MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964
Avião que passou no dia 31 de março de 2014 pela orla carioca, com a seguinte mensagem: "PARABÉNS MILITARES: 31/MARÇO/64. GRAÇAS A VOCÊS, O BRASIL NÃO É CUBA." Clique na imagem para abrir MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964.

sexta-feira, 30 de abril de 2021

Félix Maier - Dados Biográficos e Memória

 Félix Maier

Dados Biográficos e Memória


Félix Maier - Agosto de 2020.

Filho mais velho de Hilário Maier e Marina Preis Maier, Félix Maier nasceu na colônia da Linha Nogueira, em Luzerna (antigo Distrito de Joaçaba), Santa Catarina, no dia 3 de janeiro de 1950. 

Casamento de Hilário e Marina - 1949.

Casamento dos pais Hilário e Marina
A esquerda, os avós maternos de Félix, Edmundo Preis e Paulina Back Preis.
Atrás de Hilário e à direita, os avós paternos de Félix, José Mayer
e Escolática Freiberger Mayer.

Avós maternos: Paulina Back Preis e Edmundo Preis; avós paternos: Escolástica Freiberger Mayer e José Mayer; bisavós maternos: João Preis e Maria Hoepers, e João Back e Isabela Westrupp. A partir do seu pai, Maier passou a ser escrito com "i" e não "y", por conta do tabelião que emitiu a certidão de nascimento. Na época, moravam também na Linha Nogueira os avós paternos e maternos.

Marina (à esquerda) com uma amiga.

Trilhadeira da firma Caetano Branco, na Linha Nogueira.

A avó materna de Félix, Paulina Back Preis, é descendente do dinamarquês Henrique Westrup, provavelmente oriundo de família alemã, “que veio solteiro para o Brasil e aqui, ele bem loiro, casou com Maria Rosa de Jesus, brasileira, bem morena, nascida segundo uma versão em Biguaçu e por outra em Pernambuco” (BACK, 1995: 8) (*). “Maria Rosa de Jesus era, provavelmente, descendente de índios dos arredores de Garanhuns, Pernambuco” (idem, pg. 135, nota 4). Outra possibilidade aventada por Adolfo Back é que Maria Rosa seja oriunda de Biguaçu, SC, provavelmente descendente de açorianos. Um teste genético feito por um sobrinho de Félix aponta traços açorianos. Gregório Westrup, filho de Henrique, “era moreno e de sua descendência até a quarta geração ainda aparecem pessoas de cor morena e cabelos pretos e lisos” (BACK, 1995: 8). Gregório Westrup casou-se com Catarina Michels e é avô de Paulina - portanto, trisavô de Félix. Isso prova que a miscigenação brasileira é muito maior do que muitos pensam.

(*) BACK, Eurico; et alii. Adolfo Back 100 anos - História de Forquilhinha. UNESC, 1995.


Sua mãe Marina e todos os tios maternos nasceram em Forquilhinha, SC. Seu pai Hilário nasceu no mesmo dia, mês e ano que sua mãe, 22/11/1928, porém na Linha Nogueira (Luzerna, SC), próximo ao local onde Félix veio ao mundo (depois das terras da família Faher (?) e antes dos Kremer).

Avós de Félix, Paulina e Edmundo, em Forquilhinha, SC, com os filhos Adelina, Josefina, 
Marcos, Elza, Marina, Ana, João, Bruno, Arno e Matilde (no colo de Paulina).
Ainda não haviam nascido Helga e Renato.
Tecla, nascida depois de João, morreu aos 2 meses de idade.
Marina está no centro da foto, entre o pai Edmundo e a irmã Ana.

Bisavós de Félix, João Back e Isabela Westrupp,
com os avós Edmundo e Paulina e seus filhos.
Sua mãe Marina está à esquerda.

Paulina e Edmundo com os netos - Linha Nogueira, Luzerna, SC, 
início dos anos de 1950. Félix é o 3o, sentado, da esquerda para direita.

Félix tem cinco irmãos: Sílvia, Fernando (in memoriam), Válter, Ivone e Günther.


Certidões de batismo e crisma.

Linha Nogueira, início de 1957.
Ainda não havia nascido o caçula, Günther (1957).

A antiga casa na Linha Nogueira, onde Félix e seus irmãos 
nasceram, não existe mais, ficava próxima à seta.
Ao centro vê-se a antiga casa de Pedro Dagostin,
casado com a tia materna Josefina Preis Dagostin.
À direita, a antiga casa de Bruno Vier.

Casa de Pedro Dagostin, anos 1970.
À esquerda, Zeno com esposa e a mãe Josefina.
Ao centro, Félix. À direita, Marina, Hilário e Pedro Dagostin.

Félix e seus 5 irmãos - início dos anos de 1960.

Propriedade do avô de Félix, José Mayer - Linha Nogueira.

Antiga casa comercial de Attilio Fontana, 
criador da SADIA, depois vendida a Orestes Bonato,
em Luzerna, antigo Bom Retiro do Cruzeiro.
Atualmente, no local existe a Lojas Berlanda.

Luzerna - Antigo Bar Central, onde ficava 
o cinema de Adolfo Knolseisen, o Adolfinho.

Luzerna, Esporte Clube Vitória.

Estação ferroviária de Luzerna,
antigo Bom Retiro de Campos Novos, SC.
Antigamente, só havia um desvio ferroviário, não estação.
Nesse local, havia 2 armazéns de Attilio Fontana.

Luzerna, antiga ponte coberta sobre o Rio Limeira.
A ponte coberta que Félix conheceu tinha cobertura de zinco e ficava na saída 
para Joaçaba e próximo à entrada para a Linha Nogueira.
Hoje há uma ponte em concreto no local.
Faz lembrar pontes cobertas famosas, como as de Madison,
em Iowa, EUA, em filme estrelado por Clint Eastwood e Meryl Streep.

Félix é casado desde 13 de janeiro de 1979 com a Sra. Valdenice dos Santos Maier, natural da cidade do Rio de Janeiro e formada em Pedagogia e Psicologia da Educação pela Universidade de Brasília (UnB), com quem tem dois filhos, Wagner (formado em Pedagogia pela UnB) e Cristiane (formada em Matemática pela mesma Universidade). Tem cinco netos: Letícia, Lyan, Ana Carolina, Erin e Maria Clara.

Félix iniciou seus estudos no Grupo Escolar Padre Nóbrega (Luzerna), em 1957, onde concluiu o primário em 1960. No primeiro ano, ficou na casa do avô materno, Edmundo, que morava na vila. Aos sábados, havia uma disciplina que gostava, de trabalho manual, onde aprendeu a fazer brinquedos, capelas para santos e presépio etc., usando tabuinha de cedro e serrinha de arco.

Antigo Grupo Escolar Padre Nóbrega.

Atual Escola de Educação Básica Padre Nóbrega (2015).

Igreja Católica de Luzerna, SC (2015).

Um pouco de história sobre a antiga Luzerna pode ser visto em https://www.facebook.com/Luzerna-hist%C3%B3ria-em-imagens-102994448091396/.

Em meados de 1957, sua família se mudou para a Linha Pinheirinho, em Herval d'Oeste, SC, onde todos os vizinhos eram descendentes de italianos. Na Nogueira, todos eram de origem alemã. Começava na Pinheirinho o embate étnico "alemão batata, pé na bunda, mão na lata" versus "gringo polenteiro, come bosta de terneiro"...


Casa dos Maier na Linha Pinheirinho, Herval d'Oeste, SC.
A antiga casa foi demolida e esta construída em 1965,
com modificação da varanda no início dos anos de 1980.
Atualmente, a propriedade de 4 alqueires pertence ao irmão Günther Maier.

Na Pinheirinho, Félix e seus irmãos desde cedo ajudavam os pais na horta e na lavoura, como capinar roça, colher verdura, dar alimento aos porcos e galinhas. E andavam 6 km a pé até a escola em Luzerna, no frio, na chuva, na lama, normalmente descalços ou no máximo com alpargatas que só eram colocadas nos pés na linha do trem, 2 km de casa, depois de lavar a lama dos pés. Hoje, ônibus da prefeitura leva e traz os alunos até escolas em Herval d'Oeste, o qual também serve para transporte dos colonos.

Vale lembrar que, durante a década de 1950, crianças e adolescentes que trabalhavam e vadiavam junto à estação ferroviária de Herval d'Oeste inventaram um vocabulário de gírias, a larfiagem - cfr. em https://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/sabe-o-que-e-uma-televironze-e-zarquiar-conheca-a-larfiagem-lingua-criada-em-herval-doeste-sc.ghtml.


Nos anos de 1961 e 1962, fez o Admissão ao Ginásio no Seminário São João Batista, dos franciscanos, em Luzerna, SC, obtendo o terceiro lugar em 1961 e o primeiro lugar em 1962. No teste de conhecimentos aplicado no início de 1961, Félix não foi muito bem e, assim teve que fazer dois anos de Admissão. Seu primo Zeno Dagostin também começou os estudos em 1961, assim como seu colega no Grupo Escolar, Gílson Caldart. A partir de Rio Negro, os reitores não informavam mais a classificação dos alunos.

Boletim de Luzerna - 1961.
Civilidade: 6. Essa foi de lascar...

Boletim referente às notas finais nos Seminário
de Luzerna, Rio Negro e Agudos.

A propósito, no teste médico feito com o Dr. Miguel Russovsky para ingresso no Seminário, no antigo hospital de madeira de Herval d'Oeste, SC, este disse que o único problema era que "Félix é muito feio". Posteriormente, o médico, poeta e escritor Dr. Miguel construiu o Hospital São Miguel, em Joaçaba, o maior da região. Quando ainda era um bebê, como contava sua mãe Marina, um médico,  observando os olhos de Félix, disse que ele seria "muito inteligente". O reitor do Seminário de Luzerna, Frei Henrique Müller, depois bispo em Joaçaba, costumava chamar Félix de "comodista", dando bofetões no rosto e puxando as orelhas com vigor - o que fazia com gosto também com outros seminaristas, especialmente com o Antônio Brant, que não chorava, o que deixava o Frei nervoso. Uma vez, um filete de sangue escorreu de uma orelha de Félix, depois de levar um puxão de orelha por ter arrumado a cama antes do café-da-manhã, num dia em que os seminaristas fariam um piquenique no potreiro de Alberto Fritzen, na Linha Nogueira. Inteligente, feio e comodista...

Nesses dois anos em Luzerna, Félix participou do coral do Seminário, formado só por meninos, que fazia apresentações tanto em missas solenes no internato, como em missas nas festas das capelas do interior, como Linha Germano. Em 1961, ajudou a carregar muitas pedras, para finalizar o piso do novo Seminário, com nova sede a partir de 1962, na mesma propriedade da Província Franciscana da Imaculada Conceição, que está presente no Brasil e em Angola - cfr. em https://franciscanos.org.br/quemsomos/governo-provincial/#gsc.tab=0. Nesse tempo, Félix começou a tomar gosto pelos livros, como as aventuras escritas por Emilio Salgari. Nas horas livres, além de bater bola e tomar banho na piscina, os seminaristas pegavam às vezes na enxada e limpavam à tarde uma roça enorme em pouco tempo. Ainda não havia problemas com "trabalho infantil".

Havia romarias à gruta Nossa Senhora de Lourdes, localizada nos fundos do novo Seminário de Luzerna, ocasião em que os seminaristas rezavam um terço durante o trajeto até a cascatinha com a estátua da Mãe de Deus - cfr. vídeo feito por Félix em 2015 em https://www.facebook.com/felixmaier1950/videos/1695888303974277.

Veja alguns nomes dos 2.126 seminaristas que passaram pelo Seminário durante 42 anos de existência em https://seminaristasfranciscanos.blogspot.com/2008/09/nome-de-seminaristas-seminario-sao-joao.html. Seu tio Arno Preis estudou no Seminário em 1946 e o tio João Preis em 1947.

Na verdade, a grande procura de meninos para estudar no seminário era ocasionada pela força que a família católica fazia na época, principalmente por parte da mãe, extremamente devota, de modo a ter um padre na família. E muitos meninos, como Félix, ao longo dos anos viu que não era essa sua vocação, mas continuou os estudos até se formar no Científico.

O Seminário de Luzerna foi fechado em 1983 e em 2004 foi comprado pela Prefeitura de Luzerna. Atualmente, o terreno de 550.000 m2 e área construída de mais de 8.000 m2 foi transformado em Centro de Eventos São João Batista. Daria para abrigar uma universidade.

Antigo seminário franciscano de Luzerna (em madeira).
Último ano de funcionamento: 1961.

Novo seminário franciscano de Luzerna.
Primeiro ano de funcionamento: 1962.

Em 1963, Félix iniciou o curso ginasial, no Seminário Seráfico São Luís de Tolosa, dos franciscanos, em Rio Negro, PR, onde também fez o 2º ano ginasial, em 1964. Nesse período, foi ator-mirim de várias peças teatrais, apresentadas no Seminário, a exemplo de “O Bruxinho que era bom”, uma peça adaptada de Maria Clara Machado, e começou a se interessar pela música clássica (árias de óperas, como La Donna è Mobile), pela música popular brasileira (Luiz Gonzaga) e pelos filmes de Charles Chaplin, o “Carlitos”, que um frei ia buscar em Curitiba para projeção no Seminário. Também participou da montagem de uma peça teatral, em que fazia o papel de filho de um presidente assassinado na América do Sul, não se lembra de que país. A música grave de Richard Wagner, durante aquela peça teatral fúnebre, fazia estremecer o jovem ator. O seminarista Adimir José Tomelin fazia apresentações cômicas no teatro do Seminário, arrancando gargalhadas de todos. Os seminaristas Hélio Tosatti e Hildo Espagnol faziam uma dupla caipira de respeito. Nessa época, os seminaristas fizeram uma visita à fábrica de tabaco Souza Cruz, localizada em Rio Negro.

Em Rio Negro, Félix realizava, ainda, trabalhos na enfermaria, junto com o seminarista Hélio Tosatti, em auxílio a Frei Solano, aplicando curativos, e fazia cartazes para as missas dominicais da Igreja do Seminário, dirigidas para a comunidade local. Félix venceu um concurso de melhor trabalho de Geografia, recebendo como prêmio do professor Frei Solano uma coleção de selos da França, onde o padre havia estudado. Seu colega Vílson Franciozi tanto implorou pelos selos que Félix os doou a ele. Posteriormente, Félix passou a ser um "juntador de selos", os quais foram repassados a seu filho Wagner, que passou a colocar ordem na bagunça, além de participar de grupos filatelistas, aumentando sua coleção. 

Em  de abril de 1964, um padre, antes do início da aula, falou sobre o Movimento Democrático de 31 de Março de 1964, desencadeado por militares, a pedido da população em Marchas da Família com Deus pela Liberdade, com apoio maciço da imprensa, para pôr fim à baderna promovida por João Goulart e Leonel Brizola. O que mais chamou a atenção dos seminaristas foi terem tomado conhecimento dos Grupos dos Onze, de Brizola, os quais, em caso de golpe de Estado que estava sendo preparado por comunistas, iriam fuzilar autoridades civis, militares e eclesiásticas contrárias ao governo de Jango.

Marcha da Família com Deus pela Liberdade.

O Brasil jamais aceitará o domínio da Peste Vermelha.

Uma seleção de textos sobre o Movimento de 1964, reunidos por Félix, podem ser lidos em http://felixmaier1950.blogspot.com/2020/09/memorial-31-de-marco-de-1964-textos.html.

Em 1964, Félix sofreu acidente grave, ao mergulhar num poço de um afluente do Rio Negro, próximo ao Seminário, quase quebrando o pescoço. Por um mês, ficou com o pescoço enfaixado, não conseguindo mover a cabeça para os lados.

Em 1995, o Seminário de Rio Negro foi transformado no Parque Ecoturístico Municipal São Luís de Tolosa.

Seminário franciscano de Rio Negro, PR.

Félix Maier (à esquerda) e seu primo Zeno Dagostin, em 1964.
Seminário de Rio Negro, PR.

Em 1965, Félix ingressou no Seminário Santo Antônio, dos franciscanos, em Agudos, SP, onde estudou até 1969, concluindo o Ginásio e o Científico. Nesse período, estudou, dentro dos cursos regulares, 5 anos de inglês, 3 de francês, 1 de grego e 7 de latim (incluindo os 2 anos em Rio Negro, onde estudou, ainda, 1 ano de alemão, voluntariamente, à noite). 

Seu tio Arno Preis fez parte da primeira turma em Agudos, em 1950.

Seminário franciscano de Agudos, SP.
Ao fundo, à esquerda, a piscina olímpica,
uma das primeiras do interior de São Paulo.

Outras fotos sobre o Seminário de Agudos podem ser vistas em https://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=886&cat=Textos_Religiosos.

Havia excepcionais professores no Seminário de Agudos. O alemão Frei Onésimo Dreyer, com Doutorado em Matemática e Física nos EUA, exerceu diversos cargos em Agudos durante muitos anos. Como professor de Matemática, Física e Astronomia, hipnotizava os alunos. Nas aulas de Matemática, não se limitava a apresentar equações para memorização. Ele fazia uma dissertação completa dos teoremas e das equações matemáticas e finalizava com o jargão em Latim Quod erat demonstrandum (o que havia de ser demonstrado). Além disso, Frei Onésimo ministrava aos alunos do 3o. Ano do Científico o cálculo infinitesimal, nas definições de derivada e integral, matéria normalmente só oferecida na faculdade.

Além de Frei Onésimo, destacavam-se também os professores Frei Clarêncio Neotti (exímio professor de Português, mais tarde foi o editor da Editora Vozes, de Petrópolis, RJ), Frei José Luís Prim (exímio musicista e conferencista), Frei Orlando dos Reis, Frei Gabriel Wzorek, Frei Hugo Baggio (autor de inúmeros livros), Frei Paulo Back (sobrinho de Paulina, avó materna de Félix) e tantos outros. Frei Paulo ensinava Inglês utilizando cantos populares norte-americanos, como os de Stephen Foster (Old Black Joe, Oh! Susanna), e canções do negro spiritual, surgidas durante a escravidão negra, nos EUA, que precederam o gospel atual, como a famosa canção para coral Nobody Knows the Trouble I've Seen, surgida em 1867. Frei Paulo elogiava tanto os EUA, onde havia morado, que muitos seminaristas achavam que ele não era mais brasileiro. Frei Agostinho Salvador Picollo era o reitor, corinthiano roxo, muito amigo de Fiori Gigliotti, locutor esportivo conhecido pelo bordão "abrem-se as cortinas e começa o espetáculo", o qual visitava o Seminário com frequência.

Confira os professores de Agudos em https://seminaristasfranciscanos.blogspot.com/2015/06/relacao-de-padres-e-irmaos-que.html.

Félix num acampamento, durante os estudos no Seminário de Agudos,
próximo de um lago artificial.

Em Agudos, Félix estudou e praticou piano, nas horas de folga, durante 4 anos, com o auxílio inicial do Prof. Frei José Luís Prim, exímio organista e pianista formado pela Universidade de Bauru. Além de excepcional músico, Frei José Luís Prim tinha uma oratória impecável, que hipnotizava todos os seminaristas com seu Português castiço e eloquente, mormente nos sermões das missas e nas palestras ministradas durante os retiros espirituais. Frei José Luís era cego de uma vista, devido a uma infecção num dente, o que deve ter contribuído para aumentar ainda mais sua acuidade auditiva como regente do coral, da orquestra de câmara e da banda do Seminário.

Frei José Luís Prim com uma professora e aluna de piano,
no final dos anos de 1960.
Apresentação no Salão Nobre do Seminário.

Frei José Luís Prim, um pouco antes de sua morte,
em 07/08/2013, quando era pároco em Blumenau, SC.

Havia um festival de música em Agudos, todos os anos, com apresentações de alunos ao piano, violão, violino, orquestra de câmara, canto e coral. Além de apresentações individuais ao piano, Félix fez dueto com vários colegas, como Sebastião Maria Moares Rodrigues com violino ("Ave Maria", de Gounod), Hélio Tosatti com clarineta ("Blue Bells of Scotland"), Hildo Espanhol com requinta (mini clarineta, com som mais estridente), Antonio Pelizza no trombone ("O Alegre Camponês", de Schumann - Pelizza também era o mestre da banda do Seminário, junto com Frei José Luís Prim, o titular), além de apresentação a quatro mãos ao piano com Vilson José Franciozi ("Marcha Alla Turca", de Beethoven) e acompanhamento ao piano de um cantor em "La Donna è Mobile", da ópera Rigoletto, de Verdi e outros. Timidamente, Félix iniciou alguns estudos com violino, chegando a se apresentar uma vez junto com a orquestra de câmara do Seminário, e ficou só nisso. Também aprendeu a fazer acordes no violão, lendo cifras para acompanhamento de músicas, assim como tocar acordeão, especialmente nas férias junto aos pais, quando o tio João Maier emprestava o instrumento. Músicas-solo apresentadas por Félix? "Brejeiro", de Ernesto Nazareth, "Tico-Tico no Fubá", de Zequinha de Abreu, várias valsas de Chopin, como "Valsa do Adeus", "Marcha Turca" de Mozart, "Polonaise Militar", de Chopin (a maravilhosa "Polonaise Heroica", de Chopin, Félix nunca tentou executar, estava acima de suas possibilidades), o água-com-açúcar "Le Lac de Come", de Giselle Galos, além do indefectível "Pour Elise", de Beethoven, musiquinha que castigou os ouvidos do mundo inteiro junto com os primeiros telefones celulares.

Félix, o Pensador...

Félix ao piano.

Félix ao piano com Vilson Franciozi.

Félix fez também uma apresentação ao piano no convento das Irmãs Franciscanas de Siessen, localizado em Agudos, onde as freiras tinham uma escola do curso Normal que era referência em todo o Estado. Posteriormente, essa Irmandade passou também a realizar trabalhos na Fazenda da Esperança, em Guaratinguetá, SP, na recuperação de viciados em álcool e drogas - cfr. em https://www.youtube.com/watch?v=zpqrHNqpga4.

"Um franciscano deve ser alegre e por isso gostará de cantar". Assim finaliza o manual de cantos "ALEGRIA DE CANTAR", com 250 canções escolhidas por Frei Paulo Back e Frei José Luís Prim. Tanto nas aulas de canto orfeônico, como nos momentos de lazer, seja no seminário ou em acampamentos, os seminaristas gostavam de cantar, muitas vezes acompanhados pelo acordeão de Frei José Luís Prim. No manual, predominam as canções folclóricas, tanto nacionais, quanto norte-americanas, francesas, italianas, espanholas e alemãs, assim como cânones e cantos infantis. Um tesouro!


Dominique, letra de Dom Marcos Barbosa


Uma música grudenta na época foi Dominique, composta por uma freira belga, a "Irmã Sorriso", cuja versão do francês para o português pode ser vista em http://jafeol.blogspot.com/2011/02/dominique-nique-nique.html, mas cuja tradução fiel é a de Dom Marcos Barbosa - cfr. letra na imagem acima e em https://www.youtube.com/watch?v=7DK5hTsD-X4. Como se vê, a música original fala de São Domingos de Gusmão, não de uma romântica mulher. Prevaleceu a imposição comercial da canção. Outra música chiclete, na época, foi "Alegria, Alegria", de Caetano Veloso (https://www.youtube.com/watch?v=WL8l8olaMmI), assim como o instrumental "O Milionário", de Os Incríveis (https://www.youtube.com/watch?v=TBppY779y24), e o hit "Era um garoto que como eu amava os Beatles e os Rolling Stones", de Os Engenheiros do Hawaii, tá tá tá tá tá tá tá era o som da metralhadora na Guerra do Vietnã - https://www.youtube.com/watch?v=tFsou8Szb3M.

Envolvido pela literatura, Félix era um verdadeiro “rato de biblioteca” em Agudos, gosto iniciado com as leituras das aventuras de Emílio Sálgari ("Sandokan", da série "Piratas da Malásia"), no Seminário de Luzerna, e das aventuras descritas por Karl May no Oriente e nas Américas (como "De Bagdá a Istambul" e a tetralogia “Winnetou”), nos livros de Rio Negro. Em Agudos, além de manter o hábito da leitura com livros de capa-e-espada, literatura brasileira e portuguesa, como “O Morro dos Ventos Uivantes”, "O último dos moicanos", “O Conde de Monte Cristo”, “Ivanhoé”, “Ben-Hur”, "Quo Vadis?", “A Cidadela” (de A. J. Cronin) etc., tinha o hábito de publicar alguns artigos e poesias no jornal estudantil, em que utilizava às vezes o pseudônimo “Camões II” (quanta pretensão!). Não havia um nihil obstat explícito, liberando ou censurando a leitura dos livros da biblioteca, mas era aconselhado aos seminaristas não lerem, p. ex., os livros de Jorge Amado, pelo menos durante o Ginásio, nem "O Cortiço", de Aluísio Azevedo. Isso faz pensar sobre a obra hercúlea do alemão de nascimento Frei Pedro Sinzig, que traduziu a música "Noite Feliz", do alemão para o português, e que foi um jornalista nato, um musicista estupendo e um escritor fértil, criador do jornal "Cruzeiro do Sul", em Lages, SC, em 1902, e do "Centro da Boa Imprensa", em Petrópolis, RJ, em 1910 - cfr. biografia de Frei Pedro em https://franciscanos.org.br/quemsomos/personagens/frei-pedro-sinzig/#gsc.tab=0. Sua obra "Através dos romances: Guia para as consciências", publicada ao longo dos anos de 1915 a 1923, tece severas críticas a milhares de livros (21.553 livros de 6.657 autores, ufa!), para orientação moral dos leitores católicos, fazendo restrições quanto à luxúria, adultério, anticlericalismo e falta de fé existentes nos livros, indicando o que deveria ser lido ou não. O padre faz restrições inclusive a clássicos da Língua Portuguesa, escritos por Eça de Queiroz e Machado de Assis. - cfr. "DISCURSOS SOBRE CORPOS (IN)CONFORMADOS: FREI PEDRO SINZIG E A EDUCAÇÃO FEMININA NO BRASIL", de Osmir Aparecido Cruz (https://www.usf.edu.br/galeria/getImage/427/5283037760711183.pdf). 

Frei Pedro Sinzig.

Uma obra bastante incentivada pelos padres era "Tesouro da Juventude", uma enciclopédia de 18 volumes, voltada para a formação moral de crianças e adolescentes.

Havia também um autor, possivelmente polonês, Félix não se lembra do seu nome, nem de sua nacionalidade, que escrevia romances de capa e espada utilizando os nomes dos evangelistas Mateus, Marcos, Lucas e João como seus "mosqueteiros", uma licença literária da trilogia "Os Três Mosqueteiros", de Alexandre Dumas.

Havia um aluno, Fritzen (Félix não se lembra do primeiro nome), que encarnava o próprio Winnetou e saía lançando machadinhas nos troncos dos ciprestes do bosque do Seminário com uma precisão que dava gosto de ver...

Frei Bruno Linden, falecido em 1960, trabalhou os últimos anos de sua vida em Joaçaba e Luzerna, com a saúde precária, e é considerado santo pela população local, com poder de bilocação, segundo depoimento de Valdomiro Dalla Lana e outros. Cfr. seu currículo em https://franciscanos.org.br/quemsomos/personagens/frei-bruno-linden/#gsc.tab=0. Uma romaria, feita anualmete, atrai mais de 30 mil pessoas, para fazer o trajeto da Catedral de Joaçaba até o cemitério municipal, onde ele está sepultado.


Frei Bruno é também considerado santo pelos habitantes de Xaxim, SC - cfr. em https://franciscanos.org.br/noticias/santo-para-os-xaxienses-frei-bruno-e-celebrado-neste-domingo.html#gsc.tab=0.

Há um monumento em Joaçaba, em sua homenagem, que se tornou importante ponto turístico da região.

Monumento a Frei Bruno, Joaçaba, SC.

Monumento a Frei Bruno.
Á esquerda, Herval d'Oeste; á direita, Joaçaba.
Cidades divididas pelo Rio do Peixe.

Tanto em Luzerna, em Rio Negro, como em Agudos, havia acampamentos dos seminaristas durante o período de férias do meio de ano, assim como em outras ocasiões, especialmente em época de seca, quando armavam barracas de lona e até de galhos de árvores. A malfadada Copa do Mundo de 1966, em que o Brasil foi desclassificado por Portugal, com Pelé sendo caçado em campo como se fosse um marginal fugido, foi acompanhada por rádio num acampamento nas imediações do Seminário de Agudos. Félix passou três noites sem dormir direito. Afinal, o Brasil era bicampeão e tinha o time-base de 1962, quando Félix acompanhou o sucesso da Seleção, no rádio, no novo Seminário de Luzerna.

Félix com seu primo Zeno Dagostin (à esquerda),
Agudos, final dos anos de 1960.

Félix com seu primo Lothar Backes (à esquerda),
Agudos, final dos anos de 1960.
Lothar era um ótimo zagueiro, apesar de baixinho; 
Félix, um peladeiro esforçado, um coringa.

Félix no time de futebol, em Agudos, SP.
É o 3o. agachado, da direita para a esquerda.

Em 1968, Félix foi eleito presidente do Grêmio Estudantil, para o preparo da oratória dos futuros sacerdotes, do 2o. Ano (Clássico e Científico), sendo uma espécie de “jurado”, junto com Frei Orlando dos Reis, para avaliar o desempenho dos oradores, em atividade extra-classe, realizada uma vez por semana à noite no Salão Nobre. 

Em 1969, Félix foi escolhido presidente e coordenador da formatura anual dos formandos daquele ano, dos cursos Científico e Clássico, providenciando, junto com companheiros, como Leonido Brunetta e Hélio Tosatti, os trabalhos de fotos dos formandos, convites, livro-memória com dados biográficos dos formandos, que se encontra no Seminário, e a festa de formatura no Salão Nobre. Como presente, os formandos ganharam de seus benfeitores um jogo de abotoaduras de camisa e prendedor de gravata, folheados a ouro.

Em Agudos, nas horas de folga, muitas vezes Félix puxou a enxada na fazenda do Seminário, além de ajudar na colheita de laranja, em troca de um dinheirinho, para despesas particulares. O "capataz", digamos assim, que recrutava os seminaristas, era o seminarista Antônio Kochem, baixo, atarracado, ótimo zagueiro do Seminário. O Frei Ceciliano Meurer, então ecônomo do Seminário, não dava trégua para os encostados no cabo da enxada, dizendo toda hora "toca, toca". Passaram a apelidá-lo de "Frei Toca Toca"...

Relação do formandos de 1969, Científico e Clássico.
Havia 3 alemães entre os alunos.

Félix - Formatura do Científico, 1969.

Boletim escolar de Félix - Rio Negro, PR, e Agudos, SP.

O Seminário de Agudos continua em funcionamento e seu histórico e atividades podem ser vistos em http://www.seminario.org.br/seminario/.

Uma relação dos seminaristas que estudaram em Agudos pode ser conferida em https://seminaristasfranciscanos.blogspot.com/2008/09/seminaristas-que-estudaram-no-seminrio.html.

Há encontros periódicos de ex-seminaristas no Seminário de Agudos, junto com familiares, durante as férias de fim de ano, onde há hospedagem para um número restrito de casais.

No final de 1969, Félix abandonou a carreira eclesiástica, que era um sonho de sua mãe. Aliás, sua mãe havia colocado o nome "Félix" em honra de Frei Felix Schroer, um padre alemão que, além dos ofícios religiosos, ensinava a língua germânica e canções alemãs aos alunos de Forquilhinha, SC, na década de 1940, onde sua mãe Marina nasceu, em 22 de novembro de 1928. Frei Felix e outros sacerdotes alemães foram proibidos de lecionar alemão e religião e liderar paróquias depois de o Brasil entrar em guerra contra a Alemanha, em 1942, passando a realizar apenas trabalhos burocráticos até o fim da guerra. Foi uma época de grande perseguição contra descendentes de alemães, muitos confundidos com nazistas, e até presos em Florianópolis, como o Professor Jacó Arns, de Forquilhinha, que depois se mudou com a família para o Rio Grande do Sul para plantar trigo. Durante o governo de Nereu Ramos, muitas localidades de Santa Catarina tiveram livros e documentos queimados pela polícia política de Getúlio Vargas, muitos dos quais guardavam a história de localidades fundadas por imigrantes alemães, que se perderam para sempre.

Foto de Frei Felix Schroer.
Do livro "Adolfo Back 100 Anos - História de Forquilhinha", UNESC, 1995, pg. 32.


Fernando, Günther, Félix e Válter, anos 1970.
Época da camisa volta ao mundo e da calça boca-de-sino.

Marina e Hilário: os pais de Félix junto ao fogão a lenha.

Félix, Sílvia, Fernando, Günther, Ivone e Válter, anos 1970.

Da esquerda para a direita:
Atrás: Günther, Félix, Válter e Fernando.
Na frente: Sílvia, Marina, Hilário e Ivone, anos 1970.

Trio Parada Dura.
Da esquerda: Günther, Félix e Fernando.
Fernando serviu no Tiro de Guerra de Joaçaba,
onde se destacou em competições de tiro.

Nas férias do Seminário ou do quartel, 
Félix ajudava na horta dos pais - colheita de tomate.

Félix carregando fardo de fumo,
plantado na casa dos pais.


Galpão para secagem das folhas de fumo.
Com o negócio, o pai Hilário só levou "fumo",
já que a Souza Cruz fazia o preço que queria.

Em 16 de janeiro de 1970, Félix ingressou no Exército, como soldado, na antiga 13ª Companhia de Infantaria, em Apucarana, PR (atual 30o. Batalhão de Infantaria Motorizado - 30o. BIMtz), sendo promovido a cabo em 20 de julho daquele ano, depois de fazer o Curso de Formação de Cabos, na 5a. Companhia de Comunicações (5a. Cia Com), em Curitiba, PR - época em que o Brasil conquistou o tricampeonato de futebol. 

Soldado Maier, à esquerda, com três companheiros
de Apucarana, durante o Curso de Cabo na 5a. Cia Com.

Arma das Comunicações - Cabo Maier operando rádio 
na viatura do Comando, em acampamento 
na região de Jandaia do Sul, PR, em 1970.

Félix com metralhadora.
Acampamento em Jandaia do Sul, PR.

Cabo Maier, Cabo-de-Dia em Apucarana, PR.

Missa na Catedral de Apucarana, 1970.
Félix é um dos coroinhas, à esquerda.

Em agosto de 1970, Félix concluiu o Curso Básico de Comandos, na região serrana “Véu de Noiva”, na estação da estrada-de-ferro Curitiba-Paranaguá, integrando posteriormente o Pelotão de Operações Especiais (Pelopes) da Organização Militar.

Pelopes no desfile de 7 de setembro de 1970, em Apucarana, PR.
Félix é o 2o. na coluna à direita.

Ainda em agosto, Félix fez prova para o curso de sargentos, em Ponta Grossa, PR, no âmbito do então III Exército, atual Comando Militar do Sul (CMS) - Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, obtendo o 2º lugar entre mais de 10.000 candidatos, sendo o único de Apucarana a passar no concurso, onde havia 25 inscritos. Até hoje, Félix se pergunta: por que não tentou o ingresso na Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN)? É... não adianta ser inteligente, como dizia aquele médico sobre o bebê Félix, se o mesmo é comodista por natureza, como dizia Frei Henrique Müller...

Calendário de provas e exames, 
e notas do concurso para CFS - 1970.

No início de 1971, Félix ajudou a fazer a mudança da 13a. Companhia de Infantaria, que ficava nas instalações de uma antiga estação de estrada-de-ferro Apucarana-Londrina, para as instalações ainda incompletas do Batalhão atual, às margens da Rodovia do Café. Como Cabo de Comunicações, ajudou na instalação de alguns equipamentos elétricos na Unidade Militar, como a sirene, alto-falantes, além de operar equipamentos de som durante as formaturas matinais e equipamentos de rádio nos acampamentos realizados.

Instalação do 30o. BIMtz, inaugurada em 1971.

Em 1971, fez o Curso de Formação de Sargento (CFS) do Exército - curso básico na Escola de Instrução Especializada (EsIE) e curso específico (Fotocinegrafista) na Escola de Comunicações (Es Com), ambas as Escolas sediadas na cidade do Rio de Janeiro, formando-se no dia 15 de dezembro, obtendo o 4º lugar entre 10 alunos.

Aluno Maier - CFS 1971.

CFS Curso Básico, EsIE, Realengo - 1971.
Félix é o 2o. agachado da direita para a esquerda.

Félix com colegas do CFS Fotocine (Es Com, Deodoro), 1971
(4o. da esquerda para a direita, de pé).

Félix junto ao ampliador do laboratório fotográfico, Es Com, 1971.

CFS 1971 - Acampamento da Es Com, 
com laboratório fotográfico dentro de uma barraca,
no Campo de Instrução de Gericinó (CIG).
Félix é o 1o. da direita para a esquerda.
O 3o. é o Sargento Raul Abbot, instrutor Fotocine,
premiado em Festival de curta de 16 mm promovido pelo Jornal do Brasil.

Da esquerda para a direita:
Félix, Alcimar, Antério e outro aluno.


Aluno Maier, na Escola de Comunicações.

Formatura matinal na Es Com, revista da tropa feita pelo Coronel Comandante.
Da direita para a esquerda: Alunos do CFS Fogaça, Wilson e Maier.

Visita dos alunos do CFS à hidrelétrica de Piraí, RJ.

Formandos do Curso de Cinegrafista (FS75) - 1971.

Foto de todos os formandos da Es Com em 1971.
Félix é o 3o. da coluna FS75, à direita, de cima para baixo.

Em 1971, durante o curso na Es Com, Félix, Alcimar e Antério alugaram uma casa de três quartos em Ricardo de Albuquerque, próximo de Deodoro. Alcimar e Antério trouxeram suas famílias, sendo que Antério trouxe a esposa (sem filhos) e Alcimar trouxe a esposa e um casal de filhos. As compras de mantimentos eram feitas pelos três, que repassavam as notas ao "tesoureiro" Félix. Félix tinha peso 1, Antério peso 2 e Alcimar peso três, para divisão das despesas. A contabilidade era feita por ocasião do pagamento (final do mês) - rateio dos alimentos, luz e aluguel. Funcionou que foi uma maravilha! O único problema é que, com a saída de Alcimar e Antério do Rio, Félix ficou responsável para vender os móveis da casa e remeter o dinheiro aos colegas. A venda foi feita a um vizinho, pobre, pracinha ex-combatente na Itália, e Félix tentou obter o pagamento umas três vezes, até que desistiu. Alcimar e Antério esperam pelo dinheiro até hoje. Como comerciante, Félix levou nota zero...

Da esquerda para a direita:
Alunos do CFS Maier, Alcimar e Antério.
Alcimar havia sofrido um acidente num ônibus, machucando o queixo.

Alcimar com esposa e casal de filhos, Antério e esposa, e Félix.

Churrasco na Ilha do Governador, em dezembro de 1971,
em comemoração à promoção a 3o. Sargento.
À direita, Aquino, depois Félix, Wilson, Fogaça e Magela (de costas).

Félix, à direita, com Pereira.
Churrasco na Ilha do Governador.

Antério sugeriu a Félix para fazer aplicação financeira no fundo de investimentos Crescinco, da Unibanco, cujo corretor era o Sr. Tellini Papa, em sala no centro do Rio. Todo mês, ao longo de 1971 e alguns anos depois, Félix continuou a investir alguns tico-ticos. Como a taxa de administração era de 9% e Félix, sem noção desse tipo de negócio, comprou os títulos na alta, levou uns cinco anos para reaver o valor nominal, um prejuízo que só não foi maior porque o valor aplicado não era aquela coisa. Porém, o valor resgatado teve um fim muito útil: serviu para dar entrada numa Rural Willys para seu pai, que a partir de então não precisava mais levantar de madrugada para arrumar as hortaliças na charrete ou na carroça, para vender os produtos na feira de Joaçaba, duas vezes por semana, e uma vez em Herval d'Oeste. 

A propósito, Félix achou engraçado quando sua avó Paulina uma vez lhe perguntou: "Como estão indo os negócios?" Milicos não podem ter outras atividades de trabalho, exceto professores e profissionais da Saúde, como médicos.

Em fevereiro de 1972, depois de ser promovido a Terceiro-Sargento, Félix foi classificado no Campo de Provas da Marambaia (CPrM), Rio de Janeiro, onde serviu até 1983, dedicando-se ao trabalho de fotografias e filmagens utilizadas para os relatórios de avaliações técnicas de armamentos e munições emitidos por aquele Campo, tanto de fabricação nacional, quanto estrangeira. Era o tempo dos testes com o foguete X20, depois X40, precursores do ASTROS II. E das vendas de material bélico para países árabes, como o Cascavel da Engesa, e o lança-chamas da Hidroar, época em que era frequente a presença de comitivas árabes no CPrM com sua vestimenta característica. Nos anos de 1970, o Brasil chegou a ser o 5o. maior produtor de material bélico do mundo.


Sgt Maier, num morro em Barra de Guaratiba, Rio, RJ.
Ao fundo, a Restinga da Marambaia, Rio, RJ - 48 km de extensão.
Cobiça dos empresários para transformá-la numa "Cancún brasileira".

Sgt Maier trabalhando no ampliador fotográfico, no CPrM.

CPrM - Lançamento do foguete X-20.
Foto pintada.

Ponte de acesso ao CPrM.
Foto pintada.

CPrM - Da esquerda para a direita:
Sargentos Maier, Leires, Sobrinho e Ataíde, 
na mata do Pico da Marambaia.

Redoma de vidro com imagem de Nossa Senhora,
perto do Pico da Marambaia, de frente para o Oceano Atlântico.

Sgt Maier no novo Laboratório Fotográfico - CPrM.

CPrM - Casa Balística, local de teste de armas portáteis,
com túneis cobertos, para evitar ação do vento.
O Sgt Maier é o 2. da direita para a esquerda.
O 6. é o Tenente Correia, Chefe da Casa Balística.

Na época do parati, tinha peixe frito garantido 
na Casa Balística, às sextas-feiras.
O funcionário sem camisa, motorista, era o "pescador oficial".
O Sgt Maier é o primeiro da direita para esquerda.

Sgt Maier com jacaré, localizado em lago de onde foi
retirada a argila para pavimentar as ruas da "área perigosa",
que levam à Casa Balística e às Linhas de Tiro do CPrM.
Posteriormente, essas ruas foram asfaltadas.

Sgt Maier com funcionários do CPrM.


O primeiro Fusca (ano 1968), a gente nunca esquece...
Especialmente depois do Flu vencer o Fla por 3 x 0,
com mais de 100 mil espectadores no Maracanã!

Sgt Maier, Comandante-da-Guarda do CPrM.
O uniforme de passeio era só para sábados, domingos e feriados,
quando havia entrada de militares e familiares de outros quartéis,
devidamente identificados, para tomar banho com suas famílias.

Sgt Maier, Sargento-de-Dia,
no cafezinho.

Carnaval carioca, anos 1970.
Da esquerda para a direita: Cid, Belinato e Félix.

Félix com José Geraldo Belinato, Newton e outros amigos mineiros, 
em Campo Grande, Rio, RJ, anos 1970.
Belinato é o 3o. da esquerda para a direita, Newton o 1o. e Félix, o 5o.

Félix, sentado à esquerda, com Belinato (3o. da direita para a esquerda, sentado), 
e outros, em fazenda na região de Muriaé, MG,
por ocasião do casamento de duas irmãs de Belinato.
Em cada parada em casa de amigos do Belinato, era um trago de cachaça.
Não se sabe como o Fusca 68 de Félix não caiu numa valeta...

Lançamento de balão-sonda, realizado por militares 
do CPrM e da Aeronáutica.

Sgt Maier junto ao quipamento para rastreamento de balão-sonda,
feito manualmente.

Sgt Maier junto à antena para rastreamento de balão-sonda.

Félix, algumas vezes, ajudou nos trabalhos de lançamento de balão-sonda, com acompanhamento manual, para coletar dados atmosféricos, antes do lançamento de foguetes. Félix também ajudou, muitas vezes, a fazer anotações manuais na estação meteorológica do CPrM, que eram realizadas três vezes ao dia, coletando dados do termômetro, anemômetro (velocidade e direção do vento), barômetro (psicógrafo - com termômetros seco e úmido, que era girado rapidamente, para determinar a pressão atmosférica utilizando uma tabela) e que eram repassados ao INPE. Havia também, na estação meteorológica, um pluviômetro, além de um termográfo e um barógrafo, para gravar em rolo de papel a temperatura e a pressão atmosférica durante 7 dias (incluindo máximas e mínimas). 

Naquele ano de 1972, Félix iniciou o pagamento, em forma de poupança, de um apartamento de 2 quartos no Engenho Novo, Rio, entregue em 1976 - Conjunto Sesquicentenário da Independência. 

Ainda em 1972, iniciou o curso de Economia, na Faculdade Mário Henrique Simonsen, em Padre Miguel, prosseguindo os estudos na Faculdade Moacyr Schroeder Bastos, em Campo Grande, no período de 1973 a 1975. Nesse tempo, na Schroeder Bastos, fez um Curso de Econometria e participou de um Seminário de Mercado de Capitais, realizado na antiga Bolsa de Valores do Rio de Janeiro. Essa faculdade também ofertou uma visita à Refinaria Duque de Caxias (Reduc), na cidade de Duque de Caxias, RJ. Nesse período, Félix fez também um curso de Música Popular Brasileira, ministrado pelo advogado, jornalista, historiador e musicólogo Ricardo Cravo Albin, no ginásio da Faculdade.

Carteira de estudante - 3o. ano de Economia.

No dia 15 de fevereiro de 1972, ocorreu uma tragédia familiar: morreu Arno Preis, tio materno de Félix, em Paraíso do Norte, interior de Goiás (atual Tocantins), na troca de tiros com a polícia, quando matou o soldado da PM/GO, Luzimar Machado de Oliveira, e feriu gravemente outro militar, Gentil Ferreira Mano. Na ocasião, Arno portava documentos falsos, com o nome de Patrick McBundy Comick. 

Jornal Estado do Paraná, 22/03/1972.

Arno Preis pertencera à Aliança Libertadora Nacional (ALN), dirigida pelo terrorista Carlos Marighella, e ao Movimento de Libertação Popular (MOLIPO), grupo terrorista marxista fundado pelo serviço secreto cubano, ao qual pertenceu também José Dirceu, Ministro-Chefe da Casa Civil do Governo Lula. A respeito do assunto, leia “Tio Arno Preis e os herdeiros de Antígona” - http://felixmaier1950.blogspot.com/2020/07/tio-arno-preis-e-os-herdeiros-de.html.

Arno Preis - Seminário de Agudos, SP.

Arno Preis

Arno Preis, junto com outros procurados pela polícia.

Leia "Arno Preis - Dos Livros às Armas",

Hoje, Arno Preis empresta seu nome a logradouros públicos, como uma rua em Forquilhinha, SC, sua cidade natal, e a centros acadêmicos.

Centro Acadêmico Arno Preis.
Centro Universitário Max Planck (UniMAX), Indaiatuba, SP.

Centro de Prática Jurídica Arno Preis.
Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC), Criciúma, SC.

Nos anos de 1970, Félix gostava de ver filmes fora do circuito dos cinemas, como no Museu de Arte Moderna (MAM) e na Associação Brasileira de Imprensa (ABI), com ênfase para o movimento francês da nouvelle vague, a exemplo dos filmes de François Truffaut, Agnès Varda e Jean-Luc Godard. Também gostava de ver filmes de Luís Buñuel ("A Bela da Tarde", "O Charme Discreto da Burguesia") e de Ingmar Bergman ("O Sétimo Selo", "Morangos Silvestres", "Cenas de um Casamento"), assim como uma mostra das chanchadas da Atlântida, com Oscarito e Grande Otelo, entre outros. Também gostava de assistir "Concertos para a Juventude", no Teatro Municipal, aos domingos, às 10 horas, assim como apresentações musicais na Sala Cecília Meireles - gratuitamente. Foi a vários eventos do Projeto Aquarius, patrocinado pelas Organizações Globo, com músicas clássicas apresentadas pela Orquestra Sinfônica do Rio de Janeiro, normalmente no gramado da Quinta da Boa Vista.

Projeto Aquarius, na Quinta da Boa Vista, 
Rio de Janeiro, RJ.

Clube do Violão Di Giorgio

Félix viu o filme “Encouraçado Potenkim” na ABI, no Centro do Rio de Janeiro. Na saída, havia distribuição de folhetos criticando o governo militar. O filme, do russo Serguei Eisenstein, pode ser visto em https://www.youtube.com/watch?v=3U_SsH9Rl2E.

Na mesma época, Félix fez um cursinho no Centro do Rio, sobre Economia e Finanças, com vistas a um concurso público da Receita Federal, que não prosperou. Um dos professores, ao falar sobre o AI-5 – o que fazia com frequência -, dava uma rebolada e dizia: “Ai, cinco!”.

Que ditadura foi essa, companheiro?

Em 1974, Félix inicia namoro com Valdenice dos Santos, filha de Zóe dos Reis Santos e José dos Santos.

Valdenice e Félix - 1974.

Valdenice, uma princesa, em meados dos anos 1970.

Valdenice, em 1979.


Valdenice em desenho a caneta e lápis feito por Félix,
com base na foto de cima.

Sgt Maier em fase de "bigode mandarinesco",
alusão ao jogador de tênis Edson Mandarino.

Nas férias, Félix dispensava o barbeiro.

Em setembro e outubro de 1974, Félix integrou como fotógrafo uma equipe de inspeção no então 2o. RO 105 mm (Itu, SP) e 2o. RCC 76 mm (Pirassununga, SP), sob comando do Capitão engenheiro militar Paulo Celso Pereira Torres, do Arsenal de Guerra do Rio de Janeiro (AGR). Integraram também a equipe os metrologistas Sargento Alcebíades Ferreira e o funcionário civil Salim Bechara, do CPrM, que foram ajudados no trabalho pelo motorista da Veraneio, do AGR. Ao final de alguns dias, estavam todos com bolhas nas mãos, de tanto apertar o equipamento usado para metrologia. Os trabalhos, que foram conduzidos por uns 15 dias, com mais de 10 h diárias, consistiram de metrologia e inspeção dos tubos (canhões) dos carros-de-combate de Itu e de Pirassununga com um aparelho chamado boroscópio, que servia tanto para inspeção interna dos tubos, como para tirar fotografias, que eram demarcadas nas posições exatas dos tubos, a x cm da boca, e em "12 h", "3 h", "6 h" e "9 h", e posições intermediárias. Os carros-de-combate (tanques) foram comprados dos EUA como sendo usados, mas os tubos, não. Constatou-se que havia arrancamento de pedaços do raiamento durante a limpeza dos tubos, nas duas Unidades Militares. Foi aquele alvoroço. A metrologia indicou que os tubos já tinham pelo menos a metade da vida útil, e apresentavam problemas sérios de erosão gasosa, ataque térmico e encobreamento - prova definitiva de que o material não havia chegado novo ao Brasil. As imagens apresentadas pelo boroscópio para as fotografias eram redondas e, à noite, quando fechava os olhos, Félix só via a Lua Cheia... Provavelmente, essa malandragem norte-americana foi um dos motivos de o Presidente Ernesto Geisel ter denunciado o Acordo Militar Brasil-EUA, em 1977, junto com a pressão do presidente americano, Jimmy Carter, sobre "direitos humanos".



Fotos no 2o. RO 105 mm, Itu, SP, em 1974.
Da esquerda para a direita: 
Salim, Sgt Alcebíades, Cap Torres, Sgt Maier e o motorista do AGR.

Orelhão em Itu, onde tudo é exagerado.
Maier, Alcebíades e o motorista do AGR.

2o. RCC 76 mm, Pirassununga, SP, 1974.
Da esquerda para a direita:
Alcebíades, Salim e Maier.

Nos anos de 1970, havia febre de acampamentos. Por sugestão de Abelard Mattos, futuro padrinho de casamento de Félix e Valdenice, Félix comprou um título do Camping Clube do Brasil, que tinha áreas de acampamentos espalhadas pelo Brasil, como no Recreio dos Bandeirantes, Rio, e Nova Friburgo, RJ.

Félix em acampamento de Nova Friburgo, RJ, anos 1970.

Félix, à esquerda, com Mattos e seus filhos, Volney e Vânia.
Acampamento em Nova Friburgo, RJ, anos 1970.

Félix e seu filho Wagner, em 1982, 
em acampamento no Recreio, Rio, RJ.

Valdenice com os filhos Wagner e Cristiane,
em 1982, em acampamento no Recreio, Rio, RJ.

Em 1975, Félix viajou a Maringá e Campo Mourão, PR, depois das geadas que acabaram com os cafezais no Norte do Paraná. Vinte anos antes havia ocorrido algo parecido na região. Era uma tristeza ver os pés-de-café sendo arrancados pelas raízes por tratores, para dar lugar às plantações de milho e soja.

Tia Helga Preis e Adolfo Ringwald com as 4 filhas.
Campo Mourão, PR, 1975.

Opa e Oma Preis, Félix, tia Matilde Rockenback e 
sua filha Simone junto com amiga "japonesa".
Maringá, PR, 1975.

Opa Preis, Maringá, 1975.

Félix na Rua da Flores, Curitiba, PR, anos 1970.

Em Maringá, na década de 1970, muitos ônibus tinham as linhas escritas em Português e em Japonês, devido à grande colônia de japoneses vivendo no município, assim como em todo o Norte do Paraná.

Em 1975 e 1976, Félix trabalhou junto com Raul Abbot como cinegrafista no longametragem de 16 mm “A Sexta Raça”, obra em esperanto dirigida por Reginaldo Orestes Lima Cipolatti, então subtenente servindo também no CPrM. Infelizmente, a produtora do filme, a Cooperativa Cultural dos Esperantistas, dirigida por Braz Cosenza, não finalizou a obra, como sonorização e dublagem, que eram muito caras, e esse trabalho não deu em nada, a não ser experiência para o diretor, os atores e os cinegrafistas. Sobre Cipolatti e "A Sexta Raça", veja mais em http://felixmaier1950.blogspot.com/2021/05/meu-amigo-reginaldo-cipolatti-por-felix.html.

Durante as filmagens de "A Sexta Raça", apareceram alguns artistas para acompanhar o trabalho, como o cineasta Ipojuca Pontes e o escritor Roberto das Neves, proprietário da Editora Germinal. Posteriormente, Cipolatti foi convidado por Ipojuca para participar do filme "A Volta do Filho Pródigo", estrelado por Tereza Rachel, então mulher de Ipojuca. Boa parte das cenas foram feitas na cidade histórica de Alcântara, Maranhão, onde há inúmeras casas em estilo lusitano antigo. Cipolatti participou do filme, numa cena hilária, em que o bodegueiro do filme serve cachaça a vários cabras e, depois, faz retornar à garrafa a cachaça que havia sobrado nos copos dos pinguços...

Reginaldo Cipolatti

Da esquerda para a direita:
Sgt Ataíde, funcionária, Sub Ten Kelly, Sgt Bartolomeu,
funcionária Jessy e Sub Ten Cipolatti.

Filmagem de "A Sexta Raça". Sub Ten Raul Abbot, 
então servindo no Serviço Cinefotográfico do Exército, 
nas instalações do atual Comando Militar do Leste (CML).

Félix, durante a filmagem de "A Sexta Raça".

Aniversário de Félix, 3/1/1976, com atores de "A Sexta Raça", 
como Walmir e Mário Polimeno (entregando fatia de bolo), 
que atuou em novelas na TV Globo.

"A Sexta Raça":
Walmir (de costas) e Quevedo com trajes típicos.

"A Sexta Raça":
Walmir, Quevedo, Cosenza (parcialmente encoberto)
e o diretor, Reginaldo Cipolatti (de costas).

"A Sexta Raça":
Walmir e Cosenza (à direita).

"A Sexta Raça":
Atores com o diretor Reginaldo Cipolatti (de frente) e 
Raul Abott (de costas, à direita).


Prospecto de "A Sexta Raça".

Infelizmente, muitas fotos feitas durante a filmagem de "A Sexta Raça" foram extraviadas.

Em 16/12/1978, Félix concluiu o curso de Programação de Computadores, Linguagem Cobol A.N.S., no Rio de Janeiro, ministrado pelo Centro Educacional de Processamento de Dados (CEOP).

Diploma do curso de COBOL.

Em 13/01/1979, Félix contraiu matrimônio com a Srta. Valdenice dos Santos. 


Casamento de Félix com Valdenice - 13/01/1979.

Casamento de Félix com Valdenice.
À esquerda, os pais Hilário e Marina.
À direita, os sogros Zoé e José (Seu Juca).

Da esquerda para a direita:
Hilário, Marina, Félix, Nice, Seu Juca, Hilda Preis e Valdemar Bertotti (primos).

Valdenice - Escola Normal, 3o. Ano - 1979.

Quatro gerações: 
Félix com o filho Wagner dos Santos Maier, 
o pai Hilário Maier e o avô José Mayer.

Valdenice com Wagner, Marina Preis Maier e
Escolástica Freiberger Mayer.

No dia 19/08/1979, nasceu o filho Wagner. No mesmo ano, Félix foi promovido a 2º sargento.

Wagner na nota do Barão do Rio Branco, de 1000 cruzeiros.

No início dos anos de 1980, Félix realizou o Cursilho da Cristandade, da Igreja Católica, em Jacarepaguá, Rio, RJ, durante um final de semana (3 dias), composto só por homens.

Cursilho da Cristandade.
Félix é o 5o. na 2a. fileira, da esquerda para a direita,
de cima para baixo.

Em 1980, Félix realizou o Curso de Aperfeiçoamento de Sargentos (CAS), na Escola de Comunicações (Es Com), obtendo o 5º lugar entre 30 alunos. Vale lembrar que o CAS deveria ter sido feito uns 3 ou 4 anos antes, não fosse um descuido de Félix, de fazer apenas uma prova no Regimento Escola de Infantaria (REI), na Vila Militar, Rio de Janeiro, RJ, em vez de duas - conhecimentos militares e conhecimentos escolares (nível ginasial), depois de curso preparatório, realizado nas horas vagas, com supervisão do Comandante da Companhia de Vigilância, do CPrM, que concedeu algumas "gaivotas" vermelhas a Félix, por desconhecer o comandante que havia ocorrida uma Reforma Ortográfica, em 1971. Não adiantou Félix protestar, as gaivotas continuaram vermelhas, porém sem grave prejuízo da nota de Português. O segundo exame foi realizado no Forte Copacabana, com sucesso! Além de comodista, Félix é um "avoado"...

Em 1981, recebe a Medalha Militar de Bronze, por 10 anos de serviços prestados ao Exército.

O Major Garcia entrega Medalha Militar de Bronze
(10 anos de serviço) ao 3o. Sgt Maier, no CPrM.


Em 2005, o Campo de Provas da Marambaia teve sua denominação mudada para Centro de Avaliação do Exército (CAEx) e hoje é subordinado ao Departamento de Ciência e Tecnologia (DCT).

Nos anos de 1980, houve a morte das filmadoras e dos projetores para películas súper oito, dando lugar ao gravador e player de videocassete VHS, que se tornou uma febre nacional. Junto, proliferaram os filmes de pornochancadas e pornográficos, tanto nas locadoras, quanto nos cinemas que ainda resistiam ao avanço da Igreja Universal do Reino de Deus, que acabou comprando praticamente todos os cinemas tradicionais do Rio de Janeiro.

Em 01/02/1982, nasceu a filha Cristiane.

Batismo da Cristiane.
Padrinhos: Wilmar e Suely.
Na foto, ainda Valdenice e Wagner.

Em 1983, Félix foi transferido para a Escola de Instrução Especializada (EsIE), no Rio de Janeiro, para ser monitor da Escola, ficando lotado no Estúdio de Televisão. A missão do Estúdio era operar o Auditório, projetando filmes 16mm e palestras em slides em bandejas tipo carousel com som (locução e música de fundo) em fita K7, tanto para os alunos (oficiais e praças) das Seções de Ensino, quanto para o Curso Básico de Sargentos e os recrutas do quartel, na fase de internato, o que era feito depois do expediente. O Estúdio também era responsável pela instalação de microfones e caixas de som nas formaturas e nas instruções, quando solicitado, assim como filmagens de festejos militares. Félix ajudou a confeccionar, também, muitos trabalhos de audiovisuais (slides, com sonorização em fita K7), tanto para as Divisões de Ensino da EsIE, quanto para Organizações Militares (OM) da Vila Militar. Ainda era o tempo do Data Show analógico.

Nesse período, Félix exerceu também as atividades de monitor e instrutor de Fotografia e Televisão para os cursos de Meios Auxiliares de Instrução e Identificador Datiloscopista. Esporadicamente, ministrava também aulas de fotografia para os cursos de Observação Aérea e Foto-Intérprete, quando o fotógrafo da Unidade estava ausente. Para tal função, elaborou novas apostilas de Televisão e Fotografia, reformulando todo o material didático. Escreveu um artigo sobre fotografia e televisão para uma edição da Revista da EsIE, publicada anualmente, durante o comando do Coronel de Artilharia Luiz Paulo Macedo Carvalho, historiador militar e, depois, presidente do Conselho Editorial da Biblioteca do Exército Editora durante vários anos.

O chefe do Estúdio era o Capitão Jodel Monks, e o Subtenente Adílson Ribeiro Passos também trabalhava na seção. Veterano da Misão de Paz da OEA na República Dominicana (1965), formado em Matemática, o "Adílson Confusão" abriu um curso preparatório para concurso a escolas de sargentos, o Curso Passos, que depois virou uma Escola com cursos até o Ensino Médio. Torcedor do Flamengo, peladeiro fominha de bola e pagodeiro, Adílson começou a compor músicas que foram gravadas por vários cantores, como Beth Carvalho e Thiaguinho, como "Lero Lero", com participação de Alexandre Pires - cfr. em https://www.kboing.com.br/thiaguinho/lero-lero-part-alexandre-pires-ao-vivo/. Muitas composições de Adílson, que também ataca de cantor, podem ser ouvidas na Rádio Só Inédita - https://www.soinedita.com.br/.

Adílson Ribeiro Passos o outros compositores.

Formatura militar na EsIE.
Da direita para a esquerda: Sargentos Contino, Maier e Bessa.

No Dia da Infantaria, havia sempre jogo de futebol
na EsIE, da Infantaria x outras Armas.
Na foto, o time do "Resto do Mundo",
com Félix à esquerda, de pé (reserva).

Nesse período, trabalhando como monitor na EsIE, que se estendeu até 1989, Félix participou de um Seminário Técnico de Vídeo Câmera, promovido pela Philco em 1984, e realizou o curso de Editor de Videocassete U-Matic, com menção MB, promovido pelo Instituto de Comunicação e Educação (ICE), nos estúdios da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), em 1986.

Seminário Técnico de Vídeo Câmera.

Curso de Edição de Videocassete U-Matic.

Félix exerceu ainda trabalhos de filmagens em muitas unidades militares, tanto em solenidades comemorativas, como a Tomada de Monte Castelo e reunião da FAIBRÁS (unidade do Exército que participou da missão de paz da OEA na República Dominicana), com a presença de muitos ex-pracinhas, quanto em apoio à Escola de Educação Física do Exército (EsEFEx), cobrindo o Campeonato Mundial de Pentatlo Militar, a cargo do Conseil International du Sport Militaire (Conselho Mundial do Esporte Militar – CISM), realizado no Rio de Janeiro em 1985, filmagem do Campeonato de Atletismo do Exército, em Belo Horizonte, MG (1886), e filmagens de exames físicos e médicos dos jogadores da Seleção Brasileira de Futebol, na EsEFEx, em preparativos para o Campeonato Mundial no México (1986). Exerceu, ainda, trabalhos de cinegrafista durante a Operação Saci, em 1988, com o lançamento de paraquedistas na região de Formosa, GO, em apoio à Brigada Paraquedista sediada no Rio de Janeiro. Nesse período, é promovido a 1º sargento (1985).

No Rio de Janeiro, realizou muitos trabalhos de fotografia e filmagem de casamentos, festas de 15 anos e aniversários de crianças, normalmente aos sábados e domingos, angariando um dinheiro extra para o sustento da família.

Cópia de uma pintura da fachada do prédio principal da EsIE, 
presenteada pelo comandante por ocasião do aniversário de Félix, 3/1/1986.

Em 1983, houve a enchente histórica do Rio do Peixe, atingindo em cheio Luzerna, Joaçaba e Herval d'Oeste, no Estado de Santa Catarina, ocasião em que houve o desabamento de uma ponte histórica, ligando Joaçaba a Herval d'Oeste, a ponte Emílio Baumgart. Essa ponte tem verbete na Enciclopédia Larousse, devido à sua construção revolucionária, sem andaimes, feitas das margens para o centro, em lances sucessivos. Essa enchente demoliu também uma ponte ligando Luzerna à Estação Luzerna, inaugurada poucos anos antes, cujo projeto foi de autoria do engenheiro Gilson Caldart, antigo colega de seminário. No mesmo ano, houve também a enchente histórica do Rio Itajaí-Açu, atingindo muitas cidades, especialmente Blumenau. Em outubro de 1984, foi criada em Blumenau a Oktoberfest, similar à de Munique, na Alemanha, com o objetivo de incrementar o turismo e revitalizar a economia depois da devastação da cidade.

Ponte Emílio Baumgart, anos 1970.

Verbete da Enciclopédia Larousse.

Verbete da Enciclopédia Larousse
com foto do edifício A Noite, do Rio de Janeiro, 
na época o prédio mais alto do mundo em concreto armado.

Estação ferroviária de Herval d'Oeste, 1983.
Enchente do Rio do Peixe.

Enchente de 1983 do Rio do Peixe:
Ponte Emilio Baumgart, próximo ao prédio 
construído parcialmente dentro do Rio do Peixe, uma aberração!

Enchente de 1983 do Rio do Peixe:
A ponte Emilio Baumgart não existe mais.

Luzerna, 1983.
Enchente do Rio do Peixe.

Luzerna, 1983.
Enchente do Rio do Peixe.



Ponte de Luzerna sobre o Rio do Peixe, 
destruída pela enchente de 1983.

Em 1989, Félix foi transferido para o Centro de Comunicação Social do Exército (CComSEx), do Gabinete do Ministro do Exército, em Brasília, onde exerceu as funções de cinegrafista e editor de vídeo naquela instituição. Os trabalhos de edição de vídeos eram destinados à Instituição e incluíam coberturas do Dia do Exército, Dia do Soldado e Dia da Independência, feitas na Avenida do Exército, onde então havia desfile militar por ocasião das festividades do 7 de Setembro. Outro trabalho importante feito pela Seção era a Videorrevista do Exército, feita periodicamente e remetida às Organizações Militares, com notícias e efemérides ocorridas em todo o território nacional e até no exterior, voltado para a família militar. Com o Sargento Paulo José Benedito, o Sargento Maier fez em 1989 a cobertura da Operação Guavira, no Pantanal sul-mato-grossense, cortado pelo Rio Paraguai, Operação realizada em conjunto pelas três Forças Armadas, com base em Campo Grande, MS, deslocando-se para Ponta Porã (pouso do avião Bufalo na Fazenda Itamaraty, do então "Rei da Soja", Olacyr de Moraes - posteriormente invadida pelo MST), Miranda, Aquidauana, Corumbá e Forte Coimbra. Fez filmagens também na AMAN, na entrega de espadins aos cadetes, assim como na inauguração de uma linha de teste de foguetes, em trilhos (raia de simulação), na sua antiga Unidade, CPrM, com a presença do Ministro do Exército, General Leônidas Pires Gonçalves.

Cameraman Félix em ação.


CPrM - Raia de simulação.

Ainda em 1989, Félix foi designado para ser o Auxiliar do Adido Militar no Egito, para o biênio 1990-1992, por estar habilitado em Inglês. A habilitação foi concedida depois de prova escrita, em 1988, na EsIE, à qual Félix quase faltou, por esquecimento, sendo alertado pelo Chefe da Divisão de Ensirno, Coronel Pallazzo. Vale repetir: além de comodista, Félix é um "avoado"...

Egito visto do espaço, à noite.
Destaque para o Vale do Nilo e seu Delta.
O "clarão" identifica o Grande Cairo.

No dia 5 de março de 1990, Félix assumiu a função de Auxiliar de Adido, na cidade do Cairo, para onde viajou com a esposa e os dois filhos. Substituiu o subtenente Edson Ferreira Neto.

Grande Cairo.
A seta indica o bairro Mohandessin, em Gizé, 
onde morou a família Maier.

Cidade do Cairo e Rio Nilo, com vista da Torre do Cairo,
que fica em Gezira (Ilha) Zamalek.

Valdenice e Félix, com os filhos Wagner e Cristiane,
com vestimentas árabes.
Destaque para a shisha (narguilé) e o tambor musical 
feito de couro de boi e barro cozido (cerâmica) pintado.

Os trabalhos na Aditância Militar eram de domingo a quinta-feira, pois a folga semanal para os árabes ocorre às sextas-feiras, assim como para os judeus ocorre aos sábados. O trabalho iniciava às 9 horas e finalizava às 15 horas, direto. Às sextas ou aos sábados, a família costumava andar de cavalo e camelo junto às pirâmides de Gizé, para depois almoçar em restaurantes no bairro onde morava, em Mohandessin.

Durante os dois anos no Egito, os filhos Wagner e Cristiane estudaram à distância, matriculados na escola Euro-Americana, com sede no Rio de Janeiro. A cada quinzena, a escola mandava o material impresso via HDL, com as várias matérias, para estudo, assim como as provas e orientação ao monitor.


Cartão de visita - em inglês e em árabe.
 

Coronel Newton Mousinho de Albuquerque, Adido Militar
(depois general), com a esposa Lourdes; 
Valdenice, Félix, Hilda e Otoniel (funcionário da Embaixada).

Aos domingos, a família ia à missa à noite, na Igreja de Saint Joseph, em Zamalek, normalmente rezada em espanhol por um padre proveniente da República Dominicana. Em junho daquele ano, Félix foi promovido a subtenente. Durante o período de 1990-1991, realizou o curso intermediário de inglês no British Council, da Embaixada Britânica, à noite. No mesmo período, Nice fez o curso básico de inglês, enquanto o Wagner e a Cristiane estudaram inglês no International Language Institute (ILI), aos domingos à tarde, por não terem ainda idade para estudar no British Council.

Pirâmide de Quéops, em Gizé.
Primeira foto no Egito - Março de 1990.
Félix com Valdenice e os filhos Wagner e Cristiane.


Carteira internacional de motorista.
Foto grampeada, escrita mal-feita.
Como diriam os egípcios: "Malêsh!"

Em 1990, houve a Copa do Mundo na Itália. O Brasil ia bem até ser eliminado pela Argentina, com passe de Maradona e gol de Caniggia. Tudo começou muito mal naquela Copa, quando os jogadores, em treinamento em Portugal, antes dos jogos da Copa, exigiram pagamento elevado de prêmio, caso fossem campeões. Pior ainda, foi ver o time, tetracampeão em 1994, nos EUA, se negar a ir a Brasília para encontro com o Presidente Fernando Henrique Cardoso, caso o Fisco não aliviasse o contrabando trazido dos EUA. Pior de tudo: o Fisco se rendeu à chantagem, sem cobrar as tarifas devidas de importação, de uma muamba de 15 toneladas - cfr. em https://www1.folha.uol.com.br/fsp/1994/7/23/esporte/4.html.

Os dois empates dos jogos do Egito, no início do campeonato na Itália, resultaram num carnaval gigantesco no Cairo, com populares buzinando até altas horas da madrugada e muitos montados nos capôs dos carros ou fazendo malabarismo em moto, numa roda, levando criança, sem noção do perigo. Além de "Balá" (Pelé) e "Zicu", os egípcios, loucos por futebol, sempre falavam "Carica", "Bibitu" e "Alimau" quando sabiam que éramos brasileiros, nomes esses sempre repetidos, inclusive na região de Jericó, na Palestina. Os árabes não tem as letras "p", nem "e". Por isso, seus descendentes no Brasil falam "brimos" e não "primos". "Cuca-Cula" você sabe o que é, nem precisa explicar.


Revista egípcia apresentou as seleções participantes da Copa,
com destaque para Careca no caso da Seleção Brasileira.

No Cairo, Félix e Valdenice conheceram muitas brasileiras casadas com egípcios e tiveram contato com alguns auxiliares de Adidos Militares, especialmente os da Argentina e da Espanha, além de José Acúrcio, o desbocado Zé Português, que trabalhava já há muitos anos na Embaixada de Portugal, com os quais foram algumas vezes até o Mar Vermelho para tomar banho com a família. Também estabeleceram sólida amizade com o Dr. Youssef Eid Torrico, médico boliviano casado com a brasileira Vera, assim como seus filhos Wagner e Cristiane fizeram grande amizade com Félix e Maria, filhos do casal Torrico e Vera.

Em primeiro plano, Félix e Nice,
com os argentinos Raúl e Gigi.


Em duas oportunidades, Félix e Nice tiveram contato com o Dr. Fathi Arafat, irmão de Yasser Arafat e amigo do Dr. Youssef Eid Torrico. Dr. Fathi era então o Presidente local do Crescente Vermelho, versão islâmica da Cruz Vermelha.

Félix e Nice com o Dr. Fathi Arafat.
Foto no partamento do Dr. Yussef Eid Torrico,
durante festa de 15 anos de sua filha Maria.

No Egito, tiveram a oportunidade de conhecer os principais pontos turísticos, como o Museu do Cairo, com antiguidades egípcias, o Museu Copta (dos cristãos ortodoxos), no Cairo Velho, as pirâmides de Gizé, o Mar Vermelho, o Canal de Suez, Alexandria, Port Said, El-Alamein, o Sinai (balneário de Sharm El-Sheikh), os Templos de Lúxor e de Karnak, e os Vales dos Reis e das Rainhas (tumbas subterrâneas de faraós e suas esposas), no Alto Egito.



Família Maier nas pirâmides de Gizé.


No início de 1991, Félix e sua família não conseguiram fazer o famoso cruzeiro no Rio Nilo, entre Lúxor e Assuã, devido ao problema político do Oriente Médio, ocasionado pela invasão do Kuwait feita por tropas iraquianas de Saddam Hussein. A Guerra do Golfo deixou o turismo do Egito à míngua. Posteriormente, a viagem até Lúxor, de 700 km, foi feita num trem. 

Alto Egito - Ruínas dos Templos de Lúxor e Karnak.

Museu de El-Alamein, perto de Alexandria,
às margens do Mar Mediterrâneo.
Bustos de Rommel e Montgomery.

Em 1991, Félix assistiu com a família e os filhos do Dr. Youssef Eid Torrico a ópera Aida, no Cario Opera House, uma construção imponente ofertada pelo governo do Japão, pois a antiga casa de espetáculos havia sido consumida num incêndio.

Cairo Opera House, em Zamalek.


Folheto da ópera Aída, de Giuseppe Verdi.


A família Maier assistiu também a outras apresentações no Cairo Opera House, como a do Balé Nacional de Angola.



Balé Nacional de Angola.


Em junho de 1991, Félix realizou com a família uma viagem a Israel, conhecendo os principais sítios religiosos, como Jerusalém, Belém, Nazaré, Jericó, o Mar da Galiléia, Cafarnaum, Tabgha (onde fica a Igreja da Multiplicação dos Pães e Peixes), o Monte das Bem-Aventuranças ou Monte das Beatitudes (onde há uma igreja de formato octogonal, lembrando o sermão das 8 bem-aventuranças proferidas por Jesus no local), o Monte Tabor (local onde, segundo a Bíblia, houve a Transfiguração de Cristo), o Rio Jordão, além de Tel Aviv, Cesaréia Marítima e o Mar Morto, onde o corpo boia com muita facilidade, devido à alta salinidade de suas águas (33%), 10 vezes maior que as águas dos oceanos. As viagens pelo Egito e por Israel, além da leitura de diversas obras sobre o assunto, foram de vital importância para a publicação de um livro, em 1995.

Ao fundo, a cidade velha de Jerusalém,
cercada por muralhas, com destaque para a 
Mesquita de Omar (cúpula de ouro).
Wagner, Félix, Nice, Cristiane e Aninha (filha 
de José Carlos Freitas, Auxiliar do Adido em Israel).

Jerusalém - Porta de Damasco.
Cristiane, Nice, Félix, Wagner e Aninha (à frente).

Igreja do Santo Sepulcro, Jerusalém.
Cristiane, Nice, Wagner, Freitas e Aninha.

Rio Jordão, em Israel.
Local de batismos, com imersão total do corpo.

Israel - Mar da Galileia, próximo a Tabgha.
Cristiane, Nice Félix e Wagner.


Igreja da Primazia de Pedro - Tabgha, Mar da Galileia:
"Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja".


Igreja da Multiplicação dos Pães e Peixes - Tabgha.


Em agosto de 1991, Félix escreveu uma carta circular a parentes e amigos, relatando fatos vividos com a família em 18 meses no Egito. Essa carta foi o embrião de futuro livro sobre aquele país - cfr. a carta em

Khamsín (pronuncia-se "ramsín", o "r" carioca), em árabe, quer dizer "cinquenta". No Egito, khamsín é o vento que normalmente aparece na primavera - se é que no deserto possa haver primavera -, lá pelos meses de março e abril. Não apa­rece todo dia, nessa época, mas esporadicamente, num período de mais ou menos 50 dias. Por isso o nome de khamsínÀs vezes, esses ventos são verdadeiras tempestades de areia que deixam o Cairo com aspecto de fog londrino, quando ainda havia fog londrino.

Khamsín no Cairo. Ao fundo, o Rio Nilo e a ilha de Zamalek.
Félix com Wagner e Cristiane, em 3/2/1992.

No dia 14 de abril de 1992, dia do aniversário da esposa Valdenice, Félix saiu do Cairo com a família para o retorno ao Brasil, ocasião em que tiveram a ventura de conhecer Roma, o Vaticano, Paris, Lisboa e Fátima (Portugal), durante 2 semanas.

No período de 1992 a 1999, Félix voltou a trabalhar no Gabinete do Ministro do Exército, onde exerceu as funções de Auxiliar de Oficial de Ligação com os Adidos, Secretário de Conferências Bilaterais com os países sul-americanos, além de fazer traduções de textos em inglês enviados do exterior pelos adidos militares.

Em 1º de junho de 1994, foi promovido a 2º tenente e ingressou no Quadro Auxiliar de Oficiais (QAO). Nesse tempo, fora do expediente, concluiu o Curso Avançado de Inglês, à distância, ministrado pelo Centro de Estudos de Pessoal (CEP), sediado no Rio de Janeiro, e estágios de computação - Windows, Word, Power Point, Lotus Notes -, ministrados pela Seção de Informática do próprio Gabinete. Ainda no Gabinete do Ministro, recebeu a Medalha do Pacificador (1993) e a Ordem do Mérito Militar, grau Cavaleiro (1994), sendo promovido a grau Oficial em 1998.

O 2o. Ten Maier recebe a Ordem do Mérito Militar (OMM), em 1994.

Em 1994, com a maior parte do dinheiro recebido em missão no exterior, comprou da construtora Encol, à vista, um apartamento de 2 quartos, na planta, no Setor Sudoeste, área econômica, Brasília, que nunca foi entregue, porque a construtora foi à falência. Felizmente, o juiz da massa falida não alienou a área do bloco em construção, permitindo a escrituração aos compradores. Mais tarde, a área com o esqueleto foi vendida a uma construtora e o valor rateado entre os compradores, proporcionalmente ao que cada um havia pago. Esse valor, junto com a venda do apartamento do Engenho Novo e de um terreno em Campo Grande, no Rio de Janeiro, além de um empréstimo bancário para pagamento em 12 anos, permitiu a compra de um apartamento de 4 quartos em Águas Claras, DF, entregue em dezembro de 2004.

Em 1995, Félix lançou na Biblioteca Demonstrativa de Brasília o livro “Egito - uma viagem ao berço de nossa civilização”, editado pela Thesaurus, de Brasília. Em janeiro de 1996, realizou o lançamento desse livro no Clube do Banco do Brasil, em Joaçaba, SC.

Jornal Correio Braziliense, 19/06/1995.

Um extrato do livro pode ser visto em "CAPÍTULO I - EGITO - 5 MIL ANOS DE HISTÓRIA" (http://www.batalhaosuez.com.br/historiaEgito1989.htm), e "CAPÍTULO II - O POVO DO EGITO, SEUS COSTUMES" e "CAPÍTULO III - ANDANDO PELO EGITO" (http://felixmaier1950.blogspot.com/2021/05/egito-costumes-e-curiosidades-por-felix.html), e "CAPÍTULO VIII - A RELIGIÃO MUÇULMANA" (http://www.batalhaosuez.com.br/LivrosAreligiaoMulcumana.htm).

Em 1997, Félix foi promovido a 1º tenente.

Primeiro-Tenente Félix Maier

Em novembro de 1999, Félix assumiu cargo de comissão no Ministério da Defesa, onde exerceu funções administrativas no Gabinete da Secretaria de Organização Institucional (SEORI), além de ser responsável direto pelo controle de todo o patrimônio da SEORI (o "material carga", no jargão militar).

O ano de 2000 começou com o medo generalizado do "bug do milênio", que afetaria todos os sistemas de informática no mundo devido à data do ano fatal "00", de apenas dois números inseridos nos sistemas computacionais (dia, mês e ano), que em vez de 2000 poderia indicar também, p. ex., o ano de 1900, o que poderia ser responsável pelo travamento de sistemas, queda de aviões, lançamento de mísseis nucleares intercontinentais - o apocalipse, enfim. Mas não ocorreu nada de anormal. Porém, as empresas de TI faturaram como nunca para ajustes e atualizações que, não se sabe, seriam mesmo necessários.

No dia 1º de junho de 2000, Félix foi promovido a capitão, posto máximo de sua carreira, iniciada como soldado em 1970. Em 2000, recebeu a Medalha Militar de Ouro (30 anos de serviço). Já havia recebido a Medalha Militar de Bronze (10 anos de serviço) e a Medalha Militar de Prata (20 anos de serviço).

Ainda em 2000, Félix realizou o curso “Análise e Melhoria de Processos”, na Escola Nacional de Administração Pública (ENAP), em Brasília, no período de 26 a 30 de junho. Esse curso o ajudou a implantar um controle de qualidade total na SEORI, referente a itens de escritório nos Departamentos e Sessões, para diminuir desperdícios (papel, canetas, lapiseiras, cartuchos com tinta para impressoras etc.).

Em janeiro de 2000, houve a festividade das Bodas de Ouro de seus pais Marina e Hilário, no Clube do Sesi, em Joaçaba, SC.

Bodas de Ouro dos pais Hilário e Marina.
Missa em Joaçaba, SC, janeiro de 2000.
Da esquerda para direita: Válter, Ivone, 
Fernando, Sílvia, Félix e Günther.

Hilário e Marina.
Félix e Valdenice com os filhos Wagner e Cristiane.

Hilário e Marina com os filhos e netos.

A partir do ano 2000, ainda na ativa, Félix começou a publicar textos, próprios e de terceiros, no site Usina de Letras (https://www.usinadeletras.com.br/exibelotextoautor.php?user=FSFVIGHM), onde chegou a ter 250 mil leituras por mês, totalizando mais de 10 milhões de acessos em 10 anos. Nesse site, Félix teve algumas flame wars (guerrilhas eletrônicas) com radicais de esquerda, principalmente petistas - cfr. em https://felixmaier1950.blogspot.com/2021/07/usina-de-letras-entre-treplicas.html. Na mesma época, passou a escrever artigos e cartas que foram publicados em jornais impressos e eletrônicos - cfr. em https://felixmaier1950.blogspot.com/2021/07/artigos-e-cartas-de-felix-maier.html.

Essas publicações virtuais redundaram em várias citações de Félix Maier em trabalhos acadêmicos e textos na internet, que podem ser observadas em https://felixmaier1950.blogspot.com/2021/07/citacoes-de-felix-maier-em-trabalhos.html.

Em 2001, realizou o “Curso Básico de Excel”, no Ministério da Defesa, ministrado pelo SENAI. 

No dia 4 de dezembro de 2001, faleceu seu genitor, Hilário Maier, aos 73 anos, devido a problemas cardíacos e outras complicações.

No dia 28 de fevereiro de 2002, foi transferido para a reserva remunerada e passou a residir em Brasília, DF.

Em 2002, foi convidado pelo Coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra para enviar textos para serem publicados no site Terrorismo Nunca Mais (Ternuma), após conhecer seu trabalho na internet, de defesa do Exército Brasileiro e do Movimento de 31 de Março de 1964, e tecer críticas à esquerda em geral e ao Partido dos Trabalhadores (PT) em particular, especialmente nesse ano da campanha presidencial de Lula, que acabou vencendo as eleições, para desgraça do Brasil.

Em 2002, foi convidado pelo secretário do Instituto Liberal de Brasília (ILB), professor emérito da Universidade de Brasília, Nelson Lehmann da Silva - autor do livro A Religião Civil do Estado Moderno -, para participar das reuniões do Instituto, às quintas-feiras, à noite, em uma sala comercial da 107 Norte. O presidente era o embaixador, professor, pensador e escritor José Osvaldo de Meira Penna, autor de mais de duas dezenas de livros. Integrantes do ILB: juíza do TRT da 10ª. Região, Marli Nogueira; procurador Ronald Bicca; professor da UnB Bráulio Matos; professor da UnB Paulo Kramer; jornalista e escritor Nelson Barretto; economista Hélio Sokolik; economista e escritor Luiz Zottmann; economista José Roberto Novaes de Almeida; advogado e procurador Miguel Nagib (depois coordenador do site Escola Sem Partido); economista Roberto Shoji Ogasavara; coronel-aviador Luis Gomes Jardim; advogado Henrique de Mello Franco; Marcelo Coelho, e outros. O ILB fechou em 2004, assim como muitos outros IL no País inteiro, por falta de patrocínio. O "neoliberalismo" de FHC havia sido substituído pelo populismo de Lula, que chegou a encantar muitos empresários. Félix herdou cerca de 20 livros do ILB, versando principalmente sobre Economia e Liberdade, como O Caminho da Servidão, de Friedrich F. Hayek. Nelson Lehmann faleceu em 2011. Meira Penna faleceu em 29 de julho de 2017, aos 100 anos de idade.

Em agosto de 2002, Félix foi convidado pelo jornalista, filósofo e escritor Olavo de Carvalho para integrar o time de articulistas do media watch Mídia Sem Máscara (MSM) - www.midiasemmascara.org (atual www.midiasemmascara.net), onde escreveu por mais de 10 anos - cfr. os links do convite de Olavo e da relação de textos publicados no MSM (cerca de 131 artigos) em http://felixmaier1950.blogspot.com/2021/05/midia-sem-mascara-convite-de-olavo-de.html e https://felixmaier1950.blogspot.com/2021/10/textos-publicados-no-midia-sem-mascara.html.

Olavo de Carvalho.

Aposentado, no escritório de sua casa, Félix passou a dedicar-se a escritos diversos, principalmente artigos e ensaios, publicados em sites da Internet, a convite de muitos editores. Tem textos próprios postados em diversos sites, como do filósofo Olavo de Carvalho www.olavodecarvalho.org/); do Professor de Economia Ricardo Bergamini (www.rberga.kit.net/); TERNUMA (www.ternuma.com.br); A Arte da Palavra (www.aartedapalavra.com.br); Oficina do Pensamento (www.officinadopensamento.com.br); Reservaer (www.reservaer.com.br); Digestivo Cultural (www.digestivocultural.com.br); Nave da Palavra (www.navedapalavra.com.br); Usina das Palavras; Domínio Cultural; Webartigos (https://www.webartigos.com/autores/fmaier); Texto Livre; Recanto das Letras (https://www.recantodasletras.com.br/autor_textos.php?id=39179); Netsaber (http://artigos.netsaber.com.br/artigos_de_felix_maier); Escola Sem Partido (http://escolasempartido.org/blog/) e Mídia Sem Máscara (atual www.midiasemmascara.net). É coordenador dos sites Piracema - Nadando contra a corrente (http://felixmaier.blogspot.com/); Resistência Militar (http://resistenciamilitar.blogspot.com/) - que recebeu de "herança" do oficial superior do Exército José Fabiano Mota de Azevedo, do médico Heitor de Paola e da blogueira Graça Salgueiro; Piracema II - Nadando contra a corrente (http://felixmaier1950.blogspot.com/) e Wikipedia do Terrorismo no Brasil (http://wikiterrorismobrasil.blogspot.com/). Infelizmente, alguns dos sites acima citados estão desativados, como Usina das Palavras, Texto Livre, Domínio Cultural, Ternuma e os antigos endereços de MSM, tanto com terminação com.br, quanto org. Mais informações sobre o MSM, incluindo dissertações acadêmicas sobre o media watch, podem ser vistas em https://felixmaier1950.blogspot.com/2021/10/midia-sem-mascara-quem-somos-por-olavo.html.

Em 2003, houve um projeto do Mídia Sem Máscara, organizado por Olavo de Carvalho, para lançamento de um livro, que seria inicialmente vertido para o inglês e que teria o título de "O Brasil Comunista - No Centro do Novo Eixo do Mal", com 27 temas, escritos por 27 articulistas do site, cujo índice pode ser conferido em https://felixmaier1950.blogspot.com/2021/10/o-brasil-comunista-no-centro-do-novo.html. O livro não prosperou, porém o texto de Félix Maier, "Nacionalismo e Esquerdismo nas Forças Armadas", foi publicado no site do Prof. de Economia Ricardo Bergamini (http://www.ricardobergamini.com.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=90:nacionalismo-e-esquerdismo-nas-forcas-armadas&catid=29:1964&Itemid=31) e pode ser lido também em https://felixmaier1950.blogspot.com/2020/07/nacionalismo-e-esquerdismo-nas-forcas.html.

Em 2004, Félix participou, como ouvinte, do “I Curso de Aperfeiçoamento de Juízes”, promovido pelo TRT/10ª Região, de Brasília, a convite da Juíza Dra. Marli Nogueira, membro do Instituto Liberal de Brasília. As palestras foram de alto nível, a considerar por seus palestrantes, dentre os quais se destacaram Jarbas Passarinho, Paulo Kramer (UnB), Olavo de Carvalho, Dr. Nelson Lehmann da Silva etc. 

Certificado de Curso.


Nomes dos 15 palestrantes e assuntos abordados.

No final de 2004, Félix mudou-se com a família para Águas Claras, Brasília, DF, onde havia comprado um apartamento.

Em 2005, realizou uma entrevista com Ivone Luzardo, esposa de oficial do Exército e presidente da União Nacional de Esposas de Militares das Forças Armadas (UNEMFA), a qual foi publicada no site Mídia Sem Máscara - cfr. em http://felixmaier1950.blogspot.com/2021/05/entrevista-com-ivone-luzardo-presidente.html. Durante mais de 2 meses, um grupo de mulheres de militares ficou acantonado numa barraca no gramado da Esplanada dos Ministérios, próximo ao Palácio Itamaraty, com manifestações em prol da melhoria salarial dos militares, até que foi enxotado pela polícia.

Integrantes da UNEMFA, Esplanada dos Ministérios, em 2005.

Em 2006, durante o lançamento do livro  "Polemos - Uma análise crítica do darwinismo"de José Osvaldo de Meira Penna, foi distribuído ao público o MANIFESTO CONTRA O POLITICAMENTE CORRETO, confeccionado pelos antigos integrantes do Instituto Liberal de Brasília, em defesa do Professor da UnB, Paulo Kramer, que foi processado pela Universidade como "racista" - cfr. em http://felixmaier1950.blogspot.com/2021/01/politicamente-correto-o-que-e-de-onde.html. Leia também "Manifesto Contra o Politicamente Correto"  em https://artigos.netsaber.com.br/resumo_artigo_382/artigo_sobre_manifesto-contra-o-politicamente-correto.

Embaixador Meira Penna e o casal Valdenice e Félix Maier.

Em 2006, Félix participou do "I Encontro Nacional por um Brasil Verde e Amarelo", promovido pelo Ternuma/Brasília, no Hotel Eron, em Brasília, com a presença de grupos de militares e civis existentes em vários pontos do País: Ternuma (Rio de Janeiro – www.ternuma.com.br), Ternuma Regional Brasília, Grupo Guararapes (Fortaleza/CE), Grupo Inconfidência (Belo Horizonte/MG – www.grupoinconfidencia.com.br), Grupo Anhanguera (Goiânia/GO), Grupo Emboabas, União Nacionalista Democrática (UND), Associação dos Oficiais Militares Estaduais do Brasil (Brasília/DF e Florianópolis/SC - www.amebrasil.com.br), Grupo Atitude Nacional (São Paulo/SP – www.atitudenacional.com.br). Cfr. a memória do evento em http://felixmaier1950.blogspot.com/2020/08/i-encontro-nacional-por-um-brasil-verde.html.


No dia 11 de maio de 2006, faleceu sua genitora, Marina Preis Maier, aos 77 anos, devido a um AVC isquêmico.

Em 3 de abril de 2007, o Sistema COC de Educação e Comunicação Ltda. abriu processo contra Félix Maier e outros, conforme consta, a seguir: "Pearson Education do Brasil S.A. x Felix Maier Felix Maier possui relação com o processo nº 0015645-61.2007.8.26.0506. Outras partes envolvidas no processo são Henrique Furquim Paiva, Instituto Brasileiro de Humanidades, Marquei Solucoes Internet LTDA, Miguel Francisco Urbano Nagib, Miriam Macedo, Pearson Education do Brasil S.A., Ricardo Sordi Marchi, Sistema COC de Educacao e Comunicacao LTDA." (cfr. https://www.jusbrasil.com.br/processos/nome/49631518/felix-maier), por ter publicado em Usina de Letras o texto de Miriam Macedo, "Luta sem classe", em que a jornalista reclamava da doutrinação marxista adotada na escola onde sua filha estudava - cfr. o texto de Miriam Macedo e o ajuizamento de ação penal promovido pelo Sistema COC de Ensino em https://escolasempartido.org/blog/luta-sem-classe/. Mais informações sobre o andamento do processo podem ser obtidas nos links https://escolasempartido.org/blog/a-sanha-do-coc-para-calar-a-critica/ e https://www.conjur.com.br/2007-abr-28/justica_proibe_site_citar_nome_escola_criticou. Na época, um advogado do COC enviou e-mail a Félix Maier, exigindo que retirasse o artigo "Luta sem classe" do site Usina de Letras, sob pena de pagar R$ 3.000,00 de multa diária, o que foi feito, assim como também foi apagado o mesmo texto em outros sites onde Félix postava seus escritos e de terceiros.

O processo do COC ainda se encontra na primeira instância, sem decisão à vista, provavelmente será arquivado. No entanto, corre no Supremo Tribunal Federal (STF) processo correlato, para decidir se uma ação deve ser aberta no foro do domicílio do alegado ofendido - no caso da ação movida contra Félix, a cidade de Ribeirão Preto, SP - ou domicílio do responsável pelos danos alegados - cfr. https://escolasempartido.org/blog/sistema-coc-faz-historia/. Com o avanço de processos judiciais online via internet, é provável que essa ação no STF também caduque e seja arquivada, evitando que os réus tenham que se deslocar para outras cidades, para responder a processos, com alto custo financeiro.

No dia 26 de agosto de 2008, Félix participou do seminário "Brasil: 1968-2008", ocorrido no Interlegis/Senado - cfr. memória feita por Félix em https://felixmaier1950.blogspot.com/2020/09/brasil-1968-2008-seminario-realizado-no.html, com troca de mensagens entre ele e José Nêumanne Pinto.

Da esquerda para a direita: David Fleischer, Francisco Doratioto, 
Paulo Kramer e José Nêumanne Pinto.

Em 2008, Brasília teve o 2o. Ciclo de Seminários Internacionais - Educação no Século XXI: modelos de sucesso, sediado no Auditório Nereu Ramos, da Câmara dos Deputados.

Programação (sempre das 9h às 18h30):

Educação à Distância - 16 de junho

Financiamento do Ensino Superior - 13 de outubro

Fronteiras do Ensino Profissional - 10 de novembro

Félix participou do Seminário Internacional sobre Financiamento do Ensino Superior, ocorrido no dia 13 de outubro de 2008.

Seminário Internacional sobre Financiamento do Ensino Superior

Em 10 de novembro de 2008, Félix participou do II Seminário Internacional - Fronteiras do Ensino Profissional - Tendências e Articulações com o Ensino Superior, ocorrido no Auditório Nereu Ramos, da Câmara dos Deputados, em Brasília, DF  - cfr. em http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/agenciabrasil/noticia/2008-11-10/camara-debate-fronteiras-do-ensino-profissional. Os conferencistas foram: Brasil (Profa. Maria Helena Gonçalves, discorreu sobre "Senac: Bens, serviços e turismo", incluindo o Senac Móvel, que oferece cursos por meio de caminhões-baús), EUA (David Holmes e Lonnie Barber), Alemanha (Bernd Fichtner e Rolf Seubert, que abordou a experiência educacional na Áustria e Suíça alemã) e da Finlândia (Kari Pitkänen), terra de Papai Noel (Lapônia) e das 179.584 ilhas e 187.888 lagos.

Em fevereiro de 2009, Félix voltou a trabalhar no Exército, em Brasília, a convite, como Prestador de Tarefa por Tempo Certo (PTTC), no Departamento-Geral do Pessoal (DGP), durante 10 anos.

No período de 30 de março a 3 de abril de 2009, Félix realizou o Curso de Segurança Corporativa, na Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

No dia 17 de setembro de 2011, faleceu seu irmão Fernando, em Correia Pinto, SC, aos 58 anos de idade, vítima de AVC.

Em 2012, Félix criou o blog Wikipédia do Terrorismo no Brasil (http://wikiterrorismobrasil.blogspot.com/), para postar textos referentes à história recente do Brasil - um contraponto à desinformação esquerdista existente na mídia, principalmente nestes tempos de revanchismo contra os militares promovido pela Comissão Nacional da Verdade, que foi de fato uma comissão da calúnia, no dizer do general-de-exército Maynard Marques de Santa Rosa, por se ater apenas às violações de direitos humanos porventura cometidas por agentes do Estado, deixando de fora a tortura, os assassinatos, os sequestros, os assaltos a bancos, os “justiçamentos” e outros crimes cometidos pelos terroristas de esquerda.

Em 2014, para lembrar os 50 anos do Movimento Cívico-Militar de 31 de Março de 1964, Félix publicou uma coleção de textos próprios e de terceiros sobre o assunto, "Memorial 31 de Março de 1964". Os textos, linkados ao site Usina de Letras, foram apagados por um hacker, provavelmente a mando de algum esquerdista radical, que não admite a preservação da Memória Histórica referente aos crimes cometidos pelo Comunismo, mais de 100.000.000 de mortos no século XX - ainda contando os mortos na China, na Coreia do Norte, em Cuba e, mais recentemente, na Venezuela. O trabalho, que foi uma reação enérgica contra o “Direito do Esquecimento”, a "Cultura do Cancelamento" e o "Assassinato da Memória", que é o objetivo permanente da esquerda radical, foi refeito em 2020, com acréscimos, e pode ser visto em http://felixmaier1950.blogspot.com/2020/09/memorial-31-de-marco-de-1964-textos.html.

No dia 31/03/2014, uma faixa voou sobre as praias cariocas:
"PARABÉNS MILITARES - 31/MARÇO/64 - GRAÇAS A VOCÊS O BRASIL NÃO É CUBA"

A mesma faixa foi estendida, no dia 31/03/2014, na Esplanada dos Ministérios,
pelo então Deputado Federal Jair Messias Bolsonaro.


31 de Março de 2014: Tumulto na Câmara dos Deputados,
durante sessão solene em memória do Movimento de 1964, 
quando Ivone Luzardo, presidente da UNEMFA, foi agredida no plenário.

Em 2015, participou de várias manifestações em Brasília, contra a corrupção e a favor do impeachment da Presidente Dilma Rousseff.

Félix em frente da Pixuleca Dilma (2015).



Manifestação anticorrupção - 2015.
Félix em frente ao boneco inflável
representando o General Hamilton Mourão.

Da esquerda para a direita:
Adolfo Sachsida, José Roberto de Freitas e Félix Maier,
durante manifestação anti-corrupção (2015).

Félix nas manifestações em Brasília contra Dilma Rousseff.
Pichulecos de Lula e Dilma - 07/09/2015.

Além de assaltar as estatais, o governo do PT financiou obras no exterior, com aval do Tesouro Nacional, especialmente para ditaduras afinadas com sua ideologia socialista, dinheiro que jamais será devolvido ao Brasil - cfr. em https://www.institutoopacificador.org.br/relembre-20-obras-que-o-bndes-financiou-em-outros-paises-com-o-dinheiro-dos-brasileiros/.

Em 6 de junho de 2016, Félix criou um abaixo-assinado, pedindo aos congressistas que criminalizem também os símbolos comunistas, como já é feito, acertadamente, com os símbolos nazistas - cfr. em https://www.change.org/p/os-deputados-e-senadores-t%C3%AAm-a-obriga%C3%A7%C3%A3o-de-criar-lei-criminalizando-s%C3%ADmbolos-comunistas-criminalizar-a-apologia-ao-comunismo. Há, inclusive, um Projeto de Lei do deputado Eduardo Bolsonaro sobre o assunto - PL 5358/2016, que infelizmente não prosperou. O abaixo-assinado conseguiu apenas 821 apoiadores, e Félix ainda teve que ouvir de um judeu de Brasília, para deixar o assunto em paz, como se apenas nazistas tivessem matado judeus, minimizando os mais de 100.000.000 de pessoas mortas pelo comunismo no século XX. O texto completo do assunto pode ser visto em https://felixmaier1950.blogspot.com/2021/07/pela-criminalizacao-dos-simbolos.html. Veja em que países esses símbolos infernais estão proscritos - https://portalconservador.com/paises-onde-o-simbolo-do-comunismo-e-proibido/.

Na Polônia, são criminalizados os símbolos do Nazismo e do Comunismo.

Em 8 de outubro de 2016, Félix participou do I Encontro do Foro de Brasília, nas instalações do Grande Oriente do Distrito Federal, em Brasília. O objetivo do Encontro foi  reunir movimentos conservadores, liberais e libertários, para discutir a situação política do Brasil. Os trabalhos foram conduzidos pelo Prof. Dr. Guilherme Fernandes Neto, Prof. Dr. Carlos Frederico de Oliveira Pereira, Ministro do STM Olympio Pereira da Silva Júnior, General Luís Eduardo Rocha Paiva, advogado e economista Adolfo Sachsida (posteriormente, foi Secretário de Política Econômica, do Ministério da Economia, durante o Governo Bolsonaro), entre outros. A programação ocorrida pode ser vista em http://media.wix.com/ugd/9795a2_918ae0bf551245dea53e7b658a17ae2b.pdf.


Edifício do Grande Oriente do Distrito Federal.

Em 31 de outubro e 01 de novembro de 2016, participou do "II FORO INTERNACIONAL POR LA DEMOCRACIA", no Auditório Nereu Ramos, Anexo da Câmara dos Deputados, promovido por Carla Zambelli e Bia Kicis, Deputadas Federais eleitas em 2018, com a presença de latino-americanos de vários países, como Bolívia, Cuba etc., além da  Deputada Estadual eleita por SP também em 2018, Janaína Paschoal. Na manhã do dia 1/11/2016, houve a presença dos deputados federais Panderney Avelino, líder do DEM, e Onyx Lorenzoni, do mesmo partido, que compuseram a mesa e discursaram rapidamente. O Foro tinha por objetivo denunciar a violência praticada pelos governos da Venezuela, Cuba e Bolívia contra seus cidadãos - cfr. memória escrita por Félix em https://felixmaier1950.blogspot.com/2017/02/ii-foro-internacional-por-la-democracia.html ou https://www.alertatotal.net/2016/11/ii-foro-internacional-por-la-democracia.html.

II Foro Internacional por la Democracia.

À esquerda, Janaína Paschoal.
Ao centro, Carla Zambelli, conversando com o ex-senador boliviano
Roger Pinto Molina, que faleceu em 2017 após acidente
com avião de pequeno porte, em Luziânia, GO.

Carla Zambelli com a cubano-brasileira Zoe Maria Martínez.
Twitter: @zoemartinez_05

Félix e Valdenice no II Foro Internacional por la Democracia.


Em 2018, Valdenice completou 60 anos. Mais linda que nunca. Solidária como poucos, Valdenice optou receber os presentes de aniversário em forma de cestas básicas, que foram doadas para uma aldeia indígena do Setor Noroeste, Brasília, DF. Há em torno de 12 crianças indígenas que estudam na Escola Classe 312 Norte, onde Valdenice é Orientadora Educacional.



Festa de 60 anos de Valdenice, 14/04/2018.
Foto com Félix, filhos, genro, nora e 4 netos (faltou Maria Clara).

Da esquerda para a direita: Yuri, Cristiane, Alessandra e Wágner.

Félix e Nice, dançando e cantando 
"Como é grande o meu amor por você", de Roberto Carlos.

Nice e Félix.

Valdenice com colegas da Escola.

Da esquerda para a direita:  (em cima) Yuri, Cristiane, Alessandra, 
Letícia e Wágner; (embaixo) Erin, Lyan, Ana Carolina e Maria Clara.

Netos (da esquerda para a direita): 
Erin, Lyan, Letícia, Ana Carolina e Maria Clara.


Páscoa de 2018 (da esquerda para direita):
Maria Clara, Ana Carolina, Lyan, Erin e Letícia.

Em 2018, o Brasil elegeu o ex-deputado federal Jair Messias Bolsonaro para Presidente do Brasil, com grande expectativa por parte da população, especialmente das pessoas que são contra a corrupção e não admitem a volta de um desgoverno do PT.

Em 20 de outubro de 2019, o programa Fantástico, da TV Globo, apresentou uma reportagem sensacionalista, acusando a organização Arautos do Evangelho como sendo um antro de abusos de toda espécie. Felizmente, a nefasta calúnia da Rede Globo não prosperou na Justiça. Leia "A Cruzada Nefasta da Rede Globo contra a Igreja Católica" em https://diariodorio.com/dauro-machado-a-nefasta-cruzada-da-rede-globo-contra-a-igreja-catolica/ e a "Carta aberta à Rede Globo de Televisão" - https://www.arautos.org/secoes/arautos/275100-275100. Os Arautos do Evangelho publicam uma revista mensal no endereço https://revistacatolica.com.br/

No início de 2020, o mundo virou do avesso, com a pandemia promovida pela Peste da China, um novo coronavírus conhecido como Sars-Cov-2 ou, popularmente, como Covid-19. O que mais se fez foi lavar as mãos com sabão ou álcool. Desconfia-se que as digitais dos dedos estão evaporando junto com o álcool...

2020 começou com máscara e álcool gel.

A Peste da China levou também antigos companheiros de farda, como o General Miotto, Vice-Chefe do DGP quando Félix lá serviu como PTTC e depois Comandante Militar do Sul, os capitães Da Silva e Ferri, e o Sargento Pedro Rodrigues Filho, este, amigo de Félix desde os tempos da Marambaia.

General-de-Exército Geraldo Antonio Miotto.

2o. Sargento Pedro Rodrigues Filho.

Em 2020, morreu o gato Milky, não de Covid-19, mas de complicações de saúde próprias de um gato de 17 anos de idade. Morreu em casa, se alimentando e tomando remédio mediante uma sonda, depois de ficar internado por algumas semanas num hospital veterinário

Milky, o gato brincalhão.

Em 2 de dezembro de 2020, em plena pandemia da Covid-19, os padres Renan e Plínio, dos Arautos do Evangelho, trouxeram a imagem de Nossa Senhora de Fátima até a casa de Nice e Félix. Todos rezaram uma Ave-Maria e os padres benzeram o lar. Nessa ocasião, Félix passou a contribuir uma certa quantia mensal para os Arautos do Evangelho, que possuem um seminário em Caieiras, SP. Foi a forma de gratidão aos benfeitores anônimos, que durante 9 anos ajudaram a pagar os estudos de Félix em três seminários diferentes.

Padres Renan e Plínio com Nice e Félix.


Durante a pandemia da Covid-19, Nice e Félix fizeram campanha para ajudar alunos carentes a obter aparelhos eletrônicos, como celular e tablet, para poderem acompanhar as aulas online, assim como a arrecadação de cestas básicas para famílias pobres. Nice e Félix pagaram do próprio bolso de 15 a 20 aparelhos, enquanto o governo do Distrito Federal não foi capaz de comprar um simples chip de celular, para distribuir aos alunos necessitados.

Em 22 de agosto de 2020, o advogado, procurador e coordenador do site Escola Sem Partido, Miguel Nagib, antigo integrante do Instituto Liberal de Brasília (ILB) e cunhado da deputada federal Bia Kicis, encerrou suas atividades no Movimento Escola Sem Partido (ESP), que já havia se estendido por todo o Brasil, por falta de empenho dos políticos e do governo Bolsonaro, e de decisão espúria do STF, que considerou inconstitucional projeto de lei inspirado no ESP - cfr. https://mobile.twitter.com/escolasempartid e https://www.escolasempartido.org/. Escola Sem Partido, não pode, no País da doutrinação ideológica marxista por excelência. Só pode se for Escola com o Partidão. Nagib havia sido cogitado para ser o ministro da Educação no início do governo Bolsonaro, cargo que foi ocupado pelo filósofo Ricardo Vélez Rodríguez, demitido após três meses de trabalho, devido à pressão da esquerda universitária.

Tweet Fixado

Anuncio com tristeza o fim da minha participação no Movimento Escola sem Partido. Cessa, a partir de hoje, a atividade dos canais do ESP sob minha responsabilidade.

Miguel Nagib
Bolsonaro deve estar satisfeito. Afinal, esse tribunal espúrio, vergonha da nação, inimigo das famílias, acabou dando a ele a desculpa perfeita para abandonar de vez a promessa de combater a doutrinação e a ideologia de gênero nas escolas.

Em 2020, Félix fez o fichamento dos 15 Tomos da "História Oral do Exército - 31 de Março de 1964", publicada pela Biblioteca do Exército Editora (Bibliex), em 2003 - cfr. o trabalho em http://felixmaier1950.blogspot.com/2020/09/historia-oral-do-exercito-31-de-marco.html.

Valdenice e Félix - Natal de 2020

Em 2021, houve o lançamento do livro DICIONÁRIO DE ESCRITORES DE BRASÍLIA, de autoria do advogado, jornalista e escritor Napoleão Valadares, publicado por André Quiçé Editor, 4a. edição, revista, atualizada e aumentada. Na pg. 260, há um verbete sobre Félix Maier.



Em 2021, Félix concluiu o e-book "A LÍNGUA DE PAU - Uma história da intolerância e da desinformação", disponível em 

https://drive.google.com/file/d/1jfaOpIMbwzhlaQxspnA9hBnyHX8KX4_E/view 

e

http://felixmaier1950.blogspot.com/2021/05/a-lingua-de-pau-uma-historia-da_10.html 

Em 2021, Félix iniciou a escrita de um livro de crônicas, que tem o título provisório de "AS COVÍADAS: Amor e ódio nos tempos do corona".

Ainda em 2021, Félix iniciou a escrita de uma novela histórica, possível trilogia, envolvendo cerca de 100 anos de história da colonização alemã em Santa Catarina.

Em 2021, comemora-se o centenário da Escola de Comunicações.
E o 50º aniversário dos formandos de 1971.
Félix é o 3o. da última coluna, FS75.
A solenidade ocorrerá na Es Com, em Brasília, no dia 02/12/2021.

Félix e Nice - 23/10/2021.

Finalizando: para um "comodista", como repetia Frei Henrique Müller, a vida de Félix foi bastante movimentada...


Obs.: Dados biográficos e memória atualizados em 30/11/2021.

 

Livro Publicado:

"Egito - uma viagem ao berço de nossa civilização", Editora Thesaurus, Brasília, 1995.


 

Publicações virtuais:

- "Arquivos I - Uma história da Intolerância"

http://felixmaier1950.blogspot.com/2020/06/arquivos-i-uma-historia-da-intolerancia_78.html 

- "Nacionalismo e Esquerdismo nas Forças Armadas"

http://felixmaier1950.blogspot.com/2020/07/nacionalismo-e-esquerdismo-nas-forcas.html 

- "Memorial 31 de Março de 1964" - Uma seleção de textos próprios e de terceiros

http://felixmaier1950.blogspot.com/2020/09/memorial-31-de-marco-de-1964-textos.html 

- "História Oral do Exército - 31 de Março de 1964" - Fichamento dos 15 livros editados pela Biblioteca do Exército Editora

http://felixmaier1950.blogspot.com/2020/09/historia-oral-do-exercito-31-de-marco.html 

- "A LÍNGUA DE PAU - Uma história da intolerância e da desinformação"

https://drive.google.com/file/d/1jfaOpIMbwzhlaQxspnA9hBnyHX8KX4_E/view 

ou

http://felixmaier1950.blogspot.com/2021/05/a-lingua-de-pau-uma-historia-da_10.html 


Deus, o maior pintor!


FINIS CORONAT OPUS