Nesse livro de Ary
Portella Lopes, Causos de Milico, publicado em 1985 pela Editora
Epecê, de Porto Alegre, RS, com um linguajar próprio dos pampas gaúchos, há 75
causos de milico, alguns muito interessantes, outros nem tanto.
Vejamos alguns deles:
Um
general na Arábia
Como sabemos, entre as
Forças Armadas dos países pertencentes à ONU existe um intercâmbio de
experiências bélicas. Por isso, foi um general servir como observador militar
nos campos de batalha na Arábia. Ele recebeu as prerrogativas e mordomias
possíveis naquela situação, entre eles um bom intérprete para facilitar as
indagações recíprocas.
Certa tarde chuvosa, o
general foi visitar um depósito de repouso dos soldados que acabavam de
regressar do “front”. A visita do Grande Chefe brasileiro havia sido anunciada,
mas ninguém sabia nada da língua falada pelo ilustre visitante. Baseado no famoso
jeitinho brasileiro, para descontrair o auditório, o general contou uma anedota
brasileira daquelas do papagaio, com mais de uma centena de palavras. Em ato
contínuo, o intérprete traduziu tudo com meia dúzia de vocábulos. Os milicos
árabes bateram palma e riram muito.
O general continuou a
programação, mas ficou intrigado com o laconismo daquela tradução. Em um
intervalo, perguntou em voz confidencial, ao seu intérprete, como havia
traduzido aquela anedota em tão poucas palavras, à qual todos entenderam
perfeitamente.
- Foi muito simples,
Excelência. Eu disse o seguinte: “O general contou uma piada engraçadíssima”.
Vinho
de outra pipa
O sargento Kaxorrão
tinha uma mulher gorducha, como uma pipa, daquelas que criam bigodes iguais a
homens. Era uma verdadeira fera. Trazia aquele pobre marido sob controle
absoluto, porque ele havia andado prestando favores a uma fulana desquitada.
Um dia de serviço, o
Kaxorrão chamou um praça velho e boêmio: - Kaburé, hoje tu pegas a minha
charrete e ao escurecer me traga uma mulher, que eu pago as despesas e te dou
uma gorjeta.
O soldado Kaburé, ao
sair de charrete, falou com o comandante da guarda, que era o Sargento Bocage,
um baita gozador das judiarias alheias, e perguntou:
- Tu sabes onde mora a
mulher que ele mais gosta?
- Ela é uma gordona que
mora na rua tal, numa casa assim, assim... Não converse muito, só diz que ele
mandou chamá-la urgente.
Ao escurecer, o dito
Kaxorrão caminhava na sombra das árvores do renque do portão lateral. Demorou
um pouco e começou a ouvir o plac-te-plac das patas do tordilho. A uma certa
distância, dava para ver os dois vultos, que vinham naquela charrete macia, a qual
logo estacionou aquela silhueta de sereia.
O destinatário da
encomenda não se conteve e foi correndo ao encontro. Ao aproximar-se, sem
reconhecer a esposa, foi abrançando-a e dizendo:
- Que coisa linda! Hoje
tem vinho de outra pipa.
Foi o mesmo que cutucar
a lichiguana. Ela tirou um pé de sapato e bateu como em porco roceiro, sem
respeitar nem a gloriosa farda militar.
Polícia
feminina
Uma tenenta da Polícia
Feminina alugou um quarto de casa de uma viúca, que não entendia nada de fardas
militares e não teve oportunidade de informar-se sobre a atividade profissional
desta inquilina.
Todas as manhãs a velha
observava pela janela a saída da moça, sempre com o mesmo vestido. Foi ficando
curiosa. E nada de mudar.
No fim do mês, a pontual
inquilina veio com o dinheiro na mão pagar o aluguel. Mas, a boa senhora,
penalizada pela dificuldade que deveria estar passando a pobre moça, deu-lhe o
dinheiro de volta dizendo:
- Leva, minha filha, vai
comprar outro vestido, pois este está muito batido.
O
reformado desligado
Um turista, militar
reformado, despreocupado com a política nacional, estava a passeio pela
primeira vez na nova Capital Federal.
Havia, na ocasião, um
movimento revolucionário para derrubar o Presidente da República. Mas o velho
não estava ligando para fofocas e queria ir conhecer o Palácio das Forças
Armadas.
Perguntou ao primeiro
soldado que encontrou:
- Para que lado está o
Ministério do Exército?
- Santo Deus! Não posso
dar opinião, mas espero que esteja do lado do Governo. E, com licença, vou
entrar de prontidão.
A
mula da pipa
Em cidade grande, muitas
coisas passam despercibidas. E, numa manhã de verão, quando o Tenente-Coronel
Subcomandante do Regimento de Infantaria entrou no quartel, recebeu a
apresentação de armas da guarda formada e logo veio a apresentação do Sargento
de Serviço, de Adjunto do Oficial-de-Dia, o qual era o Sargento Corujão, calmo
como o bicho preguiça. Aproximou-se, bateu os calcanhares, fez a continência
regulamentar e disse:
- O serviço está sem
alteração, isto é, morreu a mula da pipa.
- De que morreu a mula?
Perguntou o Ten Cel.
- Foi de tanto puxar
água.
- Mas para que tanta
água, Sargento?
- Para apagar o incêndio
do pavilhão de Administração, que pegou fogo, por motivo de uma vela que caiu
na Bandeira Nacional, quando estavam velando o Oficial-de-Dia, o qual morreu no
tiroteio.
- Mas que tiroteio?
- Foi no escurecezinho,
quando o pessoal do Lampião entrou pelos fundos, depois de matar o guarda com
uma peixeirada nas costas. Ainda bem que o Tenente já vinha de volta, donde
havia ido dar uma espiadinha no forró da Xica Bico Doce, tadinho, deu logo de
cara com os cabras-da-peste que estavam arrombando o Paiol de Munições e
tocaram bala no homem.
- Chega, chega! Gritou o
Subcomandante.
- Mas não fique tão
nervoso, meu Coronel, eu le garanto que arranjo outra mula mansa para a pipa
d’água.
Mãe
viva
No quartel, existe a
preocupação de manter-se elevada a moral da tropa. Por isso, quando chegam
notícias tristes para os soldados, usa-se o tato conveniente na comunicação.
Foi o caso do Soldado
667, que faleceu a mãe e veio o aviso para o Comandante, mas o jovem era do
tipo muito nervoso e a missão foi entregue ao Sargenteante, o qual aproveitou a
hora da formatura matinal da Companhia e disse:
- Quem tem mãe viva dê
um passo em frente.
A maioria avançou.
- Epa, 667. Você não tem
mais, de ontem para cá.
Poderia
ser...
O General perdeu o sono
e resolveu caminhar pelo quartel, a altas horas da madrugada.
Foi entrando calmamente
e pegou dormindo sentado o soldado de sentinela. Chegou e bateu com a mão no
ombro do jovem, este levantou-se assustado e apresentou-se dizendo que havia
trabalhado muito no dia anterior e estava muito cansado.
O General era um pai
para os graduados e um avô-coruja para os recrutas. Assim falou:
- Para um jovem, isso
não justifica, o guarda é responsável pela segurança dos companheiros que
dormem. Não diga a ninguém que estive aqui, imagine que poderia ser o Sargento
da Guarda...
Vide
verso
O Sargento-de-Dia ao
Esquadrão de Cavalaria Hipomóvel tirava serviço armado de espada. E o Sargento
Kakito, um baixinho metido como galo garnizé, foi promovido por atos de bravura
e não era muito bem com as letras, mas procurava se fazer respeitar puxando a
espada até o meio da bainha cada vez de dar ordens aos recrutas.
Certa noite, ele foi
fazer a chamada de revista do recolher, e como havia muita gente no pernoite, o
Sargenteante colocou os nomes do pessoal de serviço na frente do papel e logo
abaixo escreveu: vide verso. Pois ali estava relacionado o restante do pessoal.
O Sargento Kakito chamou
os primeiros e, como havia muito nome de gringo, achou que vide verso era mais
um. Chamou-o e nada, berrou, já com a dita espada a meia-folha, mas, como
sempre, tinha um sabido entre aqueles cento e poucos, que gritou lá do fundo:
- Vira de lado.
- Tava dormindo em
forma, abostado?
O
Capitão Galo
Como sabemos, as gírias
são regionais, em um lugar pode ser considerada pornográfica ou pejorativa, ao
passo que noutros é palavra comum.
Foi o motivo do fiasco
daeuele Capitão, muito autoritário, que por trás da cortina os milicos o
chamavam de “Capitão Galo”, pois ao chegar, transferido para nova guarnição,
recebeu o comando de uma Subunidade. E, na primeira formatuva, ele usou a
palavra, fazendo uma série de advertências aos seus novos comandados,
empolgando-se a ponto de concluir dizendo:
- O lugar de ladrão e
indisciplinado é na cadeia. Comigo não adianta bancar o machão, o “galo” aqui
sou eu.
Os praças ficaram
estourando para rir e ele replicou:
- Acabem com essas caras
de viados ou vou dar ordem unida até vocês criarem vergonha.
Refletiu e chamou o
Subtenente “Sorro Manso” ao gabinete e perguntou:
- Qual é o motivo do
arreganhamento dos recrutas?
O velho respondeu:
- Sr. Capitão, acontece
que aqui chamam de galo aqueles que têm costumes sexuais esquisitos ou
passivos.
O Capitão voltou,
dizendo à tropa que era um Homem com H maiúsculo e não tinha nada a ver com
galo.
Porém nada adiantou o
“remendo”, milico é fogo.
O
cavalo do comandante
No esplendor da
Cavalaria Hipomóvel, o poderio das Unidades era representado pelo estado de
nutrição e treinamento constante de sua cavalhada. O cavalo estava sempre em
destaque.
Na incorporação, os
recrutas entravam para o quartel e logo iam lidar com os ditos animais, pois
este “companheiro” era o assunto dominante.
Baseado nisso, em um
regimento sediado na fronteira havia um cabo velho chamado Paraguay Felipeto,
que todos os anos montava uma arapuca para os novatos, rifando o cavalo do
Comandante, que era sempre o mais lindo e bem manso. Ele observava os gringos
que estavam com grana e mostrava o belo cavalo, dizendo que era de um oficial
que fora transferido e o encarregou de rifar e remeter-lhe o dinheiro pelo
banco.
Todos pagavam na hora e
ficavam torcendo para a sorte ajudar. Assim, o espertalhão completava a lista
dos trouxas, no outro dia avisava a todos que havia corrido a rifa e que o
felizardo acertador havia sido o Coronel Comandante. E, para confirmar, ele aproveitava
os passeios diários do Coronel montado no tal cavalo, para mostrar aos
apostadores, e comentava:
- Que homem de sorte é o
nosso Comandante, mas ele merece!
O
Almirante e o Monsenhor
Eram dois meninos
nascidos e criados, até completarem os estudos do curso primário em uma cidade
interiorana.
Foram sempre bons
amigos, mas um foi para a Marinha e o outro para o seminário. Nunca mais se
encontraram, e lá pelas tantas, um era Almirante e o outro um gorducho
Monsenhor Católico.
Já, em uma grande
metrópole, encontraram-se casualmente em um aeroporto. O Monsenhor, vestido de
batina e demais indumetárias clericais, reconheceu o Almirante e resolveu fazer
uma brincadeira.
Imaginou um porteiro de
hotel, pela farda de gala vistosa que o amigo ostentava. Aproximou-se e em tom
golhofeiro, assim foi dizendo:
- Oh seu porteiro! Estou
à procura de um hotel, em qual o senhor trabalha?
O Almirante logo o
reconheceu e respondeu de improviso:
- Trabalho no Hotel
Tamandaré, mas, pelo que vejo, a senhora está em adiantado estado de gravidez e
deve ir direto para a maternidade – abraçando-o afetuosa e fraternalmente, ao
estilo de grandes amigos leais.
Metro
curto
Na Guerra de 45, o
Sargento Padilha, chefe da turma de sapadores, foi encarregado de fazer uma
valeta de quinze quilômetros de comprimento, um metro de boca e um de fundo.
O terreno variava entre
lama a cascalhos e pedras.
Ele media diariamente o
rendimento do trabalho, mas os soldados não sabiam qual era a marca a atingir
no fim da tarde, mas aquilo era sagrado para o enérgico feitor.
Certa tarde, ele mediu e
resolveu liberar o pessoal uma hora antes do horário costumeiro, dizendo que “o
progresso foi muito bom”. Porém, quando a turma já estava no banho, ele tocou
formatura geral e furioso queria saber:
“Quem havia serrado um
pedaço do sarrafo que era o seu metro?”
Por
que beber álcool?
Cumprindo a programação
antialcoólica, o Capitão Médico Doutor Magaréfe fez uma palestra aos recrutas
de todo o Batalhão, no salão do rancho, em uma tarde chuvosa. O palestrante
empolgou o auditório, enfatizando com exemplos da hereditariedade dos alcoólatras,
dos problemas gerados pelo uso do álcool por pessoas que perdem o controle e a
saúde. Pois o organismo vai perdendo as imunidades e as doenças entram com
facilidade.
Duma maneira especial,
recomendou que os militares não deviam tomar álcool, porque faziam parte de uma
organização modelo, portadora de muita responsabilidade perante a sociedade e a
Pátria.
Pediu por amor à futuras
gerações, que ninguém se viciasse no perigoso líquido. E, após estar certo de
ter dado seu recado, perguntou:
- Alguém ainda tem
alguma dúvida?
Levantou-se o Soldado
Pudim de Canha e falou:
- Mas, Doutor, eu acho
que na dúvida é o senhor que está. Porque, com tanta caninha boa que tem por
aís, ninguém é louco de andar bebendo álcool.
Os
guias inimigos
O Sargento Santo tinha
uma comadre, dona de um gongá sediado na periferia da Vila Militar, onde
frequentavam muitas famílias de militares.
Lá pelas tantas, veio
transferido para aquela Guarnição o Sargento Bezerro, que logo procurou o dito
gongá da Dona Bixinha e apresentou-se como médium.
Foi trabalhando, mas
quando incorpovava só recebia “guias mulherengos”. Entrava em transe e ia
direto agarrar-se às bonitonas, especialmente naquelas que inspiraram o poeta
que disse “em teu seio formoso retratas”.
Ninguém podia impedir o
Bezerro de mamar e manotear como mandasse o seu “cavaleiro”. Mas a Dona Bixinha
foi observando e percebeu que aquele cavalo estava correndo solto. Falou com
seu compadre, Sargento Santo, para aconselhar o seu colega, a fim de deixar de
atrapalhar o seu trabalho.
O Sargento Santo
compareceu à próxima sessão e constatou logo que o Bezerro estava abusando
demais da paciência daquela boa gente dominada pela fé nas coisas do Além. E,
quando o medonho entrou na “mamata”, o outro que trouxera por dentro da manga
esquerda do casado um rabo de tatu de couro cru, trançado de oito, encostou com
toda compostura de educado cavalheiro, pegou-o pelo braço e convidou-o para um
particular lá fora. Assim que entraram no pátio, o couro de boi baixou sem
alívio e o Santo só dizia:
- Eu sei porque bato e
tu sabe porque apanhas.
No outro dia, o Sargento
Bezerro apareceu no quartel mais machucado que gato que andou brincando no
telhado. Foi ao Médico e contou a história de um assalto que fora vítima. O
Capitão Médico foi conversando e descobriu a origem das lesões, levando a ocorrência
ao conhecimento do Subcomandante da Unidade, o qual chamou os dois Sargentos em
Gabinete, para serem ouvidos, e assim falou:
- Sargento Santo, qual
foi o motivo de bateres em seu colega, que estava praticando sua devoção?
- Senhor Coronel, quem
poderá le explicar melhor esse fato é a Dona Bixinha, porque eu estava ali
assistindo e depois que incorporei não vi mais nada. Se deu briga eu não me
lembro. Então vai ver que os nossos “guias” não se davam quando eram vivos e
deu acaso de se encontrarem incorporados em nós que sempre fomos mui amigos. É
uma pena...
O subcomandante
solicitou o comparecimento de Dona Bixinha e, como solução, mandou o Sargento
Bezerro ir baixar noutro gongá. Daí surgiu o ditado, para afastar alguém que
esteja incomodando, “vais baixar noutro gongá”.
O
cavalo e as galinhas
Antigamente, nas
pequenas cidades, os regimentos de cavalaria tinham como praxe o uso de cavalos
para transporte de militares entre o quartel e as residências. Do milho que
vinha para os cavalos, alguns aproveitavam para criar porcos e galinhas. O
desvio era tanto que a cavalhada não engordava nem no verão.
O Coronel Pirata,
comandante da Unidade, baixou ordens severas para os comandantes-da-guarda
revistarem todos os volumes na saída do quartel, para prender os ratões.
O Subtenente Abelardo,
que era um grande estrategista desse assunto e possuía umas trezentas galinhas,
alegou ao Fiscal Administrativo que não tinha ordenança e na sua casa havia uma
boa estrebaria para pernoitar seu cavalo, porém precisava levar a ração de
milho para a noite.
Foi publicada a
autorização e diariamente ele levava um alforge cheio, mas soltava o cavalo no
pátio junto com as galinhas e jogava o milho espalhado no terrendo dizendo que
“era para o cavalo, mas se ele convidava as penosas era por delicadeza de
amigo”.
Pescaria
no seco
Serviam em um regimento
sediado à margem de um grande rio os Sargentos Nido e Felizbixo, os quais
constumavam passar os feriados pescando e caçando na beira do rio, que passava
nos fundos da invernada reiúna onde havia uma
extensão de mata natural.
Os dois amigos, como
sempre, num sábado à tarde, selaram os cavalos, cada um com uma mochila, o
material de pescaria e acampamento, bom cachorro, armas e munição. Saíram pelo
bairro da Várzea, onde havia diversos botecos especializados em canha das melhores
qualidades. Foram chegando, e de liso em liso, afinal lotaram as vazilhas e, já
tarde da noite, entraram no mato da costa do rio.
A noite estava enluarada
e pelas picadas eles foram penetrandeo mato a dentro. A certa altura,
encontraram uma clareira de grama limpa, que com o reflixo da lua parecia uma
bela lagoa.
Pararam os cavalos e
combinaram dar uma linhada aí, mas poderia não dar em nada e depois não poderem
montar a cavalo, iscaram os anzóis e jogaram na grama, vista como água.
Acenderam os pitos e
logo correu a linha do Felizbixo, ele foi puxando com toda a prática de bom
pescador e dizia:
- É muito grande ou esta
lagoa é assombrada, pois o peixe não se bate na água. O Nido só recomendava:
- Mata no cansaço e não
deixa escapar, a assombração que tu está vendo é a canha com bíter que aquela
morena serviu lá no Xico Torto.
O cachorro choramingava
e o dono exclamou:
- Isso não está
cheirando bem, até o Companheiro está com medo.
Mas, veio vindo e
apareceu na frente do cavalo o dito cachorro Companheiro, com o anzol na boca.
Hierarquia
militar

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