Kit Gay. Outro, a Lei da Palmatória. Urge o MEC reeditar livros como Organização Social e Política do Brasil, de Elizabeth Maria Araújo Loureiro, para ensinar a verdadeira cidadania aos jovens, e jogar o politicamente correto no lixo. Também poderia ser reeditado, com atualizações, a Pequena Enciclopédia de Moral e Civismo, do padre Fernando Bastos de Ávila, editado em 1967 pelo MEC. O jesuíta Ávila foi membro da Academia Brasileira de Letras.

Agit-prop - Agitação e propaganda: método de propaganda comunista, ainda utilizado pelos neocomunistas, como João Pedro Stédile, que levou o MST e o agitador francês José Bové a destruir uma plantação de soja da multinacional Monsanto, no Rio Grande do Sul, por ocasião do I Fórum Social Mundial (FSM), em janeiro de 2001.

Água negra do imperialismo - Era como Che Guevara chamava a Coca-Cola, negando-se a beber o líquido quando lhe era oferecido (Cfr. NARLOCH, 2011: 65).

AI - Amnesty International (Anistia Internacional): criada em Londres, em 1961, por Peter Berenson, baseada teoricamente na declaração universal dos direitos do homem e do cidadão, para defesa dos “prisioneiros de consciência” - pessoas detidas em razão de suas crenças, motivação política, origem étnica, sexo, cor ou língua, desde “que não tivessem cometido atos de violência”. Contudo, a AI, composta principalmente por integrantes de esquerda, empregou subversivos em várias de suas sucursais e teve atitudes tendenciosas, como no caso em que pregava o julgamento do general Augusto Pinochet, mas não exigia o mesmo tratamento a Fidel Castro, notório violador dos direitos humanos. Por isso, não causa estranheza que muitos de seus membros tenham defendido “prisioneiros de consciência” como Abimael Guzmán, líder do Sendero Luminoso, responsável pela morte de quase 30.000 peruanos. Uma boa ação da AI foi seu empenho em libertar Armando Valladares, que ficou 24 anos preso em Cuba, em razão de não apoiar a tirania de Fidel Castro. A AI adotou a denominação atual em 1962 e, em 1977, recebeu o Prêmio Nobel da Paz. Possui mais de 1 milhão de membros em mais de 150 países e é financiada por doações.

AI-5 - Ato Institucional nº 5. Decretado em 13/12/1968, pelo Presidente Arthur da Costa e Silva, permitia ao chefe de governo cassar mandatos, suspender direitos políticos e legislar em substituição ao Congresso Nacional após decretar-lhe o recesso. Um discurso violento do deputado federal Márcio Moreira Alves contra as Forças Armadas teria sido a gota d’água para decretar o AI-5, porém o real motivo foi o aumento das atividades terroristas ocorridas em 1968. “O protesto que escrevi era uma crítica por dentro. De um modo geral era eu simpático ao governo militar” (ALVES, 1974: 50). Para “Marcito”, foi um alívio ver a saída de Jango: “Achava-o oportunista, instável, politicamente desonesto... Aparecia bêbado em público, deixava-se manobrar por cupinchas corruptos... e tinha uma grande tendência gaúcha para putas e farras” (idem, pg. 51-52).

A esquerda espalha a mentira de que a luta armada ocorreu depois da criação do AI-5, o que é uma deslavada mentira. Até a decretação do AI-5, houve 84 atentados a bomba, que mataram e feriram militares e civis - 19 mortos, conforme texto de Reinaldo Azevedo (cfr. em https://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/todas-as-pessoas-mortas-por-terroristas-de-esquerda-1-os-19-assassinados-antes-do-ai-5/).

Cronologia da violência em 1968:

28/03/1968: morte de Edson Luís, em choque de estudantes com a polícia, no Rio;

31/03: passeata estudantil contra a Revolução, com 1 civil morto e dezenas de policiais da PM feridos;

01/04: comício na Praça da Sé, em que o Governador Abreu Sodré e sua comitiva foram expulsos da tribuna, que foi utilizada pelos agitadores para ataques à ditadura militar;

19/06: liderados por Vladimir Palmeira, presidente da UNE, 800 estudantes tentaram tomar o prédio do MEC (Rio), ocasião em que 3 veículos do Exército Brasileiro foram incendiados;

21/06: 10.000 estudantes incendiaram carros, saquearam lojas, atacaram a tiros a Embaixada americana e as tropas da PM, no Rio, resultando em 10 mortos (inclusive o Sgt PM Nélson de Barros) e centenas de feridos;

22/06: estudantes tentaram tomar a Universidade de Brasília;

24/06: em São Paulo, estudantes depredaram a Farmácia do Exército, o City Bank e o jornal O Estado de S. Paulo”;

26/06: a VPR explode guarita do QG do antigo II Exército, em São Paulo, com carro-bomba, matando o soldado do Exército Mário Kozel Filho;

03/07: estudantes portando armas ocuparam a USP, com ameaças de colocação de bombas e prisão de generais;

04/07: “Passeata dos 50 mil” com o slogan “só o povo armado derruba a ditadura”;

20/08: morte do soldado da PM/SP, Antônio Carlos Jeffery;

02 e 03/09: discursos violentos contra as Forças Armadas, proferidos pelo Deputado Federal Márcio Moreira Alves;

07/09: morte do soldado da PM/SP, Eduardo Custódio de Souza;

03/10: choque entre estudantes da USP e Mackenzie ocasionaram a morte de um deles, baleado na cabeça;

12/10: assassinato do capitão do Exército norte-americano, Charles Rodney Chandler; no mesmo dia, durante o XXX Congresso da UNE, em Ibiúna, SP, a polícia prendeu os participantes, destacando-se Wladimir Palmeira, Franklin Martins, José Dirceu de Oliveira e Silva; Domingos Simões, “o dono do sítio, era militante da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR) e tinha ligações com padres dominicanos de São Paulo e com o general oposicionista Euryale Zerbini, que ajudara a organizar o evento. Era um conhecido comunista da cidade” (CABRAL, 2013: 58-59); “Além das armas das sentinelas, os policiais só encontraram uma pistola Luger, duas Berettas e uma carabina. ‘A gente tinha muita arma, revólveres, pistolas, metralhadoras, coquetéis molotov. Mas estava tudo enterrado. Não tivemos como usá-las’ - revela Paulo de Tarso Venceslau” (idem, pg. 59); foram encontradas drogas e bebidas alcoólicas e o Woodstock caboclo deixou uma infinidade de preservativos usados - havia até uma escala de serviço de moças para atendimento sexual; alguns líderes, em acordo com Marighella e Cuba, haviam chegado à conclusão de que o estopim para a luta armada viria da prisão em massa de estudantes, envolvendo comunistas e inocentes úteis, e jogaria essa “força de trabalho” nos braços da luta armada; quem não era procurado pela polícia em Ibiúna, foi solto; “Entre eles, Cesar Maia, Raul Pont, José de Abreu, Gianfrancesco Guarnieri, Adilson Monteiro Alves e Lúcia Murat” (idem, pg. 60); “A lista dos 706 presos se transformaria, nas mãos dos militares, em uma agenda de ‘comunistas subversivos’. Nos anos seguintes, nove seriam assassinados pelo regime militar. Outros sete continuam na lista dos desaparecidos políticos” (idem, pg. 61);

15/10: estudantes tentaram tomar o prédio da UNE, queimando carros oficiais; Fernando Gabeira participou do ato terrorista (cfr. livro A Esquerda Armada no Brasil, de Antonio Caso);

23/10: estudantes depredam o jornal O Globo, visto como agente norte-americano;

07/11: o Sr. Estanislau Ignácio Correa é assassinado por terroristas que roubaram seu automóvel. Estas e outras mortes, ocasionadas pela violência estudantil, tinham reflexo das ações terroristas propostas pela OLAS, em Havana, Cuba, em 1967: “faremos um Vietnã em cada país da América Latina”, segundo as palavras do ditador Fidel Castro.

Houve, ainda, o assalto ao trem-pagador Santos-Jundiaí, feito pela Ação Libertadora Nacional (ALN), de Carlos Marighella, no dia 10/08/1968, ação que rendeu NCr$ 108 milhões ao grupo terrorista e consolidou sua entrada na luta armada. Dessa operação, participaram Aloysio Nunes Ferreira Filho, ministro da Justiça do governo FHC, o terrorista Diógenes de Oliveira, o “Diógenes do PT”, e meu tio materno Arno Preis. Leia, de minha autoria, 2008: 40 anos do AI-5, disponível em https://felixmaier1950.blogspot.com/2020/04/2008-40-anos-do-ai-5.html.

O historiador Carlos Ilich Santos Azambuja, antigo oficial de Inteligência da Aeronáutica (falecido em 2019), no artigo “A Parcialidade Escancarada”, faz críticas à tetralogia de Elio “Parmegiani” Gaspari: “Em seu livro, narra em detalhes a morte do estudante Edson Luiz, no restaurante do Calabouço, ocorrida em 27 de março de 1964. Detalhes tão precisos como se ele estivesse lá, assistindo a tudo. Não estava. Tanto não estava que escreveu que o fato ocorreu ‘a três quarteirões do hospital da Santa Casa’. Outra inverdade. Do restaurante ao hospital bastava atravessar a rua Santa Luzia. Eu estava lá e vi. No entanto, na Faculdade Nacional de Filosofia, Rio de Janeiro, de onde era aluno, narra a morte, a tiro de revólver disparado por um seu colega, de um estudante da mesma Faculdade. E só. Por que Gaspari, um historiador, evita dizer o nome desse seu colega, de Faculdade e de partido, que disparou a arma? Esse é um segredo de polichinelo, embora jamais o autor da morte tenha sido processado por esse crime. Seu nome? Apenas as iniciais, pois não desejo prejudicá-lo, onde quer que esteja. Assim, aquilo que ele julga que ninguém sabe, ele vai saber que eu sei: ACFPP” - cfr. em https://www.alertatotal.net/2014/04/a-parcialidade-escancarada.html. No dia 22/11/2012, por meio de e-mail, Azambuja me confidenciou: “O nome do cara do qual eu escrevi apenas as iniciais é ANTONIO CARLOS FARIA PINTO PEIXOTO, na época militante do PCB. Faleceu em 15 de Julho de 2012”.

No total, foram pelo menos 119 pessoas mortas pela esquerda terrorista, sendo 19 pessoas assassinadas antes da edição do AI-5 - confira textos de Reinaldo Azevedo em https://felixmaier1950.blogspot.com/2020/05/todas-as-pessoas-mortas-por-terroristas.html.

AIB - Ação Integralista Brasileira. Fundada em 07/10/1932, por Plínio Salgado e Gustavo Barroso. Miguel Reale foi outro líder integralista. O uniforme do integralista incluía camisa verde, símbolo do nacionalismo, com a braçadeira contendo o Sigma (sinal matemático da somatória), gravata preta, calça preta ou branca, boné verde e meias pretas. Como saudação, os “camisas-verdes” mantinham o braço erguido, mão espalmada e exclamavam “anauê” (“você é meu irmão”, em tupi guarani). Na carteira de identidade dos integralistas era encontrada a seguinte frase: “Juro perante Deus e pela minha honra trabalhar pela vitória da Ação Integralista Brasileira, executando, sem discutir, as ordens do chefe nacional e dos meus superiores hierárquicos” (Dione Kuhn, in “Nostalgia integralista no sul”, Correio Braziliense, 12/07/1999). O lema era “Deus, Pátria e Família” e era a principal organização anticomunista no Brasil. Dom Hélder Câmara chegou a participar do movimento. A AIB foi dissolvida por Getúlio Vargas, após o levante integralista contra o Governo Federal, ocorrido no dia 11/05/1938. Como contrapeso ao comunismo, o integralismo é visto como uma “quinta-coluna” de Hitler e de Mussolini. O integralismo teve grande penetração nas colônias alemãs do Sul do Brasil. O caráter dos alemães e dos teuto-brasileiros foi utilizado para explicar sua adesão ao integralismo: desde criança, são acostumados à ordem e ao trabalho. O integralismo e o nacional-socialismo (nazismo) tinham em comum os inimigos: liberais, comunistas e judeus. Havia, entre ambos, diferenças irreconciliáveis: o nacionalismo do integralismo não admitia a ingerência do nazismo sobre os “interesses alemães” no Sul do Brasil, ou seja, a manutenção da identidade étnica dos teutos (língua, escolas, imprensa etc.); o integralismo insistia na fusão das raças para programar um “Estado integral”, com representatividade de todos os setores da população brasileira, ao passo que o nazismo admitia apenas os “arianos”. No Sul do Brasil, o nazismo se utilizou da influência integralista devido às seguintes dificuldades: 1) muitos teutos eram antinazistas; 2) nas cidades os teutos estavam quase assimilados (nacionalizados); 3) os imigrantes e seus descendentes não eram perseguidos, por isso a agitação de minorias não tinha êxito; 4) muitos habitantes de língua alemã eram judeus. O integralismo começou a se estabelecer em Santa Catarina logo depois das drásticas medidas tomadas pelo Governo Estadual contra as “colônias alemãs”: com a Revolução de 1930, a família Ramos (representando Lages ou o Planalto de Santa Catarina, onde predominava o latifúndio) reconquista o poder, e os Konder são alijados do poder (representavam o nordeste do Estado, onde predominava a agricultura com base na pequena propriedade e a indústria). As perseguições incluíram: 1) introdução de impostos sobre o capital, atingindo principalmente as indústrias das “colônias alemãs”; 2) professores foram submetidos a testes de língua portuguesa: os que não foram aprovados, foram impedidos de lecionar, levando ao fechamento de muitas escolas; 3) o município de Blumenau foi enfraquecido através da desanexação de uma área de 3.750 km2 (de um total de 10.375 km2) para constituir o município de Rio do Sul (à época, Blumenau tinha 110.000 habitantes e Joinville 54.000 habitantes). Após as eleições de 1933, quando os republicanos (liderados pelos irmãos Adolfo e Marcos Konder) venceram os liberais em Joinville e Blumenau, Aristiliano Ramos decretou a desanexação de parte do município de Joinville e a total subdivisão de Blumenau, que ficou reduzido a 1.650 km2 após o surgimento dos novos municípios de Gaspar, Indaial, Timbó e Dalbérgia. O putsch integralista de 11/05/1938 (Intentona Integralista), contra o Governo Vargas, não teve nenhuma participação dos nazistas, o que parece provar que jamais houve uma colaboração estreita entre integralistas e nazistas. Há na bibliografia indicações de que o integralismo tinha adeptos sobretudo entre os teutos católicos, enquanto os teutos luteranos eram germanistas e nazistas. A acusação de que o integralismo recebeu dinheiro do fascismo italiano é confirmado pelo conde italiano Costanzo Ciano em seu diário. Os maiores contingentes de “camisas-verdes” eram encontrados em São Paulo, na Bahia e em Santa Catarina. Depois da Contrarrevolução de 1964, os partidos políticos foram extintos e os integralistas que permaneceram na política filiaram-se à Arena, o partido de sustentação dos militares.

AIDS intelectual - Segundo William Lind, Political Correctness is intellectual AIDS. Everything it touches it sickens and eventually kills (O Politicamente correto é AIDS intelectual. Tudo que ela toca adoece e finalmente mata). Cfr. em http://felixmaier1950.blogspot.com/2020/10/pc-marxist-roots-unearthed-by-william-s.html.

ALA - Ala Vermelha do PC do B (Dissidência do PC do B): ex-militantes das Ligas Camponesas, com cursos de guerrilha na China, desejavam uma ação imediata contra a ditadura militar pós-1964; no dia 14/04/1969, durante assalto a uma Kombi do Banco Francês-Italiano, em São Paulo, a ALA matou o motorista Francisco Bento da Silva e o guarda bancário Luiz Ferreira da Silva. Tarso Genro foi membro da ALA.

Alain Delon dos pobres - José Dirceu era também conhecido como o “Ronnie Von das massas” e enfileirou namoradas - uma das primeiras foi Iara Iavelberg, depois amante de Carlos Lamarca.

Al-Azma - “A Crise”: calamidade para o Islã, com a unidade islâmica abalada quando Estados árabe-muçulmanos se aliaram ao Ocidente para combater outro Estado árabe-muçulmano, o Iraque (1991). Veja Al-Naqba.

ALBA-TCP - Criada por Hugo Chávez e Fidel Castro como Alternativa Bolivariana para as Américas (ALBA), mudou em 2009 o nome para Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América - Tratado de Comércio dos Povos. Foi um acordo de clara oposição à Área de Livre-Comércio das Américas (ALCA), que foi longamente gestada, porém nunca parida, devido às ações antiamericanas das esquerdas. São membros da ALBA-TCP: Cuba, Venezuela, Bolívia, Equador, Nicarágua, Dominica, Antígua e Barbuda, e São Vicente e Granadinas. No dia 09/06/2011, Hugo Chávez e Raul Castro assinaram os termos da criação da Escola de Formação das Forças Armadas da ALBA - o “Fort Benning bolivariano”.

Alcântara é nossa! - E dos ucranianos! E dos chineses! A Base de Lançamento de foguetes em Alcântara só não pode ser alugada para os malditos yankees. Com esse antiamericanismo de primatas, que dizem não querer uma nova Guantánamo no Brasil, deixamos de receber cerca de 30 milhões de dólares anuais. Slogan de pau semelhante a “O petróleo é nosso”, “A Amazônia é nossa”, “O Pantanal é nosso”, “Fora ALCA”, “Fora FMI” - com apoio dos padrecos e bispecos da CNBdoB.

ALF - Animal Liberation Front (Frente de Libertação Animal): ONG do Reino Unido, a ALF promove ataques terroristas contra pesquisadores e centros de pesquisa que utilizam animais para a produção de vacinas e outros experimentos. Também atacam comerciantes de peles de animais e incendeiam lanchonetes fast food na Europa, que utilizam carne vermelha no cardápio. O neurocientista americano David Jentsch, da Universidade da Califórnia, já teve seu carro destruído por elementos do ALF e recebeu lâminas contaminadas por HIV. Em 1997, a ALF invadiu laboratórios da UFSC e soltou 80 saguis e alguns macacos. Em 2008, invadiu laboratório de Biociências da USP, destruindo material de pesquisa, equipamentos e computadores. Do jeito que as coisas vão, os ecoterroristas da ALF e da ELF podem também atacar as plataformas vegetais com as quais se começam a fabricar novas vacinas. Afinal, planta também tem “sentimento” e gosta de “ouvir música”, principalmente música clássica, ao contrário dos maconheiros, que preferem rock pesado e funk. Produtores de vinho na Itália usam a música clássica para melhorar a qualidade de seu produto - cfr. em http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2012/10/musica-classica-e-usada-para-melhorar-qualidade-de-vinhos-na-italia.html. Em 04/01/2011, a Bio-Manguinhos assinou contrato com o Centro Fraunhofer para Biotecnologia Molecular e a iBio Inc., dos EUA, para produzir vacina contra a febre amarela a partir de uma planta, sem o uso de vírus atenuado. Outros grupos que pretendem igualar os humanos aos animais: Animal Rights Militia - ARM (Milícia dos Direitos dos Animais), Hunt Retribuition Squad - HRS (Esquadrão de Resposta pela Caça), Mobilization For Animals - MFA (Mobilização pelos Animais), People for the Ethical Treatment of Animals - PETA (Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais). Veja ELF, Eugenia ecológica, GLF, Teoria de Gaia e VHEMT.

¡Alfaro Vive, Carajo! - O mesmo que Fuerzas Armadas Populares Eloy Alfaro. Movimento de esquerda criado no Equador em 1982, que mudou seu nome para ¡Alfaro Vive Carajo! depois do governo populista do general Eloy Alfaro.

Al-Fatah - (Árabe) “A Conquista”: organização guerrilheira fundada por Yasser Arafat, em 1959. Em 1967, o Emir do Kuwait doou um cheque de US$ 50 mil à organização, que se juntou à OLP em 1968 e obteve a liderança dela em 1969. Expulsa da Jordânia após o “Setembro Negro” (1970), a Al-Fatah estabeleceu-se no Líbano. A invasão israelense no Líbano, em 1982, dispersou a organização para vários países, como Tunísia, Iêmen, Argélia, Iraque e outros. A Al-Fatah desencadeou ataques terroristas contra israelenses, na 2ª. Intifada (a partir do ano 2000), principalmente através da Force 17 (Força 17) e Western Sector (Setor da Cisjordânia). É também conhecida por “Al-Asifa”. A 1ª Intifada ou “Guerra das Pedras” ocorreu a partir de 1987, e só terminou em 1993, após a assinatura dos Acordos de Oslo.

Algoritmo - “Um algoritmo é um conjunto metódico de passos que pode ser usado na realização de cálculos, na resolução de problemas e na tomada de decisões. Por exemplo, quando se quer calcular a média entre dois números, pode-se usar um algoritmo simples. O algoritmo estabelece: ‘Primeiro passo: obtenha a soma dos dois números. Segundo passo: divida a soma por 2’” (HARARI, 2016: 91). “Até mesmo os laureados com o prêmio Nobel de Economia tomam apenas uma fração de suas decisões usando canetas, papel e uma calculadora; 99% de nossas decisões – inclusive as escolhas mais importantes da vida, referentes a cônjuges, carreiras e habitantes – são tomadas por algoritmos altamente sofisticados, que chamamos de sensações, emoções e desejos” (idem, pg. 94). “Os algoritmos do Google e do Facebook sabem não apenas como você se sente, como sabem 1 milhão de outras coisas a seu respeito das quais você mal suspeita. Consequentemente, você deveria parar de ouvir seus sentimentos e começar a ouvir esses algoritmos externos. De que valem eleições democráticas quando os algoritmos sabem como cada um vai votar, assim como as razões pelas quais uma pessoa vota em um partido de esquerda enquanto outra vota em políticos de direita? O humanismo ordenava: ‘Ouçam seus sentimentos!’; o dataismo agora ordena: ‘Ouçam os algoritmos! Eles sabem como você se sente’” (idem, pg. 394). “Os algoritmos realmente importantes - como os algoritmos de busca do Google - são desenvolvidos por equipes enormes. Cada membro entende somente uma parte do quebra-cabeça e ninguém entende o algoritmo como um todo. Além disso, com o surgimento da aprendizagem automática e das redes neurais artificiais, mais e mais algoritmos se desenvolvem independentemente, aprimorando a si mesmos e aprendendo com os próprios erros. Eles analisam quantidades astronômicas de dados, que nenhum humano é capaz de abranger, e aprendem a reconhecer padrões e a adotar estratégias que escapam à mente humana. O algoritmo-semente pode de início ser desenvolvido por humanos, mas ele cresce, segue o próprio caminho e vai aonde humanos nunca foram antes - até onde nenhum humano pode segui-lo” (idem, pg. 395). Veja Dataismo e Eugenia tecnológica.

Aliança Cinco Olhos - “Five Eyes” engloba a partilha de informações entre países anglófonos, após a II Guerra Mundial. “Sob o Cinco Olhos, a NSA [dos EUA] compartilha o produto de sua Inteligência com outros quatro países anglófonos: Reino Unido, Canadá, Austrália e Nova Zelândia. Na teoria, esses aliados não se espionam uns aos outros. Coisa que, na prática, fazem” (HARDING, 2014: 74). “A missão da NSA é coletar sinais de Inteligência [SIGINT] ao redor do mundo. Isso significa qualquer coisa eletrônica: rádio, micro-ondas, informações de satélite interceptadas. E comunicações da internet” (idem, pg. 74). Os Cinco Olhos tinham estações também no Chipre, Ceilão, Hong Kong, África do Sul, Diego Garcia, Ilha de Ascensão e clientes do Oriente Médio, como Omã (cfr. HARDING, pg. 131-132). Veja Echelon e PRISM.

Aliança Internacional pela Reforma da Cannabis (sigla ICAR, em inglês) - A organização de pau, com sede nos EUA, realiza campanha pela legalização internacional da maconha. Hoje, o movimento THC tem o apoio irrestrito de FHC. Seria FHCannabis?

Aliança Nacional - Partido nazista dos EUA, seus integrantes desprezam o Governo Federal e afirmam que existe um complô judaico para dominar a América. Os heróis são Theodor Kazcynsky, o “Unabomber”, que remetia bombas pelo correio nas décadas de 1970 e 1980, e Timothy McVeigh, autor da explosão de um carro-bomba na cidade de Oklahoma, em 1995, quando morreram 168 pessoas (sendo 19 crianças) e 674 ficaram feridas. McVeigh justificou o ato terrorista como sendo uma vingança contra o FBI pela matança de 80 membros de uma seita militarizada (seita davidiana), em Waco, Texas, em 1993, e pelo assassinato de uma família de um fazendeiro neonazista, feito por agentes do governo. Nos EUA, existem centenas de grupos “patrióticos” (em 1996, eram em torno de 850), reunidos em milícias fortemente armadas, que agem sem ser incomodadas, utilizando-se da liberdade de expressão garantida pela Primeira Emenda Constitucional. A Aliança Nacional afirma que os ataques contra o World Trade Center e o Pentágono (11/09/2001) foram um complô da CIA e do Mossad (serviço secreto de Israel), para mobilizar a opinião pública mundial contra a causa palestina - aliás, a mesma afirmação de muitos islâmicos, como foi constatada nos jornais egípcios após os atentados. O FBI investigou se as organizações de extrema direita americana estavam por trás das cartas com antraz, que provocaram a morte de vários americanos. Veja Oklahoma (Atentado) e Unabomber.

Aliança para o Progresso - “Sob a administração Kennedy, a ‘Aliança para o Progresso’, programa destinado a ajudar os governos latino-americanos e evitar que o comunismo se aproveitasse do subdesenvolvimento do continente, se concentrou naquela região [Nordeste brasileiro]. Entre 1961 e 1964, uma média anual de 5 a 7 mil norte-americanos entre voluntários bem-intencionados dos Corpos da Paz e mal-intencionados espiões da CIA vieram para o Brasil” (NAPOLITANO, 2014: 59). Além da Aliança para o Progresso (https://felixmaier1950.blogspot.com/2020/06/em-1961-jfk-cria-alianca-para-o_17.html), os EUA mantinham um apoio às cooperativas canavieiras do Nordeste, por meio da The Cooperative League of the USA (CLUSA) - Cfr. https://felixmaier1950.blogspot.com/2020/06/the-cooperative-league-of-usa-clusa-e-o.html.

Álibi do comunismo - O nazismo é o mais forte álibi do comunismo. “Relembrar, a cada dia, as atrocidades nazistas - prática tornada sagrada, desde então, sob a alcunha de ‘dever de memória’ - mantém um ruído permanente que não deixa espaço para se dar atenção à memória das atrocidades comunistas. Nas palavras de Alain Besançon, a ‘hipermnésia do nazismo’ desvia a atenção da ‘amnésia do comunismo’. Por isso é fácil entender por que toda análise, todo trabalho de historiadores minoritários, que ponha em foco a semelhança essencial entre os dois regimes, provoca tempestades que precedem uma fúria vingativa” (REVEL, 2001: 109). Cfr. meu texto sobre o assunto em http://felixmaier1950.blogspot.com/2020/09/o-nazismo-e-o-mais-forte-alibi-do.html.

Ali Químico - Ali Hassan al-Majid, primo de Saddam Hussein, ordenou o uso de armas químicas contra os curdos, no Norte do Iraque, em 1988. Comandou a invasão do Kuwait em 1990 e autorizou o assassinato e a tortura de civis. Também coordenou a execução de milhares de xiitas no Sul do Iraque, no levante em Basra, em 1991. Hani al-Latif Tulfah, dirigente da Organização de Segurança Especial, órgão de repressão do regime de Saddam, foi o militar responsável pelo desenvolvimento de armas químicas e biológicas. Hamza al-Zubaidi, ex-primeiro-ministro do Iraque, participou da tortura e execução de opositores políticos; supervisionou a limpeza étnica na região curda, em 1991, e o extermínio dos chamados “árabes dos alagados”, no Sul do Iraque, um dos maiores crimes ecológicos de que se tem notícia. Veja Genocídio.

Al-Jihad - Grupo Jihad: conhecido também como “Jihad Islâmica Egípcia”, “Grupo Novo Jihad”, “Vanguarda da Conquista” e “Talla’a al-Fateh”. É um grupo extremista islâmico, formado por estudantes palestinos no Egito, que se infiltraram na polícia na década de 1970 e, em 06/10/1981, assassinaram o presidente egípcio Anwar El Sadat, por este ter assinado um acordo de paz com Israel, por ter-se aliado aos EUA, por ter viajado a Jerusalém e ter dado asilo ao Xá Reza Pavlevi, deposto pela Revolução Iraniana em 1979. Com o esgotamento da luta no Afeganistão (expulsão dos soviéticos), o Al-Jihad participou de operações na Eritréia, Ogaden, Burma, Caxemira, Tadjiquistão, Chechênia, Bósnia, Líbia e Mogadíscio (Operação Restore Hope, da ONU, na Somália). O Al-Jihad tem o Xeque Omar Abdel-Rahman como seu líder espiritual. O objetivo do grupo também era derrubar o governo Mubarak e criar um Estado islâmico no Egito. Em 1995, o Al-Jihad matou 18 soldados judeus em um ponto de ônibus em Beit Lid.

Almirante do Povo - Almirante Cândido da Costa Aragão, do Comando dos Fuzileiros Navais, que se aliou à baderna dos marinheiros em comícios no Rio de Janeiro, em março de 1964, incitado pela dupla carbonária Jango-Brizola, sendo carregado nos ombros pelos militares amotinados. O ministro da Marinha da época, Almirante Paulo Mário da Cunha Rodrigues, era chamado de “Almirante Vermelho”. Veja Contrarrevolução de 1964.

ALN - Ação Libertadora Nacional: grupo terrorista, cujos fundos eram obtidos por assaltos e dinheiro recebido de Cuba. “Militei na Ação Libertadora Nacional (ALN), uma organização guerrilheira que mantinha excelentes relações com Cuba. Muitos de nossos companheiros receberam treinamento militar na ilha para enfrentar com armas a ditadura militar que havia deposto um governo legitimamente eleito” (Paulo de Tarso Venceslau, “30 Moedas”, site Jornal Contato, acesso em 13/05/2011). O Agrupamento Comunista de São Paulo (AC/SP) havia sido criado em 1967 pelo terrorista Carlos Marighella, após este ser expulso do PCB, depois da Conferência da OLAS, em Cuba. Somente a partir de 1969 o AC/SP, também conhecido como Ala Marighella, passaria a utilizar a denominação Ação Libertadora Nacional (ALN). Minimanual do Guerrilheiro Urbano, de Carlos Marighella, foi traduzida para vários idiomas e foi o “livro de cabeceira” dos grupos terroristas Brigadas Vermelhas, da Itália, e Baader-Meinhoff, da Alemanha. “... os ‘tiras’ e policiais militares que têm sido mortos em choques sangrentos com os guerrilheiros urbanos, tudo isto atesta que estamos em plena guerra revolucionária e que a guerra só pode ser feita através de meios violentos” (trecho do Minimanual). Entre 1967 e 1970, comunistas ligados a Marighella e à VAR-Palmares atuaram em Brasília e seu entorno, como fazendas de Formosa, GO, e Paracatu, MG, com aliciamento de estudantes da Universidade de Brasília, liderados por José Carlos Vidal (“Juca”), junto com outro líder estudantil, Luís Werneck de Castro Filho. Em 1968, o grupo de Marighella realizou treinamento de guerrilha próximo ao Rio Bartolomeu, em exercícios de tiro com metralhadora INA e revólver .38. No mesmo ano, Edmur Péricles de Camargo foi enviado por Marighella para fazer um levantamento para instalação de guerrilhas nos arredores das cidades de Formosa, Posse, São Romão, Pirapora e São Domingos. No dia 10/08/1968, a ALN assaltou o trem-pagador Santos-Jundiaí, levando NCr$ 108 milhões, ação que consolidou a entrada da ALN na luta armada; nesse assalto, além de meu tio materno Arno Preis e outros, participou o ministro da Justiça do Governo FHC, Aloysio Nunes Ferreira Filho, que fugiu em seguida para Paris com sua esposa Vera Trude de Souza, com documentos falsos. “Na terça-feira de carnaval de 1969, foi realizado um assalto ao posto de identificação da Asa Norte, de onde foram roubadas mais de cem células de identidade, uma máquina de escrever e carimbos. Participaram da ação: Fabiani Cunha, Francisco William de Montenegro Medeiros, Maurício Anísio de Araújo, Adolfo Sales de Carvalho, Gilberto Thelmo Sideney Marques e Ronaldo Dutra Machado” (“Agrupamento Comunista se expande para o Planto Central”, site A Verdade Sufocada, acesso em 15/04/2011). Junto com o grupo terrorista MR-8, de Fernando Gabeira, a ALN sequestrou o embaixador norte-americano Charles Burke Elbrick, no Rio de Janeiro, em 04/09/1969, por cujo resgate foram libertados 15 terroristas (entre os quais estavam Vladimir Palmeira e José Dirceu). Marighella foi morto pela polícia em São Paulo, no dia 04/11/1969. Após o sequestro do embaixador americano, as prisões de terroristas tiveram sequência: no dia 01/10 foi preso em São Sebastião, SP, o coordenador do setor de apoio, Paulo de Tarso; no dia 02/11 foram presos no Rio de Janeiro os freis Fernando e Ivo; no dia 03/11, já em São Paulo, Frei Fernando “abriu” o restante da rede de apoio, sendo presos os freis Tito e Jorge, um ex-repórter da Folha da Tarde, responsável pelas fotos dos documentos falsos, e um casal de ex-diretores do mesmo jornal; Frei Fernando foi quem levou ao “ponto” com Marighella, no dia 04/11, após revelar duas senhas, pois era o responsável pela coordenação das atividades dos dominicanos com Marighella, desde a saída de Frei Osvaldo de São Paulo, em junho daquele ano. Combinado o encontro com Frei Fernando, Marighella resistiu à ordem de prisão quando entrava no carro de Frei Fernando, sacando um revólver, quando foi morto pelos policiais. A morte de Marighella repercutiu no Brasil e no exterior. Com a morte de Marighella, assumiu o comando Joaquim Câmara Ferreira, o “Toledo”, que viajou a Cuba com Zilda Xavier para receber instruções de Fidel Castro, país em que um dos fundadores da ALN, Agonalto Pacheco, estava em choque com as autoridades locais, especialmente o comandante Manuel Piñero, o “Barbarroxa”, acusado de desvirtuar as iniciativas do AC/SP. Câmara Ferreira foi preso no dia 23/10/1970, em São Paulo; cardíaco, sofreu enfarte na viatura policial, vindo a falecer; Carlos Eugênio Paz, em seu livro Viagem à Luta Armada (Editora Civilização Brasileira, 1996), fantasia a história, dizendo que “Toledo” foi torturado até a morte pelo delegado Fleury; essa versão é negada por Luís Mir (A Revolução Impossível, pg. 560). Em um bolso de “Toledo”, foi encontrada carta de Frei Osvaldo Rezende, onde constavam contatos internacionais, projetos políticos e ligações com os governos cubano e argelino. O governo brasileiro denunciou à ONU a ingerência em seus assuntos de países que não respeitavam o direito internacional - o que não teve nenhuma consequência prática. Em 07/09/1970, João Alberto Rodrigues Capiberibe (mais tarde governador do Amapá), “militante” da ALN, foi preso junto com sua mulher Janete e sua cunhada Eliane. Em 23/03/1971, a ALN faz o “justiçamento” de um “quadro”, Márcio Leite de Toledo. Carlos Eugênio Paz, no livro acima citado, afirma que foi coautor desse “justiçamento”. Junto com o Movimento Revolucionário Tiradentes (MRT), a ALN assassinou o industrial Henning Albert Boilesen, diretor do Grupo Ultra, no dia 16/04/1971 (Sebastião Camargo, da empresa Camargo Correia, era também alvo para sequestro e “justiçamento”, mas prevaleceu a escolha de Boilesen, porque era considerado “espião da CIA” e patrocinador da OBAN). Terroristas da VAR-Palmares, da ALN e do PCBR assassinaram o marujo da flotilha inglesa em visita ao Rio de Janeiro, David A. Cuthbert, de 19 anos, no dia 08/01/1972; nos panfletos, os terroristas afirmaram que a ação era em solidariedade à luta do IRA contra os ingleses. Em 1971, a ALN dividiu-se em duas facções: o Movimento de Libertação Nacional (MOLIPO), criado pelo serviço secreto cubano (José Dirceu era um dos integrantes), e a Tendência Leninista (TL). Em 1972, a ALN/SP assassinou o gerente da firma F. Monteiro S/A, Valter Cesar Galatti, ferindo ainda o subgerente Maurílio Ramalho e o despachante Rosalino Fernandes. Em 1972, terroristas da ALN/GB, do MOLIPO e da ALN/SP assassinaram o investigador Mário Domingos Pazariello, o soldado da PM/GO, Luzimar Machado de Oliveira (foi morto por meu tio materno, Arno Preis) e o cabo da PM/SP, Sylas Bispo Feche; a ALN/GB assassinou em 1972 Íris do Amaral. No dia 21/02/1973, a ALN formou um grupo de execução, integrada por três terroristas, que assassinaram o proprietário do Restaurante Varela, o português Manoel Henrique de Oliveira, acusado de ter denunciado à polícia, no dia 14/06/1972, a presença de quatro terroristas que almoçavam em seu Restaurante, três dos quais morreram logo após (na verdade, os terroristas mortos estavam sendo seguidos pelo DOI-CODI). No dia 25/02/1973, terroristas da ALN, da VAR-Palmares e do PCBR assassinaram em Copacabana o Delegado Octávio Gonçalves Moreira Júnior. Pelo extenso “currículo” de Marighella, seus familiares receberam mais de 100 mil reais de “indenização”, outorgada pela famigerada “Comissão dos desaparecidos políticos”, criada no primeiro governo FHC. Carlos Eugênio Sarmento da Paz confessou ter praticado em torno de 10 assassinatos. Jessie Jane Vieira de Souza, outra “militante” da ALN, que participou do sequestro de um avião, chegou a ser diretora do Arquivo Público do Rio de Janeiro. Saiba mais sobre as ações dos “honoráveis terroristas” da ALN acessando https://pt.slideshare.net/palmasite/honorveis-terroristas. Com o auxílio do Movimento Comunista Internacional (MCI) e de padres dominicanos, como Frei Beto, a ALN tinha um sistema de propaganda no exterior, a Frente Brasileira de Informações (FBI). Veja FBI.

Al-Naqba - “O Holocausto”: calamidade para o Islã, comparada a Al-Azma, devido à perda da Andaluzia (Espanha) e da Palestina (Israel), e ao fim do Califado otomano. Veja Al-Azma.

Aloprado – Segundo o sucessor de FHC, é o petista pego em cândida ação de chantagem, com uma montanha de dinheiro, para venda de dossiês antitucanos.

ALPRO - Alianza Para el Progreso (Aliança para o Progresso): apoio dos EUA, a partir de 1960, a países latino-americanos, para deter o avanço comunista na América Latina após a Revolução Cubana, ocorrida em 1959. Lembro-me que, quando eu estudava na 4ª. série, em 1960, em Luzerna, SC, era distribuída uma bebida achocolatada durante o recreio - um presente de Tio Sam. Veja Aliança para o Progresso.

Al-Qaeda - “A Base”, em árabe. Grupo terrorista islâmico fundado por Osama bin Laden, bilionário saudita, possivelmente refugiado no Afeganistão durante os ataques americanos contra aquele país (2001). Inicialmente, o grupo se chamava Salvação Islâmica (Fundação al-Qaeda), era uma instituição de caridade criada por bin Laden para remeter fundos de apoio à jihad no Afeganistão, depois da invasão soviética (1979), e no Paquistão; depois, estendeu-se a centros islâmicos e obras de caridade em todo o mundo islâmico, especialmente na Bósnia-Herzegovina, Albânia e Kosovo, durante a Guerra dos Bálcãs (1991-2001). Estudos comprovam que na Croácia e, principalmente, na Bósnia-Herzegovina grande parte da estrutura terrorista islâmica patrocinada pelo Irã escondia-se nesses “centros de caridade”, com base em Zagreb, Croácia, em cooperação e coordenação com os representantes locais da Inteligência iraniana e do Hezbollah (via embaixada do Irã em Zagreb - alto diplomata Mohammad Javad Asayesh). Quatro a seis mil terroristas islâmicos em atividade na Bósnia, na época, abrigavam-se em pouco mais de 20 “obras de caridade” ou “projetos humanitários”. A maioria desses fundos era coordenada pela Fundação Mostazafin, fachada da Inteligência iraniana. A Al-Qaeda possui células terroristas no Oriente Médio e Norte da África, e provavelmente no leste asiático, na Europa e na América do Norte, num total de mais de 40 países. Em 1991, bin Laden foi forçado a sair da Arábia Saudita e fundou a organização terrorista Al-Qaeda, em 1992, no Sudão, então governado pelo ditador fundamentalista Hassan al-Turabi. Bin Laden teve o passaporte saudita cassado em 1994 e passou, a partir de então, a utilizar passaporte diplomático sudanês com nome falso. Os principais dirigentes da organização, além de bin Laden, eram o chefe de planejamento, Ayman al-Zawahiri, e o chefe de operações militares, Mohamed Atif. O grupo tem ainda um conselho consultivo e quatro comitês: o religioso, o financeiro, o militar e o de mídia; a base da organização é composta por células terroristas próprias e organizações associadas. No Afeganistão, o grupo era sustentado pelo tráfico de drogas (em sociedade com o então governo Talibã) e por doações de instituições e pessoas físicas do mundo islâmico, especialmente da Arábia Saudita. A primeira ação do grupo ocorreu em fevereiro de 1993, contra o World Trade Center (WTC), em Nova Iorque, realizado pelo kuwaitiano Ramzi Youssef, quando um carro-bomba na garagem de uma das torres gêmeas deixou saldo de 6 mortos e mais de 1.000 feridos; preso, Youssef foi condenado a 240 anos de prisão. Em outubro de 1993, militantes treinados por Mohamed Atif mataram 18 soldados dos EUA na Somália (Operação Restore Hope”, da ONU). Em agosto de 1996, bin Laden escreveu seu primeiro manifesto contra os EUA, a declaração de sua Jihad (Guerra Santa), pois tropas americanas ainda ocupavam o solo sagrado do Islã - a Arábia Saudita. Em 1998, bin Laden decretou um outro manifesto, mais radical, a fatwa (sentença de morte) contra todos os cidadãos americanos, dentro ou fora das terras islâmicas, que seria desempenhada pelo “exército islâmico internacional para a guerra santa contra judeus e cruzados”. Desde 1996, com a ascensão dos talibãs no Afeganistão, o grupo teria construído no país 12 campos de treinamento de terroristas. O grupo é também acusado de ter ocasionado explosões em embaixadas americanas na África (Quênia e Tanzânia), em 1998, do ataque suicida contra o destróier americano USS Cole, no dia 12/10/2000, que deixou 17 marinheiros mortos, no Porto de Áden, Iêmen, e, principalmente, dos atentados contra as torres gêmeas do WTC, em Nova York, e contra o Pentágono, no dia 11/09/2001, ocasionando a morte de 2.996 pessoas (2.977 vítimas e 19 sequestradores, sendo: 2.606 em Nova York, 125 no Pentágono e 246 nos 4 aviões). Os atentados contra os EUA levaram este país a declarar guerra contra o governo Talibã do Afeganistão (por dar cobertura ao Al-Qaeda), em outubro de 2001, o qual foi deposto para dar lugar a um governo de coalizão nacional, no final de 2001. A Al-Qaeda tem ligações com a Jihad Islâmica egípcia e a Al-Ittihad. Em setembro de 2002, um jornal da Itália confirmou que a Al-Qaeda havia elaborado um plano para um grande ataque ao Vaticano. Na mesma época, veio a informação de que grupos islâmicos da Tunísia e do Marrocos pensavam em destruir a Basílica de San Petronio, em Bolonha, Itália, que tem um afresco mostrando Maomé sendo arrastado por demônios nas profundezas do inferno. No dia 19/09/2002, 5 homens - 4 marroquinos e 1 historiador italiano - foram presos na Basílica por estarem filmando o afresco pintado no século XV por Giovanni da Modena, sob inspiração de uma passagem da “Divina Comédia”, de Dante Alighieri. “No vídeo que os homens gravaram, estava registrada a seguinte frase: ‘O que Bin Laden fez com as torres é o que precisa ser feito aqui’” (in “Tensão na Itália”, revista Veja no. 1766, pg. 111); no dia 21 de agosto, os suspeitos foram libertados por um juiz, por “falta de provas”. O livro “Seeds of Fire” (Sementes de Fogo), do repórter inglês Gordon Thomas, apresenta provas da colaboração chinesa com a Al-Qaeda - tropas da Aliança do Norte encontraram enorme quantidade de armas chinesas em poder dos Talibãs. Antes dos ataques americanos, a Al-Qaeda tinha cerca de 50 acampamentos para treinamento de terroristas no Afeganistão, alguns dos quais, como Badr I, Badr II e Abu Khabab, podiam receber milhares de “soldados” a qualquer momento. A Al-Qaeda, apesar da derrota no Afeganistão, mantém ainda uma rede de “células dormentes” em diversos países islâmicos e ocidentais. Em 2011, Osama bin Laden foi morto pelos americanos no Paquistão. Em 20 anos, os EUA gastaram cerca de US$ 6 trilhões de dólares nos conflitos do Oriente Médio e no Golfo Pérsico - cfr. https://noticias.uol.com.br/reportagens-especiais/em-20-anos-guerras-custaram-us-6-tri-aos-eua-quantia-poderia-eliminar-fome-ou-reverter-aquecimento/#:~:text=Em%20quase%2020%20anos%20de,Bagd%C3%A1%2C%20como%20querem%20os%20iraquianos. Só no Afeganistão foram cerca de US$ 2,5 trilhões, para nada, já que as últimas tropas americanas deverão sair do país até 11/09/2021, com o Talibã já tendo recuperado 50% do país. Veja Operação Lança de Netuno, Talibã e Terrorismo.

Al-Quds al-Arabi - Jornal publicado em Londres (editor: Abdul-Bari Atwan, ligado à Al-Qaeda). Em editorial na véspera do atentado ao voo 800 da TWA, o jornal afirmou que “existe uma onda de ódio contra os americanos no cenário árabe” e que “foi Washington, suas políticas e seus aliados na região que criaram esse fenômeno e o alimentaram”, concluindo: “o que aconteceu no Cairo, em Riad e em Khobar é apenas o começo” (Cfr. BODANSKY, 2002: 238).

AMIA - Asociación Mutual Israelita-Argentina: um carro bomba matou 96 pessoas e feriu 156 na AMIA, em Buenos Aires, no dia 18/07/1994. No dia 17/03/1992, um carro-bomba já havia atingido a embaixada de Israel na Argentina, matando 28 pessoas e ferindo cerca de 100. Os atentados foram atribuídos ao Hezbollah Internacional.

América Libre - Revista do Foro de São Paulo (FSP), criada por Frei Betto para comemorar o 65º “aniversário” de Ernesto Che Guevara, em 1993. Che nasceu em Rosário, Argentina, em 14/05/1928 e foi morto na Bolívia em 08/10/1967.

Amor e Revolução - Novela chapa-branca e maniqueísta do SBT, que teve estreia no dia 05/04/2011. O autor revisionista de pau apresenta os terroristas como heróis e os militares que combateram os comunistas como torturadores. Foi o modo de Sílvio Santos agradecer o governo petista, por ter sido salvo do imbroglio bilionário PanAmericano, via Caixa Econômica Federal. Alguns depoimentos pauleiras podem ser vistos em http://www.sbt.com.br/amorerevolucao/depoimentos/ ou http://nucleopiratininga.org.br/se-perdeu-os-primeiros-capitulos-de-amor-e-revolucao-clique-aqui/. O mesmo SBT promoveu, em 2012, a enquete “o maior brasileiro de todos os tempos”, com votação de internautas. No febeapá dos "100 maiores”, Michel Teló desfila ao lado do Duque de Caxias, Tiririca é igualado ao cientista Carlos Chagas, o qual recebe caneladas de jogadores de futebol, como Dedé do Vasco e Marcos do Palmeiras. Felizmente, a TV chapa-branca não conseguiu seu intento, pois Lula foi fragorosamente derrotado por Ayrton Senna. E Chico Xavier foi eleito o maior brasileiro de todos os tempos.

Anarchist Cookbook, The - Livro de Receitas do Anarquista: escrito em 1971 por William Powell, é uma cartilha do terrorismo, que ensina a fabricar garrafa incendiária e meios para confeccionar um pacote explosivo. Há um filme de mesmo nome, de 2002.

Anarquismo - Ideologia que prega a ausência de um chefe ou de um governo. Piotr Alekseievitch Kropotkin, revolucionário russo, pregava a volta aos tempos nostálgicos das sociedades primitivas e das comunidades da Idade Média. Com Pierre-Joseph Proudhom, para quem “a propriedade é um roubo”, o anarquismo se torna um movimento de massa. Enquanto Proudhom tinha sua visão de mundo muito ingênua, baseada na organização primitiva dos camponeses e artesãos, na abolição dos bancos e do dinheiro, sem chance para a modernidade, Mikhail Aleksandrovitch Bakunin, anarquista russo, junto com os revolucionários socialistas, crê na revolução da periferia, “nos que nada têm a perder”, como, p. ex., o campesinato russo. Bakunin é um dos líderes da I Internacional Comunista, junto com Karl Marx, de quem se afastaria posteriormente. A Aliança Internacional da Democracia Social, de Bakunin, teve papel efetivo na introdução do anarquismo na Espanha, onde desponta a obra do anarquista Francisco Pi y Margall, que teve livros censurados pela Igreja. No Brasil, o anarquismo é representado principalmente por José Rodrigues Leite e Oiticica, filólogo, professor e poeta, seguido de Edgard Leuenroth, jornalista, e de Everardo Dias, jornalista brasileiro de origem espanhola. No início do século XX, Giovanni Rossi instalou uma colônia anarquista no Paraná, a Colônia Cecília. No mesmo período, o sindicalismo em São Paulo contou com a participação de operários de origem italiana. Leia “Anarquistas, graças a Deus!”, de Zélia Gattai.

Anauê! - Salve! “Você é meu irmão”, na língua guarani. Saudação de pau dos integralistas, os “camisas-verdes” de Plínio Salgado. Hoje, a saudação poderia ser traduzida pelos punks e funkeiros como “brother!”, “parça!”, “mermão!”... Veja AIB.

ANCA - Associação Nacional de Cooperação Agrícola: braço financeiro do MST, junto com a Confederação das Copoperativas da Reforma Agrária (Concrab). “O fato é que nessa quarta-feira chegou à CPI da Terra a informação, devidamente documentada, de que a Associação Nacional de Cooperação Agrícola (Anca) - que não se perca pela sigla -, apontada como ‘braço financeiro’ do MST, recebeu R$ 1,5 milhão de organismos internacionais no período de 1995 a 2003. E para que se obtivesse essa informação bastou um dia desde que foi aprovada a quebra de sigilo bancário e fiscal da Anca, tanto quanto de sua coirmã, a Confederação das Cooperativas da Reforma Agrária (Concrab). De conformidade com os comprovantes que chegaram àquela comissão, a Anca movimentou recursos em sete contas bancárias e as maiores remessas de dinheiro que recebeu foram da Unesco, sendo uma no valor de R$ 400 mil, no ano de 1998, e outra no valor de R$ 430 mil, no ano de 1999” (in “Financiamento do esbulho”, O Estado de S. Paulo, 18/06/2004).

Andorinha - Espiã que utiliza sua sedução para obter informações. Antes do sequestro do embaixador americano Charles Burke Elbrick, realizado pelo MR-8 em 1969, Vera Sílvia Araújo Magalhães apresentou-se na casa do diplomata, oferecendo-se para trabalho de empregada doméstica. Seduziu o encarregado da segurança, Antônio Jamir, e conseguiu importantes dados sobre o embaixador: sua personalidade e horários de entrada e saída de casa, na residência oficial da Rua São Clemente, Rio de Janeiro, de onde se dirigia para a Embaixada, na Avenida Presidente Wilson. A ABIN é acusada de ter utilizado uma “andorinha” (a policial Cleonice Caetano) para desmoralizar o procurador da República, Luiz Francisco de Souza, antigo militante do PT, que costumava perturbar o governo FHC, ao fazer denúncias de corrupção publicadas em jornais que ele mesmo municiava, porém desapareceu da mídia desde o governo mensaleiro de Lula da Silva. “O mais célebre desses membros é o procurador Luiz Francisco de Souza, que nunca escondeu suas convicções ultra-esquerdistas e durante o governo FHC deixou claro que muitas de suas ações tinham motivação puramente política” (in “O Ministério Público na encruzilhada”, revista Veja no. 1876, de 20/10/2004, pg. 50).

Angolagate - Caso da venda de armas, da França para Angola, tendo como cúmplice da venda Isabel dos Santos, filha do presidente de Angola, José Eduardo dos Santos. O filho do ex-presidente francês François Mitterrand, Jean-Christophe Mitterrand, acusado de envolvimento no Angolagate, ficou preso em Paris, de 21/12/2000 a 11/01/2001, quando foi solto mediante o pagamento de fiança de cerca de 700.000 dólares, realizado pela mãe Danielle.

Animalismo - A Revolução dos Bichos, de George Orwell, fala do “Animalismo”, criado pelo “Porco Major”, ou seja, Karl Marx. Nos dias atuais, há, digamos, outra forma de Humanismo, que também podemos chamar de “Animalismo”, que é a exaltação da vida dos animais, igualada à vida dos humanos. Maus tratos a animais podem levar o criminoso a sofrer pena de reclusão de 2 a 5 anos, enquanto maus tratos a humanos tem pena menor, de 2 meses a 1 ano ou multa para casos sem agravantes ou reclusão de 1 a 4 anos para lesão corporal grave - uma total inversão de valores. Matar uma tartaruguinha é crime hediondo, porém matar um nascituro (aborto), em muitos países, é apenas “o direito da mulher dispor do próprio corpo”, um absurdo! Veja ALF.

    Anistia - Anistia para nossos “heroicos” terroristas, punição para nossos inimigos “torturadores”. É assim que a Lei da Anistia, de 1979, foi interpretada pelos governos esquerdistas que se seguiram aos militares no comando do País. “Grupos como Tortura Nunca Mais e o projeto Brasil Nunca Mais da Arquidiocese de São Paulo estão esquecendo que a anistia não é um ato unilateral, é geral - cobre os dois lados. Repudio atos de ódio e revanchismo político de grupos como o Tortura Nunca Mais porque, quando o Congresso votou a anistia, virou a página autoritária no pressuposto de que não voltaria atrás senão como referência histórica” (Senador Jefferson Peres, Jornal do Senado, abril de 1998). "Pela anistia se elimina não somente a punibilidade da ação, mas a sua própria existência como crime, isto é, as consequências penais que dele podem decorrer” (MIRADOR, 1992: 600). Essa máxima não é seguida no Brasil, onde a Lei da Anistia só tem valor para os “militantes” de esquerda que foram combatidos pelos militares. Em 2011, o STF, para desgosto da OAB, decidiu que a Lei da Anistia continua em vigor, pois foi aprovada em 1979 depois de amplo debate nacional, com o total apoio da OAB de então. Os terroristas de ontem, porém, não se deram por vencidos. Em 2012, Dilma Rousseff criou a Comissão Nacional da Verdade, cujo objetivo foi demonizar as Forças Armadas durante dois longos anos. Vale lembrar que a presidenta foi a comandante-em-chefe das Forças Armadas, as quais ela deveria respeitar e não destilar seu ódio e patifaria sem limites.

    Anjo da Morte - 1. Todesengel: Assim era conhecido o médico nazista Josef Mengele, por suas experiências médicas com seres humanos em Auschwitz, de onde fugiu para a América do Sul em 1949 e viveu na Argentina, Paraguai e Brasil. Mengele morreu de ataque cardíaco em Bertioga, SP, e enterrado com nome falso. Sua identidade só foi descoberta em 1985, depois da exumação do seu corpo. 2. O capitão-de-fragata argentino, Alfredo Astiz, também é conhecido como “Anjo da Morte”, “Angel Rubio” (Anjo Louro), “Gustavo Niño” e “Cuervo”, por ser considerado um dos principais torturadores durante o regime militar argentino. Na França, em 1991, Astiz foi condenado à prisão perpétua, acusado pelo desaparecimento, na Argentina, de duas freiras francesas. No dia 01/07/2001, Astiz foi preso na Argentina, acusado da morte de três italianos. No dia 26/10/2011, Astiz foi condenado à prisão perpétua, junto com outros militares.

    ANL - Aliança Nacional Libertadora: criada em 12/03/1935, por Luiz Carlos Prestes - um agente do Komintern (Internacional Comunista) -, líder do PCB, foi responsável pela execução da Intentona Comunista, iniciada em Natal, RN, no dia 23/11/1935, e que se estendeu ao Rio de Janeiro e Recife, e foi sufocada cinco dias depois. Dos 6 principais dirigentes, 3 eram militares: o presidente Hercolino Cascardo, comandante da Marinha; o vice-presidente Amorety Osório, capitão do Exército; o secretário-geral Henrique Sisson, oficial da Marinha. O secretário-geral do PCB era Antonio Maciel Bonfim (“Miranda”), antigo sargento da PM baiana. Prestes ordenou o “justiçamento” (assassinato) de “Elza”, a “Garota”, uma comparsa da Intentona, por desconfiar que ela houvesse entregado companheiros à polícia. Leia “Os crimes do PCB”, acessando o capítulo V do ORVIL, pg. 33 a 38 - https://www.averdadesufocada.com/images/orvil/orvil_completo.pdf.

    Annus mirabilis – (Latim) “Ano maravilhoso”. O pensador José Osvaldo de Meira Penna chama o ano de 1989 de annus mirabilis, devido à queda do Muro de Berlim, e, em consequência, o fim do império soviético, em 1991.

Anomia - Ausência de normas, assim como qualquer tipo de autoridade. Atualmente, a leniência das leis brasileiras, que são um convite à bandidagem, e as decisões imprevisíveis do STF, “interpretando” a seu bel prazer as leis e a Constituição Federal, são exemplos de anomia que flagelam a sociedade brasileira. “Interpretação de texto” cabe bem numa prova do ENEM ou numa aula sobre Literatura, não na Suprema Corte. Ao Supremo cabe apenas fazer cumprir a lei como está escrita. A decisão de Edson Fachin, de anular todos os processos que levaram às condenações de Lula nos casos do triplex do Guarujá e do sítio de Atibaia, por decisão do ex-juiz Sérgio Moro, por ser a Vara Federal de Curitiba “foro incompetente”, depois de cinco anos de protesto da defesa de Lula, reforça a anomia brasileira. Nos EUA, o megainvestidor Bernie Madoff, que provocou a maior fraude financeira da história, de 65 bilhões de dólares, foi condenado em 2009 a 120 anos de prisão e só saiu da cadeia morto, em 14/04/2021. No Brasil, Lula da Silva, provavelmente o maior ladravaz da história do Brasil, sofreu penas ridículas em algumas ações e, por fim, condenações anuladas. Essa anomia pôde ser comprovada também durante a pandemia da Covid-19, em que decretos de governadores e prefeitos não foram levados a sério pela população, que continuou a se aglomerar sem máscaras em festas rave, com muita bebida e droga, desafiando uma autoridade que há muito tempo não existe no Brasil. Veja Antiautoridade, Escola de Frankfurt, Idade do crime, Pós-Verdade e Risco Brasil.

500 ANOS DE RESISTÊNCIA INDÍGENA, NEGRA E POPULAR - Movimento pauleira criado durante as comemorações dos 500 anos do Descobrimento da América, que visava “rediscutir” (revisionismo) a história da colonização do continente sob a ótica marxista, ao mesmo tempo em que tinha por objetivo varrer das Américas todos os traços da civilização cristã. Dentro da prática da “lenda negra”, a ideia era diabolizar as “sangrentas” conquistas espanhola e portuguesa das Américas, ao mesmo tempo em que os indígenas eram apresentados como seres angelicais. Durante a conquista espanhola, relatos, como os de Bartolomé de las Casas, destacavam o “genocídio” promovido contra os índios. “As denúncias do frade dominicano foram reproduzidas com gosto pelos maiores adversários do reino espanhol - os protestantes. Com a conquista da América e a unificação a Portugal, em 1580, a Espanha teve em mãos um dos maiores impérios da história - um império católico. (...) Protestantes holandeses, ingleses, franceses e germânicos trataram de invalidar o direito dos espanhóis sobre os territórios americanos” (NARLOCH, 2011: 83). Sociólogos e historiadores de linha marxista, incluindo padres da “teologia da libertação”, acusam os espanhóis e os portugueses de terem imposto sua cultura e sua religião aos índios, além de escravizá-los. Era exatamente isso o que faziam os incas com seus inimigos. “Entre aqueles que haviam sido dominados por Atahualpa ou que tinham se aliado ao irmão dele, Huáscar, na disputa pela soberania do império, a morte de Atahualpa os salvou de anos de trabalhos forçados, de punições e até mesmo a morte. (...) Talvez metade das pessoas dos Andes estivesse disposta a se aliar aos espanhóis para se salvar da sangrenta vingança que as forças de Atahualpa já vinham promovendo com muitos partidários de Huáscar” (idem, pg. 89). Muito antes da “política de liquidificador” de Stálin e Pol Pot, o exército inca promovia migrações forçadas. “Os arqueólogos estimam que as migrações atingiram entre 20% e 30% da população - por conta dessa política, um quarto de todos os povos andinos morava em terras estrangeiras” (idem, pg. 92). E os sacrifícios humanos dos astecas, no México? “Relatos espanhóis do século 16, com base em histórias contadas pelos índios, falam em 80.400 mortes em 1487, durante a inauguração do Templo Maior de Tenochtitlán” (idem, pg. 98). O Códice Telleriano-Remensis, baseado em pinturas narrativas dos astecas, diz que foram “apenas” 4.000 pessoas que tiveram o coração arrancado e jogado para rolar pirâmide abaixo (Cfr. pg. 99). A mesma barbárie era feita pelos maias: “Um garoto de cinco anos, cujos restos mortais foram encontrados em 2005 numa base da parte sul do Templo Maior de Tenochtitlán, teve os braços colados às asas de um gavião. Baseados nas diversas marcas na parte interna das costelas, arqueólogos concluíram que o elemento cortante, provavelmente uma faca de sílex, ‘entrou na cavidade torácica a partir do abdômen’, rasgando os músculos para chegar ao coração” (idem, pg. 101). O filme Apocalypto (2006), de Mel Gibson, retrata perfeitamente esses fatos escabrosos. A mesma anticomemoração ocorreu durante os 500 anos do Descobrimento do Brasil, em que a História nacional foi execrada e renegada, deixando de se discutir a fundo temas como a formação da sociedade brasileira, a arquitetura barroca, a imigração italiana, alemã e japonesa, a Semana da Arte Moderna, os grandes músicos e escritores etc. Um relógio da Rede Globo, que fazia a contagem regressiva dos 500 anos, foi depredado em Porto Alegre, RS. Foram lembrados apenas o “genocídio indígena”, a Inquisição católica, a escravidão negra e fatos pitorescos, como o de um padre tarado, que, em visita religiosa a mulheres doentes, possuía sexualmente as mulheres da casa, além da própria doente, para uma mais rápida “recuperação” física. Ponto alto da anticomemoração foi a marcha dos índios pataxós avançando sobre bispos na missa realizada em Santa Cruz Cabrália, só não ocorrendo o pior devido à pronta ação da PM baiana. O MST dedicou uma canção para a anticomemoração dos 500 anos do descobrimento da América, os “500 anos de resistência índia-negra-popular”. “O refrão afirma: A invasão chegou de barco nesta América Latina/Veio riscado da Europa este plano de chacina/Vinham em nome da civilização/Empunhando a espada e uma cruz na outra mão. E os versos finais prometem: (...) Pra ter mais força é preciso unificar/Marchando firme contra toda escravidão/E o farol de Colombo vai se apagar” (apud CARRASCO, 2013: 41). Uma das poucas realizações relevantes feitas em 2000 foi o lançamento do livro “Por que construí Brasília”, de Juscelino Kubitschek, realizado pelo Senado Federal - cfr. em https://static.poder360.com.br/2020/04/livro-por-que-construi-brasilia.pdf. Leia “Pra não dizer que não pedi perdão”, de minha autoria, em https://felixmaier1950.blogspot.com/2020/07/pra-nao-dizer-que-nao-pedi-perdao-por.html. Veja Lenda Negra e Revisionismo.

    Anos de chumbo - Do francês annés de plomb. Expressão de pau utilizada pela esquerda brasileira para designar os anos em que os militares combateram os grupos terroristas em nosso País. Não tivessem os militares feito o serviço de casa, hoje estaríamos combatendo as “FARB” em todo o país, como ocorre na Colômbia das FARC, que na época devida não combateu os terroristas. O interessante é que esses antigos “militantes”, que dinamitavam pessoas, hoje afirmam que lutavam pela democracia. Que democracia? A de Cuba, que lhes servia de modelo, como era o caso da ALN de Marighella, do Molipo de José “Daniel” Dirceu e do MR-8 de Fernando Gabeira, todos com treinamento de guerrilha na “ilha do Dr. Castro”. A mesma “democracia comunista” então defendida pela VAR-Palmares de Dilma Rousseff. A verdade é que não haveria “anos de chumbo” se não tivesse havido “anos de dinamite”. Como ex-integrante de dois desses grupos que alinharam contra o regime militar, no final dos anos 1960 e início dos 1970, posso dizer, com pleno conhecimento de causa, que NENHUM de nós estava lutando para trazer o Brasil de volta para uma ‘democracia burguesa’, que desprezávamos. O que queríamos, mesmo, era uma democracia ‘popular’, ou proletária, mas poucos na linha da URSS, por nós julgada muito ‘burocrática’ e já um tantinho esclerosada. O que queríamos mesmo, a maioria, era um regime à la cubana, no Brasil, embora alguns preferissem o modelo maoísta, ainda mais revolucionário” (Paulo Roberto de Almeida, in “Dou-me o direito de discordar” https://averdadesufocada.com/index.php?option=com_content&view=article&id=6951:1905-dou-me-o-direito-de-discordar-&catid=58&Itemid=107). “Segundo o SNI, Salomão Malina era o responsável pelo setor de explosivos. ‘Tinha por finalidade preparar militantes, na prática, para a luta armada. Com esse objetivo, funcionou na URSS, na Escola de Quadros do PCUS, curso especial de guerrilha, explosivos e armamentos. Frequentaram o curso 11 militantes, sendo 2 de São Paulo, 3 do Paraná, 3 do Rio de Janeiro, 1 de Pernambuco, 1 do Rio Grande do Sul e 1 do Amazonas. Esses elementos, ao retornarem, ministraram cursos nos seus respectivos Estados’” (BAFFA, 1989: 136). “Uma revolução, como a nossa, que, dos dois lados, em vinte anos, não morreram quinhentas pessoas, não tem nada parecido com ditadura nem ‘anos de chumbo’. ‘Anos de chumbo’ são os de agora, quando este número de mortos acontece em apenas duas semanas nas cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo. (...) Que ditadura foi essa? Talvez tenha sido o grande mal - ter sido uma ‘revolução anti-hemorrágica’. Muito democrática para o meu gosto. A revolução que é ‘anti-hemorrágica’ não se perpetua” (Ten Cel Av Juarez de Deus Gomes da Silva - HOE/1964, Tomo 10, pg. 413). Vale lembrar que no início do Movimento 31 de Março 1964, houve apenas 2 vítimas (Coronel-Aviador Alfeu Monteiro de Alcântara, que tentou matar o Brigadeiro Nelson Freire Lavanère Wanderley e foi morto pelo Coronel-Aviador Roberto Hipollito da Costa, e o Sargento do Exército Venaldino Saraiva, que tentou matar os aspirantes-a-oficial Flávio Meurer e Aloysio Oséas e depois se suicidou). Houve, ainda, o desaparecimento de 1 Soldado, do Destacamento Caicó, na chegada a Brasília (vindo de Minas Gerais), e mais 2 feridos no Forte Copacabana: 1 aluno da ECEME e 1 Sargento. Assim, pode-se dizer que a Revolução de 31 de Março de 1964 foi a mais incruenta de toda a História da Humanidade: 2 mortos, 4 feridos e 1 desaparecido. “No dia 31 de março de 1964, o Brigadeiro Nelson Freire Lavanère Wanderley, acompanhado do Coronel Aviador Roberto Hipóllyto da Costa, chegou à então 5ª. Zona Aérea, em Porto Alegre, para assumir o comando, que deveria ser transmitido pelo Coronel Aviador Alfeu Alcântara Monteiro, oficial mais graduado presente. O Coronel Alfeu, amigo pessoal de João Goulart, após recusar-se a transmitir o comando, atirou e feriu o Brigadeiro, sendo morto com um tiro de pistola 45 pelo Coronel Hipóllyto, em ato considerado como de legítima defesa de outrem. O Coronel Hipóllyto foi absolvido pela Justiça Militar” (Ten Cel Av Juarez Gomes - HOE/1964, Tomo 10, pg. 411-2). O coronel Ustra, em seu livro A Verdade Sufocada, afirma que o atentado foi no dia 04/04/1964. A Comissão de Mortos e Desaparecidos concedeu indenização aos familiares do coronel Alfeu, caindo no engodo de Élio “Parmeggiani” Gaspari, antigo redator de Novos Rumos, do PCB: “Crítico feroz do regime de 1964, não foi Elio avaro em aceitar versões, sem averiguar-lhes a veracidade. Na Ditadura Envergonhada, o Coronel-Aviador Alfeu Monteiro é dado como metralhado pelas costas com 16 tiros” (Cel Ernesto Gomes Caruso - HOE/1964, Tomo 11, pg. 256). Até o general Osvaldo Pereira Gomes, um dos membros da Comissão, caiu na vigarice esquerdista e depois fez um mea culpa, publicado na Folha de S. Paulo de 07/06/1998. “Anos de chumbo” são os de Cuba, que somente de 1959 a 1961 já tinha matado 2.000 pessoas, e até hoje já fuzilou em torno de 17.000. “Anos de chumbo” são os da atual ditadura venezuelana, que entre 2015 e 2017 executou 8.200 pessoas, extrajudicialmente - 18 vezes mais do que os 21 anos da ditadura militar brasileira (https://www.gazetadopovo.com.br/mundo/regime-de-maduro-ja-matou-18-vezes-mais-do-que-a-ditadura-militar-brasileira-bmvn25qul9pghlhypj0msfqme/), com mais de 4 milhões de refugiados e migrantes espalhados pelos países latino-americanos (dados de 2019). O livro “A Ditadura Envergonhada”, de Elio Gaspari, pode ser baixada em https://redept.org/uploads/biblioteca/6673ae85eb67bd20cab33a9507c61c30.pdf.

Anos Rebeldes - Para a mídia de pau, anos de dinamite, promovidos pelos terroristas, passou a se chamar “anos rebeldes”. Alfredo Syrkis, do grupo de Lamarca, que participou do sequestro de dois embaixadores, o alemão e o suíço, “fugiu para o exterior, não exilado, depois foi anistiado e escreveu o livro ‘Os Carbonários’, que serviu de tema da série Anos Dourados da TV Globo. Só que a equipe da Globo, safadamente, escamoteou a realidade, mudou o nome dos países e em nenhum momento falou que era um movimento comunista; mas os episódios são mais ou menos os mesmos” (Gen Div Raymundo Maximiliano Negrão Torres - HOE/1964, Tomo 8, pg. 103). Na verdade, a série chamou-se Anos Rebeldes, não Anos Dourados, e teve inspiração, também, no livro de Zuenir Ventura, “1968, o ano que não terminou”.

Ansar Allah - “Seguidores de Alá”: organização islâmica que se responsabilizou pela derrubada de um avião entre Cólon e Cidade do Panamá, matando todas as 21 pessoas a bordo, em 19/07/1994.

Anschluss - (Alemão) “Anexação”: nome por que é conhecido o golpe nazista contra a Áustria, quando em março de 1939 simulou um plebiscito pelo qual anexou aquele país à Alemanha. Tal fato precipitou o desencadeamento da II Guerra Mundial.

Antiautoridade - Mestres da língua de pau foram também os integrantes da Escola de Frankfurt. O escritor contrário à autoridade por excelência, o alemão Max Horkheimer, Diretor da Escola de Frankfurt e coautor de “A personalidade autoritária”, foi autoritário com seu aluno Jürgen Habermas (hoje, um dos mais importantes filósofos do mundo), que discordou do mestre em várias opiniões e foi obrigado a tirar seu diploma em outra academia. Outros opositores da autoridade foram Theodor Adorno, Wilhelm Reich, Erich Fromm, Erick Erikson, os quais, na década de 1920, acreditavam nas experiências do esquerdismo, incluindo as soviéticas, passando a ideia de que a “velha sociedade” era repressiva e que a “nova sociedade” era igualitária, comunista, e que emanciparia a humanidade inteira. Essas ideias levaram grupos a aplaudir a destruição de padrões tradicionais, como a família e a religião. Infelizmente, apesar de não lograrem o amaldiçoado intento, nunca lhes foi imputado o rótulo de “autoritarismo”, que tanto combatiam e tanto pregavam. Veja Anomia e Escola de Frankfurt.

Anticomunismo primário (ou visceral) - Expressão logomáquica com que os comunistas taxam seus detratores, apesar de a Peste Vermelha ter ceifado a vida de mais de 100 milhões de pessoas no século XX. “O Comunismo não é a fraternidade: é a invasão do ódio entre as classes. Não é a reconciliação dos homens: é a sua exterminação mútua. Não arvora a bandeira do Evangelho: bane Deus das almas e das reivindicações populares. Não dá tréguas à ordem. Não conhece a liberdade cristã. Dissolveria a sociedade. Extinguiria a religião. Desumanaria a humanidade. Everteria, subverteria, inverteria a obra do Criador” (Rui Barbosa). “O marxismo, segundo o Ministro Mário Vieira de Mello em seu livro Desenvolvimento e Cultura, descarta e reduz cinco mil anos de existência histórica, numa ruptura completa com o passado e numa negação absoluta de todos os valores culturais tradicionais. A adoção do marxismo pela ‘intelligentzia’ brasileira - procurando resolver de maneira radical o problema da Persona no niilismo e na autodestruição - constitui assim uma negação de toda cultura e, na realidade, uma negação da própria inteligência” (PENNA, 1967: 173). "Deve-se combater o comunismo não em nome do liberalismo, da socialdemocracia ou de qualquer outro regime, mas em nome da dignidade humana" (Jean-François Revel, filósofo e escritor, membro da Académie Française e autor de A Obsessão Antiamericana). “A capacidade das esquerdas mundiais para justificar em nome de uma utopia humanitária as piores atrocidades do regime comunista - e, exterminado o comunismo na URSS, para continuar a pregar com a maior inocência os ideais socialistas como se não houvesse nenhuma relação intrínseca entre eles e o que aconteceu no inferno soviético - é uma herança mórbida que, através de Marx, veio do epicurismo” (CARVALHO, 2000: 108). “Uma ilusão é mais difícil de desfazer do que uma mentira” (KARL, 1995: 390). Suzanne Labin, no livro “A guerra política – arma do comunismo internacional”, diz: “Um dos principais esforços do aparelho comunista está em denegrir, por todos os meios, os anticomunistas. É tamanho o seu êxito nesse domínio, que se chegou, nos países livres, à situação inaudita em que o anticomunismo é mais combatido que o comunismo. Quando uma facção, que persegue de morte uma outra, obtém que nesta última se torne indecoroso retribuir na mesma moeda, já conseguiu uma vitória decisiva - a intimidação intelectual do adversário” (apud LINDENBERG, 1999: 48).

Antifas - Grupo de fascistas que se autodenominam “Antifascistas” (Antifas). Essa organização pauleira originou-se nos EUA e rapidamente foi copiada nesta Terra de Papagaios. Cfr. “Uma breve história do Anfifa”, de Soeren Kern, em http://felixmaier1950.blogspot.com/2020/08/uma-breve-historia-do-antifa-parte-i.html. Veja BLM e Radicalização cumulativa.

Antiglobalização - Os protestos de movimentos antiglobalização começaram a se tornar mais violentos a partir da reunião da Organização Mundial do Comércio (OMC), realizada na cidade de Seattle, EUA, em 1999. Na Reunião do G-8, realizada em Gênova, Itália, em 2001, 1 manifestante foi morto pela polícia. Ironicamente, esses movimentos “globais”, todos “globalizados”, oriundos de quase todos os países do “globo”, portando iPhone e relógio Rolex, dizem que são movimentos “antiglobalização”! “Globobões de todo o globo, uni-vos!” O movimento de pau reúne as tendências mais variadas, desde punks, anarquistas, viúvas stalinistas, até grupos de intelectuais (“orgânicos”), estudantes, interessados em mais uma utopia igualitária “outro mundo é possível”. Exemplos de alguns movimentos e suas reivindicações: AGP - Ação Global dos Povos: rede de associações criada em Genebra, em 1998, para coordenar os protestos contra a OMC; AMI - Acordo Multilateral de Investimento: negociado a partir de 1995 por países da OCDE, para regular operações de empresas no exterior; o acordo não prosperou devido a intensa campanha na Internet, contrária ao AMI; ATTAC - Associação para a Taxação de Transações Financeiras Especulativas, criada na França em 1998, reúne sindicatos, jornais, cidadãos e organizações que pregam o “controle democrático do sistema financeiro internacional”; FSM - Fórum Social Mundial. Esses movimentos pregam, ainda, a renda básica: valor por Estado a cada cidadão, inclusive os que “não querem trabalhar de forma remunerada”, sem levar em conta se é rico ou pobre (!); e a Taxa Tobin: imposto idealizado pelo Prêmio Nobel de Economia, James Tobin, pretende tributar transações especulativas de capital; segundo os defensores da Taxa Tobin, se fixado em 0,1%, arrecadaria US$ 160 milhões/ano; as Nações Unidas afirmam que metade desse valor de dinheiro cobriria as necessidades básicas do mundo, em 1 ano. A esquerda não sabe, mas Karl Marx era a favor da globalização: “No lugar das antigas necessidades, satisfeitas com produtos nacionais, surgem necessidades novas que reclamam, para sua satisfação, produtos dos países mais afastados e dos clientes mais diversos. No lugar do antigo isolamento e da autarquia das regiões e nações, se estabelece um intercâmbio universal, uma interdependência universal das nações” (apud PENNA, 1994: 179). “Será que o planeta precisa de mais McDonald’s? Ou será que outro mundo é possível?” (HERTSGAARD, 2003: 223). “Os contestadores antiglobalistas estão, eles também, algumas vezes, muito próximos de escorregar na degeneração terrorista. Chegaram mesmo a dar um passo nesse sentido, por antiamericanismo, ao meterem num McDonald’s a bomba que matou uma jovem, na Bretanha, na primavera de 2000. Os antiglobalistas atuais têm em comum, é verdade, com os de 68, uma visão marxista simplista: o mal absoluto é o capitalismo, encarnado e dirigido pelos Estados Unidos” (REVEL, 2003: 79).

Antraz - Bactéria utilizada na guerra biológica; fica em estado latente durante dias, antes de atacar os rins, o fígado e os pulmões; ocasiona febre alta, vômitos, dores nas articulações, dificuldade respiratória e hemorragias interna e externa. O antraz foi utilizado em ataques contra repartições públicas e privadas, nos EUA, após os atentados do dia 11/09/2001, quando foram destruídas as torres gêmeas do World Trade Center (WTC), em Nova York, e danificada uma ala do Pentágono, em Washington. A primeira vítima nos EUA foi Robert Stevens, editor de fotografia do tabloide American Media, na Flórida. Em guerras, somente o Japão é acusado de ter utilizado o antraz como arma biológica, contra a China, na década de 1940. Em 1979, na União Soviética, aproximadamente 68 pessoas morreram em acidente num laboratório que sintetizava o bacilo para uso bélico; calcula-se que havia na antiga União Soviética cerca de 30.000 profissionais envolvidos na produção de armas químicas e suspeita-se que, com a derrocada do comunismo, muitos desses cientistas foram contratados por outros países, muitos dos quais sustentam o terrorismo mundial.

Antropólogos da ação - São compostos por setores populares de sindicatos, camponeses, indígenas, quilombolas etc. O nome originou-se durante a Declaração de Barbados e foi cunhado pelo antropólogo dos EUA, Sol Tax, da Universidade de Chicago, editor da revista Current Anthropology. A Declaração de Barbados destinou as “ações para a consolidação de conceitos como o isolacionismo das populações indígenas, a sua posterior autonomia e a insidiosa ideia do ‘etnonacionalismo’. No Brasil, o impulso daí proveniente foi instrumental para as propostas de criação de gigantescas reservas que mantivessem as populações indígenas isoladas do restante da sociedade, independentemente do seu nível cultural e de integração com o restante da sociedade brasileira” (CARRASCO, 2013: 102). “As sofisticadas redes de ‘antropologia da ação’ desempenharam um papel fundamental na emergência de movimentos insurgentes, alegadamente de caráter indígena, como Sendero Luminoso e o MRTA, no Peru, e o EZLN, no México, criado e nutrido pelas redes da Teologia da Libertação reunidas em torno do então bispo de San Cristóbal de las Casas, Samuel Ruiz” (idem, pg. 103-104). Veja MRTA e Sendero Luminoso.

AP - Ação Popular. Em 1935, o Cardeal Leme criou no Rio de Janeiro a Ação Católica, para ampliar a influência da Igreja na sociedade. A Ação Católica era dirigida por Alceu de Amoroso Lima, seguia o conceito do Papa Pio XI e era favorável ao Integralismo, sendo acompanhado por vários padres, entre os quais Hélder Câmara. Outros intelectuais católicos: Jackson de Figueiredo (atuação a partir de 1918), Gustavo Corção, Alfredo Lage, Murilo Mendes, Pe. Leonel Franca; convertidos ao catolicismo: o positivista Júlio César de Morais Carneiro, Pe. Júlio Maria (redentorista), Joaquim Nabuco, Carlos de Laet, Felício dos Santos, Afonso Celso, além de Alceu Amoroso Lima. A dissolução da Ação Integralista Brasileira (AIB) por Getúlio Vargas em 1938 e a derrota do Fascismo na II Guerra Mundial fizeram com que a Ação Católica se afastasse daquela linha ideológica e, com Dom Hélder Câmara, passou a adotar o modismo esquerdista, atrelado a pensadores como Emanuel Mounier, Teillard de Chardin, Lebret e outros. No início da década de 1960, a Igreja estava ideologicamente dividida, tendo à esquerda Dom Hélder e à direita Dom Jaime de Barros Câmara e Dom Vicente Scherer. A Ação Católica tinha 3 organismos para condução de suas atividades: Juventude Estudantil Católica (JEC) - no meio secundarista, Juventude Operária Católica (JOC) - no meio operário, e Juventude Universitária Católica (JUC) - formado por estudantes de nível superior. A PUC do Rio de Janeiro, orientada pelo Pe. Henrique Vaz, era o principal reduto esquerdista da JUC, onde despontava o líder Aldo Arantes. Em Minas Gerais, a Faculdade de Ciências Econômicas da UFMG reunia os principais agitadores da esquerda católica, como Herbert José de Souza ("Betinho"). Integrantes de renome da AP foram José Serra, Paulo Renato, Haroldo Lima, Vinícius Caldeira Brandt, Cláudio Fonteles, Cristóvam Buarque, Plínio de Arruda Sampaio, Henrique Novais, Jean Marc Von Der Weid e Marcos Arruda. Em 1961, no XXIV Congresso da UNE, a JUC, aliando-se ao PCB, elegeu Aldo Arantes para a presidência da entidade. “A AP cresceu com tal velocidade no movimento estudantil que nós, os comunistas, que vínhamos ganhando a presidência da UNE desde 56, a partir de 60 perdemos a AP, com Aldo Arantes, Vinícius Caldeira Brant, José Serra” (Sebastião Nery, in “Os filhos de 64”, Jornal Popular, Belém, PA, 06/10/1995). Logo depois, a UNE filiou-se à União Internacional dos Estudantes (UIE), organização de frente do Movimento Comunista Internacional (MCI), culminando na ira dos conservadores da Igreja, que expulsaram Aldo Arantes da JUC. Os católicos de esquerda, doutrinados para a “revolução brasileira”, abandonaram a Ação Católica e criaram a Ação Popular (AP) em 1962, após Congresso realizado em Belo Horizonte. Durante o governo Goulart, a AP empenhou-se nas “reformas de base”, situando-se à esquerda do PCB, o que causou a fuga de seguidores para o exterior após a Contrarrevolução de 1964. A AP apoiava o Método Paulo Freire para alfabetização de adultos, de orientação marxista, o qual foi um plágio, para muito pior, do Método Laubach, de Frank Charles Laubach (http://felixmaier1950.blogspot.com/2020/07/metodo-paulo-freire-ou-metodo-laubach.html), missionário americano que alfabetizou 60% da população filipina. A AP continuou sua atuação no meio universitário e, nas discussões comunistas de 1965 a 1967, passou a seguir a linha maoísta, com a Revolução Cultural chinesa (que matou 10 milhões de pessoas), apoiando a luta revolucionária. Cuba doou 14 mil dólares para a AP enviar militantes para cursos de guerrilha naquele país. A AP enviou militantes para fazer cursos em Pequim, incluindo Haroldo Lima. A AP criou o Movimento Contra a Ditadura e pregou o voto nulo para as eleições parlamentares de 15/11/1966. A AP enviou representante a Cuba para a IV Conferência Latino-Americana de Estudantes (1966) e teve infiltração no setor metalúrgico (ABC paulista e Contagem, MG). No campo, a AP organizou camponeses para cortar arame das propriedades (“picada de arame”) e o abate de gado a tiros; as áreas escolhidas para a agitação foram o Vale do Pindaré (MA), a região Água Branca (AL), Zona da Mata (PE) e Zona Cacaueira (Sul da Bahia). Em 1966, a AP optou pela luta armada e pelo foquismo, em Congresso realizado no Uruguai, e passou a publicar o jornal Revolução. A ação terrorista mais conhecida da AP foi o atentado no Aeroporto de Guararapes (http://wikiterrorismobrasil.blogspot.com/2013/09/terrorismo-de-guararapes-boston-felix.html), em 25/07/1966. O alvo era o presidente Costa e Silva, que se salvou porque o voo atrasou. No entanto, morreram no local o almirante reformado Nelson Gomes Fernandes, que teve o crânio esfacelado, e o jornalista Edson Régis de Carvalho, que teve o abdômen dilacerado. O então tenente-coronel Sylvio Ferreira da Silva, hoje general reformado, sofreu amputação traumática dos dedos da mão esquerda e teve lesões graves na coxa esquerda, além de queimaduras de primeiro e segundo graus. Ao todo, houve 15 vítimas, incluindo os acima citados: o inspetor de polícia Haroldo Collares da Cunha Barreto, Antônio Pedro Morais da Cunha, os funcionários públicos Fernando Ferreira Raposo e Ivancir de Castro; os estudantes José Oliveira Silvestre e Amaro Duarte Dias; a professora Anita Ferreira de Carvalho; a comerciária Idalina Maia; os guardas José Severino Barreto e Sebastião Thomaz de Aquino, o “Paraíba”, que teve uma perna amputada; Eunice Gomes de Barros e seu filho Roberto Gomes de Barros, de apenas seis anos de idade. O mentor do ato terrorista foi o ex-padre Alípio de Freitas, que era membro da comissão militar e dirigente nacional da AP e já atuava nas Ligas Camponesas de Francisco Julião. O executor do crime foi Raimundo Gonçalves Figueiredo, militante da AP. Pela bela obra cívico-cristã, Alípio de Freitas foi beneficiado com indenização de R$ 1,09 milhão, piñata recebida da famigerada Comissão dos Mortos e Desaparecidos Políticos, e Raimundo G. Figueiredo é nome de rua em Belo Horizonte (sua família também foi indenizada). “Betinho - esse célebre Betinho - declarou que sabia quem havia posto a bomba: era o pessoal da AP. Não dizia os nomes, porque tinham falecido - quem pode saber? - e que ele não queria criar problemas” (Gen Ex Leônidas Pires Gonçalves - HOE/1964, Tomo 1, pg. 90-91). “A explosão jogou todos ao chão. As consequências foram terríveis. O guarda que portava a maleta fraturou a perna direita. Depois de dois meses no pronto-socorro, a perna não pôde ser salva e tiveram que amputá-la. (...) Os demais também sofreram ferimentos gravíssimos. O Doutor Haroldo Collares, que se encontrava à minha frente, recebeu uns duzentos cacos de vidro no corpo. A bomba dentro da maleta estava calçada com jornal e envolvida com cacos de garrafa de cerveja e outros de cor marrom. Já o jornalista Edson Régis, que se encontrava à minha direita, recebeu fortíssimo impacto de estilhaços de ferro na altura do abdômen, atingindo-lhe as vísceras. No hospital, não resistiu e veio a falecer por volta de uma da tarde. Quanto a mim, os ferimentos foram todos no lado esquerdo do corpo: na perna - o mesmo que o guarda recebeu na perna direita -, nos dedos da mão e na nádega. Os piores foram a fratura exposta do fêmur e a perda dos dedos da mão esquerda. (...) O Almirante Nelson Gomes Fernandes, que se encontrava um pouco distante, fora do saguão, olhando para o pátio das aeronaves, recebeu na nuca, como se fosse um tiro, o bujão da bomba e caiu já morto” (Gen Div Sylvio Ferreira da Silva - HOE/1964, Tomo 15, pg. 120-1). Em 1968, para evitar outros “rachas”, a AP elaborou o documento “Seis Pontos de Luta Interna”, procurando consenso entre as Correntes 1 e 2. De inspiração maoísta, “o 1º ponto caracterizava o pensamento de Mao como a 3ª etapa da revolução marxista; o 2º ponto descrevia a sociedade brasileira como semicolonial e semifeudal; o 3º definia o caráter da revolução como nacional e democrática; o 4º fazia a opção pela guerra popular como forma de luta; o 5º referia-se aos partidos comunistas, considerando que o PCB se havia ‘contaminado pelo revisionismo’ e que o PC do B era um novo partido e não o continuador do PC fundado em 1922; finalmente o 6º ponto propunha a integração dos militantes à produção (isto é, que deixassem suas profissões e passassem a trabalhar e viver como operários e camponeses), com o objetivo de provocar a transformação ideológica dos que tinham origem pequeno-burguesa” (AUGUSTO, 2001: 263). Após sua I Reunião Ampliada da Direção Nacional, a AP elegeu a China como modelo de revolução, ao mesmo tempo em que se afastou do PC de Cuba, retirando-se da OLAS e propondo que a UNE se afastasse da OCLAE, por considerá-la de “imobilismo e burocratismo”. Em 1969, um militante da AP participou do sequestro do embaixador Americano Charles Burke Elbrick, em apoio ao MR-8. Em 1971, à noite, uma militante da AP atraiu Antônio Lourenço (“Fernando”), também da AP, para uma emboscada; “Fernando” recebeu vários tiros de rifle 44 e de revólver e foi trucidado a porretadas até a morte; o “justiçamento” ocorreu em Pindaré-Mirim (MA) e foi planejado pelo Comitê Seccional de Santa Inês, subordinado ao CR-8 (Coordenador das atividades da organização no Maranhão e no Piauí). Em abril de 1971, após a II Reunião Ampliada da Direção Nacional, a AP assumia a denominação de Ação Popular Marxista-Leninista do Brasil (APML do B). Posteriormente, foi aprovada a tese de unificação da AP com o PC do B. Maria José Jaime, membro do PT/DF (dirigente do INESC), foi um dos “militantes” que receberam treinamento na China, em 1969, quando pertencia à AP. José Serra, presidente da UNE quando se iniciou a Contrarrevolução de 31/03/1964, foi ministro da Saúde no governo FHC e governador e prefeito de São Paulo. Paulo Renato foi ministro da Educação no governo FHC. Cristóvam Buarque foi governador do Distrito Federal, ministro da Educação no governo Lula e, depois, senador da República. Cláudio Fonteles, membro leigo da Ordem de São Francisco, foi procurador-geral da República de 2003 a 2005, durante o governo do sucessor de FHC. Fonteles, o beato de pau oco (http://felixmaier.blogspot.com/2012/09/claudiofontelles-o-beato-de-pau-oco.html  o beato de pau oco), foi, também, membro da famigerada Comissão Nacional da Verdade, o Pravda Tupiniquim, que recebeu da presidente Dilma Rousseff a missão de reescrever a História recente do Brasil à cara da esquerda, ou seja, à cara da mentira e da calúnia, cujo objetivo maior foi enaltecer os “honoráveis terroristas” de esquerda e satanizar membros das Forças Armadas durante dois longos anos (2012-2014).

Aparelhamento - É a infiltração de um partido ou classe social em todos os órgãos do Estado, com o intuito de controle total a serviço de sua ideologia ou conveniências. Com o sucessor de FHC na presidência da República, o governo criou mais de 20.000 cargos de confiança para a companheirada, dentro da doutrina gramscista de “ocupação de espaços”. Além do aparelhamento do Estado, feito com vagar e vigor desde o início da Nova República, o objetivo é duplo: angariar votos (cada emprego garante, no mínimo, cinco votos para candidatos do partido) e fazer caixa para o PT, já que todo filiado tem obrigação de contribuir com o “dízimo” para a igreja petista, que pode chegar a 30% do salário. O “fascismo alegre” do sucessor de FHC ampliou o aparelhamento do partido em antigos institutos, como o IBGE e o IPEA, que primavam pela seriedade e passaram a ter a mesma credibilidade de um instituto cubano ou norte-coreano, ou seja, zero. “Desde o governo Lula, o IBGE é obrigado a submeter suas pesquisas ao Ministério do Planejamento antes de divulgá-las. Muito suspeito” (Claudio Humberto, jornal Metro - Brasília, 05/03/2013, pg. 4). “A mentalidade burocrática - que, de acordo com Brentano, é ‘a única caixa de ressonância da Associação para a Política Social’ - considera construtiva e positiva apenas a ideologia que exija o maior número de repartições públicas e de funcionários. E quem procura reduzir o número de agentes do Estado é tachado de ‘pessimista’ ou de ‘inimigo do Estado’” (MISES, 1987: 86). Se não existisse o aparelhamento esquerdista da mídia, o sucessor de FHC teria sofrido impeachment por conta de sua estreita ligação com o BMG, que resultou no mensalão. Leia “Lula, o BMG e o tenebroso decreto da sexta-feira 13”, de Rui Nogueira em http://assoc-pro-ficha-limpa.blogspot.com.br/2013/02/lula-o-bmg-e-o-tenebroso-decreto-da.html#.Vd9xuflViko.

Aparelho - Esconderijo de terroristas durante a luta armada no Brasil, onde se encontravam também o armamento e o mimeógrafo para impressão de panfletos subversivos. O aparelho podia ser “aberto” (conhecido por outros militantes, além de seus moradores ou responsáveis), “fechado” (conhecido somente por seus moradores ou responsáveis), “de base” (utilizado para reuniões, devia possuir “fachada legal”; normalmente, conhecido apenas por dois militantes, os demais eram levados ao local de carro e “fechados”), “de aliado” (eventualmente, usado em emergência para abrigar um militante que não podia identificar o local e era levado a este completamente “fechado”), “de imprensa” (local onde eram confeccionados os documentos de agitação e propaganda. O aparelho era dotado de máquinas copiadoras - antigamente, os mimeógrafos (a tinta e a álcool, a famosa “cachacinha”) - e aparelhos para impressão. Havia, ainda, o aparelho “de informações”, destinado à coleta, análise e difusão de informações; continham fichários, códigos, normas de segurança e outros documentos de informações.

Apartheid - Política de segregação racial, na África do Sul, o Apartheid tem origem no século XIX, quando os países europeus dividiram entre si o continente africano, ficando a África do Sul para a Inglaterra. Os descendentes de holandeses (bôeres) que viviam na África do Sul migraram para o interior do país e criaram as Repúblicas de Orange e Transvaal. A partir de 1911, uma série de leis buscou consolidar o domínio dos africâners (como os bôeres passam a se chamar) e dos ingleses sobre a população negra. Essa política de segregação foi oficializada pelo Partido Nacional (National Party), direitista, que governou o país sob o Apartheid, de 1948 até 1990, ano em que Nélson Mandela, líder do Congresso Nacional Africano (CNA), foi libertado (estava preso desde 1964). Oficialmente, o Apartheid foi encerrado em 08/05/1996, com a aprovação da nova Constituição do país, sob a Presidência de Nélson Mandela. Por sua luta contra o Apartheid, Mandela recebeu o Prêmio Nobel da Paz, em 1993, junto com o ex-presidente Fredrik de Klerk.

Apartheid turístico - Os que têm dólares, e os que não têm (Cuba sob Fidel Castro). Dólares o muerte! segundo o cubano Jorge A. Sanguinetty, doutor em Economia por Nova Iorque. Em 1996, ninguém se graduou em “filosofia marxista” em Cuba; o curso, antes muito concorrido, que ensinava “comunismo científico”, é agora denominado de “ficção científica” pelos estudantes cubanos.

APML - Ação Popular Marxista-Leninista. Substituiu a Ação Popular. Um dos dirigentes da APML foi Paulo Stuart Wright (desaparecido desde 1973), natural de Joaçaba, SC, filho de missionários americanos e irmão do reverendo Jaime Wright, que foi um dos criadores da obra pirateada do Superior Tribunal Militar (STM), Brasil, Nunca Mais, junto com Dom Paulo Evaristo Arns e outros. Veja AP.

Aposta de Pascal - Em Espanhol, el gambito de Pascal. Estabelece que é melhor apostar na existência de Deus, como uma escolha baseada em chances (teoria da probabilidade), pois se ganhar, ganha tudo, e se perder, não perde nada. Formulada pelo filósofo e teólogo católico francês Blaise Pascal no seu livro póstumo “Pensées” (Pensamentos).

Apóstolos - Grupo de intelectuais, fundado em 1920, em Cambridge, Inglaterra, influenciados por John Hobson (Teoria do Imperialismo) e Lênin, entre os quais se destacavam: Keynes, Bertrand Russell, Roger Fry, Ludwig Wittgenstein, Leonard Woolf, Alfred Tennyson (que logo deixou o grupo), Strachey, Wordsworth e Coleridge. “Ele (Bertrand Russel) foi sozinho para a Rússia, em 1920, encontrou-se com Lênin e denunciou o seu regime como ‘uma burocracia tirânica fechada, com um sistema de espionagem mais sofisticado e terrível do que o do Czar e com uma aristocracia tão insolente e insensível quanto’. (...) Embora (Russell) compartilhasse de seu (o dos “Apóstolos”) pacifismo, ateísmo, anti-imperialismo e das ideias gerais progressistas, desprezava a sua apatia pegajosa; o Grupo, por sua vez, o rejeitou” (JOHNSON, 1994: 140-141). Lyton Strachey escreveu o quarteto de ensaios biográficos, Eminent Victorians, publicado em 1918, expondo ao ridículo e ao desprezo Thomas Arnold, Florence Nightingale, o cardeal Manning e o general Gordon. “Nos anos 30, os Apóstolos deixaram de ser o centro do ceticismo político e se tornaram um centro ativo de recrutamento para a espionagem soviética. Enquanto alguns Apóstolos, como Anthony Blunt, Guy Burgens e Leo Long foram encorajados a se infiltrar nas agências britânicas a fim de transmitir informações para Moscou, a totalidade da esquerda, conduzida pelos comunistas, tentou manter a Grã-Bretanha desarmada - política sustentada por Stálin até que Hitler o atacasse em junho de 1941. Na década de 20, o Partido Comunista britânico era composto pela classe operária e se apresentava inovador e independente. No princípio da década de 30, chegaram os intelectuais da classe média e o PC rapidamente se tornou aviltadamente servil aos interesses da política externa da União Soviética” (idem, pg. 290-291). Veja Cambridge Five.

Apparatchiks - Tropa de choque intelectocomunista.

A propriedade atenderá à sua função social - É o que estabelece a Constituição-Frankenstein brasileira de 1988, toda remendada por PECs, e o novo Código de Direito Civil. Ou seja, não existe propriedade de fato quando algum burocrata do Estado tem o poder de discernir se uma propriedade tem função social ou não. Mesmo sabendo-se que, intrinsicamente, toda propriedade tem algum tipo de “função social”, a lei de pau brasileira abre as porteiras para que propriedades rurais produtivas possam também ser desapropriadas e doadas a bandos de invasores, como o MST. “Nenhum decreto governamental pode criar coisa alguma que já não tenha sido criada. (...) O governo não é capaz de tornar o homem mais rico, mas pode empobrecê-lo” (MISES, 1987: 21-22). “O desemprego, fenômeno de atrito, que logo desaparece numa ordem de mercado livre, torna-se uma instituição permanente, quando há intervencionismo” (idem, pg. 26). “O próprio fracasso do intervencionismo vem reforçar a convicção do leigo de que a iniciativa privada deve ser rigorosamente controlada. A corrupção dos órgãos controladores não abala a confiança cega na infabilidade e perfeição do estado; apenas provoca grande aversão pelos empresários e capitalistas. (...) Se todas as leis intervencionistas fossem realmente observadas, levariam a uma situação de absurdo. Todas as engrenagens acabariam parando, emperradas pelo braço forte e inoperante do governo” (idem, pg. 29-30). “Se a propriedade privada dos meios de produção é, de fato, uma instituição que favorece uma parte da sociedade em detrimento de outra, ela deve ser abolida. Mas, caso se chegue à conclusão de que a propriedade é útil para todos, e de que a sociedade, com suas divisões de trabalho, não poderia ser organizada de outra forma, ela deve ser, então, salvaguardada de modo a cumprir sua função da melhor forma possível” (idem, pg. 33). “Se os índices salariais continuassem a ser determinados pelo mercado, os efeitos da Guerra Mundial e das políticas econômicas destruidoras das últimas décadas teriam levado a uma baixa dos salários, mas não ao desemprego. O alcance e a duração do desemprego, atualmente interpretados como prova do fracasso do capitalismo, resultam do fato de que os sindicatos e o seguro-desemprego estão mantendo os níveis salariais mais altos do que os que seriam determinados pela ação do mercado. Sem o seguro-desemprego e sem a força dos sindicatos, impedindo a competição dos não sindicalizados que queiram trabalhar, a pressão da oferta logo provocaria um ajuste de salário que asseguraria emprego para todos” (idem, pg. 35). Os sindicatos são como os punhos de um pugilista: na mão direita, veste luvas de pelúcia (aumento dos salários); na mão esquerda, veste luvas de aço, desfechando knock-outs (desemprego) cada vez mais vigorosos.

A propriedade é um roubo - Princípio anarquista, enunciado por Pierre Joseph Proudhon, autor de Qu´est-ce que la propriéte? (Que é a propriedade?), que foi tomado de empréstimo pelos comunistas. Só o Estado não se considera “ladrão”, quando estatiza todas as formas de produção econômica de um país, como ocorreu na Rússia após a Revolução de 1917.

AR-15 - Modelo de fuzil automático da Colt (EUA), derivado do M-16, usado pelas Forças Armadas dos EUA desde a Guerra do Vietnã. Armamento utilizado pelo crime organizado no Brasil.

Araponga - Palavra de pau-ferro sonora, como o pássaro de mesmo nome, para designar o agente de órgão de informações, mais conhecido como “espião”. Nos EUA, é funcionário da CIA. No Brasil, da ABIN. (E da Kroll. E do PTpol. E do Intemo.) A araponga pode tudo, só não pode ser descoberto e preso. Foi por meio do serviço de espionagem industrial e da pirataria que o Brasil conseguiu fabricar seu Veículo Lançador de Satélites (VLS). E conseguiu no exterior o insumo necessário para desenvolver todo o processo de enriquecimento de urânio. Foi por meio da espionagem e do roubo de segredos industriais que a China se tornou uma hiperpotência. Durante o governo dos militares pós-1964, não existia “araponga”, mas “besouro”. “A infiltração era tão grande que o pessoal já não tinha mais cuidado. Veja, por exemplo, o atual Vice-Presidente da República, Dr. Marco Antonio Maciel. Era advogado e tinha um escritório em atividade; ganhava muito dinheiro. Nessa época, o coronel Antonio Bandeira era o E2 [chefe do serviço de Inteligência] do IV Exército. Pois bem, o Dr. Marco Maciel foi fazer um curso de capacitação política, em Cuba, inclusive, aprender a trabalhar com explosivos. Certo dia, o Bandeira, que já comandava o 14º., e eu assumira a função de E2, me disse: - Ibiapina, o Marco Antonio Maciel está querendo uma carteirinha de agente” (Gen Bda Hélio Ibiapina de Lima - HOE/1964, Tomo 2, pg. 179). Até hoje, o vice de FHC está aguardando a sonhada carteirinha.

Arcádia - Nome de antiga província da Grécia, significa para os poetas e artistas um país utópico, em que predomina a paz, a felicidade e a vida simples. É como o historiador Paul Johnson, em Tempos Modernos, chamou os EUA, em sua fase de ouro, até a década de 1920, que acabou na degringolada da Grande Depressão de 1929.

Argumento Definitivo - “Em vez de enfrentar seus oponentes em um debate que provavelmente não venceriam, preferem enterrar a questão impugnando as razões de seus opositores. (...) Preocupado com a imigração? Você é racista. Quer que seus filhos tenham boa instrução? Você é elitista. Desconfia que todo esse estardalhaço sobre o AGW [Anthropogenic Global Warming - Aquecimento Global Antropogênico] pode ser exagerado? Você não passa de um revisionista barato e simpatizante do nazismo que acredita que Hitler não matou seis milhões de judeus” (DELINGPOLE, 2012: 71).

Argumento suicida - “Encontrei na internet um site de jovens homossexuais que demonizam os EUA, terra da promissão do movimento gay, e defendiam entusiasticamente as ditaduras islâmicas, nas quais o homossexualismo é crime punido com a morte” (CARVALHO, 2013: 34).

Argumentum baculinum - (Latim) “Argumento do porrete”. É o emprego da violência para a consecução de um objetivo.

Arma da fome - Os “Whigs” ingleses, com as funestas “Leis do Milho”, de 1828, aplicadas contra a Irlanda, reduziram sua população de 8 milhões para 4 milhões em um século. A “Arma da fome” também foi utilizada pelo genocida e ditador soviético, Josef Stálin, que exterminou cerca de 8 milhões de ucranianos. O mesmo crime foi realizado por Pol Pot no Camboja, com a migração forçada de milhões de pessoas, da cidade para o campo, ocasionando a morte de milhões de pessoas. Veja Genocídio e Holodomor.

Armai-vos uns aos outros - Pregação “religiosa” da Teologia da Libertação, que segue “O Evangelho Segundo Marx”. Em 1971, foram presos 4 sacerdotes e 1 freira, que tentaram o sequestro do Secretário de Estado Henry Kissinger, nos EUA.

Arquivos de Moscou - Com o fim da URSS, os “Arquivos de Moscou” foram liberados ao público em geral. Com isso, pode-se comprovar o trabalho da subversão comunista empreendida pela “hidra vermelha” em todos os cantos do planeta. Há documentos que comprovam a interferência soviética no Brasil, como a Intentona Comunista, de 1935, a respeito da qual o jornalista William Waack publicou um importante e esclarecedor livro, Camaradas. Há documentos que comprovam a subversão soviética instalada nos EUA - universidades, sindicatos, meio intelectual e até Hollywood -, detectada pelo trabalho da “Comissão de Atividades Antiamericanas”, dirigida pelo senador McCarthy. Veja Macarthismo.

Árvore das Três Raízes - Sistema ideológico bolivariano, exposto em “O Livro Azul”, de Hugo Chávez Frías. Consiste na evolução do bolivarianismo, classificado como “Sistema EBR”, “A Árvore das Três Raízes”: E, de Ezequiel (Zamora); B, de (Simón) Bolívar; e R, de (Samuel) Robinson (seu antigo nome era Simón Rodríguez). Nesse contexto, Simón Rodríguez é o Professor; Simón Bolívar, o Líder; e Ezequiel Zamora, o General do Povo Soberano. Sobre esses Founding Fathers bolivarianos, Hugo Chávez estabelece o que chama de Projeto Nacional Simón Bolívar, que “propõe a fixação de um horizonte de tempo máximo de vinte anos, a partir do começo das ações transformadoras da situação inicial, para que os atores e as ações situem-se no objetivo estratégico” (FRÍAS, 2014: 51-52). Esse Projeto aborda, ainda, o Sistema Social, o Poder Eleitoral, o Poder Moral, o Sistema de Governo e, por fim, a Democracia Popular Bolivariana.

Aspone - Assessor de porra nenhuma: termo jocoso, se refere aos assessores que proliferam no serviço público como verdadeira epidemia.

Assalto ao Parlamento - Políticos que se valem de leis elaboradas pelo Congresso para tomar o poder ou para perpetuar-se nele, como ocorreu na Venezuela de Hugo Chávez e Nicolás Maduro.

Assassinato da Memória - O fanatismo religioso e a censura ideológica criaram o “bibliocasta” (destruidor de livros). O livro História Universal da Destruição dos Livros, do ensaísta venezuelano Fernando Baéz (tradução de Léo Schlafman, Ediouro, 438 pg., 2006), descreve cinco milênios de “memoricídio”. Em entrevista a Veja (31/05/2006), disse Baéz: “Os maiores inimigos dos livros são intelectuais” (pg. 114). A Biblioteca de Alexandria, a mais célebre da Antiguidade, chegou a ter 700.000 rolos de papiro. Foi destruída parcialmente por um incêndio quando Júlio César invadiu a cidade, em 47 a. C. A destruição final foi atribuída aos árabes, quando conquistaram o país no século VII. A Inquisição queimou livros contrários à doutrina da Igreja. “Até Bíblias em línguas vernáculas foram queimadas, pois a Igreja só admitia o livro sagrado em latim” (idem, pg. 114). O nazismo promovia cerimônias públicas para queima de livros de autores judeus, comunistas, pacifistas ou considerados contrários ao nacionalismo alemão. O comunismo na União Soviética, além de destruir igrejas, também promovia a queima de livros “burgueses”. O hagiógrafo de Che Guevara, Jorge Castañeda, escreveu que “o menino asmático passou longas horas ... desenvolvendo um intenso amor pelos livros” (FONTOVA, 2009: 179). “Não obstante, um dos primeiros atos do bibliófilo depois de entrar em Havana em janeiro desde 1959 foi promover maciça queima de livros” (idem, pg. 179). “Jules Dubois, do Chicago Tribune, e Hal Hendricks, do Miami News estavam no meio das ruínas de minha biblioteca em cinzas. Nenhum deles atribuiu qualquer importância ao episódio” (Salvador Díaz-Verson - apud FONTOVA, 2009: 180). No Senado americano, Díaz-Verson afirmou: “Eu tinha 250.000 fichas de comunistas latino-americanos e 943 registros pessoais... Por toda parte os comunistas agem em duas frentes: uma pública, outra secreta - isto é, uma visível, outra ‘invisível’. Em Cuba, a frente ‘secreta’ é a que opera na prisão de La Cabaña, cujo chefe é Che Guevara” (idem, pg. 186). Em 1960, Cuba já estava infestada de russos e quase 2.000 cubanos haviam sido fuzilados no paredón. Na Guerra do Iraque, depois da invasão americana de 2003, foram destruídos museus, bibliotecas e sítios arqueológicos. Peças roubadas foram contrabandeadas pelo mercado negro internacional. “Livros sumérios de 5000 anos foram roubados do Museu Arqueológico de Bagdá” (Revista Veja, 31/05/2006, pg. 115). O mesmo ocorreu com o Estado Islâmico, no Iraque, que vendeu obras arqueológicas para fazer caixa e, o que não era possível carregar e vender, foi destruído. No Brasil, com o Projeto Memórias Reveladas e a Comissão Nacional da Verdade, o “fascismo alegre” do governo petista tinha exatamente este objetivo: assassinar a História do Brasil. “O ‘revanchismo’ grassa à solta, oriundo do próprio Governo; a mídia, primordialmente ‘revanchista’, reflete a história recontada e não a história verdadeira. É essa história recontada que os estudantes aprendem atém mesmo, pasmem, na AMAN, cujos professores do QCO e os contratados tiveram formação universitária com essa distorção” (Gen Ex Carlos Tinoco Ribeiro Gomes - HOE/1964, Tomo 10, pg. 39). “Mas a história, ela própria, acontece duas vezes. Uma no instantâneo eclodir dos fatos. Outra nas obras literárias, históricas, memorialísticas e, hoje, no audiovisual, na TV, no cinema, em CD-ROM. Se na primeira perdemos fragorosamente, na segunda não nos saímos de todo mal” (Alfredo Sirkis, no prefácio da 14ª. edição de sua obra “Os Carbonários” - apud Gen Negrão Torres - HOE/1964, Tomo 14, pg. 49). Um oficial me confidenciou que um professor de uma faculdade de Brasília ensina que o Exército Brasileiro, durante o governo dos militares, era racista. A argumentação tosca do embusteiro é essa: nos EUA, os Panteras Negras eram perseguidos pela polícia porque eram negros (na verdade, eram terroristas). E, no Brasil dos malvados militares - que copiaram tudo de ruim dos EUA -, os trabalhadores das indústrias, os quais, segundo o falso educador, eram de maioria negra (onde era isso? na Bahia?) e perseguidos simplesmente porque eram negros. Na verdade, havia uma lei de greve que valia para todos os trabalhadores, tanto negros, como brancos ou pardos - o Nove Dedos incluso.

Assassinato de reputações - Nome do best-seller de Romeu Tuma Junior, filho de Romeu Tuma, delegado da polícia civil de São Paulo, que também foi Deputado Federal e Secretário Nacional de Justiça entre 2007 e 2010. Tuma Junior atuou em casos famosos, como Celso Daniel, Cacciola, Mengele, Satiagraha e Battisti. A expressão “assassinato de reputações” se tornou corriqueira no Brasil e significa que, segundo Tuma Junior, alguns agentes da PF se comportam como “Gestapo do PT”, grampeando desafetos políticos para depois tentar desmoralizá-los publicamente. Sobre a famosa “mala francesa”, diz Tuma Junior: “Essas malas dispõem de um mecanismo simples: você a aponta da janela de um restaurante para o salão. Ela pega, digamos, os números dos 50 telefones ali presentes, e os mostra no display. Você acha o telefone da pessoa a ser grampeada nessa tela e o seleciona, e logo a máquina entra no lugar da companhia telefônica, virando seu ‘provedor’. Faz o papel das ERBs - Estações Rádio Base (repetidoras), equipamentos que fazem a conexão entre os telefones celulares e a companhia telefônica. Assim, da mala, você pode mandar um torpedo falso, nela criado, da pessoa grampeada para, digamos, um megatraficante. Vai ficar registrado na companhia telefônica que quem mandou o torpedo foi a pessoa. A máquina falsifica o torpedo e não deixa rastros. Aí você bota a PF em cima da pessoa, cujo sigilo telefônico, quebrado mediante ordem judicial legalíssima, vai acusar o torpedo entre ela e o traficante. Pronto: a mala acabou de assassinar mais uma reputação!” (TUMA JUNIOR, 2013: 290). O livro trata, também, dos inúmeros dossiês feitos pelo Governo do PT contra políticos do PSDB, como Tasso Jereissati, José Serra, Marconi Perillo e outros tucanos menos plumados, além de Ruth Cardoso, esposa de FHC. Veja Mala francesa.

Assimilação - A Nova Ordem Mundial prega o multiculturalismo. Para o tsunami “politicamente correto”, a assimilação serve apenas para determinadas entidades, como a Igreja Católica. E não é de hoje. “Creio que a assimilação dos países latino-americanos será longa e difícil, enquanto esses países continuarem sendo católicos” (Theodore Roosevelt, em 1912 - apud CARRASCO, 2013: 74). “Na mesma tecla, Rockefeller, falando em Roma, em 1969, recomendou que se substituíssem esses católicos por outros cristãos, empresa que, como sabemos, está agora em plena execução” (Joseph Ratzinger - apud CARRASCO, 2013: 74). Veja Multiculturalismo e Politicamente correto.

Assassinos, Seita dos - A Seita ou Ordem dos Assassinos foi um movimento terrorista islâmico, da ordem mística ismaelita (ramo xiíta), fundado no século XI por Hassan ibn Sabbah. “Na Idade Média, uma seita de fanáticos assassinos surgiu no Irã e se espalhou pelas montanhas sírias e libanesas. Seu líder, conhecido como o Velho da Montanha, possuía cerca de 60 mil seguidores” (Rodrigo Constantino, in “A Seita dos Assassinos - A origem medieval do terrorismo islâmico”, Gazeta do Povo, 17/11/2015, acesso em 05/11/2020). O Velho da Montanha distribuía haxixe a seus seguidores, provavelmente para torná-los mais audazes em seus ferozes ataques suicidas. Hashish (haxixe, em árabe), deu origem à palavra hashishin, “comedor de hashish”, que, por sua vez, deu origem à palavra “assassino”. Bernard Lewis é autor de “Os Assassinos - Os primórdios do terrorismo no Islã”. A intolerância islâmica também se verificou no assassinato do cineasta Theo van Gogh, de 47 anos, feito por um “militante” muçulmano. Theo denunciava em seus filmes abusos contra mulheres em países islâmicos, como no filme “Submissão”. Veja Tugues e Zelotes.

Associações de Amizade a Cuba - Organizadas pelas embaixadas cubanas na América Latina, esses onagros agiam como grupos de propaganda e proselitismo político entre estudantes, operários e intelectuais. O mesmo proselitismo comunista foi utilizado pelos sandinistas, com suas campanhas de “Solidariedade” à Nicarágua de Daniel Ortega.

Ataque ad hominem - (Latim) Ad hominem ou argumentum ad hominem (argumento contra a pessoa) é um tipo de falácia em que você ataca alguém por não saber refutar o argumento apresentado, preferindo atacar a honra dessa pessoa. “Como você não consegue vencer o debate sobre o tema da questão, prefere, em vez disso, atacar o caráter do adversário. (...) Isso é ‘marcar o homem e não a bola’. É um jogo em que os melancias são insuperáveis” (DELINGPOLE, 2012: 222-223). Veja Agenda 21, Climagate, Clube de Roma, Melancia, Pegada de carbono e Taco de Hóquei.

Atomização das esquerdas - O grande número de organizações terroristas, durante as décadas de 1960 e 70, com líderes muitas vezes despreparados, reduziu a unidade de ação dos comunistas, enfraquecendo seu poder, e foi um dos motivos do fracasso da luta armada no Brasil após 1964.

ATTAC - Action pour une taxation des transactions financières et pour l’aide aux citoyens: grupo neomarxista, atuante nos Fóruns Sociais Mundiais (FSM), que em sua revista Politis afirma que o terrorismo antiamericano é explicável e até mesmo justificável “em virtude da ‘pobreza crescente’ que o capitalismo propagou, por meio da globalização, orquestrada pelos EUA” (REVEL, 2003: 120).

Audiências populares - É quando no Brasil a companheirada esquerdista se reúne para discutir algum tipo de assunto, como o “controle social da mídia”.

Aum Shinri Kyo - Ensino da verdade suprema: seita budista do Japão. Em março de 1995, foi acusada de espalhar gás sarin (de nervos) no metrô de Tóquio, matando 12 pessoas e intoxicando 5.500 outras. Seu líder, Shoko Asahara, foi preso.

Aurora - Barco de nacionalidade holandesa, é o mais famoso centro de aborto do mundo. Financiado pela fundação holandesa “Mulheres nas Ondas”, tem instalações especiais para a prática do aborto, ou seja, o assassinato de nascituros.

Autoajuda - A maioria dos livros de pau, intitulados como sendo de “autoajuda”, não o são para os leitores, mas para os escritores - uma senhora autoajuda na conta bancária. Não se misturam com os livros de ficção, nem com os de não-ficção, são uma espécie de terceiro sexo das letras. Títulos sugestivos: Homem-Cobra, Mulher-Polvo; Ninguém é de Ninguém; Tudo Tem seu Preço; Por que os Homens Fazem Sexo e as Mulheres Fazem Amor; Os Homens São de Marte, as Mulheres de Vênus (Na verdade, os homens são de Marte, as mulheres, de Lua...). Tem de tudo nessa estante new age, já “mexeram no queijo” de muita gente. Depois da peça Monólogo da vagina, só falta ser escrito Diálogo entre dois bagos - com a intervenção da estrovenga. Alguém se habilita?

Automotores Orletti - Centro de torturas argentino, em operação durante os governos militares.

Autoridade Palestina - Tradução de pau para Palestinian Authority, que deveria significar, no caso, “Governo Palestino” ou “Administração Palestina”. Aliás, aquele governo não tem autoridade nenhuma, pois sequer consegue conter os radicais do Hamás na Faixa de Gaza, a qual se tornou, na prática, uma espécie de nação pária à parte da Cisjordânia.

Autoridade Pública Olímpica - O Brasil tem também sua Autoridade, que já começou errada, pelo menos na tradução de pau olímpica. O correto seria chamar “Administração Pública Olímpica”. Para as Olimpíadas de 2012, em Londres, havia sido criado o Olympic Delivery Authority.

Autoritarismo falangista - Sistema de governo sustentado por falanges fiéis ao ditador, como Portugal sob Salazar, Alemanha sob Hitler, Itália sob Mussolini, Espanha sob Franco, Argentina sob Perón (“Soldados de Perón”), e todos os sistemas comunistas (Cuba sob Fidel Castro com sua Dirección de Seguridad Personal e seus “Comitês de Defesa da Revolução”, Camboja sob Pol Pot, China e os “Guardas Vermelhos” de Mao Tsé-Tung, União Soviética, Coreia do Norte etc.). Mais recentemente, houve amostras de autoritarismo falangista no Chile sob Salvador Allende (“Grupos de Amigos Personales - GAP”, a “Guarda Pretoriana” de Allende, incluindo seguranças cubanos), no Brasil sob João Goulart (“República Sindicalista”), no Peru sob Fujimori (grupo paramilitar “Colina”, apoiado pelo SIN), na Venezuela sob Hugo Chávez e Nicolás Maduro (“Círculos Bolivarianos”, incluindo agentes cubanos) e na Argentina dos Kirchner (“La Cámpora” - grupo peronista fundado em 2003). Além do La Cámpora, Cristina tinha o apoio de presidiários, que eram soltos, segundo a eterna viúva cucaracha, para participar de “eventos culturais”, mas que não passavam de tropas de choque fascistas, para intimidar a oposição em atos públicos. A segurança de Fidel Castro incluía 3 anéis concêntricos: 3º. anel: milhares de militares (logística e funções gerais); 2º. anel: grupo operacional (entre 80 e 100 militares); 1º. anel: escolta (2 equipes de 15 militares, que se revezavam para garantir a segurança de Fidel 24 h por dia). Esquema de segurança similar foi garantido pelos cubanos a Hugo Chávez e Nicolás Maduro. Dois guarda-costas de Fidel - Andrés Arronte Martínez e Ambrosio Reyes Betancourt - foram escolhidos em função de seus grupos sanguíneos, “A negativo” (raro, 6% da população mundial), o mesmo de Fidel. Toda noite, esses dois “doadores de sangue” dormiam no 4º. Andar do Palácio, onde ficava a clínica particular de Fidel, para o caso de “el jefe precisar”... Atualmente, o MST é a “falange” mais importante do Brasil, uma “guerrilha desarmada” de muito sucesso, devido ao apoio difuso que recebe, desde partidos políticos (PT, PC do B, PSTU), sindicatos (CUT), até da própria Igreja Católica (CNB do B, no dizer do pensador José Osvaldo de Meira Penna), com a omissão do Governo Federal frente às invasões de terras, inclusive prestando apoio financeiro à “falange” através do onagro vermelho chamado INCRA, durante os governos tucano e petista.

Avatares do mensalão, Os - “Na crença hinduísta, um avatar é a materialização na terra de uma entidade divina. No mundo cibernético, é a representação virtual de uma pessoa, normalmente uma projeção daquilo que alguém gostaria de ser. (...) Quase seis anos depois da revelação de um dos mais amplos esquemas de corrupção já descobertos, o mensalão, o PT tenta reconstruir a imagem dos antigos integrantes da cúpula do partido que protagonizaram o escândalo. (...) O ex-deputado José Genoino é o exemplo mais recente dessa fantasia. Presidente do PT na ocasião do escândalo, ele assinou falsos contratos para justificar a entrada de dinheiro de corrupção nos cofres do partido” (Veja, “Os avatares do mensalão”, 06/04/2011, pg. 64-67). Genoino recebeu um cargo de “aspone plus” no Ministério da Defesa, uma piñata concedida pelo ex-ministro do STF, Nelson Jobim, antigo fraudador da Constituição (cfr. http://jus.uol.com.br/revista/texto/8857/anatomia-de-uma-fraude-a-constituicao). “A mensagem subliminar é que um ex-magistrado da envergadura de Jobim não ousaria nomear um criminoso para um cargo de tanta confiança” (Veja, idem). Foi significativa a concessão da Medalha da Vitória ao avatar-febiano Genoino, no glorioso Annus Dilmae 1: foi a prova definitiva da vitória do “fascismo alegre” no Brasil. O avatar de José Dirceu, o chefe da quadrilha dos mensaleiros, também estava sob os holofotes da mídia e tentava passar a mensagem de que hoje era apenas um sério “consultor” - além de ter sido contratado pelo Jornal do Brasil para projetar aquilo que gostaria de ser, mas não é. O avatar de Delúbio Soares, antigo tesoureiro do mensalão petista, foi recebido de braços abertos pelo PT, de onde havia sido “expulso”. Processo contra os “40 ladrões” correu no STF, livrando a cara de Ali Babá, o Nove Dedos, chefe da quadrilha. Devido às penas brandas impostas aos mensaleiros, ninguém tem dúvida de que a pizza na Suprema Corte teve sabor de queijo minas da terra de José Dirceu com linguiça calabresa da terra da garoa oferecida pelos cardeais do tucanato, como Geraldo Alckmin e José Serra.

AWB - Afrikaner Resistance Movement (Movimento de Resistência Africâner): movimento terrorista de direita, da África do Sul.

  

B

 

“Note-se que nenhum dos governos militares jamais foi totalitário. Não existe governo totalitário sem doutrinação das massas” (Otto Maria Carpeaux - HOE/1964, Tomo 3, pg. 120).

“Procurando ser cristão, sei que posso e devo ir mais longe que o comunismo” (Bispo Dom Pedro Casaldáliga - apud LINDENBERG, 1999: 48). 

Baader-Meinhof - Grupo terrorista da Alemanha, teve origem no movimento estudantil da década de 1960. De ideologia marxista-maoísta, foi fundada por Ulrike Meinhof e Andreas Baader, e promoveu atentados a bomba, sequestros e assassinatos na Alemanha, na década de 1970. Os integrantes eram recrutados entre possuidores de carro-esporte e a maioria se valia de assaltos a bancos para manter seu estilo de vida. O grupo pretendia sequestrar dirigentes alemães lotados nas fábricas brasileiras da Daimler-Benz, Volkswagen e Basf, para trocá-los por terroristas presos. A banda Legião Urbana tem uma música conhecida como Baader-Meinhof Blues. Meinhof suicidou-se na prisão. O Grupo deu origem à Facção do Exército Vermelho (Rote Armee Fraktion - RAF).

Babalorixá de Banânia - É como Reinaldo Azevedo se refere ao sucessor de FHC, vulgo Nove Dedos.

Bacharéis - Em 1844, foram criados no Exército os títulos de bacharel e doutor em ciências matemáticas, surgindo o híbrido “militar-bacharel” ou “militar-doutor”, em contraposição aos oficiais “práticos-tarimbeiros”. “A expressão fazia referência à tarimba, estrado de madeira usado como cama improvisada nos acampamentos de guerra” (GOMES 2013: 190). Essa distorção do ensino militar no Brasil, quando se pregava abertamente o pacifismo - fruto das ideias nefastas do positivismo -, teve reflexos nas difíceis vitórias de Canudos e do Contestado e só foi corrigida com os “jovens turcos”, que se formaram na Alemanha, e depois com a Missão Militar Francesa no Brasil, quando se priorizou a atividade-fim do Exército, ou seja, a formação do combatente militar. Como disse o marechal Castelo Branco, “o Brasil, à época, seria presa fácil de qualquer aventureiro alienígena”. “O pacifismo vê a guerra como um dano, um crime ou um vício. Mas esquece que antes e acima de tudo a guerra é um enorme esforço feito pelos homens para resolver certos conflitos” (GASSET, 2006: 7).

Baía dos Porcos, Invasão - Levante de cubanos anticastristas, exilados em Miami, ocorrido em abril de 1961 na Playa Girón, Cuba. Redundou em tremendo fracasso, devido à falta de apoio logístico dos EUA - uma traição do governo John Kennedy, que descumpriu o acordo feito pela CIA com os insurgentes.

Balillas - Nos tempos do fascismo italiano, a educação da infância e da juventude era a própria formação do militante fascista: da incorporação aos “Filhos da Loba”, aos 6 anos de idade, e à adesão aos “Jovens Fasci de Combate” - os balillas -, aos 18 anos. Atualmente, no Brasil, o MST utiliza modelo fascista semelhante nas escolas de base de seus acampamentos (Leia “A pedagogia do gueto”, de O Estado de S. Paulo, 11/06/1998), com recursos de várias ONGs e do PRONERA, e apoio de entidades como a CNBB, o Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras (CRUB) e a própria ONU (UNICEF), e com a omissão dos governos estaduais e federal (governos FHC e petistas). Em Veranópolis, RS, o MST montou a Escola Josué de Castro, escola-piloto de pau, de ideologia marxista, para preparar para o magistério marxista exclusivamente jovens assentados ou acampados.

Balseros - Fugitivos cubanos que se lançam ao mar em pequenas embarcações ou balsas, por vezes simples boias adaptadas de câmaras de pneus ou troncos de bananeiras. Metade dos fugitivos, durante o auge da crise econômica cubana, em 1994, tinha menos de 30 anos.

Bancada Racialista - “Na Educação, as pessoas são submetidas a bancadas racialistas para analisar e julgar se a criatura é ou não pertencente a um grupo étnico!” (LOBÃO, 2013: 120). No nazismo, também havia tal bancada, que examinava os olhos, o queixo e outras características físicas, para saber se a pessoa era digna, racialmente falando, de entrar na SS. Veja racismo e Frenologia.

Bancoop - Cooperativa imobiliária do Sindicato dos Bancários de São Paulo, que chegou a ser dirigida por João Vaccari Neto - propineiro do PT – a qual deixou 8.500 mutuários sem receber o apartamento prometido. Veja falcatruas petralhas em https://twitter.com/search?q=bancoop&src=typed_query.

Banco Popular do Brasil - Criado por Lula em 2003, foi absorvido pelo Banco do Brasil em 2008, depois de jogar R$ 144 milhões de reais no ralo da corrupção e do mau gerenciamento. Por que não foi incluído no processo do mensalão?

Bantustões - O Apartheid criou, na África do Sul, 10 nações tribais independentes (bantustões), instaladas em área correspondente a 13% do país, onde os negros foram confinados durante os governos dos Primeiros-Ministros Hendrik Verwoerd (1958-1966) e B. J. Voster (1966-1978). ONGs e ditos “movimentos populares” pretendem instalar bantustões de negros (quilombolas) e bantustões indígenas em todo o Brasil, que poderá levar à “africanização” ou à “balcanização” de nosso País - o “Brasilistão”. Também proliferam no Brasil os bantustões do MST, extensas propriedades rurais onde o Poder Público está proibido de entrar, nos quais se ensina a ideologia marxista e se praticam táticas de guerrilha rural, comprovada pelas violentas invasões de terras. Leia “Bantustões Brasileiros”, de minha autoria, em http://felixmaier1950.blogspot.com/2021/04/bantustoes-brasileiros-por-felix-maier.html.

Barba - “Barba” era o apelido que os órgãos de Segurança davam a Lula, nos tempos em que ele atuava como sindicalista durante o Governo dos militares e fazia jogo duplo, como informante do DOPS, de modo que também foi chamado de “Cabo Anselmo do ABC”. “Esse tipo de rebotalho araponga [grampos telefônicos e dossiês] tornou-se a ideologia secreta do PT sob o olhar complacente do ‘Barba’. Mas as raízes de tudo isso remontam aos anos 70 e 80, quando Lula passa a ter meu pai como alter ego. Quero que entendam bem isso: meu pai, para ações de segurança pública, usava os relatórios e caguetagem que Lula, o ‘Barba’, lhe fazia e prestava. Colaboravam dentro de um conceito amplo de segurança pública. Explico: se houvesse greve de ônibus, de bancários, ou metalúrgicos, isso mexia com a segurança do cidadão. Meu pai operava no sentido do bem público. Lula aprendeu a vetorizar isso para o mal” (TUMA JUNIOR, 2013: 22). Lula, “o grande líder da esquerda brasileira costuma se esquecer, por exemplo, de que esteve recebendo lições de sindicalismo da Johns Hopkins University, nos Estados Unidos, ali por 1972, 1973, como vim a saber lá, um dia. Na universidade americana, até hoje, todos se lembram de um certo Lula com enorme carinho” (Mário Garnero, em seu livro “Jogo Duro”, Best Seller, São Paulo, 1988 - apud TUMA JUNIOR, 2013: 56). Veja Gestapo do PT.

Batalha de Boyne - James II, católico fanático, foi deposto pelo protestante Guilherme de Orange e fugiu para a Irlanda, onde organizou um exército católico. Guilherme desembarcou na Irlanda com um exército protestante e a guerra civil durou de 1688 a 1691 (embora alguns digam que ainda não acabou, depois de mais de 300 anos de lutas, a exemplo da atuação do IRA). Algumas vitórias protestantes e a Batalha de Boyne, em 1690, ainda são celebradas anualmente na Irlanda do Norte - uma provocação contra os católicos. Cada criança católica irlandesa é ensinada a não se esquecer disso: “Lembre-se de 1690” está escrito nas paredes de toda a Província. Até 1922, toda a Irlanda fazia parte do Reino Unido. A Irlanda do Norte, hoje sob domínio britânico, tem 6 Condados e minoria católica (mais ou menos 33%). Nos 26 Condados do Sul (República da Irlanda ou Eire), os protestantes são minoria (em torno de 27% da população).

Batalha do Camelo - A viúva de Maomé, Aisha Bint Abu Báker, filha do futuro 1º. Califa, “assumiu o comando dos combatentes contra o califa Ali, em 636 na denominada ‘Batalha do Camelo’, em lembrança do animal montado por ela” (BALTA, 2010: 59). No início de 2011, houve uma “carga de camelaria” no Cairo, contra manifestantes que pediam a saída do presidente Hosni Mubarak.

Bater Duro - Campanha de combate ao crime, na China, iniciada em 1983. Em 3 meses do 1º semestre de 2001, foram 1.781 execuções por motivos políticos ou criminosos, como tráfico de drogas, enriquecimento ilícito, fraude fiscal, esquemas financeiros. Os sentenciados eram mortos em estádios lotados de pessoas; a família do condenado tinha de pagar a bala usada para matá-lo. No final de junho de 2001, Wang Guoqi, médico do Hospital da Polícia Paramilitar de Tianjin, China, viajou aos EUA, onde pediu asilo e denunciou às autoridades americanas a comercialização de órgãos de criminosos executados (que são retirados, muitas vezes, com os condenados ainda em agonia); um rim chega a custar US$ 15 mil. Um dos motivos do aumento da criminalidade na China era o desemprego (3% - nível baixo para os padrões mundiais, mas na China atinge dezenas de milhões de adultos), causado pelo colapso de muitas empresas estatais, na época.

BCCI - Bank of Credit and Commerce International (Banco de Crédito e Comércio Internacional), tinha sede em Abu Dabi, capital dos Emirados Árabes Unidos. Famosa por prestar “serviços especiais”: “lavagem de dinheiro” para terroristas, serviços muçulmanos de Inteligência e mujadins, financiamento clandestino de armas convencionais, armas de destruição em massa e de outras tecnologias estratégicas, envio e “lavagem de dinheiro” desviado de líderes corruptos de países em desenvolvimento. Nos anos de 1980, o BCCI havia sido a principal via de transferência e “lavagem” de fundos secretos da CIA para os mujadins afegãos (contra a URSS). Essa central criminosa foi atingida por crise financeira em 1991, faliu em 1992 e foi desmontada em 1996, depois de causar um prejuízo de US$ 500 milhões a países da União Europeia; no mundo, o prejuízo foi de trilhões de dólares. Como ocorre em situações semelhantes, muitos islâmicos afirmaram que a falência do BCCI foi culpa do Ocidente - vale dizer, dos EUA.

Beatnik - O termo beat é mais comumente aplicado ao movimento literário de São Francisco e Nova York (EUA), mas pode significar batida (no sentido musical), pulsação, ritmo (poético), cadência, furo (jornalístico) etc. O colunista Herb Caen, de São Francisco, cunhou a palavra de pau beatnik após o lançamento, em 1957, do satélite Sputnik - uma clara simpatia soviética e uma boa dose de antiamericanismo. A “bíblia” beatnik foi On the Road (Pé na Estrada), de Jack Keronac.

Belgistão - Bélgica + bantustão: processo de islamização da Bélgica, por meio do partido 4ShariahBelgium, que ocupa assentos no parlamento. Entre suas reivindicações, constam: que os restaurantes sirvam alimentos preparados conforme o costume islâmico (halal), o reconhecimento dos feriados islâmicos, o casamento com meninas, a imposição da Sharia como parte da legislação.

BH - Bósnia-Herzegóvina: capital Sarajevo, cidade em que terroristas assassinaram o arquiduque Francisco Ferdinando e sua esposa, em 1914, ato que ocasionou o início da I Guerra Mundial. Em 1994, forças islamitas foram instaladas na Bósnia por Bin Laden e Zawahiri, para combater os americanos do IFOR. O Acordo de Dayton, EUA, em 1995, estabeleceu divisão do território em Federação Croata Muçulmana (FCM) e República Srpska (RS), após a Guerra dos Bálcãs.

Bhopal, tragédia de - A fábrica de pesticidas da Union Carbide, em Bhopal, Índia, liberou nuvem tóxica no dia 03/12/1984, que foi o pior acidente isolado da história industrial, matando mais de 3.000 pessoas e ferindo outras 200.000.

Big Bang - 1. Teoria mais aceita sobre a origem do universo, foi enunciada em 1948 pelo cientista russo naturalizado norte-americano George Gamkv. Segundo essa teoria, o universo teria nascido de uma enorme explosão (big bang), entre 8 e 20 bilhões de anos atrás. Carl Sagan sintetizou os 15 bilhões de anos após o big bang em um ano solar: no dia 1º de janeiro ocorreu o big bang; em 1º de maio surgiu a Via Láctea; em 9 de setembro a origem do sistema solar; em 14 de setembro a formação da Terra; em 25 de setembro a origem da vida; em 30 de dezembro o aparecimento dos primeiros hominídeos (ancestrais humanos); em 31 de dezembro apareceram os primeiros homens e mulheres; os últimos 10 segundos de 31 de dezembro cobririam a história do homo sapiens; o nascimento de Cristo teria ocorrido às 23 horas, 59 minutos e 56 segundos do último minuto do ano; e todos nós na última fração de segundo antes de chegar à meia-noite. 2. Organização mafiosa britânica, que explora cassinos e “lavagem” de dinheiro.

Big Brother - “Grande Irmão” (The Big Brother is watching you - O Grande Irmão está vigiando você): personagem onisciente e onipresente criado pelo escritor George Orwell (pseudônimo de Eric Arthur Blair), no livro 1984. “Em cada andar, diante da porta do elevador, o pôster da cara enorme o fitava da parede. Era uma dessas figuras cujos olhos seguem a gente por toda parte. O grande irmão zela por ti, dizia a legenda” (ORWELL, 2007: 9). A obra é uma violenta condenação do totalitarismo e, também, da novalíngua (newspeak), linguagem nova, com o objetivo de reduzir o alcance do pensamento, e da duplideia (doublethink), a crença simultânea em duas ideias contraditórias. Anteriormente, “Big Brother” era representado pela tirania personalista do stalinismo; hoje, é sinônimo de EUA, a “polícia do mundo”, cargo cada vez mais almejado pela China.   

Big Data - Big Data é a área do conhecimento que estuda como tratar, analisar e obter informações a partir de conjuntos de dados grandes demais para serem analisados por sistemas tradicionais” (cfr. em https://pt.wikipedia.org/wiki/Big_data, acesso em 28/04/2021). “Assim como a autoridade divina foi legitimada por mitologias religiosas, e a autoridade humana foi justificada pela narrativa liberal, a futura revolução tecnológica poderia estabelecer a autoridade dos algoritmos de Big Data, ao mesmo tempo que solapa a simples ideia da liberdade individual” (HARARI, 2018: 72 - “21 lições para o século 21”). “Quando a revolução na biotecnologia se fundir com a revolução da tecnologia da informação, ela produzirá algoritmos de Big Data capazes de monitorar e compreender meus sentimentos muito melhor do que eu, e então a autoridade passará dos humanos para os computadores” (idem, pg. 74). Veja Algoritmo e Dataismo.

Big stick - Política do “porrete”, com a qual os EUA tratam os países sem grande expressão político-militar, como o ocorrido nas invasões ao Panamá e Granada, e nas “missões da ONU” no Haiti e na Somália. Após o fim da Guerra Fria, a política do “big stick” passou a utilizar a “diplomacia de cruzeiro” (cruise diplomacy) em ataques de Tomahawk (míssil de cruzeiro) contra o Iraque (1991 e 2003), a Iugoslávia (1999), o Afeganistão (2001), a Líbia (2011), destruindo completamente a infraestrutura desses países. Não se esqueça: ontem foi a vez da Líbia sofrer ataque, amanhã poderá ser a Amazônia das jaguatiricas ianomâmis e das raposas da Serra do Sol. O movimento ambientalista mundial em defesa da “preservação da Amazônia” pode destroçar a soberania brasileira na área. Veja Diplomacia de Cruzeiro e Doutrina Lake.

Bioenergética - Método criado pelo cientista austro-húngaro Wilhelm Reich, propõe uma revolução nos princípios da educação física e da competição desportiva a partir de uma revolução sexual. Discípulo de Freud, Reich aprofundou-se no campo das doenças psicossomáticas e sua relação com a sexualidade, teorizando a interligação entre o caráter e a estrutura física do homem. Segundo Reich, um indivíduo que não tenha satisfação sexual plena, mesmo que seja submetido às mais modernas técnicas de fisiculturismo ou preparação física, terá um mau funcionamento biológico; o autoritarismo e a repressão fazem com que os indivíduos fiquem tensos; os comunistas têm uma cultura rígida, inibidora dos instintos, por isso são tidos como “sem criatividade”; o “jogo de cintura” só é possível no atleta que tenha a pélvis viva, ou seja, um indivíduo mais desbloqueado sexualmente - o que explica, segundo essa teoria, a superioridade técnica do futebol sul-americano, especialmente o brasileiro, sobre o europeu. Bom, isso era verdade nos tempos em que só havia branquelos nas seleções europeias...

Bio-ideologia - Fenômeno ludditista ou Swing observado no início do século XXI. Grupos esquerdizoides, antiamericanos e antiglobalização são contra pesquisas e produção de alimentos geneticamente modificados (transgênicos), não baseados em fundamentação científica, mas por pura birra ideológica.

Bioterrorismo - Terrorismo Biológico: Atentado com armas biológicas, como o antraz. “As armas biológicas são as bombas de Hiroshima dos pobres” (Laurie Garrett, escritora norte-americana). Terrorismo biológico foi observado no sul da Bahia, em que plantações de cacau foram dizimadas pela infestação proposital da praga vassoura-da-bruxa, com possível participação de petistas - cfr. http://felixmaier1950.blogspot.com/2020/10/agroterrorismo-petistas-acusados-de.html.

Bizantino - Cristão da Igreja Oriental (Romênia, Turquia europeia, Grécia, Rússia). Na língua de pau, significa “fútil”, como eram as questões teológicas de Bizâncio, que “discutiam o sexo dos anjos”, ao mesmo tempo em que os turcos se preparavam para o assalto final a Constantinopla.

Black Blocs - São grupos que se apresentam como anarquistas, vestem roupas pretas, pregam a desobediência civil e cometem atos de terrorismo, como depredação e queima de bens públicos e privados. Os black blocs ficaram conhecidos no Brasil durante as manifestações de junho de 2013 - http://g1.globo.com/mundo/noticia/2013/07/conheca-estrategia-black-bloc-que-influencia-protestos-no-brasil.html. Havia até uma musa dos terroristas, Emma Black Bloc, que ganhou capa na revista Veja. Caetano Veloso também cobriu a cara, em apoio aos baderneiros - http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/e-aquela-foto-caetano-balck-bloc-veloso/.  

Black Hand - “Mão Negra”: sociedade anarquista e terrorista siciliana e ítalo-norte-americana.

Black Moslem - “Muçulmano Negro”: membro de uma seita de negros norte-americanos, que prega a separação entre negros e brancos, professa o islamismo e visa à fundação de uma nação negra.

Black Panther Party - “Partido dos Panteras Negras”: fundado por Bobby Seale e Huey Newton em 1966, esteve ativo até 1982. Era uma associação de negros norte-americanos que lutavam pelos direitos civis utilizando a violência. “Assata Shakur (tia do falecido cantor de rap Túpac Shakur), acusada do assassinato de um policial branco cometido em 1971, também se refugiou em Cuba. Após fugir de uma prisão de alta segurança norte-americana, em 1979, e depois de anos foragida, a célebre militante dos Panteras Negras aterrissou em Havana em 1984, onde Fidel lhe concedeu asilo político, em detrimento do Congresso americano. Ela vive lá até hoje” (SÁNCHEZ, 2014: 102). Em 2018, Hollywood lançou o filme do super-herói Black Panther, que recebeu três Oscar em 2019: melhor figurino, melhor trilha sonora e melhor design de produção.

Black Power - “Poder Negro”: movimento que preconiza a igualdade racial e luta pelas liberdades civis dos negros norte-americanos. Veja Racismo.

BLM - Black Lives Matter (Vidas Negras Importam). Movimento surgido nos EUA após a morte de um negro, George Floyd, que morreu asfixiado por um policial branco em Minneapolis, no Estado de Minnesota, em 25/05/2020, ocasionando comoção nacional e internacional, com manifestações violentas nos EUA e na Europa, destacando-se cartazes como “I CANT BREATHE” (EU NÃO POSSO RESPIRAR). Leia “Black Lives Matter: Nós somos marxistas treinados”, de Soeren Kern, em http://felixmaier1950.blogspot.com/2020/08/black-lives-matter-nos-somos-marxistas.html.

Bloqueio econômico - Fidel Castro e toda a corja que o apoiava sempre afirmavam que Cuba sofria criminoso “bloqueio econômico” dos EUA. O correto é que existe um “embargo econômico”, não bloqueio, pois todos os países do mundo podem comercializar com Cuba, exceto os EUA. Se Cuba não consegue promover um comércio internacional amplo, é porque o socialismo levou aquele país à mais pura miséria e ninguém quer vender a quem não tem condições de pagar. Se nesses anos todos Fidel desdenhava do “maldito” modelo econômico americano, inimigo mortal do socialismo, dizendo seu chanceler que Cuba tinha liberdade para comercializar com mais de 100 países, por que então reclamar do embargo, que marotamente chamam de “bloqueio” na língua de pau caribenha? “Não tememos bloqueio econômico. A União Soviética nos comprará aquilo que quisermos vender-lhe e nos venderá aquilo que necessitamos” (Raúl Castro, irmão de Fidel - Jornal do Brasil, julho de 1960). Na verdade, Cuba sempre teve empresas de fachada no Panamá, no México e na Nicarágua, para evitar o embargo americano. "Meu pai chegou a ser um líder amado, no início, mas hoje não passa de um assassino comum, um bandido que mantém seu próprio povo na miséria comunista e na ausência absoluta de perspectivas para o futuro" (Alina Fernández Revuelta, filha de Fidel Castro).

BLU-118B - Bomba de alto poder de destruição, equipada com sensor e teleguiada a laser, utilizada pelos EUA contra a Al-Qaeda, no Afeganistão. “A BLU-118B é uma bomba termobárica detonada em três estágios. O projétil perfura o bunker e mata seus ocupantes, mas a estrutura é preservada. Ao se aproximarem do alvo, sensores instalados na bomba acionam o detonador. A carga liberada, que parece um cogumelo de fogo, perfura concreto ou pedra. No interior do prédio ocorrem duas explosões. A primeira para liberar uma mistura gasosa e a segunda, com efeito retardado, para inflamá-la. A sequência de explosões causa ondas de choque que elevam a temperatura e sugam o oxigênio do bunker. Os ocupantes morrem incinerados ou por asfixia” (Revista Veja, 13/03/2002, pg. 88 e 89).

Blut und Boden - (Alemão) “Sangue e Solo”: a ideologia de pau nazista glorificava as origens camponesas de seus dirigentes, embora só em torno de 5% tinha pais camponeses ou artesãos. O mesmo ocorreu com os comunistas russos: canonizando o proletariado, diziam que tinham origem proletária, embora pertencessem a classes diferentes; o pai de Lênin era inspetor escolar, o pai de Kamenev era engenheiro, o de Trotski era proprietário de terras e o de Molotov era vendedor - ou seja, nenhum proletário entre os citados totalitários. Para variar, Fidel Castro era de uma família abastada, que tinha grandes propriedades. Richard Walter Darré foi um dos ideólogos da doutrina Blut und Boden e foi ministro da Alimentação e Agricultura do Reich entre 1933 e 1942. Foi condenado pelo Tribunal de Nüremberg a 7 anos de prisão pela colaboração no Departamento da Raça e Colonização (Rasse und Siedlungshautamt) e pelo desenvolvimento do plano Raça e Território (Rasse und Raum).

Bogotazo - Quebra-quebra ocorrido em Bogotá, Colômbia, após uma manifestação de Fidel Castro naquela capital, em 09/05/1948. “Quando exercia a função de Adido Militar no Peru, um jornal comunista de Lima, por ocasião das comemorações de um dos aniversários do famoso episódio conhecido como ‘Bogotazo’, publicou uma reportagem alusiva, inclusive com a fotografia do jovem Fidel Castro, na época, presente em Bogotá. O motim na Capital colombiana desencadeou-se com o assassinato do candidato do Partido Liberal às eleições presidenciais. Foram 4 dias de violentos distúrbios urbanos. O jovem Fidel Castro, então com vinte e poucos anos, era convidado dos liberais. Nos conflitos morreram quarenta mil pessoas. O confronto entre as correntes liberais e conservadoras continuou ao longo do tempo e ficou conhecido como La era de la violência. Foram 4 anos e morreram aproximadamente quatrocentas mil pessoas de lado a lado. Liberais e conservadores matando-se mutuamente, até na zona rural; e com requintes de perversidade” (Coronel Roberto Monteiro de Oliveira, HOE/1964, Tomo 13, pg. 219-220).

Boko Haram - Grupo extremista islâmico que promove assassinatos de cristãos na Nigéria, onde muitos cristãos são queimados vivos. O nome significa “educação ocidental é pecado”. No dia 14/04/2014, o grupo sequestrou 276 meninas de um colégio de Chibok, a maioria cristãs, das quais 112 ainda continuavam cativas em 2019. O líder do grupo, Abubakar Shekau, ameaçou vendê-las como escravas. “Elas passaram por períodos de fome, escravidão, abuso sexual, traumatismos e ferimentos de batalha, como estilhaços sob a pele, e até mesmo parte da perna de uma delas foi amputada. Elas viram pessoas, inclusive crianças, morrerem” – cfr. https://www.portasabertas.org.br/noticias/cristaos-perseguidos/apos-5-anos-do-sequestro-em-chibok-112-meninas-continuam-cativas. Em 5 anos, mais de 1.000 crianças foram sequestradas pelo Boko Haram.

Bola - Maleta com códigos, para ataque nuclear, dos EUA. Trata-se de “uma maleta de couro que sempre acompanha o presidente, contendo os códigos necessários para lançar um ataque nuclear. Um dos assessores militares responsáveis por transportá-la explicou os procedimentos de maneira muito calma e metódica, como se estivesse ensinando como se programa um gravador de vídeo. O que estava implícito era óbvio. Logo eu estaria investido da autoridade de explodir o mundo” (OBAMA, 2020: 243).

Bolcheniquim - Bolchevique tupiniquim: radicais do PT, dirigentes do MST, da CUT e da UNE, integrantes do PC do B, PCO, PSTU, PSol e outras organizações afins.

Boletim do Partido - As instruções de Moscou reveladas no “Boletim do Partido”, de janeiro de 1967, que tinham como objetivo o desencadeamento da revolução estudantil em todo o mundo Ocidental, o que veio a ocorrer em 1968, eram as seguintes: “É a juventude idealista quem mais violentamente sente as injustiças, e isso é natural. Os jovens estão começando a experimentar novas emoções e ainda não aprenderam como controlá-las. Sentem intensamente tudo o que acontece como o amor, sexo, arte, pobreza e beleza. As universidades onde os jovens de ambos os sexos se reúnem para discutir a economia do mundo, história, revolução social e a política são os campos de cultura ideais para espalhar as ideias revolucionárias. As novas ideias criam raízes rapidamente e florescem em abundância” (HUTTON, 1975, 111). Como se sabe, os jovens não são capazes de arrumar o próprio quarto, mas se julgam prontos para consertar o mundo.

Bolsa-Escola - Copiada do Método Laubach no Distrito Federal pelo governo petista de Cristóvam Buarque e depois adotada no País todo, principalmente pelo governo federal. É um programa populista e paternalista, que não resolve o problema do desemprego, pelo contrário, eterniza-o, ao mesmo tempo em que incentiva a malandragem. O Bolsa-Família, criada pelo sucessor de FHC, não passa de um tipo moderno de voto de cabresto. Em vez de dentaduras, sacos de cimento ou alguns quilos de feijão, distribui-se, mensalmente, uma quantia de dinheiro a famílias pobres para que enviem seus filhos à escola. Chantagem pura à qual o governo se entrega com prazer. Mas a “humilhação” consentida do governo tem seu preço a cada dois anos: “nas próximas eleições de outubro, lembre-se: se não votar em mim, perderá o Bolsa-Família”. Quem sabe, aparece o Bolsa-Viagra para os sapecas da melhor idade... Do jeito que as coisas vão, com tantas autoridades pregando a descriminação das drogas, incluindo FHCannabis e ministros do STF, logo vai ser lançado também o Bolsa-Maconha. A cannabis, obviamente, será plantada nos latifúndios improdutivos do messetê, que terá o monopólio do negócio, gerenciado pela Maconhabrás...

Bombas atômicas - As bombas atômicas lançadas pelos americanos sobre Hiroshima e Nagasaki, em 1945, não se basearam apenas em cálculos militares. O general McArthur, Comandante Supremo das Forças Aliadas no Pacífico, só foi informado a respeito da arma cinco dias antes do seu emprego; não foi solicitada sua opinião a respeito. O almirante Leahy, Presidente da Junta dos Chefes de Estado-Maior, considerava, dois meses antes do ataque a Hiroshima, que os japoneses já haviam sido “completamente derrotados” pelo bloqueio marítimo e pelo bombardeio convencional, e estavam prontos para capitular. O almirante King, Comandante-em-Chefe da Frota dos EUA, advertira em diversas ocasiões que o bloqueio naval obrigaria, com o tempo, o inimigo a submeter-se pela fome, sem desperdiçar milhares de vidas americanas numa invasão terrestre. A decisão de usar a bomba atômica fora tomada num nível político: não a fim de derrotar o Japão com a mínima baixa de vidas humanas americanas, mas obrigar o país a se render antes que se efetuasse a iminente invasão soviética da Manchúria. Numa rápida rendição japonesa, o controle do Japão no mundo pós-guerra e a influência no Pacífico e na Ásia Oriental pertenceriam unicamente aos EUA, sem direito a reivindicações soviéticas.

Bom bandido - Variante de pau do “bom selvagem”. No Brasil, muitos intelectuais acreditam que existe o “bom bandido”, pois defendem traficantes de drogas e bandidos em geral, dizendo que são os “excluídos do sistema”, a exemplo de vários filmes, nos quais o bandido é exaltado e a Polícia ou o Exército são vilipendiados. Veja Injustiçado social.

Bombardeiros - O avião-bombardeiro mais antigo em operação, desde a II Guerra Mundial, é o B-52, armado com bombas convencionais e nucleares, com autonomia de 14.000 km, podendo carregar até 50 bombas de 241 kg. O B-52 é também conhecido como buff (big, ugly, fat, fucker - grande, feio, gordo, escroto). O bombardeiro mais moderno é o B-2, avião de 2 bilhões de dólares, que voou direto dos EUA para bombardear o Afeganistão em outubro de 2001, contra o governo Talibã e a Al-Qaeda de Osama bin Laden. O B-1 é um supersônico armado com bombas que são guiadas por satélites. O F/A-18 Hornet é um caça-bombardeiro, normalmente baseado em bases aéreas ou porta-aviões.

Bom burguês - Alcunha de Jorge Medeiros Valle, gerente do Banco do Brasil, que, segundo Márcio Moreira Alves (op. cit.), desviou o equivalente a dois milhões de dólares em contas da Suíça, separando uma parte do dinheiro para si e outra para organizações terroristas, como o PCBR e o MR-8. Milton Gaia Leite, codinome Fyatt, militante do MR-8, foi preso em Curitiba, depois de agentes do DOPS retirarem de casa sua esposa e filhos, para não testemunharem sua prisão. O livreco do Cardeal Vermelho, Brasil: Nunca Mais, inventa na pg. 44 que “menores foram presos e torturados”. “Com ele [Fyatt], foram apreendidos mais de 60 milhões de cruzeiros em dinheiro roubado do Banco do Brasil pelo ‘Bom Burguês’ e que, além de financiar o MR-8, foi engordar a conta na Suíça do amigo e esperto gerente” (Gen Div Negrão Torres - HOE/1964, Tomo 14, pg. 69).

Bom selvagem - Expressão cunhada por Jean-Jacques Rousseau, em que afirmava que o homem nasce bom e sem vícios, mas depois é pervertido pela sociedade civilizada (em sua obra “Discurso sobre a origem da desigualdade entre os homens”, 1755).

BR - Brigadas Rojas (Brigadas Vermelhas - BV): formadas em 1969 por estudantes de Trento, Itália, de inspiração marxista-leninista, pretendiam formar um Estado revolucionário na Itália, separado da Aliança Ocidental. Em 33 anos, o terror na Itália, praticado por extremistas da esquerda e da direita, matou 420 pessoas em 15 mil ataques, com saldo, ainda, de 1.200 feridos. As BV foram o grupo terrorista mais famoso da Itália. Promoveram assassinatos e sequestros de governantes italianos; mataram em 1978 o ex-Primeiro-Ministro Aldo Moro, líder do Partido Democrata-Cristão; sequestraram em 1981 o general-de-brigada do Exército dos EUA, James Dozier; e responsabilizaram-se pela morte de Leamon Hunt, chefe americano do Grupo de Observadores e da Força Multinacional do Sinai, em 1984. Em 1984, as BV dividiram-se em duas facções: Partido Comunista Combatente (BR-PCC), que continuou os ataques terroristas na década de 1980, e União de Comunistas Combatentes (BR-UCC). Mesmo presos, condenados à prisão perpétua pelo assassinato de políticos nos anos 80, muitos desses terroristas, conhecidos como “irredutíveis”, organizavam ações através de terceiros. Os presos Fabio Ravalli e Franco Grilli são acusados de promover os atentados contra a Confederação das Indústrias italianas, em 1992. Outro preso, Antonio Fosso, o “Cobra”, assumiu da prisão o ataque contra a base da OTAN em Aviano, em 1993. A morte do consultor Massimo D’Antona, em 1999, também é atribuída aos “irredutíveis”. Há células terroristas independentes na Itália: NTA (Núcleos Territoriais Anti-imperialistas), CARC (Comitê de Resistência para o Comunismo) e NCC (Núcleo Armado Combatente), um braço das BV. No dia 19/03/2002, foi assassinado Marco Biagi, consultor do Governo Silvio Berlusconi, crime assumido pelas BV e comemorado por terroristas confinados na prisão de segurança máxima de Trani, sul da Itália. No dia 03/11/2002, foi preso em Buenos Aires Leonardo Bertulazzi, membro das BR, suspeito de ter participado do sequestro e morte de Aldo Moro.

Brandir a camisa ensanguentada - Retórica utilizada contra inimigos políticos, em que contendores vão às vias de fato, com feridos ou até mortos. Comum em golpes de Estado ou insurreições, a retórica é também vista com frequência junto a manifestantes extremistas da atualidade, como neonazistas, supremacistas brancos ou negros, Antifas, BLM e assemelhados, que promovem destruição de patrimônio público ou privado e entram em choque com a polícia, mostrando com orgulho a “camisa ensanguentada” - como o ocorrido com apoiadores de Donald Trump na depredação do Capitólio, em 06/01/2021.

Brainstorming - Tempestade de ideias: livre debate em que os participantes (em reunião) dão ideias e sugestões.

Brainwriting - Técnica originada no Instituto Battle, de Frankfurt, Alemanha, é uma variação do brainstorming, com a diferença de que todas as ideias são escritas, trazendo como consequência mais calma e ordem.

Branquear - Significa maquiar um fato, de modo que se torne agradável aos olhos do público. Há quem deteste esta palavra, por julgá-la “racista”.

Brasil, ame-o ou deixe-o - Vamos repetir a expressão em inglês, para ficar mais bonito: “Brazil: love it or leave it!” Expressão logomáquica da época em que os militares estavam no governo, deveria simbolizar o maniqueísmo “nós somos os bons e vocês, os maus, não merecem viver no País”. Porém, pelo visto, a maioria dos brasileiros preferiu amar o Brasil dos militares, não o Chile de Salvador Allende e de José Serra ou a Cuba de Fidel Castro e de José Dirceu. Por isso, não houve uma debandada para o exterior, como ocorreu em Cuba quando Fidel tomou o poder: entre 15 e 17 mil foram fuzilados e quase dois milhões - 20% da população - fugiram do “paraíso” enaltecido pelo sucessor de FHC, Dilma Rousseff, Hugo Chávez, Chico Buarque, Loyola Brandão, Fernando Morais, Frei Betto. Claro, houve alguns poucos que não “amaram” o Brasil o suficiente, não foram patriotas, preferiram fazer cursos de escoteiros na Universidade de Lumumba (Moscou) e em Pinar del Río (Cuba), para aprender a fabricar coquetéis molotovs e usar com eficiência uma Kalashniskov. Outros preferiram um “exílio de caviar”, como FHC, que saiu do Brasil para um órgão da OEA, no Chile, onde tinha Mercedes com motorista à disposição, e depois lecionou na Sorbonne, sur le soleil de Paris. Com a doação de 200 mil dólares da Fundação Ford, o poliglota e polilogista FHC, na volta ao Brasil, criou o Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (CEBRAP), que foi o trampolim para chegar à presidência. Doce exílio... “Nenhum ‘repórter investigativo’ teve jamais a curiosidade de perguntar o que fizeram em Cuba, ao longo de trinta anos ou mais, os terroristas brasileiros que ali se asilaram. Quantos, por exemplo, à imagem e semelhança do sr. José Dirceu, se integraram na política e nos serviços de espionagem da ditadura fidelista, acumpliciando-se a atos de perseguição, tortura e assassinato político incomparavelmente maiores e mais cruéis do que aqueles pelos quais viriam depois a choramingar e exigir indenizações no Brasil?” (CARVALHO, 2013: 265).

Brasilistão - Neologismo que criei para designar o Brasil dos bantustões indígenas e quilombolas (guetos étnico-socialistas) e dos sem-terra (guetos socialistas), transformando nosso País no triste Apartheid que havia na África do Sul. Os latifúndios improdutivos, transformados em “reservas indígenas” e “acampamentos do MST”, bloqueiam o desenvolvimento do Brasil: “Isso acontece porque sem a bandeira comunista para se opor ao desenvolvimento do capitalismo, restou o ambientalismo e o indigenismo, que ao final do século XX, uniram-se formando um movimento misógino, absolutamente contrário a qualquer projeto desenvolvimentista. No Brasil esse processo é tão forte a ponto de seguir freando por mais de três décadas o processo de desenvolvimento do país” (entrevista com o antropólogo Edward M. Luz - cfr. http://felixmaier1950.blogspot.com/2020/10/entrevista-edward-m-luz-reservas-e.html). Leia, de minha autoria, “Bantustões Brasileiros”, em http://felixmaier1950.blogspot.com/2021/04/bantustoes-brasileiros-por-felix-maier.html.

Brasilinização - A “brasilinização da sociedade” é como muitos europeus chamam às sociedades degradadas pelo alto grau de desemprego, violência e desintegração social, como ocorre nas favelas das grandes cidades brasileiras - daí o nome “brasilinização”. Os tumultos observados em Londres e outras cidades inglesas, em agosto de 2011, com incêndios de prédios e carros - além dos vistos em cidades da França, em anos anteriores -, são exemplos de “brasilinização”, devido à utopia do multiculturalismo, especialmente dos islâmicos, que não conseguem se aculturar e estão construindo futuros Kosovos, ou, no caso extremo, a futura Eurábia.

Brasil, País do Futuro – “Brasil, País do Futuro” (Brasilien: Ein Land der Zukunft), é o título em português da obra do autor judeu-austríaco Stefan Zweig, que se radicou em Petrópolis, RJ, fugindo do nazismo. O livro foi sucesso de vendas, embora os críticos o considerassem muito ufanista.

Brasil: Nunca Mais - O livro Brasil: Nunca Mais, lançado pela Arquidiocese de São Paulo, em 1985, apresenta os nomes das vítimas da ditadura militar (mortos e desaparecidos) e são relacionados nomes de supostos torturadores. Semelhante à Comissão Sábato (Argentina), que elaborou o relatório Nunca Más, o relatório de pau brasileiro peca por não apresentar as atividades terroristas das alegadas “vítimas” do governo militar e por não relacionar os crimes cometidos pelos grupos extremistas de esquerda, que provocaram a morte de pelo menos 120 pessoas. “A morte de Paulo Wright levou seu irmão e pastor presbiteriano Jaime, outro discípulo de Shaull, a encabeçar a campanha do CMI contra o regime militar, tendo sido portador dos recursos financeiros enviados pelo CMI para a edição do livro Brasil: Nunca Mais, editado pela Arquidiocese de São Paulo, então dirigida por D. Paulo Evaristo Arns” (CARRASCO, 2013: 76-77). “Dos 17.420 processados pela justiça militar que compõem a base do arquivo do Projeto ‘Brasil Nunca Mais’, 58% tinham formação superior, completa ou incompleta, e 16% tinham ensino secundário. No geral, calcula-se que metade dos presos e processados era formada por estudantes universitários. A maior parte dos membros de organizações armadas tinha até 35 anos (82% da ALN, 94% da Ação Popular (AP), 93% do Colina, 96% do Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR8), 86% do PCBR, 86% da VAR), com predominância da faixa etária que ia até 25 anos” (NAPOLITANO, 2014: 127-128). Brasil: Nunca Mais tem como fonte principal processos surrupiados do Superior Tribunal Militar (STM), onde consta o depoimento de réus que dizem ter sido torturados e onde há uma bem-informada relação de grupos terroristas que aterrorizaram o Brasil nas décadas de 1960 e 1970, assim como as várias dissidências que ocorreram no período. Mas não é citado um único crime dos terroristas e investigados que foram processados pelo STM, como assassinatos, “justiçamentos” (assassinato de kamaradas), roubos a bancos, a casas d’armas, a quartéis, a supermercados e a pedreiras (para obter explosivos), como se os militares tivessem covardemente matado e torturado inocentes anjinhos sem crime nenhum nas costas, pelo simples prazer em torturar e matar. É um panfleto escandaloso, desenvolvido sob a ótica comunista, de modo a ferir mortalmente as Forças de Segurança do período pós-1964, especialmente o Exército. É a aplicação radical da logomaquia, que criou palavras e expressões como “burguês”, “elites”, “democracia”, “inimigo do povo”, “tortura” e mais recentemente, “antifascista” (Antifa), “me too”, “black lives matter”, “manifestações antidemocráticas”, com o intuito de promover a divisão da sociedade, e ridicularizar e destruir os adversários políticos, especialmente os de direita. O panfleto do Cardeal Arns afirma, p. ex., que havia 2.181 grupos das Ligas Camponesas, espalhadas no Brasil por 20 Estados. No entanto, não informa quantos canaviais foram queimados pelos terroristas, nem quantas usinas de cana-de-açúcar foram destruídas, nem quantos fazendeiros e posseiros foram mortos. Como resposta ao panfleto do “queridíssimo amigo de Fidel Castro” (Dom Paulo Evaristo Arns), em 1986 o então 2º. Sargento do Exército Marco Pollo Giordani lançou “Brasil, Sempre!”. “O General Sylvio Frota ia diariamente à Polícia do Exército, no Rio, ao então famoso Pelotão de Investigações Criminais (PIC), para verificar como os prisioneiros estavam sendo tratados. Ele, como general comandante do I Exército, mantinha essa rotina diariamente, a fim de verificar se os presos estavam sendo tratados com dignidade, com respeito. Mais tarde, foi colocado em lista de torturador; tremenda injustiça! Os chefes militares nunca mandaram torturar; nunca vi um general, um coronel, nunca vi mandarem torturar” (Gen Ex Jaime José Juraszek - HOE/1964, Tomo 6, pg. 34). “Apesar de ser considerado porta-voz dos ‘duros’, seus auxiliares mais próximos afirmam que Frota não permitia torturas quando chefiava o I Exército, sediado no Rio de Janeiro, a partir de 1972. Entretanto, ele não escondia sua insatisfação com a distensão, que permitia a volta insidiosa da ‘subversão comunista’. Anticomunista convicto, suas ordens do dia e discursos comemorativos eram poesia no ouvido da extrema-direita militar” (NAPOLITANO, 2014: 269). Leia a carta de Dom Arns enviada ao “Queridíssimo Fidel” em https://felixmaier1950.blogspot.com/2020/05/queridissimo-fidel-carta-de-dom-paulo.html.

Brasil, Sempre! - O livro Brasil, Sempre!, escrito em 1986 pelo tenente do Exército Brasileiro e advogado Marco Pollo Giordani, completa a lacuna do relatório Brasil: Nunca Mais, apresentando o reverso da moeda, ou seja, as atividades dos grupos terroristas que tentaram impor uma ditadura marxista no Brasil, o que felizmente foi evitada pelos militares. “Brasil, Sempre!” está disponível em http://www.docvirt.com/docreader.net/DocReader.aspx?bib=bibliotbnm&pagfis=752.   http://bnmdigital.mpf.mp.br.

Brasil, um país de todos - Expressão de pau inventada pelos marqueteiros do sucessor de FHC, dizia apenas o óbvio, como “a chuva molha”, “a bala fura”, “a coceira coça”. Entende-se que o Brasil do PT é de todos (os brasileiros, imagino - além de terroristas como Cesare Battisti e alguns camaradas das FARC), porém um pouco mais para os filiados do PT, que tinham facilidade de arranjar um emprego público e receber gordas verbas públicas ao abrir ONGs fajutas. O óbvio ululante repetiu-se com Dilma Roussef na expressão pau mole “Brasil, país rico é país sem pobreza”.

Brazil Network - “Rede Brasil”: onagro moderno com sede em Londres e Washington, tem a finalidade de coordenar as ONGs no Brasil, especialmente a Anistia Internacional, Survival International, Oxfam, WWF, Greenpeace. Tenta diminuir a soberania brasileira, utilizando como pretexto as causas ecológicas, indígenas, direitos humanos e, por último, a reforma agrária do MST.

Brazumbilândia - Neologismo que criei, para designar o Brasil tomado por zumbis, os viciados em drogas. Durante a pandemia do novo coronavírus (Covid-19), em 2020 e 2021, reportagens da TV mostravam as toneladas de maconha e cocaína sendo apreendidas quase todos os dias nas estradas. Fico imaginando quantas toneladas de drogas entram efetivamente nas cidades todos os dias, para consumo via delivery feitas por motoboys ou em festas rave clandestinas. O viciado em drogas é tão responsável pela violência e mortes quanto os traficantes, pois é seu sócio no negócio. Veja Drogas, Drogas Esportivas, Operação Drogas e Red Cocaine.

Brigada América - Proveniente de Cuba, para espalhar a guerrilha nas selvas sul-americanas, como a Bolívia, onde morreu Ernesto Che Guevara.

Brigadas da Morte - Unidades de assassinos israelenses, normalmente empregadas por Israel como retaliação aos atentados palestinos de homens-bombas. Além dos assassinatos, casas são desmontadas com escavadeiras. “B’Tselem, grupo israelense defensor dos direitos humanos, estimou que, entre 1987 e maio de 2003, 3.650 palestinos e 1.142 israelenses haviam sido assassinados, num total de 4.792 vítimas. Porém, as estatísticas por si sós não fazem justiça ao sofrimento das crianças. Até 1993, 232 crianças palestinas menores de dezesseis anos haviam sido assassinadas por soldados israelenses durante a Primeira Intifada. Não obstante, em apenas doze meses, tomando como final 30 de setembro de 2002, foram assassinadas pelo menos 250 crianças palestinas e 72 crianças israelenses” (FISK, 2007: 703-704). Faltou Fisk - ou o B’Tselem - afirmar que muitas crianças palestinas são mortas em áreas populosas, de onde são lançados foguetes contra Israel, servindo de escudo contra ataques israelenses, assim como mulheres e idosos; os terroristas palestinos não defendem suas crianças com a mesma intensidade que Israel.

Brigadas Internacionais - Formadas por voluntários de todo o mundo (cerca de 35.000 pessoas), participaram da Guerra Civil Espanhola (1937-1939), apoiando os republicanos (socialistas, comunistas e anarquistas), contra as tropas do general Francisco Franco (nacionalistas), por sua vez apoiadas por tropas da Legião Condor de Hitler e dos camisas-pretas de Mussolini. Alguns brasileiros também foram brigadistas, como Apolônio de Carvalho, o “general de Stálin” - cfr. em http://felixmaier1950.blogspot.com/2020/07/apolonio-de-carvalho-o-general-de.html.

Brigadas Médicas - Junto com as “brigadas militares”, Cuba apoiava guerrilhas e regimes afinados com Havana, especialmente na África. Fidel Castro enviava profissionais para prestação de serviços médicos a países como Angola, Moçambique, Congo (com a presença de Che Guevara), Argélia, Iêmen, Iraque, Síria, Tanzânia, Etiópia, Vietnã, Guiné-Bissau, Afeganistão, Madagascar, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Benin, Serra Leoa, Somália, Guiné Equatorial, Eritreia. Em 1961, o comandante (cubano) Almeijeiras morreu na Guerra da Argélia, contra a França. Na guerra árabe-israelense de 1967, militares cubanos pilotaram jatos e tanques, que partiram da Síria para atacar Israel. Durante 10 anos, o regime de Fidel Castro treinou tropas em Cuba e na África, como as tropas do PAIGC e guerrilha do MPLA (desde 1963/64). Em Angola, Cuba chegou a desdobrar, em uma única oportunidade, cerca de 50.000 soldados, que combateram ao lado do MPLA contra a UNITA (no total, Fidel enviou 300.000 soldados a Angola). “Ochoa era comandante das tropas especiais, formada pela elite do exército cubano. Lutou na Nicarágua, Etiópia e principalmente em Angola. Foi responsável pelo milionário contrabando de ouro e diamantes para seu país. Depois da queda do muro de Berlim, os serviços secretos norte-americanos detectaram que havia uma conexão entre o tráfico de drogas e o governo de Cuba. Fidel não pensou duas vezes. Mandou prender e fuzilou o general Ochoa que apenas cumpria suas ordens para ficar bonito na fita dos gringos” (Paulo de Tarso Venceslau, “30 Moedas”, site Jornal Contato, acesso em 13/5/2011). Em 1973, Fidel Castro voltou a enviar pilotos para a Síria, para combater os israelenses na Guerra do Yom Kippur. Na América do Sul, o apoio de Fidel Castro foi ostensivo ao Chile do governo marxista de Salvador Allende, a quem enviou toneladas de armas, e ao Peru, durante o governo esquerdista Velasco Alvarado, que tinha assessoria do brasileiro Darcy Ribeiro. No Brasil, em 1961, já havia cubanos ensinando táticas de guerrilha no interior do País, como em Pernambuco, Acre, Goiás, Bahia e Minas Gerais. Hoje, há brigadas médicas (e arapongas) cubanos no governo “bolivariano” de Hugo Chávez, na Venezuela, e no governo boliviano de Evo Morales, quero dizer, Evo Cocales. Desde 2013, houve uma revoada de médicos cubanos ao Brasil, com o Programa Mais Médicos. Para isso, o governo petista de Dilma Rousseff pressionou o Conselho Federal de Medicina, para que reconhecesse os diplomas médicos cubanos, incluindo os de brasileiros, para que não fossem submetidos ao Revalida. Como o CFM não reconheceu os falsos diplomas, os espiões cubanos fantasiados com jaleco branco foram contratados assim mesmo - o maior cavalo-de-troia comunista já instalado no Brasil. No final do governo Michel Temer, os arapongas cubanos deixaram o Brasil, antes da chegada do governo Jair Messias Bolsonaro. Sobre o assunto, cfr. https://www.epochtimes.com.br/medicos-cubanos-brasil-espioes-comunistas-afirma-escritor/.

Brigada Vermelha - É como foi denominada a Brigada Militar, do Rio Grande do Sul, sob o governo do petista Tarso Genro. Segundo denúncias, os oficiais eram promovidos de acordo com seu posicionamento ideológico. Miguel Rossetto, vice-governador durante a gestão do governador Olívio Dutra, é coronel honorário do Exército cubano: “O Brizola foi o primeiro político brasileiro que entrou em ligação com Fidel Castro e mandou gente fazer curso em Cuba. Inclusive esse Diógenes que andou se complicando há pouco tempo em uma Comissão Parlamentar de Inquérito. O atual Vice-Governador do Rio Grande, Miguel Rossetto, também andou por lá e é coronel honorário do exército cubano. Estes dois são das primeiras turmas encaminhadas a Cuba pelo Brizola. Como Governador e Deputado, o Brizola colocou as manguinhas de fora e os cubanos circulavam por aqui. Sabíamos da presença em Porto Alegre de três cubanos. Fui um dos que saíram para a rua e andavam à cata de agitadores estrangeiros que circulavam por aqui. Além do mais, o Brizola agitava o País com seus célebres discursos das sextas-feiras, uma pura ameaça à sociedade organizada. Foram criados os ‘grupos dos onze’, o Brasil estava cheio deles. Estimávamos que existiam cerca de cinco mil Grupos, um efetivo de quase sessenta mil homens. E quem fazia o proselitismo e os unia em termos nacionais era a Rádio Mayrink Veiga. Sintonizávamos aquela emissora à noite e ouvíamos: - Alô, alô Santo Ângelo, comando revolucionário número trinta e quatro, alô doutor Fulano... A mensagem para o correligionário informava o número do grupo, a sua localização e convocava os responsáveis para a transmissão de ordens ou transmitia alguma instrução. Isso era feito o dia inteiro. Belo exemplo de sigilo nas operações... (...) Aqui no Estado, onde houve a maior resistência à Revolução? [entrevistador] Creio que foi aqui mesmo em Porto Alegre. O Brizola fez um discurso na Praça da Prefeitura em que instigou os sargentos a arrancarem os olhos dos oficiais com os dedos. Imaginem a reação! Isso ninguém me contou, eu fui lá para ver e ouvir. Acho até que o Gusmão estava comigo. Éramos dois ou três oficiais assistindo ao comício. Ele falou claramente que os oficiais eram golpistas e que os sargentos não deviam cumprir as ordens dos gorilas. - Ataquem, ataquem esta gente e arranquem os olhos deles nem que seja com os dedos. Ele disse isso. A resistência era coordenada por ele que dispunha de um staff - inclusive já citei o nome de alguns dos integrantes desse grupo - para lhe municiar das informações necessárias” (General-de-Brigada Léo Guedes Etchegoyen, HOE/1964, Tomo 8, pg. 178-179).

Brigada Zangada - O mesmo que “Brigada do Ódio”, era um grupo terrorista da Inglaterra. Seus membros viviam em condições indignas, como hippies, e todos os condenados desse grupo eram universitários. Hoje, pode-se dizer que o MST é também uma “brigada zangada”, com suas milícias armadas e os “balillas” que se formam nos acampamentos, instruídos para desrespeitar a lei e a ordem - para eles, oriundas da “instituição burguesa”.

Brizoleone - As quixotescas tentativas do “Brancaleone” Leonel Brizola promover um movimento guerrilheiro no Brasil, após a Contrarrevolução de 1964, podem ser conhecidas no texto de F. Dumont, “Os Incríveis Exércitos de Brizoleone”, https://drive.google.com/file/d/1nmdbywi5rptixGsNKHuSDaI8wsnZHCr-/view, ou no Capítulo 7 de “História do Terrorismo no Brasil”, https://pt.scribd.com/doc/6062714/historia-do-terrorismo-no-brasil-grupo-ternuma-editor-j-r-r-abrahao. Leia, de minha autoria, “Brizola, o último dos maragatos”, disponível em http://felixmaier1950.blogspot.com/2020/07/brizola-o-ultimo-dos-maragatos-por.html.

Bromidose - “Os franceses não eram racistas no sentido alemão. (...) Mas eram extraordinariamente susceptíveis a uma série de teorias raciais bizarras, que produziam em abundância. Dessa maneira, em 1915, o Dr. Edgar Bérillon ‘descobriu’ que os alemães tinham os intestinos nove pés mais longos do que os outros seres humanos, o que os tornava propensos à ‘polycheria’ e à bromidose (defecação e cheiros de corpo excessivos). Se Paris era a capital mundial da razão cartesiana, também foi a capital da astrologia, medicina marginal e religiosidade pseudocientífica. Havia (e ainda há) uma forte cultura anti-racionalista na França” (JOHNSON, 1994: 119). As tripas mais compridas dos alemães seriam para digerir melhor o chucrute?

Bullying - Perseguição sistemática que crianças e adolescentes sofrem nas escolas, como apelidos e agressões, muitas vezes por conta apenas do aspecto físico. Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, o terrorista que em 2011 matou 12 adolescentes numa escola municipal de Realengo, no Rio, teria sofrido bullying quando era estudante daquela escola, Tasso da Silveira.

Buraco negro - Expressão de pau cósmica, cunhada por John Wheeler. Embora sem comprovação conclusiva, acredita-se que o buraco negro seja uma estrela que entrou em colapso e se tornou tão maciça e com tamanha força gravitacional que engole tudo o que se lhe aproxima e impede, ainda, a própria reflexão da luz, donde se originou seu nome.

Burguês - Burguês é uma palavra de pau maldita inventada por um burguês. Quem, em sã consciência, não deseja “subir na vida”, melhorar o padrão econômico para dar conforto à família, ser, enfim, um “burguês”? Quem são, hoje, os maiores burgueses no Brasil? Exatamente os que mais denigrem os burgueses: Stédile do MST, que faz passeios turísticos pelo mundo todo, visita o Papa (e faz palestra na ESG), às nossas custas; o milionário PT, que ficou riquíssimo com o mensalão e com a contribuição de seus filiados (o “dízimo”), especialmente depois da posse do sucessor de FHC e dos milhares de cargos comissionados criados para abrigar petistas; as “libélulas da USP”, como Marilena Chauí e Emir Sader, que são convidados para eventos nacionais e internacionais, como o Fórum Social Mundial, à custa do erário; os vermelhos de ontem, hoje travestidos de “verdes” - os melancias onagreens -, que passeiam pelo mundo à custa do mico-leão-dourado, das tartarugas, das focas e das baleias. Até Beatrix, a rainha-burguesa da Holanda, exercita a língua de pau da burguesia. Em visita ao Rio de Janeiro, referindo-se à favela da Rocinha, perguntou: “Os burgueses do Rio ajudam essas comunidades?” (Veja, 2/4/2003, pg. 36). A burguesa da classe média, professora Marilena Chauí, teve seus 15 minutos de fama ao falar em uma palestra “Eu odeio a classe média” - cfr. em https://www.youtube.com/watch?v=fdDCBC4DwDg. A “filósofa” também é conhecida como “Marxilena Chaui”.

Burka - Vestimenta islâmica, que cobre a mulher da cabeça aos pés, deixando apenas uma pequena grade retangular à altura dos olhos, por onde as mulheres enxergam com dificuldade, ocasionando, muitas vezes, problemas sérios de visão. No Afeganistão, a burka tornou-se obrigatória durante o regime dos Talibãs.

Burquini - Mistura de burca com biquini, é a peça de banho-de-mar que cobre todo o corpo humano (inclusive uma touca), usada por muçulmanas da Indonésia.

 

 

C

 

“Quando vence a esquerda, é ‘revolução’; quando não é a esquerda que vence, é ‘golpe’” (Jornalista Themístocles de Castro e Silva - HOE/1964, Tomo 4, pg. 284).

 

Cabana do Jacu - Veja MAR.

Cabriteiro - Ladrão que leva carro roubado no Brasil para o Paraguai, onde o veículo é legalizado com novas placas. Calcula-se que 60% da frota paraguaia seja produto desse tipo de contrabando.

Caça às bruxas - Como a maioria das pessoas não crê em bruxas, a caça a elas é sinônimo de perseguição de uma coisa que não existe (pero las hay, hay!). Essa expressão de pau fez sucesso durante a Comissão presidida pelo senador Joseph McCarthy, criada pelo Congresso americano, para descobrir atividades comunistas no país. Houve perseguições políticas, inocentes foram prejudicados, é certo (inclusive Charles Chaplin - embora estivesse envolvido em escândalos com mocinhas menores de idade), porém McCarthy morreu sem saber o real alcance da infiltração comunista no país, muito maior do que ele imaginava, como provam os arquivos de Moscou que os esquerdistas escondem do público. De fato, não foram encontradas bruxas. Apenas bruxos comandados por Moscou. Leia “O caso Rosenberg 50 anos depois” em http://felixmaier1950.blogspot.com/2020/07/o-caso-rosenberg-50-anos-depois-por.html

e “Polêmico macarthismo errou mas também acertou” em https://felixmaier1950.blogspot.com/2020/07/polemico-macarthismo-errou-mas-tambem.html.

Cadernetas de Prestes - “As cadernetas do então secretário-geral do PCB, chefe legendário dos comunistas brasileiros, foram recolhidas numa casa da Vila Mariana, em São Paulo, onde a mulher de Prestes, Maria, morava com alguns filhos. Grávida, Maria deixou o prédio após o golpe. Militantes retiraram documentos da casa, mas não viram as cadernetas e outros papéis, que estavam escondidos sob roupas num armário. Pequenas, vazadas por espiral, as cadernetas de Prestes revelam minúcias da vida, de 1961 a 63, de um partido formalmente clandestino. Nelas, o chefe comunista nomeia - com nomes verdadeiros - centenas de dirigentes e simpatizantes, informa datas e endereços, descreve organogramas, empresas de fachada, balancetes, encontros com autoridades até aquele momento insuspeitas, audiências como as que o secretário-geral teve com o líder soviético Nikita Khruschev. As 3.426 páginas das 19 cadernetas foram anexadas aos autos do processo 271/64 - havia 20 na casa, uma delas desapareceu - e fundamentaram um inquérito que indiciou 74 pessoas e que levou à condenação de 54 na primeira instância da Justiça Militar, em junho de 1966. (...) Os microfilmes descobertos pela Folha estão no Arquivo Público do Rio de Janeiro. Em mau estado de conservação, é difícil a sua leitura. No Arquivo Público do Estado de São Paulo, há cópias xerográficas nítidas” (Mário Magalhães, in Folha de S. Paulo, 08/04/2001). A lista dos condenados pode ser vista em https://documentosrevelados.com.br/wp-content/uploads/2015/07/022-condenados-prestes.pdf.

Cadernos do Cárcere - Antonio Gramsci foi um dos fundadores do Partido Comunista Italiano (PCI), em 1921. Cadernos do Cárcere é a obra-prima de Gramsci, escrita durante sua prisão na Itália, de 1926 a 1935. A obra, escrita em 33 cadernos do tipo escolar, foi entregue por sua cunhada Tatiana Schucht a Palmiro Togliati. Entre 1948 e 1950, foram publicados em 6 volumes (“edição temática”, de Togliati) e, em 1975, por Valentino Garratone, em 4 volumes (“edição crítica”, de Garratone). No Brasil, a obra foi apresentada à esquerda em 1962 e reeditada em 1970. “Esta publicação, difundida em vários continentes, passou a ser o catecismo das esquerdas, que viram nela uma forma muito mais potente de realizar o velho sonho de implantar o totalitarismo, sem que fosse necessário o derramamento de sangue, como ocorreu na Rússia, na China, em Cuba, no Leste Europeu, na Coreia do Norte, no Camboja e no Vietnã do Norte, países que se tornaram vítimas da loucura coletiva detonada por ideólogos mentecaptos. (...) Gramsci professava que a implantação do comunismo não deve se dar pela força, como aconteceu na Rússia, mas de forma pacífica e sorrateira, infiltrando, lenta e gradualmente, a ideia revolucionária. (...) A originalidade da tese de Gramsci reside na substituição da noção de ‘ditadura do proletariado’ por ‘hegemonia do proletariado’ e ‘ocupação de espaços’, cuja classe, por sua vez, deveria ser, ao mesmo tempo, dirigente e dominante. Defendia que toda tomada de poder só pode ser feita com alianças e que o trabalho da classe revolucionária deve ser, primeiramente, político e intelectual” (Anatoli Oliynik, in A Tomada do Poder - Gramsci e a Comunização do Brasil - https://guiainvest.com.br/dados/documentoUsuario/05290384119786150152/a_tomada_do_poder_gramsci_e_a_comunizacao_do_brasil1.pdf, acesso em 08/04/2021; disponível também em https://www.dailymotion.com/video/x2tcqqy). “Paradoxal e surpreendentemente, a primeira publicação no Brasil dos Cadernos do Cárcere, do comunista italiano Antonio Gramsci - uma iniciativa de Ênio Silveira e de sua Editora Civilização Brasileira - veio à luz entre 1966 e 1968, com uma reedição em 1970, em plena ‘ditadura’. Um ‘cochilo’ da censura ou a ‘mordaça’ não era tão severa como muitos na época e ainda hoje querem fazer crer? Isto é a confirmação do que afirmou Olavo de Carvalho, ao dizer que ‘por uma coincidência das mais irônicas, foi a própria brandura do governo militar que permitiu a entronização da mentira esquerdista como história oficial’ quando ‘o governo, influenciado pela teoria golberiana, jamais fez o mínimo esforço para desafiar a hegemonia da esquerda nos meios intelectuais, considerados militarmente inofensivos’” (Gen Div Negrão Torres - HOE/1964, Tomo 14, pg. 80). Veja Gramscismo e Hegemonia Cultural.

Caifazes, Os - Grupo antiescravagista radical, “liderado pelo advogado republicano e maçom Antônio Bento, promovia a fuga em massa de escravos, surrava os capitães do mato contratados para recapturá-los, ameaçava os fazendeiros e feitores acusados de maus-tratos. Sob a proteção desse grupo, foi organizado o mais famoso quilombo da época, o do Jabaquara. Situado nas imediações das cidades de Santos e Cubatão, na baixada santista, chegou a reunir 10 mil escravos fugidos” (GOMES, 2013: 224).

Caixas de ressonância - Comportam uma das fases do processo da desinformação. “Na publicidade, as primeiras caixas de ressonância são os media que fazem passar as mensagens publicitárias. (...) Na desinformação o caso é mais complexo. O tema, equipado com os seus suportes, é geralmente confiado a um agente influenciador que vai encontrar forma de o passar adiante. (...) Mas para levar a bom termo uma operação não basta apenas uma caixa de ressonância. É preciso que o tema da sinfonia desinformadora seja retomado por toda a orquestra, o que não é tão difícil como se julga, pois os media têm tendência a copiar-se uns aos outros, a falar ‘do que se fala’, além de existirem jornais ou programas considerados os mais importantes e pelos quais os outros acertam o passo. Basta assim ter um conhecimento no ‘bom’ jornal ou na ‘boa’ emissora para que a orquestração do tema esteja no ‘bom’ caminho. (...) Os americanos ensinam que os agentes de informação são recrutados por quatro razões. A paixão pelos acrônimos mnemônicos - que são fonéticos e aproximativos - resume essas quatro razões na palavra MICE (‘rato’ no plural): Money, Ideology, Sex, Ego (‘dinheiro, ideologia, sexo, amor-próprio’)” (VOLKOFF, 2004: 104-105).

Camarada - Desde Lênin, camarada significa o amigo que também crê no Partido Comunista. Os que não creem na bíblia marxista não são camaradas, são “inimigos do Estado” que devem ser destruídos - física, política ou socialmente. No Brasil, é mais comum a palavra de pau “companheiro”, dirigida pelo sucessor de FHC, não só à companheirada petista, mas também a personalidades, como George W. Bush e Barack Obama - além do terrorista Cesare Battisti.

Cambio Cubano - Movimento de resistência a Fidel Castro. O presidente mais famoso da organização foi Eloy Gutierrez Menoyo, um dos comandantes da Revolução Cubana, que passou 22 anos em cárceres cubanos. Menoyo faleceu no dia 26/10/2012. O movimento é moderado, prega a reconciliação nacional, a abertura do regime cubano e a democracia para solução dos problemas econômicos e sociais da Ilha, e é contra as pressões externas contra Cuba, como as Leis Torricelli e Helms-Burton, dos EUA, pois julga que estas apenas prolongam a tirania dos irmãos Castro sobre a Ilha. O Acordo Kennedy-Kruschev, assinado em outubro de 1962, após a crise dos mísseis soviéticos na Ilha, “tirava a força de boa parte da resistência anti-Castro, incluindo a feroz e sangrenta rebelião de Escambray” (FONTOVA, 2009: 166). Veja Limpeza de Escambray.

Cambridge Five - “Os Cinco de Cambridge”: um grupo da alta cúpula dos serviços secretos britânicos espionava para a URSS durante a II Guerra Mundial. Era formado por Anthony Blunt, Kim Philby, Donald Maclean, Guy Burgess e John Cairncross.  Dois deles, Blunt e Burgess, eram membros dos Apóstolos. Veja Apóstolos.

CAMDE - Campanha da Mulher pela Democracia: criada pouco antes das eleições de 1962, sob orientação de Leovigildo Balestieri (vigário franciscano de Ipanema, Rio de Janeiro), Glycon de Paiva e o general Golbery do Couto e Silva. “Eles convincentemente argumentavam que o Exército fora minado pelo ‘vício do legalismo’, que só mudaria se ‘legitimado’ por alguma força civil, e que as mulheres da classe média e alta representavam o mais facilmente mobilizado e interessado grupo de civis” (P. Schmitter, in Interest, Conflict and Political Change in Brazil, Stanford, California University Press, 1971, pg. 447). A CAMDE era uma organização feminina anticomunista, promoveu a “Marcha da Família com Deus pela Liberdade”, no dia 19/03/1964, em São Paulo (19 de março, Dia de São José, Padroeiro da Família), reunindo 500.000 pessoas, protesto que exigia o fim da balbúrdia e da carestia durante o Governo Goulart, e que antecedeu à Revolução de 31/03/1964. No dia 2 de abril, a CAMDE reuniu 1 milhão de manifestantes no Rio de Janeiro para agradecer a interferência dos militares nos destinos do país, ocasião em que Aurélia Molina Bastos encerrou seu discurso dizendo: “Nós louvamos, nós bendizemos, nós glorificamos a Deus e o soldado do Brasil”. As mulheres da CAMDE de Minas Gerais ofereceram a Castello Branco, ainda antes de sua eleição, uma nova faixa presidencial, para que não usasse a tradicional, “já conspurcada pelos maus presidentes que o precederam” (O Estado de S. Paulo, 12/04/1964). Outras organizações femininas e grupos católicos atuantes em 1964, além da CAMDE, foram: Liga de Mulheres Democráticas (LIMDE), (MG); União Cívica Feminina (UCF), organizada em 1962 (SP); Campanha para Educação Cívica (CEC); Movimento de Arregimentação Feminina (MAF), teve início em 1954, foi liderado por Antonieta Pellegrini, irmã de Júlio de Mesquita Filho, proprietário de O Estado de S. Paulo; Liga Independente para a Liberdade, dirigida por Maria Pacheco Chaves; Movimento Familiar Cristão (MFC); Confederação das Famílias Cristãs (CFC); Liga Cristã contra o Comunismo; Cruzada do Rosário em Família (CRF); Legião de Defesa Social; Cruzada Democrática Feminina do Recife (CDFR); Ação Democrática Feminina (ADF), Porto Alegre, RS. Veja IPES.

Camelistão - Neologismo criado com as palavras camelô e bantustão, significa o imaginário “país dos camelôs”. Reúne cerca de 1,8 bilhão de trabalhadores informais em todo o mundo e é uma potência econômica de 10 trilhões de dólares - mais de 7 vezes o PIB brasileiro (US$ 1,4 bilhão, dados de 2020), com o dólar supervalorizado.

Camilistas - Seguidores do Padre Camilo Torres, que se formou em Sociologia, em Lovaina, Bélgica, e morreu baleado pelo exército colombiano quando lutava ao lado do Exército de Libertação Nacional (ELN), de linha castrista, comandado por Fabio Vásquez. Veja ELN e FARC.

Caminho de Malamat - No sufismo, é o “caminho da culpa”. Muitos acham que Judas, ao trair Jesus, assumiu a culpa para que as Escrituras se cumprissem. Estudiosos cristãos se baseiam em Jeremias para justificar que a lei do Velho Testamento seria anulada por Jesus, o Messias: “Atenção para os dias que virão, disse o Senhor, pois farei um novo pacto com a Casa de Israel e a Casa de Judá” (Jer, 31:31). Há uma radical oposição entre “lei” do Velho Testamento (o “olho por olho”, p. ex.) e a “misericórdia” do Novo Testamento (“dar a outra face a tapa”).

Camisas-pardas - Nazistas. Veja Nazismo.

Camisas-pretas - Camicie Nere: integrantes do movimento Fasci de Combattimento, fundado por Mussolini em 1919. Veja Fascismo.

Camisas-verdes - Integralistas. Veja AIB.

Camisas-vermelhas - 1. Exército de voluntários, comandado por Giuseppe Garibaldi, em 1860, que lutou pela unificação e independência da Itália; também conhecido como os “Mil”. Os camisas-vermelhas foram retratados na obra de Giuseppe de Lampedusa, “Il Gattopardo” (O Leopardo), depois transposto para o cinema por Luchino Visconti, em 1963. 2. Comunistas.

Campanhas da paz - Slogans de pau, faziam parte da estratégia comunista: “Nesse sentido, pode-se dizer que a ‘campanha de paz’ faz parte integrante da guerra e representa um elemento essencial da estratégia da agressão subversiva. As campanhas de paz, já as conhecemos há muito tempo. Os russos passaram mestres nessa arte que consiste em lançar sobre o adversário, no momento oportuno, precisamente a pecha da agressão que se pretende empreender. Lembremo-nos que a primeira grande campanha de paz soviética precedeu o ataque à Coreia. A campanha internacional contra as armas atômicas americanas, no quinquênio 1945-1950, preparou o terreno para o aparecimento das armas nucleares soviéticas” (PENNA, 1967: 134). Na atualidade, as peaceniks vistas no mundo todo por ocasião da guerra americana contra o Afeganistão, em 2001, não tinham como objetivo a “paz mundial”, mas uma demonstração do mais pueril e inócuo sentimento antiamericano. No Brasil, são comuns as campanhas de paz promovidas por gente vestida de branco-cocaína, cujo significado é revelador: haja paz nos morros, desde que não falte a droga preferida, tema muito bem abordado no filme “Tropa de Elite”, o primeiro.

Campeonato de flatulência - Comandado pelo “Anão Sanguinário”, Nikolai Yezhov, chefe da NKVD, a polícia secreta soviética. Consistia em abaixar as calças “para ver quem jogava mais longe as cinzas de um cigarro com um peido” (NARLOCH, 2013: 307).

Campos de concentração - “Denominação que se dá a estabelecimentos que, à margem dos sistemas penitenciários usuais, são utilizados para a detenção, suposta reeducação, exploração de mão-de-obra gratuita ou mesmo extermínio de pessoas, por razões ideológicas políticas e militares”. (Mirador, Vol 5, pg. 1967) No final do século XIX, o governo espanhol criou campos de concentração em Cuba, para confinar grande quantidade de homens, mulheres e crianças, em resposta às rebeliões da Ilha. A Inglaterra copiou essa experiência na Guerra dos Bôeres, na África do Sul (1899-1902), aprisionando cerca de 200 mil pessoas até o fim das hostilidades, com a anexação das repúblicas bôeres ao Império Britânico. Na URSS, os gulags eram campos de trabalhos forçados, que acolhiam os acusados de contrarrevolução e espionagem, atingindo seu auge durante os expurgos stalinistas, no período de 1936 a 1938. Durante a Guerra Civil Espanhola, os franquistas, apoiados pelo III Reich, organizaram vários campos de concentração. Com o advento do nazismo na Alemanha, os campos de concentração, inicialmente, tinham como finalidade “reeducar” os alemães contrários ao regime, a exemplo dos comunistas, sociais-democratas, católicos, protestantes e judeus. O sistema de campos foi importado da Rússia. O primeiro campo nazista foi o de Dachau, aberto oficialmente em 22/03/1933 para acomodar 5.000 prisioneiros. “Himmler os criou com grande rapidez: havia quase 100 campos nazistas antes do final de 1933. Mas, em todos os estágios, mesmo no auge do programa de extermínio da S.S., em 1942-45, havia muito mais campos soviéticos, quase todos maiores do que os nazistas e a capacidade de abrigar muito mais pessoas” (JOHNSON, 1994: 255). Os regulamentos dos campos foram compilados por Himmler. Rapidamente, os campos se transformaram em grandes comunidades de trabalho escravo, em instrumento de genocídio das “raças inferiores (ciganos, eslavos e, principalmente, judeus) e em centros de “experiências” pseudocientíficas, como as do “Anjo da Morte”, Josef Mengele. Havia campos com mais de 70 mil pessoas, de várias nacionalidades. Os presos eram identificados por um número de ordem (em Auschwitz eram tatuados no braço) e um triângulo de cor costurado nos uniformes: o verde era para criminosos comuns, o vermelho para os “políticos”, o roxo para os “opositores por convicção”, o preto para os antissociais, o rosa para os pederastas. Os judeus traziam sobre esse triângulo um outro, amarelo e sobreposto, para representar a estrela de Davi. Industrializavam-se a gordura, a pele, os ossos, os cabelos e os bens dos presos. No portão de entrada de Auschwitz lia-se Arbeit Macht Frei (O trabalho gera a liberdade). Algo semelhante lia-se no gulag de Kolyma, URSS, onde em 1938 morreram 40.000 pessoas: “Trabalho é uma questão de honra, valor e heroísmo”. Em torno de 6 milhões de judeus perderam a vida nos centros de terror nazistas. Havia vários campos de concentração nazistas: Bergen-Belsen, Buchenwald, Dachau, Dora, Flossenburg, Oranienburg-Sachsenhausen, Neuengamme, Ravensbrück (Alemanha); Natzwiller-Struthof (Alsácia); Mauthausen (Áustria); Kaunas, Riga (Países Bálticos); Theresienstadt (Boêmia); Auschwitz, Birkenau, Maidanek, Stutthof (Polônia). Sob Fidel Castro, “os campos de concentração cubanos abrigaram todos aqueles que não se encaixavam na ideia do ‘homem novo’: gays, católicos, testemunhas de Jeová, alcoólatras, sacerdotes do candomblé cubano e, mais tarde, portadores de HIV” (NARLOCH, 2011: 44). Durante o governo Roosevelt, cerca de 110.000 japoneses residentes nos EUA foram confinados em campos no oeste do país, até o fim da II Guerra Mundial. No Brasil, de 1939 a 1945, 249 imigrantes japoneses, instalados desde 1931 em Vila Amazônia, AM, onde plantavam pimenta-do-reino e juta, foram presos e levados ao Pará, num campo de concentração chamado “Acara”, onde realizaram trabalhos forçados, como construir estradas. No dia 25/10/2011, o governo do Amazonas pediu desculpas pelas injustiças praticadas. “De 21 de setembro de 1943 a 15 de abril de 1944, por cerca de 7 meses, funcionou, no quartel do 8º. Regimento de Artilharia Montada, em Pouso Alegre-MG, o Campo Provisório de Concentração de Pouso Alegre, que abrigou 62 prisioneiros de guerra alemães, 20 da Marinha de Guerra e 42 da Marinha Mercante germânicas, que integravam a guarnição do cargueiro alemão Anneliese Essberger. Proveniente de Bordéus-França, ele se destinava ao Japão atuando como ‘furador de bloqueio’” (coronel Claudio Moreira Bento, in “Os alemães prisioneiros de guerra no Brasil durante a Segunda Guerra Mundial”). O navio foi afundado pela própria tripulação após ter sido descoberto pelo Grupo Tarefa 23-2, dos EUA, e os prisioneiros foram entregues ao Gen Div João Baptista Mascarenhas de Moraes, então comandante da 7ª. Região Militar. “Até no Brasil, depois da declaração de guerra aos países do Eixo, em 1942, o governo criou doze campos de concentração para confinar alemães, italianos e japoneses” (CURY, 2012: 30). Leia “Irmãos Bielski enfrentaram nazistas e salvaram 1.200 judeus”, de Euler de França Belém, em https://www.jornalopcao.com.br/colunas-e-blogs/imprensa/irmaos-bielski-enfrentaram-nazistas-e-salvaram-1-200-judeus-3223/.

Campos de reeducação - Versão vietnamita dos gulags soviéticos.

Campos de trabalho coletivo - Versão cubana dos gulags soviéticos, os campos cubanos foram inventados por Ernesto Che Guevara, em tempos de serial killer. Na juventude, Che havia sido um hippie “sem destino”, registrado em seu “Diários de motocicleta”, transformado em filme pelo produtor americano Robert Redford e pelo diretor brasileiro Walter Moreira Salles. Os campos de concentração de Sandino 1, 2 e 3 foram os primeiros a serem construídos em Cuba. Os guerrilheiros anti-Fidel Castro feitos prisioneiros foram obrigados a construir esses campos, onde depois foram trancafiados. Antes de serem presos, construíram uma cidadezinha, que seria para abrigá-los e suas famílias. “Com essa ilusão, aqueles homens trabalharam dia e noite, erguendo blocos de edifícios. Ao terminá-la, as mulheres e as crianças foram levadas para lá. Desse modo, muito antes de existirem as aldeias estratégicas do Vietnã, Castro já as havia posto em prática em Cuba. Essa primeira chamou-se Sandino e ainda existe” (VALLADARES, 1986: 52). Che só era valente com homens desarmados. Quando Fidel ordenou que tomasse o comando do guerrilheiro Jorge Sotus, Che tremeu e colocou o rabo entre as pernas, ao ouvir de Sotus: “Escuta aqui, argentino. Ou você cala a boca, ou eu estouro os seus miolos, certo? Agora, chispa” (FONTOVA, 2009: 204). Um comandante, Jesús Carreras, discutiu com Che, chegando a desafiá-lo para um duelo. Che, covarde como sempre, desconversou: “Como é possível que dois companheiros de revolução cheguem a esse ponto apenas por causa de um pequeno desentendimento?” (idem, pg. 205). Em 1960, Carreras é preso em La Cabaña e executado por Che no paredón (cfr. pg. 205). A covardia de Che também pode ser comprovada durante sua prisão na Bolívia. Segundo o general boliviano Luis Reque Terán, de longe, Che levantou o rifle e gritou: “Eu me rendo! Não me matem! Valho mais vivo do que morto!” (idem, pg. 273). “O capitão Gary Prado e o coronel Arnaldo Saucedo Parada, do exército boliviano, revistaram e inventariaram todos os bens de Guevara no ato de sua captura. Ambas as listas contêm uma pistola nove milímetros com o pente totalmente cheio” (idem, pg. 272). O tiroteio continuou depois da rendição de Che. Um soldado foi ferido, e Che: “‘Querem que eu o atenda?’, perguntou Guevara a seus captores. ‘Por quê? Por acaso você é médico?’, falou o capitão Prado. ‘Não, mas sei algumas coisas de medicina’, respondeu Guevara, numa tentativa realmente patética de cair nas graças de seus algozes. O máximo que conseguiu foi confessar que não era médico coisíssima nenhuma” (idem, pg. 273). Como os falsos diplomas de Dilma Rousseff, que um dia foram postados no site da Casa Civil, a esquerda espalhou a mentira de que Che era médico. Quando Fontova solicitou para apresentar o histórico escolar de Che, o reitor argentino desconversou, dizendo simplesmente que tais registros não foram encontrados (cfr. pg. 70). Veja UMAP.

Cangaço - Entre 1877 e 1879, bandos armados assaltaram fazendas e armazéns e distribuíram alimentos aos flagelados da seca. No Governo Vargas, Virgulino Ferreira, o “Lampião”, formou um grupo que sobreviveu até 1940.

Canibalismo - Em 1991, Jeffrey Dahmer foi preso porque “não só matou dezessete homens e meninos, mas também cozinhou e comeu pedaços deles. Na Rússia, em 1992, Andrei Chikatilo foi condenado por haver estuprado, matado e comido partes de pelo menos vinte e um meninos, dezessete mulheres e quatorze meninas. Além da crueldade, Dahmer e Chikatilo tinham outra característica em comum: eles eram homossexuais” (SEVERO, 1998: 65). Segundo Júlio Severo, “os seis maiores assassinatos em série dos Estados Unidos foram cometidos por gays” (idem, pg. 66), totalizando 181 mortos. “Dois gays competem pelo título de maior assassino do mundo. Durante o terror nazista, Ludwig Tiene, executor de Auschwitz, estrangulava, esmagava e roia meninos e rapazes, enquanto os estuprava. O outro candidato homossexual, Gilles de Rais, matou brutalmente oitocentos meninos” (idem, pg. 66).

Canibalismo político - Durante a Revolução Cultural chinesa, o “canibalismo político” foi exigido como prova de fidelidade ao partido comunista. Veja Churrasquinho chinês.

CAPHC - Consejo Andino de Productores de Hoja de Coca (Conselho Andino dos Produtores de Folha de Coca); sede: região de Chapare, Bolívia. Veja “Produção de coca na Bolívia” em https://www.youtube.com/watch?v=EdcBgzvQylg.

Capital, O - A principal obra de Karl Marx, que elabora a teoria do comunismo, serviu-se escandalosamente da obra de Proudhon, “Sistema de Contradições Econômicas”. Nos capítulos XIII e XV, o pai do “socialismo científico” distorce dados estatísticos contidos nos “Livros Azuis de Biblioteca do British Museum”, publicados pelo governo: “Para comprovar sua verdade, Marx, que durante toda a vida jamais entrou numa fábrica (salvo, por duas vezes, nos escritórios da Philips holandesa para pedir dinheiro emprestado ao rico tio materno Leon, dono da empresa), usa material sabidamente desatualizado e elege como exemplo indústrias pré-capitalistas, com mais de 40 anos de atraso, que não tinham condições para incorporar maquinarias” (PONTES, 2003: 26). “Na prática, a teoria que envolve o ‘socialismo científico’ de Marx mostrou-se tão pouco científico quanto qualquer outra e - o que já é lugar-comum afirmar - suas ‘leis’, ‘tendências’ ou ‘previsões’ históricas jamais se cumpriram sequer remotamente” (idem, pg. 42).

Capitalismo - Sistema econômico baseado no livre empreendedorismo. É a palavra satânica por excelência ouvida da boca de comunistas e socialistas. Ainda que, a partir da Revolução Industrial, o capitalismo tenha tirado bilhões de seres humanos da miséria, até hoje é execrado pelos coletivistas como sendo a causa primeira de toda a pobreza existente no mundo. Para comprovar a superioridade do capitalismo em relação ao comunismo, basta citar o caso das Coreias, onde o Norte, hoje, é trinta vezes mais pobre que o capitalista Sul. O mesmo ocorreu na antiga Alemanha Oriental, comunista, das poluidoras fubicas Trabant. “Como o dinheiro simboliza a economia capitalista, que visa ao lucro, ele é um dos alvos favoritos da crítica socialista. Todos os males deste mundo vêm da luta pela posse do anel dos Nibelungos. O socialismo, portanto, deseja a devolução do ouro ao Reno. O socialismo, assim como se opõe à economia ‘livre’, também se opõe a seus alicerces: propriedade ‘livre’, ou seja, propriedade privada e contrato ‘livre’, ou seja, contrato de trabalho” (Sombart, apud MISES, 1987: 137). “É curioso constatar que nos Estados Unidos, país com frequência criticado por ser o templo do capitalismo, é onde existe o maior número de entidades assistenciais de caráter privado. Um em cada dois adultos americanos trabalha pelo menos três horas por semana como voluntário de serviços comunitários” (LINDENBERG, 1999: 188).

Capitalismo de compadres – O “fascismo alegre” brasileiro não criou, mas aprofundou o compadrio entre o governo federal e empresas. “Foi introduzida nos últimos dois anos uma política de favorecer com recursos públicos (via BNDES) grandes grupos empresariais, com intervenções agressivas, escolha de empresas campeãs e mudança de regras para favorecer determinadas área do setor público" (Pedro Cavalcanti em “’Capitalismo de compadres’ é criticado” - http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,capitalismo-de-compadres-e-criticado,642543,0.htm). Esse compadrio kamarada se estendeu também aos regimes bolivarianos das Américas e ditaduras africanas durante o governo do PT, onde foram construídas obras de infraestrutura por empresas brasileiras. Cfr. 20 obras que o PT, via BNDES, financiou no estrangeiro -  http://felixmaier1950.blogspot.com/2020/07/pt-e-foro-de-sao-paulo-20-obras-que-o.html.

Capitalismo de Guanxi - A forte presença de uma burocracia estatal formada por funcionários do Partido Comunista Chinês (PCCh) criou deformações que levaram o sistema a ser chamado de “Capitalismo de Guanxi”, um mecanismo que favorece a corrupção.

Capitalismo de laços - Apesar do processo de privatizações iniciado pelo governo FHC, o estado brasileiro permanece no “centro nervoso econômico”, pois responde por quase 50% do PIB. Um exemplo é o BNDES, que em 2010 estava no capital de 90 empresas brasileiras. A mesma interferência ocorre com a Vale, cujos sócios incluem fundos de pensão, com vínculos governamentais. Sérgio Lazzarini batizou essa dinâmica de “capitalismo de laços” (revista Época, 02/12/2010, in “Sérgio Lazzarini: ‘O Estado não saiu da economia’”). “Em 2002, a participação do Estado no setor petroquímico era de 46%; hoje, está em 63%; nas termelétricas, pulou de 11% para 44%; na distribuição de combustíveis, de 24% para 32%. Os Correios vão assumir o Banco Postal e criar uma empresa aérea para transporte de carga doméstica e internacional. Em vez de privatizar o Banco do Estado de Santa Catarina, ele será absorvido pelo Banco do Brasil. O governo quer ter ainda o controle da produção, venda e exportação do etanol e criar uma superconcessionária de telefonia só de capital nacional em que tenha direito de voz, voto e veto” (AZEVEDO, 2008: 28-9).

Capitalismo manchesteriano - Refere-se ao capitalismo do início da Revolução Industrial, em Manchester, Grã-Bretanha, época em que havia superoferta de mão-de-obra decorrente do enorme fluxo das populações rurais para as cidades, ausência de leis trabalhistas, exploração da mão-de-obra, com salários baixíssimos, péssimas condições de trabalho (insalubridade) e de habitação. “A expressão ‘questão social’ foi utilizada para referir-se às condições precárias de trabalho, salário, saúde e habitação da classe operária, decorrente da Revolução Industrial em princípios do século 19” (LINDENBERG, 1999: 201).

Capitalismo organizado - Para os esquerdistas, já que o comunismo não deu certo, o capitalismo deve ser “organizado” à sua maneira, isto é, “sob o comando democrático de uma holding estatal e de um ‘Estado de bem-estar social’” (José Luís Fiori, in “O quebra-cabeça da esquerda (2)”, Correio Braziliense, de 20/06/2004, pg. 21).

Capitalismo selvagem - Durante cinco anos, o economista Ubiratan Iório, liberal clássico e professor da UERJ, escreveu para o Jornal do Brasil, semanalmente, sem receber um tostão. Durante o segundo governo do sucessor de FHC, Iório foi demitido e o JB contratou o avatar do mensalão petista, José Dirceu, que passou a escrever semanalmente, recebendo R$ 5.000,00 por cada texto. Nem por nada, o JB deixou de ser um jornal-papel em 2010, hoje é apenas um jornal virtual. Capitalismo selvagem é isso...

Capitanismo - Já tivemos o tenentismo, dos revoltosos “jovens turcos” tupiniquins. Recentemente, tivemos o capitanismo, movimento pauleira de militares “melancias” ligados a partidos de esquerda, que pregam a “democracia nos quartéis”, tentando dinamitar as pedras angulares do Exército: a disciplina e a hierarquia. Como disse o coronel JR Franco, em e-mail a mim dirigido, “se houvesse democracia no quartel, o cabo do rancho seria o comandante do Exército”. Um exemplo é o capitão do Exército Luis Fernando Ribeiro de Sousa, que foi candidato a deputado federal (RS) pelo PT em 2010, mas não se elegeu (www.capitaofernando.blogspot.com/). O Exército, para o Capitão Luís Fernando, não tem história e não é uma organização com passado, presente e futuro. É uma organização como outra qualquer, na qual ele e os demais que pensam como ele se encontram, não para manter as tradições e o espírito da Força, mas para ter expressão política: o movimento surgiu para fazer ‘Mudanças que poderiam melhorar as Forças Armadas, para que ela tenha (sic) papel importante só acontecem por meio de participação política. Qualquer coisa que a gente pode fazer passa pela via política. Precisamos de deputados e senadores para promover qualquer transformação. Assim começamos a nos organizar’” (in “A crise do Estado e o Capitanismo”, de Oliveiros S. Ferreira (http://felixmaier1950.blogspot.com/2021/04/a-crise-do-estado-e-o-capitanismo-por.html). Veja Jovens Turcos.

Capivara - Ficha policial.

Carapintadas - Nacionalistas do Exército argentino que se rebelaram contra o Alto Comando e sua política de desmantelamento das Forças Armadas, sob a liderança do coronel Mohamed Ali Seineldin, em 03/12/1990. Seineldin foi condenado à prisão perpétua e o ex-major Hugo Abete, autor do livro “Por qué Rebeldé” (Por que me Rebelei), foi condenado a 18 anos de reclusão, na prisão de Campo de Mayo.

Caras-pintadas - Estudantes brasileiros que saíram às ruas, com as caras-de-pau-pintadas de verde e amarelo, para pedir o impeachment do presidente Fernando Collor de Mello. A bem-orquestrada manobra das esquerdas, iniciada com o “governo paralelo do PT” e a “campanha pela ética” de pau oco de Herbert José de Sousa, o “Betinho”, antigo pombo-correio Fidel-Brizola (dólares entregues no Uruguai), obteve pleno sucesso, pois o Congresso Nacional afastou Collor da presidência, embora mais tarde Collor fosse absolvido pelo STF. Na verdade, foi um golpe branco de Estado realizado pelo PT contra um governo democraticamente eleito. Os caras-de-pau-pintadas desapareceram quando houve o mensalão petralha (assim como a ABI e a OAB) e ninguém pediu o impeachment do sucessor de FHC, o verdadeiro Chefe do Mensalão. Este foi reeleito, apesar de ter liderado um governo mil vezes mais corrupto que o de Collor. Naquela altura, a cooptação lulofascista (“fascismo alegre”) já estava forjada, com a compra das consciências da mídia, da UNE, do MST, da CUT, das ONGs, da OAB, da CNBB, dos políticos e das organizações em geral, além de empresários (“capitalismo de compadres”), mediante farto dinheiro público.

Carasucias - Caras-sujas: englobava os argentinos pobres (em torno de 700 mil - dados de 1996) alimentados pela Caritas. Decorrência da desastrada situação econômica do país no segundo governo Menem, agravada pelo governo De La Rua.

Caravana da Morte - Em 1973, um mês após o contragolpe de Pinochet contra Allende, um grupo de militares teria percorrido o Chile e executado, sem julgamento, 75 opositores (terroristas comunistas). Informações de militares entregues ao Presidente Lagos incluem o paradeiro de 200 desaparecidos, dos quais 151 foram lançados ao mar, 20 enterrados no interior do Forte Arteaga, do Exército, 6 em Cuesta Barriga e o restante em fossas clandestinas. Um ex-agente da DINA, que sofria de doença terminal, confessou em uma declaração judicial que os corpos da maior parte dos detidos em campos de tortura, entre 1973 e 1978, eram lançados ao mar dentro de sacos atados a pedaços de trilhos de estrada-de-ferro; segundo o ex-agente, quem revisava as listas de condenados e decidia sua sorte era o próprio chefe da DINA, general Manuel Contreras, que foi condenado a 7 anos de prisão pelo envolvimento do assassinato do ex-chanceler chileno, Orlando Letelier.

Carbonário - Aquele que pertencia a uma sociedade secreta da Itália, na época das lutas pela independência. “Membro de qualquer sociedade secreta ou revolucionária” (Dicionário Aurélio). Savonarola, que atuou em Florença no século XV, e Giuseppe Garibaldi foram exemplos de carbonários.

Carecas do ABC - O mesmo que Skinheads (Carecas): grupo neonazista do ABC paulista, ataca principalmente nordestinos e homossexuais. No dia 14/02/2001, Juliano Filipini Sabino e José Nílson Pereira da Silva foram condenados a 21 anos de reclusão pela morte do homossexual Edson Néris da Silva, morto a pontapés, golpes de soco inglês e correntes de aço no dia 06/02/2000, no Centro de São Paulo, quando passeava de mãos dadas com Dario Pereira Neto.

Carlos, o Chacal - Apelido de Illyich Ramirez Sanchez, terrorista venezuelano internacional preso no Sudão em 1994 e entregue à Polícia francesa, onde cumpre prisão perpétua. Ingressou na Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP), em 1973. Participou de atentados terroristas junto com grupos palestinos, como o sequestro de 11 ministros da OPEP, em Viena, em 1975. Suspeita-se que Carlos tenha colaborado com os regimes da Líbia (Muammar al-Gadaffi), da Síria (Hafez al-Assad), do Iraque (Saddam Hussein), de Cuba (Fidel Castro), além das Brigadas Vermelhas (Itália), do M19 (Colômbia) de países do Leste europeu. Veja FPLP.

Carneiros de Panúrgio - A palavra “panúrgio” vem da obra Pantagruel, do escritor francês François Rabelais. Panúrgio fora injuriado por Dindenaut, vendedor de carneiros. Para vingar-se, Panúrgio comprou-lhe os carneiros mais bonitos e os jogou ao mar. Os demais, vendo isto, seguiram cegamente os primeiros, de modo que todo o rebanho pereceu nas águas. Dindenaut e seus ajudantes jogaram-se também ao mar na tentativa de salvar seus carneiros, mas também se afogaram” (Pr. Samuel Câmara, in https://boasnovas.tv/o-que-panurgio-pode-ensinar-ao-brasil/ - acesso em 01/11/2020). Nestes tempos de fake news e fake history, o que não falta são “carneiros” se injuriando uns aos outros, muitos seguindo em manada seu bandido de estimação, mesmo que esse os leve ao abismo.

Carta del Lavoro - Estabelecia as relações entre capital e trabalho na Itália, sob o Governo de Benito Mussolini, o “Duce”, criador do fascismo. Ao contrário do que se apregoa, a Carta del Lavoro foi de grande avanço na questão capital-trabalho, pois criou direitos do trabalhador, como férias e lazer, a participação nos lucros, os sindicatos e federações, a limitação da jornada de trabalho. A Carta del Lavoro teve influência no trabalhismo getulista.

Carta-rolha - Em novembro de 1956, após a condenação dos crimes de Stalin no XX Congresso do PCUS, através da “Carta aberta de Luiz Prestes aos comunistas”, a comissão executiva proibiu quaisquer tipos de ataques à União Soviética e ao PCUS.

Cartilha do Politicamente Correto - Trata-se da obra pauleira Politicamente Correto & Direitos Humanos, da Secretaria de Direitos Humanos do 1º governo do sucessor de FHC, organizada por Antônio Carlos Queiroz - acesse http://www.dhnet.org.br/dados/cartilhas/a_pdf_dht/cartilha_politicamente_correto.pdf.

Casa da Morte - Local em que militares do Centro de Informações do Exército (CIE) foram acusados de promover tortura, em Petrópolis, RJ. O coronel do Exército Freddie Perdigão Pereira é acusado de ser um dos envolvidos, além de participar do Grupo Secreto. O general Newton Cruz afirmou que Freddie teria lhe falado sobre o Caso Riocentro antes de ele ocorrer. No livro Memórias de uma Guerra Suja, Claudio Guerra afirmou que levou da “Casa da Morte” alguns cadáveres para serem incinerados nos fornos da usina de Cambahyba, em Campos dos Goytacazes, RJ. “Para driblar o precário controle dos comandantes ou mesmo agir sem prestar contas, ainda que formalmente, ao sistema de repressão, muitas equipes de tortura tinham centros clandestinos. Se, num primeiro momento, o regime fazia prisioneiros entre aqueles envolvidos na luta armada ou forjava incidentes e fugas para justificar as mortes sob tortura, a partir de 1971 incrementou-se outra solução: o desaparecimento. Para o sistema repressivo, essa solução tinha a vantagem de desorganizar o governo e as autoridades como um todo de qualquer informação oficial sobre o militante desaparecido. Oficialmente, nem preso nem morto” (NAPOLITANO, 2014: 135). Inês Etienne Romeu, pertencente ao grupo terrorista VAR-Palmares, que faleceu de causas naturais em 2015, foi a única sobrevivente da “Casa da Morte”. Ela prestou depoimento à Comissão Nacional da Verdade, em 25/03/2014, reconhecendo 6 torturadores. O sargento Waneir Pinheiro de Lima está sendo processado por sequestrar, estuprar e manter Inês em cárcere privado. Numa prolongada reunião em Petrópolis (ou Teresópolis, retirado do Orvil), o sargento Darcy querendo estuprar a ..., foi ‘salva’ pelo Beto. Ela dava pra todo mundo e o Darcy também tinha direito. O Capitão médico do EB que a atendeu quando foi presa ficou horrorizado com a brutal gonorreia que ela portava: confessou que nunca tinha visto coisa igual. Será que consta da ficha médica? São coisas que é bom saber” (Coronel Lício Maciel, em e-mail a mim enviado em 12 May 2011 17:15:48). Segundo o Coronel Lício Maciel, não se trata de Inês. O nome foi omitido nesta obra para preservar a identidade da presa, que ainda está viva. “As mulheres engajadas na luta armada eram as piores que existiam, as mais perversas, pegavam os jovens pelo sexo” (Coronel Godofredo de Araújo Neves, HOE/1964, Tomo 7, pg. 173).

Casamento gay - É coisa que não existe, pois o casamento, tido por sacramento em todas as religiões, é realizado apenas entre um casal, que é o par formado por um macho e uma fêmea. O correto é falar em “união estável de homossexuais”, o que foi decidido pelo STF em 2011 - ainda que em assalto às atribuições do Poder Legislativo, a quem compete elaborar as leis.

Casas de Protocolo - Mansões secretas de Cuba, para onde Fidel levava guerrilheiros ilustres, como os irmãos Ortega, Daniel e Humberto, da Nicarágua. Em Cuba, tudo é gravado - até a vida de ministros, generais e guarda-costas de Fidel. “Quando o Estado cubano convida personalidades estrangeiras, como acontece com frequência, é fácil alojá-los num desses quartos especiais, depois filmar seus encontros com alguma prostituta chamada pelo G2. O regime dispõe então de uma poderosa ferramenta de chantagem, principalmente quando o parceiro sexual é menor de idade ou do mesmo sexo, mesmo quando o alvo é um homem casado” (SÁNCHEZ, 2014: 143). Essas arapucas são montadas contra os estrangeiros em hotéis, como Habana Libre, Riviera, Nacional ou Cohiba - além das famosas “casas de protocolo”.

Caso Celso Daniel - O assassinato do prefeito de Santo André, Celso Augusto Daniel, em 18/01/2002, em Juquitiba, SP, foi seguido de assassinatos em série (serial killing), até hoje não explicados pela polícia, nem pelo PT. Consta do “dossiê” elaborado pelo Coronel Roberto Monteiro de Oliveira:

“- 1º Assassinato: do prefeito de Santo André, Celso Augusto Daniel que foi sequestrado por um bando, torturado e DEPOIS assassinado com requintes de perversidade porque, segundo se supõe, “admitia apenas corrupção altruísta”, pois a favor do candidato do PT a Presidente (o Sr. LULA), que consistia em desviar por meio de expedientes ilegais vários, verbas municipais para engrossar o Caixa 2 do PT nacional, a fim de viabilizar financeiramente a eleição do Sr. LULA em 2002. E o móvel do primeiro assassinato teria sido recuperar um “dossiê” que o prefeito já havia preparado sobre alguns dos seus cúmplices nessa tarefa “altruística”, que estavam se apropriando de uma parte das importâncias recebidas como propina e/ou desviadas de pagamentos superfaturados. Hoje, já está confirmado que esse tipo de irregularidades existia na Prefeitura de Santo André e também em outras prefeituras do PT, entre as quais Ribeirão Preto, quando o prefeito era o trotskista Sr. Antônio Palocci; em Campinas, antes da posse do novo prefeito, o Sr. Antônio da Costa Santos, o Toninho do PT, (este também assassinado); em Matão, em Londrina, em São Paulo e, talvez, em outras prefeituras governadas pelo PT. Considerando-se as circunstâncias que caracterizaram o assassinato de Celso Daniel – face à brutalidade com que agiram os meliantes durante o seu arresto (fato comprovado por várias testemunhas); e pelas múltiplas e bárbaras torturas a que ele foi COMPROVADAMENTE submetido antes de ser morto; e, devido aos crudelíssimos detalhes da morte que lhe infringiram, é lícito concluir que Celso foi assassinado -- por ÓBVIO -- para NÃO revelar as “corrupções altruísticas” utilizadas pelo PT para financiar a eleição do candidato LULA; e as outras SEIS vítimas que a ele se seguiram, foram – pela simples lógica - “queima de arquivo”, visando encobrir os mandantes, executores, e cúmplices do sequestro e assassinato de Celso Daniel, pessoas ligadas de alguma forma – direta ou indireta -- à Prefeitura de Santo André e/ou ao PT nacional.

- 2º Assassinato: do preso Dionísio Aquino Severo, o “Monstro”, que fora resgatado de um presídio em Guarulhos, por um helicóptero, em verdadeira operação rocambolesca (*), dois dias antes do sequestro de Celso Daniel, para chefiá-lo; fato confirmado por depoimentos ao Ministério Público, que também já havia descoberto que os guardas da muralha do presídio foram subornados por R$ 150 mil para não atirarem no helicóptero. Quanto ao Prefeito de Campinas, Antônio da Costa Santos, também do PT, foi assassinado em 10/09/2001, ainda no 1º ano do seu 1º mandato, por que – como se supõe -- não concordara com a “corrupção altruística” que herdara do seu antecessor. “O Ministério Público já descobriu que os guardas da muralha do presídio foram subornados com R$ 150 mil para não atirar no helicóptero”. – Entrevista de Evaldo Rui Vicentini; e “Nas entranhas do PT” (por Breno Fortes in Correio Braziliense - 8/12/2005) (NR: o PT tentou apresentar Ivan Rodrigues da Silva, como chefe da quadrilha; mas ficou provado que o “Monstro” era Dionísio); ver também in OESP - Fausto Macedo, em 02/09/2005. O “Monstro” foi recapturado poucos dias depois do assassinato do Prefeito (sic); mas foi morto golpeado cem vezes por um estilete, dentro da prisão do Belém, zona leste de São Paulo, em 10/04/2002, ainda no Governo FHC, antes de prestar qualquer depoimento. Dois dias antes, ele avisara que contaria em juízo tudo sobre a execução de Daniel. A polícia nunca conseguiu identificar o matador de Severo.

- 3º Assassinato: - de Antônio Palácio, que morreu em fevereiro de 2003, num acidente de moto, quando era perseguido por dois homens. Ele fora o garçom do restaurante “Rubayat” que, na noite do sequestro, servira o jantar a Celso Daniel e a seu acompanhante, Sérgio Gomes da Silva, o Sombra (este, um auxiliar importante e suposto ‘amigo de confiança’ do Prefeito de Santo André).

- 4º Assassinato: de Paulo Henrique Brito, que havia assistido a morte do garçom Antônio Palácio que atendera a Celso e Sérgio Sombra na noite do sequestro, e que foi morto com um tiro pelas costas também em fevereiro de 2003.

- 5º Assassinato: de Otávio Mercier, investigador de polícia, que havia falado com Dionísio Severo, (o chefe da quadrilha) ANTES da sua fuga do presídio de Guarulhos e que foi assassinado em julho de 2003.

- 6º Assassinato: de Manoel Sérgio Estevam, que havia hospedado Dionísio (o chefe da quadrilha) logo depois do crime, e que foi assassinado a tiros em setembro de 2003.

- 7º Assassinato: de Iran Moraes Redua, o sitiante que foi o primeiro a identificar o corpo do prefeito na estrada de Juquitiba, e que foi assassinado com dois tiros em dezembro de 2003.

- 8º provável Assassinato: do Dr. Carlos Delmonte Printes, o legista que fizera a autópsia no corpo de Celso Daniel e que havia afirmado CATEGORICAMENTE que Celso Daniel fora barbaramente torturado. O legista Delmonte foi encontrado morto em outubro de 2005 em seu escritório, poucos dias ANTES de prestar depoimento na CPI ‘dos Bingos’.”

Leia o dossiê completo sobre o Assassinato de Celso Daniel, de autoria do coronel Roberto Monteiro de Oliveira, em http://felixmaier1950.blogspot.com/2020/07/o-assassinato-de-celso-daniel-por.html.

    Veja o que disse Gilberto Carvalho, o “viúvo funcional” de Celso Daniel, em verdadeiro sincericídio, provando como funciona a ética petista dos dólares na cueca: “Veja, Tuma, o quanto fui injustiçado no caso Celso Daniel. Não aceito essa injustiça até hoje. Imagina você que eu era o braço direito do Celso, seu homem de confiança. Quando saiu aquela história de que havia desvios na prefeitura, eu, na maior boa-fé, procurei a família dele para levar conforto. Fui dizer a eles que o Celso nunca desviou um centavo para o bolso dele, e que todo o recurso que arrecadávamos eu levava para o Zé Dirceu, pois era para ajudar o partido nas eleições” (TUMA JUNIOR, 2013: 489).     Veja Gestapo do PT.

    Caso Dreyfus - Capitão francês, de origem judia, foi acusado de traição à pátria e condenado ao exílio na Guiana Francesa. O culpado, na verdade, era um oficial francês de origem húngara, o major Charles Ferdinand Walsin Esterházy, que vendia segredos de estado ao embaixador alemão em Paris. Em artigo famoso, “J’accuse” (jornal L’Aurore, de 13/01/1898), Emile Zola conseguiu mobilizar a opinião pública para a absolvição de Dreyfus, que foi reconduzido à sua carreira militar. No mesmo ano, foi assinado o Manifesto dos Intelectuais, assinado por Emile Zola, Anatole France, Marcel Proust e Leon Blum, em apoio ao texto J’Accuse. O termo “intelectual” foi batizado por Georges Clemenceau. Anteriormente, Rui Barbosa já havia se manifestado pela libertação de Dreyfus. O judeu Teodoro Herzl passou a defender o Sionismo a partir do processo do capitão Dreyfus, quando pôde perceber o ódio que existia na Europa contra os judeus. Assim, em 1897, Herzl presidiu o 1º Congresso Sionista Mundial, na Basileia, Suíça, marco inicial para o “retorno” de judeus à Palestina, que culminou na criação do Estado de Israel, em 1948.

    Caso Lockerbie - Ataque terrorista contra um avião da Pan Am (Boeing 747), ocorrido nos céus da Escócia (Lockerbie), em 21/12/1988, quando morreram 259 pessoas a bordo e 11 em terra. A suspeita recaiu logo de início sobre a Líbia, de Muammar al-Gaddafi, o que ocasionou de imediato um embargo econômico contra aquele país. O agente secreto líbio, Abdel Basset al-Megrahi, foi condenado à prisão perpétua doze anos depois do atentado.

    Caso PARASAR - A imprensa esquerdista afirma que o brigadeiro João Paulo Moreira Burnier conspirou para explodir o Gasômetro do Rio de Janeiro, para depois colocar a culpa na esquerda, o que teria sido evitado pela denúncia do capitão Sérgio Ribeiro Miranda de Carvalho, o “Sérgio Macaco”. O próprio capitão Sérgio, mais tarde, desmentiu sua versão fantasiosa (o brigadeiro Burnier morava ao lado do Gasômetro) em um inquérito oficial que ninguém da imprensa quer divulgar até hoje - exceto o jornal O Estado de S. Paulo. As funções do PARASAR foram definidas por Portaria assinada durante o governo João Goulart: prestar socorro a vítimas de acidentes aeronáuticos, assegurar a sobrevivência e o resgate de aeronaves acidentadas, executar missões especiais. Jacob Gorender, em seu livro Combate nas Trevas, afirma que “o brigadeiro João Paulo Burnier havia ordenado em abril, a um grupo de 40 homens do PARASAR (unidade de busca e salvamento da Aeronáutica) a execução de um plano de terrorismo em vasta escala. O capitão intendente Sérgio Miranda de Carvalho recusou-se a obedecer às ordens do brigadeiro Burnier, chefe do gabinete do Ministro da Aeronáutica Márcio de Souza e Mello. A posição do capitão intendente, apoiado por colegas, frustrou o plano terrorista, mas lhe custou a reforma e afastamento definitivo da Força Aérea, em 1969”. Na verdade, a única “missão especial” do PARASAR foi fazer um policiamento preventivo, composto por 14 homens, chefiado pelo então major Gil Lessa de Carvalho, no dia 04/04/1968, no Rio de Janeiro, naquele agitado ano da “revolução estudantil”. A verdadeira história foi contada, na imprensa, apenas pelo jornal O Estado de S. Paulo, em 20/10/1985, assinada pelo jornalista Flávio Galvão, que assim se refere àquela mentira: “Da mesma natureza que as estórias do Monstro do Loch Nes e do Abominável Homem das Neves, frutos exclusivamente dos delírios da imaginação, o impropriamente chamado ‘Caso PARASAR’ desde 1968 frequenta as colunas de jornais e revistas brasileiras, periodicamente, nos momentos em que escasseiam os assuntos do gosto do público ávido de sensacionalismo barato, ou então de efervescência política, como o atual, em que abundam os pescadores de águas turvas”. O Estadão fez outras reportagens sobre o assunto, nas edições de 05/10/1968 e 12/03/1978. Leia “O caso PARASAR como fenômeno de desestabilização da memória”, de Maria Manuela Alves Maia, em https://anpuh.org.br/uploads/anais-simposios/pdf/2019-01/1548772189_476046cb801a5ac7283bdf80b0f112e2.pdf. Entrevista do brigadeiro Burnier ao CPDOC/FGV pode ser conferido em http://www.fgv.br/cpdoc/historal/arq/entrevista633.pdf.  

    Caso Riocentro - O que a esquerda chama de “Atentado do Riocentro” foi na verdade um “acidente de serviço” de militares da linha dura, pertencentes ao Grupo Secreto. Não se sabe o que planejavam, mas poderiam ter provocado um atentado terrorista de enorme proporção devido ao grande ajuntamento de pessoas no local. “Na noite de 30 de abril de 1981, durante um show de música popular para 20 mil jovens, uma bomba explode dentro de um automóvel que manobrava no estacionamento do Riocentro, na Barra da Tijuca. Morto no seu interior o Sargento Guilherme Pereira do Rosário; gravemente ferido abandona o veículo semidestruído o Capitão Wilson Luís Chaves Machado, ambos do Destacamento de Operações de Informações do 1º Exército sediado no Rio de Janeiro. Minutos depois outra bomba, mais poderosa, é lançada e explode próximo à casa de força do Riocentro. Como não atinge o seu alvo, não provoca a escuridão geral que certamente ocasionaria o pânico no recinto fechado do show, com consequências fáceis de se imaginar” (GRAEL, 1985: 81-82). Vinte e cinco minutos depois da explosão, o capitão Machado foi levado ao hospital pela neta do senador Tancredo Neves, Andréa Neves da Cunha, que chegava ao show com o noivo Sérgio Valle. O capitão foi levado ao Hospital Lourenço Jorge, depois ao Hospital Miguel Couto. O perito Humberto Guimarães (“Cauby”) disse aos repórteres que foram recolhidas outras 2 bombas no interior do Puma (placa OT-0279), uma delas destruída pela polícia. Já no dia 1º de maio, por volta de 1 hora da madrugada, um homem dizendo pertencer ao “Comando Delta” telefonou para vários jornais, assumindo a autoria das explosões no Riocentro. Às 2 h da madrugada, o corpo do sargento Rosário foi levado para o IML e em seu corpo são encontradas peças de um mecanismo de relógio. Fotos mostrando o estado do Puma e o arrancamento das vísceras do sargento comprovam que ele manuseava uma bomba por ocasião da explosão, provavelmente em cima da perna direita. Pela manhã, o general Waldyr Muniz, Secretário de Segurança Pública fluminense, em entrevista, afirmou que os dois militares foram vítimas de atentado e que os “terroristas fugiram em três carros”. À tarde, o general Gentil Marcondes Filho, comandante do I Exército, e o coronel Job Lorena de Sant’Anna compareceram ao enterro do sargento Rosário - com honras de herói - e ajudaram a carregar o ataúde. O general Gentil nomeou o coronel Luís Antônio Ribeiro Prado presidente do IPM, para apurar as explosões no Riocentro. Cinco dias antes do prazo para conclusão do IPM, o coronel Prado renunciou por “motivos de saúde” e foi substituído pelo coronel Job. Na verdade, o Cel Prado não concordou em levar a farsa adiante. No dia 30 de junho, o Cel Job apresentou o resultado de suas investigações à imprensa, afirmando que os militares “foram vítimas de um atentado e a bomba havia sido feita com um quinto de uma lata de 2,5 litros de óleo Havoline e colocada entre a porta e o banco direito do Puma”. Devido ao embuste que foi o Inquérito, que tentou colocar a culpa em militantes da esquerda, o general Golbery do Couto e Silva, devido às resistências dentro do próprio SNI para punir os responsáveis pelo episódio, afirmou que havia criado um “monstro” - o SNI - e entregou o cargo de chefe do Gabinete Civil. Muitos afirmam que, devido à falta de vontade do governo Federal em punir os militares envolvidos, o governo Figueiredo acabou prematuramente junto com o episódio do Riocentro. “Cinelli [Léo Frederico Cinelli] foi denunciado por Figueiredo como o idealizador do atentado do Riocentro” (NOSSA, 2012: 239). O marceneiro Hilário Corrales, amigo do general Camilo Borges de Castro (acusados de pertencerem ao Grupo Secreto), teria montado a bomba manuseada pelo sargento Rosário, o “agente Wagner” do DOI do 1º Exército (Cfr. “Linha direta com o terror”, O Globo, 24/04/2011). Antes do caso Riocentro, nos anos de 1980 e 1981, durante 16 meses, houve 40 atentados terroristas contra órgãos que faziam oposição ao governo Figueiredo, com a morte da secretária Lida Monteiro da Silva na sede da OAB/RJ. Nenhum desses atentados foi elucidado. “Em 2 de julho [1980], o jurista Dalmo Dallari, presidente da Comissão de Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo, foi sequestrado e esfaqueado” (VILLA, 2014: 279). Segundo o coronel Sebastião Curió, agentes do Estado também foram mortos por quem não aceitava a volta da democracia: “‘Na época de Serra Pelada fui contra muita coisa. Estava indo do garimpo para Marabá quando o avião deu problema. O plano era seguir para Brasília, uma viagem longa, só que resolvi passar em Marabá. O avião estava baixo, foi a minha sorte. A tampa do óleo estava aberta. Quiseram me eliminar. Mataram outros. O Ivan foi morto no Rio. Falou demais’. Ivan, codinome do agente Joaquim Artur Lopes de Souza, foi assassinado no Rio de Janeiro, anos depois da guerrilha, a pauladas” (NOSSA, 2012: 24). Leia “Caso Riocentro” em http://wikiterrorismobrasil.blogspot.com/2014/07/caso-riocentro-33-anos-depois.html.

    Catecismo Anticomunista - De autoria de Dom Geraldo de Proença Sigaud, teve sucesso na década de 1960. Disponível em http://www.sacralidade.com/igreja2010/0314.catecismo_anticomunista.html e https://felixmaier1950.blogspot.com/2020/04/catecismo-anticomunista-dom-geraldo-de.html.

    Catecismo Revolucionário, O - Manual anarcoterrorista de Mikhail Bakunin e Sergei Netchaiev, descreve os pontos fundamentais da organização terrorista revolucionária. O Catecismo Revolucionário é “um repositório doutrinário escrito em letras de sangue e hoje considerado a bíblia das organizações terroristas” (PONTES, 2003: 46). Em 26 itens, dentro de 4 capítulos, O Catecismo Revolucionário prega, entre outras, as seguintes ações: “Propõe a destruição da ordem vigente e descreve os pontos fundamentais da organização terrorista, a ser formada por células secretas e composta por indivíduos prontos para o sacrifício da revolução. Defende a infiltração no aparelho do Estado, para melhor miná-lo, e a promoção do descontentamento entre as massas, a fim de provocar a desagregação geral da sociedade. Elege a mentira, a traição e a ausência de sentimento moral como conduta prática para atingir seus objetivos” (idem, pg. 47). “O revolucionário é um homem que faz o sacrifício de sua vida. Não tem interesses particulares, nem sentimentos, nem propriedade, nem mesmo nome. Nele tudo está absorvido por um só pensamento: a revolução. No mais profundo do seu ser ele quebrou todo o laço com a ordem burguesa e o conjunto do mundo civilizado, assim como leis, tradição e costumes que têm lugar nesta sociedade. É seu inimigo implacável e se aí continua a viver é para melhor destruí-la” (idem, pg. 47). “O revolucionário tem desprezo pela opinião pública e ódio pela moral social atual e suas diretivas. Para ele, o que é moral é o que é favorável ao triunfo da revolução, o que é imoral e criminoso é o que a contraria” (idem, pg. 48). “É necessário que o militante, duro para com ele próprio, o seja também para os outros. Todos os sentimentos que nascem da família, da amizade, do amor ou do reconhecimento devem ser sufocados nele pela única e fria paixão da obra revolucionária” (idem, pg. 48). “Todas as vezes que um camarada se encontra em perigo, o revolucionário, para saber se deve ou não o salvar, não tem que consultar seu sentimento pessoal, mas só o interesse da causa: deve pensar na utilidade que tem o seu camarada e no dispêndio de forças que exigirá sua libertação, e agir no sentido para onde pende a balança” (idem, pg. 48). “O revolucionário penetra no mundo do Estado e no meio que se pretende civilizado com o objetivo de destruí-los. Não deve recuar, trata-se de destruir instituições e indivíduos, pois ao revolucionário é necessário odiar tudo e todos” (idem, pg. 48-9). “O militante deve viver no seio da sociedade, em vista de sua implacável destruição, e dar a ilusão de ser totalmente diferente do que de fato é. Deve entrar na alta sociedade, na classe média, no comércio, no clero, no mundo dos funcionários, militares e escritores, na polícia e nos palácios governamentais. Toda essa sociedade ignóbil divide-se em duas categorias: a dos que devem ser liquidados sem demora, e a dos que devem ser manipulados. Devem-se fazer listas dos condenados e classificá-los tendo em conta o interesse da obra revolucionária. Mas é necessário aniquilar primeiro os indivíduos mais perigosos para a organização e aqueles cuja morte violenta é mais indicada para assustar o governo e enfraquecer a sua força, privando-o dos seus funcionários mais enérgicos e capazes” (idem, pg. 49). “É necessário explorar as mulheres, que convém dividir em três classes: a das mulheres superficiais, sem espírito e sem coração, que se deve servir delas do mesmo modo como dos homens de quarta categoria; a das mulheres inteligentes e apaixonadas, prontas a dedicarem-se, que não estão nas nossas fileiras porque ainda não chegaram à inteligência revolucionária; e as mulheres que estão conosco, totalmente integradas no nosso programa. Devemos considerá-las como nosso tesouro, e sua ajuda é indispensável em todos os nossos empreendimentos” (idem, pg. 50). O Catecismo teve grande influência sobre intelectuais russos devido ao regime repressivo czarista, sem liberdade de expressão. Em 1869, Dostoiévski toma conhecimento do “Caso Netchaiev”, com a execução de Ivanov, e começou a elaborar a obra Os Demônios. Toda a esquerda mundial e Osama bin Laden (antes de virar refeição de peixe) assinam embaixo dessa obra de pau revolucionária. Posteriormente, Jacques Ellul viria a escrever Les Nouveaux Possedés (em inglês The New Demons - Os Novos Demônios). “Em Os Novos Possessos ele descreve as várias religiões travestidas contemporâneas fazendo uso de um esquema geométrico, segundo o qual ‘a esfera moderna do sacral ordena-se ao redor de dois eixos, cada um com dois polos, um polo envolvendo respeito e ordem, o outro sua transgressão. O primeiro eixo de oposições é aquele que afirma a polaridade: Técnica/Sexo. O segundo é representado pela dualidade: Nação-Estado/Revolução. Estes são os quatro fatores de nossa moderna sociedade. Toda a representação do sacral sempre esteve organizada em pares opostos, a mesma estrutura se mantém nos tempos presentes’” (SILVA, 1985: 57).

    Católicas pelo Direito de Decidir - ONG de pau atuante em países onde a interrupção da gravidez (aborto) é punida com a prisão. Contra a doutrina da Igreja Católica, que não admite o direito de matar, a ONG ao menos deveria mudar de nome (que tal “Diabólicas pelo Direito de Matar? - http://blogsemmascara.blogspot.com/2009/04/diabolicas-pelo-direito-de-matar.html), por emitir uma propaganda enganosa, criando cisão dentro da Igreja. O nome da ONG não passa de uma expressão logomáquica defensiva para a legitimação do assassinato do nascituro, do ser humano ainda se desenvolvendo no útero.

    Causa Justa - Segundo o Corão, o muçulmano não deve matar um ser humano, a não ser por uma “causa justa”. A mesma expressão de pau foi utilizada pelos EUA (Just Cause Operation), em 1989, quando invadiram o Panamá, ocasião em que morreram 4.000 civis inocentes.

    Cavalaria polonesa - Tropa de elite da Polônia, não sofreu transformação e se converteu em presa fácil durante a I Guerra Mundial. “Cavalaria polonesa” passou a significar algo estático, ultrapassado, “mais do mesmo”, principalmente por não acompanhar as mudanças surgidas com a alta tecnologia da era do conhecimento. O filme “Cavalo de Guerra” (2011), dirigido por Steven Spielberg, retrata magnificamente o assunto.

    Cavaleiro da Esperança - É como Jorge Amado se referiu a Luiz Carlos Prestes, que participou da Coluna Miguel Costa-Prestes e foi um dos mentores da Intentona Comunista de 1935, quando pretendeu comunizar o Brasil a partir das ordens de Moscou. No livro “Os Camaradas”, de William Waack, com pesquisas nos arquivos de Moscou, está registrado que Prestes recebia salário de Moscou para promover a Intentona. “Desde a criação do Partido Comunista, começou a ininterrupta pressão do Movimento Comunista Internacional (MCI) sobre o Brasil; é a velha teoria do dominó: se o Brasil caísse, cairia o resto. Sobreveio a Coluna Prestes e, depois, a Revolução de 1930. Luís Carlos Prestes, com a dissolução da Coluna, se exilou na Argentina e se negou a participar da Revolução de 1930, porque julgou-a burguesa, tendo declarado, pela primeira vez, que tomava a linha do comunismo. A essa altura, conta a história que Oswaldo Aranha já lhe tinha enviado oitenta mil dólares. Da Argentina, Prestes foi para a Rússia, onde passou bastante tempo; aquele dinheiro foi um dos recursos que financiaram, mais adiante, a Intentona Comunista de 1935” (Coronel Gabriel Antônio Duarte Ribeiro, HOE/1964, Tomo 6, pg. 80-81). Veja Coluna Prestes.

    Cavaleiros da Camélia Branca - Sociedade secreta surgida após a Guerra Civil Americana (1861-1865), que empregava a violência para perseguir os negros e defender a segregação racial, a exemplo da Ku Klux Klan, surgida no mesmo período.

    Cavalo-de-troia vermelho - “Os investigadores [do IPES] não tardaram a descobrir um cavalo-de-troia vermelho, de dimensões bem mais assustadoras do que alguém imaginava. Muitos comunistas disfarçados, ‘plantados’ em ministérios e órgãos governamentais anos antes, tinham conseguido alçar-se até postos-chaves na administração federal. A maioria dos ministérios e repartições estavam guarnecidos de comunistas e simpatizantes a serviço das metas de Moscou” (Clarence W. Hall, in “A nação que se salvou a si mesma”, Reader’s Digest, novembro de 1964). Cfr. texto completo em https://felixmaier1950.blogspot.com/2020/04/a-nacao-que-salvou-si-mesma-historia.html.

    CAWW - Centro Acadêmico Woodrow Wilson. Fundado em 1968 pelo Congresso dos EUA, “para dedicar-se ao estudo, investigação e documentação referentes à política externa norte-americana com objetivos hegemônicos. Em 1977, o CAWW estabeleceu um programa especial destinado especificamente a estudos latino-americanos, encargo para o qual passou a contar então com o financiamento de entidades não governamentais e/ou privadas dos EUA, entre as quais as Fundações Ford, Mellon e Rockefeller, o Banco Mundial e várias transnacionais norte-americanas. Este programa especial deu origem à ONG Diálogo Interamericano” (ASMIR-PR, Curitiba, 08/12/2000).

    Caxemira - Território montanhoso, de cerca de 220 mil km2, compartilhada pela Índia (cerca de 100 mil km2), Paquistão (cerca de 80 mil km2) e China (cerca de 40 mil km2). Com 2/3 de sua população muçulmana, seus integrantes reivindicam sua independência ou sua anexação ao Paquistão.

    Cayo Piedra - As “Ilhas de Fidel” foram reveladas no livro “A vida secreta de Fidel” (http://dagobah.com.br/wp-content/uploads/2016/12/A-vida-secreta-de-fidel-Juan-Reinaldo-Sanchez.pdf), de Juan Reinaldo Sánchez e Axel Gyldén. Era onde Fidel passava as férias e viajava com amigos ilustres, como Ted Turner, antigo dono da CNN, e o escritor Gabriel García Marques, a bordo do iate Aquarama, de 90 pés de comprimento (27,5 m), escoltado pelas lanchas de 55 pés Pionera I e Pionera II. Além das ilhas de Cayo Piedra, Fidel possuía mais de 20 propriedades distribuídas por toda Cuba: imensa propriedade de Punto Cero em Havana (perto das embaixadas); La Caleta de Rosario (também abriga uma marina, na Baía dos Porcos); La Deseada (chalé em Pinar del Río, para caça de patos e aves aquáticas no inverno); etc.

    CBA - Comitê Brasileiro pela Anistia. Lançado em 1978, fazia internamente o que a Frente Brasileira de Informações (FBI) desempenhava no exterior, versando sobre assuntos como anistia, direitos humanos, tortura, liberdades democráticas, órgãos de repressão, estado de direito etc. Veja FBI.

    CBMA - Campanha pelo banimento das minas antipessoais. Veja Minas.

    CCC - Comandos de Caça aos Comunistas: surgiram nas principais Faculdades de Direito das principais cidades do Brasil e na Universidade Mackenzie de São Paulo, como reação à subversão esquerdista da Ação Popular (AP) e da UNE no meio estudantil. Durante a ocupação da USP da rua Maria Antônia, em São Paulo, “professores como Otaiano Helene e Fernando Henrique Cardoso, e os artistas Gianfrancesco Guarnieri, José Wilker e Chico Buarque, por meio de coletas em portas de cinemas e teatros, ajudaram a arrecadar dinheiro para o movimento. Intelectuais estrangeiros, como o cineasta cubano Alfredo Guevara, chegavam para conhecer a ocupação, que ganhava as páginas de jornais internacionais” (CABRAL, 2013: 43). “O soldado da Força Pública, Paulo Ribeiro Nunes, e o estudante do Mackenzie, João Parisi Filho, membro do CCC, descobertos enquanto se passavam por militantes do movimento estudantil, foram levados vendados ao Conjunto Residencial da USP, o Crusp, onde os apartamentos 109, 110 e 111 do bloco G eram utilizados como uma ‘delegacia informal’ da turma de Dirceu. Lá, foram interrogados e mantidos em cárcere privado. Nunes seria libertado no primeiro dia. (...) ... segundo relato do delegado do Dops Alcides Cintra Bueno Filho, em documento de 18 de agosto de 1970: ‘Por determinação do ex-líder estudantil José Dirceu de Oliveira e Silva concretizou-se o sequestro do então universitário João Parisi Filho, da Universidade Mackenzie de São Paulo, onde permaneceu em cárcere privado por vários dias, submetido a sevícias” (CABRAL, 2013: 43-44). Dirceu seria condenado pelo STM a 18 meses de prisão; foragido, não chegou a cumprir pena. O Crusp, além de “delegacia”, servia como paiol: a polícia encontrou no Apto 611 “uma espingarda Winchester 44, uma espingarda Colt calibre 36, uma espingarda Boston calibre 36 de cano duplo, um rifle calibre 22, uma espingarda Browning de repetição, dois facões, uma adaga, um punhal, uma pistola Steyr .765, um revólver calibre 32, uma granada, uma caixa de balas, 350 cartuchos de calibre 22, cinco metros de estopim, dois cartuchos de pólvora, uma caixa de espoleta, dois estilingues, um morteiro, dezesseis coquetéis molotov e uma lata de querosene. Mais de 2 mil livros considerados subversivos foram apreendidos nos apartamentos” (CABRAL, 2013: 45). Leia “Ensaios de Terrorismo: História oral da atuação do CCC”, de Gustavo Esteves Lopes, em http://www.editorapontocom.com.br/livro/26/26-ensaios-de-terrorismo.pdf.

    CCAL - Casa da Cultura da América Latina: a favor da Revolução Cubana.

    CCI - Corte Criminal Internacional: tribunal globalizado, acalentado pela ONU, por vários países e pelas ONGs; adeus autodeterminação dos povos!

    CCCP - Soiús Sovietskii Sozialistscheskii Respublik (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas - URSS).

    CCR - Coriell Cell Repositories: instituição norte-americana acusada de estar distribuindo amostras de DNA (código genético) de índios brasileiros.

    CCRI - Comitê Clandestino Revolucionário Indígena: órgão máximo do EZLN (México). Organizou o “I Encontro Intercontinental pela Humanidade e contra o Neoliberalismo”, em Chiapas, México, de 27/07 a 03/08/1996.

    CDLR - Comitê de Defesa dos Direitos Legítimos: organização islâmica estabelecida em Londres, é “o maior e mais bem-organizado grupo de oposição islamita saudita e desfruta de acesso à elite saudita no Ocidente e em sua pátria” (BODANSKY, 2002: 194). No início dos anos de 1990, mostrava-se um movimento islamita “modernista”, para criar uma imagem de “moderado” no Ocidente. Porém, após a divulgação da palestra do xeque Salman bin Fahd al-Udah (“A Arte da Morte” - teve a importância de uma fatwa, convocando ao sacrifício da vida humana), este foi preso na Arábia Saudita em setembro de 1994 e o CDLR passou a defender a derrubada do governo em Riad através da luta armada.

    CDN - Conselho de Defesa Nacional: criado pelo Decreto n.º 17.999, de 29/11/1927, é o embrião da atividade de Inteligência no Brasil. Em 06/09/1946 foi criado o Serviço Federal de Informações e Contrainformações (SFICI) pelo Decreto-Lei 9.775-a. Em 13/06/1964 foi extinto o SFICI e criado o Serviço Nacional de Informações (SNI), conforme Lei n.º 4.341. Durante os anos de 1964 a 1985, os governos militares organizaram as atividades de Informações mediante a definição de um ordenamento jurídico peculiar, a composição de um Sistema Central e de Subsistemas Setoriais, a criação da Escola Nacional de Informações (EsNI) e a formulação de uma doutrina de caráter nacional. Em 1990 o Governo Collor extinguiu o SNI, criando a Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), que contava com o Departamento de Inteligência, com o Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Recursos Humanos (CEFARH) e com Agências Regionais. No Governo Itamar Franco criou-se a Subsecretaria de Inteligência (SSI), no âmbito da SAE. No Governo Fernando Henrique Cardoso, de acordo com a medida provisória n.º 813, de 01/01/1995, foi o “Poder Executivo autorizado a criar a Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), autarquia federal vinculada à Presidência da República, com a finalidade de planejar e executar as atividades de natureza permanente ligadas ao levantamento, coleta e análise de Informações estratégicas, planejar e executar atividades de Contrainformação e exercer atividades de natureza sigilosa necessárias à segurança do Estado e da sociedade.” A partir de abril de 1996, a SSI passou a vincular-se à Casa Militar da Presidência da República; nesse tempo, estudos e ações foram desenvolvidos, resultando no Projeto de Lei que institui a Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), encaminhado pelo Presidente FHC ao Congresso Nacional em 19/09/1997. A Lei 9.883, de 07/12/1999, criou a ABIN, sendo seu primeiro diretor-geral o coronel do Exército Ariel Rocha de Cunto. Veja ABIN e SNI.

    CDOC - Counterdrug Operations Center (Centro de Operações contra o Tráfico de Drogas): baseado em Fort Howard, Panamá até 1997, quando foi transferido para Miami, EUA.

    CEAAL - Consejo de Educación de Adultos de América Latina (Conselho de Educação de Adultos da América Latina): ligado ao Foro de São Paulo.

    Cebrade - Centro Brasil Democrático. Foi fundado em 29 de julho de 1978 por 150 intelectuais de 10 Estados, sob os auspícios do PCB. Nomes de destaque da entidade: Oscar Niemeyer (presidente), Ênio Silveira, Sérgio Buarque de Hollanda, Antônio Houaiss, Mauro Lins e Silva. “No seu programa de trabalho, a entidade propunha várias atividades: 1) organizar um congresso de intelectuais que chegasse a um ‘programa unitário de reivindicações democráticas específicas da intelectualidade’, estendendo-a como um vasto campo que incluía ciência, universidade, arte e meios de comunicação; 2) promover, em São Paulo, um ‘seminário’ sobre os ‘direitos do trabalhador’, a fim de levantar um ‘programa unitário de reivindicações específicas dos trabalhadores’; 3) promover, em Brasília, um seminário sobre ‘direitos civis’ na Constituição, visando a elaboração de um ‘programa unitário de reivindicações democráticas da sociedade civil’; 4) organizar um serviço de assistência jurídica e material às vítimas de restrições dos direitos humanos fundamentais; 5) organizar uma ‘comissão de contato parlamentar’; 6) lutar pela anistia, junto com as organizações já existentes; 7) criar um ‘órgão de comunicação’ impresso” (NAPOLITANO, 2014: 360 - Nota 460).  O Cebrade organizou muitos shows com cantores, como o do Riocentro, em 1981, na véspera do Dia do Trabalho, quando se apresentaram Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Milton Nascimento, Gonzaguinha, Alceu Valença e Gal Costa. Na ocasião, houve o incidente que matou um sargento e feriu um capitão, do Exército. Veja Caso Riocentro.

    CEDEMA - Centro de Documentación de los Movimientos Armados – cfr. http://www.cedema.org/.

    CEDP - Comissão Especial de Desaparecidos Políticos: subordinada ao Ministério da Justiça.

    CEIAL - Centro de Informazioni América Latina: órgão auxiliar da Conferência dos Bispos da Itália, o CEIAL era ligado à Frente Brasileira de Informações (FBI). Os textos publicados pelo CEIAL eram de autoria de Dom Paulo Evaristo Arns, Dom Hélder Câmara, Dom Antônio Fragoso e Dom Pedro Casaldáliga. Dom Hélder e Dom Fragoso foram signatários do Manifesto dos Bispos do chamado “Terceiro Mundo”, no qual aconselhavam a subversão e a luta de classes. Da carta de Frei Osvaldo a Joaquim Câmara Ferreira (substituiu Marighella, depois da morte deste), da ALN, que trazia no bolso por ocasião de sua morte, constava: “O trabalho da imprensa continua. Assim, no sequestro do alemão, apertamos a coisa por lá: ampla divulgação sobre o Brasil por nossa conta. D. Hélder continua a grande vedete. Veja se não cria caso com a Igreja aí, pelo amor de Deus” (Luís Mir, in “A revolução impossível”). Veja FBI.

    Cela-gaveta - Tipo de solitária cubana, usada durante o regime de Fidel Castro, onde esteve confinado o poeta Armando Valladares, durante dois anos, de onde saiu inválido. “Na prisão de Combinado del Leste, depois de temporada imobilizado em cela-gaveta, Valladares ficou aleijado e não conseguiu mais andar. (...) Após 22 anos de prisão, o poeta venceu a batalha e ganhou a liberdade, contando com o apoio do presidente francês François Mitterrand. Dentre os 50 mil presos políticos cubanos contabilizados - entre mortos, torturados e desaparecidos -, foi um dos poucos que conseguiram escapar. Em Madri, tornou-se um ativista e escreveu ‘Contra Toda a Esperança’, testemunho que ajudou a desmascarar a ditadura que aniquila os seus dissidentes, clamando pela libertação dos presos políticos que, em Cuba, ainda hoje se contam aos milhares” (PONTES, 2003: 157-158). Baixe o livro “Contra Toda a Esperança”, de Armando Valladares, em https://portalconservador.com/livros/Armando-Valladares-Contra-Toda-Esperanca.pdf.

    CELAM - Conferência Episcopal Latino-Americana. Veja Teologia da Libertação.

    CELS - Centro de Estudos Legais e Sociais (Argentina): denunciou a execução de prisioneiros durante a ditadura militar argentina. O Chefe do Estado-Maior do Exército argentino, general Ricardo Brinzoni, admitiu que em 1976 foram executados 22 presos políticos.

    CENIMAR - Centro de Informações da Marinha: criado em 05/12/1955, foi o primeiro ministério militar a instituir seu Órgão de Informações. Atual Centro de Inteligência da Marinha (CIM).

    Centralismo democrático - Eufemismo stalinista para o direito do uso da força. Todo teórico petista gosta de falar em centralismo democrático, justiça social, controle social da mídia, socialismo democrático, orçamento participativo e estado democrático de direito.

    Centrão - O grupo de deputados conhecido como “Centrão”, durante a Constituinte, evitou que a Constituição Federal ficasse ainda mais stalinista, como pretendiam as forças da esquerda. “As tendências radicais de esquerda e a desorientação muito grande, em 1987, fizeram com que o projeto morresse dentro da própria Constituinte, mas através de um processo estranho. Foram criadas várias comissões temáticas e uma comissão de sistematização, para reunir as sugestões das comissões temáticas, num único documento. Quando ficou pronto esse documento, estava tão confuso e incoerente que o chamaram de projeto Frankenstein, e provocou no País um mal-estar generalizado. Nessa hora, surgiu o ‘Centrão’, alguns até um pouco à esquerda, que se reuniram para fazer um projeto de Constituição que realmente fosse ao encontro da sociedade brasileira” (Deputado Federal Bonifácio de Andrada - HOE/1964, Tomo 15, pg. 67). Hoje, Centrão designa o grupo de deputados que não estão à esquerda, nem à direita do espectro ideológico, mas em cima do muro, esperando para que lado pular - obviamente, o lado que trouxer melhor vantagem pe$$oal.

    Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (CEBRAP) - Fundado pelo sociólogo Fernando Henrique Cardoso, em 1974, quando voltou de seu “autoexílio de caviar”. Em 1978, o CEBRAP recebeu 200 mil dólares da Fundação Ford. O livro mais conhecido de FHC foi “Dependência e Desenvolvimento na América Latina”, lançado em 1967 e escrito em parceria com o sociólogo chileno Enzo Faleto, em que propunham a “teoria da dependência”. “Com ela o Sr. FHC, já àquela época, pregava o desenvolvimento do Brasil e de outros países latino-americanos sob a dependência da economia dos Estados Unidos. Esta proposta verdadeiramente herética para verdadeiros socialistas, passou quase despercebida ou foi benevolentemente tolerada pelos seus correligionários, não somente porque ele era considerado um acadêmico teórico, mas também porque já existiam entre seus companheiros de ideologia outros que esposavam teses semelhantes, que hoje poderíamos definir como ‘teoria do desenvolvimento dependente’, embora apenas ele propusesse explicitamente que esta dependência deveria ser em relação à macroeconomia norte-americana. (...) ... essa ‘dependência subalterna’ a que seu governo conduziu o Brasil não foi um equívoco involuntário e acidental, mas sim um erro continuado, deliberado e consciente, o simples fato de que, dentre os principais tecnocratas que ele nomeou no seu 1º Mandato para implementar o chamado Plano Real (Pedro Malan, Pérsio Arida, Edmar Bacha, Bresser Pereira, Eliana Cardoso e outros), vários deles integravam o grupo que participou da reunião realizada em Washington, em novembro de 1989, organizada pelo Institute for International Economics, patrocinada pelo FMI, Banco Mundial, BID e governo norte-americano, durante o qual foi realizado o estudo do diagnóstico sobre o Brasil elaborado por Eliana Cardoso e Daniel Dantas, e onde foram estabelecidas as bases teóricas do Washington Consense. Nessa mesma direção aponta o fato de que o artigo escrito por Pérsio Arrida e André Lara Resende, intitulado ‘Inertial Inflation and Monetary Reform in Brazil’, hoje considerado como uma das bases teóricas do Plano Real, foi originalmente apresentado em Washington, em dezembro de 1984, num seminário também promovido pelo mesmo Institute for International Economics que organizou o Washington Consense” (in “A verdadeira ideologia de FHC”, ASMIR-PR, Curitiba, 08/12/2000). O CEBRAP tinha entre seus quadros, além de FHC, intelectuais como Paul Singer, Francisco de Oliveira, Artur Gianoti, Florestan Fernandes, Ruth Cardoso. O CEBRAP orientou a trajetória política de FHC, culminando com a Presidência da República em 1994: “Como Castelo assumiu com o IPES, Fernando Henrique assumiu com o CEBRAP” (Sebastião Nery, in “Os filhos de 64”, Jornal Popular, Belém, PA, 06/10/1995).

    Centro de Atendimento Juvenil Especializado (Caje) - A expressão pauleira significava o nome da prisão brasiliense de bandidos mirins, ou melhor, de “menores infratores”, de “meninos em situação de rua” que cometeram crimes. Como o complexo presidiário ficava em área nobre, na Asa Norte da Capital, foi demolido em 2014 e, assim, acabaram-se os motins e assassinatos no local - 30 adolescentes e 2 servidores foram mortos em 38 anos de sua existência.

    Centro Lindesmith - ONG pró-legalização das drogas, pertencente ao megaespeculador George Soros. Numa Sessão Especial sobre drogas, da Assembleia-Geral das Nações Unidas, Soros pediu o fim da guerra às drogas. O pedido, dirigido ao Secretário-Geral da ONU, Kofi Annan, foi publicado no New York Times. Entre os mais de 500 signatários do documento, encontravam-se o então candidato perpétuo do PT à Presidência, Lula, e um dos ideólogos do MST, Dom Pedro Casaldáliga (Cfr. MSIA, 2ª quinzena de 1998, Vol. VI, n.º 1).

    Centro Tricontinental - Importante onagro, o Centro Tricontinental era um Movimento Socialista Internacional, da Universidade de Lovaina, Bélgica, para atuação comunista na América Latina, na África e na Ásia - daí o nome “Tricontinental”. Atualmente, existe uma ONG de idêntico nome, fundado pelo padre belga François Houtart, ligado a Leonardo Boff, FHC e o Nove Dedos. O antecessor de Dilma Rousseff lutou pela refundação do onagro, que incluiria a América Latina, a África e os países árabes.

    Centúrias Negras - Grupos reacionários armados da Rússia czarista. Ativos de 1905 a 1917, em pogroms de judeus e assassínios políticos de personalidades liberais.

    Century House - Local onde fica o SIS britânico, Serviço Secreto de Informações. A “Firma” é conhecida pela população local como a “casa dos fantasmas”, e fica entre o Elephant, o Castle e a Old Kent Road (Londres). Tem placa na porta?

    CEO - Círculo Estudantil de Osasco. Foi criado em 1965, por estudantes secundaristas. Depois de 1968, parte do CEO apoiou a guerrilha rural. Leia mais em https://www.osasco.sp.leg.br/institucional/especial-cidade-de-osasco/educacao/movimento-estudantil-e-politico-no-municipio-de-osasco-conhecendo-as-raizes#:~:text=O%20movimento%20secundarista%20de%20Osasco,do%20CEO%20foi%20Jos%C3%A9%20Barreto.

    CEPATEC - Centro de Formação e Pesquisa do Contestado: situado na cidade de Caçador, SC, realiza, desde 1991, cursos para formação de lideranças do MST e é considerado seu principal centro difusor. Veja MST.

    Césio 137 - Acidente nuclear em Goiânia, GO, com o césio 137, com início de contaminação em 13/09/1987 - mesmo mês em que Rex Nazaré, Presidente da CNEN, anunciou que o Brasil possuía domínio completo do processo de enriquecimento do urânio. Uma caixa de radioterapia, furtada do Instituto Goiano de Radioterapia (que mudara suas instalações e abandonara alguns aparelhos de radioterapia), foi arrebentada a marretadas pelos catadores de papel Roberto Santos Alves e Wagner Motta Pereira. O pó brilhante no recheio da caixa - o césio 137 - passou às mãos dos moradores do ferro-velho em que viviam os dois catadores. Saldo final: 244 pessoas contaminadas e de 4 a 6 pessoas mortas, inclusive uma menina de 6 anos, Leide das Neves Ferreira (a conta varia pela polêmica em se afirmar até que ponto a contaminação nuclear causou 2 mortes). O Exército brasileiro participou, por intermédio da Escola de Instrução Especializada (Seção de Defesa QBN e Seção de Engenharia), na remoção e envasamento do material radioativo (que somou 3.000 m³), cujo depósito está localizado em Abadia de Goiânia, Goiás. Muitos desses militares também se contaminaram com o Césio 137. Segundo o médico americano Gerald Hansen, da OMS, esse foi o 2º acidente nuclear mais grave no mundo, após o de Chernóbyl - até ocorrer o desastre nuclear de Fukushima, no Japão, em 2011, após violento maremoto seguido de tsunâmi.

    CFPP - Curso de Formação do Pontal do Paranapanema: ministra cursos de formação de militantes do MST, incluindo uso de armamento e técnicas de defesa de acampamentos.

    CGI - Comissão Geral de Investigações: criada pelo Presidente Castello Branco para coordenar os inquéritos contra corruptos e comunistas após a Contrarrevolução de 1964. Foi extinta pelo Presidente Geisel em 29/12/1978.

    CGIPM - Comissão Geral de Inquérito Policial Militar: atuante durante os governos militares pós-1964.

    CGP - Cambodian Genocide Program (Programa de Genocídio do Camboja): tem como objetivo: 1) coletar e estudar todas as informações do período do regime do Kmer Vermelho, sob Pol Pot, de 1975 a 1979; 2) tornar essas informações disponíveis perante um tribunal, para julgamento dos crimes de guerra ocorridos no Camboja; 3) gerar uma crítica e um entendimento analítico da questão, para prevenção da violência política contra populações ao redor do planeta.

    CGSB - Coordinadora Guerrillera Simón Bolívar: constituída pelas FARC e pelo ELN, da Colômbia.

    CGT - Comando Geral dos Trabalhadores: criado em agosto de 1962, em substituição à CGTB, foi desarticulado pela Contrarrevolução de 1964.

    CGTB - Confederação Geral dos Trabalhadores do Brasil: tentativa de criação, em 01/05/1929, pelo Partido Comunista (PCB). Em 1947, com o início da Guerra Fria, o Brasil rompeu relações diplomáticas com a URSS, e o Presidente Dutra cassou o registro do PCB e declarou ilegal a CGTB. Entretanto, a CGTB continuou operando de 1947 a 1962, quando ocorreu a criação do Comando Geral dos Trabalhadores (CGT).

    Chacina de Neshoba - Em 1964, 3 ativistas de direitos civis foram mortos a bala e carbonizados pela organização racista Ku Klux Klan, na cidade de Neshoba, no Estado do Mississipi. Apoiado pelo procurador-geral da República, Robert Kennedy, policiais do FBI se infiltraram em organizações racistas e foram tomados mais de 1.000 depoimentos. “O desfecho do caso chocou o país e ajudou o presidente Lyndon Johnson a aprovar duas leis que consolidaram a democracia americana: a dos Direitos Civis, que transformou a discriminação racial em crime, e a do Direito ao Voto, que sacramentou o direito dos negros de ir às urnas” (in “A Polícia Federal dos Americanos”, revista Veja no. 1876, de 20/10/2004, pg. 47). O inquérito do FBI entrou para a história da luta americana pelos direitos civis, a exemplo de Martin Luther King, e foi tema do filme “Mississipi em Chamas”, de 1988, com Gene Hackman.

    Chá da meia-noite - Essa expressão pauleira não trata de chá de pau d’arco, para recuperar pessoas anêmicas, mas qualquer “chá” que possa “apagar” pacientes (Nordeste).

    Charachka - Termo de pau da gíria carcerária russa para designar centros de pesquisas especiais, para onde eram conduzidos presos qualificados como pesquisadores, cientistas, técnicos etc.

    Chernóbyl - Localidade da Ucrânia onde ocorreu grave acidente nuclear em 26/04/1986, matando instantaneamente 33 pessoas. A radiação causou câncer em milhares de habitantes do Norte da Europa, especialmente na Bielorússia. Após o desastre, muitos países reduziram ou eliminaram seus programas nucleares, como a Itália, Suécia e Brasil. Em Chernóbyl existe o primeiro parque natural de radioatividade do mundo. O período de desintegração do plutônio é de 234 mil anos.

    Chernoznamentsy - Movimento da Bandeira Negra: o maior grupo anarquista russo, procurava uma utopia do tipo esboçado por Kropotkin, uma “sociedade de comunas em que os indivíduos seriam recompensados de acordo com suas necessidades”. Pregava o terror generalizado, roubo de armas de postos policiais, “expropriação” de fundos de bancos e empresas, e terrorismo econômico (contra negociantes e industriais e suas instalações).

    Chesus Cristo - Cartaz visto na Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), para comemorar o 30º aniversário da morte de Che Guevara (1997). Na ocasião, “nenhum sobrevivente cubano-americano foi convidado para falar neste evento” (FONTOVA, 2009: 194).

    Chicano - Palavra derivada de mexicano-americano, designa os americanos de origem mexicana.

    Chico Picadinho - Apelido do bandido que, em 1976, foi preso em São Paulo por matar e esquartejar duas mulheres. Em 24/01/2003, o cirurgião plástico Farah Jorge Farah, com 53 anos, esquartejou em 9 pedaços sua ex-amante Maria do Carmo Alves, então com 46 anos. Farah foi encontrado morto em casa, vestido de mulher, em 22/09/2017, após o STJ determinar o cumprimento da pena de prisão.

    Chimangos - Republicanos, também apelidados de “pica-paus”, que em fevereiro de 1893, ano da campanha eleitoral para o governo estadual do Rio Grande do Sul, enfrentam sangrento conflito contra os maragatos, resultando milhares de vítimas (normalmente degoladas). Entre fins de 1893 e início de 1894, os “maragatos” avançaram sobre Santa Catarina e uniram-se à Revolta da Armada, ocuparam a cidade de Desterro (atual Florianópolis) e, depois, a cidade de Curitiba. Sem recursos, os maragatos recuaram até o território gaúcho, onde lutaram até meados de 1895. O novo Presidente, Prudente de Morais, conseguiu um acordo de paz e anistiou os revolucionários.

    Chiqueiro - O norte-americano Dave Grossmann, em 1970, quando era sargento servindo na 82ª. Divisão Aeroterrestre, visitou a Seção de Operações de um batalhão. Lá, viu um quadro de pessoal, afixado na parede, que “tinha uma particularidade: no topo da lista apareciam os nomes dos oficiais; em seguida, sob uma divisória com o título ‘Chiqueiro’, vinha uma relação com os nomes de todas as praças da seção. Essa ideia de ‘Chiqueiro’ é bem comum e, embora normalmente usada em tom de brincadeira e de modo mais sutil, revela a distância social existente entre oficiais e praças” (GROSSMANN, 2007: 226).

    Choque de Civilizações - Ensaio do escritor Samuel P. Huntington, publicado em 1993 (transformado em livro, em 1996 – “O Choque de Civilizações e a Recomposição da Ordem Mundial”), em que aborda conflitos entre civilizações, especialmente o atual conflito “Islã x Ocidente”, depois da derrocada do comunismo na União Soviética, com a expansão do Islã na ex-Iugoslávia (Bósnia-Herzegóvina e Kosovo) e nas ex-repúblicas soviéticas da Ásia Central, além de conflitos islâmicos na Caxemira (Índia), na Chechênia (Rússia), na questão palestino-israelense, na China, na Indonésia, nas Filipinas, no Sudão, no Egito, no Afeganistão, na Argélia e em praticamente todos os lugares do mundo onde há comunidades islâmicas. Segundo Huntington, são 8 as civilizações atuais: civilização ocidental (Europa, Canadá, EUA e países afins), civilização eslava-ortodoxa (Rússia e países-afins), civilização islâmica, civilização confuciana (China e países-afins), civilização hindu, civilização japonesa, civilização sul-americana e civilização africana. Na América Latina, em 1960 havia 7 milhões de protestantes; em 1990 esse número subiu para 50 milhões; no início da década de 1990, 20% da população latino-americana se identificava como protestante e 73% como católicos; no entanto, aos domingos, 20 milhões de pessoas estavam em templos protestantes enquanto apenas 14 milhões de católicos iam às igrejas. Leia o livro de Huntington em http://felixmaier1950.blogspot.com/2021/01/o-choque-de-civilizacoes-e-recomposicao.html. Veja Fim da História.

    Churrasquinho chinês - Durante a Revolução Cultural chinesa, muitos condenados à morte tinham seus corpos retalhados, assados e comidos. “Num massacre famoso, na escola de Mushan em 1968, na qual 150 pessoas morreram, vários fígados foram extirpados na hora e preparados com vinagre de arroz e alho” (“Canibais de Mao”, revista Veja, 22/01/1997, pg. 48-49). Essa prática de “canibalismo político” se tornou corriqueira, no período de 1968 a 1970, quando centenas de “inimigos do povo” foram devorados, conforme pesquisas de Zheng Yi em Guangxi. O trabalho de Zheng Yi, dissidente exilado nos EUA desde 1992, resultou no livro Scarlet Memorial - Tales of Cannibalism in Modern China (Memorial Escarlate - Histórias de Canibalismo na China Moderna). Na mesma época, havia um tipo de tortura sui generis: alguns presos, ainda vivos, tinham seus órgãos sexuais (pênis e testículos) arrancados, assados e comidos, como consta no mesmo artigo de Veja: “Wang Wenliu, maoísta promovida a vice-presidente do comitê revolucionário de Wuxuan durante a Revolução Cultural, especializou-se em devorar genitais masculinos assados”. “Documentos recentemente trazidos para o Ocidente por Zheng Vi, ex-membro dessas ‘milícias populares’, mostram que durante a ‘Revolução Cultural’, promovida por Mao Tsé-tung no final da década de 60, até o canibalismo entrava no ‘currículo’ dos alunos chineses. Naquela ocasião, na Província de Guangxi, crianças foram obrigadas a matar e devorar seus próprios professores!” (in “A China do Pesadelo”, site http://www.catolicismo.com.br/, acesso em 09/06/2011). “The stories of the many crimes and atrocities perpetrated by Communist regimes is generally well-known, but what about state-sponsored cannibalism? Time Magazine ran such a story in its January 18th, 1993 issue, titled ‘Unspeakable Crimes’, by Barbara Rudolph. In it is the testimony of a Chinese scholar that during Mao’s ‘Cultural Revolution’ local officials of the Chinese Communist Party exhorted their comrades to devour ‘class enemies”. The details were revealed by Zheng Yi, a fugitive of the Tiananmen Square massacre and once China’s most-celebrated young novelist (his first novel, The Maple, about the Cultural Revolution, was used by the Politburo to attack The Gang of Four). His third novel made him a celebrity in the China of the 80’s and he and his wife both joined the pro-democracy movement. After the crackdown, his wife Bei Ming was imprisoned for 10 months and he went into hiding for nearly 3 years until both were able to successfully escape to Hong Kong and then onto the US” (in “Communist Eat Their Class Enemies”, de Adam Young - http://felixmaier1950.blogspot.com/2021/03/communists-eat-their-class-enemies-by.html. “Acadêmicos” discorrem sobre a estranha teoria de o canibalismo ser válido, se consentido pela vítima, a exemplo do caso do canibal de Kassel, na Alemanha.

    CIA - Central Intelligence Agency (Agência Central de Inteligência), EUA: estabelecida pelo Congresso em 18/09/1947, em substituição ao Office of Strategic Service (OSS), é de responsabilidade do Presidente dos EUA, através do Conselho de Segurança Nacional. Seu trabalho consiste em concentrar e avaliar a informação estrangeira, assumindo operações de Contrainteligência no exterior e organizando a polícia secreta de intervenção e operações de guerra em áreas estrangeiras. “Foi criado (em 1946) o protótipo da CIA e, numa festa para celebrar o fato na Casa Branca, Truman distribuiu chapéus pretos, capas e punhais de madeira e grudou um falso bigode preto no rosto do almirante Leahy” (JOHNSON,1994: 368). A CIA emprega milhares de agentes no exterior e dispõe de um grande orçamento (em torno de US$ 30 bilhões anuais), que não é sujeito ao controle do Congresso. Durante a década de 1980, esteve envolvida na Nicarágua, Afeganistão e Irã. Atualmente a CIA está, ainda, envolvida no esforço de combate às drogas. Durante a II Guerra Mundial, 3 programas do governo americano respondiam pelo trabalho de Inteligência: o Joint Army Navy Intelligence Studies (JANIS), o National Intelligence Survey (NIS) e o World Factbook. Em 1943, a CIA criou a Joint Intelligence Study Publishing Board, para publicar os trabalhos produzidos pela JANIS. Robert Hayes, agente da CIA, foi acusado de ter instalado, em 1976, bombas em três alvos paulistanos, para culpar organizações de esquerda. Durante o governo de George W. Bush, a CIA foi autorizada a perseguir e matar líderes terroristas, como os do grupo Al-Qaeda, que assumiu a autoria dos atentados contra os EUA no dia 11/09/2001 (WTC e Pentágono).

    Cianureto - Terroristas brasileiros também carregavam cápsulas de cianureto. “Toledo argumentava que o suicídio sempre fora utilizado pelas organizações clandestinas como ‘método de preservação’; Carlos Eugênio Paz (“Clemente”), da ALN, era contra o uso” (AUGUSTO, 2001: 392).

    CIAV - Comisión Internacional de Apoyo y Verificación (da OEA): criada em 1990 para reincorporação de antigos “Contras” à vida civil na Nicarágua.

    Ciberdissidentes - Opositores ao regime chinês, que “surfam” na internet a partir de cibercafés existentes na China. O acesso à rede mundial, no entanto, é restrito, fruto de rigorosa censura do PC chinês.

    CIC - Comitê de Informações sobre Cuba: contém informações variadas sobre o “paraíso” criado por Fidel Castro. Acesse www.cubdest.org e www.cubanet.org.

    CICAD - Comisión Interamericana para el Control del Abuso de Drogas: órgão da OEA encarregado da implementação das políticas e programas de combate ao narcotráfico e a outros delitos a ele relacionados em nível hemisférico. Em inglês: Inter-American Drug Abuse Control Commission.

    CICMP - Centro de Intercâmbio Cultural Martí Popular: ONG que promove intercâmbio com o Partido Comunista Cubano (PCC).

    CIDH - 1. Comissão Interamericana de Direitos Humanos (da OEA): elaborou em 18/09/1995 um Projeto de Declaração Interamericana sobre Direitos dos Povos Indígenas. 2. Corte Interamericana de Direitos Humanos: tem sede na Costa Rica e foi criada em 1979. 3. Conferência Internacional de Direitos Humanos: a I Conferência realizou-se em Brasília, DF, de 14 a 17/09/1997.

    CIE - Centro de Informações do Exército: criado em 1967, era o órgão de cúpula da Inteligência da Força Terrestre, para acompanhamento das Organizações de Esquerda (OE) no país, para levantar a estrutura, os líderes, os afiliados e simpatizantes e as Organizações Paramilitares (OPM) que tentaram a tomada do poder via luta armada, visando a implantação do comunismo no Brasil. Atualmente, a mesma sigla, CIE, designa o Centro de Inteligência do Exército.

    CIEx - Centro de Informações do Exterior: braço do SNI no Ministério das Relações Exteriores (MRE), durante os governos militares no Brasil.

    CIECS - Centro Internacional de Estudos do Cone Sul: órgão ligado ao Itamaraty. Documentos sobre a Operação Condor foram entregues ao Arquivo Nacional.

    CIFT - Centro Internacional Filhos do Trabalho: socialismo (Brasil).

    CIIIn - Ciranda Internacional da Informação Independente: proposta indecente da utilização do copyleft, em oposição ao copyright, feito durante o I Fórum Social Mundial (FSM), realizado em Porto Alegre, RS, no período de 25 a 30/01/2001.

    CIJ - Corte Internacional de Justiça: é o principal tribunal das Nações Unidas, criado em 1945 e instalado em Haia, Holanda, em 18/04/1946. Só países podem ser partes de casos julgados pelo Tribunal, que é composto por 15 juízes de países diferentes, com direito a 9 anos no cargo.

    CIM - Centro de Inteligência da Marinha: substituiu o Cenimar.

    CIMI - Fundado em 1972, “o Conselho Indigenista Missionário (CIMI) é outro produto da Conferência de Barbados” (CARRASCO, 2013: 105). “A pastoral do CIMI visa transformações estruturais do sistema e da sociedade e se situa na contramão do sistema. Por isso, está sempre envolvida em conflitos com a ordem vigente. A presença missionária nas lutas indígenas torna-se relevante a partir da capacidade de romper com o sistema que oprime e exclui. O evangelho, na leitura do CIMI, é areia na máquina do sistema, não óleo” (Teólogo alemão Paulo Suess, secretário-geral do CIMI, entre 1979 e 1987 - apud CARRASCO, 2013: 109). “O CIMI aderiu de pleno à chamada ‘Lenda Negra’, concebida e promovida pelos poderes coloniais anglo-protestantes, a partir do século XVI, para denegrir a colonização ibérica da América, acusando-a de promover o genocídio indiscriminado dos povos indígenas do continente. Recorde-se brevemente que as navegações ibéricas foram um fator determinante para minar o controle econômico exercido pela oligarquia de Veneza, por meio de rotas comerciais mediterrâneas com o Oriente. Herdeiros do poderio e das aspirações hegemônicas de Veneza, as oligarquias britânica e holandesa elaboraram novas bases filosóficas para a defesa do ‘livre comércio’ da época: a ‘livre navegação’ e a pirataria, em particular, contra o predomínio ibérico nas rotas marítimas atlânticas. Mais tarde, a ‘Lenda Negra’ foi adotada pela nascente oligarquia estadunidense, como um sutil instrumento de guerra cultural voltado para reduzir a autoestima dos povos ibero-americanos. Ela estava contida na política colonialista do ‘porretão’ (big stick), do presidente Theodore Roosevelt (1901-1909) e nas atividades latino-americanas da família Rockefeller, promotores da expansão protestante na região, apoiando e financiando a investida missionária de que tanto se orgulha o CIMI” (CARRASCO, 2013: 111). Veja Antropólogos da ação, Lenda Negra, MRTA, MST, Tribunal Bertrand Russell.

    Cineasta do Nazismo - A cineasta alemã Leni Riffenstahl, falecida em 2003 aos 101 anos de idade, se tornou célebre por dirigir filmes de divulgação do nazismo. Uma ONG de direitos humanos a processou por não ter se empenhado para salvar a vida de 120 ciganos que utilizou como figurantes no filme “Planície”, entre 1940 e 42. Após as filmagens, os ciganos teriam sido mandados para um campo de concentração de Salzburgo, Áustria. A técnica da cineasta é estudada até hoje em escolas de cinema. Dirigiu, ainda, “Olympia”, documentário sobre os Jogos Olímpicos de Berlim, em 1936, e “O Triunfo da Vontade”, para promover os ideais nazistas. Como não era filiada ao partido nazista, Leni escapou dos julgamentos após a II Guerra Mundial.

    Cinema político - “O iniciador da utilização do cinema como ‘arma política’ foi Jean Luc-Godard, autor, diretor, produtor e roteirista do cinema francês, para o qual ‘a arte de fazer cinema é uma ação intelectual engajada, com objetivos revolucionários, os quais, na prática, só se realizam pela violência’” (COUTO, 1984: 27). Seguidores de Godard, crítico do Cahiers de Cinema, de Paris, “estão nomes como Robert Altman, Sidney Pollack, Pier Paolo Pasolini, Michelangelo Antonioni, Glauber Rocha, Ruy Guerra, Costa Gravas e outros” (idem, pg. 28).

    Cinturão da Ferrugem - Região Nordeste dos Estados Unidos (Grandes Lagos), que até os anos de 1970 era conhecida como Manufactoring Belt (Cinturão Fabril) e que entrou em decadência a partir dos anos de 1980, com o colapso de sua indústria pesada, passando a ser conhecida como Rust Belt (Cinturão da Ferrugem). Cidades da região desde então passaram a ter população decrescente, como Chicago, Detroit, Cleveland. Por outro lado, nas Grandes Planícies dos EUA, encontra-se pujante agricultura, como os cinturões do trigo (wheat belt), do milho (corn belt) e do algodão (cotton belt). Destaca-se, ainda, nos EUA, o cinturão do sol (sun belt), com ênfase para os Estados da Califórnia, onde há empresas com alta tecnologia, como no Vale do Silício (cidades de Los Angeles, San Francisco, Palo Alto, Santa Clara, San Jose e Cupertino, com suas Big Techs: Apple, Google, Facebook, AMD, NVIDIA, eBay, Yahoo!, HP, Eletronic Arts); do Texas (Houston: centro de comando dos voos da Nasa; Austin: IBM e Dell); de Washington (Microsoft, Boeing); assim como o Estado da Flórida, centro turístico, tecnológico e espacial.

    Cinturão das Milícias - No Estado do Rio de Janeiro, há disputa entre o tráfico de armamentos e drogas e as milícias paramilitares, para criação de “cinturões de favelas”, de modo a estrangular toda a Região Metropolitana. No município do Rio de Janeiro, as milícias já dominam 57% do território - 2,2 milhões de habitantes estão subjugados por milicianos, enquanto que as facções dominam um território menor, porém mais populoso: Comando Vermelho (11,4%), Terceiro Comando (3,7%) e Amigo dos Amigos (0,3%) - cfr. em https://www.correiobraziliense.com.br/brasil/2020/10/4883182-milicias-controlam-57--do-territorio-do-rio-de-janeiro-informa-estudo.html. Veja Grupos paramilitares.

    Circuito Elizabeth Arden - Como são conhecidos os postos das mais concorridas embaixadas brasileiras: Paris, Nova York, Londres, Bruxelas (União Europeia), Roma. O mesmo que Circuito Helena Rubinstein, para onde são mandados casais gays, para não sofrerem discriminação - Cfr. https://diariodopoder.com.br/uncategorized/mapa-da-intolerancia-pretende-proteger-diplomatas-homossexuais. O oposto é Trilha Ho Chi Minh.

    Círculos Bolivarianos - Falanges de defesa da “Revolução Bolivariana” do presidente da Venezuela, as quais têm como modelo os Comitês de Defesa da Revolução (CDRs), de Cuba.

    Cisma Vermelho - Organização de guerrilhas, criada em 1965 na Califórnia pelos irmãos Chamran (Mostafa Chamran Savehi e Mahdi Chamran Savehi), para preparar combatentes iranianos para a luta revolucionária. Mostafa, morto em 1982, é o pai da Guarda Revolucionária Islâmica; Mahdi foi nomeado chefe da Inteligência Externa e assumiu todo o sistema internacional de terrorismo, inclusive as Forças Al-Qods, depois da reorganização do sistema de Inteligência iraniano em abril de 1996, sob direção do presidente Ali Akbar Hashemi-Rafsanjani. Mahdi obteve o título de PhD em física nuclear, nos EUA.

    CISP - Centro de Investigaciones Sociologicas y Psicologicas (Cuba): tem por finalidade a “reeducação revolucionária”.

    CJLA - Congresso da Juventude Latino-Americana: o I Congresso foi promovido pelo regime comunista de Havana, no dia 26/07/1960, 7º aniversário de fundação do Movimento Revolucionário de Fidel Castro, ocasião em que foram convidados centenas de estudantes latino-americanos, com todas as despesas pagas pelo Governo cubano. Depois do Congresso, muitos deles permaneceram em Cuba durante meses, quando, além de técnicas agrícolas, começaram a receber adestramento subversivo: doutrinação marxista-leninista, subversão, técnicas clandestinas e de guerrilha. No ano de 1962, cerca de 1.500 latino-americanos participaram do “adestramento cubano”.

    CLAE - Congresso Latino-Americano de Estudantes: Suporte de pau dos onagros soviéticos, o IV CLAE foi realizado de 29/06 a 11/07/1966, em Havana, Cuba. O representante brasileiro foi José Fidélis Augusto Sarno, militante da Ação Popular (AP) e então Presidente da UNE. No IV CLAE, foi aprovada resolução geral em que proclamava que “a luta armada constitui, hoje, a mais efetiva e consequente forma de luta... a tomada do poder político, em diferentes países da América Latina, em proveito das classes populares, não poderá ser feita pela via eleitoral ou parlamentarista, mas pela violência revolucionária”. Desse encontro originou-se a OLAS, que tinha como objetivo criar vários Vietnãs na América Latina. Para instrumentalizar suas resoluções, o IV CLAE criou a Organização Continental Latino-Americana de Estudantes (OCLAE), com sede em Havana. O representante brasileiro da OCLAE passou a ser José Jarbas Diniz Cerqueira, da Ação Popular (AP). Veja COSPAL, OCLAE, OLAS.

    Cláusula do totalitarismo preferido - Nome de um capítulo do livro “A Grande Parada”, de Jean-François Revel. “Alguns diques se romperam, a linha fortificada da ideologia nem sempre conseguiu se manter intacta, mas o essencial, ou seja, o princípio da desigualdade de tratamento entre o totalitarismo dito de esquerda e o dito de direita permaneceu. A década de 1980-1990 foi marcada pelo reconhecido desmoronamento do socialismo democrático. A década de 1990-2000 foi marcada pelos esforços desenvolvidos, com grande sucesso, para obliterar os ensinamentos advindos dessas experiências históricas” (REVEL, 2001: 147).

    Clero progressista - Conhecida expressão de pau, o “clero progressista” é composto por padres e bispos que seguem a “Teologia da Libertação”, induzidos pelas pregações ocorridas durante a II Assembleia-Geral do Conselho Episcopal Latino-Americano (CELAM), realizada entre 26 de agosto e 06/09/1968, na cidade de Medelín, Colômbia, no vácuo das resoluções do Concílio Vaticano II. Os 16 Documentos elaborados em Medelín saíram carregados de influência marxista. Sacerdotes e freiras portavam-se de forma irreverente em celebrações litúrgicas e em passeatas, pregando a violência como instrumento para alcançar a “justiça social”. “O Concílio, que chegou de forma imediata e eficiente ao povo, foi o dos meios de comunicação, não o dos Padres” (Papa Bento XVI - apud CARRASCO, 2013: 112). “Havia aqueles que pretendiam a descentralização da Igreja, o poder para os Bispos e depois, valendo-se da expressão ‘Povo de Deus’, o poder do povo, dos leigos. Existia essa tripla questão: o poder do Papa, em seguida transferido para o poder dos bispos e para o poder de todos, a soberania popular. (...) E o mesmo se passou também com a questão da Escritura: a Escritura é um livro, histórico, que deve ser tratado historicamente e nada mais etc.” (Papa Bento XVI - apud CARRASCO, 2013: 113). Alinharam-se à corrente da “Teologia da Libertação”, principalmente, Dom Paulo Evaristo Arns, Dom Hélder Câmara e Dom Pedro Casaldáliga, o então Frei Leonardo Boff, além de frades dominicanos, como Frei Betto, e padres estrangeiros, muitos dos quais foram expulsos do país por pregarem a violência. O padre Joseph Comblin, do Instituto Teológico do Recife, difundiu um documento que ocasionou indignação geral, chamado “Documento Comblin”. Alguns bispos condenaram o Documento, afirmando que pregava “a instalação de um verdadeiro soviete eclesiástico”. Diversos setores da sociedade exigiram a expulsão do Padre Comblin do País. O padre “operário” Pierre Joseph Wanthier, preso quando atuava numa fábrica em São Paulo (Brasieixos), foi expulso do país. Em Recife, os padres norte-americanos Peter Grans e Dario Rupiper foram detidos por violentas críticas ao Governo e incitação da população à revolta, e regressaram a seu país depois de gestões do Cônsul dos EUA. Atualmente, os documentos formulados pela CNBB, dominada nas últimas décadas pelo clero “progressista”, estão em total desarmonia com os ensinamentos da Igreja Católica, chegando a existir um cisma, se não oficial, efetivo na prática (Leia “O Papa e a CNBB”, de José Nivaldo Cordeiro, 27/12/2001, em https://olavodecarvalho.org/o-papa-e-a-cnbb/). “Ao confessar que, com o último Concílio, ‘a fumaça de satanás entrara pelas janelas do Vaticano’, o Papa Paulo VI esqueceu de observar que isso só podia ter acontecido porque alguém, de dentro, deixara as janelas abertas” (Olavo de Carvalho, in “Capitalismo e Cristianismo”, revista República, Dezembro de 1998). “A confusão entre eternidade e instante perpétuo, paramentada como ‘teologia da história’, perpassa todo o pensamento católico que levou ao Concílio Vaticano II e, através dele, agindo desde dentro em parceria com os inimigos de fora, destruiu o que pôde da autoridade da Igreja” (Olavo de Carvalho, in “A autoridade religiosa do mal”, jornal DC, 29/01/2007). Uma prova dessa cisão na Igreja pôde ser vista por ocasião da morte de Dom Hélder Câmara: para lembrar o 7º dia da morte de D. Hélder, os “progressistas” e os “conservadores” foram a igrejas diferentes. A missa “oficial”, presidida por D. Eugênio Sales, realizou-se na Igreja da Sé, em Olinda; a missa dos “progressistas”, ditos seguidores de D. Hélder, realizou-se na Igreja das Fronteiras, no Recife, onde havia ocorrido o velório. O “progressista” D. Paulo Evaristo Arns, a cada dia de Finados, rezava missa no Cemitério de Perus, São Paulo, onde teriam sido localizadas ossadas de terroristas mortos pelas Forças de Segurança (na verdade, se trata de vala comum onde indigentes foram enterrados). Missa para o tenente Alberto Mendes Júnior, morto a coronhadas por Carlos Lamarca, ou um Pai-Nosso pela alma do soldado Mário Kozel Filho, que foi explodido pelo grupo terrorista de Lamarca, nem pensar! Veja Ecoteólogo.

    Climagate - “A conspiração por trás do mito do Aquecimento Global Antropogênico (também conhecido como AGW, também conhecido como ManBearPig) foi desmascarada súbita, brutal e deliciosamente quando um ‘hacker’ entrou nos computadores da Unidade de Pesquisa Climática (CRU) da University of East Anglia e divulgou pela internet 61 megabites de arquivos confidenciais (cumprimentos ao site wattsupwiththat.com” (DELINGPOLE, 2012: 17). Pérolas encontradas nos computadores: comemoração da morte do cientista “cético” John L. Daly (criador do site Still Waiting for Greenhouse), em 2004; manipulação de provas; eliminação de provas; violência contra os cientistas “céticos” etc. Leia, de minha autoria, “Amazônia, clima, nível dos mares”, em https://felixmaier1950.blogspot.com/2020/08/amazonia-clima-nivel-dos-mares-por.html. Veja Melancia e Taco de Hóquei.

    CLU - Comandos Liberación Unidos: entidade que reúne exilados cubanos anticastristas, radicados nos EUA.

    Clube da Lanterna - Grupo antigetulista de conspiradores, liderado por Carlos Lacerda, bastante atuante na década de 1950.

    Clube de Roma – Criado em 1968 por Aurelio Peccei e Alexander King, integra personalidades como Al Gore, Jimmy Carter, Vaclav Havel, Romano Prodi, Kofi Annan, Dalai Lama, Jean Chetien, Mikhail Gorbachev, Bill Clinton, Peter Gabriel, Bianca Jagger, Paulo Coelho, Mary Robinson, Deepak Chopra, Daisaku Ikeda etc. Abarca assuntos como política, economia internacional e principalmente ambientalismo e desenvolvimento sustentável e defende um governo mundial. Pérola do Clube de Roma: “O inimigo notório da humanidade é o homem. Precisando encontrar um novo inimigo capaz de nos unir, chegamos à ideia de que a poluição, a ameaça do aquecimento global, a escassez de água, a fome e coisas similares podem satisfazer nossa necessidade. Todos esses perigos são causados pela intervenção humana e só com uma mudança de atitude e comportamento poderão ser vencidos” (apud  DELINGPOLE, 2012: 166). O livro “The Limits to Growth” (Os Limites para o Crescimento), de 1972, baliza as ações do Clube de Roma. Veja Melancia.

    Clube do Mé - Era formado pelo quarteto dirigente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema: Lula, José Cicote, Djalma Bom e Gilson Menezes. Quando Frei Betto apresentou José Dirceu a Lula, em janeiro de 1980, “o relógio ainda não marcava onze da manhã, mas o grupo já tomara duas ou três doses de cachaça em um boteco na frente do sindicato, justificando o apelido jocoso, ‘Clube do Mé’, que os adversários pregaram no quarteto” (CABRAL, 2013: 116).

    Clube dos Suicidas - Nome do conto de Robert Louis Stevenson, em que os sócios de um clube se davam cartas todos os sábados e o que recebia o ás de paus deveria matar, antes de 24 horas, aquele que recebia o ás de espadas. Na verdade, deveria ser chamado de “Clube dos Assassinos”.

    CMI - Conselho Mundial de Igrejas. O CMI tem entre seus fundadores John Foster Dulles, leigo presbiteriano, e Sir Keneth Grubb, leigo anglicano, “que tiveram papéis destacados nos aparatos de Inteligêcia dos EUA e Grã-Bretanha durante a II Guerra Mundial (1939-1945)” (CARRASCO, 2013: 45-46). “Uma espécie de ‘CIA das Igrejas’” (Idem, pg. 47). Desde a década de 1930 investe contra a instituição do Estado nacional. No Brasil, tem como ponta de lança o MST e o Foro de São Paulo. Em 1997, o Cardeal Joseph Ratzinger, depois Papa Bento XVI, denunciou o CMI por sua atuação em favor de movimentos armados marxistas na América Central. “Essas organizações missionárias promovem o que entendem como os interesses dos povos indígenas - em essência, preservá-los em reservas que se assemelham a ‘zoológicos humanos’, separando do restante das sociedades nacionais, como membros de uma humanidade abstrata, desprovida de princípios universais e vivendo em condições institucionais que antecedem a existência dos Estados nacionais soberanos. Ou seja, uma causa perfeita para promover um ‘humanitarismo’ hipócrita, para favorecer o estabelecimento de estruturas supranacionais de ‘governo mundial’” (CARRASCO, 2013: 45-46). Veja Antropólogos da ação, Evangelho Social Protestante e MRTA.

    CNA - Congresso Nacional Africano: O advogado sul-africano Pixley ka Izaka Seme, um Zulu educado nos EUA, liderou em 1912 a organização do Congresso Nacional Nativo Sul-africano (mais tarde Congresso Nacional Africano - CNA), uma representação de todas as etnias negras da África do Sul - historicamente desunidos -, com a proposta de lutar contra a discriminação racial. O CNA foi o Partido de Nelson Mandela, filho de uma família da nobreza tribal da etnia Xhosa, formado em Direito. Mandela ficou preso de 1962 a 1990 (mais de 27 anos). O CNA surgiu em 1944 como Liga da Juventude do Congresso Nacional Africano, um grupo de direitos civis que lutou contra o Apartheid, o regime discricionário branco da África do Sul. Por sua luta contra o Apartheid, Mandela recebeu o Prêmio Nobel da Paz, em 1993, junto com o ex-presidente Fredrik de Klerk. Mandela foi presidente da África do Sul, de 1994 a 1998.

    CNBB - Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Veja Clero Progressista.

    CNC - 1. Comissão Nacional Camponesa: ligada à Ação Popular. 2. Comissão Nacional de Consulta (ALA Vermelha). 3. Congresso Nacional de Campesinos: o I Congresso ocorreu em Buenos Aires, em novembro de 1961, com a presença de Francisco Julião (líder das Ligas Camponesas), que deu uma entrevista ao jornal Che.

    CNERA - Congresso Nacional de Educadores da Reforma Agrária. Veja MST.

    CNLTV - Coordinadora Nacional de Lucha por la Tierra y Vivienda: apoia camponeses “sem-terra” a ocuparem ilegalmente áreas rurais (Paraguai).

    CNPZ - Comisión Néstor Paz Zamora: organização terrorista, faz parte do Exército de Libertação Nacional (ELN), da Bolívia.

    CNRM - Conselho Nacional de Resistência Maubere: formado em 1988, presidido por Xanana Gusmão, que abandonara a FRETILIN e tentava transformar a luta de libertação do Timor-Leste numa causa nacional.

    CNRT - Conselho Nacional da Resistência Timorense: entidade que lutou para retirar o Timor-Leste da dominação da Indonésia, ocorrida em 1975. Presidido por Xanana Gusmão, preso em Jacarta durante 6 anos (libertado em 07/09/1999), e José Ramos-Horta (Prêmio Nobel da Paz em 1996). Outros movimentos pró-independência do Timor-Leste: APODETI, FALINTIL, FRETILIN, UDT. Movimentos contrários à independência: ABRI, Mahidi, Milícia Aitarak e Milícia Sangue pela Integração.

    CNUAD - Conferência das Nações Unidas sobre Armas Desumanas: aprovada em 1981, ratificada em 1996. Um dos objetivos da CNUAD é banir as minas terrestres.

    COB - Confederação Operária Brasileira: criada em 01/02/1908 por anarquistas, no início da industrialização do Brasil, pregava um sindicalismo revolucionário, tendo a greve como arma. A COB lutava pela jornada de 8 horas. Em 1917, ocorreu um grande movimento grevista, que culminou em greve geral e veio o aumento de 20% sobre os salários, o respeito à COB e as melhorias das condições de trabalho.

    COC - 1. Círculos Operários Católicos: no período do Estado Novo, eram favorecidos pelo Governo para conter a influência da esquerda (comunistas). 2. Curso Oswaldo Cruz, atual Sistema COC de Educação e Comunicação: processo corre no STF contra o advogado e procurador Miguel Nagib, do site Escola Sem Partido, e outros, pela divulgação do texto “Luta Sem Classe”, de Mirian Macedo - Cfr. https://escolasempartido.org/blog/sistema-coc-faz-historia/. Eu também havia sido citado no processo, inicialmente, mas meu nome foi retirado depois que apaguei o texto postado na internet, a pedido de um advogado do COC.

    Cochilo dogmático - “Kant foi o primeiro dos grandes filósofos a ser profundamente influenciado por Hume. Kant relatou que depois de lê-lo acordara do seu ‘cochilo dogmático’. A maior parte da filosofia de Kant consiste em resolver problemas levantados por Hume” (SEYMOUR-SMITH, 2002: 379). Immanuel Kant é autor da trilogia Crítica: a da Razão Pura (a mais importante – de 1781, revisada em 1789), a da Razão Prática (de 1788) e a do Juízo ou da Faculdade de Julgar (de 1790). Veja Imperativo categórico.

    CODI - Centro de Operações de Defesa Interna. Durante os governos militares, foram criados CODI nos I, II, III e IV Exércitos e nos Comandos Militares de Área (Planalto Central e Amazonas), para combater as organizações terroristas atuantes no Brasil. A OBAN, na verdade o CODI do II Exército (São Paulo), manteve seu nome devido ao sucesso obtido e a mística criada.

    Código de Nüremberg - O Código, de 1947, foi instituído pelo Tribunal Internacional de Nüremberg, encarregado de julgar os crimes nazistas. Foi a primeira tentativa de estabelecer padrões éticos internacionais para a pesquisa com seres humanos. Era um conjunto de 10 regras para experimentos com seres humanos, que porém não se firmou como norma de conduta universal para os pesquisadores.

    Códigos Venona - Revelaram a extensão da espionagem soviética nos EUA durante a década de 1950, que era muito maior do que supunha o senador McCarthy. Veja Caça às Bruxas, Escolas de subversão e espionagem e Macarthismo.

    Coexistência Pacífica - Política de pau nas relações da União Soviética com os EUA, a expressão foi muito usada na época de Nikita Kruschev, o qual defendeu que a vitória sobre o capitalismo se daria através da luta ideológica e da competição econômica, “uma forma superior de luta de classes”. Teve início com a assinatura do Tratado pelo qual a Áustria era desocupada pelas quatro potências e com a retirada das Forças russas da Finlândia. Stálin, porém, em 1937 já teria usado a expressão “‘coexistência pacífica’ entre estados com diferentes estruturas sociais” (PENNA, 1967: 131). O princípio é atribuído a Lênin que, após o período caótico que se seguiu à I Guerra Mundial e, preocupado em consolidar o bolchevismo na Rússia, havia constatado que a oportunidade da “revolução mundial” não se dava naquele momento: “Na Alemanha, na Hungria e em outros países da Europa os levantes comunistas haviam sido liquidados. Cabia, pois consolidar o regime vitorioso na ‘primeira pátria do proletariado’ e objetivar, pelo menos temporariamente, uma coexistência dos comunistas com os Estados não comunistas. Seria um recuo tático, um recuo, um compasso de espera enquanto não estivessem os soviéticos suficientemente fortalecidos para novo alastramento da doutrina à mão armada” (idem, pg. 130). “O XXII Congresso do Partido Comunista da União Soviética afirmou, em 1961, que a coexistência pacífica é a base da competição pacífica entre o socialismo e o capitalismo e que representa ‘a forma específica da luta de classes entre ambos’. Seria a maneira pela qual os países socialistas ‘trabalhariam para a consolidação permanente de seu sistema global na luta contra o capitalismo’" (idem, pg. 131). “A coexistência pacífica se constitui numa das mais perigosas armas do arsenal psicológico comunista, pelas defecções que introduz nas fileiras democráticas, sujeitas ao amaciamento em seu ânimo combativo, levando muitos democratas a descrerem da necessidade de luta dadas as ‘boas intenções’ evidenciadas pelo inimigo da democracia. Na declaração de Khruschev que segue está implícito o verdadeiro sentido de ‘coexistência pacífica’, expressão lançada por ele mesmo na área da guerra política, em substituição à ‘guerra fria’: ‘Conquistaremos o mundo capitalista utilizando essa formidável arma ideológica (o marxismo-leninismo) e não uma bomba de hidrogênio’ (De ‘A Luta pela Paz’)” (COUTO, 1984: 23). A coexistência pacífica não é nada mais que a nova denominação da détente, outra celebrada palavra de pau, preconizada por Stálin em 1921. O objetivo não era o abandono da revolução comunista mundial; a subversão passou a ter prevalência sobre a luta armada; era a “via pacífica” para a tomada do poder, com a vitória política. Nos países onde foi introduzida a subversão comunista da “coexistência pacífica”, a quinta-coluna vermelha passou a contestar a moralidade e a eficiência do governo, a descrença na justiça, insuflar a quebra da hierarquia, a transmitir a insegurança com atuação sobre as instituições tradicionais de um país: família, escola, igreja, forças armadas, organizações diversas, como imprensa, sindicatos, associações de moradores etc. A subversão fez valer suas hierarquias paralelas (“dualidade de poder”), como hoje ocorre com o “orçamento participativo” do PT e a força avassaladora das ONGs. O “poder paralelo” visualiza-se nas “comissões de fábrica”, “milícias operárias”, “milícias rurais” (caso do MST), para a formação de uma central única de trabalhadores que, através de uma insurreição simultânea e geral no campo e na cidade, será instrumento de tomada do poder.

    Coitadismo - “Valorizar a origem humilde é fundamental, mas supervalorizá-la indica um conflito não resolvido, uma contração latente da autoestima e da autoimagem não superadas e uma exploração do coitadismo. (...) Quem fala repetidamente que não ama o poder tem uma paixão clandestina por ele” (CURY, 2012: 113).

    Colarinho azul - Empregados uniformizados de uma empresa.

    Colarinho branco - Executivo de uma empresa, empresário.

    Coldre vazio - Expressão aplicada a sequestro, roubo ou perda de armas nucleares (DoD, USA).

    Coleção História Nova - Para a formação do “homem novo”, a história também deve ser nova. A Coleção de pau surgiu durante o Governo João Goulart, na “Campanha de assistência ao estudante”, do MEC, em que os livros tradicionais de história foram reformulados, os fatos interpretados sob a ótica marxista. O MEC editou também a cartilha “Viver é lutar”, reconhecida pela Conferência Nacional dos Bispos, para a alfabetização rural - ou melhor, alfabetização marxista. A rádio Ministério da Educação (Rádio da Verdade) era utilizada para propaganda comunista. Nada mais que o Pravda (“Verdade”) em ação.

    Coli - Corporate-Owned Life Insurances: sistema de seguro de vida em que empresas americanas fazem em nome de empregados ou clientes, para receber o pagamento após a morte destes. “Depois dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001, alguns dos primeiros pagamentos de seguro de vida não foram para as famílias de vítimas, mas para seus empregadores” (SANDEL, 2012: 134).

    COLINA - 1. Comando (ou Corrente) de Libertação Nacional: atual Congresso de Libertação Nacional, o antigo COLINA foi criado em 1968 como dissidência da POLOP. Em 1969, com recursos “expropriados” em assaltos, o COLINA instalou três “aparelhos” em Belo Horizonte, que foram desbaratados pela polícia; na ação contra o 3º aparelho, situado na Rua Itacarandu, foram mortos pelo COLINA o agente Cecildes Moreira de Faria e o guarda civil José Antunes Ferreira, além de ferir gravemente o investigador José Reis de Oliveira. No dia 31/03/1969, o COLINA assaltou a agência do Banco Andrade Arnaud, na Rua Visconde da Gávea, Rio, onde foi morto o comerciante Manoel da Silva Dutra. O COLINA recebeu a adesão de 2 grupos: o Núcleo Marxista Leninista (NML) e a Dissidência da Dissidência (DDD, e em Jul 1969 fundiu-se com a VPR, dando origem à Vanguarda Armada Revolucionária-Palmares (VAR-Palmares). Teve entre seus quadros o engenheiro Leovi Antonio Pinto Carisio, que acusou, no ano 2000, o tenente do Exército, Carlos Alberto del Menezzi, de torturador, sem apresentar provas; o tenente foi demitido da ABIN, onde trabalhava, enquanto Aloysio Nunes Ferreira (Ronald Biggs tapuia?) permanecia Secretário-Geral de FHC, sendo posteriormente alçado a Ministro da Justiça - exemplo típico de que a Lei da Anistia é aplicada apenas para beneficiar os antigos terroristas. Segundo Jacob Gorender, em seu livro Combate nas Trevas, o assassinato, no dia 01/07/1968, do major do Exército da Alemanha Ocidental, Edward Ernest Tito Otto, então cursando a ECEME, teria sido um equívoco, já que os assassinos do COLINA pensaram tratar-se do capitão Gary Prado, do Exército da Bolívia, que havia participado do combate ao foco de guerrilha que Che Guevara tentava implantar naquele país, onde acabou morto. A presidente Dilma Rousseff participou do grupo terrorista. 2. Colina: Grupo paramilitar, ligado ao Serviço de Inteligência Nacional (SIN), durante o Governo de Alberto Fujimori, acusado de promover o extermínio, para combater o terrorismo, especialmente o Sendero Luminoso (Peru); esse grupo surgiu após a dissolução do Congresso e “autogolpe” de Fujimori, em 1992.

    Colônia Cecília - “A Colônia Cecília foi uma tentativa anarquista no Brasil do fim do século 19. Por indicação de Carlos Gomes, o famoso compositor, o jornalista e agrônomo anarquista italiano Giovanni Rossi obteve de D. Pedro II uma gleba, em Palmeira (Paraná). A experiência, porém, teve início apenas em 1889, já proclamada a República, e visava instaurar uma comunidade que fosse o núcleo inicial de uma ‘sociedade nova’, baseada no trabalho livre, na vida livre e no amor livre. O fracasso foi completo e já em 1893, Rossi abandonava a Colônia Cecília para lecionar agronomia em Taquari-RS” (LINDENBERG, 1999: 121 – rodapé). Antes da Colônia Cecília, foi criada por socialistas franceses uma colonização fourierista na região de São Francisco, SC (1841-1844) - cfr. em http://felixmaier1950.blogspot.com/2021/04/colonizacao-fourierista-no-sul-do.html. Como a Colônia Cecília, essa comunidade pau-de-sebo francesa foi também para o brejo.

    Colossus - Primeira máquina programável da história, construído na Inglaterra em 1943 como parte do projeto militar do país para decodificação das mensagens nazistas criptografadas pela máquina “Enigma”. Permitiu iludir Hitler de que o desembarque dos Aliados seria em Calais e não na Normandia (Operação Overlord) e impediu o Marechal Rommel de chegar ao Egito. O “Colossus” foi parte fundamental da Máquina Universal de Turing, projetada por Alan Turing. O ENIAC, desenvolvido na Universidade da Pensilvânia, EUA, em 1946, é erradamente considerado por muitos como o primeiro computador da história. No filme Enigma, de Michael Apted (2001), um matemático decifra código secreto utilizado pelos nazistas durante a II Guerra Mundial. Este filme mostra a interceptação e a decifração de uma mensagem nazista, através do “Colossus”, quando tropas de Hitler descobriram as ossadas em Katyn - fato escondido do público, na ocasião, porque os Aliados precisavam da ajuda soviética para combater o III Reich. O filme Katyn (2007), de Andrzej Wajda, é baseado no livro “Post Mortem: A História de Katyn”, de Andrzej Mularczik. Alan Turing foi jogado no ostracismo quando foi descoberta sua homossexualidade. Preso, foi posto em liberdade por sua contribuição à ciência, mas obrigado a submeter-se a tratamento com injeções de estrogênio sintético, ou seja, uma castração química com hormônios femininos, que o deixou impotente e com seios. Perseguido, sem emprego, falido, suicidou-se em 07/06/1954, com ingestão de cianeto. Somente em 2009, o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, pediu desculpas públicas em nome da realeza. Veja Enigma e Lei de Turing.

    Coluna Guerrilheira - Em 1961, já havia interferência comunista cubana no Brasil. Com a morte de Carlos Marighella, Joaquim Câmara Ferreira (“Toledo”, o novo líder da ALN), viajou a Cuba, onde entrou em contato com Manuel Piñero, chefe do serviço secreto cubano, para tratar de ações revolucionárias no Brasil. “Um novo contingente preparado em Cuba deveria retornar ao País, para a retomada da luta. Washington Mastrocinque, codinome ‘Comandante Raul Sotelo Soto Maior’, designado pelos cubanos, seria o comandante desse contingente, a ser instalado no norte do País. Câmara Ferreira e Mastrocinque (“Toledo” e “Raul Sotelo”) montaram o esquema operacional de entrada do contingente guerrilheiro, com a assessoria dos cubanos Daniel Herrera e Piñero. (...) A Coluna Guerrilheira era uma concepção de Marighella, conjugando a experiência da coluna Miguel Costa-Prestes com as táticas dos cangaceiros, que admirava. Câmara Ferreira, em reunião com Carlos Eugênio Paz (“Clemente”), Hélio Pereira Fortes e outros membros da ALN, acerta, inicialmente, as ações que seriam realizadas, principalmente em São Paulo e no Rio de Janeiro, para marcar a passagem do primeiro ano da morte de Marighella (“Fabiano”). (...) O lançamento da coluna e o anúncio do início da guerrilha no campo se dariam no dia 15 de novembro de 1970, com a ocupação da cidade de Rainha do Norte” (AUGUSTO, 2011: 77-9). Raul Sotelo, acompanhado de Zelik Trajberg e portando passaporte cubano, percorreu o interior de vários Estados brasileiros e nada encontrou para dar início à ação guerrilheira. Ficou espantado quando Câmara Ferreira propõe atentados contra personalidades norte-americanas. Em junho de 1970, depois de voltar a Cuba, Mastrocinque desertou e foi a Paris, levando trezentos mil dólares. “A decisão para matá-lo era irrevogável. Ele tinha conhecimento detalhado de todos os contatos da organização e das ideias e projetos cubanos de luta armada na América Latina. Sua única alternativa para tentar furtar-se ao ‘justiçamento’ seria a devolução do dinheiro que recebera. Jogou a valise com os dólares nos jardins da Embaixada de Cuba em Estocolmo, avisando por telefone. Isolou-se em Lund, em absoluto silêncio” (idem, pg. 80). Câmara Ferreira foi preso em Vila Mariana, São Paulo, e morreu de ataque cardíaco em 23/10/1970, quando era o líder da Frente de Mobilização Revolucionária (FMR). Na ocasião, foi encontrado com o terrorista uma carta de Frei Osvaldo Rezende, onde “constavam contatos internacionais, projetos políticos em execução no exterior e ligações com os governos de Cuba e da Argélia” (idem, pg. 114). O terrorista Carlos Eugênio Paz, em seu livro “Viagem à Luta Armada” (Civilização Brasileira, Rio, 1996) afirma que Câmara Ferreira foi torturado até a morte pelo delegado Fleury. As mentiras que a esquerda espalha...

    Coluna Prestes - Movimento político-militar de origem tenentista, que entre 1925 e 1927 se deslocou pelo Brasil pregando reformas políticas e sociais e combatendo o Governo do Presidente Arthur Bernardes. A Coluna percorreu cerca de 15 mil km antes de se dissolver e se refugiar no Paraguai e na Bolívia. No entanto, a desinformação esquerdista fala em 25 mil e até 36 mil km percorridos! O nome original da Coluna era Miguel Costa-Prestes. Com o tempo, a esquerda se “apossou” da Coluna e a batizou de Prestes, passando a ser uma das mais célebres expressões de pau para o enaltecimento da vida e obra do agente moscovita chamado Luiz Carlos Prestes. Um conjunto de 28.000 cartas, manuscritos e fotos de Juarez Távora, tornados públicos em 1999 pelo CPDoc da Fundação Getúlio Vargas, e outros relatos comprovam que a “Marcha” não foi conduzida pelo “Cavaleiro da Esperança”, como escreveu Jorge Amado, mas por um bando de cangaceiros, que impuseram o terror por onde passaram. “Um capitão escreveu aos líderes reclamando dos saques, estupros e incêndios causados pelos ‘revolucionários’ no Paraná, no Paraguai e no Mato Grosso. ‘Tropa que diz bater-se pela liberdade dum povo não pratica incêndios, saques e não viola senhoras indefesas, como até aqui se tem praticado’, escreveu o capitão Antonio Teodoro. Cinco anos antes da liberação desses documentos, a jornalista Eliane Brum tinha descoberto o mesmo rastro de crimes ao refazer o trajeto da Coluna Prestes. Entrevistando antigos moradores que presenciaram a passagem da Coluna, ela se deu conta de que a maioria deles guardava ódio de Prestes e seus seguidores. Histórias de violência eram comuns do Paraná à Paraíba. Como a de que os cavaleiros, ao passar pela cidade de Posse, hoje Tocantins, torturaram moradores para saber onde eles tinham escondido o gado. Perto dali, moradores disseram à jornalista que, em abril de 1926, integrantes da Coluna invadiram uma casa para estuprar uma mulher na frente de seu marido” (NARLOCH, 2010: 298).  A esse respeito, veja, ainda, as reportagens “Marcha de horrores” (revista Veja” 09/06/1999 - http://veja.abril.com.br/090699/p_148.html, link já “detonado” pelo “Assassinato da Memória”, mas texto disponível em http://wikiterrorismobrasil.blogspot.com/2012/08/coluna-prestes-uma-marcha-de-horrores.html) e “Os algozes da Coluna Prestes” (jornal Correio Braziliense, 20/6/1999). Quanto mais crimes são denunciados, Prestes e Che Guevara se firmam cada vez mais como heróis da História de Pau Universal. Leia “Coluna Prestes”, do CPDOC/FGV, em http://cpdoc.fgv.br/sites/default/files/verbetes/primeira-republica/COLUNA%20PRESTES.pdf e veja o mapa do itinerário da Coluna em https://atlas.fgv.br/marcos/tenentismo/mapas/coluna-prestes-no-tempo-e-no-espaco. Veja Jovens Turcos.

    Comandante Fidel & Ditador Pinochet - A maniqueísta língua de pau socialista consegue fazer uma interessante distinção entre dois ditadores, Fidel Castro e Augusto Pinochet. O ditador barbudo, dono da Ilha por mais de 40 anos, era do “bem”, merecia todas as honras e adulações, devia ser chamado de el comandante, nunca de “ditador”. Para a esquerda, Pinochet sempre foi um ditador sanguinário de direita que explorou seu povo, apesar de ter deixado o poder depois de um plebiscito que ele mesmo convocou. Porém, como diz o provérbio, “pela árvore se conhecem os frutos”. E os frutos aí estão: Pinochet, ao derrubar o governo do comunista Salvador Allende, que queria transformar o país numa sucursal de Moscou, salvou os chilenos da desgraça e construiu os alicerces que hoje sustentam uma sociedade democrática. O povo cubano, pelo contrário, colheu um fruto podre com a ditadura de el coma andante, se tornou miserável e consome menos carboidratos que os antigos escravos negros da Ilha. Não há liberdade no país a não ser para bajular o tirano de ocasião e a situação só não é pior porque exilados cubanos remetem, dos EUA, milhões de dólares, anualmente, a parentes que permaneceram na Ilha do Dr. Castro.

    Comando Delta - Comando pauleira fake history, responsabilizou-se pelas explosões ocorridas no Riocentro, na noite de 30/04/1981. Veja Caso Riocentro.

    Comando Donosti - Comando armado do ETA, baseado em San Sebastian, capital do “País Basco”. Era o grupo mais violento do ETA, responsável por uma série de assassinatos de políticos do Partido Popular, do Primeiro Ministro José María Aznar. Foi acusado de uma onda de assassinatos de vereadores e prefeitos em 1998 nas províncias bascas de Guipuzcoa e Biscya, e em Navarra. Em 1997, sequestrou e assassinou o vereador de Ermua, Miguel Ángel Blanco, ocasionando comoção em toda a Espanha. Em março de 1999, foi preso em Paris o chefe militar do ETA, José Javier Kantauri Arizcuren, e a etarra Irantxu Gallastegui Sodupe, acusada de assassinato do vereador Blanco.

    Comando Geral dos Trabalhadores Intelectuais - Foi criado em 1963 por intelectuais, para pregação comunista. “Em 1963, a subversão, até então conduzida mais ou menos na clandestinidade, aflorou. Como não havia certeza do seu sucesso e até como uma forma de pressão, começou a colocar-se à luz do dia. Nesse ano, foi criado o Comando dos Trabalhadores Intelectuais. Esse Comando, reunindo nomes como Dias Gomes, Jorge Amado e Ênio Silveira, constituiu-se num baluarte da propaganda esquerdista. A infiltração comunista se derramou sobre o ensino em todos os níveis, com a orientação e apoio do próprio Ministério da Educação e Cultura. A UNE criou centros populares de cultura que submeteram a população a uma intensa propaganda esquerdista. A UNE, além de receber vultosos subsídios do Ministério da Educação e Cultura, recebia subsídios financeiros e propaganda da União Internacional de Estudantes (UIE), uma entidade de fachada do Movimento Comunista Internacional onde a UNE tinha um representante: um dos vice-presidentes dessa UIE era da UNE, um brasileiro. (...) Atendendo uma específica orientação da Internacional Comunista, o PCB realizou, em Niterói - O Governador da Guanabara [Carlos Lacerda] negou a permissão para a realização do evento em seu Estado - um encontro de solidariedade a Cuba com a presença de representantes de mais de oitenta países. Apesar das mensagens de solidariedade enviadas para esse encontro pela União Soviética e pela China, a vedete do encontro foi Prestes. Este, entre outras pregações revolucionárias, profetizou que o Brasil teria o privilégio de ser a segunda nação Latino-Americana, onde o socialismo seria implantado” (Gen Div Agnaldo Del Nero Augusto, HOE/1964, Tomo 5, pg. 98-99). Veja Congresso Continental de Solidariedade a Cuba.

    COMECON - Council for Mutual Economic Assistance (Conselho para Assistência Econômica Mútua dos Países da Europa Oriental): criado por Stálin em 1949, para reconstrução do bloco socialista (Cuba entrou no Conselho em 1972). Seus membros eram: Bulgária, Cuba, Tchecoslováquia, República Democrática Alemã (Alemanha Oriental), Hungria, República Popular da Mongólia, Polônia, Romênia, União Soviética e Vietnã (a Iugoslávia tinha status de Associada). A Albânia foi excluída em 1961. O COMECON foi dissolvido em 1991, após a queda dos regimes comunistas na Europa Oriental.

    Comissão Bipartite - “Desde 1970, bispos e generais se encontravam sigilosamente para conversar sobre o tema [desaparecidos] na chamada Comissão Bipartite. Apesar desse canal de diálogos, as relações entre a Igreja e o Estado se azedaram definitivamente em 1973 por causa da morte do estudante de Geologia da USP, Alexandre Vannuchi Leme. (...) A morte de Vannuchi fez com que a cúpula da Igreja Católica no Brasil abraçasse definitivamente o tema dos direitos humanos como eixo principal das críticas ao regime” (NAPOLITANO, 2014, 243-244).

    Comissão Geral de Investigação - “Com muito critério, essa Comissão procedeu aos levantamentos para identificar, em todo o País, as pessoas envolvidas em subversão e corrupção, ações deletérias e lesivas ao interesse nacional, a fim de enquadrá-las nas penas da lei revolucionária. Instruiu, pois, os necessários processos de cassação dos direitos políticos, sem prejuízo das demais sanções da legislação penal, para serem levados à apreciação do Presidente da República” (Gen Div Tasso Villar de Aquino - HOE/1964, Tomo 9, pg. 81). O general Aquino foi chefe da CGI. “Nesse período [governo João Goulart], servindo no 3º. Regimento de Infantaria (3º. RI), em Niterói, RJ, jovem tenente ainda, lembro-me bem que a divisão entre militares de direita e de esquerda nos trazia muita inquietação e até uma certa aflição, por não sabermos quem era quem. Um ambiente que realmente contrastava com a nossa formação militar, assentada na hierarquia e na disciplina. No 3º. RI o oficial-de-dia não dormia: passava a noite de metralhadora na mão, acordado, indo aos postos, preocupado com a segurança. Para que se tenha uma ideia da desordem que ocorria no interior da caserna, cito um graduado, 3º. Sargento Quintanilha, que era o presidente da Associação dos Subtenentes e Sargentos de Niterói, e que se ligava diretamente com o Presidente da República” (Gen Div Théo Espindola Basto - HOE/1964, Tomo 12, pg. 128). Acrescenta o general Basto que, em visita a um companheiro de seu pai, da turma de 1937, então coronel, no QG, Rio, este “estava acionando a greve na Central do Brasil! E comentou: ‘Nós temos que resolver os problemas populares’. Portanto, era um oficial do Comando do I Exército, usando telefone interno, interferindo na Central do Brasil, com evidente respaldo de seu Comandante” (idem, pg. 129).

    Comissão Nacional da Verdade - “Os homens odeiam a verdade quando ela lhes é contrária” (Sócrates). “Fraudar o passado é a mais antiga forma de controle do conhecimento: se você tem o poder sobre a interpretação do que aconteceu antes (ou pode simplesmente mentir sobre isso), o presente e o futuro estão à sua disposição. Portanto, é simples prudência democrática assegurar que os cidadãos sejam historicamente informados” (JUDT, 2014: 284). Parida pelo famigerado Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3), o qual foi escrito a quatro mãos pelos antigos terroristas Dilma Rousseff e Paulo Vannuchi, a Lei no. 12.528, de 18/11/2011, que criou a Comissão, teve como meta reescrever a história recente do Brasil, dentro da ótica marxista, em claro revanchismo contra os militares. O mote é sempre o mesmo: qualificam os militares que combateram a subversão comunista como “torturadores”, a exemplo do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, que respondeu a processos atrás de processos. O coronel Armando Avólio Filho também teve sua carreira precocemente encerrada, ao ser acusado de torturador quando era adido militar na Inglaterra. A Comissão pau-de-sebo deveria mudar seu nome para “Comissão da Calúnia” (http://felixmaier1950.blogspot.com/2020/07/a-comissao-da-calunia-por-general.html), como disse o general Maynard Marques de Santa Rosa, já que todo esquerdista é fã de Lênin, que afirmou: “Os comunistas deveriam lembrar-se de que falar a verdade é preconceito pequeno-burguês. Uma mentira, por outro lado, é muitas vezes justificada pelo fim”. Ives Gandra compara a Comissão espúria aos Borg da série Star Trek (Jornada nas Estrelas), humanos robotizados que pretendem “assimilar” todos os povos do universo, ou matá-los. “Os Borgs representam as ditaduras ideológicas, que não admitem contestação e que procuram dominar os povos, eliminando as oposições e as verdadeiras democracias. (...) Não creio que a Comissão da Verdade venha auxiliar muito este seu projeto [da presidente Dilma Rousseff], na medida em que, sobre relembrar fantasmas do passado e rememorar dolorosos momentos de uma história em que militares e guerrilheiros torturaram e mataram, tende a abrir feridas e acirrar ânimos. (...) Sou favorável a que os historiadores - e não os políticos - examinem, pela perspectiva do tempo, o ocorrido naquele período, pois não são os políticos que contam a história, mas aqueles que se preparam para estudá-la e examinam-na, sem preconceito ou espírito de vingança” (Ives Gandra da Silva Martins, in Os Borgs e a Comissão da Verdade - Cfr. em http://felixmaier1950.blogspot.com/2021/01/os-borgs-e-comissao-da-verdade-por-ives.html). De fato, esse trabalho espúrio da Comissão deveria ser deixado aos historiadores, não entregue ao “Esquadrão de Reescritores” petista-orwelliano. Diz a historiadora vencedora do prêmio Pulitzer pela obra Canhões de Agosto: “Cabe ao historiador a tarefa de dizer sobre o que é a história humana, e quais são as forças que realmente nos impulsionam” (TUCHMAN, 1995: 46). Há um dito que diz que “a mentira é como carvão; quando não queima, suja”. O objetivo da Comissão da Calúnia é queimar a História recente do Brasil e sujar os nomes dos militares que combateram os terroristas. “A memória do que se passou nos últimos quarenta anos está sendo totalmente apagada, caricaturada, recontada, reescrita, safenada, já fizeram ‘o diabo’ com essa história” (Olavo de Carvalho - HOE/1964, Tomo 3, pg. 102). Enganando a sociedade, a esquerda tenta seguir a máxima de Aristóteles Onassis: “Não ser descoberto na mentira é o mesmo que viver na verdade”. O que dizer sobre essa neurose da esquerda, de tentar modificar sua biografia, destruindo o passado? Freud explica: “O passado rejeitado volta com redobrada força”. Por que perpetuar esse conflito com o passado? É Hitler que responde ao “fascismo alegre”: “Deve-se permitir que as pessoas entrem em atrito mútuo. O atrito produz calor, e calor é energia”. A presidente Dilma Rousseff anunciou no dia 10/05/2012 o nome dos 7 integrantes da Comissão da Verdade: José Carlos Dias (ministro da Justiça no governo Fernando Henrique), Gilson Dipp (ministro do Superior Tribunal de Justiça), Rosa Maria Cardoso da Cunha (advogada de presos políticos, entre eles Dilma Rousseff), Cláudio Fontelles (procurador-geral da República no governo FHC), Paulo Sérgio Pinheiro (diplomata), Maria Rita Kehl (psicanalista e petista) e José Cavalcante Filho (jurista). Sete, a conta do mentiroso... Esse verdadeiro “Esquadrão de Reescritores” orwelliano terá 2 anos para assassinar a História recente do Brasil. Ou seja, a campanha midiática “Dois Minutos de Ódio” de “1984”, de George Orwell, foram transformados pela terrorista Dilma Rousseff em “Dois Anos de Ódio contra os Militares”. Vale lembrar que a presidente foi a comandante-em-chefe das Forças Armadas, as quais ela deveria respeitar, não destilar seu ódio e patifaria sem limites. Houve também comissões estaduais, filiais do Pravda (“Verdade”, em russo) tupiniquim, além das OABs, de estudantes, sindicalistas e até de índios. A de Pernambuco chamar-se-á D. Hélder Câmara. “O Ministério da Verdade - ou MINVER, em novalíngua - era completamente diferente de qualquer outro objeto visível. Era uma enorme pirâmide de concreto branco, erguendo-se, terraço sobre terraço, 300 m sobre o solo. De onde estava, Winston conseguia ler, em letras elegantes colocadas na fachada, os três lemas do Partido: Guerra é paz; Liberdade é escravidão; Ignorância é força” (ORWELL, 2007: 11). Nada a ver com o edifício piramidal de Londres, o Shard London Bridge, todo espelhado, com mais de 300 m de altura... Minha contribuição para a Comissão da Calúnia pode ser vista em http://felixmaier1950.blogspot.com/2020/07/carta-comissao-nacional-da-verdade-por.html.

    Comissão Sábato - O nome da Comissão reporta-se a Ernesto Sabato. Relatório apresentado em 1984, durante o Governo Raúl Alfonsín, sobre a história da ditadura militar argentina. As provas e revelações do resumo do relatório, de 400 páginas, apoiadas por 50.000 páginas de documentação, deu origem ao título Nunca Más, nome utilizado, posteriormente, pela Arquidiocese de São Paulo em seu “Brasil: Nunca Mais”.

    Comitê contra a Prisão e a Perseguição Política no Brasil - ONG cujos advogados defendiam integrantes que pregavam a luta armada, como o grupo Forças Socialistas de Libertação Nacional (FSLN), surgido no Norte do Estado do Rio de Janeiro, em 2000. No dia 17/08/2000, 11 homens das FSLN assaltaram um posto policial (Departamento de Policiamento Ostensivo - DPO), em Carapebus, norte do Estado do Rio de Janeiro, roubando armas e pichando a cidade com os dizeres: “A solução para o Brasil é a luta armada. FSLN”. O líder era o ex-paraquedista Nelson Faria Marinho, então com 56 anos, que foi preso.

    Comitê de Defesa dos Direitos Legítimos (CDDL) - Organização islâmica estabelecida em Londres, é “o maior e mais bem-organizado grupo de oposição islamita saudita e desfruta de acesso à elite saudita no Ocidente e em sua pátria” (BODANSKY, 2002: 194). No início dos anos de 1990, mostrava-se um movimento islamita “modernista”, para criar uma imagem de “moderado” no Ocidente. Porém, após a divulgação da palestra do xeque Salman bin Fahd al-Udah (“A Arte da Morte”, que teve a importância de uma fatwa, convocando ao sacrifício da vida humana), este foi preso na Arábia Saudita em setembro de 1994 e o CDLR passou a defender a derrubada do Governo em Riad através da luta armada. Atualmente, a organização islâmica de pau integra a Internacional Islamita do terror.

    Comités de Defensa a la Revolución (CDRs) - Criados por Fidel Castro em setembro de 1960, os Comitês de Defesa da Revolução Cubana foram copiados da STASI (Alemanha Oriental, comunista) que, por sua vez, se inspirou nos nazistas. A partir dos 14 anos de idade, todos os cubanos são obrigados a aderir ao CDR. “Cerca de 8 milhões de cubanos são membros do comitê de defesa da revolução de seu quarteirão, dirigido por um ‘presidente, um responsável pela vigilância e um responsável ideológico’. Além de seu papel de vigilância ‘dos inimigos da revolução e dos antissociais’, os cerca de 120 mil comitês que controlam o país ‘constituem uma grande força de impulsão para mobilizar o bairro por ocasião das reuniões e desfiles para defesa da revolução’, afirmam os textos oficiais” (CUMERLATO, 2001: 55). “Foi a partir das listas estabelecidas pelos CDRs que mais de cem mil pessoas foram interpeladas e vários milhares deles conduzidos a centros de detenção: estádios, edifícios e ginásios” (COURTOIS, 2000: 785). “Desde 1959, mais de cem mil cubanos conheceram os campos, as prisões ou as frentes de trabalho. Entre 15.000 e 17.000 pessoas foram fuziladas” (idem, pg. 788). Não é de admirar que o povo cubano vá em massa às ruas para apoiar o regime de pau de Fidel Castro; ninguém teria coragem de contestar el comandante. Nas eleições para presidente, Fidel costumava ter 100% dos votos dos delegados - uma marca que, certamente, nenhum Papa teve até hoje. Um mural de Che, medindo dez andares de altura, adorna o Ministerio del Interior em Havana, onde fica a polícia secreta de Cuba.

    Comitê de Solidariedade aos Povos da América Latina (COSPAL) - Outro suporte de pau dos onagros soviéticos, a I COSPAL foi realizada em Havana, Cuba, de 31 de julho a 10 de agosto de 1967, evento programado um ano antes, quando foi fundada a OLAS (1966). À COSPAL compareceram Carlos Marighella (à revelia do PCB), Paulo Stuart Wright (pela AP) e o então Senador Salvador Allende, do Chile. A Resolução Final da COSPAL dizia: “O Brasil é o território ideal para a guerra de guerrilhas. É país limítrofe com quase todos os países sul-americanos e nosso trabalho ali será facilitado pelo fato, mesmo, de existir uma oposição difusa e natural ao regime militar de Castello Branco. Até Lacerda é agora oposicionista. (...) O Partido Comunista e os grupos socialistas afins estão dispostos a capitalizar todo o descontentamento, fortalecendo as guerrilhas, lançando-as de diversos pontos do vasto território do Brasil” (Cfr. “ORVIL”).

    Companheiro - O mesmo que “camarada”. Salvador Allende “declarava-se marxista-leninista e chamava às próprias filhas ‘companheira’ Carmen, ‘companheira’ Isabel, ‘companheira’ Beatriz” (NARLOCH, 2011: 263). “Beatriz casou-se com o cubano Luis Fernández de Oña, o comunista que organizou a expedição de Che Guevara à Bolívia antes de ter se tornado um dos chefes da polícia secreta cubana” (idem, pg. 278).

    Complexo de Promoção da Cidadania - Pomposa expressão de pau, apenas significa centro de detenção de “jovens infratores” - outra expressão de pau -, como as Febens espalhadas pelo Brasil e o antigo CAJE de Brasília. Esses centros não promovem cidadania alguma, mas preparam muitos jovens para crimes hediondos quando saírem dos presídios, que normalmente não passam de antros de formação de marginais. Esses CPCs deveriam se chamar Curso de Pós-graduação em Crimes.

    Complexo PUCUSP - Era como o poeta e intelectual Bruno Tolentino se referia aos “intelectuais” do submarxismo existente na PUC e na USP.

    Comuna - Pequeno distrito de governo local. Na China, era a unidade básica na organização da agricultura e governo local rural entre 1958 e 1978; após a desastrosa safra de 1959-1961, o poder das comunas foi sendo delegado às brigadas de produção; durante o movimento das “quatro grandes modernizações”, as comunas foram virtualmente abolidas.

    Comuna de Kronstadt - Em 01/03/1921, a Base Naval de Kronstadt, localizada na ilha de Kotlin, no Golfo da Finlândia, se levantou contra o regime bolchevique. Em 7 de março, o Exército Vermelho enviou 50.000 militares para combater os revoltosos, dos quais cerca de 10.000 morreram antes de esmagar os insurgentes em 17 de março. Os sobreviventes foram sumariamente mortos ou enviados a campos de trabalhos forçados, na Sibéria.

    Comuna de Paris - Governo revolucionário formado na França, que se estendeu de 15 de março a 26/05/1871, durante a Guerra Franco-Prussiana. Era composto por 92 membros que desafiaram o Governo Provisório de Thiers e da Assembleia Nacional. A Comuna, que não tinha conexão com o comunismo, foi uma aliança entre as classes média e trabalhadora. Antes de render-se, os communards executaram seus reféns, inclusive o Arcebispo de Paris. O centro de Paris foi destruído e mais de 10 mil pessoas foram massacradas.

    Comunidades - Segundo a língua de pau, não existem mais favelas brasileiras, apenas “comunidades”. Comunidades como a Mangueira e Cidade de Deus se tornaram famosas por receber visitantes ilustres, como o príncipe Charles e presidentes dos EUA, que ficaram alegres como “pinto no lixo” ao verem as evoluções de capoeiristas, ao som do berimbau, com o rebolado de mulatas. “No início da década de 80, o antropólogo Darcy Ribeiro, então vice-governador do Estado, chegou a declarar que favelas não eram um problema, e sim uma solução - mais uma de suas grandiloquentes frases ocas. Não por acaso foi esse o período de maior favelização da cidade. O governo de Leonel Brizola adotou uma política de liberalidade em relação às construções irregulares e mesmo à segurança pública. A estratégia foi feita na base do ‘deixa eles lá que eles não nos incomodam aqui’, o que refletiu não apenas a falta de visão do problema a longo prazo, mas uma malandragem política que visava à criação de clientelas eleitorais” (in “A cidade que o medo construiu”, de Ronaldo França, revista Veja no. 1850, pg. 41). Hoje, as “comunidades” da cidade do Rio estão loteadas entre traficantes de drogas e milicianos - estes últimos já reinando sobre 57% da área. A “solução” darcyribeirana deu tão certo que o modelo carioca está sendo exportado para todo o país e até para países vizinhos, como Paraguai e Bolívia.

    Comunismo - Doutrina e sistema econômico-social baseados na propriedade coletiva dos meios de produção. O “Manifesto Comunista”, de Karl Marx e Friedrich Engels, de 1848, afirma que o comunismo seria o estágio final da organização político-econômica humana (Fim da História?). O comunismo foi implantado na Rússia (1917) e depois da II Guerra Mundial em muitos outros países, como a Coreia do Norte (1948), China (1949), Cuba (1961), Camboja, Angola e Moçambique (1975). “Como outras religiões, o comunismo também tem seus escritos sagrados e seus livros proféticos, como O Capital, de Marx, que previu que a história logo terminaria com a vitória inevitável do proletariado. O comunismo tinha seus feriados e festividades, como o Primeiro de Maio e o aniversário da Revolução de Outubro. Tinha teólogos adeptos da dialética marxista e cada unidade do exército soviético tinha um capelão chamado de comissário, que monitorava a devoção de soldados e oficiais. O comunismo teve mártires, guerras santas e heresias, como o trotskismo. O comunismo soviético foi uma religião fanática e missionária” (HARARI, 2018: 307-309 - “Sapiens”). O comunismo, "de maneira persistente e com grande eficiência, explora nossas falhas, contradições e desníveis sócio-econômicos e levanta as bandeiras das reivindicações mais justas e das aspirações mais sentidas de nosso povo" (SAMPAIO, 1966:12). Por que a doutrina comunista se mostra tão atual e tão poderosa no Brasil, onde tremulam bandeiras vermelhas totalitárias nas manifestações de rua, se ela foi varrida de extensas áreas do planeta, como na antiga União Soviética, e está em baixa na própria China "comunista"? O que ocorreu com nossa "Cólquida", com a terra de Macunaíma e a roça de Jeca Tatu? Uma das explicações é que nunca houve um regime comunista em nosso País, assim a população não conhece o perigo que isso significa. Outra explicação é que o Brasil não conseguiu, nas últimas décadas, "decolar" junto com outros países capitalistas, como a Coreia do Sul. “O comunismo, mesmo para os que o condenam, não é mais do que um mal relativo quando comparado com o mal integral, absoluto, que é o nazismo. (...) Os comunistas conseguiram fazer esquecer: que o comunismo custou a vida a pelo menos cem milhões de seres humanos; que inventou os campos de concentração; que deportou populações inteiras; que reintroduziu oficialmente a tortura nos interrogatórios; que levou à falência econômica todos os países onde foi implantado; que esterilizou intelectualmente povos inteiros; que afetou irremediavelmente os seus dados genéticos; que violou a independência de vários países; que recorreu sistematicamente ao terror e à mentira como formas de governo. O nazismo, que fez aproximadamente dez vezes menos vítimas do que o comunismo, foi definitivamente, e com justiça, marcado pelo processo de Nüremberg e submetido à erradicação total através de uma política de desnazificação conduzida de forma particularmente eficaz. O comunismo não foi alvo de qualquer sanção em qualquer país e passa ainda para muita gente como um grupo tão respeitável como qualquer outro. Sim, há toda a legitimidade para nos questionarmos sobre quem ganhou a guerra fria” (VOLKOFF, 2004: 99-100). “Já no século XX, intelectuais socialistas, grandes admiradores da União Soviética, como H. G. Wells e Bernard Shaw, alegam o direito que teria o socialismo de liquidar física e maciçamente classes sociais que representassem um obstáculo à Revolução ou que a retardassem. Em 1933, no jornal The Listener, Bernard Shaw, demonstrando dons de visionário, pressiona os químicos para que ajudem a acelerar a depuração dos inimigos do socialismo, ‘descobrindo um gás humanitário que cause morte instantânea e indolor, em suma, um gás civilizado - mortal evidentemente -, mas humano, destituído de crueldade’. Devemos lembrar que, em seu julgamento em Jerusalém, em 1962, o carrasco nazista Adolf Eichmann invocou em sua defesa o caráter ‘humanitário’ do Ziklon B, que eliminou os judeus nas câmaras de gás do holocausto” (REVEL, 2001: 97). As esquerdas radicais se lançaram na luta contra a ditadura, não porque a gente queria uma democracia, mas para instaurar o socialismo no país por meio de uma ditadura revolucionária, como existia na China e em Cuba. Mas, evidentemente, elas falavam em resistência, palavra muito mais simpática, mobilizadora, aglutinadora. Isso é um ensinamento que vem dos clássicos sobre a guerra. Falava-se em cortar cabeças, essas palavras não eram metáforas. Se as esquerdas tomassem o poder, haveria, provavelmente, a resistência das direitas e poderia acontecer um confronto de grandes proporções no Brasil. Pior, haveria o que há sempre nesses processos e no coroamento deles: fuzilamento e cabeças cortadas”. (Daniel Aarão Reis, antigo terrorista do MR-8, depois professor da UFF - O Globo, 29/03/2004). Veja Museu do Comunismo e Ponerologia.

    Comunismo liberal - A expressão de pau se refere à política do ex-secretário comunista chinês Hu Yaobang, “colaborador extremamente dedicado no prosseguimento da política de modernização da China, iniciada há dez anos [1979] por Deng Xiaoping” (FIORE, 1990: 7).

    Comunista come criancinha - O filme “Evilenko”, dirigido por David Grieco, trata da história do Monstro de Rostov, em que Andrei Romanovic Evilenko ficou famoso por violentar, assassinar e devorar 55 crianças e adolescentes em várias cidades da Rússia, durante um período de cinco anos. Segundo o filme insinua, tal procedimento psicótico foi resultado da Perestroika iniciada por Gorbachev, em que o comunista ficou perdido ideologicamente, sem saber como sobreviver aos novos tempos. O resultado foi o comunista comer criancinha, uma atrás da outra. Vejamos como comunista comia criancinha na antiga Rússia comunista: “No fim da guerra civil, e como sua consequência natural, abateu-se sobre a região do Volga um ano de fome como nunca se tinha conhecido. Como isso não adorna muito a coroa de glória dos vencedores desta guerra, falam sobre ele entre os dentes e sem ir além de duas linhas. No entanto, essa fome chegou até ao canibalismo, até aos pais comerem os seus próprios filhos. Nunca uma fome assim tinha sido conhecida na Rússia, nem sequer no ‘Tempo dos Tumultos’ (então, como testemunham os historiadores, os cereais mantinham-se debaixo da neve durante vários anos, sem serem colhidos). Um só filme sobre essa fome poderia projetar uma luz nova sobre tudo o que vimos e tudo o que sabemos acerca da Revolução e da guerra civil. Mas não há nem filmes, nem romances, nem estudos estatísticos - é algo que se procura esquecer, que não embeleza. Além disso, a causa de qualquer fome, é costume fazê-la recair sobre os kulaks. Mas quando a fome era geral, onde estavam os kulaks?” (SOLJENÍTSIN, 1976: 331). Leia meu texto “Comunista come criancinha” em http://felixmaier1950.blogspot.com/2020/07/comunista-come-criancinha-por-felix.html.

    Conare - Comitê Nacional para Refugiados: vinculado ao Ministério da Justiça, foi criado em 1998. Nesse ano, o escritor cubano Ricardo Alberto Pérez, perseguido pelo regime comunista de Fidel Castro, recebeu proteção na “cidade-refúgio” de Passo Fundo, RS. Em 2002, refugiados do Afeganistão se estabeleceram em Porto Alegre. O Conare negou asilo ao terrorista Cesare Battisti, porém o ministro de Justiça, Tarso Genro, concedeu refúgio ao companheiro de ideologia. Veja PAC (Proletários Armados pelo Comunismo).

    Conceito Biocêntrico - “Essa ideologia fundamentalista, baseada em um conceito ‘biocêntrico’, considera que o ser humano é apenas um a mais das milhões de espécies da biosfera terrestre, ou seja, o degrada ao nível dos demais seres vivos e lhe nega qualquer papel protagonista no presente estágio da evolução universal. Nessa insidiosa subversão de valores, o meio ambiente é transformado em uma nova entidade de direito próprio, ao qual, alegadamente, devem submeter-se os anseios de bem-estar e progresso da espécie humana” (CARRASCO, 2013: 43). Veja ALF, Eugenia ecológica, GLF, Teoria de Gaia e VHEMT.

    Concílio Cubano - Frente de oposição cubana, de defesa de direitos humanos, que sofre repressão do governo comunista. Engloba mais de 130 organizações. Líderes: Héctor Palacios Ruiz, presidente do Partido da Solidariedade Democrática; Reynaldo Cosano Allén; Gladys González Noy; Mercedes Parada; Vicky Ruiz Labrit; Gladys Linares Blanco; Pedro Pablo Alvarez. Leonel Morejón Almagro, um dos fundadores da Frente, condenado a seis meses de prisão em 1996, foi proposto por parlamentares americanos para receber o prêmio Nobel da Paz.

    CONCLAP - Conselho Superior das Classes Produtoras: junto com o IPES e outros órgãos, ajudou a promover o Movimento de 1964, que evitou a comunização do Brasil. Veja CAMDE, IBADE e IPES.

    Confeiteiros Sem Fronteira - Grupo anarquista, em 2003 lançou “tortada” na cara de José Genoino, presidente do PT, e do diplomata americano Peter Allgeier, no Rio de Janeiro. Em 2004, a “tortada” foi endereçada a Ricardo Berzoini, Ministro do Trabalho, devido à falta de bom senso que teve com os “velhinhos”, em 2003, quando era Ministro da Previdência, exigindo que idosos e deficientes enfrentassem filas quilométricas para recadastramento (prova de vida). Com a ascensão do “fascismo alegre” petralha, sumiram os Confeiteiros, os caras-pintadas da UNE, o procurador do “Petistério Público”, Luiz Francisco de Souza. Mas surgiram o cartunista pró-governo, Chico Caruso, e as manifestações de rua pró roubalheira do PT, organizadas por CUT, PCdoB, MST, PT e seus partidos genéricos (PSol, Rede etc.).

    Conflitos de linha de fratura - Civilizações distintas que dividem um país, são especialmente frequentes entre muçulmanos e não-muçulmanos (Cachemira, Kosovo, Chechenia, Nigéria, Sudão etc.). Atualmente, a Ucrânia vive esse conflito, dividido entre simpatizantes da Rússia e da União Europeia, que já redundou na anexação russa da Crimeia, em 2014.

    Congresso Continental de Solidariedade a Cuba - Promovido pelo PCB, foi realizado no período de 28 a 30 de março de 1963 em Niterói (o Governador Carlos Lacerda proibiu a realização no Estado da Guanabara), reunindo representantes de mais de 80 países. Estavam presentes os deputados federais Alexandre Barbosa Lima, Celso Brandt, Almino Afonso, Francisco Julião e os presidentes do CGT e da UNE. A estrela da festa foi Luiz Carlos Prestes, que “profetizou” que o Brasil teria o privilégio de ser a segunda nação latino-americana onde o socialismo iria triunfar. O Congresso contou com a presença também de Carlos Marighella e Roland Corbisier, e teve o apoio explícito dos governos comunistas da Rússia, da China, do Vietnã, e de personalidades como Bertrand Russell e Pablo Neruda. A abertura do Congresso teve ampla cobertura do Jornal do Brasil, de 28/03/1963 - cfr. em http://memoria.bn.br/pdf/030015/per030015_1963_00072.pdf. Veja Comando Geral dos Trabalhadores Intelectuais.

    Congresso Cultural de Havana - Iniciado em 04/01/1968, o onagro comunista emitiu a seguinte Declaração: “Queremos dizer ao mundo que o grito de guerra do nosso Comandante ‘Che’ Guevara foi escutado; que estamos dispostos - com nossas mãos e nossas gargantas eivadas de ódio e paixão revolucionária - a deixar nossos instrumentos de trabalho, tomar as armas e entoar os cantos guerreiros com o matraquear das metralhadoras e novos gritos de guerra e de vitória” (ORVIL, pg. 266). “No Brasil, as consequências do Congresso foram imediatas. Livros passaram a ser escritos e canções compostas sob a ótica da visão marxista. Nossos ‘intelectuais’ e artistas, forjados nos bares de Ipanema e do Leblon, tomaram a postura de ‘revolucionários’, sempre, porém, insuflando os outros, particularmente os jovens. Os ‘Chico Buarques’, os ‘Callados’ e os ‘Geraldos Vandrés’ proliferaram e ganharam as manchetes como os mártires da ‘censura da ditadura militar’” (ORVIL, pg. 266-267).

    Congresso Pioneril - Congresso das criancinhas comunistas, de Cuba: manipulação da infância e da juventude para as causas do regime e da Revolução. Veja Balillas e Fascismo.

    Congresso Sionista Mundial - O Primeiro Congresso, realizado na Basileia, Suíça, de 29 a 31/08/1897, reuniu 204 dirigentes judeus procedentes de vários países. Teodoro Herzl, presidente do Congresso, definiu assim o Sionismo: “O sionismo é o movimento do povo judeu em marcha para a Palestina; mas, o retorno à Palestina deve ser precedido pelo retorno do povo judeu ao judaísmo”. É o marco inicial da criação do Estado de Israel, em 1948, e a consequente “Questão Palestina”, que prossegue sem solução até os dias atuais. No Congresso, as seguintes resoluções secretas foram tomadas em 3 dias de debates: “1) estimular a colonização da Palestina, povoando-a de judeus, mediante uma emigração metodicamente organizada; 2) organizar o movimento judeu, unificando suas formações espalhadas pelo mundo; 3) despertar, reforçar e mobilizar a consciência judia em todas as comunidades; 4) atuar nos diferentes Estados, para obter o apoio e a anuência dos mesmos para o movimento sionista”. (TRIKI, 1980: 53). Além da Palestina, outros países foram cogitados para estabelecer o “Lar Judeu”, como Madagascar, Equador, Colômbia, Polônia, Venezuela. Ribentropp queria estabelecer os judeus em Madagascar, “sob comando alemão, mas com administração judaica” (CURY, 2013: 223). “No fim de 1937, a ideia de favorecer um Estado judeu na Palestina, que Eichmann desenvolvera, já havia esfriado bastante. (...) O Ministério do Exterior alemão era resolutamente hostil à noção de um Estado judeu na Palestina. Porém, a emigração continuava a ser o objetivo” (KERSHAW, 2010:485). “Hoje sou aclamado na Alemanha como um homem de ciência alemão e na Inglaterra sou apresentado favoravelmente como um estrangeiro judeu. Mas, se as minhas teorias fossem repudiadas, os alemães condenar-me-iam como estrangeiro judeu e os ingleses me expulsariam como alemão” (Einstein, apud PEREIRA, 1962: 1014). Veja Diáspora judaica e Sionismo.

    Conhecimento é poder - “Em 1620, Francis Bacon publicou um manifesto intitulado Novum Organum [Novo Instrumento], no qual afirmou que ‘conhecimento é poder’. A real prova de fogo do ‘conhecimento’ não é se é verdadeiro, mas se nos dá poder. Os cientistas geralmente presumem que nenhuma teoria é 100% correta. Em consequência, a verdade não é um bom parâmetro de teste para o conhecimento. O parâmetro real é sua utilidade. Uma teoria que nos permite fazer novas coisas constitui conhecimento” (HARARI, 2018: 350 - “Sapiens”).

    Consciência cidadão mundial - Expressão pauleira utilizada pelo socialista Lionel Jospin, que foi Primeiro-Ministro da França. Claro, desde que a consciência seja esquerdista.

    Consejo de Educación de Adultos de América Latina (CEAAL) - Organização de pau ligada ao onagro Foro de São Paulo. Veja Foro de São Paulo.

    Conselho Mundial das Igrejas Cristãs - A Christian Church World Council (CCWC) é um clássico da desinformação. Não existe tal entidade, mas existe a World Council of Churches (Conselho Mundial de Igrejas - CMI). Na letra “I” de suas “Diretrizes Brasil no. 4 - Ano 0”, de 1981, lê-se uma Grande Mentira junto de algumas verdades: “É nosso dever garantir a preservação do território da Amazônia e de seus habitantes aborígenes, para o seu desfrute pelas grandes civilizações europeias, cujas áreas naturais estejam reduzidas a um limite crítico”. Em 1997, o Cardeal Joseph Ratzinger, depois Papa Bento XVI, denunciou o CMI por sua atuação em favor de movimentos armados marxistas na América Central. “Quanto às diretrizes em si próprias, apesar de refletirem com fidelidade o pensamento e as intenções da agenda do CMI, a linguagem explicitamente agressiva era uma forma de tornar os fatos reais imunes a críticas - velho truque integrante do arsenal de Inteligência, como as representadas no próprio CMI. Desafortunadamente, ainda hoje, mais de duas décadas a sua divulgação original, as ‘Diretrizes’ ainda são apontadas por nacionalistas brasileiros como uma evidência da cobiça internacional sobre a Amazônia, o que demonstra a eficiência dos métodos operacionais dos círculos oligárquicos que, efetivamente, a têm na sua alça de mira” (CARRASCO, 2013: 131). “Fatos reais” não existem; ou são fatos, ou não são. Por ventura existiria “fato irreal”? Leia “Diretrizes no. 4, do CMIC - Um clássico da desinformação” em http://felixmaier1950.blogspot.com/2021/01/diretrizes-brasil-no.html. Veja Antropólogos da ação, CMI, Desinformatsya, Grande Mentira e MRTA.

    Consenso de São Paulo - O mesmo que Consenso Sul. Em 18/06/2004, na cidade de São Paulo, durante a Conferência das Nações Unidas sobre o Comércio e o Desenvolvimento, foi elaborado um documento, com destaque para o “comércio Sul-Sul” e conceitos langue de bois pastosos como “só um comércio justo e equitativo pode ser um motor do desenvolvimento”.

    Consenso de Washington - Expressão criada pelo economista inglês John Williamson, em 1989, designa a convergência de diversos governos para as decisões políticas e econômicas do governo norte-americano e de organismos internacionais, como o FMI e o Banco Mundial.

    CONSIR - Comissão Nacional para a Sindicalização Rural: criada pelo Ministério do Trabalho do governo João Goulart, em meados de 1963, para mobilizar os camponeses e apresentar reformas sociais nas áreas rurais. Esse apoio de Goulart à sindicalização equilibrava a crescente influência do Partido Comunista entre os camponeses e supria o presidente de sua própria massa de manobra rural, com a qual poderia pressionar os proprietários de terra e seus representantes políticos.

    Consistórios protestantes - À semelhança da Inquisição Católica, muitas pessoas foram queimadas vivas em Consistórios Protestantes, acusadas de heresia. O médico espanhol Miguel Serveto, ao negar o dogma da Trindade, morreu na fogueira acesa por João Calvino, em Genebra, Suíça, em 1553.

    Conspiração - Palavra de pau da esquerda, endereçada preferencialmente aos Estados Unidos, destinada a camuflar a nossa burrice e insensatez, culpando os yankees pela desgraça nacional. Toda a intelligentsia latino-americana cultiva esse tipo de ressentimento, agora com redobrado vigor, depois da queda do Império Soviético. Sabe-se que antes de ocorrer a tragédia da Base de Lançamentos de Alcântara, em 2003, quando morreram 21 engenheiros e técnicos (a nata da inteligência espacial brasileira), alguns dos funcionários mortos tinham recebido choques elétricos enquanto preparavam o foguete e, mesmo assim, continuaram o trabalho. Outros portavam celulares na cintura. Sabe-se também que o projeto estava sendo tocado às pressas, com poucos recursos e nenhum tipo de precaução especial. Pressa do sucessor de FHC, vulgo Nove Dedos, para integrar o seleto clube dos “com foguetes”? Muitos brasileiros - incluindo militares - acreditam piamente que tudo não passou de mais uma conspiração norte-americana, que teria explodido a Base de Alcântara operando instrumentos sofisticados de longa distância. É perfeito o enfoque de José Luís Fiori, economista e doutor em Ciências Políticas, a respeito do assunto: “O desastre social brasileiro foi sempre de inteira responsabilidade dos próprios brasileiros, das suas classes dominantes, e da forma antissocial e reacionária com que exerceram o poder e o seu permanente autoritarismo antipopular” (in “Um país ao sul dos impérios”, Correio Braziliense, 22/07/2001). Sobre a explosão da Base de Alcântara, leia http://felixmaier1950.blogspot.com/2020/08/explosao-no-centro-de-lancamento-de.html.

Conspiração da Pólvora - Em 1605, um grupo de conspiradores católicos, junto com o especialista em explosivos Guy Fawkes, planejou explodir o Parlamento inglês com 36 barris de pólvora, em sessão inaugural, com a presença do rei protestante Jaime I e de sua corte. Fawkes foi condenado à forca, por traição e tentativa de assassinato, e os outros conspiradores foram também executados. O autor de quadrinhos britânico Alan Moore criou V for Vendetta, um anarquista que usa a máscara estilizada de Guy Fawkes. Em 2006, foi lançado o filme “V de Vingança”.

Construtivismo Russo - Movimento artístico que ocorreu na Rússia a partir de 1919 e se estendeu até 1927, quando os artistas do movimento foram perseguidos por Stálin. Aleksandr Mikhailovich Rodchenko, casado com a artista Varvara Stepanova, foi o artista que mais se destacou. O movimento foi também conhecido como “Grande Experiência”.

Consulta às bases - Expressão de pau que todo político gosta de usar, especialmente os deputados federais e senadores, para explicar por que não compareceram no Congresso para votar as leis. Na verdade, os políticos não têm interesse de fazer uma consulta séria às bases, ou seja, ao seu eleitorado, para conhecer os reais anseios da população. Pesquisas de opinião indicam o rumo que deveria nortear os políticos, porém eles apenas se esforçam em conseguir alguma verba pública para realizar maquiagem no seu Estado ou Município, jamais se empenham em aprovar leis que o eleitorado clama há anos, como a redução da maioridade penal, de 18 para 16 ou 14 anos, a prisão para condenados em segunda instância, o fim do foro privilegiado e a prisão perpétua (ou até a pena de morte) para criminosos irrecuperáveis que cometeram crimes hediondos.

Contabilidade criativa - O economista-chefe do Banco Santander, Alexandre Schwartsman, foi demitido da instituição porque afirmou, em 2011, durante um seminário no qual participava o presidente da Petrobras, que o governo petista usou “contabilidade criativa” para inflar o patrimônio da estatal, de modo a se tornar maior que a Vale, disponibilizando parte do petróleo do pré-sal como garantia de injeção de dinheiro chinês na empresa.

CONTAG - Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura: fundada em meados de 1963 por três Federações católicas conservadoras do Nordeste (inclusive o SORPE) e pela Federação dos Círculos Operários de São Paulo (patrocinada pelo IPES e de orientação católica).

Conto filosófico - Inventado por Voltaire, com “Cândido”, publicado em 1759, o livro é uma espécie de autobiografia espiritual do autor, em tom de sátira, em que a melhor coisa que um homem tem a fazer é “cultivar seu jardim”, isto é, fazer o melhor que puder de sua vida e não se meter com a vida dos outros. Enquanto obras metafísicas, como “O Progresso do Peregrino”, de John Bunyan, defendem que o homem viva nesta Terra para as glórias do Céu, “Cândido” quer alcançar o Céu na Terra. O pensador brasileiro José Osvaldo de Meira Penna publicou “Cândido Pafúncio - Numa história contada por um idiota”, em que há, entre outros espantos, a figura de Dom Hans Epaminondas Dummkopt e uma certa República Democrática Popular Progressista, Revolucionária e Científica de Pongo-Pongo.

Contrarrevolução de 1964 - Após a anarquia promovida no Brasil pelo Governo João Goulart (“Jango”), no dia 31/03/1964, sob a exigência dos jornais e a aclamação da população brasileira, é desencadeada a “Revolução de 31 de Março”, apelidada pelos opositores como “golpe militar”, mas que foi na verdade uma Contrarrevolução, ou contragolpe, por suspender o processo revolucionário em andamento no País - cfr. Edição Histórica da revista Manchete em https://www.conjur.com.br/dl/manchete-abr1964.pdf. Em 19/08/1961, Jânio Quadros condecorou Che Guevara com a Grã-Cruz da Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul, que “foi a cerejinha do bolo atirado na cara dos mais reacionários. Mesmo que essa condecoração fosse o resultado da liberação, por parte do líder da Revolução Cubana, de sacerdotes católicos condenados ao fuzilamento em Cuba, a medalha causou grande mal-estar e confusão, consolidando a imagem de um político contraditório, oportunista e ideologicamente ambíguo” (NAPOLITANO, 2014: 32). Antecedentes: Quando Jânio Quadros renunciou à presidência, Jango estava em viagem à China comunista, acompanhado de “líderes trabalhistas, convocados para observação e estudo das comunas populares daquele país” (AUGUSTO, 2001: 70). Na China, Jango fez “um pronunciamento radical, em que revelou sua intenção de estabelecer também no Brasil uma república popular, acrescentando que, para tanto, seria necessário contar com as praças para esmagar o quadro de oficiais reacionários” (idem, pg. 71) - prenúncio da Revolta dos Marinheiros, no Rio de Janeiro, e da Revolta dos Sargentos, em Brasília. Em janeiro de 1964, Luiz Carlos Prestes viajou a Moscou para prestar contas dos últimos trabalhos do PCB, desenvolvidos à luz da estratégia traçada por ele e Kruschev em novembro de 1961. Nesse encontro, participaram, além de Kruschev, Mikhail Suslov (ideólogo de Kruschev), Leonid Brejnev (Secretário do Comitê Central do Partido), Iuri Andropov e Boris Ponomariov (Chefe do Departamento de Relações Internacionais). Naquela ocasião, Prestes afirmou: “A escalada pacífica dos comunistas no Brasil para o poder abrindo a possibilidade de um novo caminho para a América Latina. (...) oficiais nacionalistas e comunistas dispostos a garantir pela força, se necessário, um governo nacionalista e antiimperialista. Implantaremos um capitalismo de Estado, nacional e progressista, que será a antessala do socialismo. (...) ... uma vez a cavaleiro do aparelho do estado, converter rapidamente, a exemplo de Cuba de Fidel, ou do Egito de Nasser, a revolução nacional-democrática em socialista (idem, pg. 121-2). Segundo Luís Mir, em A Revolução Impossível, “a exemplo de 1935, a revolução deveria começar, novamente, pelos quartéis” (apud AUGUSTO, 2001: 122). “A Revolução de 1964 deveu-se a duas causas: uma reação ao processo acelerado de comunização do País, que estava em marcha e, principalmente, a tentativa de quebrar a hierarquia e a disciplina - espinha dorsal das Forças Armadas” (Gen Div Negrão Torres - HOE/1964, Tomo 8, pg. 91). A cooptação de militares subalternos, feita por Brizola, pode ser conferida em https://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/26909/000761662.pdf.  “É crime lembrar que a direita civil armada, pronta e ansiosa para matar comunistas desde 1963, foi pega de surpresa pelo golpe militar e inteiramente desmantelada pelo novo governo, de modo que, se algum comunista chegou vivo ao fim do ano de 1964, ele deveu isso exclusivamente às forças armadas que agora amaldiçoa” (Olavo de Carvalho, in A História, essa criminosa). Olavo se refere às forças paramilitares formadas, principalmente, pelos governadores Carlos Lacerda, da Guanabara, e de Adhemar de Barros, de São Paulo, que pretendiam trucidar os comunistas. “Nessa tarde de 31 de março, particularmente em Cubatão, o sindicalismo peleguista-comunista ocupou a Refinaria Presidente Bernardes [ficou paralisada por 21 dias] e a Cosipa, áreas críticas, certos de que a ‘revolução comunista’ se deflagara. O poder político em Santos, exultante, programara nesse dia homenagem a Jango Goulart” (Coronel Antonio Erasmo Dias - HOE/1964, Tomo 6, pg. 135). “A Alfândega de Santos era o exemplo da instituição da corrupção no âmbito governamental pela ‘máfia’ ligada ao janguismo e pela ‘burguesia-pelega’ da época. Inspetores, conferentes, despachantes, constituindo verdadeiras quadrilhas, não raro com o beneplácito de elementos do Judiciário, como advogados e juízes, forjando mandados de segurança, oficializando o contrabando” (idem, pg. 136). “Andorinhas” faziam viagens aos EUA, de onde “importavam Impalas automóveis de último tipo da época - com porta-malas lotados de muamba com destino ao Paraguai, em trânsito por Santos, como ‘bagagem desacompanhada’” (idem, pg. 136). “A participação da AMAN teve muita importância. A atitude corajosa do general Emílio Médici, colocando os cadetes em posição de combate, foi correta. A nossa juventude não poderia ficar de fora. Essa atitude evitou o ataque das tropas legais à Academia e levou o I Exército, sediado no Rio de Janeiro, a aderir à Revolução. Nenhum chefe militar atacaria a ‘alma-mater’ do Exército” (Gen Div Tasso Villar de Aquino - HOE/1964, Tomo 9, pg. 84). “O regime militar fez várias reformas. Obteve êxito. O papel do Estado na economia foi ampliado numa escala nunca vista. Qualquer setor onde havia alguma dificuldade econômica, a saída encontrada era a criação de uma empresa estatal. E foram surgindo às pencas. O país melhorou a infraestrutura, desenvolveu novos setores produtivos e se integrou à economia mundial diversificando sua pauta de exportações” (Marco Antonio Villa, in “Eles não conseguem desenhar o futuro”, O Globo, 28/06/2011). “Não há provas de que os Estados Unidos instigaram, planejaram, dirigiram ou participaram da execução do golpe de 1964. Cada uma dessas funções parece ter competido a Castelo Branco e seus companheiros de farda. Ao mesmo tempo, há sugestivas evidências de que os Estados Unidos aprovaram e apoiaram a deposição de Goulart quase que desde o princípio. Os Estados Unidos reforçaram o seu apoio ao elaborar planos militares preventivos que poderiam ter sido úteis para os conspiradores, se houvesse a necessidade” (PARKER, 1977: 128). “Os militares parecem haver sofrido, desde o começo, de uma espécie de ‘má consciência’. O sentimento acabou por dividi-los e provocar hesitações nefastas à administração. Ao princípio, um embaixador inglês, Sir Geoffrey Wallinger, ainda podia comparar os militares de Castello Branco aos puritanos de Cromwell, fanaticamente convencidos de sua missão de limpar a corrupção que contaminava o país. Mas as hesitações e as contramarchas entre ‘linha dura’ e ‘legalistas’ acabou comprometendo o projeto e o próprio bom senso” (PENNA, 1994: 163). “Note-se que nenhum dos governos militares jamais foi totalitário. Não existe governo totalitário sem doutrinação das massas” (Otto Maria Carpeaux - HOE/1964, Tomo 3, pg. 120). “O regime militar brasileiro não foi uma ditadura de 21 anos. Não é possível chamar de ditadura o período de 1964-1968 (até o AI-5), com toda a movimentação político-cultural que havia no país. Muito menos os anos 1979-1985, com a aprovação da Lei de Anistia e as eleições diretas para os governos estaduais em 1982. Que ditadura no mundo foi assim?” (VILLA, 2014: 11). “Dos 21 anos do regime militar, dez podem ser considerados uma ditadura - o período de vigência do Ato Institucional no. 5, de 13 de dezembro de 1968 a 31 de dezembro de 1978. Nesse período, o Executivo teve plenos poderes e os exerceu de forma ditatorial, submetendo a sociedade civil e os poderes Legislativo e Judiciário aos seus desígnios” (idem, pg. 370). Na Grécia antiga, havia ostracismo; na Roma antiga, banimento; no Brasil dos governos militares, cassação; em Cuba e demais países comunistas, fuzilamento. “Sobre a Revolução quero dizer, principalmente para aqueles que não viveram a época: cuidado com as imagens distorcidas. Se hoje o Exército Brasileiro tem esse conceito, queiram alguns ou não, sempre foi assim: o Exército não mudou, não foi um tipo de Exército em 1964 e é outro tipo de Exército, hoje. Nossos objetivos são os mesmos, nossos princípios éticos, morais, de patriotismo, de defesa da Pátria, de dedicação, são os mesmos” (Gen Ex Jaime José Juraszek - HOE/1964, Tomo 6, pg. 38). Veja “A verdade sobre a Revolução de 31 de Março de 1964”, live do coronel Reynaldo De Biasi Silva Rocha, em https://youtu.be/xoeimi86JZM. Para maiores informações sobre 1964, acesse “Memorial 31 de Março de 1964” (http://felixmaier1950.blogspot.com/2020/09/memorial-31-de-marco-de-1964-textos.html)  e “História Oral do Exército - 31 Março 1964” (http://felixmaier1950.blogspot.com/2020/09/historia-oral-do-exercito-31-de-marco.html).

Contrato Social - Obra de pau do filósofo Jean-Jacques Rousseau, escrita em 1792, apresenta uma relação de regras para se atingir uma “sociedade civil perfeita”. “Com o ‘Contrato’, Rousseau pretendeu transformar a sociedade existente, considerada injusta, numa nova sociedade perfeitamente igualitária composta por ‘homens novos’. Para construir a sociedade ideal julga necessário de início que se ame as leis criadas a partir de uma vontade coletiva, estas, por sua vez, coordenadas por elite política sábia, a quem todos se obrigam a obedecer por contrato. Na nova sociedade projetada por Rousseau, o Estado deve controlar todos os aspectos da vida social e econômica dos seus integrantes, pois acredita piamente que ‘a virtude é produto do bom governo e os vícios são muito mais decorrentes de mau governo que próprio dos homens’, pois ‘os homens são seres sociais por natureza e, na sua unidade, bem conduzidos, serão bons, serão felizes, e essa felicidade fará a felicidade da República’” (PONTES, 2003: 37-8). “No ‘Contrato Social’, explica em que tipo de Estado deveria surgir a criança apropriadamente educada. O resultado foi eloquentemente confuso, e o próprio trabalho se apoiou demais na retórica e no paradoxo, o que dificulta a sua clareza. As pessoas se perguntavam se estavam diante de uma celebração da liberdade ou de um projeto totalitário. ‘O Contrato’ é ambas as coisas. Talvez seu valor, como o ‘Leviatã’, de Hobbes, mais claramente argumentado e mais ironicamente elaborado, resida na maneira de atrair a atenção para as reais dificuldades envolvidas na teoria política” (SEYMOUR-SMITH, 2002: 425-426). O Contrato Social de Rousseau, que inspirou pensadores igualitaristas como Marx e teve influência no positivismo de Comte, deu origem a diversos regimes totalitários: o “bom governo” da Revolução Francesa, com Robespierre e seu “fraterno” regime do Terror; a Revolução Russa e demais regimes comunistas ao redor do mundo.

Controle social da mídia - É o sonho de todo regime esquerdista, como o realizado por Fidel Castro e Hugo Chávez, já foi tentado no primeiro governo do sucessor de FHC, quando os talibãs petistas, em 2004, tentaram implantar a censura prévia nos jornais por meio de um Conselho stalinista - cfr. “Lula quer conselho para fiscalizar jornalismo”, em https://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u63040.shtml. Sinônimo pauleira de “democratização da mídia”.

Convenção sobre a Tortura - O Brasil é signatário da “Convenção sobre a Tortura”, adotada pela ONU em 1984. O Brasil transformou a tortura em crime hediondo, com a lei 9.455/1997. Apesar dessa lei, torturas a prisioneiros sob custódia do Estado continuam sendo praticadas no País, como denuncia a ONU todos os anos.

Convergência - Manifesto do físico russo Andrei Sakharov, “pai da bomba de hidrogênio soviética”, de 1968, cujo teor foi contrabandeado para o Ocidente mediante samizdat. Preocupado com o destino da humanidade, à beira de um holocausto nuclear, explosão demográfica, destruição do meio ambiente, da cultura de massa e do dogmatismo burocrático, Sakharov insistia em que deveria haver cooperação entre a União Soviética e os EUA. Ele acreditava que os sistemas soviético e americano estivessem “convergindo”, que dentro de duas décadas a União Soviética estaria “democratizada” e os EUA “socializados”. No mesmo manifesto, Sakharov identifica o regime de Stálin com o de Hitler e de Mao Tsé-Tung, todos “cruéis regimes policiais e ditatoriais” e afirma que pelo menos de 10 a 15 milhões de pessoas pereceram nas câmaras de tortura da NKVD, pela tortura e execução, em campos de exilados kulaks e os assim chamados semi-kulaks e membros de suas famílias, em campos de concentração sem o direito de correspondência, que eram na realidade os protótipos dos campos da morte dos fascistas, onde, por exemplo, milhares de prisioneiros eram metralhados por causa do excesso de população ou em consequência de “ordens especiais”. Muitos pereceram nas minas de Norilsk e Vorkuta de frio, fome e trabalho exaustivo, numa infinidade de projetos de construção, em desmatamentos, na construção de canais ou simplesmente durante o transporte em trens-prisões, nos porões de navios da morte do Mar de Okhotsk, e durante a recolonização de povos inteiros, os tártaros da Crimeia, os alemães do Volga, os calmiques e outros povos cáucasos. No período de 1936 a 1939, Stálin tinha assassinado a metade dos membros do PC; dos 1,2 milhão de membros, só 50.000 sobreviveram. Dizimou os líderes militares e técnicos na década de 1930, facilitando a invasão nazista e a carnificina de russos em 1941, na II Guerra Mundial. Veja Samizdat.

Cooptação política - Processo pelo qual o Estado trata de submeter à sua tutela formas autônomas de participação. Por exemplo, no Governo Vargas, a criação do Ministério do Trabalho e do sistema previdenciário foram transformados em capital político do PTB. Com o governo petista, firmou-se no Brasil o “fascismo alegre”, de base gramscista, que realiza a cooptação “alegre” com todos os setores da sociedade, incluindo a compra de apoio de partidos políticos, para tentar se eternizar no poder: “Dezenas de jornalistas aguardavam uma definição na portaria do edifício Rocha. Por pouco não desci para dizer-lhes que não haveria mais a chapa PT-PL. Quando já ia pegar o elevador, fui chamado de volta. As negociações haviam recomeçado, agora no quarto do anfitrião. Embora sempre procurasse me manter à distância nessas horas, esperando por uma decisão para comunicá-la à imprensa, estava claro para todos que o impasse se dava na questão da ajuda financeira que o PL tinha pedido ao PT para fazer sua campanha. Somente três anos depois, quando estourou o ‘escândalo do mensalão’, eu ficaria sabendo que o valor solicitado era de 10 milhões de reais. No início da noite, os dirigentes dos dois partidos anunciaram que a aliança estava selada, como queriam Lula e Alencar” (KOTSCHO, 2006: 223). O mensalão foi a forma de o PT cooptar partidos da base aliada e parlamentares, com a compra de votos, para aprovação de projetos do governo no Congresso Nacional.

COPAGEL - Cooperativa de Produção Agropecuária Ernesto Che Guevara: formada por alunos do ITERRA.

Copyleft - O contrário de copyright. Trocadilho de pau, muito utilizado por ocasião do I Fórum Social Mundial (FSM), ocorrido em Porto Alegre, RS, de 25 a 30/01/2001, em que foi proposta a Ciranda Internacional da Informação Independente (CIIIn). Na realidade, a proposta foi criar um jornalismo planetário em que as notícias seriam veiculadas sob a ótica marxista, com censura a quem ousasse se opor a esse fundamentalismo ideológico - assim como ocorre com o jornal Granma, controlado pelo partido único, o Partido Comunista de Cuba (PCC). O trocadilho de pau duplo copyleft opõe-se a copyright (right, essa coisa nojenta da direita!) e sugere que sejam abolidos todos os direitos autorais, com a implantação do copyleft (left, do verbo leave - deixar -, além de também significar “esquerda”). Ou seja, o autor deveria deixar que sua obra fosse utilizada gratuitamente - um verdadeiro calote nos direitos autorais. Por que será que o PT, quando assumiu o poder, substituiu nos órgãos governamentais o avançado Microsoft Office pelo pirata BR Office? Esses embusteiros antiamericanos, com certeza, têm o MSN em casa - e pirateado. Deveriam todos ser obrigados a só dirigir o caixote Laika, da russa Lada, parecido com o antigo Volks 1600. A propósito, houve um encontro nacional, “Camaradas do Niva”, da Lada, em Itamonte, MG, no período de 16 a 18/08/2002. Nostalgia soviética? FHC não participou do encontro. Já tinha passado adiante o seu jipe Niva, que às vezes enguiçava quando ia ao seu sítio em Unaí-MG - cfr. em http://felixmaier1950.blogspot.com/2021/05/fhc-e-seu-niva-enguicado.html. Veja Fórum Social Mundial.

Coquetel molotov - Granada de mão improvisada com uma garrafa de líquido inflamável. Viatcheslav Mikhailovitch Molotov foi Ministro do Exterior soviético, sob Stálin.

CORCI - Comitê de Organização da Reconstrução do Comunismo Internacional.

Corredor Polonês - Após a derrota da Alemanha na I Guerra Mundial, com o tratado de Versalhes (1919), a Polônia passou a ter uma faixa de terra alemã com acesso ao Mar Báltico. Corredor polonês designa, também, a fila dupla, por onde uma pessoa deve passar, sendo agredida por ambos os lados, que pode ser tanto um castigo físico (policiais contra prisioneiros) ou simples brincadeira (de colegiais ou desportistas).

Corrupção altruísta - É quando o corruPTo não pratica o delito em causa própria, mas em benefício do partido. No primeiro governo do sucessor de FHC, foram contabilizados cerca de 200 casos de corrupção. Quantos foram no segundo governo Lula? E nos dois governos de Dilma Rousseff? Leia o livro “O Chefe”, de Ivo Patarra, em https://blogdopaulinho.com.br/wp-content/uploads/2009/02/ochefe.pdf e o livro “Tchau, querida: O diário do impeachment”, de Eduardo Cunha e Danielle Cunha, em https://mail.google.com/mail/u/0?ui=2&ik=bacae0cc40&attid=0.1&permmsgid=msg-a:r3883830371440672968&th=178e78975a931306&view=att&disp=inline&realattid=178e789a65c721172e11. Veja Caso Celso Daniel (a corrupção altruísta que deixou 8 mortos).

Cortina de Bambu - Em analogia à Cortina de Ferro, a Cortina de Bambu separou durante muitos anos a China de seus vizinhos asiáticos.

Cortina de Ferro - Expressão de pau utilizada por Goebbels e, depois, por Churchill, designava a “linha” que separava os países totalitários comunistas (URSS e seus satélites) dos países democráticos ocidentais. A escritora americana Anne Applebaum escreveu Iron Curtain - The Crushing of Eastern Europe 1944-1956” (Cortina de Ferro - A Aniquilação do Leste Europeu 1944-1956). Com seu primeiro livro de história, “Gulag”, Anne Applebaum recebeu o Prêmio Pulitzer, em 2004.

Cortina de Ouro - Livro de pau-amarelo do professor Cristóvam Buarque, que foi governador do Distrito Federal e senador, que trata dos “malefícios” ocasionados pela alta tecnologia e pela globalização como sendo “A Cortina de Ouro”, que separa os ricos do norte dos pobres do sul do planeta.

Cortina de Taquara - Os dirigentes do MST, com sua ideologia marxista, estão transformando extensas áreas do Brasil em “bantustões” (guetos, sovietes), dentro dos quais o Poder Público não pode interferir, isolando-se, assim, dentro de uma “cortina de taquara”. Metáfora à parte, os favelões rurais do messetê são na verdade cercados por “cortinas de lona preta”.

CORRENTE 1 - Facção da AP (Ação Popular), de doutrinação maoísta. Líderes: Jair Ferreira de Sá (junto com o Grupo, fez curso de capacitação político-militar na Academia Militar de Pequim) e José Renato Rabelo (da direção da Comissão Estudantil).

CORRENTE 2 - Facção da AP (Ação Popular). Líderes: Vinícius José Nogueira Caldeira Brandt, Altino Rodrigues Dantas Júnior, Sérgio Horácio Lopes Bezerra de Menezes e o ex-Padre Alípio Cristiano de Freitas, o “açougueiro de Guararapes”. Veja AP.

COSPAL - Comitê de Solidariedade aos Povos da América Latina: a I COSPAL foi realizada em Havana, Cuba, de 31/07 a 10/08/1967, evento programado um ano antes, quando foi fundada a OLAS (1966). A Resolução Final da COSPAL dizia: “O Brasil é o território ideal para a guerra de guerrilhas. É país limítrofe com quase todos os países sul-americanos e nosso trabalho ali será facilitado pelo fato, mesmo, de existir uma oposição difusa e natural ao regime militar de Castello Branco. Até Lacerda é agora oposicionista. (...) O Partido Comunista e os grupos socialistas afins estão dispostos a capitalizar todo o descontentamento, fortalecendo as guerrilhas, lançando-as de diversos pontos do vasto território do Brasil”. Veja AP, CJLA, CLAE, OCLAE, Operação Condor

CPT - Comissão Pastoral da Terra: o onagro vermelho, que foi a parteira do MST, é o braço marxista da Igreja Católica no campo, assim como a CNBB é o braço marxista no clero e na doutrina.

Criança em situação de rua - Expressão pauleira idêntica a “menor carente”. São pivetes que se drogam e cometem todos os tipos de delitos.

Crime organizado - Como o Estado não consegue se organizar contra a escalada do crime, criou-se a expressão “crime organizado”. Veja Cinturão das milícias e Zonas liberadas.

Crimes do PCB - No “ORVIL”, nas pg. 33 a 38, podem ser conhecidos alguns crimes cometidos pelo PCB, na Era Vargas, como o de Elvira Cupelo Colônio, a “Elza Fernandes” - cfr. em https://www.averdadesufocada.com/images/orvil/orvil_completo.pdf. Veja Intentona Comunista e Justiçamento.

Criminoso de guerra - Expressão de pau muito ouvida, sempre se trata de chefe militar que combate na fronteira adversária. Os nossos chefes e os chefes das tropas amigas são sempre seres angelicais. Criminoso de guerra é também aquele que perde a guerra. Expressão aplicada a todos os chefes nazistas processados em Nüremberg, ficaram de fora os criminosos que lançaram as bombas atômicas sobre Hiroshima e Nagasaki, e as bombas incendiárias sobre Tóquio, Berlim e Dresden, incinerando centenas de milhares de civis durante a II Guerra Mundial. “Pouco antes do fim do conflito, aviões americanos e britânicos lançaram 3.500 toneladas de bombas sobre a cidade [Dresden]. Quase nada ficou de pé” (revista Veja no. 1796, pg. 60). Atacada por 800 aviões, morreram cerca de 35.000 civis. As bombas produziram ventos superiores a 160 km/h, elevando a temperatura do ar centenas de graus. “O fósforo das bombas transformou os corpos numa massa amarelada liquefeita, que se fundia no asfalto das ruas. Muitos sobreviventes ardiam em chamas” (Idem, pg. 61). Ficaram de fora do julgamento, também, aqueles que cometeram “crimes contra a humanidade”, como os líderes comunistas Lênin, Stálin, Mao Tse-tung, Pol Pot, Fidel Castro, responsáveis por mais de 100 milhões de mortes. Recentemente, esse epíteto de pau,
“criminoso de guerra”, foi colado em Slobodan Milosevic, ex-presidente da antiga Iugoslávia, preso e processado por um Tribunal Internacional, em Haia, acusado de ter fomentado a “limpeza étnica” na Bósnia e no Kosovo, ao mesmo tempo em que criminosos da OTAN, que bombardearam a Sérvia, na questão do Kosovo, destruíram toda a infraestrutura da nação, mataram mais de 5.000 civis inocentes, não sofreram nenhum tipo de condenação. No dia 11/03/2006, Milosevic morreu na prisão, de causas naturais. No dia 25/05/2011, foi preso o general sérvio Ratko Mladic, acusado de matar 8.000 muçulmanos. E não se fala nada sobre a “Síndrome dos Bálcãs”, doença que afetou extensa população iugoslava, incluindo alguns militares americanos, motivada por mísseis da OTAN que continham urânio depletado (empobrecido) em suas ogivas. Utilizadas pelos EUA, Rússia, França e Inglaterra, essas ogivas se destinam para penetração em blindados e não necessitam de explosivos porque geram no choque um calor de 1.800 graus Celcius, suficiente para derreter o aço e pulverizar a tripulação. “As tropas da OTAN lançaram 10.000 projéteis de urânio empobrecido na Bósnia, no início dos anos 90, e mais 31.000 em Kosovo, em 1999. Na Guerra do Golfo, as forças aliadas comandadas pelos Estados Unidos dispararam mais de 90.000 projéteis do tipo” (“Arma envenenada”, revista Veja no. 1683, de 17/01/2001, pg. 53). Casos de leucemia em crianças do Iraque, provocados por projéteis de urânio depletado, podem ser vistos no link http://felixmaier1950.blogspot.com/2020/12/as-vitimas-das-armas-de-destruicao-em.html. Veja Síndrome da Guerra do Golfo.

Crise de Mariel - Fuga em massa, quando mais de 100.000 cubanos embarcaram de Mariel, Cuba, para Miami, EUA, ocorrida em 1980. A crise começou em 02/04/1980, quando 5 cubanos invadiram a embaixada do Peru em Cuba para pedir asilo político e Fidel Castro mandou retirar a guarda em frente da embaixada. O resultado foi que milhares de cubanos invadiram o local. Fidel aproveitou para esvaziar as prisões. “Estive presente quando lhe levaram as listas da administração penitenciária, com o nome dos detentos, o motivo da condenação e a data prevista para a soltura. Fidel lia e decidia num golpe de caneta: este, sim; aquele, não. O ‘sim’ era para os assassinos e os delinquentes perigosos, o ‘não’ era para os que tinham atentado de perto ou de longe contra a Revolução. No total, mais de 2.000 criminosos foram soltos... nas ruas de Miami” (SÁNCHEZ, 2014: 147). Mariel voltou às manchetes em 2014, quando a Presidente Dilma Rousseff inaugurou a primeira fase da construção do Porto de Mariel, feita pela empreiteira Odebrecht, com verba financiada pelo BNDES, com garantia do Tesouro Nacional. Foi um investimento 15 vezes maior do que o feito no governo da petista nos portos brasileiros. Os termos da marota negociata com a companheirada comunista se tornaram sigilosos, só podendo vir a público em 2027. Dívidas não pagas por Cuba, Venezuela e Moçambique já somavam mais de US$ 2 bilhões, em 2019. Veja Marielitos.

Crise Orgânica - O mesmo que Crise Institucional. “A Crise Orgânica é um momento histórico em que o grupo dominante, representado pela classe política, perdeu a hegemonia, o consenso e a integração com a sociedade civil, tornando o Estado burguês vulnerável à conquista e à destruição pelas classes subalternas guiadas pelo partido revolucionário” (COUTINHO, 2012: 71). Veja Gramscismo.

Cristianos para el Socialismo - Em 1971, um grupo de 80 sacerdotes se reuniu em Santiago, Chile, e criou o grupo. Em 1972, ocorreu o 1º Latinoamericano de Cristianos por el Socialismo.  Alguns sacerdotes, comprometidos com a “Teologia da Libertação”, estavam vinculados a atividades violentas e muitos abandonaram o sacerdócio.

Cristofobia - Palavra proferida pelo Presidente Jair Messias Bolsonaro, durante a Assembleia-Geral da ONU, em 2020. Trata-se da perseguição a cristãos, principalmente por parte de regimes comunistas e islâmicos, com cerca de 100 mil mortes de cristãos por ano - cfr. texto de Reinaldo Azevedo em https://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/cristofobia-que-mata-100-mil-cristaos-por-ano-ataca-quatro-igrejas-e-uma-escola-brasileiras-no-niger-e-o-que-dizem-os-tais-intelectuais-ora-nada/.  Em Moscou, a Catedral de Cristo, o Salvador, foi dinamitada em 1931 e reconstruída após o fim da URSS; a Catedral de Nossa Senhora foi transformada em banheiro público. Hoje, muitas igrejas e catedrais da Europa são transformadas em museus e outras destinações, por falta de fiéis. No Egito, cristãos coptas são crucificados e têm lojas incendiadas; na Nigéria, cristãos são queimados vivos por muçulmanos do Boko Haram e a imprensa não noticia nada (cfr. http://www.infocontinental.com/2011/04/27/cristianos-quemados-vivos-en-nigeria-por-musulmanes/). “Está acontecendo em países islâmicos e comunistas um morticínio organizado de cristãos, sem outro motivo que não o de serem cristãos, alcançando já um total de mais de dois milhões de vítimas desde a última década. Um diferente de perseguição se observa no outro lado do mundo: o genocídio cultural anticristo nos EUA. Sob pressão do lobby politicamente correto que domina as classes superiores e a mídia, os cristãos americanos vêm sendo expulsos, deliberada e sistematicamente, das instituições de ensino e cultura, proibidos de rezar em voz alta nas escolas, nos quartéis, nas repartições públicas e em muitas empresas privadas. Estudantes são punidos porque entraram em classe com um crucifixo ou uma Bíblia. Alguns estados tornaram obrigatório o ensino do islamismo e das religiões dos índios americanos nas escolas, punindo qualquer preferência cristã ostensiva com estágios obrigatórios de ‘reeducação de sensibilidade’ que incluem horas de recitações corânicas ou prática de ritos indígenas” (CARVALHO, 2013: 411). “Na BBC, nós já vimos, é permitido insultar cristãos e fazer pilhéria de Jesus Cristo, mas é proibido tornar pública qualquer referência crítica ao profeta Maomé. Chegou a vez de o New York Times evidenciar a sua dupla moral. O cristianismo é hoje a religião mais perseguida no mundo - INCLUSIVE NOS PAÍSES CRISTÃOS, O QUE É ESPANTOSO! Qual é o ponto? No dia 9 de março [2012], o jornal publicou um anúncio que convida os católicos a abandonar a Igreja. Indagava por que enviam seus filhos para a doutrinação e classifica de equivocada a lealdade a uma fé marcada por ‘duas décadas de escândalos sexuais envolvendo padres, cumplicidade da Igreja, conluio e acobertamento, da base ao topo da hierarquia’. (...) Ocorre que a blogueira Pamela Geller, que comanda a página ‘Stop Islamization of America’, tentou pagar os mesmos US$ 39 mil para publicar no mesmo New York Times um anúncio convidando os muçulmanos a abandonar a sua religião. E O NEW YORK TIMES SE NEGOU!” (AZEVEDO, 2012: 58-59). “O Chefe da BBC, Mark Thompson, admitiu que a BBC jamais zombaria de Maomé como zomba de Jesus. Ele justificou a espantosa confissão de preconceito religioso dando a entender que zombar de Maomé teria o mesmo peso emocional da pornografia infantil. Mas tudo bem zombar de Jesus porque o cristianismo suporta tudo e tem pouca relação com questões étnicas” (The Christian Institute, 29/02/2012 - apud AZEVEDO, 2012: 52). “O Islã não pode ser atacado sob nenhuma hipótese, mas os cristãos, sim, porque eles não reagem quando são atacados” (Peter Sissons, ex-âncora da BBC - apud AZEVEDO, 2012: 53). “Se Jesus voltasse, teria voltado gay, travesti, mulher”, disse Fabio Porchat, que, junto com Gregório Duvivier, gravou o “Especial de Natal” da Porta dos Fundos, em 2019, “A Primeira Tentação de Cristo”, apresentando Jesus como gay. Em 18/10/2020, a Igreja de São Francisco de Borja e a Igreja de Assunção foram incendiadas em Santiago, Chile, com pichação de “Muerte al Nazareno” (Morte ao Nazareno) - cfr. em https://revistacatolica.com.br/morte-ao-nazareno/. O relatório anual da ONG Open Doors afirma que mais de trezentos e quarenta milhões de cristãos no mundo sofrem perseguição por causa de sua religião, em nível alto, muito alto ou extremo. Isso equivale a dizer que uma a cada oito pessoas que professam a fé cristã encontra-se nessa terrível situação. (...) O documento aponta ainda que o número de cristãos mortos no ano de 2020 aumentou 60% em relação a 2019. Os países que atingiram o nível extremo em matéria de perseguição foram: Coreia do Norte, Afeganistão, Somália, Líbia, Paquistão, Eritreia, Iêmen, Irã, Nigéria, Índia, Iraque e Síria” (“Aconteceu na Igreja e no mundo”, revista Arautos do Evangelho, no. 231, de Março 2021, pg. 44). A ONU não reconhece que haja genocídio de cristãos. Quanto mais crimes são cometidos contra cristãos por terroristas islâmicos, mais a imprensa fala em “islamofobia”. Veja Holocausto cristão.

Cruzadas - Por ‘Cruzadas medievais’ entendemos as expedições empreendidas pelos cristãos do Ocidente para libertar do domínio muçulmano o S. Sepulcro de Cristo em Jerusalém” (D. Estevão Bettencourt, OSB - cfr. texto “As Cruzadas” em http://felixmaier1950.blogspot.com/2020/12/as-cruzadas-por-d-estevao-bettencourt.html.

Cruzada ABC - Programa de alfabetização introduzido no Brasil em 1943, baseado no Método Laubach, que incluía, ainda, a bolsa-escola. O missionário norte-americano Frank Charles Laubach desenvolveu seu método de alfabetização de adultos inicialmente nas Filipinas, onde, em 30 anos, conseguiu alfabetizar 60% de sua população. No Brasil, o Método foi deturpado por Paulo Freire: “Concomitante e subitamente, começaram a aparecer em Pernambuco cartilhas semelhantes às de Laubach, porém com teor filosófico totalmente diferente. As de Laubach, de cunho cristão, davam ênfase à cidadania, à paz social, à ética pessoal, ao cristianismo e à existência de Deus. As novas cartilhas, utilizando idêntica metodologia, davam ênfase à luta de classes, à propaganda da teoria marxista, ao ateísmo e a conscientização das massas à sua ‘condição de oprimidas’. O autor dessas outras cartilhas era o genial Sr. Paulo Freire, diretor do Sesi, que emprestou seu nome à essa ‘nova metodologia’ - da utilização de retratos e palavras na alfabetização de adultos - como se a mesma fosse da sua autoria” (David Gueiros Vieira - “Método Paulo Freire ou Método Laubach?” - http://www.escolasempartido.org/artigos/178-metodo-paulo-freire-ou-metodo-laubach. Veja Método Paulo Freire.

Cruz Verde - ONG ambientalista, criada em 1993 por Mikhail Gorbachev - a Greer Croos International. Em seu livro “Meu manifesto pela Terra”, de 2002, no rastro da Cúpula da Terra, realizada no Rio de Janeiro no mesmo ano, Gorbachev expõe sua vertente onagreen - caminho frequentemente trilhado por ex-comunistas, que de repente se descobriram ambientalistas, mas sem deixar de sonhar com a utopia socialista da antiga União Soviética. Em muitos aspectos, o livro de Gorbachev é uma crítica vigorosa ao capitalismo. Veja Onagreens.

CS - 1. Convergência Socialista: a mais radical e bem-organizada facção trotskista brasileira, deu origem ao PSTU. 2. Cultural Survival, Inc.: ONG sediada em Cambridge, Massachussets, EUA; congrega intelectuais que formulam ações para outras ONGs e teve papel fundamental na formação do EZLN (México).

CSI - Christian Solidarity International: ONG com sede em Zurique, Suíça, ajuda cristãos perseguidos em todo o mundo. No Sudão, onde o norte muçulmano escravizava cristãos e animistas residentes no Sul do país, somente no período de 9 a 19/03/2000, a CSI libertou 4.968 pessoas, pagando em média US$ 35.00 (trinta e cinco dólares) por cabeça. De 1995 a 2000, a CSI libertou mais de 30.000 escravos, que eram submetidos a trabalho forçado, abuso sexual - incluindo extração das genitálias -, islamização forçada, além de maus tratos, pouca comida e insultos racistas. O animista crê que “praticamente todo lugar, todo animal, toda planta e todo fenômeno natural tem consciência e sentimentos, e que pode se comunicar diretamente com os humanos” (HARARI, 208: 84 - “Sapiens”). Em 2011, o Sul do Sudão se separou do Norte.

Cuadrillas - Trabalho forçado na Cuba comunista: “Em 1964, foi implementado um programa de trabalho forçado na ilha dos Pinheiros: o plano ‘Camillo-Cienfuegos’. A população penal foi organizada em brigadas divididas em grupos de 40 pessoas, as cuadrillas, comandadas por um sargento ou por um tenente; os prisioneiros eram destinados aos trabalhos agrícolas ou à extração nas pedreiras, sobretudo de mármore. (...) À guisa de punição os recalcitrantes eram obrigados a cortar erva com os dentes, e outros foram jogados dentro de fossas de excrementos durante várias horas” (COURTOIS, 2000: 779).

Cultura - “Cultura, no Brasil, significa antes de tudo ‘artes e espetáculos’ - e as artes e espetáculos, por sua vez, se resumem a três funções: dar um bocado de dinheiro aos que as produzem, divertir o povão e servir de caixa de ressonância para a propaganda política” (CARVALHO, 2013: 72). “Foi preciso, no festival de Paraty, uma escritora irlandesa (Edna O’Brien) vir avisar aos brasileiros que Chico Buarque de Holanda não faz parte da literatura” (idem, pg. 72). “Língua, religião e alta cultura são os únicos componentes de uma nação que podem sobreviver quando ela chega ao término da sua duração histórica” (idem, pg. 65). “Se só alguns alcançam o sucesso, a diferença, como demonstrou Thomas Sowell em “Conquest and Cultures”, reside principalmente no ‘capital cultural’, na capacidade intelectual acumulada que a mera luta pela vida não dá, que só se desenvolve na prática da língua, da religião e da alta cultura” (idem, pg. 66). “A Alemanha foi o foco irradiador da Reforma e em seguida o centro intelectual do mundo - com Kant, Hegel e Schelling - antes mesmo de constituir-se como nação. Os EUA tinham três séculos de religião devota e de valiosa cultura literária e filosófica antes de lançar-se à aventura industrial que os levou ao cume da prosperidade. Os escandinavos tiveram santos, filósofos e poetas antes do carvão e do aço. O poder islâmico, então, foi, de alto a baixo, criatura da religião - religião que seria inconcebível se não tivesse encontrado, como legado da tradição poética, a língua poderosa e sutil em que se registraram os versículos do Corão. E não é nada alheio ao destino de espanhóis e portugueses, rapidamente afastados do centro para a periferia da História, o fato de terem alcançado o sucesso e a riqueza da noite para o dia, sem possuir uma força de iniciativa intelectual equiparável ao poder material conquistado” (idem, pg. 66). “Considerando-se os nossos cinco séculos de história, a extensão física e o volume populacional deste país, a nulidade da nossa contribuição espiritual chega a ser um fenômeno espantoso, sem paralelo na história do mundo” (idem, pg. 64). “Toda aspiração nacional de tornar-se ‘grande potência’ com uma base cultural tão nula está condenada, de antemão, seja ao fracasso, seja a um sucesso que se tornará, caso alcançado, um flagelo para a humanidade, obrigada a curvar-se ante a força bruta de novos bárbaros que nem sequer têm um senso próprio de orientação na história onde interferem cegamente” (idem, pg. 65). “Escolhendo o imediato e o material acima de tudo, o povo brasileiro embotou sua inteligência, estreitou seu horizonte de consciência e condenou-se à ruína perpétua” (idem, pg. 67). “A ascensão da escória marxista ao primeiro plano da vida nacional foi e é a causa principal ou única da destruição da cultura superior e do sistema educacional no Brasil” (idem, pg. 315). Como o Brasil poderia sair desse marasmo cultural? “Lutar para que a cultura brasileira se ligue às fontes centrais e permanentes do conhecimento espiritual, para que a experiência da visão espiritual ingresse no nosso horizonte de aspirações humanas e, uma vez obtida, faça explodir, com a força das intuições originárias, todo um mundo de formas imitativas e periféricas, gerando uma nova vida” (idem, pg. 65).

Cultura da reclamação - Denominação dada por Robert Hughes aos “excluídos”, que rejeitam a civilização (valores universais da igualdade e Estado de Direito) e “querem que suas demandas particularistas sejam tratadas como reparação histórica” (AZEVEDO, 2008: 100). Nesse balaio de gatos se inserem os movimentos feministas, gays, indígenas, negros, sem-terra, quilombolas, os quais não desejam igualdade, como apregoam, mas privilégios. “Ninguém se torna um ‘espoliado’ pelo simples fato de estar sem dinheiro. Para ser um espoliado é preciso produzir primeiro alguma coisa e depois ser despojado dela injustamente” (CARVALHO, 2013: 85). “Esse é o Brasil tolerante, bonachão, que prefere o desleixo moral ao risco da severidade injusta. Mas há no fundo dele um Brasil temível, o Brasil do caos obrigatório, que rejeita a ordem, a clareza e a verdade como se fossem pecados capitais. O Brasil onde ser normal não é só desnecessário: é proibido” (idem, pg. 95). “Boa parte do nosso subdesenvolvimento se explica em termos culturais; ao contrário dos anglo-saxões, que prezam a racionalidade e a competição, nossos componentes culturais são a cultura ibérica do privilégio, a cultura indígena da indolência e a cultura negra da magia” (Roberto Campos, no prefácio ao livro “Manual do perfeito idiota latino-americano”).

Cultura do cancelamento - Pode ser tanto de pessoas, que são “canceladas” nas redes sociais como Twitter e Facebook, cujos CEOs são notórios esquerdistas, por não sintonizarem, p. ex., a mesma ideologia das Big Tech, quanto de empresas perseguidas por milícias digitais, como o Sleeping Giants Brasil, que promovem campanhas contra órgãos jornalísticos considerados como sendo de direita, de modo que sejam fechados (“cancelados”). O Twitter “cancelou” definitivamente a conta do ex-presidente Donald Trump, fanfarrão inveterado, o que configura um ato totalitário, enquanto mantém a conta do ditador e assassino Nicolás Maduro. Rodrigo Constantino e Olavo de Carvalho falam sobre o assunto em https://www.youtube.com/watch?v=1jJbuMOznpw. Veja Radicalização cumulativa e Sleeping Giants Brasil.

Cultura negra - “Cultura negra? Cultura negra para mim é Aleijadinho, é Gonçalves Dias, é Machado de Assis, é Capistrano de Abreu, é Cruz e Souza, é Lima Barreto. Quer Vossa Senhoria me explicar como esses negros e mulatos puderam subir tão alto, numa sociedade escravocrata, enquanto seus netos e bisnetos, desfrutando das liberdades republicanas, paparicados pela intelligentzia universitária, não conseguem hoje produzir senão samba, funk e macumba, e ainda se gabam de suas desprezíveis criações como se fossem elevadíssima cultura?” (Wilson Martins, em “História da inteligência brasileira” - apud CARVALHO, 2013: 301).

Cultura periférica - “Nossa cultura é rigorosamente ‘periférica’ em relação à história espiritual do mundo. Periférica, portanto, num sentido bem diverso ao que essa palavra tem no jargão do academismo esquerdista (Celso Furtado, Fernando Henrique Cardoso etc.), onde centro e periferia são economicamente determinados, e daí decorre uma teoria grotesca que identifica o centro espiritual do mundo ao centro do poder econômico - teoria ela mesma periférica, no sentido que dou ao termo” (CARVALHO, 2013: 63).

Curdistão - Região ocupada por cerca de 25 a 35 milhões de curdos, espalhados em 6 países: Turquia (mais da metade da população), Síria, Iraque, Irã, Armênia e Azerbaijão. Quarto maior grupo étnico do Oriente Médio, a exemplo dos palestinos, é um povo que não tem sua pátria.

CUTAL - Congresso das Uniões dos Trabalhadores da América Latina: onagro vermelho a serviço da subversão no Subcontinente.

CV - Comando Vermelho: organização criminosa do Rio de Janeiro, criada em 1979 no Presídio Cândido Mendes, na Ilha Grande, RJ. Nasceu da promiscuidade entre criminosos comuns e presos políticos. Seu principal fundador foi William da Silva Lima, o “Professor”, que pregava teses marxistas em sua “luta pelos direitos dos presos”. O CV virou um poder paralelo e passou a controlar o sistema penitenciário fluminense desde o início da década de 1980. Veja PCC.

Cyberterror - Terrorismo cibernético: há sites na Internet que contêm os seguintes assuntos: guia do anarquista para a guerra civil e a sabotagem, diversos modos de sabotar uma escola, fraudes básicas com cartões de crédito, explosivos improvisados na cozinha, diagrama e documentação da bomba atômica etc. Terroristas extorquem instituições financeiras, prometendo que seus sistemas de computadores não sejam atacados por vírus letais; até 1997, os EUA e a Europa já haviam pagado cerca de US$ 600 milhões para hackers chantagistas. 

 

D

 

     “As mulheres engajadas na luta armada eram as piores que existiam, as mais perversas, pegavam os jovens pelo sexo” (Coronel Godofredo de Araújo Neves, HOE/1964, Tomo 7, pg. 173).

 

Daawa - (Árabe) “Pregação”: islamitas moderados optam pela daawa, em vez da jihad, em suas pregações. Com certeza, uma trégua, mas o objetivo final é o mesmo dos radicais: submeter a população mundial a Alá.

Damas de branco - Movimento de contestação cubano, fundado em 2003 por Laura Pollán, era composto por mães e esposas de 75 “presos de consciência” do regime castrista. O grupo, que é perseguido por policiais e recebe o escracho dos defensores do regime comunista, recebeu o Prêmio Sakharov para a Liberdade de Pensamento, em 2005, porém ninguém pôde recebê-lo, pois não houve autorização para sair de Cuba. Em 2006, o grupo recebeu o prêmio Human Rights First.

Dar Al-Harb - (Árabe) “Território de guerra”, “que deveria ser progressivamente conquistado para o Islã pela pregação ou, se necessário, pela força das armas” (BALTA, 2010: 5). Segundo a teologia islâmica, território não-islâmico é um território de guerra, que deve ser conquistado para Alá. Ou seja: o mundo inteiro.

Dar Al-Islam - (Árabe) “Morada ou território do Islã”. Junto com o Dar Al-Salam (território da paz), forma as terras da ummá, a comunidade dos muçulmanos. Veja Ummá.

Darwinismo social - “Em sua primeira forma, o darwinismo social concebe a sociedade humana como produto da luta pela existência, cujo resultado é a sobrevivência dos mais bem dotados. Ideia semelhante pode ser encontrada na obra de Spencer, Eilliam Graham Summer (1840-1910) e outros autores, que, extrapolando as teses darwinistas, defenderam a noção de que os capitães da indústria moderna representavam a classe mais bem dotada. Em sua segunda forma, o darwinismo social assume conotações nitidamente racistas e sectárias, tendo por premissa que as atividades de assistência e bem-estar social não deveriam ocupar-se com os menos favorecidos socialmente, pois assim procedendo estariam contribuindo para a destruição do potencial biológico da raça. A pobreza, por conseguinte, nada mais seria do que resultado de uma inferioridade biológica. Enquanto o marxismo representou a ideologia do conflito defendida em nome do interesse da classe proletária, o darwinismo representou ideologia elaborada em nome das camadas superiores da sociedade, com base na defesa extremada de uma política seletiva e eugênica. As três posições, apesar de suas indiscutíveis bases ideológicas, levantaram inúmeros problemas que acabaram por ser assumidos pelas indagações sociológicas da época” (Mirador, Vol. 19, pg. 10516). Herbert Spencer foi o criador da expressão “sobrevivência do mais apto” e, antes de Charles Darwin, desenvolveu a existência de regras evolucionistas na natureza.

Dataismo - “A religião mais interessante que emerge disso tudo é o dataismo, que não venera nem deuses nem o homem - venera dados” (HARARI, 2016: 369). Veja Algoritmo e Big Data.

Data venia – (Latim) “Com o devido respeito”. Expressão latina, muito usada por advogados em embates nos tribunais. Os causídicos são mestres na elaboração de palavras e expressões de pau. O causídico data venia gosta de duelar com o rival verbi gratia, utilizando todos os recursos de retórica de pau e prolegômenos para impressionar o meritíssimo e eternizar mais um processo kafkiano sem fim. Verbi gratia (v.g.) significa “por exemplo”.

Dazibao - Jornal mural, que denunciava os excessos do regime comunista chinês. O “Mural de Xidan”, autorizado por Deng Xiaopin em abril de 1979, retratava “o desabafo social, caracterizado por algumas inevitáveis ideias ‘qualunguistas’, mas também serviu como corretivo democrático para as loucuras tiranicidas dos Guardas Vermelhos do decênio anterior” (FIORE, 1990: 218). Antes do massacre da Praça da Paz Celestial (Tien An Men), em maio de 1989, depois de 40 dias de manifestações a favor da democracia, dois dazibaos também foram utilizados, posteriormente extinguidos à bala. Maio é um mês emblemático na China. “O ressurgimento do movimento estudantil começou há cerca de dois anos e meio, relembrando o espírito de 4 de maio de 1919, quando os estudantes protestaram contra o governo dos ‘senhores da guerra’, os warlords. Foi justamente nesse governo, durante a Conferência de Paz de Versalhes, que os dirigentes não conseguiram obter a devolução dos territórios ocupados pelo Japão e a anulação dos ‘tratados desiguais’ com a Rússia e outras potências coloniais” (idem, pg. 22-23).

DDT - Pesticida banido em 1972 pelos EUA, por pressão de ambientalistas, depois do lançamento do livro “Silent Spring” (Primavera Silenciosa), de Rachel Carson, publicado em 1962. O livro de Carson levou à criação da EPA (Agência de Proteção Ambiental), nos EUA, em 1970. O DDT, usado adequadamente, não causa câncer, nem é responsável por mutações genéticas. O DDT é o mais eficaz pesticida contra mosquitos da malária, que causam a morte de mais de 1 milhão de pessoas por ano no planeta. “Tudo o que você precisa saber é que - como o câncer epidêmico que seria causado pelo DDT, de acordo com a teoria de Rachel Carson, ou como a crise global de alimentos prevista por Paul Ehrlich, ou como o ‘pânico’ da Idade do Gelo nos anos 1970 e o ‘perigo’ da chuva ácida na década de 1980 - a mudança climática é simplesmente mais um daqueles ecossustos que surgem hoje e desaparecem amanhã, amplificados pelo movimento ambientalista para promover um item de sua agenda” (DELINGPOLE, 2012: 255-256).

Decembristas - Grupo de oficiais russos que tomaram parte na malograda rebelião liberal contra o Czar Nicolau I, em dezembro de 1825. Vale lembrar que Fiódor Dostoiévski começou a ser conhecido como terrorista, quando esteve envolvido na conspiração do revolucionário Mikhael Petrachevski contra a vida de Nicolau I. Preso e condenado à morte, a pena foi comutada para 10 anos de trabalhos forçados na Sibéria, onde Dostoiévski escreveu o primeiro de seus clássicos, “Recordações da Casa dos Mortos”. O famoso escritor foi anistiado em 1859.

Declaração Balfour - No dia 02/11/1917, o Governo britânico reconheceu a “Declaração Balfour” - de seu Ministro do Exterior Arthur James Balfour -, que concedia o direito do estabelecimento de um lar judeu na Palestina. O texto, dirigido a Lord Rothschild, descendente da “família judia mais rica do mundo”, dizia o seguinte: “O Governo de S. M. vê, de modo favorável, o estabelecimento de um lar nacional para o povo judeu na Palestina e fará todos os esforços para facilitar a implementação deste projeto, seguro de que tal concessão não poderá causar qualquer prejuízo aos direitos civis e religiosos dos povos não-judeus residentes na Palestina, como também não prejudicará os direitos e a situação política de que desfrutam os judeus em todos os países. Ficarei muito agradecido se você transmitir essa declaração aos conhecimentos da Federação Sionista. Com o maior afeto. Assinado: Arthur James Balfour” (apud TRIKI, 1980: 74).

Declaração de Barbados - Veja Antropólogos da ação e MRTA.

Declaração de Chapultepec - Promovida pela Sociedad Interamericana de Prensa (SIP), a declaração tem 10 princípios básicos, que regem a liberdade de imprensa e informação, instituída durante a Conferência Hemisférica sobre a Liberdade de Expressão, em março de 1994, na cidade mexicana de Chapultepec; o Brasil assinou sua adesão no dia 06/08/1996.

Declaração de Goiânia - Em outubro de 1961, Leonel Brizola, governador do Rio Grande do Sul, e Mauro Borges, governador de Goiás, lançaram em Goiânia a Frente de Libertação Nacional (FLN). Brizola almejava ser o Fidel Castro sul-americano e, para isso, tinha necessidade de um braço armado para apoiá-lo. Após a Contrarrevolução de 1964, Fidel escolheu Brizola para ser o líder da revolução na América Latina. Veja Brizoleone, FLN, MNR, Operação Três Passos e RAN.  

Declaração de Helsinque - Documento elaborado em 1964, na 18ª Assembleia da Associação Médica Mundial, é uma referência ética mundial para estudos com seres humanos. Embora não tenha força de lei, opera como uma Declaração Universal dos Direitos Humanos para a experimentação científica.

Decreto de nome - Antes da “Solução Final” (Holocausto judeu), fixada por Hitler quando a guerra se aproximava, o Ministério do Interior produziu um “decreto de nome”, obrigando os judeus a adotar Israel ou Sara como segundo nome.

Degelo - Período em que, sob a liderança de Nikita Kruschev, os soviéticos desfrutaram de uma moderada abertura política, após o “relatório secreto”, em que Kruchev denunciou os crimes de Stálin, no XX Congresso do Partido Comunista da União Soviética (PCUS), em 1956. O nome provém de um romance de Ilia Erenburg, “O Degelo”. Na verdade, o período serviu apenas para o regime comunista identificar os “dissidentes”, que depois seriam perseguidos ferozmente. O mesmo ocorreu em Cuba, onde houve um falso “degelo” durante os preparativos para a visita do Papa João Paulo II, em 1998. Finda a viagem pontifícia, dezenas de intelectuais cubanos, que exigiram liberdade na Ilha, foram parar atrás das grades - no início de 2003, foram mais de 70. No mesmo ano, 3 cubanos que tentaram fugir do país em um barco foram fuzilados: “Cuba não ganhou nenhuma batalha honrosa fuzilando esses três homens, mas perdeu minha confiança, destruiu minhas esperanças, roubou meus sonhos” (José Saramago, acordando do torpor comunista pró-Fidel, que o fez esquecer os 17.000 mortos no paredón e mais de 100.000 mortos direta ou indiretamente devido à ditadura cubana). Veja Damas de branco e Dissidentes.

Dei Gesta per Francos - (Latim) “A obra de Deus feita pelos franceses”. Título de livro famoso, de Guiberto de Nogent, que descreve a Primeira Cruzada, convocada pelo Papa Urbano II, que reconquistou Jerusalém, em 1099, libertando a Cidade Santa do domínio islâmico, que ficou sob governo de Godofredo Bulhão, que passou a ser o “Protetor do Santo Sepulcro”. Veja mais em https://ascruzadas.blogspot.com/p/gesta-dei-per-francos.html. Em 1187, Saladino, Sultão do Egito e da Síria, retomou Jerusalém para os árabes.

Delenda Carthago - (Latim) “Cartago deve ser destruída!” Palavras de Catão, o Antigo, com que terminava seus discursos. Cita-se esta locução a propósito de uma ideia fixa, perseguida com tenacidade. Alguns parlamentares do antigo PFL, ligados à TFP, costumavam terminar seus discursos com a frase “Delenda reforma agrária!”, opondo-se à política fundiária do governo FHC, devido às invasões de terras promovidas pelo MST, muitas vezes com molde terrorista.

Democracia autoritária - Mussolini definiu o Fascismo como “uma democracia autoritária, concentrada, organizada de forma nacional”. Quem pensou no “fascismo alegre” brasileiro do PT, pensou certo.

Democracia controlada - Expressão de pau, de democracia não tem nada, como a Rússia de Vladimir Putin.

Democracia eletrônica - Participação da população junto ao governo por meio de redes sociais na internet. A ideia veio do Japão e já se estendeu pela Europa e EUA.

Democracia no Iraque - Locução de pau criada pelo presidente George W. Bush, depois de iniciar a guerra no Iraque que depôs o ditador Saddam Hussein, em 2003. Promover a democracia num país islâmico, nos moldes ocidentais, é tão natural e tão fácil como vender geladeira a esquimó. Por que Bush não tentou promover a democracia também no Tibete, expulsando os malditos comunistas chineses que trucidaram aquele povo sereno, destruindo quase todos os templos budistas? Por que não promoveu a democracia na própria China, que se torna cada dia mais capitalista? Por que também não no Irã? Na Coreia do Norte? Em Cuba?

Democracia pela força - “É uma arrogância perigosa supor que podemos construir outras nações. Porém, onde nossos interesses estiverem em jogo, podemos ajudar outras nações a se autoconstruírem - e dar-lhes tempo para começar a fazê-lo” (Anthony Lake, ex-assessor de Segurança Nacional dos EUA durante o Governo Bill Clinton - apud HIPPEL, 2003: 11). Dentro da concepção nation building (construção de nação), evocado pelas missões de paz da ONU, os EUA, nas últimas décadas, promoveram intervenções no Panamá, na Somália, no Haiti e nas ex-repúblicas da antiga Iugoslávia. Veja Big stick, Diplomacia de cruzeiro e Doutrina Lake.

Democratismo - Ditadura em nome da maioria, surgiu com a Revolução Francesa e sua “soberania popular”, que acabou no descaminho do Terror, com suas macabras execuções na guilhotina.

Democratização da mídia - O mesmo que “controle social da mídia”. Significa que o controle dos meios de comunicação deve ser feito pela companheirada petista e seus partidos genéricos, como PSol, Rede etc. Veja Controle social da mídia.

Departamento América - Criado por Fidel Castro em 1975, “cuja responsabilidade confiou a Manuel Piñero, até então à frente da Direção-Geral de Inteligência (DGI). Apelidado Barbarroja, justamente por causa de sua barba vermelha, esse grande espião, mais esperto que uma raposa, tinha a missão de localizar, recrutar e formar simpatizantes da Revolução Cubana, fossem eles estudantes, sindicalistas, professores universitários, políticos ou até mesmo empresários” (SÁNCHEZ, 2014: 94-95). Em 1989, durante a campanha presidencial no Brasil, Lula passou por Havana e Piñero disse a Fidel: “Apresento-lhe o futuro presidente do Brasil” (idem, pg. 95), profecia realizada 13 anos depois.

Departamento de Operações Estruturadas - Expressão pauleira criada pela empreiteira Odebrecht, para pagar propinas a políticos. Hilberto Mascarenhas da Silva Filho, o “Bel”, com 51 anos de vida e 31 de Odebrecht, inicialmente se negou a participar do esquema de propinas, que durante 20 anos era feito por Antônio Ferreira, que sofrera um AVC: “’Marcelo, todo mundo sabe o que o Ferreira fazia. Eu não quero ser chamado de pagador de propinas. Então me dá um título, alguma coisa que não remeta diretamente a isso’. Marcelo assentiu, e eles inventaram o ‘Departamento de Operações Estruturadas’. No jargão dos bancos, operações estruturadas são investimentos que combinam mais de um ativo para garantir que, se perder com um, o aplicador ganhe com os outros” (apud GASPAR, 2020: 188). “Os técnicos da Odebrecht então adaptaram o sistema de pagamentos regular da empresa, o My Web Day, para que o time de Hilberto pudesse acessá-lo num ambiente fechado. Como era uma rede paralela, foi batizada de My Web Day do B. Além da equipe do setor de propinas, só tinha acesso a ela Ubiraci, o Bira, um senhorzinho que estava na empreiteira desde jovem e nunca trairia um Odebrecht. (...) Por segurança, decidiu-se que o servidor do My Web do B ficaria em local à prova de investigação: Angola. Com o passar dos meses, como os problemas de conexão no país eram frequentes, transferiu-se o servidor para a Suíça - então considerada quase tão segura quanto o país africano” (idem, pg. 189). Posteriormente, com a Lava Jato no calcanhar da Odebrecht, os servidores escolhidos para abrigar My Web Day do B foram os mesmos que abrigam os dados do Wikileaks, de Julian Assange, num bunker da Suécia. O dinheiro da propina passava por 4 escalas ou níveis, ou seja, por 4 instituições financeiras instaladas em países como Angola, Venezuela, Suíça, Panamá, Andorra, Ilha da Madeira, até chegar “lavado” ao destinatário, um testa-de-ferro sem vínculo aparente com a Odebrecht, de modo a dificultar o rastreamento do dinheiro. Todo final de ano, Emílio Odebrecht recebia R$ 5 milhões desse esquema.

Departamento MC - Departamento Moeda Conversível. Criado por Fidel Castro em 1986, quando começou a secar a ajuda soviética. “Herdeiro do Departamento Z, criado no início dos anos 1980, o Departamento MC empregava qualquer meio à disposição e comercializava qualquer coisa: tabaco, lagostas e charutos introduzidos nos Estados Unidos por contrabando, roupas e eletrodomésticos exportados para a África; obras de arte e antiguidades escoadas para a Espanha; sem esquecer os diamantes e o marfim trazidos da África e revendidos na América Latina ou alhures. Alguns comércios eram legais, outros não. Pelo contrário, o jornal oficial Granma um dia explicou sua missão nos seguintes termos: ‘Trata-se de lutar contra o bloqueio - ou embargo - econômico dos Estados Unidos, em vigor desde 1962, para que haja meios de se conseguir produtos como material médico, medicamentos, computadores etc.’” (SÁNCHEZ, 2014: 206-207). O Departamento MC logo recebeu o apelido de “Maconha e Cocaína”: refugiados cubanos afirmaram que “o regime cubano estava ligado a Pablo Escobar e a seu Cartel de Medellín” (idem pg. 207), o que passou a ocorrer a partir dos anos 1980. Para se redimir perante os EUA, em 1989 Fidel Castro prendeu os gêmeos Tony e Patrício de la Guardia, do Departamento MC, o General Arnaldo Ochoa (herói da Revolução Cubana), o ministro do Interior José Abrantes, 2 generais, 4 coronéis e outros. Foram fuzilados em 13/07/1989: o General Ochoa e seu assistente, o Capitão Martínez (ambos do MINFAR), o Coronel Tony de la Guardia e seu subordinado, Major Amado Padrón (ambos do MININT); José Abrantes foi condenado a 20 anos de prisão e morreu de ataque cardíaco em 1991, de maneira suspeita. Faltou o antigo guarda-costas de Fidel, Coronel Juan Reinaldo Sánchez, autor do livro “A Vida Secreta de Fidel”, falar sobre a “Tríade Sul-Americana”, Cuba, Venezuela e Bolívia, que se tornaram verdadeiros narcoestados. Sánchez ficou preso por 2 anos, ocasião em que sofreu torturas, baixando seu peso de 83 para 54 kg. Tentaram matá-lo, prescrevendo “remédio” que levaria a ter AVC. Em 1995, ainda preso, prometeu a si mesmo escrever um livro, desmascarando Fidel Castro. Passou a viver de uma aposentadoria de 300 pesos (16 dólares). Libertado da prisão em 1996, somente em 2008 conseguiu sair da “Ilha de Fidel”, depois de 10 tentativas em vão. A mulher já estava em Miami, mas a mãe e a filha só saíram de Cuba em 2012.

Der Spitzel - (Alemão) “O Informante”. A capa da revista alemão Stern chamou Barack Obama de informante, devido às revelações de espionagem global da NSA feitas por Edward Snowden, em 2013. Outra frase famosa da internet: “Yes, we scan”, trocadilho de “yes, we can”, slogan da campanha presidencial de Obama, em 2008. Veja PRISM e acesse https://pt.wikipedia.org/wiki/PRISM_(programa_de_vigil%C3%A2ncia).

Desaparecido político - A Lei no. 9.140, de 04/12/1995, havia reconhecido como mortas pessoas desaparecidas em razão de participação, ou acusação de participação, em atividades políticas, no período de 02/09/1961 a 15/08/1979 (período compreendido pela Lei da Anistia). Foi criada uma Comissão para tratar da indenização de familiares de mortos e desaparecidos. Essa Comissão, composta por sete membros, sendo cinco notórios esquerdistas (incluindo Nilmário Miranda, antigo terrorista da POLOP), teve caráter revanchista contra as Forças Armadas, ao conceder indenização às famílias de Carlos Lamarca, Carlos Marighella, e muitos outros, como Zuzu Angel, morta em acidente automobilístico no Rio de Janeiro, em situação em que não se comprovou a autoria do abalroamento do carro da vítima, atribuindo-se à União uma indenização em que o réu não foi identificado. Exemplos dessa escandalosa “ação entre amigos”: Iara Xavier Pereira e Suzana Kiniger (ou Suzana Lisboa), integrantes da Comissão, que pertenceram à organização terrorista ALN, se autobeneficiaram, recebendo gorda indenização da União; Iara participou de diversas ações armadas e foi “premiada” pelas mortes de seus irmãos e marido (respectivamente Iuri Xavier Pereira, Alex de Paula Xavier Pereira e Arnoldo Cardoso Rocha), todos mortos em tiroteio com a polícia (todos tiveram treinamento em Cuba); Suzana Lisboa, do Movimento Tortura Nunca Mais, foi “premiada” com a morte do marido Luiz Eurico Tejera Lisboa, também treinado em Cuba; somente essa “ação entre amigos” rendeu R$ 600.000,00 (4 x R$ 150.000,00). Vera Maria Trude de Souza, ex-esposa do Ministro da Justiça do Governo FHC, Aloisio Nunes Ferreira Filho (um dos assaltantes do trem-pagador Santos-Jundiaí, em 1968), recebeu RS 65.000,00 no primeiro lote de indenizações. Houve casos em que “desaparecidos” indenizados, que de repente, se tornaram “aparecidos”, vivinhos da silva. Posteriormente, com a criação de novas leis de pau, a noção de “desaparecido” foi ficando cada vez mais elástica, de modo que muitos vivaldinos, como o sucessor de FHC, Dilma Rousseff, José Dirceu e centenas de “perseguidos” também receberam sua piñata. O escritor Ziraldo Alves Pinto e o cartunista Jaguar (pseudônimo de Sérgio de Magalhães Gomes Jaguaribe) receberam indenização milionária, possivelmente pela quebra do jornaleco Pasquim, além do jornalista e escritor Carlos Heitor Cony, que deveria mudar seu nome para Coin (Moeda). Criaram também uma Comissão (GTA), para localizar e resgatar as ossadas de ouro dos guerrilheiros do Araguaia. Melhor fariam essas pessoas se se preocupassem com os milhares de pessoas que desaparecem todos os anos no Brasil, sem deixar vestígio (mais de 693.000 brasileiros desapareceram no período de 2007 a 2016, 8 desaparecimentos por hora, um verdadeiro holocausto). “A cada dia, mais de três pessoas desaparecem no Distrito Federal. Segundo dados da Secretaria de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda (Sedest), no ano passado 1.234 registros de pessoas que sumiram foram realizados” (jornal O Destak, DF, 16/05/2011, pg. 2). Cerca de 50.000 brasileiros desaparecem todo ano, conforme noticiou o Jornal Nacional do dia 24/05/2012. Em 2012, a Secretaria dos Direitos Humanos propôs ampliar ainda mais a lista de “desaparecidos políticos”, incluindo 602 casos de camponeses que teriam sido vitimados entre 1961 e 1988. Os revanchistas do governo Dilma Rousseff quiseram transformar em “mortos políticos” os que sucumbiram devido à disputa de terras entre fazendeiros, grileiros e posseiros que ocorreu principalmente no Pará (158 casos), Maranhão (79) e Bahia (69), quando também foram mortos sindicalistas, advogados e religiosos. A psicanalista petista Maria Rita Kehl, membro da Comissão da Verdade, queria incluir na lista o “extermínio de índios”, a exemplo das etnias suruí (região do Araguaia, Sul do Pará) e waimiri-atroari, de Roraima, que teria ocorrido entre 1946 e 1988. Na verdade, os waimiri-atroari assassinaram muitos funcionários da Funai, durante a construção da BR-174 (Manaus-Boa Vista) - cfr. http://felixmaier1950.blogspot.com/2021/05/a-epopeia-da-construcao-da-br-174.html. O foco declarado dos comissários vermelhos é o governo militar pós-1964, como declarou em público o beato de pau oco, Claudio Fonteles. Por isso, a missão do Pravda tupiniquim é inflar em pelo menos mil vezes os “desaparecidos” do período, de modo a caracterizar os militares como “genocidas”. “Em 1970, havia cerca de 500 presos políticos, 56% estudantes” (NAPOLITANO, 2014: 135). O número talvez seja maior, pois muitos estudantes ficavam detidos em quartéis durante certo tempo, como presenciei na 13ª. Companhia de Infantaria (depois transformado no 30º. Batalhão de Infantaria Motorizado), Apucarana, PR, onde servi de janeiro de 1970 a abril de 1971. Neste caso, eram estudantes universitários de Maringá, PR.

Desarmamento diminui a violência - Slogan de pau empurrado goela abaixo em toda a população brasileira, em 2003, que redundou na aprovação de uma criminosa e ineficiente Lei Federal, que restringe ao máximo o uso de arma de fogo. Criminosa, porque expõe as pessoas de bem, desarmadas, à sanha dos bandidos. Ineficiente, porque não consegue desarmar os bandidos, pelo contrário, incentiva-os ao crime, por não haver resistência da população, que não pode se defender com uma arma na mão. Não é a arma de fogo em si que mata alguém, é o ser humano, que tanto pode matar com uma pistola, uma faca, um porrete, com qualquer coisa que tiver às mãos. Por acaso Caim matou Abel com uma arma de fogo? Se nossos legisladores de pau fossem coerentes, deveriam também começar a recolher todas as “prateadas” dos gaúchos e as “peixeiras” dos nordestinos. Além disso, deveriam fechar todas as fábricas de talheres, como a Tramontina. Não é preciso dizer que a “arma” que mais mata no Brasil são os automóveis. Se o velocímetro do carro indica 280 km/h, é porque foi feito também para matar. Do contrário, indicaria, digamos, no máximo 80 km/h. Serão os carros também recolhidos, para passarmos a viajar em charretes a 20 km/h? O desarmamento é o desejo maior do bandido. E do estado totalitário, cuja oposição ou dissidência nunca poderá utilizar um direito natural de empunhar uma arma de fogo para lutar por sua liberdade. A verdade é que há uma estreita relação entre desarmamento da população e genocídio, ou, pelo menos, aumento de criminalidade. Leia “Desarmamento diminui a violência?” em http://felixmaier1950.blogspot.com/2020/10/desarmamento-diminui-violencia-por.html.

Desbundar - “Termo utilizado pelas organizações para designar o militante que desistia da ação, entregando-se aos órgãos de segurança” (AUGUSTO, 2001: 400). Veja Aparelho.

Descarga - Ecoterrorismo de cara lavada. Keith Farnish, em seu livro “Time’s Up” (2009), tem a solução para sobrevivência da humanidade. Como? Através do que ele chama de “descarga”: “Na essência, ‘descarga’ significa remover um peso que existe: por exemplo, livrar-se de animais domésticos que se alimentam de pastagens, demolir cidades, explodir barragens e desligar a máquina de emissão de gases de efeito estufa. O processo de descarga ecológica é uma soma de muitas coisas que já expliquei neste capítulo, além de um (quase certamente necessário) componente de sabotagem” (apud DELINGPOLE, 2012: 143).

Desconstrução - Crítica abrangente ao pensamento ocidental, foi abraçado com vigor pela esquerda, por feministas e minorias para “fazer crítica social”, levando ao modo “politicamente correto” de se expressar. “Teóricos como Roland Barthes, Pierre Macheray, Jacques Derrida e outros pós-estruturalistas propõem novas maneiras de ler os textos e empreender a crítica da ideologia. Segundo eles, os textos devem ser lidos como expressão de várias vozes, e não como enunciação de uma única voz ideológica, que precise então ser especificada e atacada. Desse modo, exigem leituras polivalentes e um conjunto de estratégias críticas ou textuais que desvendam suas contradições, seus elementos contestatórios periféricos e seus silêncios estruturados” (KELLNER, 2001: 148). “Trata-se de uma estratégia ‘subversiva’ de leitura, que parte do princípio de que qualquer texto, por mais que almeje à clareza e ao rigor, sempre contém pontos cegos ou nódulos de ambiguidade que, devidamente explorados, permitem desfazer as amarras lógicas do raciocínio, inverter suas premissas, anular suas hierarquias de ideias” (“O profeta da desconstrução”, revista Veja no. 1876, pg. 154). “Jacques Derrida foi o doutor Frankenstein da filosofia contemporânea. Como o cientista na história de horror, ele deu vida a uma criatura, o conceito de ‘desconstrução’, que depois escapou ao seu controle e causou convulsões e ruína no mundo das humanidades” (idem, pg. 154). “A desconstrução chegou às universidades americanas no exato momento em que os acadêmicos de esquerda procuravam armas diferentes para fazer crítica social. A nova importação francesa lhes caiu como uma luva. Logo, a desconstrução passou a ser usada como um método de interpretação que dava margem às leituras mais estapafúrdias de tratados filosóficos, textos literários, filmes e obras de arte - houve um que falasse numa espécie de ‘derridadaísmo’. Mais que isso, ela se tornou a ferramenta política por excelência para quem pretendia denunciar o ‘substrato autoritário e opressor do pensamento ocidental’. As feministas foram as primeiras a se apropriar de Derrida dessa maneira, e logo atrás vieram os representantes de outras minorias, que tomaram conta de inúmeros departamentos de ciências humanas nos anos 70 e 80 e criaram a famigerada voga do ‘politicamente correto’” (idem, pg. 154 e 155). “Derrida é tão interessante como um borrão de tinta, e somente uma conspiração de mentes inseguras pode dar-lhe importância. Sartre era completamente diverso - e sabia contar histórias” (SEYMOUR-SMITH, 2002: 600).

Desenvolvimento nacional - Projeto estratégico de longo prazo dos governos militares pós-1964. “Considerado fundamental no projeto ‘desenvolvimento nacional’ dos militares, o ensino de graduação e pós-graduação foi incrementado como nunca a partir do final dos anos 1960. A graduação deveria gerar quadros de gerenciamento técnico e burocrático, tanto no setor público quanto no privado, fundamentais para a nova etapa de desenvolvimento capitalista que se desenhava. Em 1980, eram cerca de 8,2 milhões de trabalhadores nessa grande área, quase 20% da população economicamente ativa. Em 1960, 18.852 pessoas concluíram o curso superior, número que passou para 64.049 (1970) e 227.997 (1980). A pós-graduação também foi incrementada. Em 1969, havia 93 cursos de mestrado e 32 de doutorado no Brasil, passando a 717 e 257, respectivamente, dez anos depois” (NAPOLITANO, 2014: 215-216). Veja Milagre brasileiro.

Desenvolvimento sustentável - Expressão de pau, tornou toda a humanidade refém do ambientalismo socialista: “É um abrangente plano socialista para combinar programas de bem-estar social com controle governamental sobre empreendimentos privados, medicina socializada, controles de zoneamento nacional de negócios privados e reestruturação dos currículos escolares para que sirvam como doutrinação das crianças segundo um pensamento coletivo politicamente correto” (Website Green Agenda - apud DELINGPOLE, 2012: 172). Obviamente, deve-se defender o meio ambiente em que vivemos - nossa única morada viável -, como as ações de combate à poluição atmosférica, a substituição de energia suja do carvão e do petróleo por energia limpa como a hidrelétrica, a solar e a eólica; combater o desmatamento de florestas que não se prestam à agricultura ou à pastagem, bem como a poluição crescente dos rios e oceanos, que estão se tornando verdadeiras cloacas, ocasionando “zonas mortas” nos rios e mares. Catastrofistas ambientais preveem que o nível dos oceanos irá aumentar dezenas de metros, com o degelo das calotas polares devido ao aquecimento global, destruindo cidades costeiras como Nova York e Rio de Janeiro. Assim não pensam investidores “céticos”, que constroem arranha-céus em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, com quase 1 km de altura, literalmente ao nível do mar. Veja ALF, Eugenia ecológica, GLF, Teoria de Gaia e VHEMT

Desestalinização - Campanha de degradação de Stálin, iniciada um ano após o XX Congresso do PCUS, em fevereiro de 1956, quando Kruschev proferiu seu “discurso secreto” sobre os crimes de Stálin. Em julho daquele ano, foi publicado pelo Departamento de Estado americano uma versão parcial do discurso de Kruschev, que se tornou notícia no Ocidente, embora nunca tivesse sido publicado na União Soviética, apenas disseminado a grupos-chave. A desestalinização tinha como objetivo implantar reformas no Estado soviético, como a modernização e a melhoria do povo, não a democratização com que sonhavam muitos intelectuais soviéticos (dissidentes). Os resultados diretos da desestalinização foram os levantes poloneses e a revolta húngara, no outono de 1956. Nesse ínterim, Kruschev enfrentou muitos rivais e quase foi afastado pelo Politburo, em 1957. Perante o público, Kruschev se eximia das atrocidades de Stálin, embora tivesse sido um de seus partidários mais sangrentos na Ucrânia. A 2ª fase da desestalinização começou em 18/10/1961, no XXII Congresso do PCUS, quando foram revelados pela primeira vez ao povo soviético alguns dos crimes de Stálin, ocasião em que se iniciaram as divergências com a China comunista. Com a queda de Kruschev, em 1964, os “herdeiros de Stálin” iniciaram a “reestalinização”, com Brezhnev e Kosygin. “Por volta do fim de 1968, a reabilitação de Stálin ou a reestalinização tinha-se processado rapidamente. A crítica de crimes de Stálin, de prisões em massa, deportações, assassinatos, expurgos e campos de concentração tinham desaparecido da imprensa e das conversações privadas” (ROTHBERG, 1975: 264). O Kremlin considerava graves as ameaças da liberalização, do revisionismo e da reforma. A liberalização tcheca tinha sido desencadeada por intelectuais e escritores, o que ocasionou a invasão da Tchecoslováquia, no dia 21/08/1968, com a destituição de Dubcek, o “equivalente internacional de Soljenítsin”. Uma carta do dissidente Pyotr Yakir, em 06/03/1969, à revista do Partido, Kommunist, condenava Stálin em 17 pontos, documentados em fontes soviéticas, relacionando os crimes com o código penal soviético. Atribuía a Stálin a responsabilidade por suicídios e execuções de líderes de cúpula soviéticos no Partido, no Governo, nas Forças Armadas, nos serviços de Inteligência e na Polícia. Comunistas estrangeiros refugiados na União Soviética tinham sido assassinados por ordens de Stálin, incluindo comunistas proeminentes, como os alemães Hermann Schubert e Heinz Neumann, os húngaros Bela Kun e Gabor Farkas, os poloneses Tomasz Dombal e Yulian Lesczynski (um dos fundadores do PC polonês) e até o suíço Fritz Platten, que protegera Lênin com seu próprio corpo por ocasião do primeiro atentado contra a vida de Lênin. Yakir condenava Stálin, ainda, pela repressão e deportação em massa de povos não russos (“política do liquidificador”) durante e depois da II Guerra Mundial, entre eles os tártaros da Crimeia, os bálcares, os chechenos-ingushes e os calmiques. Yakir condenava Stálin pelos expurgos que liquidaram 80% do corpo de oficiais superiores - aqueles que lutaram na Guerra Civil Espanhola, técnicos e intelectuais - com o resultado de milhões de baixas nas primeiras fases da II Guerra Mundial, especialmente no cerco nazista a Leningrado. “Aproximadamente 60% dos oficiais do nível comando de divisão ou maior acabaram vítimas do expurgo; o corpo de oficiais como um todo acabou desfalcado de 20 a 35% de seu efetivo. Alguns comandantes sobreviveram, Shaposhnikov, por exemplo, que iria se tornar chefe do estado-maior. Todavia, muitas das melhores cabeças militares da União Soviética, entre elas Tukhachevsky, Uborevitch, Yakir e Yegorov foram cortadas. As que não o foram, como Isserson, acabaram silenciadas” (PARET, 2003: 270). O cerco a Leningrado durou 6 meses e promoveu 800.000 baixas ao Eixo e 1,1 milhão aos russos. “A mola propulsora do Exército Vermelho era exatamente a mesma do Exército Revolucionário Francês: a mistura de fanatismo e terror. O fanatismo, de forma organizada, era representado pelos comissários, que, por sua vez, organizavam o terror. A massa de primitivos soldados sabia que, indo em frente, talvez encontrassem a morte; recuando, porém, ela era certa. Todo comandante, a partir do escalão subunidade, inclusive, tinha a seu lado um comissário. ‘Por que interrompeu o ataque? Prossiga imediatamente, ou será fuzilado!’ Esse tipo de mensagem era frequentemente captado, no meio das transmissões, durante as ofensivas russas. É claro que um exército organizado sob tais bases tinha sua força, mas, também, suas fraquezas” (PAGET, 1999: 79). Veja “Crimes de Guerra Soviéticos” em https://pt.wikipedia.org/wiki/Crimes_de_guerra_sovi%C3%A9ticos.

Desinformatsya - (Russo) “Desinformação”. “Sabe-se que a informação é, por natureza, uma mercadoria adulterada. Não faltarão tentações para a adulterar ainda mais” (VOLKOF, 2004: 10). A Desinformatsya foi concebida pelo Komintern para designar o uso sistemático de informações falsas como instrumento de desestabilização de regimes políticos. "A desinformação leva as instituições ao completo descrédito, induzindo a opinião pública a transferir aos agentes da desinformação a confiança que depositamos no Estado, nas leis e nos costumes tradicionais" (Olavo de Carvalho). O secretário de Estado do governo Barack Obama, John Kerry, em 22/04/1971, recém-chegado do Vietnã, testemunhou perante o Comitê de Relações Públicas do Senado que soldados americanos haviam ‘estuprado mulheres, cortado orelhas e cabeças, amarrado genitais humanos com fios elétricos e ligado a corrente, amputado braços e pernas, explodido corpos, atirado a esmo em civis e arrasado vilas de uma maneira que lembrava Gengis Khan’. (...) O mais alto oficial da inteligência soviética que já desertou para o Ocidente, o general romeno Ion Mihai Pacepa, publicou um livro (‘Disinformation’, WND Books, 2013) em que conta várias operações de desinformação antiamericana, montadas pela KGB, das quais havia sido participante ou testemunha direta. Uma delas consistiu precisamente em espalhar em todos os meios esquerdistas da Europa e das Américas o rol de acusações, totalmente inventado, que o depoimento de Kerry repetiu no Senado ‘quase palavra por palavra’ (sic). Desinformação, stricto sensu, só existe quando a mentira comprometedora não é ouvida da boca do inimigo, mas de alguém de confiança da vítima. Estampadas no Pravda ou vociferadas pela Rádio Moscou, aquelas acusações seriam apenas notícias falsas vindas de uma potência hostil. Repetidas com ares de seriedade por um ex-tenente condecorado da Marinha americana e reproduzidas no New York Times, no Washington Post e por toda parte na mídia ‘respeitável’, tornavam-se desinformação de primeira ordem, uma contribuição essencial à transmutação da vitória militar americana no Vietnã em humilhante derrota política e diplomática” (Olavo de Carvalho, “Em quem acreditar?” - Diário do Comércio, 02/09/2013 - https://olavodecarvalho.org/em-quem-acreditar/). Um antecedente milenar foi Sun-Tsu, que afirmou: “Todo esforço de guerra baseia-se no engodo”. Se a espionagem é a 2ª mais antiga profissão do mundo, a desinformação é a 3ª. Nos EUA, o Governo George W. Bush criou o Departamento de Influência Estrangeira, subordinado ao Pentágono, logo após os atentados terroristas de 11/09/2001, para difusão de informações no Oriente Médio, Ásia e até Europa Ocidental, inclusive falsas. Uma das unidades encarregada do programa do novo Departamento é o Comando de Operações Psicológicas (PsyOp), do Exército. Na década de 1980, o PsyOp transmitiu programas de rádio e TV para a Nicarágua, para minar o Governo sandinista de Daniel Ortega. Nos anos 1990, o PsyOp estimulou o apoio aos americanos nos Bálcãs. “A forma mais simples de expor uma operação de desinformação é compará-la a uma forma de publicidade, apesar da seguinte diferença: a publicidade obedece à ‘predestinação simples’ (certos homens são predestinados à salvação: este determinismo lava mais branco), enquanto as operações de desinformação obedecem ao princípio da ‘predestinação dupla’ (certos homens são predestinados à salvação, outros à danação: o comunismo é bom, o capitalismo é mau)” (VOLKOFF, 2004: 101). Segundo Volkoff, a desinformação tem os seguintes ingredientes: o cliente, o dinheiro, o estudo de mercado, os suportes (caráter anedótico, mais apto a chocar, seduzir, do que persuadir) os retransmissores (vários, procurando cúmplices), o tema, o tratamento do tema (não difundir uma informação verdadeira, mas uma falsa, sobreinformação para fazer perder o sentido, slogans como “socialismo ou morte”, “lava mais branco”), as caixas de ressonância (mídia - “falar do que se fala”, o agente influenciador, o “bom” jornal e a “boa” emissora), o alvo (o público - aumentar a animosidade contra o “inimigo”), a diabolização ou satanização (dizer o pior possível do “inimigo”), o maniqueísmo (os “bons” e os “maus”) e a psicose (criação da “unanimidade” nas pessoas). E como ocorrem os truques da desinformação? Pela negação dos fatos, inversão dos fatos, mistura verdadeiro-falso com diferentes graduações, modificação do motivo, modificação das circunstâncias, encobrimento, camuflagem, interpretação, generalização, ilustração, partes desiguais, partes iguais, variação sobre o mesmo tema (Cfr. pg. 101 a 114). “A desinformação é uma manipulação da opinião pública para fins políticos através de informação trabalhada por processos ocultos” (idem, pg. 123). Um exemplo de desinformação foi a “guerra bacteriológica” americana na Coreia, “forjada por um agente soviético, o jornalista australiano Wilfred Burchett. Pierre Daix, então redator-chefe do jornal comunista ‘Ce Soir’, revelou mais tarde, em 1976, em suas memórias, ‘J’ai cru au matin’, como foi montada essa farsa jornalística” (REVEL, 2003: 26). Por sua obra, Burchett recebeu o Prêmio Stálin 1951. Um exemplo clássico da desinformação foi “O homem que nunca existiu”: “Fazer com que uma pasta contendo documentos chegue até a praia, o mais próximo possível de Huelva, na Espanha, de forma que se pense ser o fato resultado da perda de um avião no mar, quando a pasta estava sendo levada por um oficial inglês para o quartel-general das forças aliadas na África do Norte” (MONTAGU, 1978: 35). O cadáver do “major Martin”, dos “Reais Fuzileiros Navais”, e os “documentos” que carregava, iludiram os nazistas e contribuíram com o êxito da invasão aliada na Sicília - e depois, o sul da Europa -, durante a II Guerra Mundial. Leia “Censura e desinformação”, de Olavo de Carvalho, em https://olavodecarvalho.org/censura-e-desinformacao/.

Desobediência civil - Título de um dos mais conhecidos ensaios do poeta e filósofo americano Henry Thoreau. Baseia-se na “responsabilidade imensa da consciência individual, contra as intromissões atrabiliárias do Estado” (PENNA, 1992: 235). Pierre Joseph Proudhon, condenando o Estado espoliador e policial, levou ao anarquismo de Bakunin, Kropotkin e Max Stirner. Outras formas de contestação ao Estado: kibutzim em Israel, a Teologia da Libertação, o “libertarianismo” radical americano. “Mohandas K. Ghandi é realmente o grande inovador no terreno da desobediência civil, ou resistência passiva aos abusos e violências do Estado, para a qual cunhou o termo hindu ‘Satiagraha’” (idem, pg. 235). A revolução estudantil de 1968/1969 foi outra forma de desobediência civil, incitada pela quinta-coluna comunista internacional, sob os ecos da carniceira Revolução Cultural chinesa - com exceção da campanha de Martin Luther King, que exigia respeito aos direitos civis e políticos dos negros dos EUA.

Destruição criadora - Princípio capitalista, a “destruição criadora”, segundo Joseph Schumpeter, pode ser observada principalmente nos avanços da tecnologia: os teares mecânicos destruíram os teares manuais; o automóvel eliminou a indústria hipo, dos arreios e das ferraduras; a eletricidade eliminou o trabalho do acendedor de lampião de gás; a informática e a robótica eliminaram muitos empregos, mas criaram outros voltados ao conhecimento e à alta tecnologia.

Détente - (Francês) “Distensão”: política de aproximação, conversações e acordos, da URSS com o mundo ocidental, especialmente os EUA, durante o período do governo Leonid Brejnev, de 1964 a 1982. Essa política, no entanto, não impediu que tropas do Pacto de Varsóvia invadissem a Tchecoslováquia em 1968. Prova de que não passou de outra sonora palavra de pau.

Deus é fiel! - Frase impressa na camisa de um jogador de futebol brasileiro, ao comemorar o título de campeão do futebol italiano. Frase de pau, porque não se imagina que Deus possa ser “infiel” com o adversário daquele jogador somente por ele não ser evangélico. Deus não é exclusividade de ninguém, nem jurou fidelidade a essa ou àquela criatura humana, pois Ele é Pai de todos e está acima de todos os adjetivos que nós, simples mortais, lhe impingimos. Nós é que devemos ser fiéis a Ele. Além do mais, não se deve usar Seu Santo Nome em vão. Estão certíssimos os islâmicos quando dizem Allah-o-Akhbar (Deus é Grande).

Deutschumspflege - (Alemão) “Empenho pela conservação étnica” (evitando casamentos interétnicos), pela língua, pelos costumes e tradição alemães, a exemplo de antigas colônias do Sul do Brasil, em Santa Catarina e Rio Grande do Sul. O “renegado étnico” é quem não segue o Deutschum (germanismo). Então, eu me tornei um renegado étnico, pois me casei com uma morena clara carioca, de nome brasileiríssimo: “Valdenice dos Santos”. Quer dizer, renegado nada, já que minha avó materna Paulina Back Preis é descendente do dinamarquês Henrique Westrup, provavelmente oriundo de família alemã, “que veio solteiro para o Brasil e aqui, ele bem loiro, casou com Maria Rosa de Jesus, brasileira, bem morena, nascida segundo uma versão em Biguaçu e por outra em Pernambuco” (BACK, 1995: 8). “Maria Rosa de Jesus era, provavelmente, descendente de índios dos arredores de Garanhuns, Pernambuco” (idem, pg. 135, nota 4). Gregório Westrup, filho de Henrique, “era moreno e de sua descendência até a quarta geração ainda aparecem pessoas de cor morena e cabelos pretos e lisos” (BACK, 1995: 8). Gregório Westrup casou-se com Catarina Michels e é avô de minha avó Paulina - portanto, meu trisavô. Isso prova que a miscigenação brasileira é muito maior do que muitos pensam - assim como eu pensava.

Dever-ser - Opõe-se a “ser”. É comum em trabalhos de Santo Agostinho, Marx, Comte, Spencer, Herder, Hegel, Spengler. A norma está para o dever-ser assim como o ato de vontade oriundo dela está para o ser” (Hans Kelsen - Cfr. em https://ambitojuridico.com.br/edicoes/revista-130/a-teoria-pura-do-direito-de-hans-kelsen/#:~:text=O%20dever%2Dser%20%C3%A9%20a,(KELSEN%2C%202000%2C%20p.

DGI - Dirección General de Inteligencia (Cuba): serviço secreto cubano, fundado por Manuel Piñero, o Barbarosa, após Fidel Castro tomar o poder em 1959. Em 1970, a KGB consolidou seu controle sobre a DGI. Um agente da DGI, Orlando Letelier, do Chile, foi assassinado em Washington, em 1976.

DGI - Despesas Gerais Indiretas: nome eufemístico do caixa dois na “Organização” Odebrecht. Veja Departamento de Operações Estruturadas.

DGIE - Departamento Geral de Investigações Especiais: das antigas Secretarias de Estado de Segurança Pública, durante o governo militar pós-1964.

Dhima ou Dimá – (Árabe) “Proteção”. Estatuto islâmico hoje em desuso. Os judeus e cristãos “deveriam pagar dois impostos, a djiziá e o kharaj, de que ficavam isentos os convertidos” (BALTA, 2010: 23). Isso explica, em parte, a rápida “conversão” ao islamismo durante o período das primeiras conquistas árabes. O Estado Islâmico retomou essa prática, para os infiéis que não tiveram as cabeças decepadas.

Diabinho do bispo - É como o jornalista e cineasta Arnaldo Jabor se referiu a ex-seminaristas doutrinados na Teologia da Libertação, como João Pedro Stedile e Gilberto Carvalho. “O MST dá voto. Tanto é que ninguém criticou o Stédile ontem, na CPI, quando ele esculachou até o capitalismo ocidental. Tudo isso por uma reforma agrária inútil no mundo atual da tecnologia e da agroindústria. O governo sabe disso, mas faz a reforma errada mesmo assim porque ela é um bom marketing populista. Enquanto isso, beijam o diabinho que os bispos criaram” (in Jornal Nacional, 02/04/2004 - cfr. em http://jornalnacional.globo.com/Telejornais/JN/0,,MUL554060-10406,00-CONFIRA+O+COMENTARIO+DE+ARNALDO+JABOR.html, acesso em 09/04/2021).

Dia “D” - O dia 06/06/1944, o Dia “D”, marca o início do fim da luta contra o nazismo. Foram desembarcados 155 mil soldados aliados em Caen, na Normandia (França), a maior operação aeronaval da história. Envolveu mais de 1.200 navios de guerra e 1.000 aviões, uma operação coroada de êxito ao enganar as forças alemãs concentradas em Pas-de-Calais.

Dia da Traição - Segundo o então deputado federal Jair Bolsonaro, o dia 11 de setembro deve ser considerado no Brasil como o “dia da traição”, pois lembra a data (11/09/1996) em que a famigerada “Comissão dos desaparecidos políticos” concedeu indenização a familiares dos terroristas Carlos Lamarca e Carlos Marighella. Em 2012, Marighella foi anistiado pela mesma Comissão.

Diálogo de Maguncia - Em 12/07/1998, em Maguncia, Alemanha, ocorreu o início da conversação de integrantes das FARC, do ELN, do Governo da Colômbia, Igreja e entidades civis e sociais, para Acordo de Paz na Colômbia. Foi um fracasso. Em 2012, foram retomadas conversações de paz, das FARC com o governo da Colômbia, com a participação dos governos de Cuba e da Venezuela, e de uma guerrilheira holandesa. Veja FARC.

Diálogo Interamericano (DI) - Fundado em 1982 no Centro Acadêmico Woodrow Wilson (CAWW), órgão oficial do Congresso dos EUA. Membros fundadores: Robert McNamara (presidente do Banco Mundial), Enrique Iglesias (presidente do BID), David Rockefeller, Abraão Lowenthal, Paul Goldman, Cirus Vance, Fernando Henrique Cardoso, entre outros. O DI defende as teses da globalização, da soberania limitada das nações, do direito de ingerência e da interdependência entre as nações. As ações do DI visam: “ - tornar aceitável pelos países ibero-americanos uma drástica diminuição dos efetivos e dos gastos militares, sob a alegação de que tais gastos desfalcam as verbas para a promoção social e para o desenvolvimento; e/ou - que seja modificada a destinação constitucional das FFAA latino-americanas que, de suas funções tradicionais de Defesa/Segurança Nacionais, passariam a atuar - supletivamente ou não - contra o terrorismo e o narcotráfico; no controle e defesa ecológica/ambiental; e nas ações de Defesa Civil e restrições de danos, nas hipóteses de grandes sinistros e desastres ambientais etc. Além disso, uma das teses prioritárias do DI é a institucionalização de uma força supranacional interamericana, apta para ‘ações intrusivas’ dentro de países ibero-americanos – sem a autorização destes – nas hipóteses de ‘graves violações dos direitos humanos e/ou genocídio’; ‘combate ao tráfico de drogas ou ao terrorismo’; ‘restabelecimento da democracia’ nos seus territórios; graves ‘desastres ecológicos’ ou ‘crimes ambientais’ etc., invocando-se como justificativa o direito de ingerência” (ASMIR-PR, Curitiba, 08/12/2000). Em 1992, o DI pediu a legalização seletiva das drogas. O desejo do Secretário de Defesa americano, William Perry, que declarou a O Globo (06/05/1995) que seu Governo “quer civis chefiando os militares na América Latina” foi atendido por FHC, que em junho de 1999 criou o Ministério da Defesa.

Diáspora cubana - A primeira leva de imigrantes ocorreu no período de 1959 a 1962, com cerca de 200 mil pessoas da classe média abastada, 40% com curso superior. Sempre houve fugas para o exterior, principalmente para Miami, a exemplo dos corajosos balseros, que em pneus de caminhão ou troncos de bananeira arriscavam sua vida no meio dos tubarões do Caribe, principalmente após o colapso soviético, que deixou de remeter dinheiro para a Ilha. Nos últimos anos, a maioria dos fugitivos é de classe modesta, principalmente mestiços e negros - sem falar nos atletas, que aproveitam as Olimpíadas e Jogos Panamericanos para fugir do jugo castrista. A Flórida comporta 1 milhão de refugiados, 10% da população cubana.

Diáspora judaica - Processo de dispersão dos judeus pelo mundo. A 1ª dispersão (êxodo ou exílio) ocorreu em 586 a.C., quando o imperador Nabucodonosor II invadiu Jerusalém e deportou os judeus para a Babilônia (586-538 a.C.). A 2ª dispersão ocorreu em 135 d.C., com a destruição romana de Jerusalém. A diáspora judia continuou em 1948, com a criação do Estado de Israel, quando se inicia também a diáspora do povo palestino. Entre 1948 e 1968, cerca de 850.000 judeus foram forçados a abandonar os países árabes, depois do confisco de todos os seus bens. No Egito, em 1948 havia cerca de 75.000 judeus; em 2001 eram apenas 100 (durante a Campanha do Sinai, em 1956, 25.000 judeus foram expulsos do Egito). Na Líbia, havia 38.000; em 2001, 0. Na Argélia havia 140.000; em 2001, 0. No Marrocos, eram 265.000. Em 2001, havia apenas 5.700. Dos 848.000 mil judeus que moravam nos países árabes em 1948, restavam apenas 7.800 em 2001” (Cfr. em http://sinagogashaarei.org/historia-das-comunidades-judeus-dos-paises-arabes/, transcrito em  http://felixmaier1950.blogspot.com/2021/01/historia-das-comunidades-judeus-dos.html).  “A Irlanda é o único país que nunca perseguiu os judeus. Sabe por quê? Porque nunca os deixou entrar” (JOYCE, 1966: 41).

Diáspora palestina - Tem início com a criação do Estado de Israel, em 1948. Dados de fevereiro de 2001 indicavam os seguintes números de refugiados palestinos em diversos países: Líbano: 376.472; Síria: 383.199; Jordânia: 1.570.192; Cisjordânia: 583.009; Faixa de Gaza: 824.622.

DI/GB - Inicialmente, o MR-8 era conhecido como “DI da Guanabara”, ou seja, Dissidência da Guanabara do PCB. Membros da DI: Daniel Aarão Reis Filho, João Lopes Salgado, Cid de Queiroz Benjamin, Cláudio Torres da Silva, Stuart Edgard Angel Jones. Em maio de 1969, integrantes da DI/GB roubaram uma metralhadora do policial militar que guardava as instalações da Light no Leblon, Rio de Janeiro. Em agosto do mesmo ano, assaltaram a residência do deputado federal Edgard de Almeida, de onde levaram cerca de 30.000 dólares e joias avaliadas em 600.000 cruzeiros novos.

Dilema de Loewenstein - “Karl Loewenstein, em sua Teoria da Constituição, fala do dilema do Estado ameaçado pelos totalitários. ‘Se decide restringir as liberdades fundamentais, de que se servem os insurretos, atuará precisamente contra os princípios da liberdade e da igualdade sobre as quais se baseia. Se, ao contrário, as mantém mesmo em benefício de seus inimigos declarados, põe em risco a sua própria existência’” (Jarbas Passarinho, in “Ai-5, um Imperativo”, Jornal do Brasil, 14/03/2004).

Dílmon de Rousseff - Verbete criado por Celso Arnaldo Araújo. Trata-se da partícula elementar do pensamento da ex-presidente do Brasil, tão importante como a descoberta do bóson de Higgs. Prova da existência do dílmon de Rousseff (“partícula de quem se acha Deus”): recomendação aos endividados países europeus, para que gastem ainda mais (façam mais dívidas), para superar a recessão econômica.

Dinossauros carnívoros & herbívoros - Os jornalistas que haviam publicado “O Manual do Perfeito Idiota Latino-Americano” (1996), lançaram “A Volta do Idiota”, em 2007. Esta obra trata dos dinossauros carnívoros da região, em que Hugo Chávez é o tiranossauro rex, e dos dinossauros herbívoros, em que os autores destacam Michelle Bachelet, ex-presidente do Chile, e o sucessor de FHC, vulgo Nove Dedos. Não concordo que o Nove Dedos seja herbívoro, porque, eventualmente, ele come carne com gosto, como foi o caso dos atletas cubanos que fugiram do Pan Americano do Rio, e o Perfeito Idiota (que levou tremenda vaia no Maracanã) os devolveu prontamente a Fidel Castro. E o caso do cubano que morreu após greve de fome, pedindo democracia em Cuba, e o Apedeuta o comparou com os marginais de São Paulo. Quem anda aos afagos com ditadores como Fidel Castro e Hugo Chávez, e dá abrigo a terroristas, como o padre Olivério Medina, “embaixador das FARC”, e o italiano Cesare Battisti, não é vegetariano, porque gosta de sentir o sangue escorrer pelos dentes.

DIP - 1. Departamento de Imprensa e Propaganda: criado em 27/12/1939, durante o Governo Getúlio Vargas, era encarregado da censura aos meios de comunicações. 2. Divisiones de Infanteria Permanentes (Cuba). 3. Decisions in Process (decisões em andamento): nas economias avançadas, a velocidade da decisão se torna um motivo crítico, um custo importante, semelhante a “trabalho em andamento”.

Diplomacia do “bengalão” - O mesmo que Big Stick. Veja Doutrina Lake.

Diplomacia de Cruzeiro - Política do Big Stick (porrete) norte-americano, autoproclamado “polícia do mundo”, como nos ataques da “ONU” contra o Iraque (1991), da OTAN contra a Iugoslávia (1999), dos EUA contra o Afeganistão (2001) e o Iraque (2003), e da OTAN contra a Líbia (2011), utilizando mísseis de cruzeiro (cruise missile) Tomahawk e destruindo toda a infraestrutura desses países. Veja Big Stick e Doutrina Lake.

Diplomacia do dólar - Iniciada com a “Política das portas abertas” (Open door policy), dos EUA. A primeira proposta dessa política foi feita pelo Secretário de Estado John Hay, em 06/09/1899, que reconhecia a existência das assim chamadas “esferas de influência”. Posteriormente, a “diplomacia do dólar” passou a ser usada para combater o comunismo em todo o mundo, quando o Departamento de Estado americano passou a prestar ajuda econômica a países subdesenvolvidos, para “comprar” sua “lealdade” e evitar que caíssem nas garras socialistas. Veja Aliança para o Progresso e Política das Portas Abertas.

Direito Achado na Rua - Fubá dialético gramscista, cozido pelo Núcleo de Estudos para a Paz e Direitos Humanos, cuja receita foi impressa pela Editora Universidade de Brasília. Formulação teórica inspirada na Nova Escola Jurídica Brasileira, de Roberto Lyra Filho. Leia “O Direito Achado na Rua - Introdução crítica ao Direito Urbanístico” em https://livros.unb.br/index.php/portal/catalog/book/17 ou https://livros.unb.br/index.php/portal/catalog/view/17/16/70-2. Leia, ainda, “O Direito Achado na Rua: condições sociais e fundamentos teóricos”, de José Geraldo de Souza Junior, em https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S2179-89662019000402776&script=sci_arttext.

Direito do Esquecimento - Trata-se de um direito que alguém teria, de não permitir que um fato ocorrido em sua vida seja exposto ao público, causando-lhe “sofrimento”. Levado ao extremo, não teríamos mais biografias de famosos, notícias que envolvessem pessoas, a própria História seria esquecida em muitas particularidades. Seria uma censura prévia, um ataque direto ao direito de expressão. Por sorte, em 11/02/2021, o STF negou o reconhecimento ao “direito do esquecimento” por 9 votos a 1. Veja Cultura do cancelamento.

Direito de dispor do próprio corpo - Frase de pau inventada pelos movimentos feministas, nada mais é do que o alegado direito ao aborto. Ou seja, o direito de matar um ser humano ainda em formação no útero - o nascituro. É certo que uma mulher tenha muitos direitos: direito ao trabalho, ao atendimento médico, de se embelezar, de abrir uma cartela de pílulas anticoncepcionais, caso não consiga fechar as pernas. Porém, uma mulher não tem direito de matar o ser humano mais pequenino e indefeso que existe e que não pode esboçar nenhum tipo de reação para escapar à morte. Uma mulher não pode achar que um feto faz parte de seu corpo, como os cabelos e as unhas, e que não tenha uma vida autônoma. É outro ser humano. Independente. Está ali apenas provisoriamente. Faz tanto sentido matar um feto de três meses quanto um garoto de oito anos na chamada “Chacina da Candelária”. Enfim, uma mulher não tem o direito de “dispor do próprio corpo” para expelir um feto como se fosse um cocô. São realizados mais de 55 milhões de abortos no mundo, anualmente. Esse holocausto de nascituros equivale ao número de mortos da II Guerra Mundial. Veja Sistema Métrico da Intolerância.

Direitos humanos - No Brasil, essa expressão de pau perdeu todo o significado original, ao se transformar na bandeira de antigos terroristas que infernizaram o Brasil nas décadas de 1960 e 1970, e hoje se apresentam como angelicais democratas.

Diretas-já! - Campanha das oposições ao governo militar, em 1984, que pretendia restabelecer as eleições diretas para Presidente da República. A língua de pau afirma que aquelas passeatas trouxeram a democracia de volta ao Brasil. Isso é verdadeiro como uma nota de três reais. Quem devolveu a democracia aos brasileiros foram os próprios militares que a haviam suprimido, a partir do governo Geisel, que promoveu uma “abertura lenta, segura e gradual”. Os militares deram o devido timing ao processo, de modo que a ditadura acabou exatamente no dia da promulgação da Lei da Anistia, em 1979, no início do governo Figueiredo, e não em 1985, como mente a esquerda. Quando Tancredo Neves venceu a eleição indireta para presidente, em 1985, ninguém falou que se tratava do resultado de um “entulho autoritário”, que já deveria ter sido enterrado. Porém, quando este morreu e José Sarney, antigo aliado dos militares, assumiu o governo, a eleição indireta passou a ser considerada novamente um “entulho”. A campanha das “Diretas-já!” - apelidada também de “Dieta-já!”, devido à rechonchuda musa cantante, Fafá de Belém, que entoava hinos durante os comícios - foi apenas mais um bom motivo para políticos e estudantes se reunirem e fazerem o que mais gostam de fazer: gazetear.

Diretiva 20 - “Um documento de sigilo absoluto, com 18 páginas, expedido em outubro de 2012. O documento dizia que Obama havia secretamente pedido aos seus funcionários sêniores da Segurança Nacional e da Inteligência que elaborassem uma lista de alvos potenciais para ataques cibernéticos americanos no exterior. Não de defesa, mas de ataque. A Agência [NSA] estava colocando escuta em cabos de fibra ótica, interceptando por pontos de telefonia e grampeando em escala global” (HARDING, 2014: 63-64). Ato do araponga Barack Hussein Obama II, o Nobel da Paz de 2009, no primeiro ano de seu governo, que não consta em sua autobiografia de 2020, “Uma Terra Prometida” (primeiro volume). Pois é...

Discriminação genética - Poderá ocorrer quando o empregador ou o plano de saúde exigir o mapeamento do nosso DNA, que poderá indicar possíveis tendências genéticas que levam a doenças como o câncer do fígado, p. ex. Para mapear o primeiro genoma humano, foram necessários 15 anos e 3 bilhões de dólares. Hoje, podemos mapear o DNA de uma pessoa em poucas semanas e ao custo de algumas centenas de dólares (HARARI, 2018:  548 - “Sapiens”).

Discriminação positiva - É como a língua de pau chama o sistema de cotas étnicas para ingresso nas universidades e no serviço público, que privilegiam as “pessoas de cor”. Como se algum tipo de discriminação pudesse ser positivo. Toda discriminação é negativa, nunca positiva, especialmente quando é anticonstitucional, por beneficiar pessoas apenas em função da pigmentação de sua pele, o que caracteriza “racismo” às avessas - se “racismo” houvesse, já que não há raças humanas, não somos cães.

Dissidentes - Na antiga URSS não havia “opositores”, mas “dissidentes”. Diz-se dos intelectuais perseguidos por se oporem ao regime comunista, que surgiram a partir da desestalinização efetuada por Kruschev, a partir de 1956. “Hoje em dia é possível se julgar alguém por uma metáfora e mandá-lo para um campo de concentração pelo simples uso de figuras literárias” (Sventlana Alliluyeva, filha de Stálin, que pediu asilo político na Embaixada americana em Nova Delhi, Índia, no dia 06/03/1967). Os dissidentes eram condenados a: molestamento, demissão do emprego, expulsão dos sindicatos profissionais, exames psiquiátricos e confinamento em casas de saúde mental, julgamento e exílio em campos de concentração para trabalhos forçados. Durante o férreo regime de Stálin, não havia dissidentes, pelo simples motivo de que qualquer oposição ao regime levava o autor quase sempre à morte, e poucos conseguiram sobreviver, como o escritor Aleksadr Soljenítsin, preso num gulag. O talentoso projetista aeronáutico Andrey Tupolev foi preso no final da década de 1930 e libertado em 1943 por intercessão do Marechal Aleksandr Golovanov, Chefe do Comando de Bombardeiro de Grande Alcance, da Força Aérea Vermelha, durante a II Guerra Mundial. Rothberg (op. cit.) identifica três correntes de dissidência: artística, política e científica. A dissidência artística inclui nomes como Ehrenburg (“Degelo”), Dudintsev, Yevtushenko, Pasternak (“Doutor Jivago”), Soljenítsin (“Arquipélago Gulag”); dissidência política: Yakir, Amalrik, Litvinov, Grigorenko, Marchenko; dissidência científica: Sakharov (pai da bomba de hidrogênio soviética), Tamm, Kapitsa, Medvedev. Um dissidente famoso foi o escritor Boris Pasternak, que já havia passado um ano na prisão de Lubianka, em Moscou, e quatro anos num campo de trabalhos forçados na Sibéria, do qual foi libertado pela anistia geral após a morte de Stálin. Em 1956, Pasternak concluiu “Doutor Jivago”, que foi rejeitado por várias editoras soviéticas, controladas pelos “herdeiros de Stálin”. Pasternak enviou uma cópia do romance a Giangiacomo Feltrinelli, editor italiano e membro do PCI. O livro foi lançado na Itália no dia 15/11/1957, embora Pasternak tivesse pedido a Feltrinelli para não publicar, pois vinha sofrendo ameaças do regime de Moscou. No dia 23/10/1958, a Academia Sueca outorgou o Prêmio Nobel de Literatura a Pasternak. Começou então a perseguição contra o escritor e no dia 28/10/1958 ele é expulso da União dos Escritores Soviéticos, por “atitudes incompatíveis com a vocação de um escritor soviético e por contrariar as tradições da literatura russa, o povo, a paz e o Socialismo”. A pressão do PC sobre Pasternak foi tanta que no dia 29/11/1958 ele enviou um telegrama à Academia Sueca, renunciando ao Prêmio Nobel. Pasternak morreu no dia 30/05/1960, escapando de outra condenação, porém, sete semanas depois, a KGB prendia sua amante, Olga Ivinskaya, e sua filha, acusando-as de manipulações financeiras que envolviam royalties entregues a Pasternak. Ambas foram condenadas, no dia 07/12/1960, a oito e cinco anos de prisão, respectivamente, em colônias penais da Sibéria. Outro escritor dissidente famoso foi Aleksandr Soljenítsin, autor de “Arquipélago Gulag”, livro que sugeria que toda a Rússia sob Stálin era semelhante a um imenso mar pontilhado de ilhas de campos de concentração, realidade que Soljenítsin conhecia profundamente, por ter sido enviado e um desses campos. Gulag é a abreviatura de “Administração Central dos Campos de Concentração” - daí o nome “Arquipélago Gulag”. Essa obra, cujo teor começou a circular na União Soviética em março de 1969, irritou as autoridades soviéticas e em novembro de 1969 Soljenítsin foi expulso da União dos Escritores. Para os “herdeiros de Stálin”, Soljenítsin renegava o próprio país, dando munição aos inimigos ocidentais, e era reincidente neste tipo de “crime”, pois já havia publicado “Um Dia na Vida de Ivan Denisovich” (seu primeiro romance), em que retratava o Estado soviético como um Estado policial e a União Soviética um campo de concentração. Dos 6.790 membros da União dos Escritores, somente sete solicitaram a reconsideração da expulsão de Soljenítsin. Houve protestos no mundo inteiro contra sua expulsão, incluindo nomes como Arthur Miller, Gunter Grass, John Updike, Bertrand Russel, Hannah Arendt, Graham Greene, Julian Huxley, Jean-Paul Sartre. No dia 08/10/1970, Soljenítsin é laureado com o Prêmio Nobel de Literatura, porém, a exemplo de Pasternak, foi proibido de recebê-lo em Estocolmo e condenado ao ostracismo no interior da Rússia. “A diretriz de escrever Deus com letras minúsculas é a mais desprezível espécie de mesquinhez ateísta. (...) Para não dizer que nos lábios das pessoas de 1914, a palavra ‘deus’ em letras minúsculas fere os ouvidos e é historicamente falsa” (Soljenítsin, no epílogo de seu livro Agosto de 1914). O escritor Mikhail Sholokhov, em 1965, teve permissão de Brezhnew e Kosygin para receber seu Prêmio Nobel de Literatura, em Estocolmo. O historiador ucraniano Valentyn Moroz foi condenado em 1966 a cinco anos de internamento num campo de concentração, dos quais um ano teria que ser passado numa solitária na Prisão de Vladimir. O principal “crime” de Moroz foi sua oposição à russificação da Ucrânia. No campo de concentração, Moroz escreveu “Relatório da Reserva de Béria”, em que ataca a sociedade soviética e os privilégios dos “herdeiros de Stálin”. Em 1970, Moroz foi novamente condenado a nove anos, seis numa prisão e três num campo de trabalhos forçados. O historiador Andrei Amalrik, autor do livro “A União Soviética Sobreviverá até 1984?” (alusão ao livro “1984”, de George Orwell), foi condenado em dezembro de 1970 a três anos num campo de concentração. Outra obra sua foi “Viagem Involuntária à Sibéria”, baseada em suas próprias experiências no kolkhoz siberiano de Tomsk, onde havia passado o exílio, de maio de 1965 a agosto de 1966. Muitos dissidentes foram internados em hospitais psiquiátricos, alguns condenados in absentia: a universitária Olga Ioffe, presa devido a poesias confiscadas em sua casa, escritas por ela e por seu pai, Y. Ioffe, foi internada num manicômio, em 1970, como “esquizofrênica crônica”; Valeria Novodvorskaya, detida por distribuir panfletos com uma poesia em que criticava o PC, foi diagnosticada pelo Instituto Serbsky e internada numa clínica psiquiátrica da prisão de Kazan como “esquizofrênica paranoica”, em 1970; a poetisa Natalia Gorbanevskaya foi presa e internada no hospital psiquiátrico de Kaschenko, onde os pacientes eram “acalmados” com uma dose do tranquilizante estelazine; em 1970, Zhores A. Medvedev, especialista em gerontologia, foi confinado em uma clínica psiquiátrica de Kaluga. A publicação clandestina “Crônica” noticiava esses tipos de julgamentos criminosos que ocorriam em Moscou, Gorki, Kharkov, Riga, Kiev e na República do Uzbeque.

Dissonância Cognitiva - Técnica descoberta pelo psicólogo Leon Festinger, que tem por objetivo emburrecer as massas. Trata-se de misturar assuntos diferentes, mutuamente contraditórios, mas que devem ser aprovados sem contestação. Normalmente, o ataque é dirigido a uma personalidade famosa, como, p. ex., o golfista Tiger Woods: “Mas há um detalhe: ao lado dos protestos contra a imoralidade do esportista aparecem ataques ferozes aos ‘extremistas de direita’ que não aceitam o abortismo, o casamento gay ou a indução de crianças à deleitação sexual prematura” (Olavo de Carvalho, in “Armas da Liberdade”, jornal Diário do Comércio, 17/12/2009).

Distopia - O contrário de utopia. Exemplos de distopia: “As Viagens de Gulliver”, de Jonathan Swift; “1984”, de George Orwell; “A Revolução dos Bichos”, de George Orwell; “Admirável Mundo Novo”, de Aldous Huxley; “Laranja Mecânica”, de Anthony Burguess; “Nós”, de Lêvgueni Zamiátin; “Fahrenheit 451”, de Ray Bradbury; “O Processo”, de Franz Kafka; “O Conto da Aia”, de Margaret Atwood. Exemplos de utopia: “A República”, de Platão; “Utopia”, de Thomas More; “A Cidade do Sol”, de Tommaso Campanella; “A Utopia Moderna”, de H. G. Wells; “O Capital”, de Karl Marx. Sobre “1984”: “O trabalho é de proporções swiftianas e transcende o desespero pessoal. Retrata a deplorável vida individual dominada por um Estado imaginário, reminiscente da União Soviética, no futuro. Demonstra que sob o impiedoso socialismo a individualidade não é diminuída, mas totalmente destrutivo” (SEYMOUR-SMITH, 2002: 628). “’Big Brother’ e outros termos de ‘1984’ entraram para a linguagem universal, e a história, além de satirizar a ‘pureza’ e fraude de Stalin, antecipa o quase exato desenvolvimento paralelo da tirania da ‘correção política’ dos nossos tempos - um fenômeno tão horrível que ninguém admite ser ‘politicamente correto’. Felizmente, trata-se de um fenômeno que ainda não tomou conta de tudo, pois o que faz é uma rendição final à desumanização do processo” (Idem, pg. 628). “Orwell largou tudo para ir à Espanha lutar contra Franco na Guerra Civil Espanhola. Foi durante esse conflito, do qual sai ferido, que notou pela primeira vez os métodos stalinistas que viria a satirizar em “A Revolução dos Bichos” (idem, pg. 630). Leia “As 20 melhores utopias da literatura”, de Alexandre Kovacs, em http://felixmaier1950.blogspot.com/2020/12/as-20-melhores-utopias-da-literatura.html. “A República”, de Platão, foi a primeira das utopias, em que o Estado seria mais importante do que o indivíduo, e a cidade ideal seria governada por pessoas especialmente educadas, os “guardiões”. As outras classes seriam os auxiliares - agricultores, artesãos e soldados. “A República” é errônea tradução do título grego “Politeia”, que na realidade se trata da vida pública e política das comunidades.

Distributivismo picareta - São benesses e maracutaias vistas à esquerda e à direita, como bolsas, vales, cotas, propinas, mensalão, petrolão, covidão (Covid-19), cargos de confiança, meia-entrada, coronelato, peculato, mercantilismo, patrimonialismo, nepotismo, capitalismo de compadres. Veja Capitalismo de Compadres, Capitalismo de Laços e Ogro filantrópico.

Distúrbio de Déficit de Atenção (DDA) - Os médicos, além de nos torturarem para que decifremos os rabiscos das receitas que nos prescrevem, têm também sua língua de pau específica. Distúrbio de Déficit de Atenção, o famoso DDA, é uma expressão para designar a garotada hiperativa, que não sossega o facho um minuto sequer, alguns se tornando gênios da Matemática antes do tempo, outros apenas geniosos que embranquecem os cabelos dos pais prematuramente.

Ditabranda - Em oposição a “ditadura”, foi um termo utilizado pelo ex-deputado e jornalista Márcio Moreira Alves, para designar o período de governo militar, de 31/03/1964 até o dia 13/12/1968, quando foi editado o AI-5. “Em 2009, a Folha de S. Paulo referiu-se aos quatro primeiros anos do regime militar como uma ‘ditabranda’, ou seja, uma ditadura não muito convicta da sua dureza” (NAPOLITANO, 2014: 69). Elio “Parmegiani” Gaspari se refere ao período como “Ditadura Envergonhada”, o primeiro livro do seu “Pentateuco”, no dizer do General Raymundo Negrão Torres.

Ditadura civil-militar - “O conceito de ‘ditadura civil-militar’ surgiu entre os historiadores da Universidade Federal Fluminense, Daniel Aarão Reis Filho e Denise Rollemberg, que vêm destacando as bases sociais do regime autoritário e a ampla participação de civis no golpe e no regime. O termo se consagrou e passou a ser utilizado na imprensa, suscitando uma revisão da memória sobre o período e matizando o caráter puramente militar do regime, que pode mascarar suas conexões com o tecido social como um todo” (NAPOLITANO, 2014: 347 - Nota 220).

Ditadura dos ofendidos - John Rawls, autor de “A Theory of Justice” (“Uma Teoria da Justiça”), defende que mulheres bonitas deveriam se casar com homens feios e vice-versa, para que a “justiça” fosse feita. O escritor argentino Gonzalo Otalora defende a cobrança de impostos de pessoas consideras belas, para diminuir o “sofrimento” dos feios. Há quem defenda que os concursos de beleza e os desfiles de moda tenham a representação de todos os tipos físicos, dos belos aos horrorosos. “O desejo utópico por uma sociedade igualitária não pode ter surgido por qualquer outro motivo que não a incapacidade de lidar com a própria inveja” (Helmut Schoeck, in “Envy: a Theory of Social Behavior”). O livro de L. P. Hartley, “Facial Justice”, fala do interessante “Ministério da Igualdade Facial”. As cirurgias de “harmonização facial”, atualmente em moda, prometem às mulheres a “igualdade facial” de uma Angelina Jolie ou Beyoncé. Há mulheres lindíssimas, que não satisfeitas com seus belos lábios, fizeram preenchimento exagerado, de tal forma que parecem ter beiços de cavalo. Leia três artigos de Rodrigo Constantino sobre a inveja - http://junqueiradas.blogspot.com/2013/12/tres-bons-artigos-de-rodrigo.html.

Divisão Hanzar - O nome Hanzar deriva de um tipo de adaga, a cimitarra, utilizada pelo exército do Império Otomano. Em 25/04/1941, Hitler enviou o grão mufti de Jerusalém, Amin al-Husseini, à Bósnia, onde recebeu o título de “Protetor do Islã”. No dia 10/02/1943, Hitler criou a Divisão Hanzar (ou Handschar), na Bósnia, subordinada às SS, com efetivo de 100.000 voluntários bósnios muçulmanos, sendo o mufti o administrador-chefe. O mufti propôs implementar o “Plano Pejani”, para extermínio dos sérvios cristãos, mas Hitler desistiu. Os Hanzars cooperaram com os nazistas para o extermínio de 200.000 cristãos sérvios, 40.000 ciganos e 22.000 judeus. Em março de 1944, de Berlim, em discurso para as tropas Hanzar, o mufti bradou: “Matem os judeus onde quer que vocês os encontrem. Isso agrada a Alá, à História e à religião. Isso salvará a sua honra. Alá está com vocês” (“As origens nazistas do terrorismo árabe moderno”, de Chuck Morse - Cfr. em http://felixmaier1950.blogspot.com/2021/01/as-origens-nazistas-do-terrorismo-arabe.html). Veja Genocídio.

Dízimo petista - Criado em 1981, um ano após a fundação do Partido dos Trabalhadores (PT), consiste em doar uma parte do salário ao PT. Assim, políticos eleitos pelo PT e militantes nomeados pelo partido para cargos de confiança pagam de 2% a 30% de seu salário. Durante o governo petista, cerca de 20.000 cargos de confiança foram ocupados por militantes, só na Capital Federal; no Brasil todo, seriam de 40.000 a 50.000, segundo publicação da JusBrasil de 30/10/2018. Com o impeachment de Dilma Rousseff e a posse de Michel Temer, essa festa petista começou a esfriar. Esfriou ainda mais depois da posse de Jair Messias Bolsonaro, que completou a limpeza. Mas aí vieram, na conta da Viúva, o Fundo Partidário e o Fundo Eleitoral, que recompuseram os milionários cofres petistas, assim como os cofres dos mais de 30 partidos.

DOI-CODI - Destacamento de Operações de Informações/Centro de Operações de Defesa Interna. Oriundo da OBAN, em São Paulo, passou a denominar-se DOI-CODI em 1970. Teve importante papel no combate às organizações terroristas atuantes no Brasil, a partir de 1969, quando foram desbaratados: FALN, MR-8 (o 1º), a Corrente, o MAR e a M3G; sofreram baixas pesadas: a VPR, o COLINA e a ALN (com a morte de Marighella). Esse o motivo de até hoje as esquerdas promoverem uma campanha de ódio contra o DOI-CODI e, especialmente, contra o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra (“Dr. Tibiriçá”), um de seus comandantes. Veja OBAN.

Domingo Sangrento - 1. No dia 03/12/1944, os ingleses abriram fogo contra a EAM, em Atenas, incluindo crianças e mulheres desarmadas. O ato foi defendido por Churchill como um ataque contra “um partido comunista pequeno, mas bem armado, que tem lutado e praticado um reinado de terror em todo o país”. 2. Na ponte Edmund Petrus, em Selma, Alabama, “ocorreu o Domingo Sangrento, que em 1965 se transformou no ponto culminante da batalha pelos direitos civis” (OBAMA, 2020: 138). As três manifestações em Selma conduziram à aprovação da Lei do Direito ao Voto, em 1965, uma conquista do movimento negro. Hoje, a “Rota Selma-Montgomery do Direito ao Voto” é uma trilha histórica dos EUA.

Dona Marta - Tradução pauleira que os evangélicos dão para o Morro de Santa Marta, no Rio de Janeiro. Se os talibãs que quebram estátuas de santos continuarem a ganhar espaço, logo vão querer mudar o nome do Rio para Dom Sebastião do Rio de Janeiro. Aí teremos também os Estados de Dona Catarina e Dom Paulo.

DOPS - Departamento de Ordem Política e Social. Junto com a OBAN e os DOI/CODI, teve papel fundamental no desmantelamento dos grupos terroristas que atuaram no Brasil nas décadas de 1960 e 1970. Veja OBAN.

DORME - Documento de Orientação Revolucionária para o Movimento Estudantil.

Dossiê das FARC - Os arquivos encontrados nos computadores de Raúl Reyes, quando este foi morto pelo exército colombiano nas matas do Equador em 2008, provam a íntima ligação das FARC com Hugo Chávez (Venezuela), Rafael Correa (Equador) e notórios petistas. Segundo o Dossiê do Instituto Internacional para Estudos Estratégicos (IISS), de maio de 2011, “Os Documentos das FARC: Venezuela, Equador e o Arquivo Secreto de Raúl Reyes”, um trabalho que durou dois anos, “a habilidade do maior grupo rebelde da Colômbia, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia - Exército do Povo (FARC), em usar santuários transfronteiriços há muito tempo é essencial para a sua sobrevivência”. Cfr. http://felixmaier1950.blogspot.com/2021/01/integra-da-apresentacao-do-diretor-do.html.

Doutor do Terror Vermelho - Como Karl Marx era conhecido na Europa, durante seus embates contra Bakunin.

Doutrina de não-violência - Doutrina pregada pelo pacifista Mahatma Gandhi, os protestos se faziam “por meio de jejuns, marchas pacíficas e boicotes. John Lennon, Martin Luther King, o Dalai Lama e até Einstein contaram que se inspiraram na resistência pacífica. ‘Cristo nos deu os objetivos e Mahatma Gandhi nos deu os métodos’, disse Martin Luther King” (NARLOCH, 2013: 239).

Doutrina Lake - Doutrina propagada por Anthony Lake, Assessor de Segurança Nacional do Presidente Bill Clinton, em 1996. Segundo a Doutrina, as Forças Armadas americanas devem ser utilizadas em 7 circunstâncias: 1) defender o país contra ataques diretos; 2) para conter agressões; 3) para garantir os interesses econômicos do país; 4) para preservar e promover a democracia; 5) para prevenir a propagação de armas de destruição em massa, terrorismo, crime internacional e tráfico de drogas; 6) com fins humanitários para combater a fome, desastres naturais e grandes abusos de direitos humanos; e 7) em defesa da ecologia e do meio ambiente. Leia meu texto “Doutrina Lake - o Big Stick Atualizado”, em http://felixmaier1950.blogspot.com/2020/10/doutrina-lake-o-big-stick-atualizado.html.

Doutrina McNamara - Resultante do fim da Guerra Fria, preconizava a virtual eliminação das Forças Armadas dos países em desenvolvimento, para que dirigissem seus recursos para suas necessidades econômicas. Veja Diálogo Interamericano.

Doutrina Truman - Em 1947, teve início a ajuda militar e econômica dos EUA a todos os países que se opusessem à expansão comunista. Inicialmente, em 1947, o Presidente Truman pediu, em discurso no Congresso, a liberação de fundos para a ajuda militar e econômica à Grécia e ajuda militar à Turquia, para combater guerrilheiros liderados por comunistas. Em 1948 (100 anos após o “Manifesto Comunista”), a França esteve para ser dominada pelos políticos comunistas. “O que são 100.000 franceses com os braços levantados? O Exército francês” (piada americana, por terem os franceses se rendido a Hitler, na II Guerra Mundial, sem esboçar reação). Os intelectuais franceses são críticos duros dos EUA, mas se esquecem que, se não fosse a ajuda dos yankees na II Guerra Mundial, a França provavelmente estaria hoje falando alemão, com sotaque nazista.

DPKO - Department of Peace-Keeping Operations (Departamento de Operações para a Manutenção da Paz): localizado na sede da ONU, em Nova York, EUA. O Brasil mantém um oficial naquele Departamento.

DRA - Democratic Republic of Afghanistan: governo pró-soviético, após a invasão soviética ocorrida em dezembro de 1979. O custo anual da invasão, para a URSS, foi de US$ 3 bilhões. Em 1989, a URSS retirou-se do Afeganistão, após sofrer vergonhosa derrota.

DRDC - Diretório Revolucionário Democrático Cubano: é uma das principais organizações cubano-americanas que trabalha diretamente com a resistência interna cubana. O Diretório, dirigido por Orlando Gutiérrez Boronat (Secretário Nacional), foi fundado em 1990 e produz trabalhos de pesquisa sobre a realidade social e os direitos humanos em Cuba.

Drogas - As drogas proibidas compõem o quarto maior comércio mundial (US$ 900 bilhões), somente perdendo para a indústria petrolífera, a indústria de armamentos e a silver economy (“economia prateada”, dos velhinhos de cabelos brancos). As drogas permitidas e proibidas mais consumidas são: bebidas, cigarro comum, solventes, maconha, cocaína, anfetaminas, tranquilizantes, merla, ecstasy, GHB (ecstasy líquido), poppers, ketamina (Special K), chá de cogumelos, chá de beladona, crack, heroína, speedball (mistura de cocaína com heroína) e novocaína (substituto sintético da cocaína). Divisão das drogas: 1) sedativo: barbitúricos; 2) narcóticos: heroína (semissintética, da morfina), morfina (natural do ópio), codeína (natural do ópio, semissintética da morfina), metadona (sintética); 3) estimulantes: cocaína (natural da coca, não do cacau), anfetaminas (“bolinha”, sintéticas); 4) psicomiméticos: LSD (semissintética, de alcaloides do esporão do centeio), mescalina (do cacto peyote), psilocibina (natural do cogumelo psilocybe mexicana), maconha (natural da Cannabis sativa).

Drogas esportivas - Creatina, eritropoietina, esteroides anabolizantes, acetato de ciproterona, hormônio do crescimento. Durante o auge da Guerra Fria, todas as armas possíveis eram utilizadas para conquistar a superioridade no esporte, especialmente pelos países comunistas, com destaque para União Soviética, China, Alemanha Oriental e Cuba: 1) era incentivada a gravidez das atletas às vésperas de competições importantes; no período de gravidez, ocorre um aumento de 5% de hemoglobina no sangue da mulher, conferindo mais resistência e vitalidade ao corpo (competiam até dois meses de gravidez); em seguida era provocado o aborto; 2) havia prescrição de hormônios e medicamentos às ginastas para retardar a primeira menstruação; com isso, as garotas ganhavam mais tempo de vida útil no esporte e mantinham o corpo franzino; 3) havia escravas sexuais de técnicos: caso da ex-atleta russa Olga Korbut (nas Olimpíadas de Munique, em 1972, conquistou 3 medalhas de ouro e 1 de prata); caso também da ex-atleta Nadia Comanece, romena, que conquistou 3 medalhas de ouro nas Olimpíadas de Montreal, em 1976, sendo a primeira atleta da história a receber nota 10 de todos os jurados; Nadia era amante de Nicu, filho do ditador Nicolae Ceausescu, e fugiu para os EUA em 1989. Nas Olimpíadas de Sidney (2000), ainda não era possível detectar o hormônio entropoietina (Epo), em forma sintética, utilizado por atletas para aumentar sua resistência em 5% a 10%. Ainda em 2000, médicos monstros da antiga Alemanha Oriental, Manfred Ewald e Manfred Hoppner, foram a julgamento, por terem arruinado a vida de muitos atletas por causa do uso sistemático de esteroides anabolizantes e hormônios sexuais masculinos; a ex-nadadora Catherine Menschner consumiu dos 12 aos 24 anos doses diárias de pílulas coloridas que acreditava serem vitaminas, mas que eram químicos que destruíram sua coluna, de modo que, para se manter ereta, foi obrigada a vestir um colete especial; em 24 anos de dopagem sistemática, a dupla Manfred (Ewald e Hoppner) levou para a Alemanha Oriental 570 medalhas olímpicas, das quais 60 de ouro. O treinamento hipóxico (com baixo teor de oxigênio) é utilizado por velocistas, boxeadores e nadadores, e pode aumentar em até 40% o desempenho do atleta.

Drousys - Sistema informático de registro de codinomes e troca de mensagens secretas da Odebrecht, com base na Suíça. Semelhante a um pen drive, dois tokens eram necessários para abrir uma tela onde se digitava um código criptografado. Veja Departamento de Operações Estruturadas.

DRU - Direção Revolucionária Unificada: seu braço armado era a Frente Farabundo Martí de Libertação Nacional (FMLN), de El Salvador.

DSI - Divisão de Segurança e Informações: existente no Itamaraty, nos ministérios civis, autarquias e estatais, durante o governo militar pós-1964; participava dos trabalhos de Informações coordenados pelo SNI.

Dualidade de poder - Preconização de uma hierarquia paralela, de base “popular” marxista, para enfrentamento da ordem política vigente em um país, para a tomada do poder “via pacífica”, a exemplo das artimanhas petistas do tipo “governo paralelo” e “orçamento participativo. Veja Governo Paralelo e Mandato coletivo.

DUDHC - Declaração Universal dos Direitos do Homem e do Cidadão: feita em 1789, em Assembleia nacional, após a Revolução Francesa. Serviu de base para a Declaração dos Direitos do Homem, da ONU, em 10/12/1948. O edifício-sede da ONU, localizado em Nova York, EUA, foi projetado pelo arquiteto brasileiro Oscar Niemayer, que teve a ajuda do arquiteto franco-suíço Le Corbusier para a execução da obra.

Dumb mine - Tipo de mina terrestre praticamente incólume aos detetores mais sensíveis. Calcula-se em 110 milhões o número de minas terrestres disseminadas por 64 países, com 340 modelos diferentes, produzidos por 48 fabricantes, que causam cerda de 20.000 mortes anuais (dados de 2012) - cfr. https://super.abril.com.br/comportamento/minas-terrestres/.

Dumping - Consiste em uma empresa oferecer seu(s) produto(s) a um valor abaixo do mercado, com o objetivo de monopolizar seu(s) produto(s) após “quebrar” os concorrentes. Existe, também, o “dumping social”, como o alegado a respeito de antigas empresas chinesas, que tinham mão-de-obra muito barata (salário mensal equivalente a 35 dólares), quando não escrava (presos), além de crianças. Com a abertura da China a empresas estrangeiras, que cresceram exponencialmente em virtude do baixo custo trabalhista, o mundo inteiro ficou refém do Império Vermelho, como visto em 2020, em plena pandemia da Covid-19.

Dunquerque - Adolf Hitler permitiu o retraimento de tropas inglesas em Dunquerque, França, por motivação política: “Ao longo de toda a sua carreira, Hitler muito raramente se afastou dos objetivos políticos descritos em Mein Kampf – e entre eles estava a aliança com a Inglaterra. Em sua mitologia racista, os alemães representavam o povo ariano da terra; os ingleses, o dos mares. Na ordem mundial por ele planejada, havia um lugar reservado para o Império Britânico, não lhe interessando de forma alguma assistir à sua dissolução e, por conseguinte, ver a América apoderar-se de cada uma de suas partes” (PAGET, 1999: 50). Em 2017, foi lançado o filme “Dunkirk”, do diretor Christopher Nolan, ao custo de US$ 100 milhões.

Dunya - (Árabe) “Sedução do Ocidente”, combatido pelos muçulmanos.

Duplopensar – O doublethink orwelliano pode ser traduzido para “duplopensar” ou “duplipensar”. “Duplopensar quer dizer a capacidade de guardar simultaneamente na cabeça duas crenças contraditórias, e aceitá-las. (...) O duplopensar é a pedra angular do INGSOC, já que a ação essencial do Partido é usar a fraude consciente ao mesmo tempo que conserva a firmeza de propósito que acompanha a honestidade completa. Dizer mentiras deliberadas e nelas acreditar piamente, esquecer qualquer fato que se tenha tornado inconveniente e, depois, quando de novo se tornar preciso, arrancá-lo do esquecimento o tempo suficiente à sua utilidade, negar a existência da realidade objetiva e, ao mesmo tempo, perceber a realidade que se nega - tudo isso é indispensável. Mesmo no emprego da palavra duplopensar, é necessário duplopensar. Pois, usando-se a palavra, admite-se que se está mexendo na realidade; é preciso um novo ato de duplopensar para apagar essa percepção, e assim por diante, indefinidamente, a mentira sempre um passo além da realidade. Em última análise, foi por meio do duplopensar que o Partido conseguiu - e, tanto quanto sabemos, continuará assim por milhares de anos - deter o curso da História” (ORWELL, 2007: 197). “O Ministério da Paz ocupa-se da guerra, o da Verdade, das mentiras, o do Amor, da tortura, e o da Fartura, da fome” (idem, pg. 199).

DVP - Dissidência da VAR-Palmares: grupo terrorista rebatizado, mais tarde, como Grupo Unidade.

DVU - Partido União do Povo Alemão: partido de extrema direita, com sede em Munique, Alemanha.

DWI - Drug Watch International: ONG norte-americana antidrogas, reúne cerca de 500 entidades. 

 

E

 

“Golpe é tomada do Poder tramado em gabinete, sem a participação do povo. Na revolução existe o clamor popular e a tomada do Poder ocorre porque o povo quer mudar. Em 31 de março de 1964, aconteceu uma revolução. As Forças Armadas, especialmente o Exército, só foram às ruas em atendimento ao clamor popular, exemplificado nas Marchas da Família com Deus pela Liberdade. Quem viveu aquela época, lembra-se. Em todas as cidades, nas capitais principalmente, havia marchas com a participação de crianças, estudantes, senhoras, clero, todos, enfim, desejando que mudasse aquele estado de coisas” (Gen Ex Jaime José Juraszek - HOE/1964, Tomo 6, pg. 31-32).

 

EAM - Ellinikon Apeleutherotikon Metopen (Frente de Libertação Nacional): partido político de esquerda, da Grécia, criada pelo Partido Comunista Grego (KKE), em setembro de 1941. Na época da libertação, ao fim da dominação nazista na Grécia (final da II Guerra Mundial), os grupos do EAM totalizavam 1,5 a 2 milhões de membros, numa população de 7 milhões. O EAM provocou um levante na Grécia, entre 1944 e 1945, e se tornou um movimento guerrilheiro entre 1946 e 1949. A guerrilha comunista grega contou com o apoio da Iugoslávia até 1948, quando Tito rompeu com Moscou; sem esse apoio, os comunistas foram rapidamente derrotados.

E-bomb - Electromagnetic bomb (bomba eletromagnética). Bomba de micro-ondas, não abala prédios, nem estruturas; nem fere humanos. Sua função é danificar circuitos eletrônicos por meio de emissão de pulsos de energia eletromagnética. Queima equipamentos de comunicações e computadores num raio de 300 m.

Ebonics - Idioma inglês dos EUA, que ignora verbos, suas conjugações e a pronúncia, e é falado, principalmente, pela população negra. O termo originou-se de ebony e phonics. O MEC apresentou a “cartilha com erros” (“Nós pega os peixe”) do linguista de pau Marcos Bagno, da Universidade de Brasília (UnB). Veja Preconceito linguístico.o

Echelon - Sistema ultrassecreto de vigilância e interceptação das comunicações em escala mundial, operado pela Agência Nacional de Segurança (NSA), com sede em Fort Meade, EUA, que teria 20.000 servidores e um orçamento anual de US$ 10 bilhões. O “Sistema Echelon” pode interceptar todo tipo de comunicações que utilizam equipamentos eletrônicos (transmissões de telefonemas, faxes ou e-mail), enviadas por satélites, cabos submarinos ou internet. Esta rede de espionagem política e econômica mundial envolve, ainda, o Reino Unido, Canadá, Austrália e a Nova Zelândia. O braço europeu do “Big Brother” é o Centro de Comunicações do Governo (GCHQ) britânico, que emprega 15.000 pessoas em missões de captação e análise de informações estrangeiras. O GCHQ tem uma dezena de centros no Reino Unido, além de estações de escuta em Gibraltar, Belize, Chipre, Oman, Turquia e Austrália. Este sistema de espionagem global foi denunciado pelo Parlamento Europeu, em 1998. Os EUA são acusados de terem utilizado o Echelon para interceptar mensagens da França por ocasião da concorrência internacional para instalação do Sistema de Vigilância da Amazônia (SIVAM), vencida pela Raytheon, dos EUA, em prejuízo da Thomson-CSF. Informações privilegiadas, obtidas através do Echelon, teriam feito a Airbus Industries perder um contrato bilionário para a McDonnell-Douglas, para fornecimento de aviões à Arábia Saudita, em 1994 (os EUA teriam aumentado o barani, o pagamento “por fora”). Agentes da NSA teriam instalado chips de espionagem nos programas da Microsoft (atenção, usuários do Hotmail, atual Outlook!). Desde sua fundação, a Microsoft sempre teve o apoio da NSA, inclusive financeiro. A NSA teria obrigado a IBM a aceitar o sistema operacional MS-DOS, para realizar contratos com o governo americano. Veja PRISM.

ECI - Esquadrão de Crimes Informáticos: criado em 1992 pelo FBI para combater os “terroristas informáticos”, que se valem das modernas redes de conexão entre usuários de computadores para roubar ou manipular informações. Em 1995, o ECI prendeu Kevin Mitnick, que havia roubado 20 mil cartões de crédito, transferira contas telefônicas e havia entrado em sistemas bancários. Mitnick é autor do livro “A Arte de Enganar”, lançado em 2008.

Ecoteólogo - “Os ecoteólogos insistem que não pode haver alívio tecnológico e que estamos, portanto, destinados a escorregar de volta para a pobreza pré-industrial, perspectiva que eles consideram uma bênção, e não uma maldição” (Alvin Toffler). No Brasil, pontifica o ex-padre Leonardo Boff, hoje um sociólogo convertido às hostes onagreens, que se define como “ecoteólogo de matriz católica”. Veja Teologia da Libertação.

EFLD - Escola de Formação de Líderes e Dirigentes (Caçador, SC): tem como principal meta propagar o ensino marxista em acampamentos do MST.

Egghead - Cabeça ovoide, reflete a ojeriza ao intelectual. Termo empregado em campanha presidencial por partidários de Dwight D. Eisenhower contra Adlai Stevenson, brilhante e fino intelectual. É de Stevenson um trocadilho intraduzível: “Eggheads of the world, unite! You have nothing to loose but your yolk” (apud MEIRA PENNA, 1988: 285).

Egin - Jornal diário do Partido Nacionalista Basco “Herri Batasuna”, considerado o braço político da guerrilha (ETA).

EGP - Exército Guatemalteco Popular: também conhecido como Ejército Guerrillero de los Pobres. Rigoberta Menchú, líder indígena guatemalteca, tinha ligações com o EGP e recebeu o Prêmio Nobel da Paz, em 1992, por sua biografia “Eu, Rigoberta Menchú”, que é um autêntico mito marxista escrito por Elisabeth Burgos-Debray, mulher de Regis Debray (ideólogo do Foquismo). Já foi provado que não passa de invenção sua condição de analfabeta (Rigoberta teve educação de nível médio em um colégio de freiras) e o relato das mortes de pessoas da família, em que o pai, Vicente Menchú, teria sido morto, seu irmão teria sido queimado vivo e sua mãe estuprada e morta. Em “Vidas Inventadas”, de Cristina Galindo, podem ser comprovadas as mentiras de Rigoberta Menchú, da cambojana Somaly Mam e de outros - Cfr. em http://felixmaier1950.blogspot.com/2021/01/vidas-inventadas-por-cristina-galindo.html. A mentira é um meio natural empregado pela esquerda para criar mitos, como Prestes, Guevara e Menchú. “Não é bom tocar nos ídolos; o dourado pode sair nas nossas mãos” (FLAUBERT, 1981: 210). Veja Vendedor de passados, O.

EGP-PL - Ejército Guerrillero del Pueblo-Patria Libre: Dissidência da FMR-A, Chile.

EGTK - Ejército Guerrillero Tupac Katari (Bolívia): organização indígena subversiva boliviana antiocidente, criada em 1991, atacava repartições do Governo, oleodutos, igrejas de mórmons e, em janeiro de 1993, atacou um veículo da USAID.

Eichmann, Caso - O Caso Eichmann teve início em 1960, quando um homem chamado Ricardo Clément, trabalhador de Buenos Aires desde 1945, casado e pai de 3 filhos, é sequestrado e levado a Israel sob a acusação de ser um dos principais agentes da “Solução final” imposta aos judeus pelo regime nazista durante a II Guerra Mundial. Karl Adolf Eichmann, após o processo aberto em 11/04/1961, foi condenado à morte e executado em Israel, por enforcamento. “Estima-se que, no pós-guerra, entre 1945 e 1955, até 90.000 alemães tenham emigrado para a Argentina. (...) Além disso, pelo menos cinquenta desses imigrantes eram nazistas acusados de crimes de guerra” (in “O espião fala”, revista Veja no. 1874, de 06/10/2004, pg. 116 - a respeito do livro do diplomata Sérgio Corrêa da Costa, “Crônica de uma Guerra Secreta - Nazismo na América: a Conexão Argentina”, Ed. Record). Um mapa apreendido em 1941, no Rio de Janeiro, mostrava que a América do Sul teria apenas 5 países: Uruguai e Paraguai seriam anexados à Argentina, que ainda ocuparia parte da Bolívia; o Brasil ficaria com pequena porção do Peru, país que também desapareceria. Veja Solução final.

Einsatzgruppen - (Alemão) Chamada oficialmente Einsatzgruppen der Sicherheitspolizei und des SD, foi um esquadrão da morte subordinado à Schutzstaffel (SS) na Alemanha Nazista responsável por diversas execuções em massa. SD significa Sicherheitsdienst, i.e., Serviço de Inteligência do Partido Nazista. Eram unidades de extermínio que acompanhavam a campanha da “limpeza racial” de Hitler no Leste, em direção à Rússia. Esses comandos paramilitares, que eram independentes e não estavam subordinados ao Exército Alemão, foram responsáveis pela morte de mais de 1 milhão de judeus da antiga União Soviética, Polônia e Leste Europeu, segundo o Centro Wiesenthal. O extermínio, principalmente de judeus e ciganos, começou em 1939, com a nomeação de Himmler como comissário para a Consolidação da Nacionalidade Alemã. Até o fim de 1941, já haviam assassinado 500.000 judeus russos, basicamente por fuzilamento. “Antes que as câmaras de gás fizessem suas primeiras vítimas, no começo de 1942, judeus já vinham sendo eliminados pelos nazistas de maneira sistemática, em regiões do Leste Europeu. Os assassinatos eram feitos a bala, e ficavam a cargo dos Einsatzgruppen” (Carlos Graieb, in “O horror antes de Auschwitz”, revista Veja, 10/07/2002, pg. 57). “Segundo Rhodes [Richard Rhodes, autor de Masters of Death], os Einsatzgruppen se tornaram os primeiros agentes do plano de Hitler de exterminar os judeus. ‘A decisão de matar os judeus do Leste, tomada no verão de 1941, responde à pergunta que confundiu os estudiosos do holocausto por anos: quando Hitler ordenou a Solução Final?’” (idem, pg. 57).

Eixo do mal - O presidente dos EUA Ronald Reagan falava no “Império do Mal”, que era a antiga União Soviética. Tinha razão o presidente americano, pois um sistema de governo totalitário, como o comunismo, que matou mais de 110 milhões de pessoas em todo o mundo durante o século XX, só podia ser mesmo “do mal”. George W. Bush se referia ao “Eixo do Mal”, países que incentivariam o terrorismo internacional, a exemplo do Irã, Iraque, Síria, Líbia, Coreia do Norte e Cuba. No caso chinês, prevalece a Realpolitik, o bilionário comércio bilateral que interessa aos Estados Unidos muito mais do que abstratos compromissos morais. Por que os EUA, então, não reatam o comércio com Cuba?

Eixo do mal latino-americano - Nome do livro do médico e escritor Heitor de Paola (www.heitordepaola.com/), antigo militante da Ação Popular, hoje convertido em liberal clássico. O eixo do mal latino-americano é relacionado a países “bolivarianos”, como a Cuba de Fidel e Raúl Castro, a Venezuela de Hugo Chávez e Nicolás Maduro, a Bolívia de Evo Morales, o Equador de Rafael Correa, a Nicarágua de Daniel Ortega, o Uruguai de José Mujica e a Argentina do casal Néstor e Cristina Kirchner.

EIS - Exército Islâmico de Salvação: grupo extremista que, junto com o Grupo Islâmico Armado (GIA), atuou na guerra civil da Argélia, iniciada em 1992, quando foram anuladas as eleições (2º turno) que dariam a vitória à Frente Islâmica de Salvação (FIS), que desejava implantar um estado islâmico naquele país. Veja FIS e GIA.

Ejido - “Fazenda comunitária” dos indígenas Maias (Chiapas, México); ligada ao EZLN.

Ekin - “Ação”: grupo da Universidade de Deusto, em Vitória-Gasteiz, Espanha, que, junto à Ala Jovem do Partido Nacionalista Vasco (PNV) deu origem ao ETA.

El Alia – “A Alta Emigração”: resultado do Movimento Sionista Mundial, é a marcha para a Palestina de judeus oriundos da Rússia, Polônia, Romênia e países da Europa Oriental.

ELAS - Ellinikos Laikos Apeleutherotikos Stratos (Exército Popular de Libertação da Grécia): exército de guerrilha, estabelecido pelo EAM em dezembro de 1942, quando grupos guerrilheiros já lutavam nas montanhas contra os nazistas na II Guerra Mundial. O general Stefanos Sarafis foi o Chefe do ELAS. Em 1944, o ELAS tinha cerca de 40.000 homens armados, enquanto o grupo de resistência republicano EDES tinha 10.000. Veja EAM.

Elefantíase ideológica - É como Carl Christian Bry, autor de “Verkappte Religionen” (Religiões Encapuzadas), desmascara tendências idólatras diversas: “Seus alvos cobrem um amplo espectro, desde movimentos feministas à alegada revolução sexual, do Esperanto ao antialcoolismo, do Expressionismo à Psicanálise e da astrologia e outras formas de ocultismo ao Yoga e vegetarianismo” (SILVA, 1985: 56).

ELF - Earth Liberation Front (Frente de Libertação da Terra): ONG formada por ecoterroristas que defendem, p. ex., o lince real e promovem ataques terroristas nos EUA e na Europa. Na mira do FBI, já promoveram muitos atentados terroristas contra condomínios da classe alta e carros de luxo. Em 2003, a ELF ateou fogo em uma concessionária norte-americana e destruiu 40 jipes considerados “poluidores” para a organização. No dia 18/06/2010, a ELF incendiou carros em uma concessionária da Land Rover localizada na Marginal Pinheiros, em São Paulo. Veja ALF, Eugenia ecológica, GLF, Teoria de Gaia e VHEMT.

El-Gamaa el-Islamyia - (Árabe) “Assembleia Islâmica”: grupo fundamentalista terrorista do Egito.

Elite de vanguarda - Teoria de Lênin, em que intelectuais da classe média levaram um imenso proletariado inexistente à revolução.

ELK - Exército de Libertação do Kosovo: movimento separatista em luta contra o governo da Sérvia, quer a independência da Província do Kosovo (que tem maioria albanesa, de religião muçulmana) ou anexação à Albânia. O mesmo que UÇK.

ELLA - Encontro Latino-Americano de Mulheres. Seu primeiro Encontro foi realizado em Belo Horizonte, MG, em 2014: ELLA é um encontro latino-americano de mulheres realizado de forma colaborativa desde 2014 em diferentes países da América Latina buscando articular e empoderar as mulheres por meio da troca de experiências, da visibilidade das várias lutas feministas e do fortalecimento do tecido social. Apostamos no diálogo como prática e queremos transcender o olhar do velho século, baseado na tolerância, em direção ao paradigma do novo século: a celebração da diversidade!” - cfr. em https://medium.com/ella-2018-portugu%C3%AAs/quem-somos-2e6dcddd7acc, acesso em 13/04/2021.  Conheça o projeto do ELLA em https://docs.google.com/document/d/1vSDjqBxsg8RSJ_aLdFUIP2cAYoL1EEEXc5ibAxtqros/edit.

El Monumento a la Memoria - Construído em Buenos Aires, tem 5 paredes com 30.000 placas, que deveriam lembrar os desaparecidos argentinos durante o governo militar anticomunista. Porém, apenas 8.718 placas têm identificação, ou seja, há 21.282 placas em branco, sem nomes - uma mentira inflada quase 4 vezes. Os esquerdistas argentinos conseguiram ser ainda mais embusteiros que seus kamaradas brasileiros, ao criar a figura do “desaparecido sem nome”. Essa vergonhosa mentira vem sendo repetida há décadas e hoje todo mundo acredita que realmente houve 30.000 desaparecidos na Argentina, número assim redondinho, sem uma placa a mais ou a menos. Ultimamente, descobriu-se o número correto dos desaparecidos na Argentina: 5.916 - cfr. em http://felixmaier1950.blogspot.com/2020/07/argentina-aparecem-os-desaparecidos-por.html.

ELN - Ejército de Liberación Nacional: é um grupo terrorista colombiano pró-Cuba, ligado ao narcotráfico. Criado em 1965 pelo ex-militante do Partido Liberal, Fábio Vázquez Castaño, o grupo recebeu de início a adesão de padres e leigos católicos seguidores da Teologia da Libertação, como o padre Camilo Torres. Treinados em Cuba, suas forças quase foram extintas na década de 1970, mas o movimento ressurgiu com a ajuda de milhões de dólares provenientes de sequestros e chantagens contra companhias petrolíferas estrangeiras. Nicolás “Gabino” Rodrígues assumiu o comando do ELN após a morte do padre Manuel Pérez, em 1998. Também conhecido como Unión Camilista Revolucionaria - UCR, Comandos Camilistas, Brigadas Camilistas, A Lucha.

ELPS - Exército de Libertação do Povo Sudanês (líder: John Garang): movimento formado pelos negros do sul (cristãos e animistas), contra os muçulmanos do Norte do país. Em 2011, o Sul se separou e foi criado o Sudão do Sul. Veja SPLA.

El ratón - (Espanhol) “O rato”. Havia muitos "pombos-correios" que levavam dinheiro de Fidel Castro para Leonel Brizola, exilado no Uruguai, a exemplo de Herbert de Souza, o "Betinho", mais tarde uma espécie de Madalena arrependida, como visto nas campanhas nacionais “Movimento pela Ética na Política” (1992) e “Ação da Cidadania contra a Fome e a Miséria” (1993). Foi "Betinho" que confirmou o desvio de dinheiro cubano (200 mil dólares) feito por Brizola, que passou a ser chamado por Fidel de el ratón (Jornal do Brasil, 17/07/1996). “Em novembro de 1979, o Coojornal publicou uma entrevista, concedida em 1978 pelo ex-sargento Alberi [integrante da Operação Três Passos], aproximadamente três meses antes de sua morte, na qual declarou que o dinheiro para financiar a Operação - um milhão de dólares - havia sido conseguido em Cuba e levado a Brizola por Darcy Ribeiro e Paulo Schilling” (in “A Verdade Sufocada”, do Coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, pg. 150).

Emenda Platt - Incorporada ao Tratado de 1903 entre EUA e Cuba, a Emenda Platt tinha certos poderes de veto sobre os atos do Governo cubano, ocasionando uma situação de quase protetorado sobre a Ilha. Em 1934, a Emenda Platt foi revogada, quando se iniciou a “Política de Boa Vizinhança” de Roosevelt.

Empalação - “Suplício antigo, que consistia em espetar o condenado em uma estaca, pelo ânus, deixando-o assim até morrer” (Dicionário Aurélio). Olavo de Carvalho, em seu artigo “O espírito da clandestinidade”, afirma: “O requinte soviético foi que os candidatos a empalamento não foram escolhidos entre empaladores em potencial, mas entre padres e monges, para escandalizar os fiéis e fazê-los perder a confiança na religião, segundo a meta leninista de ‘extirpar o cristianismo da face da terra’; esfolar prisioneiros, fechá-los numa tumba junto com cadáveres em decomposição, colocá-los na ponta de uma prancha e escorregá-los lentamente para dentro de uma fornalha, encostar na sua barriga uma gaiola sem fundo, com um rato dentro, e em seguida aquecer com a chama de uma vela o traseiro do rato para que, sem saída, ele roesse o caminho no corpo da vítima - eis alguns dos processos então documentados por uma comissão de investigação dos países aliados. (...) O canal dos exilados cubanos, TV Martí, exibe semanalmente uma procissão infindável de dedos cortados, orelhas arrancadas e olhos vazados que atestam a continuidade do leninismo nas prisões políticas de Havana” (cfr. em https://olavodecarvalho.org/o-espirito-da-clandestinidade-2/, acesso em 13/04/2021).

Empoderamento - Do Inglês Empowerment. Originalmente, significava delegação de poderes no trabalho, sendo o poder exercido através da responsabilidade. Hoje, o movimento feminista se apoderou do termo, pretendendo que todas as mulheres sejam “empoderadas”, sem explicar direito o que vem a ser essa langue de bois, talvez uma espécie de machismo com batom, terninho e salto alto. Leia texto sobre o verdadeiro empoderamento, de Lúcia Simões Sebben, em http://felixmaier1950.blogspot.com/2020/12/10-principios-para-o-empoderamento-por.html.

Enbata - Movimento Basco Francês: dissolvido por Giscard d’Estaing (ex-Presidente da França), em 1974.

Enciclopédia, A - Organizada pelos franceses Denis Diderot e Jean le Rond d’Alembert, a obra “Encyclopédie, ou dictionnaire raisonné des sciences, des arts et des métiers” (Enciclopédia, ou dicionário racional das ciências, artes e profissões) possuía 17 volumes de texto e 11 de ilustrações, e seus últimos volumes foram publicados em 1772. Entre seus colaboradores estavam Voltaire e os principais pensadores da época, como Rousseau, Montesquieu, Buffon, Grimm, Quesnay, o Barão d’Holbach, Charles de Secondat, Georges-Louis Leclerc, Anne-Robert-Jacques Turgot (amigo de Adam Smith) e outros. A “enciclopédia do iluminismo” entrou em choque com a Igreja Católica, ao propor a substituição da fé pelo conhecimento - Cfr. https://www.dw.com/pt-br/enciclop%C3%A9dia-do-iluminismo-quis-substituir-f%C3%A9-pelo-conhecimento/a-4299793.

Enciclopédia do Holocausto - “Holocausto” é uma palavra de origem grega que significa ‘sacrifício pelo fogo’. O significado moderno do Holocausto é o da perseguição e extermínio sistemático, apoiado pelo governo nazista, de cerca de seis milhões de judeus. Os nazistas, que chegaram ao poder na Alemanha em janeiro de 1933, acreditavam que os alemães eram ‘racialmente superiores’ e que os judeus eram ‘inferiores’, sendo uma ameaça à autointitulada comunidade racial alemã” (http://www.ushmm.org/museum/exhibit/focus/portuguese/, acesso em 07/07/2011, atualmente indisponível). O site United States Holocaust Memorial Museum (https://www.ushmm.org/) oferece vários links sobre o assunto, como antissemitismo, “solução final”, campos de extermínio, julgamento de Nüremberg etc. “Cerca de 20% de todos os laureados com o prêmio Nobel na ciência são judeus, embora os judeus constituam menos de 0,2% da população mundial” (HARARI, 2018: 242 - “21 lições para o século 21”). Quantos possíveis ganhadores do Nobel Hitler matou?

Endlösung - (Alemão) “Solução final”: genocídio judeu, iniciado pelos nazistas em 1941.

ENERA - Encontro Nacional dos Educadores da Reforma Agrária. O I ENERA realizou-se em Brasília (campus da Universidade de Brasília - UnB), no período de 28 a 31/07/1997, e foi organizado pelo MST, UnB e UNICEF, com a participação de 600 delegados de 23 Estados e do DF.

Engajamento Zoófilo para a Tolerância e a Informação – Grupo que pratica sexo com animais, na Alemanha, onde a prática é permitida desde 1969. Na Dinamarca e na Suécia também é permitida essa prática.

Engenharia emocional - Eufemismo para guerra psicológica, onde predominam a mentira mil vezes repetida, o patrulhamento ideológico, a desinformação, a orquestração, as “intimidações cínicas” de que fala Suzanne Labin: Afirma a conhecida especialista francesa em tática comunista, Suzanne Labin: ‘A condição primeira para o êxito de uma conspiração é desacreditar aqueles que a denunciam’ (Suzanne Labin, A guerra política, arma do comunismo internacional, Presença, Rio de Janeiro, s/d., p. 35). Continua a mesma autora: ‘Um dos principais esforços do aparelho comunista está em denegrir por todos os meios, os anticomunistas vigorosos. Jamais um grupo de homens teve de sofrer ondas tão constantes de calúnias tão odiosas, e de intimidações tão cínicas. Infelizmente, essa caça às bruxas, feita pelos inquisidores de Moscou, conseguiu difundir, em muitos meios, a ideia de que é censurável combater sistematicamente o comunismo totalitário, ele que ataca tão sistematicamente a liberdade. Sim, uma das principais armas da conspiração dos soviéticos é impedir-nos a defesa da única frente que lhes interessa, criando um clima de animosidade em torno da propaganda anticomunista. É tamanho o seu êxito nesse domínio que se chegou, nos países livres, à situação inaudita em que o anticomunismo é mais malvisto que o comunismo. Quando um campo que persegue de morte a outro campo, obtém que neste último se ache indecoroso retribuir na mesma moeda, já conseguiu uma vitória maior:… a intimidação intelectual do adversário’ (Op. cit., pp. 35-36.).” - cfr. em https://www.catolicismoromano.com.br/o-antigo-e-o-neocomunismo-querem-desacreditar-a-luta-anticomunista/, acesso em 13/042021. Exemplos de guerra psicológica promovida pelas esquerdas: caracterização do presidente Médici como ditador, que permitia a tortura, embora ele tenha se pronunciado veementemente contra; a diabolização do cantor Wilson Simonal, acusado de dedo-duro pela esquerda, que teve sua vida artística prematuramente encerrada, entregou-se ao alcoolismo e teve morte precoce. “Wilson Simonal nunca foi um dedo-duro. Causava raiva a nós, seus colegas, que não admitíamos que ele nada fizesse para denunciar uma ditadura militar” (cantor Aquiles Rique Reis - apud AUGUSTO, 2011:253). Outro caso de patrulhamento ideológico ocorreu contra a atriz Regina Duarte, durante a campanha presidencial de 2002, quando afirmou que tinha medo de que a inflação voltasse se Lula fosse eleito e foi acusada pela CUT de “terrorismo eleitoral”. No mesmo ano, o ex-presidente do STJ, ministro Paulo da Costa Leite, teve que abdicar de ser candidato a vice-presidente na chapa de José Serra, por ter sido assessor jurídico do extinto SNI. Geraldo Vandré, Glauber Rocha e Walter Hugo Khouri também passaram por calúnias semelhantes. “Repetir muitas vezes uma palavra, uma ideia, uma fórmula, é transformá-la, fatalmente, em uma crença; do fundador da religião ao negociante, todos os homens que procuram persuadir outros homens têm empregado esse processo. O seu poder é tal que se acaba por crer nas próprias palavras assim repetidas” (Gustavo Le Bon - apud AUGUSTO, 2011: 255). “Quantos presidentes neste País poderão receber os elogios que o autor [Elio Gaspari] dedica ao General Médici, registrados à página 133: ‘Presidiu o País em silêncio, lendo discursos escritos pelos outros, sem confraternizações sociais, implacável com mexericos. Passou pela vida pública com honorabilidade pessoal. Da Presidência tirou o salário de Cr$ 3.439,98 líquidos por mês (equivalente a 724 dólares) e nada mais. Adiou um aumento da carne para venda na baixa os bois de sua estância e desviou o traçado de uma estrada para que ela não lhe valorizasse as terras. Sua mulher decorou a granja oficial do Riacho Fundo com móveis usados, recolhidos nos depósitos do funcionalismo de Brasília’” (Gen Div Raymundo Negrão Torres - HOE/1964, Tomo 14, pg. 77).

Engenharia social - 1. Na oldspeak, engenharia social significava os experimentos desastrosos realizados por regimes comunistas, como o realizado por Lênin no meio rural, que redundou em tremendo fracasso (3 milhões de mortos por fome). Outro exemplo é o de Pol Pot, no Camboja, que ocasionou a morte por fome de dois milhões de habitantes (20% da população). Além da fome, outros resultados nefastos da “engenharia social” foram: colapso econômico, guerra civil e o terror. 2. Na era do conhecimento e da língua de pau, “engenharia social” significa a cooptação de uma pessoa, para atender aos interesses de um indivíduo ou de uma organização. “Engenharia social é um neologismo criado para definir o ardiloso uso de persuasão, no sentido de influenciar as pessoas a concordarem em ceder informações a serem usadas em ataques - ou mesmo induzi-las a praticar ações que facilitem ao atacante a consecução de seus objetivos. No campo da informática, verifica-se uma invasão ao computador ou à rede, que passam a ser alvo da ação dos experts em engenharia social - uma das mais graves e preocupantes vulnerabilidades de segurança do mundo corporativo” (PINELLO, 2006: 62). Leia “Engenharia Social: O fator humano na segurança da informação”, do Coronel Abner de Oliveira e Silva, em https://silo.tips/download/engenharia-social-o-fator-humano-na-segurana-da-informaao. Veja Filhos de Sartre.

Engrenage - (Francês) “Mecanismo”. Tem muitos significados, como “comer pelas beiradas”. Trata-se de processo sub-reptício de ampliar o poder, como o da União Europeia, de linha socialista, ou da ONU com, p. ex., o seu Intergovernmental Panel on Climate Change - IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática). A série “O Mecanismo”, criada por José Padilha e Elena Soarez, e lançada pela Netflix, aborda a Operação Lava Jato. Leia “Sim, há um mecanismo que controla o país - e sua ideologia é bem clara”, em https://www.mises.org.br/article/2871/sim-ha-um-mecanismo-que-governa-o-pais%E2%80%94e-sua-ideologia-e-bem-clara. Veja Climagate e Taco de Hóquei.

Enigma - Máquina responsável pela codificação das mensagens nazistas. Veja o filme “Enigma”, de Michael Apted (2001), em que um matemático, Alan Turing, corre contra o tempo para decifrar código secreto utilizado pelos nazistas durante a II Guerra Mundial. Veja Colossus e Massacre de Katyn.

Enragés - (Francês) “Furiosos”: como eram conhecidos os jacobinos da Revolução Francesa, que queriam acabar com a burguesia e o cristianismo, “enforcar o último burguês com as tripas do último padre”. Promoveram o Terror, guilhotinaram desafetos e, depois, muitos deles também perderam a cabeça - a exemplo de Saint-Just e Robespierre. Hébert, Danton, Desmoulins e outros já haviam tido o mesmo fim em março e abril de 1794. Marat, outro importante enragé, morreu esfaqueado, em 13/07/1793, pela jovem Charlotte Corday, ligada aos girondinos. “O governo revolucionário está obrigado a proteger os bons cidadãos, porém, para os inimigos do povo, só resta uma coisa: a morte” (Robespierre, explicando o arquivamento da “Constituição do Ano I”, dando início ao Terror). Foram presas entre 300 mil e 500 mil pessoas em todo o país, sobretudo padres e nobres. “Os feriados cristãos foram substituídos por ‘festas revolucionárias’. O calendário gregoriano foi abolido e em seu lugar instituiu-se um calendário revolucionário, no qual os meses tinham trinta dias, correspondentes às fases das estações (como Brumário, Nivose, Germinal, Floreal, Termidor), e o repouso era fixado de dez em dez dias, no ‘décadi’, acabando-se com o Domingo” (MIRADOR, 1992: 9857).

Entebe - Em julho de 1976, mais de 100 israelenses foram sequestrados por palestinos e alemães e mantidos reféns em Entebe, Uganda. Os reféns foram libertados em uma cinematográfica ação dos Comandos israelenses, ocasião em que morreu Yonatan Netaniahu, irmão de Benjamin Netaniahu, várias vezes Primeiro-Ministro de Israel. Leia “Operação Entebe”, por Jerusalem Post - http://felixmaier1950.blogspot.com/2020/10/operacao-entebbe-por-jerusalem-post.html.

Entente cordiale - (Francês) Aliança entre duas ou mais nações, visando interesses econômicos, políticos ou militares, a exemplo da partilha da África feita entre nações europeias, para colonização, e da partilha da Palestina, para formação de um Estado judeu e de um Estado palestino.

Entimema - Conceito criado por Aristóteles, trata-se do silogismo em que há só uma premissa, dando a entender que a segunda premissa é conhecida (implícita).

Entulho autoritário - É como a esquerda se refere a qualquer coisa que tenha vindo dos governos militares, ainda que muito útil para a sociedade.

ENU - Escola Nacional Unificada: a exemplo de Che Guevara, Salvador Allende pretendeu controlar a Educação chilena, junto com Lautaro Videla, “para criar ‘o homem novo... livre para se desenvolver integralmente em uma sociedade não capitalista, e quem vai se expressar como uma personalidade... consciente e solidária com o processo revolucionário que é... tecnicamente e cientificamente capaz de desenvolver a economia, a sociedade em transição para o socialismo’” (NARLOCH, 2011: 267). No Brasil, o governo petista, com suas cartilhas marxistas do MEC, tinha o mesmo objetivo: doutrinar os alunos nas maravilhas do comunismo.

EOKA - Organização terrorista do Chipre, liderada por Georgios Grivas, iniciou sua luta pela ENOSIS (União com a Grécia), em 1954.

Epadu - Coca brasileira, nativa da Região Amazônica. O ELN (Colômbia) chegou a treinar índios para a plantação do epadu.

EPIC - El Paso Intelligence Center (Centro de Inteligência de El Paso), EUA: subordinado ao DEA, do Departamento de Justiça (DoJ) dos EUA. Junto com a FTCJ-6 (JTF-6), o Departamento de Defesa e o QG/Patrulha Federal de Fronteira (US Border Patrol) formam um conjunto voltado para o combate aos ilícitos penais de imigração e tráfico de drogas, crime organizado e crimes correlatos no território dos EUA.

Epístola de Qadir - Risala AL-Qadiriya, em Árabe: em 1019, Al-Qadir, califa de Bagdá, emitiu uma epístola político-religiosa, “na qual condenava a doutrina da ‘Criação do Alcorão’, proibia novas exegeses (interpretações do Livro) e fixava o credo oficial. Desse modo, ele ‘fechou a porta da ijtihad’ (esforço de pesquisa pessoal), segundo uma expressão em uso entre os muçulmanos. Também matou o espírito crítico e encorajou a taqlid ou ‘imitação servil’, em detrimento da inovação” (BALTA, 2010: 36-37). O impasse permanece até hoje para os muçulmanos: modernizar o Islã ou islamizar a modernidade?

EPR - Ejército Popular Revolucionário (México): em 28/06/1996, 50 elementos encapuzados e armados de fuzis AK-47 e AR-15 anunciaram a formação do movimento armado, durante uma homenagem ao primeiro aniversário do massacre de 17 camponeses em Aguas Blancas, povoado do município de Coyuca de Benitez. O EPR tem ideário contra a oligarquia do PRI e em agosto de 1996 promoveu ataques contra instalações do Exército e da Polícia, nos Estados de Oaxaca e Guerrero, deixando saldo de 18 mortos e mais de 20 feridos. O EPR seria o braço armado do PROCUP (Partido Revolucionário Operário Clandestino União do Povo), criado por organizações de esquerda na década de 1970.

É proibido proibir - Frase pauleira copiada pelos macaquitos brasileños dos muros de Paris, durante a Revolução Estudantil de 1968. A combinação da permissividade pregada pelos gurus da contracultura, como Derrida e Marcuse, com o consumo de drogas, resultou em uma juventude sem rumo, que não respeita as leis. O consumo de drogas foi incentivado por ídolos, como os Beatles, Elvis Presley, Jimi Hendrix e até Gilberto Gil, que disse que escreveu a música “Se eu quiser falar com Deus” levitando nas nuvens de altos teores de maconha. Veja Revolução de 1968.

Era da Inveja - “A inveja é o tributo que a mediocridade presta ao talento”, diz um provérbio popular. Confira entrevista de Ayn Rand feita a Tom Snyder, em que a filósofa judia russa-americana fala sobre “o ódio do bom, por ser bom” - https://www.youtube.com/watch?v=gaA_nlho6Kw&feature=youtu.be. Pessoas mesquinhas vibram quando alguém bem-sucedido, como Luciano Huck, tem seu Rolex roubado na rua.

ERP - Ejército Revolucionario del Pueblo. “Foi criado na Argentina, em 1962, e contava em suas fileiras com um certo Abelardo Colomé Ibarra, o ‘Furry’, atual ministro do Interior de Cuba” (SÁNCHEZ, 2014: 92).

Escândalo - É como a Bíblia chama o desmentido brutal das crenças mais queridas. O “escândalo” também pode ocorrer fora da religião; p. ex., a denúncia dos crimes de Stálin, na década de 1950, foi um choque traumático para milhões de simpatizantes do comunismo. A Queda do Muro de Berlim foi outro “escândalo”, para as viúvas do comunismo. Apesar de o comunismo ser um sistema comprovadamente criminoso, há “fiéis” fervorosos até o fim da vida, como Oscar Niemayer. Conceito semelhante há no Islã, no que se refere a Al-Azma e a Al-Naqba.

Escola de Frankfurt - Famosa escola (de pau) de pesquisa sociológica alemã da década de 1920, deu ênfase, entre outras pesquisas, à “personalidade autoritária” da sociedade e à “teoria crítica” ou contracultura, de modo a destruir instituições tradicionais, como a família e a religião, dentro do conceito “politicamente correto”. Tinha entre seus teóricos Theodor Adorno, Herbert Marcuse, Eric Fromm, Walter Benjamin, Marx Horkheimer, Jürgen Habermas, Eric Hobsbawn, Umberto Eco. Na década de 1930, a Escola transferiu suas atividades para os EUA, fugindo do nazismo, primeiro para a Universidade de Colúmbia, em Nova York, e depois para a Califórnia. Após a II Guerra Mundial, a Escola voltou a seu lugar de origem, Frankfurt. “A posição da Escola de Frankfurt, de que toda cultura de massa é ideológica e aviltada, tendo como efeito engodar uma massa passiva de consumidores, é também questionável. Em vez disso, devemos ver os momentos críticos e ideológicos em todo o espectro da cultura, e não limitar os momentos críticos à cultura superior, identificando como ideológicos todos os da cultura inferior” (KELLNER, 2001: 45). A Escola de Frankfurt foi “erguida com o dinheiro de Hermann Weil, capitalista e explorador do trigo (e da mão-de-obra barata) argentino. Da cátedra da Escola, os seus integrantes mais notáveis (alguns deles filhos de banqueiros e milionários), diante da crescente supremacia do capitalismo, atiram sofisticados petardos contra o que julgam ser a ‘estrutura dominante’ da sociedade industrial contemporânea. Um dos seus mais destacados mentores, Theodor Adorno (1903-1969) - que morreu de enfarte após uma aluna ter ficado nua na sala de aula para testar o grau de sinceridade do mestre pelas liberdades individuais por ele proclamadas -, era taxativo em afirmar (Dialética Negativa, 1966), por meio da ‘ênfase dramática’, que o mundo e as consciências viviam alienados e não tinham mais salvação, apontando a concentração do capital, o planejamento burocrático e a máquina ‘reificadora’ da cultura de massa como forças destruidoras das liberdades individuais (vindo daí, naturalmente, todo o arsenal crítico mais pretensioso contra Hollywood)” (PONTES, 2003: 42). “A linguagem, segundo Marcuse, deve permanecer 'antagônica’. A contradição é o instrumento ordinário que ela emprega para tirar a clareza ‘semântica ou lógica’. Em termos simples, faz questão de não ser claro para que a linguagem revele, por duplicidade, uma tensão entre o significado aparente e o significado oculto. A dialética é estabelecida dentro do vocábulo. (...) O significado claro de sua vasta argumentação é, pois, a sociedade não repressiva. O sentido que ele ‘esconde e exclui’ no universo da locução é a criação de uma sociedade marxista” (VASCONCELOS, 1970: 26). Leia “Belíssima e a ética da malandragem” em http://felixmaier1950.blogspot.com/2021/01/belissima-e-etica-da-malandragem-por.html.

Escolas corânicas - Escolas confessionais islâmicas. No Paquistão, existem cerca de 70.000 escolas corânicas, financiadas pelos países petroleiros do Golfo Pérsico, “onde 6 milhões de crianças são instruídas na versão mais militante do islamismo e preparadas para dedicar a vida à guerra santa” (Amir Taheri, in “O ódio dos muçulmanos ao Ocidente é cultivado por Governos e imprensa”, revista Veja, 26/12/2001). Os talibãs, que chegaram a tomar o Afeganistão, foram formados nessas escolas. Veja Talibã.

Escolas de subversão e espionagem - Durante a Guerra Fria, havia importantes escolas de subversão e espionagem, tanto na antiga URSS, como na China. Um clássico sobre o assunto é o livro de J. Bernard Hutton, “Os Subversivos - A primeira revelação mundial do plano comunista de conquista do mundo ocidental”. Na China, a Escola da Província de Chekiang preparava subversivos e espiões para atuarem na Alemanha, Suíça e Áustria; a Escola da Província de Honan para atuação na França, Itália e Espanha; e a Escola da Província de Chekiang para atuação no Japão e outros países da Ásia. Os cidadãos soviéticos escolhidos para trabalhar no estrangeiro, como chefes de subversão clandestina, recebiam seu treinamento em setores especiais das mesmas escolas que formavam os ases da espionagem. Na URSS, havia as seguintes escolas:

Escola de Gaczina: era a mais conhecida de todas as escolas da antiga União Soviética e preparava os espiões para atuar em países de língua inglesa. Situada a 150 km de Kuibyshev, ocupava uma área de 250 km²; dividia-se em quatro setores: América do Norte (Setor Noroeste); Canadá (Setor Norte); Reino Unido (Setor Nordeste); e Austrália, Nova Zelândia, Índia e África do Sul (Setor Sul); cada setor era independente e não havia comunicação entre eles;

Escola de Prakhovka: situada a 100 km ao norte de Minsk, capital da Bielorússia, tinha 500 km² de área; durante a II Guerra Mundial, quando Hitler tomou a Bielorússia, Prakhovka foi evacuada conforme a política de terra arrasada de Stálin, e uma Escola de Emergência foi organizada em Ufa; Prakhovka foi reaberta em 1947. Tudo era igual à Gaczina, em todos os detalhes; dividida também em setores, preparava espiões para atuação na Noruega, Suécia, Dinamarca e Finlândia (Setor Norte); Holanda (Setor Sudoeste); Áustria e Suíça (Setor Sul); e Alemanha (Setor Sudeste);

Escola de Stiepnaya: situada a mais ou menos 200 km ao sul de Chkalov, preparava subversivos e espiões para trabalhar nos países latinos: França (Setor Noroeste); Espanha (Setor Norte); Itália (Setor Nordeste); e Portugal, Brasil, Argentina e México (Setor Sul);

Escola de Vostocznaya: situada a uns 160 km de Khabarovsk, cuidava dos países da Ásia e do Oriente Médio; e

Escola de Novaya: situada a 100 km a sudoeste de Tashkent, treinava espiões para a África.

Na antiga URSS, antes do ingresso nas escolas de espionagem acima citadas, os cidadãos escolhidos para essa carreira tinham que realizar quatro estágios:

1º estágio: era realizado na Escola Marx-Engels, em Gorky, perto de Moscou; durante o estágio, que durava quatro meses, os integrantes viviam coletivamente e assinavam um compromisso de jamais revelar qualquer coisa sobre a Escola; o horário era inflexível: de 7 da manhã às 10 horas da noite, proibidos de sair do recinto da Escola, num prédio retirado da rua, cercado por altos muros. O objetivo específico nesse Estágio era garantir que todos fossem “instruídos na ideologia comunista e sigam acostumando-se a pensar e agir como um clássico bolchevista”;

2º estágio: os recrutas aprovados no 1º Estágio seguiam para a Escola Técnica Lênin, situada em Verkhovnoye, a 80 km de Kazan; consistia em edifícios numa área de mais ou menos 4 km², tudo cercado por altos muros. Os recrutas eram transportados em veículos da KGB e durante a viagem não podiam manter contato com o mundo exterior. A vida era espartana, com um formidável horário de estudos; eram proibidos de informar onde se encontravam e o que estavam fazendo, mas tinham licença para se comunicar com a família mediante endereço intermediário. Até aí, os recrutas ainda ignoravam que estavam sendo escolhidos para possíveis agentes clandestinos do serviço secreto de Moscou. O treino na Escola durava 12 meses e os estudantes de ambos os sexos passavam por vigorosos treinos de combate: subiam em montanhas, rastejavam sob arame farpado, atravessavam pântanos e rios e faziam longas marchas carregando equipamento pesado; aprendiam a se defender com judô, jiu-jitsu, karatê e outras formas de ataque e defesa, como boxe e luta livre; manejavam armas de fogo e praticavam destruição de pontes, edifícios e instalações militares com dinamite, TNT, gelignite e explosivos plásticos, fabricação de bombas e descoberta de armadilhas e bombas ocultas, e a forma de desarmá-las. Essa fase incluía a destruição de fechaduras, portas fortes e cofres à prova de arrombamento. Aprendiam ainda a luta de guerrilhas; recebiam depois um curso de dopagem e envenenamento de bebidas, doces, comidas, cigarros e charutos; recebiam instruções sobre o uso de drogas e os antídotos que deveriam tomar quando fossem obrigados a engolir drogas. Outro curso especializado ensinava os alunos a ligar escutas clandestinas em linhas telefônicas e a utilizar microfone de grande poder; estudavam as formas de recepção e transmissão de rádio, microfilmagem e micropontos, codificação e decifração. Depois do curso, havia o exame final e os recrutas eram transportados para o centro de recreação de Oktyabr, nas montanhas do Cáucaso, em Kyslovodsk, onde gozavam de merecidas férias de um mês ou mais;

3º estágio: os recrutas que foram afinal escolhidos como “servindo para atividades subversivas clandestinas no exterior” iam passar um ano com instrutores que verificavam suas aptidões para modalidades específicas de trabalho de subversão e de adaptabilidade a determinados países. Esse período era ainda mais duro que os treinamentos anteriores. A polícia secreta prendia um estagiário e o levava para a sede central como se ele fosse realmente um agente estrangeiro surpreendido em flagrante; interrogatórios especializados submetiam a “vítima” a uma lavagem de cérebro, à chamada interrogação de 3º grau e de todos os outros métodos usados para conseguir confissões ou informações; depois de passar pelo teste (a maioria passava), o recruta era levado à presença de seus interrogadores e então era explicado que tudo era apenas mais um teste; eram elogiados por resistir, mas antes de serem liberados deviam jurar manter segredo daquilo junto aos outros recrutas que ainda iriam passar pela prova; só então o estagiário era julgado apto a frequentar uma escola dos ases da espionagem soviética, cujo treino iria durar 10 longos anos; e

4º estágio: os cidadãos soviéticos escolhidos para trabalhar no estrangeiro, como chefes de subversão clandestina, recebiam treinamento em setores especiais das mesmas escolas que formavam os ases da espionagem (veja Escolas mencionadas acima). A Escola mais conhecida era a de Graczina, que formava subversivos e espiões para atuarem em países de língua inglesa. Desde que chegavam a Graczina, todos os estudantes só podiam falar inglês; recebiam um nome inglês e eram obrigados a esquecer a língua russa e a nacionalidade soviética; o período de 10 anos em Graczina era considerado pelos diretores do serviço secreto como o mínimo essencial para o condicionamento do cérebro humano à nova língua. Eram despertados à noite e obrigados a responder perguntas inesperadas, qualquer um deles em seu papel de espião estava convencido de sua nova identidade; os diretores achavam que nem tortura, lavagem de cérebro ou drogas conseguiriam dobrar os seus agentes; no setor do Reino Unido em Graczina, existiam réplicas perfeitas de ruas, casas, cinemas, restaurantes, bares, pensões e outros estabelecimentos tipicamente ingleses; as roupas usadas eram inglesas, os estudantes viviam em pensões, apartamentos, comiam refeições tipicamente inglesas, como batatas assadas, rosbife, pudim Yorkshire e peixe; andavam em ônibus ingleses, gastavam dinheiro inglês, liam jornais ingleses e assistiam programa de TV gravados na Inglaterra; os professores da língua inglesa eram membros do Partido Comunista (PC) escolhidos a dedo, antigos cidadãos do Reino Unido que desprezavam a pátria e se tornaram cidadãos soviéticos. Mais pessoas naturais da Inglaterra contribuíam para que o ambiente fosse autêntico, como garçonetes, polícias de rua, motoristas de ônibus, recepcionistas de hotel e outros. Esse treino geralmente levava cinco anos; não houve um só aluno de Graczina que tivesse sido preso pela Scotland Yard ou pelo FBI que se deixasse trair por sua imperfeição de linguagem. Os outros cinco anos eram destinados a trabalhos especializados para a prática da moderna técnica de espionagem: códigos (memorização de), comunicações por rádio (montagem e desmontagem de aparelhos de recepção e transmissão; usavam equipamentos modernos que podiam transmitir e receber longas mensagens em segundos); aprendiam a utilizar os mais modernos aparelhos fotográficos, que reduzem plantas de grandes dimensões a pontos microscópicos. Depois de dez anos, os estudantes saíam da Escola mais ingleses do que muitos ingleses legítimos.

Escola Sem Partido - O programa Escola Sem Partido - ESP (https://www.escolasempartido.org/) é um movimento político criado em 2003 pelo advogado e procurador pelo Estado de São Paulo em Brasília, Miguel Nagib, para denunciar a supremacia esquerdista existente nas escolas e nas universidades e atacar a doutrinação ideológica, de linha marxista, existente no meio estudantil. Clamando por uma lei contra o abuso da liberdade de ensinar livremente o marxismo, Nagib elenca “Seis Deveres do Professor” - cfr. em https://www.escolasempartido.org/programa-escola-sem-partido/. Bombardeado pela esquerda na Academia, na mídia e no Congresso Nacional, por querer “impor a censura e incentivar alcaguetes contra o professor”, o programa ESP perdeu força junto à população. Escola Sem Partido, não pode haver. Mas Escola Com Partidão, aí sim, é fundamental. Assim, a doutrinação ideológica nas escolas e universidades segue firme como sempre foi. Há até trabalho acadêmico feito sobre a ESP, como “ESCOLA SEM PARTIDO: ORIGEM E MODUS OPERANDI DE UM MOVIMENTO LIBERAL-CONSERVADOR E DESDOBRAMENTOS PARA OS CONTEÚDOS DE SOCIOLOGIA E HISTÓRIA”, de Rodrigo Leonardo Offerni - cfr. em https://repositorio.unesp.br/bitstream/handle/11449/193306/offerni_rl_me_mar.pdf?sequence=6&isAllowed=y.

Escracho - Promovido pelo grupo fascista Levante Popular da Juventude, o escracho ou esculacho é feito contra militares que combateram o terrorismo no Brasil, com pichações de “torturador” em frente às residências dos acusados, como a do Coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, em Brasília, ou cusparadas em idosos, como ocorreu no dia 30/03/2012, nas imediações do Clube Militar, Rio de Janeiro, quando militares reformados comemoravam a Contrarrevolução de 31 de Março de 1964.

Escravidão - No Brasil, teriam sido introduzidos mais de 4 milhões de negros cativos, desde a chegada dos primeiros escravos, em 1531, com a expedição de Martim Afonso de Souza, até a chegada do último navio negreiro, em 1856, no Rio de Janeiro. Foram 357 anos de escravidão, que acabou com a Lei Áurea, no dia 13/05/1888. “O café é negro e o negro é o café” (escravocratas, antes da Abolição). Por um prato de comida e uma cama na senzala, cada escravo negro cuidava de 6.000 pés-de-café. Os primeiros imigrantes italianos, por algo semelhante, cuidavam de 7.000 pés-de-café. Eram também explorados. “Em 2007, completaram-se duzentos anos da proibição do tráfico de escravos, a primeira vitória da campanha abolicionista da Inglaterra. Nenhum país da África ou movimento negro da América prestou homenagem ou agradecimento aos ingleses” (NARLOCH, 2010: 106). Desde a antiguidade, o comércio de escravos foi comum no continente africano. Muitos príncipes negros viviam no luxo vendendo seu próprio povo. No Mediterrâneo, os islâmicos sequestravam milhares de europeus, fazendo escravos os homens e concubinas (escravas sexuais) as mulheres; era “quando os escravos tinham olhos azuis”. Os EUA acabaram com essa farra, que consta no Hino dos Marines: From the Halls of Montezuma to the Shores of Tripoli - cfr. “EUA e Islã - Pequena aula de História” em http://felixmaier1950.blogspot.com/2021/01/os-eua-e-o-isla.html. Muitos ex-escravos brasileiros voltaram à África para iniciar rendoso comércio de carne humana. Aliás, como muito bem disse Narloch (op. cit, pg. 88), “o sonho dos escravos era ter escravos”. Zumbi aprovaria esta afirmação. O profeta Maomé teve, ao longo de sua vida, 10 esposas e 2 concubinas: a judia Raihana Bint Zaid e a cristã copta Maria, que lhe deu um filho, Ibrahim, que morreu com tenra idade (Cfr. BALTA, 2010). “Se você derrotasse seus inimigos no campo de batalha, poderia ganhar dinheiro saqueando suas cidades, vendendo seus habitantes no mercado de escravos e ocupando valiosos campos de trigo e minas de ouro. Os romanos prosperaram vendendo gregos e galeses cativos, e os americanos, no século XIX, ocupando as minas de outro da Califórnia e as fazendas de gado do Texas. (...) Hoje em dia os principais ativos econômicos consistem em conhecimento técnico e institucional, e não em campos de trigo, minas de ouro ou até mesmo campos de petróleo, e não se pode conquistar conhecimento por meio da guerra” (HARARI, 2018: 222-223 - “21 lições para o século 21”). Errado: as guerras trazem também novas tecnologias, que passam a ser úteis para a sociedade - cfr. em https://casperlibero.edu.br/wp-content/uploads/2014/04/Tiago-C%C3%A9sar-Agostinho.pdf. Laurentino Gomes fala sobre “Escravidão”, sua nova trilogia, em https://www.youtube.com/watch?v=gN5GYfc1iI8.

ESL - 1. Exército do Sul do Líbano: milícia libanesa, aliada de Israel durante a ocupação do Sul do Líbano (1978-2000). Com a retirada de Israel da região, em 2000, o ESL foi deixado à própria sorte, com a chegada do Hezbollah. 2. Exército Simbionês de Libertação (EUA): era formado por estudantes radicais da Universidade da Califórnia em Berkeley, a maioria mulheres. Embora tenham recrutado 4 condenados (2 negros e 2 brancos), os intelectuais sempre foram a maioria e sempre dirigiram o movimento; seu nome indicava a simbiose ou fusão entre os intelectuais e os necessitados. Típico produto das escolas de subversão e espionagem, da URSS.

ESMA - Escola de Mecânica da Armada (Argentina): segundo acusação de antigos militantes e terroristas de esquerda, era o principal centro de detenção e tortura durante a ditadura militar argentina. Acusada também de promover os “voos da morte”, em que dissidentes do Governo militar eram dopados e lançados ao mar por meio de aeronaves.

EsNI - Escola Nacional de Informações: criada pelo Decreto n.º 68.448, de 31/3/1971, foi substituída pela CEFAHR durante o Governo Collor, quando surgiu a figura do “espião burocrata”, com crachá, escolhido mediante concurso público. Hoje, a entidade se chama Escola de Inteligência (EsInt) e é subordinada à ABIN.

Esoterismo - Rito interior, secreto, como o da maçonaria. Veja Exoterismo.

Espada de Davi - Grupo extremista judeu em Israel, derivado do movimento antiárabe Kach, do rabino Meir Kahane.

Espartaquistas - Os primeiros marxistas alemães chamavam a si próprios de “espartaquistas”, em homenagem ao escravo e gladiador romano Espártaco, que derrotou dois exércitos romanos antes de ser executado. Espártaco foi considerado por muitos como um herói revolucionário.

Espetáculo do crescimento - Frase de pau criada pelo sucessor de FHC, o qual prometeu, em 2004, que o Brasil se tornaria um feroz “tigre” sul-americano, com a retomada do crescimento econômico aos níveis do “milagre brasileiro” dos militares. Em vez do “espetáculo do crescimento” (nas Américas, o Brasil apenas cresceu mais que o Haiti da guerra civil e dos terremotos), foi observado o “crescimento do espetáculo”, com o babalorixá de Garanhuns fazendo comícios em tempo integral, até eleger sua substituta, Dilma Rousseff. O que cresceu mesmo foi a corrupção, cujo carro-chefe foi o mensalão, seguido do petrolão, ainda mais corrupto. Leia o livro “Tchau, querida: O diário do impeachment”, de Eduardo Cunha e Danielle Cunha, em https://mail.google.com/mail/u/0?ui=2&ik=bacae0cc40&attid=0.1&permmsgid=msg-a:r3883830371440672968&th=178e78975a931306&view=att&disp=inline&realattid=178e789a65c721172e11.

Espionagem - A “segunda mais antiga profissão do mundo” é exercida por todos os países do mundo e por muitas empresas (espionagem industrial). Serviços de informações no mundo: EUA: CIA (“a Companhia”), DIA (Pentágono), NSA; antiga União Soviética: GRU e KGB; Grã-Bretanha: SIS (MI6) e MI5; França: DGSE (“La Piscine”) e GCR; Israel: Mossad (“o Instituto”); Alemanha: Bundesnachrichtendienst (Serviço Federal de Informações); Japão: Naicho (Setor de Pesquisa do Gabinete), subordinado diretamente ao 1º Ministro, e Chobetsu (Chosa Besshitsu), para reconhecimento aéreo, especialmente Coreia do Norte, China e Rússia; Brasil: ABIN.

Espiral do Silêncio - A Teoria da Espiral do Silêncio foi desenvolvida na Alemanha, na década de 1970, por Elisabeth Noelle-Neumann. “Trata-se de extinguir, na alma do inimigo, não só uma disposição guerreira, mas até sua vontade de argumentar em defesa própria, sem mero impulso de dizer umas tímidas palavrinhas contra o agressor. A técnica foi experimentada pela primeira vez no século XVIII. Foi tão pesada a carga de invencionices, chacotas, lendas urbanas e arremedos de pesquisa histórico-filosófica que se jogou sobre a Igreja Católica que os padres e teólogos acabaram achando que não valia a pena defender uma instituição venerável contra alegações tão baixas e maliciosas. Resultado: perderam a briga... Foi só quase um século depois desses acontecimentos que Alexis de Tocqueville descobriu por que a Igreja perdera uma guerra que tinha tudo para vencer. Deve-se a ele a primeira formulação da teoria da ‘espiral do silêncio’, que, em extensa pesquisa sobre o comportamento da opinião pública na Alemanha Elizabeth Noelle-Neumann veio a confirmar integralmente em The Spiral of Silence: Public Opinion, Our Social Skin. Calar-se ante o atacante desonesto é uma atitude tão suicida quanto tentar rebater suas acusações em termos ‘elevados’, conferindo-lhe uma dignidade que não tem. As duas coisas jogam você direto na voragem da ‘espiral do silêncio’. A Igreja do século XVIII cometeu esses dois erros, como a Igreja de hoje os está cometendo de novo” (CARVALHO, 2013: 416). “Não há um só jornal ou grande revista, por exemplo, que gradue o destaque a denúncias de padres pedófilos pelo exame comparativo de casos similares em outros grupos sociais. Esse exame mostraria, acima de qualquer possibilidade de dúvida, que o número de delitos é muito, muito menor entre padres católicos do que em qualquer outra comunidade humana, embora o destaque dado na mídia a esses casos induza a população a crer o contrário. Em artigo recente, o sociólogo italiano Massimo Introvigne mostrou que, num período de várias décadas, apenas cem sacerdotes foram denunciados e condenados na Itália, enquanto 6 mil professores de educação física sofriam condenações pelo mesmo delito” (idem, pg. 424). “Se uma opinião é vista como majoritária, os opinadores dela terão mais coragem em se manifestar. Por outro lado, os contrários a ela terão uma tendência a ficarem calados. O resultado é um clima de opinião determinado pela propaganda de que uma ou outra opinião é majoritária. Um dos fatores mais importantes, portanto, é a atenção dada pelas pessoas ao comportamento opinativo do entorno social” (Cristian Derosa, in “Como funciona a espiral do silêncio nas redes sociais” - Leia mais em http://felixmaier1950.blogspot.com/2020/11/como-funciona-espiral-do-silencio-nas.html). O texto “Cem anos de pedofilia”, de Olavo de Carvalho, mostra como foi facilitado o ingresso de homossexuais nos seminários católicos dos EUA, comentando o livro de Michael S. Rose, “Goodbye, good men”, de modo que seminaristas heterossexuais fossem obrigados a submeter-se a condutas homossexuais - cfr. em https://olavodecarvalho.org/cem-anos-de-pedofilia/. É a satânica obra da esquerda, primeiro promove a pederastia nos seminários, para depois condená-la, de modo a implodir a Igreja Católica.

Espoliação - Em 1945, os americanos encontraram nas minas de sal de Altaussee 6.755 quadros, com os quais Hitler pretendia suprir um museu que pretendia construir em Linz, Áustria, cidade de sua infância. A exemplo dos nazistas, bilhões de dólares foram roubados em Cuba, como coleções artísticas que acabaram em leilões de Londres e NY. Nenhum museu europeu devolveu os bens surrupiados por Fidel e Che da família Fanjul. Objetos roubados foram presenteados a David Rockefeller, que financiava a propaganda pelo fim do embargo a Cuba, a Carlos Salinas, ex-presidente do México, ao romancista Gabriel García-Márques, a Maradona, a François Mitterrand. Sobre a espoliação de museus russos, feita por Stálin, veja o verbete Kulak.

Esquadrão da Escória - Uma espécie de Ministério da Virtude e Contra o Vício dos talibãs, esse Esquadrão cubano realizava perseguições a homossexuais. “O escritor Guillermo Cabrera Infante explicou o episódio no livro Mea Cuba: ‘Um departamento especial da polícia, chamado de Esquadrão da Escória, se dedicava a deter, à vista de todos, na área velha da cidade, todo transeunte que tivesse um aspecto de prostituta, proxeneta ou pederasta’, escreveu Infante” (NARLOCH, 2011: 45). Ao visitar a embaixada da Argélia, Che deparou com o “Teatro Completo”, de Virgilio Piñera. “‘Como é que você pode ter o livro dessa bicha na embaixada?’, disse ao embaixador enquanto atirava o livro na parede. O embaixador desculpou-se e jogou a obra no lixo” (idem, pg. 45).

Esquadrão da Morte - Normalmente, é composto por policiais associados a quadrilhas de traficantes de drogas e armas, que compram a sua proteção e lhes pagam para eliminar os concorrentes.

Esquadrão de Reescritores - “Sabia descrever todo o processo de composição de um romance, desde a diretriz geral traçada pelo Comitê de Planejamento até os retoques finais, pelo Esquadrão de Reescritores” (ORWELL, 2007: 121). No Brasil, os “guerrilheiros da pena” e os sete anjos vingadores da Comissão Nacional da Verdade - ou Ministério da Verdade Petista-Orwelliano - foram os esquadrões que reescreveram, com sucesso, a recente História do Brasil dentro da ótica esquerdista, qualificando os militares que combateram os terroristas de “torturadores”, enquanto os terroristas eram apresentados como inocentes anjinhos, com o total apoio da mídia, que reverberou o revanchismo petralha em suas possantes “caixas de ressonância” da desinformação.

Esquerda caviar - O mesmo que “esquerda festiva”, que reúne intelectuais, artistas e famosos, que defendem o socialismo de Cuba, mas preferem viver como nababos em Paris, como Chico Buarque de Hollanda. O livro “Esquerda Caviar - A hipocrisia dos artistas e intelectuais progressistas no Brasil e no mundo”, de Rodrigo Constantino, trata com apuro essa fabulosa fauna: “O termo tem origem na França (gauche caviar), como não poderia deixar de ser. Mas há os análogos na Inglaterra (champagne socialist), nos Estados Unidos (limousine liberal) e na Itália (radical chic)” (CONSTANTINO, 2013: 12). Faça download do livro em https://portalconservador.com/livros/Rodrigo-Constantino-Esquerda-Caviar.pdf. No Brasil, nas décadas de 1970 e 1980, havia a “esquerda Ballantine’s”. Tim tim! Saúde! Veja Socialismo de caviar.

Esquerda & Direita - Os muçulmanos utilizam a mão esquerda para limpar o ânus; a direita é usada para fins mais nobres, como ingerir alimentos e cumprimentar as pessoas. A melhor tradução para “esquerda” vem do italiano: sinistra. “Os termos ‘direita’ e ‘esquerda’, vocês sabem, são herança da Assembleia Francesa, da revolução. (...) As características do Estado moderno que reconhecemos como democráticas são herança, vejam só, dos postulados dos que estavam à direita naquela Assembleia. A esquerda nos legou o jacobinismo, a ação direta, os tribunais de exceção, a eliminação física do adversário não como forma de responder ao inimigo - isso sempre houve -, mas de fazer política. A morte como ideologia é uma cria genuína da esquerda” (AZEVEDO, 2008: 133). “A esquerda, embora seja a recordista número um de crimes contra a humanidade, continua se concebendo como a detentora do monopólio das virtudes mais excelsas. Ela pensa assim não por que tenha algum dia feito algum bem capaz de compensar o genocídio soviético, chinês e cambojano, mas precisamente porque é, das duas facções majoritárias em que se divide a arena política do mundo, a mais insensível, a mais brutal e desumana, a menos capaz de estender ao adversário um olhar de simpatia, compreensão e piedade” (Olavo de Carvalho, in “Uma lição tardia - II”, jornal DC, 01/11/2011). “O dogmatismo é uma doença crônica da esquerda latino-americana. Acreditamos que somos possuidores de uma verdade absoluta. A esquerda tem a doença de sempre ser apaixonada pelos modelos em que acredita. Mas se penso que meu vizinho deve pensar como eu, estamos fritos” (José Mujica, ex-presidente do Uruguai, em entrevista à Folha de S. Paulo - http://www1.folha.uol.com.br/mundo/2013/12/1379209-o-dogmatismo-e-uma-doenca-da-esquerda-diz-mujica.shtml, acesso em 14/04/2021). “A extrema esquerda só se distingue da esquerda por uma questão de grau (ou de pressa relativa), pois ambas visam em última instância ao mesmo objetivo. Já a extrema direita e a direita, mesmo quando seus discursos convergem no tópico dos valores morais ou do antiesquerdismo programático, acabou sempre se revelando incompatíveis em essência: é materialmente impossível praticar ao mesmo tempo a liberdade de mercado e o controle estatal da economia, a preservação dos direitos individuais e a militarização da sociedade. Isso é uma vantagem permanente a favor da esquerda: alianças transnacionais da esquerda com a extrema esquerda sempre existiram, como a Internacional Comunista, o Front Popular e, hoje, o Foro de São Paulo” (Olavo de Carvalho, in “Democracia normal e patológica”, jornal DC, 05/10/2011). “Nunca é tarde para se endireitar e deixar a fase sinistra para trás” (Rodrigo Constantino, colocando o ponto final no livro “Esquerda Caviar”). Vale repetir que sinistra, em italiano, significa “esquerda”, essa coisa tão sinistra.

Esquerda chique de Hollywood - São diretores, produtores e atores de Hollywood que enaltecem a ditadura cubana. Robert Redford é produtor do filme “Diários de Bicicleta”, que trata, não da biografia, mas da “hagiografia” de Che Guevara, ou seja, sua “santificação”, em tempos de hippie (o brasileiro Walter Salles é o diretor); Johnny Depp usa medalhão com o retrato de Che; Angelina Jolie diz que tem tatuagem de Che em local não revelado do corpo; Benicio del Toro é o ator favorito para interpretar Che. Após visitar Cuba e fazer a festa com muito mojito e jineteras, Jack Nicholson elogiou o sistema: “Fidel Castro é um gênio! Nós falamos sobre tudo e sobre todos. Castro é um humanista como o presidente Clinton. Cuba é simplesmente um paraíso” (FONTOVA, 2009: 232). O idiota não deve saber que toda orgia é filmada por capangas de Fidel, para possível chantagem posterior. A lista da esquerda caviar de Hollywood é longa: Oliver Stone, Francis Ford Coppola, Steven Spielberg, Woody Harrelson, Leonardo DiCaprio, Chevy Chase. “Bil O’Reilly chamou essas celebridades de ‘cérebros de galinha’” (idem, pg. 233). Se dependesse de Che, todos esses idiotas seriam incinerados: “Se os mísseis [soviéticos] tivessem permanecido conosco, tê-lo-íamos utilizado contra o próprio coração dos Estados Unidos, incluindo Nova Iorque. Nunca havemos de estabelecer uma coexistência pacífica. Havemos de trilhar o caminho da vitória mesmo que custem milhões de vítimas atômicas” (idem, pg. 116). Veja Casas de protocolo.

Esquerda do barato - É formada por políticos e sociólogos de pau que pregam a liberalização da maconha, a exemplo de Fernando Gabeira, Carlos Minc e, mais recentemente, FHCannabis, o antecessor do Nove Dedos. “Enquanto foi Secretário de Segurança do governo Garotinho, o sociólogo da ONG Viva Rio, Luiz Eduardo Soares, resolveu ‘pacificar’ os morros cariocas de uma maneira sui generis. As quadrilhas de traficantes de drogas podiam exercer livremente seu mister desde que não brigassem entre si. O importante era não se ouvir o barulho de tiros. Se não houvesse tiros significava que o morro estava em ‘PAZ’." (Leonardo Arruda, in “A paz da submissão”, Correio da Barra, 25/01/2002). Com a criação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), a violência nos morros diminuiu por um tempo, mas o tráfico de drogas continuou cada vez mais firme, especialmente depois que o STF proibiu a PM de subir o morro, em 2020, durante a pandemia da Covid-19. Foi realizado, enfim, o sonho da “esquerda do barato”.

Esquerda promove a igualdade - É verdade: ela promove a igualdade na miséria. Veja a situação de Cuba, Coreia do Norte e Venezuela. Nem é preciso falar da antiga Alemanha Oriental e suas fumacentas fubicas Trabant.

Esquerdigreja - Neologismo cunhado pelo pensador José Osvaldo de Meira Penna, refere-se aos seguidores da Teologia da Libertação.

Esquipulas, Plano de Paz - Subscrito pelos presidentes de El Salvador, Nicarágua e Guatemala, em agosto de 1987, para início da pacificação nesses países afetados pelas guerrilhas de esquerda.

Estado de bem-estar social - Na Alemanha, em lugar do modelo de ‘estado de bem-estar social’, que os políticos consideram uma máquina gigantesca de redistribuição que gasta milhões com um resultado discutível, era necessário propor um novo “socialismo de emancipação”, que Reinhard Hesse, conselheiro de Gerhard Schroeder, traduziu como “não ter medo de sujar as mãos”. Eca!

Estado democrático de direito - Ou estado de direito democrático; a ordem das palavras não altera o significado da língua pauleira dos petistas, para os quais a democracia a ser seguida é a cubana e a venezuelana.

Estado Novo - Ditadura instaurada pelo Presidente Getúlio Vargas em 1937. Centralizando o poder no Executivo, o Brasil foi governado nos moldes fascistas, com dura repressão contra os movimentos de oposição. No mesmo período, Vargas ampliou os direitos dos trabalhadores, com base na Carta del Lavoro, da Itália de Mussolini. Com o fim da II Guerra Mundial, Getúlio foi deposto pelos militares no dia 29/10/1945, embora o recém-criado Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) tivesse lançado o movimento que ficou conhecido como “Queremismo”, que pedia a permanência de Getúlio no poder.

Estado mínimo - Expressão cunhada por Robert Nozick, filósofo e professor de Harvard, prega a mínima intervenção do Estado, principalmente na Economia. Basta vir uma pandemia, como a Covid-19, que aparece o Estado máximo, necessário para debelar a fome de milhões de pessoas ao redor do planeta e salvar empresas e empregos, além de comprar as vacinas.

Estados fracos - “No século passado, todos os nossos problemas estavam relacionados ao fato de que havia Estados fortes demais - a Alemanha nazista, que provocou a II Guerra, ou a União Soviética, que levou à Guerra Fria. O problema hoje é o oposto. A maior fonte de problemas são os Estados falidos. Os exemplos são o Afeganistão, a Somália e o Haiti. Depois do 11 de setembro ficou claro que um Estado falido também pode alimentar o terrorismo” (Francis Fukuyama, in “A história acabou, sim”, entrevista nas páginas amarelas da revista Veja no. 1880, de 17 /11/2004, pg. 14). Os Estados fracos “apresentam problemas sérios em suas estruturas e em suas instituições. Eles têm dificuldade em aplicar as leis e exibem alto nível de corrupção política. Esse conjunto de fraqueza atrapalha o desenvolvimento econômico e o esforço para diminuir a pobreza. O Brasil e outros países da América Latina fazem parte desse grupo” (Idem, pg. 14). Veja Anomia, Idade do crime e Risco Brasil.

Estado sipaio da globalização - Sipaio era o nome do soldado da Índia colonizada, a serviço dos ingleses. Diz-se de país que é dependente ou subserviente a outro país. A Venezuela de Hugo Chávez e Nicolas Maduro, p. ex., não é independente, mas sipaio de Cuba.

Estalinismo - “Para escamotear a natureza totalitária do comunismo, os comunistas e, no Brasil, os petistas e aqueles que se encontram na periferia intelectual do PT recorrem ao termo estalinismo. Com isso, o totalitarismo comunista fica reduzido a um momento particular de sua trajetória. Explicar o sistema totalitário soviético pelo estalinismo, atribuindo toda a responsabilidade a um único homem, não é apenas uma atitude estranha a marxistas; é, sobretudo, um artifício diversionista para ocultar que ‘o mal está no sistema’, como assinalou o filósofo marxista Rodolfo Mondolfo” (TAVARES, 2000: 40). São Tomás de Aquino afirmou que “o homem é um anjo montado num porco”. Eu acrescentaria: “o comunista é um porco que se apresenta como um anjo”.

Estela - “Meu nome é Dilma Vana Rousseff, mas podem me chamar também de Estela, Wanda, Luíza, Patrícia, da VAR-Palmares! Não me arrependo de nada do que fiz!” O que ela fez junto ao grupo terrorista? Só serviu cafezinho no “aparelho”? Veja VAR-Palmares.

Estelazine - Tranquilizante utilizado em clínicas psiquiátricas soviéticas, para “acalmar” os dissidentes do regime comunista.

Estelionato afetivo - O mesmo que estelionato sentimental. Prática criminosa prevista no Art. 171 do Código Penal, se baseia em relações amorosas surgidas, principalmente, nas redes sociais, com o fito de auferir dinheiro fácil da vítima.

Estiagem orçamentária - Mal de que padecem as Forças Armadas, especialmente o Grande Mudo, em consequência de um mal-disfarçado revanchismo ideológico das esquerdas, que assaltaram o poder no Brasil após a “redemocratização”. Enquanto isso, o Exército persegue uma transformação que nunca chega, por meio de PEG e outros programas de pau, como o Braço Forte e o PROForça, da Estratégia Nacional de Defesa. Sem dinheiro, os programas estratégicos nunca sairão dos papiros do Estado-Maior do Exército e a Força Terrestre não passará de uma eficiente “empreiteira” do PAC dos Ministérios da Cidade e do Transporte, seja no governo petista, seja no governo Bolsonaro, além de dispor batalhões mata-mosquitos a serviço do Ministério da Saúde. O Grande Mudo foi também uma valiosa gendarmeria no Morro do Alemão e outras favelas, no Rio de Janeiro, fruto do know how adquirido na missão de paz no Haiti, mas que redundou em tremendo fracasso, porque não há interesse dos governadores em atacar o tráfico de drogas e armas para valer. Afinal, “o Haiti é aqui”, e muitos políticos torcem para que o Brasil seja um eterno Haiti.

Estimulação incoerente - É a segunda descoberta de Ivan Pavlov (a primeira foi o reflexo condicionado), com estudos também realizados com cães, os quais ficavam atordoados, pois quebrava a cadeia de reflexos condicionados. Disse Pavlov: “A inibição prolongada dos reflexos adquiridos suscita angústia intolerável, da qual o sujeito se livra mediante reações opostas às suas condutas habituais. Um cão se afeiçoará ao funcionário do laboratório que detestava, e tentará atacar o dono, de quem gostava” (CARVALHO, 2000: 83). Durante os Processos de Moscou, as estimulações contraditórias ou “lavagem cerebral” levavam as pessoas ao desespero, virando a personalidade do avesso. “... o discípulo de Moon ou Rajneesh passava por uma mutação profunda de personalidade, que os técnicos chineses em lavagem cerebral levariam meses ou anos para produzir. O segrego era o planejamento cuidadoso do fluxo de informações, calculado para paralisar a consciência por meio da estimulação contraditória. (...) As conclusões dessas premissas podem ser ordenadas numa sequência simples e contundente: 1. Pode-se mudar a personalidade e as convicções de um homem levando-o ao esgotamento resultante da estimulação contraditória (Pavlov). 2. Uma vez produzida uma descarga emocional por esses meios, a mesma reação pode ser repetida mediante estímulos cada vez mais fracos. A pessoa submetida a esse tratamento torna-se dócil, crédula e dependente (Sargant). 3. A estimulação contraditória pode ser produzida por meios subliminares, sem que a vítima se dê conta do que se passa (Bandler e Grinder). 4. A técnica pode ser aplicada simultaneamente a todos os membros de uma coletividade, desde que se sintam cortados de suas raízes sociais e afetivas (Conway e Siegelman). Os resultados serão mais rápidos do que no indivíduo sozinho. 5. O fator decisivo é o controle planejado do fluxo de informações, que pode ser realizado à distância (IBM). (...) Um estudo conjugado da IBM e da Universidade de Stanford demonstrou que é possível produzir artificialmente um quadro paranoico em sujeitos normais, simplesmente submetendo-os a um fluxo de informações que os deixem num leve estado de alerta contra o risco de situações humilhantes” (idem, pg. 86-87).

Estória-cobertura - Muito utilizada por espiões, terroristas e criminosos em geral, para encobrir as reais intenções. Consiste em simular uma profissão, p. ex., abrir um comércio, para encobrir a verdadeira atividade. Um exemplo clássico foi o caso de Olga Benário, que deixou o marido B. P. Nikitin na Rússia e acompanhou Luiz Carlos Prestes ao Brasil, como se fosse sua mulher: “Olga Bergner Vilar”, casada com “Antônio Vilar”, para promover a Intentona Comunista, em 1935. Apesar de ter levado uma vida criminosa, Olga Benário foi beatificada no livro “Olga”, do escritor de pau-de-sebo Fernando Morais, e canonizada num filme de mesmo nome. Veja Intentona Comunista e Ouro de Moscou.

Estrada dos Ossos - A pátria do idioma de pau chegou à desfaçatez de pavimentar uma rua com ossos humanos, como se pode conhecer no relato a seguir: “As cidades (da ex-URSS) tinham quotas de ‘inimigos da revolução’ para mandar para os gulags (geralmente os operários mais sadios). De vez em quando, a seu bel prazer, o monstro aumentava as quotas. Para cumpri-las, a polícia inventava acusações imbecis e falsas. Quem tinha um livro capitalista seria condenado a 20 anos de trabalhos forçados. Quem era acusado de desrespeitar um ‘comissário do povo’ levava dez anos. Claro que nunca voltavam! Desta maneira, Stálin exterminou cerca de 60 milhões de compatriotas. Certa feita, o monstro resolveu fazer uma estrada de 1.400 quilômetros, acima do círculo polar ártico, conectando os diversos gulags. As condições climáticas eram tão terríveis que os ‘trabalhadores’ morriam como moscas e eram abandonados apodrecendo ao lado das estradas. Com o tempo, a estrada, que se tornava lamacenta quando a neve derretia, foi forrada com os ossos dos decantados ‘trabalhadores’. Hoje, a estrada ainda existe e se chama, muito adequadamente, a ‘Estrada dos Ossos’” (Huascar Terra do Valle, in “Estrada de Ossos”, site Mídia Sem Máscara, 2003). Leia “Os horrores da ‘estrada de ossos’ da URSS”, de Aleksandra Gúzeva, em https://br.rbth.com/historia/84688-horror-estrada-ossos-urss. Fotos da Estrada de Ossos ou Rodovia Kolimá podem ser vistas em https://www.google.com/search?rlz=1C1ISCS_pt-PTBR946BR946&sxsrf=ALeKk02bkpBjB6lErel9e5j5wx-e4GoQYQ:1618405532589&source=univ&tbm=isch&q=estrada+de+ossos+huascar&sa=X&ved=2ahUKEwiK9fy25v3vAhUwIrkGHS7EBjoQjJkEegQIDhAB&biw=1366&bih=600.

Estratégia das tesouras - Lênin sempre falou e praticou esta política da ‘Estratégia das Tesouras’. Que consiste em ter dois partidos comunistas sempre dominando o cenário político, midiático, econômico e social do país. Um com viés autoritário/estatal, por exemplo, e o outro ou com viés mais ameno ou democrático/apaziguador. “A partilha do espaço político entre dois partidos de esquerda, um moderado, outro radical, de modo a eliminar toda resistência conservadora ao avanço da hegemonia esquerdista e a desviar para a esquerda o quadro inteiro das possibilidades em disputa” (CARVALHO, 2013: 260). “O líder comunista Josef Stalin, que governou a União Soviética de 1920 até a sua morte em 1953 continuou a prática” (Wesley Lima, in “Estratégia das Tesouras” - cfr. http://felixmaier1950.blogspot.com/2020/11/estrategia-das-tesouras-por-wesley-lima.html). Os irmãos siameses, PT e PSDB, são exemplos cristalinos do que vem a ser a “estratégia das tesouras”.

Estruturado - Militante que integra algum órgão de organização subversiva.

Ética - Político falar em ética é, em geral, o mesmo que alguém discorrer sobre a virgindade de vestais grávidas. Não estava de todo errado Michael Corleoni (personagem de Al Pacino em “O Poderoso Chefão”), ao dizer que político e bandido são a mesma coisa. Ele conhecia bem o assunto. Aliás, até hoje o político ateniense Demóstenes procura um homem honesto no Congresso Nacional brasileiro. Haja óleo de baleia para abastecer sua lanterna nessa fútil procura. E nós, que achávamos que esse político ético era o senador Demóstenes Torres...

ETA - Euskadi Ta Askatasuna (Pátria Basca e Liberdade); Euskadi significa “províncias bascas”; em inglês: Basque Fatherland and Liberty. O ETA foi fundado em 31/07/1959 e deseja a criação de um Estado Basco independente na região Norte da Espanha e Sudoeste da França - 3 províncias na França e 4 na Espanha.

ETA-M - ETA Militar: ala extremista do ETA, criada oficialmente em 1974, que ocasionou a morte do Primeiro-Ministro almirante Carrero Blanco (1973), a morte de 13 pessoas no Café Rolando, em Madri (1974) e assassinatos de oficiais da Guarda Civil, na década de 1980. O atentado mais violento do ETA foi em 1980, quando morreram 118 pessoas. Em 1986, um ataque do ETA em Madri matou 12 pessoas e feriu 77, além de danificar 51 veículos e 297 prédios (Juan Manuel Soares, foragido que se entregou na República Dominicana, foi condenado a 1.401 anos de prisão; em 1987, outros 4 militantes do ETA foram condenados a 2.232 anos cada um). Em 14/02/1996, foi assassinado Francisco Tomás y Valente, ex-presidente do Tribunal Constitucional Espanhol. O ETA possuía em torno de 200 membros e já assassinou mais de 800 pessoas, a maioria militares. Durante o Governo Felipe González, o ETA foi combatido pelos Grupos Antiterroristas de Libertação (GAL). Em 1992, foi preso o principal chefe do ETA, Artapolo, na França. Em 1995, o Premier José María Aznar escapou de um atentado que destruiu seu carro blindado e matou o motorista. Em julho de 1996, foi preso Julián Achurra Egurrola “Patoto”, número 3 da cúpula do ETA, que planejava atentar contra a vida do Rei Juan Carlos em agosto de 1995. Em 1997, o ETA executou Miguel Angel Blanco, vereador de Ermua, ocasionando comoção em toda a Espanha. Em março de 1999, foi preso o chefe militar do ETA em Paris, José Javier Kantauri Arizcuren. Em 2011, o ETA declarou que havia se afastado definitivamente do terrorismo. Em 2018, declarou seu próprio fim. Veja GAL.

Ética Militar - “A ética militar considera o conflito como um padrão universal que se encontra presente em toda a natureza, tal como vê a violência permanentemente enraizada na natureza biológica e psicológica do Homem” (HUNTINGTON, 1996: 81). “Existe, todavia, uma esfera distinta de competência militar que é comum a todos os oficiais, ou quase todos, e que os distingue de todos os civis, ou de quase todos. Essa qualidade central encontra sua melhor definição na expressão ‘administração da violência’ de Harold Lasswell. A função de uma força militar é o combate armado bem-sucedido. Os deveres de um oficial das Forças Armadas incluem: (1) organizar, equipar e treinar essa força; (2) planejar suas atividades; e (3) dirigir as operações dentro e fora do combate” (idem, pg. 29-30). “A guerra nada mais é que a continuação da política por outros meios” (General prussiano Carl von Clausewitz). Clausewitz é autor do livro “Vom Kriege” (“Da Guerra”).

Etnonacionalismo - O mesmo que etnocentrismo. Palavra criada pelo norte-americano Walker Connor, professor de Ciências Políticas, autor do livro “Etnonacionalismo”, publicado em 1996. Esse sentimento foi utilizado na América Latina por terroristas marxistas, como o Sendero Luminoso, no Peru, e pelos mapuches, na Argentina e no Chile. “Os sentimentos antimestiços são um ingrediente fundamental das guerras de guerrilha travadas na Guatemala, Nicarágua e no Equador, entre outras regiões” (CARRASCO, 2013: 36). Além de Connor, há outros revisionistas étnicos, como o antropólogo peruano Stefano Varese, autor do livro “Parroquialismo y globalización: las etnicidades indígenas ante el tercer milenio”. Veja Antropólogos da ação, MCI, MRTA, Revisionismo e Utilitarismo.

Eugenia ecológica - O livro de Harrison Brown, “The Challenge of Man’s Future” (“O Desafio do Futuro do Homem”, de 1954), sugere que a superpopulação mundial fosse resolvida de modo semelhante ao projeto nazista: “Desta forma, se poderia esterilizar, ou, por outros meios, desestimular a reprodução por casais de deficientes mentais. Poderíamos ir mais além e tentar expurgar da sociedade, impedindo-as de procriar, pessoas que sofressem graves defeitos físicos hereditários, tais como as formas congênitas de surdez, mudez, cegueira ou falta de membros” (apud DELINGPOLE, 2012: 158). Ainda sobre nazistas e meio ambiente: Hitler aboliu o fumo nos transportes públicos; Goering em 1933 já falava sobre os “direitos dos animais”; em 1935, foi aprovada a Lei de Proteção da Natureza do Reich; defesa dos alimentos orgânicos (obsessão de Himmler) e do vegetarianismo (uma mania de Hitler). Pérola de Brown, em seu livro acima citado: “Se houver uma autoridade mundial com jurisdição para resolver os problemas populacionais, a tarefa de estabelecer níveis máximos de população com base em critérios regionais não será tão difícil quanto possa parecer” (apud DELINGPOLE, 2012: 158). Outro catastrofista ambiental, Paul Ralph Ehrlich, escreveu em 1968 “The Population Bomb” (“A Bomba Populacional”). Chris Packham, na série “Springwatch”, da BBC, defende com obstinação a “retidão ecológica” a respeito do ser humano: “’Vocês não merecem ver esta cena. Esses bichos estariam melhor se vocês não estivessem aqui’. Claro que isso só pode ser minha imaginação, alimentada pelo que leio sobre sua ardorosa defesa do aquecimento causado pelo homem e sua postura um tanto superzelosa. Porém, quando perguntado mais uma vez por Radio Times que animal ele não se importaria em ver extinto, Packham respondeu: ‘Seres humanos. Sem dúvida. É o único’” (apud DELINGPOLE, 2012: 146). Veja ALF, ELF, GLF, Teoria de Gaia e VHEMT.

Eugenia ideológica - Trata-se do aparelhamento do Estado do “fascismo alegre” promovido pelo petismo. Quando eram noticiadas falcatruas como o mensalão petista e os dossiês (anti-FHC e dos “aloprados”), os petistas logo diziam que era trama da “mídia golpista”. “Golpista é defender a Constituição com a mão direita e tentar fraudá-la com a mão esquerda. Golpista é aparelhar o Estado. Golpista é promover ‘eugenia ideológica’ em órgãos públicos” (AZEVEDO, 2008: 43).

Eugenia tecnológica - Enquanto Hitler queria criar o super-homem por meio da limpeza étnica e da procriação seletiva de arianos sem defeitos físicos ou neurológicos, a eugenia tecnológica do século XXI está criando o mesmo super-homem, usando a engenharia genética, a nanotecnologia, a interface cérebro-computador, de modo que viva pelo menos 1000 anos. Veja Algoritmo, Dataismo, Projeto Gilgamesh e Racismo.

Eurábia - Combinação das palavras “Europa” e “Arábia”. Trata-se da islamização da Europa moderna, motivada, principalmente, pelo “suicídio” daquele continente, onde as pessoas não querem mais ter filhos e abandonaram a religião cristã. “Estudo de uma equipe de sociólogos do EVS mostra que, em 1999, havia 62,1% de católicos e 25,8% de protestantes no continente. Em 2008, data do último relatório, registrou-se queda vertical nas proporções, para 36,7% e 14,5%, respectivamente. (...) Do lado muçulmano, ocorre o contrário. Eles são atualmente 44 milhões (6% da população europeia), depois de um aumento de 14,5 milhões de 1990 a 2010” (in “Europa: queda vertical de católicos e protestantes! Crescem os sem igreja e os muçulmanos!” - Ex-Blog do Cesar Maia, 28/10/2011). Os muçulmanos agradecem esse precioso presente, chucrán! Apesar dos magrebianos terem casa, comida e escola de graça, como é o caso da França, eles não se aculturam e exibem faixas em protestos: “O Islã é a solução”, “O Islã é minha pátria”, “O Islã irá dominar o mundo”. Já existe uma espécie de intifada na França, na Alemanha e na Inglaterra, com incêndios de carros e prédios públicos, e depredações em geral, a qualquer pretexto - com o apoio direto ou indireto dos sheiks nas mesquitas, que vociferam contra os “infiéis”. Deveriam ser deportados, já que cospem no prato em que comem. Veja Jihad.

Euskara - Língua basca, da região dos Pirineus (Espanha e França), de origem desconhecida, que não pertence ao tronco indo-europeu, falada por pouco menos de 1 milhão de pessoas, das quais 80% vivem no lado espanhol. Os bascos ocupam 4 Províncias na Espanha (Viscaya, Álava, Guipúzcoa e Navarra) e 3 Províncias na França (Labourd, Navarre e Soule).

Eusko Gastedi - Ala Jovem do Partido Nacionalista Vasco (PNV) que, junto com o grupo Ekin (Ação), deu origem ao ETA.

Evangelho Social Protestante - Mais uma expressão de pau, com o grudento “social”, que serviu de base para a ideologia do CMI. O missionário Richard Shaull, da Igreja Presbiteriana dos EUA, “que viveu no Brasil de 1952 e 1962, foi o homem-chave na construção da ponte entre o ‘Evangelho Social’ protestante e a Teologia da Libertação, e integrou o que mais tarde ficou conhecido como ‘diálogo marxista-cristão’. (...) Shaull se envolveu na criação e expansão da União Cristã de Estudantes do Brasil (UCEB), da qual foi secretário-geral. Em 1953, a UCEB publicou um pequeno livro intitulado O Cristianismo e a Revolução Social, no qual começa a formular uma ‘teologia da luta revolucionária’. Por intermédio da UCEB, Shaull desenvolveu uma estreita colaboração com um grupo de frades dominicanos em São Paulo, que, mais tarde, acolheriam a luta armada contra o regime militar e se notabilizariam pela relação que mantiveram com Carlos Marighella e a Aliança Libertadora Nacional” (CARRASCO, 2013: 75). Allen Macy Dulles, pai de John Foster Dulles e Allen Welsh Dulles, foi um “teólogo presbiteriano liberal seguidor da teologia do ‘evangelho social’ (Social Gospel)” (Idem, pg. 56). “Durante as Conferências de Paris, esse grupo se reunia privadamente, para dar os últimos retoques para a criação dos pilares do projeto de ‘governo mundial’, estabelecendo uma ‘santíssima trindade’ bastante peculiar: ‘A mãe’: o velho Império Britânico... ‘O filho’: a emergente oligarquia do Eastern Establishment estadunidense... ‘O Espírito Santo’: um movimento missionário protestante anglo-americano, para difundir o evangelho do ‘governo mundial’” (Idem, pg. 56). Veja CMI.

V Exército - Quando o general Amauri Kruel, que era compadre de João Goulart, procurou este para pedir a dissolução do CGT, do PUA, do Fórum Sindical de Debates e outras entidades que estavam parando a nação, com greves e mais greves (no Porto de Santos, 300 embarcações tinham seus produtos apodrecidos), o presidente Jango disse: “‘Eu não posso dissolver essas entidades, porque elas são o meu V Exército’. Na época, só havia os I, II, III e IV Exércitos. Então o general despediu-se e foi embora e todo mundo sabe o que houve em 31 de março: o V Exército não apareceu” (Jornalista Themístocles de Castro e Silva - HOE/1964, Tomo 4, pg. 279).

Exército de Mohammad - Exército de Maomé: grupo terrorista que se responsabilizou pelos atentados no Iêmen contra a Embaixada Britânica, e contra o Contratorpedeiro Cole, da Marinha dos EUA, em 12/10/2000, matando 17 pessoas, em ataque promovido por 2 terroristas suicidas numa lancha de borracha com 220 kg de explosivos.

Exército Vermelho Unido - Movimento político marxista-terrorista, do Japão. No dia 30/05/1972, três terroristas desse grupo assassinaram 24 pessoas e feriram outras 72 (a maioria peregrinos cristãos, de Porto Rico, a caminho de Belém e Jerusalém), no aeroporto de Lod, próximo a Tel-Aviv, em represália à captura de um grupo de terroristas da Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP), quando em maio de 1972 tentaram sequestrar um avião da Sabena pousado naquele aeroporto (Lod).

Exilados da Capela, Os - É um livro de 1949, de autoria de Edgard Armond, que foi Secretário-Geral da Federação Espírita do Estado de São Paulo. “A obra faz parte de uma trilogia que pretende descrever ‘História Espiritual da Humanidade’, da qual fazem parte ainda os títulos ‘Na Cortina do Tempo’ e ‘Almas Afins’ - Cfr. https://pt.wikipedia.org/wiki/Os_Exilados_da_Capela). Leia mais sobre o assunto em https://www.luzespirita.org.br/leitura/pdf/l32.pdf.

Exoterismo - Rito exterior, público, como o das igrejas cristãs. Veja Esoterismo.

Experiência biológica em Cuba - “A dieta era organizada de maneira a provocar doenças carenciais e problemas de metabolismo. Farinha de milho e, às vezes, uma mistura de arroz e macarrão cozidos compunham basicamente nossa alimentação. Calculamos que não chegava a mil calorias diárias. (...) O escorbuto é uma doença carencial pouco frequente. É produzido pela falta de vitamina C e manifesta-se por meio de uma espécie de grãozinhos escuros que vão aparecendo nas pernas e nas coxas. (...) As gengivas ficam inflamadas e se avermelham, sangrando facilmente ao mais leve contato. (...) Os que sabiam perfeitamente o que estavam fazendo e qual seriam as consequências eram os psicólogos do Departamento de Avaliação Psíquica da Polícia Política, diretores da mais ambiciosa e criminosa experiência da qual éramos cobaias e no qual as autoridades depositavam suas esperanças de nos dobrar e nos levar à aceitação da doutrina marxista, nos planos de reabilitação política” (VALLADARES, 1986: 195-196).

Expropriação - Comunista não mata, apenas “faz justiçamento”. Eufemismo que soa bem, assim como o messetê, que não invade terras, apenas “ocupa”. “Expropriação” é uma palavra de pau utilizada com muito sucesso pelos grupos terroristas brasileiros de esquerda, como a ALN de Carlos Lamarca, que não roubou fuzis do Exército, em Osasco, SP, apenas “expropriou”, em nome da luta do povo contra a “burguesia”. Assim, o famoso cofre de Adhemar de Barros, ex-governador de São Paulo, não foi roubado no Rio de Janeiro pela VAR-Palmares, grupo terrorista ao qual pertenceu a presidente Dilma Rousseff, apenas foi “expropriado” em nome do povo.

Expurgos - Ondas de repressão na Rússia comunista, como a dos kulaks no início da década de 1930, dos expurgos de Kirov em 1935, dos expurgos militares de 1937-1938.

Eyal - (Hebraico) “Carneiro”: Força Judaica Combatente. Grupo de direita de Israel, facção dissidente do Kach, uma organização fundada pelo rabino Meir Kahane. Yigar Amir, que assassinou Yitzhak Rabin em 04/11/1995, pertencia ao Eyal.

EZLN - Ejército Zapatista de Liberación Nacional: Braço armado do PRD, de tendência maoísta, lançou levantamento armado em Chiapas, México, no dia 01/01/1994, data da entrada em vigor do NAFTA. Teve apoio externo da URNG e de guerrilheiros oriundos de El Salvador, além do apoio interno da OCEZ, ANIEZ, PROCUP e Partido dos Pobres, todos de linha maoísta, exceto o último, de ideologia foquista (cubana). Líderes: Subcomandante “Marcos” (Sebastian Guillén) e “Tacho” (2º homem), Bispo Samuel Ruiz Garcia (Diocese de San Cristóbal de las Casas). Em 01/01/1996, o EZLN anunciou que se convertia em uma Frente (Frente Zapatista de Liberación Nacional - FZLN), abandonaria a luta armada e passaria a atuar pela via política. O nome da organização origina-se de homenagem ao herói revolucionário mexicano, Emiliano Zapata, assassinado em 10/04/1919. No ano de 2000, outros grupos também se mostraram ativos no México: Exército Revolucionário Popular (ERP), Exército Revolucionário Popular Insurreto (ERPI), Forças Armadas Revolucionárias do Povo (FARP), Exército Villista Revolucionário do Povo (EVRP) e Exército Revolucionário Clandestino dos Pobres. Enfim, uma organização de pau criada artificialmente pelos comunistas para se opor à integração econômica da América do Norte (NAFTA). Veja Foro de São Paulo e NAFTA.

Ezz el-Din al-Qassem - (Árabe) Braço armado do Hamás (Movimento de Resistência Palestino). 

 

F

 

“Onde é grande o desejo de aprender, é também grande a necessidade de discutir, de escrever, de ter opinião. Porque a opinião, entre homens de valor, é conhecimento em formação” (John Milton, poeta inglês).

 

Fabian Society - Agremiação socialista inglesa, fundada em Londres em 04/01/1884, de tendência marxista. Deriva-se do nome do general e político do Império Romano, Fabius Cunctator (Fábio, o Contemporizador ou Protelador). A agremiação substituiu a doutrina da “mais-valia” pela da renda socialmente criada que o Estado deveria devolver ao povo na forma de realizações de interesse público. Bernard Shaw e H. G. Wells pertenceram a essa variante de pau socialista. “A Sociedade Fabiana, fundada em 1883 [na verdade, foi em 1884], foi buscar essa designação na política seguida pelo general romano Fabius Maximus, o Cunctator (o Contemporizador) que, contemporizando, desgastou e venceu o grande inimigo de Roma, Aníbal. Os fabianos tiveram grande influência no Partido Trabalhista inglês e preconizam uma tática gradual, pacífica, cautelosa e reformista para atingir os fins do socialismo” (LINDENBERG, 1999: 95 - rodapé). Confira entrevista de Olavo de Carvalho, sobre a matéria, à “História Oral do Exército - 31 Março 1964” - http://felixmaier1950.blogspot.com/2020/10/fabian-society-por-olavo-de-carvalho.html.

Faça amor, não faça guerra! - Frase de pau lançada pelos maconheiros na década de 1970, época da Guerra do Vietnã. Nem Bill Clinton, o queridinho das esquerdas, escapou de fazer sua guerrinha no Kosovo, em 1999, ao mesmo tempo em que fazia sexo na Casa Branca, ao pedir que Monica Lewinsky lhe descascasse o charuto... Veja Guerra da Saia da Monica.

FAI - Federação Anarquista Ibérica: fundada em Valência, Espanha, em 1927. Junto com os comunistas, venceu as eleições na Espanha em 1936, ocasionando o início da Guerra Civil Espanhola, desencadeada pelo general Franco em 18/07/1936.

FAIBRÁS - Contingente brasileiro, de 1.200 homens, que participou da Força Interamericana de Paz (FIP), criada pela OEA para intervir na crise política da República Dominicana (1965-1966). Composto por tropas do Exército Brasileiro (1º Batalhão do Regimento Escola de Infantaria - REI) e do Corpo de Fuzileiros Navais (01 Cia Fzo Nav), com rodízio, num total de 3.000 homens.

Fake news - “Notícias falsas”. Praga que cresce exponencialmente nas redes sociais, independente de as pessoas terem perfis de esquerda ou de direita. Em 1919, uma CPMI foi instalada no Congresso Nacional para apurar possíveis fraudes (fake news) durante a campanha da eleição presidencial, em 2018, além de apurar assédio virtual nas redes sociais, mas que apenas fez um enorme esforço para pescar na rede o Presidente Jair Messias Bolsonaro e peixinhos miúdos (apoiadores), sem sucesso. Partidos de oposição querem que o TSE casse o mandato de Jair Bolsonaro e seu vice, Hamilton Mourão, em função das fake news emitidas durante sua campanha presidencial. Em março de 2019, o então presidente do STF, Dias Toffoli, abriu inquérito para apurar “notícias fraudulentas”, que ficou conhecido como “inquérito das fake news”. Entre os alvos, estavam Roberto Jefferson, Luciano Hang, Allan dos Santos (do Terça Livre), Sara Giromini (que foi presa), e que tiveram seus perfis bloqueados no Twitter. A revista Crusoé e o site O Antagonista foram censurados pelo ministro do STF Alexandre de Moraes. Cfr. o assunto em https://g1.globo.com/politica/noticia/2020/05/27/inquerito-do-stf-que-investiga-fake-news-veja-perguntas-e-respostas.ghtml. Em 21/04/2020, o ministro do STF Alexandre de Moraes mandou abrir inquérito para apurar “manifestações antidemocráticas” contra o Congresso Nacional, o STF e de apoio a uma intervenção militar do tipo AI-5 - cfr. o assunto em https://g1.globo.com/politica/noticia/2020/06/15/entenda-inquerito-do-stf-sobre-manifestacoes-antidemocraticas.ghtml. O objetivo desses inquéritos, prolongados ad aeternum, tem como único objetivo manter pressão contra o Presidente Jair Bolsonaro e seus apoiadores, para gáudio da Mídia Antifa, de modo que fritem lentamente no óleo dos tachos do STF. O mesmo se pode dizer sobre a CPI da Pandemia (Covid-19) criada no Senado, em 13/04/2021, para garantir um pouco mais de lenha e fogo para fritar Jair Bolsonaro e o ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, além de outras autoridades do Governo Federal. “Apresentado pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), o documento estipula que essa comissão parlamentar de inquérito investigará ações e omissões do governo federal no enfrentamento da pandemia e o colapso da saúde no estado do Amazonas no começo do ano. Entretanto, o presidente do Senado decidiu apensar ao requerimento de Randolfe outro requerimento de criação de CPI, do senador Eduardo Girão (Podemos-CE), para investigar a aplicação de recursos federais por estados e municípios no combate à pandemia, o que amplia o escopo do colegiado” (https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2021/04/13/senado-cria-cpi-da-covid). O circo está armado no Senado, em plena pandemia, enquanto ficam ad kalendas graecas a discussão e aprovação de leis ou PECs importantes que a população clama há anos, como prisão para condenados em segunda instância, fim do foro privilegiado e diminuição da maioridade penal para 16 ou até 14 anos.

Falácia do espantalho - Ou “homem de palha”, é uma prática comum usada em debates, para desqualificar o adversário. A falácia do espantalho consiste em deturpar um argumento e assim utilizá-lo para atacar o interlocutor. Exemplo: Maria: É preciso repensar a política de combate às drogas. Pedro: Lá vem esse pessoal dizer que o melhor é liberar as drogas. Maria afirma que é preciso repensar o modo com que se luta contra os entorpecentes. Pedro, porém, já interpreta o argumento como se ela tivesse dito que o melhor seria liberar qualquer tipo de substância ilícita. Se uma pessoa desconhece a fala de Maria, pensará que ela defende a liberação das drogas, algo que em nenhum momento foi dito por ela (in “Falácia”, de Juliana Bezerra - cfr. em https://www.todamateria.com.br/falacia/#:~:text=A%20fal%C3%A1cia%20do%20espantalho%20consiste,lo%20para%20atacar%20o%20interlocutor).

Falácia do Motivo - “Trata-se da falsa noção, que se pode comprovar, de que se você tem um interesse particular (financeiro ou outro qualquer) em emitir uma opinião isso automaticamente a torna falsa” (DELINGPOLDE, 2012: 70).

Falácia socialista - “Países subdesenvolvidos são sugados pelos países imperialistas”. Essa afirmação de pau não se sustenta, como afirma o pensador brasileiro José Osvaldo de Meira Penna, porque pode-se provar que a pobreza de uns não é devido à exploração de outros: “A Suíça, a Suécia e a Noruega, países ricos, nunca tiveram colônias; a Bélgica e a Holanda se tornaram ricos após a II Guerra Mundial, quando haviam perdido suas colônias (Congo e Indonésia); Portugal é o país mais pobre da Europa, embora tivesse mantido por mais tempo extensos territórios coloniais; os países mais pobres da África são justamente os que nunca foram colonizados: Libéria e Etiópia” (Meira Penna, in “O Evangelho Segundo Marx”). Pode-se acrescentar, ainda, que na África do Sul, se nunca tivesse sido colonizada pelos europeus, Nelson Mandela, príncipe da etnia xhosa, nunca teria se formado em Direito, nem governado o país. Talvez tivesse morrido ao empunhar o tacape e trocar zarabatanadas com seus rivais zulus, especialmente Mangosuthu Buthelezi. O Brasil, igualmente, sem a colonização europeia, teria hoje o progresso de tupis, guaranis, tapuias, botocudos, caetés, pataxós, bororós, terenas - aí incluída a culinária canibalesca.

Falácias econômicas - O livro “Falácias econômicas - Livre comércio causa desemprego”, de Geoffrey Wood, derruba mitos esquerdistas relativos à atividade econômica, tais como: Cambistas são nocivos e perversos e devem ser reprimidos por lei; Um país não deve cortar suas tarifas a não ser que outros também o façam; A especulação cambial deve ser proibida; O livre comércio deve ser justo; O livre comércio causa desemprego; Elevar as taxas de juros causa inflação; Taxas de juros são prejudiciais à economia e o governo deveria reduzi-las imediatamente; Aumento de preços acima da inflação são condenáveis; O governo pode decidir quem paga um imposto; A mobilidade internacional do capital aumentou e por isso os governos têm pouco controle sobre a atividade econômica; Os bancos centrais são capazes de controlar as taxas reais de juros; Eliminando-se o intermediário o preço diminui; etc.

Falange Pátria Nova - Grupo terrorista que assumiu atentados a bomba contra bancas de jornal em Belém, PA, em 30/04/1981 (nessa mesma noite, ocorreu o Caso Riocentro). Veja Caso Riocentro.

FALN - 1. Forças Armadas de Libertação Nacional: depois da Frente Popular de Libertação (FPL), as FALN foram outro plano quixotesco de Leonel Brizola para levar a revolução ao Brasil, para derrubar os militares. O plano previa um movimento (coluna) que sairia do Rio Grande do Sul, sob comando do ex-coronel do Exército, Jefferson Cardim Osório, para juntar-se no Mato Grosso com outra coluna que viria da Bolívia, sob comando do ex-coronel da Aeronáutica, Emanuel Nicoll. Os comandados do Cel Jefferson assaltaram alguns postos policiais da Brigada Militar, levando um automóvel, fardamentos e munição, além de um assalto ao Banco do Brasil; atravessaram Santa Catarina e penetraram no Paraná; no município de Leônidas Marques, no dia 27/03/1965, os rebeldes prepararam uma emboscada a uma viatura do Exército, porém foram repelidos pelos militares, fugindo para o mato e depois capturados; na operação, morreu o 3º sargento Carlos Argemiro Camargo. O ex-sargento da Brigada Militar, Albery Vieira dos Santos, um dos integrantes das FALN, declarou em 1978 que o dinheiro para financiar a operação - 1 milhão de dólares - havia sido conseguido em Cuba e levado a Brizola por Darcy Ribeiro e Paulo Schilling; em fevereiro de 1979, Albery foi misteriosamente assassinado. O Cel Jefferson só veio a falecer em 1995, embora o livro “A Esquerda Armada no Brasil” (título original de “Los Subversivos”, editado pela Casa de las Americas, de Havana) afirme que o Cel Jefferson foi torturado até a morte, em 1971. 2. Força Armada de Libertação Nacional: originalmente, foi criada em 1967 por Wanderley Caixe, em Ribeirão Preto, SP, como sendo a Frente de Libertação Nacional. Chegou a ter 80 militantes, entre os quais Áurea Moretti e Maurina Borges Silveira, madre superiora do Lar Santana, e 6 padres do “clero progressista”. 3. Fuerzas Armadas de Liberación Nacional: a maior organização terrorista comunista da Venezuela, originou-se da tática de Fidel Castro em exportar a Revolução Cubana ao país. Seus líderes eram ativistas comunistas, como o senador Pompeo Marques, e as “tropas” eram recrutadas entre os universitários, muitos de famílias que fizeram fortuna no governo corrupto de Pérez Jiménez. Elementos da Guarda Nacional eram assassinados, bancos eram assaltados, instalações petrolíferas dos EUA foram destruídas e edifícios de propriedade de americanos foram incendiados. Em fevereiro de 1963, as FALN capturaram o cargueiro Anzoategui, levando-o ao Brasil. O terror das FALN foi reprovado pelo povo venezuelano e o apelo comunista não obteve êxito no campo, onde o governo Betancourt havia assentado, em 1963, mais de 60.000 famílias (mais ou menos 250.000 pessoas), dentro de um conceito de “reforma agrária integrada”, que compreendia crédito rural, assistência técnica, habitação, eletrificação e estradas. A última cartada de Fidel Castro foi o envio, em 1963, de 3 toneladas de armas, desembarcadas clandestinamente na costa do Estado de Falcón, para que as FALN dessem o bote final contra o governo da Venezuela, o que seria o “Plano Caracas”, que previa mais de 600 comandos das FALN, organizadas em brigadas de choque para ocupar pontos estratégicos da capital, assassinar o presidente Rómulo Betancourt e outras autoridades e declarar-se o novo governo. Pescadores venezuelanos descobriram o esconderijo das armas e avisaram as autoridades do país. Uma investigação da OEA apurou que as armas eram provenientes de Cuba. Mesmo sob a ameaça de as FALN matar quem fosse votar em 01/12/1963, 90% dos eleitores alistados compareceram às eleições, mostrando seu repúdio ao terrorismo. 4. Fuerzas Armadas de Liberación Nacional Puertorriqueña (Forças Armadas de Libertação Nacional de Porto Rico), criadas em 1960 e dirigidas por Filiberto Ojeda Ríos. Foi responsável por mais de 120 atentados a bomba contra alvos norte-americanos no país, no período de 1974 a 1983. Veja Brizoleone, MNR, Operação Três Passos e RAN.

Falsificação de Pankov - Os quadros subversivos do Instituto 631, além da rede clandestina no mundo inteiro, falsificavam dinheiro e documentos em Pankov, distrito da então Berlim Oriental (o escritório central do Instituto 631 ficava em Moscou). Agentes soviéticos ludibriaram, durante algum tempo, as Forças Armadas da Alemanha Ocidental, forjando ordens de convocação e desmobilização. Veja Instituto 631.

Falun Gong - Seita religiosa da China, reprimida violentamente pelo Governo comunista e tornada ilegal em abril de 1999. A seita combina exercícios respiratórios com filosofia budista, taoísta e cristã.

Fanatismo religioso - Existente, hoje em dia, entre muçulmanos radicais mundo a fora e entre evangélicos que no Brasil - imitando os talibãs - se especializaram em quebrar estátuas de Nossa Senhora ou de santos, ou dando “chute na Santa”, Padroeira do Brasil, no dia 12/10/1995, em programa ao vivo da TV Record, da Igreja Universal do Reino de Deus - caso do bispo Sérgio von Helder. Leia, de minha autoria, “Nossa Senhora Aparecida e a Intolerância dos Talibãs Evangélicos” em http://www.sacralidade.com/igreja2008/0259.universal.html. Infelizmente, o Geledés comete o mesmo erro dos protestantes, quando diz, em comentário a um texto de minha autoria (https://www.geledes.org.br/wp-content/uploads/2014/06/Mapa_da_intolerancia_religiosa.pdf), que “não há dúvidas que o uso de imagens e a adoração aos santos são um dos grandes elementos divisores entre a prática católica e a prática protestante/evangélica em nosso país”. Uma deslavada mentira, de que os católicos “adoram os santos”. Eles apenas os “veneram”.

FAP - 1. Frente Armada Popular: grupo de Brasília, influenciado pelas ideias do grego Konstantin Synodinos, pregava ensinamentos marxistas e antissemitas. O grupo foi desbaratado em 1967. 2. Fuerzas Armadas Peronistas (Argentina): de inspiração cubana, gerado em 1968 a partir do Movimento Revolucionário Peronista (MRP) e da Juventude Revolucionária Peronista (JRP). Veja Montoneros.

FAPLA - Forças Armadas Populares de Libertação de Angola: militares treinados por pessoal de Cuba e da URSS. Era composta pelo EPA (Exército), MGPA (Marinha), FAPA (Força Aérea), TGFA (Guarda de Fronteira) e DDP (Milícia).

FAR - Fuerzas Armadas Revolucionarias (Cuba). Forças de Defesa de Cuba, tem efetivo de 185.000 homens, sendo 80.000 de recrutamento forçado.

FARB - 1. Frente de Ação Revolucionária Brasileira: “A Frente de Ação Revolucionária Brasileira foi o nome dado a um grupo de cinco estudantes da UEE/SP, José Augusto Bauer, Newton Camargo Rosa, Giovanni Jesus Gomes, Adalberto Garcês e Paulo Antonio Guerra, que não concordava com a orientação que a AP imprimia à UEE/SP” (“ORVIL”, pg. 323). 2. Frente de Ação Revolucionária Brasileira: responsabilizou-se pela morte do Prefeito petista de Santo André, Celso Daniel, ocorrida no dia 20/01/2002, e emitiu o seguinte texto (extraído do site FARB, transcrito de TERRA NOTÍCIAS): "Nós da FARB (Frente de Ação Revolucionária Brasileira) queremos deixar claro que não somos terroristas, só queremos uma sociedade mais justa, onde todas as pessoas sejam tratadas igualmente, e faremos de tudo para atingirmos nossa meta. A FARB existe desde 1998, onde foi fundada na Grande São Paulo. Tudo começou em uma discussão política e já estávamos cansados de ver toda aquela corrupção que existia nesse meio, pessoas que roubavam o povo, fato que não iremos tolerar mais, com todos unidos conseguiremos mudar o nosso país, sabendo que isso é um processo lento, mas sabemos de nossas condições e iremos conseguir. Uma das maiores tristezas para a gente foi ver o PT - Partido dos Trabalhadores, um dos poucos partidos que buscava mudanças sociais amplas, mudar escandalosamente sua ideologia, só para atingir o poder mais facilmente, fato que repugnamos e não iremos aceitar. Eles mentiram para o povo, eles traíram o povo, eles agora querem se aliar a centro-direita de nossa nação e ajudá-los a vender nosso Brasil, isso vocês não irão conseguir, iremos lutar com todas as nossas forças para vocês não atingirem seus objetivos, nem que isso custe a nossa vida. Hoje somos mais de 50 pessoas, prontas para mudar essa situação, o primeiro grande passo foi dado, tentamos fazer com que o ex-prefeito de Campinas Toninho do PT nos ouvisse, mas ele não quis e tivemos que agir, só queríamos debater o que estava havendo com sua ideologia, mas ele não nos deu atenção e isso foi a gota d’água para nós. Nós agimos mesmo antes de assassinarmos Toninho do PT com crimes políticos locais, mas agora saímos da escuridão e iremos agir, não importando como, mas atingiremos nossos objetivos. Outros militantes TRAIDORES de partidos de esquerda que estiverem saindo da linha e querendo buscar apoio de partidos de centro direita também irão sofrer as consequências mais duras possíveis. Políticos Safados, Falsos Sindicalistas, Policiais Corruptos, Grandes Senhores Industriais Repugnantes e Comerciantes Indolentes se preparem, a sua vida, de seus familiares e de suas corporações correm perigo! Juntem-se a nós, ou sofram as consequências. Uma nova era já começou. Crimes sem precedentes irão acontecer, se preparem! Cúpula da FARB - Frente de Ação Revolucionária Brasileira - Santo André - São Paulo". Como alguns dos criminosos do “Caso Celso Daniel” já foram presos, sem ligação com qualquer grupo terrorista, os comunicados das FARB na internet provavelmente são apenas uma ação de hackers. 3. Forças Armadas Revolucionárias do Brasil: assim como a Frente de Ação Revolucionária Brasileira, também assumiu o atentado terrorista (sequestro seguido de morte) de Celso Daniel. No dia 22/01/2002, a Polícia de São Paulo prendeu Vanildo Rossi Moretti, que distribuía cópias de uma carta da autodenominada Forças Armadas Revolucionárias Brasileiras. Vanildo afirmou que não tem ligação direta com as FARB, foi filiado ao PT entre 1983 e 2001, e que simpatiza com o Partido Verde, e que apenas distribuía os panfletos por simpatia, por entender a necessidade de um movimento revolucionário no País. Em 2001, Aloísio Mercadante e pelo menos 15 prefeitos do PT, entre eles Marta Suplicy (São Paulo) e Celso Daniel (Santo André) receberam e-mail das FARB, de um provedor de Santos, SP, com ameaças de morte. Provavelmente, as mensagens devem ter sido também uma ação de hackers.

FARC - Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colômbia: inicialmente apoiadas pela antiga União Soviética, as FARC se estabeleceram em 1966 como braço armado do Partido Comunista Colombiano. “A guerrilha colombiana, malgrado seus antecedentes no período de La Violência, emerge sob a égide da Revolução Cubana no início da década de 1960” (LEONGÓMVEZ, 2006: 34). “As drogas ilícitas exercem na Colômbia o mesmo papel dos ‘diamantes ensanguentados’ em Angola e Serra Leoa: são o ‘combustível da guerra’, não necessariamente sua motivação” (idem, pg. 51).  Os ataques armados visam alvos militares e políticos do país. As FARC e o ELN já ocasionaram a morte de mais de 30.000 pessoas na Colômbia. As FARC são também conhecidas como Fuerzas Armadas Revolucionárias de Colombia - Ejército del Pueblo (FARC-EP). Possuem uma facção, a FAD (Frente Amazônica nos Departamentos). No dia 22/09/2000, foi preso no Brasil (Foz do Iguaçu) o ex-padre Olivério Medina, porta-voz das FARC, o que gerou protestos de representantes do MTNM (Vitória Grabois), do PCB (Zuleide Faria de Mello), do MST (Anselmo Joaquim), da CUT (Antônio Carlos de Carvalho) e da UNE (Vladimir Morcilo), sendo libertado pouco tempo depois. Em janeiro de 2001, representantes das FARC participaram do Fórum Social Mundial (FSM), realizado em Porto Alegre, RS, com apoio dos governos petistas estadual e municipal. Em 01/03/2008, o Exército Colombiano matou Raúl Reyes, o segundo em comando das FARC, em território equatoriano, o que gerou atrito com o Equador e a Venezuela. Nos computadores de Reyes foram encontrados arquivos que provaram a íntima ligação das FARC com os governos de Hugo Chávez (Venezuela) e Rafael Correa (Equador), além de notórios petistas, como Gilberto Carvalho e Marco Aurélio Garcia. Em 26/03/2008, morreu Manuel Marulanda Vélez, o “Tirofijo” (Tiro Certeiro), codinome de Pedro Antonio Marin, um dos fundadores das FARC. Até o início do ano 2000, as FARC já haviam matado 70 pastores evangélicos e, segundo seu porta-voz, Mono Jojoy, vão matar ainda todos os outros. Em 2010, Jojoy morreu em combate junto com outros 20 guerrilheiros. Na Colômbia, a violência não é recente, nem exclusiva das FARC e do ELN: de 1948 a 1958, 200.000 pessoas morreram na Colômbia devido à violência civil (La Violência). Segundo o Alto Comissariado para Refugiados da ONU, há entre 450.000 e 1,6 milhão de pessoas deslocadas internamente na Colômbia devido à guerrilha, dos quais uns 60% recebem ajuda humanitária, especialmente de ONGs. A imigração para países vizinhos - principalmente Venezuela, Equador e Panamá - é inferior ao deslocamento interno. As FARC têm comprado armas de traficantes de drogas brasileiros, a exemplo de Fernandinho Beira-Mar, como apurou uma CPI, em 2000: AK-47, HK-91 (G3), A-3, AR-15, fuzis Dragunov e Galil, metralhadoras calibre .50, lança-granadas 40mm e Gr-90, além de mísseis portáteis terra-ar, como o AS-14 e AS-16 russos, o Redeye dos EUA e mísseis Stinger da Síria. A CPI relacionou o envolvimento com as FARC de 827 funcionários brasileiros, como legisladores, magistrados, ministros, presidentes de bancos e policiais. Como de costume, ninguém sofreu sanção penal em nossa República Federativa dos Bandidos. O livro de memórias “Não há silêncio que não se acabe”, da ex-candidata a presidente da Colômbia, Ingrid Betancourt, retrata sua vida de sequestrada das FARC. O diário-testemunho de um fugitivo das FARC, “Jhony”, que teve sua mãe assassinada por vingança, foi entregue ao general Alvaro Valencia Toyar e registrado em livro. Em 24/08/2016, após um conflito de 5 décadas e cerca de 220.000 mortes e 80.000 desaparecidos, as FARC assinaram um acordo de paz em Havana. O pacto rendeu um Nobel da Paz ao então presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos. Em 2017, cerca de 7.000 integrantes das FARC entregaram cerca de 8.000 armas à ONU e criaram um partido político, Força Alternativa Revolucionária do Comum. Em 2019, sob a liderança de Iván Márquez, foi anunciado que as FARC continuarão a luta contra a “oligarquia excludente e corrupta”. Veja Bogotazo, Dossiê das FARC e La violência.

Farclândia - O “país das FARC” foi uma zona desmilitarizada, de 42.000 km², controlada pelas FARC durante o governo de Andrés Pastrana, que concordou em retirar as tropas federais de uma área onde atuavam as FARC para dar início a um processo de paz. Pastrana desejava também conceder uma área liberada ao ELN, porém a população do Departamento de Bolívar foi contra a concessão de área nessa região ao ELN. Em 2002, durante o governo de Álvaro Uribe, o Exército Colombiano iniciou a retomada da Farclândia, já que os dirigentes das FARC não aceitaram o reinício das conversações de paz. Veja Dossiê das FARC e FARC.

Fardo do homem branco - Expressão criada por Rudyard Kipling, escritor britânico nascido na Índia, em poema de 1899: “Assume o fardo do Homem Branco/Envia teus melhores filhos/Vão, condenem seus filhos ao exílio/Para servirem aos seus cativos”. Exprimia o sentimento de superioridade dos britânicos, que se sentiam na obrigação de civilizar o mundo.

Fase totêmica de Lênin - “No seu gabinete de trabalho era visto, como um feitiço, um gorila de bronze sustendo nas mãos uma caveira humana” (PEREIRA, 2003: 89).  “Na fase ‘totêmica’, os animais e vegetais facilmente são concebidos como se transformando uns aos outros. (...) Essa doutrina, que preconiza a crueldade impiedosa, como sendo o dínamo do progresso humano, está de tal modo erigida em ‘totem’ do comunismo, que telegramas recentíssimos anunciavam ao mundo civilizado estupefato, que se estava perpetrando, na Rússia, o sacrilégio de ‘experiências’ inumanas com o fito de demonstrar, in anima nobile, a possibilidade de transformação das espécies! De fato, os ‘cientistas’ soviéticos entregam-se, em nossos dias, à tarefa de realizar o contubérnio macabro da mulher com o chimpanzé!!!” (idem, pg. 97).

Fasci di Combattimento - (Italiano) “Esquadrões do Fascismo”, de Benito Mussolini: a roupa foi inspirada nos “homens de jaqueta de couro negro” de Lênin, os revolucionários de primeira hora da Revolução Russa, que saíam diariamente à rua para colar cartazes nos muros e postes, e impor a nova ordem vigente. Os onagros (comunistas e fascistas) se copiam. Veja Fascismo.

Fascismo - Ideologia totalitária ocorrida na Itália sob a ditadura de Benito Mussolini. Em 1919, Mussolini organizou os Fasci di Combattimento (Combatentes do Fascio - machado rodeado de varas, símbolo da autoridade no Império Romano) e as Esquadras de Ação, movimentos nacionalistas, antiliberais e antissocialistas. “O fascismo é o sistema de governo que carteliza o setor privado, planeja centralizadamente a economia subsidiando grandes empresários com boas conexões políticas, exalta o poder estatal como sendo a fonte de toda a ordem, nega direitos e liberdades fundamentais aos indivíduos e torna o poder executivo o senhor irrestrito da sociedade” (Lew Rockwell, in “O que realmente é o fascismo” - http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1343). “Em 23 de março de 1919, Mussolini e seus amigos sindicalistas fundaram um novo partido. O programa era uma tomada parcial do capital financeiro, o controle do resto da economia por conselhos econômicos corporativos, o confisco de terras da Igreja, reforma agrária e a abolição da monarquia e do Senado. (...) Isso o tornou um nacionalista não apenas na tradição esquerdo-romântica de Mazzini, mas na tradição gananciosa dos antigos romanos, cujas ‘fasces’ transformadas em insígnia radical na Revolução Francesa passaram a ser, segundo ele achava, um símbolo útil, assim como Lênin havia escolhido a foice e o martelo dos antigos sociais-democratas. (...) Em 1919, o fracasso econômico de Lênin tinha afastado Mussolini da expropriação cabal da indústria. Ele agora queria usar e explorar o capitalismo muito mais do que destruí-lo. Mas seria, no entanto, uma revolução radical a que ele faria, baseada na ‘vanguard élite’ do pré-guerra do marxismo e do sindicalismo (o governo dos trabalhadores), que permaneceria até a sua morte como o mais importante elemento na sua política. (...) Parafraseando Marx, ele se empenhou em ‘fazer história e não tolerá-la’. Uma outra de suas citações favoritas era ‘vivre, ce n’est pas calculer, c’est agir’. Esse vocabulário era semelhante ao de Lênin, abundante em imagística militar e verbos fortes e violentos. Como Lênin, Mussolini ficava aflito para que a história acontecesse rapidamente - ‘velocizzare Italia’, diziam os futuristas de Marinetti. (...) Havia muitos mitos poéticos a seguir: o mito nacionalista do século XIX, de Garibaldi e Mazzini, o mito da ‘Realpolitik’ de Maquiavel (outro dos autores favoritos de Mussolini) e ainda o mito mais remoto da Roma e seu império, que esperava que fosse despertado de seu longo sono para marchar com suas legiões” (JOHNSON, 1994: 76-77). Na concepção de Mussolini, o Estado é corporativista e representa os interesses de todas as classes sociais. Em outubro de 1922, Mussolini organiza a marcha sobre Roma, ocupa a capital e se proclama Primeiro-Ministro. O Grande Conselho Fascista transformou-se num órgão do Estado, e os camisas-negras foram legalizados, trazendo ameaças para as eleições de abril de 1924, que resultaram numa maioria fascista. Em 1924, Giacomo Matteotti, o mais intransigente dos deputados de oposição, foi assassinado, colocando um fim nas ilusões de Mussolini, que queria permanecer no poder sendo reverenciado e amado. O início do terror fascista começou depois de um discurso de Mussolini, em janeiro de 1925: os jornais de oposição foram banidos, os líderes de oposição foram presos numa ilha, dentro da máxima: “Tudo para o Estado, nada fora do Estado, nada contra o Estado”. Foi adotada uma série de “leis fascistas”, algumas constitucionais, algumas punitivas, outras positivas, sendo as últimas as Leggi di riforma sociale, expressando a existência de um Estado corporativo. Em dezembro de 1925, Mussolini assume todos os poderes de chefe de Estado e se proclama o Duce. Mussolini definiu o Fascismo como “uma democracia autoritária, concentrada, organizada de forma nacional” (Mussolini, in “Opera Omnia”, XXIX, 2). Movimentos fascistas ocorriam em toda a Europa em meados de 1920. Em 1923, o regime camponês búlgaro de Aleksandr Stamboliski, praticante do “comunismo agrário”, foi derrubado por um putsch fascista. Com ambições expansionistas, Mussolini converte a Albânia em protetorado italiano. Na II Guerra Mundial, fica do lado dos nazistas e, em 1945, é morto por tropas da resistência, ao lado de sua amante, Clara Petacci. Junto com o Nazismo, o Fascismo teve reflexo no Brasil, seja dentro do governo getulista, seja junto ao integralismo. Tanto o fascismo quanto o nazismo foram tão satanizados pelos socialistas, em bem-sucedida campanha midiática mundial, de modo que hoje não passam de fantoches que são chacoalhados em público para meter medo na população. “O fascismo é o estágio atingido depois que o comunismo se revela uma ilusão, conforme aconteceu na Rússia stalinista, como na Alemanha pré-hitlerista” (P. Drucker, apud HAYEK, 1990: 51). “Desde 1944, ano em que foi publicado “The Road to Serfdom” [“O Caminho da Servidão”], de Friedrich von Hayek, o mundo sabe que o fascismo jamais foi uma reação contra o socialismo, mas ambos têm raízes comuns no planejamento econômico centralizado no Estado e no poder deste sobre os indivíduos. Por mais que as esquerdas acusem os liberais e conservadores de fascistas, como os idiotas na frente do Clube Militar, a história demonstra que o fascismo e sua versão nazista e o comunismo são gêmeos univitelinos, separados apenas por conveniência propagandística de Stalin após a traição de Hitler ao romper o pacto Molotov-Ribbentropp e invadir a URSS em 1941” (Heitor de Paola, in “1933-1945: Os (verdadeiros) anos de chumbo!”). Assim, satanizar o fascismo e o nazismo passou a ser um precioso álibi para quem defende uma ideologia funesta que matou 110 milhões de pessoas no século XX: o comunismo. Prova disso são as dezenas de filmes sobre o nazismo e nenhum sobre as ossadas de Pol Pot, a Revolução Cultural de Mao Tsé-Tung, os gulags de Stálin e os campos de “reeducação” para homossexuais em Cuba. “Bolchevismo e fascismo são duas pseudoalvoradas; não trazem a manhã do amanhã, mas a de um arcaico dia, já usado uma ou muitas vezes; são primitivismo. E assim serão todos os movimentos que incorram na ingenuidade de entabular um pugilato com qualquer parte do passado, em vez de digeri-lo” (GASSET, 2006: 118). Com a ascensão do petismo no Brasil, um novo fascismo, o “fascismo alegre”, está perfeitamente representado na máquina administrativa e nos meios culturais, com a incubadora de “balillas” nos acampamentos dos sem-terra, além da cooptação de todos os setores da sociedade, que gravitam “alegres” em torno do Governo Central, a exemplo das falanges sindicais (CUT, Força Sindical), estudantis (UNE, UBES) e rurais (MST) - além do lumpenproletariat arrebanhado pelo Bolsa-Família, forma moderna de voto de cabresto -, os quais recebiam vultosas somas de dinheiro público durante os governos de FHC e do PT. Durante o governo do PT, até empresários da FIESP se apresentavam como “socialistas”, para abocanhar um bom naco do Estado. “No Brasil, como na Rússia e em outros países ainda em fase de transição para a modernidade, podemos apontar para o caráter claramente ‘fascista’, isto é, autoritário, estatizante, nacionalista, sebastianista e reacionário, da esquerda” (PENNA, 1994: 160). O modelo patrimonialista do Estado “Maria Candelária” é utilizado por velhos caciques como tradição e pela esquerda como ideologia. Depois da Proclamação da República, ocorrida no dia 15 de novembro de 1889, Rui Barbosa, Quintino Bocaiúva, Francisco Glicério foram promovidos a general, com direito ao soldo correspondente. “O monarquista Eduardo Prado reagiu com ironia: ‘O Quinze de Novembro não foi, portanto, um ato heroico; foi um bom negócio’” (apud GOMES, 2013: 326). Leia “As origens do fascismo: violência, descontentamento e medo”, de Vanessa Corrêa, em http://felixmaier1950.blogspot.com/2021/04/as-origens-do-fascismo-violencia.html.

Fascismo alegre - Trata-se do fascismo brasileiro, de tempero gramscista, consolidado pelo sucessor de FHC, que eu chamo de gay fascism - obviamente, sendo a palavra gay apenas “alegre”. Nesse modelo, não existe oposição e todos os setores da sociedade, inclusive empresários, estão “alegremente” (gay) cooptados com as benesses do Poder Central. “O ‘pensamento’ de Marx (e de seus seguidores) continua a causar estragos e até a apresentar-se como ‘hegemônico’, sobremodo em algumas partes da descarnada América Latina. É puro ‘non-sense’. Mas pelo menos no Brasil é inquestionável a supremacia da dogmática marxista, pois o país tornou-se o espaço vital onde milhares e milhares de militantes esquerdistas, comandados por uma máquina bem-azeitada e nutrida o mais das vezes nos fundos públicos (subtraídos a muque do bolso do trabalhador e dos empresários contribuintes), atuam sistemática e proficuamente nas cátedras, parlamentos, púlpitos, quartéis, mídias, associações civis e militares, sindicatos, prisões, palcos, telas e até nos prostíbulos, com o objetivo único e irreversível de ‘socializar’ a nação” (PONTES, 2003: 42-43). “Na medida em que crescem, de forma galopante, as escorchantes tributações sobre os bens privados, do trabalhador e dos empresários, aumenta em proporção geométrica o número dos ‘excluídos’, pois uma coisa decorre da outra: é o Estado (com suas elites, suas agências, instituições e burocracia em geral) que se apropria, por força da violência legal (e da inércia ou ignorância da população), da riqueza produzida pela sociedade para usufruto diuturno de privilégios” (idem, pg. 43). No Brasil, “os antigos militantes da luta armada trocaram as selvas e os ‘aparelhos’ urbanos pelas vias democráticas: alguns tornaram-se parlamentares, ministros, membros do governo, ecologistas, professores, comentaristas da mídia, e outros transformaram-se simplesmente em líderes religiosos e integrantes ativos das ONGs, constituídas por vasto contingente de ‘intelectuais orgânicos’ muito bem remunerados com recursos do próprio governo e de grupos e empresas internacionais. A estratégia ‘democraticamente’ adotada para tornar o Brasil uma ‘República Popular Socialista’ é a da ‘revolução passiva’, extraída dos ‘Cadernos do Cárcere’ de Antonio Gramsci (1891-1937), um membro do Comitê Central do Partido Comunista italiano que discordava parcialmente das teses revolucionárias de Lênin e pregava a tomada do poder pela ação ‘hegemônica’ dos intelectuais infiltrados no aparelho do Estado e suas instituições” (idem, pg. 57). “O mercado não dá a menor bola para esse tipo de debate. Ele não quer saber qual é a ideologia do petismo. A sua pergunta sempre será a seguinte: o modelo rende? Rende. Então tudo está no seu devido lugar” (AZEVEDO, 2008: 138). “Somos mais governados pelo PT que não vemos do que por aquele que vemos. (...) A mina de ouro está nas diretorias e nos milhares de cargos das estatais. É aí que está alojado o PT. É por isso que eles lamentam tanto as privatizações do governo FHC. Imaginem se essa gente tivesse, por exemplo, a Telebrás nas mãos: 27 presidências regionais, mais os milhares de cargos de confiança. Mais a Vale, a CSN, a Embraer...” (idem, pg. 124-125). “O conceito fundamental da ciência social é o poder, da mesma forma que a energia é o conceito da física” (Bertrand Russell). “O poder é por sua própria natureza expansivo, não podendo deter-se senão ao chocar-se com outro poder mais forte” (Aldous Huxley).

Fascismo de esquerda - O livro “Fascismo de Esquerda - A história secreta do esquerdismo americano”, de Jonah Goldberg, prova que os ensinamentos de Benito Mussolini continuam sendo acolhidos em protestos, discussões políticas e ações de muitos governos - especialmente os de esquerda. “Os políticos à esquerda, justamente os que mais costumam colar o adjetivo ‘fascista’ na testa dos outros, seriam os primeiros adeptos dessa nova expressão da ideologia. Para Goldberg, isso acontece porque eles nutrem uma crença maior nos direitos e poderes do Estado. ‘O que os une são seus impulsos emocionais ou instintivos, tais como a busca pelo ‘comunitário’, a exortação para se ir ‘além’ da política, uma fé na perfectibilidade do homem e na autoridade dos especialistas e uma obsessão com a estética da juventude, o culto da ação e a necessidade de um estado todo-poderosos para coordenar a sociedade no plano nacional ou global’, diz Goldberg” (Rodrigo Constantino - https://www.gazetadopovo.com.br/rodrigo-constantino/artigos/fascismo-de-esquerda/). Segundo o Amazon, Fascismo de esquerda oferece uma perspectiva nova e impressionante sobre as teorias e práticas que definem o fascismo. Jonah Goldberg analisa as figuras míticas de Hitler e Mussolini e conclui que, ao contrário do que pensamos, liberais como Hillary Clinton têm defendido políticas e princípios notavelmente semelhantes aos do nacional-socialismo. Um livro polêmico e esclarecedor que mostra as origens do fascismo no clássico pensamento esquerdista” (cfr. https://www.amazon.com.br/Fascismo-esquerda-hist%C3%B3ria-esquerdismo-americano/dp/8501082945. Goldberg é também autor de “O suicídio do Ocidente”, publicado no Brasil em 2020.

Fascismo guasca - Fascismo criado pelo governo petista de Olívio Dutra no Rio Grande do Sul, descrito no livro “Vanguarda do Atraso - Ameaças à liberdade de expressão durante o governo do PT no Rio Grande do Sul”, de Diego Casagrande. Tal fascismo é também abordado no livro “Totalitarismo Tardio - o caso do PT”, de José Giusti Tavares (org.). Tarso Genro deu continuidade a esse fascismo guasca, com a instigação de jovens fanáticos do Levante Popular da Juventude - versão tupiniquim da orwelliana Liga Juvenil Anti-Sexo. Leia fichamento do livro em http://felixmaier1950.blogspot.com/2020/07/dias-de-fascismo-guasca-o-governo-do-pt.html.

Fascisti della prima ora - (Italiano) “Fascistas desde a primeira hora”: ingressaram no Partido Fascista antes da “Marcha sobre Roma”, em outubro de 1922. A ditadura fascista foi estabelecida na Itália no dia 03/01/1925.

FATF - Financial Action Task Force (of Money Laundering): criado durante a reunião de cúpula do G-7, em 1989, em Paris, para combate à “lavagem” internacional de dinheiro oriundo das drogas. Baseado na Convenção de Viena, de 1988.

Fatwa - (Árabe) “Decreto religioso islâmico”. Veredito islâmico, como o decretado contra Salman Rushdie, autor do livro “Versos Satânicos”, pelo qual foi condenado à morte pelo Ayatolá Khomeini.

FBI - 1. Federal Bureau of Investigation (Escritório Federal de Investigação): órgão da Polícia Federal dos EUA, subordinado ao Departamento de Justiça (DoJ), atua também como força antiterrorista. Possui escritórios de representação em Brasília e no Rio de Janeiro. “O FBI americano tem 12.000 homens, mas é apenas uma das três polícias federais do país. O Drug Enforcement Administration (DEA), encarregado do combate ao narcotráfico, tem 5.300 agentes. O Department of Homeland Security (DHS), para controle de fronteiras e imigração, tem 7.200 só nos aeroportos” (in “Autolimpeza da PF”, revista Veja no. 1876, de 20/10/2004, pg 46). 2. Frente Brasileira de Informações (Front Brésilien de Información): no dia 19/06/1965, Houari Boumedienne depôs Ahmed Ben Bella, na Argélia. Enquanto Ben Bella era um aliado de Fidel Castro, Boumedienne desejava uma Argélia socialista, não internacionalista, mas como o do egípcio Násser. Em outubro de 1969, Miguel Arraes, Marcio Moreira Alves, Almery Bezerra e Everaldo Noroes criaram, em Paris, a Frente Brasileira de Informações (FBI), ligada a organizações de esquerda, de oposição ao governo militar do Brasil. Com os recursos recebidos de Boumedienne (roubo do cofre de Adhemar de Barros, no Rio), Miguel Arraes cobriu as despesas da FBI, que passou a desenvolver guerra psicológica contra o Brasil, especialmente contra as Forças Armadas, fazendo denúncias de “genocídio” contra indígenas, ações de esquadrões da morte e, finalmente, a palavra mágica, que tanta comiseração causa aos esquerdosos até hoje: “tortura”. No dia 15/11/1969, o jornal El Siglo, porta-voz do Partido Comunista Chileno, anunciou em editorial a criação da FBI em Paris, com filiais no Brasil e em outros países latino-americanos. O Chile, com um regime marxista em vias de ser instalado por Salvador Allende, era um refúgio de terroristas e exilados brasileiros (“Betinho”, FHC, José Serra, César Maia - foi no Chile que nasceu Rodrigo Maia -, Plínio de Arruda Sampaio, Francisco Weffort, Darcy Ribeiro, Fernando Gabeira, Alfredo Sirkis), e foi o primeiro país a lançar seus boletins em espanhol - Frente Brasileña de Informaciones, na Casilla Postal 3.594, Santiago do Chile. No Uruguai, Paulo Schilling e Carlos Figueiredo de Sá, ex-juiz da Justiça do Trabalho e militante da ALN, ambos cassados pelo AI-5, assumiram a coordenação da rede. O jornal uruguaio De Frente, na edição de 08/01/1970, dava início à campanha da FBI, publicando a matéria “Torturas en Brasil”. No dia 15/01/1970, houve uma reunião no Centro de Convenções Mouber Mutualité, pertencente aos sindicatos comunistas de Paris, no Quartier Latin, com representantes de partidos políticos, sindicatos e personalidades da esquerda mundial. Tendo ao fundo uma foto de Carlos Marighella, George Casalis, professor da Faculdade de Teologia Protestante de Paris, presidiu a cerimônia, em que participaram da mesa Miguel Arraes, o advogado Jean-Jacques de Félice, Jean-Paul Sartre, Michel de Certau, o padre jesuíta redator da revista Notre Combat, Pierre Jalée - presidente do Comitê de Defesa da revista “Tricontinental”, Jan Talpe - físico belga e ex-professor da USP expulso do Brasil por envolvimento com a ALN, e Lengi Maccario - Secretário-geral da Federação Italiana de Metalúrgicos. Em um livreto da FBI, foram transcritas mensagens de solidariedade e apoio a várias organizações, como a Liga Comunista (Seção Francesa da IV Internacional), o Movimento Separatista Basco (ETA), o Comitê Palestino, a Fundação Bertrand Russel e o Comitê de Iniciativa Belga de Solidariedade com a América Latina. Os boletins da FBI, editados em francês e espanhol, focalizavam temas como “perseguição de religiosos e operários católicos”, “extermínio de índios”, “exploração de flagelados”, “ditadura militar”, “tortura de presos políticos”, “esquadrões da morte”. A Anistia Internacional se aliou à frente de mentiras da FBI, os “subversivos da pena”, no dizer de Del Nero em seu livro A Grande Mentira. Neste mesmo ano de 1970, a leiga Judite Fasolini Zanata e 23 padres e freiras brasileiros foram estudar no Instituto Lumen Vitae, filiado à Universidade Católica de Louvain, na Bélgica, infiltrada por comunistas. No segundo ano do curso, para cumprir determinação acadêmica, o padre Jacques Von Nieuvenhouse exigiu que ela deixasse de lado a ideia de dissertar sobre a teologia da libertação e se ativesse a fatos mais “concretos” sobre o Brasil, como sua situação política, econômica, social e cultural, e que deveria escrever sobre a tortura. Como subsídio, sugeriu que lesse livros de Márcio Moreira Alves, Miguel Arraes, Dom Hélder Câmara, Dom Antônio Fragoso e outros, além da revista esquerdista Croissance des Jeunes Nations. Voltando ao Brasil, Judite assim se referiu à sua tese: “Vim a me certificar tratar-se de matéria inclusa numa campanha contra o Brasil no exterior [...] Premida pela necessidade de terminar com aproveitamento o curso e confiando em que a orientação do Padre Jacques era correta, fiz a tese nos moldes indicados por ele, sem aquilatar o crime que estava cometendo contra minha pátria. Servi de instrumento dessa campanha inconscientemente, vendo agora que fui aproveitada na minha boa-fé pelo orientador da tese” (apud AUGUSTO, 2011: 171).  No período de 15 Mar a 09/04/1972, na Igreja São Clemente, em Nova York, a FBI apresentou uma extensa programação contra o Brasil, englobando conferências, debates, filmes e representações; a programação contou com a presença do teatrólogo Augusto Boal, do cineasta Gláuber Rocha e de Márcio Moreira Alves, entre outros. Em maio de 1972, Miguel Arraes viajou sigilosamente para Santiago do Chile, onde manteve contato com o presidente Salvador Allende; a viagem tinha como finalidade a organização de uma seção latino-americana do Tribunal Bertrand Russel (TBR) e articular a FBI na Argentina, Peru e México. No dia 30/10/1972, o jornalista Castello Branco assim escrevia em sua coluna: “Ficamos sem saber se a campanha é movida por grupos esquerdistas internacionais, instruídos por brasileiros exilados, ou se ela é inspirada por correntes econômicas e políticas interessadas em torpedear o processo de desenvolvimento de nosso país.” (Del Nero, op. cit., pg. 421). Em 1973, a FBI promoveu 2 campanhas contra o Brasil: a primeira foi iniciada na Bélgica, para suspender a realização da Feira “Brazil Export 1973”; o Comitê Belgo-Europa-América Latina e o também belga Movimento Cristão para a Paz desenvolveram intensa campanha para suspender a Feira; a outra campanha ligava-se ao “julgamento” do governo brasileiro pelo Tribunal Bertrand Russel; foi desenvolvida campanha para recolher dados e identificar pessoas dispostas a testemunhar no “julgamento”, previsto para outubro. Um dos principais membros do TBR, o Senador italiano Lélio Basso, seguindo os passos de Miguel Arraes, esteve no Chile, convidando terroristas e foragidos a testemunharem perante o Tribunal; o militante da ALN, Fernando Soares, asilado na Itália, foi ao Uruguai também para convidar terroristas para o mesmo fim. Com a Contrarrevolução Chilena (11/09/1973) e a deposição de Allende, as atividades da FBI foram suspensas no Chile, com a revoada dos subversivos, e o julgamento do Brasil e de outros países latino-americanos foi adiado. Em novembro de 1973, o Comitê Francês da Anistia Internacional, em ligação com a FBI, organizou um Congresso sobre tortura, repetindo as acusações de sempre contra o Brasil; uma das poucas reações vistas foi a do professor Denis Bucan, romeno naturalizado francês; comentando notícia do jornal Le Figaro sobre o evento, Bucan destacou que a Anistia Internacional nunca tinha feito nenhuma crítica contra a tortura e o extermínio nos países comunistas. Aliás, convém lembrar que no livro O ópio dos intelectuais, Raymond Aron, pensador francês, faz a mesma crítica contra seus pares. Segundo Luís Mir (op. cit., pg. 394), a FBI era uma “estrutura política que abrigaria todas as organizações armadas e de oposição à ditadura, tornando-se uma rede de informações internacionais de poderoso alcance político na denúncia de torturas e violações dos direitos humanos no Brasil. (...) centenas de pessoas trabalhando em várias capitais europeias e latino-americanas e expressivo número de voluntários estrangeiros sem remuneração”. “Era impressionante o trabalho dessas figuras de proa, esses artistas de cinema e escritores, que montaram lá em Paris o Front Brésilien de Información; uma central de informação contra o Governo do Brasil. Dom Hélder Câmara ia lá fazer palestras. Aliás, contam que em uma de suas palestras estava presente o dissidente russo Soljenitzyn. O cardeal mandou ‘brasa’, falou mal do Brasil e no final o russo perguntou para ele: - Mas, depois disso, o senhor vai voltar para lá? - Vou. O russo arrematou: - Vai? Não entendi nada!” (Gen Div Negrão Torres - HOE/1964, Tomo 8, pg. 102-103). Com certeza, foi a forma do autor de Arquipélago Gulag chamar D. Hélder de mentiroso, pois se o Brasil fosse realmente governado por um regime truculento, ele seria preso e fuzilado quando retornasse ao País - como ocorreria na União Soviética ou em Cuba, se o cardeal embusteiro fosse russo ou cubano. “Dom Hélder Câmara pertence à máquina de propaganda do Partido Comunista e é elemento de sua promoção na Europa. Recebe, viaja e é subvencionado para isso. Como as esquerdas querem um showman não de barbas e charuto na mão, mas de batina, usam-no do exterior para denegrir o Brasil. É o que esse Fidel Castro de batina tem feito na Europa” (Governador paulista Abreu Sodré, apud VILLA, 2014: 186). Sobre a FBI, leia http://felixmaier1950.blogspot.com/2020/07/fbi-um-onagro-franco-argelino.html.

FBIS - Foreign Broadcast Information Service (Serviço de Informação de Transmissões Estrangeiras), dos EUA: realiza monitoramento (espionagem) das transmissões em todo o mundo. Veja PRISM.

FBT - Fração Bolchevique Trotskista: grupo dissidente do Partido Operário Revolucionário Trotskista (PORT). Deu origem à Liga Operária, que, por sua vez, denominou-se Convergência Socialista.

FCOC - Frente Continental de Organizaciones Comunales (Frente Continental de Organizações Comunitárias): o VI encontro realizou-se em Porto Alegre, RS, no período de 30/10 a 02/11/1997.

FDHC - Fundación para los Derechos Humanos en Cuba (sede: Miami). Segundo a FDHC, em 1995 havia em Cuba 241 prisões com 289.000 presos, sendo 10% por motivos políticos.

FDTL - Força de Defesa de Timor-Leste: criada em 2001, para dar segurança ao país recém-criado, que teve suas primeiras eleições em 30/08/2001, para escolha da Assembleia Constituinte. Em 2002, Xanana Gusmão foi eleito o primeiro presidente do país.

FEB - Força Expedicionária Brasileira: combateu o nazifascismo na Itália, durante a II Guerra Mundial (1944-1945). O comando do corpo expedicionário coube ao general Mascarenhas de Morais. Na Itália, o contingente brasileiro foi incorporado ao V Exército americano, sob o comando do general Mark Clark. O total dos efetivos da FEB chegou a 25.334 pessoas, que, em 239 dias de ação, capturaram 2 generais, 892 oficiais e 19.573 praças. As baixas da FEB foram as seguintes: mortos (13 oficiais, 430 praças e 8 oficiais da FAB); feridos e acidentados (1.577 feridos em ação de combate, 1.145 acidentados - dos quais 487 em ação); prisioneiros (1 oficial e 34 praças); extraviados (23, dos quais 10 enterrados como desconhecidos). As vitórias brasileiras foram: Camaiore, Monte Prano, Monte Castello, Castelnuovo, Montese, Zocca, Collecchio, Fornovo. As cinzas dos heróis brasileiros mortos no conflito foram transladadas de Pistoia, Itália, para o Brasil no dia 05/10/1960 e repousam no Monumento Nacional dos Mortos da II Guerra Mundial, no Aterro do Flamengo, Rio de Janeiro.

Fedayn - (Árabe) Suicidas muçulmanos: empregados em atentados, especialmente contra alvos israelenses e norte-americanos.

FELA - Frente Estudantil pela Luta Armada: formada na USP, foi desarticulada em 1970, quando foram presos integrantes depois de colocar uma bomba em um elevador da USP, em outubro de 1969. Foram presos em março de 1970: José Cláudio Barrigueli (professor de Pedagogia da USP), José Miguel Martins Veloso (presidente do DCE/USP) e o estudante da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, Abelardo Blanco Falgueiras. Veja RPI.

Felicidade Interna Bruta (FIB) - Criada em 1972 pelo rei do Butão, Jigme Singye Wangchuck, esse vaporoso PIB pauleira, de gosto tutti frutti, mediria valores espirituais, ecológicos, de desenvolvimento sustentável, inclusão social, boa governança etc., como pregam as seitas da Nova Era. Veja New Age.

Feminismo - O feminismo é, antes de tudo, o machismo de terninho e salto alto, que transformou nossa sociedade em eunucos, maricas e machonas. “O feminismo, como nós o praticamos neste país, serve a advogadas que ganham muito dinheiro, serve a professoras, estudantes universitárias em algum nível psicológico, talvez - mas como o feminismo nos Estados Unidos não começa com a licença-maternidade e a creche, que é o único lugar em que acho que de fato poderia começar de forma sensata para a maioria das mulheres, ele exclui as pessoas que estão criando filhos e especialmente aquelas que são mães solteiras” (JUDT, 2014: 387-388). “O fato de tantas feministas provirem da classe média alta - onde a ‘única’ desvantagem que sofriam era precisamente a de ser mulher, muitas vezes não mais que uma desvantagem marginal - explica sua incapacidade de ver que havia uma classe maior de pessoas para quem ser mulher não era de modo algum o maior dos desafios” (idem, pg. 389). Veja Empoderamento.

Feniano - Participante da associação revolucionária irlandesa de mesmo nome, criada em 1861, com o objetivo de separar a Irlanda do Reino Unido. Um jornal de 1865 descreve os fenianos - cfr. em http://www.sonofthesouth.net/leefoundation/civil-war/1865/the-fenians.htm. Veja IRA.

Fenômeno Capitão Swing - Revolta ocorrida em muitos condados da Inglaterra, em 1830. “Incêndios provocados eram a grande fonte de destruição, muito mais que a simples destruição de propriedades” (KARL, 1995: 816). “Swing” tornou-se o nome genérico para todos os que operavam como incendiários e destruidores de maquinaria no início da Revolução Industrial. “O ‘progresso’ inglês tinha criado suas próprias energias peculiares, e eram poucos os que ansiavam por atacá-lo, a menos que esse ataque se originasse de pessoas como Carlyle, que queria voltar à Idade Média” (idem, pg. 749). No Brasil, esse tipo de terrorismo é hoje realizado por vândalos do MST. Veja Revolução Industrial.

FENU - Força de Emergência das Nações Unidas: o Brasil participou da FENU I, com o Batalhão Suez, no Egito, de 1957 a 1967, com efetivo total, em 20 contingentes, de mais ou menos 6.300 homens; na missão, morreram 6 militares brasileiros.

FER - 1. Frente da Esquerda Revolucionária: partido de linha trotskista, formado por estudantes radicais de Portugal, com destaque para Gil Garcia, licenciado em filosofia. 2. Frente Estudantil Revolucionária (Peru): grupo atuante na Universidade de San Cristóbal de Huamanga, na década de 1970, que deu origem ao Sendero Luminoso (SL). Veja Sendero Luminoso.

Ferradura Golberyana - “Para Golbery do Couto e Silva, a única justificativa para a correlação de forças e para as alianças táticas e tácitas formadas de fato pelos polos oponentes era a de um esquema em ferradura, com base no qual o Executivo poderia realizar a manobra central estratégica: ‘mantê-los, sempre que possível, separados e alternar ações de contenção, senão de contra-ataque, entre um e outro, garantindo para si mesmo espaço de manobra cada vez maior e, por conseguinte, maior liberdade de ação para concretizar seus objetivos políticos, sem interferências desastrosas perturbadoras’. A materialização dessa manobra estratégica defensiva destinada a criar condições propícias em proveito da manobra política superior e criativa dependeria do cumprimento de uma questão: a eliminação de uma das frentes se afiguraria prejudicial à manobra, pois originaria uma frente única, tornando inevitável o embate frontal; por isso era necessário desarticular todo o sistema oposicionista, proporcionando destarte o surgimento de múltiplas frentes distintas. A heterogeneidade inata da oposição proporcionaria ao Executivo um efeito multiplicador no conjunto hipotético de alianças necessárias, quer à sua legitimação democrática, quer à manutenção do plano de liberalização, verdadeira pedra angular de todo o edifício lógico construído em seu redor. Verificou-se, por conseguinte, uma estreita convergência entre o conteúdo do programa de reformas democráticas, elaborado em 1979, na vigência do governo Geisel, e essa esquematização realizada pelo General Golbery. A face mais visível dessa afluência foi a institucionalização do ‘pluralismo em processo’” (FREITAS, 2004: 31-32).

FGA - Forças Guerrilheiras do Araguaia, do PC do B. O mesmo que FOGUERA. Veja Guerrilha do Araguaia.

FGAS - Frente Guerrilheira Américo Silva: braço armado do grupo Bandera Roja (Bandeira Vermelha), da Venezuela.

FGM - Female Genital Mutilation: circuncisão feminina (corte de parte do clitóris, ou totalmente), comum entre mulheres árabes e alguns povos afro-asiáticos, inclusive cristãos.

Fidelismo - Relativo ao regime de Fidel Castro, ditador comunista de Cuba. A exemplo de seu colega comunista, Kim Il-Sung, da Coreia do Norte, Fidel Castro nomeou seu irmão Raúl para sucedê-lo na dinastia comunista cubana.

Filé cubano - O leitor já conhece o “churrasquinho chinês”. E o filé cubano? A crônica “Os canibais”, do livro “Trilogia Suja de Havana”, de Pedro Juan Gutiérrez, conta a história de Baldomero, o sujeito que vendia fígado de porco aos vizinhos, em Havana, a baixo preço, e até dava de graça alguns nacos. Depois, porém, foi pego em flagrante, ao sair do necrotério, onde trabalhava, com fígados humanos. Gutiérrez consola a prostituta com quem convivia: “Olhe, Isabel, já está comido e cagado. Esqueça. Além disso, estava uma delícia. Muito saboroso” (GUTIÉRREZ, 1999: 332). Veja Churrasquinho chinês e Pigmeus devorados.

Filhos da Loba - Educação da infância e da juventude fascista, em que as crianças eram incorporadas aos seis anos de idade. No Brasil, o MST adestra seus balillas e filhos da loba em escolas marxistas instaladas em seus “bantustões”. Veja Balillas e Fascismo.

Filhos de Sartre - São ativistas intelectuais radicais de esquerda que, p. ex., influenciaram a “engenharia social” do Camboja de Pol Pot. Entre 1949 e 1953, Pol Pot estudou na França, que na época dominava o Camboja, e se filiou ao Partido Comunista Francês. “As elites comunistas que tomaram o poder pela força em toda a Indochina, em abril de 1975, imediatamente embarcaram em programas de engenharia social, de âmbito nacional, que lembravam a coletivização dos camponeses por Stálin, embora, em alguns aspectos, tenham sido até mais desumanos. O programa melhor documentado foi o da ‘ruralização’ conduzida no Camboja pelo Khmer Vermelho, que entrou na capital, Phnom Penh, em meados de abril, tendo sido evacuada a Embaixada americana no dia 12. As atrocidades começaram a 17 de abril. Foram realizadas, principalmente, por soldados camponeses analfabetos, mas tinham sido planejadas dois anos antes por um grupo de ideólogos de classe média, que se denominava Angka Loeu (‘A Organizção Superior’). Detalhes desse plano foram obtidos por um especialista do Departamento de Estado, Kenneth Quinn, que os inseriu num relatório datado de 20 de fevereiro de 1974. O projeto era uma tentativa de condensar, num único golpe aterrorizante, as mudanças sociais que se realizaram em mais de 25 anos na China de Mao. Teria de ser ‘uma total revolução social’. Tudo acerca do passado era ‘anátema e deveria ser destruído’. Era necessário ‘reconstruir psicologicamente os membros individuais da sociedade’. Isto requeria ‘desmantelar, pelo terror e outros meios, as bases, as estruturas e as forças tradicionais que haviam moldado e guiado a vida de um indivíduo’ e depois ‘reconstruí-las de acordo com as doutrinas do partido, pela substituição de uma série de novos valores’. Agka Loeu era constituído de cerca de vinte intelectuais políticos profissionais, principalmente professores e burocratas. Dos oito líderes, todos em torno de quarenta anos (entre eles, uma mulher), havia cinco professores, um professor universitário, um economista e um burocrata. Todos tinham estudado na França nos anos 50, onde haviam absorvido as doutrinas da ‘violência necessária’, pregada pela esquerda radical. Eram os filhos de Sartre” (JOHNSON, 1994: 551-552). Jean-Paul Sartre se filiou ao Partido Comunista Francês em 1952. Veja Khmer Vermelho e Museu do Genocídio Tuol Sleng.

FILM - Frente Islâmica de Libertação Moro: movimento separatista atuante nas Filipinas.

Fim da História, O - (The End of History) “O fim da História e o Último Homem” é um ensaio escrito em 1989 pelo doutor em ciência política pela Universidade de Harvard, Yoshihiro Francis Fukuyama, após a queda do Muro de Berlim, cuja tese consiste no fim da evolução histórica devido à implantação da democracia liberal a grandes setores da humanidade, em seu caráter de ideologia definitiva, e último e melhor sistema de governo, que produziria a máxima satisfação aos seres humanos - antevendo aí a dissolução da União Soviética e demais regimes totalitários, comunistas ou não. Segundo Samuel Huntington (autor de “O Choque de Civilizações”), “O Fim da História” padece da “falácia da alternativa única”. Mesmo assim, ele diz qual alternativa seria a melhor: “A ideia de que existe um ‘fim da história’ era compartilhada pelos marxistas, que acreditavam, como eu, em evolução a longo prazo, da sociedade humana. A diferença é que eles achavam que o fim da história seria a vitória da utopia comunista. Depois da queda do Muro de Berlim quase ninguém ainda acredita nisso. Minha tese é que, diferentemente do que pensavam os marxistas, o ponto final da história é a democracia liberal. Não considero plausível imaginar que estávamos no rumo de uma forma mais elevada de civilização. Podemos retroceder ao fascismo, à monarquia ou ao caos puro e simples. Nunca vamos ter, contudo, um modelo de sociedade melhor do que a democracia orientada pela economia de mercado. Essa é a ideia básica de ‘O Fim da História’. Nada do que ocorreu desde então, nem mesmo os atentados de 11 de setembro de 2001, mudou isso” (Francis Fukuyama, in “A história acabou”, texto de Diogo Schelp, revista Veja no. 1880, de 17/11/2004, pg. 11). A rigor, o “Fim da História” já era concebido antigamente pela Igreja Católica, quando pretendia impor a religião cristã a todo o mundo, assim como a Internacional Comunista, que tentou comunizar todo o planeta. O fundamentalismo islâmico tem o mesmo objetivo: islamizar o planeta, ou seja, programar o “Fim da História” sob o governo de Alá. Veja Choque de Civilizações.

FINCEN - Financial Crimes Enforcement Network: agência do Departamento do Tesouro dos EUA, de combate à lavagem de dinheiro sujo. Desempenha papel semelhante ao que se prevê para o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (CCAF), após a aprovação que tipifica o crime de “lavagem” de dinheiro no Brasil.

Fingimento elíptico - “Uma espécie de entimema perverso, em que as premissas do raciocínio permanecem ocultas, não por exigência de brevidade como no entimema comum, e sim porque, se reveladas, desmascarariam no ato a farsa hedionda que essa mulher [Marilena Chauí] encena sob as aparências de opinião intelectualmente respeitável” (Olavo de Carvalho, in “Esquema Simplório” - https://olavodecarvalho.org/esquema-simplorio/, acesso em 03/11/2020).

FIP - Força Interamericana de Paz. Em 1965, temerosos da expansão do comunismo na República Dominicana, os EUA praticaram uma intervenção unilateral, que levou, a posteriori, à convocação da X Reunião de Consultas do TIAR, a fim de referendar o ato consumado e organizar a Força Interamericana de Paz (FIP). A FIP foi constituída por tropas do Brasil, Costa Rica, El Salvador, EUA, Honduras e Paraguai, sob comando do general brasileiro Hugo Panasco Alvim, restabelecendo a ordem no país depois de mais de 16 meses de atuação (1965-1966). Leia FAIBRAS - http://www.eb.mil.br/faibras. Veja TIAR.

FIS - Front Islamique du Salut (Frente Islâmica de Salvação): fundada em 10/03/1989, foi proibida em 04/03/1992, quando foram anuladas as eleições (2º turno) que o FIS venceria na Argélia; com isso, teve início a guerra civil. Às vésperas das eleições, ricos xeques do Golfo Pérsico depositaram 12 milhões de dólares na filial Cartum do Banco Islâmico Faiçal, de onde foi transferida para a FIS. No início de 1992, mais 20 milhões de dólares foram transferidos de Cartum para a FIS. A FIS luta pela implantação de uma república islâmica na Argélia; líder: Abassi Maddani. O GIA é seu braço armado mais belicoso. O Exército Islâmico de Salvação (EIS) é outro grupo extremista operando na Argélia. Veja EIS e GIA.

FITCRE - Fédération Internationale des Travailleurs Chrétiens Réfugiés et Éxilés (Federação Internacional dos Trabalhadores Cristãos Refugiados e Exilados). Tem sede em Paris.

Flecha quebrada - Termo usado pelo Estado-Maior do Departamento de Defesa (DoD), dos EUA, para identificar ou relatar acidentes envolvendo armas nucleares, ogivas nucleares ou componentes nucleares.

FLN - 1. Frente de Libertação Nacional: lançada pelo governador do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola, e Mauro Borges, governador de Goiás, um mês após a posse de Jango, que ocorreu no dia 07/09/1961. A Frente enfatizava a ação “exploradora” dos capitais estrangeiros e a necessidade de nacionalização de empresas e efetivação da reforma agrária. Nacionalista, o “Manifesto de Goiânia” proclamava que “não seremos colônia dos EUA, nem satélite da URSS”. Compareceram ao ato o Prefeito de Recife, Miguel Arraes, os deputados Francisco Julião, Barbosa Lima Sobrinho e outros esquerdistas. Brizola, com anseios de se tornar o Fidel Castro sul-americano, pretendia criar um grupo armado, o que levou o jornal New York Time a considerá-lo a maior ameaça aos interesses dos EUA depois da Revolução Cubana. Com o major do Exército (cassado), Joaquim Pires Cerveira, durante o período de governo militar, agregou remanescentes do MR-26, promovendo ações terroristas no Rio Grande do Sul e no Rio de Janeiro, em conjunto com a ALN e a VPR. A FLN foi extinta em 1970, com a prisão de Cerveira. 2. Frente de Libertação Nacional: desencadeou a Independência da Argélia, negociada em 1962 por De Gaulle, após 12 anos de revolução sangrenta.

FMP - Frente de Mobilização Popular. “Lançada por Brizola no começo de 1963, estava mais voltada para a pressão popular sobre o Congresso, algo que para a tradição conservadora brasileira soa como uma revolução sangrenta em curso. Dela faziam parte o Comando Geral dos Trabalhadores (CGT), a Ação Popular (grupo revolucionário de origem católica), o Partido Operário Revolucionário (POR-T, trotskista), setores das Ligas Camponesas, a esquerda do PCB, integrantes do PSB, grupos de sargentos e marinheiros” (NAPOLITANO, 2014: 38).

FLNE - Frente de Libertação do Nordeste: estava sendo criada por terroristas da ALN e da VAR no início de 1972, no Ceará e em Pernambuco, quando seus integrantes foram presos.

FLNJ - Front de Libération des Nains de Jardins (Frente de Libertação dos Anões de Jardim): estudantes franceses “libertam os anões do ridículo e da servidão” (estátuas de anões de jardim), para devolvê-los aos bosques, seu habitat junto à Branca de Neve... Na verdade, muitos desses furtos servem para levantar dinheiro para compra de drogas. O inusitado fato foi utilizado como mote em uma propaganda da Renault, no Brasil.

Flower Power - “Poder das Flores”: filosofia de pau dos hippies na década de 1960, que defendia um modo de vida baseado no amor e na fraternidade - com muita maconha e LSD -, concorrendo para o fenomenal uso de entorpecentes na atualidade.

FLQ - Front de Liberation de Quebec (Frente de Libertação de Quebec): defende a separação da Província de Quebec, Canadá, com população de língua francesa.

FMLN - 1. Frente Farabundo Marti para Libertação Nacional (El Salvador): na década de 1980, durante a guerra civil, 1/4 do país caiu nas mãos da FMLN. Em 1992, a FMLN aceitou o cessar-fogo, sob patrocínio da ONU; a guerrilha desmobiliza-se, constituindo um partido político, que elege, em março de 1994, 21 deputados no Congresso de 80 cadeiras. Em 1930, um levante de 30.000 camponeses, chefiado pelo líder comunista Farabundo Marti, é massacrado pelo Exército de El Salvador. 2. Frente Moro de Libertação Nacional: força rebelde muçulmana, com atuação nas Filipinas. Em 02/08/1996, em Manila, um Acordo de Paz entre o governo filipino e a FMLN pôs fim a 25 anos de guerra na Ilha de Mindanao, no sul do país.

FMR - Frente Manuel Rodriguez (Chile): o mesmo que Frente Patriótica Manuel Rodriguez. Braço armado do Partido Comunista do Chile, a FMR iniciou as atividades terroristas em 14/12/1983, com explosões em vários pontos de Santiago e interferências radiofônicas. Desde 1987, a FMR dividiu-se nas seguintes facções: Frente Manuel Rodriguez - Autónomo, Movimiento Manuel Rodríguez, Ejército de Liberación Nacional e Destacamento Patriótico Raúl Pellegrin.

FNB - Frente Nacional Bolivariano: grupo de militares venezuelanos que participaram das rebeliões de fevereiro e novembro de 1992, incluindo Hugo Chávez, eleito presidente da Venezuela em 1998. Simón Bolívar, o “Libertador”, deu origem à denominação República Bolivariana da Venezuela. Karl Marx, em verbete da New American Cyclopaedia, do jornal New York Daily Tribune, escreveu que Bolívar, além de covarde, era despótico, egocêntrico, narcisista e inútil como estrategista militar (Cfr. NARLOCH, 2011: 134-355 e 137). Em uma carta na Jamaica, em 1815, Bolívar escreveu: “‘Eu desejo, mais do que qualquer outro, ver formar-se na América a maior nação do mundo, menos por sua extensão e riquezas do que pela liberdade e glória’ ’’ (idem, pg. 135). Segundo Marx: “O que Bolívar realmente almejava era erigir toda a América do Sul como uma única república federativa, tendo nele próprio seu ditador. Enquanto, dessa maneira, dava plena vazão a seus sonhos de ligar meio mundo a seu nome, o poder efetivo lhe escapou das mãos” (idem, pg. 135). No dia 16/07/2010, Hugo Chávez mandou exumar o corpo de Bolívar. A jornalista Angélica Mora, do Diário de América, afirmou que se tratou de um ritual de bruxaria ou santería, religião praticada em Cuba, e que “os babalaôs estariam entre os cientistas vestidos de branco que profanaram o sarcófago. A data de 16 de julho foi escolhida porque é o dia da Virgem de Carmem que, no sincretismo religioso, representa Olyá, a dona das chaves do cemitério. Antes de fuçar nos túmulos, é necessário sempre pedir uma autorização de Olyá, na data certa. Por isso a cerimônia aconteceu às 3 horas da madrugada, que é quando se praticam os atos de magia negra. Essa é considerada a hora oposta à de Jesus Cristo, três da tarde” (idem, pg. 306).

FNCA - Fundación Nacional Cubano Americana: a mais radical ONG anticastrista, com sede em Miami, EUA. O cubano Jorge Más Camosa, principal líder anticastrista no exílio, foi presidente do FNCA até novembro de 1997, data de sua morte. A FNCA é acusada de estar envolvida em atos terroristas praticados em Cuba desde 1992.

FNLA - Frente Nacional para a Libertação de Angola: fundada em 1962, se opunha ao projeto socialista do MPLA e tinha sua base na etnia Bakongo, do Norte do país. O movimento recebeu ajuda dos EUA e da China por ser um contrapeso ao MPLA, pró-soviético e com apoio de Cuba. A Frente desapareceu em 1970 e uma de suas defecções gerou a UNITA, em 1966, com o líder Jonas Malheiro Savimbi.

FOIA - Freedom of Information Act: do Departamento de Estado, dos EUA, a Lei dá acesso a informações antes consideradas sigilosas. A Lei 8.159, de 08/01/1991, do Brasil, “dispõe sobre a política nacional de arquivos públicos e privados e a consequente disponibilização para consulta da documentação produzida pelos órgãos públicos, depositada em arquivos oficiais em nosso país” (in “Acesso à História”, de Celina Vargas do Amaral Peixoto e Rosalina Corrêa de Araújo - Jornal do Brasil, 16/06/2000). O estudo da legislação brasileira foi apoiado por entidades como o Conselho Internacional de Arquivos, a UNESCO, a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, com base em legislação existente na França e no Freedom of Information Act, dos EUA. Em 18/11/2011, a presidente Dilma Rousseff sancionou a Lei de Acesso à Informação (Lei no. 12.527).

Foice e Martelo - Símbolos do comunismo, copiados por Lenin dos antigos sociais-democratas.

Fogo amigo - Tiro de amigo dói menos, embora, às vezes, também mate!

Folhetos cubanos - Eram disseminados no Brasil pelo Movimento de Educação Popular (MEP), durante o governo de João Goulart, e serviam de inspiração às Ligas Camponesas, de Francisco Julião, e aos Grupos dos Onze (G-11), de Leonel Brizola. Desde 1961, os comunistas passaram a comprar várias fazendas em Pernambuco, Bahia, Acre, Goiás e Minas, para servirem de centros de guerrilha. Isso prova que o idioma de pau cubano (o comunismo), de inspiração soviética, tentou se estabelecer no Brasil antes da Contrarrevolução de 1964. Veja Guerrilha Comunista no Brasil e Revolução Cubana.

Fome Zero - É o food stamps (selos de comida) dos americanos adaptado na Terra dos Papagaios. Como se vê, não existe nada de novo, apenas o sucessor de FHC acha que inventou a roda. “Esses programas são o que eu estou chamando de funcionalização da miséria. Eles tornaram a miséria suportável e funcional” (Francisco Oliveira, sociólogo, fundador do PT - revista Veja, 10/12/2003, pg. 38).

Foquismo - Teoria revolucionária de pau, em que a revolução marxista seria iniciada em pequenos núcleos (focos), para começar a guerrilha rural, com o objetivo de dominar a nação. O foquismo foi sistematizado pelo revolucionário comunista francês Jules Debray, e defendida por Fidel Castro e Che Guevara. O PC do B tentou colocar em prática essa teoria na região do Araguaia. “O treinamento a brasileiros em Cuba continua até os dias atuais, embora somente no terreno político-ideológico, na Escola Superior Nico Lopez, do PC cubano, Escola Sindical Lázaro Peña, Escola de Periodismo José Martí, Escola da Federação de Mulheres Cubanas, Escola da Federação Democrática Internacional de Mulheres e Escola Nacional Julio Antonio Mella, da União da Juventude Comunista. Por essas escolas já passaram mais de 100 brasileiros. Todavia, o mais importante em tudo isso, é que a ida de qualquer brasileiro para fazer cursos em Cuba depende do aval do Partido Comunista Cubano, após entendimentos anteriores, de partido para partido. Atualmente, existem diversos brasileiros, militantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, que vêm recebendo, em Havana, treinamento em técnicas agrícolas, e outros matriculados na Faculdade Latino-Americana de Ciências Médicas. O site do Partido dos Trabalhadores oferece vagas e publica as condições definidas por Cuba para matrícula nessa Faculdade” (Huascar Terra do Valle, in “Histórias quase esquecidas”, site Mídia Sem Máscara, 10/02/2003).

Fora ALCA! - Porém, no Brasilistão do “fascismo alegre”, são bem-vindos o Foro de São Paulo, o Fórum Social Mundial e a UNASUL.

Fora FMI! - “Da mesma maneira que um médico que cuida de um paciente não pode ser acusado de causar sua doença, o FMI não é o culpado pelos problemas dos países que tenta ajudar” (Raghuram G. Rajan, economista-chefe do FMI, em entrevista a Veja, de 28/04/2004, pg. 9). Antes de chegar à presidência da República, o PT, com o apoio da CNBdoB, satanizava o FMI. No poder, emprestava dinheiro ao demônio.

Forças de repressão - É como os terroristas brasileiros das décadas de 1960 e 70 se referem aos órgãos de Segurança que os combateram.

Força Tarefa Odessa - Organização especial dos EUA, criada pela CIA, pelos serviços de Inteligência militar e pelo FBI, para combater o comércio ilegal de matérias-primas nucleares provenientes da antiga URSS.

Forças Populares - Antes de 1964, as ditas “forças populares” ameaçavam agressivamente a unidade do Exército Brasileiro. Eram compostas pelas seguintes entidades e organizações: CGT, Frente Parlamentar Nacionalista (FPN), Ligas Camponesas, PUA, UBES, oficiais nacionalistas, sargentos, cabos e soldados cooptados pelos comunistas, e lideranças políticas. Nada mais atrativo na língua de pau do que ser “social, democrático e popular”. “Os pelegos - líderes sindicais ligados ao Governo - faziam comício em lugar proibido, faziam depredações, ocupações do tipo dos sem-teto hoje e invasões de terras, estas sob o comando das ‘Ligas Camponesas’, que hoje se chamam de Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), mas fazem a mesma coisa, e o governo, naquela época, convivia com a desordem por eles promovida, exatamente como acontece hoje [Governo FHC]. Sabe o que o CGT e o PUA faziam com os desafetos? Eles agarravam à força as pessoas e com barras de ferro quebravam as pernas das pessoas, esses sindicalistas, esses extremistas do PUA e do CGT quebravam as pernas de quem não rezava pela cartilha deles. O PUA inventou uma arma terrível, e o Departamento de Ordem Política e Social (DOPS) apreendeu várias delas antes e depois da Revolução. Eles pegavam toco de cabo de aço usado em atracação de navio, amarravam numa ponta, fazendo uma espécie de uma empunhadura de espada e a outra ponta eles desfiavam para ficar ouriçado e usavam aquilo como chicote, como rebenque para cortar qualquer recalcitrante. O sujeito queria romper a greve, então tomava uma rebencada, que rasgava o sujeito todo e ia parar no pronto-socorro. Era assim que eles agiam, na ‘democracia’” (Coronel-Aviador Gustavo Eugenio de Oliveira Borges - HOE/1964, Tomo 10, pg. 293). “Os Ministros, inclusive os militares, temiam o CGT, o Comando Geral dos Trabalhadores, que mandava mesmo, tendo como secretário-geral Dante Pelacani, cujas ordens faziam curvar-se o Ministro do Trabalho, Amauri Silva, que não realizava nenhuma nomeação para cargo de direção sem a aprovação de Pelacani” (General-de-Exército Mario Orlando Ribeiro Sampaio - HOE/1964, Tomo 11, pg. 32-33).

Foro de São Paulo - O Foro de São Paulo (FSP) foi criado em São Paulo, em julho de 1990, sob os auspícios do Partido Comunista de Cuba (PCC) e o Partido dos Trabalhadores (PT). É um movimento neossocialista latino-americano, planejado por Fidel Castro, para adaptação das esquerdas à nova ordem mundial após a desintegração da União Soviética. “Numa reunião presidida por Fidel Castro e com as presenças de Lula (Luís Inácio Lula da Silva), do José Genoino, do Frei Beto e de outros líderes do Partido dos Trabalhadores (PT), Fidel disse claramente: ‘Se Lula não ganhar a eleição (de 1989) é preciso formar uma entidade para coordenar a esquerda latino-americana’. Previa-se em janeiro de 1989, nessa reunião em Cuba, o chamado Foro de São Paulo. Lula perdeu a eleição e fundou-se o Foro de São Paulo, em julho de 1990, exatamente como tinha sugerido Fidel Castro. Foi num evento no Hotel Danúbio, na capital paulista, presentes 48 entidades, várias guerrilheiras, dentre as quais duas peruanas e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC). A estrutura de toda a esquerda, na América Latina, em 1990, começou a ser organizada” (Coronel Aluisio Madruga de Moura e Souza - HOE/1964, Tomo 15, pg. 353). Em 1993, na cidade de Havana, o FSP decidiu que suas então 112 entidades deveriam apoiar Cuba em seu “período especial”, após perder a mesada soviética, trabalhar para eleger Lula e impedir o desenvolvimento do Acordo de Livre Comércio da América do Norte (NAFTA). E que se o NAFTA entrasse em vigor, haveria o levante de Chiapas, o que veio a ocorrer em 01/01/1994 com o EZLN. Os líderes do FSP são: Fidel Castro (Cuba), Luís Inácio da Silva (Brasil) e Cuauhtémoc Cárdenas (México); outros expoentes do Foro, seguidores da “Teologia da Libertação”: ex-padre Leonardo Boff, Pedro Casaldáliga (Bispo de São Félix do Araguaia, MT), Werner Sienbernbrock (Bispo de Nova Iguaçu, RJ) e Samuel Ruiz Garcia (Bispo de San Cristóbal de las Casas, Chiapas, México - um dos líderes do EZLN), além de Frei Beto, editor da revista America Libre, do FSP. O VI encontro do FSP, p. ex., ocorreu em San Salvador/El Salvador, em Jul 1996, quando reuniu 112 partidos políticos de mais de 20 países da região, 187 delegados, 52 organizações, 289 participantes, 144 organizações convidadas, 44 observadores e 35 grupos da América, Europa e África. No encontro realizado em Cuba, em 2001, o FSP apresentou projeto de estender a todos os países da América Latina os padrões de “liberdade de imprensa” existentes em Cuba. Raúl Reyes, antigo líder das FARC, escreveu cartas ao presidente Lula - cfr. em http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI5004-15223,00-DE+RAUL+REYES+PARA+LULA.html. Leia as Atas do FSP em https://www.averdadesufocada.com/images/f/atas_foro_sao_paulo.pdf ou https://midiasemmascara.net/atas-fsp/.

Fórum Social Mundial - Trata-se de importante onagro da atualidade. O I FSM foi uma reunião paralela ao Fórum de Davos (“Reunião anti-Davos”), ocorrida em Porto Alegre, RS, de 25 a 30/01/2001, e concebida por Bernard Cassen, diretor-geral do jornal francês Le Monde Diplomatique. Promovido pelo governo petista do Rio Grande do Sul (estadual e municipal), por entidades e cerca de 1.500 ONGs (500 do exterior), como Le Monde Diplomatique, ATTAC, CBJP (CNBB), CIVES, CUT, Ibase e MST, contou com a presença de intelectuais, como Emir Sader, Conceição Tavares, Frei Beto, Oscar Niemeyer, Danielle Miterrand e José Saramago; do embaixador cubano nas Nações Unidas, Ricardo Alarcón de Quesada; do líder da libertação da Argélia, Ahmed Ben Bella (que pregou a luta armada no Fórum); do ativista francês José Bové (que destruiu em 1999 uma lanchonete do McDonald’s na França e destruiu, durante o I FSM, uma plantação de soja da firma Monsanto, em Não-me-Toque, RS, junto com Pedro Stédile, do MST, e o padre Thorlby, da Pastoral da Terra); de narcoterroristas das FARC (o ex-padre Olivério Medina, porta-voz das FARC, foi proibido de falar em público pela Polícia Federal, porém Javier Cifuentes, escoltado por 2 policiais da Brigada Militar, fez seu pronunciamento na PUC/RS, sob delirantes aplausos da plateia); de “militantes” do ETA; do ex-jogador de futebol, Raí. O FSM reuniu, ainda, o Fórum Parlamentar Mundial, o Acampamento Intercontinental da Juventude, o Acampamento Mundial dos Povos Indígenas (com homenagem à “Confederação dos Tamoios”, 1ª resistência indígena no Brasil, que durou 12 anos de guerra contra os portugueses – 1555-1567). Com custo de 2 milhões (1 milhão bancado pelo PT, ou seja, pelo contribuinte gaúcho – o Diário Oficial de 29/01/2001 publicou a relação de 163 convidados, que tiveram as passagens e a estada pagas pelo PT). Os ativistas de esquerda se reuniram, em tese, para combater o neoliberalismo e sua consequente globalização econômica, porém o objetivo principal é formar uma “quinta internacional comunista” para impor sua ideologia a todos os quadrantes do planeta. Nada como manter acesa a “práxis revolucionária” marxista, depois da queda do Muro de Berlim e do desmonte da URSS, quando o antagonismo “comunismo x capitalismo” foi substituído por “comunitarismo x neoliberalismo” - maniqueísmo sem o qual, parece, não consegue viver o pessoal da esquerda. O II FSM ocorreu no período de 31 de janeiro a 5/2/2002, em Porto Alegre, com 51.300 participantes de 131 países, 4.909 organizações, 2.620 sindicalistas, 170 índios e 35 ouvintes (dados da Folha de S. Paulo, de 6/2/2002). Estiveram presentes no II FSM ícones da esquerda, como Frei Beto e Rigoberta Menchu, a indígena guatemalteca que recebeu um Prêmio Nobel da Paz por conta de uma mentira criada por ela. Ao II Fórum Social Mundial não compareceram os terroristas presentes no I FSM (FARC, ETA), nem Fidel Castro, pois, em um ano eleitoral para Presidente, não havia necessidade de expor muito o então tetracandidato light do PT, um tal de Lula-laite. O III FSM, realizado em 2003, reuniu 100.000 congressistas, 5.717 ONGs de 156 países, em torno de 1.300 seminários, conferências e oficinas, destinadas a “desconstruir a civilização cristã”. Participaram do evento expoentes da esquerda como Jean Ziegler, da Internacional Socialista; o linguista norte-americano Noam Chomsky; o filósofo marxista húngaro István Mészáros, Emir Simão Sader; Frei Betto; o ex-frei Leonardo Boff; e - já eleito e empossado! - o sucessor de FHC, Lula da Silva, que, em discurso, antes de viajar para o Fórum de Davos, afirmou: “O Fórum Social Mundial é o maior evento político realizado na História contemporânea. E eu não tenho dúvida nenhuma de que ele vai contribuir, de forma decisiva, para que a gente mude a História da Humanidade".

Fossa de Babel - “Aí, como diria Raymond Abellio, ‘a fossa de Babel’ é a competição geral pela taça da baixaria universal, cada um tentando mostrar que é mais podre, mais sórdido, mais esculhambado que o vizinho, e chamando isso de ética, patriotismo e cultura” (CARVALHO, 2013: 292). No Brasil a Taça Fossa de Babel vai para quem? Zorra Total, Big Brother Brasil, Escolinha do Professor Raimundo ou Programa do Ratinho?

FP-25 - Forças Populares 25 de Abril: movimento esquerdista de Portugal, promoveu atentado contra base da OTAN no Sul do país, em protesto ao desdobramento democrático após a Revolução dos Cravos.

FPA - Fundação Perseu Abramo: criada pelo PT em 1996, segue a linha político-cultural marxista.

FPL - 1. Frente Popular de Libertação: organizada por Leonel Brizola no Uruguai, durante o exílio. 2. Forças Populares de Libertação (El Salvador): junto com o MIR (Chile), sequestraram o empresário brasileiro Abílio Diniz, em 1989, com a intenção de arrecadar US$ 30 milhões para financiar a ofensiva final dos guerrilheiros salvadorenhos contra o governo. Os sequestradores foram: os chilenos Maria Emilia Marchi, Pedro Lembach, Ulises Gallardo, Sergio Urtubia e Hector Ramon Tapia; os canadenses David Spencer e Christine Lamont; os argentinos Humberto e Horacio Paz; e o brasileiro Raimundo Freire. Os canadenses foram repatriados para o Canadá e os chilenos deixaram o Brasil com destino a Santiago, no dia 24/04/1999. Empenharam-se até a medula (e a bula) espinhal para a libertação (“extradição”) dos terroristas o cardeal Paulo Evaristo Arns e José Gregori, então secretário de Direitos Humanos do Ministério da Justiça - este último fez até uma visita de “cortesia” aos terroristas na prisão, em São Paulo, junto com o senador Eduardo Suplicy e o Nove Dedos.

FPLE - Frente Popular de Libertação da Eritreia: de linha marxista, fundada em 1970, absorveu a Frente de Libertação da Eritréia (FLE), em luta armada contra a Etiópia. Em 1993, a Eritreia tornou-se independente e a FPLE, no poder, foi rebatizada como Frente Popular pela Democracia e Justiça (FPDJ).

FPLP - Frente Popular para a Libertação da Palestina. É acusada de ter assassinado o ministro do Turismo de Israel, Rehavam Ze’evi, no dia 17/10/2001, durante a 2ª Intifada. Laila Khaled, uma das líderes da FPLP, famosa na década de 1970 por sequestrar aviões, afirmou na ocasião que o próximo alvo seria o então 1º Ministro de Israel, Ariel Sharon.

FPM - Frente Patriótica Morazanista: grupo terrorista radical de esquerda, surgido na década de 1980 como protesto contra a intervenção dos EUA nos assuntos econômicos e políticos de Honduras.

FPR - Frente Patriótica Ruandesa (etnia Tutsi): após a guerra civil de 1993-94, contra a etnia Hutu, com mais de 1 milhão de mortos e mais de 1,5 milhão de refugiados, a FPR toma Kigali e se instala no poder.

Frades dominicanos - No início de 1968, houve várias reuniões no Convento dos Dominicanos do Bairro das Perdizes, em São Paulo, liderado por Frei Osvaldo Augusto de Rezende Júnior, congregando frades para tomada de posição política, que culminaria com a adesão ao Agrupamento Comunista de São Paulo (AC/SP) - que teve, ainda naquele ano, mudado seu nome para Ação Libertadora Nacional (ALN). Participaram das reuniões Frei Carlos Alberto Libânio Christo (Frei Betto), Frei Fernando de Brito (Frei Timóteo Martins), Frei João Antônio Caldas Valença (Frei Maurício), Frei Tito de Alencar Ramos, Frei Luiz Ratton, Frei Magno José Vilela e Frei Francisco Pereira Araújo (Frei Chico). Frei Osvaldo, apresentando Marighella a Frei Beto, conseguiu a adesão ao AC/SP de todos os dominicanos que participaram das reuniões. Frei Beto também entrou em contato com a VPR por intermédio de Dulce de Souza Maia, nos meios teatrais, onde Frei Beto atuava como repórter da Folha da Tarde. A primeira tarefa que os dominicanos receberam de Marighella foi fazer um levantamento de áreas ao longo da Rodovia Belém-Brasília, para implantação de uma guerrilha rural. A área de Conceição do Araguaia, onde a ordem dominicana possuía um convento, foi assinalada no mapa como área prioritária, pois teria importante apoio logístico. Nesse convento, durante certo tempo, os subversivos instalaram um sistema de rádio para difusão de mensagens a Tirana, Albânia. O levantamento sócio-econômico da região foi feito com base no “Guia Quatro Rodas”, da Editora Abril. Esse trabalho passou a ser compartimentado, para aumentar a segurança, e os frades passaram a utilizar codinomes: Frei Ivo, o Pedro; Frei Osvaldo, o Sérgio ou Gaspar I, nos contatos que este tinha com Marighella; Frei Magno, o Leonardo ou Gaspar, era quem mantinha contato com Joaquim Câmara Ferreira; Frei Beto, o Vítor ou Ronaldo, ficou encarregado do sistema de imprensa e também dos contatos com Joaquim Câmara Ferreira, que coordenava as atividades do Agrupamento em São Paulo (o AC/SP se infiltrou na Editora Abril e no jornal Folha da Tarde, do Grupo Folha). Na Folha da Tarde, Frei Beto recrutou os jornalistas Jorge Miranda Jordão (Diretor), Luiz Roberto Clauset, Rose Nogueira e Carlos Guilherme de Mendonça Penafiel. Clauset e Penafiel cuidavam da preparação de “documentos”, e Rose, do encaminhamento de pessoas para o exterior. Na Editora Abril, a base de apoio era de aproximadamente 20 pessoas, comandadas pelo jornalista Roger Karman, e composta por Karman, Raymond Cohen, Yara Forte, Paulo Viana, George Duque Estrada, Milton Severiano, Sérgio Capozzi e outros, que elaboraram um arquivo secreto sobre as organizações armadas (servia também como fonte de informações para organizações subversivas). O AC/SP tinha assistência jurídica, composta de 3 advogados: Nina Carvalho, Modesto Souza Barros Carvalhosa e Raimundo Paschoal Barbosa. Quando procurado pela polícia, em São Paulo, Frei Betto, que havia ingressado no convento dos dominicanos, em São Paulo, em 1966, foi acobertado pelo Provincial da Ordem, Frei Domingos Maia Leite, e transferido para o seminário dominicano Christo Rei, em São Leopoldo, RS. Frei Betto foi preso no RS, onde atuava junto com a ALN para fuga de terroristas ao Uruguai. Veja ALN.

France Libertée - ONG pauleira de Direitos Humanos, presidida por Danielle Mitterrand, pretende “libertar” a França...

Frankenstein food - Não importa se a FAO/ONU recomenda a ingestão de alimentos transgênicos, que não oferecem nenhum tipo de perigo para a saúde humana. No idioma de pau da esquerda, essa recente invenção do capitalismo, que pode ajudar a acabar com a fome no mundo, não passa de “comida de Frankenstein”. “O primeiro hambúrguer limpo foi criado a partir de células - e depois comido - em 2013. Custou 330 mil dólares. Quatro anos de pesquisas e desenvolvimento trouxeram o preço para onze dólares por unidade, e dentro de mais uma década espera-se que a carne limpa produzida industrialmente seja mais barata do que a carne abatida” (HARARI, 2018: 154 - “21 lições para o século 21”). Como fiquei na dúvida do que seja mesmo Frankenstein food, de que células “limpas” é feita essa comida, vou continuar comendo produtos transgênicos e meu churrasco “sujo” tradicional...

Franquia petista - A Al-Qaeda possui “franquias” terroristas em todo o mundo. O petismo já exportou o “fascismo alegre” para El Salvador, tipo franquia petista: a primeira-dama daquele país é brasileira e petista, Vanda Pignato, esposa do presidente Mauricio Funes, eleito com a ajuda do marqueteiro João Santana, financiado por propinas da Odebrecht, em assalto à Petrobras. Ambos foram condenados pela Justiça de El Salvador, acusados de desvio de dinheiro público. Além de El Salvador, Santana foi o marqueteiro petista de campanhas presidenciais em Angola, no Panamá e na Venezuela. Outros países que foram afetados pela corrupção petista, por meio de obras da Odebrecht, foram: Argentina, Peru, Colômbia, Equador, Panamá, República Dominicana, Guatemala, México, Moçambique - cfr. em https://g1.globo.com/economia/noticia/mapa-mundi-da-lava-jato-a-situacao-da-odebrecht-em-11-paises.ghtml.

Frenologia - Ciência de pau favorita do século XIX, tentava identificar o caráter de uma pessoa por meio da forma da cabeça e das saliências cranianas. Na Inglaterra, George Combe estudou crânios das pessoas, especialmente crianças, para “educá-las melhor”. Mais tarde, o criminalista italiano Cesare Lombroso e seus seguidores passaram a estudar a aparência física das pessoas para prever o comportamento criminoso e, assim, tentar evitar que cometessem crimes. “Tudo isso fazia parte de uma proposta positivista em relação à vida humana” (KARL, 1995: 82). Charles Bray, ligado à escritora George Eliot, “até colecionou algumas cabeças de criminosos e ia pela zona rural oferecendo-as como evidência de que a leitura das saliências poderia ser traduzida em leitura de caráter e, finalmente, em política social” (idem, pg. 107). “Os frenologistas e estudiosos do crânio apoiavam essas descobertas asseverando que o cérebro feminino pesava 140 gramas menos que o cérebro masculino e era, por definição, inferior. Mesmo quando os estudiosos do crânio foram tachados de cientistas de segunda categoria, as conclusões permaneceram. Com seu cérebro menor, sua deficiência de crescimento e vontade mental, as mulheres eram mais sujeitas às doenças de nervos, isto é, histeria e todas as enfermidades correlatas. Isto tudo, também era tido como ‘científico’, a despeito da evidência de que os homens eram muito mais numerosos nesse tipo de doença. A ciência médica vitoriana era claramente dirigida por considerações sociais e políticas” (idem, pg. 414). A revista Veja, em sua edição de 25/04/2012, sofreu surto frenológico, ao apresentar uma tese em que pessoas de maior estatura seriam mais saudáveis e mais bem-sucedidas.

Frente Ampla - União das esquerdas radicais após 1964, pretendiam desestabilizar o governo militar, sob a fachada de reivindicações do tipo “anistia geral”, “eleições diretas”, para poderem operar livremente no País. Participaram da Frente Juscelino Kubitschek, João Goulart e Carlos Lacerda. Leonel Brizola, el ratón, não aderiu ao onagro caboclo.

Frente de Mobilização Popular (FMP) - Órgão de mobilização comunista, atuante antes de 1964, incluía a Frente Parlamentar Nacionalista (FPN), os Grupos dos Onze (G-11), as Ligas Camponesas e os sindicatos rurais, o Comando Geral do Trabalhadores (CGT), o Pacto de União e Ação Sindical (PUA), a União Nacional dos Estudantes (UNE), a Ação Popular (AP), a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), com o apoio ainda de oficiais militares nacional-reformistas e do ilegal Partido Comunista Brasileiro (PCB). Organizado em nível nacional, a Frente era dirigida contra o abuso econômico transnacional e contra as estruturas oligárquicas rurais, ou seja, contra o capitalismo, já que era dirigido por ideias socialistas, vale dizer, comunistas. “Movimento nacionalista surgido em 1962 com o objetivo de pressionar em favor da implementação das chamadas reformas de base (agrária, urbana, tributária, bancária e constitucional). Liderada pelo governador do Rio Grande do Sul Leonel Brizola, congregou representantes de organizações como o Comando Geral dos Trabalhadores (CGT), o Pacto de Unidade e Ação (PUA), a União Nacional dos Estudantes (UNE) e a União Brasileira dos Estudantes Secundários (UBES), além de elementos da Frente Parlamentar Nacionalista (FPN) e de entidades camponesas e femininas como a Frente Nacionalista Feminina. Não tendo chegado na prática a se constituir completamente como organização com atuação própria e definida, foi fechada após o movimento político-militar de 31 de março de 1964. A FMP incluía, além de Brizola, os deputados federais Sérgio Magalhães, Max da Costa Santos, Marco Antônio Coelho e José Guimarães Neiva Moreira, e os sindicalistas Clodesmidt Riani, Dante Pelacani, Aluísio Palhano, Paulo Melo Bastos, Rafael Martinelli, Severino Schanaipp, Olímpio Meireles, Nestor Vera e Lindolfo Silva, entre outros. Alguns de seus integrantes eram também ligados ao Partido Comunista Brasileiro (PCB)” (CPDOC/FGV -http://www.fgv.br/cpdoc/acervo/dicionarios/verbete-tematico/frente-de-mobilizacao-popular-fmp, acesso em 15/04/2021).

Frente Manuel Rodrigues - Grupo terrorista do Chile, hijo natural del Partido Comunista. O mesmo que Frente Patriótica Manuel Rodriguez. Braço armado do Partido Comunista do Chile, a FMR iniciou as atividades terroristas em 14/12/1983, com explosões em vários pontos de Santiago e interferências radiofônicas. O nome advém do herói da independência do país contra a Espanha. Desde 1987, a FMR dividiu-se nas seguintes facções: Frente Manuel Rodriguez - Autónomo, Movimiento Manuel Rodriguez, Ejército de Liberación Nacional e Destacamento Raul Pellegrin. A FMR utilizava empresas de fachada, como pesqueiros (Chompalhue, Astrid Sue) e viveiros flutuantes de pescado para contrabandear armas, explosivos e munições para o Chile, ao custo de 25 milhões de dólares, repassados por Cuba e Nicarágua ao PC chileno e FMR, dinheiro esse oriundo de países que fomentavam o terror, como URSS, Alemanha Oriental, Bulgária e Líbia. Os arsenais de guerra encontrados em agosto de 1986 em poder da FMR foram os maiores já vistos na América Latina. Locais dos arsenais: Carrizal (o maior de todos), Palo Negro, mina abandonada de Cerro Blanco, Paine, Pintana (Santiago) e periferia de Santiago (Calle Tucapel no. 1635). Entre 6 e 21 de agosto, foram encontrados: 3.118 Fz NA M-16, 114 Lç foguete antiblindagem soviéticos RPG-7, 102 Fz de assalto belgas FAL, 6 Mtr NA M-60, 167 foguetes antiblindagem NA LAW, 5 Fz Lç Gr M-79, 1 escopeta de repetição cal 12, 1.959.512 car para Fz M-16, 4.205 car para FAL, 2.700 car para Mtr M-60, 965 car para Fz AKA, 1.979 granadas de mão soviéticas, 1.859 bombas para Mrt M-79, 2.204 kg de TNT em cubos, 796 kg de explosivos plástico T-4, 100 rolos de estopim, 4.700 detonadores, 10.140 “tirafrictores” para cargas explosivas, 1.514 carregadores sobressalentes para Fz M-16, 521 carregadores sobressalentes para FAL, 716 cargas de projeção para RPG-7 e 54 cargas de projeção para Mrt 81 mm - além de barcos, veículos, botes de borracha, equipamentos de comunicações e material de campanha (Cfr. LONFAT, 1988: 55). No dia 7/9/1986, a FMR promoveu atentado contra o presidente Augusto Pinochet, que escapou ileso. Na ocasião, morreram 5 militares, e 7 militares e 1 detetive ficaram feridos - todos da comitiva presidencial. Em 1993, promoveu dois atentados à bomba a lojas da McDonald’s e uma tentativa de ataque a bomba a uma lanchonete Kentucky. A FPMR fez, no Brasil, pelo menos 3 assembleias anuais clandestinas, que ocorreram em algum dos três Estados do Sul, em 1990, 1992 e 1994. O chileno Maurício Hernández Norambuena comandou o sequestro do publicitário brasileiro Washington Olivetto, ocorrido no dia 11/12/2001, e foi preso com mais 5 comparsas em São Paulo. Norambuena foi um dos dirigentes da FPMR, é acusado de ter sido um dos atiradores no atentado ao general Pinochet e de ter planejado o assassinato de vários agentes chilenos, como Roberto Fuentes Morrison. Atualmente, Norambuena é um dos chefes da Frente Patriótica/Dissidentes (FPMR/D). Condenado no Chile à prisão perpétua, pelo sequestro e assassinato do Senador Jaime Guzmán, Norambuena fugiu de um helicóptero do presídio de segurança máxima de Santiago, o CAS (Cárcel de Alta Seguridad). A operação foi batizada no Chile como a “fuga do século”. Outros três “frentistas” fugiram na operação: Ricardo Palma Salamanca, Patrício Ortiz Montenegro e Pablo Muñoz Hoffmann. Entre os 10 foragidos do Caso Abílio Diniz (sequestro, realizado por integrantes do MIR em 1989), havia membros da FPMR. A FPMR também é acusada de ser responsável pelos sequestros do banqueiro Beltran Martinez, do Bradesco, em 1986, e do publicitário Luiz Sales, em 31/7/1989, sequestrado durante 65 dias e libertado após o pagamento de US$ 2,5 milhões. No dia 8/12/1992, foi sequestrado o publicitário Geraldo Alonso Filho, solto após 36 dias e o pagamento de US$ 3 milhões. A FPMR edita a revista trimestral El Rodriguista e tem um site, www.fpmr.org. Leia “Allende e Pinochet: o mito e a realidade”, em http://felixmaier1950.blogspot.com/2020/07/allende-e-pinochet-o-mito-e-realidade.html.

Frente Popular - Foi uma coligação eleitoral, criada em 1936 na Espanha, com a participação do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), do Partido Comunista de Espanha (PCE), do Partido Operário de Unificação Marxista (POUM) e dos Republicanos, divididos em várias facções. Como resposta à onda de vandalismo provocado pela esquerda radical contra partidos de direita e instituições da Igreja Católica, ocorreu a Guerra Civil Espanhola, em que venceu o General Francisco Franco, tornando-se ditador até 1975. “Na esquerda, a exemplificação política do antifascismo é a Frente Popular, que reduz a Europa a fascistas e antifascistas e que, em última instância, se destina a proteger a pátria da revolução, a União Soviética. E, como você observou em relação à Espanha, a maneira como os soviéticos estabeleceram governos na Europa Oriental em primeiro lugar foi precisamente baseada no modelo da Frente Popular” (JUDT, 2014: 231). Leia, de minha autoria, “Guerra Civil Espanhola” em http://felixmaier1950.blogspot.com/2020/09/guerra-civil-espanhola-75-anos-depois.html.  Veja FAI, POUM, UME, Brigadas Internacionais, Patrulha da Madrugada, Guernica, Legião Condor.

Frente Única - Idealizada pelo ex-ministro San Thiago Dantas, desejava unir todas as esquerdas em uma “Frente Única” (1963), para dar suporte consistente ao governo de João Goulart e suas “Reformas de Base”. Os partidos comunistas e o exibicionismo de Brizola impediram a formação dessa Frente. A “Frente Popular” de Jango, com o PCB e as organizações dominadas pelo “Partidão”, foi o que sobrou da pretensa “Frente Única”. A expressão de pau “Frente Única”, pelo menos, serviu de inspiração para a moda das décadas de 1960/70, sendo uma peça feminina bastante sexy - ao mesmo tempo em que debutavam o chinelo-de-dedo, a calça jeans da marca Lee e a camisa volta ao mundo banlon, que hoje talvez possa ser comprada na Enjoei, época em que se ouviam no rádio o Repórter Esso e as piadas sem graça de muito sucesso, de Vitório e Marieta - cfr. em https://www.youtube.com/watch?v=-3YUaArmlk8.

Frente Universitária Berlim (FUB) - Onagro pertencente à Universidade Livre de Berlim, que concedia bolsas de estudo para doutrinação comunista.

Front National - Frente Nacional: partido de extrema direita, de Jean-Marie le Pen (França), que derrotou o ex-primeiro-Ministro Jospin no primeiro turno das eleições presidenciais, em 2002. Partido acusado de ser xenófobo e contra a imigração no país, especialmente a população muçulmana. A Frente Nacional pretende retirar o país da União Europeia e quer a volta do franco como moeda nacional.

FRU - Frente Revolucionária Unida (Serra Leoa): movimento guerrilheiro, em maio de 2000 sequestrou 500 integrantes da ONU. No conflito, que teve início em 1991 e durou 9 anos, morreram 50 mil pessoas e 10 mil ficaram mutilados (os rebeldes da FRU cortavam os braços, as pernas ou as línguas de civis).

FSLN - 1. Frente Sandinista de Liberación Nacional (Nicarágua): movimento fundado pelo marxista Carlos Fonseca, derrubou a ditadura de Somoza e tomou o poder em 1979, com Daniel Ortega. 2. Forças Socialistas de Libertação Nacional: no dia 17/08/2000, 11 homens assaltaram um posto policial (Departamento de Policiamento Ostensivo - DPO), em Carapebus, Norte do Estado do Rio de Janeiro, roubando armas e pichando na cidade “A solução para o Brasil é a luta armada. FSLN”. O líder Nelson Faria Marinho, ex-paraquedista então com 56 anos, foi preso.

FSM - 1. Federação Sindical Mundial: criada em 1945, com sede em Moscou, era o principal instrumento do Movimento Comunista Internacional (MCI) para subversão em todos os sindicatos dos países não comunistas. 2. Fórum Social Mundial. Veja verbete.

FUAC - Frente Unida Andres Cano: grupo esquerdista, com aproximadamente 60 homens, que atua na Nicarágua desde 1991, em choques com patrulhas do Exército.

Fuehrerlexikon - Publicado em 1934 pela Editora de Otto Stollberg, em Berlim, apresenta a biografia de cerca de 1.600 pessoas que ajudaram o movimento nazista a alcançar a vitória total. Não foi uma publicação oficial do Partido Nazista, mas foi aprovada por ele. No prefácio, os editores explicam o objetivo da publicação: “O Fuehrerlexikon procura mostrar a realização do princípio do Fuehrer na vida pública da Alemanha”. O prefácio declara que o livro contém 1.700 biografias, porém tem cerca de 1.600, com mais de 100 espaços em branco; isso se explica porque em meados de 1934 houve o “expurgo de sangue” das facções Roehm-Strasser e a dizimação da liderança das S. A. - indicação de que havia cerca de 100 pessoas envolvidas no expurgo que anteriormente constavam da publicação. O número inclui figuras de prestígio que não eram nazistas fanáticos. Veja Revisionismo e Direito do Esquecimento.

FULNA - Frente Armada de Liberación Nacional (Paraguai): surgiu em 1960, sob inspiração da Revolução Cubana. Foi ligada ao Partido Comunista do Paraguai.

FULRO - Frente Unida para a Libertação das Raças Oprimidas (United Front for the Liberation of Opressed Races): por exemplo, Montagnards.

Função social do contrato - Expressão de pau de sucesso, nada diz, pois todo contrato tem, em si mesmo, uma função social. De acordo com o novo Código Civil, a “liberdade de contrato será exercida em razão e nos limites da função social do contrato” (Art. 421). “Em princípio absolutamente correto, porque o Direito é também um fenômeno social. (...) O Direito está sempre em função da sociedade. A afirmação, portanto, do Código Civil não passa de tautologia, de truísmo, de pleonasmo legislativo” (Jacy de Souza Mendonça, in “O novo código civil”, Revista Banco de Ideias no. 26 - Mar/Abr/Mai 2004, pg. 8, do Instituto Liberal).

Fundamentalismo - Conceito protestante que surgiu no século XX, para defender e conservar os elementos “fundamentais” da fé cristã, através da interpretação literal da Bíblia. Atualmente refere-se ao conjunto de ideologias que veem, exclusivamente nos fundamentos da religião, a base para a organização da vida social e política. Principais movimentos fundamentalistas no mundo: 1) Fundamentalismo islâmico: teve origem no Wahabismo, uma teoideologia radical formulada na versão radical do Islamismo, no século XVIII; exemplos de fundamentalismo islâmico: xiitas no Irã, após a Revolução Iraniana de 1979, conduzida por Ruhollah Khomeini; a Gammaat-i-Islamia no Egito; a FIS na Argélia; o Hezbollah no Líbano; o Hamás em Gaza; a milícia Talibã no Afeganistão; 2) Fundamentalismo hindu: como exemplo temos: a organização Shiv Sena e o Partido Bharatiya Janata (BJP), os quais destilam seu ódio contra os demais segmentos religiosos da Índia, especialmente muçulmanos; e os Sikhs, membros de uma seita hindu monoteísta fundada no século XVI, que desejam fundar o Khalistão (“Terra dos Puros”) em território indiano; 3) Fundamentalismo judaico: o Eyal (Força Judaica Combatente) e o Kahane Vive. O fundamentalismo islâmico é o mais forte e mais atuante no mundo. Muçulmanos perfazem mais de 85% da população dos seguintes países: Afeganistão, Argélia, Autoridade Palestina, Bangladesh, Egito, Indonésia, Irã, Ir