MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964
Avião que passou no dia 31 de março de 2014 pela orla carioca, com a seguinte mensagem: "PARABÉNS MILITARES: 31/MARÇO/64. GRAÇAS A VOCÊS, O BRASIL NÃO É CUBA." Clique na imagem para abrir MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Festança no Arraiá do Instituto Lula - Por Jair Messias Bolsonaro no Facebook


Festança no Arraiá do Instituto Lula

Preâmbulo de Félix Maier

25/03/2025

Uma banca de advogados petistas indicados ao STF por Lula e Dilma irá processar o Presidente Jair Messias Bolsonaro.
Bolsonaro está condenado por antecipação.
Sem direito a contraditório.
Sem direito a recurso.
Será um rito sumário no Instituto Lula, como foi no TSE do "Bochechinha" de Lula ("missão dada, missão cumprida"), para torná-lo inelegível.
Torquemada deve estar se revolvendo no túmulo, de tanta inveja.
STF começa a julgar nesta terça-feira se Bolsonaro vira réu
Por CNN
Primeira Turma do Supremo avalia se acata denúncia da PGR sobre tentativa de golpe de Estado

***

Leia o que o Presidente Bolsonaro postou no Facebook em 25/03/2025:

*Jair Bolsonaro e seus julgamento.*
Leia, peço divulgar. Obrigado.
1. Trata-se da maior perseguição político-judicial da história do Brasil, motivada por inconfessáveis desejos, por vaidades e por claros interesses políticos de impedir que eu participe e ganhe a eleição presidencial de 2026.
2. Jamais um ex-presidente da República do País teve sua vida pessoal, financeira e política devassada de maneira vil e implacável como acontece comigo – sem encontrar uma única prova de qualquer ato ilícito de minha parte. Na devassa pessoal, fiscal e financeira não encontraram um único vestígio, mínimo que fosse, de corrupção.
3. Minha família foi perseguida, investigada e tripudiada nos meios de comunicação, sem dó nem piedade. Hoje tenho um filho que é obrigado morar nos EUA tal o nível de perseguição que ele sofre. Somente a fé em Deus e o apoio da família e dos amigos é que mantiverem de pé.
4. Me acusam de um crime que jamais cometi – uma suposta tentativa de golpe de Estado. Conversei com auxiliares alternativas políticas para a Nação, mas nunca desejei ou levantei a possibilidade da ruptura democrática. As mudanças nos comandos das Forças Armadas foram feitas sem problemas. Sempre agi nas quatros linhas da Constituição. Sempre!
5. Me afastei do País após a eleição porque entendi que seria o melhor para todos, inclusive para o candidato adversário. Não estava aqui no 8 de janeiro de 2023 e, no mesmo dia à noite, postei uma mensagem repudiando os atos violentos cometidos por aqueles que exerceram o direito legitimo de protestar, sem violência, como foi o caso da maioria dos manifestantes.
6. Todo o processo Jurídico contra mim é uma aberração jamais vista! Investigações demoram seis anos, sem prazo de previsão de término. Pessoas são presas e coagidas a fazer delação premiada para salvar suas famílias. As defesas são cerceadas, as investigações correm em segredo de Justiça e realizadas prisões arbitrárias.
7. A avaliação de uma denúncia contra um ex-presidente da República é feita por uma Turma do Supremo Tribunal Federal e não pelo plenário da Corte. Na banca de julgadores, dois conhecidos desafetos meus e um terceiro elemento que foi advogado do meu adversário eleitoral em 2022!
8. O relator do processo é, ao mesmo tempo, vítima, investigador e julgador de sua própria causa – outra aberração, uma verdadeira “jabuticaba judicial”, impensável e inimaginável em verdadeiras democracias e num pleno Estado Democrático de Direito.
9. As ditas “provas” de acusação se baseiam numa única delação premiada! Na verdade, em onze versões de uma única delação premiada, que foi modificada ao longo dos anos por pressão dos inquisidores e suas permanentes ameaças à integridade física, moral e familiar do delator.
10. Registro que desde a primeira versão da delação, os investigadores, o magistrado e a PGR a consideraram como “A VERDADEIRA”, “A INQUESTIONÁVEL” para a comprovação dos supostos “crimes cometidos”, status que mudava a cada novo depoimento corretivo. Qual seria, então, a verdadeira delação? A primeira? A última? Todas ou nenhuma delas?
11. Houve um total cerceamento da defesa! Soubemos das onze versões da delação premiada pelo seletivo vazamento da imprensa. As investigações ocorreram em segredo de Justiça e quando os documentos delas foram apresentados à defesa não houve acesso integral as mídias que as compunham.
12. O pequeno prazo para a defesa analisar mais de 1.200 páginas é uma afronta ao direito de defesa! A estratégia da acusação foi a de encaminhar um calhamaço de informações, com pouco prazo para análise das “provas”, que estão incompletas. A celeridade do processo, uma vergonha, como tem mostrado a mídia.
E é a isso que chamam de Justiça?
13. Não estava em Brasília no dia 8 de janeiro de 2023, não foi encontrada nenhuma referência em meus celulares sobre a organização da manifestação e mesmo assim querem, injustamente, me vincular aos atos daquele dia, que teriam a intenção de “depor” um governo eleito.
14. Me acusam disso, mas não promoveram nenhuma investigação mais profunda sobre a postura do general Gonçalves Dias, ministro-chefe do GSI do novo governo, homem de confiança do presidente recém-empossado, filmado indicando a saída dos invasores do Palácio do Planalto, conivente com os “atos de vandalismo” no local.
15. Sou acusado ainda de promover uma tentativa de “golpe de Estado” sem qualquer prova. Durante os quatro anos do meu governo foram realizadas duas eleições com milhares de candidatos, mais de três dezenas de partidos de diversas matizes sem um único incidente grave! Todos os eleitos tomaram posse.
16. A democracia prevaleceu! Não houve golpe de Estado, o candidato adversário tomou posse, sai do País, não estava aqui no dia 8/1 e mesmo assim tentam me condenar. Sabem que se eu disputar a eleição presidencial de 2026 serei vitorioso e colocarei, novamente, o Brasil no rumo certo.

O Padre e o Ateu - Por Félix Maier

 

O Padre e o Ateu

Félix Maier

Numa manhã particularmente ensolarada, daquelas em que até as sombras parecem preguiçosas, o padre Fábio de Melo atravessou o pátio de um centro cultural onde fora convidado para participar de uma roda de conversa. O evento chamava-se Crer ou Não Crer: eis a Questão, título que ele considerou apropriado, embora um tanto dramático. Shakespeare aprovaria, pensou.

No saguão, sentado numa prosaica cadeira de madeira com estofado, estava Leandro Karnal, ajeitando os óculos com uma expressão entre filosófica e levemente entediada. Ele parecia refletir sobre alguma frase de Montaigne ou, quem sabe, sobre a quantidade exagerada de açúcar que serviam nos cafés de eventos públicos.

Quando viu o padre se aproximar, levantou-se com um sorriso civilizado, sorriso que dizia: discordarei de você em quase tudo, mas com a mais honrosa polidez.

— Padre Fábio! — exclamou Karnal. — Que prazer sermos colocados no mesmo palco! Já aviso que vim preparado para discordar com elegância.

— E eu vim preparado para exercer a virtude da paciência — respondeu o padre, apertando-lhe a mão. — Afinal, meu filho, ninguém entra num debate com você sem antes fazer alongamento espiritual.

Os dois riram, porque sabiam que o humor era a melhor ponte entre mundos tão diferentes.

Foram encaminhados a uma pequena sala onde aguardariam o início do evento. Alguém lhes trouxe café, e foi aí que a conversa começou, como começam as melhores conversas humanas: sem planejamento, sem script, sem epistemologia formal.

— Padre — começou Karnal, mexendo o café com a concentração de quem mede argumentos —, o senhor acredita mesmo que Deus existe? Existe de verdade? Não como metáfora literária, ou como conforto psicológico, mas como… entidade?

Fábio sorriu como quem já ouvira aquela pergunta mais vezes do que ouvira seu próprio nome.

— Acredito, meu amigo. Acredito com leveza, não com a ansiedade de quem tenta provar matematicamente o amor. Crer não é equação, é descanso.

Karnal apoiou o queixo na mão, teatralmente impressionado.

— Descanso? Para mim, a fé sempre me pareceu uma inquietação…

— E ser ateu não lhe é inquietante?

— Ah, é profundamente inquietante — admitiu o filósofo. — Mas inquietações são nutritivas. Elas evitam a estagnação.

O padre tomou um gole de café e inclinou levemente a cabeça.

— Veja só, o ateu é inquieto porque Deus não existe. O crente é inquieto porque Deus existe. Devemos ter nascido gêmeos espirituais…

Karnal riu.

— Padre, se o senhor virar ateu no final da conversa, eu prometo virar agnóstico só pra manter o equilíbrio do universo.

A conversa avançava com naturalidade quando o padre mencionou, quase como quem comenta o clima:

— Você conhece a Aposta de Pascal? Ou apenas faz apostas nas Bets?

Karnal ergueu uma sobrancelha, interessado, com um leve sorriso.

— Claro. Aquela ideia de que é mais seguro apostar na existência de Deus, porque se Ele existir, o ser humano ganha tudo, e se não existir, nada perde. Confesso: parece mais coisa de seguradora do que de teólogo...

Fábio, rindo com gosto:

— Sim! Uma teologia com cláusula de garantia! Mas é um raciocínio interessante. Pascal não pede fé cega, só prudência. Ele diz: Não sabemos se Deus existe. Mas, diante do desconhecido, é mais racional apostar que sim.

— E se Deus for daqueles que preferem honestidade intelectual à fé por conveniência?

— Ora, Deus é onisciente, Ele saberá distinguir entre o oportunista e o peregrino sincero. Mas também saberá reconhecer quem, mesmo na dúvida, escolheu a humildade diante do mistério.  Pascal só queria garantir que, ao fim da vida, não perderia a viagem.

— Ah, mas aí está! — rebateu Karnal. — Se eu acreditar apenas por medo de estar errado… estarei acreditando de verdade? Tipo: Ah, você só acreditou pra garantir o Céu, com medo do Inferno? Que feio!

O padre ficou pensativo.

— Talvez a fé não esteja em acreditar, mas em confiar. Um bebê não acredita na mãe. Ele… confia.

— E como convencer um ateu a confiar em algo que não vê? — provocou Karnal.

— Do mesmo modo que você convence alguém a comer tofu mal temperado — disse o padre, com certo drama. — Prometendo que vale a pena, embora ninguém acredite na primeira vez.

Ambos gargalharam, com a cumplicidade de quem sabe que o humor também é método de diálogo. Ao que o Padre acrescentou:

— Você não vê a eletricidade, vê? Mas passa a acreditar nela quando leva um choque, né mesmo? E só vai acreditar na gravidade que ninguém vê quando cair de uma árvore e se esborrachar no chão.

A conversa esquentava, e não pelo café, quando o padre comentou:

— Eu sempre achei fascinante que ateus sejam, no fundo, grandes crentes.

Karnal quase se engasgou com a própria saliva.

— Como assim?!

— Ora, vocês acreditam profundamente que Deus não existe. Não é pouca fé essa. É uma convicção em algo que não pode ser provado.

Karnal piscou, surpreso com a lógica invertida.

— Então o senhor está dizendo que eu sou um homem religioso… só que ao contrário?

— Exatamente! Você é como uma estrofe invertida. Uma quadra com versos em ordem contrária.

— Sinto-me provocado — disse o filósofo, fingindo estupefação. — Eu nego Deus com a mesma firmeza com que você O afirma. Somos, portanto, dois crentes teimosos.

O padre apontou o dedo para ele:

— Viu só? Concordamos!

— Eu não disse que concordava — protestou Karnal.

— Mas disse somos. Isso inclui nós dois.

Karnal suspirou, derrotado pela gramática e pela ensinança escatológica cruzada do padre.

Quando o mediador veio chamá-los para o palco, eles já estavam concluindo que a conversa deveria ter sido transmitida ao vivo. O padre disse:

— Você me ensina dúvidas, Karnal.

— E o senhor me ensina esperanças — respondeu o filósofo.

O padre sorriu, satisfeito.

— Estamos empatados, então.

— Empatados não — corrigiu Karnal. — O senhor sempre ganha um pouco mais. O crente tem vantagem: aposta na eternidade. O ateu aposta na lucidez. No fim, um dos dois ficará muito surpreso.

— E espero que seja você — respondeu o padre, piscando o olho.

— Eu também — admitiu Karnal, com um sorriso maroto. — Seria ótimo descobrir que errei para cima, não para baixo...

No palco, diante do público, eles retomaram algumas das ideias da conversa privada, mas ambos sentiram que o melhor da tarde já estava guardado entre eles: naquele café, naquela cadeira singela, naquela brincadeira amistosa entre fé e razão.

O evento terminou com aplausos calorosos, e, quando todos se dispersaram, os dois caminharam lado a lado até a saída.

— Padre — disse Karnal, parando na calçada —, no fundo, acho que só existe uma pergunta realmente importante.

— Qual seria?

— O que fazemos com o mistério?

O padre sorriu, como quem contempla algo luminoso.

— Acolhemos. Questionamos. E seguimos. Porque a fé é uma forma de perguntar, e o ateísmo também.

Karnal assentiu.

— Então estamos, de algum modo, no mesmo barco.

— Sim — respondeu o padre. — Você remando para ver onde o mar nos leva. Eu remando para encontrar quem fez o mar.

— E se ninguém tiver feito o mar?

O padre olhou para ele com ternura.

— Então remaremos juntos, meu amigo.

Caminharam alguns metros em silêncio. Até que o padre comentou:

— Se tiver alguém esperando do outro lado… vou apresentar você pessoalmente a Ele.

Karnal deu uma gargalhada.

— Pois trate de caprichar na apresentação. Não quero fazer feio diante de uma entidade que passei a vida inteira negando.

— Fique tranquilo — disse o padre. — Ele adora gente sincera.

E assim seguiram, cada um carregando suas crenças, descrenças, dúvidas e humor, provando, sem pretensão alguma, que a verdadeira ponte entre mundos distintos não é a certeza, mas o respeito.


P. S.:

Crônica retirada de CONTOS RISONHOS - ENTRE RISOS E SONHOS (E ALGUNS PESADELOS)https://felixmaier1950.blogspot.com/2025/12/contos-risonhos-entre-risos-e-sonhos-e.html


quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Eles não eram os mocinhos - Por JusBrasil

Terroristas soltos em troca da vida do
embaixador dos EUA Charles Burke Elbrick


Eles não eram os “mocinhos” (1)

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Com relação ao período do regime militar brasileiro, umas das versões que mais se apegou ao imaginário popular é que os grupos armados daquela época estavam lutando contra o regime pela volta da democracia.

Fernando Gabeira, jornalista, escritor e político brasileiro, foi um dos que à época pegaram em armas. Membro do Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR-8), participou do mais famoso sequestro de uma autoridade estrangeira em território nacional, do embaixador americano Charles Elbrick, evento sobre o qual escreveu um livro chamado “O que é isso companheiro?”.

Pois bem, em agosto de 2010, Gabeira concedeu uma entrevista ao site de notícias UOL, no qual falou sobre a luta armada. Suas palavras desmistificam o romancismo criado em torno dos revolucionários como “jovens que lutavam a favor da democracia”:

“Todos os principais ex-guerrilheiros que se lançam na luta política costumam dizer que estavam lutando pela democracia. Eu não tenho condições de dizer isso. Eu estava lutando contra uma ditadura militar, mas se você examinar o programa político, que nos movia naquele momento, era voltado para uma ditadura do proletariado.

Então, você não pode voltar atrás, corrigir o seu passado e dizer: ‘eu estava lutando pela democracia’. Havia muita gente lutando pela democracia no Brasil, mas não especificamente os grupos armados, que tinham como programa esse processo de chegada na ditadura do proletariado

(...)

Não, a luta armada, naquele período, não estava visando a democracia

(...)

A minha posição é bastante nítida em dizer que houve uma luta pela democracia no Brasil, nos de certa maneira participamos dessa luta, mas com um objetivo diferente... "(transcrição direta)

Não se trata de um ponto de vista isolado. Eduardo Jorge, médico e político brasileiro, naquele tempo, membro do Partido Comunista Revolucionário (PCR), também se expressa no mesmo sentido:

“Eu continuo sendo socialista, e, portanto, de esquerda, mas sou uma pessoa que acredita que a democracia é essencial. Coisa que nós, na época da esquerda leninista não considerávamos. Nós éramos pela ditadura do proletariado.

Nós éramos contra a ditadura militar, mas éramos a favor da ditadura do proletariado. É preciso dizer a verdade toda. Porque as vezes eu ouço meias verdades. Como a ditadura militar nos oprimiu barbaramente, muitas vezes as pessoas pensam que não existiam coisas, no campo da esquerda, igual e até pior, em vários aspectos." (Programa Fluxo – 21/06/2014)

Daniel Aarão Reis Filho, professor titular de História Contemporânea na Universidade Federal Fluminense, que também participou da luta armada, expõe seu ponto de vista:

“As ações armadas da esquerda brasileira não devem ser mitificadas. Nem para um lado nem para o outro. Eu não compartilho da lenda de que no final dos anos 60 e no início dos 70 (inclusive eu) fomos o braço armado de uma resistência democrática. Acho isso um mito surgido durante a campanha da anistia. Ao longo do processo de radicalização iniciado em 1961, o projeto das organizações de esquerda que defendiam a luta armada era revolucionário, ofensivo e ditatorial. Pretendia-se implantar uma ditadura revolucionária. Não existe um só documento dessas organizações em que elas se apresentassem como um instrumento de resistência democrática” (O Globo – 23/09/2001)

Três ex-guerrilheiros que, de pontos de observação diferentes, chegaram às mesmas conclusões: a luta armada no Brasil não visava a volta da democracia; visava uma ditadura de esquerda.

Não! Eles não eram os “mocinhos”!


O malogro em romantizar a pessoa do revolucionário, consiste no paradigma da vítima; ou seja, a vítima não comete crimes. Vítima é vítima, e ponto.

Nisso reside toda a importância da desmistificação: de entender que ambos os lados cometeram crimes na ânsia por seus ideais. De uma lado os militares, na ânsia de preservar o sistema vigente à época. Por outro, os revolucionários, na sanha por uma ditadura comunista. Para não ser leniente com nenhum dos lados, por ora, vou coloca-los num mesmo patamar. Ambos queriam uma ditadura. O que mudava era a posição delas. Uma de direita e outra de esquerda.

Nesse ponto está a inflexão de minhas considerações. Durante todos esses anos, até mesmo pela Comissão da Verdade, somente os crimes cometidos pelos militares tem sido divulgados à execração pública. Contudo, como já disse anteriormente, a priori, considero que ambos estivessem em pé de igualdade.

Por isso, sinto que está na hora de falar sobre os crimes cometidos pelos grupos revolucionários armados. Não para uma condenação; porque entendo que, apesar de somente os crimes dos militares serem expostos à condenação pública, ambos os lados estão sob a égide da Lei 6.683/79, a Lei da Anistia.

Está na hora de ambos os lados serem expostos. Como o dos militares, de longa data, há quem o faça; vou me ater ao dos revolucionários.

E sobre o que me debruçarei nos próximos artigos.

Fonte: https://www.jusbrasil.com.br/artigos/eles-nao-eram-os-mocinhos-1/399873086


Eles não eram os "mocinhos" (2)

Seus crimes - Os sequestros


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São poucos os brasileiros que conhecem as ações empreendidas pelos grupos revolucionários durante o regime militar. Em parte, porque os meios de comunicação dão muito maior destaque aos crimes cometidos pelos militares.

Dessa forma, criou-se um estereótipo que os revolucionários eram pessoas pacíficas, que somente faziam protestos e que, simplesmente por isso, estavam sendo brutalmente perseguidas, torturadas e assassinadas pelas Forças Armadas brasileiras. Realmente nesse viés reina o arquétipo do mártir, daquele que numa luta pacífica morre pela causa.

Mas não foi bem assim que as coisas aconteceram. Nas palavras de Eduardo Jorge: “muitas vezes as pessoas pensam que não existiam coisas, no campo da esquerda, igual e até pior, em vários aspectos."

Os Sequestros

1 – Do Cônsul do Japão – 11/03/1970

Aproximadamente às 18 horas do dia 11 de março de 1970, após seu expediente de trabalho, Nobuo Okushi, Cônsul do Japão, voltava para sua casa quando o veículo oficial no qual estava foi interceptado por um Volkswagen. O cônsul japonês ao ver um dos ocupantes do outro veículo sacar uma metralhadora, pensou ser uma abordagem da polícia civil. Ledo engano. Estava sendo sequestrado.

Numa ação rápida e bem orquestrada o cônsul foi retirado de seu carro e levado ao lugar onde, pelos próximos quatro dias, seria seu cativeiro.

Por quê? Ao que tudo indica, aproximadamente um mês antes, alguns integrantes de um grupo revolucionário haviam sido presos por assassinar um policial militar. Como eles tinham informações vitais sobre os campos de treinamentos guerrilheiros do Araguaia, e sob interrogatório não tardariam muito a falar, foi necessário traçar uma estratégia para libertá-los. O sequestro do Cônsul do Japão foi o modo de pressionar as autoridades brasileiras perante a comunidade internacional.

Logrou êxito. Cinco guerrilheiros foram libertados da prisão em troca da vida do Cônsul. Depois de seu translado ao México, o cônsul do Japão foi libertado. Era 15 de março de 1970.

Meses depois todos os que participaram desse sequestro tinham sido presos ou mortos em confronto com a polícia.

2 – Do Embaixador da Alemanha 11/06/1970

Era Copa do Mundo e as pessoas estavam atentas ao jogo de Inglaterra e Tchoslováquia. Foi nesse clima que o diplomata alemão Ehrenfried Von Hollenben deixou a embaixada em direção a residência oficial. Entretanto, naquele dia seria diferente. Não chegaria em sua casa.

O embaixador estava escoltado. Nos bancos da frente de seu Mercedes, um motorista e um agente de polícia federal. E no carro que vinha logo atrás, mais dois, agentes da mesma polícia.

Em meio ao trajeto, o veículo no qual estava o embaixador foi atingido por uma pick-up. Nesse momento um dos sequestradores, que estava postado na rua, metralhou o veículo que escoltava o embaixador sem que houvesse tempo hábil para esboçar defesa. Nesse interim, outro guerrilheiro aproximou-se do veículo oficial e efetuou vários disparos no policial federal que estava no banco da frente. Matou-o instantaneamente. O embaixador foi retirado do carro e levado ao cativeiro.

Tudo muito bem planejado. Não levou mais de três ou quatro minutos. Deixando um saldo de um morto e dois feridos.

Cinco dias se passaram em negociações. Eles queriam a libertação de 40 guerrilheiros em troca da vida do embaixador. O governo brasileiro cedeu às exigências. Os presos foram soltos e banidos do país por meio do Decreto 66.716/70. O embaixador foi libertado.

3 – Do Embaixador dos Estados Unidos 04/09/1969

De todos os sequestros levados a cabo pela esquerda armada durante o regime militar, com certeza, esse foi o mais emblemático. O de maior repercussão e, de todos, o único que se tornou livro.

Primeiramente, houve um levantamento de dados sobre a vida e hábitos do diplomata. Tudo aponta a uma possível “infiltrada”, que se aproximou de um dos policiais que fazia a segurança do embaixador, iniciou um namoro com ele, e obteve todos as informações necessárias para realização do sequestro.

Tudo planejado, à execução. Por volta das 14h do dia 4 de setembro de 1969, o Cadilac de Charles Elbrick, embaixador dos Estados Unidos, ia em direção a embaixada, o conduzindo a mais uma tarde de trabalho. Sem seguranças, somente acompanhado com o motorista, era presa fácil. Foi no que deu. No meio de uma das travessas daquela região o veículo do embaixador foi obrigado a parar porque um carro à sua frente estava manobrando. Aparentemente, nada de demais. Não, era uma emboscada.

No momento em que o carro de Elbrick parou, quatro indivíduos entraram. Diante da surpresa e indecisão do embaixador em obedecer as ordens dos sequestradores, restou-lhe uma coronhada na cabeça. Foi arrastado em sangue. Esse seria o primeiro de uma série de sequestros a diplomatas.

Dessa vez, cometeram um erro. Ao liberar o motorista não se precaveram, ele viu o veículo no qual o embaixador foi levado, anotou a placa. Algo que nem havia começado já estava prestes a terminar. Em poucas horas, de posse das informações de placa do veículo, os investigadores descobriram quem eram e onde estavam os que haviam participado do sequestro. Já estavam sendo monitorados.

Por uma questão de cautela, o governo brasileiro preferiu ceder às exigências dos sequestradores, libertando e enviando ao México 15 guerrilheiros, para depois agir contra os criminosos. A vida do embaixador precisava ser preservada. No dia 7 de setembro, anoitecendo, os sequestradores, aproveitando-se de um congestionamento causado por um jogo no Maracanã, libertaram o embaixador nas imediações e conseguiram fugir.

Não tardou muito para o primeiro sequestrador ser preso. Após o primeiro, todos foram caindo como que efeito dominó. Embaixador libertado, sequestradores presos e quinze guerrilheiros no México.

4 – Do Embaixador da Suíça 07/12/ 1970

Como a Suíça sempre foi um país que manteve neutralidade, Giovanni Enrico Bucher, seu embaixador, descartava os avisos da Polícia Federal para que se provesse de equipe de segurança ou pelo menos mudasse seu itinerário. Sua atitude mostrou-se um erro.

Os sequestradores sabiam que o diplomata tinha o costume de sair de sua residência, aproximadamente às 09h, em seu Buick azul, acompanhdado, somente, por um segurança e um motorista, em sentido aos escritórios da embaixada. Presa fácil.

Um “olheiro” ficou de prontidão. Quando avistou o carro do embaixador, sinalizou. Nesse momento, dois carros fecharam o veículo do diplomata, um na frente e outro atrás. Para garantir o sucesso da ação, um outro carro, no qual estava um dos membros da quadrilha, simulou uma pane mecânica na esquina, impedindo que qualquer outro veículo entrasse naquela rua.

Quando a armadilha estava fechada, um dos sequestradores aproximou-se e desferiu vários tiros no segurança, matando-o na hora. Quem era esse sequestrador? Carlos Lamarca, aquele que é chamado de herói... O embaixador foi colocado em uma Kombi e levado ao cativeiro.

A Suíça se expressou no sentido de o sequestro ser um atentado aos direitos humanos e uma violência contra pessoas inocentes.

Esse foi o sequestro mais longo e dramático de uma autoridade estrangeira em nosso território. Foi mais de mês marcado pela tensão. Os sequestradores ofereciam um lista de guerrilheiros a serem libertados e o governo brasileiro mostrava a impossibilidade (já estavam em liberdade) ou sua discordância (tinham cometido crimes muito graves). Ao que tudo indica, por muitas vezes os sequestradores consideraram seriamente a morte do diplomata suíço.

No dia 13 de janeiro de 1971 a vida do embaixador suíço foi trocada pela liberdade de 70 guerrilheiros, que foram enviados para o Chile.

No dia 16, do mesmo mês, o diplomata suíço foi libertado nas imediações da igreja da Penha. Chegava ao fim mais um sequestro de autoridade estrangeira.

5 – De José Armando Rodrigues 29/08/1970

Os sequestros realizados pela esquerda armada durante o regime militar tinham, basicamente, só um motivo: a libertação de “presos políticos”. Cabe salientar que, por vezes, esse crime foi usado como meio para fuga de território brasileiro.

Contudo, dessa vez o modus operandi mudou.

No data em questão, após ter seu estabelecimento comercial roubado num valor de, aproximadamente, 30 mil cruzeiros, José Armando Rodrigues foi sequestrado. Em seu cativeiro foi torturado e executado. Após, os guerrilheiros desfizeram-se de seu corpo jogando-o em precipício na Serra de Itabira.

O caso chocou a opinião pública.

A pergunta que fica é por quê? Não pediram a libertação de ninguém e não usaram o sequestro como forma de evadir-se. Então por que torturar e matar um simples comerciante? Não havia motivos, tratou-se de crime gratuito. A única explicação que vislumbro encontra suas raízes no pensamento da esquerda: os comerciantes, até hoje, são vistos como pequenos burgueses, conceito profundamente negativo segundo a dialética marxista-leninista.

Em pouco tempo todos os envolvidos estariam presos.

6 – De Aviões Comerciais

É interessante notar como o povo brasileiro desconhece sua própria história. Se perguntarmos as pessoas se houve um sequestro de avião em nosso país, a maioria delas dirá que não.

Contudo, de 1969 a 1975 ocorreram 15 sequestros de aviões comercias no Brasil, todos realizados pela esquerda revolucionária armada. Era algo muito bem planejado. Para conseguir passar pela segurança aeroviária, meses antes os sequestradores assaltavam um posto de identificação civil do qual roubavam dezenas de espelhos de identidade, visando prover identidades falsas aqueles que participariam dos sequestros aeronáuticos.

A maioria dos casos se deu da mesma forma: os aviões sequestrados tinham como destino Cuba, onde os guerrilheiros pediam asilo político a Fidel Castro, que de regra, concedia. Algumas fontes dizem que esses sequestros era uma forma de esses guerrilheiros chegarem aos campos de treinamento cubanos, no qual eram adestrados na luta armada revolucionária.

Também ocorreram tentativas de sequestros de aeronaves, ao menos três, na qual sequestradores saíram mortos. Não há notícias que em nenhum desses eventos algum civil tenha se ferido ou perdido a vida.

Conclusão

É importante perceber que, todas as vezes que uma autoridade é atacada em território estrangeiro, há muita pressão da parte dos governos de seus respectivos países para que as autoridades locais tomem providências imediatas e enérgicas para a solução do impasse.

Pois bem, não foi diferente nessa época. Todas as vezes que os grupos revolucionários sequestravam autoridades estrangeiras ou voos com pessoas de diversas nacionalidades, havia clamor internacional para que as autoridades brasileiras dessem uma resposta à altura. Foi nesse contexto que muitos revolucionários da esquerda armada foram mortos. Mortos em resistência à prisão ou em confronto direto com as autoridades que visavam reestabelecer o “status quo ante bellum”.

Resistir até a morte, nunca se entregar, morrer atirando. Esse era o lema desses revolucionários.

Sempre, após suas ações armadas, esses grupos faziam propaganda panfletária, ou seja, por meio de panfletos, espalhados nos locais dos eventos, se gabavam de seus crimes (perpetrados contra pessoas inocentes – como no caso do comerciante José Armando) como feitos revolucionários. Isso despertou a ojeriza da população e das autoridades. A resposta foi dura.

O sequestro é um dos crimes mais perversos que se pode cometer contra um ser humano. Sei o que alguns irão argumentar: “mas eles faziam isso para a libertação de presos políticos.” Presos políticos?! Pessoas que estavam presas em virtude de terem cometido os mesmos crimes que eles. Não, isso não é justificável.

Não há motivo ideológico possível que possa justificar o assassinato de um empresário que não tinha ligação alguma com o regime militar. E mesmo que tivesse, isso não seria motivo para sequestra-lo, após roubar sua empresa, torturá-lo e executá-lo.

Não é demais chamar a atenção a que algumas das pessoas que participaram desses sequestros estão vivas e ocuparam altos cargos da República. Outros deles, receberam indenizações milionárias por terem sido perseguidos durante a ditadura militar... Perseguidos? Engraçado, dizem que o crime não compensa...

Não, a verdade precisa ser dita em alto e bom tom: “eles não eram os 'mocinhos' ”. Eles eram sequestradores! Uma quadrilha de...

Fonte: https://www.jusbrasil.com.br/artigos/eles-nao-eram-os-mocinhos-2/402313686


Comentário:

É sobre esses criminosos sanguinários que os cineastas brasileiros gostam de fazer filmes, enaltecendo terroristas e demonizando os militares que os combateram. A relação de filmes que exaltam criminosos brasileiros, comunistas ou não, é longa: Olga, Batismo de Sangue, O que é isso Companheiro?, Zuzu Angel, Lamarca, MarighellaAinda estou aqui e, agora, O Agente Secreto, uma marca da patifaria típica da extrema-esquerda e seus cinquenta tons de vermelho-sangue. 

Leia, de minha autoria, O Agente Secreto, em https://felixmaier1950.blogspot.com/2026/01/o-agente-secreto-por-felix-maier.html.

A mentira dos terroristas e seus simpatizantes é sempre a mesma: de que empunharam armas para restaurar a democracia no Brasil. Fernando Gabeira, Eduardo Jorge e Daniel Aarão Reis Filho foram dentre poucos militantes políticos (eufemismo para terroristas) que se mostraram honestos, ao afirmar que todos os grupos terroristas brasileiros lutaram em favor da ditadura do proletariado, ou seja, do regime comunista, tendo Cuba por modelo.

Só um completo idiota ou um patife assumido não entende o estupro que a América Latina sofreu durante a guerra fria, nas mãos de facínoras que se formaram em guerrilha e terrorismo na Rússia, em Pequim e, principalmente, na Cuba de Fidel Castro, com a criação de Vietnãs em nosso Subcontinente Latino a partir da Revolução Cubana, em 1959.

Félix Maier


Veja também: 

Gabeira admite: Nós Queríamos Implantar o COMUNISMO no BRASIL - A DITADURA do Proletariado

https://www.youtube.com/watch?v=Az7j-6vN7Ok

Eduardo Jorge admite o que Dilma sempre escondeu: "Éramos a favor da ditadura do proletariado"

https://www.youtube.com/watch?v=zoiIldKYbfA

Conversa com historiadores | Entrevista com Daniel Aarão Reis (Parte 1)

https://www.youtube.com/watch?v=2qQNgjJsro8

As Ações Armadas Comunistas na América Latina – Da Intentona Comunista às Ações de Cuba

Por Félix Maier

https://drive.google.com/file/d/1NM-YQGMFYok4sA6fbzkXi-3PqQeRTX1r/view 


segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

O Agente Secreto - Por Félix Maier



O Agente Secreto

Félix Maier

Parabéns ao ator Wagner Moura e ao cineasta Kleber Mendonça Filho, pela conquista dos Globos de Ouro (ator e diretor) em 11/01/2026, pelo filme O Agente Secreto. Rumo ao Oscar?

Depois de tantos anos, parece que 1964 é um ano que teima em não terminar. Ano passado foi Ainda Estou Aqui, também com brasileiros premiados  Walter Salles e Fernanda Torres. A guerra fria no Brasil continua mais quente que nunca na cabeça de quem tem uma câmera na mão  na mão esquerda.

Esses filmes feitos por cineastas brasileiros da extrema-esquerda têm todos a única finalidade de exaltar terroristas sanguinários, como Lamarca e Marighella, e demonizar os militares que os combateram, evitando que o Brasil se tornasse uma Cuba continental. A mentira dos terroristas e seus simpatizantes é sempre a mesma: de que empunharam armas para restaurar a democracia no Brasil. Fernando Gabeira, Eduardo Jorge e Daniel Aarão Reis Filho foram dentre poucos militantes políticos (eufemismo para terroristas) que se mostraram honestos, ao afirmar que todos os grupos terroristas brasileiros lutaram em favor da ditadura do proletariado, ou seja, do regime comunista, tendo Cuba por modelo.

O ator Wagner Moura, após a premiação, falou em superação do trauma que a ditadura militar promoveu no Brasil, esquecendo, marotamente, que a ação dos militares foi uma resposta aos atos terroristas, não o contrário. O mesmo ocorreu no Chile e na Argentina, que também tiveram governos militares para enfrentar o terrorismo comunista. Wagner aproveitou para chamar Jair Bolsonaro de fascista. O verdadeiro fascista sempre chama os adversários de fascistas. O fascista Wagner Moura acordou no dia da premiação, se olhou no espelho e... viu um fascista. Vladimir Lênin explica: Acuse os adversários do que você faz, chame-os do que você é. Lavrentiy Beria, o chefe do serviço secreto de Josef Stálin, é autor de uma frase 100% fascista: Mostre-me o homem e eu lhe mostrarei o crime.

    O cineasta Kleber Mendonça Filho aproveitou para concitar novos cineastas para fazer filmes sobre a ditadura militar, ao mesmo tempo em que tripudiou sobre Bolsonaro, de que estava preso, não tendo um pingo de humanidade com um homem muito doente, à beira da morte. Claro, filmes de acordo com a sua imagem de ativista da extrema esquerda.

    Tanto Wagner Moura, quanto Kleber Mendonça, não passam de capachos do Sistema Toga Petralha, criado pelo Ogro de Nove Dedos e por Dilma da VAR-Palmares, passando o Brasil a ser uma ditadura praticamente igual à da Venezuela, com o aparelhamento de todos os órgãos públicos. Ambos os farsantes só pensam em mamar nas tetas federais, seja por meio da Rouanet ou do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA).

A relação de filmes que exaltam criminosos brasileiros, comunistas ou não, é longa: Olga, Batismo de Sangue, O que é isso Companheiro?, Zuzu Angel, Lamarca, Marighella, Ainda estou aqui e, agora, O Agente Secreto, uma marca da patifaria típica da extrema-esquerda e seus cinquenta tons de vermelho-sangue. 

Só um completo idiota ou um patife assumido não entende o estupro que a América Latina sofreu durante a guerra fria, nas mãos de facínoras que se formaram em guerrilha e terrorismo na Rússia, em Pequim e, principalmente, na Cuba de Fidel Castro, com a criação de Vietnãs em nosso Subcontinente Latino a partir da Revolução Cubana, em 1959.

Cineastas como Walter Salles e Kleber Mendonça Filho nos devem filmes honestos, sem esse viés esquerdista de quinta categoria, simpáticos  ainda que de modo enviesado  apenas a assassinos que derramaram sangue em toda a América Latina, acusando os militares que deram a vida para salvar seus países como assassinos e torturadores. Maquiar a triste e cruenta realidade latino-americana durante a guerra fria, em favor de terroristas, é coisa de malandro.

Que tal começar a ser honesto pelo menos uma vez na vida, fazendo filmes, p. ex., com o reco Mário Kozel Filho e o Tenente Alberto Mendes Jr., trucidados pela Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), a gangue terrorista de Lamarca? Ou um filme sobre o marinheiro britânico, David Cuthberg, que foi assassinado a tiros por terroristas de esquerda (membros da VAR-Palmares, ALN e PCBR) no Rio de Janeiro, em 5 de fevereiro de 1972?

Que tal fazer um filme sobre Orlando Lovecchio Filho, que sofreu um atentado a bomba da VPR em frente ao consulado americano de São Paulo, em 19 de março de 1968, tendo que amputar a perna esquerda?

Já que Recife é o cenário de O Agente Secreto, que tal fazer um filme sobre o atentado terrorista no Aeroporto de Guararapes, ocorrido em 25 de julho de 1966, por obra da Ação Popular — uma transgenia macabra da antiga Ação Católica, criada em 1935 para combater o comunismo. O ato terrorista tinha como alvo Costa e Silva, então candidato presidencial pelo voto indireto. Na ocasião, morreram o jornalista e secretário do governo de Pernambuco, Edson Régis de Carvalho, e o Vice-Almirante reformado, Nelson Gomes Fernandes, além de o ato terrorista ferir gravemente outras doze pessoas, como o ex-jogador de futebol, Sebastião Tomaz de Aquino, o Paraíba, que teve uma perna amputada, e o Tenente-Coronel Sylvio Ferreira da Silva, que teve fratura exposta do ombro esquerdo, estourou um tímpano e perdeu quatro dedos da mão? Bora fazer esse filme, com muito estrondo e massa cerebral de inocentes voando pelo Aeroporto?

A propósito, o historiador Jacob Gorender acusa o português e ex-padre Alípio de Freitas (que também fez curso de escoteiro em Cuba) de ter sido o mentor do atentado em Guararapes — pelo que foi posteriormente agraciado com mais de R$ 1.000.000,00 pela angelical obra, dinheirama doada pela famigerada Comissão dos Mortos e Desaparecidos Políticos.  

As atividades terroristas de Dilma Rousseff também dariam um ótimo filme. Por que não eternizar a vida da presidenta de múltiplas facetas na juventude terrorista, se escondendo atrás de codinomes como Estela, Wanda, Patrícia e Luíza?

A hora é agora, cineastas farsantes, verdadeiros guerrilheiros de câmera a serviço da desinformação da História recente do Brasil. Vocês não têm vergonha na cara, ao descontextualizar os tristes fatos ocorridos no Brasil nas décadas de 1960 e 70, que até hoje reverberam no País, sempre endeusando terroristas sanguinários, ainda que de modo indireto, ao mesmo tempo em que demonizam as Forças Armadas que os combateram?

 

Leia

As ações armadas comunistas na América Latina – Da Intentona Comunista às Ações de Cuba

Por Félix Maier

https://drive.google.com/file/d/1NM-YQGMFYok4sA6fbzkXi-3PqQeRTX1r/view

Atentado terrorista no Aeroporto de Guararapes, Recife.

Orlando Lovecchio Filho,
teve a perna esquerda amputada.


Veja também:

Eles não eram os mocinhos



P. S.: 

18/02/2026

And last but not least...

Vi o filme O Agente Secreto, na noite de terça de carnaval, 17/02/2026. Wagner Moura e o cineasta Kleber Mendonça Filho já haviam conquistado os Globos de Ouro (ator e diretor) em 11/01/2026. E foram indicados ao Oscar.

Na verdade, só vi um pouco mais da metade do filme. Teria que ter estômago de tubarão para ir até o fim.

O enredo até começa bem, de suspense, em pleno carnaval da época do governo Ernesto Geisel, visto em fotos nas repartições públicas. Porém, o filme não esclarece a vida passada do protagonista, se foi um cruel assassino de algum grupo terrorista da extrema esquerda ou apenas um professor aloprado cometendo crimes secretos como hobby para vencer o stress das pesquisas sobre carros elétricos na universidade. Também não esclarece se a perna encontrada na barriga de um tubarão era de sua mulher.

Como todo filme de cineasta da extrema esquerda que aborda os anos da ditamole dos militares, Kleber M. Filho expõe um país governado por brutamontes corruptos e assassinos, existentes em todas as esquinas e repartições públicas. Nada de positivo tem chance de aparecer na tela. E, como também ocorre em Bacurau, do mesmo diretor, o sexo anda mais solto que a língua do Ogro de Nove Dedos depois de tomar uma branquinha. É trepada com a dentista, é trepada por trás na repartição pública, é felatio tranquilo em sala de cinema, é orgia ao ar livre, como se só isso fosse o que havia de edificante nos anos 1970.

Bacana, mesmo, foi ver a parte do, digamos, manifesto de moralidade, sobre a perna encontrada na barriga do tubarão, que passa pelo IML, sai de lá mediante uma troca de perna de animal e alguns trocados no bolso, e volta a ser jogada de novo na represa onde um corpo havia sido jogado, depois de levar alguns tiros enquanto ainda estava dentro do porta-malas, envolto em panos. Muito idiotas ou muito autoconfiantes, esses matadores de aluguel, metendo bala na lataria do próprio carro, podendo atingir o tanque de combustível.

Que manifesto de moralidade foi esse?

A perna cabeluda sai da margem do lago, onde uma marola a deve ter levado, e passa a ter vida própria, como um ente vingador e moralista, dando porrada em quem encontra pela frente, especialmente uma pequena multidão que fazia sexo ao ar livre numa praça. Quase me senti vingado, com a perna ambulante impondo a moral e os bons constumes. Foi a dica para desligar a TV e dormir.

Se um filme tosco, ridículo e apelativo como O Agente Secreto conquistou o Globo de Ouro e foi indicado ao Oscar, imagino o nível escroto dos filmes que não foram indicados. Prova disso é Os Pecadores, outra excrescência de violência máxima, ter recebido mais indicações ao Oscar do que Titanic.

Pela obra-prima de Kleber Mendonça Filho, sugiro que o Ministério da Cultura crie o Kikito do Kleber, para futuras premiações bacuráuticas, pernocas secretas e quetais.

F. Maier



        P.P.S.:

      24/02/2026

     Está certo o cineasta franco-espanhol Óliver Laxe, diretor de Sirât, ao criticar os brasileiros: Há muitos brasileiros na Academia, e nós os adoramos, mas eles são ultranacionalistas. Acho que, se os brasileiros inscrevessem um sapato no Oscar, todos votariam nele.
      
      Fica a dica para mais um filme de Klebão, A Bota.

      F. Maier