MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964
Avião que passou no dia 31 de março de 2014 pela orla carioca, com a seguinte mensagem: "PARABÉNS MILITARES: 31/MARÇO/64. GRAÇAS A VOCÊS, O BRASIL NÃO É CUBA." Clique na imagem para abrir MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964.

sexta-feira, 27 de outubro de 2023

Entrevista com Ivone Luzardo, presidente da UNEMFA - Por Félix Maier

Ivone Luzardo com o General Hamilton Mourão (14/10/2018)


Entrevista com Ivone Luzardo, 

presidente da UNEMFA

(25/05/2005)

Preâmbulo:

Félix Maier

Desde o advento da “Nova República”, as Forças Armadas brasileiras sofrem contínua perseguição das esquerdas que voltaram do exílio (de caviar) após a Lei da Anistia. O motivo é simples: foram as Forças Armadas que impediram que o Brasil se transformasse numa Cuba continental. Os poderosos hoje no poder, como o cubano-brasileiro José “Daniel” Dirceu, jamais perdoarão a ousadia dos militares que, além de impedir a comunização do Brasil, colocou nosso País entre as oito maiores economias do mundo.

Durante a Constituinte, o bloco das esquerdas, com o PT à frente, tentou retirar as prerrogativas que as Forças Armadas sempre tiveram no Brasil: promover a garantia dos poderes constituídos, da lei e da ordem. A idéia era mandar nossas tropas federais para áreas de fronteira, à espera de um inimigo que não existe mais. Além de tentar retirar a palavra “Deus” de nossa Carta Magna, a esquerda revanchista pretendia criar uma Guarda Nacional, provavelmente nos moldes das falanges que Hugo Chávez está organizando na Venezuela com sua totalitária “Revolução Bolivariana”.

No final do Império, o Exército Brasileiro, para sobreviver, promoveu uma revolução e criou a República. Naquela época também se planejava criar uma Guarda Nacional e mandar nossos soldados para tomar conta dos mosquitos em nossas fronteiras. Recentemente, o governo do PT de Lula da Silva criou a Força Nacional de Segurança Pública que, certamente, será o germe de uma futura Guarda Nacional, ocasião em que as prerrogativas das Forças Armadas serão transferidas para as falanges petistas e suas organizações satélites, como o MST, o PC do B, o PSB, o refundado PCB, a CUT, a CPT, a CNB do B e – quem diria! – até a FIESP.

Hoje, dentro da atual ascensão comunofascista vista no Brasil, promovida por uma hábil e eficaz revolução gramscista, as Forças Armadas estão “hibernando”, sem uma missão constitucional clara para cumprir, cada vez mais sucateadas e vilipendiadas pelo governo federal. Há dinheiro para comprar o Air Force Fifty One (o Aerolula), porém não há orçamento para renovar a frota dos últimos caças Mirage que ainda não caíram no Planalto Central. Nossos generais se fingem de mortos para as Forças Armadas não desaparecerem de vez. Nossos comandantes militares apitam menos que o Ministro Peixe Fritsch - o da Pesca -, e quando emitem uma nota, como foi o caso do Comandante do Exército por ocasião do episódio Vladimir Herzog, são obrigados a reformular a redação para agradar aos olfatos petistas.

Apesar de nossas Forças Armadas estarem definhando, elas são enviadas para missões de paz da ONU – Angola, Timor Leste, Haiti. Nossas Forças Armadas não podem combater a bandidagem em nossas grandes cidades, porém são deslocadas para combater os "bandidos" de outros países. Afinal, como diz uma célebre canção, “o Haiti é aqui!”.

Além do desaparelhamento das Forças Armadas, os militares também são perseguidos pelo poder público, na medida em que o governo federal não lhes concede vencimentos justos e decentes. Hoje, um piloto de elevador da Câmara dos Deputados recebe mais do que um piloto da FAB.

Como os militares da ativa, por força regulamentar, não podem se pronunciar a respeito da remuneração que recebem, um grupo de esposas desses militares se dispôs a comprar a briga e ir para a rua. Uma dessas organizações de mulheres, que se espalham rapidamente pelo Brasil, é a União Nacional das Esposas de Militares das Forças Armadas Brasileiras (UNEMFA), tendo Ivone Luzardo como sua presidente. Desde o mês de abril, esse grupo enfrenta chuva, poeira e frio em acampamentos que montam em frente ao Ministério da Defesa e ao Congresso Nacional. Lula da Silva, o comandante-em-chefe das Forças Armadas brasileiras, recebe todo mundo com festa em seu palácio: gays, modelos, atletas, estudantes, índios. Repete sempre com grande satisfação a colocação de mais um boné do MST na cabeça. Lula tem tempo para viajar às Arábias, ao Japão e à China. Só ainda não encontrou tempo para receber as bravas guerreiras do Planalto Central, nossas destemidas “amazonas”, as “flores de cactus” que tanto orgulho causam aos civis e militares de todo o Brasil. Pelo contrário, em ato mesquinho e covarde, Lula mandou uma tropa de choque da PM, na calada da madrugada, expulsar um grupo de mulheres que estava acampado em frente ao Itamaraty. Motivo? Não queria “manchar a imagem do Brasil”, devido à presença de delegados estrangeiros na Cúpula América do Sul-Países Árabes...

Em entrevista ao Mídia Sem Máscara, Ivone Luzardo expõe com toda a franqueza a situação de penúria por que passam atualmente os militares das Forças Armadas, com reflexo direto para seus familiares.

MSM – Quando e como começou este movimento das mulheres de militares?
Ivone Luzardo - Começou diante da observação que fiz desde a época em que morei em Natal/RN (de 1995 a 2002), quando uma amiga, casada com um 2º sargento do Exército, mãe de quatro filhos, para ajudar no orçamento da família trabalhava como lavadeira, arrumadeira, babá, à noite vendia espetinhos, virava-se como podia, uma vez que a mesma, vinda do interior da Bahia, não teve a oportunidade de estudar e casou-se muito nova.
Chegando a Brasília, tudo ia muito bem até que um dia nosso carro foi furtado, à luz do dia. Não há segurança na área militar. Inúmeros carros já foram furtados. Ficamos à pé por cinco meses... Como em toda família militar, qualquer fato que extrapole o orçamento, compromete a mínima renda. Também ouvi várias mães de família reclamando que o “dinheiro não dava para nada”! Esse fato ocorre pela falta de reajuste (reposição das perdas decorrentes da inflação) dos soldos há mais de uma década. Diante deste quadro, no pilotis do bloco “B”, na SQN 102, em Brasília, no dia 22 de fevereiro de 2004, um grupo de senhoras insatisfeitas com os baixos soldos de seus maridos, que afetam diretamente a vida de todos os familiares dos militares, decidiu dar um basta nesta situação, pois os relatos das mães de famílias eram semelhantes e criamos uma organização de senhoras que mais tarde veio consolidar-se na UNEMFA – UNIÃO NACIONAL DAS ESPOSAS DE MILITARES DAS FORÇAS ARMADAS BRASILEIRAS, que tem como objetivo central “lutar pela manutenção da dignidade dos familiares de militares, buscando melhoria contínua de qualidade de vida”.

MSM - Como o Governo Lula tem tratado o movimento?
Ivone Luzardo – Com descaso e desrespeito.

MSM - Como assim?
Ivone Luzardo - Por receber inúmeras representações de classes, a exemplo do MST, índios, modelos internacionais e famosas, esportistas, artistas. Menos a família militar.

MSM - Como comandante-em-chefe das Forças Armadas, Lula não teria a obrigação de pelo menos receber uma delegação do movimento?
Ivone Luzardo - Se ele tivesse compromisso e honrasse a palavra, - porque a palavra de um homem constitui-se na sua base moral, de honra, e dignidade -, não haveria necessidade de estarmos passando por este constrangimento. Esse reajuste já teria sido pago, conforme sua palavra, até porque a palavra de um presidente deveria ser lei. Teria condições de receber, sim, e também não estaria expondo a família militar e a soberania nacional, como vem fazendo. Na minha opinião o Presidente Luis Inácio Lula da Silva é irresponsável nesta e muitas outras questões.

MSM - Como a Sra. vê a economia de nosso País?
Ivone Luzardo - Vejo o risco Brasil crescendo e estagnando a nossa economia, pois não se investe em transporte, não se conservam estradas, não há modernização e manutenção de portos marítimos para escoamento dos nosso produtos, a educação e a saúde é uma vergonha, pois não há valorização de profissionais qualificados; a reforma agrária não acontece, incitando invasões em áreas produtivas; a taxa de juros é a maior dos últimos anos e principalmente não se investe em segurança neste País. Observo que as Forças Armadas são responsáveis não só pela segurança territorial de um país, mas também pela sua sustentação econômica, pois garantem estabilidade diante da opinião pública nacional e internacional. Quem estaria interessado em investir num país com segurança ameaçada?

MSM - Continua, então, o sucateamento das Forças Armadas?
Ivone Luzardo - Continua, e se o governo não fizer uma reaparelhamento emergencial, em 13 anos, conforme visto em reportagem na Rede Bandeirantes, no dia 8 de maio, dia das mães, no programa Canal Livre, os armamentos se tornarão obsoletos. Temos tido inúmeros casos de mortes por sucateamento nas Forças Armadas. O último ocorreu com a morte do sargento Anderson, da Marinha do Brasil, deixando um filho de apenas quatro anos órfão, por irresponsabilidade do governo Lula, que está sendo considerado um “assassino” para muitas famílias militares, pois ao não repassar verbas para aquisição e manutenção dos equipamentos das Forças, induz a morte de militares em pleno exercício de suas funções. O navio Aeródromo São Paulo foi adquirido da sucata naval da França e não há repasse de verbas para os Servidores Civis do Arsenal da Marinha a fim de promover a manutenção do mesmo. Falta desde luvas, equipamentos necessários, e recursos para a compra de peças e manutenção dos navios. Esta situação é inaceitável. Neste país se tem dinheiro para doar a outros países, para perdoar dívidas de outros países, para pagar “gordas” indenizações a anistiados, inclusive ao Presidente, menos para assuntos emergenciais. É um absurdo!

MSM - Como a Sra. se sentiu quando foi "despejada" do acampamento montado na Esplanada dos Ministérios, sob ordem expressa de Lula?
Ivone Luzardo – Senti que começa a imperar neste país a pseudo democracia. Inicia–se desta forma: impedindo o direito de ir e vir, através de atos covardes e autoritários na calada da madrugada, o enfraquecimento das Forças Armadas, desarmamento da população de bem, porque os bandidos estão armados com arsenal de última geração, e a sustentação de uma força paralela amparada pelo próprio governo.

MSM - Mas a Sra. ainda crê que Lula possa recebê-las em seus gabinete?
Ivone Luzardo – Protocolamos dois ofícios, o último no dia 27 de abril de 2005. Até o momento não obtivemos resposta. Estamos aguardando uma posição do Presidente...

MSM - O capitão da reserva, hoje deputado federal Jair Bolsonaro, tem ajudado a UNEMFA?
Ivone Luzardo – Não, porque a UNEMFA não se presta as intenções do citado deputado, que tem utilizado as imagens das esposas de militares para a sua própria permanência e a inclusão de seus parentes no poder. Para nós ele é um político oportunista que deturpa os fatos em benefícios próprios e não tem respeito pelo próximo. No acampamento que ele e sua apadrinhada associação, a Apemfa, promoveram em frente ao Ministério da Defesa, do dia 26 à tarde do dia 28/04/05, do qual nós também participamos em solidariedade, foi acordado em reunião na SQN 306, no dia 25 de abril de 2005, às 19h30min diante de dezenas de pessoas que só levantaríamos acampamento quando o governo concedesse o prometido reajuste. A Apemfa e o Dep. Fed./RJ não cumpriram com o sua palavra. E não satisfeito com a nossa autonomia ainda nos proferiu impropérios, chamando-me de “vagabunda” na presença da imprensa e de centenas de pessoas. É uma atitude deprimente e covarde a do Deputado Bolsonaro. Espero em Deus a justiça no momento certo, quando o povo que o elege no Rio de Janeiro abrir os olhos e derem a devida resposta com o ato mais democrático que existe, não votando numa pessoa sem compromisso com a causa nas próximas eleições.

MSM - Qual a posição do Ministro da Defesa diante das reivindicações da UNEMFA?
Ivone Luzardo – O Ministro é um homem responsável e bem intencionado para com as FFAA, haja vista nos ter recebido e acatado as nossas reivindicações no dia Internacional da Mulher deste ano, em reunião que durou quase duas horas, onde tratamos da reposição salarial, a votação da Lei de Remuneração dos Militares - MP 2215-10, bem como a questão da Soberania Nacional do Brasil. O mesmo comprometeu-se em levar os assuntos tratados ao Presidente Lula e assim o fez, da mesma forma que tem buscado a solução dos problemas até onde lhe é permitido. A partir do momento que o reajuste passa para outras esferas do governo, por revanchismo ideológico e político, não há solução. Temos certeza que se dependesse exclusivamente do nosso Ministro, esse reajuste já teria sido concedido e o reaparelhamento das FFAA já estaria sendo efetivado, evitando acidentes com perdas fatais, como no caso já citado do sargento Anderson, da Marinha do Brasil.

MSM - A UNEMFA tem recebido muito apoio? De quem?
Ivone Luzardo – A UNEMFA recebe apoio da família militar e civil do Brasil, e apoio logístico e de influência de políticos preocupados com a questão, que têm visitado o nosso acampamento e defendido nas tribunas a nossa causa. Em Brasília, temos tido apoio do ex- Deputado Distrital José Santos, dos Deputados Distritais Izalci, Eliane Pedrosa, dos federais Arruda, Fraga, Senadores Paulo Otávio, Heloísa Helena e muitos outros, a quem agradecemos em nome da família militar.

MSM - Como a mídia tem feito a cobertura do movimento?
Ivone Luzardo - Com constância, às vezes trocando informações repassadas, que até certo ponto é normal, porém inaceitável. Quem não cruzou os braços e está acampada passando frio à noite, muitas vezes com problemas de saúde, com crianças de colo são nossas “flores de cactus”, as mulheres guerreiras da UNEMFA.

MSM - A TV Globo tem aparecido no acampamento?
Ivone Luzardo – Não. Gostaríamos que a mesma se pronunciasse e desse cobertura à causa, a exemplo do que têm feito as outras emissoras de TV, como a Rede Bandeirantes e a Record.

MSM - Além das reivindicações salariais, a UNEMFA pretende se colocar à frente de outras bandeiras? Como se portará nas eleições gerais de 2006?
Ivone Luzardo – No momento temos uma causa e queremos resolvê-la. Certamente, outras virão. Quanto às eleições, gostaríamos de lembrar que na família militar somos em média cinco milhões de eleitores e que vamos exercer a nossa cidadania.

MSM - Como a população em geral pode auxiliar o movimento?
Ivone – Primeiramente, comparecendo no nosso acampamento, que está em frente ao Congresso Nacional, participando dos nossos manifestos e quem puder fazer uma pequena doação, na agência 1003-0 do Banco
do Brasil, c/c 18072-6, em nome de Ivone Luzardo, até que se conclua o processo de registro da UNEMFA.

MSM - E a educação dos filhos de militares como vêm ocorrendo?
Ivone Luzardo - Atualmente, uma das maiores dificuldades enfrentadas é a dos jovens que estão fora das Universidades, impedidos de exercer competitividade no mercado de trabalho. O que sobrará para nossos filhos? Será possível que ninguém se interesse pelo futuro dos nossos filhos? Temos dezenas de Colégios Militares que deveriam utilizar suas dependências no período noturno promovendo cursos de nível superior aos familiares das FFAA. Por que não o fazem?
Para inserção Colégios Militares percebemos que os filhos de militares concorrem em condições desiguais na prestação de concursos para sua inserção. As mensalidades baixas tem atraído a população civil de poderes aquisitivos superiores, que tem condições de pagar cursinhos a seus filhos, o que não acontece aos filhos de militares, devido aos baixos soldos de seus pais, tirando destes as vagas, além de exigirem uniforme impecável (o que acarreta despesas às famílias). Essa situação está gerando uma revolta imensa no seio da família militar. Há uma necessidade de se rever essa e outras questões.

MSM - Que outras questões?
Ivone Luzardo - A saúde do militar é muito precária no atendimento. Além de não termos especialistas para o atendimento da família, ainda falta material de primeiros socorros. Em Brasília, toda emergência é conduzida para o HFA pois no Hospitais Militares falta material. O que está sendo feito da nossa contribuição para o fundo de saúde do Exército.
Repasso neste documento e-mail recebido pela morte de um cadete da AMAN no Rio de Janeiro ilustrar a situação precária da saúde nos hospitais militares do Brasil.
To: Clube Aeronautica ; Clube Militar ; Clube Naval ; EB ; MB ; Senado ; Agência Camara ; CamaraDeputados ; Presrep ; VicePresrep
Sent: Friday, May 20, 2005 12:24 AM
Subject: Morte de Cadete no Hospital do Exército do Rio
FHC se apoderou dos Fundos de Saúde dos Militares, que são compostos com o desconto, compulsório, nos vencimentos de cada Militar.
Lula continua se apoderando desse dinheiro, ilegalmente, pois pertence a cada Militar, para assistência de seus dependentes.
Com isso e com o aumento do desconto, durante o governo de FHC, o atendimento que era para melhorar piorou devido a esse roubo.
A morte desse Militar deve ser creditada ao Presidente Lula.
----- Original Message -----
Repassando
Sent: Saturday, May 14, 2005 3:54 PM
Subject: Fwd: Morte de Cadete no Hospital do Exército do Rio
Subject: Morte de Cadete no Hospital do Exército do Rio
Morre no HCE (Hospital Central do Exército) do Rio de Janeiro um Cadete do Terceiro Ano da AMAN (Academia das Agulhas Negras-Resende-RJ) por falta de atendimento médico adequado para a categoria militar. O mencionado Hospital encontra-se em deplorável estado de penúria, com médicos inexperientes e despreparados para o atendimento. Ganham baixos salários e sem quaisquer cursos de atualizações, são obrigados a fazer bicos em hospitais particulares de categoria até inferior, sem vínculo empregatícios nas periferias das cidades onde trabalham. O citado hospital militar já é tratado até como Hospital Matadouro. O jovem de 20 anos deu entrada no hospital por ter sofrido um acidente de granada em exercício de arma da academia, aos quais se expõem sem qualquer prevenção ou mesmo proteção, teve a mão amputada, entretanto, o pós-operatório lhe gerou uma infecção hospitalar dada as más condições de instalação para os pacientes internos, cuja gravidade não foi "percebida" nas passagens de plantão, de forma que sempre os médicos deixavam os problemas como febres, calafrios, para o próximo médico de plantão resolver o caso, assim, o jovem de 20 anos sucumbiu a infecção hospitalar e veio a falecer dia 13 de maio de 2005. A família do jovem rapaz que é da Paraíba já recebeu informação que vai receber uma medalha de honra pela perca daquele filho.
Será que essas honrar pós-morte era o que aquele jovem foi buscar na AMAN? Será que a família esperava isso daquele filho, simples, batalhador, sonhador e determinado em galgar os mais diversos postos da carreira militar ao ter prestado um concurso público nacional e depois de ter se submetido a tantas dificuldades que se apresentam a frente de quem decide ingressar na vida militar?
Pensemos no seu ingresso na Escola Preparatória de Cadetes do Exército. Pensemos na solenidade do recebimento da boina. Pensemos nas marchas e nos acampamentos. Pensemos na Festa de Entrega do Espadim. Pensemos na escolha da Arma. E a festa da Arma escolhida está acontecendo exatamente hoje. Enquanto os seus outros colegas festejam mais uma etapa cumprida, aquele cadete nesta data se encontra no além.
É, a carreira militar é mesmo cheia de percalços, mas esse não fazia parte do pacote. O acidente já foi uma coisa enexplicável, devido as circunstâncias em que o mesmo ocorreu. Depois uma série de descasos se sucederam.Descasos sim, se não fosse isso, aquele jovem cadete estaria vivo, sem o seu braço, mas podendo pelo menos continuar usufluindo do bem maior que Deus lhe dera: A VIDA, mesmo frustado pelo resto da vida.
Pedir desculpas, fazer funerais com guarda-de-honra é pouco, muito pouco para quem tem o coração dilacerado pela espada inoportuna da notícia de o filho morreu. E morte nas condições em que ocrreu: INFECÇÃO HOSPITALAR.
Infecção hospitalar para um jovem de 20 anos, no maior vigor da sua juventudem é um caso para ser lamentado a vida toda.
Pensemos nisso. Rezemos muito para que tal fato não aconteça com os nossos filhos que estão na Escolas Militares. Sabemos que são feitas muitas recomendações, mas devido os acontecimentos, concluímos que ainda é pouco, muito pouco.
É JOVEM CADETE, sonho da juventude, que Deus o guarde sob o seu manto sagrado e que lá no céu você possa olhar pelos seus colegas que aqui ficaram, já que ninguem olhou por você e teve de ir tão cedo desta vida.
Que você possa dar o consolo de que sua mãe necessita e nós vamos ficar aqui rezando por você.

FonteCartas-->Entrevista com Ivone Luzardo, da UNEMFA -- 25/05/2005 - 14:56 (Félix Maier)

segunda-feira, 25 de setembro de 2023

O Ocidente está Importando a Revolução Cultural da China - por J.B. Shurk

 O Ocidente está Importando a Revolução Cultural da China

Martelo esmaga crânio de nascituro - Por Félix Maier

Martelo esmaga crânio de nascituro


Félix Maier




A imagem mais macabra do ano será a da ministra Rosa Weber, presidente do STF, que literalmente deu início à liberação do aborto, do assassinato de nascituros com até 12 semanas de vida.
Imagem mais macabra, impossível, a de pegar o martelo de juíza e esmigalhar a cabeça do nascituro.
Que diferença faz matar nascituro com 1 dia, 1 semana, 3 meses, 9 meses de vida, se a formação da vida humana é feita dia a dia, e ninguém consegue pular etapas? Para chegar a 9 meses de vida, todos têm que primeiro ter 1 semana de vida, 12 semanas de vida. Nesse sentido, matar um nascituro com 1 semana de vida é o mesmo que assassinar uma criança com 8 anos ou um adulto com 30 anos. São crimes idênticos.
Assassinar nascituro com até 12 semanas de vida, o ser mais inocente e vulnerável que existe, é o crime mais hediondo que possa ocorrer.
Fico imaginando como nasceu Rosa Weber, que votou pelo assassinato de nascituros com até 12 semanas de vida. Por que 12 semanas e não 24 semanas ou 36 semanas? Que inspiração diabólica a acometeu, para decidir uma barbaridade desse tamanho?
Se Rosa Weber nasceu com 9 meses, passou pela 12a. semana de vida.
E também pela 1a. semana.
Ou será que Rosa Weber pulou adulta da barriga da mãe, já com a capa de ministra do STF?
Eu gostaria de fazer uma só pergunta à Rosa Weber e demais ministros que votarão pelo assassinato de fetos humanos:
O que vocês teriam a dizer se suas mães os tivessem abortado, jogado seus corpinhos esmigalhados e ensanguentados no esgoto, descartados como cocô?
Aborto é assassinato e ponto final!

quinta-feira, 21 de setembro de 2023

Uma noite de cão - Por Félix Maier

Uma noite de cão

 Félix Maier

(22/01/2001) 

A sala de reuniões da Igreja da Consolata estava cheia. Muitos casais assistiam atentos a diversos palestrantes, que se revezavam desde às 20:30 horas de uma segunda-feira de outubro de 1998. Eram ensinamentos para serem absorvidos pelos pais, cujos filhos iriam participar do movimento de jovens "Segue-me" naquele final de semana - sexta-feira à noite, sábado e domingo. As palestras eram plenas de argumentações sobre o valor da família nestes tempos difíceis de violência e drogas, a atenção que se deve dar aos filhos no dia a dia, o diálogo com eles, que muitas vezes é substituído pela telinha da televisão. Enfim, o apoio que os pais deveriam dar aos seus filhos durante os três dias de orações, palestras e atividades diversas do "Segue-me", assim como o importante apoio depois do cursinho, para que as sementes plantadas naqueles coraçõezinhos germinassem com todo vigor e não caíssem em solo estéril e se perdessem ou fossem comidos pelos quero-queros do cerrado.

Após as palestras, beirando quinze para as dez da noite, foi servido biscoito com café e chocolate, marca registrada de todos os movimentos da Consolata. Era hora de bater papo com amigos, colocar a conversa em dia, ...

- Escuta - perguntou-me alguém -, você por acaso tem um Logus vinho? 

- Sim - respondi. 

- Pois está sem a porta e sem o capô.

Saí correndo da sala de reuniões, as pernas turbinadas, para ver o que teria acontecido, o coração disparando, a mente fervilhando. Com cara de pateta vi o carro sem a porta do lado do motorista, cacos de vidro em cima do assento, sem o capô também. Até os faróis e a grade dianteira foram levados. E como pateta fiquei um bom tempo andando para lá e para cá, tentando entender como isso poderia ter ocorrido, logo em frente de uma igreja.

- Se a gente estivesse tomando cerveja num botequim talvez não tivesse ocorrido nada - falei para minha mulher que chorava seu carro depenado, sentada no meio-fio. 

- Deixa de ser cretino, não fala bobagem, que Deus castiga - respondeu ela com censura.

A adrenalina estava a mil, mas pude ver os cabos elétricos cortados e foi fácil recompor o ocorrido. Os ladrões quebraram o vidro da porta do motorista, destravaram e abriram o capô, e rapidamente cortaram os cabos da bateria e do alarme. Com o capô levantado, quem passasse por perto iria supor que mecânicos tentavam desenguiçar o carro, e assim os donos do alheio ficaram à vontade para completar o trabalho.

A cabeça foi ficando cada vez mais quente, mil pensamentos se atropelavam, alguém me lembrou de ligar para a seguradora, no orelhão da Igreja fiz o contato, a Disbrave foi escolhida para receber o carro por ser perto de nossa residência e prometeram que um guincho viria em meia hora.

- Mas o carro tem seguro, não tem? - inquiriu Padre Orestes, chegando para prestar solidariedade. 

- Tem, padre - respondi um tanto decepcionado, pois o vigia da Igreja nada tinha visto, como acontece nestes tempos de violência em que todos se tornam Helen Keller, cegos, surdos e mudos, para preservar a própria existência, que pende por um fio de aranha. 

A cabeça começou a doer, os pensamentos se atropelavam ainda mais em minha mente, a cidade estava se tornando violenta demais, Brasília começava a ficar insuportável - por que fui votar nesse Christóvam? - daqui a pouco vão nos barrar na rua e roubar nossos olhos, nossos rins, nosso fígado, nossa pele, nossas pernas, nossos braços, nossa língua, nossas orelhas e tudo o mais que ainda tiver alguma utilidade, assim não dá mais para aguentar, primeiro eu compro um apartamento à vista da Encol e não recebo, depois o querido Fluminense cai para a terceira divisão, agora acontece isso, estou completamente abandonado e perdido, só falta minha mulher me mandar passear e meu corpo ficar repleto de feridas para eu ser igual ao Jó da Bíblia, onde estamos afinal, que nem em frente à casa de Deus não se tem mais respeito, será que os caras seguiram a gente quando saímos de casa ou viram casualmente o carro procurado na frente da Igreja, porque estava claro que era uma encomenda, o Logus está fora de linha há um certo tempo, e não podia ser só uma pessoa, era um grupo, com certeza em uma caminhonete ou kombi para levar as peças afanadas, coisa de profissional, cabeça fria até demais, pois os gatunos poderiam ser surpreendidos a qualquer tempo, cabeça feita de marginal com longa experiência no crime, é muito sangue frio fazer isso nas barbas de Jesus em frente à Igreja, com muitos carros entrando e saindo, afinal não eram quatro da madrugada, nem dez da noite ainda eram, por que não encostei o carro mais próximo da porta da Igreja, que que foi que aconteceu, meu Deus?

Mas, se Maomé não vai à montanha, a montanha vai até Maomé. Se a polícia não vai até o carro para fazer a devida perícia e a necessária ocorrência, o carro vai guinchado até à DP para os devidos registros. A via crucis daquela noite de cão estava apenas começando e eu não podia adivinhar o que ainda vinha pela frente. Da 913 Norte fomos até a 2ª DP, na ponta da Asa Norte, e de lá para o Instituto de Criminalística, no Setor Policial Sul, na ponta da outra Asa do Plano Piloto. No caminho, o motorista do guincho pisava fundo para ganhar tempo, passava dos 80, eu pedia para diminuir - cuidado com os "pardais"! - mas logo voltava a correr muito, minha mulher e meu filho ficaram para trás no Kadett, o motorista diminuía um pouco, meu filho encostava, corria de novo e meu filho ficava para trás na escuridão.

- E aí, véi, o que aconteceu? - perguntou o sujeito na Criminalística, com alguma entonação irônica, provavelmente gozando da cara da gente, jurou que nunca tinha visto coisa igual. Após muito talquinho e muitas pinceladas para tentar obter alguma impressão digital, o carro foi liberado para ser rebocado à Disbrave. Uma coisa útil os caras da Criminalística descobriram, vamos ser justos: os gatunos não conseguiram levar a outra porta porque a cabeça do parafuso "espanou".

Na volta - ufa!, finalmente tudo resolvido, quase uma da manhã, enfim podemos cair na cama -, próximo à Torre de Televisão, o diabo do destino ou o destino-diabo, não sei, como gato preto dos contos supersticiosos, cruzou nosso caminho. De dentro da cabine do caminhão-reboque, ouvi um barulho forte atrás, ao mesmo tempo em que o reboque estremecia, voltei a cabeça rapidamente e vi o inacreditável: o Logus, por alguns instantes, equilibrava-se em duas rodas apenas, um espetáculo de malabarista de circo que o demo nos reservou àquela hora, em plena madrugada, para que arregalássemos bem nossos olhos, tontos de sono e cansaço, para que pensássemos bastante sobre nossa mísera condição humana, muitas vezes cheia de orgulho e prepotência. Parado o carro-guincho, fomos buscar a roda do estepe que havia se desprendido debaixo da carroceria do caminhão, com certeza devia ter feito um estrago danado na suspensão do Logus, e foi de encontro ao Kadett de meu filho como uma assombração. Definitivamente, ainda não era hora de dormir.

Deixado o Logus na concessionária da Volkswagen, na 503 Norte, ligamos para a seguradora para saber como ficava esse segundo incidente, o da roda atropelando o Logus.

- Será utilizada nova franquia, porque foi outro acidente - respondeu secamente o atendente.

Assim sendo, o jeito era registrar este segundo acidente, para amparo legal em alguma ação que tivéssemos que promover contra a firma responsável pelo reboque. E lá fomos terminar a macabra maratona daquela noite inesquecível de cão, registrando uma segunda ocorrência na 2ª DP.

Era época do começo das chuvas em Brasília e por isso no dia seguinte providenciamos um plástico para cobrir o carro depenado, já que a rica Disbrave havia jogado aquela lata velha sem importância num terreno da 303 Norte, sem se importar se as futuras chuvas fossem apodrecer as cadeiras e o assoalho do carro. Adiantou falar com a seguradora? Neste país em que não se observam os mais elementares direitos do cidadão, por que iria alguém se interessar por um carro velho diabético, que havia perdido parte do corpo?

O dono do guincho apareceu também na concessionária para ver o inusitado fato ocorrido com o Logus e para combinar comigo o reparo da roda do Logus que havia sido amassada com o atropelamento da outra roda, alinhamento das rodas e tal, e o conserto da suspensão, pois havia uma barra torta. Foi muito atencioso comigo, me ofereceu um carro de sua companhia até que o Logus se refizesse do canibalismo sofrido. Não aceitei a gentil oferta, seria mais uma preocupação.

No segundo dia em que fui "visitar" nosso pobre carro, vi que tinha aparecido um irmão gêmeo do nosso Logus no pátio da Disbrave para lhe fazer companhia. Haviam surrupiado duas portas suas, coitado do Logus, da mesma cor vinho do Logus da minha mulher.

Como faltavam peças para recuperar nosso carro, este só foi entregue dois meses e meio depois. A porta, me garantiram isso, veio de Belém. Quase tiveram que enviar pedido à Alemanha.

Com o Lógus enfim em casa, liguei para o dono da empresa de guinchos, combinando levar para Taguatinga na manhã seguinte. Esperei a manhã toda, já estava de férias, fiz o almoço, a mulher estava trabalhando na escola, e nada. Liguei para saber o que havia ocorrido e descobri que o diabo do destino havia aprontado mais uma. O reboque que iria apanhar o Logus havia levado uma trombada por trás e o motorista estava resolvendo o caso, correndo atrás dos devidos registros de ocorrência. O próximo guincho disponível iria apanhar nosso carro.

- Ainda bem que o guincho não estava rebocando nenhum Logus vinho! - foi a única coisa que consegui dizer.

Porém, como estávamos para viajar a Santa Catarina para a festa das bodas de ouro de meus pais, preferi adiar o conserto restante do Logus para quando voltássemos. Viajamos no Kadett de meu filho. Coitado do Kadett: não foi depenado no percurso, mas sofreu mais que escravo nessas estradas esburacadas de Goiás e Minas, cujas crateras não são conhecidas pelo Ministro dos Transportes nem pelo Presidente, porque só viajam de avião.

Ah! me esqueci de um detalhe. Quando apanhamos o carro na concessionária, ficou faltando uma gradezinha que cobre o alto-falante da porta do motorista. Não haviam encontrado em nenhum lugar do Brasil. Paguei o valor devido da franquia, três prestações de 300 reais, assinei os papéis para o recebimento do carro, com a condição de que me arranjassem a grade no futuro. Palavra do japonês que me atendeu durante todo o processo de recuperação do veículo. Até hoje tenho que ouvir a reclamação de minha mulher quando vê aquele buraco na porta. 

- Alguém aí da “Feira do Rolo” tem grade para alto-falante de Logus? Pago até R$ 50,00...



segunda-feira, 18 de setembro de 2023

Jihad na Áustria: 'Cristãos Devem Morrer' - Por Raymond Ibrahim

Jihad na Áustria: 'Cristãos Devem Morrer'