DIÁLOGO DE DOIS BAGOS
COM INTERVENÇÃO DA ESTROVENGA
Félix Maier
sinopse
Diálogo
de Dois Bagos — Com intervenção da Estrovenga é uma
comédia filosófica sobre o tempo, narrada a partir do ponto de vista mais
improvável do corpo humano.
Ao
longo de quinze crônicas, Primeiro e Segundo Bago, com a participação sempre
altiva da Estrovenga, e sob a supervisão involuntária do Portador, discutem os
altos e baixos da vida masculina: da exuberância juvenil às panes ocasionais,
da temida falha técnica ao medo solene dos exames médicos depois dos quarenta.
Entre consultas constrangedoras, videocolonoscopias com pólipo de lembrança
e assembleias internas sobre desempenho, o trio transforma o drama fisiológico
em metafísica de bolso.
Há a
crise da meia-idade, quando se suspeita que o espelho virou inimigo. Há a
nostalgia dos vinte e um anos, fase em que a memória começa a competir com o
presente. Surge a era do comprimido azul, com seus encontros planejados e
desencontros inevitáveis, e madrugadas em que a biologia resolve agir fora do
expediente conjugal. Depois vem a aposentadoria dos impulsos, quando se
descobre que frequência não é sinônimo de felicidade.
E,
por fim, a filosofia do saco murcho: reflexão inesperadamente profunda sobre
dignidade, gravidade e a arte de continuar comparecendo, mesmo quando o
corpo já trocou exuberância por experiência.
Escrito
com humor à la Veríssimo, diálogos cortantes e uma boa dose de autoironia, Diálogo
de Dois Bagos é menos um livro sobre sexo do que sobre passagem do tempo,
cumplicidade e aceitação. Entre risos, pequenas tragédias íntimas e incontinências
ocasionais, revela-se o que realmente sustenta a vida conjugal: não a rigidez
dos impulsos, mas a elasticidade do afeto.
Um
livreto com muita tesão, no duplo sentido: energia vital e vontade de viver.
Brasília, verão-outono jorrante de 2026.
Baixe o livrito em:
https://drive.google.com/file/d/1vWCDMQ1K8K0hEFSsRV3JvyblffQIj5Ft/view


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