MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964
Avião que passou no dia 31 de março de 2014 pela orla carioca, com a seguinte mensagem: "PARABÉNS MILITARES: 31/MARÇO/64. GRAÇAS A VOCÊS, O BRASIL NÃO É CUBA." Clique na imagem para abrir MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964.

quinta-feira, 8 de outubro de 2020

Esta terra tem dono - por Osmar José de Barros Ribeiro

Corredor Triplo A - Andes, Amazônia e Atlântico


Esta terra tem dono

por Osmar José de Barros Ribeiro

em 30 de setembro de 2020


Liderados pela França e pela Alemanha, os países da União Europeia (UE) chantageiam o Brasil na medida em que condicionam a importação de nossos produtos agropecuários à redução das queimadas na Amazônia e no Pantanal, entre outras exigências. Essa foi, desde as absurdas propostas de internacionalização da área amazônica, a mais clara e perigosa ameaça, revelando o permanente desejo europeu de levar seus tentáculos àquela região. Os governos da UE afirmam que seus habitantes estão muito preocupados com o desflorestamento no Brasil e manifestam o desejo de que os produtos importados sejam produzidos de forma sustentável, com a preocupação de não  agredir o meio ambiente e com promoção de justiça social. Mais que atender a um desejo da população em geral, os governos europeus estão voltados ao atendimento dos apelos dos agricultores locais, fortemente subsidiados, além de, é claro, das indefectíveis ONGs “defensoras da natureza”.


Em 17 de setembro 2020, o embaixador da UE no Brasil divulgou carta na qual assinala: Ainda precisamos de resultados: ONGs, empresas internacionais e brasileiras, todos têm dado o mesmo recado. A sustentabilidade é uma obrigação para todos. Temos confiança de que vai dar certo. O fato de firmas nacionais, provavelmente temerosas de perder vultosos contratos terem assinado a carta juntamente com as internacionais, causou espanto e surpresa ao mostrar que, entre nós, adubada por interesses obscuros, floresce a traição ao País. Sabemos todos que o Brasil é visto por muitas potências como um “fazendão” a ser explorado e nós, brasileiros, como um povo amorfo a ser colocado no devido papel de servos de um poder maior. Aí está a China a comprar empresas e terras com a covarde anuência de políticos que, talvez, se sintam bem no papel de meros cumpridores de ordens. Os europeus, por seu turno, dos tempos do Descobrimento aos   de hoje, sempre ambicionaram deitar suas mãos no Brasil e, muito especialmente, nas riquezas minerais da Amazônia. 

Mas o Brasil dos verdadeiros brasileiros não está parado. Estamos ensinando às ONGs internacionais e aos seus lacaios que, além de garantir a segurança alimentar de 1/6 da população mundial, o País preserva 66% da vegetação nativa e usa apenas 27% do território para pecuária e agricultura. Que outro país apresenta tais números? Desde o dia 11 de maio do corrente ano, a Operação Verde Brasil 2, orientada pelo Presidente Nacional do Conselho da Amazônia (vice-presidente general Hamilton Mourão), criado pelo atual governo para combater a desídia de governos anteriores, desenvolveu 134 mil ações no combate a diversos delitos ambientais, delas resultando   a apreensão de   toneladas de minério (ouro, manganês, pedras preciosas, etc.), quase 100 mil hectares embargados e mais de 3 mil multas aplicadas, sem falar nas embarcações e aeronaves apreendidas.

E que não se venha falar em defesa da “cultura indígena”, parte da argumentação pela manutenção da floresta amazônica. O índio não é peça de museu antropológico pois deseja o mesmo que todos os brasileiros: os benefícios da civilização e, para tanto usam de métodos ilegais ou legais, dependendo da etnia. Que o digam os Cintas Largas que permitem o garimpo ilegal em suas terras (por sinal montadas na quinta maior reserva de diamantes do mundo), em troca de suborno para seus caciques ou os Parecis que, utilizando ínfima porcentagem da área que lhes foi destinada, plantam soja com métodos e máquinas modernos, tudo redundando em benefícios para todos.

Que europeus e asiáticos não se esqueçam: esta terra tem dono.


Osmar José de Barros Ribeiro é tenente-coronel reformado do Exército


Flor amarela do cerrado - por Félix Maier


Flor amarela do cerrado


Félix Maier


O Sol inclemente

Enche suas bochechas

E sopra bafo escaldante

Que faz calar toda a vida no cerrado.

 

Todas as forças da natureza

Se unem para torcer as plantas,

Retorcer os galhos,

Roubar as folhas,

Humilhar todas as árvores,

Até que se curvem ao chão,

Secas,

Vencidas.

 

Um fogo inclemente

Lambe o cerrado com labaredas gulosas,

Queimando tudo,

Deixando apenas os troncos

Enegrecidos pelo carvão.

 

Mas... um milagre?

Uma solitária e indefesa flor amarela

Desabrocha do chão em cinzas,

Na vastidão do cerrado devastado,

Insiste em se abrir para o mundo,

Mostrar sua beleza ímpar,

Altiva,

Desafiadora,

Esplendorosa,

Desafiando as forças funestas

Que tentam lhe tolher o mais elementar direito,

O direito à vida.

 

Uma lição de vida

Nos dá a natureza

A nós que desistimos fácil das coisas:

A planta do cerrado pode até queimar,

Ter o tronco transformado em carvão,

Mas morrer, jamais!

A flor amarela do cerrado

Pode desaparecer na fogueira,

E mesmo sem chuva,

Com o Sol cada vez mais inclemente,

Sempre reaparece,

Altiva,

Desafiadora,

Esplendorosa,

Da cor do fogo que a fez sumir.

Mas morrer, jamais!




***

Obs.:

Em 02/02/2023, eu escrevei no ChatGPT - OpenAI (https://chat.openai.com/) a frase "escreve uma poesia sobre flor amarela no cerrado depois da queimada", e surgiu a poesia abaixo, gerada por Inteligência Artificial:

Uma flor amarela no cerrado Brilhando forte após a queimada Em meio à terra escura e árida É um sinal de renovação, uma nova vida.

De entre as cinzas e o solo sem vida Ela nasce, cheia de cor e beleza Como uma fagulha de esperança Em meio ao sofrimento e a dor da seca.

Sua florescência é um sinal do poder Da natureza de se regenerar De como, mesmo nas situações mais tristes A vida sempre encontra um jeito de resistir.

E assim, essa flor amarela é um testemunho Da força da vida, que renasce sempre E mesmo no meio da destruição e do caos Sempre há lugar para a beleza e o amor.

quarta-feira, 7 de outubro de 2020

Fabian Society - por Olavo de Carvalho

Preâmbulo

O texto abaixo foi extraído da História Oral do Exército - 31 Março 1964 - O Movimento Revolucionário e sua História (15 Tomos), publicada pela Biblioteca do Exército Editora (Bibliex), Rio de Janeiro, 2003.

Trata-se da entrevista dada por Olavo de Carvalho para aquela publicação.

A Fabian Society (Sociedade Fabiana) é uma agremiação socialista inglesa, fundada em Londres em 1884, de tendência marxista. Deriva-se do nome de Fabius Cuntactor (Fábio, o Contemporizador), que substituiu a doutrina da “mais-valia” pela da renda socialmente criada que o Estado deveria devolver ao povo na forma de realizações de interesse público. Bernard Shaw e H. G. Wells pertenceram a essa variante socialista.

F. Maier




Fabian Society

por Olavo de Carvalho

“A expressão 'Nova Ordem Mundial' só começa a circular na imprensa brasileira depois que foi usada num discurso do George Bush, o pai, no tempo da Guerra do Golfo. A partir daí, todo mundo acordou para o fenômeno da Nova Ordem Mundial e começo a discuti-lo.

Muito bem, esta questão da Nova Ordem Mundial está sendo discutida e planejada pelo menos desde a década de 1920. Houve um projeto inteiro – em 1928 já estava totalmente formulado – que saiu num livro de Herbert George Wells, intitulado The Open Conspiracy. Toda a Nova Ordem Mundial está delineada ali.

A ideia da nova ordem mundial é essencialmente uma criação da chamada Fabian Society, Sociedade Fabiana. Os socialistas fabianos são socialistas moderados, inventores da chamada ‘terceira via’ que também já estava formulada na década de 1920.

Onde surge a ‘terceira via’? Surge de um fator muito simples: o capitalismo é um regime que produz uma tal riqueza, uma tal prosperidade que acaba criando, junto com a prosperidade geral, certas fortunas que transcendem a própria mecânica do capitalismo. Por exemplo, um sujeito que cresceu e que enriqueceu num regime de livre concorrência, quando chega ao topo do capitalismo, isto é, se tornou uma das grandes fortunas, percebe que, embora a sua fortuna tenha sido criada pelo regime de livre concorrência, ele já não pode estar submetido à mesma. Nesse momento, surge o problema dinástico, porque ele aspira passar aquela fortuna para seus descendentes e perpetuá-la. Então ele já não quer mais livre concorrência, porque deseja garantir a continuidade.

Isso quer dizer que a classe capitalista se forma na livre concorrência, mas se consolida como um poder dinástico, e, portanto, já não mais de tipo capitalista, e sim de tipo aristocrático.

Então, dentro do regime capitalista puro, capitalista liberal, ninguém pode garantir que o pobre de hoje não será rico amanhã e o rico de hoje não será pobre amanhã, porque o mercado é um negócio flutuante e imprevisível. A partir do momento em que a grande riqueza criada pelo capitalismo liberal tenta se perpetuar através das gerações e se torna um poder aristocrático, passa a funcionar como uma força estranguladora do capitalismo.

Então, é isto que explica o seguinte: se você pegar as duzentas maiores fortunas dos Estados Unidos – a começar por Rockefeller, Morgan etc. -, você verá que, nas eleições americanas, desde o começo do século, eles jamais apoiaram o candidato pró-capitalista, mas sempre o candidato estatista, intervencionista, controlador da economia, semi-socialista. Isso acontece porque essas grandes fortunas, esses grandes bancos internacionais, vivem de emprestar dinheiro para o governo, que é o grande cliente deles. Precisando do endividamento público, precisam do governo intervencionista.

São republicanos ou democratas? [entrevistador]

Hoje em dia seria democrata. Mas essa diferença já não é tão importante, porque os candidatos que eles elegeram - republicanos e democratas - eram todos intervencionistas. Os que defendiam a economia liberal e o livre mercando sempre foram jogados para escanteio.

Inclusive aqueles dos quais você menos esperaria isso. Por exemplo, Ronald Reagan. Teoricamente, Reagan seria um homem do capitalismo liberal, uma espécie de Margareth Thatcher – ex-Primeira-Ministra britânica – de terno e gravata, mas, quando você vai ver, o que é que o Reagan fez? Ele fez o maior endividamento público de toda a história americana.

Quer dizer, durante a administração Reagan, o Estado cresce mais ainda. Eles sempre apoiaram mais uma política intervencionista. Ao mesmo tempo, essa mesma elite sempre usou a União Soviética – e o movimento comunista de modo geral – como instrumento de pressão em cima do governo americano. Se você for ver a própria história da União Soviética, sua história inteirinha, você vai ver que a União Soviética só existiu graças à ajuda americana.

Um exemplo: quando termina a Segunda Guerra, os americanos fazem o Plano Marshall para os países da Europa Ocidental - França, Alemanha e outros. E como era o Plano Marshall? Os Estados Unidos davam dinheiro para aqueles países para que reconstruíssem, com a condição de que comprassem seus materiais nos Estados Unidos - forçando a venda, portanto. Isso quer dizer que, através desse plano governamental, o contribuinte americano era obrigado a subsidiar firmas das quais ele, normalmente, não compraria. Evidentemente, é uma política antiliberal, intervencionista. Já para a ajuda à URSS não impuseram condição nenhuma: deram-lhe simplesmente um empréstimo a fundo perdido, que jamais foi pago - e nunca reclamaram do calote. Neste caso, o Governo foi pressionado pelas grandes fortunas: Rockefeller, Morgan etc.

Ora, quando vemos que esses grandes bancos vivem do endividamento público, eles têm que ser contra o capitalismo liberal, e têm que ser a favor de um regime intervencionista. Mas o comunismo total, por outro lado, também não serve para eles. Então o que fizeram? A ‘terceira via’ foi a solução que encontraram, pois já tinham pensado nisso. Tudo está escrito, publicado, desde a década de 1920.

Então, esse pessoal vai empurrando o mundo cada vez mais para uma espécie de socialismo mezzo a mezzo, um socialismo que, no fundo, seria idêntico à economia fascista, à economia nazista – porque é um regime estatista -, mas conservando-se o Poder das grandes empresas, como você tem na China hoje, também.

Alguma coisa parecida com Lord Keynes 0 John Maynard Keynes? [entrevistador] 

Lord Keynes é um característico socialista fabiano. Agora, as relações do socialismo fabiano com a União Soviética foram sempre muito boas. Eles sempre apoiaram a União Soviética. Aí, aparecem umas situações que são tão estranhas que beiram a inverossimilhança, como por exemplo o seguinte caso: Dean Acheson foi Secretário de Estado americano; seu escritório de advocacia era oficialmente o escritório que representava os interesses do governo soviético nos Estados Unidos. Isso quer dizer que o advogado da União Soviética era Secretário de Estado americano. Como é possível uma coisa dessas? É muito estranho!

Você vê que havia ali um conluio de interesses que chega a ser sinistro, sob certo aspecto, baseado sobretudo na mentira. Ora, essa turma do Acheson - que eles chamavam os 'Homens Sábios', eram cinco ou seis - inventou a política de 'contensão do comunismo'. O que significa 'contensão do comunismo'? Significa não fazer nada contra ela, deixá-lo como está.

Então, de fato, bloquearam as iniciativas anticomunistas nos Estados Unidos, porque necessitavam da União Soviética para usá-la como instrumento de chantagem em cima do governo americano. A mecânica disso também é muito simples: se o banqueiro vive de emprestar dinheiro ao governo, qual é a garantia que ele tem de que o governo vai pagá-lo? A qualquer momento, o governo pode criar uma moratória, dar-lhe um chapéu e não pagar mais nada.

Ele precisa de um instrumento de pressão externa; é a garantia que ele tem. É por isso que você vai ver, sempre, esse pessoal - Rockefeller etc. - subsidiando o movimento esquerdista, como subsidiaram o Mandela na África do Sul. 

Mandela, que estava na cadeia há vinte anos, membro de um grupo eminentemente assassino e genocida - o chamado Congresso Nacional Africano, que, na verdade, é o Partido Comunista - repentinamente...

Teve o apoio total das grandes fortunas. [entrevistador]

Exato. Ele foi posto no Poder por Rockefeller, e chegou a admitir isso. Assume o Poder e no dia seguinte é retirado da cadeia, seis meses depois é Presidente da República, e a primeira coisa que faz é tirar uma fotografia abraçado com David Rockefeller. E a esquerda toda acha isso lindo.

Se alguém que eles entendessem da direita aparecesse abraçado com o Rockefeller... [entrevistador]

Meu Deus do céu, seria linchado.

O Movimento Comunista Internacional sempre trabalhou para o interesse desses grandes banqueiros e vice-versa. Mas este também é um assunto sobre o qual no Brasil ninguém sabe nada. Existem centenas, milhares de livros sobre este assunto - existe um bocado de livros alucinados também, negócio da teoria da conspiração, mas há estudos muito sérios, diga-se, onde você entende a coisa com uma translucidez total, sobretudo porque é ridículo pensar em termos de conspiração. O termo certo seria o do Wells, Open Conspiracy, conspiração aberta. Todas essas discussões sobre 'terceira via', sobre Nova Ordem Mundial, vêm sendo publicadas na revista Foreign Affairs desde 1920.

Está escancarado; ninguém está escondendo nada. Apenas eles têm uma continuidade temporal formidável e, também, como o Partido Comunista, discutem e refazem incessantemente a sua estratégia; por essa razão, um país como o Brasil fica que nem barata tonta no meio disso, porque você não tem uma intelectualidade capacitada para discutir a situação, diagnosticá-la e saber onde estamos. A nossa intelectualidade nem mesmo percebe que toda a nossa esquerda, aqui, é manipulada por essa gente.

Uma vez, no Rio Grande do Sul, tive um debate com o prefeito de Porto Alegre, Raul Pontt. Ele não me conhecia e esperava que chegasse lá um típico representante do imperialismo americano. E, sem me conhecer, começou a me atacar por esse lado.

Eu disse: 'Espere, meu amigo. O senhor está enganado: o representante do imperialismo americano aqui é você, porque o seu partido é subsidiado por Rockefeller, pela Fundação Ford etc. Nunca recebe subsídio de ninguém, vocês é que trabalham para eles. Por exemplo, digam-me quando o MST invadiu uma propriedade estrangeira no Brasil? Nunca!' Nunca, eles nem tocam nisso Ao mesmo tempo, obviamente, recebe subsídio até do governo inglês. Quer dizer, estamos sendo manipulados por tudo quanto é lado, e esse movimento de esquerda todo é um dos principais instrumentos de manipulação.

Ora, se nós não adquirimos informações suficientes, não criarmos uma camada, uma classe de intelectuais capacitados a discutir e dar, ao restante da Nação, o panorama exato do que está acontecendo, vamos entrar num desespero e num ódio interno que, no fim, só vai favorecer a destruição do Brasil.

Por exemplo, quando identificamos a Nova Ordem Mundial com a ideia de interesse nacional americano, estamos cometendo um erro, porque a Nova Ordem Mundial nada tem a ver com o interesse americano, mas tem vínculos com duzentos banqueiros. Se, para formar a Nova Ordem Mundial, for necessário destruir os Estados Unidos, como de fato vem sendo feito – a cultura americana já foi destruída -, eles o farão.

Então, por exemplo, um ponto de apoio que o Brasil poderia ter no exterior, são exatamente os conservadores americanos, que são contra a Nova Ordem Mundial. Mas aqui ninguém sabe disso, porque identifica a Nova Ordem Mundial com os Estados Unidos” (Tomo 3, pg. 132-135).


Bibliografia: 

MOTTA, Aricildes de Moraes (Coordenador Geral). História Oral do Exército - 31 Março 1964 - O Movimento Revolucionário e sua História. Tomos 1 a 15. Bibliex, Rio de Janeiro, 2003.


MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

http://felixmaier1950.blogspot.com/2020/09/memorial-31-de-marco-de-1964-textos.html

 

HISTÓRIA ORAL DO EXÉRCITO – 31 MARÇO 1964

http://felixmaier1950.blogspot.com/2020/09/historia-oral-do-exercito-31-de-marco.html


Ainda:

Baixe o livro “Arquipélago Gulag” em https://www.docdroid.net/BUe5N4M/aleksandr-solzhenitsyn-arquipelago-gulag-pdf.

Veja 741 fotos dos Gulags em https://www.gettyimages.pt/fotos/gulag?phrase=gulag&sort=mostpopular 

Veja 63.080 imagens e fotos do Comunismo em https://www.gettyimages.pt/fotos/comunismo?phrase=comunismo&sort=mostpopular




sexta-feira, 2 de outubro de 2020

Doutrina Lake: o Big Stick Atualizado - por Félix Maier

Arco indigenista fecha sobre a Amazônia


Doutrina Lake: o Big Stick Atualizado

Félix Maier 

"Big Stick" é a política do “porrete”, com a qual os EUA tratam os países sem grande expressão político-militar, como o ocorrido nas invasões a Granada (1983) e ao Panamá (1989), e nas “missões da ONU” de "imposição da paz", como na Somália (1992-95), onde obtiveram retumbante fracasso, com soldados americanos sendo arrastados nas ruas de Mogadiscio pelas milícias locais. 

Após o fim da Guerra Fria, a política do “Big Stick” passou a utilizar o que chamo de “diplomacia de cruzeiro” (cruise diplomacy), em ataques de Tomahawk (míssil de cruzeiro) contra o Iraque (1991 e 2003), a Sérvia, na Guerra do Kosovo (1999), o Afeganistão (2001), a Líbia (2011), destruindo completamente a infraestrutura desses países.

No Iraque, na terra arrasada por conta da guerra ianque, surgiu o Estado Islâmico, famoso por degolar não-muçulmanos, escravizar sexualmente mulheres cristãs e yazidis, e destruir relíquias históricas. Se a antiga União Soviética pode ser considerada o avô do Estado Islâmico, por invadir o Afeganistão em 1979 e ocasionar a criação de inúmeros grupos islâmicos armados, para defesa daquele país muçulmano - com o incremento também de grupos terroristas, que barbarizaram em várias partes do planeta -, os EUA são, seguramente, o pai do Estado Islâmico, por transformar o Iraque em terra de ninguém, que ficou à mercê de radicais islâmicos. 

A Doutrina Lake, por sua vez, foi propagada em 1996 por Anthony Lake, Assessor de Segurança Nacional do Presidente Bill Clinton. 

Segundo essa Doutrina, as Forças Armadas americanas devem ser utilizadas em 7 circunstâncias: 

1) defender o país contra ataques diretos; 

2) para conter agressões; 

3) para garantir os interesses econômicos do país; 

4) para preservar e promover a democracia; 

5) para prevenir a propagação de armas de destruição em massa, terrorismo, crime internacional e tráfico de drogas; 

6) com fins humanitários para combater a fome, desastres naturais e grandes abusos de direitos humanos; e 

7) em defesa da ecologia e do meio ambiente.

Há 30 anos, houve uma campanha internacional contra o Brasil, acusando o País de "queimar a Amazônia", o "pulmão do mundo", e de assassinar sistematicamente os índios. Era o tempo em que Chico Mendes era incensado como o herói do meio ambiente e da Amazônia, que deu a vida pela causa ambientalista. Livros em inglês, do British Council, no Cairo, onde fiz o curso intermediário (1991), batiam forte no mesmo assunto. Era o tempo em que governantes do mundo inteiro diziam que a Amazônia não é dos brasileiros, mas patrimônio mundial, propondo sua internacionalização.

Veja o que chefes de Estado falaram a respeito:

"Se os países subdesenvolvidos não conseguem pagar suas dívidas, que vendam suas riquezas, seus territórios e suas fábricas” (Margaret Thatcher, Primeira-Ministra da Inglaterra, Londres, 1983);

“Ao contrário do que os brasileiros pensam, a Amazônia não é deles, mas de todos nós” (Al Gore, Vice-Presidente dos Estados Unidos, Washington, 1989);

“O Brasil precisa aceitar uma soberania relativa sobre a Amazônia” (François Mitterrand, presidente da França, Paris, 1989);

“O Brasil deve delegar parte de seus direitos sobre a Amazônia aos organismos internacionais competentes” (Mikhail Gorbachev, chefe do governo soviético, Moscou,1992);

“As nações desenvolvidas devem estender o domínio da lei ao que é comum a todos no mundo. As campanhas ecológicas internacionais que visam à limitação das soberanias nacionais sobre a região amazônica estão deixando a fase propagandística para dar início à fase operativa, que pode definitivamente ensejar intervenções militares diretas sobre a região” (John Major, Primeiro-Ministro da Inglaterra, Londres, 1992);

A liderança dos Estados Unidos exige que apoiemos a diplomacia com a ameaça da força” (Warren Cristopher, Secretário de Defesa dos Estados Unidos, Washington, 1995);

“Os países em desenvolvimento com imensas dívidas externas devem pagá-las em terras, em riquezas. Vendam suas florestas tropicais” (George W. Bush, candidato à presidência dos Estados Unidos, em debate com Al Gore, Washington, 2000).

“A Amazônia deve ser intocável, pois constitui-se no banco de reservas florestais da humanidade” (Congresso de ecologistas alemães, Berlim, 1990);

“Só a internacionalização pode salvar a Amazônia” (Grupo dos Cem, cidade do México, 1989);

“A Amazônia é patrimônio da humanidade. A posse desse imenso território pelo Brasil, Venezuela, Colômbia, Peru e Equador é meramente circunstancial” (Conselho Mundial das Igrejas Cristãs, Genebra, 1992.)

Naquela época, há 30 anos, o ministro do Exército Leônidas Pires Gonçalves escreveu um texto bastante famoso, desnudando a mentira global de que a Amazônia é o "pulmão do mundo", quando na realidade a produção de oxigênio é feita principalmente pelas algas oceânicas - fato repetido pelo vice-presidente Hamilton Mourão, em 2019, durante as queimadas que se repetem todo ano no Brasil: “Transformá-los (os incêndios) em crise, esquecendo as tragédias que o fogo causou nos EUA e Europa, é má-fé de quem não sabe que os pulmões do mundo são os oceanos, não a Amazônia".

Se as queimadas de 2019 já levaram o presidente da França, Emmanuel Macron, a recomendar a intervenção da Amazônia, imagine o que não esteja pensando neste ano de 2020, ano histórico de queimadas na região (na realidade, no mesmo arco de fogo que se repete todo ano, não na floresta densa em si da Amazônia), no Cerrado e no Pantanal, além de  focos de incêndio também históricos em Minas Gerais, São Paulo, Bahia, Tocantins e Distrito Federal, em função da longa estiagem e temperaturas infernais.

Há 30 anos, foi também o tempo em que o presidente dos EUA George Bush colocou o presidente Fernando Collor de Mello contra a parede, quando em visita aos EUA, exigindo a criação da Terra Indígena Ianomâmi, o que foi prontamente feito. Um Portugal inteiro foi destinado a uns poucos milhares de indígenas, o maior latifúndio do planeta.

No primeiro debate da disputa presidencial dos EUA, entre Donald Trump e Joe Biden, em 29/09/2020, este voltou a ameaçar os brasileiros na questão amazônica, com sanções econômicas, e foi prontamente rechaçado pelo presidente Jair Bolsonaro. 

Vale lembrar que Joe Biden é do partido democrata, o mesmo partido de Anthony Lake, que propôs a intervenção americana no estrangeiro em 7 circunstâncias, como visto acima.

Assim, o Brasil poderia estar sujeito à intervenção americana em pelos menos 4 das circunstâncias criadas por Lake: interesses econômicos, crime internacional e tráfico de drogas, abuso de direitos humanos e defesa do meio ambiente.

Obviamente, essas circunstâncias enunciadas pela Doutrina Lake seriam usadas para objetivos escusos, tendo em vista a ganância internacional sobre a rica biodiversidade da Amazônia, assim como sobre a rica província mineral existente no chamado "Corredor Triplo A" (Andes, Amazônia e Atlântico), como metais raros e preciosos de seu subsolo, além de ferro, ouro e prata: molibdênio, manganês, alumínio, cobre, zinco, níquel, cromo, titânio, fosfato, platina, paládio, ródio, estanho, tungstênio, nióbio, tântalo, zircônio, terras-raras, urânio e diamante.  

Não se esqueça: ontem foi a vez do Iraque, da Sérvia, do Afeganistão e da Líbia sofrerem ataques dos EUA, sob o uniforme camuflado da ONU ou da OTAN. Amanhã poderá ser a Amazônia das inúmeras Terras Indígenas (TI) criadas nas últimas décadas, como a TI Ianomâmi, a TI Raposa Serra do Sol, e de tantas outras sendo gestadas, como a TI Cué-Cué Marabitanas, TI Alto Rio Negro e de tantos outros povos indígenas que compõem o arco indigenista que fecha ameaçadoramente sobre a Amazônia, que poderá ter seus territórios indígenas emancipados por pressão internacional e ataques militares diretos.

Se o candidato democrata Joe Biden vencer as eleições nos EUA, a ameaça contra o Brasil poderá ser concreta, dentro das circunstâncias preconizadas por Lake. A senadora Kamala Harris, candidata a vice de Biden, já demonstrou publicamente sua aversão pelo presidente Bolsonaro e é contra qualquer tipo de acordo entre os dois países. Com tal dupla belicosa, motivos não faltarão para eles criarem um incidente diplomático e invadir a Amazônia.

Lembre-se: esses hipotéticos ataques contra o Brasil, feitos pelos capacetes da ONU ou dos EUA, não serão contra os guerreiros de selva brasileiros, altamente preparados, mas contra toda a infraestrutura do Brasil, como ocorreu no Iraque e outros países acima citados - um crime contra a humanidade, que jamais será levado aos tribunais. Seriam ataques contra nossos sistemas de defesa, contra nossas refinarias de petróleo, contra portos e aeroportos, contra cidades industriais de ponta, como São José dos Campos, contra a Embraer, contra os sistemas de distribuição de energia elétrica etc.

A ameaça internacional contra o Brasil poderá deixar de ser apenas retórica. O movimento ambientalista mundial em defesa da “preservação da Amazônia” e emancipação dos "povos indígenas" poderá destroçar a soberania brasileira naquela área, assim como arrasar nossa economia e trazer miséria como nunca houve.

O Iraque está aí para servir de alerta!


Corredor Triplo A



quinta-feira, 1 de outubro de 2020

Desarmamento diminui a violência? - por Félix Maier



Desarmamento diminui a violência?

Félix Maier

09/09/2004

Há mais de um ano, vemos na mídia a afirmação de que “o desarmamento diminui a violência”. Trata-se de um embuste, de uma expressão de pau, empurrada goela abaixo em toda a população brasileira, que redundou na aprovação de uma criminosa e ineficiente Lei federal, que restringe ao máximo o uso de arma de fogo. Criminosa, porque expõe as pessoas de bem, desarmadas, à sanha dos bandidos. Ineficiente, porque não consegue desarmar os bandidos, pelo contrário, incentiva-os ao crime, por não haver, teoricamente, resistência da população, que não pode mais se defender com uma arma na mão, nem dentro de casa.

Não é a arma de fogo, em si, que mata alguém. É o ser humano, que tanto pode matar com uma pistola, uma faca, um porrete, com qualquer coisa que tiver às mãos, inclusive estrangular alguém com os próprios dedos. Por acaso Caim matou Abel com uma arma de fogo?

A recente onda de assassinatos de mendigos em São Paulo, ironicamente, comprova minha argumentação: todos os mortos e feridos foram golpeados com barra de metal, pauladas e pontapés. Nenhuma arma de fogo foi utilizada.

Se nossos legisladores de pau fossem coerentes, deveriam também começar a recolher todas as “prateadas” dos gaúchos e as “peixeiras” dos nordestinos. Além disso, deveriam fechar todas as fábricas de talheres, como a Tramontina, ou obrigá-las a fabricar apenas facas de plástico. Não é preciso dizer que a “arma” que mais mata no Brasil são os automóveis. Se o velocímetro indica 240 km/h no painel, é porque o automóvel foi feito também para matar. Do contrário, indicaria, digamos, no máximo 60 ou 80 km/h. Serão os carros também confiscados pelo Viva Rio (“Viva Rindo”, para os traficantes, segundo Olavo de Carvalho), para passarmos a viajar apenas em charretes, a 20 km/h?

Pela amostragem até agora vista na TV, seguramente mais de 80% das armas entregues pela população ordeira (e ingênua) são antigas e enferrujadas, provavelmente sem condições de uso. O que não deixa de ser uma boa notícia, pois o povo brasileiro não é tão tolo quanto supunham os Talibãs pró-desarmamento. Pelo visto, as armas em bom estado continuam guardadas em casa.

As armas antigas jamais deveriam ser destruídas pelo “Viva Rindo”, amassadas ostensivamente perante as câmaras por seus “ociólogos”. É um crime destruir preciosidades históricas. Deveriam obrigatoriamente ir para um museu.

Durante um curto momento, o bom senso foi recomposto: as armas em bom estado, as poucas entregues até agora, não podiam mais ser destruídas, porém remetidas às polícias e às Forças Armadas, para uso próprio. A sanidade de tal medida se deveu ao procurador da República Paulo Gustavo Guedes Fontes, acolhida de pronto pelo juiz federal de Sergipe, Edmilson Pimenta. Uma salva de festim para ambos!

O “ociólogo” do “Viva Rindo”, Antônio Rangel, inconformado, saiu-se com essa pérola: “Há uma parte da polícia que está contaminada pelo crime e há desvio de armas”. Dentro dessa argumentação, polícia nenhuma poderia ir às ruas, já que muitos policiais, corruptos ou despreparados, ajudam a aumentar a violência ao invés de coibi-la.

Porém, a estultice venceu o bom senso. “O vice-presidente do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF/5ª), no exercício da Presidência, desembargador federal Napoleão Nunes Maia Filho, suspendeu no final da tarde de ontem (23/08) a liminar concedida pelo juiz federal Edmilson da Silva Pimenta, da 3ª Vara Federal de Sergipe, que proíbe a destruição das armas de fogo arrecadadas pela campanha de desarmamento do Governo Federal” (Fonte: Tribunal Regional Federal da 5ª Região).

A sanha totalitária do Partido dos Talibãs (PT) não pára aí. Além da promessa de “dasarmar o campo”, para que os bandidos do MST (“braço armado do PT”) possam invadir propriedades sem nenhum tipo de reação dos ruralistas, outro alvo visado pelos atiradores petistas são os colecionadores e os praticantes de tiro ao alvo. O Projeto de Lei 3869/2004, de autoria do deputado petista Roberto Gouveia, quer impedir a importação de armas por colecionadores e atiradores, bem como a exportação de armas e munições pelas indústrias nacionais. Quem sabe, os Talibãs queiram criar uma estatal, a Farmabrás - Fábrica de Armas Brasileiras -, nos moldes do que existe em Cuba e na China. Ou no Gabão, onde Lula foi tentar descobrir como um “presidente” pode ficar 37 anos no poder e ainda tentar a reeleição...

Durante as Olimpíadas de Atenas, o comentarista da TV Globo, Galvão Bueno, propôs que fosse suprimida, a partir das próximas olimpíadas, a competição de tiro ao alvo. Entende Bueno que se deve excluir toda forma de “violência” das olimpíadas, que são sinônimo de “paz” entre os atletas de todas as partes do mundo. Não sei de onde Bueno tirou a idéia de que dar tiro no vento seja um ato de violência. Provavelmente, a “buenada” deveu-se ao forte calor em Atenas, que deve ter posto a ferver os miolos do comentarista da Vênus Platinada. Porque, muito mais violentas que um tiro ao alvo ou contra um prato lançado no ar são as lutas de boxe e tae-ken-do nas olimpíadas, apesar do capacete protetor usado pelos atletas. A propósito, durante os “violentos” tiros no ar em Atenas, um lutador africano de tae-ken-do foi levado a um hospital, desacordado, depois de ser nocauteado pelo adversário. Nocauteado por um soco, não por um tiro. O zangado comentarista, investindo, ainda, contra a ida do general Collin Powell a Atenas, que acabou não ocorrendo, esbravejou: “O que virá fazer o senhor da guerra nas olimpíadas da paz”?

O desarmamento é o desejo supremo do bandido. E do Estado totalitário, bandido igualmente, cuja oposição ou dissidência nunca poderá utilizar um direito natural de empunhar uma arma de fogo para lutar por sua liberdade quando esta estiver ameaçada. Os Talibãs, ora empoleirados no poder, que não se cansaram de batalhar até aprovar a nova legislação, sub-repticiamente têm um objetivo oculto. Oculto para os que não querem enxergar, que são os piores cegos. Do contrário, o PT não faria parte do Foro de São Paulo, que congrega partidos de esquerda de todos os matizes, incluindo alguns grupos narcoterroristas, como as FARC, cujo objetivo explícito é “recuperar na América Latina tudo o que foi perdido no Leste europeu”. Nem trocaria afagos com o Abutre do Caribe, abstendo-se de condenar, na ONU, as perseguições que ocorrem na “Ilha do dr. Castro”, que resultaram no fuzilamento de 3 pessoas e prisão de 72 dissidentes em 2003.

A verdade é que há uma estreita relação entre desarmamento da população e genocídio, ou, pelo menos, aumento de criminalidade. Vejamos trecho de um texto de Marcello Holland, Desarmamento: a alegria do crime!, publicado em Mídia Sem Máscara:

“Em 1929, a União Soviética desarmou a população ordeira. De 1929 a 1953, cerca de 20 milhões de dissidentes, impossibilitados de se defenderem, foram caçados e exterminados.

Em 1911, a Turquia desarmou a população ordeira. De 1915 a 1917, um milhão e meio de armênios, impossibilitados de se defenderem, foram caçados e exterminados.

Em 1938, a Alemanha desarmou a população ordeira. De 1939 a 1945, 13 milhões de judeus e outros "não arianos", impossibilitados de se defenderem, foram caçados e exterminados.

Em 1935, a China desarmou a população ordeira. De 1948 a 1952, 20 milhões de dissidentes políticos, impossibilitados de se defenderem, foram caçados e exterminados.

Em 1964, a Guatemala desarmou a população ordeira. De 1964 a 1981, 100.000 índios maias, impossibilitados de se defenderem, foram caçados e exterminados.

Em 1970, Uganda desarmou a população ordeira. De 1971 a 1979, 300.000 cristãos, impossibilitados de se defenderem, foram caçados e exterminados.

Em 1956, o Camboja desarmou a população ordeira. De 1975 a 1977, um milhão de pessoas "instruídas", impossibilitados de se defenderem, foram caçados e exterminados.

Pessoas indefesas caçadas e exterminadas nos países acima, no século XX, após o desarmamento da população ordeira, sem que pudessem se defender: 56 milhões.

Há doze meses o governo da Austrália editou uma lei obrigando o proprietários de armas a entregá-las para destruição. 640.381 armas foram entregues e destruídas, num programa que custou aos contribuintes mais de US$ 500 milhões. Os resultados, no primeiro ano, foram os seguintes:

Os homicídios subiram 3.2%, as agressões 8.6%, os assaltos a mão armada 44%. Somente no estado de Victoria, os homicídios subiram 300%. Houve ainda um dramático aumento no número de invasões de residências e agressões a idosos. Os políticos australianos estão perdidos, sem saber como explicar aos eleitores a deterioração da segurança pública, após os esforços e gastos monumentais destinados a ‘livrar das armas a sociedade australiana’.

O mesmo está acontecendo no Reino Unido. País tradicionalmente tranquilo, onde até a polícia andava desarmada, adotou o desarmamento da população ordeira. Pesquisa realizada pelo Instituto Inter-regional de Estudos de Crime e Justiça das Nações Unidas revela que Londres hoje é considerada a capital do crime na Europa. Os índices de crimes a mão armada na Inglaterra e no País de Gales cresceram 35% logo no primeiro ano após o desarmamento. Segundo o governo, houve 9.974 crimes envolvendo armas entre abril de 2001 e abril de 2002. No ano anterior, haviam sido 7.362 casos. Os assassinatos com armas de fogo registraram aumento de 32%. A polícia já está armada.

Nos Estados Unidos, onde a decisão de permitir o porte de armas é adotada independentemente por cada estado, todos os estados, com leis liberais quanto ao porte de armas pela população ordeira, têm índices de crimes violentos em muito inferiores à média nacional, enquanto os estados, com maiores restrições, ostentam índices de crimes violentos expressivamente superiores à média nacional. Washington, onde a proibição é total, é a cidade mais violenta dos EUA”.

Nada mais é preciso acrescentar. Apenas, como inocentes cordeiros, esperar chegar o ano 2020, para comprovar o alcance da funesta lei totalitária posta em vigor pelo Partido dos Talibãs.

Porém, há ainda tempo para reverter essa funesta ameaça. Se você é um sujeito pacífico, que tem uma arma em casa, que não concorda com o embuste do desarmamento, pois até agora as Forças de Segurança não desarmaram os traficantes de armas e drogas, nem diminuíram a bandidagem em geral; você, que sabe que não mora na Suíça, que não quer colocar de própria vontade seu pescoço na guilhotina, só resta uma atitude sadia, já seguida por milhares de brasileiros: entregue apenas sua arma enferrujada aos jacobinos petistas. As boas, guarde-as em casa. Principalmente se você for um produtor rural.

Fonte: 



A GUERRA NAS ESTRELAS - por José Batista Pinheiro

Xi Jinping

A GUERRA NAS ESTRELAS


José Batista Pinheiro


A realidade imitando a ficção. É uma simples apreciação astuciosa das guerras do ontem, do agora e do futuro. O mundo mudou muito, qualquer movimento armado entre países seguem linhas estratégicas bem diferentes das utilizadas na 2ª Guerra Mundial, de triste memória. As quatro ou cinco maiores potências mundiais jamais entrarão em conflito direto pela simples razão de possuírem arsenal nuclear e foguetes intercontinentais capazes de varrer da face da terra todo ser vivo animal ou vegetal. Portanto, as grandes guerras mundiais entre potências estão inviabilizadas. As intentonas internas de qualquer país seguem a tendência e o protocolo natural de cada povo. As escaramuças entre países vizinhos são pouco prováveis e, se persistirem, serão alvo de pesadas sanções econômicas. Todos os armamentos navais, terrestres e aéreos utilizados com sucesso em guerras passados, estão obsoletos. Atualmente, os meios de dissuasão e destruição são outros mais sofisticados. As guerras atuais são sutis, são ficções, são guerras nas estrelas e, praticamente já começaram ou estão a caminho. São as guerras econômicas, bacteriológicas, cibernéticas e outras, que já estão nas pranchetas. O ser humano somente sobrevive se tiver ao seu alcance o ar para respirar, a água para beber e o alimento para as suas células. O Brasil atual é um pais que está bem armado para debater nas mesas de negociações das nações mais poderosas do mundo, pois temos água em abundância, alimentos de todos os gostos para matar a fome da humanidade e, ainda minerais estratégicos diversos em grande escala. De nada vale a petulância de um país afirmar: “temos armas nucleares!”, pois, na atual conjuntura, não servem para nada. Agora, estamos no centro de uma guerra bacteriológica (coronavirus) onde essas armas são pífias.

Somos um país pacifista. Desde então mantemos uma força militar que hoje custa R$ 110 bilhões ao ano e, a vinculação, debatida no Congresso Nacional, de 2% do PIB. Estamos sendo derrotados pela invasão da Covid-19. Claro, a pandemia não é um problema militar, mas o conceito de segurança nacional, pelo qual o país deveria estar preparado, mudou. Indica enfrentar crises políticas internas e ameaças externas, embora seja improvável acontecer uma guerra convencional, nos moldes antigos da II GM. Destarte, as grandes potências deverão se desfazer de belonaves, aviões e outros artefatos usados com sucesso nas guerras passadas, até porque, atualmente, qualquer foguete teleguiado os destruiriam facilmente. Portanto, a construção pelo Brasil, em andamento, de um submarino nuclear é, no mínimo, um gasto desnecessário e inútil. Outrossim, vamos usar a nossa inteligência e cair na realidade, onde, um país pacifista como o Brasil, com grande poder de barganha entre outras nações, poderá perfeitamente aparelhar as suas Forças Armadas com material bélico moderno, atualizado, sem pensar em guerras e, sim, somente para inibir aventureiros de quaisquer origens que queiram perturbar a nossa Soberania Nacional e, também, pacificar conflitos políticos internos. Pessoal militar habilitado, preparado e bem adestrado nós possuímos ao nível de formação igual a de qualquer outro país. Portanto, precisamos derrotar, em primeiro lugar, o Covid-19.  Fora desse contexto, somente poderão acontecer Guerras Nas Estrelas em filme de ficção.  

 

José Batista Pinheiro - Coronel EB Ref (Rio de Janeiro, 30.09.2020)

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