MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964
Avião que passou no dia 31 de março de 2014 pela orla carioca, com a seguinte mensagem: "PARABÉNS MILITARES: 31/MARÇO/64. GRAÇAS A VOCÊS, O BRASIL NÃO É CUBA." Clique na imagem para abrir MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964.

sexta-feira, 30 de abril de 2021

Félix Maier - Dados Biográficos e Memória

 Félix Maier

Dados Biográficos e Memória


Félix Maier - Agosto 2020

Filho mais velho de Hilário Maier e Marina Preis Maier, Félix Maier nasceu na colônia da Linha Nogueira, em Luzerna (antigo Distrito de Joaçaba), Santa Catarina, no dia 3 de janeiro de 1950. 

Casamento de Hilário e Marina - 1949.

Casamento de Hilário e Marina
A esquerda, os avós maternos de Félix, Edmundo Preis e Paulina Back Preis.
Atrás de Hilário e à direita, os avós paternos de Félix, José Mayer
e Escolática Freiberger Maier.

Avós maternos: Paulina Back Preis e Edmundo Preis; avós paternos: Escolástica Freiberger Mayer e José Mayer; bisavós: João Preis e Maria Hoepers, e João Back e Isabela Westrupp. A partir do seu pai, Maier passou a ser escrito com "i" e não "y", por conta do tabelião que emitiu a certidão de nascimento. Na época, moravam também na Linha Nogueira os avós paternos e maternos.

A avó materna de Félix, Paulina Back Preis, é descendente do dinamarquês Henrique Westrup, provavelmente oriundo de família alemã, “que veio solteiro para o Brasil e aqui, ele bem loiro, casou com Maria Rosa de Jesus, brasileira, bem morena, nascida segundo uma versão em Biguaçu e por outra em Pernambuco” (BACK, 1995: 8) (*). “Maria Rosa de Jesus era, provavelmente, descendente de índios dos arredores de Garanhuns, Pernambuco” (idem, pg. 135, nota 4). Outra possibilidade aventada por Adolfo Back é que Maria Rosa seja oriunda de Biguaçu, SC, provavelmente descendente de açorianos. Um teste genético feito por um sobrinho de Félix aponta traços açorianos. Gregório Westrup, filho de Henrique, “era moreno e de sua descendência até a quarta geração ainda aparecem pessoas de cor morena e cabelos pretos e lisos” (BACK, 1995: 8). Gregório Westrup casou-se com Catarina Michels e é avô de Paulina - portanto, trisavô de Félix. Isso prova que a miscigenação brasileira é muito maior do que muitos pensam.

(*) BACK, Eurico; et alii. Adolfo Back 100 anos - História de Forquilhinha. UNESC, 1995.


Sua mãe Marina e todos os tios maternos nasceram em Forquilhinha, SC. Seu pai Hilário nasceu no mesmo dia, mês e ano que sua mãe, 22/11//1928, porém na Linha Nogueira (Luzerna, SC), próximo ao local onde Félix veio ao mundo (depois das terras da família Faher (?) e antes dos Kremer).

Avós de Félix, Paulina e Edmundo, em Forquilhinha, SC, com os filhos Adelina, Josefina, 
Marcos, Elza, Marina, Ana, João, Bruno, Arno e Matilde (no colo de Paulina).
Ainda não haviam nascido Helga e Renato.
Tecla, nascida depois de João, morreu aos 2 meses de idade.
Marina está no centro da foto, entre o pai Edmundo e a irmã Ana.

Bisavós de Félix, João Back e Isabela Westrupp,
com os avós Edmundo e Paulina e seus filhos.
Marina está à esquerda.

Paulina e Edmundo com os netos - Linha Nogueira, Luzerna, SC, 
início dos anos de 1950. Félix é o 3o, sentado, da esquerda para direita.

Félix tem cinco irmãos: Sílvia, Fernando (in memoriam), Válter, Ivone e Günther.


Certidões de batismo e crisma.

Linha Nogueira, 1956.
Ainda não havia nascido o caçula, Günther (1957).

A antiga casa na Linha Nogueira, onde Félix e seus irmãos 
nasceram, não existe mais, ficava próxima à seta.
Ao centro vê-se a antiga casa de Pedro Dagostin,
casado com a tia materna Josefina Preis Dagostin.
À direita, a antiga casa de Bruno Vier.

Félix e seus 5 irmãos - início dos anos de 1960.

Félix é casado desde 13 de janeiro de 1979 com a Sra. Valdenice dos Santos Maier, natural da cidade do Rio de Janeiro e formada em Pedagogia e Psicologia da Educação pela Universidade de Brasília (UnB), com quem tem dois filhos, Wagner (formado em Pedagogia pela UnB) e Cristiane (formada em Matemática pela mesma Universidade). Tem cinco netos: Letícia, Lyan, Ana Carolina, Erin e Maria Clara.

Félix iniciou seus estudos no Grupo Escolar Padre Nóbrega (Luzerna), em 1957, onde concluiu o primário em 1960. No primeiro ano, ficou na casa do avô materno, Edmundo, que morava na vila. Aos sábados, havia uma disciplina que gostava, de trabalho manual, onde aprendeu a fazer brinquedos, capelas para santos e presépio etc., usando tabuinha de cedro e serrinha de arco.

Antigo Grupo Escolar Padre Nóbrega.

Atual Escola de Educação Básica Padre Nóbrega (2015).

Igreja Católica de Luzerna, SC (2015).

Um pouco de história sobre a antiga Luzerna pode ser visto em https://www.facebook.com/Luzerna-hist%C3%B3ria-em-imagens-102994448091396/.

Em meados de 1957, sua família se mudou para a Linha Pinheirinho, em Herval d'Oeste, SC, onde todos os vizinhos eram descendentes de italianos. Na Nogueira, todos eram de origem alemã. Começava na Pinheirinho o embate étnico "alemão batata, pé na bunda, mão na lata" versus "gringo polenteiro, come bosta de terneiro"...


Casa dos Maier na Linha Pinheirinho, Herval d'Oeste, SC.
A antiga casa foi demolida e esta construída em 1965,
com modificação da varanda no início dos anos de 1980.
Atualmente, a propriedade de 4 alqueires pertence a Günther Maier.

Na Pinheirinho, Félix e seus irmãos desde cedo ajudavam os pais na horta e na lavoura, como capinar roça, colher verdura, dar alimento aos porcos e galinhas. E andavam 6 km a pé até a escola em Luzerna, no frio, na chuva, na lama, normalmente descalços ou no máximo com alpargatas que só eram colocadas nos pés na linha do trem, 2 km de casa, depois de lavar a lama dos pés. Hoje, ônibus da prefeitura leva e traz os alunos até escolas em Herval d'Oeste, o qual também serve para transporte dos colonos.

Nos anos de 1961 e 1962, fez o Admissão ao Ginásio no Seminário São João Batista, dos franciscanos, em Luzerna, obtendo o terceiro lugar em 1961 e o primeiro lugar em 1962. No teste de conhecimentos aplicado no início de 1961, Félix não foi muito bem e, assim teve que fazer dois anos de Admissão. Seu primo Zeno Dagostin também começou os estudos em 1961, assim como seu colega no Grupo Escolar, Gílson Caldart. 

Boletim de Luzerna - 1961.

Boletim referente às notas finais em
Luzerna, Rio Negro e Agudos.

A propósito, no teste médico feito com o Dr. Miguel Russovsky para ingresso no Seminário, no antigo hospital de madeira de Herval d'Oeste, SC, este disse que o único problema era que "Félix é muito feio". Posteriormente, o médico, poeta e escritor Dr. Miguel construiu o Hospital São Miguel, em Joaçaba, o maior da região. Quando ainda era um bebê, como contava sua mãe Marina, um médico,  observando os olhos de Félix, disse que ele seria muito inteligente. O reitor do Seminário de Luzerna, Frei Henrique Müller, depois bispo em Joaçaba, costumava chamar Félix de "comodista", dando bofetões no rosto e puxando as orelhas com vigor - o que fazia com gosto também com outros seminaristas, especialmente com o Antônio Brand, que não chorava, o que deixava o Frei nervoso. Uma vez, um filete de sangue escorreu de uma orelha de Félix, depois  de levar um puxão de orelha por ter arrumado a cama antes do café-da-manhã, num dia em que os seminaristas fariam um piquenique no potreiro dos Fritzen, na Linha Nogueira. Inteligente, feio e comodista...

Nesses dois anos em Luzerna, Félix participou do coral do Seminário, principalmente de meninos, que fazia apresentações tanto em missas solenes no internato, como em missas nas festas das capelas do interior, como Linha Germano. Em 1961, ajudou a carregar muitas pedras, para finalizar o piso do novo Seminário, com nova sede a partir de 1962, na mesma propriedade da Província Franciscana da Imaculada Conceição, que está presente no Brasil e em Angola - cfr. em https://franciscanos.org.br/quemsomos/governo-provincial/#gsc.tab=0. Nesse tempo, Félix começou a tomar gosto pelos livros, como as aventuras escritas por Emilio Salgari. Nesse tempo, nas horas livres, além de bater bola e tomar banho na piscina, os seminaristas pegavam às vezes na enxada e limpavam à tarde uma roça enorme em pouco tempo. Ainda não havia problemas com "trabalho infantil".

Veja alguns nomes dos 2.126 seminaristas que passaram pelo Seminário durante 42 anos de existência em https://seminaristasfranciscanos.blogspot.com/2008/09/nome-de-seminaristas-seminario-sao-joao.html. Seu tio Arno Preis estudou no Seminário em 1946 e o tio João Preis em 1947.

Na verdade, a grande procura de meninos para estudar no seminário era ocasionada pela força que a família católica fazia na época, principalmente por parte da mãe, extremamente devota, de modo a ter um padre na família. E a maioria dos meninos, como Félix, ao longo dos anos viu que não era essa sua vocação, mas continuou os estudos até se formar no Científico.

O Seminário de Luzerna foi fechado em 1983 e em 2004 foi comprado pela Prefeitura de Luzerna. Atualmente, o terreno de 550.000 m2 e área construída de mais de 8.000 m2 foi transformado em Centro de Eventos São João Batista. Daria para abrigar uma universidade.

Antigo seminário franciscano de Luzerna (em madeira).
Último ano de funcionamento: 1961.

Novo seminário franciscano de Luzerna.
Primeiro ano de funcionamento: 1962.

Em 1963, Félix iniciou o curso ginasial, no Seminário Seráfico São Luís de Tolosa, dos franciscanos, em Rio Negro, PR, onde também fez o 2º ano ginasial, em 1964. Nesse período, foi ator-mirim de várias peças teatrais, apresentadas no Seminário, a exemplo de “O Bruxinho que era bom”, uma peça adaptada de Maria Clara Machado, e começou a se interessar pela música clássica (árias de óperas, como La Donna è Mobile), pela música popular brasileira (Luiz Gonzaga) e pelos filmes de Charles Chaplin (“Carlitos”), que um frei ia buscar em Curitiba para projeção no Seminário. Também participou da montagem de uma peça teatral, em que fazia o papel de filho de um presidente assassinado na América do Sul, não se lembra de que país. A música grave de Richard Wagner, durante aquela peça teatral fúnebre, fazia estremecer o jovem ator. O seminarista Adimir José Tomelin fazia apresentações cômicas no teatro do Seminário, arrancando gargalhadas de todos. Os seminaristas Hélio Tosatti e Hildo Espagnol faziam uma dupla caipira de respeito. Nessa época, os seminaristas fizeram uma visita à fábrica de tabaco Souza Cruz, localizada em Rio Negro.

Em Rio Negro, Félix realizava, ainda, trabalhos na enfermaria, junto com o seminarista Hélio Tosatti, em auxílio a Frei Solano, aplicando curativos, e fazia cartazes para as missas dominicais da Igreja do Seminário, dirigidas para a comunidade local. Félix venceu um concurso de melhor trabalho de Geografia, recebendo como prêmio do professor Frei Solano uma coleção de selos da França, onde o padre havia estudado. Seu colega Vílson Franciozi tanto implorou pelos selos que Félix os doou a ele. Posteriormente, Félix passou a ser um "juntador de selos", os quais foram repassados a seu filho Wagner, que passou a colocar ordem na bagunça, além de participar de grupos filatelistas, aumentando sua coleção. 

Em 1964, Félix sofreu acidente grave, ao mergulhar num poço de um afluente do Rio Negro, próximo ao Seminário, quase quebrando o pescoço. Por um mês, ficou com o pescoço enfaixado, não conseguindo mover a cabeça para os lados.

Em 1995, o Seminário de Rio Negro foi transformado no Parque Ecoturístico Municipal São Luís de Tolosa.

Seminário franciscano de Rio Negro, PR.

Em 1965, Félix ingressou no Seminário Santo Antônio, dos franciscanos, em Agudos, SP, onde estudou até 1969, concluindo o Ginásio e o Científico. Nesse período, estudou, dentro dos cursos regulares, 5 anos de inglês, 3 de francês, 1 de grego e 7 de latim (incluindo os 2 anos em Rio Negro, onde estudou, ainda, 1 ano de alemão, voluntariamente, à noite). 

Seu tio Arno Preis fez parte da primeira turma em Agudos, em 1950.

Seminário franciscano de Agudos, SP.

Outras fotos sobre o Seminário de Agudos podem ser vistas em https://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=886&cat=Textos_Religiosos.

Havia excepcionais professores no Seminário de Agudos. O alemão Frei Onésimo Dreyer, com Doutorado em Matemática e Física nos EUA, exerceu diversos cargos em Agudos durante muitos anos. Como professor de Matemática, Física e Astronomia, hipnotizava os alunos. Nas aulas de Matemática, não se limitava a apresentar equações para memorização. Ele fazia uma dissertação completa dos teoremas e das equações matemáticas e finalizava com o jargão em Latim Quod erat demonstrandum (o que havia de ser demonstrado). Além disso, Frei Onésimo ministrava aos alunos do 3o. Ano do Científico o cálculo infinitesimal, nas definições de derivada e integral, matéria normalmente só oferecida na faculdade.

Além de Frei Onésimo, destacavam-se também os professores Frei Clarêncio Neotti (exímio professor de Português, mais tarde foi o editor da Editora Vozes, de Petrópolis, RJ), Frei José Luís Prim (exímio musicista e conferencista), Frei Orlando dos Reis, Frei Gabriel Wzorek, Frei Hugo Baggio (autor de inúmeros livros), Frei Paulo Back (sobrinho de Paulina, avó materna de Félix) e tantos outros. Frei Paulo ensinava Inglês utilizando cantos populares norte-americanos, como os de Stephen Foster (Old Black Joe, Oh! Susanna), e canções do negro spiritual, surgidas durante a escravidão negra, nos EUA, que precederam o gospel atual, como a famosa canção para coral Nobody Knows the Trouble I've Seen, surgida em 1867. Frei Paulo elogiava tanto os EUA, onde havia morado, que muitos seminaristas achavam que ele não era mais brasileiro. Frei Agostinho Salvador Picollo era o reitor, corinthiano roxo, muito amigo de Fiori Gigliotti, locutor esportivo conhecido pelo bordão "abrem-se as cortinas e começa o espetáculo", o qual visitava o Seminário com frequência.

Confira os professores de Agudos em https://seminaristasfranciscanos.blogspot.com/2015/06/relacao-de-padres-e-irmaos-que.html.

Em Agudos, Félix estudou e praticou piano, nas horas de folga, durante 4 anos, com o auxílio inicial do Prof. Frei José Luís Prim, exímio organista e pianista formado pela Universidade de Bauru. Além de excepcional músico, Frei José Luís Prim tinha uma oratória impecável, que hipnotizava todos os seminaristas com seu Português castiço e eloquente, mormente nos sermões das missas e nas épocas de retiro espiritual. Frei José Luís era cego de uma vista, devido a uma infecção num dente, o que deve ter contribuído para sua acuidade auditiva como regente de coral, orquestra de câmara e banda do Seminário.

Frei José Luís Prim com uma professora e aluna de piano,
no final dos anos de 1960.
Apresentação no Salão Nobre do Seminário.

Frei José Luís Prim, um pouco antes de sua morte,
em 07/08/2013, quando era pároco em Blumenau, SC.

Havia um festival de música em Agudos, todos os anos, com apresentações de alunos ao piano, violão, violino, orquestra de câmara, canto e coral. Além de apresentações individuais ao piano, Félix fez dueto com vários colegas, como Sebastião Maria Moares Rodrigues com violino ("Ave Maria", de Gounod), Hélio Tosatti com clarineta ("Blue Bells of Scotland"), Hildo Espanhol com requinta (mini clarineta, com som mais estridente), Antonio Pelizza no trombone ("O Alegre Camponês", de Schumann - Pelizza também era o mestre da banda do Seminário, junto com Frei José Luís Prim, o titular), além de apresentação a quatro mãos ao piano com Vilson José Franciozi ("Marcha Alla Turca", de Beethoven) e acompanhamento ao piano de um cantor em "La Donna è Mobile", da ópera Rigoletto, de Verdi e outros. Músicas-solo apresentadas por Félix? "Brejeiro", de Ernesto Nazareth, "Tico-Tico no Fubá", de Zequinha de Abreu, várias valsas de Chopin, como "Valsa do Adeus", "Marcha Turca" de Mozart, "Polonaise Militar", de Chopin (a maravilhosa "Polonaise Heroica", de Chopin, Félix nunca tentou executar, estava acima de suas possibilidades), o água-com-açúcar "Le Lac de Come", de Giselle Galos, além do indefectível "Pour Elise", de Beethoven, musiquinha que castigou os ouvidos do mundo inteiro junto com os primeiros telefones celulares.

Félix ao piano.

Félix ao piano com Vilson Franciozi.

Félix fez também uma apresentação ao piano no convento das Irmãs Franciscanas de Siessen, localizado em Agudos, onde as freiras tinham uma escola do curso Normal que era referência em todo o Estado. Posteriormente, essa Irmandade passou também a realizar trabalhos na Fazenda da Esperança, em Guaratinguetá, SP, na recuperação de viciados em álcool e drogas - cfr. em https://www.youtube.com/watch?v=zpqrHNqpga4.

"Um franciscano deve ser alegre e por isso gostará de cantar". Assim finaliza o manual de cantos "ALEGRIA DE CANTAR", com 250 canções escolhidas por Frei Paulo Back e Frei José Luís Prim. Tanto nas aulas de canto orfeônico, como nos momentos de lazer, seja no seminário ou em acampamentos, os seminaristas gostavam de cantar, muitas vezes acompanhados pelo acordeão de Frei José Luís Prim. No manual, predominam as canções folclóricas, tanto nacionais, quanto norte-americanas, francesas, italianas, espanholas e alemãs, assim como cânones e cantos infantis. Um tesouro!


Dominique, letra de Dom Marcos Barbosa


Uma música grudenta na época foi Dominique, composta por uma freira belga, a "Irmã Sorriso", cuja versão do francês para o português pode ser vista em http://jafeol.blogspot.com/2011/02/dominique-nique-nique.html, mas cuja tradução fiel é a de Dom Marcos Barbosa - cfr. letra na foto acima e em https://www.youtube.com/watch?v=7DK5hTsD-X4. Como se vê, a música original fala de São Domingos de Gusmão, não de uma romântica mulher. Prevaleceu a imposição comercial da canção.

Envolvido pela literatura, Félix era um verdadeiro “rato de biblioteca” em Agudos, gosto iniciado com as leituras das aventuras de Emílio Sálgari ("Sandokan", da série "Piratas da Malásia"), no Seminário de Luzerna, e das aventuras descritas por Karl May no Oriente e nas Américas (como "De Bagdá a Istambul" e a tetralogia “Winnetou”), nos livros de Rio Negro. Em Agudos, além de manter o hábito da leitura com livros de capa-e-espada, literatura brasileira e portuguesa, como “O Morro dos Ventos Uivantes”, “O Conde de Monte Cristo”, “Ivanhoé”, “Ben-Hur”, "Quo Vadis?", “A Cidadela” (de A. J. Cronin) etc., tinha o hábito de publicar alguns artigos e poesias no jornal estudantil, em que utilizava às vezes o pseudônimo “Camões II” (quanta pretensão!). 

Havia um aluno, Fritzen (não se lembra do primeiro nome), que encarnava o próprio Winnetou e saía lançando machadinhas nos troncos dos ciprestes do bosque do Seminário com uma precisão que dava gosto de ver...

Tanto em Luzerna, em Rio Negro, como em Agudos, havia acampamentos dos seminaristas durante o período de férias do meio de ano, assim como em outras ocasiões, especialmente em época de seca, quando armavam barracas de lona e até de galhos de árvores. A malfadada Copa do Mundo de 1966, em que o Brasil foi desclassificado por Portugal, com Pelé sendo caçado em campo como se fosse um marginal fugido, foi acompanhada por rádio num acampamento nas imediações do Seminário de Agudos. Félix passou três noites sem dormir direito. Afinal, o Brasil era bicampeão e tinha o time-base de 1962, quando Félix acompanhou o sucesso da Seleção, no rádio, no novo Seminário de Luzerna.

Félix com seu primo Zeno Dagostin (à esquerda),
Agudos, final dos anos de 1960.

Félix com seu primo Lothar Backes (à esquerda),
Agudos, final dos anos de 1960.
Lothar era um ótimo zagueiro, apesar de baixinho; 
Félix, um peladeiro esforçado, um coringa.

Em 1968, Félix foi eleito presidente do Grêmio Estudantil, para o preparo da oratória dos futuros sacerdotes, do 2o. Ano (Clássico e Científico), sendo uma espécie de “jurado”, junto com Frei Orlando dos Reis, para avaliar o desempenho dos oradores, em atividade extra-classe, realizada uma vez por semana à noite no Salão Nobre. 

Em 1969, Félix foi escolhido presidente e coordenador da formatura anual dos formandos daquele ano, dos cursos Científico e Clássico, providenciando, junto com companheiros, como Leonido Brunetta e Hélio Tosatti, os trabalhos de fotos dos formandos, convites, livro-memória com dados biográficos dos formandos, que se encontra no Seminário, e a festa de formatura no Salão Nobre. Como presente, os formandos ganharam de seus benfeitores um jogo de abotoaduras de camisa e prendedor de gravata, folheados a ouro.

Em Agudos, nas horas de folga, muitas vezes Félix puxou a enxada na fazenda do Seminário, além de ajudar na colheita de laranja, em troca de um dinheirinho, para despesas particulares. O "capataz", digamos assim, que recrutava os seminaristas, era o seminarista Antônio Kochem, baixo, atarracado, ótimo zagueiro do Seminário. O Frei Ceciliano Meurer, então ecônomo do Seminário, não dava trégua para os encostados no cabo da enxada, dizendo toda hora "toca, toca". Passaram a apelidá-lo de "Frei Toca Toca"...

Relação do formandos de 1969, Científico e Clássico.
Havia 3 alemães entre os alunos.

Félix - Formatura do Científico, 1969.

Boletim escolar de Félix - Rio Negro, PR, e Agudos, SP.

O Seminário de Agudos continua em funcionamento e seu histórico e atividades podem ser vistos em http://www.seminario.org.br/seminario/.

Uma relação dos seminaristas que estudaram em Agudos pode ser conferida em https://seminaristasfranciscanos.blogspot.com/2008/09/seminaristas-que-estudaram-no-seminrio.html.

Há encontros periódicos de ex-seminaristas no Seminário de Agudos, junto com familiares, durante as férias de fim de ano, onde há hospedagem para um número restrito de casais.

No final de 1969, Félix abandonou a carreira eclesiástica, que era um sonho de sua mãe. Aliás, sua mãe havia colocado o nome "Félix" em honra de Frei Felix Schroer, um padre alemão que, além dos ofícios religiosos, ensinava a língua germânica e canções alemãs aos alunos de Forquilhinha, SC, na década de 1940, onde sua mãe Marina nasceu, em 22 de novembro de 1928. Frei Felix e outros sacerdotes alemães foram proibidos de lecionar alemão e religião e liderar paróquias depois de o Brasil entrar em guerra contra a Alemanha, em 1942, passando a realizar apenas trabalhos burocráticos até o fim da guerra. Foi uma época de grande perseguição contra descendentes de alemães, muitos confundidos com nazistas, e até presos em Florianópolis, como o Professor Jacó Arns, de Forquilhinha, que depois se mudou com a família para o Rio Grande do Sul para plantar trigo. Durante o governo de Nereu Ramos, muitas localidades de Santa Catarina tiveram livros e documentos queimados pela polícia política de Getúlio Vargas, muitos dos quais guardavam a história de localidades fundadas por imigrantes alemães, que se perderam para sempre.

Foto de Frei Felix Schroer.
Do livro "Adolfo Back 100 Anos - História de Forquilhinha", UNESC, 1995.


Fernando, Günther, Félix e Válter, anos 1970.

Félix, Sílvia, Fernando, Günther, Ivone e Válter, anos 1970.

Günther, Félix, Válter, Fernando,
Sílvia, Marina, Hilário e Ivone, anos 1970.

Nas férias do Seminário ou do quartel, 
Félix ajudava na horta dos pais - colheita de tomate.

Em 16 de janeiro de 1970, Félix ingressou no Exército, como soldado, na antiga 13ª Companhia de Infantaria, em Apucarana, PR (atual 30o. Batalhão de Infantaria Motorizado - 30o. BIMtz), sendo promovido a cabo em 20 de julho daquele ano, depois de fazer o Curso de Formação de Cabos, na 5a. Companhia de Comunicações, em Curitiba, PR - época em que o Brasil conquistou o tricampeonato de futebol. 

Arma das Comunicações - Félix operando rádio 
na viatura do Comando, em acampamento 
na região de Jandaia do Sul, PR, em 1970.

Em agosto de 1970, concluiu o Curso Básico de Comandos, na região serrana “Véu de Noiva”, na estação da estrada-de-ferro Curitiba-Paranaguá, integrando posteriormente o Pelotão de Operações Especiais (Pelopes) da Organização Militar.

Pelopes no desfile de 7 de setembro de 1970, em Apucarana, PR.
Félix é o 2o. na coluna à direita.

Ainda em agosto, fez prova para o curso de sargentos, em Ponta Grossa, PR, no âmbito do então III Exército, atual Comando Militar do Sul (CMS) - Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, obtendo o 2º lugar entre mais de 10.000 candidatos. Até hoje ele se pergunta: por que não tentou o ingresso na Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN)? É... não adianta ser inteligente, como dizia aquele médico sobre o bebê Félix, se o mesmo é comodista por natureza, como dizia Frei Henrique Müller...

Calendário de provas e exames, 
e notas do concurso para CFS - 1970.

No início de 1971, Félix ajudou a fazer a mudança da 13a. Companhia de Infantaria, que ficava nas instalações de uma antiga estação de estrada-de-ferro Apucarana-Londrina, para as instalações ainda incompletas do Batalhão atual, às margens da Rodovia do Café. Como Cabo de Comunicações, ajudou na instalação de alguns equipamentos elétricos na Unidade Militar, como a sirene, alto-falantes, além de operar equipamentos de som durante as formaturas matinais e equipamentos de rádio nos acampamentos realizados.

Instalações do 30o. BIMtz, em 1971.

Em 1971, fez o Curso de Formação de Sargento (CFS) do Exército - curso básico na Escola de Instrução Especializada (EsIE) e curso específico (Fotocinegrafista) na Escola de Comunicações (Es Com), ambas as Escolas sediadas na cidade do Rio de Janeiro, formando-se no dia 15 de dezembro, obtendo o 4º lugar entre 10 alunos.

Félix, Aluno do CFS - 1971.

CFS Curso Básico, EsIE, Realengo - 1971.
Félix é o 2o. agachado da direita para a esquerda.

Félix com colegas do CFS Fotocine (Es Com, Deodoro), 1971
(4o. da esquerda para a direita, de pé).

Félix no laboratório fotográfico, Es Com, 1971.

CFS 1971 - Acampamento da Es Com, 
com laboratório fotográfico dentro de uma barraca,
no Campo de Instrução de Gericinó (CIG).
Félix é o 1o. da direita para a esquerda.
O 3o. é o Sargento Raul Abbot, instrutor Fotocine,
premiado em curta de 16 mm do Jornal do Brasil.

Da esquerda para a direita:
Félix, Alcimar, Antério e outro aluno.

Formandos do Curso de Cinegrafista - 1971.

Em 1971, durante o curso na Es Com, Félix, Alcimar e Antério alugaram uma casa de três quartos em Ricardo de Albuquerque, próximo de Deodoro. Alcimar e Antério trouxeram suas famílias, sendo que Antério trouxe a esposa (sem filhos) e Alcimar trouxe a esposa e um casal de filhos. As compras de mantimentos eram feitas pelos três, que repassavam as notas ao "tesoureiro" Félix. Félix tinha peso 1, Antério peso 2 e Alcimar peso três, para divisão das despesas. A contabilidade era feita por ocasião do pagamento (final do mês) - rateio dos alimentos, luz e aluguel. Funcionou que foi uma maravilha! O único problema é que, com a saída de Alcimar e Antério do Rio, Félix ficou responsável para vender os móveis da casa e remeter o dinheiro aos colegas. A venda foi feita a um vizinho, pobre, pracinha ex-combatente na Itália, e Félix tentou obter o pagamento umas três vezes, até que desistiu. Alcimar e Antério esperam pelo dinheiro até hoje. Como comerciante, Félix levou nota zero...

A propósito, Félix achou engraçado quando sua avó Paulina uma vez lhe perguntou: "Como estão indo os negócios?" Milicos não podem ter outras atividades de trabalho, exceto professores e profissionais da Saúde, como médicos.

Em 1972, Félix foi classificado para servir no Campo de Provas da Marambaia (CPrM), Rio de Janeiro, onde serviu até 1983, dedicando-se ao trabalho de fotografias e filmagens utilizadas para os relatórios de avaliações técnicas de armamentos e munições emitidos por aquele Campo, tanto de fabricação nacional, quanto estrangeira. Era o tempo dos testes com o foguete X20, depois X40, precursores do ASTROS II. E das vendas de material bélico para países árabes, como o Cascavel da Engesa, e o lança-chamas da Hidroar, época em que era frequente a presença de comitivas árabes no CPrM com sua vestimenta característica. Nos anos de 1970, o Brasil chegou a ser o 5o. maior produtor de material bélico do mundo.


Restinga da Marambaia, Rio, RJ - 48 km de extensão.
Cobiça dos empresários para transformá-la numa
"Cancún brasileira".

Redoma com Nossa Senhora, perto do Pico da Marambaia,
de frente para o Oceano Atlântico.

CPrM - Casa Balística, local de teste de armas portáteis.
Félix é o 2. da direita para a esquerda.
O 6o. é o Tenente Correia, Chefe da Casa Balística.

Na época do parati, tinha peixe frito garantido 
na Casa Balística, às sextas-feiras.
O de calção, motorista, era o "pescador oficial".
Félix é o primeiro da direita para esquerda.

Sgt Maier com funcionários do CPrM.

O primeiro Fusca (ano de fabricação 1968) a gente nunca esquece...

Sgt Maier, Comandante da Guarda do CPrM.

Naquele ano de 1972, Félix iniciou o pagamento, em forma de poupança, de um apartamento de 2 quartos no Engenho Novo, Rio, entregue em 1976 - Conjunto Sesquicentenário da Independência. 

Ainda em 1972, iniciou o curso de Economia, na Faculdade Mário Henrique Simonsen, em Padre Miguel, prosseguindo os estudos na Faculdade Moacyr Schroeder Bastos, em Campo Grande, no período de 1973 a 1975. Nesse tempo, na Schroeder Bastos, fez um Curso de Econometria e participou de um Seminário de Mercado de Capitais, realizado na antiga Bolsa de Valores do Rio de Janeiro. Essa faculdade também ofertou uma visita à Refinaria Duque de Caxias (Reduc), na cidade de Duque de Caxias, RJ.

Carteira de estudante - 3o. ano de Economia.

No dia 15 de fevereiro de 1972, ocorreu uma tragédia familiar: morreu Arno Preis, tio materno de Félix, em Paraíso do Norte, interior de Goiás (atual Tocantins), na troca de tiros com a polícia, quando matou o soldado da PM/GO, Luzimar Machado de Oliveira, e feriu gravemente outro militar, Gentil Ferreira Mano. Na ocasião, Arno portava documentos falsos, com o nome de Patrick McBundy Comick. Arno Preis pertencera à Aliança Libertadora Nacional (ALN), dirigida pelo terrorista Carlos Marighella, e ao Movimento de Libertação Popular (MOLIPO), grupo terrorista marxista fundado pelo serviço secreto cubano, ao qual pertenceu também José Dirceu, Ministro-Chefe da Casa Civil do Governo Lula. A respeito do assunto, leia “Tio Arno Preis e os herdeiros de Antígona” - http://felixmaier1950.blogspot.com/2020/07/tio-arno-preis-e-os-herdeiros-de.html.

Arno Preis - Seminário de Agudos, SP.

Nos anos de 1970, Félix gostava de ver filmes fora do circuito dos cinemas, como no Museu de Arte Moderna (MAM) e na Associação Brasileira de Imprensa (ABI), com ênfase para o movimento francês da nouvelle vague, a exemplo dos filmes de François Truffaut, Agnès Varda e Jean-Luc Godard. Também gostava de ver Concertos para a Juventude, no Teatro Municipal, aos domingos, às 10 horas, assim como apresentações musicais na Sala Cecília Meireles - gratuitamente.

Clube do Violão Di Giorgio

Félix viu o filme “Encouraçado Potenkim” na ABI, no Centro do Rio de Janeiro. Na saída, havia distribuição de folhetos criticando o governo militar. O filme, do russo Serguei Eisenstein, pode ser visto em https://www.youtube.com/watch?v=3U_SsH9Rl2E.

Na mesma época, Félix fez um cursinho no Centro do Rio, sobre Economia e Finanças, com vistas a um concurso público da Receita Federal, que não prosperou. Um dos professores, ao falar sobre o AI-5 – o que fazia com frequência -, dava uma rebolada e dizia: “Ai, cinco!”.

Que ditadura foi essa, companheiro?

Em 1974, Félix inicia namoro com Valdenice dos Santos, filha de Zóe dos Reis Santos e José dos Santos.

Valdenice e Félix - 1974.

Valdenice na casa dos pais.

Sargento Maier em fase de "bigode mandarinesco",
alusão ao jogador de tênis Edson Mandarino.


Nas férias, Félix dispensava o barbeiro.

Em setembro e outubro de 1974, Félix integrou como fotógrafo uma equipe de inspeção no então 2o. RO 105 mm (Itu, SP) e 2o. RCC 76 mm (Pirassununga, SP), sob comando do Capitão engenheiro militar Paulo Celso Pereira Torres, do Arsenal de Guerra do Rio de Janeiro (AGR). Integraram também a equipe os metrologistas Sargento Alcebíades Ferreira e o funcionário civil Salim Bechara, do CPrM, que foram ajudados no trabalho pelo motorista da Veraneio, do AGR. Ao final de alguns dias, estavam todos com bolhas nas mãos, de tanto apertar o equipamento usado para metrologia. Os trabalhos, que foram conduzidos por uns 15 dias, com mais de 10 h diárias, consistiram de metrologia e inspeção dos tubos (canhões) dos carros-de-combate de Itu e de Pirassununga com um aparelho chamado boroscópio, que servia tanto para inspeção interna dos tubos, como para tirar fotografias, que eram demarcadas nas posições exatas dos tubos, a x cm da boca, e em "12 h", "3 h", "6 h" e "9 h", e posições intermediárias. Os carros-de-combate (tanques) foram comprados dos EUA como sendo usados, mas os tubos, não. Constatou-se que havia arrancamento de pedaços do raiamento durante a limpeza dos tubos, nas duas Unidades Militares. Foi aquele alvoroço. A metrologia indicou que os tubos já tinham pelo menos a metade da vida útil, e apresentavam problemas sérios de erosão gasosa, ataque térmico e encobreamento - prova definitiva de que o material não havia chegado novo ao Brasil. As imagens apresentadas pelo boroscópio para as fotografias eram redondas e, à noite, quando fechava os olhos, Félix só via a Lua Cheia... Provavelmente, essa malandragem norte-americana foi um dos motivos de o Presidente Ernesto Geisel ter denunciado o Acordo Militar Brasil-EUA, em 1977, junto com a pressão do presidente americano, Jimmy Carter, sobre "direitos humanos".


Foto no 2o. RO 105 mm, Itu, SP, em 1974.
Da esquerda para a direita: 
Salim, Sgt Alcebíades, Cap Torres, Sgt Maier e o motorista do AGR.

Em 1975, Félix viajou a Maringá e Campo Mourão, PR, depois das geadas que acabaram com os cafezais no Norte do Paraná. Era uma tristeza ver os pés-de-café sendo arrancados pelas raízes por tratores, para dar lugar às plantações de milho e soja.

Tia Helga Preis e Adolfo Ringwald com as 4 filhas.
Campo Mourão, PR, 1975.

Opa e Oma Preis, Félix, tia Matilde Rockenback e 
sua filha Simone junto com amiga "japonesa'.
Maringá, PR, 1975.

Opa Preis, Maringá, 1975.

Em Maringá, na década de 1970, muitos ônibus tinham as linhas escritas em Português e em Japonês, devido à grande colônia de japoneses vivendo no município, assim como em todo o Norte do Paraná.

Em 1975 e 1976, Félix trabalhou junto com Raul Abbot como cinegrafista no longametragem de 16 mm “A Sexta Raça”, obra em esperanto dirigida por Reginaldo Orestes Lima Cipolatti, então subtenente servindo também no CPrM. Infelizmente, a produtora do filme, a Cooperativa Cultural dos Esperantistas, dirigida por Braz Cosenza, não finalizou a obra, como sonorização e dublagem, que eram muito caras, e esse trabalho não deu em nada, a não ser experiência para o diretor, os atores e os cinegrafistas. Sobre Cipolatti e "A Sexta Raça", veja mais em http://felixmaier1950.blogspot.com/2021/05/meu-amigo-reginaldo-cipolatti-por-felix.html.



Prospecto de "A Sexta Raça"

Em 1978, Félix concluiu o curso de Programação Cobol, no Rio de Janeiro.

Em 13/01/1979, contraiu matrimônio com a Srta. Valdenice dos Santos. No dia 19/08/1979, nasceu o filho Wagner. No mesmo ano, foi promovido a 2º sargento.

Casamento de Valdenice e Félix - 13/01/1979.

Valdenice - Escola Normal, 3o. Ano - 1979.

Em 1980, realizou o Curso de Aperfeiçoamento de Sargentos (CAS), na Es Com, obtendo o 5º lugar entre 30 alunos.

Em 1981, recebe a Medalha Militar de Bronze, por 10 anos de serviços prestados ao Exército.

O Major Garcia entrega Medalha Militar de Bronze
ao 3o. Sgt Maier.


Em 01/02/1982, nasceu a filha Cristiane.

Em 2005, o Campo de Provas da Marambaia teve sua denominação mudada para Centro de Avaliação do Exército (CAEx) e hoje é subordinado ao Departamento de Ciência e Tecnologia.

Em 1983, Félix foi transferido para a Escola de Instrução Especializada (EsIE), no Rio de Janeiro, onde exerceu as atividades de monitor e instrutor de Fotografia e Televisão para os cursos de Meios Auxiliares de Instrução e Identificador Datiloscopista. Esporadicamente, ministrava também aulas de fotografia para os cursos de Observação Aérea e Foto-Intérprete, quando o fotógrafo da Unidade estava ausente. Para tal função, elaborou novas apostilas de Televisão e Fotografia, reformulando todo o material didático. Escreveu um artigo sobre fotografia e televisão para uma edição da Revista da EsIE, publicada anualmente.

No Dia da Infantaria, havia sempre jogo de futebol
na EsIE, da Infantaria x outras Armas.
Na foto, o time do "Resto do Mundo",
com Félix à esquerda, de pé.

Nesse período, que se estendeu até 1989, realizou o curso de Editor de Videocassete U-Matic, nos estúdios da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), e também executou trabalhos de audiovisuais (slides, com sonorização), tanto para as Divisões de Ensino da EsIE, quanto para Organizações Militares (OM) da Vila Militar. Ainda era o tempo do Data Show analógico.

Exerceu ainda trabalhos de filmagens em muitas unidades militares, tanto em solenidades comemorativas, como a Tomada de Monte Castelo e reunião da FAIBRÁS (unidade do Exército que participou da missão de paz da OEA na República Dominicana), com a presença de muitos ex-pracinhas, quanto em apoio à Escola de Educação Física do Exército (EsEFEx), como o Campeonato Mundial de Pentatlo Militar, a cargo do Conseil International du Sport Militaire (Conselho Mundial do Esporte Militar – CISM), realizado no Rio de Janeiro (1985), filmagem do Campeonato de Atletismo do Exército, em Belo Horizonte, MG (1886), e filmagens de exames físicos e médicos dos jogadores da Seleção Brasileira de Futebol, na EsEFEx, em preparativos para o Campeonato Mundial no México (1986). Exerceu, ainda, trabalhos de cinegrafista durante a Operação Saci, em 1988, com o lançamento de paraquedistas na região de Formosa, GO, em apoio à Brigada Paraquedista sediada no Rio de Janeiro. Nesse período, é promovido a 1º sargento (1985).

No Rio de Janeiro, realizou muitos trabalhos de fotografia e filmagem de casamentos, festas de 15 anos e aniversários de crianças, normalmente aos sábados e domingos, angariando um dinheiro extra para o sustento da família.

Cópia de uma pintura da fachada do prédio principal da EsIE, 
presenteada por ocasião do aniversário de Félix, 3/1/1986.

Em 1983, houve a enchente histórica do Rio do Peixe, atingindo em cheio Luzerna, Joaçaba e Herval d'Oeste, ocasião em que houve o desabamento de uma ponte histórica, ligando Joaçaba a Herval d'Oeste, a ponte Emílio Baumgart. Essa ponte tem verbete na Enciclopédia Larousse, devido à sua construção revolucionária, sem andaimes, feitas das margens para o centro, em lances sucessivos. Essa enchente demoliu também uma ponte ligando Luzerna à Estação Luzerna, inaugurada há poucos anos, cujo projeto foi de autoria do engenheiro Gilson Caldart, antigo colega de seminário. No mesmo ano, houve também a enchente histórica do Rio Itajaí-Açu, atingindo muitas cidades, especialmente Blumenau. Em outubro de 1984, foi criada em Blumenau a Oktoberfest, similar à de Munique, na Alemanha, com o objetivo de incrementar o turismo e revitalizar a economia depois da devastação da cidade.

Ponte Emílio Baumgart, anos 1970.

Verbete da Enciclopédia Larousse.

Verbete da Enciclopédia Larousse, 
com foto do edifício A Noite, do Rio de Janeiro, 
na época o prédio mais alto do mundo em concreto armado.

Em 1989, Félix foi transferido para o Centro de Comunicação Social do Exército (CComSEx), do Gabinete do Ministro do Exército, em Brasília, onde exerceu as funções de cinegrafista e editor de vídeo naquela instituição. Os trabalhos de edição de vídeos eram destinados à Instituição e incluíam coberturas do Dia do Exército, Dia do Soldado e Dia da Independência, feitas na Avenida do Exército, onde então havia desfile militar por ocasião das festividades do 7 de Setembro. Outro trabalho importante feito pela Seção era a Videorrevista do Exército, feita periodicamente e remetida às Organizações Militares, com notícias e efemérides ocorridas em todo o território nacional e até no exterior, voltado para a família militar. Com o Sargento Paulo José Benedito, o Sargento Maier fez em 1989 a cobertura da Operação Guavira, no Pantanal sul-mato-grossense, cortado pelo Rio Paraguai, Operação realizada em conjunto pelas três Forças Armadas, com base em Campo Grande, MS, deslocando-se para Ponta Porã (pouso do avião Bufalo na Fazenda Itamaraty, do então "Rei da Soja", Olacyr de Moraes - posteriormente invadida pelo MST), Miranda, Aquidauana, Corumbá e Forte Coimbra. Fez filmagens também na AMAN, na entrega de espadins aos cadetes, assim como na inauguração de uma linha de teste de foguetes, em trilho, na sua antiga Unidade, CPrM, com a presença do Ministro do Exército, General Leônidas Pires Gonçalves.

Cameraman Félix em ação.


CPrM - Raia de simulação.

Ainda em 1989, foi designado para ser o Auxiliar do Adido Militar no Egito, para o biênio 1990-1992, por estar habilitado em Inglês.

Egito visto do espaço, à noite.
Destaque para o Vale do Nilo e seu Delta.
O "clarão" identifica o Grande Cairo.

No dia 5 de março de 1990, assumiu a função de Auxiliar de Adido, na cidade do Cairo, para onde viajou com a esposa e os dois filhos. 

Grande Cairo.
A seta indica o bairro Mohandessin, em Gizé, 
onde morou a família Maier.

Cidade do Cairo e Rio Nilo, com vista da Torre do Cairo,
que fica em Gezira (Ilha) Zamalek.

Valdenice e Félix, com os filhos Wagner e Cristiane,
com vestimentas árabes.
Destaque para a shisha (narguilé) e o tambor musical 
feito de couro de boi e barro cozido (cerâmica) pintado.

Os trabalhos na Aditância Militar eram de domingo a quinta-feira, pois a folga semanal para os árabes ocorre às sextas-feiras, assim como para os judeus ocorre aos sábados. O trabalho iniciava às 9 horas e finalizava às 15 horas, direto. Às sextas ou aos sábados, a família costumava andar de cavalo e camelo junto às pirâmides de Gizé, para depois almoçar no bairro onde morava, em Mohandessin.


Cartão de visita - em inglês e em árabe.
 

Coronel Newton Mousinho de Albuquerque, Adido Militar,
(depois general) com a esposa Lourdes; 
Valdenice, Félix, Hilda e Otoniel (funcionário da Embaixada).

Aos domingos, a família ia à missa à noite, na Igreja de Saint Joseph, em Zamalek, normalmente rezada em espanhol por um padre latino-americano. Em junho daquele ano, foi promovido a subtenente. Durante o período de 1990-1991, realizou o curso intermediário de inglês no British Council, da Embaixada Britânica, no Cairo.

Pirâmide de Quéops, em Gizé.
Primeira foto no Egito - Março de 1990.
Félix com Valdenice e os filhos Wagner e Cristiane.


Carteira internacional de motorista.
Foto grampeada, escrita mal-feita.
Como diriam os egípcios: "Maalêsh!"

Em 1990, houve a Copa do Mundo na Itália. O Brasil ia bem até ser eliminado pela Argentina, com passe de Maradona e gol de Caniggia. Os dois empates dos jogos do Egito, no início do campeonato, resultaram num carnaval gigantesco no Cairo, com populares buzinando até altas horas da madrugada e muitos montados nos capôs dos carros ou fazendo malabarismo em moto, numa roda, levando criança, sem noção do perigo. Além de "Balá" (Pelé) e "Zicu", os egípcios, loucos por futebol, sempre falavam "Carica", "Bibitu" e "Alimau" quando sabiam que éramos brasileiros, nomes esses sempre repetidos, inclusive na região de Jericó, na Palestina. Os árabes não tem as letras "p", nem "e". Por isso, seus descendentes no Brasil falam "brimos" e não "primos". "Cuca-Cula" você sabe o que é, nem precisa explicar.


Revista egípcia apresentou as seleções participantes da Copa,
com destaque para Careca no caso da Seleção Brasileira.

No Cairo, Félix e Valdenice conheceram muitas brasileiras casadas com egípcios e tiveram contato com alguns auxiliares de Adidos Militares, especialmente os da Argentina e da Espanha, além de José Acúrcio, o desbocado Zé Português, que trabalhava já há muitos anos na Embaixada de Portugal, com os quais foram algumas vezes até o Mar Vermelho para tomar banho com a família. Também estabeleceram sólida amizade com o Dr. Youssef Eid Torrico, médico boliviano casado com a brasileira Vera, assim como seus filhos Wagner e Cristiane fizeram grande amizade com Félix e Maria, filhos do casal Torrico e Vera.

Em primeiro plano, Félix e Nice,
com os argentinos Raúl e Gigi.


Em duas oportunidades, tiveram contato com o Dr. Fathi Arafat, irmão de Yasser Arafat e amigo do Dr. Youssef Eid Torrico, o qual era então o Presidente local do Crescente Vermelho, versão islâmica da Cruz Vermelha.

Félix e Nice com o Dr. Fathi Arafat.
Apartamento do Dr. Yussef Eid Torrico,
durante festa de 15 anos de sua filha Maria.

No Egito, tiveram a oportunidade de conhecer os principais pontos turísticos, como o Museu do Cairo, com antiguidades egípcias, o Museu Copta (dos cristãos ortodoxos), no Cairo Velho, as pirâmides de Gizé, o Mar Vermelho, o Canal de Suez, Alexandria, El-Alamein, o Sinai (balneário de Sharm El-Sheikh), o Templo de Lúxor e os Vales dos Reis e das Rainhas (tumbas subterrâneas de faraós e suas esposas), no Alto Egito.



Família Maier nas pirâmides de Gizé.

Alto Egito - Ruínas dos Templos de Lúxor e Karnak.

Museu de El-Alamein, perto de Alexandria,
às margens do Mar Mediterrâneo

Em 1991, Félix assistiu com a família e os filhos do Dr. Youssef Eid Torrico a ópera Aida, no Cario Opera House.

Cairo Opera House, em Zamalek.


Folheto da ópera Aída, de Giuseppe Verdi.


Em junho de 1991, Félix realizou com a família uma viagem a Israel, conhecendo os principais sítios religiosos, como Jerusalém, Belém, Nazaré, Jericó, o Mar da Galiléia, Cafarnaum, Tabgha (onde fica a Igreja da Multiplicação dos Pães e Peixes), o Monte das Bem-Aventuranças ou Monte das Beatitudes (onde há uma igreja de formato octogonal, lembrando o sermão das 8 bem-aventuranças proferidas por Jesus no local), o Monte Tabor (local onde, segundo a Bíblia, houve a Transfiguração de Cristo), o Rio Jordão, além de Tel Aviv, Cesaréia Marítima e o Mar Morto, onde o corpo boia com muita facilidade, devido à alta salinidade de suas águas (33%), 10 vezes maior que as águas dos oceanos. As viagens pelo Egito e por Israel, além da leitura de diversas obras sobre o assunto, foram de vital importância para a publicação de um livro, em 1995.

Ao fundo, a cidade velha de Jerusalém,
cercada por muralhas, com destaque para a 
Mesquita de Omar (cúpula de ouro).
Wagner, Félix, Nice, Cristiane e Aninha (filha 
de José Carlos Freitas, Auxiliar do Adido em Israel).

Jerusalém - Porta de Damasco.
Cristiane, Nice, Félix, Wagner e Aninha (à frente).

Rio Jordão, em Israel.
Local de batismos.

Israel - Mar da Galileia, próximo a Tabgha.
Cristiane, Nice Félix e Wagner.


Igreja da Primazia de Pedro - Tabgha, Mar da Galileia:
"Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja".


Igreja da Multiplicação dos Pães e Peixes - Tabgha.


Em agosto de 1991, escreveu uma carta circular a parentes e amigos, relatando fatos vividos com a família em 18 meses no Egito. Essa carta foi o embrião de futuro livro sobre aquele país - cfr. em

No dia 14 de abril de 1992, dia do aniversário da esposa Valdenice, Félix saiu do Cairo com a família para o retorno ao Brasil, ocasião em que tiveram a ventura de conhecer Roma, o Vaticano, Paris, Lisboa e Fátima (Portugal), durante 2 semanas.

No período de 1992 a 1999, voltou a trabalhar no Gabinete do Ministro do Exército, onde exerceu as funções de Auxiliar de Oficial de Ligação com os Adidos, Secretário de Conferências Bilaterais com os países sul-americanos, além de fazer traduções de textos em inglês enviados do exterior pelos adidos militares.

Em 1º de junho de 1994, foi promovido a 2º tenente e ingressou no Quadro Auxiliar de Oficiais (QAO). Nesse tempo, fora do expediente, concluiu o Curso Avançado de Inglês, à distância, ministrado pelo Centro de Estudos de Pessoal (CEP), sediado no Rio de Janeiro, e estágios de computação - Windows, Word, Power Point, Lotus Notes -, ministrados pela Seção de Informática do próprio Gabinete. Ainda no Gabinete do Ministro, recebeu a Medalha do Pacificador (1993) e a Ordem do Mérito Militar, grau Cavaleiro (1994), sendo promovido a grau Oficial em 1998.

Em 1994, comprou da construtora Encol, à vista, um apartamento de 2 quartos, na planta, no Setor Sudoeste, área econômica, Brasília, que nunca foi entregue, porque a construtora foi à falência. Felizmente, o juiz da massa falida não alienou a área do bloco em construção, permitindo a escrituração aos compradores. Mais tarde, a área com o esqueleto foi vendida a uma construtora e o valor rateado entre os compradores, proporcionalmente ao que cada um havia pago. Esse valor, junto com a venda do apartamento do Engenho Novo e de um terreno em Campo Grande, no Rio de Janeiro, permitiu a compra de um apartamento de 4 quartos em Águas Claras, DF, entregue em dezembro de 2004.

Em 1995, lançou na Biblioteca Demonstrativa de Brasília o livro “Egito - uma viagem ao berço de nossa civilização”, editado pela Thesaurus, de Brasília. Em janeiro de 1996, realizou o lançamento desse livro no Clube do Banco do Brasil, em Joaçaba, SC.

Jornal Correio Braziliense, 1995.

Um extrato do livro pode ser visto em "CAPÍTULO I - EGITO - 5 MIL ANOS DE HISTÓRIA" (http://www.batalhaosuez.com.br/historiaEgito1989.htm), e "CAPÍTULO II - O POVO DO EGITO, SEUS COSTUMES" e "CAPÍTULO III - ANDANDO PELO EGITO" (http://felixmaier1950.blogspot.com/2021/05/egito-costumes-e-curiosidades-por-felix.html), e "CAPÍTULO VIII - A RELIGIÃO MUÇULMANA" (http://www.batalhaosuez.com.br/LivrosAreligiaoMulcumana.htm).

Em 1997, Félix foi promovido a 1º tenente.

Primeiro-Tenente Félix Maier

Em novembro de 1999, assumiu cargo de comissão no Ministério da Defesa, onde exerceu funções administrativas no Gabinete da Secretaria de Organização Institucional (SEORI), além de ser responsável direto pelo controle de todo o patrimônio da SEORI (o "material carga", no jargão militar), assim como a implantação de um controle de qualidade total referente a itens de escritório nas diversas sessões, para diminuir desperdícios (papel, canetas, lapiseiras, cartuchos com tinta para impressoras etc.).

Em janeiro de 2000, houve a festividade das Bodas de Ouro de seus pais Marina e Hilário, no Clube do Sesi, em Joaçaba, SC.

Bodas de Ouro dos pais Hilário e Marina.
Missa em Joaçaba, SC, janeiro de 2000.
Da esquerda para direita: Válter, Ivone, 
Fernando, Sílvia, Félix e Günther.

Hilário e Marina.
Félix e Valdenice com os filhos Wagner e Cristiane.


Hilário e Marina com os filhos e netos.

A partir do ano 2000, ainda na ativa, Félix começou a publicar textos, próprios e de terceiros, no site Usina de Letras (https://www.usinadeletras.com.br/exibelotextoautor.php?user=FSFVIGHM Total de Textos: 28799, Total de Acessos: 11050741, acesso em 30/07/2021), onde teve algumas flame wars (guerrilhas eletrônicas) com radicais de esquerda, principalmente petistas - cfr. em https://felixmaier1950.blogspot.com/2021/07/usina-de-letras-entre-treplicas.html. Na mesma época, passou a escrever artigos e cartas que foram publicados em jornais impressos e eletrônicos - cfr. em https://felixmaier1950.blogspot.com/2021/07/artigos-e-cartas-de-felix-maier.html.

Essas publicações virtuais redundaram em várias citações de Félix Maier em trabalhos acadêmicos e textos na internet, que podem ser observadas em https://felixmaier1950.blogspot.com/2021/07/citacoes-de-felix-maier-em-trabalhos.html.

No dia 1º de junho de 2000, foi promovido a capitão, posto máximo de sua carreira, iniciada como soldado em 1970. Em 2000, recebeu a Medalha Militar de Ouro (30 anos de serviço). Já havia recebido a Medalha Militar de Bronze (10 anos de serviço) e a Medalha Militar de Prata (20 anos de serviço).

Ainda em 2000, realizou o curso “Análise e Melhoria de Processos”, na Escola Nacional de Administração Pública (ENAP), em Brasília, e em 2001 realizou o “Curso Básico de Excel”, no Ministério da Defesa, ministrado pelo SENAI.

No dia 4 de dezembro de 2001, faleceu seu genitor, Hilário Maier, aos 73 anos, devido a problemas cardíacos e outras complicações.

No dia 28 de fevereiro de 2002, foi transferido para a reserva remunerada e passou a residir em Brasília, DF.

Em 2002, foi convidado pelo Coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra para enviar textos para serem publicados no site Terrorismo Nunca Mais (Ternuma), após conhecer seu trabalho na internet, de defesa do Exército Brasileiro e do Movimento de 31 de Março de 1964, e tecer críticas à esquerda em geral e ao Partido dos Trabalhadores (PT) em particular, especialmente nesse ano da campanha presidencial de Lula, que acabou vencendo as eleições, para desgraça do Brasil.

Em 2002, foi convidado pelo secretário do Instituto Liberal de Brasília (ILB), professor emérito da Universidade de Brasília, Nelson Lehmann da Silva - autor do livro A Religião Civil do Estado Moderno -, para participar das reuniões do Instituto, às quintas-feiras, à noite. O presidente era o embaixador, professor, pensador e escritor José Osvaldo de Meira Penna, autor de mais de duas dezenas de livros. Integrantes do ILB: juíza do TRT da 10ª. Região, Marli Nogueira; procurador Ronald Bicca; professor da UnB Bráulio Matos; professor da UnB Paulo Kramer; jornalista e escritor Nelson Barretto; economista Hélio Sokolik; economista e escritor Luiz Zottmann; economista José Roberto Novaes de Almeida; advogado e procurador Miguel Nagib (depois coordenador do site Escola Sem Partido); economista Roberto Shoji Ogasavara; coronel-aviador Luis Gomes Jardim; advogado Henrique de Mello Franco; Marcelo Coelho, e outros. O ILB fechou em 2004, assim como muitos outros IL no País inteiro, por falta de patrocínio. O falso "neoliberalismo" de FHC havia sido substituído pelo populismo de Lula, que chegou a encantar muitos empresários. Félix herdou cerca de 20 livros do ILB, versando principalmente sobre Economia e Liberdade, como O Caminho da Servidão, de Friedrich F. Hayek. Nelson Lehmann faleceu em 2011. Meira Penna faleceu em 29 de julho de 2017, aos 100 anos de idade.

Em agosto de 2002, Félix foi convidado pelo jornalista, filósofo e escritor Olavo de Carvalho para integrar o time de articulistas do media watch Mídia Sem Máscara (MSM) - www.midiasemmascara.org (atual www.midiasemmascara.net), onde escreveu por mais de 10 anos - cfr. os links do convite de Olavo e da relação de textos publicados no MSM (pelo menos 131) em http://felixmaier1950.blogspot.com/2021/05/midia-sem-mascara-convite-de-olavo-de.html e https://felixmaier1950.blogspot.com/2021/10/textos-publicados-no-midia-sem-mascara.html.

Olavo de Carvalho.

Aposentado, no escritório de sua casa, passou a dedicar-se a escritos diversos, principalmente artigos e ensaios, publicados em sites da Internet, a convite de muitos editores. Tem textos próprios postados em diversos sites, como do filósofo Olavo de Carvalho www.olavodecarvalho.org/); do Professor de Economia Ricardo Bergamini (www.rberga.kit.net/); TERNUMA (www.ternuma.com.br); A Arte da Palavra (www.aartedapalavra.com.br); Oficina do Pensamento (www.officinadopensamento.com.br); Reservaer (www.reservaer.com.br); Digestivo Cultural (www.digestivocultural.com.br); Nave da Palavra (www.navedapalavra.com.br); Usina das Palavras; Domínio Cultural; Webartigos (https://www.webartigos.com/autores/fmaier); Texto Livre; Recanto das Letras (https://www.recantodasletras.com.br/autor_textos.php?id=39179); Netsaber (http://artigos.netsaber.com.br/artigos_de_felix_maier); Escola Sem Partido (http://escolasempartido.org/blog/) e Mídia Sem Máscara (atual www.midiasemmascara.net). É coordenador dos sites Piracema - Nadando contra a corrente (http://felixmaier.blogspot.com/); Resistência Militar (http://resistenciamilitar.blogspot.com/) - que recebeu de "herança" do oficial superior do Exército José Fabiano Mota de Azevedo, do médico Heitor de Paola e da blogueira Graça Salgueiro; Piracema II - Nadando contra a corrente (http://felixmaier1950.blogspot.com/) e Wikipedia do Terrorismo no Brasil (http://wikiterrorismobrasil.blogspot.com/). Infelizmente, alguns dos sites acima citados estão desativados, como Usina das Palavras, Texto Livre, Domínio Cultural e Ternuma. Mais informações sobre o MSM, incluindo dissertações acadêmicas sobre o media watch, podem ser vistas em https://felixmaier1950.blogspot.com/2021/10/midia-sem-mascara-quem-somos-por-olavo.html.

Em 2003, houve um projeto do site Mídia Sem Máscara, organizado por Olavo de Carvalho, para lançamento de um livro, que seria inicialmente vertido para o inglês e que teria o título de "O Brasil Comunista - No Centro do Novo Eixo do Mal", com 27 temas, escritos por 27 articulistas do site, cujo índice pode ser conferido em https://felixmaier1950.blogspot.com/2021/10/o-brasil-comunista-no-centro-do-novo.html. O livro não prosperou, porém o texto de Félix Maier, "Nacionalismo e Esquerdismo nas Forças Armadas", pode ser lido em https://felixmaier1950.blogspot.com/2020/07/nacionalismo-e-esquerdismo-nas-forcas.html.

Em 2004, Félix participou, como ouvinte, do “I Curso de Aperfeiçoamento de Juízes”, promovido pelo TRT/10ª Região, de Brasília, a convite da Juíza Dra. Marli Nogueira, membro do Instituto Liberal de Brasília. As palestras foram de alto nível, a considerar por seus palestrantes, dentre os quais se destacaram Jarbas Passarinho, Paulo Kramer (UnB), Olavo de Carvalho, Dr. Nelson Lehmann da Silva etc. 

Certificado de Curso.


Nomes dos 15 palestrantes e assuntos abordados.

No final de 2004, mudou-se com a família para Águas Claras, Brasília, DF, onde havia comprado um apartamento.

Em 2005, realizou uma entrevista com Ivone Luzardo, esposa de oficial do Exército e presidente da União Nacional de Esposas de Militares das Forças Armadas (UNEMFA), a qual foi publicada no site Mídia Sem Máscara - cfr. em http://felixmaier1950.blogspot.com/2021/05/entrevista-com-ivone-luzardo-presidente.html. Durante mais de 2 meses, um grupo de mulheres de militares ficou acantonado numa barraca no gramado da Esplanada dos Ministérios, próximo ao Palácio Itamaraty, até que foi enxotado pela polícia.

Em 2006, durante o lançamento do livro  "Polemos - Uma análise crítica do darwinismo"de José Osvaldo de Meira Penna, foi distribuído ao público o MANIFESTO CONTRA O POLITICAMENTE CORRETO, confeccionado pelos antigos integrantes do Instituto Liberal de Brasília, em defesa do Professor da UnB, Paulo Kramer, que foi processado como "racista" - cfr. em http://felixmaier1950.blogspot.com/2021/01/politicamente-correto-o-que-e-de-onde.html.

Embaixador Meira Penna e o casal Valdenice e Félix Maier.

Em 2006, participou do "I Encontro Nacional por um Brasil Verde e Amarelo", promovido pelo Ternuma/Brasília, no Hotel Eron, em Brasília, com a presença de grupos de militares e civis existentes em vários pontos do País: Ternuma (Rio de Janeiro – www.ternuma.com.br), Ternuma Regional Brasília, Grupo Guararapes (Fortaleza/CE), Grupo Inconfidência (Belo Horizonte/MG – www.grupoinconfidencia.com.br), Grupo Anhanguera (Goiânia/GO), Grupo Emboabas, União Nacionalista Democrática (UND), Associação dos Oficiais Militares Estaduais do Brasil (Brasília/DF e Florianópolis/SC - www.amebrasil.com.br), Grupo Atitude Nacional (São Paulo/SP – www.atitudenacional.com.br). Cfr. a memória do evento em http://felixmaier1950.blogspot.com/2020/08/i-encontro-nacional-por-um-brasil-verde.html.


No dia 11 de maio de 2006, faleceu sua genitora, Marina Preis Maier, aos 77 anos, devido a um AVC isquêmico.

Em 3 de abril de 2007, o Sistema COC de Educação e Comunicação Ltda. abriu processo contra Félix Maier e outros, "Pearson Education do Brasil S.A. x Felix Maier Felix Maier possui relação com o processo nº 0015645-61.2007.8.26.0506. Outras partes envolvidas no processo são Henrique Furquim Paiva, Instituto Brasileiro de Humanidades, Marquei Solucoes Internet LTDA, Miguel Francisco Urbano Nagib, Miriam Macedo, Pearson Education do Brasil S.A., Ricardo Sordi Marchi, Sistema COC de Educacao e Comunicacao LTDA." (cfr. https://www.jusbrasil.com.br/processos/nome/49631518/felix-maier), por ter publicado em Usina de Letras o texto de Miriam Macedo, "Luta sem classe", em que a jornalista reclamava da doutrinação marxista adotada na escola onde sua filha estudava - cfr. o texto de Miriam Macedo e o ajuizamento de ação penal promovido pelo Sistema COC de Ensino em https://escolasempartido.org/blog/luta-sem-classe/. Mais informações sobre o andamento do processo podem ser obtidas nos links https://escolasempartido.org/blog/a-sanha-do-coc-para-calar-a-critica/ e https://www.conjur.com.br/2007-abr-28/justica_proibe_site_citar_nome_escola_criticou. Na época, um advogado do COC enviou e-mail a Félix Maier, exigindo que retirasse o artigo "Luta sem classe" do site Usina de Letras, sob pena de pagar R$ 3.000,00 de multa diária, o que foi feito, assim como também foi apagado o mesmo texto em outros sites onde Félix postava seus escritos e de terceiros.

O processo do COC ainda se encontra na primeira instância, sem decisão à vista, provavelmente será arquivado. No entanto, corre no Supremo Tribunal Federal (STF) processo correlato, para decidir se uma ação deve ser aberta no foro do domicílio do alegado ofendido - no caso, a cidade de Ribeirão Preto, SP - ou domicílio do responsável pelos danos alegados - cfr. https://escolasempartido.org/blog/sistema-coc-faz-historia/. Com o avanço de processos judiciais online via internet, é provável que essa ação no STF também caduque e seja arquivada, evitando que os réus tenham que se deslocar para outras cidades, para responder a processos, com alto custo financeiro.

No dia 26 de agosto de 2008, Félix participou do seminário "Brasil: 1968-2008", ocorrido no Interlegis/Senado - cfr. memória feita por Félix em https://felixmaier1950.blogspot.com/2020/09/brasil-1968-2008-seminario-realizado-no.html.

Da esquerda para a direita: David Fleischer, Francisco Doratioto, 
Paulo Kramer e José Nêumanne Pinto.

Em 2008, Brasília teve o 2o. Ciclo de Seminários Internacionais - Educação no Século XXI: modelos de sucesso, sediado no Auditório Nereu Ramos, da Câmara dos Deputados.

Programação (sempre das 9h às 18h30):

Educação à Distância - 16 de junho

Financiamento do Ensino Superior - 13 de outubro

Fronteiras do Ensino Profissional - 10 de novembro

Félix participou do Seminário Internacional sobre Financiamento do Ensino Superior, ocorrido no dia 13 de outubro de 2008.

Seminário Internacional sobre Financiamento do Ensino Superior

Em 10 de novembro de 2008, Félix participou do II Seminário Internacional - Fronteiras do Ensino Profissional - Tendências e Articulações com o Ensino Superior, ocorrido no Auditório Nereu Ramos, da Câmara dos Deputados, em Brasília, DF  - cfr. em http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/agenciabrasil/noticia/2008-11-10/camara-debate-fronteiras-do-ensino-profissional. Os conferencistas foram: Brasil (Profa. Maria Helena Gonçalves, discorreu sobre "Senac: Bens, serviços e turismo", incluindo o Senac Móvel, que oferece cursos por meio de caminhões-baús), EUA (David Holmes e Lonnie Barber), Alemanha (Bernd Fichtner e Rolf Seubert, que abordou a experiência educacional na Áustria e Suíça alemã) e da Finlândia (Kari Pitkänen), terra de Papai Noel (Lapônia) e das 179.584 ilhas e 187.888 lagos.

Em fevereiro de 2009, Félix voltou a trabalhar no Exército, em Brasília, a convite, como Prestador de Tarefa por Tempo Certo (PTTC), no Departamento-Geral do Pessoal (DGP), durante 10 anos.

No período de 30 de março a 3 de abril de 2009, Félix realizou o Curso de Segurança Corporativa na Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

No dia 17 de setembro de 2011, faleceu seu irmão Fernando, em Correia Pinto, SC, aos 58 anos de idade, vítima de AVC.

Em 2012, criou o blog Wikipédia do Terrorismo no Brasil (http://wikiterrorismobrasil.blogspot.com/), para postar textos referentes à história recente do Brasil - um contraponto à desinformação esquerdista existente na mídia, principalmente nestes tempos de revanchismo contra os militares promovido pela Comissão Nacional da Verdade, que foi de fato uma comissão da calúnia, no dizer do general-de-exército Maynard Marques de Santa Rosa, por se ater apenas às violações de direitos humanos porventura cometidas por agentes do Estado, deixando de fora a tortura, os assassinatos, os sequestros, os assaltos a bancos, os “justiçamentos” e outros crimes cometidos pelos terroristas de esquerda.

Em 2014, para lembrar os 50 anos do Movimento Cívico-Militar de 31 de Março de 1964, publicou uma coleção de textos próprios e de terceiros sobre o assunto, "Memorial 31 de Março de 1964". Os textos, linkados ao site Usina de Letras, foram apagados por um hacker, provavelmente a mando de algum esquerdista radical, que não admite a preservação da Memória Histórica referente aos crimes cometidos pelo Comunismo, mais de 100.000.000 de mortos no século XX - ainda contando os mortos na China, na Coreia do Norte, em Cuba e, mais recentemente, na Venezuela. O trabalho, que foi uma reação enérgica contra o “Direito do Esquecimento” e a "Cultura do Cancelamento", que é o objetivo permanente da esquerda radical, foi refeito em 2020, com acréscimos, e pode ser visto em http://felixmaier1950.blogspot.com/2020/09/memorial-31-de-marco-de-1964-textos.html.

Em 2015, participou de várias manifestações em Brasília, contra a corrupção e a favor do impeachment da Presidente Dilma Rousseff.

Félix em frente da Pixuleca Dilma (2015).



Manifestação anticorrupção - 2015.
Félix em frente ao boneco inflável
representando o General Hamilton Mourão.

Da esquerda para a direita:
Adolfo Sachsida, José Roberto de Freitas e Félix Maier,
durante manifestação anti-corrupção (2015).

Félix nas manifestações em Brasília contra Dilma Rousseff.
Pichulecos de Lula e Dilma - 07/09/2015.

Em 6 de junho de 2016, Félix criou um abaixo-assinado, pedindo aos congressistas que criminalizem também os símbolos comunistas, como já é feito, acertadamente, com os símbolos nazistas - cfr. em https://www.change.org/p/os-deputados-e-senadores-t%C3%AAm-a-obriga%C3%A7%C3%A3o-de-criar-lei-criminalizando-s%C3%ADmbolos-comunistas-criminalizar-a-apologia-ao-comunismo. Há, inclusive, um Projeto de Lei do deputado Eduardo Bolsonaro sobre o assunto - PL 5358/2016, que infelizmente não prosperou. O abaixo-assinado conseguiu apenas 821 apoiadores, e Félix ainda teve que ouvir de um judeu de Brasília, para deixar o assunto em paz, como se apenas nazistas tivessem matado judeus, minimizando os mais de 100.000.000 de pessoas mortas pelo comunismo no século XX. O texto completo do assunto pode ser visto em https://felixmaier1950.blogspot.com/2021/07/pela-criminalizacao-dos-simbolos.html. Veja em que países esses símbolos infernais estão proscritos - https://portalconservador.com/paises-onde-o-simbolo-do-comunismo-e-proibido/.

Na Polônia, são criminalizados os símbolos do Nazismo e do Comunismo.

Em 8 de outubro de 2016, Félix participou do I Encontro do Foro de Brasília, nas instalações do Grande Oriente do Distrito Federal, em Brasília. O objetivo do Encontro foi  reunir movimentos conservadores, liberais e libertários, para discutir a situação política do Brasil. Os trabalhos foram conduzidos pelo Prof. Dr. Guilherme Fernandes Neto, Prof. Dr. Carlos Frederico de Oliveira Pereira, Ministro do STM Olympio Pereira da Silva Júnior, General Luís Eduardo Rocha Paiva, advogado e economista Adolfo Sachsida (depois Secretário de Política Econômica, do Ministério da Economia, durante o Governo Bolsonaro), entre outros. A programação ocorrida pode ser vista em http://media.wix.com/ugd/9795a2_918ae0bf551245dea53e7b658a17ae2b.pdf.


Edifício do Grande Oriente do Distrito Federal.

Em 31 de outubro e 01 de novembro de 2016, participou do "II FORO INTERNACIONAL POR LA DEMOCRACIA", no Auditório Nereu Ramos, Anexo da Câmara dos Deputados, promovido por Carla Zambelli e Bia Kicis, Deputadas Federais eleitas em 2018, com a presença de latino-americanos de vários países, como Bolívia, Cuba etc., além da  Deputada Estadual eleita por SP também em 2018, Janaína Paschoal. Na manhã do dia 1/11/2016, houve a presença dos deputados federais Panderney Avelino, líder do DEM, e Onyx Lorenzoni, do mesmo partido, que compuseram a mesa e discursaram rapidamente. O Foro tinha por objetivo denunciar a violência praticada pelos governos da Venezuela, Cuba e Bolívia contra seus cidadãos - cfr. memória em https://felixmaier1950.blogspot.com/2017/02/ii-foro-internacional-por-la-democracia.html ou https://www.alertatotal.net/2016/11/ii-foro-internacional-por-la-democracia.html.

II Foro Internacional por la Democracia.

À esquerda, Janaína Paschoal.
Ao centro, Carla Zambelli, conversando com o ex-senador boliviano
Roger Pinto Molina, que faleceu em 2017 após acidente
com avião de pequeno porte, em Luziânia, GO.

Carla Zambelli com a cubano-brasileira Zoe Maria Martínez.
Twitter: @zoemartinez_05

Félix e Valdenice no II Foro Internacional por la Democracia.


Em 2018, Valdenice completou 60 anos. Mais linda que nunca. Solidária como poucos, Valdenice optou receber os presentes de aniversário em forma de cestas básicas, que foram doadas para uma aldeia indígena do Setor Noroeste, Brasília, DF. Há em torno de 12 crianças indígenas que estudam na Escola Classe 312 Norte, onde Nice é Orientadora Educacional.



Festa de 60 anos de Valdenice, 14/04/2018.
Foto com Félix, filhos, genro, nora e 4 netos (faltou Maria Clara).

Da esquerda para a direita: Yuri, Cristiane, Alessandra e Wágner.

Félix e Nice, dançando e cantando 
"Como é grande o meu amor por você", de Roberto Carlos.

Nice e Félix.

Valdenice com colegas da Escola.

Da esquerda para a direita:  (em cima) Yuri, Cristiane, Alessandra, 
Letícia e Wágner; (embaixo) Erin, Lyan, Ana Carolina e Maria Clara.

Netos (da esquerda para a direita): 
Erin, Lyan, Letícia, Ana Carolina e Maria Clara.


Páscoa de 2018 (da esquerda para direita):
Maria Clara, Ana Carolina, Lyan, Erin e Letícia.

Em 20 de outubro de 2019, o programa Fantástico, da TV Globo, apresentou uma reportagem sensacionalista, acusando a organização Arautos do Evangelho como sendo um antro de abusos de toda espécie. Felizmente, a nefasta calúnia da Rede Globo não prosperou na Justiça. Leia "A Cruzada Nefasta da Rede Globo contra a Igreja Católica" em https://diariodorio.com/dauro-machado-a-nefasta-cruzada-da-rede-globo-contra-a-igreja-catolica/ e a "Carta aberta à Rede Globo de Televisão" - https://www.arautos.org/secoes/arautos/275100-275100. Os Arautos do Evangelho publicam uma revista mensal no endereço https://revistacatolica.com.br/. Em 2020, Félix passou a contribuir uma certa quantia mensal para os Arautos do Evangelho, que possuem um seminário em Caieiras, SP. Foi a forma de gratidão aos benfeitores anônimos, que durante 9 anos ajudaram a pagar os estudos de Félix em três seminários diferentes.

Em 2 de dezembro de 2020, em plena pandemia da Covid-19, os padres Renan e Plínio, dos Arautos do Evangelho, trouxeram a imagem de Nossa Senhora de Fátima até a casa de Nice e Félix. Todos rezaram uma Ave-Maria e os padres benzeram o lar.

Padres Renan e Plínio com Nice e Félix

No início de 2020, o mundo virou do avesso, com a pandemia da Covid-19. O que mais se fez foi lavar as mãos com sabão ou álcool. Desconfia-se que as digitais dos dedos estão evaporando junto com o álcool...

2020 começou com máscara e álcool gel.


Em 22 de agosto de 2020, o advogado, procurador e coordenador do site Escola Sem Partido, Miguel Nagib, antigo integrante do Instituto Liberal de Brasília e cunhado da deputada federal Bia Kicis, encerrou suas atividades no Movimento Escola Sem Partido (ESP), que já havia se estendido por todo o Brasil, por falta de empenho dos políticos e do governo Bolsonaro, e de decisão espúria do STF, que considerou inconstitucional projeto de lei inspirado no ESP - cfr. https://mobile.twitter.com/escolasempartid e https://www.escolasempartido.org/. Escola Sem Partido, não pode, no País da doutrinação ideológica marxista por excelência. Só pode se for Escola com o Partidão. Nagib havia sido cogitado para ser o ministro da Educação no início do governo Bolsonaro.

Tweet Fixado

Anuncio com tristeza o fim da minha participação no Movimento Escola sem Partido. Cessa, a partir de hoje, a atividade dos canais do ESP sob minha responsabilidade.

Miguel Nagib
Bolsonaro deve estar satisfeito. Afinal, esse tribunal espúrio, vergonha da nação, inimigo das famílias, acabou dando a ele a desculpa perfeita para abandonar de vez a promessa de combater a doutrinação e a ideologia de gênero nas escolas.

Em 2020, durante a pandemia da Covi-19, Félix fez o fichamento dos 15 Tomos da "História Oral do Exército - 31 de Março de 1964", publicada pela Biblioteca do Exército Editora (Bibliex), em 2003 - cfr. o trabalho em http://felixmaier1950.blogspot.com/2020/09/historia-oral-do-exercito-31-de-marco.html.

Valdenice e Félix - Natal de 2020

Em 2021, Félix concluiu o e-book "A LÍNGUA DE PAU - Uma história da intolerância e da desinformação", disponível em 

https://drive.google.com/file/d/1jfaOpIMbwzhlaQxspnA9hBnyHX8KX4_E/view?usp=sharing e

http://felixmaier1950.blogspot.com/2021/05/a-lingua-de-pau-uma-historia-da_10.html 

Em 2021, iniciou a escrita de um livro de crônicas, que tem o título provisório de "AS COVÍADAS: Amor e ódio nos tempos do corona".

Ainda em 2021, iniciou a escrita de uma novela histórica, possível trilogia, envolvendo cerca de 100 anos de história da colonização alemã em Santa Catarina.

Em 2021, comemora-se o centenário da Escola de Comunicações.
E o 50º aniversário dos formandos de 1971.
Félix é o 3o. da última coluna, FS75.


Obs.: Currículo atualizado em 13/10/2021.


 

Livro Publicado:

"Egito - uma viagem ao berço de nossa civilização", Editora Thesaurus, Brasília, 1995.


 

Publicações virtuais:

- "Arquivos I - Uma história da Intolerância"

http://felixmaier1950.blogspot.com/2020/06/arquivos-i-uma-historia-da-intolerancia_78.html 

- "Nacionalismo e Esquerdismo nas Forças Armadas"

http://felixmaier1950.blogspot.com/2020/07/nacionalismo-e-esquerdismo-nas-forcas.html 

- "Memorial 31 de Março de 1964" - Uma seleção de textos

http://felixmaier1950.blogspot.com/2020/09/memorial-31-de-marco-de-1964-textos.html 

- "História Oral do Exército - 31 de Março de 1964" - Fichamento dos 15 livros editados pela Biblioteca do Exército Editora

http://felixmaier1950.blogspot.com/2020/09/historia-oral-do-exercito-31-de-marco.html 

- "A LÍNGUA DE PAU - Uma história da intolerância e da desinformação"

https://drive.google.com/file/d/1jfaOpIMbwzhlaQxspnA9hBnyHX8KX4_E/view?usp=sharing ou

http://felixmaier1950.blogspot.com/2021/05/a-lingua-de-pau-uma-historia-da_10.html 


FINIS CORONAT OPUS




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