MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964
Avião que passou no dia 31 de março de 2014 pela orla carioca, com a seguinte mensagem: "PARABÉNS MILITARES: 31/MARÇO/64. GRAÇAS A VOCÊS, O BRASIL NÃO É CUBA." Clique na imagem para abrir MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964.

quinta-feira, 28 de outubro de 2021

Dívida Líquida da União ultrapassa R$ 7 trilhões

Em setembro de 2021, a dívida da união atingiu 88,62% do PIB

Por Ricardo Bergamini - Prof. de Economia 


“Quem não usar os olhos para ver, terá que usá-los para chorar!” (Foerster). 

 

Dívida Líquida

Total da União (Interna e Externa) – Fonte ME

Base R$ bilhões.

Itens

2002

% PIB

2010

% PIB

2018

% PIB

Set/21

% PIB

Dívida Interna Em Poder do Mercado

558,9

37,54

1.603,9

41,28

3.728,9

53,24

5.185,7

61,94

Dívida Interna Em Poder do Banco Central

282,1

18,95

694,0

17,86

1.794,3

25,62

1.975,9

23,60

Dívida Externa Líquida

262,9

17,66

90,1

2,32

148,2

2,12

257,7

3,08

Dívida Total Líquida

1.103,9

74,15

2.388,0

61,46

5.671,4

80,97

7.419,3

88,62

PIB 2002 – (R$ 1.488,8 bilhões); PIB 2010 – (R$ 3.885,8 bilhões).

PIB 2018 – (R$ 7.004,1bilhões); Previsão PIB 2021 – (R$ 8.372,0 bilhões).

 

 

Hoje é dia de divulgação da dívida da União com base em setembro de 2021 e, como sempre, a imprensa omite o estoque da dívida em poder do Banco Central no montante de R$ 1.975,9 bilhões (23,60% do PIB), sendo essa a parte mais importante da dívida, visto que nada mais é do que uma “pedalada oficial” (aumento disfarçado de base monetária, ou emissão de dinheiro falso). Vejam que essa orgia saiu de 17,86% do PIB em 2010, para 23,60% do PIB em setembro de 2021. Crescimento real em relação ao PIB de 32,14%. Nessa lama que o Brasil joga os seus criminosos e imorais déficits fiscais.

 

Em 2010, o estoque da dívida líquida da União (interna mais líquida externa) era de R$ 2.388,0 bilhões (61,46% do PIB). Em dezembro de 2018 era de R$ 5.671,4 bilhões (80,97% do PIB). Crescimento real em relação ao PIB de 31,74%, comparativamente a dezembro de 2010. Em setembro de 2021, migra para R$ 7.419,3 bilhões (88,62% do PIB). Aumento real em relação ao PIB de 9,45%, comparativamente a dezembro de 2018.

 

Arquivos oficiais do governo estão disponíveis aos leitores.

 

Ricardo Bergamini

(48) 99636-7322

(48) 99976-6974

ricardobergamini@ricardobergamini.com.br

www.ricardobergamini.com.br

segunda-feira, 25 de outubro de 2021

As atrocidades do comunismo - Por Gazeta do Povo

As atrocidades do comunismo

Gazeta do Povo

Baixe e-book gratuitamente

https://multimidia.gazetadopovo.com.br/media/info/2021/202104/e-book-comunismo.pdf

Só a Gazeta desmascara o Comunismo: conheça a editoria Ideias - Por Gazeta do Povo

Só a Gazeta desmascara o Comunismo: conheça a editoria Ideias

Por Gazeta do Povo

25/10/2021

Olá, tudo bem?

Estamos muito felizes com o seu interesse e de milhares de brasileiros no nosso e-book exclusivo Revolução dos Bichos

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Talvez você não saiba, mas este clássico combina profundamente com as convicções que movem nosso jornalismo. Expor a verdade e defender a liberdade estão no DNA do jornalismo da Gazeta do Povo.

Tanto que somos o único jornal do Brasil com uma equipe focada em defender a liberdade e desmascarar os horrores do totalitarismo. É a editoria Ideias https://www.gazetadopovo.com.br/ideias/?utm_source=salesforce&utm_medium=email&utm_campaign=revdosbichos_20211025&utm_content=20211025, que você precisa conhecer.

Por meio de reportagens, podcasts, vídeos e artigos de opinião, a editoria Ideias se propõe a mostrar como o mundo pode ser melhor se for mais livre.

Aqui em Ideias tratamos a China, por exemplo, pelo que ela realmente é: uma ditadura comunista, que mantém centenas de milhares de uigures em campos de concentração, que persegue cristãos e proíbe qualquer tipo de liberdade de expressão em seu território.

E não é só a China. Cuba, Venezuela e Coreia do Norte seguem mostrando ao mundo como é o comunismo aplicado na prática. Tão belamente descrita nas palavras de seus defensores, a ideologia Socialista só produz miséria, atraso e mortes na vida real.

Você vai encontrar tudo isso na editoria Ideias.

Clique aqui e navegue pelo site Ideias https://www.gazetadopovo.com.br/ideias/?utm_source=salesforce&utm_medium=email&utm_campaign=revdosbichos_20211025&utm_term=botao01&utm_content=20211025  


Veja, por exemplo, as análises dos nossos colunistas:


Rodrigo Constantino

Argentina lulista ignora 40 séculos de lição econômica

https://www.gazetadopovo.com.br/rodrigo-constantino/argentina-lulista-ignora-40-seculos-de-licao-economica/?utm_source=salesforce&utm_medium=email&utm_campaign=revdosbichos_20211025&utm_content=20211025


Guilherme Fiuza

O enigma do totalitarismo frouxo

https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/guilherme-fiuza/o-enigma-do-totalitarismo-frouxo/?utm_source=salesforce&utm_medium=email&utm_campaign=revdosbichos_20211025&utm_content=20211025


Bruna Frascolla

Como o progressismo vampirizou a esquerda

https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/bruna-frascolla/como-o-progressismo-vampirizou-a-esquerda/?utm_source=salesforce&utm_medium=email&utm_campaign=revdosbichos_20211025&utm_content=20211025


Paulo Polzonoff

Até quando seremos escravos das pautas de esquerda?

https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/polzonoff/ate-quando-seremos-escravos-das-pautas-de-esquerda/?utm_source=salesforce&utm_medium=email&utm_campaign=revdosbichos_20211025&utm_content=20211025


Daniel Lopez

Você nunca mais sairá de casa, para a alegria do barbudo

https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/daniel-lopez/voce-nunca-mais-saira-de-casa-para-a-alegria-do-barbudo/?utm_source=salesforce&utm_medium=email&utm_campaign=revdosbichos_20211025&utm_content=20211025


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Dessa forma, como poucos meios de comunicação no Brasil, a Gazeta vem se posicionando de maneira enérgica na defesa da liberdade de expressão - aquela sem a qual não se denunciam abusos, nem se constroem consensos para a prosperidade da sociedade.

Você pode ter certeza de que o trabalho de Orwell diariamente inspira a Gazeta a continuar com sua voz ativa.

Venha fazer parte desta comunidade. Aproveite este momento de debate para se unir a nós por um preço especial!


terça-feira, 19 de outubro de 2021

Morre dom Ávila, o general de Deus - Por Félix Maier

Dom Ávila



Morre Dom Ávila, o general de Deus


Félix Maier

Usina de Letras, 21/11/2005


Morreu, no início da manhã de 14 de novembro de 2005, em Brasília, o Arcebispo Ordinário Militar do Brasil, dom Geraldo do Espírito Santo Ávila. “Ele tinha um tumor retroperitonial próximo ao ureter, que se irradiou para o rim, provocando uma metastase no fígado” (JB online). Velado na Catedral Militar Rainha da Paz, que ele mesmo havia construído, localizada no Setor Militar Urbano, o corpo de dom Ávila foi sepultado no mesmo local, dia 16 de novembro, depois de ser realizada uma missa de exéquias (campal), celebrada pelo bispo-auxiliar do Ordinariado Militar, dom Augustinho Petry. A homilia ficou a cargo do arcebispo de Brasília, dom João Braz de Aviz.

Autoridades se fizeram presentes para dar o derradeiro adeus a dom Ávila: o governador Joaquim Roriz, a vice-governadora Maria de Lourdes Abadia, os senadores Paulo Octavio (PFL-DF) e Pedro Simon (PMDB-RS), e os deputados federais José Roberto Arruda (PFL), Osório Adriano (PFL) e Wasny de Roure (PT). Após duas horas de celebrações religiosas, houve honras militares, com direito a três tiros de fuzil e 15 de canhão, equivalentes às de general-de-divisão. Até a nomeação de um novo Arcebispo Militar, que será feito pelo Papa Bento XVI, dom Augustinho foi eleito Administrador do Ordinariado Militar pelo Colégio dos Consultores.

Dom Ávila, desde que foi nomeado Arcebispo Militar, em 12 de dezembro de 1990, a convite do Papa João Paulo II, dava expediente diário em seu gabinete – a Cúria - no Ministério da Defesa. Mesmo sem nunca ter prestado serviço militar, Dom Ávila tinha a patente de general-de-divisão e comandava um verdadeiro exército de capelães, tanto das três Forças Armadas, quanto das Auxiliares (Polícia Militar e Corpo de Bombeiros). Os capelães são militares ordenados sacerdotes (católicos) ou pastores (evangélicos). Em assuntos estritamente religiosos, somente os sacerdotes prestam obediência ao Arcebispo Militar.

Dom Ávila era natural de Datas, MG, e deveria se chamar Waldir, seu primeiro nome, antes de ser batizado. A explicação está no Diário de sua mãe, a professora Maria Vicentina Gomes Ávila: “Waldir do Espírito Santo Ávila – Nascido aos 10 de abril de 1929, forte e robusto até a idade de dois meses. Todos da família chamavam-no de Waldir, Waldirzinho. Mas logo depois apareceu na criancinha uma moléstia, que a sufocava. Recorremos a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro e a São Geraldo para intercederem e Deus não deixasse a criancinha morrer. Fizemos, então, um voto: colocá-lo no Seminário ainda que fosse às esmolas e dar-lhe na Pia Batismal o nome de Geraldo. Deus aceitou o voto. E nós de coração gratos cumprimos fielmente o nosso voto" (Jornal da Comunidade, "Perfil”, 14 a 20 de fevereiro de 2004, pg. D4).

Em depoimento ao mesmo Jornal da Comunidade, dom Ávila lembrou que desde os seis anos de idade, quando fez a Primeira Comunhão, nunca mais deixou de comungar diariamente o Corpo de Cristo, e que o voto dos pais se limitava a colocá-lo no Seminário, que a decisão de se ordenar padre era somente sua: “Mesmo quando ainda não havia tomado o conhecimento sobre o voto de meus pais, o meu brinquedo preferido era fazer papel de padre, celebrando missas de mentirinha dentro de casa. Eu reunia os irmãos, os vizinhos, os primos para assistir missas todos os dias. Havia uma senhora que fazia hóstias para a igreja, então ela me dava os retalhos da massa e eu fazia uma hóstia pequenininha; alimentava o turíbulo com cascas de laranja, fazia incenso com rapadura e promovia procissão pela rua afora. E quando me dei conta, muito antes de ir para o Seminário, descobri que a minha vocação era mesmo o apostolado de Cristo”.

No dia 02 de fevereiro de 1941, com menos de 12 anos de idade, o menino Geraldo entrou para o Seminário dos padres lazaristas, em Diamantina, MG, onde viveu durante 13 anos e completou os cursos Ginasial e Científico, depois os de Filosofia e Teologia. No internato, o seminarista Geraldo se destacava como artilheiro de seu time de futebol. Adulto, Geraldo deveria dar ainda mais trabalho à defesa adversária, pelo porte de jogador de basquete que possuía, 1,82 m de altura, uma espécie de “Adriano das Alterosas”...

Ordenado padre em 29 de novembro de 1953, Ávila queria ser professor de Filosofia e Teologia no mesmo Seminário onde se formara. Em 9 de janeiro de 1954, o padre Ávila recebeu uma carta do bispo, dizendo que precisava trabalhar em Quanhães, cidadezinha pertencente à Diocese de Diamantina, como vigário cooperador. Ocorre que o vigário titular, cônego Sebastião Fernandes, dois anos depois ficou doente e foi se tratar em Belo Horizonte, ficando a paróquia aos cuidados do padre novato. Um ano depois, o bispo de Diamantina, dom José Newton, visitou Quanhães e elogiou a obra do padre Ávila, especialmente a comunhão em massa que promovia toda primeira sexta-feira de cada mês. Em 1957, padre Geraldo foi chamado para trabalhar na catedral de Diamantina, “o que equivalia a uma promoção”.

No final de 1961, quando dom José Newton foi transferido para Brasília, este pediu a seu substituto em Diamantina, dom Geraldo Sigaud, para que o padre Geraldo viesse a Brasília para ajudá-lo a organizar o Concílio Ecumênico, que começaria em 1962. A permanência do padre Geraldo ficaria limitada à fase do referido Concílio e depois retornaria para Diamantina. Porém, o Concílio, programado para durar no máximo um ano e meio, foi-se alongando e nunca terminava e Geraldo acabou ficando 4 anos, até 1965. Com outra cartinha a dom Sigaud, dom Newton conseguiu que Geraldo ficasse definitivamente em Brasília, de onde nunca mais saiu, a não ser para as viagens pastorais às mais distantes unidades militares do País, do Oiapoque ao Chuí.

No tempo em que assessorava dom José Newton, o padre Ávila encontrava tempo para se dedicar como vigário da igrejinha verde de madeira na Vila Planalto, a igreja Nossa Senhora do Rosário. Ao mesmo tempo, acumulou as funções de vigário da Catedral de Brasília, somente inaugurada em 1970 – mesmo ano em que o padre Ávila foi nomeado monsenhor -, com a ajuda decisiva do presidente Costa e Silva. Em 1974, quando um padre foi nomeado para a Catedral, Ávila ficou só com a igreja da Vila Planalto, onde foi vigário por 15 anos, de 1962 a 1977, ano em que foi nomeado Bispo Auxiliar de Brasília, a 27 de junho. Nesse tempo, devido à grande falta de padres, monsenhor Ávila fazia as vezes de vigário da igreja Nossa Senhora Aparecida, no Gama, e da igreja de São José Operário, na Asa Norte.

Na Vila Planalto, o trabalho de Ávila era voltado para funcionários da Novacap e da prefeitura que hoje é o GDF (Governo do Distrito Federal). Lá havia 22 acampamentos de empresas que construíram Brasília. Numa 2ª feira do carnaval de 2000, um incêndio destruiu a igrejinha verde de madeira, ocasião em que dom Ávila já exercia a função de arcebispo militar. Dom Ávila, justificando seu magnânimo coração, descartou qualquer possibilidade de incêndio criminoso: “Não, não acredito que alguém fosse capaz de praticar tamanha maldade”.

Como “general de Deus”, dom Ávila exerceu inúmeras atividades, que podem ser vistas no site da CNBB (http://www.cnbb.org.br/index.php?op=noticia&subop=9784). Dom Ávila é autor de "Oração da Paróquia" (1971) e "Você em Oração" (1975), com 300.000 exemplares em 9 edições.

Avesso a “tocar trombetas”, o trabalho de dom Ávila sempre foi de muita humildade, sem qualquer tipo de ostentação, porém de enorme eficiência. Um desses trabalhos é o Movimento Eureka, que começou em 1972, que incentiva jovens e adultos ao estudo da Bíblia. Para tanto, dom Ávila distribuiu milhares de Bíblias aos católicos em todo o Distrito Federal, as quais ele mesmo mandou imprimir.

Outro trabalho em que dom Ávila se empenhava, de inspiração vicentina, era a “Sopa dos Pobres”, criada na Vila Planalto na década de 1970, distribuída diariamente aos mendigos, em torno de 1.300 pratos, em vários pontos do Distrito Federal, como a Ponte do Bragueto, obra que tem o apoio voluntário de militares de toda a arquidiocese, tanto para a confecção do alimento, quanto para a distribuição por meio de kombis. Toda Quinta-feira Santa, dom Ávila exercia sua humildade beijando os pés de 12 pessoas pobres, simbolizando o beijo idêntico que Jesus deu em seus apóstolos.

Depois da Catedral de Brasília, outro sonho de dom Ávila era construir a Catedral Militar, que foi inaugurada a 12 de setembro de 1994, com o nome de Catedral Militar Rainha da Paz, em homenagem à mãe de Cristo, por ser reconhecida e reverenciada em todos os países católicos, especialmente devido às aparições diárias de Maria, como ocorre em Mediugórie, na Bósnia-Herzegovina. A estrutura metálica da Catedral havia sido utilizada no palanque armado na Esplanada dos Ministérios para o Papa João Paulo II rezar a missa campal, em 1991, ocasião em que o Santo Padre abençoou a pedra fundamental da futura Catedral, localizada no Eixo Monumental, próxima ao Setor Militar Urbano.

A estrutura da Catedral Militar tem a assinatura de Oscar Niemayer, notório marxista ateu, que também projetou a Catedral Metropolitana, um dos cartões postais mais visitados de Brasília. A Catedral Militar tem a forma de uma barraca de campanha, de duas praças e, segundo a secretária de dom Ávila, Silvana Rubim, já foi dito que “aqui é o lugar de segurança, de acolhimento, do recobrar de forças de todo soldado” (Jornal da Comunidade, 31 de julho a 6 de agosto de 2004, “Especial”, pg. D4). Além da Catedral Militar, Dom Ávila também construiu o Santuário da Mãe e Rainha Três Vezes Admirável de Schoenstatt, localizado em Sobradinho, DF.

Todo dia 25 de cada mês, data dedicada à Rainha da Paz, cerca de 12 mil fiéis comparecem à Catedral Militar para participar de missas, terços, palestras de evangelização. Às 10h e às 17h, começam as celebrações mais esperadas pelos fiéis, especialmente os enfermos: as Orações de Cura, dirigidas pelo padre Ivan Clementino, capelão do Corpo de Bombeiros do DF. Tais ritos são seguidos, em Brasília, não só por católicos carismáticos, mas também por outras religiões, como a Igreja Universal, no Conic, a Igreja Batista Central de Brasília, na Asa Sul, a Comunhão Espírita, na Asa Sul. Vêem-se também sessões de cura na televisão, como a do missionário RR Soares, da Igreja Internacional da Graça de Deus. “A cura é um sinal messiânico porque Jesus é quem a realiza por meio dos padres que possuem o dom. (...) Além disso, o Vaticano publicou um documento recente reconhecendo a oração de cura na Igreja Católica, orientado para que ela seja feita separadamente da Santa Missa, para não desvirtuar o conteúdo mais profundo da missa que é a Eucaristia e a liturgia da palavra” – diz o padre Giovani Carlos, da paróquia de São Miguel Arcanjo, no Recanto das Emas, que também promove ritual de cura (Cfr. Jornal de Brasília, 25 de março de 2001, pg. A-8). Na reunião que precede as palestras de evangelização, são lidos depoimentos de pessoas que concordaram em dar seu testemunho de cura, por escrito. O número dos que se dizem curados de câncer e AIDS é impressionante, configurando verdadeiros milagres.

Em 18 de maio de 1998, dom Ávila recebeu da Câmara Legislativa do Distrito Federal o título de Cidadão Honorário de Brasília. Outra distinção honorífica, Prelado de Honra, foi conferida pelo Papa, pelos relevantes serviços prestados em Brasília, especialmente por sua participação na construção da Catedral Metropolitana. Além destas distinções, dom Ávila recebeu outras 15 comendas, que ornam sua grandiosa obra sacerdotal. Apesar de ter atingido a compulsória no dia 10 de abril de 2004, por ter completado naquela data 75 anos, o que nas Forças Armadas é sinônimo de aposentadoria, Dom Ávila continuou à frente do trabalho pastoral até a hora de sua morte: “Compulsória, sim; mas parar de trabalhar, nunca!” – repetia o religioso.

Finalizando, gostaria de prestar minha derradeira homenagem a esse valente “general de Deus” que foi Dom Ávila, pela rápida convivência que tive com ele, quando servi no Ministério da Defesa, de 1999 a 2002. Rápida, porque os encontros com o magnético sacerdote foram raros, principalmente quando eu estava de serviço e tinha que aguardar a chegada das autoridades na portaria principal. Dom Ávila sempre tinha um sorriso largo a nos cativar, uma palavra nova para nos reanimar, uma deferência especial para com todos os subordinados, mesmo porteiros e faxineiros. São inesquecíveis as missas de Natal que Dom Ávila celebrava no Auditório do Ministério, com sua voz cristalina, quase metálica, porém doce como é doce toda a palavra de um verdadeiro pastor a serviço de Deus. Que a terra lhe seja leve e eterna sua glória entre os eleitos!



***



De:

Enviado: terça-feira, 29 de novembro de 2005 10:02:28

Para: Félix Maier

Assunto: Acusando recebimento

Caro Félix Maier

Agradeço o envio da mensagem com o texto retratando a personalidade ímpar de

Dom Ávila, a grande figura humana e religiosa que lamentavelmente nos deixou

no dia 14 de novembro de 2005.

Atenciosamente,

Gen Luiz Gonzaga Schroeder Lessa

Presidente do Clube Militar

quinta-feira, 14 de outubro de 2021

ESCOLA SEM PARTIDO SOB BOMBARDEIO - Preâmbulo de Félix Maier

 


ESCOLA SEM PARTIDO SOB BOMBARDEIO

CAMPANHA CERRADA DA ACADEMIA, DA MÍDIA, DO CONGRESSO NACIONAL E DO STF CONTRA O ESCOLA SEM PARTIDO

 

O programa Escola Sem Partido (ESP) (https://www.escolasempartido.org/) é um movimento político criado em 2003 pelo advogado e procurador pelo Estado de São Paulo em Brasília, Miguel Francisco Urbano Nagib, para denunciar a supremacia esquerdista existente nas escolas e nas universidades e atacar a doutrinação ideológica, de linha marxista, predominante no meio estudantil.


Miguel Nagib


Clamando por uma lei contra o abuso da liberdade de ensinar livremente o marxismo, ideologia assassina que deixou mais de 100.000.000 de mortos no século XX, Nagib elenca “Seis Deveres do Professor”:

 

Bombardeado pela esquerda na Academia, na mídia e no Congresso Nacional, por querer “impor a censura e incentivar alcaguetes contra o professor”, o programa ESP perdeu força junto à população.

Escola Sem Partido, não pode haver. Mas Escola Com Partidão, aí sim, é fundamental. Assim, a doutrinação ideológica marxista nas escolas e universidades segue firme, como sempre foi. Que são 100.000.000 de mortos provocados pela Peste Vermelha no século XX, se poderá elevar esse macabro número para 500.000.000 ou mais?

Depois que o STF considerou ilegal uma lei estadual de Alagoas inspirada no Escola Sem Partido, por 9 votos a 1, (http://fepesp.org.br/noticia/escola-sem-partido-stf-declara-inconstitucional-por-9-a-1/), Miguel Nagib abandonou em 22 de agosto de 2020 o Movimento Escola Sem Partido.

Comprove, abaixo, o bombardeio que sofreu o programa Escola Sem Partido, especialmente nos meios universitários, classificado pela esquerda como ultraconservadora e fascista, que prega uma educação autoritária só vista em regimes políticos totalitários.

Brasília, 14 de outubro de 2021.

Félix Maier

 

 ***

 

 

1. UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA “JÚLIO DE MESQUITA FILHO” – MARÍLIA 2020

ESCOLA SEM PARTIDO: ORIGEM E MODUS OPERANDI DE UM MOVIMENTO LIBERAL-CONSERVADOR E DESDOBRAMENTOS PARA OS CONTEÚDOS DE SOCIOLOGIA E HISTÓRIA

RODRIGO LEONARDO OFFERNI

https://repositorio.unesp.br/bitstream/handle/11449/193306/offerni_rl_me_mar.pdf?sequence=6&isAllowed=y

À pg. 203, o autor oferece um link para "As Libélulas da USP", texto de Félix Maier – cfr. em https://felixmaier1950.blogspot.com/2020/06/as-libelulas-da-usp-por-felix-maier.html.

 

2. UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA

ESCOLA SEM PARTIDO: UM ESTUDO A PARTIR DA FRENTE PARLAMENTAR EVANGÉLICA DO CONGRESSO NACIONAL NO PERÍODO DE 2004 – 2017

WELINTON PEREIRA DA SILVA

https://repositorio.unb.br/handle/10482/38178

 

3. UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA

“ESCOLA SEM PARTIDO” COMO POLÍTICA PÚBLICA: REPRESENTAÇÃO E AÇÃO NO DISCURSO JURÍDICO – UMA PROPOSTA DE ANÁLISE INTERDISCURSIVA.

Renata Rena Rodrigues

https://repositorio.unb.br/bitstream/10482/40320/1/2020_RenataRenaRodrigues.pdf 

 

4. UNESP – Presidente Prudente - 2018

Escola Sem Partido: indícios de uma educação autoritária

Guilherme Costa Garcia Tommaselli

https://repositorio.unesp.br/bitstream/handle/11449/166392/tommaselli_gcg_dr_prud.pdf?sequence=3&isAllowed=y

 

5. PROJETO ESCOLA SEM PARTIDO: ARGUMENTOS CONTRA E A FAVOR

Isabela Souza

https://www.politize.com.br/projeto-escola-sem-partido/

 

6. UERJ

ESCOLA SEM PARTIDO – Esfinge que ameaça a educação e a sociedade brasileira

Gaudência Frigotto (Org.)

http://www.ifg.edu.br/attachments/article/7536/A%20g%C3%AAnese%20das%20teses%20do%20Escola%20sem%20Partido%20esfinge%20e%20ovo%20da%20serpente%20que%20amea%C3%A7am%20a%20sociedade%20e%20a%20educa%C3%A7%C3%A3o%20%E2%80%93%20Gaud%C3%AAncio%20Frigotto.pdf

O livro está disponível em https://drive.google.com/file/d/0B8ZDG4hi54IEZ05HQWdzUmViekE/view

 

7. ESCOLA SEM PARTIDO – ORIGENS E IDEOLOGIA

Fernanda Pereira de Moura

https://cienciahoje.org.br/artigo/escola-sem-partido-origens-e-ideologias/


8. UFRGS

CRÍTICA AO ESCOLA SEM PARTIDO: UM OLHAR PELA PERSPECTIVA CRÍTICO-SUPERADORA DA EDUCAÇÃO FÍSICA

Guilherme Bardemaker Bernardi, Carlos Alberto Perdomo Fazenda Junior

https://seer.ufrgs.br/Movimento/article/download/79511/50427

 

9. ESCOLA SEM PARTIDO – ELEMENTOS TOTALITÁRIOS EM UMA DEMOCRACIA MODERNA: UMA REFLEXÃO A PARTIR DE ARENDT

ALEXANDRE ANSELMO GUILHERME e BRUNO ANTONIO PICOLI

https://www.scielo.br/j/rbedu/a/cVXvMDSmnVHHFs3SF6kTsyB/?lang=pt&format=pdf

 

10. UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS

A POLÍTICA DAS ESCOLAS E A ESCOLA SEM PARTIDO: UM ESTUDO SOBRE IDEOLOGIAS E VALORES NO SISTEMA DE ENSINO DE CONGONHAS.

MARCOS PAULO DIAS LEITE RESENDE

https://repositorio.ufmg.br/bitstream/1843/BUOS-B6VHX7/1/disserta__o___marcos_paulo.pdf

 

11. UNIVERSIDADE DE SOROCABA

ESCOLA SEM PARTIDO: POLÍTICAS DE EDUCAÇÃO, REGULAÇÃO SOCIAL E FORMAS DE CONSENSO

Anderson Santos

http://educacao.uniso.br/producao-discente/teses/Teses_2020/Anderson%20Santos.pdf


12. UNIVERSIDADE ESTADUAL DO OESTE DO PARANÁ – UNIOESTE (CASCAVEL – 2019)

ESCOLA “SEM” PARTIDO: A PSEUDO-NEUTRALIDADE E O VIÉS ULTRACONSERVADOR DO MOVIMENTO

DANIELLI MARIA NEVES DA SILVEIRA

http://tede.unioeste.br/bitstream/tede/4462/5/Danielli_Silveira_2019.pdf

 

13. “ESCOLA SEM PARTIDO”, ESCOLA SILENCIADA

CLEOMAR MANHAS

https://outraspalavras.net/sem-categoria/escola-sem-partido-escola-silenciada/

 

14. 'Escola sem Partido': entenda a polêmica em torno do movimento e seus projetos de lei

Por Ana Carolina Moreno, Luiza Tenente e Vanessa Fajardo, G1

https://g1.globo.com/educacao/noticia/entenda-a-polemica-em-torno-do-escola-sem-partido.ghtml

 

15. O movimento Escola Sem Partido e a popularização do ódio aos docentes

Neide Célia Ferreira Barros

https://periodicos.ufsc.br/index.php/emtese/article/view/78349/47372

 

16. A extinção judicial do Escola sem Partido

Salomão Ximenes e Fernanda Vick

https://www.geledes.org.br/a-extincao-judicial-do-escola-sem-partido/


17. “ESCOLA SEM PARTIDO”: RELAÇÕES ENTRE ESTADO, EDUCAÇÃO E RELIGIÃO E OS IMPACTOS NO ENSINO DE HISTÓRIA

FERNANDA PEREIRA DE MOURA

https://educapes.capes.gov.br/bitstream/capes/174584/2/Disserta%C3%A7%C3%A3o%20Fernanda%20Pereira%20de%20Moura.pdf

 

18.  UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA

RELAÇÃO ENTRE EDUCAÇÃO E POLÍTICA A PARTIR DE HANNAH  ARENDT: UMA REFLEXÃO ACERCA DO FENÔMENO “ESCOLA SEM PARTIDO

MAURO SÉRGIO SANTOS DA SILVA

https://repositorio.ufu.br/bitstream/123456789/32032/3/Rela%c3%a7%c3%a3oEntreEduca%c3%a7%c3%a3o.pdf

 

19. UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA

ESCOLA SEM PARTIDO: O EMPREENDIMENTO MORAL NA EDUCAÇÃO BRASILEIRA

Marina Martinuzzi Castilho e Aline Roes Dalmolin

http://coral.ufsm.br/congressodireito/anais/2017/3-14.pdf

 

20. A IDEOLOGIA DO MOVIMENTO ESCOLA SEM PARTIDO

20 AUTORES DESMONTAM O DISCURSO

Ana Lúcia Silva Souza Cleomar Manhas Daniel Cara Denise Carreira Denise Eloy Ednéia Gonçalves Eduardo Girotto Fernando Abrucio Fernando Penna Frei Betto Joana Salém Vasconcelos Juliane Cintra Leonardo Sakamoto Magi Freitas Moacir Gadotti Paulo Candido Roberto Catelli Jr. Rodrigo Ratier Salomão Ximenes Toni Reis

https://acaoeducativa.org.br/wp-content/uploads/2017/05/escolasempartido_miolo.pdf 

 

21. UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS

O DISCURSO DO PROGRAMA ESCOLA SEM PARTIDO E A OFENSIVA DO ULTRACONSERVADORISMO NA EDUCAÇÃO BRASILEIRA

ALEXANDRE SOUZA CAVALCANTE

http://www.repositorio.ufal.br/bitstream/riufal/5954/1/O%20discurso%20do%20Programa%20Escola%20%E2%80%9Csem%20Partido%E2%80%9D%20e%20a%20ofensiva%20do%20conservadorismo%20na%20educa%C3%A7%C3%A3o%20brasileira.pdf

 

22. Militarização e Escola Sem Partido: duas faces de um mesmo projeto

CATARINA DE ALMEIDA SANTOS - Universidade de Brasília, Brasília- DF, Brasil.

RODRIGO DA SILVA PEREIRA - Universidade Federal da Bahia, Salvador- BA, Brasil.

http://www.feeba.uneb.br/wp-content/uploads/2018/11/Militariza%C3%A7%C3%A3o-e-Escola-Sem-Partido_-duas-faces-de-um-mesmo-projeto-1.pdf

 

23. Negação da política e politização da educação: a prática discursiva do Movimento Escola sem Partido

Celso do Prado Ferraz de Carvalho - Universidade Nove de Julho

http://educa.fcc.org.br/pdf/eq/v56n50/1981-1802-eq-56-50-0065.pdf

 

24. UNIVERSIDADE ESTADUAL DE GOIÁS

AS REVERBERAÇÕES DO “ESCOLA SEM PARTIDO” NA DOCÊNCIA UNIVERSITÁRIA: UMA PERSPECTIVA DE ANÁLISE À DIVERSIDADE

Edgar Antônio Nery Alves Camelo1 (UEG/UFG) Marlene Barbosa de Freitas Reis2 (UEG)

https://www.anais.ueg.br/index.php/semintegracao/article/view/10966/8712

 

25. ESCOLA SEM PARTIDO: UMA ANÁLISE DAS INVESTIDAS DE PODER SOBRE AS IDENTIDADES DOCENTES

Elvis Patrik Katz

https://professorescontraoescolasempartido.files.wordpress.com/2018/07/katz-elvis-patrik-escola-sem-partido-uma-anc3a1lise-das-investidas-de-poder-sobre-as-identidades-docentes-2017.pdf

À pg. 124, o autor oferece um link para "As Libélulas da USP", texto de Félix Maier – cfr. em https://felixmaier1950.blogspot.com/2020/06/as-libelulas-da-usp-por-felix-maier.html.

 

26. UNIVERSIDADE COMUNITÁRIA DA REGIÃO DE CHAPECÓ

PROGRAMA ESCOLA SEM PARTIDO: FUNÇÃO SOCIAL DA ESCOLA PÚBLICA E A LIBERDADE ACADÊMICA

RODOLFO FERREIRA PINHEIRO

http://konrad.unochapeco.edu.br:8080/pergamumweb/vinculos/00010f/00010fdc.pdf

 

27. UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE

NARRATIVAS EM MOVIMENTO – DO ESCOLA SEM PARTIDO À EDUCAÇÃO DEMOCRÁTICA – HISTÓRIA PÚBLICA E TRAJETÓRIAS DOCENTES

RENAM RUBIM CALDAS

https://www.historia.uff.br/stricto/td/2244.pdf

Em "Notas, textos e artigos", há um link para o texto de Félix Maier, "O País dos Petralhas: Sucesso do lançamento do livro em Brasília", que pode ser acessado em https://www.webartigos.com/artigos/o-pais-dos-petralhas-sucesso-do-lancamento-do-livro-em-brasilia/10626.

O texto de Félix Maier trata do lançamento do livro de Reinaldo Azevedo em Brasília, "O País dos Petralhas", em 2008.

Diz também o trabalho de Renan Rubim Caldas: "Compareceram no lançamento do livro várias personalidades do meio político e acadêmico de Brasília, como o senador Agripino Maia, os professores da UnB Paulo Kramer, Nelson Lehmann e Bráulio Matos, o coordenador do site Escola Sem Partido, Miguel Nagib, integrantes do Ministério Público, professores de universidades particulares e uma enorme quantidade de jovens."


Obs.:

Trabalho também disponível em:

https://drive.google.com/file/d/1yDccGUaaUIolYD7q8UPBonrenJfAxqob/view?usp=sharing