MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964
Avião que passou no dia 31 de março de 2014 pela orla carioca, com a seguinte mensagem: "PARABÉNS MILITARES: 31/MARÇO/64. GRAÇAS A VOCÊS, O BRASIL NÃO É CUBA." Clique na imagem para abrir MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964.

segunda-feira, 12 de julho de 2021

Usina de Letras: Entre Tréplicas, Kiloplas, Gigaplas e Teraplas - Por Félix Maier

Usina de Letras: 

Entre Tréplicas, Kiloplas, Gigaplas e Teraplas


Por Félix Maier

13/07/2021


Caros leitores,

Desde o ano de 2000, passei a publicar artigos e ensaios no site Usina de Letras (https://www.usinadeletras.com.br/), criado em agosto de 1999 pelo agitador cultural Gustavo Dourado e pelo Sindicato dos Escritores do Distrito Federal.

Como era de se esperar, muitos ataques surgiram contra a minha pessoa, por ser um solitário marinheiro remando contra a maré vermelha então dominante na mídia em geral, na cultura, na TV, nos sindicatos, nas redações dos jornais e das revistas, nas universidades e até dentro da Igreja Católica dos padrecos da Teologia da Libertação. Infelizmente, muito pouco mudou desde então.

Abaixo, alguns exemplos dessas flame wars (guerrilhas eletrônicas) dueladas contra esquerdistas em geral e petistas em particular.

Divirta-se, amigo!

Félix Maier


Artigos-->Carta ao Espírito Santo ou Lembrar é preciso - 10 -- 25/04/2001 - 17:27 (Félix Maier)

https://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=1568&cat=Artigos&vinda=S

Um artigo incomoda muita gente - já me escreveu uma pessoa amiga. Dez artigos incomodam muito mais.

O Sr. Lúcio Emílio do Espírito Santo Júnior publicou um artigo em Usina atacando alguns artigos que publico, "Lembrar é preciso". Taxa-me de anticomunista, o que para mim é um elogio. O que não quer dizer que eu seja um nazista - como já deve estar deduzindo o zangado Sr. Espírito Santo em sua estreita visão dualista, prática comum de todo pensamento marxista.

O que escrevo é apenas História do Brasil. Como hoje a esquerda está tentando escrever nossa História à sua cara, distorcendo os fatos, promovendo uma completa desinformação à nossa sociedade, especialmente entre os mais jovens, eu procuro apenas contar a verdade. E a verdade está em relatar o que de fato ocorreu. Isso é história, o resto é mitologia.

Se o Sr. Lúcio prefere os mitos, que fique com eles. É um direito dele. Apenas quero que ele me prove que algum fato por mim relatado não condiz com a verdade.

Ficar apenas cheio de bocas, bicos, beiços e batons não leva a nada. É coisa de boboca.


Artigos-->Espírito de Porco -- 03/05/2001 - 17:34 (Félix Maier)

https://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=1641&cat=Artigos&vinda=S

Se eu sou o Infelix, o Espírito Santo Não Sei das Quantas é um espírito de porco.

O Espírito de Porco afirma, sem nunca ter visto minha cara, nem lido a sério o que escrevo, que eu prefiro Hitler a Stálin. Não imaginava que havia tanta porcaria na cabeça do espírito de porco. Ora, eu até tenho publicado um dicionário em Usina, "Arquivo da Intolerância", onde claramente me posiciono contra qualquer forma de totalitarismo, seja apelidado de direita, seja de esquerda. Leia o tal Arquivo, espírito de porco, e depois me corrija algum lapso que eu por acaso tenha cometido, que rapidamente irei corrigir. Porém, não venha querer emporcalhar minha imagem me identificando com Hitler ou qualquer outro sacripanta desta espécie. Uma coisa, porém, eu tenho certeza: o espírito de porco se identifica com muito carinho com Stálin, o açougueiro-mor da humanidade. O que não é nenhuma novidade, vindo da cabeça de um espírito de porco.

A "TV Lumumba" (ou TV Cultura, dá na mesma) no sábado passado apresentou Prestes como sendo um legítimo herói brasileiro. Outra vez, não é nenhuma surpresa, pois sabemos muito bem que comanda aquela TV. Está fazendo seu papel, que é desinformar o povo. Um sujeito como Prestes, que exigiu que seus comparsas matassem Elza, a "garota", e ainda deu uma bronca neles por estarem em dúvida quanto à execução da moça, é um criminoso, não um herói. A Coluna Prestes também espalhou o terror pelo sertão, com assassinatos, roubos, estupros. Isto está documentado nas memórias de Juarez Távora, recentemente liberadas. E há o depoimento de inúmeras pessoas, aqui do Distrito Federal, que comprova as barbaridades da Coluna. Apesar desses crimes todos, Prestes tem memoriais sendo inaugurados a todo momento em todo o território nacional.

O Tenente Mendes é, sim, um herói brasileiro, assim como o é o sargento Hollenbach, que deu a vida para salvar um menino das ariranhas no Zoológico de Brasília.

O Tenente Mendes estava cumprindo um imposição de seu cargo e de sua função, que naquele momento era desbaratar uma guerrilha na região de Registro, em São Paulo. Depois de se entregar a Lamarca, em troca da liberação de seus soldados, o Tenente Mendes foi espancado por coronha de fuzil até a morte. O comandante da PM que tentou liberar a estrada em Eldorado do Carajás também estava investido de uma função constitucional. Infelizmente, a violência dos sem-terra, que avançaram como tresloucados para cima da polícia, resultou na morte de 19 pessoas. Não sei por que não há nenhum sem-terra respondendo àquele processo, já que as imagens da televisão claramente mostraram o incitamento de agitadores profissionais, que de alto-falante e armas em punho jogaram aquele pobre povo em cima dos policiais, os quais não tiveram outra solução senão se defender. Estava em jogo a própria pele. Isso a televisão mostrou claramente e não há um espírito de porco sequer que possa contestar essa versão, por mais emporcalhada que esteja sua mente.

Sabemos, toda a Usina, quem são os heróis que o espírito de porco venera. Não era de se esperar outra coisa saída da cabeça de alguém que cultiva suas idéias no chiqueiro.

[Arquivos I - Uma história da Intolerância - cfr. em https://felixmaier1950.blogspot.com/2020/06/arquivos-i-uma-historia-da-intolerancia_78.html]


Artigos-->Usina de Letras: uma nova Loucademia? -- 04/05/2001 - 14:04 (Félix Maier)

https://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=1648&cat=Artigos&vinda=S

A Academia Brasileira de Letras, como qualquer organização em nosso país, também é patrulhada pela patota da esquerda. No caso, fantasiada em vistosos fardões.

Há alguns anos, houve um entrevero na Loucademia, que poderia ter algum significado razoável, caso ainda vivêssemos os bons tempos da guerra fria. Zangados escritores canhotos protestaram, na ocasião, contra a concessão de um prêmio daquela organização a Roberto Campos, por seu livro “Lanterna na Popa”. Queria a canhota loucadêmica que o prêmio fosse concedido a Fernando Morais, notório canhoto, pelo livro “Chatô”. Antônio Callado e sua patota não podiam admitir que o prêmio caísse na mão de alguém do “outro lado”, por ter sido integrante da equipe governamental durante a ditabranda militar. Tinha que ser concedido a algum intelectual canhoto.

Mais recentemente, quando Roberto Campos foi candidato a “imortal”, a patrulha esquerdista da Loucademia pôs novamente seus pitbulls em ação. A ex-mulher de Dias Gomes - a vaga que surgiu era desse imortal - ameaçou retirar o corpo do ex-marido do mausoléu da Academia, caso Roberto Campos fosse eleito para ocupar a nova cadeira...

Usina de Letras é uma editora virtual totalmente democrática, onde todos têm direito de escrever suas opiniões. Infelizmente, há alguns espíritos de porco que tentam impor a censura, atribuindo-se direitos e prerrogativas que somente eles julgam possuir. Ora, Usina não é uma zona, como disse um espírito de porco intolerante. É uma chance única que a internet coloca ao alcance de milhões de pessoas para extravasar emoções, escrever ensaios, dizer o que pensa. Querer promover a censura nessa página democrática é coisa de quem cultiva suas idéias no chiqueiro - como já disse anteriormente.

Trocadilho por trocadilho, já afirmei e volto a repetir: se eu sou o Infelix, o Espírito Santo Não Sei das Quantas é um espírito de porco. Vá promover a censura na zona que deve ser a sua casa.


Artigos-->Entre Tréplicas, Kiloplas e Gigaplas -- 07/05/2001 - 11:56 (Félix Maier)

https://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=1701&cat=Artigos&vinda=S 

Alguns escritores de Usina me pediram para não entrar nessa “flame war”, nessa tal de guerrilha eletrônica boboca com o Sr. Espírito Santo. Em atenção a esses três ou quatro leitores, hoje dou por encerrado o episódio. Antes, convém esclarecer o que houve.

Eu havia escrito um artigo, “Lembrar é preciso – 9” (*), em que historiava o vil crime cometido por Lamarca e seu bando, assassinando a coronhadas de fuzil um oficial da polícia de São Paulo. O tenente Mendes havia se entregado a Lamarca em troca da liberação de alguns soldados que comandava, que haviam sido aprisionados pelos guerrilheiros. Como Lamarca não podia executar o oficial com um tiro, pois iria chamar a atenção das forças de segurança que procuravam os guerrilheiros nas imediações, o tenente Mendes foi torturado até a morte e enterrado lá mesmo, nas matas de Registro, São Paulo. Dizia eu que o tenente Mendes deveria ser considerado um herói, não Lamarca ou Prestes – este último sendo homenageado com a construção de inúmeros memoriais Brasil afora, embora tivesse sido um assassino frio, ao mandar matar Elza, uma comparsa da Intentona Comunista de 1935, escrevendo um bilhete aos “camaradas”, dando uma bronca por que ainda não haviam executado a “garota”.

Aí, não sei por que cargas d’água, o Sr. Espírito Santo publica um artigo dizendo que estava de saco cheio em ouvir minha lenga-lenga anticomunista, que o tenente Mendes era um personagem da opressão, algo assim, que eu, entre Stálin e Hitler, escolheria Hitler.

Não sei de onde o Sr. Espírito Santo sacou essa conclusão. Em primeiro lugar, sou contra qualquer forma de sistema totalitário. Se o leitor tiver dúvida, dê uma espiada em “Arquivo da Intolerância”, um dicionário ainda em elaboração, em que eu enumero as mais diversas formas de intolerância existentes no mundo. Além do mais, sou descendente de marranos, segundo me garantiu o líder da Sinagoga Beit Israel, de Brasília. Meu bisavô tinha pavor de Hitler quando este tomou o poder na Alemanha, pois achava que o tirano iria matar todos os judeus e os descendentes de judeus espalhados pelo mundo – o que era o seu caso. Como eu posso admirar alguém que poderia ter destruído meus ascendentes e que, em conseqüência, eu nunca teria existido?

Comunista sempre acha que quem é anticomunista é, automaticamente, nazista. Dentro da lógica dualista estreita que aprendeu com o marxismo, o Sr. Espírito Santo me colocou à escolha o capeta (Stálin) e o diabo (Hitler). Como ele sabe que não tenho trato com o capeta, só posso ter feito pacto com o diabo...

Conheço muito bem a manha dessa gente. Eles vêm a público e afirmam coisas que você não é e coisas que você não disse. Se você não responder ao insulto, você está automaticamente concordando com aquelas afirmativas. Se você, porém, responder com a mesma ênfase, usar de palavras duras, logo se sentem ofendidos, se apresentam como coitadinhos e passam a dizer que você baixou o nível da discussão. Os insultos continuam, se houver uma tréplica, porém, não é feito o que deveria ser elementar em uma situação como esta: discutir civilizadamente as idéias colocadas em questão – se é que há idéias para discutir.

Portanto, em consideração aos escritores de Usina, aqui encerro minha resposta ao Sr. Espírito Santo, mesmo que ele continue com suas tréplicas, kiloplas, gigaplas ou nanoplas.


(*) Artigos-->Lembrar é preciso - 9 -- 25/04/2001 - 10:27 (Félix Maier)


"Pela anistia se elimina não somente a punibilidade da ação, mas a sua própria existência como crime, isto é, as conseqüências penais que dele podem decorrer".

(Mirador, Tomo 2, Encyclopaedia Britannica)


----------


O Grupo Tortura Nunca Mais aproveita-se da mídia e da chantagem perante o Governo para a toda hora e em todos os lugares acusar todos aqueles que combateram o terrorismo no Brasil, nas décadas de 60 e 70, taxando-os de "torturadores", sem apresentar provas.

Apesar da Lei da Anistia estar em vigor, e que por isso deveria ser aplicada a todos, muitos brasileiros estão ainda hoje sendo patrulhados pelo Tortura, com prejuízos profissionais e sociais irreparáveis. Ou seja, um grupo que pretensamente combate a tortura, está aplicando a mesma tortura a muitos cidadãos brasileiros - tortura psicológica também é tortura.

Como se pode depreender do último estudo da ONU, o Brasil continua aplicando a tortura rotineiramente, mesmo sem termos guerrilhas - ao menos declaradas. A esquerda, encabeçada pelo Tortura, clama para si o monopólio da tortura, já que nunca se pronunciou a respeito da tortura praticada pelos terroristas - como foi o caso do assassinato do Tenente Mendes, em São Paulo, no dia 10 de maio de 1970. O Tortura deveria mudar seu nome para "Terrorismo Sempre".

Abaixo, é transcrito um relato da prisão, tortura e morte de um autêntico herói brasileiro. Esse herói brasileiro não é exaltado em nosso país. Não possui bustos nas cidades brasileiras. Porém, o mandante do crime, Carlos Lamarca, é apresentado aos brasileiros como um de seus maiores heróis. Consulte o site de Tortura (www.torturanuncamais.org.br) e depois me escreva se consta algum assassinato em sua longa biografia de crimes, que os patifes de Tortura encobrem.

Com essa desinformação toda sendo ministrada continuamente aos brasileiros mais novos, que não conheceram os "anos de dinamite", é importante que se traga a público mais esse bárbaro crime cometido contra os brasileiros.

Por isso, mais do que sempre, lembrar é preciso.


----------


"O ASSASSINATO DO TENENTE MENDES

Na noite do Dia das Mães, 08 de maio, depois de mais de duas semanas ainda cercados na área, Lamarca e mais 6 militantes emboscaram cerca de 20 homens da Polícia Militar de São Paulo, chefiados pelo Tenente Alberto Mendes Júnior - o "Berto", como era chamado por sua família, que decidiu se entregar como refém, desde que seus subordinados, feridos, pudessem receber auxílio médico.

Na noite seguinte, os 7 guerrilheiros ficaram reduzidos a 5, pois 2 haviam se extraviado na refrega da noite anterior.

Conduzindo o Tenente Mendes como refém, prosseguiram na rota de fuga.

Depois de andarem um dia e meio, os 5 guerrilheiros pararam para um descanso, no início da tarde de 10 de maio de 1970.

Lamarca disse que o Tenente Mendes os havia traído, causando a morte de dois companheiros (não sabia que eles estavam, apenas, desgarrados) e, por isso, teria que ser executado.

Nesse momento, enquanto Ariston Oliveira Lucena e Gilberto Faria Lima vigiavam o prisioneiro, Carlos Lamarca, Yoshitane Fujimore e Diógenes Sobrosa de Souza afastaram-se e, articulando-se em um "tribunal revolucionário", condenaram o Tenente Mendes à morte.

Poucos minutos depois, Yoshitane Fujimore, acercando-se por trás do Tenente, desferiu-lhe, com a coronha do fuzil, violentos golpes na cabeça. Caído e com a base do crânio partida, o Tenente Mendes gemia e contorcia-se em dores. Diógenes Sobrosa de Souza desferiu-lhe outros golpes na cabeça, esfacelando-a.

Lamarca, perante os 4 terroristas, responsabilizou-se pelo assassinato.

Ali mesmo, numa pequena vala e com seus coturnos ao lado da cabeça ensangüentada, o Tenente Mendes foi enterrado.

Alguns meses mais tarde, em 08 de setembro de 1970, Ariston Oliveira Lucena, que havia sido preso, apontou o local onde o Tenente Mendes estava enterrado. As fotografias tiradas de seu crânio atestam o horrendo crime cometido. Sua mãe entrou em estado de choque e ficou paralítica por quase três anos.

Ainda nesse mês de setembro, descoberto o crime, a VPR emitiu um comunicado "Ao Povo Brasileiro", onde tenta justificar o frio assassinato, no qual aparece o seguinte trecho:

"A sentença de morte de um Tribunal Revolucionário deve ser cumprida por fuzilamento. No entanto, nos encontrávamos próximos ao inimigo, dentro de um cerco que pôde ser executado em virtude da existência de muitas estradas na região. O Tenente Mendes foi condenado e morreu a coronhadas de fuzil, e assim o foi, sendo depois enterrado."

Os dirigentes da VPR não só eram os donos da verdade, como arvoravam-se em senhores da vida e da morte!

Na tarde de 31 de maio de 1970, Lamarca e os 4 militantes seqüestram uma viatura do 2º Regimento de Obuses 105 e conseguem romper o cerco, largando o veículo já na cidade de São Paulo, na marginal do rio Tietê, perto do bairro da Vila Maria, com os militares amarrados à carroceria, sem roupas.

O segundo assassinato cometido por Lamarca e a fuga bem sucedida, ludibriando e humilhando os militares, serviu para aumentar a lenda e o mito."


(Texto extraído de TERNUMA: www.ternuma.com.br)



Cartas-->Carta fechada ao Fábio Lourenço -- 17/05/2001 - 16:44 (Félix Maier)


Certo dia, um cachorro mordeu a bunda de um rapaz. Antes de ir ao médico, o mordido queria ter certeza de que aquele bicho era realmente um cachorro. Começou a mostrar a bunda a todos os amigos e conhecidos da rua onde morava, perguntando o que tinha ocorrido com seu lindo bumbum.

Um disse que devia ser mordida de cachorro, os caninos foram fundo naquela geléia macilenta, não havia dúvida que era um cachorro. Outro, porém, disse que era um cão, pelo tipo de mordida, só podia ser um cão. Um terceiro disse que a mordida devia ser de um cusco gaúcho preconceituso, mordeu o lindo bumbum achando que era de um habitante de Pelotas.

Assim são muitos dos rapazes que ultimamente apareceram em Usina de Letras, para colocar seu bumbum de fora. Como não têm opinião própria, buscam sempre checar suas certezas e suas verdades com a patota que os envolve e asfixia. Autoproclamando-se autênticos, lúcidos, puros, democratas, debochados, mordazes, os melhores escritores do mundo, na verdade não sabem nada, apenas macaqueiam em reflexo condicionado o que aprenderam (?) nas universidades, hoje comandadas pela libélulas da USP, pelas mariposas da UNICAMP, pelas borboletas da UnB.

Se aparece alguém em Usina, por exemplo, e escreve algo que não é visto como sendo um "conhecimento coletivo" dessa macacada, um bando todo é chamado para sacolejar as árvores onde habitam, emitindo seus grunhidos em protesto contra a audácia do invasor.

Não tardará, alguém vai meter a naba no rabo de um destes rapazes. Aí ele irá mostrar seu lindo bumbum a todo mundo, perguntando se aquilo é uma cenoura, um nabo ou um consolo-de-viúva.

-------

Obs.: Não perca amanhã "Os embaladores de peido", nesta Usina.



Cartas-->Os embaladores de peido -- 17/05/2001 - 18:17 (Félix Maier)

Preâmbulo:

Esta carta deveria ser escrita amanhã, como prometido na "Carta fechada ao Fábio Lourenço". Porém, devido ao perigo de ocorrer um apagão repentino, antecipei minha missiva, que segue abaixo.

-----------------------

A macacada está começando a agitar em Usina. O grunhido de um macaco já acordou o macaco vizinho, que chamou outro macaco para promover a algazarra nas árvores.

Há décadas, sabe-se que a esquerda é realmente unida. Agradam-se uns aos outros em público e na privada, fazem-se mútuos afagos, citam-se uns aos outros em ensaios e livros “didáticos” utilizados nos colégios e nas universidades, sempre com enorme magnanimidade, sem considerar o mérito de suas afirmações. Mesmo para dirimir dúvidas simples, por exemplo, se alguém foi mordido por um cão ou por um gato – quando todos viram que foi mordido por um cão –, a dúvida deve ser esclarecida pelo “pensamento coletivo” da patota. Assim, observa-se que se um fato não for aceito como um “pensamento único” da macacada, a verdade pode perfeitamente se tornar mentira, a mentira um dogma. Mesmo se levou uma naba no rabo, essa esquerda stalinista retrógrada irá mostrar o bumbum a todo mundo, perguntando se aquilo foi ação de uma cenoura, de um nabo ou de um consolo-de-viúva.

Na verdade, são todos embaladores dos seus próprios peidos, que são levados em vidros coloridos vistosos para que toda a macacada possa cheirar os peidos uns dos outros. Quem de longe observa esse íntimo ritual coletivo, pode achar que estão apenas em uma loja de “O Boticário”, testando perfumes deliciosos. Pura desinformação. Estão apenas se extasiando com os peidos cheirosos uns dos outros.

----------

Troféu peido mais cheiroso

Como o painel de votação eletrônico de Usina está sob suspeita, os eleitores poderão utilizar bananas, que no final da eleição serão doadas à macacada.
Façam, pois, suas escolhas!

Lúcio Emílio      ( )
Fábio Lourenço ( )
..................... ( )
..................... ( )


Artigos-->Acareação em Usina no Dia do Escritor -- 25/07/2001 - 14:31 (Félix Maier)


Finalmente, chegou a imperdível noite de encontro dos usineiros. O dia 25 de julho, Dia do Escritor. Ia enfim começar a acareação em Usina de Letras.

Pouco a pouco, os usineiros foram chegando. Muitos vieram do aeroporto em táxi-lotação, que a merreca estava curta.

Chamou a atenção a picape japonesa de luxo de um usineiro que costuma descer o cacete na burguesia. Mas, Brasília é assim mesmo: além de criar a Ilha da Fantasia, criou também o bumbá da vaca louca. Explico: o jornalista Ronaldo Junqueira definiu bem o maniqueísmo candango, ao parodiar a festa de Parintins, onde só há lugar para o boi garantido (vermelho petista, abraçado pelo Correio Braziliense) e o boi caprichoso (azul rorizista, vestido pelo Jornal de Brasília). Até aí, nada demais.

Acontece que em Brasília as fantasias estão trocadas: enquanto o "burguês" Roriz era acompanhado nas últimas eleições por fubicas caindo aos pedaços, o pretendente à reeleição do "governo popular e democrático" era acompanhado em carreatas por carrões nacionais e importados, todo o Plano Piloto e o Lago eram um vermelho só, "honestamente" boi garantido. O cerrado, efetivamente, criou o bumbá da vaca louca. Que em Brasília é transportada em picape japonesa.

Adolf Hitler foi um dos primeiros a aparecer na sede virtual de Usina, no 7º subsolo do Correio Braziliense. Chegou reclamando da baixa umidade de Brasília, ainda no aeroporto já havia tomado três garrafas de cerveja Kaiser, a viagem pela Lufthansa tinha sido “alles blau”, porém a companhia extraviou uma de suas malas:

- Deutschland über alles! – cumprimentou Adolf. Isso é um absurrdo! – dizia Adolf puxando e quase arrancando o bigodinho. Quando eu erra a Führer, nossa companhia aérrea erra mais responsável, não perrdia as bagagens. Hoje tudo está se deterriorrando em Deutschland. Nossos patrrícios alemães, antes tão trabalhadorres, estão perrdendo todo o seu Deutschtum (“germanismo” – traduz Zé Pedro), não querrem fazerr qualquerr tipo de serrviço, porr isso estão chamando os turrcos, que estão tirrando nossos emprregos. Nossos trrabalhadorres prreferrem o ócio, querrem ficarr eterrnamente desemprregados, parra serrem custeados pelo goverrno, e recusam oferrtas de trabalho. Piorr de tudo: essa Volkerwanderung (“avalanche de povos” – traduz Zé Pedro) de turrcos vai logo fazerr Deutschland terr favelas igual ao Brrasil – lamenta desolado o Führer. Não é mesmo, Frau Eva? – pergunta Adolf à sua linda esposa.

- Mas isso é xenofobia, você está pregando o racismo em seu ataque contra os turcos – corta Zé Pedro, que também serve de intérprete a Adolf.

- Orra, vocês brasileirras demarrcam enorrmes árreas parra meia dúzia de índias, onde ninguém de forra pode entrarr, nem a exérrcito, e você me falarr de xenofobia? – devolve Adolf. Esta papo furrada aqui em Usina não me interressa. O que interressa é a minha encontrro marrcada com os negrras Kalungas de Goiás, e aumentarr meu “Allgemeine Bildung” (cultura geral – esclarece Zé Pedro) na Bahia, com Her Carlinhos Brown, sobrrinho de minha querrida Frau Eva – completa o Führer.

Além do Führer, foram chegando aos poucos figurinhas carimbadas de Usina: Denison, Ayra on, Zé Pedro, Milene, Elpídio, Kaká, Diógenes, Vânia, Henrique, Schwartz, Bruno, O Esteta, Surrealista, Daniel Fiúza, Punkgirl, Emilia Talvez, Samantha, Hephestus, Tinny, J.B.Xavier, o punk anarco-filósofo das Gerais.

A presidente da acareação, Dona Vagina, abriu a sessão dizendo que estava “aberta” para todas as reivindicações e reclamações dos usineiros. Todos os escritores e escretores tinham o direito de ocupar a tribuna para responder às “flame wars” de que foram vítimas nos últimos meses em Usina. A sessão de acareação – dizia Dona Vagina – seria encerrada à meia-noite com uma palestra de Armagedon, o criador da Usina. O Sr. Estrovenga, na sua fala inaugural, prometeu que “perfuraria” todos os obstáculos que aparecessem pela frente, mesmo que tivesse que “utilizar sua força bruta” – disse ameaçando com o falo nas mãos.

Mas, a rigor, ninguém prestava atenção na fala inaugural de Dona Vagina e nas ameaças do Sr. Estrovenga. Era hora de colocar o papo em dia, esclarecer mal-entendidos surgidos em alguns artigos mais contundentes de Usina, enfim, selar a paz. Briga, só de letras, nas páginas virtuais de Usina.

Milene Arder, num canto, estava silenciosa. Ninguém ainda havia ouvido sua voz. É que já há meses ela tentava desenvolver uma poesia sobre as rãs, desde que ouviu falar do ranário da esposa de Jáder Barbalho, financiado a fundo perdido pela SUDAM. Há poesia em tudo, aprendera Milene com o professor de literatura. Mais do que coaxar (as rãs também coaxam?), as rãs também oferecem poesia. Porém, sua musa inspiradora, sempre pronta a atender a todos os seus pedidos, ficara cega, surda e deixara de coaxar. Mordiscando sua Bic, o papel à frente de Milene nunca estivera tão branco.

Punkgirl também não prestava atenção ao discurso de Dona Vagina, como a maioria dos ouvintes. Mais do que ouvir palavras puramente formais, era hora de papear com companheiros anteriormente apenas virtuais, contar as últimas piadas, as mais cabeludas possíveis – sempre envolvendo políticos.

- Cadê o Infelix, esse cara mora aqui perto, ainda não chegou? – inquiriu o punk anarco-filósofo das Gerais, ainda reclamando da dor de cabeça, depois de fumar um havana, provavelmente feito de folha de bananeira.

- Já esteve aqui antes de você chegar – inventou Hephestus, que também tinha bronca do cara. Deu uma escapada da cama para pedir desculpas à Milene, por tê-la chamado de Milady, e voltou antes que a mulher dele desse por sua falta – completou, vingado, Hephestus.

O punk anarco, tonto, com a língua um tanto presa devido ao mojito ingerido em excesso, passou a descrever suas bravatas feitas nas últimas batalhas antiglobalização. Baixou a calça para mostrar a Hephestus e a Ayra on a marca deixada pela PM de Brasília em seu lindo bumbum, durante a batalha campal promovida por punks na Esplanada dos Ministérios. Mostrou também com orgulho uma ferida viva na bunda, devido a estilhaços de uma granada de efeito moral lançada pela polícia de Gênova contra os violentos globobões burgueses de 189 países de todo o globo globalizado, que se manifestaram contra a globalização, na última reunião do G-8.

Punk é por natureza anarquista. É contra tudo e contra todos. Nada do que existe no mundo está correto para um anarquista. Assim, o punk das Gerais, em sua tese que prepara na universidade, prova que a natureza está errada, ao obrigar que todos os seres humanos venham ao mundo pela vagina. O certo seria se viessem via ânus - descobriu magistralmente o futuro filósofo-mestre das Gerais.


----------


Como toda reunião que se preze, logo começou a panfletagem. Ayra on, petista rosa (agora, além de vermelhos, há petistas rosas, como Marta, e petistas amarelos, como o candidato quase eleito de Curitiba) aproveitou para entregar a cada usineiro presente uma lista com os nomes do futuro governo do DF, o “Governo dos Chicos”.

Lia-se no folheto:

“Futuro governo PeTista do Distrito Federal:

- Chicóvam Buarque: governador

- Chico Floresta: secretário do Meio Ambiente

- Chico Vigilante: da Segurança

- Chica do Barro: da Habitação

- Chico Paz: comandante da PM (ex-coronel Chico Guerra, foi obrigado pelo PT a mudar de nome, para a Polícia se tornar menos violenta)

- Chico Pancada: procurador do DF (também conhecido como "Chico Kassettada" - grava conversa alheia e depois pisa em cima do kassette)

- Chicotada: diretor do CAJE

- Chicocô: dos Esgotos (projeto de adubo humano para plantações de café e soja no cerrado, com apoio da EMBRAPA)

- Chico Banho: das Águas

- Chica Bom: da Merenda Escolar

- Chicaneiro: Advogado-geral do DF

- Chico-Preto: dos Parques e Jardins

- Chicote Queimado: da Criança e Assistência Social

- Chico Paletó: dos Esportes: integrante da AVLDF (Associação do Vôo Livre do DF), está sempre ausente, só o paletó é encontrado no gabinete

- Chico Grilo: combate à grilagem

- Chico Manco: da Saúde (escolha politicamente correta); Chico ficou irremediavelmente manco de uma perna quando, durante uma visita a Cuba, teve que ouvir em pé um discurso de Fidel, que durou 15 horas

- Chico Cola: da Educação, autor do programa “Cola na Escola” (nenhuma criança é reprovada)

- Chico Camelô: da Indústria e Comércio, pretende transformar a Rodoviária e todo o elevado entre o Conjunto Nacional e o Conic em um imenso mercado persa, como o Khan al-Khalili do Cairo

- Chico Vacina: aspone cubano, da campanha de vacinas, para aplicação de vacinas de Cuba que não têm nenhuma eficácia (mas rende um dinheirinho a Fidel)

- Chico Messetê: aspone do governador para abrigar e dar alimentação a integrantes do MST que chegam a Brasília (uma marcha a cada mês, no mínimo, para não perder a “mística”)

- Chico Marmita: dos Restaurantes Populares, comida a R$ 1,99 o kilo

- Chico Trampa: outro aspone, pretende moralizar o comércio da Feira dos Importados, vulgo Feira do Paraguai, modernizando o contrabando

- Chico Come-quieto: dos Motéis Populares, R$ 1,99 a hora

- Chico Coluna: da Comunicação Social, mantém coluna no “Diário Oficial do PT” (Correio Braziliense)

- Chicobaia: da Biotecnologia (transgênicos e transexuais)

- Chiconsolo-de-viúva: da Cultura Feminista, promove peças teatrais sexuais para mulheres solteiras/viúvas, devido ao grande número de mulheres sem marido/sem amante/sem ter com quem “ficar”

- Chica Cegonha: outra aspone, parteira com pós-graduação feita com índias do Amazonas, para gerenciar a alta taxa de natalidade 9 meses depois da Micarê (alguns petistas queriam a Chica Trituradora, que prometia clínica de aborto em cada quadra, porém venceu a ala light do PT, que fez prevalecer o direito à vida)”


----------


- Mas o Cristóvam disse que vai concorrer ao Senado – intervém o atento Henrique.

Ayra on esclarece:

- Não vai mais. Nós temos prova de que o governador Roriz é o maior falsário do planeta. O metrô é apenas uma ilusão computadorizada, as pessoas sentam defronte de modernos videogames instalados na Rodoviária, e todos sentem que estão de fato viajando de metrô. O viaduto do Catetinho é apenas um enorme painel reflexivo que ilude os motoristas.

- Mas, e a terceira ponte? – indaga o bem-informado Henrique, apesar de morar em Canoas.

- Mais uma canoa furada do Roriz – afirma Ayra. Na verdade, as obras nas margens do Paranoá não são para a construção da ponte, mas para ampliar o Projeto Orla, versão Lago Sul, com luxuosos apart-hotéis do Paulo Octavio, do Sérgio Naya e do Luiz Estêvão.

- E Samambaia, não foi eleita pela ONU como modelo de assentamento? Roriz não foi chamado à sede da ONU para apresentar no Habitat + 5 seus programas de desfavelamento no Distrito Federal? – inquire Punkgirl.

- Outra embromação do Roriz – diz Ayra com convicção. Na verdade, quando a funcionária da ONU esteve em Brasília, Roriz não a levou a Samambaia para passear de helicóptero, mas para um dos muitos assentamentos feitos em terras públicas por grileiros em Brasília para a alta burguesia, onde só se avistam casas em estilo colonial, com piscina com aquecimento solar, e a média de cinco carros em cada casa. Nós coletamos as provas de todos estes embustes de Roriz, que será desmoralizado perante seus eleitores, abrindo assim passagem para a volta triunfal de Cristóvam. Já estamos entrando com um pedido de impeachment contra o embusteiro Roriz.

----------

Enquanto os usineiros liam o panfleto petista e ouviam as discussões do desgoverno Roriz, Hephestus e o punk anarco-filósofo das Gerais aproveitaram para dar uma espiada em Usina e incluir textos bobocas, apenas para “deletar” da homepage os últimos títulos lançados por Zé Pedro, pelo Infelix e por outros desafetos virtuais, para que não fossem lidos. Aproveitaram também para dar uma clicada em alguns de seus próprios textos, para melhorar suas posições no “placar” de Usina.

Nesse tempo, Bruno mostrava o roteiro de um filme a J. B. Xavier, que ele gostaria de ter rodado. Porém, Sérgio Reacende foi mais rápido no gatilho da Kalashnikov. Será um longametragem luso-cubano-brasileiro de 120 segundos, em preto & vermelho, já sendo parido na moviola, tendo como personagem principal o maior herói das Américas: Che.


Título do filme: “Las viudas de Che”

Produção: Emir Sádico

Diretor: Sérgio Reacende

Assistente de Direção: Frei Beatto

Música: Chico Bê de Hollambra

Roteiro: Saramágico (*)

Câmara: Jô Eme Malles

Assistente de Câmara: Marcinho Pevê

Assistente militar: Zé Di Ceu

Treinamento de atores: Mister Stedile do Taquari (MST)

Ator: Paulo Setti (como Che)

Atriz: Luz Célia Esse.

Figurino: Cecília Coambra

Maquilagem: Marta Suplício

Participação especial: Fidel Castrus


(*) penúltima magia: esconder um Nobel na manga



Cena 1

(Fade in)

Câmara abre em close no rosto de Che Guevara, com sua indefectível boina.

- Hay que endurecer... – diz Che.

(Plano Geral) Tátátátátátátátátátátátátátátátátá. Começa o fuzilamento de mais 50 condenados, no paredón cubano. Um a um vão caindo mortalmente todos os infelizes. As novas "viudas" de Che não param de chorar.


Cena 2

Close em um botão de rosa sendo entregue por Che a uma das "viudas". Erguer a câmara até o rosto de Che, que pisca maliciosamente e diz:

- ... pero sin perder la ternura jamás!

Abrir a câmara para plano geral no cemitério, com uma fila de "viudas" recebendo flores de Che.


Cena 3

(Plano Geral) Che entra no prostíbulo e faz os primeiros aquecimentos para montar em uma jinetera – uma "viuda" de Che.

- Hay que endurecer! Hay que endurecer! – repete Che.

Após alguns instantes, geme a jinetera, com os olhos esbugalhados de tanto gozo:

- Che Vara! Che Vara!


Cena 4

Close no rosto de Che, atingindo o orgasmo e gritando:

- Socialismo o muerte! Hasta la victoria! Siempre!

(Congelamento do grito de Che, em close)

(Fade out)


Rolam os créditos finais com a seguinte mensagem:

"Assim morreu Che. O exército Boliviano passa a ser acusado de matá-lo, mas comprova-se que os ossos encontrados posteriormente na Bolívia são de um jumento. Os ossos verdadeiros de Che nunca saíram da Bolívia".

Nota da Produção:

"Obra ficcional, qualquer coincidência com a realidade é mera semelhança. Não perca! Em breve, nas telas das principais capitais e em todas as telas de Usina de Letras, com som realplayer, para audição da sonora Kalashnikov: tátátátátátátátátá...


Roteiro impresso na Editora Titica, encontrado nas melhores livrarias da cidade.”


F I M

----------

Bruno já estava imaginando a crítica de “Las viudas”:

"Enfim, o revival do cinema brasileiro!" (Revista Óia)

"Orgasmaticamente perfeito!" (Arnaldo Jaburu)

----------

Quase meia-noite, Adolf havia saído de fininho com sua bela Eva Brown, se despedindo de todos com um simples abano de mão. Um pouco antes, Adolf prometeu a Her Schwartz e a Her José Pedro fazer um trabalho de Mitbestimmung (cogestão), para incrementar a cultura alemã em Usina.

O Führer estava com pressa, tinha que levantar cedo no dia seguinte para ir até o interior de Goiás, para se encontrar com os negros Kalungas. Adolf soubera que esses descendentes de escravos africanos tinham um grande desejo de se tornarem brancos.

O método do Führer não era tão doloroso como aquele a que se submeteu Michael Jackson, com uma cirurgia após a outra. Nem causava deformação frankensteiniana, que vitimou o pop star americano. Com um tratamento à base de um medicamento descoberto pelo Conde de Gobineau, geneticamente modificado, aperfeiçoado por Doktor Mengeli, todo preto pode se tornar um ariano. Aos poucos, em no máximo 1 ano, a pele clareia, o cabelo fica liso e aloirado, até o nariz afila. A eficácia foi comprovada em uma tese escrita por Alfred Rosenberg, o filósofo do nazismo. Palavra do Führer!

Denison, sempre tão “loquaz” em Usina, estava, como Milene, muito calado. Não podia desgrudar seus olhos dos claros olhos azuis de Vânia. Ou seriam olhos verdes?

Meia-noite em ponto, Denison estava quase descobrindo a cor dos olhos de Vânia, mas aí entrou o apagão na sala sem pedir licença a ninguém. Ouviu-se um uníssono “p.q.p.” de frustração e gritos de “sai prá lá, tarado”. É que dois ou três usineiros gays aproveitaram a escuridão para tentar umas “patoladas” e umas “mamadeiradas”. Dona Vagina pediu para fazer silêncio, o tumulto aumentou, até que apareceu uma luz de vela trazida pelo “armário” postado na entrada, e os ânimos usineiros serenaram um pouco.

Mesmo à luz de velas, não dava para dizer de que cor seriam os lindos olhos de Vânia. Normalmente, em cada 10 palavras faladas, Denison diz 15 palavrões. Agora estava falante como uma coruja, os olhos arregalados, embasbacado diante daquela figura angelical que ele só tinha visto nas imagens virtuais de seu computador.

Mais velas foram trazidas pelo segurança, para que os usineiros conseguissem voltar, do 7º subsolo até à flor da terra, e ir embora. Eram velas que o segurança catava todo dia quando voltava para casa, em uma encruzilhada onde se faziam despachos. Afinal, com essa história do apagão, tinha que se precaver. Por isso fez um estoque razoável de velas em casa. Uma parte das velas a mulher passou a derreter e encerar o piso da sala, todo sábado. O segurança também trouxe algumas velas para o trabalho, o que provou ser ele um homem sábio.

Todos os usineiros ficaram frustrados com a ausência de Armagedon, que ficou preso no metrô escuro, entre Taguatinga e Águas Claras, mas avisou pelo celular que no próximo ano, no Dia do Escritor, chegaria mais cedo à sede virtual de Usina, com ou sem apagão.

O único Armagedon que os usineiros conheceram na noite do escritor foi a escuridão já há tanto tempo prometida por FHC e pelo Ministro do Apagão.

Apesar da enorme frustração, os usineiros saíram contentes do 7º subsolo do Correio, pois conheceram cara a cara amigos e adversários de carne, osso e silicone, que antes eram apenas virtuais, sem cheiro, assépticos. A exceção ficou por conta do funk anarco-filósofo das Gerais, que não parava de reclamar, por ter derramado uma garrafa de mojito. Logo em cima de sua bunda com ferida de carne viva...

------------

Usineiro: Feliz Dia do Escritor!


Artigos-->O crime, segundo Ayra Off -- 13/09/2001 - 16:55 (Félix Maier)


Abaixo, transcrevo o artigo que despertou a ira de Ayra Off, "Afro-brasileiro: por que não apenas brasileiro?", dizendo ele(a) que eu poderei ser processado por racismo.

Gostaria que o prezado leitor me alertasse quais são esses indícios criminosos que constam no texto citado, para explicações ou, quem sabe, para as devidas correções.

----------

Afro-brasileiro: por que não apenas brasileiro?

Encerrada na África do Sul a 3ª Conferência sobre Racismo e outras formas de intolerância existentes no mundo. Politizada ao extremo por radicais islâmicos, que pediam a condenação formal de Israel, os muçulmanos esqueceram de lembrar a pior forma de racismo que pode existir sobre a terra: a escravidão. Hoje, há mais de 100.000 escravos no Sudão, entre cristãos e animistas, que deverão ser vendidos nos próximos tempos a um preço médio de US$ 30.00 pelos islâmicos.

Além dos negros, não devemos nos esquecer dos índios, que nunca aparecem nas estatísticas oficiais, enjaulados que estão como animais em inúmeras reservas indígenas - os bantustões brasileiros.

A seguir, apresento um extrato do meu ensaio "Bantustões brasileiros", em que analiso alguns aspectos da exclusão racial fomentada em nossa sociedade. O escrito apresenta um ângulo racista. Dos negros. (E de outros grupos que se apresentam como se fossem novas "etnias", como meninos de rua, MST, feministas, gays, que pretendem viver em guetos, longe da sociedade brasileira como um todo.)

............


Bantustões brasileiros

A África do Sul, durante os governos de Hendrik Vermwoerd (1958-66) e de B.J. Voster (1966-78), criou dez nações tribais independentes, instaladas em área correspondente a 13% do país, onde os negros foram confinados como bichos. Esses enclaves, chamados de bantustões, tinham por finalidade separar os negros dos brancos - a faceta mais hedionda do apartheid. Assim, muito justamente, a maioria dos países passou a hostilizar o governo racista da África do Sul, com boicotes de toda ordem, tornando aquela nação um pária no meio da comunidade internacional.

Com a virada das páginas do tempo após a atenuação da guerra fria, advinda do colapso da antiga União Soviética, e com a ascensão de um novo poder mundial identificado como "sociedade civil" (1), observa-se que o antigo apartheid da África do Sul, rechaçado anteriormente por muitos, extinto de fato durante o governo de Nélson Mandela, está se implantando no Brasil com grande êxito e sob os aplausos dos mesmos que anteriormente se posicionavam contra aquele tipo de discriminação.

Trata-se das demarcações das terras indígenas no Brasil. Um enclave enorme foi criado em nosso país com a demarcação da Área Indígena Yanomami, iniciada pelo então presidente Fernando Collor, sob pressão dos países ricos e inúmeras ONG que proliferam pelo mundo como geração espontânea. Além de colocar em risco nossa integridade terrritorial, criou-se uma "nação indígena" do tamanho de Portugal para enclausurar uma farsa, já que os yanomamis foram uma esperta criação das ONG, como denunciou um coronel do Exército brasileiro (2) que serviu naquela região. Não se sabe ao certo se essas organizações estão realmente interessadas na preservação da cultura indígena ou se estão a serviço dos países ricos, tentando evitar que a região amazônica se desenvolva, para, assim, ficar mais à vontade para praticar a rapinagem de sua riquíssima biodiversidade e dos metais raros encontrados em seu subsolo. Um mapa elaborado pelo IBGE (3) mostra a Amazônia vestida com pele de onça, com manchas espalhadas em todo o seu território, enclaves que tentam confinar os índios em seu estado primitivo, enfim, que tentam fossilizá-los em bantustões, nos mesmos terríveis bantustões da África do Sul anteriormente condenados por toda a comunidade internacional.

Com respeito à África do Sul, a comunidade internacional sempre defendeu o acesso dos negros aos mesmos direitos que os brancos tinham no país. Muitos negros, apesar do apartheid, conseguiram se tornar figuras proeminentes na política local, a exemplo de Mandela, que depois de amargar vinte e oito anos na prisão tornou-se presidente do país. Quem seria Mandela se ele tivesse sido confinado em algum bantustão? Apesar de ser um príncipe da etnia xhosa, com certeza ainda hoje estaria trocando flechadas e zarabatanadas com seu rival Buthelese, da etnia zulu, não teria se formado em Direito, nem governado o país. Por que, então, nós aqui no Brasil queremos excluir nossos índios de se tornarem figuras de destaque, quem sabe futuros senadores, governadores e até presidentes do Brasil?

Sem constrangimento algum, os sociólogos da dialética marxista inventam números. Dizem que no Brasil havia em torno de 5 milhões de índios em 1500. Um número muito redondo e, portanto, bastante questionável, já que Cabral não trouxe nenhuma equipe para fazer o recenceamento. E como hoje estima-se que existam em torno de 300.000 índios nas reservas indígenas, a aritmética que tentam nos empurrar goela abaixo é que o restante foi sumariamente exterminado. Ora, Fafá de Belém, Luíza Brunet, Gilberto Mestrinho e milhões de brasileiros de origem mais do que indígena nos provam que o que houve de fato foi uma extraordinária miscigenação nestes trópicos, ainda que muitos índios tivessem perdido a vida no período da conquista portuguesa. E mesmo os atuais 300.000 índios são um número muito abaixo da realidade, já que não é computado o número de indígenas vivendo nas cidades e em muitas áreas rurais fora dos bantustões brasileiros. Pesquisa recente da UFMG (4) comprova que 45 milhões de brasileiros possuem sangue indígena, desmentindo categoricamente que houve um massacre sistemático de nossos índios. Houve massacres, sem dúvida, mas não na extensão em que é apresentada. Finalmente, convém lembrar que Rondon, descendente de índios, não teria seguido sua brilhante carreira militar, culminando na promoção a marechal, caso estivesse confinado em algum bantustão.

Além da questão indígena acima abordada, há grupos fazendo de tudo para criar em nosso país outros bantustões, além dos bantustões indígenas. São movimentos que pregam a sua própria exclusão da sociedade brasileira, já que procuram se diferenciar das pessoas comuns e instituir um "modus vivendi" próprio, como se novas etnias estivessem surgindo do nada, como o movimento negro, o movimento de mulheres, o movimento dos sem-terra, o movimento de gays e outros, fomentados pelo rancor esquerdista e pelo modo "politicamente correto" de pensar dos americanos do norte.

Há movimentos tentando manter isolados, no interior do país, os negros descendentes de quilombos, desqualificando-os a se integrar à sociedade brasileira, ou impedir que a sociedade brasileira, branca e mestiça em sua maioria, se integre a eles. Os poucos casos de preconceito racial no Brasil são magnificados pelas lupas de organismos negros racistas, que, ao invés de solucionar a questão, apenas acirram os ânimos e a discriminação, ou, no mínimo, caem no ridículo, como foi o caso de uma ação movida por um grupo carioca contra o palhaço Tiririca, que havia escrito uma canção boba e ingênua "Olha os cabelos dela". O próprio governo federal é favorável a cotas para o ingresso de negros nas universidades, copiando a "affirmative action" dos americanos. Com essa "discriminação positiva" tupiniquim, quem seria considerado negro? Somente os pretos ou também cafuzos e mulatos? Não dá para acabar com o racismo propondo uma ação racista. No Brasil, não são os negros os únicos excluídos do sistema educacional superior, porém todas as pessoas pobres, independentemente do matiz de sua pele, para as quais o acesso a uma educação plena é um sonho que nunca será realizado. Movimento Negro Unificado, grupo musical Raça Negra e outros movimentos do mesmo teor apenas conseguem pregar ou sugerir a exclusão racial, pois abrem o precedente de serem criados no Brasil, por exemplo, o Movimento do Orgulho Branco ou algo como Camerata da Raça Ariana, com todos os seus integrantes sendo obrigatoriamente louros e de olhos azuis, descendentes da Renânia, tocando violino Stradivarius.

Ora, não existem ítalo-brasileiros, nipo-brasileiros, teuto-brasileiros nem afro-brasileiros. Apenas brasileiros. Pelé é brasileiro, apenas brasileiro, talvez o mais brasileiro de todos, uma marca registrada mundial, é reconhecido como brasileiro instantaneamente em todos os continentes, assim como são imediatamente identificadas a marca da coca-cola e a figura carismática do Papa João Paulo II. O "negão", como o chamavam e ainda o chamam com carinho seus companheiros de quatro campeonatos mundiais de futebol, com certeza não admite que seja apelidado de afro-brasileiro, uma invenção copiada dos norte-americanos para excluir o negro de sua sociedade, marcá-lo a ferro em brasa, para que seja, como gado, confinado em guetos, sejam eles territoriais ou culturais.

Uma das últimas sandices de que se tem notícia foi a obrigatoriedade dos proprietários do Dicionário inglês Webster de "raspar" algumas palavras consideradas "ofensivas" aos negros. Algo parecido foi tentado por uma deputada distrital do PT durante o governo de Cristovam Buarque no Distrito Federal (época em que foi rejeitada a concessão do título de cidadão honorário a Pelé). O coronel Guerra, por exemplo, teria seu nome mudado para coronel Paz. A polícia seria menos violenta!... Energúmenos acreditam que a retirada do Aurélio de palavras como puta e crioulo iria diminuir a putaria e a discriminação. Os brasileiros livres de ódio e preconceito, que são a imensa maioria, estão cansados de ouvir tanta bobagem. Nada de negritude júnior ou branquelice sênior. Somos todos brasileiros e ponto final.

O MST, para não ficar atrás, também se desdobra por todos os meios para a criação de outros tipos de bantustões em todo o país. Há um sistema de ensino criminoso sendo ministrado em seus acampamentos, onde apenas os "militantes", formados em células socialistas do próprio movimento (5), são capacitados a ministrar aulas. O jornal "O Estado de S. Paulo" denunciou essa "pedagogia do gueto", onde as crianças, como os antigos balilas do fascismo italiano, são amestradas na doutrinação comunista. Nesses acampamentos, 7 de setembro não é Dia da Pátria, mas "dia dos excluídos". Os heróis nacionais não são Tiradentes, Caxias, Tamandaré, Santos Dumont, porém Antônio Conselheiro, Lampião, Lamarca, Luís Carlos Prestes, Marighela. As escolas têm nomes sugestivos como Che Guevara, Mao Tse Tung e outros assassinos compulsivos. Desde a mais tenra idade, as crianças são ensinadas a ter ódio de quem tem uma propriedade e a não respeitar as leis vigentes no país, já que "a lei é feita para atender aos interesses da minoria e não do povo", como prega a cartilha guerrilheira do MST, "A Vez dos Valores". Com o acovardamento dos governadores, receosos da ocorrência de outros "eldorados do carajás", e com a inoperância da justiça, que não garante o respeito à propriedade e não prende os criminosos que matam e destroem benfeitorias, o MST está se tornando um estado dentro do Estado brasileiro, em total desrespeito à Constituição. Ou seja, com a ajuda financeira de muitas entidades nacionais e internacionais, incluindo a CNBB, o CIMI e o próprio governo FHC, que financia o movimento via INCRA, o MST está criando centenas de bantustões no território brasileiro, sem nenhum questionamento de nossas autoridades. Com a técnica da plastinação (6), injetando o moderno silicone gramscista nos mofados esqueletos de líderes comunistas, untando-os com o velho formol da dialética marxista, o MST tenta ressuscitar figuras como Mao Tse Tung, Lênin, Che Guevara, Prestes, Lamarca, Marighela e outros, para reeditar as ações terroristas das VPR e ALN de outrora.

Os movimentos feministas, em franca decadência, graças aos avanços que conseguiram com respeito à igualdade entre os sexos, atualmente se prestam apenas a promover a prática do aborto, afirmando que têm total direito de decisão sobre seu corpo, e que, por isso, podem fazer o que bem entenderem. Ora, uma mulher tem direito sobre o próprio corpo no que concerne em melhorar sua saúde e sua beleza, em não se prostituir, nunca em tirar a vida do feto gerado em seu próprio ventre, que é um ser humano como ela, não um entulho indesejável. Elas têm todo o direito de fazer xixi agora ou daqui a cinco minutos, não de expelir um filho covardemente assassinado como se fosse um cocô.

Movimentos de meninos de rua, após as imagens geradas pela chacina da Candelária, no Rio de Janeiro, obtiveram amplo apoio da imprensa e de organismos internacionais, conseguindo fazer o milagre da multiplicação de ONG em todo o país, interessadas em passar a mão nos dólares enviados por bobões de todos os cantos do planeta. Embora essa nova "etnia" dos meninos de rua fosse apenas uma invenção fantasiosa, um grupo carioca conseguiu a proeza de receber o prêmio internacional Rei da Espanha, não se sabe até hoje por qual motivo, já que não havia retirado os meninos e as meninas das ruas, pelo contrário, fazia "lobby" para que os mesmos permanecessem nas ruas para concluir o doutorado com os bandidos. Pesquisadores sérios, após alguns cálculos simples, descobriram que no Rio de Janeiro havia mais ONG do que meninos de rua!... A partir de então não se fala mais do assunto.

Já está mais do que na hora de voltarmos a ter um pouco mais de racionalidade nesse assunto de inclusão e exclusão social. Incluir na vida brasileira todos os povos e todas as raças aqui existentes é acima de tudo uma mensagem cristã de amor ao próximo. A única exclusão que deveria ser pregada é aquela relacionada à estupidez de todos os radicais do momento, que apenas promovem tumultos e insegurança na sociedade brasileira e nada têm a oferecer a não ser ranger de dentes, pedradas, ovadas, pauladas e cusparadas de fel. Radicais de todos os matizes deveriam, estes sim, ser confinados em bantustões, bem longe da costa brasileira. Quem vota a favor de mandá-los, sem passagem de volta, para o paradisíaco arquipélago de Fernando de Noronha? Seria um preço muito alto, concordo, mas viveríamos um pouco mais sossegados.


Notas:

(1) Sociedade civil: denominação utilizada pela primeira vez por Adam Ferguson, em 1767, em seu "Ensaio sobre a história da sociedade civil", no qual discorre sobre as virtudes do homem na sociedade civil, ou seja, a "sociedade civilizada", em oposição ao homem isolado e bruto. O marxista francês L. Althusser, aplicando a dialética hegeliana, afirmou que em cada sociedade há embutidas duas sociedades diferentes e opostas: a sociedade política ou Estado (classe dominante) e a sociedade civil (sociedade dominada ou povo), denominações fartamente utilizadas por Antônio Gramsci, um dos fundadores do Partido Comunista Italiano. Atualmente, a sociedade civil compreende as ONG, organizações comunitárias, associações de moradores, organizações religiosas, partidos políticos, sindicatos, associações profissionais, corporações privadas sem finalidade lucrativa, organizações e instituições privadas, como fundações, escolas, universidades, centros de pesquisa e a organização material da cultura (revistas, jornais, editoras, emissoras de televisão, meios de comunicação de massa, etc.). Segundo Gramsci, é a sociedade civil, em sua "guerra de posição" nos Estados democráticos modernos, que irá levar esses países à conquista do socialismo, ao passo que a "guerra de movimento" ou revolução permanente, na acepção de Marx e Engels em 1850, será adotada contra os Estados absolutistas ou despóticos, ou contra Estados democraticamente fracos.

(2) O livro "A Farsa Yanomami", do coronel Menna Barreto, foi editado pela Biblioteca do Exército Editora, Rio de Janeiro, 1996.

(3) Veja mapa editado pela FOIRN (Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro) e pelo ISA (Instituto Socioambiental), com apoio do MEC e do Pró-Nordeste, escala 1:800.000.

(4) A pesquisa foi realizada por cientistas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), tendo à frente o professor e médico geneticista Sérgio Danilo Pena. A equipe concluiu, ainda, que "a contribuição européia na população brasileira se deu basicamente através dos homens, enquanto a ameríndia e a africana foi principalmente das mulheres (veja o artigo "Pé na Taba", da revista Istoé, edição número 1592, de 4/4/2000).

(5) Em Sidrolânda, MS, o MST e a Coordenadoria Latino-Americana de Organizações do Campo (CLOC) promoveram, em 1999, um Curso de Capacitação de Militantes do Cone Sul, para 44 brasileiros, 21 paraguaios, 17 argentinos, 6 bolivianos e 5 chilenos. O objetivo desse curso foi o de manter a "mística" do movimento, ao estudar a história do MST no Brasil e seus principais símbolos, além da formação específica de quadros para doutrinar e controlar as "massas", para atingir o objetivo final do movimento, a implantação do comunismo no país ("Hasta la victoria! Siempre!"): "... socialização dos bancos, dos meios de comunicação e do Estado"; "... as contradições serão cada vez maiores entre os trabalhadores e a burguesia e isso se resolve quando a luta adquire um caráter político e de classe"; "... a organização deve formular e seguir sempre a teoria revolucionária para ter condições de realizar a revolução" (veja o artigo "MST mostra que a meta é a tomada do poder", de Carlos Soulié do Amaral, publicado no jornal "O Estado de S. Paulo", nos dias 20 a 22 de junho de 1999).

(6) Plastinação: técnica que consiste em desidratar quimicamente os membros de um morto e depois preenchê-lo com silicone, epóxi ou poliéster, para utilização como prótese.


Artigos-->Perguntas ao Sr. Clóvis da Silva -- 28/11/2001 - 14:41 (Félix Maier)


Caro Clóvis:

Eu apenas transcrevi um texto que relata uma passagem sombria de nossa história – a Intentona Comunista – e lá vem o Sr. me perguntar sobre FHC, eleições etc.

Para que o Sr. possa "manifestar o que pensa" - como afirmou -, deveria antes responder as perguntas abaixo, dentro do tema em pauta, não dentro das idéias trazidas à baila por V. Sa., que nada tem a ver com o assunto tratado.

1. O que o Sr. diz sobre Luiz Carlos Prestes ter sido um agente do Komintern, um brasileiro pago por Moscou para promover uma revolução comunista no Brasil?

2. O que o Sr. diz sobre os 28 brasileiros assassinados à traição pela ANL (*) de Prestes?

3. O que o Sr. diz sobre seu "herói" Prestes, que mandou assassinar a garota de codinome “Elza”, amante do secretário-geral do PCB, por julgar que a mesma havia delatado companheiros à polícia (que haviam sido presos após a Intentona)?

4. O Sr. seria a favor de implantar um regime comunista internacionalista em nosso País?

5. O que o Sr. diz sobre a afirmação de Prestes, de que, numa eventual guerra entre o Brasil e a Rússia, ele lutaria ao lado da Rússia?

6. O que o Sr. diz sobre Roberto Freire, do antigo PCB, ter recebido dinheiro de Moscou durante a sua campanha presidencial, em 1989?

7. O que o Sr. diz sobre o presidente do PT, José Dirceu, ter sido membro do Molipo, grupo terrorista brasileiro fundado pelo serviço secreto cubano?

8. O que o Sr. diz sobre “Ronald Biggs” ter assumido o Ministério da Justiça do Brasil?


Depois de responder a essas simples perguntas, talvez o Sr. possa escrever algo com profundidade e isenção sobre o tema exposto. E eu talvez passe a divagar sobre FHC, a Casa dos Artistas (SBT), Bin Laden, o namorado de Marta Suplicy etc.


(*) ANL - ALIANÇA NACIONAL LIBERTADORA: CRIADA EM 12 DE MARÇO DE 1935 POR LUIS CARLOS PRESTES [UM AGENTE DO KOMINTERN (INTERNACIONAL COMUNISTA)], LÍDER DO PCB, FOI RESPONSÁVEL PELA EXECUÇÃO DA INTENTONA COMUNISTA, INICIADA EM NATAL, RN, NO DIA 23 DE NOVEMBRO DE 1935, SE ESTENDEU AO RIO DE JANEIRO E RECIFE E FOI SUFOCADA 5 DIAS DEPOIS; O LEVANTE ASSASSINOU 1 (UM) TENENTE-CORONEL (MISAEL DE MENDONÇA), 2 (DOIS) MAJORES (JOÃO RIBEIRO PINHEIRO; ARMANDO DE SOUZA E MELLO) , 4 (QUATRO) CAPITÃES (JOSÉ SAMPAIO XAVIER; BENEDICTO LOPES BRAGANÇA; DANILO PALLADINI; GERALDO DE OLIVEIRA), 1 (UM) 2º TENENTE DA RESERVA (LAURO LEÃO DE SANTA ROSA – CONVOCADO), 1 (UM) 1º SARGENTO (JAIME PANTALEÃO DE MORAIS), 1 (UM) 2º SARGENTO (JOSÉ BERNARDO ROSA), 2 (DOIS) 3º SARGENTOS (CAROLIANO FERREIRA SANTIAGO; ABDIEL RIBEIRO DOS SANTOS), 1 (UM) 1º CABO (LUIZ AUGUSTO PEREIRA), 13 (TREZE) 2º CABOS (ALBERTO BERNARDINO DE ARAGÃO; PEDRO MRIA NETTO; FIDELIS BAPTISTA DE AGUIAR; JOSÉ HARMITO DE SÁ; CLODOALDO URSULANO; MANOEL BIRÉ DE AGRELLA; FRANCISCO ALVES DA ROCHA; JOÃO DE DEUS ARAÚJO; WILSON FRANÇA; PÉRICLES LEAL BEZERRA; ORLANDO HENRIQUES; JOSÉ MENEZES FILHO; MANOEL ALVES DA SILVA) E 2 (DOIS) SOLDADOS (LUIZ GONZAGA DE SOUZA, DA PM/RN; LINO VICTOR DOS SANTOS, DA PM/PE).


----------

Obs.:

Em resposta às perguntas de Clóvis em Usina, abaixo transcritas:

Sr. Félix Maier,

Gostaria de perguntar ao Sr. o seguinte:

01. O que o Sr. entende por Nacionalismo?;

02. O Sr. acha que FHC é um vendilhão e um canalha?

03. O Sr. se considera um defensor ardoroso do neoliberalismo?

04. Em quem o Sr. pretende votar nas próximas eleições para presidente e por quê? (Alguém que teve coragem de "detonar" o "Cavaleiro da Esperança" não vai se sentir intimidado em revelar sua intenção de voto, né?)


Por favor, não me julgue impertinente, é que tais perguntas se devem à mania que tenho de primeiramente esclarecer todas as dúvidas acerca de um determinado assunto para depois manifestar o que penso a respeito.

Grato.



Artigos-->Ayra on e o PT -- 26/07/2001 - 15:15 (Félix Maier)

https://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=2549&cat=Artigos&vinda=S

"Ao ler a edição de domingo do jornal O Estado de S. Paulo, o deputado Luís Augusto Lara (PTB) ficou interessado em saber se as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia e o Exército de Libertação Nacional estão atuando em parceria com o governo do Estado e prefeituras de Porto Alegre, Pelotas, Caxias e Bento Gonçalves. Com base na reportagem “Farc e ELN divulgam idéias em escolas no Brasil”, Lara encaminhou ofício à secretária Lucia Camini e a secretários municipais de Educação. Em São Paulo estão sendo realizadas sindicâncias em escolas de Osasco.


No RS, o comandante Hernán Ramirez esteve na posse de Olívio e foi recebido em audiência reservada pelo governador. No Fórum Social, em janeiro, Javier Cifuentes circulou com desenvoltura, deu autógrafos e fez um discurso candente em tom revolucionário. Hernán e Javier circularam pelo Estado com codinomes diante dos olhares complacentes das autoridades.” (“Farc e ELN atuam nas escolas", artigo do Zero Hora, 25/7/01)

“As organizações que hoje fomentam o processo de ´globalização´ - FMI, Banco Mundial, OMC, G-7, OTAN - devem ser extintas.” (www.pt.org.br/teses/socialismooubarbarie.html). A “globalização” que não deve ser extinta, para o PT, é o total apoio às FARC. E, no caso do Rio Grande do Sul, do governador petista Olívio Dutra, a “globalização” prevê também o apoio de “escolas farcianas” ao Brasil. Pretende ele estabelecer a Farclândia também no Brasil?

Será que Ayra on ainda tem dúvida de qual PT eu e a maioria dos brasileiros queremos distância? Será que existe mesmo outro tipo de PT? Teria Lula-laite mesmo mudado da água para o mojito?


PT light?


Nas “Teses Finais” do Congresso Nacional do PT, realizado em novembro de 1999, há trechos que indicam que o PT está “hard” como sempre foi, longe de sua imagem “light” que tenta apresentar atualmente, com o “Lula-laite”. Vejamos alguns trechos, disponíveis em novembro de 2000, no endereço 
www.pt.org.br/congresso/cadernos.htm (revista “Veja”, 8/11/2000):

“Algumas medidas precisam ser tomadas... nacionalização das empresas estrangeiras existentes no território nacional; estatização de todas as empresas necessárias à posterior socialização das mesmas aos trabalhadores, nas formas de cooperativas, de unidades de economia solidária; adequação do sistema financeiro (totalmente estatizado).”

“O PT é parte do projeto socialista internacional.”

“A globalização da classe burguesa se dá através dos valores deles: o capital – o mercado. A nossa deve ser baseada na solidariedade entre os povos, ... no internacionalismo, já citado no famoso Manifesto: `Proletários de todos os países, uni-vos´” (O Manifesto citado é, como se sabe, o Manifesto Comunista, de Marx e Engels.)

“Mais do que nunca, o socialismo está na ordem do dia. Sem esse norte estratégico... as classes trabalhadoras perdem a condição de disputar a hegemonia na sociedade e o seu partido, o PT, perde a razão de existir.”

Como irá se comportar um Governo Lula, só Deus sabe. Há uma Constituição em vigor, a qual o PT deverá respeitar. Essa Constituição não prevê um Governo socialista, vale dizer, comunista, cuja doutrina é totalmente contrária à cultura brasileira, cristã em sua quase totalidade.

Por outro lado, como se comportará Lula se não obtiver maioria no Congresso? Com certeza, fará conchavos como qualquer outro governo, aqui ou no exterior, embora o PT apregoe: “O II Congresso do PT reitera que são seus parceiros, com os quais fazemos alianças, coligações e acordos eleitorais: o PC do B, o PSB, o PCB, o PDT e o PSTU. Estão liminarmente fora do nosso campo de alianças: o PSDB, PPB, PMDB, PFL, PTB, PSC, PL e todas as siglas partidárias que apoiam os governos neoliberais.”

O que, afinal, o PT pretende dizer com as afirmações que seguem? “O socialismo que buscamos é o do autogoverno dos trabalhadores, onde tenha sido eliminada o mercado e todas as categorias mercantis; e onde o Estado tenha desaparecido como aparato político autonomizado, suas funções sendo absorvidas pela sociedade auto-organizada. Portanto, defendemos a transformação revolucionária do Estado, em Estado socialista.” (
www.pt.org.br/teses/socialismooubarbarie.html)

"Uma coisa é certa: se Lula assumir o Governo e entregá-lo a seu sucessor (ou a ele mesmo), teremos finalmente conhecido o que vem a ser a verdadeira democracia. Hoje, Lula pode não ser o político mais bem preparado, intelectual e administrativamente. É, porém, de longe, o que tem maior base moral entre todos os candidatos a Presidente que até agora apareceram. Se eleito, resta saber se irá implementar o radicalismo das “Teses Finais” (como isso seria feito?) ou se vai apenas submeter-se ao jogo democrático."

Finalmente, um último lembrete: muitos dos que votaram em Marta Suplicy, para a prefeitura de São Paulo, votaram pela mudança, em protesto contra os desmandos da administração Pitta. Não votaram para que na cidade fossem implantadas as “Teses” do PT acima citadas.

----------

P.S. Eu não voto em partidos, voto no político. Em 1998, votei em Cristóvam Buarque, que tentava a reeleição para o Governo do Distrito Federal, porque ele promoveu duas revoluções no DF: a Bolsa Escola e a humanização no trânsito (com faixas exclusivas para pedestres). Por que não voto em partidos? Porque são todos iguais. Veja o caso do PT, cheio de teorias e boas intenções, porém atolado até o pescoço em denúncias, no RS e na prefeitura de São Paulo.

Para o PT, "se correr o ´bicho´ pega (RS), se ficar o lixo engole (SP)".


Cartas-->Carta-resposta a Fernando Lopes -- 18/03/2003 - 16:13 (Félix Maier)


Felix Maier,

Li um artigo teu no "Midia sem mascara". O artigo é Argos, o Et de 100 olhos. O Et é bem curioso e se interessa muito por politica. Por isso, disparou logo: aqui nao tem candidato de direita nas eleiçoes? Responde o interlocutor: não. Ou melhor: tinha. Mas ela renunciou. Por culpa das falcatruas do marido, que foram exploradas até a ultima gota pelo governo do FhC etc.

Me explique, sr. Felix: o que é ser de direita? Se Roseana Sarney é uma exemplar representante de nossa direita - putz! é melhor mesmo essa direita nao sair da toca.

Roseana nao é de direita nem de esquerda, ao meu ver. Sua familia - Sarney - há mais de 30 anos nao sai do poder no estado do maranhao. Estado com indices de pobreza e analfabetismo absurdos.
37 anos de expoliação. A Caros Amigos mostrou bem isso em uma serie de reportagens. nao foi lorota da imprensa esquerdista. Nao foi só aquela falcatrua do marido. Há um atoleiro de picaretagem nesse governo da Roseana. É so dá uma olhadela nesse estado.

A familia sarney está firme e forte com o lula. Agora mesmo que o estado do maranhao afunda de vez. Eles representam a vanguarda da podridão politica. E sabem que o Lula nao vai fazer nada pra mudar a situação desse Estado pobre e sem interesse nacional.

Politicos de direita no brasil é sinonimo de velho coronel em seu curral eleitoral. Isso na mente esquerdista atrasada.

O sr., é claro, nao tem nada a ver com isso, mas caiu no mesmo erro. Pois filiar Roseana srney como alternativa da direita é dizer: a direita é: oligarcas em seus currais eleitorais.

cordialmente,

Fernando Lopes
La Carretera
tragosyilusion@yahoo.com.br

-----------------------

Resposta (4/11/2002):

Caro Fernando,

Não só eu, você e Argos temos dúvidas sobre o que significa “ser de direita”. Para mim, ser de direita ou de esquerda não significa nada. Hoje, normalmente, os ditos “de esquerda” defendem o aborto, o casamento entre bichas, o que não é defendido, necessariamente, pela ala destra. Roberto Campos já dizia que “a etiqueta de ‘socialista’ ou ‘centro-esquerda’ dá um ar de respeitabilidade a qualquer patife ou imbecil, animais abundantes na praça”. Como eu disse, esquerda e direita não dizem mais nada. Especialmente depois da queda do Muro de Berlim e da dissolução da União Soviética. Acabada a guerra fria, democracias como a nossa, regida por uma Constituição clara (embora frankensteiniana), praticamente não deixa margem alguma para qualquer tipo de experimentação revolucionária, seja ela de direita ou de esquerda. Há regras claras que Lula-laite deverá cumprir, quer queira ou não. Claro, ele poderá fazer um monte de besteiras, nos colocar em uma situação ainda pior do que estamos, com essa dívida monstruosa herdada por FHC, se quiser popularidade imediata.

Mas, como muitos militantes políticos se intitulam “de esquerda”, eles ainda cunham seus adversários como “de direita”. E, é claro, não sei por que dogma, os esquerdistas se consideram a essência do bem, em permanente combate com o mal; consideram-se “progressistas”, embora normalmente preguem um Estado forte, dinossáurico, onde proliferam as centotetas (vacas de 100 tetas) para satisfazer a todos – especialmente com novos comensais no estábulo – caso de Sarney, Quércia etc, Estado esse que acaba não atendendo a contento a população como um todo, já que beneficia a um pequeno número de apaniguados. Exemplo? Os funcionários públicos aposentados, que ganham uma dinheirama em comparação com os aposentados de empresas privadas. Um aposentado do Legislativo ganha, em média, R$ 10.000,00 – assim disse ontem o Senador Mercandante no “Passando a Limpo”, com Bóris Casoy. No Congresso Nacional, um “piloto” de elevador ganha mais do que um corajoso piloto de (car)caça F-5 da Base Aérea de Sta Cruz, no Rio. Resumindo: o povo também não quer saber de esquerda ou direita. O que ele quer é emprego, segurança, educação, moradia e comida no bucho.

Esse é, enfim, o Estado patrimonialista, que temos desde o Descobrimento do Brasil e sofreu pouca alteração até hoje, pois a promiscuidade da coisa pública com a privada continua alta. Dom João VI, quando veio ao Brasil, criou o Banco do Brasil. Porém, quando voltou a Portugal, levou o Banco junto – era uma fila enorme de jumentos carregando ouro e outros bens até o navio. Com o tempo, os caciques e coronéis foram se aninhando na centoteta, onde mamam até hoje – apesar de alguns terem sido desmamados temporariamente nas últimas eleições. Mas eles voltam. Além dessa coronelança ainda atuante, a estrutura administrativa do Estado tornou-se de tal forma paquidérmica, que hoje sangra praticamente todos os recursos da nação. Já tivemos a República das Alagoas, depois a do Pão de Queijo. No dia 1º de janeiro veremos instalada a “República dos Barnabés”. Como você sabe, o PT é formado essencialmente por funcionários públicos, é o Partido da Boquinha, como já disse Antony Garotinho, que governou em co-gestão com aquele partido. É o Estado do funcionalismo público, das estatais, do nacionalismo caolho que até hoje nos deixa na situação de termos que importar petróleo e que, por mais de 20 anos, nos jogou no atraso, quando foi implantada a “reserva de informática”, através da SEI – lembra? As empresas de computadores estrangeiras foram proibidas de se estabelecer em nosso território, ao mesmo tempo que aqui fabricávamos dinossauros já obsoletos quando nasciam, que eram 6, ou até 20 vezes mais caro que o similar estrangeiro, além de apenas serem cópias pirateadas mal-feitas. Criamos, na época, o que eu chamaria de “PC 171” – P de pirata, C de contrabando e 171, conhecido artigo do Código Penal.

Bem, voltando ao assunto “esquerda x direita”, o que observamos hoje é que ninguém mais se apresenta como de “direita”, mas de “esquerda”. Todos os governantes se apresentam como “de esquerda”, têm “programas sociais” de “esquerda”, falam todos com linguajar de “esquerda”. O que Argos viu foi que, ao primeiro sinal de uma candidata, alcunhada pela “esquerda” como sendo de “direita”, esta logo foi estraçalhada pela guarda pretoriana de FHC, para deixar a “esquerda” livre em seu caminho.

Finalizando, Argos observa que FHC teve, como candidato favorito, não o Serra, que pertence ao mesmo partido do Presidente, mas Lula-laite. Você, por acaso, viu o “pas de deux” ensaiado por FHC e Lula, na 1ª charge de Chico Caruso para o Jornal Nacional, no dia 1º de Nov, em que ambos estão dançando abraçados, de faces coladas, namorando, dizendo gracinhas um ao outro? Pois, caro Fernando, aquela charge sintetiza tudo o que eu disse em “Argos” e em “Quatro vampiros na TV” (também disponível em MSM): O CANDIDATO DE FHC ERA LULA!!!

Cordialmente,

Félix Maier


Artigos-->Jussara do Petê enaltece terrorista -- 24/09/2003 - 17:04 (Félix Maier)

“Quinta-feira, Junho 12, 2003

A jornalista Leilane Neubarth deu um brilho especial ao arquivo N ao falar com emoção de Che Guevara. A ternura de Che Guevara.

O Arquivo N desta semana dá a palavra a um mito: Ernesto "Che" Guevara. "Pelos jovens, eu me incluo entre os jovens, temos que estudar e estudar muito. Não tem desculpa de que a vista dói. Que não se concentra na leitura. Que está cansado. Que está muito ocupado. Que as crianças não deixam dormir. E todas essas coisas que andam por aí. Tem que estudar, tem que estudar", disse o revolucionário em um dos seus discursos. No dia 14 de junho deste ano, Ernesto Guevara de la Serna faria 75 anos.

Antes de completar os 40, morreu por defender um sonho: o de combater a injustiça social onde quer que ela fosse cometida. Este cidadão do mundo nasceu na Argentina, indignou-se contra a miséria viajando sem destino por toda a América Latina. Conheceu a revolução na Guatemala, instalou outra em Cuba, e tentou repetir a façanha no Congo e na Bolívia, onde foi assassinado.

O jovem rebelde queria globalizar a utopia revolucionária, e, de certa forma, conseguiu, deixando a sua chama no coração de gerações de jovens. Nos cinco continentes, Che continua idolatrado pela mocidade que não abre mão do seu direito à rebeldia. "Não importa que os tempos sejam tempos em que soprem ventos contrários. Em que os complôs germinem dia após dia, em que os ataques piratas sejam feitos contra nós e contra outros povos do mundo. Não importa que nos ameacem. Não importa que o imperialismo seja mais agressivo. Os povos decidiram lutar por liberdade e manter a liberdade. Não se pode deixar intimidar por isso. Juntos construiremos a nova vida", bradou Che Guevara em outro discurso.

Che Guevara jamais imaginou um planeta globalizado pelo consumo e não pelo idealismo. No seu tempo, em meados de 60, ele acreditava em mudar o destino da humanidade apenas para o bem, ainda que fosse preciso usar as armas, além do coração e da mente. Ao sacrificar-se, esse homem que tinha a pátria como liberdade, entrou para a história como um personagem que a morte tornou maior que a vida. Ele era médico sem usar branco, ministro sem vestir terno, comandante sem ter insígnia.

Ernesto Guevara, que ganhou carinhosamente o apelido de "Che" pelos companheiros de rebeldia, desde os tempos da faculdade, morreu em 1967, no povoado de Higueras, a 800 quilômetros da capital boliviana. Depois de capturado, ele foi metralhado pelas costas, recebendo a queima-roupa, no coração, o tiro de misericórdia. "Atire covarde, mas você vai matar apenas um homem." Teria sido essas as últimas palavras de Che Guevara ao sargento encarregado de executá-lo. Não se sabe se é verdade.

Mas quando morreu, há 30 anos, Guevara não era simplesmente um homem. Já era um impressionante mito. O cadáver sumiu por mais de três dcadas, mas a memória jamais pode ser enterrada. Sonhos. Será que foram apenas sonhos de uma juventude audaciosa, que impulsionaram o romântico Ernestito? Será que foram apenas sonhos que o levaram a atravessar cordilheiras, se embrenhar em florestas, com uma mochila nas costas cheia de armas e munições, atacado pela asma, e ainda pelo inimigo?

Só mesmo o Che para fazer revolução filosofando, lendo e registrando em papel e lápis seus pensamentos. Leitor voraz, também gostava de escrever nos intervalos da luta contínua. E tinha uma outra paixão: a fotografia. Através da sua lente registrou alguns momentos marcantes da sua vida dedicada a um ideal centrado na realidade humana.

Guevara esteve duas vezes no Brasil. Em 1961, como convidado oficial do governo, recebeu a Medalha Cruzeiro do Sul das mãos do presidente Jânio Quadros, precipitando a crise política já em ebulição. Voltaria mais tarde, como clandestino, passando por São Paulo e Mato Grosso, antes de alcançar o território boliviano, onde encerraria tragicamente a sua vida revolucionária.

Che Guevara tinha tudo para se tornar imortal: bonito, destemido, inteligente, brilhante. O ídolo da juventude de todos os tempos morreu jovem, defendendo um ideal que nunca envelhece: o da justiça social. Acreditou num novo homem para o século XXI e viveu como um homem emblemático do conturbado século XX. Mas seu sonho não foi em vão. Hoje ele está em toda parte onde se luta por um destino que defenda os mais humildes. Não importa qual a cor da pele, o credo religioso, o sexo ou a idade, a formação ou a nacionalidade.

Hoje, como ontem, as suas propostas florescem nos corações carentes de ideais. Como ele dizia: "É preciso que cada um se pinte de negro, de mulato, de operário e de camponês. Para entender a vida de um revolucionário." –

VIVA LULA PRESIDENTE DO BRASIL!

posted by JUSSARA PORTO at 10:09 AM”


---------


Obs.: Che Guevara não foi nada mais do que um bandido, um serial killer que levou desgraça por onde passou. Teve o que mereceu na Bolívia! Quem apóia bandido, bandido é! Acesse o site da plagiadora de Mídia Sem Máscara (a petelhada não sabe fazer outra coisa a não ser copiar dos outros) - http://www.midiasemmascara.blogger.com.br/2003_06_08_archive.html – para conferir a insanidade acima e outras, ainda piores. (F.M.)


ADENDO: 

O verdadeiro Che Guevara - por Humberto Fontova




Artigos-->P(a)uteiro da Usina -- 10/10/2001 - 14:27 (Félix Maier)


Mensagem referente ao texto - autor.


"E aí, Félix, não vai ter coragem de opinar sobre

a guerra, não? Já botou a ceroula e o camisolão de

dormir? Tomo o viagra? Na casa do ferreiro, o espeto é de pau, hein!"

(Lúcio)


----------



Já dizia o saudoso Vicente Mateus, do Corinthians, "quem entra na chuva é para se queimar!"

Respondendo aos "p(a)uteiros" que se autodenominam donos da Usina, apenas acabamos por nos molhar também. Molhar com o xixi que esses fogosos infantes vertem todo o tempo, infectando as páginas de Usina com seus mijos e peidos cheirosos. Isso quando não são afetados por caganeira geral, em que muitos acabam lambuzados também. Que o diga Mauro de Decca.


Caríssimo Lúcio:

Já opinei em "NY: navalha na cara" as causas do antiamericanismo: as guerras, invasões e ingerências americanas no mundo todo, ocasionando antipatia por Big Brother, não só de latino-americanos, mas também do mundo islâmico (especialmente depois da guerra contra o Iraque, em 1991 - um ato criminoso, no sentido de ter destruído todo o país, não apenas libertado o Kuwait).

O antiamericanismo continua, também, mais firme do que nunca entre as viúvas e os órfãos do stalinismo. Isso foi observado claramente na imprensa em geral e em Usina, quando muitos comemoraram as mortes de inocentes do atentado do dia 11 de setembro, juntamente com palestinos e muçulmanos em geral, gritando "bem feito!". Bin Laden passou a ser, para todo esse espectro esquerdista, o Che Guevara do século XXI.

Sobre a intolerância islâmica eu já havia opinado em "Jerusalém, ó Jerusalém". O que Paul Johnson escreveu nas páginas amarelas de "Veja" é apenas o que todo mundo já sabe há muito tempo: o Islã ainda está na Idade Média e não aceita a modernidade, como a liberação da mulher. E hoje em dia ninguém tem a face mais moderna do que os EUA - aí incluídos sua pujança econômica e seu desenvolvimento técnico-científico - este o lado bom -, como tudo de ruim que leva ao mundo, com seu consumismo desenfreado, com filmes que só pregam violência, sexo e drogas - este o pior lado.

Não esqueça que o islamismo é uma religião que prega o imperialismo. Antigamente, era a Igreja Católica que tinha a idéia fundamentalista ou imperialista de conquistar todo o mundo, até pela força. Depois surgiu o Movimento Comunista Internacional, que queria submeter toda a humanidade à doutrina socialista. Hoje, o islamismo ainda tem esse "fundamento" imperialista, quer seus líderes reconheçam abertamente, quer veladamente, como se pode constatar no fato de que nenhum "infiel" pode sequer pisar no "solo sagrado" islâmico (Arábia Saudita), muito menos entrar em Meca. (Aliás, o rancor de Bin Laden contra os americanos é exatamente por ainda terem tropas na Arábia Saudita.) Isto é um fato incontestável. Na teologia islâmica, o mundo não-muçulmano é um território de guerra. Ou seja, território a ser conquistado.

Sobre a intolerância americana, eu já havia escrito algo em "Diplomacia de cruzeiro", em que faço críticas vigorosas contra Tio Sam. Aliás, nada impede que amanhã os mísseis de cruzeiro atinjam as principais instalações industriais brasileiras. Basta que tenham um motivo para a covardia, o que não falta: questão indígena, ecologia, tráfico de drogas etc.

Quanto à guerra americana no Afeganistão, tenho minhas dúvidas sobre os resultados esperados - acabar com o terrorismo. O terrorismo é algo que não se acaba com uma paulada, da mesma forma que não se acaba definitivamente com a violência e o tráfico de drogas. Talvez essa guerra vá apenas incendiar ainda mais o mundo muçulmano. Já diz um ditado beduíno: "Eu contra meu irmão. Eu e meu irmão contra meu primo. Eu, meu irmão e meu primo contra o mundo".

Em todo o caso, os ataques americanos e britânicos contra o Afeganistão são apenas uma continuação do ocorrido no dia 11 de setembro. Falar apenas em paz, agora, pedir que os EUA fiquem inertes, sem combater a grave ameaça que continua pairando sobre sua cabeça, é pura demagogia e hipocrisia da esquerda. Infelizmente, piores tempos virão.

Cordialmente,

Félix



Artigos-->Sr. Clóvis: de ceroulas molhadas? -- 30/01/2002 - 15:00 (Félix Maier)

O Sr. Clóvis, não sei por que raios que o partam, me cobrou uma posição frente ao assassinato do prefeito Celso Daniel, de Santo André. Também cobrou uma posição do Ternuma (www.ternuma.com.br) a respeito do assunto. Tanto o Ternuma quanto eu combatemos qualquer tipo de violência, não importa a ideologia que a acoberte. Assim, por que a inquisição, Sr. Clóvis?

Por que eu - ou também o Ternuma - teríamos que obrigatoriamente nos pronunciar sobre algo que já ocorre há anos, ou seja, a violência institucionalizada em nosso País? Qual seria nossa autoridade em palpitar sobre o assunto?

Mas, como em Usina de Letras se discute do cocô à bomba atômica - como diria Jô Soares - vamos ao assunto do p(a)uteiro Clóvis.

Ora, caro Clóvis, no que toca a este pobre mortal, o que ocorreu no ABC paulista foi apenas mais uma morte estúpida de um ser humano. Em 2001, morreram 40.000 pessoas assassinadas no Brasil. A vida de um petista teria para você mais valor do que a vida do brasileiro comum? Nada se esclareceu a respeito da morte de Celso Daniel. Crime político? Tudo indica que não, pois havia altos interesses em jogo (o amigo do prefeito que o acompanhava na ocasião do seqüestro ficou rico em poucos anos), tráfico de influência, insinuações várias que já apareceram na imprensa - ou seja, foi apenas mais um crime de mafiosos que atuam impunemente há anos no Brasil.

Outra coisa, caro Clóvis: quem anda de mãos dadas com terroristas do ETA, do IRA, das FARC - como ocorreu com o PT no I Fórum Social Mundial, em janeiro de 2001 - um dia será vítima desse mesmo terrorismo.

Quando os terroristas que seqüestraram Abílio Diniz foram presos, o Senador Eduardo Suplicy fez uma visita de cortesia aos "pobrezinhos". O então Secretário de Direitos Humanos, do Ministério da Justiça, José Gregori, não sossegou o facho enquanto todos os terroristas não fossem soltos (com as bênçãos de Dom Arns).

A mesma bajulação da esquerda com terroristas ocorreu quando um ex-padre, relações-públicas das FARC, foi preso em Foz do Iguaçu. Integrantes do PT, CUT, MST, PC do B etc. exigiram a imediata liberação do crápula - no que foram prontamente atendidos pelo Sr. Gregori.

Lula-laite, o eterno candidato do PT a Presidente do Brasil, volta e meia faz um passeio a Cuba, entre baforadas de havana e goles de mojito, para mais um ato subserviente de lambe-botas ao terrorista mais antigo no mundo. O que teria Lula-laite de tão importante para aprender com o longevo tirano? Pergunte ao PT, Sr. Clóvis, eles devem ter uma boa explicação que eu desconheço até o momento.

Portanto, quem deve explicar a violência atual, mais do que eu, o Ternuma ou qualquer outro palpiteiro, é o próprio PT, além do Governo FHC (do Ministro Aloysio "Ronald Biggs" Ferreira).

Já diz um ditado que "não se pescam trutas(*) de bragas enxutas". As vestais do PT, como você, Clóvis, hoje se espantam por estarem com as ceroulas molhadas. Vocês esquecem apenas que estão colhendo o que semearam nesses anos todos, como pode ser comprovado no artigo abaixo, "PT colhe plantio", de Janer Cristaldo, publicado em Ternuma.

No fundo, no fundo, Clóvis, você também é um pouco Bin Laden ;-) (PT - Partido dos Talibãs)

(*) "Truta" é também o apelido de Olívio Dutra, segundo o testa-de-ferro Diógenes do Dinamite.


-------------


PT colhe Plantio

Janer Cristaldo

25/1/2002

“Isso já passou dos limites", disse o presidente Fernando Henrique Cardoso, comentando o assassinato do prefeito Celso Daniel. Elástica noção de limites, a do presidente. Ocorreram 307 seqüestros em São Paulo, só no ano passado. Quer dizer que quase um seqüestro por dia ainda não constitui limite? O brutal assassinato de uma senhora, liberada por seus captores e logo após fuzilada pelas costas em frente à própria casa, estaria ainda longe do limite?

O narcotráfico, que administra as favelas e determina dias feriados ou de luto, fechamento de escolas ou comércio, não seria um limite?

Ao que tudo indica, não. Pois, em sua magnanimidade, o príncipe dos sociólogos tem uma generosa noção de limite. Os seqüestros e assassinatos cometidos pelos terroristas que queriam transformar o Brasil em uma imensa Cuba, não só foram anistiados como seus autores foram regiamente recompensados com cargos e polpudas aposentadorias. Sem ir mais longe, podemos começar por seu ministro da Justiça, Aloysio Nunes Ferreira.

Membro do Partido Comunista Brasileiro, optou pela luta armada ingressando na Aliança Libertadora Nacional (ALN), o grupo terrorista de Carlos Marighella, de quem era motorista. Marighella, se alguém não mais lembra, é o autor do Manual do Guerrilheiro Urbano, traduzido em várias línguas na Europa e livro de cabeceira das Brigadas Vermelhas italianas e do Baader-Meinhoff alemão. (Em Estocolmo, em plena social-democracia nórdica, encontrei uma tradução do manual em sueco). Foi morto em 1969, em uma emboscada pela polícia e hoje é cultuado como santo pelas esquerdas.

Em agosto de 1968, Aloysio Nunes - de codinome Mateus - participou do assalto ao trem pagador da Santos-Jundiaí. Em outubro, ao carro pagador da Massey-Ferguson. Ainda no mesmo ano, viajou com passaporte falso para Paris, onde passou a coordenar as ligações de Cuba com os comunistas brasileiros. Lá, filiou-se ao Partido Comunista Francês e negociou com o presidente Boumedienne, da Argélia, para que comunistas brasileiros recebessem treinamento militar naquele país. Com a Lei da Anistia, de 1979, regressou ao Brasil, onde foi eleito pelas esquerdas deputado estadual, vice-governador e deputado federal. Amigo dileto de Fidel Castro, após uma visita a Cuba no ano passado, o ditador foi ao seu embarque e o acompanhou até o avião para as despedidas, em homenagem a seu passado revolucionário.

O agitprop internacional, assaltante e guerrilheiro, assecla de Marighella e íntimo de ditadores, com o cinismo peculiar das esquerdas quando chegam ao poder, declarou recentemente à jornalista Ana Paula Padrão:

“Em outros momentos - eu me lembro - no tempo do regime militar, os serviços de repressão puderam desmantelar o PCB, o PC do B, a ALN, a VPR, o MR-8. Será que não podem dar conta desses criminosos que hoje fazem seqüestros relâmpagos e esse tipo de ação?”

Poder, podem, Mateus. O problema é que quando estes grupos são desbaratos, os criminosos viram ministros.

Não menos interessante é ouvir Fernando Henrique condenar seqüestros. Logo Fernando Henrique, que humilhou a nação ante uma sórdida campanha na imprensa internacional financiada por uma rica família do Canadá e avalizou a libertação de seus filhinhos seqüestradores, condenados pela Justiça a quase três décadas de prisão.

Lula, o tetracandidato, foi correndo solidarizar-se com o entourage da vítima e participou de uma marcha pela paz. José Genoíno fala em Rota nas ruas e prisão perpétua. A multidão de petistas que acompanhou o enterro do prefeito pede pena de morte. Um programa de segurança do PT assume um projeto novayorquino e neoliberal, a tolerância zero. Quem empunhava estas bandeiras há questão de dois anos? Paulo Maluf, qualificado como fascista por empunhá-las. Acontece que as eleições estão aí e é preciso entrar em sintonia com o que eleitor pede.

Por ocasião do seqüestro de Abilio Diniz, outro era o discurso do tetracandidato. Apressou-se em intermediar as negociações entre seqüestradores e polícia, de modo a garantir a integridade física, não do empresário, mas ... dos seqüestradores. Fernando Henrique Cardoso, mais seu ministro da Justiça na época, José Gregori, mais a Igreja, o PT e entidades ligadas aos famigerados Direitos Humanos empenharam-se com afinco na libertação dos canadenses. Quando o governo de um país, o líder da oposição e mais a Igreja lutam pela libertação de seqüestradores, qual mensagem recebe o grande público? Só uma: seqüestro pode render lucros e permanecer impune.

Talvez o leitor contemporâneo já nem lembre, mas foram as esquerdas que introduziram no Brasil esta modalidade. Em nome de utopias assassinas, começaram a seqüestrar aviões e diplomatas. Dialogavam não com pessoas, mas com Estados. Curvem-se as nações ante o Brasil: seqüestro de aviões tem patente tupiniquim, é achado genuinamente nosso. No curto período em que estiveram na prisão, os seqüestradores exerceram uma função didática, ensinando suas técnicas aos presidiários de direito comum. E agora se queixam do progresso dos alunos.

A tolerância das esquerdas com o seqüestro sempre foi óbvia, pelo menos até a semana passada. Alguém ouviu algum dia o PT condenar as FARC colombianas, que fazem do seqüestro sua estratégia privilegiada de obtenção de fundos? Eu nunca ouvi. O que vi, isto sim, foi o governo petista gaúcho receber com tapete vermelho um bandoleiro das FARC. Que, não contente em ser recebido quase com dignidade de chefe de Estado, andou fazendo palestras em escolas Brasil afora, em comunidades administradas pelas esquerdas.

Os seqüestros do passado não constituem crimes para estes senhores. Neste insólito país, onde os derrotados escrevem a história presente, são tidos como atos heróicos e patrióticos. Até mesmo crimes horrendos tinham nobres conotações. As vestais que hoje se chocam com a execução brutal de Celso Daniel, não manifestaram horror algum ante outra execução também brutal, a daquele infeliz soldado que Lamarca executou, prisioneiro e indefeso. Ninguém, nas esquerdas, pediria prisão perpétua ou pena de morte para o assassino de um companheiro de armas. Pelo contrário, Lamarca hoje está instalado na galeria dos Vultos da Pátria, gozando do mesmo status de um Tiradentes. Ninguém, nas esquerdas, foi prestar solidariedade à família do soldado morto. Mas há projetos de impor aos currículos escolares a vida e obra deste santo homem, capitão Carlos Lamarca.

O pensamento de esquerda criou um caldo cultural onde criminoso não é mais criminoso, mas vítima. Onde invasor de terras é herói e o proprietário que as defende é bandoleiro. Onde Luis Carlos Prestes é beato e Che Guevara vira santo.

São chegados os dias de colheita.

TERRORISMO NUNCA MAIS



Artigos-->Clóvis Trevas: quem adota esta libélula (*)? -- 04/02/2002 - 13:18 (Félix Maier)

Há tempos, alguém reclamou de só encontrar o Zé Pedro Antunes nas páginas de Usina, pelo grande número de textos que ele publicava. Tinha ele a impressão de ver o Zé no trabalho, no sofá da sala em casa, de ver até o Zé sorrindo no espelho do banheiro.

Vez por outra, eu também me deparo com escrivinhadores em Usina que, ao invés do Zé Pedro - que apenas escreve (e traduz) sobre os mais variados temas -, passam a escrever sobre pessoas, sobre coisas que essas pessoas nunca escreveram, sobre idéias sequer imaginadas por elas.

A meu respeito, vários escribas já se pronunciaram, cada um com um furor diferente, do arreganhe de um poodle à ameaça de um pitbull. Primeiro (será?) foi o Lúcio Emílio. Mais adiante o Fábio Lourenço. Depois Ayra on. Alguns mais, até que o Clóvis Trevas me "adotou" de vez.

Responder ao Clóvis adianta tanto quanto passar cuspe na mordida de um cão raivoso - não resolve nada. Ficar respondendo as questões que ele lança em Usina é perda de tempo, pois o sujeitinho distorce tudo o que você diz e sempre vem com uma perguntinha a mais, que não tem nada a ver com o tema em pauta. No final, ele sempre se achará no direito de ter a última tréplicla, a última kílopla, a derradeira gígapla ou a nânopla final.

Ver o Zé Pedro no espelho, até que eu não ficaria constrangido. Mas ter o Clóvis Trevas prá me entregar o papel higiênico quando estou no "trono", isso já é demais!

Finalizando: dispenso minha "adoção", feita sem minha consulta pelo Sr. Clóvis Trevas, distinto "Cavaleiro da Ordem dos Odonatos". Quem se candidata a adotar esse lava-bunda?

(*) libélula: o mesmo que lava-bunda



Artigos-->Ayra off strikes again... -- 10/05/2002 - 16:48 (Félix Maier)


Rayvosa Off volta a atacar. Como sempre, é um ataque de guaipeca - faz muito barulho, porém é inofensivo.

No tal artigo que Ayrosa Off se refere, eu apenas disse, essencialmente, uma coisa: com a Lei da Anistia, todos os brasileiros deveriam ser tratados igualmente. Quem quer que se candidatasse a cargo eleitoral, nunca deveria ter sua vida passada vasculhada por stalinistas raivosos, como ocorre hoje.

Os guerrilheiros e terroristas a que me referi, no artigo resenhado porcamente por Raivosa Off, não queriam implantar a democracia no Brasil. Fizeram cursos de terrorismo em Cuba para tentar converter nosso País em um satélite comunista. Entre tais terroristas podem ser citados o ex-ministro Aloysio Nunes, Zé Dirceu, Diógenes do PT (o PC de Olívio Dutra), Fernando Gabeira e tutti quanti, cujo número daria para encher várias páginas (consulte www.ternuma.com.br). Portanto, Rayvosa Off, não brinque com a inteligência das pessoas, vá escrever asneiras em outros pagos.

Roberto Marinho ainda dirige as Organizações Globo? Que insanidade, Rayvosa Off. Há muito tempo que o velhinho gagá já entregou a rapadura para seus filhos roerem. RM não apita mais nada há séculos. Você viu, por acaso, a "entrevista" dele com a Governadora Bené? O pobre velhinho não disse coisa com coisa. Como nas outras organizações jornalísticas e culturais, também nas Organizações Globo os stalinistas tomaram conta de tudo. Só não vê quem é cego ou quem não tem moral alguma.

Ayrosa Off ainda tem a coragem de escrever sobre tortura. Quer Ayra Off que a tortura seja monopólio dos tiranos que ela defende. Os maiores torturadores de todos os tempos foram Stalin, Mao, Pol Pot e Fidel Castro, tiranos por cujos regimes Rayvosa Off baba de prazer.

Ayrosa Off: eu sei, no fundo, no fundo, a senhorinha também é um pouco Bin Laden ;-)

Com os abraços do PT - Partido dos Talibãs.



Artigos-->Clóvis Trevas e as vestais grávidas do PT -- 19/08/2002 - 16:38 (Félix Maier)


Clóvis Luz da Silva, analisando os depoimentos de um delegado e de um sociólogo, apresentados no programa “Fantástico”, da TV Globo, na noite de 18/08/2002, apenas trouxe um pouco mais de “trevas” ao assunto “violência no Rio”. E, não sei por que cargas de mijo, resolveu, em P.S., me honrar com uma réplica à minha réplica, ou seja, uma tréplica. Afinal, ultra-esquerdista nenhum que se preze fica sem a última réplica, mesmo que sejam atingidas as kíloplas, as gíglapas ou até as nânoplas.

No tocante à violência no Rio, Clóvis apenas aprova o que disse o sociólogo, que quer uma polícia agindo apenas na área de Inteligência, sem dar tiros, subindo os morros de peito aberto e dizendo aos bandidos, candidamente: “Venham cá, amigos, entreguem-se com as armas!” Sociólogos como o espanhol apresentado no “Fantástico” e o Rubem César da ONG “Viva Rio” (financiada pelo especulador George Soros, a favor da descriminação das drogas) nada trazem de positivo à sociedade, pois querem desarmar a população para que os bandidos entrem à vontade, sem nenhum tipo de resistência, nas casas de todos os brasileiros. Esses embusteiros pensam enganar a população quando apresentam as imagens de algumas espingardas e revólveres enferrujados, coletados entre a população de boa fé, sendo amassados por um rolo compressor, como ocorreu recentemente. Não é preciso dizer que a Operação Rio, em 1992, quando as Forças Armadas foram chamadas para subir os morros cariocas, atrás de bandidos, foi bombardeada sem cessar por esses sociólogos de araque que toda hora aparecem na mídia para ludibriar a população.

Quanto a dizer que o Rio de Janeiro, nos morros, não vive uma guerra civil, comparada à da Colômbia, é outro embuste do sociólogo com sotaque espanhol. Os bandidos são os reais detentores do poder em pelo menos um terço do território carioca, mandam fechar o comércio, trucidam cidadãos, a exemplo do engenhoso “microondas”, em que desafetos são queimados vivos em tonéis com óleo diesel. Os bandidos não dizem que querem o Palácio do Planalto, como disse o sociólogo de meia tigela, mas logo tomam a metade do Rio, depois toda a cidade, e, de cidade em cidade, vão abocanhar o Brasil todo, se não houver reação imediata e pra valer. No futuro, os Comandos Vermelhos terão o MST como rival. Ou aliado.

Tempos atrás, a polícia do Rio fazia incursões esporádicas nos morros, com cinegrafistas registrando a nossa SWAT de mentirinha, para dar uma certa satisfação à população. E tudo ficaria por isso só, não fosse o caso do empalamento de um repórter da Globo, Tim Lopes, morto com perfuração de espada, bem ao estilo ninja, tendo vários ossos quebrados antes de morrer. Com a morte de um de seus queridinhos, o Polvo Global começou a fazer uma enorme pressão sobre a Segurança Pública do Rio, para que os assassinos fossem presos imediatamente. Importantes para o Polvo Global eram as ossadas de Tim Lopes, as dezenas de outras ossadas encontradas não tinham a menor importância. Esse o motivo de agora a polícia se fazer mais presente nos morros cariocas e, como conseqüência, aparecerem alguns cadáveres a mais do que de costume entre os bandidos – o que os “direitos humanos” não aceitam. Quando um investigador declarou o óbvio, que Tim Lopes tinha parcela de culpa em sua própria morte, por se expor demasiadamente aos bandidos, sem nenhum tipo de proteção à retaguarda, talvez impulsionado pelo fervor cívico de ganhar mais um prêmio de reportagem, William Bonner subiu nas tamancas em extenso editorial no Jornal Nacional. Mas, tudo o que a polícia carioca faz no momento, como de costume, é apenas um plano meia-sola de segurança pública da Governadora Benedita da Silva, sem maiores aprofundamentos, para não desgastar o PT e, por via indireta, Lula-laite. Basta prender Elias Maluco, que tudo voltará ao normal, com tiros sendo novamente a principal canção das noites cariocas, e o Polvo Global, já satisfeito, encerrará a novela Tim Lopes.

Apenas faltou Clóvis dizer o principal a respeito do delegado e do sociólogo: a enquete feita pela TV Globo, solicitando que a população votasse pela Internet, a favor das palavras do delegado ou do sociólogo. Sabem qual foi o placar? O delegado venceu por 74,4% dos votos.

Ou seja, a população está cada vez mais convencida de que “bandido bom é bandido morto”. Ou na cadeia, onde muitos policiais corruptos também deveriam ser trancafiados.

Moral da história: o sociólogo está certo quando diz que o crime somente diminuirá quando a polícia for menos corrupta. O delegado também está certo, quando afirma que a polícia tem que ser mais respeitada, não recebida a tiros nos morros e nas ruas, e que a PM tem o direito até de matar, se for preciso. Não fosse assim, iria com buquê de rosas ao encontro dos bandidos, não com armas na cintura.

Vamos ao 2º ponto, à tréplica de Clóvis.

Em minha réplica a Clóvis Trevas, eu havia dito que muitos gostariam de saber como Lula-laite havia se tornado o mais rico dos 4 principais candidatos, se a maior parte do tempo em que trabalhou ficou pilotando um torno mecânico, com uma aposentadoria precoce de uns R$ 4.500,00, por conta de “danos sofridos durante o regime militar”, nunca esclarecidos em público. O que Clóvis disse para aparecer perante sua patota petista? Que eu não aceito que um torneiro mecânico seja eleito Presidente do Brasil...

Quanto a dizer que eu admiro Olavo de Carvalho ele está constatando apenas o óbvio, até o gato Willy em minha casa sabe disso. Olavo é um dos mais lúcidos pensadores brasileiros da atualidade. Ele não é meu guru. Guru é coisa de drogado, já tivemos até um filósofo-guru do LSD. Apenas, eu tenho algumas idéias coincidentes com as de Olavo, só isso, porque a verdade só pode ser uma, e nós primamos pela verdade acima de tudo, não pelo embuste, que é da “práxis” da esquerda. O admirável em Olavo é sua forte base de argumentação e refutação, a retórica que usa, com uma bem fundamentada cultura filosófica, transformando tudo isso em uma leitura leve, erudita e, muitas vezes, com fina ironia.

Quanto a eu lembrar o dito de um amigo, de que “não há ex-comunistas, embora haja ex-bichas e ex-prostitutas”, é bom lembrar ao sisudo Don Clóvis, que além do humor que há na afirmação, toda regra tem exceção. Afinal, Jorge Amado foi comunista durante muitas décadas, até Deputado Federal pelo PCB. Depois da denúncia dos crimes de Stálin, passou a renegar esse passado, como confessou em seu livro de memórias, “Navegação de Cabotagem”. Aliás, nesse mesmo livro, Jorge Amado compara o PT a um balaio de gatos e Lula-laite ao déspota de Tirana. Amado só não devolveu, ao que eu saiba, o Prêmio Stalin de Literatura que andou recebendo, pelo sucesso de seus livros atrás da cortina de ferro.

Por outro lado, temos Oscar Niemayer, que se diz comunista da gema até hoje, apesar do genocídio de 110 milhões de pessoas que a peste vermelha dizimou em todo o planeta. Com apartamento de frente para o mar, na Zona Sul do Rio, e Mercedes-Benz na garagem, com motorista particular, quem não gostaria, como Niemayer, de ser comunistinha também?

A rigor, não acredito que Olavo de Carvalho alguma vez tivesse sido comunista em sua vida. Como todo jovem de sua época, a moda era ser comunista. Se o filósofo da geleca (geléia com meleca) Jean-Paul Sartre, o queridinho de toda a intelectualidade brasileira daqueles tempos, era comunista, todos tinham que ser comunistas. Carlos Lacerda disse que foi comunista, Rachel de Queiroz disse a mesma coisa. Qual era, enfim, o “intelectual” brasileiro que depois da II Guerra Mundial não era comunista? Era chique ser comunista e malhar o “capitalismo selvagem” inspirado no Norte das Américas – entre um trago de uísque e uma tragada de maconha. Quem, na época, para se mostrar enturmado com a canhopatota, em Copacabana ou na Faculdade de Direito de São Paulo, tinha a coragem de dizer que não era comunista?

Quanto aos 4 principais candidatos, tenho a lembrar o que já havia escrito no ano 2000, “O bumbá da vaca louca”, quando já vislumbrava como seriam as próximas eleições presidenciais no Brasil, com a onipresença da esquerda, já que a direita não existe mais, nem nos museus de cera, depois que ACM se tornou o “pai dos pobres”. Na época, dizia eu que o próximo embate seria entre Lula e Ciro, ou seja, esquerda versus esquerda. Pode também dar Lula versus Serra, o que dá na mesma, sob o enfoque ideológico dos candidatos. O que quer dizer que “esquerda” e “direita” não significam mais nada nesses tempos globalizados, a não ser o que a própria dita esquerda prega aos quatro cantos do mundo: que só ela, ninguém mais, tem o carisma e a solução para todos os problemas do planeta. O nó da questão é que onde a esquerda entrou de verdade, como na URSS ou em Cuba, foi genocídio e desastre puro; e onde entrou de mentirinha, em revezamento com os governantes de "direita", como nos países europeus, também acaba sempre saindo pela porta dos fundos, como ocorreu recentemente na França, onde obteve somente 17% e perdeu para - pasmem! - Le Pen, o ultradireitista!

Quanto a eu ser um cara ultraconservador, de extrema direita, o que Clóvis Trevas quis dizer com isso? Conservador eu sou, com orgulho. Todos temos que conservar as noções de moral, de família, de religiosidade que herdamos de nossos antepassados. Só porque não me promiscuí sob a bandeira “progressista” da bandalheira atual e não entreguei minha alma ao Diabo do Marxismo não quer dizer que caí nos braços do Capeta do Nazismo, como gente da laia de Don Trevas logo deduz. Não pertenço à elite, não sou empresário, não uso suástica no braço, sou visceralmente contra o Comunismo, o Fascismo e o Nazismo, a Encol me abocanhou um apartamento comprado à vista, por que eu seria da extrema direita? O Papa João Paulo II também é considerado ultraconservador. Seria ele, por isso, também um sujeito da extrema direita?

No meio está a virtude, diz um provérbio latino. É onde me estabeleço, com todo orgulho, sem ter que dar satisfações a partidos políticos ou a patrulheiros stalinistas hoje infestados em todas as esquinas e repartições públicas. Sou livre, tenho o direito de votar até no PT, como já votei em Cristóvam Buarque para Governador do DF, em 1998. Liberdade que um stalinista como Don Trevas não tem, pois está acorrentado a uma ideologia despótica e ultrapassada, e sistematicamente irá votar apenas nos pretensiosos varões santos do PT. Voto em pessoas, não em partidos políticos, que são todos absolutamente iguais, como veio o próprio PT a comprovar recentemente, metido em 1001 maracutaias. Ah! Como são deliciosas as visões das cândidas virgens vestais grávidas do PT...



Artigos-->Por que os petistas me adoram? -- 24/09/2002 - 18:05 (Félix Maier)

Nos últimos anos, tenho recebido muitas mensagens de militantes petistas, uns mais coléricos que outros, mas todos muito cientes de sua imensurável sabedoria e importância estratégica no cosmos, que suplanta mil anos-luz a de todos os seus críticos e opositores. Que não admite contraditório de espécie alguma, quando se trata da defesa da guerra santa chamada “causa petista”. Especialmente por eu demonstrar os diversos disfarces com que a liderança petista se apresenta em público, para cativar corações e mentes, além de insistir em um bordão que criei, a respeito do camaleão chamado “Lula-laite”.

É simples explicar isso. O militante petista – como tantos outros militantes – é um “torcedor” fanático de sua agremiação e de sua doutrina socialista. Qualquer torcedor da Fiel, do Corinthians, sabe o que isso significa. Não há lógica nenhuma nas atitudes que uma turba corinthiana toma quando seu time perde várias vezes seguido. O mesmo acontece com a Mancha Verde, do Palmeiras, quando há nove jogos não sabe o que é uma vitória. Na torcida, não há raciocínio. Apenas paixão. Logo pedem a cabeça do treinador, quando o problema está apenas no sofrível elenco que o time possui. Da mesma forma, o petista defende com unhas e dentes seus líderes de todo ataque, mesmo que esse “ataque” seja apenas a lembrança da mais recente maracutaia petista promovida em Porto Alegre, em São Paulo, em Santo André, em Brasília ou em algum minúsculo município perdido nos cafundós-do-judas. Os líderes da estrela vermelha (soviética, cubana ou maoísta?), especialmente Lula-laite, devem ser defendidos de todas as maneiras pelos petistas, com paixão, destilando ódio contra os contestadores, mesmo quando são apenas lembradas as contradições mais elementares que eles tenham emitido em público.

Eu, por outro lado, como tantos outros escrevinhadores, que não estamos acorrentados a nenhum grupo ideológico ou político, como meros observadores e analistas da realidade que somos, temos por obrigação emitir julgamentos objetivos sobre os fatos, não só sobre aqueles que sejam de interesse do PT ou de alguma de suas agremiações satélites (1) . Ou seja, eu, como “analista”, posso até me enganar muitas vezes com o que escrevo – e me engano –, pois sou humano, mas tenho a obrigação moral de não acobertar falcatrua alguma e mentir jamais. O PT (2), por sua vez, por ser guiado por normas dogmáticas “sobre-humanas”, criadas não se sabe por que entidade celestial, não se engana nunca, assim como Lênin, Stálin, Hitler, Mao e Fidel nunca se enganaram...

Por exemplo, quando “cutuco” o PT pela sua dupla face, em se apresentar perante a população como um partido democrático, mas que por trás dos panos faz conchavos com narco-comuno-terroristas das FARC, como ocorre no governo petista do Rio Grande do Sul, sou logo tachado de “reacionário”, “fascista”, de “direita”. Só que esses coléricos petistas esquecem que os fascistas são eles, que apóiam “autoritarismos falangistas” (3), como o MST, para doutrinar crianças na “luta de classes”, fazendo desses pequenos infelizes verdadeiros clones dos antigos balilas (4) de Mussolini.

Da mesma forma, quando cobro do PT que seja coerente com a “democracia” que prega, ao ver Lula-laite fazer visitas esporádicas a um dos mais antigos tiranos do planeta, Fidel Castro, não recebo explicação nenhuma, apenas sofro acusação de que faço parte da “direita”, que tenho pacto com o “grande satã americano”. Ora, não existe meio termo, ou você prega e exerce a democracia de fato, ou você é um embusteiro.

Eles me adoram, todos os petistas, quando lembro o anti-americanismo do PT. Por que o PT, em sua grande maioria, é anti-americano? Simples: como o comunismo que eles adoram desabou na União Soviética, em parte por não poder competir com o gigante do norte das Américas, o ódio contra Uncle Sam dobrou. Por isso, muito petista babou de prazer ao ver as torres do WTC virarem pó. Eu, como qualquer analista que não siga alguma cartilha ideológica, também critico os EUA, às vezes com veemência, como em meu ensaio “Diplomacia de cruzeiro” (5) , em que acuso os americanos de assassinos por bombardear todo o Iraque, na Guerra do Golfo, em 1991, e destruir toda a infra-estrutura da Iugoslávia, na operação da OTAN, em 1999, utilizando mísseis “cruise” (cruzeiro) e outros artefatos bélicos para tal fim. As bombas sobre Hiroshima e Nagasaki também foram atos terroristas, pois a guerra já estava praticamente definida, nenhum comandante americano do Pacífico, naval ou terrestre, foi consultado para emitir uma opinião, as bombas foram apenas um aviso para a União Soviética, que ainda não tinha bomba atômica, não invadir a Mongólia. Agora, se observo que os EUA, apesar de todos os erros já cometidos, é a mais livre nação da terra, eu sou obrigado a elogiar tal feito. Essa a fundamental diferença entre um “torcedor” petista, que nunca vê nada de bom fora do socialismo (comunismo), e um analista, que enaltece o que pode ser enaltecido e critica tudo o que deve ser criticado.

Os petistas me adoram também quando abordo a questão cubana. Dizem eles que a culpa de Cuba estar na miséria é dos EUA. Pura lorota. Cuba está na miséria porque seguiu o mesmo caminho da Coréia do Norte e da antiga Alemanha Oriental. Quando houve a reunificação das Alemanhas, o Governo Helmut Kohl teve que preparar um orçamento superior a 1 trilhão de dólares para tentar diminuir a realidade da fubica Trabant, do lado oriental e comunista, em relação à realidade do Mercedes-Benz, do seu lado. A Coréia do Sul, que não se tornou comunista devido à ajuda americana (Guerra da Coréia), é hoje 32 vezes mais rica que sua irmã comunista do norte. Da mesma forma, Cuba está na miséria porque seguiu um sistema social-econômico fracassado, o mesmo que derrubou a ex-URSS. Quando Fidel Castro recebia gorda pensão soviética, com a qual maquiava alguma coisa em casa, como os seus “bombados” campeões olímpicos, e mandava legiões de combatentes para Angola e financiava terroristas para agitar toda a América Latina (“vamos criar um Vietnã em cada país”), os EUA eram um vilão mantido à distância, com desprezo. Acabada a pensão soviética, a máscara de Fidel Castro caiu, a população desesperada passou a fugir do país em troncos de bananeiras e pneus de automóveis, muitos morrendo afogados no mar ou comidos por tubarões. A quem culpou Fidel Castro pela situação? Os EUA. Ora, os americanos mantém um embargo contra a Ilha do tirano (embargo, não bloqueio, como propagam os comunistas), mas isso não significa que a miséria cubana seja culpa dos EUA. Pelo contrário, são os dólares americanos de refugiados nos EUA que remetem dinheiro para parentes em Cuba que ajudam a diminuir a atual miséria cubana – e alongar um pouco mais o regime comunista. Além do mais, qualquer país pode fazer comércio com Cuba. Poucos fazem, pois há medo de calote, porque não há dinheiro na Ilha. Quem Fidel Castro e seus pupilos petistas pensam que enganam?

No ano de 2000, Lula-laite fez uma viagem a Cuba junto com um grande grupo de petistas. Que de tão especial teria Lula-laite para tratar com o mais famoso assassino do Caribe? Fantasiados de Che Guevara, os petistas chegaram a chamar a atenção dos próprios cubanos para aquele visual inusitado. Visitando praias e sítios históricos da “Revolução Cubana”, os petistas se esbaldaram em comer camarão, regado com muito mojito (e jineteras, quem sabe), além de gostosas baforadas de havana.

Para os petistas, esse singelo passeio teria sido apenas uma viagem nostálgica, para conhecer um dos últimos “museus de cera” comunistas do mundo, ou era para trazer “know-how” ao Brasil, para implantar aqui tal sistema sócio-econômico? Até hoje petista nenhum me deu uma resposta convincente. Aliás, um dos petistas que participou daquela troupe, Lúcio Flávio V. Lima, do Distrito Federal, em carta ao “Jornal da Comunidade”, teceu largos elogios à ditadura cubana. Uma carta minha, também publicada no mesmo jornal (14/12/2000), pedia para os leitores acessar o site www.olavodecarvalho.org/convidados/cuba.htm, em que havia um artigo desmentindo toda a mitologia propagandeada pelo petista candango. Na tréplica (17/12/2000) – petista nenhum fica sem a última palavra – Lúcio Flávio defendeu o terror cubano porque lá, em relação ao Brasil, morrem menos crianças com até 5 anos por 1000 nascidos vivos. Mais uma vez, aparecia em cena a “torcida” de um fanático militante, não a fria “análise” da realidade.

Os petistas ficam encantados comigo quando abordo o “orçamento participativo”, que aprendi lendo o livro de Giusti Tavares, “Totalitarismo Tardio – o caso do PT”. Por tal trabalho, o filósofo e escritor Tavares está respondendo processo aberto pelo PT gaúcho. O que seria esse propalado “orçamento participativo”? Leia a nota (6), abaixo.

Os petistas me adoram quando lembro de que não passam de vestais grávidas, que se apresentam em público como cândidas donzelas virgens, mas que na verdade pertencem a um partido como qualquer outro, com virtudes e defeitos. Quando eu lembro os escândalos cometidos pelas vestais, como o jogo do bicho no governo Olívio Dutra, no RS, o escândalo do lixo em São Paulo no governo Marta Suplicy, ou o assassinato do prefeito petista de Santo André, Celso Daniel, uma autêntica queima de arquivo, devido à maracutaia petista que lá recebia propinas de empresas de ônibus para bancar a campanha de Lula-laite, eu sou tachado de imparcial, de que não lembro os escândalos cometidos por outros partidos políticos. Puro embuste petista. Porque, se eu lembrei, em artigos, o escândalo do PT no caso Asefe, em que políticos de esquerda, principalmente do PT, receberam dinheiro daquela associação de servidores públicos para bancar a campanha eleitoral em 1998, conhecida em Brasília como “bolsa-eleição”, os petistas esquecera de lembrar que várias vezes escrevi sobre o governo Joaquim Roriz, o “coronel do cerrado”, que faz da concessão de lotes para miseráveis sua plataforma política. Também escrevi sobre a grilagem de terras públicas no DF, envolvendo políticos ligados a Roriz, além das urnas falsas apreendidas pela polícia, que eram utilizadas para ensinar o voto a eleitores de Roriz e seus aliados – um autêntico “voto de cabresto virtual”. Aliás, eu escrevi que as eleições do DF passaram a ser “briga de porco grande”, já que os principais candidatos a governador estavam atolados no chiqueiro. Um petista só lembraria de escrever sobre a sujeira dos outros. É de sua índole, é de sua “ética”. Por isso, petista só vota em petista. Eu, como não sou filiado a partido político nenhum, posso votar em quem quiser, de acordo com minha consciência, não de acordo com a consciência “coletiva” de um partido. Por isso, eu até já votei em um petista, em 1998, em Cristóvam Buarque, que fez um trabalho sério na Educação e trouxe respeito para o pedestre, que anteriormente tinha que duelar com os automóveis para atravessar a rua em Brasília – as faixas exclusivas de pedestres hoje são comuns em todo o Brasil. Um petista faria o que faço? Jamais.

A diferença entre um petista e eu é essencialmente esta: eu denuncio TODAS as maracutaias; os petistas denunciam apenas as maracutaias dos OUTROS, encobertando as suas. Para mim, é uma questão de princípios, de ÉTICA com letra maiúscula, que sempre procurei respeitar, o mesmo não acontecendo com a “ética” petista, que acoberta as falcatruas internas, bem ao estilo da “máxima de Ricúpero”: “O que é bom a gente alardeia; o que é ruim a gente esconde”.

Os petistas me adoram – e isso é uma unanimidade – quando faço algumas piadas sobre o PT ou sobre Lula-laite. Alguns reclamam apenas que eu poderia fazer algumas gracinhas também com Serra, FHC e outros, não só com o PT e Lula-laite. Outro engano, os petistas só lêem o que lhes interessa, ou seja, quando o tema são eles mesmos. Também tenho feito alguns comentários jocosos sobre FHC e Serra, mas não me atrevo a ir muito além do pouco que faço, pois já há um batalhão de humoristas no Brasil muito mais capazes que eu, que poupam Lula-laite e apupam FHC e sua troupe 25 horas por dia: Ziraldo, Jaguar, Aroeira, LFV e tantos outros. Como vêem, é um time da pesada, eu não teria a mínima chance de sobreviver no meio dos compadres de Lula-laite. Tanto é verdade o direcionamento do humor brasileiro que, além do que se observa na imprensa, entre as dezenas de e-mails humorísticos que recebo, só uma meia dúzia se refere ao PT e à sua vestal-mor. O resto é pau puro em cima de FHC, ACM, Maluf, Collor, Serra, Ciro, Garotinho e outros. Lula-laite, para a canhota do riso e da gargalhada, é tratado com a mesma veneração aterradora que Fidel tem em Cuba, sem contestação de ninguém, com “100% de aprovação”, conseguido com os famigerados CDRs (7). Aí eu faço uma piadinha mixuruca sobre Lula-laite e recebo o xingamento histérico de vários talibãs petistas.

Esses compadres de Lula-laite me fazem lembrar daquele militante petista que tinha em seu chefe de partido a máxima veneração. Um dia, voltando mais cedo para casa, o petista ouve um barulho no quarto e, espiando pela fechadura, vê seu chefe, em pé, beijando sua mulher, que está apenas de calcinha e sutiã. Chefinho tira o sutiã da mulher e plaf! os seios se esparramam na barriga. Chefinho tira a calcinha e plof! a bunda arreia. O militante petista fica preocupado com o que vê: “O que meu chefe vai pensar de mim?”

Algumas piadinhas sobre Lula-laite?

Sobre a antiga frase de Lula-laite, que ao final piscava um olho, “no fundo, no fundo, você também é um pouco PT”, eu fiz uma adaptação para “no fundo, no fundo, você também é um pouco Bin Laden ;-) (PT – Partido dos Talibãs)”.

Outra é sobre a visita do presidente Lula-laite aos EUA. Na Casa Branca, o chefe de cerimonial apresenta Lula-laite a Bush: - I want to introduce Mr. President Lula da Silva. Lula-laite, preocupado, chama seu aspone (8) para reclamar: - O que esse gringo quer introduzir? Diz a ele que eu não sou boiola, sou muito macho-chô!

Piadinhas mixurucas, né? Mas, como os petistas ficam coléricos!!!

Deve-se, porém, fazer uma ressalva: o PT não é um bloco monolítico. Como Jorge Amado já havia observado em seu livro de memórias “Navegação de Cabotagem”, o PT não passa de uma frente, de um saco de gatos, onde há pessoas sérias, muitos inocentes úteis, outro tanto de aproveitadores e vários escroques, além de antigos terroristas.

Muito heterogêneo, de um lado, podemos observar a “neoburguesia” do PT, como o barão Matarazzo, Senador Eduardo Suplicy, que ficava bem na foto ao lado da baronesa Marta, até levar um chute na bunda. Se o senador Suplicy fosse de um outro partido, seria apenas um “burguês” um “barão do atraso” de São Paulo. Como faz parte do PT, é mais um “trabalhador”.

De outro lado, há os “intelectuais” do PT, como Antonio Candido e as “libélulas” da USP (9), entre as quais se destacam Emir Sader e Marilena Chaui. Antonio Candido, a propósito de Cuba, declarou: “Estou preparado para aceitar uma sociedade em que haja restrições provisórias à liberdade, inclusive de pensamento, se isso for indispensável para chegar à justiça social”. O mesmo elogio a Cuba é feito diariamente pela dupla Sader/Lena, que chega às raias da psicose. Emir Sader já transitou no MIR (10) chileno, o mesmo que seqüestrou Abílio Diniz. Marilena Chaui, petista velha-de-guerra, foi lembrada por Diogo Mainardi na revista “Veja” (25/09/2002), em que a “libélula” afirma que o capitalismo é o principal responsável pelo fundamentalismo islâmico. Nem por nada que os alunos de Dona Lena tenham comemorado o primeiro aniversário do 11/9 com “hosanas” a Bin Laden.

Há os “cristãos-novos”, convertidos do terrorismo da guerrilha para a democracia, como José Genoíno. É o que ele sustenta em público e, por ora, merece nosso crédito, especialmente por ter deixado o radicalismo verbal de lado e ser, dentro do partido, um dos que mais conseguem agregar as pessoas para um determinado objetivo. Genoíno tem a virtude de hoje se dar bem com os militares que anteriormente o combateram, o que não é pouca coisa, principalmente nesses tempos em que FHC promoveu uma revanche contra as Forças Armadas, ao doar gorda indenização a familiares de terroristas, como Lamarca e Marighela.

Aloísio Mercandante, filho de general, é um economista de talento, tem opiniões precisas sobre o que ocorre no mundo, é sensato, apaziguador, nunca perde a compostura. É um gentleman, quem sabe um futuro grande senador, governador ou presidente.

Maria da Conceição Tavares, a “musa do Plano Cruzado”, é apenas um protótipo do que há de pior na biodiversidade petista – a do militante trotskysta radical. “Torcedora” sempre, “analista” nunca, ninguém consegue entabular uma conversa séria com a criatura. É o Enéas de saias.

Outro militante petista importante, que podia bem ser o irmão-gêmeo de Maria da Conceição Tavares, é “Diógenes do Dinamite”, o PC Farias do governador Olívio Dutra. Antigo terrorista comunista, “Dinamite” explodiu o soldado Kozel Filho numa guarita do então II Exército, em São Paulo, além de ter participado com o ex-Ministro da Justiça de FHC (que time!), Aloysio Nunes Ferreira Filho, do assalto ao trem-pagador Santos-Jundiaí. Hoje “Dinamite” foi colocado “na geladeira” pelo PT, foi sacrificado um peão para salvar a rainha “truta”, depois que Diógenes apareceu numa gravação pedindo para que a Brigada Militar do RS desse uma “aliviada” para os bicheiros, e depois de estar envolvido numa “trampa” armada para a compra de uma sede para o PT em Porto Alegre.

Há o todo-poderoso presidente do PT, José Dirceu. Quando moço, depois de se cansar do agito estudantil e das paqueras brasileiras, Dirceu foi a Cuba fazer cursos de guerrilha e espionagem, quando passou a integrar o Movimento de Libertação Popular (Molipo), grupo terrorista fundado pelo serviço secreto de Cuba, surgido de uma dissidência dentro da Ação Libertadora Nacional (ALN), em 1971. O Molipo era formado em sua maioria por integrantes do chamado “III Exército da ALN”, do qual também participou meu tio, Arno Preis, morto por forças policiais, em Paraíso do Norte, GO, no dia 15 Jan 1972, depois de matar o soldado PM/GO, Luzimar Machado de Oliveira, ferindo gravemente outro militar, Gentil Ferreira Mano.

Interessante é observar como a imprensa brasileira está comprometida com a canalhice, ao não escrever uma vírgula a respeito de um antigo araponga cubano ser o presidente do partido de Lula-laite, provável futuro presidente do Brasil. Mesmo a revista “Veja” (25/09/2002), que traz longa reportagem sobre a trajetória do agente cubano, acha isso tudo muito natural, pois o que se depreende do texto é que o fato de Dirceu ter traído sua pátria tem tanta importância quanto o “matadouro” que o “Ronnie Von da esquerda” montou para “abater” suas conquistas amorosas. Imagine se o presidente do partido de algum outro candidato a presidente tivesse participado dos quadros da CIA, o que não iriam escrever a respeito... Convém lembrar um trecho da “Carta ao Deputado José Dirceu”, escrita por Olavo de Carvalho: “Você foi o único agente do serviço secreto cubano que, um dia, disse adeusinho ao cargo e voltou para casa, como se largasse um banal emprego público de servente ou de marajá. Nunca, em oitenta anos de comunismo, alguém conseguiu sair do serviço secreto de algum país comunista sem ser pela via da aposentadoria vigiada, da deserção ou da morte. Você foi o primeiro, e tem uma dívida para com o país: contar como conseguiu desligar-se do indesligável. Ou será que não se desligou tanto assim?”

Faltou dizer alguma coisa sobre Lula-laite, praticamente eleito, quem sabe já no primeiro turno. Quando escrevo sobre Lula-laite, os petistas, que já me adoravam, vão ao mais tresloucado delírio. Mas sobre Lula-laite já escrevi tanta coisa que não há necessidade de repetir. Em Usina de Letras (www.usinadeletras.com.br) eu escrevi “Sem intermediários, Fidel pra presidente”, um bem-humorado texto sobre a veneração que Lula-laite tem pelo tirano do Caribe. Dentro do mesmo tema “cubano”, escrevi “Aprendiz de feiticeiro”, em que analiso o paralelo entre Lula-laite e Hugo Chávez, peregrinos devotos do mesmo luminoso “sendero” criado por Fidel. Escrevi “As vestais grávidas do PT”, em que lembro as várias falcatruas cometidas pelo outrora “virginal” Partido dos Trabalhadores. “O PT de bunda de fora”, I e II partes, versa sobre o mesmo tema. Além de umas piadinhas mixurucas, como já disse. Há pouco, escrevi “Um camaleão chamado Lula-laite”, que trata da performance de “Lulinha paz e amor” da atualidade. Por que, então, eu iria escrever alguma coisa mais sobre Lula-laite? Não quero deixar meus amigos de Usina de Letras sem assunto sobre o nosso – quem sabe? – futuro presidente do Brasil. Não quero monopolizar o tema. Seria uma safadeza semelhante àquela que citei acima, em que os humoristas brasileiros só fazem piadas pautadas na ideologia dominante – a patifaria de esquerda.


Notas:


(1) Agremiações satélites – O PT, hoje o partido mais rico e poderoso do Brasil, possui uma constelação de agremiações. Além dos satélites que orbitam à sua volta, como o PCB, PC do B, MSTU, PCO, possui um braço “sindical” (CUT), um braço “armado” (MST), um braço “religioso” (CNBB, já denominada jocosamente de “CNB do B”), dois braços “estudantis” (UNE e UBES), um braço “jurídico”, não declarado, para não dar muito na pinta (OAB), um braço no “funcionalismo público” (Sindicatos, em todos os órgãos federais, estaduais e municipais), um braço “bancário” (Sindicato), um braço “secreto” (PT Pol) (10), um braço na Procuradoria da República (o petista “Chico Kassettada”, do DF, que gravou, escondido, conversa com ACM, é o mais notório exemplo), etc., etc., etc... Obs.: Siglas e verbetes citados abaixo, não enunciados neste trabalho, procurar em “Arquivo da Intolerância”, de minha autoria, em Usina de Letras (www.usinadeletras.com.br), link “Artigos”.

(2) PT – Partido dos Trabalhadores: nasceu em 1979 com o apoio do movimento sindical do ABC paulista e da Igreja Católica. Formado também por indivíduos que haviam sobrevivido à repressão, ligados a AMPL, VAR, POC, ALN, CS, PCBR, MEP, MR-8 e outros. Tem perfil socialista e é dividido em diversas tendências internas, sendo as principais: 1) Articulação, de Luís Inácio da Silva (Lula), Olívio Dutra, José Dirceu e Eduardo Suplicy, reúne sindicalistas históricos e social-democratas, padres e leigos da Igreja “progressista” e comunistas do PCB e do PC do B; votou a favor do Projeto Final e da assinatura da Constituição de 1988; 2) Nova Esquerda, de José Genoíno e Tarso Genro, intelectuais revolucionários marxistas-leninistas-maoistas que, dissidentes do PC do B se haviam organizado no Partido Revolucionário Comunista (PRC); votou contra o Projeto Final mas a favor da assinatura da Constituição; 3) Democracia Socialista, organização trotskista vinculada à Quarta Internacional Comunista, da qual fazem parte Raul Pont, Miguel Rossetto, Paulo Torelly, João Verle e o ex-comandante da Brigada Militar (RS), Roberto Ludwig; é a tendência mais coerentemente revolucionária do PT, opôs-se ao Projeto Final e à assinatura da Constituição, e detém o comando do Governo Rio-Grandense (Olívio Dutra). O MST está para o PT assim como o ETA está para o Partido Nacionalista Basco (PNB); o MST tem a vantagem, em relação ao ETA, de promover seus atos terroristas à luz do dia, com sua “guerrilha desarmada”, nas invasões de terras – o seu gigantesco “movimento de massas”. Lula foi um dos signatários de um documento do megaespeculador George Soros, que solicitou à Assembléia das Nações Unidas, através do seu Centro Lindesmith (ONG pró-legalização das drogas), o fim da guerra contra as drogas (Cfr. MSIA, 2ª quinzena de 1998, Vol. VI, nº 1). Veja, em Usina de Letras (“Arquivo da Intolerância”): Adestramento, ALN, Antiglobalização, Balilas, Comuna de Paris, Comunismo, Copyleft, FSM, FSP, Guerra de movimento, Guerra de posição, Ideologia, Inpeg, Marxismo, MEP, Molipo, Movimento de Massa, MR-8, MST, Orçamento participativo, PCB, PCBR, PC do B, Poder paralelo, Politicamente correto, Revisionismo, Revolução e Stalinismo.

(3) Autoritarismo falangista - Sistema de governo sustentado por falanges fiéis ao ditador, como Portugal sob Salazar, Alemanha sob Hitler, Itália sob Mussolini, Espanha sob Franco, Argentina sob Perón (“Soldados de Perón”), e todos os sistemas comunistas (Cuba sob Fidel Castro e seus “Comitês de Defesa da Revolução” - CDR, Camboja sob Pol Pot, União Soviética, China e os “Guardas Vermelhos” de Mao Tsé-Tung, Coréia do Norte etc.). Mais recentemente, houve amostras de autoritarismo falangista no Chile sob Salvador Allende (“Grupos de Amigos Personales – GAP”, a “Guarda Pretoriana” de Allende), no Brasil sob João Goulart (“República Sindicalista”), no Peru sob Fujimori (grupo paramilitar “Colina”, apoiado pelo SIN) e na Venezuela sob Hugo Chávez (“Círculos Bolivarianos”). Atualmente, o MST é a “falange” mais importante do Brasil, uma “guerrilha desarmada” utilizada com muito sucesso, devido ao apoio difuso que recebe, desde partidos políticos (PT, PC do B, PSTU), sindicatos (CUT), até a própria Igreja Católica (CNBB), com a omissão do Governo Federal, que presta apoio financeiro à “falange” através do INCRA. Veja, em Usina de Letras, além dos verbetes neste bloco, Adestramento, Balilas, Cesarismo, Movimento de Massa, MST e Revolução.

(4) Balilas - Nos tempos do fascismo italiano, a educação da infância e da juventude era a própria formação do militante fascista: da incorporação aos “Filhos da Loba”, aos 6 anos de idade, à adesão aos “Jovens Fasci (grupos) de Combate” - os balilas -, aos 18 anos. Atualmente, o MST utiliza modelo fascista semelhante nas escolas de base de seus acampamentos (Leia “A pedagogia do gueto”, do jornal “O Estado de S. Paulo”, 11 Jun 1998), com recursos de várias ONG e do PRONERA, e apoio de entidades como a CNBB, o Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras (CRUB) e a própria ONU (UNICEF), e com a omissão dos governos estaduais e federal. Em Veranópolis, RS, o MST montou a Escola Josué de Castro, escola-piloto para preparar para o magistério exclusivamente jovens assentados ou acampados. Veja em Usina de Letras: Adestramento, Autoritarismo falangista, Movimento de Massa, Novilíngua, MST e ONB.

(5) Diplomacia de cruzeiro - Política do “Big Stick” norte-americano, autoproclamado “polícia do mundo”, como nos ataques da “ONU” contra o Iraque (1991) e da “OTAN” contra a Iugoslávia (1999), utilizando mísseis de cruzeiro “tomahawk” (cruise missile) e destruindo toda a infra-estrutura de ambos os países – moderno terrorismo de Estado. A Anistia Internacional acusou a OTAN de crimes de guerra, devido a seus ataques indiscriminados contra alvos civis, matando mais de 5.000 pessoas na Iugoslávia. Veja em Usina de Letras: Governança global, Guerras americanas, Síndrome dos Bálcãs, Síndrome de Nova York e www.olavodecarvalho.org/sseal/gmundial.

(6) Orçamento Participativo - Mecanismo de manipulação política, através do qual o Partido dos Trabalhadores (PT) busca aprofundar a estratégia revolucionária leninista conhecida como “Dualidade do poder”. As organizações sociais e de bairro, à primeira vista voluntárias, com representantes ritualmente eleitos, são na realidade cooptadas pelo Partido-Governo. As decisões do “Orçamento Participativo” são tomadas não pela população das regiões em que se dividem a Capital e o Estado (caso do Rio Grande do Sul), mas pelos ativistas do Partido e pelos “quadros políticos do governo”, municipal e estadual, remunerados com dinheiro público, que também “monitoram” os debates, sob controle do Partido. Com isso, os ativistas do PT buscam progressivamente solapar e esvaziar a autoridade dos corpos legislativos. Tarso Genro reconheceu que o “Orçamento Participativo” foi concebido para operar uma “transferência de poder para a classe trabalhadora organizada” e substituir gradativamente “a representação política tradicional, vinda das urnas, pela democracia direta”, acrescentando que esse mecanismo político havia sido constituído sobre “princípios gerais, originários da Comuna de Paris e dos sovietes” (in “Totalitarismo Tardio – o caso do PT”, de José Giusti Tavares e outros; pelo conteúdo do livro, Tavares foi processado pelo PT do Rio Grande do Sul). Segundo dados oficiais, apenas 1,3% da população comparece às assembléias do “Orçamento Participativo” de Porto Alegre, RS. Com esse número reduzido de petistas, que se reúnem com qualquer número, debatem e decidem sem qualquer regra fixa, o PT pretende substituir a democracia representativa municipal de 33 vereadores, cujos mandatos foram obtidos com o coeficiente eleitoral de 22.750 votos. A Constituição do Estado do Rio Grande do Sul enuncia, no Art 5º, Parágrago 1º, o princípio de que “é vedada a qualquer dos poderes delegar atribuições.” Veja em Usina de Letras: Adestramento, Antiglobalização, Balilas, Comuna de Paris, Comunismo, FSM, FSP, Guerra de movimento, Guerra de posição, Guerrilha desarmada, Ideologia, Marxismo, Movimento de Massa, MST, Novilíngua, PCB, PC do B, Poder paralelo, Politicamente correto, PT, Revisionismo e Stalinismo.

(7) CDR - Comité de Defensa a la Revolución (Comitê de Defesa da Revolução Cubana). A partir dos 14 anos de idade, todos os cubanos são obrigados a aderir ao CDR. “Cerca de 8 milhões de cubanos são membros do comitê de defesa da revolução de seu quarteirão, dirigido por um ‘presidente, um responsável pela vigilância e um responsável ideológico’. Além de seu papel de vigilância ‘dos inimigos da revolução e dos anti-sociais’, os cerca de 120 mil comitês que controlam o país ‘constituem uma grande força de impulsão para mobilizar o bairro por ocasião das reuniões e desfiles para defesa da revolução’, afirmam os textos oficiais” (CUMERLATO, Corinne; ROUSSEAU, Denis. “A Ilha do doutor Castro – a transição confiscada”. Editora Peixoto Neto, São Paulo, 2001, Tradução de Paulo Neves, pg 55). Não é de admirar que o povo cubano vá em massa às ruas para apoiar Fidel Castro; ninguém teria coragem de contestar “el comandante”. Nas eleições para presidente, Fidel costuma ter 100% dos votos dos delegados – uma marca que, certamente, nenhum Papa teve até hoje, mas que o “plebiscito soviético” sobre a ALCA, encabeçado pela CNBB, em setembro de 2002, chegou perto. Veja, em Usina de Letras, Cambio Cubano, Círculos Bolivarianos, FDHC, Pinar del Río e UMAP, e acesse www.bpicuba.org, www.cubafreepress.org, www.cubanet.org, www.cubdest.org,

(8) Aspone – Assessor de porra nenhuma.

(9) Libélulas da USP – Trocadilho de LIBELU (Liberdade e Luta). A LIBEULU era um grupo estudantil-lambertista, que atuava na USP (Pierre Lambert foi um dos ideólogos da IV Internacional - Trotskista). A USP foi fundada em 1934, no Governo Armando Sales de Oliveira, e nesta, a Faculdade de Filosofia e Letras, que se tornaria, com Florestan Fernandes, Fernando Henrique Cardoso e Octávio Ianni, numa das matrizes de difusão do Marxismo. Emir Sader, Marilena Chaui, Maria Aparecida de Aquino, Leandro Konder e Paul Singer destacam-se entre as “libélulas” hoje atuantes na USP, além de FHC, que alçou vôo “extra muros”. Aprecie um “bate-asas” da “libélula” Marilena Chaui: “A imprensa? Não, pois embora os jornalistas aspirem pela universalidade e desejem ser guardiães da moralidade pública, trabalham para uma particularidade, a empresa capitalista de que são funcionários. Na medida em que insistem em fazê-lo, transformam a imprensa, no melhor dos casos, em igreja e, no pior, em servidora de interesses totalitários, uma vez que não reconhecem ao fato político ‘sua necessária aura de amoralidade’ e ‘zonas de indefinição’ (...) E fazemos o jogo da chamada ‘tolerância passiva’, em que toleramos o governante que nos engana porque é ele quem faz as regras da ausência de regras” (Marilena Chaui, in “Acerca da moralidade pública”, Folha de S. Paulo, 24 Mai 2001). Veja em Usina de Letras: LIBELU, FSM, FSP, Marxismo, UIE, UNE e USP.

(10) MIR - Movimiento de Izquierda Revolucionaria (Chile): criado em 1965, com a meta de alcançar o poder político via luta armada. Participou do Governo Allende (1970-73), para a preparação de um autogolpe, para implantação do socialismo, o que foi evitado pela intervenção das Forças Armadas, com o general Pinochet à frente. O sociólogo Emir Simão Sader, uma das “libélulas” da USP, foi “militante” do MIR. Em 1989, o MIR participou do seqüestro do empresário brasileiro Abílio Diniz, junto com o FPL de El Salvador. Veja em Usina de Letras: FPL, FPMR, GAP, Libro Blanco e UP.

(11) PT Pol - Trocadilho entre “Interpol” e “polícia do PT”, criado pelo Senador Esperidião Amin durante a “CPI dos Anões do Congresso”, em 1993. Amin estranhava a desenvoltura com que José Dirceu, deputado petista, apresentava documentos que só um espião poderia fazer – aliás, José Dirceu, Presidente do PT, é especialista em Informações, Contra-informação, Estratégia e Segurança Militar, com treinamento em Cuba, e fez parte do MOLIPO, grupo terrorista criado pelo Serviço Secreto cubano. Veja em Usina de Letras: ALN, Foquismo, Frades dominicanos, OLAS, OSPAAAL, MOLIPO e Pinar del Río.



Artigos-->Lula-laite e seu progrma "4S" -- 27/05/2002 - 17:28 (Félix Maier)


Lula-laite ainda não apresentou seu suado diploma de "Curso do Madureza" para calar a boca dos que exigem dele um pouco de cultura.

Porém, os marqueteiros do PT finalmente conseguiram levantar a mão de Lula-laite e apresentar seu programa de governo “4S” de qualidade total:

- samba
- suor
- sauna
- serveja



Artigos-->Jorge Amado, o PT e Lula-laite -- 05/09/2002 - 17:16 (Félix Maier)


“Ah! O bode perde o pêlo mas não perde o ranço”.

"(São Paulo, 1981 – esperança vã)

A fundação do Partido dos Trabalhadores, em pleno regime militar, me entusiasma, o PT nasce nos sindicatos, parido pelas greves dos metalúrgicos, auspiciosa notícia. Vamos Ter, por fim, pensei, um verdadeiro partido operário, integrado, orientado, dirigido por trabalhadores. Acaba-se o tempo dos falsos partidos operários – os partidos comunistas e trotskistas, os trabalhistas – nos quais intelectuais, em sua maioria medíocres e presunçosos, pequeno-burgueses arrogantes e vazios, ditam ordens com acento portunhol, arrogam-se representantes do proletariado, em seu nome sonham assumir o poder e mandar brasa. Fardam-se com uniforme de dirigentes revolucionários, lêem, sem muito entender, brochuras traduzidas do russo ou do chinês para o espanhol, consideram-se sábios, arrotam teorias, juram por Marx e Lenine, por Stalin (ou Trotsky) e Mao, seriam grotescos se não fossem perigosos: no poder não há quem os segure, serão capazes de qualquer estupidez, de qualquer monstruosidade, como está sobejamente provado – Stalin continua a ser o ídolo a imitar.

Conheci e tratei com muitos desses indivíduos, em escalões diversos do poder – por vezes o pequeno poder de uma célula do Partido -, alguns não eram más pessoas, mas estavam todos deformados. De repente perdiam a fisionomia humana, bonecos repletos de ideologia de segunda mão, de marxismo, de leninismo, de maoísmo, aprendida de oitiva, pois não são de muito ler – no particular não lhes nego certa razão, pois Marx reinventado em soviético é dose para elefante, fica tão estulto quanto chato.

Ah! o bode perde o pêlo mas não perde o ranço, ao saber da fundação do PT bati palmas, veemente, tomado de entusiasmo, rasguei elogios nas colunas dos jornais, congratulei-me com Eduardo Suplicy. A ilusão durou pouco, logo o PT virou frente de grupelhos e de siglas radicais, os mesmos subintelectuais dos pecês (acrescidos dos padres corajosos e sectários da teologia da libertação), sob o comando de ex-dirigentes stalinistas e maoístas que perderam toda e qualquer perspectiva política, já não acreditam em nada: são apenas aproveitadores. O PT ficou igual a qualquer dos antigos partidos operários, a qualquer dos partidos brasileiros, um saco de gatos.

Em verdade não existem partidos políticos no Brasil com princípios e compromissos, existem frentes onde cabem todos os segmentos ideológicos, onde convivem direita e esquerda no vaivém dos interesses pessoais. Não são partidos, são siglas que se intitulam democráticas, trabalhistas, sociais-democráticas, liberais, socialistas, sem que tais denominações tenham a ver com tomada de posição, razão de luta ou de governo, uma desfaçatez. E ainda por cima pretendem estabelecer o parlamentarismo. Parlamentarista que sou, tremo de medo. Parlamentarismo sem partidos, ah! esse parlamentarismo à brasileira vai ser uma graça, uma bambochata!"

(Jorge Amado, in “Navegação de Cabotagem, pg. 31 e 32)


------


"(Bahia, outubro de 1989 – campanha eleitoral)

(...) Atento, acompanho nos vídeos a trajetória de Lula, candidato do poderoso Partido dos Trabalhadores, cuja fundação durante o regime militar tanto me alvoroçou. Não conheço Lula pessoalmente, dele falam-me bem e acredito. Parece-me homem direito, hoje coisa rara, sua atuação de dirigente sindical nas greves dos metalúrgicos, durante a ditadura, foi exemplar. O alarmante sectarismo de seu discurso eleitoral, ao que tudo indica, não é inerente à sua personalidade, decorre da própria campanha, influência talvez dos ideólogos do PC do B que a dirigem e orientam. Discurso de um atraso pasmoso, como é possível imaginá-lo diante dos acontecimentos do leste europeu, ao fim de uma época, quando ruem teorias, estados, desmorona o socialismo real, se assiste ao funeral da ditadura do proletariado? Discurso classista, aponta exatamente para a ditadura do proletariado: tão antigo e superado, dá pena.

Chamo a atenção de Zélia para o fato de que jamais, no decorrer dos dois programas diários de propaganda eleitoral, em nenhum momento o candidato do PT pronunciou a palavra povo, nem ao povo se dirigiu. Fala em nome da classe operária e a ela se dirige, amanhã no poder será a ditadura em nome dos trabalhadores, em nome do socialismo. Zélia não se altera, mantém íntegro seu entusiasmo cívico, trauteia, em resposta, o belo jingle de Chico Buarque: Lula-lá. Eu lhe digo, para atazaná-la:

- O discurso de Lula parece escrito em Tirana pela viúva de Enver Hodja(*).

Dou-me conta de que estou dizendo a verdade”.

(*) Enver Hodja (1898-1985), ditador albanês de 1945 a 1985.

(Jorge Amado, op. cit., pg. 9 a 11)


Nota:

Os trechos acima foram retirados da obra de Jorge Amado, “Navegação de Cabotagem”, livro de memórias, editado pelo Círculo do Livro Ltda, São Paulo, 1992.

P.S.:

Se 2 anos após a fundação do PT Jorge Amado já havia descoberto que aquele Partido não passava de um saco de gatos, disputado por aproveitadores de toda ordem, que diria Jorge Amado hoje, quando Lula-laite, o “lulinha paz e amor”, aos sorrisos e abraços com Quércia e Sarney, diz uma coisa na TV, durante o programa eleitoral (em que Lula-laite salienta a necessidade de o Brasil aumentar suas exportações), enquanto o seu Partido, junto com suas organizações satélites (PCB, PC do B, PCO, PSTU, CUT, MST, CNBB e outras), mantém um discurso stalinista ultrapassado, ao ser visceralmente contra os EUA, nosso mais importante parceiro comercial, em um plebiscito contra a ALCA, o FMI e o acordo Brasil-EUA em Alcântara?

Claro, nem o PT nem Lula-laite pregam abertamente o tal plebiscito, afinal, o tetracandidato está em campanha, não convém radicalizar no momento, os votos são importantes. Mas até as duas tartaruguinhas aqui em casa sabem qual a posição do PT a respeito do plebiscito. Essa a razão, também, de Lula-laite ter amansado, por ora, o MST. Depois das eleições, ganhando ou perdendo, Lula-laite poderá se utilizar desse grupo falangista totalitário para impor o socialismo no campo, como já vem ocorrendo com muito sucesso nesses 8 anos do malfadado e infame desgoverno FHC.



Artigos-->Cuidado! Os Beócios estão proliferando! -- 31/10/2002 - 16:56 (Félix Maier)


"Mensagem referente ao texto Arquivo da Intolerância - A-B - Artigos.

Wed, 30 Oct 2002 19:34:17 -0200

Esse Félix Maier deve ser uma figura fictícia criada por este site nojento, covarde bajulador do imperialismo. Subverte toda história para corromper os incautos e ignorantes da historiografia brasileira. Afinal, a covardia é o retrato do reacionário, delator, safado, corno, viado e filha da puta. Assumo total responsabilidade pelo meu texto, vagabundos, criminosos, judeus, impatriotas, bandidos.

Assinado:

Bel.genaldo vasconcelos rezende,rua sirir,783,centro historico,aracaju-sergipe-brasil

genaldorezende@yahoo.com.br"

-------------------

Resposta a Bel (Belzebu?) Genaldo:

É, Genaldo, não o culpo pela sua ignorância sobre a história recente de nosso País. Duas décadas de mentiras propaladas em nossos meios de comunicação social deu nisso: Lamarca virou herói, o Exército, que nos livrou de terroristas, virou vilão, e um monte de babaquara, como você, acredita que isso é verdade.

"Arquivo da Intolerância" não é obra de ficção, antes o fosse. Sua Exa. o Idiota se deu, pelo menos, ao trabalho de ler a bibliografia consultada para escrever a obra? Qual o fato histórico que você tem a contradizer? Qual? Me aponte, seu bestalhão de merda, ao invés de se mostrar intolerante - tema do assunto.

Por isso, antes de ficar histérico, como mulher que não tem macho há um ano (ou viado que hoje ainda não deu a bunda), rebata os fatos narrados com argumentos, não com gosma escorrendo pelo cu.

Brasília, 31/10/2002

Félix Maier

ADENDO:




Artigos-->Carta a Lívia Venina -- 15/04/2003 - 17:56 (Félix Maier)


"Prezado Senhor,

Como cidadã brasileira, 21 anos de idade, instruída e ciente dos meus direitos, digo que me causou ânsia de vômito o artigo que o senhor escreveu sabe-se lá quando sobre a atriz Bete Mendes, citando até o Sr. Carlos Eugênio Sarmento, o qual eu tive o grande prazer de conhecer pessoalmente.

Todos os dias agradeço a Deus por viver num país cujo presidente é de ESQUERDA, e onde não há mais censura, nem torturas, nem perseguições. Mas infelizmente volta e meio me deparo com pessoas como o senhor, "militar da reserva"... humpf... como se ser militar fosse grande coisa...Ser militar contribuiu em quê para o crescimento do Brasil???

Só estou escrevendo para manifestar minha indignação e total repúdio ao que o senhor tão talentosamente escreveu.

Qto às torturas (aquelas as quais o senhor nega que tenham havido), nem discuto. Com certeza o senhor deve dizer isso numa tentativa esforçada e penosa de esquecer o que praticou ou viu seus amiguinhos de caserna praticarem.

Convivo diariamente com pessoas que sofreram muito nos porões da Ditadura. Terroristas? Eles? Alguém aí está invertendo os papéis.... Não acho que as marcas que essas pessoas me mostram em seu corpo sejam de mentirinha. Nem os traumas que carregam. O pânico, o medo, a desconfiança...

O avô de um amigo meu foi Sargento da Aeronáutica nessa época e confirmou tudo o que já me haviam dito. Vê? Nem todo mundo se mantém eternamente alienado e fanatizado como o senhor... Ele se arrepende daquela época. Muito.

Se hoje eu vivo num país democrático, com liberdade de expressão e pensamento, agradeço aos "Terroristas" que o senhor tanto quer espinafrar...

Saiba porém, que nada atingirá a imagem deles perante a juventude brasileira: foram pessoas que lutaram pela liberdade do nosso país, que buscaram seus ideais e lutaram sonhando com um futuro melhor para este tão sofrido Brasil.

Os militares daquela época, gente como o senhor, esses sim me causam vergonha.

"Ignomínia" é permitir que um indivíduo como Vossa Senhoria fale tanta asneira.

Tenho certeza que seus filhos e/ou netos não concordam em absoluto com suas colocações estapafúrdias e mesquinhas.

E espero que o senhor escreva muitos artigos mais, para que eu possa mostrar aos meus amigos, e aos filhos que terei, como é triste ver um militar decrépito que não acredita na liberdade e julga cruelmente quem luta por ela.


VIVA MARX!

VIVA LÊNIN!

VIVA JESUS CRISTO, QUE FOI O 1° SOCIALISTA!!

Que Deus tenha misericórdia da sua ignorância...

Lívia Venina"


--------------------


Cara Lívia,

Vamos por pontos, para rebater toda a insanidade que você vomitou no meu computador. Que pena! Tão novinha e já tão louca...

Lamento contrariar sua cabecinha oca, de apenas 21 aninhos, ao dizer que você não é uma pessoa instruída. Você pode até ter ido à escola, à faculdade, porém sua instrução, ao menos na questão política, se baseia em “adestramento”, em palavras-chaves e palavras de ordem propagada pela esquerda. Com a mídia, hoje, inteiramente dominada pelas esquerdas, é natural que cabecinhas ocas como você sejam presas fáceis da GRANDE MENTIRA que nas últimas décadas se tem contado neste País.

Carlos Eugênio foi um terrorista de destaque da ALN de Marighela, foi um assassino frio que matou no mínimo umas dez pessoas, nem ele sabe direito, como confessou em entrevista à revista Veja. Na mesma reportagem, ele afirmou que se armava à noite, pegava um carro e saía atirando a torto e direito. Mais ou menos como hoje fazem os traficantes do Rio de Janeiro, que queimam ônibus, matam policiais e determinam “toque de recolher” à população, proibindo os comerciantes de abrir suas lojas, aumentando os dias de feriados na cidade... Além disso, seu amiguinho Sarmento é um mentiroso, pois em seu livro, “Viagem à Luta Armada” (Editora Civilização Brasileira, 1996), ele fantasia a história, dizendo que “Toledo” foi torturado até a morte pelo delegado Fleury, em São Paulo. Essa versão é negada por Luís Mir em “A Revolução Impossível”, pg. 560. É com tipos assim, com assassinos sem escrúpulos como Eugênio que você costuma tomar chopinho?

Quanto a eu ser militar, não há nada a dizer. Eu poderia ser um padeiro, um motoboy, um professor, qualquer coisa na vida. Ninguém tem nada com isso, muito menos uma imbecil como você. Isso não muda em nada o que penso e o que digo. Não que eu me julgue acima das pessoas de outras categorias profissionais. Não sou como você, que tem preconceito contra mim, não por eu ser militar, mas por eu dizer a verdade, doa a quem doer. Se eu fosse um militar que “falasse” a sua double-língua, você estaria me condecorando com medalhas mil. Honra e hombridade não se aprende na escola, no quartel ou na faculdade. Aprende-se em casa. E isso minha mãe me ensinou muito bem. Posso às vezes ser chato, mas não sou mentiroso. Você nasceu em que planeta? Foi gerada em que estufa?

Com que os militares contribuíram para o desenvolvimento do Brasil? Você é tão “instruída” que não sabe que até Lula-laite, o “SEU” presidente de “ESQUERDA”, elogiou os governos militares, no que concerne a projetos desenvolvimentistas, os tais Planos Nacionais de Desenvolvimento (PND). Para seu conhecimento, já que é tão burra (ou finge sê-la, para desancar os milicos), foram os militares que criaram a Embratel, que possibilitou o ingresso do Brasil no prosaico uso do telefone; antes, uma ligação de São Paulo para o Rio podia levar horas, às vezes dias. Foram os milicos que colocaram a TV no ar em todas as casas brasileiras no longínquo ano de 1969, a tempo de vermos o pouso do primeiro homem na Lua, e a Copa no México, no ano seguinte (1970) - aí, já com TV colorida, padrão PAL-M genuinamente nacional, criado por um militar brasileiro.

Foram os militares que construíram as maiores usinas hidrelétricas do País (Itaipu, Sobradinho, Tucuruí, Ilha Solteira, Urubupungá, etc.). Nunca houve “apagão” durante os governos militares, pois eles proporcionaram toda a infra-estrutura necessária para o crescimento do Brasil, com repercussões até hoje – fato que toda a esquerda teve que reconhecer durante o quase-apagão do último Governo FHC. Os militares construíram a Ponte Rio-Niterói, criaram o Banco Central, duplicaram a rodovia Rio-São Paulo, investiram em usinas siderúrgicas. O Brasil, antes dos militares chegarem ao poder, ocupava o 48º lugar, quanto ao PIB. Os militares, que você diz que nada fizeram, promoveram nosso País para a 8ª economia do planeta. Foi tal o crescimento do Brasil que tirou em torno de 60 milhões de pessoas da miséria. No século passado, somente o Japão teve crescimento de tal ordem. Desde a Nova República até o desastroso governo FHC, retrocedemos para 13º lugar, fomos superados recentemente pelo México, que se beneficiou com sua inclusão no NAFTA (claro, você e todos os micos adestrados deste País são contra a ALCA, mesmo que nenhum artigo tenha sido discutido, antes mesmo de sabermos se algum item do acordo, que ainda será escrito, o Brasil deverá aceitar ou rejeitar.) Desde a Nova República, uns 60 milhões de pessoas foram jogadas ou nasceram na miséria e, com Lula-laite, a tendência é nos afundarmos ainda mais, porque a única coisa que passa na cabeça do “petistério” é tirar de quem tem para dar a quem não tem. A única coisa que o “SEU” presidente sabe fazer é aumentar ainda mais o arrocho sobre a classe média, a exemplo da manutenção da CPMF, da não redução da alíquota do Imposto de Renda (que deveria cair de 27% para 25,5%) e de redução de contribuições das empresas, como Cofins (que deveria ser reduzido de 9% para 7,5%). E, agora, há esse ridículo aumento de 1% para o funcionalismo público, quando ainda no ano passado a Patota do Torto (PT) pedia 70% de aumento. O decantado projeto “Fome Zero” não é nada mais do que uma imitação do antigo voto de cabresto, que será extremamente útil nas eleições municipais do ano que vem. Quem viver até lá (Alô Rio de Janeiro, Beira-Mar o ano inteiro!), verá.

Quanto às torturas de que você fala, eu nunca disse que elas não existiram. É claro que houve, como muita gente já confirmou, incluindo militares. Você queria que a tortura fosse monopólio dos comunistas, como ocorre com Fidel Castro até hoje? O que a comunistalhada toda esconde da população é que houve uma Lei de Anistia, que deveria valer para os dois lados, porém só está valendo para terroristas e assassinos.

No “caso Bete Mendes”, que acusou o coronel Ustra de torturador, eu coloquei em dúvida as acusações, porque tudo indica que ela é uma mentirosa descarada. Basta você ler o livro de Ustra, “Rompendo o Silêncio”, para conhecer a verdade sobre o assunto. Antes, a “Rosa” da VAR-Palmares já havia sido entrevistada por várias publicações, para contar o que fazia no grupo terrorista, porém nunca havia se referido à tortura. Por que somente no Uruguai, junto da comitiva do presidente Sarney, ela foi acusar o coronel? Ora, a dedução é simples: ela foi plantada pelo PT naquela caravana para fazer acusações sem prova, mas que provocaram um dano irreparável ao militar e ao Exército, com repercussão internacional. Entre a palavra de Ustra e a de “Rosa”, fico com o primeiro, não por ele ser militar, mas por eu ter minhas reservas quando a esquerda fala, pois a mentira e a desinformação fazem parte do vocabulário de tal gentalha. Aliás, Lênin, a quem você tece vivas e mais vivas no final de sua irritada mensagem, disse: “Os comunistas deveriam lembrar-se de que falar a verdade é preconceito pequeno-burguês. Uma mentira, por outro lado, é muitas vezes justificada pelo fim.” Disse ainda Lênin estas duas máximas: “Por princípio, nunca rejeitamos o terror”; “Não pode haver nada mais abominável que a religião”. Que tal?

A sua afirmação “com certeza o senhor deve dizer isso numa tentativa esforçada e penosa de esquecer o que praticou ou viu seus amiguinhos de caserna praticarem” é uma acusação muito grave. Baseada em que bola de cristal você diz tal infâmia? Você deveria ter mais cuidado com o que afirma, pois poderá ser processada para provar em juízo essa calúnia.

Mas, para mim, não causa estranheza o que você afirmou. É coisa de bandido, de pessoas sem escrúpulos como você, da “esquerda” à qual você tece tantos elogios. Aliás, de bandidagem é o que você mais deve entender, pelo orgulho de ter um presidente “DE ESQUERDA”, que é acusado de ter sido financiado pelas propinas de Santo André e pelos traficantes de drogas das FARC. Andar de braços dados com as FARC, como a “petezada” andou durante o Governo de Olívio Dutra, é nisso que dá. Aliás, Fernandinho Beira-Mar também tem ligações com as FARC. A bandidagem toda se merece. O que você tem a dizer sobre isso?

Hoje, se você tem liberdade de expressão, não é por obra dos terroristas. Muito pelo contrário. Os terroristas assassinos que você tanto defende, na verdade não queriam a democracia. Todos aqueles grupos eram de linha comunista, seja soviética, chinesa, cubana ou albanesa. Essa a mais cristalina verdade: todos eles queriam implantar no Brasil uma ditadura comunista, seja a de molde de Fidel Castro, de Mao Tsé-Tung ou outro tirano qualquer. Essa a Grande Verdade.

Se você hoje tem liberdade de expressão, não esqueça que os militares também tiveram participação nesta história, ao eliminar os grupos terroristas, os fernandinhos-beira-mar que afrontavam o Brasil com atentados de toda ordem nas décadas de 1960 e 70. Esse foi o primeiro trabalho dos militares, necessário para a pacificação nacional. Quanto ao retorno à vida democrática, ela foi obra de muitos brasileiros, incluindo políticos interessados no poder, com os olhos voltados para o calendário eleitoral, nunca por assassinos terroristas comunistas que você tanto defende. O “timing” para a volta à democracia foi obra da lenta distensão política iniciada pelo presidente Geisel, que teve que enfrentar muitos bolsões de resistência, tanto de esquerda como de direita, para passar o governo a Figueiredo, que decretou a Lei da Anistia, permitindo a volta de cassados e terroristas à vida política brasileira. Essa a Grande Verdade, não a mentira deslavada na qual você acredita e fica pregando por aí.

Num regime comunista, você até teria liberdade de expressão. Desde que concordasse com a orientação política do governo. É o que acontece no momento em Cuba: se você lambe as botas de Fidel Castro, se o aplaude nos inacabáveis discursos em praça pública, você consegue emprego, faz parte da “inteligentsia”, come lagostas e degusta mojito; se você tece críticas ao regime cubano, você não consegue emprego, não sobra nenhuma migalha que cai da mesa da gangue instalada no poder. Quem é de oposição, no regime de Castro, vai para a cadeia, como ocorreu esta semana com 78 militantes dos direitos humanos, economistas e jornalistas independentes, que pegaram penas de 6 a 28 anos de prisão – o poeta Raúl Rivero pegou 20 anos. Acobertado pelo barulho dos bombardeios de Bagdá, quando a mídia internacional estava interessada na Guerra iraquiana, Fidel em uma semana condenou à morte por fuzilamento 3 dos 10 cubanos que haviam seqüestrado uma balsa em Havana para fugir para Miami. Quem já havia fuzilado mais de 17.000 patrícios, fuzilar mais 2 ou 3 pessoas de sua própria gente não ia fazer nenhuma diferença mesmo. O que você diz sobre isso, dona cabecinha oca?

Quanto a dar vivas a Marx, Lênin, Fidel, Guevara, tudo bem. Cada um tem a liberdade de escolher os assassinos de sua preferência. Para mim, é a mesma insanidade que dar vivas a Hitler, Mussolini, Fidel Castro, Pol Pot. São todos totalitários e merecem meu repúdio. Para você, fanatizada como é, destilando fel por todos os poros, é natural que enalteça tais facínoras.

Quanto a dizer que Cristo foi o primeiro socialista, é outra burrice sua. Muitos filósofos da antigüidade já pregavam tal sistema social, especialmente os gregos. Não se pode confundir a “comunidade” criada por Cristo, de base espiritual, baseada no amor ao próximo, com a “sociedade comunista”, baseada no ateísmo e no materialismo. Não disse Lênin que não existe nada mais abominável do que a religião? Como você quer misturar a doutrina cristã com uma ideologia que somente no século XX assassinou mais de 100 milhões de pessoas? Todo esse imbroglio que você vomitou no meu computador é uma blasfêmia que há muito tempo os ditos “freis” Betto e Boff repetem para a macacada comunista, como você.

Taí, pois, um texto para você imprimir e mostrar a seus amiguinhos, como você prometeu, mostrar tudo o que escrevo a eles. Será que você terá coragem de mostrar este texto?

VIVA CRISTO REI!

VIVA NOSSA SENHORA APARECIDA!

VIVA SANTA PAULINA!

Que Deus, em sua infinita misericórdia, tenha pena de sua insanidade e perdoe todas as blasfêmias proferidas no texto enviado pela Internet.

Félix Maier



Cartas-->O Brasil mudou. O Edgar Guedes Corrêa não. -- 28/04/2003 - 17:43 (Félix Maier)


De fato, o Brasil mudou. Só que para pior. Nisso, Edgar Guedes Corrêa tem toda razão. Desde que FHC começou a governar, nossa dívida interna aumentou de R$ 80 bilhões para 900 bilhões, a inflação voltou com força total, os funcionários públicos ficaram 8 anos sem receber um tostão de aumento.

E aí aparece Lula-laite, o lulinha-paz-e-amor, o lulinha que iria mudar o Brasil. O que faz de concreto? Dá um aumento de 1,8% e mais 60 “pila” para os barnabés, enquanto arrocha ainda mais a população, com aumento dos juros básicos (taxa Selic), com a manutenção da alíquota de 27,5% para o Imposto de Renda (era para ser reduzido para 25%), enquanto fica falando abobrinhas em comícios públicos que nunca findam, embora a campanha eleitoral tenha terminado em outubro do ano passado. Para coroar o governo da “esperança venceu o medo”, os barnabés inativos e pensionistas vão passar a contribuir com 11% de seus salários...

Só não mudou o Edgar Guedes Corrêa. Continua mentiroso como sempre. Onde, algum dia, eu defendi Roriz com unhas e dentes? Para desmentir o petista mentiroso, transcrevo, abaixo, o artigo “Terceiro turno no DF”, de 31/10/2002, publicado em Usina de Letras. É exatamente tudo o contrário do que diz o Degas, quero dizer, o Guedes da Mentira.

Por falar em cassação, o que diz Guedes da Mentira sobre as acusações de o PT ter recebido propinas de empresas de ônibus de Santo André, para a campanha de Lula-laite? Há provas documentais disso. Além dessa safadeza, o que diz Guedes Mentiroso sobre as acusações do Deputado Federal, coronel Fraga, do DF, acusando o PT de ter recebido US$ 5 milhões dos narcoterroristas das FARC? Até agora, o deputado não foi chamado para se explicar no Conselho de Ética da Câmara. Assim, ou ainda vamos ver o Deputado dando explicações, já que a acusação é muito grave, ou tudo é verdade mesmo e a mídia, dominada pela PenTelhada, não comenta o assunto para cair no vazio.

Quem sabe, começa-se a rezar a velha oração de São Francisco, deturpada por congressistas corruptos, “é dando que se recebe”. Só falta Roriz escapar da cassação por conta do dinheiro das FARC... Já imaginou o título na capa do Correio Braziliense, o antigo “diário oficial do PT”: Roriz é salvo pelas FARC!

Caro Guedes: como você pode deduzir do texto abaixo, nem Roriz nem Magela merecem governar o DF. Nossa população merece coisa melhor.

------------

Terceiro turno no DF -- 31/10/2002 - 17:50 (Félix Maier)

É, não tem jeito. Novamente, como em 1998, a população brasiliense se defronta com um “terceiro turno” para governador no Distrito Federal. Nas ruas, como na história de um conto fantástico, continua a briga do “bumbá da vaca louca” em que se transformou a Parintins candanga. Apesar do fim das eleições, a briga bovina continua: de um lado, as chifradas do boi garantido (vermelho petista), de outro lado, as chifradas do boi caprichoso (azul rorizista).

Como perderam novamente as eleições, os petistas, inconformados, dizem que foram roubados. Geraldo Magela, candidato derrotado, fez um monte de acusações, porém sem provas, que configurariam crimes eleitorais, como compra de votos (R$ 50,00 envoltos em camisas de campanha) e transporte de eleitores aos locais de votação. Ao mesmo tempo, os militantes de Joaquim Roriz, governador reeleito, acusam o PT de ter distribuído “santinhos” em cidades satélites, em que foram impressos números e nomes para ludibriar o eleitor, de modo a cravar o voto em Magela.

Na verdade, os dois candidatos deveriam ter sido cassados durante o 2º turno, tais as acusações graves que pesam contra ambos. Roriz é acusado de estar envolvido com a grilagem de terras públicas no DF. Magela é acusado do mesmo crime, que teria sido cometido quando foi Secretário de Habitação do Governo Cristóvam Buarque, além de sofrer acusações de enriquecimento ilícito (veja meu artigo “Eleições no DF – 2º turno”). Além disso, ambos os candidatos prometeram tanta coisa, que parecia um concurso de Papai Noel contra Coelhinho da Páscoa. Como no jogo do truco, a cada oferta de um, o outro cobria com uma oferta maior ainda. Roriz tem o Renda Minha? Magela apresentou o Bolsa Escola. Roriz tem o cheque-família, de R$ 100,00? Magela tirou da cartola o cheque-alimentação, com os mesmos R$ 100,00. Roriz roubou a idéia do primeiro emprego para jovens, de R$200,00? Magela fez uma contraproposta com o mesmo valor e objetivo. Roriz dá pão e leite para 90 mil crianças, diariamente? Magela fará o mesmo.

Na verdade, essa safadeza eleitoral não difere em nada daquele velho costume coronelesco de doar comida, cimento, feijão, dinheiro e até dentaduras para angariar votos. Agora é tudo institucionalizado, desde que Cristóvam Buarque criou o Bolsa Escola. Hoje, o Brasil virou um país marsupial, como disse Jarbas Passarinho, tem bolsa para tudo, só falta o bolsa maconha, que será fornecida à população “carente” de droga, caso Fernando Gabeira seja eleito presidente do Brasil.

Que se dê o Bolsa Escola para famílias pobres, tudo bem, desde que o(a) chefe de família ou algum de seus membros contribua com algum tipo de trabalho. Como diz o ditado, deve-se ensinar a pescar, não apenas dar o peixe. Certo, quem tem fome precisa primeiro comer. Mas deve trabalhar em troca, para que a entrega de alimento ou dinheiro se torne uma ação digna, não uma esmola que se prolongará por todos os séculos dos séculos amém.

Do jeito que a coisa vai, muito malandro nunca mais vai querer trabalhar e até já deve ter encomendado uma rede nova para descansar sua modorra e sua preguiça – ao mesmo tempo em que enche o bucho da comadre com mais um bacurizinho. Vamos voltar à figura do Jeca Tatu, criada por Monteiro Lobato, aquela criatura bisonha, preguiçosa, que se encosta na enxada ou no barranco, com um palheiro na mão, para ver a vida passar, não fazendo nada para melhorar de vida. Resumindo: recebeu dinheiro ou alimento, tem que devolver em forma de trabalho. O Brasil é muito pobre para dar tudo de graça. Pois não há tantos desempregados, passando fome? Que pelo menos trabalhem, para o Governo ou para a entidade que forneceu a bóia, a cesta básica, o cheque-alimentação ou o vale-gás. Chega de vagabundagem!

Como eu já havia escrito em “Briga de Porco Grande”, se forem verdadeiras todas as acusações que choveram sobre os candidatos a governador do Distrito Federal, a opção da população candanga ficava em escolher entre o porco e o suíno. Por isso, anulei meu voto. Sinceramente, os eleitores de Brasília mereciam ter recebido melhores opções de escolha este ano.

Mas, o choro é livre. O PT tem todo o direito de espernear, de exercer seu “jus lacrimejandi”. O saco é ter que ver e ouvir ainda, durante um bom tempo – o tal “terceiro turno” aludido acima –, o choro e o ranger de dentes da PenTelhada.

Quando será, enfim, que a população brasiliense vai tomar vergonha na cara e se livrar desse carnaval de Parintins local, mandando para o abatedouro tanto o boi garantido quanto o boi caprichoso?

É hora de mudança! Para as próximas eleições, que tal trabalhar as candidaturas do Prof. Carlos Alberto (PPS) e do deputado distrital Rodrigo Rollemberg (PSB)?

-----------

Obs.: O “discurso” de Guedes Corrêa pode ser lido abaixo, publicado em Usina de Letras no dia 11/03/2002. Eu, que esperava ler de fato um discurso, só li um panfleto de menina histérica...

"O Brasil mudou! E o Felix Maier? -- 11/03/2003 - 20:28 (Edmar Guedes Corrêa)

Agora não tem mais jeito: ou o governador do Distrito Federal, Joaquim Roriz, renuncia ao mandato ou vai ter sua candidatura cassada. Usou a máquina administrativa para se reeleger e vai ter que entregar o cargo ao concorrente. Os abusos de poder foram tantos que o TSE não teve outra alternativa cassar a candidatura desse individuo. Parece que finalmente as coisas andam mudando no Brasil: Os caciques que se apoderaram do Brasil desde o descobrimento estão sendo desmascarados. Roriz, ACM, Jaime Lener... Muda Brasil!

Por falar nisso, o que o nosso colega, Felix Mayer, que defendeu Roriz com unhas de dentes durante a campanha, tem a nos dizer sobre isso? Será que ele vai dizer que a cassação do registro do “Grileiro” Roriz é mais uma armação do PT?"

-------------

Em tempo: “A mais bela do mundo!”

Talvez Guedes da Mentira tenha dito que eu defendi Roriz “com unhas e dentes” por ter escrito um artigo sobre a Terceira Ponte ou Ponte JK (“Ponte da inimizade”), que liga o bairro do Lago Sul ao Plano Piloto, eleita por engenheiros da Pensilvânia como a mais bela do mundo em 2002.

Para lembrar: a PenTelhada sempre foi contra a construção da ponte, inventando que havia sido superfaturada, que isso, que aquilo. Mas, aí está ela, de beleza escultural, o mais novo cartão-postal de Brasília.

Comentar uma grande obra, como a Ponte JK, não é “defender Roriz com unhas e dentes”. É apenas reconhecer uma grande obra, coisa que a PenTelhada, cega de inveja, não consegue ver.

Ponte JK




Cartas-->Carta à Jussara do Petê -- 09/07/2003 - 17:03 (Félix Maier)


Após escrever em Mídia Sem Máscara algo sobre o assassinato do soldado Kozel, recebi de Jussara do Petê a mensagem abaixo:

“De : porto50@globo.com
Para : ttacitus@hotmail.com
Assunto : HERÓIS DO BRASIL.
Data : Fri, 27 Jun 2003 07:27:26 -0300

Site Mídia Sem Máscara do tal Olavo de Carvalho quer homenager um soldado morto em 1969 por ele ser esquecido pela mídia a ser homenageado por fazer parte da DITADURA MILITAR. Esse soldado vitíma de quem deveria ter morrido de verdade, os torturadores e os milicos de patente que torturavam e matavam sem dó e nem piedade, foi morto por estar ali no momento infelizmente. Mas e os mortos de 1969 nos porões da DITADURA foram muitos e morreram após terem sidos cruelmente torturados por esses que agora querem homenagear o soldado. Após a sua morte o soldado Kosel foi promovido a 3º sargento e sua família passou a receber a pensão correspondente a este posto. O Exército Brasileiro numa justa homenagem colocou o seu nome na praça de desfiles do QG do II Exército. Esses ex-torturadores tem mais é que ter vergonha na cara e ficar quietos, desaparecer como muitos fizeram até de nome mudaram, se aposentaram e foram criar galinhas de pijama e chinelo. Mas enquanto morreu um soldado em 1969 tivemos a morte de 17 pessoas que queriam a paz e a liberdade.

Segue abaixo a lista dos verdadeiros heróis do Brasil. 1964 1965/67 1968 1969 1970 1971 1972 1973 1975/83

Mortes Oficiais em 1969: Antônio Henrique Pereira Neto (Padre), Carlos Marighella, Carlos Roberto Zanirato, Chael Charles Schreier, Eremias Delizoikov, Fernando Borges de Paula Ferreira, Hamilton Fernando Cunha, João Domingos da Silva, João Lucas Alves, João Roberto Borges de Souza, José Wilson Lessa Sabag, Luiz Fogaça Balboni, Marco Antônio Brás de Carvalho, Nelson José de Almeida, Reinaldo Silveira Pimenta, Roberto Cietto, Sebastião Gomes da Silva, Severino Viana Colon.

VIVA LULA PRESIDENTE DO BRASIL! PT UM PARTIDO SÉRIO.
www.midiasemmascara.blogger.com.br/index.html
Jussara.”

(Msg Rcb em 27 Jun 03)

------------------

Carta-resposta (09 Jul 03):

Na verdade, o número de mortos apontados por Jussara do Petê são 18, não 17. A comunistinha petelha nem sabe fazer as contas...

Jussara se refere a Olavo como o “tal Olavo de Carvalho”, denotando profundo desprezo por uma pessoa que é um dos maiores intelectuais do Brasil. Quem Jussara pensa que é? Rosa de Luxemburgo? La Pecosa? La Pasionaria?

TORTURA! Eis a palavrinha mágica que todo esquerdista tem na ponta da língua para atazanar a vida dos que combateram o comunismo no Brasil. Já foi provado que muitas das acusações feitas por Tortura Nunca Mais e ONGs assemelhadas nunca tiveram fundamento algum. E mesmo que muitas acusações tenham fundamento, ninguém pode ser perseguido por tal crime, pois houve uma LEI DA ANISTIA, que deveria servir para todos, não somente para os criminosos vermelhos.

Além do mais, a esquerda, com essa acusação simplista de “TORTURA”, com provas ou não, quer mascarar o quê? Esconder que os comunistas nunca usaram a TORTURA? Ou será que estão exigindo o monopólio da TORTURA, como visto ainda hoje em Cuba? Ou visto ontem na União Soviética, quando era comum a tortura por empalação, especialmente de cristãos, afixados em espetos até morrer?

Ora, a TORTURA, até recentemente, era praticamente usada por TODOS os que se envolviam em guerras convencionais ou de guerrilhas. Basta lembrar o bafafá que ocasionou, há algum tempo, a afirmação de um general francês, de que seu Exército empregava a TORTURA contra rebeldes da Argélia, que lutavam pela independência do país. Só recentemente, com o aparecimento de órgãos de “defesa dos direitos humanos”, começou-se a criticar a tortura como método de obtenção de informações do inimigo (ou do criminoso comum). A coisa começou com uma orquestração perfeita das esquerdas, com organizações do tipo da Anistia Internacional e do Tribunal Bertrand Russel, que somente criticavam as “torturas” praticadas pelos países que combatiam o terrorismo e o comunismo, a exemplo do Brasil, esquecendo-se de criticar as “torturas” executadas nos países comunistas (União Soviética, Europa oriental, China, Albânia, Cuba, Coréia do Norte, Vietnã etc...). É essa a “moral de cueca” (cagada) da esquerda, que não consegue esconder sua própria bosta e sente náuseas com o mau cheiro alheio?

Esquerdistas em geral e petistas em particular têm como lema essa “moral de cueca”. Nenhum desses cretinos condena a tortura ainda hoje praticada em Cuba, na China e na Coréia do Norte, países criminosos que são por eles defendidos a unhas e dentes (e mortes e torturas, se necessário). Porém, essa corja não se cansa de lembrar a “tortura” de ontem no Brasil, hoje atinente aos anais da história, como se um tipo de tortura (a praticada por comunistas) fosse mais “humana” do que aquela praticada por anticomunistas. A petista Jussara esquece de lembrar a tortura praticada contra o tenente da PM paulista, Alberto Mendes Júnior, que teve a cabeça esmagada a coronhadas, por ordem de um “herói” de sua preferência, o facínora Carlos Lamarca. Jussara, junto com todos os esquerdistas, lembram apenas as torturas feitas no outro lado da trincheira, aquela trincheira que defendia o Brasil da sanha totalitária marxista.

Para a petelha Jussara, “ex-torturadores” que combateram o comunismo no Brasil devem desaparecer de cena, trocar de nome e criar galinhas de pijama e chinelo. Enquanto isso, para Jussara e todos os esquerdistas, ex-terroristas marxistas, torturadores ou não, têm todo o direito de tomar todos os postos em todos os escalões do Governo, como já vem ocorrendo há mais de duas décadas. Ora, crimes houve de ambos os lados. A anistia foi feita para que houvesse um esquecimento deste triste episódio do passado. Isso, infelizmente, não está ocorrendo, pois somente os assassinos vermelhos estão sendo anistiados e projetados no cenário nacional. Vamos parar de agir com tamanha falsidade, charlatanismo, mentira e cinismo, Jussara!

E o ano da morte do soldado Mário Kozel Filho foi 1968, não 1969 – como quer fazer crer a roxa militante do Partido dos Talibãs (PT). Mas, que seja o ano de 1969 a ser lembrado. Quantos heróis brasileiros morreram em 1969, defendendo o Brasil contra grupos terroristas marxistas que pretendiam transformar o Brasil numa Cuba continental, ou, quem sabe, numa Colômbia destes atuais tempos das FARC? Somente no ano de 1969, deram sua vida pelo Brasil pelo menos 31 heróis, nominados a seguir:

11 Jan 69 (RJ): Edmundo Janot; morto a tiros, foiçadas e facadas, por um grupo de terroristas que haviam montado uma base de guerrilha nas proximidades de sua fazenda;
20 Jan 69 (MG): Cecildes Moreira de Faria, Suinspetor de Polícia; morto em tiroteio com terroristas durante a invasão de um “aparelho” subversivo;
29 Jan 69 (MG): José de Carvalho, Investigador de Polícia; morto por terroristas durante assalto ao União de Bancos Brasileiros;
31 Mar 69 (RJ): Manoel da Silva Dutra, comerciante; morto por terroristas durante assalto ao Banco Andrade Arnaud;
14 Abr 69 (SP): Francisco Pinto da Silva, bancário; morto por terroristas durante assalto ao Banco Francês e Italiano;
08 Mai 69 (SP): Vicente de Carvalho, civil; morto por terroristas durante assalto ao União de Bancos Brasileiros;
09 Mai 69 (SP): Orlando Pinto Saraiva, Guarda Civil; morto por terroristas durante assalto ao Banco Itaú;
27 Mai 69 (SP): Naul José Mantovani, Soldado PM; morto por terroristas quando de sentinela; motivo: roubar sua arma;
04 Jun 69 (SP): Boaventura Rodrigues da Silva, Soldado PM; morto por terroristas durante assalto ao Banco Tozan;
22 Jun 69 (SP): Guido Bone, Soldado PM; morto por terroristas após incendiarem uma viatura da PMESP;
11 Jul 69 (RJ): Cidelino Palmeiras do Nascimento, motorista de táxi; morto a tiros quando conduzia policiais em seu carro, em perseguição a terroristas que haviam assaltado o Banco Aliança;
24 Jul 69 (MA) (Santa Luzia): Mauro Celso Rodrigues, comerciário; morto quando da luta armada entre lavradores e proprietários de terras incitados por movimentos subversivos;
20 Ago 69 (RJ): José Santa Maria, gerente do Banco de Crédito Real de Minas Gerais; morto por terroristas que assaltaram seu estabelecimento;
25 Ago 69 (PA): Sulamita Campos Leite, parente do terrorista F.A.N.L.S.; morta em sua residência ao fazer detonar, por inadvertência, uma carga explosiva;
03 Set 69 (SP): José Getúlio Borba, comerciário; morto por terroristas; tentava auxiliar na prisão de um terrorista que passava cheque sem fundos na Lutz Ferrando;
20 Set 69 (SP): Samuel Pires, trocador de ônibus; morto por terroristas que assaltavam a empresa de ônibus;
22 Set 69 (RS): Kurt Kriegel, civil; morto durante assalto ao restaurante de sua propriedade;
30 Set 69 (SP): Cláudio Ernesto Canton, Agente da Polícia Federal; após ter efetuado a prisão de um terrorista, foi atingido na coluna vertebral, vindo a falecer em conseqüência desse ferimento;
04 Out 69 (RJ): Euclides de Paiva Cerqueira, guarda particular; morto por terroristas durante assalto ao carro transportador de valores do Banco Irmãos Guimarães;
06 Out 69 (SP): Abelardo Rosa de Lima, Soldado PM; morto em tiroteio com um grupo de terroristas;
07 Out 69 (SP): Romildo Ottenio, Soldado PM; morto em tiroteio com terroristas;
04 Nov 69 (SP): Friederich Rohmann, protético; morto durante a operação que resultou na morte do terrorista Carlos Marighella;
04 Nov 69 (SP): Estela Borges Morato, Investigadora de Polícia do DOPS/SP; morta a tiros quando participava da operação em que morreu o terrorista Carlos Marighella;
07 Nov 69 (MA), Mauro Celso Rodrigues, Soldado PM; morto em uma emboscada durante luta entre lavradores e proprietários de terras, incitada por militantes da Ação Popular;
14 Nov 69 (SP): Orlando Girolo, bancário; morto por terroristas durante assalto ao Banco Brasileiro de Descontos;
17 Nov 69 (RJ): Joel Nunes, Subtenente PM; morto a tiros por terroristas do PCBR que haviam assaltado o Banco Sotto Mayor;
18 Dez 69 (RJ): Elias dos Santos, Soldado do Exército; morto a tiros durante a invasão de um “aparelho” subversivo.

Antecendentes terroristas:

Em 1965, em 28 Mar, no Paraná, morre Carlos Argemiro Camargo, Sargento do Exército, em combate contra um grupo de guerrilheiros comandados pelo ex-coronel do Exército, Jeferson Cardin de Alencar Osório, braço direito do “Fantástico Exército de Brizoleone”.

Em 1966, houve 2 mortos no atentado a bomba no Aeroporto dos Guararapes, Recife: Edson Regis de Carvalho (jornalista) e Nelson Gomes Fernandes (Almirante); no total, 15 vítimas, algumas das quais tiveram pernas, braços e dedos amputados.

Em 1967, no dia 15 Dez, em São Paulo, o bancário Osiris Motta Marcondes é morto quando tentava impedir assalto de terroristas ao Banco Mercantil do qual era gerente.

Em 1968, 9 vítimas.

(Em 1969, 31 vítimas – nominadas acima.)

Em 1970, morreram outros 20 heróis brasileiros.

Em 1971, mais 21 doaram sua vida ao Brasil, contra a “hidra vermelha”.

Em 1972, outros 16 verteram seu sangue pela Pátria.

Em 1973, 3 morreram em defesa do Brasil: no dia 21 Fev (SP), Manoel Henrique de Oliveira, civil, foi morto no bar de sua propriedade, por terroristas da ALN, porque suspeitavam que ele era colaborador da Polícia; no dia 22 Fev (RJ), Pedro Américo Mota Garcia, civil, foi “justiçado” por terroristas, por haver impedido um assalto contra uma agência da Caixa Econômica Federal; no dia 25 Fev (RJ), Otávio Gonçalves Moreira Júnior, Delegado de Polícia de São Paulo, foi metralhado no Rio de Janeiro, por terroristas da ALN e da VAR-Palmares.

Em 1974 (10 Abr, SP), Geraldo José Nogueira, Soldado PM, é morto durante captura de terroristas.

Ao todo, 105 heróis brasileiros tombaram para combater os Lamarcas, os Marighellas, os Zés Dirceus, os Franklins Martins, os Diógenes de Oliveira, os Gabeiras, os Mários Japas, os Aloysios “Ronald Biggs” e tantos outros terroristas que infernizaram o Brasil, tentando implantar no País, não a DEMOCRACIA, como apregoam, mas um sistema COMUNISTA nos moldes vistos na União Soviética, na China, na Coréia do Norte, na Albânia e em Cuba. Zé Dirceu, por exemplo, pertenceu ao MOLIPO, grupo terrorista criado pelo serviço secreto cubano. Que vergonha, hein Zé Dirceu, traidor da Pátria, trabalhando a favor de um país estrangeiro!!! Por acaso V. Exa. já entregou o crachá de “secreta” a Fidel Castro? Pela conversa animada que V. Exa. teve com o tirano do Caribe, durante a posse de Lula-laite (1º Jan 2003), parece que não...

E vem Jussara Não Sei Das Quantas enaltecer terroristas safados e dizer que o PT é um partido sério. Sérias foram as maracutaias do PT feitas no Rio Grande do Sul (jogo do bicho), em São Paulo (jogo do lixo), em Santo André (jogo das propinas) e no Distrito Federal (jogo da Asefe) – só para citar alguns exemplos. Hoje, o Partido dos Talibãs (PT) é o partido mais fedorento do Brasil, embora se apresente como mocinha virgem! Na verdade, dentro do PT, a maioria não passa de gorduchona vestal grávida...

FORA LULA E SUA CORJA TERRORISTA DO MST!
VIVA NOSSA SENHORA APARECIDA!
VIVA SANTA PAULINA!

Obs.: Os nomes dos heróis brasileiros que tombaram para combater a corja comunista foram extraídos do livro “Rompendo o Silêncio”, de Carlos Alberto Brilhante Ustra, Editerra Editorial, Brasília, 1987. Veja a lista completa dos heróis brasileiros, não nominados acima, no site 
http://www.livrorompendosilencio.hpg.ig.com.br/index.htm.

Félix Maier
Brasília, 9 de julho de 2003
ttacitus@hotmail.com

---------------

Mensagem recebida de Miss Mary Klein (maklein2@hotmail.com), "Herois brasileiros mais uma resposta", de
Mon, 18 Aug 2003 21:32:56

Achei deprimente a carta resposta dada pelo autor, alias de extremo mau gosto pois este trata a opiniao alheia de forma degradante sem o minino respeito por uma luta que hoje possibilita ele falar tanta besteira afinaL se este autor não se lembra viviamos a censura e talvez ele tambem fosse preso como subversivo. existem algumas pessoas que ainda acreditam que esses jovens que deram a vida pela liberdade, por uma sociedade igualitaria sejam taxados de terroristas, o autor inclusive defende a tortura como parte da guerra ... o que é isso ??? Sera que ligar pessoas a fios eletricos, decepar orelhas , vasar olhos é parte do jogo ? Covas publicas, mais de 30 anos de mentiras ... é realmente muito pobre a visão do autor, extremista e anti democratica , e por ainda existir esse tipo de pensamento que nos jovens brasileiros temos que continuar lutando , antes que o brasil seja novamente entregue a uma tirania . Apesar de todo o seu odio espresso em suas palavras , sinto informar-lhe que eh inutil pois nos a juventude Brasileira não vamos deixar que nossos HEROIS nossos verdadeiros Herois sejam esquecidos , estes que deram a vida por uma causa. É triste acreditar que no Brasil ainda existam pessoas que pensem desta forma .. a luta continua temos que politicar as massas para que este tipo de pensamento egoista e autoritario NAo volte a pairar sobre nossa nação . ao autor do texto mando apenas minhas condolencias por tanta ignorancia , por tanta falta de informação , na verdade o proprio autor é uma vitima de uma mente fechada assim como desejava a repressao ...

VIVA A REFORMA SOCIAL
VIVA NOSSOS HEROIS MORTOS POR IDEAIS
VIVA O MOVIMENTO ESTUDANTIL

mari klein"


Carta-resposta a Miss Mary Klein:

Não tem jeito. A comunistalhada sempre se acha no direito de ter a última palavra, achando que com isso acaba tendo razão em qualquer discussão que tome parte. Não me alongarei mais com tréplicas, gígaplas ou nânoplas para satisfazer uma debilóide mental e mentirosa como Miss Mary Klein, que ainda não se deu conta de que o Muro de Berlim caiu e que a União Soviética não existe mais.

Na carta-resposta à Jussara do Petê eu já havia dito tudo o que tinha a dizer. Não irei perder mais meu precioso tempo com uma comunistinha de merda, mentirosa, que diz que eu defendo a tortura. O que eu disse é que a tortura quase sempre foi empregada como arma de guerra, ainda hoje é praticada em nossas delegacias - infelizmente. O que eu afirmei é que a tortura não foi praticada somente por quem combateu o comunismo, embora os comunistas queiram ter o monopólio sobre ela. Basta lembrar a tortura praticada contra o tenente Mendes, da PM/SP, que teve a cabeça esfacelada por coronhadas de fuzil, a mando de um criminoso, desertor e ladrão de armas do Exército, ao qual prestara lealdade em solene juramento, o ex-capitão Carlos Lamarca? O que teria Miss Mary a dizer sobre isto?

Heróis com H maiúscula foram os brasileiros que impediram que o Brasil se transformasse numa Colômbia das FARC, em contínua guerra de guerrilhas, ou que se transformasse numa Cuba continental onde ninguém teria mais nenhum direito a não ser o de obedecer o ditador de plantão. Aqueles é que foram HERÓIS, não os terroristas – muitos hoje em importantes cargos públicos – que foram se especializar em banditismo na China e em Cuba, para, na volta ao Brasil, matar inocentes, roubar armas em quartéis e casas d’armas, assaltar bancos, trens-pagadores, carros-fortes e supermercados.

Há ainda muitas coisas a serem resolvidas no Brasil, talvez só com uma revolução de verdade. Porém, a solução para nossos problemas nunca será aquela oferecida por um regime comunista, que apenas empobrece e atrasa ainda mais a população. Sem dizer que ninguém tem liberdade para expressar suas próprias convicções. Você, que defende o regime de um criminoso como Fidel Castro, que fuzila ou prende todos os dissidentes, que já matou mais de 17.000 patrícios, por que não pega sua trouxinha e vai morar lá e lamber os bagos do assassino? Se aquilo que existe em Cuba fosse algum tipo de modelo que pudesse servir ao Brasil e ao mundo, por que tantos cubanos arriscam a própria pele para fugir daqueles quintos dos infernos?

Por favor, não me entupa mais meu correio eletrônico com suas mensagens idiotas e mentirosas.

Até nunca mais ver!

Félix


Kílopla recebida de Miss Mary Klein (20/08/2003):

>From: "mari klein"
>To: ttacitus@hotmail.com
>Subject: carta resposta II
>Date: Wed, 20 Aug 2003 14:30:02 +0000
>
>O que eu teria a dizer é que Carlos Lamarca defendia um povo não uma
>organização, que no momento em que sua orgnaização tornou-se
>impraticavel, onde a tortura era arma de fogo, as os ideais não
>podiam mais ser defendidos, ele desertou sim mas por uma causa
>maior.
>Também gostaria de lembrar que o autor só fala de um ato de tortura
>praticado pelos revolucionarios e eu poderia citar uma lista de
>nossos www.torturanuncamais.org , entre alguns deles pessoas que
>ficaram mais de 100 dias sendo torturadas.
>Sim ainda existe tortura e nós temos que tira-la de circulação de
>uma vez por todas, afinal quantos mais terao que morrer para que
>seja acabada a pratica no brasil ?
>Voltando a parte em que o autor sem argumentos logicos ataca a união
>sovietica e cuba, gostaria que o autor lesse com atenção meu primeiro
>email onde eu nao sito nenhuma vez nenhum dos dois paises apenas
>defendo quem deu a vida por esse pais. qualquer tipo de tirania é
>deploravel.
>gostaria de informa-lo que nao sou comunistinha e que o
>senhor aprenda a ter educação em relação a opiniao alheia por aqui
>ainda é uma democracia. e se precisarmos faremos tudo de novo .
>saudacoes .


Gígapla respondida a Miss Mary (20/08/2003):

Como eu havia afirmado, Mary Klein, como todos os outros comunistas de verdade ou de araque ("de caviar", "festivo", do PCI - Partido Comunista de Ipanema), iria querer impor como SUA a última palavra. A última tréplica, a última kílopla, a última gígapla. Miss Mary não sente nenhuma vergonha em defecar suas sandices nos computadores alheios.

"Faremos tudo de novo" – ameaça Miss Mary. A alucinada deve estar se referindo aos atos terroristas de linha marxista praticados nas décadas de 1960 e 70 no Brasil, os quais aprova sem contestação, embora tenham desgraçado a vida de milhares de famílias brasileiras. Imagino como não deve ser a mente(capta) de tal cabecinha oca, quero dizer, cheia de cocô.

“Qualquer tipo de tirania é deplorável” – afirma acaciamente Miss Mary. Porém defende os terroristas que queriam impor no Brasil um tipo de regime vigente na antiga União Soviética e que ainda hoje é visto em Cuba. Por isso a minha citação desses dois países. Lamarca não entrou no terrorismo para fazer do Brasil uma democracia. Democracia queriam FHC, Covas, Lula etc. Nenhum terrorista quer democracia. Lamarca apenas queria fazer do Brasil uma nação comunista. Quem afirma o contrário, ou tem má-fé, ou é um cínico mentiroso. Além do mais, Lamarca foi e sempre será um desertor e traidor do Exército, ladrão de armamentos do Exército, assassino frio, por mais que filmes sejam feitos louvando os atos de tal bandido, por mais que fanáticos como Miss Mary pensem que Lamarca foi um herói.

Ser contra a ditadura militar que houve no Brasil, vá lá, há muitas razões para isso – especialmente para os políticos que queriam rapidamente voltar ao poder, de modo democrático, e para os comunistas, que queriam o poder total... Porém, defender um tipo de regime totalitário e cruel, que não deu certo em lugar algum do planeta, a exemplo dos regimes marxistas defendidos por Lamarca, Marighela, Prestes, Genoíno e outros guerrilheiros-terroristas menos conhecidos, aí já é demais. É o mesmo que defender a insanidade praticada por Hitler e Mussolini.

“TORTURA”!!! Essa palavrinha mágica sempre aparece nos lábios dos comunistas, torturados ou não. Talvez tenha razão Miss Mary, ao dizer que houve mais torturas praticadas pelos órgãos de Segurança, se comparadas àquelas praticadas pelos terroristas marxistas. Quem sabe, o maior erro dos militares foi não terem imitado Fidel Castro, que torturava e mandava os seus adversários para o paredón. Com certeza, o Brasil seria um país bem mais tranqüilo do que é hoje em dia. Talvez não tivéssemos esse grupo terrorista chamado MST, que inferniza a vida dos produtores rurais, único setor produtivo que cresce neste País, responsável pelo superávit na balança de pagamentos.

Por que Miss Mary não se alista à Jihad Islâmica? Ao Hezbollah? À Al Qaeda de Bin Laden? Ou aos amiguinhos petistas, defensores de Saddam Hussein, e não embarca logo para Bagdá? Afinal, há muitos americanos no Iraque para serem explodidos por talibãs encarnados em figurinhas tétricas como Miss Mary.

Com certeza, Miss Mary dirá que o culpado pela morte de Vieira de Melo, explodido num prédio das Nações Unidas em Bagdá, foi culpa única de George W. Bush. Essa é a lógica que rege a mente de todo debilóide comunista. (Desculpem minha redundância, dizendo que comunista é debilóide. Quem defende tal regime, é doente mental. Debilóide.)

E como mais não há a dizer, até nunca mais ver, Miss Mary. De verdade.

Félix



Artigos-->Gato Félix responde a Rato Pafúncio -- 07/08/2003 - 08:55 (Félix Maier)


Pafúncio, como qualquer sujeito esquerdizofrênico da atualidade, distorce tudo o que se escreve sobre a esquerda. E, como se fosse um quasímodo debilóide, em vez de rebater as argumentações com outras argumentações, apenas fica acometido de tique de riso, hic hic hic, he he he, há há há...

Em momento algum eu afirmei que a mídia é do PT. Apenas disse o que todos podem constatar: a mídia, no Brasil, é dominada pela ESQUERDA. Ela é hegemônica em todos os aspectos da vida nacional. Não só a mídia: o domínio esquerdista passa pela Educação (os livros didáticos, desde o fundamental até a universidade, são escritos sob a ótica marxista), pelos jornais e revistas, pelas TVs educativas (“TV Lumumba”), pelos sindicatos, pelas organizações de bairros (“movimentos populares”), em movimentos revolucionários (MST, MTST). Até a CNB do B é dominada por bispos vermelhos, que criaram a CPT, que por sua vez criou o MST, hoje o movimento revolucionário marxista mais importante no mundo. Negar isso é ser estulto ou cínico.

Claro, existem ainda os olavos, os rosenfields, os meira pennas. Eles ainda escrevem alguma coisa em jornais e revistas. A esquerda ainda não tomou conta de tudo. Mas, o espaço que estes têm na mídia é ínfimo, se comparado com a regalia dada a esquerdistas. Quando é que vemos algum dos citados na TV Cultura? Em alguma entrevista com Marília Gabriela? Ou no “Saia Justa” da GNT (Net)? Uma das poucas exceções é o “Passando a Limpo”, com Bóris Casoy, programa democrático, onde pessoas de todas as tendências políticas são convidadas a expor suas opiniões.

Quanto à mídia lamber os bagos petistas, isso foi por demais observado nas últimas eleições, quando era proibido aos jornalistas tecerem qualquer comentário, nos jornais ou na TV, que desabonasse qualquer dos candidatos (todos eles de esquerda), especialmente Lula-laite. Um dos poucos jornalistas que condenou tal decisão do Tribunal Eleitoral do Sr. Nélson Jobim foi Bóris Casoy, que sempre denunciava tal ato arbitrário no “Jornal da Record”. Aliás, quando Bóris perguntou a Lula-laite, ainda antes da tal requentada “Lei Falcão”, quais as ligações que ele teria com as FARC, Lula-já-nem-tão-laite-assim ameaçou: “Nunca mais me faça essa pergunta”.

Cínico, esse Lula. Pertence a um partido que é co-irmã das FARC e de outros grupos terroristas no Foro de São Paulo, e ninguém pode tocar no assunto. Aliás, a prova de que o PT anda de braços dados com as FARC já havia sido observado por ocasião do I Fórum Social Mundial, realizado em Porto Alegre, em 2001, quando dois brigadistas foram escalados para acompanhar um terrorista das FARC que comparecera ao evento. Como diria Inezita Barroso, “di braçu dadu cum dois sordadu, muitch’obrigadu”... A outra prova da ligação petista-farcista ocorreu recentemente, quando Lula-laite se negou a considerar as FARC como sendo um grupo terrorista, apesar da insistência do Presidente Uribe, da Colômbia, então em visita ao Brasil. Quanto à lambeção de bagos petistas feita pela mídia, basta relembrar o que foi o último debate dos “4 vampiros” na TV Globo, quando apenas abobrinhas foram proferidas. De modo algum foi permitido, p. ex., de Serra, Ciro ou Garotinho perguntarem a Lula-laite sobre suas ligações com o tirano do Caribe, Fidel Castro. Ou, como já foi dito, as suas ligações com as FARC.

Pafúncio esqueceu de dizer que o PT costuma perseguir quem critica o Partido dos Talibãs. Será que foi mesmo esquecimento de Pafúncio? O próprio filósofo Denis Rosenfield, lembrado por Pafúncio, respondeu a processos movidos pelo PT do Rio Grande. Motivo? Simplesmente por Rosenfield saber ler, saber interpretar o que um texto contém – no caso, textos do próprio PT, onde havia conteúdo revolucionário. Esqueceu (esqueceu mesmo?) Pafúncio também de informar aos leitores usineiros que outro professor universitário do Rio Grande, José Giusti Tavares, também foi processado pelo PT, por ter escrito o óbvio sobre o PT no livro “Totalitarismo tardio – o caso do PT”. E, agora, aparece esse Torquemada do Petê, um certo professor Kucinsky, resenhador de jornais, que não admite que o PT sofra críticas de espécie alguma, chamando a publicação de maracutaias petistas nos jornais de “denuncismo”.

Tudo o que foi escrito acima prova que a ESQUERDA se enquistou em todos os setores da vida nacional. Negar que o PT ainda é um partido indefinido, uma “frente” composta de tipos de grande valor e de uma cambada da pior espécie, que cambaleia entre a social-democracia do Palocci e o marxismo fidelista de Heloísa Helena, isto sim, é verdadeira estultice – gostei deste vocábulo, Pafúncio. O mais é divagação esquerdizofrênica, esperta, astuta, ardilosa, para enganar os incautos. Ou seja, uma tremenda pafunciada.

Ah! Ainda bem que Pafúncio não disse que eu sou de direita. Aliás, de leve tendência direitista, somente “elezinho”, que se apresenta como de “centro-direita”. Isso, do meu ponto de vista, olhando para baixo da minha cintura. Do ponto de vista de um espectador em minha frente, “elezinho” se apresenta como sendo de “centro-esquerda...


Leia também "Quatro vampiros na TV"

https://www.digestivocultural.com/colunistas/coluna.asp?codigo=709&titulo=Quatro_vampiros_na_TV


E Também "Argos, o ET de 100 olhos"

https://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=12472&cat=Artigos&vinda=S

ou

https://www.digestivocultural.com/colunistas/coluna.asp?codigo=749&titulo=Argos,_o_ET_de_100_olhos


Artigos-->Quatro vampiros na TV - Parte II (Final) -- 06/11/2002 - 17:03 (Félix Maier)

https://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=13784&cat=Artigos&vinda=S

Na 1ª parte de “Quatro vampiros na TV”, vimos o esforço de Dr. Murnau para derrubar Drácula nas escadas do Castelo, para que Nosferatu ocupasse um lugar mais alto nas pesquisas de sangue. Ameaças terríveis estavam para ser cumpridas, se o jogo sangüíneo não fosse rapidamente revertido. A PF (Pau e Foice) já estava pronta para investigar se Drácula havia enviado, ilegalmente, barris de sangue do Castelo de Park Beach para a Transuíça...

Porém, por azar e por culpa própria, Conde Drácula foi caindo nas pesquisas de sangue. Primeira chance para o cafuçu: junto com Conde Tasso, Conde Drácula assistiu a Seleção Felipenta perder para o Paraguai – logo no “Castelão”. Só podia ser maldição de Dr. Murnau. Quem é que disse que Dr. Murnau não tem parte com o tinhoso, o bode-preto, o cafuçu, o coisa-ruim, o rabudo, o capiroto? Segunda chance para o bode-preto: Conde Drácula espantou todas as moçoilas do Brasil que pretendia beijar, ao dizer que sua linda loira namorada de olhos azuis servia apenas para dormir com ele dentro do caixão... O sorriso de Dr. Murneau se abriu de vez, mostrando seus longos e afiados caninos tornados imortais pelo chargista vamp Angeli...

Mesmo Drácula caindo verticalmente nas pesquisas de sangue, Dr. Murnau não se deu por satisfeito. Mandou a lindérrima corregedora Anavamp investigar a vida de “Paul, the kid”, vice-vamp de Drácula, sobre desvio de sangue do FAT (Federação dos Assaltantes dos Trabalhadores). Sempre desvio de sangue! Nunca muda o assunto em Transbrasiliana!

Depois que Drácula se autonocauteou, e Vamp do Rio não conseguiu sair do porão do castelo, Nosferatu conseguiu a proeza de ir, com Chupa-Cabras, para a segunda rodada de sangue, que escolheria o próximo ocupante do Caixão do Planalto.

Durante o embate vampiresco da segunda rodada de sangue, Chupa-Cabras, o queridinho do reino de Transbrasiliana, passou a ser escondido dentro de uma redoma de vidro e proibido de participar de debates. A TV Po(l)vo foi a única emissora em que Chupa-Cabras garantiu que participaria de um debate, já que seu adversário não poderia fazer nenhuma pergunta, nem qual era o seu nome completo, ou qual era o apelido que vamp Briza lhe tinha grudado em 1989. Enquanto isso, algumas pequenas acusações que Nosferatu fazia na TV contra o partido de Chupa-Cabras, eram logo condenadas pelo TSE (Tanque de Sangue Eleitoral). Por exemplo, quando o programa de TV de Nosferatu apresentou imagem em que o presidente do partido de Chupa-Cabras (o “James Bond do Caribe”) dizia que os militantes do PT (Patota do Torto) iriam ganhar do adversário, tanto na porrada como nas eleições, ao mesmo tempo em que a TV mostrava também uma agressão contra o Govamp Covas feita por militantes ligados ao Torto, o o TSE concedeu direito do araponga chupar sangue na TV durante o tempo destinado a Nosferatu. Nada de constranger Chupa-Cabras, com insinuações indiscretas, como a ligação da Patota do Torto com os vampiros carniceiros das FARC, que todo dia promovem rodadas de sangue na Transcolômbia. Afinal, Chupa-Cabras, genuíno vamp nacional, caboclinho de poucas letras, não deveria ser humilhado em público com perguntas tão complicadas... Já tinham perguntado sobre a CIDE na primeira rodada de sangue. Vai que o vamp mão-de-porco (economista) pergunta o que é Coeficiente de Gini e Chupa-Cabras diz que gostou da canção de Vamp Chico: “Joga bosta na Geni”!

Assim, a TV Po(l)vo mostrou o “debate” do milênio, o debate que não foi um debate, mas um embuste tão grande que nem a imprensa, nem os vampevotantes se deram conta. Em vez de os dois vampiros fazerem perguntas um ao outro, o que se viu foi uma encenação teatral futurista de Dudavamp, que escreveu algumas abobrinhas para uma turma de vampiros zumbis lerem em público, como sendo perguntas que expressariam as dúvidas de cada um desses eleitores, ainda indecisos (!) na escolha do melhor vampiro... Um modelo de debate que Messiê Bush e Madame Clinton poderão adotar com sucesso nas próximas vampeleições Transamericanas – além de copiar nossos “caixões” eletrônicos de votação –, que deverá ser defendido a dentadas na garganta, especialmente por quem estiver na frente nas pesquisas sangüíneas.

Desta forma, o poderoso Nosferatu foi derrotado pelo simplório, capiau, jeca, caboclo Chupa-Cabras. Abriu-se novamente o largo sorriso de Dr. Murnau, mostrando os longos caninos afiados. Afinal, vencera seu vamp preferido, como muitos já haviam afirmado desde o início da vampecampanha eleitoral – inclusive este que escreve esta vampecrônica. Tão feliz Dr. Murneau ficou que contratou famoso chargista, Vamp Chico, para criar o “pas de deux” que dançaria com Chupa-Cabras... Em horário nobre da TV Po(l)vo, sob os olhares extasiados do casal vampe Bonner e Fátima, dançando abraçadinhos, de rosto colado, cochichos ao pé do ouvido, Dr. Murneau e Chupa-Cabras demonstraram uma intimidade que até então ninguém imaginara. Quando Nosferatu descobrir que foi traído por Dr. Murneau, seus olhos arregalados vão ficar ainda mais esbugalhados...

Antes de passar a faixa vampiral a Chupa-Cabras, Dr. Murneau convidou o novo dono do Caixão do Planalto para uma viagem à FMI (Federação da Miséria Internacional), na Suíça. Dr. Murneau queria mostrar a Chupa-Cabras o caminho das pedras, quer dizer, o caminho do sangue que é drenado da Transbrasiliana para a Transuíça.

A viagem de Dr. Murnau com Chupa-Cabras foi no Boeing-carcaça, de dois séculos de existência, que promove as transviagens do vampe-chefe do Caixão do Planalto. Só os dois, juntinhos, entre risadinhas e cochichos ao pé do ouvido, comemorando com champanhe na cabine do avião a performace do famoso “pas de deux”, que tanto sucesso fizera na Transbrasiliana. Só os dois, pois não havia lugar para ninguém mais viajar no “Sucatão”, sequer uma aeromoça para servir um “dessert” ou um uisquinho, porque caixas e caixas de títulos cambiais, promissórias e letras do Tesouro foram embarcadas, para tentar uma derradeira negociação na FMI, antes que a Transbrasiliana vire uma Atlântida e afunde nos abismos do Atlântico.

O “Sucatão” mal conseguira levantar vôo no Aeroporto de Transbrasília, tantas eram as toneladas de papel a bordo. Mas, Dr. Murnau sempre foi um bom piloto, o “Sucatão” tinha à frente um céu de brigadeiro, nada havia a temer. A viagem sobre o Atlântico foi tranqüila, o piloto automático foi ligado, Murnau e Chupa-Cabras aproveitaram para dormir o sono dos anjos.

Sobrevoando os Alpes suíços, Dr. Murnau veste seu pára-quedas e se prepara para saltar. Chupa-Cabras sente que seu sangue congelado começa a esquentar nas veias, mal consegue acreditar no que vê.

- O que faço, se eu nunca dirigi nem teco-teco? – implora o aflito Chupa-Cabras.

- É fácil. Pega o teu celular – que você tinha na cintura num comício da Esplanada, malhando a privatização das Telecomunicações – e liga para a torre do aeroporto. Eles te dirão o que fazer – suaviza Murnau, colocando a máscara de oxigênio.

Dr. Murnau sai rápido por uma saída secreta, que tem portas duplas, para não despressurizar a aerovamp, e salta feliz no espaço da Transuíça, os longos caninos à mostra em largo sorriso, para vampirar um mandato de 4 anos na ONU (Órgão Neo-universal), em Genebra – com Mercedes na garagem e US$ 20,000.00 na conta bancária todo mês.

Chupa-Cabras, enfim, consegue falar com a torre:

- Alô, torre, aqui é Lula!

- Lulá?

- Lula, o mais novo vamp da Transbrasiliana.

- Messiê Lulá, tenez le manche, s’il vous plaît.

- O quê?

- Tenez le manche!

- Manche? Mas o que é “manche”?


Legenda:


Doktor Murnau – FHC (embora seja o criador de Nosferatu, tem um carinho paternal por Chupa-Cabras)

Nosferatu – José Serra (vamp criado e traído por Dr. Murnau)

Conde Drácula – VampCiro (traído por seus próprios caninos)

Vamp do Rio – Tony, the Kid (futuro “1º vamp” do Rio, acolitará a bela vamp Rosinha)

Chupa-Cabras – Lula-laite, novo vamp do Caixão do Planalto

Zé do Caixão – Enéas (vamp mais querido do Brasil – 1,6 milhão de beijos na jugular)

James Bond do Caribe – Zé Dirceu (antigo vamp sexy do serviço secreto cubano, o “Ronnie Von das Esquerdas”)

Patota do Torto (PT) – A Granja do Torto passou a ser o local preferido do partido de Chupa-Cabras, já que o Feitiço Mineiro ficou pequeno para tanto vamp – ainda por cima paulistas...


Cartas-->Carta a Jussara do Petê - II -- 24/09/2003 - 11:04 (Félix Maier)

https://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=13907&cat=Cartas&vinda=S

Com respeito a meu artigo "Armamento já! Com porrete de guajuvira!", Jussara "Mídia Mascarada" do Petê me remeteu a seguinte réplica, recebida por e-mail em 24/09/2003:

"Vamos nos Armar.

Vamos nos armar! Vamos comprar armas e sair com elas em punho atirando em quem acharmos que seja bandido e que vai nos assaltar. Vamos banir as policias, cada cidadão que tenha sua arma uma mais eficiente e mais bonita que a outra, com gatilho em ouro, tambor em prata,cano com incrustação de brilhantes. Para as nossas crianças nada de armas de brinquedo, estilingue, espada de plástico tem que ser arma de verdade com grife. As industrias de armas precisam faturar ter lucro não importa quantas vidas inocentes ,quantas crianças vão morrer ,o importante é lucrar. O vizinho tem um cachorro que late muito, fogo nele e no cachorro, o filho do vizinho joga bola e a bola vive caindo no seu quintal fogo nele, o moleque subiu na sua lage para pegar a pipa fogo nele. Quando o motorista do ônibus não parar no ponto fogo nele, o que o cobrador do ônibus não tem troco mete bala, o cara bateu no seu carro e riscou a pintura descarrega a arma. O mendigo veio pedir esmola mas pode ser um assalto não pensa duas vezes mete bala, desconfiou que é bandido tem que passar fogo. Afinal você é poderoso pode comprar uma arma pagou caro por ela agora tem que usar. Se armando você contribui com a industria bélica, contribui com o controle populacional, ganha status, podemos nos livrar da policia, da Justiça, das penitenciarias, vamos gerar empregos construir grandes cemitérios empregar muitos coveiros e incentivar a industria funeraria. Aqueles que defendem o desarmamento não pensam nisso, eles só pensam nas balas perdidas que matam crianças, pessoas dormindo dentro de casa, pessoas que estão indo trabalhar e tomam com uma bala perdida na cabeça, crianças que pegam armas dos pais para ver como funciona. Quem defende o desarmamento quer evitar que pessoas de bem matem outras pessoas de bem por amor. Quem defende o desarmamento quer a diminuição da violência, quer a paz quer que pessoas de bem continuem sendo pessoas e bem. Mas isso não é importante, importante é manter o lucro da industria bélica, importante é fazer justiça com as próprias armas. Eu faço parte da grande maioria que defende o desarmamento, sou pela vida, sou pela paz.

VIVA LULA PRESIDENTE DO BRASIL!
PT UM PARTIDO SÉRIO.
Jussara
www.midiasemmascara.blogger.com.br.index/html"

------------

Tréplica a Jussara do Porto, e-mail porto50@globo.com, plagiadora do Mídia Sem Máscara:

Des(Cara)da Jussara “Mídia Mascarada” do Petê:

Até concordaria que houvesse desarmamento da população, DESDE QUE TODOS OS BANDIDOS FOSSEM DESARMADOS PRIMEIRO. Como esse governo do “seu” Lula não melhorou nem vai melhorar em nada, quanto à segurança dos cidadãos, deixando os bandidos cada vez mais à vontade, principalmente no campo (MST), só um idiota acreditaria que o desarmamento da população de bem iria trazer paz à sociedade. Uma pesquisa de “O Globo”, recentemente feita pela Internet, foi rapidamente suspensa quando a maioria da população se mostrou contrária ao desarmamento puro e sumário, como o pretendido pelo atual Governo. Por isso, Jussara do Petê é uma mentirosa quando diz que “eu faço parte da grande maioria que defende o desarmamento, sou pela vida, sou pela paz”. A “maioria” da população não caiu na armação da petelhada, encenada por Herr Greenhalgh no Congresso Nacional, com apoio escancarado de Bibi (Bill Bonner) no Jornal Nacional do PT e do autor da novela “Mulheres Apaixonadas”.

Afinal, os bandidos não estão “nem aí” para esse famigerado “Estatuto do Desarmamento” de Don Grinalgo, continuarão cada vez mais bem armados, obrigado! E com armas cada vez mais pesadas e modernas: metralhadoras, lança-rojões, fuzis, mísseis. Não com os prosaicos “tresoitões” que seriam retirados de circulação. “Tresoitão” é pra trouxa, não pra bandido que se preze.

Não adianta desarmar a população de bem enquanto os bandidos estão cada vez mais à vontade, até usando celulares nas prisões de insegurança máxima para continuar praticando seus crimes. Afinal, a arma, em si, não mata, assim como uma gilete, uma faca, uma foice, uma navalha não saem por aí voando de repente para atingir alguém. Quem mata são as pessoas. Se não houver uma arma de fogo, o bandido usará o que tiver às mãos para matar seu semelhante. Caim não usou uma arma de fogo para matar Abel.

Carros matam muito mais do que armas de fogo, porém ainda não apareceu nenhum idiota pedindo que voltemos aos tempos das carroças, das charretes e das carruagens. Porém, idiotas pedindo que cidadãos de bem entreguem suas armas, estes existem aos milhares.

Claro, o idiota a que me referi acima não se aplica aos “pacíficos” petistas, que criticam as guerras de Mr. Bush, taxando-o de terrorista, porém não dizem uma só palavra de seu ídolo Fidel Castro, este o maior terrorrista das Américas, já há mais de 4 décadas tentando desestabilizar países latino-americanos, formando terroristas e enviando toneladas de armas a países como Chile, Bolívia, Venezuela e Brasil. Eles, os petistas, são todos muito inteligentes e sabem que essa campanha de desarmamento não soluciona o problema da violência. A questão é outra, já que outra é a solução desejada pelos petistas e esquerdistas aliados: eles desejam desarmar a população para, no futuro, quando quiserem implementar um governo totalitário, não tenham que enfrentar nenhum tipo de resistência. Ao menos, uma resistência mais pesada e efetiva, a resistência armada.

O mais que Jussara “Mídia Mascarada” do Petê propala é bobagem pura de um partido demagógico, que, em vez de desarmar a bomba-relógio que vem dos morros e dos acampamentos dos desocupados do messetê, quer enjaular de vez a população de bem dentro de suas casas, enquanto a criminalidade cresce cada vez mais nas ruas e nas rodovias.

Jussara Mascarada do Petê: vá catar chato em outra floresta vagineira, que não a sua, e não me venha mais entupir o computador com sua costumeira babaquice.

Viva Lula-laite lambendo as botas do ditador-assassino Fidel Castro em mais uma visita à Ilha-cárcere do Caribe!
Viva Lula do Petê, co-irmã das assassinas narcoterroristas FARC no Foro de São Paulo!
Viva o MST, “braço armado do PT”!
Viva a farra dos DAS de Súper Zé para presentear a petelhada!
Viva o dinheiro do bicho (Porto Alegre), do propinoduto (Santo André), da Asefe (Brasília) para forrar a “caixa vermelha” do PT!
Viva o dízimo (na verdade, 30%) da “petelhada DAS Súper Zé”, para a campanha petista das eleições municipais de 2004!
Viva o Fome Zero, demagógico programa assistencialista, moderna forma de voto de cabresto, que será muito útil nas eleições de 2004 (um cartão, um voto, quero dizer, cinco, seis, dez votos, dependendo do tamanho da família aliciada)!

Félix Maier
24/09/2003

P.S.: Com queimadas em tantas reservas naturais brasileiras, por que o Petê não convoca seus eleitores de cabresto do Fome Zero para apagar o fogo? Por que o Petê não põe para fora da rede os índios, para que também apaguem o fogo que já atingiu suas reservas, fogo esse que já está queimando suas belas e fornidas bundas?


Cartas-->Eurônia e Afrânia: a loira e a negona -- 03/12/2003 - 11:34 (Félix Maier)

https://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=15917&cat=Cartas&vinda=S

Beatriz Ferraz escreveu alguns conceitos primários e infantis em "Loira burra", aquela "que tem só dois neurônios". Disse ela que o pessoal do TFP (e outros sátrapas) são tudo "merda, merda, merda". Pobre linguagem! Poderia bem ter escrito: "merda, bosta, titica, cocô, caca, Scheiszerei, merde, shit!"...

Para conceituar o que vem a ser "loira burra" e "nega idiota", eu fiz uma pesquisa arqueológica no interior do Quênia, e defendi recentemente a tese "Eurônia e Afrânia" na Universidade dos Povos Ameríndios de Kubanacan, onde recebi mensão "A+". Os conceitos básicos estão sintetizados abaixo:

Eurônia: nome que significa "neurônio europeu feminino", encontrado nas cabecinhas ocas de loiras burras, loiras lindas, loiras fogozas (com "z" de gozar) e loiras gostosas;

Afrânia: nome que significa "neurônio africano feminino", encontrado nas cabecinhas ocas de negonas idiotas, negonas lindas, negonas fogozas (com "z" de gozar) e negonas gostosonas.

Ou seja: não descobri nada mais do que a recente pesquisa do genoma humano já havia descoberto: apesar da cor da pele, somos todos iguais. E mais: há negões, do tipo "azulão", muito mais próximos de brancos, quanto ao genoma, do que muito branquelo metido a besta nazista.

Moral da história: não há loira burra nem nega idiota. Há apenas aqueles que ainda estão trepados nas árvores, como os micos e os macacos, e ainda não se deram conta disso. Está passando da hora de descer da árvore, Beatriz!

Finalizando: Beatriz, você é Eurônia ou Afrânia? Mostre uma foto sua em Usina para a gente saber!


Cartas-->Carta ao Edgar Guedes: sobre vestais grávidas -- 20/06/2005 - 10:59 (Félix Maier)

https://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=21679&cat=Cartas&vinda=S

Preâmbulo:

O petista Edgar Guedes Corrêa, em versos neste Usina de Letras, disse que quer as vestais do PT de volta. Com isso, Edgar Guedes insinua que, antes da recente onda de corrupção petista (caso Waldomiro, caso Mensalão - e mais de podre que aparecer nas investigações), o PT era formado por cândidas vestais virgens.

Porém, ao afirmar isso, Edgar Corrêa não passa de um farsante, pois integrantes do PT são fregueses constantes das páginas policiais já há quase duas décadas, incluindo Lula.

Para exemplicar o que digo, reproduzo, abaixo, um artigo escrito por mim a respeito do assunto há 3 anos, ocasião em que o PT ainda não havia assaltado o Estado brasileiro no plano federal.

***

As vestais grávidas do PT -- 17/06/2002 - 16:02 (Félix Maier)

A esquerda, ciceroneada pelo PT, nos últimos anos tem-se apresentado sistematicamente à população como cândida virgem vestal. Para ela, só quem estava abrigado sob as siglas do PT, PC do B, PSTU, MST, CNBB e siglas satélites é que tinha moral e estava acima de qualquer suspeita. Qualquer denúncia que aparecia na imprensa contra políticos do Governo, em cima de fatos ou de boatos, lá vinha a esquerda para exigir a instalação de uma CPI, para uma “apuração rigorosa” e punição dos culpados.

Bem, isso era quando a esquerda não apitava nada. Logo que passou a governar alguns municípios, o PT começou a entrar em total contradição, pois quando havia alguma denúncia contra algum integrante do Partido, sempre procurou desconversar e, pior de tudo, chegou a expulsar “companheiros” quando estes tiveram o desplante de dedurar falcatruas internas. De pedra que sempre quebrava o telhado alheio, o PT passou a ter muitas clarabóias de vidro quebradas, por onde passou a entrar muita lama e podridão dentro de sua própria casa.

Como exemplo, pode-se citar o caso de Paulo de Tarso, um dos fundadores do PT, que foi expulso do Partido por denunciar negociatas de prefeituras paulistas petistas com empresas diversas. As donzelas do comando petista começavam já a ostentar uma barriginha mais do que proeminente...

Porém, bem antes de o PT debutar no executivo de prefeituras e de Estados, e iniciar suas infindas maracutaias, o PC do B já fazia sua festinha particular, pois tinha o sacrossanto e exclusivo direito de cobrar anuidade pelas carteiras de estudantes, em média R$ 15,00. Durante muitos anos, foi uma farra e tanto, até o Governo FHC desmamar o guloso bezerro mamão. Por conta daquela boquinha, o Partido do finado João Amazonas era conhecido como o “Partido da Carteirinha do Brasil”...

Ano passado, durante semanas, os noticiários davam conta da enrascada em que se meteu “Diógenes do Dinamite”, o PC Farias de Olívio Dutra, que em conversa gravada pedia para que a Polícia do Rio Grande do Sul “maneirasse” suas ações contra o jogo do bicho. “Dinamite” é aquele mesmo sacripanta que em 1968 explodiu o “reco” Kozel Filho, no QG do antigo II Exército, em São Paulo. O mesmo PC Farias de Olívio foi quem participou do assalto ao trem-pagador Santos-Jundiaí, também em 1968, com a honrosa companhia do ex-Ministro da Justiça de FHC, Aloysio “Ronald Biggs” Nunes Ferreira. Hoje, “Dinamite” tem uma pequena empresa de turismo, uma espécie de “Messetê Tour”, cópia tapuia do “Zapata Tour” do México, para levar curiosos aos acampamentos do MST gaúcho, para conhecer como funciona o esquema revolucionário no campo, com “know-how” das FARC. Na mesma época em que “Dinamite” chorou lágrimas de crocodilo e se babou todo em um depoimento, para apuração de irregularidades na compra de uma sede do PT em Porto Alegre, a prefeita de São Paulo, Marta ex-Suplicy, também estava às voltas com um escândalo, atolada de lixo até o pescoço, pois não havia feito licitação para as empresas responsáveis pela limpeza da cidade. Como se via e se vê, se (o PT) fugir, o bicho pega; se parar, o lixo engole...

Quando, no dia 20 de janeiro do corrente ano, foi assassinado o prefeito petista de Santo André, Celso Daniel, as vestais petistas logo espalharam o boato de que era outro crime político, a exemplo do prefeito petista de Campinas, Toninho do PT, que também havia sido assassinado pela “direita radical”. O que as donzelas petistas não esclareceram foi o fato de um antigo segurança de Celso Daniel hoje ser um empresário rico, por suas ligações íntimas com o poder (petista) local, e que escapou ileso quando Celso Daniel foi seqüestrado – o que, no mínimo, cheira a mais uma maracutaia. O assassinos de Celso Daniel eram criminosos comuns, foram todos identificados pela polícia. Ironicamente o único “radical de direita” que a polícia prendeu, por andar distribuindo panfletos de uma dita FARB (Forças Armadas Revolucionárias Brasileiras), foi um antigo militante do PT, Vanildo Rossi Moretti, filiado ao partido das vestais grávidas de 1983 a 2001...

Voltando um pouco no tempo, no dia 11 de abril de 1986, houve um frustrado assalto do PCBR ao posto do Banco do Brasil, na Universidade da Bahia. Quem eram os cinco militantes presos? Dou um pirolito para quem disser que os bandidos eram todos filiados ao PT. Em 1989, um dos sacripantas presos, envolvidos no seqüestro de Abílio Diniz, vestia a camisa da mesma vestal grávida... Não custa lembrar que Lula-laite e o Senador Suplão foram fazer uma visita de cortesia aos “coitadinhos” presos, que haviam seqüestrado Diniz, e o então Secretário de Direitos Humanos do Ministério da Justiça, José Gregori, não sossegou o facho até que os bandidos fossem soltos. Com as bênçãos de Dom Paulo Evaristo Arns...

A atual governadora do Rio, Benedita da Silva (“mulher, negra, favelada” – como se autodenomina nas campanhas políticas), quando era vereadora, nomeou todos seus filhos para altos cargos na Câmara, por meio de diplomas falsos. Descoberta a fraude, fingiu que eles pediram demissão, para todos voltarem pouco tempo depois. Não é por nada que o ex-Governador Antony Garotinho disse, com muita propriedade, que “o PT é o partido da boquinha”. Três anos vivendo em sistema de “coabitação” com o PT no Governo do Rio, Garotinho sabe muito bem o que está dizendo. Imagina o que Bené não deve estar aprontando agora no Palácio das Laranjeiras, sozinha, depois de assumir o Governo do Rio...

Dirá o paciente leitor que acompanhou até aqui a longa e difícil caminhada do “Partido da Boquinha”: mas Lula é um sujeito honesto, nunca esteve metido em maracutaias. Engano seu, distraído leitor. Lula-laite requereu benefícios de aposentadoria especial, alegando prejuízos durante o regime militar. Até hoje, não explicou que “prezuízos” seriam. Além disso, Lula-laite comprou uma cobertura em São Paulo por pouco mais de R$ 100 mil, uma ninharia, com cheque proveniente de um empresário que fizera obras para prefeituras do PT. Na mesma época, Lula-laite não conseguiu explicar o milagre que realizou, ao vender uma fubica de menos de R$ 10 mil para comprar uma picape de mais de R$ 40 mil, ao mesmo tempo em que tinha uma filha estudando na França, custeada por uma empreiteira.

Lula-laite também se relaciona bem com figuras internacionais. Além de constantes viagens de lambe-botas ao tirano de Cuba, Fidel Castro, Lula-laite tem ligações com muitas organizações internacionais, como o Diálogo Interamericano. O Centro Lindesmith é uma ONG pró-legalização das drogas, pertencente ao megaespeculador George Soros. Numa Sessão Especial sobre drogas, da Assembléia-Geral das Nações Unidas, Soros pediu o fim da guerra às drogas. O pedido, dirigido ao Secretário-Geral da ONU, Kofi Annan, foi publicado no The New York Times. Entre os mais de 500 signatários do documento, encontravam-se a tetravestal aspirante à Presidência, Luís Inácio da Silva, o antigo “Lula-lá” (hoje “Lula-laite”), e um dos ideólogos do MST, Dom Pedro Casaldáliga (Cfr. MSIA, 2ª quinzena de 1998, Vol. VI, n.º 1).

Anos atrás, George Soros era para o Partido da Boquinha o que havia de mais satânico nesse maldito “mundo capitalista”. Soros era um dos maiores culpados pela fome do mundo, pela exploração dos oprimidos do Terceiro Mundo. Foi só Soros dar apoio ao ex-governador petista Cristóvam Buarque em sua campanha internacional do Bolsa-Escola para que todos os pecados do milionário fossem perdoados. A ligação de Cristóvam Buarque com Soros não deveria causar nenhuma estranheza, já que ele mesmo defendeu a liberação da maconha quando era reitor da Universidade de Brasília. Para as vestais grávidas do PT não importa de onde vem o dinheiro. O que importa é que caia no cofrinho petista.

A penúltima maracutaia do PT veio de Brasília, a capital mundial da vagabundagem. (Penúltima, pois a última maracutaia pode estar ocorrendo neste exato instante.) Dois petistas, o ex-sindicalista e professor, Marcos Pato, e o diretor financeiro da Associação de Assistência aos Servidores da Fundação Educacional (Asefe), Jorge Eduardo Miranda, denunciaram que, durante a campanha política de 1998, foram desviados recursos da Asefe para políticos da esquerda, principalmente para o Partido da Boquinha. Entre os apaniguados que abriram alegremente a boquinha estavam o ex-governador Cristóvam Buarque e os deputados distritais Wasny de Roure e Lúcia Carvalho, todos do PT, o deputado federal Agnelo Queiroz (PC do B), além dos candidatos derrotados Trajano Jardim (PCB) e José Eudes (PT). Cristóvam teria recebido em torno de R$ 200 mil, os outros políticos citados, eleitos ou não, teriam abocanhado R$ 75 mil cada. A primeira reação das vestais acusadas foi pedir a expulsão dos dois “camaradas” alcagüetes, sem dar nenhuma satisfação à população local, que tem o direito de ouvir uma boa explicação para denúncias tão graves. Com suas barriguinhas proeminentes, as vestais grávidas não deram nenhuma explicação, mas expulsaram os dois “traidores” do Partido, no dia 13 de junho último. Bem feito para os linguarudos, pois que ética é essa de dedurar as falcatruas do Partido, se a ética do Partido da Boquinha e das vestais grávidas é apenas denunciar as maracutaias dos outros? A diretora do SINPRO, Isabel Portuguez, ligada à deputada Lúcia Carvalho, é acusada de fraudar a compra de vales-transportes e de comandar acordos para ficar com a multa do FGTS de funcionários demitidos. Foi aprovada uma CPI na Câmara Distrital para apurar as denúncias. Mais um pirolito para quem disser que tudo vai dar em nada, como sempre.

Em outubro, você irá votar para Presidente da República. Você, que porventura ainda acreditava nessa história de virgem vestal, terá coragem de votar numa rameira dessa categoria?

*

FORA PT!
FORA LULA!



Cartas-->Resposta à ACRIMESP -- 28/06/2005 - 12:47 (Félix Maier)

https://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=21720&cat=Cartas&vinda=S

Caros diretores da ACRIMESP,

Desculpem minha franqueza, mas o manifesto que vocês remeteram me faz rir. Sabem por quê? Simples. Há mais de duas décadas vocês, junto com a OAB, estão demonizando os militares que impediram que o Brasil se transformasse numa Cuba continental, ao mesmo tempo em que enaltecem, até hoje, as ações de sacripantas que traíram o Brasil e deveriam estar na cadeia, a exemplo dos terroristas das Brigadas Vermelhas, na Itália, e do Baader-Meinhof, da Alemanha. Aqui, nesta República dos Bandidos, ao contrário, os antigos terroristas estão todos no poder - a exemplo do cubano-brasileiro José "Daniel" Dirceu, recrutado pelo serviço secreto cubano para integrar o Molipo de triste memória, que passou o "Kalashnikov" de comando da Casa Civil à "kamarada d armas" Dilma "Wanda" Rousseff. Dilma é uma antiga guerrilheira da VAR-Palmares, organização que, entre outros crimes, assaltou o cofre de 2 milhões de dólares de Adhemar de Barros no Rio de Janeiro, remetendo 1 milhão para a Argélia, país que ajudou a criar a Frente Brasileira de Informações (FBI), com Miguel Arraes e Márcio Moreira Alves como seus principais integrantes. O objetivo desses marginais na época? Promover a calúnia contra os militares na imprensa internacional. Para maiores informações, já que vocês vivem em Saturno, acessem www.ternuma.com.br e cliquem em “Onde eles estão?”, para conhecer o currículo de muitos patifes que hoje determinam os destinos de nossa Nação.

Você queriam o quê? Alimentaram a fera e agora a fera os devora. Bem feito! Vocês ainda não se deram conta de que caminhamos rapidamente para um regime comunofascista? Não? Estão todos dormindo de toca? Vocês ainda não viram nada, muitas barbaridades ainda irão sofrer no futuro. Não posso acreditar que vocês ainda não descobriram que Lula apóia Fidel Castro que apóia Chávez que apóia as FARC que apóiam Fernandinho Beira-mar. Vocês vivem em que galáxia?

Para acordá-los do profundo sono em que todos estão, vai abaixo um texto que recentemente escrevi em Usina de Letras, "Ascensão comunofascista no Brasil". Não garanto que vocês ficarão mais tranqüilos depois da leitura, porém espero que ao menos acordem do pesadelo para encarar, enfim, a verdade de frente, não a mentira em que todos vocês estão mergulhados há duas décadas.

Ainda há tempo - espero! - de vocês ajudarem a reverter o estado atual de assalto ao Estado promovido por esta esquerda que ainda não assistiu à queda do Muro de Berlim. Ou será que, no fundo, vocês também não apóiam o atual caminho traçado pelas esquerdas para o nosso País, desde que a Polícia Federal não invada os gabinetes de vossas excelências? Por que, então, vossas excelências nunca se manifestaram a respeito? Por que nunca denunciaram as mentiras que a esquerda propaga na imprensa, de que combateram os militares para que a democracia fosse restabelecida? Por que vossas excelências não denunciaram a farsa da CPI do Banestado, quando se descobriu que figuras de primeiro escalão, tanto do governo atual quanto o de FHC, estão atoladas em falcatruas até o pescoço?

No fundo, vocês todos são angu (de caroço) da mesma panela. Tudo ia bem até vocês não serem molestados pelas SS petistas. Essa é a atual situação brasileira, infelizmente, cada um cuidando apenas do seu mingau. Estamos indo rapidamente para o brejo e não vejo nenhum tipo de salvação a curto prazo. Que Santa Paulina nos proteja!

Cordialmente,

Félix Maier

***

ACRIMESP
Associação dos Advogados Criminalistas do Estado de São Paulo
Gabinete do Presidente do Conselho
INVASÕES DE ESCRITÓRIOS DE ADVOGADOS

MANIFESTO À CLASSE

Tendo em vista o esgotamento das vias do diálogo junto ao Ministério da Justiça com o objetivo de fazer cessar as inconstitucionais invasões de escritórios de advocacia pela Polícia Federal, autorizadas por alguns setores do Judiciário, os advogados infra assinados manifestam aos colegas o seguinte:

1) O direito de qualquer cidadão à ampla defesa é de índole constitucional e constitui cláusula "pétrea", imutável, nos termos do preceituado no artigo 5º, inciso LV, da Carta Magna.

2) A defesa técnica do suspeito, investigado, indiciado, denunciado ou condenado incumbe privativamente ao advogado que, como disposto no artigo 133 da Constituição Federal, exerce função pública e é indispensável à tarefa jurisdicional do Estado, razão pela qual é declarado inviolável por seus atos e manifestações no exercício da profissão e nos limites da lei. A Lei Federal nº 8.906, de 4/7/94, Estatuto da Advocacia e da OAB, assegura a intangibilidade do escritório, dos arquivos e dos documentos relativos ao exercício profissional, tutelando, assim, a privacidade do cidadão que utiliza serviços advocatícios.

3) Atendendo a recorrentes pedidos da Polícia Federal (chancelados por membros do Ministério Público), setores autoritários da Justiça Federal de primeiro grau vêm autorizando, inconstitucional e ilicitamente, a invasão de escritórios de advogados (e, por vezes, a prisão destes) para busca e apreensão de documentos relativos a seus clientes, em escancarada afronta à Constituição e ao ordenamento jurídico. Esses setores da magistratura comporiam o que, nos meios forenses, se convencionou denominar, significativamente, de “Esquadrão da Morte do Poder Judiciário Federal”.

4) Tais atos de violência e de arbítrio da Polícia Federal e de referidos juízes federais precisam cessar, posto que ilegais e atentatórios a direitos fundamentais dos cidadãos e dos advogados que os representam.

5) O Sr. Ministro da Justiça, Chefe da Polícia Federal, tem se mostrado indiferente a essas violações e, conquanto tenha sido advogado um dia, publica que agora "mudou de lado". Patrocina essa espécie de repressão, atentatória à ordem jurídica.

6) É da formação dos advogados impugnar decisões e atos ilegais através de recursos, buscando no Judiciário e na Superior Instância a reparação do direito violado, em juízo de revisão. Assim é e deve ser, sempre que possível.

7) Ocorre que em certas situações a busca da reparação do direito violado na esfera jurisdicional, seja em sede de controle de legalidade de ato administrativo, seja no âmbito recursal, é inócua, dada a consumação, exaurimento e irreparabilidade do dano gerado pela violência perpetrada. Por isso que o Direito Civil e o Direito Penal reconhecem a legitimidade da auto-tutela de direitos, instituindo, por exemplo, o desforço imediato no caso de violência contra a posse e a legítima defesa para repelir injusta e atual agressão. A se tolerar a consumação do dano, a sua irreversibilidade resta inexorável.

8) Por isso, sendo manifestamente ilegais as invasões de escritórios de advocacia (a ordem emanada de juiz não lava a ilicitude) e não havendo tempo hábil para a reparação do dano na via jurisdicional, alternativa não sobra aos advogados que não RESISTIR a tais e ilícitas invasões, opondo-se à ação policial na defesa de direito constitucional e legalmente assegurado.

9) Não se ignora que a oposição física à ilegalidade oficial poderá levar a situações extremas, inclusive com perigo à incolumidade pessoal e à vida. Não será esta, no entanto, a primeira vez em que os advogados arrostarão riscos por causa das liberdades no Brasil. Assim foi no "Estado Novo", assim foi nos "Anos de Chumbo", e assim será, sempre e sempre.
São Paulo, 23 de junho de 2005.

A versão que se segue foi aprovada e chancelada, entre outros, pelos seguintes advogados: José Roberto Batochio, ex-presidente nacional da OAB; Paulo Sérgio Leite Fernandes, autor do livro “Na Defesa das Prerrogativas dos Advogados” e ex-presidente da Comissão Nacional de Prerrogativas; Ademar Gomes, pelo Conselho da Acrimesp- Associação dos Advogados Criminalistas do Estado de São Paulo, Euro Bento Maciel, ex-diretor da OAB-SP; Alberto Zacharias Toron, conselheiro federal e membro da Comissão Nacional de Prerrogativas da OAB; Mário de Oliveira Filho, presidente da Comissão de Prerrogativas da OAB-SP; Elias Mattar Assads, presidente da Associação Nacional dos Advogados Criminalistas; Djalma Lacerda, presidente da OAB Campinas; Antonio Delgado, presidente da OAB Sorocaba; Benedito Antonio Dias da Silva, ex-Presidente da OAB Tatuí e Roberto Ferrreira, ex-presidente da Caixa de Assistência dos Advogados de São Paulo.
Manifestações e apoio pelos e-mail:
www.acrimesp.com.br
acrimesp@acrimesp.com.br
acrimesp@superig.com.br
pslf@uol.com.br



Cartas-->Carta a Arthur Lacerda: o impedimento de Lulla -- 08/08/2005 - 11:30 (Félix Maier)

https://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=21976&cat=Cartas&vinda=S

Caro Arthur Lacerda,

No livro "A República Positivista - Teoria e Ação no Pensamento Político de Augusto Comte", Juruá Editora, Curitiba, 2003, de sua autoria, no exemplar (3a. edição) que V. Sa. amavelmente me presenteou, à página 19, na "Apresentação", leio: "Por fim, cumpre lembrar que há dez anos, em 1992, por ocasião do impedimento do ex-Presidente Fernando Collor de Mello, não foram duas mas três as entidades da sociedade civil brasileira que solicitaram o início do processo que resultou em sua renúncia: a Associação Brasileira de Imprensa, a Ordem dos Advogados do Brasil e... o Centro Positivista do Paraná (à época presidido pelo autor deste livro)".

Hoje, com o tsunâmi de lama que soterrou o Palácio do Planalto, pergunto a V. Sa. se o Centro Positivista do Paraná está iniciando processo semelhante ao de 1992, agora para pedir o impedimento do Sr. Lulla. Se não está, gostaria de saber por quê!!! A mesma pergunta fica para os aguerridos presidentes da ABI e da OAB, cujas entidades foram rápidas em tentar sacar Collor do poder, porém nada estão fazendo no caso Lulla, governo mil vezes mais podre que o collorido. E não me venham dizer - as três distintas organizações - que Lulla nada sabia do que estava ocorrendo em volta. Ele é semi-analfabeto, porém não é burro, embora se comporte ultimamente como um autista entre as "falanges" que o apóiam a qualquer preço, em estilo populista terceiro-mundista que lembra Hugo Chávez: MST (o braço armado do PT), CUT, CPT, CNB do B, PC do B, metalúrgicos, estudantes, sindicatos, petroleiros, taxistas, Seu Francisco do Aeroporto de Brasília, o povo de Garanhuns, enfim, o diabo a quatro. Como disse corretamente o senador Arthur Virgilio, ou Lulla é um idiota, ou Lulla é um corrupto. Tertium non datur! Em ambas as hipóteses, Lulla não tem mais condições de conduzir os destinos do Brasil.

Atenciosamente,

Félix Maier
Brasília/DF


Cartas-->Carta-fechada a Saul Almiron -- 19/09/2005 - 17:01 (Félix Maier)

https://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=22277&cat=Cartas&vinda=S

De: Saul Almiron
Enviado: quinta-feira, 8 de setembro de 2005 18:43:34
Para: ttacitus@hotmail.com
Assunto: Assine este Manifesto

Caro amigo Capitão Feliz Maier,

ARENA nunca mais; quem tinha direitos políticos na época dos militares? Não foram os militares que entregaram o país na mão dos EUA? Que motivo aparente há para uma nova ditadura da direita? Qual foi a melhora colhida na época da ARENA? Existia concurso público para trabalhar no país, ou era só que tinham afinidades com a ARENA? A previdência pública não foram vocês que iniciaram a quebradeira, pois construíram com ela pontes, estradas, itaipu, quartéis sem que houvesse a devolução para que os aposentados de hoje não tivessem recebendo os míseros 300,00 que a poucos dias era 260?

***

Resposta:

Brasília, 13 de setembro de 2005.

Prezado Saul,

Como diria o velho esquartejador, “vamos por partes”, para dar uma resposta a você, que nem precisaria ser dada, porque todos os questionamentos que você faz já têm uma resposta embutida nos mesmos: a desgraça do Brasil é pura obra dos militares.

Inicialmente, ninguém dos que assinaram o manifesto prega uma “ditadura de direita”. Exigir que os desmandos deste governo corruPTo sejam devidamente apurados nas CPIs não é “golpe da direita” ou das “elites”, como afirma Lulla e sua quadrilha petista. Lutar contra o avanço do comuno-fascismo no Brasil não é estar a serviço da direita, mas ser a favor do povo brasileiro, que não quer que nosso País se transforme numa Cuba continental, que é o objetivo estratégico do Foro de São Paulo, fundado por Fidel Castro e pelo Partido da Trapaça (PT), o qual tem os grupos terroristas do ETA (Espanha), do MIR (Chile) e das Farc (Colômbia) como seus membros queridos. Ou seja, trata-se da fina flor da bandidagem esquerdista que deseja criar na região uma nova União Soviética, ou seja, a União das Repúblicas Socialistas Latino-Americanas. No momento, a Venezuela do coronel-tirante Hugo Chávez é o que mais se aproxima do modelo cubano sonhado por todas as esquerdas latino-americanas.

Sr. Almirón: não tinham direitos políticos na época do governo dos militares os que estavam metidos até o pescoço com o marxismo (FHC) e todos aqueles metidos em atos terroristas e seqüestros: Fernando Gabeira – hoje deputado pelo PV; Franklin Martins – hoje comentarista do Sistema Globo de PeTevisão; José “Daniel” Dirceu – secreta de Fidel Castro e Rasputin do corruPTo governo Lulla, com seus mensalões e rufiões, “companheiros” da cafetina Jeany Mary Corner; Carlos Lamarca – ex-oficial do Exército, desertor, ladrão de armas, torturador e assassino; Carlos Marighela – outro assassino; etc.); e, ainda, aqueles que eram populistas inconseqüentes (Jango) e incendiários (Brizola). Todos os brasileiros, na época, tinham direito de fazer concursos públicos. Foi assim que eu fiz o curso de sargento e me aposentei como capitão.

É claro que houve muitas injustiças cometidas durante o governo dos militares, perseguições, torturas. “O homem é o lobo do homem” (Hobbes). Muitos se aproveitaram da Contra-revolução de 1964 para perseguir desafetos, políticos ou não. Entre esses perseguidos estavam Carlos Lacerda (outro incendiário, que, se tivesse tomado o poder, teria mandado matar todos os comunistas daquela época; pelo menos, hoje em dia, o Congresso Nacional e o Palácio do Planalto estariam mais limpos) e Juscelino Kubitschek, um dos maiores presidentes que o Brasil já teve, ao lado de Getúlio Vargas, Castello Branco e Garrastazu Médici.

Houve corrupção durante o governo dos militares? Claro que houve. O modelo patrimonialista e assistencialista vem desde Cabral, e quase todos os governantes brasileiros sempre misturaram o público com o privado, o dinheiro da guaiaca com o dinheiro do Tesouro Nacional. Durante o governo dos militares, houve os famigerados casos Capemi, Delfim, Coroa-Brastel etc. Porém, nenhum general-presidente saiu rico do governo. O ministro Mário Andreazza, o tocador de estradas, foi taxado de corrupto, porém morreu em situação de miséria. O presidente Figueiredo, que vinha de uma família de posses, e que foi exilado político na infância, foi massacrado por ter comprado um apartamento em São Conrado, no Rio. Recentemente, faleceu em Brasília o general Otávio Medeiros, aos 82 anos. O militar, que chegou a ser o terceiro homem mais poderoso do País, era visto nos últimos anos por Sebastião Néry, Carlos Chagas e Rubem Azevedo indo buscar marmitas num restaurante simples. Tinha um carro velho, ao contrário dos Land Rover dos tempos lulanos. E Lulla, que comprou um apartamento de cobertura em São Bernardo do Campo, com a ajuda de um cheque de um empresário, o que você diz a respeito, Saul Almiron? E Lullinha, o primogênito de Lulla e Marisca (segundo Tom Cavalcanti...), que recebeu uma injeção de 5 milhões de reais em sua empresa, o que você diz? E Dona Marisca, que, segundo denúncias, somente neste ano já gastou mais de 400 mil reais com cartões do governo, poderia comprar quantos Fiat Elba? Lembre-se, Sr. Saul, que Collor foi deposto por não ter explicado a origem do dinheiro de uma única perua Elba. Devido a toda essa corrupção, passiva e ativa, você não acha que está mais do que na hora de Lulla ser posto para fora do Palácio do Planalto? Você, Saul, ainda tem coragem de defender a gangue que se instalou no País?

Desde quando o Brasil é colônia dos EUA, Sr. Saul? Só um antiamericano fanático, daqueles vistos apenas entre os radicais islâmicos e entre a petezada e afins, pode afirmar tamanha babaquice. Se o Brasil continua no atraso até hoje é devido a fatores sociais, econômicos e culturais que vem desde a época do descobrimento. Antigamente, dizia-se que o atraso brasileiro era culpa da Inglaterra. Depois, a “transferência de responsabilidade” foi passado para os EUA, quando se tornou uma potência hegemônica, depois da II Guerra Mundial. Para a difusão dessa bobagem, contribuíram tanto a esquerda retrógrada quanto o nacionalismo burro do tipo “o petróleo é nosso” (Até hoje não somos ainda auto-suficientes – embora o governo nos vem prometendo que isso vá ocorrer em breve - enquanto a Argentina, que abriu a exploração petrolífera a empresas privadas, em cinco anos era auto-suficiente e passou a exportar o produto.) Daqui há 50 anos, a culpa será da China, dentro da ótica social-nacionalista. O atraso brasileiro só pode ser atribuído aos brasileiros, não a Hitler, Roosevelt, Stálin, Mao Tsé-Tung, Kennedy ou George W. Bush. Está na hora de você, Saul, ler alguns livros do embaixador José Osvaldo de Meira Penna, como “O Dinossauro” e “Opção preferencial pela riqueza”, para entender as causas da lamentável situação brasileira e não sair por aí escrevendo bobagem. Leia também, de Jean-François Revel, “A obsessão antiamericana”, muito elucidativo para entender a baba de raiva da petezada e grupelhos satélites a que você deve pertencer. Só um lembrete para os que acham que os EUA se apoderaram do Brasil: se multinacionais não tivessem sido instaladas no ABC paulista (não só norte-americanas, mas também alemãs), Lulla não teria se tornado torneiro mecânico e até hoje o filho de Seu Aristides estaria correndo atrás de calango em Garanhuns para alimentar sua família...

Qual foi a melhora colhida na época da Arena? Não posso acreditar que você, Saul, seja tão ignorante, ou tão cínico, por não ter descoberto, até hoje, o que os militares fizeram pelo País. Durante o governo dos militares, o brasileiro foi apresentado, pela primeira vez, a um telefone. Por obra da Embratel, todos os brasileiros, do Norte ao Sul, podiam se comunicar. E ver televisão, do Oaiapoque ao Chuí. Antes, uma ligação telefônica do Rio para São Paulo levava até dois dias para ser completada. No resto do país, a comunicação era na base do tambor e da fumaça... Lógico que o telefone fixo era bastante caro (embora todos tivessem fácil acesso aos “orelhões”), só disponível para os mais abastados, porque monopolizado pelo Estado, com o sistema Telebrás, que só se tornou verdadeiramente democrático depois que FHC privatizou as telecomunicações – e que o PT e Lulla foram contra em comício nos palanques, obviamente todos com um vistoso celular na cintura, coisa que só foi possível acontecer devido às privatizações que eles combatiam...

Quem criou o Banco Central? Quem criou a Embraer, hoje um orgulho nacional? Quem construiu as usinas hidroelótricas de Itaipu (por enquanto, ainda a maior do mundo), Urubupungá, Ilha Solteira, Sobradinho, Tucuruí, Angra (usinas nucleares) etc.? Quem criou o Projeto Rondon? Quem criou o Mobral? Quem construiu estradas de rodagem por todo o Brasil, a Belém-Brasília, a Transamazônica, a BR-101? Quem construiu o Veículo Lançador de Satélites? Quem desenvolveu a tecnologia de enriquecimento de urânio? Quem está fabricando o submarino nuclear? Quem construiu os metrôs de São Paulo e Rio de Janeiro, a Ponte Rio-Niterói, o Hospital das Forças Armadas (HFA). Enfim, os militares levaram o Brasil à modernidade, tirando 60 milhões de pessoas da pobreza, pulando da 46ª posição, quanto ao PIB, para a 8ª economia do planeta. Em 20 anos da malfadada Nova República, avançamos como caranguejos, hoje somos a 13ª ou 14ª economia.

Claro que os militares cometeram erros graves. O principal foi não terem passado o bastão aos civis após o primoroso governo Médici, que acabou com o terrorismo no Brasil. Na época, a economia subia, em média, 10 a 13% ao ano. É verdade que logo depois a economia começou a degringolar, principalmente devido ao “choque do petróleo”, depois da guerra árabe-israelense de 1973, quando o preço do petróleo quadruplicou do dia para a noite. Se não tivesse existido a babaquice esquerdista e o nacionalismo vesgo de “o petróleo é nosso”, se a prospecção, a produção e o refino do petróleo tivessem sido abertos a capitais privados, tanto nacionais quanto estrangeiros, com certeza o Brasil não teria sofrido o terrível impacto e teria continuado a crescer acima dos 10% ao ano por pelo menos mais uma década.

Outro erro gritante dos militares foi a reserva de informática, que colocou o Brasil na exclusão digital por pelo menos duas décadas. Na época, o Brasil não permitiu que empresas estrangeiras sequer construíssem computadores no Brasil, nem mesmo para exportação. Multinacionais como a IBM foram se instalar na Índia e nos países apelidados de “tigres” asiáticos, enquanto que o Brasil fabricava aparelhos caros e obsoletos, com os principais componentes pirateados, tanto o hardware quanto o software. Uma vergonha!

Finalmente, Sr. Almiron, a quebra da Previdência não foi obra dos militares, embora tivessem desviado algum dinheiro para a construção da Ponte Rio-Niterói, por exemplo. O desvio de dinheiro da Previdência começou bem antes, antes mesmo da construção de Brasília, que também se serviu desse expediente para fazer caixa. Que se cobre, pois, das estatais todo o dinheiro de volta. Que se mande a conta para os administradores de Brasília, da Ponte Rio-Niterói, da CHESF, da CSN, do BNDES etc., como muito bem sugere Heitor Reis (veja texto abaixo). Uma tese de doutorado no CEDEPLAN/UFMG, feito pela Profª Eli Iola Gurgel Andrade, em abril de 1999, calcula o rombo na Previdência como sendo de 1 trilhão de reais! Para você entender a questão da Previdência, Sr. Almiron, leia o artigo reproduzido abaixo “A intriga e o efeito”, de Jarbas Passarinho, que foi por duas vezes Ministro da Previdência.

Além dos celetistas, que da noite para o dia se transformaram em servidores estatutários, por obra da mamãezona Zélia Cardoso de Mello, há outro fato grave que míngua cada vez mais o caixa da Previdência: a falta de recolhimento de empresas privadas, como o Clube de Regatas Flamengo, que apresenta uma dívida milionária. Não é preciso acrescentar os desvios bilionários de dinheiro público realizados por quadrilhas como o da advogada Georgina de Freitas, do juiz Nicolau dos Santos Neto e da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, e o esquema de sangria criado pelo Partido dos Trapaceadores (PT), o "valerioduto", que está sendo investigado por três CPIs: dos Correios, do Mensalão e dos Bingos.

Apesar da última reforma efetuada por Lula, uma reforma meia-sola que até hoje não colocou no papel o que deveria ser o Fundo Complementar do Servidor Público, o rombo da Previdência Social é uma bola de neve que não pára de crescer: deve fechar este ano em torno de R$ 100 bilhões (40 bilhões do INSS e 60 bilhões do setor público), com um aumento de 15% em relação a 2004. Logo, logo, a idéia de Amir Lando, “o nefando”, de aumentar ainda mais a contribuição dos servidores para a Previdência, vai se tornar uma realidade.

Uma perguntinha também faço a você, Sr. Almiron, que irá escandalizar muitas feministas: por que as mulheres, que têm uma expectativa de vida maior do que os homens, se aposentam 5 anos antes? Não estaria na hora de corrigir esse absurdo (8 a 10 anos a mais, de pagamentos a mulheres), para ajudar a tapar o buraco da Previdência?

Sr. Almiron: embora minha resposta tenha sido um tanto longa, espero que tenha atirado bem nas lebres levantadas por você.

Atenciosamente,

Félix Maier

***

A intriga e o efeito

Jarbas Passarinho (*)

A pretendida reforma da Previdência Social traz no seu bojo duas conseqüências imediatas: a cizânia, ao intrigar trabalhadores com servidores públicos, e a insegurança destes, que se apressam a aposentar-se. Economistas e programas de TV do governo petista exploram números dos chamados rombos do INSS de modo a jogar a opinião pública contra os funcionários públicos civis e os militares, dando-os como privilegiados, contemplados com aposentadorias vultosas enquanto os trabalhadores têm-nas mesquinhas.

Usam como prova da injustiça que a Previdência, em 2002, teve um déficit de 17 bilhões de reais no pagamento de 19 milhões de trabalhadores, contra um déficit de 57 bilhões só para 3 milhões de servidores públicos. A injustiça não está na disparidade chocante dos números, mas no tratar igualmente os desiguais.

O Serviço Público, nos países civilizados, é constituído de quadros burocráticos recrutados mediante concurso público e universal, sujeitos a tempo integral e dedicação exclusiva que impede de exercer outra atividade remunerada, exceto o magistério, se juizes. Não fazem jus a vantagens pertinentes ao trabalhador do setor privado. Não ficam ricos com os salários que recebem. Servem à comunidade e não a si mesmos. Aos empregados no mercado de trabalho não se exige concurso público nem dedicação exclusiva. A remuneração e a carreira subordinam-se às leis do mercado. Por duas vezes geri a pasta da Previdência, a primeira conjunta com a do Trabalho, entre 1967 e 1969, e a segunda, Previdência e Assistência Social, entre 1983 e 1984.

Nada tinha com servidores públicos. Na primeira, o INPS, que unificara todos os antigos institutos (menos o Ipase), fechava o balanço com superávit. Em 1983 e 1984, já o INSS era deficitário, devido aos benefícios sem custeio, entre eles as aposentadorias dos trabalhadores rurais. Daí o aparecimento dos déficits. Tudo, porém, restrito a trabalhadores de empresas privadas. Os servidores públicos eram responsabilidade do Estado. Assim foi até a edição do Regime Jurídico Único que absorveu no Serviço Público os civis regidos pela CLT.

Em 1992, o Estado quebrou. Transferiu indevidamente para a Previdência Social a responsabilidade que era sua: o pagamento das aposentadorias. Insisto: foi então que o servidor público vinculou-se à Previdência Social. Com uma diferença: paga 11% sobre o salário integral, enquanto o trabalhador o faz sobre o teto de cerca de R$1.800,00.

Os inativos, que antes não eram vinculados à Previdência Social, já são mais de 900 mil, aposentados ou pensionistas. São apontados agora como os vilões responsáveis pelo rombo do INSS. O que só desaparecerá com a morte deles, já que a polêmica contribuição dos inativos será insuficiente para pagar o que era dever contratual do Estado.

Recentemente, o presidente da República reuniu-se com os intelectuais de esquerda, seus simpatizantes ou adeptos declarados. Do encontro, tive surpresas. Uma, devida à filósofa Marilena Chauí. Há poucos anos, em coletivo do PT, defendia intransigentemente a linha marxista-leninista, o que se traduz por partidário, não só de Marx, mas também da praxis leninista da tomada do poder pela força revolucionária. Ou seja, algo que a senadora Heloísa Helena postula, coerente com sua ideologia (posto que equivocada e anacrônica) sob o ônus da ameaça de expulsão ao rebelar-se contra a palavra de ordem decorrente do centralismo democrático.

Ao contrário da senadora, a respeitada professora da USP adorou o encontro. Quando Lula fala, o mundo se abre, se ilumina e se esclarece . Iluminada e esclarecida - é de supor -, mudou enquanto o mundo se abre. A outra declaração veio da não menos filósofa e também professora da USP Olgária Matos, igualmente presente à mesma reunião com o presidente Lula: Você não pode sair atacando o funcionalismo sem a sociedade saber o que significa a função pública. No Brasil, confunde-se direito com privilégio, porque a gente nunca teve direito.

O governo está em face de um dilema, criado pela herança que vem de 1992. Evitar o caos da Previdência Social é imperativo, sem dúvida, mas não foram os servidores civis e militares que o causaram, pois não eram seus segurados. O Estado os recrutou sob satisfação de requisitos ao alcance de todos. Sua diferença de status não é prerrogativa de privilégio mas de conquista.

Se o Estado não pode mais lhes dar tratamento diferenciado, que se diga isso claramente, mas não se comparem figuras heterogêneas, intrigando-os com os trabalhadores. Conquanto jamais tenha sido o que se entendia por getulista , tenho saudade de Getúlio Vargas. Ele criou Ministério do Trabalho, a Justiça do Trabalho, o salário mínimo para proteger a mão-de-obra não qualificada da mais valia do capitalismo selvagem e editou a CLT. Na outra vertente do trabalho, como chefe de Estado, concedeu aos servidores públicos vantagens específicas à natureza e às funções pertinentes ao Estado, e impôs-lhes restrições. Tratou desigualmente os desiguais. Advogado, certamente lido em Rui Barbosa, leu-lhe a lição: A regra da igualdade não consiste senão em quinhoar os desiguais, na medida em que se desigualam. Nesta desigualdade social é que se acha a verdadeira lei da igualdade. Tratar com desigualdade a iguais, ou desiguais com igualdade, seria desigualdade flagrante e não igualdade real. O mais são desvarios da inveja, do orgulho, ou da loucura. À escolha...


(*) Jarbas Passarinho, escritor, ex-governador e ex-senador, ocupou vários ministérios em diversos governos.

(Texto extraído de http://www.ojornal.jor.br/05julho/passarinho.htm)


***

FURTO DE UM TRILHÃO DA PREVIDÊNCIA PÚBLICA

Heitor Reis (*)

Mentiras e Verdades sobre a Previdência

Segundo a Profª Eli Iola Gurgel Andrade (em tese de doutorado no CEDEPLAR/UFMG, de abril de 1999) se todos os saldos positivos do sistema previdenciário no Brasil, tanto dos servidores públicos como dos trabalhadores do setor privado, nos anos de 1945 a 1980, não tivessem sido desviados, mas corretamente destinados a um sistema de capitalização a 6% ao ano (taxa da poupança), teríamos à época da publicação da tese um fundo de R$ 600 bilhões, que, atualizados pela própria autora representariam hoje R$ 1 TRILHÃO.

E PARA ONDE FORAM ESSES RECURSOS?

Viabilizaram diversos projetos governamentais relevantes e estratégicos, dentre os quais destacamos: Carteira Agrícola e Industrial do Banco do Brasil, principal agência de financiamento ao setor privado; Companhia Siderúrgica Nacional (CSN); Companhias Hidrelétricas do São Francisco (CHESF); Companhia Nacional de Álcalis (CNA); Fábrica Nacional de Motores (FNM); Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDE); construção de Brasília, Ponte Rio Niterói, Itaipu Binacional.
http://www.unafiscobh.com.br

Vamos raciocinar um pouco? Por que o PT sonega esta informação ao povo? Por que não mencionou isto em seu programa recentemente na TV? Por que ele cobra do associado, pela segunda vez, o que já foi pago anteriormente? Por que ele NÃO cobra esta dívida da Usina de Itaipu, dos administradores da Ponte Rio-Niterói, do Banco do Brasil, da CSN, CHESF, CNA, BNDES e do próprio Governo Federal? Por que a grande mídia também é cúmplice desse rombo no INSS? Quem tem conhecimento de um crime desta natureza e o esconde, torna-se cúmplice.

O PT não decide o que deveria ser feito, já que não há outra alternativa, a não ser fazer aliança com a direita, e tornou-se uma minoria dentro da coligação, para poder ter maioria na Câmara e Senado.

Ou seja, o Lula reina, mas não governa. Tornou-se algo como uma rainha da Inglaterra, em sua versão tropical... Mero administrador de uma força predominantemente dos financiadores dos políticos durante a eleição. Mas um dado tão relevante merece destaque diário em qualquer texto que trate do tema. Ou eu estaria enganado? Ou melhor, minha fonte (Unifisco) estaria enganada? Mas, caso esta tese esteja certa, o PT tornou-se o Partido de Traidores, exceção feita ao Babá, Luciana Genro e Heloisa Helena.


(*) Heitor Reis é Engenheiro Civil, articulista e palestrista da Fenai - Federação Nacional de Imprensa e membro da AIDF - Ass. de Imprensa do Distrito Federal. Aceita críticas e sugestões, dialeticamente.

"Copyleft": Nenhum direito autoral reservado. Maiores detalhes e contatos: http://www.abn.com.br/artHeitor.htm; http://www.reforme.com.br/kitnet; http://www.mixx.com.br/colunistas; www.HeitorReis.fr.fm; www.Heitor.fr.fm; www.Plutocracia.fr.fm; heitorreis@brfree.com.br Rua Bolívar, 467 - União - BH - MG 31 170-670 Fone (31) 3486 9337 http://www.camaragpuava.org.br/cmg/dados/responsabilidadefiscal/quadros/penal.htm

Identificação dos Agentes Públicos e Respectivas Penalidades no Exercício da > Função, Quando Passíveis de Punição, de Acordo com a Lei 1.079/50, por Crime > de Responsabilidade > > Descrição das ações Agente Penalidade > Crimes contra: > > Existência da União > > Livre Exercício do Legislativo, do Judiciário e dos Poderes > Constitucionais dos Estados; > > Exercício de Direitos Sociais e Políticos; > > Segurança Interna do país; > > Probidade na Administração; > > Lei Orçamentária; > > Guarda e uso de dinheiros públicos; > > Cumprimento de decisões judiciárias. > > Descumprimento dos termos da LRF. * > Presidente da República > Processo de Acusação junto à Câmara dos Deputados; > > Aceita a denúncia; > > Se Crime Comum, remessa ao Supremo Tribunal Federal; > > Suspensão do cargo e da metade do subsídio até sentença final; > > Se Crime de Responsabilidade, é Decretada a acusação e segue para > julgamento no Senado; Se Absolvido, é reconduzido ao Cargo recebendo os > subsídios retidos; > > Se Condenado, o Senado Federal fixa prazo de Inabilitação para o > Exercício de Função Pública e Submissão à Justiça Ordinária; > > Destituição do cargo. > > Crimes Conexos aos do Presidente; > > Assinados com o Presidente ou por sua ordem; > > Falta de atendimento à convocação das Casas do Congresso; > > Falta de atendimento, em trinta dias, do pedido de informações das > Casas do Congresso; > > Descumprimento dos termos da LRF.* > Ministros de Estado > Processo de Acusação junto à Câmara dos Deputados; > > Aceita a denúncia; > > Se Crime Comum, remessa ao Supremo Tribunal Federal; > > Suspensão do cargo e da metade do subsídio até sentença final; > > Se Crime de Responsabilidade, é Decretada a acusação e segue para > julgamento no Senado; Se Absolvido, é reconduzido ao Cargo recebendo os > subsídios retidos; > > Se Condenado, o Senado Federal fixa prazo de Inabilitação para o > Exercício de Função Pública e Submissão à Justiça Ordinária; > > Destituição do cargo. > > Alterar o voto do Tribunal; > > Proferir julgamento quando, por lei, seja suspeito; > > Dissídia no dever do cargo; > > Falta de Decoro. > > Descumprimento dos termos da LRF.* > Dos Ministros do Supremo Tribunal Federal > Mediante denúncia ao Senado Federal: > > Suspensão do exercício até sentença final: > > Sujeito a Acusação Criminal; Perda, até sentença final, de um terço de > vencimentos que lhe será pago no caso de absolvição; Inabilitação para > função pública, disposição do Plenário do Senado sobre tempo restante de > mandato de menos de cinco anos. > > Parecer quando ele for suspeito na causa; > > Recusa na prática de ato; > > Dissídia no Cumprimento de Atribuições; > > Falta de Decoro. > > Descumprimento dos termos da LRF.* > Procurador Geral da República e dos Estados > Mediante denúncia ao Senado Federal: > > Suspensão do exercício até sentença final: > > Acusação criminal; Perda, até sentença final, de um terço de > vencimentos que lhe será pago no caso de absolvição; inabilitação para > função pública, disposição do Plenário do Senado sobre tempo restante de > mandato menor que cinco anos. > > Todos os atos definidos na Lei como Crimes inerentes ao exercício da > função (ver Lei 8.429 de 02/06/1992). > Governadores e Secretários dos Estados > > Ministros dos Tribunais de Contas > Julgamento conforme constituição do Estado, no prazo de cinco dias > depois de decretada a procedência da acusação; > > Se condenado, perda do cargo, inabilitação até cinco anos para > exercício de função pública sem prejuízo de ação na Justiça comum. > > > * Lei 10.028/2000 - acréscimos à Lei 1079/50



***

Abaixo, o Manifesto que gerou os questionamentos de Saul Almiron:

Excelentíssimos Senhores Comandantes Militares,

No momento em que a Pátria Brasileira, ferida pela degradação dos poderes constituídos, recorre ao seu eterno sustentáculo exigindo uma enérgica tomada de posição pela reconstrução nacional, é dever da reserva estar pronta a incorporar-se às fileiras reforçando o embate que se fizer necessário, mesmo que insatisfeita e incrédula com a participação dos Comandos Militares na defesa daquela que, um dia, todos nós juramos defender a honra, a integridade a as instituições, com o sacrifício da própria vida.

As Forças Armadas, essa fortaleza impugnável de valores morais, não se mostrarão em momento algum abaladas pelo revanchismo do qual vêm sendo vítima há muito, de governos anteriores, principalmente do atual cujos membros, inconformados com a obturação de seus planos no passado incompatíveis com os interesses de uma Nação livre, insistem, cegos em não aceitar a magnitude de seus opositores que conferiram aos derrotados, além da autorização a volta ao país de origem, exercer seus direitos políticos.

Desnecessário se faz enumerar aqui o descumprimento às promessas governamentais feitas a todos os segmentos da sociedade, em especial, as que se referiam ao reconhecimento por parte do Excelentíssimo Senhor Presidente da República, quanto aos justos anseios das Forças Armadas, falácia que moveu os sentimentos da tropa pelos seus quase três anos de mandato e que, hoje, não mais são toleradas pela crise instituída na classe. Não há mais como blindar os desmandos. Não há como lavar o mar de lama que une os Três Poderes. Não há como assistir ao vilipêndio do erário pagando indenizações impróprias a falsos perseguidos por governos militares. Não há como aceitar pensões milionárias pagas àqueles que presumiram, por má fé, terem sido torturados. Não há como justificar o emprego de aeronave militar para transportar grupo de militantes da UNE para doutrinamento sobre a "Democracia revolucionária" de Hugo Chaves, presidente da Venezuela. Não há como conviver, mais uma vez, com uma filosofia que não está enraizada na cultura do povo brasileiro.

É nesse deplorável cenário de imoralidades e diante da ausência de atitudes enérgicas por parte dos seus Chefes, que vemos florescer indesejáveis focos de indisciplina, mercê do abandono em que se encontra a tropa exaurida. Alguma coisa deve ser feita em caráter de urgência, sob pena de se pagar um custo muito elevado pela subestimação do inimigo.

Finalmente, senhores Comandantes, queremos, com todo respeito que lhes é devido, expor as providências que a reserva e, com certeza, a maioria da ativa, está cansada de esperar daqueles que nos representam junto ao Ministério da Defesa, para que se restabeleça a necessária confiança e disciplina mantenedoras da ordem, da lei e da Democracia na Nação:

- Cassação das medalhas e condecorações concedidas às personalidades com comprovado envolvimento em atos indecorosos de corrupção, negociações políticas e desvio de verbas públicas, como é preconizado nas normas para concessão de tais honrarias militares;

- Acompanhamento ostensivo da ação das inúmeras Comissões Parlamentares de Inquérito, demonstrando que as Forças Armadas não aceitarão qualquer desvio de conduta na apuração dos fatos e na conseqüente punição dos culpados;

- Exigência imediata de um projeto, a curto prazo, de recomposição da capacidade operacional de defesa do país, através da manutenção e modernização de meios; e

- Restabelecimento do nível salarial dos militares, propositadamente defasado ao longo de 13 anos em relação aos demais servidores públicos, federais, estaduais e até mesmo, municipais, o que de certo supera em muito os 23% prometidos no ano passado e mais uma vez não atendido pelo governo. Data vênia, se nossas pretensões estiverem acima das possibilidades de vossas excelências, fato que tem sido por todos constatado como provável, solicitamos que renunciem em favor daqueles que se apresentarem em condições de atender aos anseios, não só da tropa, mas de toda a sociedade que deposita em nós, militares, a esperança de dias melhores no futuro.

Certos do espírito de brasilidade de vossas excelências, Respeitosamente,

***

Obs.: Este Manifesto eu assino embaixo. Assine você também, enviando um e-mail para o Deputado Federal Jair Bolsonaro: dep.jairbolsonaro@camara.gov.br

Brasil, Acima de Tudo!!!
Félix Maier
Capitão QAO da Reserva - Brasília - DF


Cartas-->Carta-resposta ao senhor Pablo Emmanuel -- 22/02/2006 - 17:48 (Félix Maier)

https://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=23033&cat=Cartas&vinda=S

De: Pablo Emmanuel Enviado: quinta-feira, 2 de fevereiro de 2006 14:02:27 Para: Assunto: Bete Mendes e outras coisas

Prezado Sr.

Li seu texto na internet, cujo título é "A Febiana Bete, Mentes?". Achei completamente sem fundamento e infantil a parte que o senhor diz sobre o Coronel Ustra assim: " Mesmo sem apresentar provas contra Ustra, Bete Mentes conseguiu seu intento, que foi denegrir a figura de um oficial de conduta ilibada, como atestam as condecorações recebidas."

Falando assim, parece até que condecorações militares são o cartão de visitas de caráter de um militar ou de qualquer uma pessoa. Os oficiais de Hitler também eram condecorados, e, depois das condecorações, iam para os pavilhões dos campos para decidir quem morreria. Sendo assim, condecorações militares só servem mesmo para aumentar a auto-estima do militar, para fazê-lo crer na sua carreira, para enfeitar a farda e fazer a esposa ter orgulho de estar casada com um militar.

O março de 64 teve conotação nitidamente terrorista, basta ver a ação de alguns implicados no evento, que tiveram participação no antigo Integralismo, movimento terrorista ideologico-militar dos anos 30 que era uma aberração. O Olimpio Mourão Filho era integralista. Quando sublevou as forças em Minas, cometeu um ato terrorista.

No RioCentro, em 81, terroristas do Exercito se deram mal. O artefato explodiu na cara deles, um foi embora e o outro, dia desse, foi flagrado pela TV fazendo compras num supermercado. Se o atentado desse certo, imagine a tragédia que seria. ISSO É TERRORISMO. Causar baixas em população civil, como queriam os terroristas dentro do carro Puma.

O Delegado Otavinho, descrito como um moço religioso no livro do Ustra, era do Comando de Caça aos Terroristas, participou da tortura, massacre e morte de Virgílio Gomes da Silva, da ALN, na OBAN. O Dr. Otavio foi fulminado em Copacabana. Era um terrorista, voluntário da OBAN.

Eu sei que a esquerda tem manias horriveis ate hoje, cometeu erros lamentáveis e ainda comete etc. Mas os militares nao fazem autocritica, permanecem no retrocesso conservador. Isso é prova de que nunca vão mudar. E tem uns que acham que o mundo ainda vivem na Guerra Fria.
Se permitiram a Bete Mendes apresentar um documentario para o Exercito, é porque a corporação deve ter gente disposta a injetar sangue novo lá dentro, abrir a janela pra sair o mofo podre, e tomara que as FAs mudem pelo menos um pouco, para poder afastar os fantasmas do passado que, alem de nao assumirem suas condutas, querem defender o indefensável: o ano de 1964.
Nunca Mais!

Dizem que as FAs sempre tiveram compromisso com a democracia. Que embuste! Tendo em vista as tentativas de golpe ao longo do seculo XX, confirma-se a mentira de que 64 foi uma revolução democrática. Acusam os comunistas de terroristas e assassinos, mas conspirar para impedir a posse de um presidente, como o JK na época, nao é terrorismo? Claro que é.

E outra: eu tenho o livro do Ustra. Alias, ele é uma sucessão de erros horriveis. Ele diz que James Allen Luz, da VAR, morreu num acidente de carro em outubro de 73, mas depois escreve que ele fez um assalto em dezembro do mesmo ano. Getulio de Oliveira Cabral, militante conhecido como "Gogó", morto em 1972, aparece como sendo um dos que participaram da morte do Santo Delegado Otavinho em fevereiro de 73.

O livro do Ustra, se não me engano, é de 1986. De lá para cá, com as pesquisas que avançaram, o livro perdeu a pompa e foi desmentido totalmente. Tem pouco valor. E ainda assim é manual de cabeceira do TERNUMA. Virou um folhetim velho.
Não sou antimilitar, de jeito nenhum. Sou contra o militar teimoso e saudoso de 64, e que teima em querer pregar que as FAs devem se meter com politica nem que seja atraves de um golpe, se necessario, jogando, assim, no lixo a sua tradição profissional, para se aventurar a derrubar o poder constituido e defender uma classe. Isso sim é aventureirismo. E que acaba em desgraça.

Eu imagino o tanto que não foi roubado do povo brasileiro naquela época entre 64 e 84. Com a imprensa censurada, hein? Não há mensalão que chegue perto... O Brasil nunca foi tao desgraçado e pobre, e violentado, do que na ditadura militar. E a inflação? Foi o Sarney que pegou a bomba! Bela herança dos generais.

Obrigado, milagre econômico!

Nunca mais!

Subscrevo,

Pablo

***

Resposta de Félix Maier

Brasília, 22/02/2006

Sr. Pablo,

Inicialmente, quero agradecê-lo pela intervenção feita, em comentários a respeito de meu texto “Bete, Mentes?”. No entanto, não posso concordar com sua opinião a respeito de fatos históricos ocorridos recentemente no Brasil, de modo geral denotando ignorância pura ou má-fé extrema. Salvam-se poucas coisas nesse seu cipoal de “frases de pau”, de sotaque esquerdoso – o que é comum nestes tempos que vão da Nova República à República dos Bandidos.

Para melhor rebater suas posições e questionamentos, como diria o esquartejador, “vamos por partes”.

Não seria nem preciso dizer que os soldados de Hitler eram valentes, por certo mereceram as medalhas recebidas, assim como os soldados russos que defenderam heroicamente Stalingrado contra o cerco nazista. Normalmente, as medalhas são um reconhecimento da Força por atos heróicos ou bons serviços prestados em prol da Pátria. Não é o que acontece atualmente, quando tipos como José Genoíno e outros recebem a Medalha do Pacificador a troco de não sei o quê, pois nunca pregaram a pacificação nacional, pelo contrário, até promoveram uma guerrilha, a do Araguaia, que tinha por finalidade, não devolver a democracia “caçada” pelos militares, porém implantar outra ainda mais tenebrosa, aquela ainda hoje vigente em Cuba e na Coréia do Norte.

Os militares do Centro de Comunicação Social do Exército, sediado no “Forte Apache”, em Brasília, não estão de todo errados em “confraternizar” gravações de video tapes, digamos assim, com antigos guerrilheiros e terroristas, chamando alguns deles para gravações, como foi o caso de Bete, Mentes. E não é porque a turma hoje seja da nova guarda, de “sangue novo”, pretensamente mais democrática, como o senhor insinua. Sempre foi da índole militar pregar e praticar a anistia geral e irrestrita a revoltosos de todos os calibres, a começar pelo Duque de Caxias, que nunca humilhou seus adversários vencidos, pelo contrário, sempre conseguiu reintegrá-los à sociedade, a exemplo dos farroupilhas. Posteriormente, o Exército reintegrou antigos tenentes revoltosos da Coluna Juarez Távora (apelidada pelos comunistas de “Coluna Prestes” – como sempre, a ética, seja a petista ou a de qualquer outro grupo esquerdoso, como disse FHC, é a de “roubar” o que é direito de outros). Assim, se a “juventude militar” chamou Bete, Mentes? para uma gravação, não foi porque os atuais militares são diferentes daqueles que hoje vestem pijamas, porém provaram mais uma vez que, se dependesse deles, tudo o que ocorreu no passado já estaria totalmente esquecido. Em resumo, a anistia já estaria completamente implantada em nosso País. Infelizmente, a recíproca não é verdadeira. Observa-se, até hoje, um revanchismo cruel, sistemático e criminoso da esquerda contra as Forças Armadas que no passado tiraram o Brasil da anarquia gerada pela dupla carbonária Jango-Brizola, ao mesmo tempo em que concedem milionárias indenizações a terroristas e/ou familiares, uma vergonha nacional. Essa esquerda persegue as Forças Armadas que promoveram o maior desenvolvimento já havido em nosso País, que passou da 46ª economia para a 8ª mais rica do planeta. Lamentavelmente, muitos embusteiros, como o senhor, não conseguem ver o óbvio, por estultice ou má-fé.

Sobre integralistas, faltou o senhor se referir ao vaidoso Dom Élder Câmara, o “bispo vermelho” que trocou a camisa verde pela camisa da demagogia esquerdista, fazendo palestras mundo afora para denegrir sua própria pátria, defendendo comunas sem vergonha.

Embora a esquerda só fale em “tortura”, em “pau-de-arara”, há uma lista enorme de obras promovidas pelos militares: consolidação da nova capital, Brasília (antes, uma grande parte dos ministérios ainda se encontravam no Rio; e Jango, a reboque de Brizola, em vez de completar a mudança, ficava mais no Rio do que em Brasília, onde, em vez de governar, promovia arruaças com marinheiros insubordinados em comícios na Central do Brasil e no Clube do Automóvel), criação da Embraer, do Banco Central, de hidrelétricas monumentais (Itaipu, Sobradinho, Ilha Soleteira, Tucuruí etc.), da Usina Nuclear de Angra dos Reis, do sistema “brás” (Telebrás, Eletrobrás, Siderbrás, Portobrás etc.), da Embratel (antes, uma ligação telefônica do Rio a São Paulo, muitas vezes, levava até 2 dias para ser realizada), TV a cores (tecnologia desenvolvida por um oficial-engenheiro do IME), Ponte Rio-Niterói, metrôs do Rio e de São Paulo, de rodovias, de refinarias, do início de prospecção e produção de petróleo em águas profundas (Bacia de Campos), do Proálcool, etc. etc. etc., enfim, de toda uma infra-estrutura que fez, durante anos, o Brasil obter taxas de crescimento acima de 10% ao ano. Obviamente, nada disso informaram ao senhor na escola...

E por que foi abortado o “milagre” brasileiro? Simplesmente porque a esquerda asquerosa e nacionalisteiros burros inventaram na década de 1950 o slogam “o petróleo é nosso”, criando uma estatal, a Petrobrás, não permitindo que capitais nacionais e estrangeiros participassem da empreitada. O resultado aí está: até hoje não conseguimos a auto-suficiência em petróleo. A Argentina, que começou a explorar petróleo na mesma época, porém, não sofreu desse mal nacionalisteiro babaca, e em 5 anos passou de importador a exportador! Não fosse a burrice brasileira, até hoje exaltada por babacas de todos os matizes, desde os comunas salafrários até os milicos idiotas da atual ESG, provavelmente o Brasil teria se saído muito melhor nos dois choques violentos de petróleo ocorridos em 1973 e 1979. Não houvesse existido a burrice genuinamente brasileira, com certeza teríamos continuado a crescer dentro dos índices soberbos vistos no Governo Médici, quando era normal o Brasil crescer 13% ao ano. Esse enfoque, certamente, ainda não foi apresentado ao señor Pablo Emmanuel. Por isso escreveu tanta asnice no texto acima.

Señor Pablo: concordo que nem tudo o que os militares fizeram merece aplausos, como ocorre com qualquer governo. Nem JK agradou a todos, embora tenha sido o estadista número um do Brasil, seguido por Getúlio, Castello Branco e Médici, não necessariamente nessa ordem. No período militar, bons foram Castello e Médici; Costa e Silva foi medíocre; Geisel foi uma espécie de Lula fardado e sem barba, preferia ser o primeiro dos últimos (movimento dos “Não-alinhados”, à moda de Násser) em vez de tentar ser o último dos primeiros, o que seria mil vezes melhor para o Brasil; e Figueiredo um desastre geral. Aliás, o Governo Figueiredo acabou no exato momento em que explodiu a bomba no Rio Centro: em vez de mandar apurar seriamente o que houve, acobertou o crime mediante um IPM que foi uma farsa de tal tamanho que merece ir para o livro do Guinness. O coronel que inicialmente foi designado para presidir o IPM foi afastado por não aceitar o embuste proposto pela cúpula governamental. É a única coisa que concordo plenamente com o senhor, o episódio do Rio Centro foi um ato criminoso, perpetrado por militares que não aceitavam a “abertura, lenta e gradual” iniciada por Geisel. Só achei ridículo o senhor criticar que o oficial que quase também foi explodido naquele desastroso “acidente de trabalho” ocorrido no Puma não tenha o direito de ir a um supermercado. Para o señor Pablo os antigos terroristas de esquerda podem ser ministros (Aloysio Nunes “Ronald Biggs” Ferreira), parlamentares (José Genoíno), governadores, juízes, prefeitos etc. Os terroristas de outra mão (que não a inglesa) não têm sequer o direito de ir a um supermercado. Idiota, vá lá, porém não seja ridículo, Sr. Pablo!

Quanto aos possíveis erros cometidos pelo coronel Ustra em seu livro “Rompendo o Silêncio”, penso que, se houve, não foram feitos de má-fé. Elio Gaspari cometeu erros graves em sua trilogia “Ditadura”, não sei se de propósito, se de má-fé. Vários autores de esquerda também cometeram equívocos, propositados ou não. Porém, tenho uma certeza: acredito muito mais no que um coronel Ustra diz do que em mil Bete, Mentes?, uma antiga terrorista, depois deputada petista que, como todo esquerdista, nunca teve qualquer compromisso com a verdade. Aliás, em célebres citações Lênin diz que “a verdade é um preconceito pequeno-burguês” e “os fins justificam os meios”. É preciso dizer mais?

E para finalizar, señor Emmanuel, o movimento de 1964 não foi um ato terrorista, como o senhor afirma, demonstrando mais uma vez uma ignorância soberba ou uma má-fé sem limites. Foi um movimento democrático, alicerçado em entidades civis (IPES, CAMDE), que levaram multidões às ruas para exigir dos militares o fim da baderna da dupla maragata Jango-Brizola. Será que, para o senhor, somente meia dúzia de caras-pintadas é que tem o direito de ser a “voz rouca das ruas”, como no caso Collor? É só o senhor ir a uma biblioteca e ver os jornais da época, para comprovar que milhares de pessoas fizeram várias passeatas, uma chegou a 1 milhão de pessoas no Rio de Janeiro para agradecer os militares que desencadearam o movimento. Editoriais de vários jornais exigiam o fim da babúrdia, não só o do Roberto Marinho, é só o senhor conferir. O movimento foi vitorioso, os comunas foram presos ou fugiram, e, legalmente, foi constituído o governo Castello Branco, a quem JK deu seu voto. Foi legal, sim, senhor Pablo, assim como foram legais as revoluções russas e cubana, reconhecidas por todos os governos. Ou será que o senhor também nunca leu nossa constituição que diz que as Forças Armadas tem as prerrogativas de garantir a lei e a ordem, além dos poderes constituídos? Porém, se os governantes, como foi o caso de Jango, não têm nenhum compromisso com a paz social, nem com as leis em vigor, pelo contrário, permitem que baderneiros de esquerda promovam a subversão da ordem constituída, as Forças Armadas têm, sim, o poder de interferir e exigir que as leis sejam respeitadas. Nem por nada que a esquerda que participou da última Constituinte quis tirar tal prerrogativa das Forças Armadas, graças a Deus sem sucesso.

Quanto ao pretenso golpe contra JK, é bom lembrar que houve um ridículo “putsch” de oficiais da FAB, logo debelado pelo Exército, e seus integrantes anistiados pelo presidente. Quem queria impedir a posse de JK não eram os militares, porém políticos da UDN, especialmente o carbonário de direita chamado Carlos Lacerda. O general Lott, então ministro da Guerra, garantiu a posse de JK, embora tenha caído no canto da sereia populista e esquerdista, recebendo a famigerada “espada de ouro”, transformando-se posteriormente, durante o governo de João Goulart, num ridículo e prosaico “general do povo”. Coisas do Brasil.

O movimento de 64, melhor seria chamá-lo de “Contra-revolução de 1964”, pois já havia um processo revolucionário em andamento no Brasil, com ingerência soviética e cubana. Claro, o senhor mais uma vez vai dizer que nunca ouviu falar dos “Folhetos cubanos”, de armas contrabandeadas de Cuba para o Brasil, das “Ligas Camponesas” de Francisco Julião, nem que o traidor Luiz Carlos Prestes disse em Moscou, junto a seus chefes do Komintern, em janeiro de 1964, que “os comunistas já estão no governo, só falta tomar o poder”. A cartilha em que o senhor estudou eu sei qual é: é aquela escrita pela canalha comunista. Deixa de ser embusteiro, señor Emmanuel!

Com os protestos de

Félix Maier
Capitão QAO do Exército (Reserva), escritor e articulista de Mídia Sem Máscara.

***

De: Pablo Emmanuel
Enviado: quinta-feira, 23 de fevereiro de 2006 00:01:01
Para: Félix Maier
Assunto: Re: Bete Mendes e outras coisas

| | | Caixa de Entrada


OLÁ CAPITÃO

ACABO DE RECEBER SUA MENSAGEM DE CONTRA-ATAQUE. TUDO BEM, LI COM RESPEITO
TUDO O QUE O SENHOR ME DISSE.

AGORA DEIXE-ME DIZER SÓ UMA COISA, POIS NAO VOU ME ALONGAR MAIS EM CONVERSA
NENHUMA PORQUE NUNCA NÓS NOS ENTENDEREMOS:

AS FORÇAS ARMADAS SÃO MUITO IMPORTANTES PARA O BRASIL, E É PRECISO QUE ELAS
SAIBAM QUE OS COMUNISTAS NÃO SÃO INIMIGOS DO PAÍS NEM DOS MILITARES.

OS COMUNISTAS, PELO MENOS AQUELES QUE SÃO MAIS HONESTOS (PORQUE NA ESQUERDA
HÁ SIM, CRÁPULAS TAMBEM) AMAM O PAÍS ASSIM COMO VCS, E LUTARIAM AO LADO DE
VCS CASO A SOBERANIA FOSSE AMEAÇADA (VEJA O CASO DA AMAZONIA).

O ÓDIO QUE VCS TEM POR NÓS VEM DESDE 1935, COM O FRACASSO DA QUARTELADA DO
PRESTES, ORIENTADO POR MOSCOU. SABEMOS QUE AQUILO FOI UM ERRO E OS
COMUNISTAS ADMITEM ISSO. MAS ACREDITO QUE O ÓDIO QUE VCS TEM PELA ESQUERDA É
ALGO QUE ME PARECE INCURÁVEL.


SAÚDE PARA O CAPITÃO E PARA O SENHOR USTRA

SUBSCREVO

PABLO

***

Resposta, em 23/02/2006, de Félix à tréplica do señor Pablito:

Tem razão, señor Pablo, quando diz que "o ódio que vcs têm pela esquerda é algo que me parece incurável". Simplesmente, não se pode compactuar com o cérbero totalitário formado pelas bocarras do comunismo, do nazismo e do fascismo. Combater esse monstro horrendo é apenas defender a dignidade humana.


Cartas-->Carta ao petista Jader -- 27/09/2006 - 10:22 (Félix Maier)

https://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=23885&cat=Cartas&vinda=S

Jader,

Quem tem o costume de dar o rabo, acha que todo mundo faz o mesmo. Saia do armário, chupador de piroca!

Você tem razão quando diz que Lula foi o melhor presidente que o Brasil já teve. Lógico, o melhor para ele mesmo, que ficou milionário, duplicando o patrimônio em 3 anos, por conta das viagens ociosas em que ganha diárias de alimentação e pousada (embora não gaste nada com isso, sempre há uma casa para acolher o apedeuta), que no exterior são em dólares. Lula foi o melhor presidente para o próprio filho, Lulinha, que recebeu 15 milhões da Telemar, uma parte sendo dinheiro público. E você, chupador de pirolito, ganhou o quê? O bolsa-esmola?

Faço votos que você continue sendo estuprado, todas as noites, pelo íncubo ideológico que abraçou. Vocês, socialistas, merecem ter um chefão da máfia comandando o Brasil. Os brasileiros de bem, não!

Quanto ao Primeiro Comando da Capital (PCC), você mostra ignorância ou patifaria. O PCC, inicialmente, era denominado “Serpentes Negras”, na Penitenciária do Estado (SP), atuante desde 1983. O PCC foi criado em 1993, na Casa de Custódia de Taubaté, SP. Em 18 Fev 2001, houve levante em 29 dos 73 presídios paulistas, mobilizando 29 mil detentos, comandados por membros do PCC presos no Complexo do Carandiru, São Paulo, através de telefones celulares, fazendo 14 mil reféns entre familiares e funcionários (era domingo, dia de visita), quando morreram 16 detentos jurados de morte, assassinados por companheiros de cela (Obs.: em 2 Out 1992, quando Luiz Antonio Fleury Filho era Governador de São Paulo, ocorreu o massacre de 111 presos no Carandiru). O PCC é conhecido entre os presos como "15-3-3" - ordem das letras da sigla no alfabeto. O PCC seria uma ramificação do Terceiro Comando, organização que se rebelou na década de 1990 de sua matriz, o Comando Vermelho (CV) – principal distribuidor de armas e drogas do País. Além do PCC, há mais 4 grupos criminosos que controlam as prisões paulistas: CDL, CJVC, CRBC e SS. Resumo da ópera: o PCC está com Lula e Mercadante, não com Alckmin e Serra.

O PCC está com Lula, não com Alckmin. Para seu conhecimento, Jader: o PCC tem bronca do Alckmin e do governo anterior, de Mário Covas, porque os chefões passaram a ser presos em celas individuais. Daí a broca, as rebeliões que provocaram. Neste ano, as rebeliões beneficiaram diretamente a campanha de Lula, talvez com incentivo do próprio PT, o partido que está atolado em toda sorte de falcatruas e bandidagens. Em 2002, bandidos do PCC faziam campanha para José Genoíno, candidato a governador por São Paulo, dizendo aos familiares para "eleger Genoíno" e não votar no "Al" (Alckmin) (Cfr. revista "Veja", de 16/8/2006, "As Fitas do PCC", pg. 66-67).

Entre picolé de chuchu e bobó de quiabo (o que escorrega, sempre culpando os outros, fingindo que não sabe de nada) - que é o Lula -, fico com o primeiro.

Dia 1º de outubro, Jader, pegue as mãos do Lula, coloque-as para o alto, com os dedos retesados. Você terá o número do presidente que governará o Brasil: 45!

Fora Lulla!
Fora PT!
Fora PCC!

Félix


***

>From: ferreirajader@ig.com.br
>To: ttacitus@hotmail.com
>Subject: Usina de Letras -- Contato do Leitor
>Date: Mon, 25 Sep 2006 20:40:40 -0300
>
>Mensagem referente ao texto Virada do Alckmin - Discursos.
>Enviado Por: jader ferreira
> Da cidade : taubaté, SP
>
>Não vou passar nada para ninguém. vou mandar é você tomar no cu, seu filho da puta.
>O Lula foi o melhor presidente do Brasil até hoje. Você votou nele por acaso? Que direito tem de cobrar coisas dele?
>Vai dar o cu para o Picolé de Chuchu, criador e pai do PCC. Viva Lula, no primeiro turno. Jader



Cartas-->Carta fechada a Eliana Ravanelli -- 27/10/2006 - 09:42 (Félix Maier)

https://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=24019&cat=Cartas&vinda=S

Cara Eliana,

Se um ex-petista faz uma acusação contra um petista, o fato deve ser levado em conta, sim senhora.

Para refrescar sua memória: quando Lula era presidente do PT, o petista Paulo Tarso Venceslau, que na época trabalhava com a prefeita Ângela Guadagnin, a deputada "dançarina do mensalão", em São José dos Campos, denunciou falcatruas em várias prefeituras paulistas governadas por petistas. Tudo com a devida aprovação de Lula. Deu no quê? Em nada, a não ser na expulsão do "alcagüete".

É sempre assim: aqui em Brasília, quando dois petistas denunciaram o "bolsa-eleição", quando a Asefe, uma entidade de funcionáiros públicos, infestada de ratos petistas, distribuiu grana a candidatos petistas (Cristóvam Buarque recebeu R$ 200 mil, p. ex.), ocorreu a mesma coisa: nenhuma "vestal grávida" petista foi punida, porém os dois denunciantes foram expulsos do Partido. Hélio Bicudo, um dos fundadores do PT, disse em alto e bom som, na revista Veja, que Lula é mestre em "jogar lixo para debaixo do tapete".

O PT é um partido bandido por natureza. Foi criado sob a estrela stalinista, não assinou a Constituição de 1988, criou um ridículo "governo paralelo", com o qual promoveu um golpe de Estado, expulsando Collor do Palácio do Planalto, sempre esteve metido em escândalos (jogo do bicho com Olívio Dutra e corrupção do lixo com Martaxa Suplicy, p. ex.).

Com Lula, o PT escancarou a roubalheira, metido em toda sorte de maracutaias, em roubo de dinheiro público que já chega aos bilhões de reais, tudo "para se manter 20 anos no poder", como pregam os chefes da mais nova Máfia mundial.

Portanto, o PT é um partido autoritário e bandido, que apenas se utiliza da democracia para acabar com ela. Isso é verdade porque Lula quis subjugar a mídia ao governo petista, ao pretender criar a Ancinav; quis censurar os jornalistas, ao pretender criar o Conselhão do Jornalismo; quis impor a todos os brasileiros o modo como seríamos obrigados a falar em público, ao publicar uma ridícula Cartilha do políticamente correto, rechaçada com vigor por intelectuais como Arnaldo Jabor. Tal obra owelliana foi provisoriamente recolhida aos porões do Palácio do Planalto, porém será reapresentada na primeira oportunidade pela Operação Mãos Sujas do PT.

Lula não preza a democracia, ao invejar o longo governo do tirano do Gabão, há 37 anos no poder. Lula não preza a democracia ao apoiar os ditadores de Cuba, da Síria e da Líbia. Lula despreza a democracia, ao comentar com o dono da Gradiente: “Staub, não acorde o demônio que tem em mim, porque a vontade que dá é de fechar esse Congresso e fazer o que é preciso”.

Lula tem em mente um governo totalitário, na medida em que não se comprometeu em assinar um documento recente, levado a ele por juristas de todo o Brasil, de que não iria criar uma Assembléia Constituinte. O que Lula tem em mente é criar, com uma nova Constituinte - como já deixou transparecer em público - um regime de leis especiais, autoritárias, como já ocorre na Venezuela e está em implantação na Bolívia, para governar como Mussolini, Hitler, Stalin, Mao, Fidel e Chávez.

Além de toda a atividade antidemocrática acima listada, o PT é membro, junto com o messetê, as FARC, a Cuba de Fidel Castro, a Bolívia do cocalero Evo Morales, a Venezuela do tiranete Hugo Chávez, além de uma longa lista de grupos terroristas e partidos políticos de esquerda, do Foro de São Paulo, uma organização criminosa que tem por finalidade acabar com os Estados nacionais de nossa região, cujo objetivo é criar a União das Repúblicas Socialistas da América Latina (URSAL), para "recuperar tudo o que o comunismo perdeu no Leste europeu", segundo palavras do Abutre do Caribe, Fidel Castro. Vai dizer que você, Luciana, como Lula, que é um dos chefões desta organização criminosa transnacional, também não sabia de nada?

Por tudo o que foi dito acima, pode-se afirmar uma coisa, sem medo de errar: com o PT, tudo é possível. Pois seu lema é o mesmo de Maquiavel e de Lênin: "o fim justifica os meios".

Infelizmente, é esse governo, é esse Lula, que será reeleito depois de amanhã. Que Nossa Senhora Aparecida tenha pena do Brasil!

Félix Maier
www.midiasemmascara.com.br


>From: elicr@terra.com.br
>To: ttacitus@hotmail.com
>Subject: Usina de Letras -- Contato do Leitor
>Date: Fri, 27 Oct 2006 00:09:39 -0300
>
>Mensagem referente ao texto Ex-petista conta a história criminosa do PT - Artigos.
>Enviado Por: Eliana de Carvalho Ravanelli
> Da cidade : São Paulo
>
>Sr. José Guimarães
>
>Gostaria que o Sr provasse tudo o que escreveu no seu artigo. É muito grave e sério o que você relata bem em tempos de eleição, já não basta a mídia estar dando bordoadas de todos os lados em um candidato. Por que não fizeram isso com FHC, que fez engavetar todas as CPIs, pois tinham culpa no cartório, e que culpa heim????
>Que coisa feia Sr José, tomar partido de quem é da OPUS DEI, de um partido de Elite,chamando os demais de "POVÃO". Sei que tem todo o direito de enviar os seus textos, mas vamos lá!!!!!prove tudo isso que falou. Não diga coisas se não pode provar, é perigoso. Não sei se para você, pois eu sei de que lado está e você sabe muito bem disso. Até onde chega o desespêro de uma "Elite"tão burra, coitada!!! Se revejam por favor!!!!!
>Você deve bem saber, que as calcatruas do PSDB, foram abafadas!!!!!Não tenha tanto medo assim SR. José Guimarães, ex petista eu acho que o Sr. não foi não. Se foi, o SR. é bem rancoroso, não acha?????Não precisa ter tanta dó e aconselhar os demais brasileiros, não tenha tanto medo Sr. josè Guimarães, o LULA não come criancinhasHAHAHA!!!!Eu só estou respondendo o que o SR. coloca de modo tão irresponsável no seu texto!!!!


Nova mensagem recebida de Eliana:

De: elicr
Enviado: sexta-feira, 27 de outubro de 2006 11:42:47
Para: "ttacitus"
Assunto: RE: Usina de Letras -- Contato do Leitor

Sr. Félix, você é uma pessoa rancorosa e autoritária, em suas afirmações nota-se isso. Eu quero provas, senão fica um "um dito pelo não dito", e qaundo se referir ao Lula, coloque também o governo FHC, Alkimim e Cia. pelo que vejo o Sr. também deve ser da OPUS DEI, não é??? Eu sempre acompanhei o processo de construção do PT, admiro pela sua luta, sei que o partido cresceu e muitas pessoas deturparam o partido, afinal estamos entre humanos, e creio ainda numa condição muitas vezes desprezível. Não coloco minha "mão no fogo por ninguém", só que como Chico Buarque diz em uma entrevista, "voto em LULA, não quero o PSDB de volta"!!!! Que no governo FHC, muitas mazelas e caucatruas foram engavetadas e proibidas de vir à público. OI senhor é muito preconceituoso e fica no Senso comum quando se refere à Deputada "Dançarina", é muito "raso", tal colocação, não acha????
O Sr. pelo que vi, nasceu em Santa Catarina, não é???? Gostaria também que o Brasil fôsse dividido em Nodeste e Sul. Pois eu andei vendo alguns depoimentos de Tucanos desesperados falando preconceituosamente do Nordeste, inclusive o SR. Serra em um depoimento também se coloca desta forma, dizendo que a Educação estava como estava porque tinha de atender muitos nordestinos que migravam para cá. O Sr. não acha um absurdo?????
Bem Sr. Félix, desculpe a colocação de meu repúdio, mas não somos Anjos e o Sr. sabe disso. Segue abaixo:

REPASSANDO
Um dia desses minha filha me perguntou por que as pessoas da minha geração têm tanta fascinação pelo Chico. Claro que ele é um compositor excepcional, mas aquela geração foi pródiga em bons artistas, principalmente escritores e compositores que escreviam nas entrelinhas. Mas o Chico se sobressai sempre, pela sua infinita capacidade de sintetizar em sábias palavras o que você queria ter dito.


Resposta de Félix:

Eliana,

De fato, Chico Buarque sempre foi coerente. Basta dizer dos inúmeros manifestos que assinou, junto com Emir Sader, frei Betto e outros esquerdosos, apoiando o regime genocida de Fidel Castro.

Pertencer ou não ao Opus Dei, é um direito que Alckmin tem, se ele de fato pertence a tal organização. O candidato atual é Geraldo Alckmin, não FHC. Alckmin não pertence à patota de Serra e FHC, esquerdosos rancorosos. Alckmin é muito diferente, o Brasil atual não merece um sujeito íntegro como ele para governar o País. O povo quer Lula de novo, para o PT poder continuar o roubo e finalizar a socialização do Brasil.

Quem está dividindo o Brasil em Nordeste e Sul é Lula, ao trazer esse discurso idiota de "pobres" de um lado e "elite" de outro. Aliás, Lula é bem cara de pau, ao se considerar o "pai dos pobres", logo ele, que duplicou o patrimônio em 3 anos e meio, que hoje chega por volta de R$ 1 milhão! Tudo por conta das mordomias palacianas, onde há despensa que daria para alimentar um batalhão, e as inúmeras viagens ociosas pelo Brasil e pelo mundo, quando recebe diárias (no exterior em dólares). Lula, como Gandhi, custa muito caro para o Brasil, ao se apresentar como "pobre". Sem falar de Lulinha, o mais novo "fenômeno" brasileiro, que recebeu R$ 15 milhões da Telemar. Que você diz disso, Eliana???

Mas, o principal, você não respondeu: não rebateu nenhuma das afirmações que eu fiz, a trajetória criminosa do Partido da Trapaça (PT). Estou aguardando que você me desminta uma afirmação, uma só afirmação que fiz, desde a criação do PT stalinista, aos últimos episódios protagonizados pela Operação Mãos Sujas, oriunda dos porões do Palácio do Panalto.

Até nunca mais ver,

Félix


Uma flame war interessante foi duelada com Celso Lungaretti, o pau mandado de Carlos Lamarca, que chama vários articulistas de "tigres de papel":

Félix Maier
 
Abaixo, no endereço
http://www.correiodobrasil.com.br/noticia.asp?c=129506,
Celso Lungaretti, o autonomeado "Torquemada da Internet", volta a fazer ataques a alguns articulistas que combatem a Peste Vermelha que ele tanto venera. Sinto-me lisongeado em fazer parte da lista da "mídia do contragolpe", para usar uma expressão feliz de Reinaldo Azevedo, articulista de Veja.
 
Tempos atrás, o Torquemada de araque investiu contra os sites Mídia Sem Máscara, Ternuma, A Verdade Sufocada e Usina de Letras (por que Usina? talvez devido aos artigos ali postados por mim, tanto de minha autoria, quanto de terceiros). Pregava o inquisidor vermelho que toda a esquerda deveria se unir para fuçar o conteúdo desses sites, de modo a levar seus articulistas à Justiça, por conter difamações contra petistas e aliados.
Todo mundo sabe que a mídia está infestada de tipos que se autodenominam "de esquerda", assim como as escolas, as universidades e o meio cultural. E não é que o Torquemada petista tem a desfaçatez de insinuar que os integrantes de sua lista negra têm grande amparo da mídia, quando, na verdade, os poucos que obtêm espaço são Diogo Mainardi, Reinaldo Azevedo, Jarbas Passarinho e Olavo de Carvalho? Celso Lungaretti é um mentiroso e um difamador sem-vergonha, que deveria ser levado às barras dos tribunais, quando acusa que há empresários que subvencionam seus desafetos. Quem são esses empresários, senhor Lungaretti?
 
Mas, quem é, afinal, Celso Lungaretti, o inquisidor que espalha mentiras pela Web?
Ora, Celso Lungaretti foi um subserviente capanga de Carlos Lamarca, o terrorista-chefe da VPR, o assassino, desertor e ladrão de armas do Exército que jurou defender com o risco da própria vida, se necessário fosse.
 
Celso Lungaretti foi um dos responsáveis pela instalação de um foco guerrilheiro na região de Registro, SP, próximo à BR-116. A respeito do assunto, eu tenho um verbete em "Arquivos `I` - Uma história da intolerância", já disponível em Usina de Letras:
 
 
"Operação Registro
 
Félix Maier
 
A Operação Registro foi realizada no período de 19 de abril a 9 de maio de 1970.
Desde meados de 1969, a VPR pretendia adquirir uma área para treinamento militar de guerrilheiros. No início de dezembro, o ex-prefeito de Jacupiranga, SP, Celso Lungaretti, ofereceu sua propriedade, com 80 alqueires, junto à BR-116, na região de Registro. Tercina, a `Tia`, e José Lavecchia, passaram a ocupar barracos na área, para onde foram levados armas de diversos calibres e milhares de cartuchos.
 
No início de janeiro de 1970, já se encontravam na área, além da `Tia` e Lavecchia, Carlos Lamarca, sua amante Iara Iavelberg, e Fujimore. No final de janeiro, foram reunidos todos os `alunos` do primeiro turno e iniciaram-se os treinamentos, com aulas teóricas e práticas de armamento e tiro, marchas, topografia, explosivos, minas e armadilhas, emboscadas, instrução tática individual e teoria política.
 
Celso Lungaretti foi preso na Guanabara, no dia 16 de abril de 1970, e indicou o local de treinamento de guerrilheiros.
 
No dia 19 de abril, tomavam-se as providências no QG do II Exército para o desbaratamento do foco guerrilheiro. Nesse mesmo dia, elementos de informações do II Exército, do 2º Batalhão de Polícia do Exército e do Centro de Informações do Exército (CIE) deslocaram-se para a área, com o apoio, ainda, de helicópteros e aviões T6 da 1ª Força Aérea Tática, e do Comando da Artilharia de Costa e Antiaérea.
 
No dia 21 de abril, chegam à região a 1ª Companhia do 1º Batalhão do 4º RI e trinta e poucos militares da Brigada Aeroterrestre (atual Brigada Pára-quedista), para início das operações.
 
No dia 27 de abril, Darcy e Lavecchia (Nicolau) foram presos depois de serem denunciados por um morador da região quando tentavam evadir-se pela BR-116.
 
Um grupo de 20 homens da PM/SP, comandados pelo tenente Alberto Mendes Júnior, foram emboscados perto do Rio Etá, deixando 14 policiais feridos. O tenente Mendes, julgando-se cercado por um grande número de guerrilheiros, aceitou render-se, desde que seus homens recebessem atendimento médico. Deixando os demais policiais como reféns, o tenente Mendes levou os feridos para Sete Barras, voltando para se entregar a Lamarca, de madrugada. Lamarca liberou os demais policiais, pois era inconveniente manter prisioneiros, mantendo apenas o tenente Mendes como refém.
 
Próximo a Sete Barras, os guerrilheiros foram recebidos a tiros. Dois deles, Edmauro Gopfert e José Araújo da Nóbrega, desgarraram-se do grupo e forma presos dias depois. Os cinco terroristas restantes embrenharam-se no mato, levando consigo o tenente Mendes.
 
Acusado de tê-los traído, o tenente Mendes foi executado com violentos golpes de coronha de fuzil na cabeça, desfechados por Fujimore. Ali mesmo o tenente Mendes foi enterrado. O local foi apontado por Ariston (Rogério), participante do episódio, depois de preso, e feita a exumação do corpo, no dia 9 de setembro de 1970, desmentindo as inverdades de Lamarca sobre o assassinato:
 
'Depois de algumas discussões, julgamos e justiçamos o Tenente Paulo Mendes Júnior, que ia como prisioneiro. Foi fuzilado e o seu corpo lançado ao Rio Ribeira, para que não servisse de sinal à direção que seguíamos.' (depoimento de Carlos Lamarca in `A Esquerda Armada no Brasil`, de Antonio Caso)."

 *

"O Capitão Alberto Mendes Júnior, herói da Polícia Militar de São Paulo, será promovido hoje à noite (23/11/2007), Post Mortem, ao posto de Coronel PM.

O então tenente Mendes Junior foi assassinado a coronhadas pelo herói da esquerda terrorista, Carlos Lamarca, guerrilheiro, terrorista, desertor do Exército Brasileiro e ladrão das armas do Exército que deveria defender como comandante de Companhia, que foi promovido, salarialmente, a General pela Comissão de Anistia do Ministério da Justiça. Os clubes militares entraram com ação contra essa safadeza revanchista, e conseguiram anular, em primeira instância, essa promoção espúria, que só atende aos interesses da Peste Vermelha.

A promoção do Coronel Mendes será formalizada em um ato cívico coordenado pelo deputado estadual Major Olimpio Gomes, a partir das 19 horas, no no Auditório Franco Montoro da Assembléia Legislativa paulista.
 
http://alertatotal.blogspot.com/"

 
Os clubes militares entraram com ação, contra essa promoção espúria do terrorista Carlos Lamarca, e ganharam em primeira instância, suspendendo a promoção a coronel e o conseqüente direito pecuniário concedido a seus familiares. "Ainda há juízes em Berlim!" Enfim, fez-se alguma justiça neste País fictício chamado Brasil.

Esse é Celso Lungaretti, o capanga que serviu de corpo e alma a um terrorista da pior espécie, Carlos Lamarca, e hoje tem a petulância de posar como democrata perante seus cupinchas, ao mesmo tempo em que propaga difamações pela Internet. Esse é o Torquemada que quer cercear a liberdade na Internet e investe contra os críticos da Peste Vermelha, essa mesma Peste que foi responsável pela morte de mais de 110 milhões de pessoas no século XX.
 
Celso Lungaretti: por que você não cala a boca?

***
 
17/11/2007 17:33:37
 
Uma polêmica necessária
 
Por Celso Lungaretti - de São Paulo
 
Embora considere Olavo de Carvalho desprezível como pensador, cidadão e ser humano, dei-me ao trabalho de polemizar com ele durante três semanas. Depois de uma entrada triunfal, em que colocou seu artigo no Diário do Comércio, no próprio blog e nos sites da direita radical, OC logo percebeu que se daria mal. Então, suas 2ª e 3ª intervenções ficaram restritas ao "Diário do Comércio", servindo apenas para salvar as aparências.
 
De minha parte, esforcei-me por tornar a polêmica conhecida, para que cumprisse seu papel: demonstrar, de forma cabal, que os ídolos da extrema-direita não têm consistência ideológica nem moral para confrontarem um homem de esquerda bem formado. Pessoas que lhes são imensamente superiores em conhecimentos e caráter, às vezes se deixam intimidar por sua demagogia grosseira, evitando descer ao fundo do poço em que os fascistas invariavelmente tentam colocar a discussão. É um erro. Não devemos ceder um milímetro sequer diante dos representantes do retrocesso e da desumanidade.
 
Reinaldo de Azevedo, Diogo Mainardi, Jarbas Passarinho, Brilhante Ustra, Felix Maier, Olavo de Carvalho e que tais não passam de tigres de papel (parafraseando Mao Tsé-tung). Alguns deles têm ótimas tribunas, que a grande imprensa lhes disponibiliza alegremente, enquanto nega espaço para o nosso lado. No entanto, na batalha dos argumentos, não dão nem para a saída. Infelizmente, eles ganham de nós na parte da divulgação: infestam o Orkut e as caixas de e-mails com sua propaganda enganosa. Têm muito mais recursos materiais do que nós, provavelmente graças a subvenções dos empresários reacionários.
 
Então, precisamos equilibrar esse jogo, utilizando as armas de que dispomos: a verdade e o voluntariado. Não podemos deixar que essa corja continue disseminando, sem ser contestada, seu eneno entre as novas gerações. Eis os artigos da polêmica, para quem quiser espalhar e divulgar:

Göebbels inspira direita e esquerda na internet
Inutilidade confessa
O samba do Olavo Doido
Bella robba
Bella ciao
Bella roba, o retorno
Entrada de Leão, saída de cão

Fonte: https://www.webartigos.com/artigos/celso-lungaretti-o-torquemada-da-internet-strikes-again/3101


Cartas-->Sandra Starling: Carta de uma ex-petista -- 28/06/2010 - 11:35 (Félix Maier)

https://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=27597&cat=Cartas&vinda=S

CARTA DE UMA EX-PETISTA

MANDA QUEM PODE, OBEDECE QUEM TEM JUÍZO”

O ADEUS de Sandra Starling ao seu Partido exprime uma grande desilusão e falta, quem sabe, de conhecimento da história. Ela, pela experiência vivida já deveria saber que nos PARTIDOS de direita ou de esquerda não há lugar para discordar dos LÍDERES que os dominam. Na URSS ou na Alemanha, os que ficaram contra ou tiveram a idéia de pensar diferente, foram eliminados. Aqui, no Brasil, não poderia ser diferente. Onde se encontram Paulo de Tarso Venceslau, Heloisa Helena, Luciana Genro os prefeitos de Santo André, Campinas e tantos outros? No Maranhão acontecerá a mesma coisa. È só terminar a eleição e haverá uma varredura violenta no Partido. Eles, os chefes, alegam que é preciso defender o PARTIDO. Qual o PARTIDO? O DELES OU o SEU, SANDRA STALRLING? O deles.

O GRUPO GUARARAPES, QUE É BRASIL, sente que estamos marchando para uma situação bem parecida da Venezuela ou CUBA. “Democracia” quando se pensa como eles ou o Partido.

Seus amigos se curvaram e a senhora foi embora. E O Brasil que a senhora sonhava como nós sonhamos onde fica nisso tudo? A senhora, uma IDEALISTA E SONHADORA foi enganada por quem mente. A MENTIRA é a principal doença do nosso País. Não há mais palavra nem sonhos. HÁ MENTIRAS e TRAIÇÕES.

GRUPO GUARARAPES


Adeus ao Partido dos Trabalhadores

Sandra Starling

Ao tempo em que lutávamos para fundar o PT e apoiar o sindicalismo ainda “autêntico” pelo Brasil afora, aprendi a expressão que intitula este artigo. Era repetida a boca pequena pela peãozada, nas portas de fábricas ou em reuniões, quase clandestinas, para designar a opressão que pesava sobre eles dentro das empresas.

Tantos anos mais tarde e vejo a mesma frase estampada em um blog jornalístico como conselho aos petistas diante da decisão tomada pela Direção Nacional, sob o patrocínio de Lula e sua candidata, para impor uma chapa comum PMDB/PT nas eleições deste ano em Minas Gerais.

É com o coração partido e lágrimas nos olhos que repudio essa frase e ouso afirmar que, talvez, eu não tenha mesmo juízo, mas não me curvarei à imposição de quem quer que seja dentro daquele que foi meu partido por tantos e tantos anos. Ajudei a fundá-lo, com muito sacrifício pessoal; tive a honra de ser a sua primeira candidata ao governo de Minas Gerais em 1982.

Lá se vão vinte e oito anos! Tudo era alegria, coragem, audácia para aquele amontoado de gente de todo jeito: pobres, remediados, intelectuais, trabalhadores rurais, operários, desempregados, professores, estudantes. Íamos de casa em casa tentando convencer as pessoas a se filiarem a um partido que nascia sem dono, “de baixo para cima”, dando “vez e voz” aos trabalhadores. Nossa crença abrigava a coragem de ser inocente e proclamar nossa pureza diante da política tradicional. Vendíamos estrelinhas de plástico para não receber doações empresariais. Pedíamos que todos contribuíssem espontaneamente para um partido que nascia para não devermos nada aos tubarões.

Em Minas tivemos a ousadia de lançar uma mulher para candidata ao Governo e um negro, operário, como candidato ao Senado. E em Minas (antes, como talvez agora) jogava-se a partida decisiva para os rumos do País naquela época. Ali se forjava a transição pactuada, que segue sendo pacto para transição alguma.

Recordo tudo isso apenas para compartilhar as imagens que rondam minha tristeza. Não sou daqueles que pensam que, antes, éramos perfeitos. Reconheço erros e me dispus inúmeras vezes a superá-los. Isso me fez ficar no partido depois de experiências dolorosas que culminaram com a necessidade de me defender de uma absurda insinuação de falsidade ideológica, partida da língua de um aloprado que a usou, sem sucesso, como espada para me caluniar.

Pensei que ficaria no PT até meu último dia de vida. Mas não aceito fazer parte de uma farsa: participei de uma prévia para escolher um candidato petista ao governo, sem que se colocasse a hipótese de aliança com o PMDB. Prevalece, agora, a vontade dos de cima. Trocando em miúdos, vejo que é hora de, mais uma vez, parafrasear Chico Buarque: “Eu bato o portão sem fazer alarde. Eu levo a carteira de identidade. Uma saideira, muita saudade. E a leve impressão de que já vou tarde.”


Cartas-->Carta para Daiane, não a atleta... -- 29/07/2008 - 17:13 (Félix Maier)

https://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=25732&cat=Cartas&vinda=S

Date: Tue, 29 Jul 2008 19:40:43 +0000
To: ttacitus@hotmail.com
Subject: Usina de Letras -- Contato do Leitor
From: daiane_10@yahoo.com.br

Mensagem referente ao texto A verdadeira história do "Massacre do Carandiru" - Artigos.

Mail enviado para: Félix Maier

Enviado Por: Daiane - daiane_10@yahoo.com.br
Da cidade : São Paulo

Vc sabia que vc assim como a maioria sempre defende LADROES, ASSASSiNOS de colarinho branco??? Vc sabia que que estão nos autos dos processos que as armas brancas encontradas nas celas estavam em estado que declaravam terem sido forjadas?? Vc sabia que eles limparam a cena do crime para poder dificultar o serviço da pericia? Vc sabia que eles removeram os corpos sem autorização para tal atitude?? Vc sabia que eles tiraram fotos dos corpos amontuados em vez de tirar uma por uma para anexar e dar mais clareza ao processo?? Vc sabia que infelizmente o Brasil é um lixo e esses covardes continuam soltos e impunes e ainda no poder politico do Brasil?? E o pior... vc sabia q apesar de EU não ter merda nenhuma a ver com isso, as indenizações para os familiares sairam do meu bolso, ao em vez de sair dos bolsos de quem participou da ação??? Pois é.... é por isso q o Brasil esta assim, sempre tem gente q como vc defende essas ações e essas pessoas!!!


***

Carta-resposta a Daiane:

Brasília, 29/07/2008

Cara Daiane,

Quem criou o tumulto no Carandiru foram os bandidos, tadinhos, que você tanto defende, não a Polícia. Você, por acaso, sabia que vários bandidos ameaçavam ferir os policiais com sangue contaminado por HIV? Não te contaram isso, claro... Há muitas versões sobre o que ocorreu no Carandiru, mas só uma coisa é certa: devido à violência dos bandidos, a situação saiu do controle do comandante da operação e deu no que deu.

Aliás, eu também pago, como você, os colchões e os pavilhões que são queimados pela marginalidade nos presídios e nas Febens. Você está contente em gastar esse dinheiro, apoiando os atos de vandalismo da bandidagem? Depois de cada incêndio, eles deveriam, pelo menos durante um mês, dormir na solitária, em cima duma laje de cimento, sem colchão algum.

A rigor, não concordo com massacre nenhum, nem mesmo daqueles desqualificados do Carandiru. Mas, me diga aí na surdina: tem razão ou não o cara que afirma que "bandido bom é bandido morto"? Pois eu acho que já está passando da hora da instituição da pena de morte no Brasil para crimes hediondos, como estupro (seguido ou não de morte), tráfico de pessoas e drogas, tortura até a morte. Tá com peninha do bandido? Então, leva-o pra sua casa...

Att,

F. Maier

P.S.: Você, com certeza, também deverá se referir ao episódio de Eldorado do Carajás como "massacre". Massacre, uma ova! Os policiais tiveram que defender sua própria vida, depois que a turba enfurecida, inclusive armada, composta por vagabundos descumpridores de ordem judicial, partiu para cima. Era a vida deles, policiais, ou a dos terroristas do MST. Depois que a coisa desanda, nada mais pode ser feito. A culpa daquele triste episódio (como também foi o do Carandiru) é inequívoca: ela pertence aos terroristas desocupados do messetê, a ninguém mais. Tá com peninha do sem-terra, que não compra grão pra plantar, apenas pano vermelho para fabricar bandeira, boné e camiseta? Põe ele pra morar no quintal da sua casa...


Cartas-->Carta a Chico da Lama, o Vermelho -- 07/08/2008 - 10:13 (Félix Maier)

https://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=25746&cat=Cartas&vinda=S

Amigos,

Recebi o texto abaixo, de um tal "Chico da Lama, o Vermelho" (Francisco Barros). O cretino, como todos os comunas safados encabeçados por Tarso Genro, quer que apenas os militares "torturadores" sejam processados, ficando de fora os terroristas criminosos de guerra que promoveram atentados a bomba (com mortes - Aeroporto de Guararapes, Kosel Filho, p. ex.), tortura (caso de Lamarca e seus capangas, que torturaram, com coronhadas na cabeça, até a morte, o tenente Mendes Jr., da PM paulista), sequestros (diplomatas estrangeiros, como o embaixador americano Charles Elbrick e outros) e assassinatos de 120 pessoas durante os anos da matraca comunista financiada por Moscou e Havana.

Tudo o que o antigo terrorista Tarso "Béria" Genro, o comissário do povo tupiniquim, vem fazendo, com apoio da claque esquerdista, não passa de mais uma estratégia de desinformação da sociedade brasileira. Safados são também os que ajudam a propalar essa caixa de ressonância da mais pura patifaria, que não tem outro objetivo senão desviar a atenção no que se refere a corrupção de Lula, filho e compadre em relação ao empresário Daniel Dantas e das ligações de petistas com as FARC, provando que Lula e sua companheirada são sócios daquele bando narcoterrorista junto ao Foro de São Paulo.

Repito: tudo não passa de coisa típica de comunista safado.

Att,

F. Maier


***


From: francisbar@oi.com.br
To: c.ustra@terra.com.br
Subject: Torturadores se desesperam...
Date: Wed, 6 Aug 2008 22:42:59 -0300

"É incrível a fragilidade dos argumentos brandidos por aqueles que se opõem à punição dos crimes de tortura cometidos durante a ditadura militar. Essa incoerente defesa da impunidade reflete a pobreza teórica e filosófica, a
herança do fascismo, que, como se uma coisa compensasse a outra, contrapõe o mais vil dos crimes contra a humanidade, a prática da tortura, à luta heróica dos que se opuseram à ditadura militar, exercendo o direito de
rebeldia contra a tirania, e sujeitaram a si mesmos e a suas famílias a indizíveis sacrifícios.

Em que princípios jurídicos se fundamentam os que afirmam que "uma revisão da lei, com o fito de punir militares por atos de tortura, implicará, também, em reversão da extensão da anistia aos que lutaram contra a ditadura"? Na Convenção Americana de Direitos Humanos? Na Declaração Universal dos Direitos Humanos da ONU? Na Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão da Revolução Francesa? Na Convenção de Genebra? Não. Eles se baseiam em lei imposta por um regime ilegal, usurpador, tirânico e terrorista: a ditadura militar que se apoderou do Brasil em 1964.

Vilipendiadores dos significados, utilizando-se de linguajar propagandístico, chamam de terroristas aos que, de fato, combateram o
Terrorismo de Estado.

Os algozes foram automaticamente anistiados e permaneceram no exercício de seus cargos, recebendo seus vencimentos e não precisaram recorrer a nenhuma Comissão para terem seus direitos garantidos. Sempre puderam enterrar os
seus mortos e saber o destino de seus familiares. Situação radicalmente oposta à dos libertários e de suas famílias, às quais é negado o direito ao conhecimento da verdade. Ainda são forçados a requerer a anistia e a provar os danos de que foram vítimas e as provações e suplícios por que passaram.

Para ser equânime, a nova lei deve exigir que também os acusados de tortura recorram à justiça e ali apresentem provas de que não praticaram tais atos, para, assim, poder manter seus salários e aposentadorias.

A conseqüência natural, para aqueles que não possam provar inocência, deveria ser o enquadramento no código penal e a responsabilização pelos danos causados à nação. Se o erário público precisa indenizar os cidadãos que sofreram prejuízos físicos, morais e patrimoniais em razão de atos desumanos e, mesmo, animalescos de parte de seus funcionários, é perfeitamente justo e razoável que estes indenizem ao tesouro as perdas
oriundas de sua insanidade."


***

EDITORIAL

Brasil de Fato

Edição 284

05.08.2008

Um fantasma ronda a caserna

"É que eles têm medo do dia de amanhã
Eles aconselham o dia de amanhã
Eles desde já querem ter guardado
todo o seu passado no dia de amanhã"
(Em volta da mesa - Caetano Veloso - 1967)

Quem é o ministro da Defesa, senhor Nelson Jobim, com seu histórico de fraudador do texto da Constituição, para puxar orelhas de seus pares de Ministério? Por que a pressa em servir a meia dúzia de chefes militares, coadjuvados por coronéis de pijama, saudosistas da ditadura, quando brilhavam como co/mandantes e/ou executores em seus quartéis de torturas contra opositores da ditadura?

Quando uma Audiência Pública em torno do tema "Limites e Possibilidades para a Responsabilização Jurídica dos Agentes Violadores de Direitos Humanos durante o Estado de Exceção no Brasil", organizada pelo ministro dos Direitos Humanos, Paulo Vanucchi, e a defesa, pelo ministro da Justiça, Tarso Genro, da punição de militares que praticaram a tortura durante a ditadura pós 64 são capazes de abrir uma crise institucional, é por que estamos à beira do caos. Sobretudo se lembramos que, apesar de revelar um poder supra-Estado, o escândalo Daniel Dantas foi incapaz de provocar
qualquer crise desse tipo, ou qualquer arrufo patrioteiro desses atores fardados.

Quem quer sair bonito na foto?

Quando o leitor estiver folheando esta edição, na quinta-feira (7 de agosto), esses coronéis de pijama e alguns oficiais da ativa estarão
reunidos na sede do Clube Militar, no Rio.

Prometem projetar em telão biografias (à sua moda), fotos e documentos dos anos 1960-1970 dos membros do atual Governo que se puseram em armas contra o regime que muitos dos ali reunidos implantaram, dirigiram e que ainda defendem, e cujo saldo - além de uma inaudita concentração da riqueza e ampliação da miséria - foi o de mais de 400 opositores assassinados.

Certamente não exibirão as fotos dos arquivos policiais e militares onde vários desses antigos militantes aparecem com rostos desfigurados em virtude das torturas. Ou seja, sequer em conta que nenhum dos seus biografados faz questão de sair bonito na foto.

Intimidações prosseguem

Enquanto esses senhores que desonram nossas Forças Armadas (como se fossem estas e não alguns dos seus membros, responsáveis pelas barbaridades cometidas contra milhares de opositores - muitos dos quais também militares), estiverem reunidos, certamente a nossa repórter Tatiana Merlino estará recebendo mais uma ameaça anônima por telefone: Tatiana é sobrinha do jornalista Luiz Merlino, assassinado sob torturas em 1971, nas dependências do Doi-Codi (SP), e cuja família move processo de responsabilização do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, pelo assassinato do jornalista.

Fichas dos "subversivos"

Na verdade, aqueles militares já começaram a divulgar os dossiês de membros do Governo. Logo após a Audiência organizada pelo ministro Vanucchi e a declaração do ministro Genro, a ficha sobre o passado político deste último
foi enviada à imprensa, que a publicou. Perguntado a respeito, o ministro respondeu: "A minha [ficha] me orgulha".

Orgulham-nos também a ficha do ministro Genro, a do ministro Vanucchi, e as fichas de todos atuais ou ex-membros do Governo que lutaram, não importa por que meios, contra a ditadura - mesmo aqueles com os quais possamos ter divergências políticas.

Também nos orgulhamos do marechal Henrique Dufles Teixeira Lott, e do marechal Cândido Mariano da Silva Rondon - apenas dois exemplos dos muitos militares que honraram as nossas Forças Armadas.

O mesmo não podemos dizer do passado do senhor Jobim.

Insustentáveis falácias

Tão insustentável quanto achar que tortura é crime político e/ou prescritível, ou que a expressão "crimes conexos" (na Lei de Anistia de
1979) significa anistiar também os torturadores e seus mandantes, é qualificar de "revanchismo", a necessidade, para o aprofundamento da
democracia, de apuração dos crimes cometidos contra os opositores do regime e, portanto, de responsabilizar, julgar e punir aqueles que os cometeram: não se tem notícia de qualquer entidade ou pessoa que tenha sugerido "seqüestrar", manter em cárcere clandestino, torturar, assassinar ou
"desaparecer" com qualquer dos criminosos que forem identificados. Isto, sim, seria "revanche". O que se propõe é que sejam julgados, com todo o direito de defesa e demais direitos que lhes confira a lei. Maior falácia
(cinismo) é pretender que, caso isto venha a acontecer, os opositores do regime sejam também julgados e punidos. A resposta a tanta ignomínia cabe em uma curta pergunta: Outra vez?

Considerações finais

Os reunidos no Clube Militar são os mesmos que lutam pela criminalização dos movimentos populares. Os mesmos que, juntamente com o "alerta" que dão sobre a forte presença de "ex-terroristas" no atual Governo, e sobre supostos
contatos deste com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), tentam criminalizar o próprio Governo. O objetivo é simples: pressioná-lo para barganhar novos cargos - como o fizeram (sempre com o apoio da grande mídia comercial) para emplacar o senhor Jobim na pasta da Defesa.

Aliás, quem cunhou a expressão "terroristas" para designar os que combateram com armas a ditadura, foi essa mesma mídia - no caso, o Jornal do Brasil.

Lamentavelmente os jornalistas do Observatório da Imprensa não poderão nos ajudar a investigar essa questão: não se deve falar de corda em casa de enforcado.

Quanto às declarações apressadas e levianas dos deputados federais (PT-SP) Cândido Vacarezza e Jilmar Tato, de censura ao ministro Genro, atribuindo a atitude deste a uma suposta intenção de acúmulo político visando candidatura
à Presidência em 2010, os deixa em situação delicada: não estariam os deputados alavancando, assim, a potencial candidatura do ministro Jobim, o Fraudador, para a substituição do atual presidente e, ao mesmo tempo, se cacifando para cargos futuros?

Ora, os muitos movimentos do senhor Jobim demonstram claramente que se prepara para postular o cargo. Um tertius de última hora.


Cartas-->Carta-resposta a Chico Vermelho, que apóia o terrorismo -- 13/08/2008 - 10:41 (Félix Maier)

https://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=25760&cat=Cartas&vinda=S

Chico Vermelho,

A lei brasileira que versa sobre tortura e terrorismo foi aprovada depois da Lei da Anistia. Qualquer idiota sabe que a lei não pode retroagir, a não ser para beneficiar o acusado. Se a Lei da Anistia abrangeu tanto "torturadores", quanto "terroristas", não há nada mais a fazer. Assim, essa patifaria promovida pelas esquerdas contra o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, com apoio de Tarso "Comissário do Povo" Genro, que já começou a ser rejeitada pela Justiça, com um voto a favor do militar, pode até seguir adiante, porém não passa no STF, guardião-mor da Constituição e das Leis.

Deixa de ser embusteiro, Chico Vermelho. Se algum militar, p. ex., chegasse a ser punido, necessariamente a Justiça teria que punir também todos os terroristas que infernizaram o Brasil nas décadas de 1960 e 70. Não disseram ainda pra você que terrorismo é crime tão ou mais hediondo do que a tortura? Aí sobraria para o próprio Tarso "Béria" Genro, além de outros terroristas hoje no governo Lula da Silva, que rege uma autêntica República Socialista dos Bandidos: José Dirceu, Franklin Martins, Dilma Rousseff, Carlos Minc, etc.

E não me venha repetir a Grande Mentira das esquerdas, de que combateram a ditadura militar em nome da democracia. Combateram, sim, para instalar aqui uma ditadura muito pior, de modelo cubano, que fuzilou mais de 17.000 pessoas no paredón e promoveu um dos maiores êxodos mundiais, já que 20% de sua população fugiu do país - cerca de 2.000.000 de pessoas. Essa é a verdade que apenas os idiotas e os patifes não aceitam.

Em qual destas categorias você se encaixa, Chico Vermelho? Com certeza na segunda categoria, já que você só defende a tortura dos comunistas, como foi o caso da gangue de Lamarca, que torturou até a morte o tenente da PM paulista, Mendes Jr., com coronhadas na cabeça. Só patifes como você aprova o terrorismo praticado nos atentados à bomba no Aeroporto de Guararapes, em 1966, quando um almirante e um jornalista foram mortos, e 15 feridos, alguns gravemente mutilados. Só sem-vergonhas descarados como você apóia o terrorismo praticado contra o soldado Kozel Filho, que foi explodido em uma guarita, quando estava de sentinela, em São Paulo, em 1968.

Na verdade, o que os patifes realmente querem com esse vil revanchismo é dinheiro, dinheiro, sempre mais dinheiro. As indenizações auto-concedidas, de terroristas para terroristas, já passam de R$ 6 bilhões! Em vez de irem pra cadeia, muitos ficaram milionários, um absurdo jamais visto no mundo.

Cheirando e apalpando terroristas... Que é isso, Chico Vermelho? Você virou boiola?

Até nunca mais,

F. Maier


From: francisbar@oi.com.br
To: c.ustra@terra.com.br
Subject: Carta-resposta a Félix Maier
Date: Mon, 11 Aug 2008 21:43:01 -0300

Félix (gato escaldado) Maier: você e sua curriola teleguiada pelo Ustra (torturador-mor) já não consegue enganar mais ninguém! TODOS os que resistiram à ditadura já foram exaustivamente identificados, catalogados,
cheirados e apalpados. E quanto aos que mantiveram a ditadura? Por que esses têm que continuar eternamente no anonimato? Se os torturadores alegam que estão anistiados, então têm que provar! Têm que mostrar a cara, identidade, CPF, tudo! Têm que provar sua puríssima inocência perante a Comissão de
Anistia, o único foro que emite a Declaração de Anistiado Político (publicado no Diário Oficial da União)e que é válido para todos os efeitos
jurídicos e administrativos. Fora desse contexo, é tudo conversa mole pra boi dormir! O crime de tortura não prescreve, é eterno. Mesmo que o
criminoso já tenha morrido, o seu julgamento é possível e necessário. Pense nisso, gato escaldado e nojento...


Cartas-->Carta à Peste Vermelha da Câmara dos Deputados -- 13/08/2008 - 12:00 (Félix Maier)

https://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=25761&cat=Cartas&vinda=S

Prezados parlamentares,

Quando é que os distintos representantes da Peste Vermelha irão fazer um debate na Câmara, para pedir a punição de antigos terroristas, muito dos quais hoje estão no governo Lula da Silva (Cfr. http://www.ternuma.com.br/aonde.htm)?

Como exemplo, podemos citar Franklin Martins, mentor do seqüestro do embaixador americano, Charles Elbrick (mas também podem chamá-lo de "WALDIR", "FRANCISCO", "MIGUEL", "ROGERIO", "COMPRIDO, "GRANDE", "NILSON", "LULA"); Dilma "Estela" "Dossiê" Rousseff, terrorista da VAR-Palmares, organização famosa pelo assalto ao cofre de Adhemar de Barros e por muitos assassinatos; Carlos "Jair" "José" "Orlando" Minc, terrorista e assaltante de banco, pertencente ao Comando de Libertação Nacional (Colina).

Afinal, crime de terrorismo é tão ou mais hediondo do que crime de tortura. Por que vocês só querem punir os militares "torturadores", deixando de fora os terroristas de esquerda que cometeram assaltos e assassinatos de inocentes nas décadas de 1960 e 70?

Deixem de ser embusteiros e trabalhem para a total reconciliação dos brasileiros, não para sua desunião. Vocês pretendem o quê? Mais dinheiro de indenização? Não bastam os R$ 6 bilhões já distribuídos à Peste Vermelha, uma generosa piñata, de terrorista para terrorista?

Vamos parar com esse revanchismo descarado, que só pode ser coisa de idiotas ou de patifes. Em que categoria vocês estão enquadrados?

Atenciosamente,

Félix Maier


***


TV Câmara debate anistia para torturadores
11/08/2008

Proposta de revisão da lei é tema do programa “Expressão Nacional” desta terça (12)
O programa “Expressão Nacional”, que a TV Câmara transmita ao vivo nesta terça (12), às 22 horas, promove debate sobre a Lei de Anistia, de 1979, que beneficiou quase 5 mil pessoas processadas pelo regime militar e permitiu a volta de exilados políticos.

O programa deve repercutir as declarações do ministro da Justiça, Tarso Genro, de que torturadores não poderiam ser beneficiados pela anistia e deveriam responder à Justiça por seus crimes.

Participam do programa:

- Deputado Ivan Valente (Psol-SP);
- Paulo Abrão Pires Júnior – presidente da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça;
- Antônio Ribas Paiva, advogado da área cível e penal. Palestrante no evento do Clube Militar do Rio de Janeiro e contra a revisão da Lei de Anistia;
- Elizabeth Silveira – vice-presidente do Grupo Tortura Nunca Mais;

Perguntas para os debatedores podem ser enviadas para o e-mail expressaonacional@camara.gov.br ou pelo telefone gratuito 0800-619619. O Expressão Nacional terá apresentação de Cláudia Brasil e é produzido por Carolina Jardon.


Cartas-->Carta-resposta a Glaucio Moreira -- 28/08/2008 - 17:29 (Félix Maier)

https://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=25795&cat=Cartas&vinda=S

Date: Thu, 28 Aug 2008 16:16:53 +0000
To: ttacitus@hotmail.com
Subject: Usina de Letras -- Contato do Leitor
From: glauciomoreira@gmail.com

Mensagem referente ao texto A sombra dos EUA paira sobre a soberania do Brasil. É mesmo? - Artigos.

Mail enviado para: Félix Maier

Enviado Por: glaucio moreira - glauciomoreira@gmail.com
Da cidade : boa vista

Colega, não dá pra te entender..., quando se fala em demarcação de terras indígenas em fronteiras, o senhor só fala de ameaça estrangeira, ongs estrangeiras, etc. no artigo sobre interesse americano pelo petróleo brasileiro o sr. enfatiza que os verdadeiros inimigos são internos, MST e o PT que apóia as Farc. Então me explica, as ongs extrangeiras que ameaçam a segurança e soberania nacionais são bancadas pelo capital de vários países MENOS dos EUA, é isso? Quem está interessado no petróleo? O MST e as FARC, é isso mesmo? O EUA devem ser muito bonzinho não acha? Só nos ajuda, não é? Os argumentos são tão ideológicos que se contradizem, por ainda existirem pessoas que ficam nesse discurso TOTALMENTE ANACRÔNICO de comunismo x capitalismo as coisas não andam, o pensamento social não evolui. O sr. é tão de direita que não consegue conceber no seu discurso nacionalista que os EUA, por ser o pólo oposto dos países ditos comunistas, não tem interesses nas riquezas brasileiras. As ongs que estão na amazônia são, de acordo com seu raciosímio, francesas, portuguêsas, venezuelanas, chinesas, cubanas, mas de forma alguma podem ser americanas estou certo? E ainda diz que faz mídia independente. Valei-me...


***

Resposta a Glaucio, em 28/8/2008:

Glaucio,

Quando foi que eu disse que não existe ONG americana na Amazônia? E o que os EUA têm a ver com essas ONGs, que querem retalhar ainda mais a Amazônia, balcanizando o Brasil como uma colcha de retalhos, a exemplo dos antigos bantustões da África do Sul, do Apartheid de triste memória, que confinava várias etnias de negros em 13 reservas como se fossem bichos trancafiados num zoológico? Vai me dizer que é Mr. Bush que envia os protestantes ao Brasil, que estão ensinando os índios a rezar em inglês... Obviamente, essas ONGs, pelo menos as religiosas, também ensinam a rezar em italiano, com os padres da Consolata, e outras línguas européias, especialmente o alemão e o holandês - além do espanhol.

Eu apenas sou coerente comigo mesmo. Sou a favor de uma nação para todos os brasileiros e contra a criação de guetos étnicos, como as reservas indígenas, os campos de concentração da miséria do messetê e as terras dos quilombolas, da mesma forma que sou contra a criação de guetos germânicos em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. Critico o nacionalismo exacerbado, que é o último refúgio dos canalhas, aquele nacionalismo babaca, anti-americano, do qual muitos militares são férreos defensores, babacas, repito, que se aliam ao esquerdismo para atacar um país amigo e tentar encobrir o real perigo que existe aqui dentro.

O perigo que o Brasil hoje sofre não é o do Big Brother, pelo menos por ora, como acreditam embusteiros como você, mas o de grupos terroristas como o messetê, que infernizam o campo e querem, sim senhor, TRANSFORMAR O BRASIL EM UM PAÍS COMUNISTA. SÓ VOCÊ NÃO SABE DISSO. SÓ VOCÊ NÃO SABE QUE O MESSETÊ TEM CHE GUEVARA COMO PATRONO E AS FARC COMO SÓCIAS.

Procure se informar sobre o que acontece no Brasil e no mundo e, só então, me escreva novamente.

Atenciosamente,

Félix Maier


Cartas-->Mídia Sem Máscara é atacado por hacker -- 16/09/2008 - 21:41 (Félix Maier)

https://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=25853&cat=Cartas&vinda=S

Mídia Sem Máscara fora do ar por problemas técnicos

Prezado leitor:

Desde o dia 15 de Setembro, o MÍDIA SEM MÁSCARA encontra-se fora do ar por motivos técnicos.
O MSM foi temporariamente suspenso enquanto a equipe técnica trabalha para solucionar os problemas decorrentes da ação de um hacker.

Até que o o site volte ao ar, o público poderá acompanhar as novidades do MSM através de duas newsletters semanais.

Pedimos desculpas aos nossos leitores pelos transtornos, mas acreditamos que a newsletter deverá suprimir, ainda que parcialmente,
a lacuna de informações deixadas pela suspensão temporária do MÍDIA SEM MÁSCARA.

Atenciosamente,

Paulo Diniz Zamboni


Obs.: Não tenho dúvida nenhuma de que esta safadeza tem origem na Peste Vermelha, na pessoa de algum petralha, que tenta intimidar e censurar os blogueiros e interneteiros anti-Lula. Dias atrás foi a vez de Heitor de Paola ver seu site atacado pela gangue clePTomaníaca que não tolera o contraditório. Fora Foro de São Paulo! Fora PT! Fora Lula! (F. Maier)


Cartas-->Carta da viúva de Paulo Freire à revista Veja -- 18/09/2008 - 12:24 (Félix Maier)

https://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=25856&cat=Cartas&vinda=S

Carta de Ana Maria Araújo Freire, viúva de Paulo Freire, à revista Veja:

Como educadora, historiadora, ex-professora da PUC e da Cátedra Paulo Freire e viúva do maior educador brasileiro PAULO FREIRE -- e um dos
maiores de toda a história da humanidade --, quero registrar minha mais profunda indignação e repúdio ao tipo de jornalismo, que, a cada
semana a revista VEJA oferece às pessoas ingênuas ou mal intencionadas de nosso país.

Não a leio por princípio, mas ouço comentários sobre sua postura danosa através do jornalismo crítico. Não proclama sua opção em favor dos poderosos e endinheirados da direita, mas, camufladamente, age em nome do reacionarismo desta. Esta vem sendo a constante desta revista desde longa data: enodoar pessoas as quais todos nós brasileiros deveríamos nos orgulhar. Paulo, que dedicou seus 75 anos de vida lutando por um Brasil melhor, mais bonito e mais justo, não é o único alvo deles.

Nem esta é a primeira vez que o atacam. Quando da morte de meu marido, em 1997, o obituário da revista em questão não lamentou a sua morte, como fizeram todos os outros órgãos da imprensa escrita, falada e televisiva do mundo, apenas reproduziu parte de críticas anteriores a ele feitas. A matéria publicada no n. 2074, de 20/08/08, conta, lamentavelmente com o apoio do filósofo Roberto Romano que escreve sobre ética,
certamente em favor da ética do mercado, contra a ética da vida criada por Paulo.

Esta não é, aliás, sua primeira investida sobre alguém que é conhecido no mundo por sua conduta ética verdadeiramente humanista. Inadmissivelmente, a matéria é elaborada por duas mulheres, que, certamente para se sentirem e serem parceiras do "filósofo" e aceitas pelos neoliberais desvirtuam o papel do feminino na sociedade brasileira atual. Com linguagem grosseira, rasteira e irresponsável, elas se filiam à mesma linha de opção política do primeiro, falam em favor da ética do mercado, que tem como premissa miserabilizar os mais pobres e os mais fracos do mundo, embora para desgosto deles, estamos conseguindo, no Brasil, superar esse sonho macabro reacionário.

Superação realizada não só pela política federal de extinção da pobreza, mas, sobretudo pelo trabalho de meu marido – na qual esta política de distribuição da renda se baseou - que demonstrou ao mundo que todos e todas somos sujeitos da história e não apenas objeto dela.

Nas 12 páginas, nas quais proliferam um civismo às avessas e a má apreensão da realidade, os participantes e as autoras da matéria dão continuidade às práticas autoritárias, fascistas, retrógradas da cata às bruxas dos anos 50 e da ótica de subversão encontrada em todo ato humanista no nefasto período da Ditadura Militar. Para satisfazer parte da elite inescrupulosa e de uma classe média
brasileira medíocre que tem a Veja como seu "Norte" e "Bíblia", esta matéria revela quase tão somente temerem as idéias de um homem
humilde, que conheceu a fome dos nordestinos, e que na sua altivez e dignidade restaurou a esperança no Brasil.

Apavorada com o que Paulo plantou, com sacrifício e inteligência, a Veja quer torná-lo insignificante e os e as que a fazem vendendo a sua força de trabalho, pensam que podem a qualquer custo, eliminar do espaço escolar o que há de mais importante na educação das crianças, jovens e adultos: o pensar e a formação da cidadania de todas as pessoas de nosso país, independentemente de sua classe social, etnia, gênero, idade ou religião. Querendo diminuí-lo e ofendê-lo, contraditoriamente a revista Veja nos dá o direito de concluir que os pais, alunos e educadores escutaram a voz de Paulo, validando e praticando. Portanto, a sociedade brasileira
está no caminho certo para a construção da autêntica democracia.

Querendo diminuí-lo e ofendê-lo, contraditoriamente a revista Veja nos
dá o direito de proclamar que Paulo Freire Vive!

São Paulo, 11 de setembro de 2008

Ana Maria Araújo Freire


***

Para conhecer a verdadeira história do embusteiro chamado Paulo Freire, o deseducador brasileiro, leia o texto abaixo:


Método Paulo Freire, ou Método Laubach?


David Gueiros Vieira (*)

Mídia Sem Máscara 09/03/2004

O Método Laubach de alfabetização de adultos foi criado pelo missionário protestante norte-americano Frank Charles Laubach (1884-1970). Desenvolvido por Laubach nas Filipinas, em 1915, subseqüentemente foi utilizado com grande sucesso em toda a Ásia e em várias partes da América Latina, durante quase todo o século XX.

Em 1915, Frank Laubach (foto) fora enviado por uma missão religiosa à ilha de Mindanao, nas Filipinas, então sob o domínio norte-americano, desde o final da guerra EUA/Espanha. A dominação espanhola deixara à população filipina uma herança de analfabetismo total, bem como de ódio aos estrangeiros.

A população moura filipina era analfabeta, exceto os sacerdotes islamitas, que sabiam ler árabe e podiam ler o Alcorão. A língua maranao (falada pelos mouros) nunca fora escrita. Laubach enfrentava, nessa sua missão, um problema duplo: como criar uma língua escrita, e como ensinar essa escrita aos filipinos, para que esses pudessem ler a Bíblia. A existência de 17 dialetos distintos, naquele arquipélago, dificultava ainda mais a tarefa em meta.

Com o auxílio de um educador filipino, Donato Gália, Laubach adaptou o alfabeto inglês ao dialeto mouro. Em seguida adaptou um antigo método de ensino norte-americano, de reconhecimento das palavras escritas por meio de retratos de objetos familiares do dia-a-dia da vida do aluno, para ensinar a leitura da nova língua escrita. A letra inicial do nome do objeto recebia uma ênfase especial, de modo que aluno passava a reconhecê-la em outras situações, passando então a juntar as letras e a formar palavras.

Utilizando essa metodologia, Laubach trabalhou por 30 anos nas Filipinas e em todo o sul da Ásia. Conseguiu alfabetizar 60% da população filipina, utilizando essa mesma metodologia. Nas Filipinas, e em toda a Ásia, um grupo de educadores, comandado pelo próprio Laubach, criou grafias para 225 línguas, até então não escritas. A leitura dessas línguas era lecionada pelo método de aprendizagem acima descrito. Nesse período de tempo, esse mesmo trabalho foi levado do sul da Ásia para a China, Egito, Síria, Turquia, África e até mesmo União Soviética. Maiores detalhes da vida e trabalho de Laubach podem ser lidos na Internet, no site Frank Laubach.

Na América Latina, o método Laubach foi primeiro introduzido no período da 2ª Guerra Mundial, quando o criador do mesmo se viu proibido de retornar à Ásia, por causa da guerra no Pacífico. No Brasil, este foi introduzido pelo próprio Laubach, em 1943, a pedido do governo brasileiro. Naquele ano, esse educador veio ao Brasil a fim de explicar sua metodologia, como já fizera em vários outros países latino-americanos.

Lembro-me bem dessa visita, pois, ainda que fosse muito jovem, cursando o terceiro ano Ginasial, todos nós estudantes sabíamos que o analfabetismo no Brasil ainda beirava a casa dos 76% - o que muito nos envergonhava - e que este era o maior empecilho ao desenvolvimento do país.

A visita de Laubach a Pernambuco causou grande repercussão nos meios estudantis. Ele ministrou inúmeras palestras nas escolas e faculdades – não havia ainda uma universidade em Pernambuco - e conduziu debates no Teatro Santa Isabel. Refiro-me apenas a Pernambuco e ao Recife, pois meus conhecimentos dos eventos naquela época não iam muito além do local onde residia.

Houve também farta distribuição de cartilhas do Método Laubach, em espanhol, pois a versão portuguesa ainda não estava pronta. Nessa época, a revista Seleções do Readers Digest publicou um artigo sobre Laubach e seu método - muito lido e comentado por todos os brasileiros de então, que, em virtude da guerra, tinham aquela revista como único contato literário com o mundo exterior.

Naquele ano, de 1943, o Sr. Paulo Freire já era diretor do Sesi, de Pernambuco - assim ele afirma em sua autobiografia - encarregado dos programas de educação daquela entidade. No entanto, nessa mesma autobiografia, ele jamais confessa ter tomado conhecimento da visita do educador Laubach a Pernambuco. Ora, ignorar tal visita seria uma impossibilidade, considerando-se o tratamento VIP que fora dado àquele educador norte-americano, pelas autoridades brasileiras, bem como pela imprensa e pelo rádio, não havendo ainda televisão. Concomitante e subitamente, começaram a aparecer em Pernambuco cartilhas semelhantes às de Laubach, porém com teor filosófico totalmente diferente. As de Laubach, de cunho cristão, davam ênfase à cidadania, à paz social, à ética pessoal, ao cristianismo e à existência de Deus. As novas cartilhas, utilizando idêntica metodologia, davam ênfase à luta de classes, à propaganda da teoria marxista, ao ateísmo e a conscientização das massas à sua “condição de oprimidas”. O autor dessas outras cartilhas era o genial Sr. Paulo Freire, diretor do Sesi, que emprestou seu nome à essa “nova metodologia" - da utilização de retratos e palavras na alfabetização de adultos - como se a mesma fosse da sua autoria.

Tais cartilhas foram de imediato adotadas pelo movimento estudantil marxista, para a promulgação da revolução entre as massas analfabetas. A artimanha do Sr. Paulo Freire "pegou", e esse método é hoje chamado Método Paulo Freire, tendo o mesmo sido apadrinhado por toda a esquerda, nacional e internacional, inclusive pela ONU.

No entanto, o método Laubach – o autêntico - fora de início utilizado com grande sucesso em Pernambuco, na alfabetização de 30.000 pessoas da favela chamada "Brasília Teimosa", bem como em outras favelas do Recife, em um programa educacional conduzido pelo Colégio Presbiteriano Agnes Erskine, daquela cidade. Os professores eram todos voluntários. Essa foi a famosa Cruzada ABC, que empolgou muita gente, não apenas nas favelas, mas também na cidade do Recife, e em todo o Estado. Esse esforço educacional é descrito em seus menores detalhes por Jules Spach, no seu recente livro, intitulado, Todos os Caminhos Conduzem ao Lar (2000).

O Método Laubach foi também introduzido em Cuba, em 1960, em uma escola normal em Bágamos. Essa escola pretendia preparar professores para a alfabetização de adultos. No entanto, logo que Fidel Castro assumiu o controle total do poder em Cuba, naquele mesmo ano, todas as escolas foram nacionalizadas, inclusive a escola normal de Bágamos. Seus professores foram acusados de “subversão”, e tiveram de fugir, indo refugiar-se em Costa Rica, onde continuaram seu trabalho, na propagação do Método Laubach, criando então um programa de alfabetização de adultos, chamado Alfalit.

A organização Alfalit foi introduzida no Brasil, e reconhecida pelo governo brasileiro como programa válido de alfabetização de adultos. Encontra-se hoje na maioria dos Estados: Santa Catarina (1994), Alagoas, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Sergipe, São Paulo, Paraná, Paraíba e Rondônia (1997); Maranhão, Pará, Piauí e Roraima (1998); Pernambuco e Bahia (1999).

A oposição ao Método Laubach ocorreu desde a introdução do mesmo, em Pernambuco, no final da década de 1950. Houve tremenda oposição da esquerda ao mencionado programa da Cruzada ABC, em Pernambuco, especialmente porque o mesmo não conduzia à luta de classes, como ocorria nas cartilhas plagiadas do Sr. Paulo Freire. Mais ainda, dizia-se que o programa ABC estava "cooptando" o povo, comprando seu apoio com comida, e que era apenas mais um programa “ïmperialista”, que tinha em meta unicamente "dominar o povo brasileiro".

Como a fome era muito grande na Brasília Teimosa, os dirigentes da Cruzada ABC, como maneira de atrair um maior número de alunos para o mesmo, se propuseram criar uma espécie de "bolsa-escola" de mantimentos. Era uma cesta básica, doada a todos aqueles que se mantivessem na escola, sem nenhuma falta durante todo o mês. Essa bolsa-escola tornou-se famosa no Recife, e muitos tentavam se candidatar a ela, sem serem analfabetos ou mesmo pertencentes à comunidade da Brasília Teimosa. Bolsa-escola fora algo proposto desde os dias do Império, conforme pode-se conferir no livro de um educador do século XIX, Antônio Almeida, intitulado O Ensino Público, reeditado em 2003 pelo Senado Federal, com uma introdução escrita por este Autor.

No entanto, a idéia da bolsa-escola foi ressuscitada pelo senhor Cristovam Buarque, quando governador de Brasília. Este senhor, que é pernambucano, fora estudante no Recife nos dias da Cruzada ABC, tão atacada pelos seus correligionários de esquerda. Para a esquerda recifense, doar bolsa-escola de mantimentos era equivalente a "cooptar" o povo. Em Brasília, como “idéia genial do Sr. Cristovam Buarque”, esta é hoje abençoada pela UNESCO, espalhada por todo o mundo e não deixa de ser o conceito por trás do programa Fome Zero, do ilustre Presidente Lula.

O sucesso da campanha ABC – que incluía o Método Laubach e a bolsa-escola - foi extraordinário, sendo mais tarde encampado pelo governo militar, sob o nome de MOBRAL. Sua filosofia, no entanto, foi modificada pelos militares: os professores eram pagos e não mais voluntários, e a bolsa-escola de alimentos não mais adotada. Este novo programa, por razões óbvias, não foi tão bem sucedido quanto a antiga Cruzada ABC, que utilizava o Método Laubach.

A maior acusação à Cruzada ABC, que se ouvia da parte da esquerda pernambucana, era que o Método Laubach era "amigo da ignorância" - ou seja, não estava ligado à teoria marxista, falhavam em esclarecer seus detratores - e que conduzia a “um analfabetismo maior”, ou seja, ignorava a promoção da luta de classes, e defendia a harmonia social. Recentemente, foi-me relatado que o auxílio doado pelo MEC a pelo menos um programa de alfabetização no Rio de Janeiro – que utiliza o Método Laubach, em vez do chamado “Método Paulo Freire” - foi cortado, sob a mesma alegação: que o Método Laubach estaria "produzindo o analfabetismo” no Rio de Janeiro. Em face da recusa dos diretores do programa carioca, de modificarem o método utilizado, o auxílio financeiro do MEC foi simplesmente cortado.

Não há dúvida que a luta contra o analfabetismo, em todo o mundo, encontrou seu instrumento mais efetivo no Método Laubach. Ainda que esse método hoje tenha sido encampado sob o nome do Sr. Paulo Freire. Os que assim procederam não apenas mudaram o seu nome, mas também o desvirtuaram, modificando inclusive sua orientação filosófica. Concluindo: o método de alfabetização de adultos, criado por Frank Laubach, em 1915, passou a ser chamado de “Método Paulo Freire”, em terras tupiniquins. De tal maneira foi bem sucedido esse embuste, que hoje será quase que impossível desfazê-lo.


BIBLIOGRAFIA

AYRES, Antônio Tadeu. Como tornar o ensino eficaz. Casa Publicadora das Assembléias de Deus, Rio de Janeiro, 1994.
BRINER, Bob. Os métodos de administração de Jesus. Ed. Mundo Cristão, S.P., 1997.
CAMPOLO, Anthony. Você pode fazer a diferença. Ed. Mundo Cristão, SP, 1985.
GONZALES, Justo e COOK, Eulália. Hombres y Ángeles. Ed. Alfalit, Miami, 1999.
GONZALES, Justo. História de un milagro. Ed. Caribe, Miami (s.d.).
GONZALES, Luiza Garcia de. Manual para preparação de alfabetizadores voluntários. 3ª ed., Alfalit Brasil, Rio de Janeiro, 1994.
GREGORY, John Milton. As sete leis do ensino. 7ª ed., Rio de Janeiro, JUERP, 1994.
HENDRICKS, Howard. Ensinando para transformar vidas. Ed. Betânia, Belo Horizonte, 1999.
LAUBACH, Frank C.. Os milhões silenciosos falam. s. l., s.e., s.d.
MALDONADO, Maria Cereza. História da vida inteira. Ed. Vozes, 4ª ed., S.P., 1998.
SMITH, Josie de. Luiza. Ed. la Estrella, Alajuela, Costa Rica, s.d.
SPACH, Jules, Todos os Caminhos Conduzem ao Lar, Recife, PE, 2000.


(*) O autor é historiador


Obs.:
Essa é a moral comunista: apropriar-se da autoria intelectual de outros pensadores e dizer que é sua criação. Você já leu "Sobre a moralidade de Karl Marx", de Ipojuca Pontes? Pois leia, e vai saber que todos os chavões "criados" por Marx não passam de simples roubo, coisa típica de "petralha" (F. Maier).

[Mais sobre o farsante Paulo Freire - cfr. em 

https://felixmaier1950.blogspot.com/2021/04/paulo-freire-100-anos-do-autor-que.html 

https://felixmaier1950.blogspot.com/2021/03/o-pesadelo-de-paulo-freire-por-miguel.html

https://felixmaier1950.blogspot.com/2020/08/a-imbecilizacao-educacional-coletiva-do.html]


Cartas-->Mídia Sem Máscara: Os petralhas estão rindo à toa -- 19/09/2008 - 22:44 (Félix Maier)

https://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=25861&cat=Cartas&vinda=S

Mídia Sem Máscara: Os petralhas estão rindo à toa

Amigos,

Os petralhas estão rindo à toa. O site do Mídia Sem Máscara está fora do ar, devido a problemas técnicos ocasionados por um hacker. Dias atrás, foi a vez de Heitor de Paola (www.heitordepaola.com) sofrer o ataque. Agora o alvo foi o Mídia (www.midiasemmascara.com.br), que está inoperante desde o dia 15/9.

E Tarso "Béria" Genro, a quem a Polícia Federal é subordinada, o que tem a dizer? Por que sites que fazem oposição ao desgoverno petista são retirados sistematicamente do ar? É intimidação? É censura?

A Polícia Federal tem plenas condições de mapear as pegadas desse bandido na Web. Só não localiza o petralha porque não quer.

Atenciosamente,

Félix Maier


***

Mídia Sem Máscara fora do ar por problemas técnicos

Prezado leitor:

Desde o dia 15 de Setembro, o MÍDIA SEM MÁSCARA encontra-se fora do ar por motivos técnicos.
O MSM foi temporariamente suspenso enquanto a equipe técnica trabalha para solucionar os problemas decorrentes da ação de um hacker.

Até que o o site volte ao ar, o público poderá acompanhar as novidades do MSM através de duas newsletters semanais.

Pedimos desculpas aos nossos leitores pelos transtornos, mas acreditamos que a newsletter deverá suprimir, ainda que parcialmente,
a lacuna de informações deixadas pela suspensão temporária do MÍDIA SEM MÁSCARA.

Atenciosamente,

Paulo Diniz Zamboni

(Editor)


***

Mensagem recebida de Ana Paula Zatz Correia - sexta-feira, 19 de setembro de 2008 17:08:49:

Mensagem referente ao texto Mídia Sem Máscara: Os petralhas estão rindo à toa - Cartas.

Mail enviado para: Félix Maier

Enviado Por: Associação Nacional em Defesa da Democracia - ANDEC
Da cidade: Praia Grande-SP

Prezado Sr. Félix

Estamos absolutamente preocupados. Conseguiram o que conseguiram com o MSM. Dr. Heitor De Paola divulgou que essa seria a última tentativa dele com o blog. Se voltar a ter problemas, o abandona. A Sra. Stella do Postura Ativa, em 14.09, `lavou as mãos`. Mês passado, o Paschoal de O Copista, encerrou seu blog. O Blogando Francamente simplesmente desapareceu...

Somos poucos e estamos esmorecendo. Precisaríamos de um forte movimento para que um apoiasse o outro e não permitisse que esse último desastre: a pouca resistência à ditadura, hoje existente no Brasil, entregasse de vez os pontos.

Ana Paula Zatz Correia


***

Mensagem recebida de Gederson Falcometa - sexta-feira, 19 de setembro de 2008 19:35:59:

Caro amigo Félix,

Lamento que o MSM esteja fora do ar pela ação da maldita esquerda. A ação destes malfeitores veio a calhar com a dos malfeitores bolivianos e bolivarianos, estando o MSM fora do ar, praticamente eles não tem oposição. DEUS nos ajude a combater o dragão vermelho, como pediu Bento XVI.

Um forte abraço

Gederson


***

Resposta a Ana Paula Zatz Correia - sexta-feira, 19 de setembro de 2008 22:57:02:

Prezada Ana Paula,

Mas é isso mesmo o que a Peste Vermelha quer: intimidar, censurar, de modo que todos nós desistamos de defender a democracia em nossos sites e blogs. Graça Salgueiro, do Blog Notalatina, também teve problemas tempos atrás, queriam retirar seu Blog do ar alegando que se tratava de Spam...

Não esmoreça, Ana Paula. Somente juntos poderemos ter alguma força junto ao público virtual. Creia: temos um grande público que quer continuar a nos ouvir.

Atenciosamente,

Félix Maier

Obs.: Para receber a newsletter do Mídia Sem Máscara, faça seu pedido a newsletter@midiasemmascara.com.br (F. Maier).


Cartas-->Carta a Ramon, o socialista -- 22/09/2008 - 21:08 (Félix Maier)

https://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=25867&cat=Cartas&vinda=S

Ramon,

Não esqueça que vocês, ao implantarem por aqui sua particular União Soviética, serão os primeiros a tombar pelas mãos dos capangas vermelhos. E será pouco.

Quanto aos EUA tornarem legal um partido revolucionário comunista, isso não é novidade nas sociedades democráticas. Essa é uma das grandes falhas das democracias: não se proteger contra grupos extremistas e permitir que a Peste Vermelha e grupos fascistas façam seu registro para, em seguida, tentar acabar com a mesma democracia que permitiu suas existências.

Quer dizer que você, Ramon, ainda não ficou satisfeito com os 110.000.000 de mortos promovidos pelo Comunismo no século passado? Quer ver mais sangue ainda, é, seu patife? Cuidado, que o sangue poderá vir do seu próprio corpo, seu idiota. Ou ainda não lhe passou pela cabeça que o comunismo/socialismo é uma seita de assassinos?

Qual é o sinal que vocês estão esperando? O de Chávez? O de Lula? O de Stédile? Na hora H, saiba que as Forças Armadas brasileiras sairão da letargia em que se encontram e irão, mais uma vez, desbaratar a Peste Vermelha, como já fizeram em outras 3 ocasiões: Intentona Comunista de 1935, Movimento anticomunista de 1964 e o combate contra os grupos terroristas de esquerda das décadas de 1960 e 70. Só que desta vez, será uma limpeza geral, com muito mais sangue - do jeito que você gosta, seu idiota.

F. Maier

***

Date: Mon, 22 Sep 2008 22:57:02 +0000
To: ttacitus@hotmail.com
Subject: Usina de Letras -- Contato do Leitor
From: ramonlesser@yahoo.com.br

Mensagem referente ao texto Arquivos "I" - P, Q e R - Artigos.

Mail enviado para: Félix Maier

Enviado Por: Ramon Lesser - ramonlesser@yahoo.com.br
Da cidade: São Paulo

Fico Triste que tenha colocado tantas distorções, em sua mnatéria, por ex: o partido comunista revolucionário é um partido LEGAL nos Estados Unidos Da América e registrado na Suprema Corte, será que eles legalizaram um grupo terroista e não Sabem? que justiça, burra e mal informada é esta dos EUA, não é? para não citar outros disparates, só passei para avisar que vocês estão muito mal informados sobre a extrema-esquerda brasileira, nossa revolução vem vindo mais rápido do que pensas, mas não fazemos propaganda na net, nem na mídia nem na rádio, no entanto ela está aí esperando o sinal.

Até o socialismo

Ramon Lesser Urban

***

Tréplica de Ramon, o Vermelho:

De: Ramon Lesser Urban (ramonlesser@yahoo.com.br)
Enviada: terça-feira, 23 de setembro de 2008 18:32:49
Responder-Para: ramonlesser@yahoo.com.br
Para: Félix Maier (ttacitus@hotmail.com)

Tudo isto por causa de uma crítica?

Vê se bem , que tipo de gente, governou este pais e a América latina por décadas, não tenho medo de fascistas nem de milicos , quando a revoluçao chegar nos nos falamos.

Asta la vista

Arriba los que luchan

Viva o camarada Mao e o Camarada Gonzallo

Ramon

**

Resposta à tréplica de Ramon, o Vermelho (23/9):

Não, Ramon. Você não fez apenas uma crítica. Você ameaçou, dizendo que está sendo feita uma revolução às escondidas.

Quanto a fascistas, você os conhece muito bem, porque é um deles. Nada é mais fascista do que os governos hoje existentes na Venezuela, na Bolívia, no Equador e no Brasil, onde seus presidentes cooptaram toda a sociedade, amparadas pelas falanges pretorianas do MST, CUT, UNE, PCdoB e outros grupelhos vermelhos, com as bênçãos da CNBdoB, em conluio com universidades, empresários, intelectualóides e artistas. Isto é o que eu costumo chamar de comunofascismo, uma mistura de Guevara e Mussolini, tão típico do Brasil de hoje.

Quando chegar a hora, o povo, junto com as Forças Armadas, irão mais uma vez combater a Peste Vermelha, como já o fizeram em três oportunidades.

Viva Santa Paulina!

Viva Santo Frei Galvão!

Viva Nossa Senhora Aparecida!

F. Maier


Cartas-->Carta a Pablo Emmanuel, defensor das FARC -- 02/11/2008 - 00:15 (Félix Maier)

https://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=26008&cat=Cartas&vinda=S

Pablo,

Realmente, tem-se muito que temer pela Amazônia, sua devastação desordenada, com queimadas por toda parte, e muita violência, tanto de alguns fazendeiros, quanto de milhares de bandoleiros fantasiados de "sem-terra", que estão tocando fogo em muitas plantações, sedes de fazendas, veículos, tratores, etc, principalmente no Pará.

Também deve-se temer as ações nefastas das ONGs, tanto nacionais, quanto estrangeiras, que pretendem desmembrar partes do território nacional para formação de "nações indígenas". Concordo que devam ser expulsos da área todos os "missionários", tanto católicos, quanto evangélicos. E que o Exército ocupe de fato toda a fronteira, como já previa o Projeto Calha Norte, que não foi adiante, o qual deveria levar Saúde e Educação para aquela população desamparada e tão carente - além da presença das Forças Armadas.

Quanto a ter pastos por lá, não há nenhum problema, desde que se delimitem as áreas agrícolas na região, preservando reservas que deverão ficar intocáveis, com aproveitamento extrativista auto-sustentável, tanto da madeira, quanto de outras fontes de riquezas, como seringais, castanheiras, cocais, etc.

No entanto, o principal problema brasileiro, na atualidade, está no fato de o governo Lula aliar-se a canalhas da pior espécie, sob os planos estratégicos do Foro de São Paulo para comunizar toda a América Latina. Basta dizer que, neste fim de semana, enquanto Lula está lambendo as botas de Fidel Castro, seu dileto companheiro, levando mais alguns milhões de dólares para tentar bombar uma economia fracassada (os responsáveis pela desgraça são sempre os furacões e o "embargo" americano, nunca a má gestão comunista), o chanceler Celso Amorim está em Teerã para tratar com aquele que diz ser o Armagedon que irá destruir o Estado de Israel. O que esperar de um governo que tem uma predileção especial por se aliar a canalhas? Ora, porque não passa também de canalha da pior espécie.

Caia na real, Pablo. Os inimigos do Brasil, no momento, não estão lá fora, na Europa ou nos EUA, com os quais temos relações amistosas. Os verdadeiros inimigos do Brasil estão aqui dentro, dormindo conosco, como os petralhas e seus aliados, e o MST, gérmen das futuras FARB (Forças Armadas Revolucionárias do Brasil). Seu antiamericanismo, Pablo, é infantil, patético, próprio de quem defende um regime que matou 110 milhões de pessoas no século passado - afinal, defender as FARC e o PCdoB, como você defende, é próprio de todo comuna, enrustido ou não.

Ternuma: tristíssimo grupo por quê? Por que lá existem oficiais patriotas que combateram a Peste Vermelha que você tanto venera?

Não sei se você é idiota ou embusteiro, Pablo. Vá procurar sua turma, que está junto a Fidel Castro, Hugo Chávez, Evo Cocales, Rafael Correa, o presidente do Irã, os ditadores africanos, os terroristas islâmicos e o Babalorixá de Banânia (vulgo Lula) e deixe de encher o saco de quem realmente defende os verdadeiros interesses do Brasil.

Por fim, "Emanuel" significa "Deus está conosco", expressão que não condiz com seu pensamento esquerdopata...

Félix Maier

P. S.: Abaixo, mensagem recebida de Pablo defensor das FARC. Em um estilo tosco e vesgo, próprio de todo esquerdopata, ele faz um arrazoado sobre suas preferências pessoais, quais sejam, a defesa de seus credos comunistas, em detrimento da democracia.

Será que Pablo defensor das FARC julga que sou membro do "tristíssimo grupo Ternuma"? Não sou membro do grupo, mas tenho muitos artigos publicados naquele site, o que muito me honra, pois defendo todos aqueles oficiais que pertencem àquela ONG e que combateram a Peste Vermelha nas décadas de 1960 e 70, livrando o Brasil de se tranformar numa Cuba continental. Dentre os amigos que lá tenho se destaca o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, atualmente sendo processado indevidamente pelos petralhas. Um viva! aos oficiais do Ternuma e um ó! (polegar com indicador, redondinho) para Pablo das FARC.

Todo o texto, meu e de Pablo, será publicado em alguns sites, como Usina de Letras, com cópias a meus contatos - além de Pablo das FARC, claro.

Anteriromente, Pablo já havia tentado me "passar um sabão" (Cfr. mensagem dele e minha réplica em 
http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=23033&cat=Cartas&vinda=S).



***

Amazônia: deserto nacional‏

De: Pablo Emmanuel (julho22@hotmail.com)
Você pode não conhecer este remetente.Marcar como confiável|Marcar como não confiável [É, esse remetende não é mesmo confiável!!! - F.M.]
Enviada: sábado, 1 de novembro de 2008 19:05:18
Para:

DE AMAZÔNIA A PASTO

E DE PASTO A LUPANAR

Texto: Pablo Emmanuel

Às vezes, quando me deparo com as sinistras notícias que sempre dão conta de que a Amazônia pode virar um pasto para o latifúndio e, depois, numa fase mais terrível e quiçá sem reversão, uma imensa savana de horrorosa solidão, tenho a impressão de estar vivendo num país de desajustados.

Se isto ocorrer, vamos nos recordar do quanto fomos todos covardes e omissos por permitirmos que madeireiros terroristas, capangas, jagunços, grileiros, bandidos e agentes internacionais travestidos de protestantes e chefes de ONGs ocupassem o vasto território da Amazônia Legal que pertence aos brasileiros.

Parece que não estamos muito preocupados com o que a Amazônia representa. Parece que desejamos ignorar que os estados do Amazonas e do Pará constituem uma enorme fração de riquezas jamais desfrutadas por outros países cujos povos chegam a dividir com seus animais de carga a água que consomem escassamente.

Ignoramos que essas terras são de valia inestimável tanto para a cultura como para a sociedade e a economia. E nos parece algo remoto o fato que aponta para uma possível ação militar contra a soberania nacional por parte de potências estrangeiras que sempre estiveram na linha de frente das conquistas econômicas pelo uso da força bruta.

Não bastassem tais ameaças, ainda temos de nos preocupar com os graves problemas internos, gerados pela sanha de devastação promovida por mercadores de madeira e seus capachos cruéis, que não hesitam em matar.

Para conseguir levar a efeito os seus fins nefastos, os madeireiros, sem considerar que há um país ao seu redor que precisa daquele lugar preservado, lançam mão do assassinato e da ocultação de cadáveres de líderes sindicais e de pessoas ligadas à Pastoral da Terra. Quem vê e ouve demais, mesmo que não esteja ligado a ações políticas, tem o mesmo destino.

Ninguém pode mensurar a quantidade de trabalhadores anônimos e injustiçados que terminaram seus dias escravizados num trabalho infame, num lugar em que o Estado parece nunca ter chegado.

De vez em quando, as forças do governo conseguem “estourar” esses currais de trabalho sub-humano e abertamente escravagista, exibindo para o mundo a nossa vergonha. De fato, sujeitos desse tipo odeiam o Brasil e querem legar à posteridade somente a poeira e a cinza, onde antes houve riqueza.

São esses malditos que nos deixam de calças arriadas, para quando os potentados internacionais chegarem com seus violentos e tecnológicos efetivos, encontrar-nos desesperados, tentando cobrir nossas vergonhas íntimas, que eles querem escorchar.

Os verdadeiros inimigos da Amazônia Legal são as madeireiras criminosas, protegidas por agentes públicos prevaricadores e politiqueiros diabólicos, os grileiros que desalojam as pequenas famílias de suas terras e os assassinos dos que defendem a floresta e a justiça para com os mais fracos.

Eles querem nos envergar e quebrar nosso pescoço, a fim de lucrar o máximo com o nosso vexame e desgraça; colocar-nos de joelhos a fim de que rezemos a cartilha do mercado internacional.

Como podemos deixar que isso aconteça, assistindo a tudo, impassíveis, como gado que entra no corredor do abate?

A política que a ditadura militar reservou para a Amazônia foi um verdadeiro desastre. Enquanto as FFAAs descobriam que o Partido Comunista do Brasil estava desenvolvendo um trabalho de massa junto à população do Bico do Papagaio, desde o fim dos anos 60, os piores bandidos do país (grileiros, jagunços etc) permaneciam livres para dar continuidade à sua série de atentados contra a integridade da Amazônia.

Esses fazendeiros calhordas continuam até hoje, derrubando madeira e mandando matar, como, aliás, faziam com os camponeses na época da guerrilha. Mesmo em vias de derrota total, um destacamento do Partido Comunista levou a cabo a execução de um bandido local que aterrorizava pequenos posseiros. Depois, com a aniquilação do PCdoB e da AP na selva, à moda de Moreira César, ocorreu a introdução da "paz dos cemitérios", suja e desonrosa, para que os pândegos rurais folgassem e conseguissem suas metas sinistras: derrubar o patrimônio natural, escravizar campesinos e matar pessoas pobres.

Infelizmente, quando se fala na ameaça de tomada da Amazônia por forças norte-americanas consorciadas com outras autoridades violentas, muitos segmentos da população acusam o discurso de ser “coisa de comunista”.

Porém, até as FFAAs, desde muito tempo, são conscienciosas de que a suspeita não é infundada. Pelo contrário: os militares mais instruídos vivem preocupados com essa hipótese. Nesse ponto, então, há uma confluência entre militares e forças de esquerda, e não um conflito.

Os sucessivos governos que tivemos não foram capazes de manter a floresta sob domínio daqueles que precisam dela, habitam nela e, portanto, preservam-na. Com a assunção de Lula ao poder, eu pensei que isso poderia se concretizar, e qual não foi minha frustração diante das estatísticas que comprovam a desgraça que se bateu naquela região.

Há um plano em plena marcha para a tomada da Amazônia pela via militar, não resta dúvida. E isto é patente, porque, para se chegar até a nossa parte da Amazônia, os conspiradores, necessariamente, enfrentarão dificuldades e resistência de países que também possuem extensas frações desse bioma.

Não é exagero dizer que o Plano Colômbia, por exemplo, é muito mais do que lutar contra o tráfico de drogas e a guerrilha colombiana. A intenção, apesar de mascarada, aponta muito mais para o extermínio das FARC porque elas controlam grande porção da Amazônia colombiana. Para tanto, as autoridades estadunidenses regam as FFAAs do país e usam-na para fazer o trabalho sujo, aliando-se ao governo Uribe para mentir à população sobre a falsa desmobilização do grupo criminoso Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC).

Um dia, se conseguirem acabar com as FARC, uma coisa é certa: o governo americano e seus cúmplices europeus passarão a combater não mais os guerrilheiros, porque deixarão de existir, mas a própria Colômbia, para se apoderarem da floresta e terem caminho livre para seguir Brasil adentro e submeter as grandes áreas. Se o Barão do Rio Branco vivo fosse, cairia morto na hora ao saber de tais maquinações.

Cabe à Venezuela guardar, com suas Forças Armadas, a sua porção, mantendo vigilância no local, até as áreas limítrofes. Nesse afã, podemos recomendar o mesmo à Bolívia, ao Peru e Equador, numa ação conjunta. No Brasil, poderia existir uma presença maior do Estado no Amapá, pois autoridades francesas podem, caso achem-se conchavadas nessa intentona militar maléfica, utilizar a Guiana para uma infiltração fulminante, aproveitando-se do abandono da fronteira.

É imperativo deslocar para essas regiões comandos armados que contenham militares nativos. Estudar a possibilidade de criação de Forças Armadas Populares, treinadas em táticas de guerrilha para a guerra de movimento, e também em terrorismo contra as divisões de infantaria inimigas, porque, se fizeram o que fizeram contra os vietnamitas, durante décadas, podem fazer muito pior conosco, muito além de agente laranja e NAPALM.

Lutando lado a lado com as forças legais brasileiras, unidades de guerrilha, formadas por civis voluntários, treinados e recrutados entre a população de todo o país, que queiram se dispor para auxiliar na resistência a uma possível ocupação, são imprescindíveis tanto na guerra regular quanto nas emboscadas e demais formas de confronto.

Se porventura, no futuro, o Brasil não conseguir bater as forças internacionais pela guerra convencional, e caso elas assentem acampamento dentro do nosso território legalmente constituído, não haverá outra saída senão unir guerrilheiros e militares profissionais numa intensa onda de terror e fustigamento para desmoralizar e infligir violentas baixas aos invasores. Isso é para o caso da ocupação consumada, o que não podemos permitir, porque aqui é a nossa casa, domicílio inviolável.

É possível vencer uma guerra com a inteligência e a coragem diante de todas as tecnologias bélicas já criadas, e amplamente empregadas contra países que contrariam a política externa desses aríetes famintos, que se congregam em sua “Internacional Capitalista” para depauperar as economias nacionais.

A História já comprovou que a superioridade em armas e contingentes não determina uma vitória a longo prazo.

Se todos nós passássemos por um conflito de tal dimensão, o brasileiro mudaria seu comportamento e sua forma de ver o próprio país, valorizando-o, em vez de prostituí-lo. Seria uma catarse real. A revolução na cultura e no pensamento poderia orientar o povo para uma reconstrução interior, levantando-se de sua ruína atual.

Formar um novo tipo de cidadão brasileiro, cônscio de seu papel histórico, agora e amanhã, para que respeite os patrimônios coletivos. Essa é a consigna.

Divergências à parte, as Forças Armadas e as esquerdas mais progressistas podem combater juntas dentro desse contexto objetivo, que pode vir a suceder-se, sim. Isso não é “papo de esquerdista”, como os reacionários mais radicais costumam colocar. Os militares sabem que o perigo é muito real.

Na Grécia Antiga, atenienses e espartanos, rivais entre si, tiveram que unir forças para derrotar o império persa, porque urgia, naquele momento, o amplo envolvimento e mobilização contra um inimigo muito mais nocivo. Infelizmente, após a reconquista dos territórios helenos e a expulsão das forças de Xerxes, mataram-se na Guerra do Peloponeso e foram encabrestados pelos macedônios.

Outro exemplo ocorreu na China do século passado. Perante o fascismo japonês que pretendia tomar toda a Ásia, comunistas e nacionalistas combateram juntos em prol da integridade territorial.

Mas Chiang Kai Chek, líder do Kuomintang, nacionalista, sujeito cujo grau de corrupção moral e perfídia possuía uma curva sempre ascendente, rompeu com Mao Tse-Tung, à traição, e massacrou milhares de militantes comunistas, pois, segundo ele mesmo dissera “os japoneses são uma doença de pele; já os comunistas são uma doença da alma”. O resultado é que a China sofreu muito mais do que deveria sofrer, naquelas condições.

Quanto ao Brasil, um conflito internacional poderia até desorganizar as elites fleugmáticas e corruptas que nós sustentamos à base de sangue. Desde a Guerra do Paraguai, que revolucionou conceitos de cima a baixo, algumas vezes para pior, outras para melhor, não houve nada nesse sentido até hoje.

Não estou dizendo, aqui, que é possível, num evento assombroso como esse, que haja uma comunhão ideológica entre a esquerda brasileira e as Forças Armadas (o que parece não ser realmente factível). O que desejo explanar, seriamente, é o fato de que somos capazes de levantar uma ação popular de amplitude nacional, visando à proteção da integridade do território que possuímos.

Enquanto se perpetua esse jogo de omissão e desleixo, e até de chalaça contra os que se erguem para bradar por uma ação eficaz e organizada, o Brasil pode tomar providências imediatas, dentro da maior brevidade, para debelar a atitude daninha dos parasitas domésticos.

Dentre as medidas, cito algumas, a saber:

1. Identificação dos madeireiros e grileiros que lesam a riqueza nacional em favor de interesses privados. Devem ser pronunciados como criminosos. Caso a via legal termine em pilhéria e humilhação contra o público, com a interferência do poder econômico dos acusados, voltando eles, portanto, aos seus negócios escusos, restará ao Estado determinar seu confinamento perpétuo ou a execução, após direito ao contraditório e trânsito em julgado.

2. Expulsão direta de todas as organizações internacionais que agem na Amazônia, sejam missões protestantes, católicas ou grupos que supostamente se autoproclamam defensores da natureza. Sejam postos para fora do país, com argumento legal, invocando, para tanto, dispositivos da Constituição federal.

3. Identificação e processo judicial contra assassinos de trabalhadores e sindicalistas comprometidos com a luta pela reforma agrária. Como continuam agindo, mesmo com a repercussão do caso ‘Dorothy Stang’, devem ser conduzidos à carceragem o mais rápido possível, aguardando o julgamento presos. Sejam eles passíveis das penas de prisão mais duras, e com um trabalho voltado para promover o replantio das espécies que eles degradaram.

4. Cassação vitalícia dos direitos políticos de pessoas envolvidas com esquemas promíscuos entre interesses de Estado e interesses privados. Caso estejam mancomunadas com os dilapidadores do patrimônio material amazônico, sejam encarceradas e sofram as mais duras sanções. Sejam tratadas com dureza, porque contribuem para o empobrecimento vertiginoso do Brasil.

Agora, a pergunta: quando o Brasil vai se conscientizar de que deve ser sujeito histórico e não objeto? De que deve se adiantar para agir e não sofrer a ação?

É mais fácil perguntar quando o país se cansará de ser displicente.

Pois, se não cansar-se disto logo, transformar-nos-emos em inquilinos dentro do país, obrigados a pagar tributos pesados aos capitalistas, os quais levarão a água daqui para ser envasada lá fora, para que a bebamos bastante cara depois. Nossa própria água. Limpa e boa.

No cemitério de todas as nações do mundo (porquanto o que a economia de mercado nos reserva é mesmo a morte, não em paz, mas sob atribulações e rivalidades cruentas), o Brasil, como personalidade jurídica, e de fato, acabará por ser sepultado como indigente.


* * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *

P.S.: O texto acima está sendo enviado para todos os meus prezados amigos, e com uma cópia para um oficial da reserva do Exército, do tristíssimo grupo TERNUMA.


Cartas-->Carta-resposta a Pablo, o menino embusteiro -- 03/11/2008 - 11:50 (Félix Maier)

https://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=26013&cat=Cartas&vinda=S

Pablito: o menino ingênuo ou o embusteiro?

"Deve-se combater o comunismo não em nome do liberalismo, da social-democracia ou de qualquer outro regime, mas em nome da dignidade humana" (Jean-François Revel, filósofo e escritor liberal francês).

“O Comunismo não é a fraternidade: é a invasão do ódio entre as classes. Não é a reconciliação dos homens: é a sua exterminação mútua. Não arvora a bandeira do Evangelho: bane Deus das almas e das reivindicações populares. Não dá tréguas à ordem. Não conhece a liberdade cristã. Dissolveria a sociedade. Extinguiria a religião. Desumanaria a humanidade. Everteria, subverteria, inverteria a obra do Criador” (Rui Barbosa).

Em nenhum momento eu dei a entender que eu e o Ternuma seríamos capazes de MATAR. Quem é comunista, como você, não tem nenhum tipo de problema de consciência a respeito de MATAR, já que aplaudiu o assassinato de 110 milhões de pessoas no Século XX. Não transfira sua ânsia de matar para os outros.

Quanto a defender os oficiais do Ternuma, não se trata de defender a tortura, mas a Lei da Anistia, que deve valer para ambos os lados, não só para os torturadores terroristas vermelhos, como querem Tarso "Béria" Genro e seu fiel escudeiro Paulo Vanucchi. Pois quem entende mesmo de tortura, com doutorado em Cuba, é a escória comunista que você defende de olhos fechados, deixando a dúvida se você é um idiota ou um patife.

Não há como defender qualquer das bocarras do Cérbero que infernizaram o Século XX, quais sejam, o Comunismo, o Fascismo e o Nazismo. Foi tudo uma praga só. Defender qualquer ramificação dessa indústria da morte é subverter os valores da sociedade humana.

F. Maier

***

From: julho22@hotmail.com
To: ttacitus@hotmail.com
Subject: Não sou esquerdopata
Date: Mon, 3 Nov 2008 03:09:30 -0200

Tudo bem, capitão, então vamos lá:

1 - Creio que concordamos acerca de algumas avaliações sobre o território legal amazônico que nos pertence. Muito bem. Mas minha simpatia pelo MST vai até o momento em que percebo que no movimento existem pessoas que lutam por terra para trabalhar porque elas precisam da terra. Cabe ao movimento descobrir os agitadores que desejam queimar o filme com ações que em nada correspondem às exigências desse grupo que não tem nada de paramilitar (geralmente os mais violentos não possuem instrução).

2 - Penso ser muito importante que as Forças Armadas realmente ocupem lacunas nesse espaço pela via constitucional antes que as rapinas internacionais lá cheguem com a máscara de bozo sobre a cara real de Freddy Krueger que eles têm (muitos deles criminosos a serviço de organizações obscuras que praticam a biopirataria). De fato, considero a coisa muito grave.

3 - A exploração sustentável e as pastagens podem coexistir mediante uma política de Estado responsável, o que nunca foi feito, muito menos pelo governo Lula, apesar da simpatia que sempre tive pela ex-ministra Marina Silva, que deve ter saído por motivos muito sérios. Bom, não sei, mas quanto ao novo ministro, Carlos Minc, tenho certeza de que o senhor e o TERNUMA odiaram vê-lo assumindo uma pasta ministerial, já que ele foi da Vanguarda Popular Revolucionária.

4 - Não entendo como o senhor pode qualificar o governo de Lula como "gestão comunista". Na minha opinião, o Lula deveria estar é no PSDB, porque não há nada em suas decisões que pareça com socialismo, muito menos comunismo. Nenhum tipo de produção foi socializada. As grandes propriedades estão mantidas e os banqueiros não têm do que se queixar. O Partido Comunista não ocupa posições-chave no Estado que venham a pôr em perigo a economia de mercado. De comunismo ou socialismo mesmo, só as falácias de Lula e a amizade dele por Fidel ou por Hugo Chavez, este último que qualifico como bufão total, muito grosseiro em suas relações internacionais, e que poderia moderar na língua quando discursa. Não gosto de populismo, nem de esquerda e nem de direita.

5 - Quanto às relações externas do governo brasileiro, não vejo motivo para criticar o governo por ele estar próximo de nações que não têm fino trato com os Estados Unidos e outros países, mesmo porque essas nações mantêm relações econômicas e culturais com muitos outros Estados.

6 - Eu não sou antiamericano apesar de que muito do que escrevo deixa transparecer algo nesse sentido. Sempre amei Marilyn Monroe, os carros anos 50 da Chevrolet, o rock and roll, os filmes (menos os panfletários do tipo "guerra do vietnã" e outras bobajadas horríveis produzidas por Hollywood, uma maçada total!) Não obstante, os americanos produzem filmes maravilhosos, ótima cultura, ótimos intelectuais, tanto liberais quanto socialistas. É uma nação tão pluralista e multifacetada que chega a ter uma juventude que vai a Cuba, por prazer, não para procurar prostitutas, mas para conhecer as atividades do Comitê de Defesa da Revolução e prestar ajuda. Se fazem ou não treinamento em guerrilha, isso eu não sei.

7 - Mahmoud Ahmadinedjad é um dos maiores populistas islâmicos que eu já vi ascender ao poder no Irã. Seus discursos patéticos acerca da negação do holocausto são uma infâmia escandalosa. Sobre a questão árabe-israelita, eu não posso tomar partido nem de um nem de outro, porque ali há eventos históricos e religiosos que comprometem o sucesso da paz entre eles e transcendem qualquer juízo que eu fizer. Não entro nesse mérito. O que não tolero é a atitude de Israel quanto a reservar um campo de concentração para muitos palestinos que sofrem horrendas privações (e isso até recrudesce a resistência armada contra a nação de Jacó). Muito menos tolero os atentados árabes contra civis judeus que saem de casa para a mercearia e vão aos pedaços para o necrotério. Israel é um país maravilhoso, de alto desenvovimento tecnológico e no campo da medicina, que eu sonho conhecer um dia. Eu fiz curso de Judaísmo numa sinagoga de Brasília e era leitor da revista Alyah LeTorah, período da minha vida em que aprendi muitas coisas boas e descobri muitas coisas negativas (a postura política do meu professor judeu era um absurdo, frontalmente oposta a tudo o que eu penso). Porém, devo à sinagoga tudo de bom que eu estudei na Bíblia (que continuo lendo, embora desprezando cabalmente o Novo Testamento, que é uma coleção de embustes romanos).

8 - Não discordo do senhor. Nós devemos é ter relações amistosas mesmo com os Estados Unidos (assim como Cuba também o quer), mas quando a elite protestante que governa aquela nação se levanta para abusar da sua condição de potentada e enrijecer com violento e medieval autoritarismo (que a gente pode até chamar de puro fundamentalismo cristão, de cunho terrorista), tenha a mais absoluta certeza de que eles cancelam a amizade na hora em que entenderem que seus interesses totalitários de mercado estão ameaçados. Quem é o país que tem base militar nesse mundão aí fora? O Brasil? Cuba? Vietnã? Equador? USA. Isto indica o grau de tolerabilidade que eles têm quando são contrariados. Minha esperança não é a de que Obama vença e seja o melhor administrador de todos os tempos, porque isso eu não sei. Espero mais é ver desalojados do poder a patota de Bush, MacCain e seus texanos cowboys à moda de John Wayne, e ainda o Exterminador do Futuro, Arnold Schwartzenegger, um bufão de primeira ordem.

9 - Não acredito que está em marcha, aqui, essas Forças Armadas Revolucionárias do Brasil. O MST sabe muito bem que luta armada nesse país de povo ultraconservador, pouco instruído e mais dado à "docilidade e à alegria" resultará numa hecatombe para a bandeira vermelha. Não existe nenhuma condição de politizar um país tão imenso quanto esse, muito menos de forma acelerada. Quando houve a revolução russa, a grande maioria dos russos era feita de mujiques rurais e operários, um montão deles despolitizados (apenas conscientes de que se deveria acabar com a autocracia). Quando o PC russo viu que também tinha de lidar com os excluídos apolíticos, aí mandou brasa no terror para manter o domínio ideológico. No Brasil, hoje, devemos levar em conta o fato de que uma minoria tem conhecimentos políticos e sabe distinguir liberalismo de socialismo e comunismo. Isso explica porque a classe média teve e tem mais bagagem política para discutir sobre determinadas questões, inclusive revolução. Se a política não precede a ação revolucionária, a guerrilha cai no puro terrorismo, e seu destino é perecer, pois desvincula-se da base que é a população a quem o Estado deve servir.

10 - NÃO DEFENDO um regime que matou 110 milhões de pessoas para se fixar à base de sangue e chumbo. Para mim, o stalinismo foi tão bárbaro e vergonhoso quanto o nazifascismo. O que dizer de Joseph Stalin? Um bêbado vil que assinou com Hitler um "pacto de não-agressão" (que comédia!) acreditando que o racistão nojento cumpriria o trato. Só mesmo um sujeito muito imbecil e pestilento como Stalin foi capaz de tamanha sandice, o que levou a Rússia a um descalabro (somente salva depois pelo senso de dever dos russos que lutaram com bravura espetacular). Stalin, um arrivista analfabeto, impiedoso e bebum, é lixo do século XX, e é na lata de lixo que deve ficar. Não sou stalinista nem trotskista: sou um comunista que não gosta de ver essa esquerda se digladiando sobre quem estava com a razão (se Trotsky ou Stalin) um absurdo, uma perda de tempo e de futuro. No fim, os anarquistas se mostraram mais sensatos quando apontaram o monstro que estava se gestando no Estado russo.

11 - O meu sobrenome Emmanuel é parte de um heterônimo criado, que eu registrei na Biblioteca Nacional quando comecei a produzir meus livros de poemas, aos 20 anos. Meu primeiro nome não é codinome nem pseudônimo ou heterônimo. É Pablo mesmo, mas com outro sobrenome. "Emmanuel", por ter um belo significado, até porque tem uma sonoridade bonita, foi congregado com vistas à subscrição dos meus textos em verso. Depois, me acostumei a assinar assim e assim ficou. Aliás, quando a Usina de Letras surgiu, eu vi a matéria pelo jornal Correio Braziliense, e acessei o site, que achei maravilhoso, um espaço para eu postar o que eu escrevo desde os 20 anos (hoje tenho 35). No começo, estava ótimo, eu postava sempre. Até o dia em que apareceu uma moça que postava poemas de Alvares de Azevedo e assinava-os como sendo dela. Como o Usina não tomava nenhuma providência, deletei tudo meu que estava no site, e hoje posto no meu blog (que não é político, mas voltado estritamente para poesia).

12 - Eu não tenho nada de "esquerdopata". O marxismo não pode e nem deve ser encarado como um dogma para não transformar socialistas em meros aventureiros armados. Quem dogmatiza o marxismo, começa a ver inimigos até mesmo nos amigos mais próximos. Daí é que surgem as trágicas divisões na esquerda, razão pela qual ela não consegue penetrar nas classes populares, ficando apenas na classe média universitária e partidária.

13 - Gosto da Bíblia (do Tanach judeu, que tem ótimas lições de ética que podemos aplicar no cotidiano) mas não sou afeito ao cristianismo, que é o pai do anti-semitismo (leia o Novo Testamento e veja que o antijudaísmo começa nele, uma artimanha romana para inculpar Israel e fazer da Santa Sé a única destinatária da salvação... E, aliás, outro cristão que ajudou os judeus a se darem muito mal na Europa, foi o desgraçado Lutero, que, com seu livreco de 1543, insuflou a Alemanha contra os israelitas. Hitler não inventou nada, achou tudo pronto). Seu próprio sobrenome, capitão, que é MAIER é de origem judaica.

14 - O que é democracia? E liberdade? São dois conceitos polifacetados. Pra mim, se socialismo não combina com democracia, já deixa de ser socialismo. Para os liberais, como o senhor, que defendem o mercado, democrático é poder produzir e especular, fazer a economia crescer. Pra mim, democrático é produzir mediante as necessidade imediatas que se apresentam. O socialismo não é a cura do mal humano, tanto quanto o capitalismo não o é. Não existe governo bom ou ruim: o governo apenas existe para ser governo. Se ele não existisse, atingiríamos a porta de entrada para o comunismo que é um regime tão remoto de realizar-se quanto o anarquismo. No socialismo existe Estado, como no capitalismo. O capitalismo é dinâmico, cai e se ergue com rapidez. Mas é o que mais sacrifica o homem. Se o socialismo muitas vezes mata por ação revolucionária violenta, o capitalismo faz pior: mata por omissão, porque deixa cada qual ao "Deus-Dará".

15 - Então o senhor qualifica a esquerda como Peste Vermelha, né? O senhor, como militar, ainda traz muito daquela herança que os anticomunistas militares de 1935 tinham. Aliás, a educação nas FFAAs sempre estará voltada para o anticomunismo. Eu estive na Feira do Livro em Brasilia, vi a banca da Bibliex. Muita publicação "antivermelha". Tão perigoso quanto o comunista dogmático, que entende o marxismo não como um instrumento de compreensão da realidade e das relações históricas de trabalho, mas como uma "clásula pétrea", também é terrível o militar que se dogmatiza crendo ser a única salvação nacional (que aliás surgiu como idéia ferrenha após a Guerra do Paraguai).

16 - Eu não gosto mesmo do TERNUMA. Patriotas os há em toda parte. Mas no TERNUMA eu sei que tem gente ali que deve ter bons contatos que levem a encontrar restos no Araguaia, bem como a cova clandestina em que foi jogado Paulo Stuart Wright, de quem o coronel Ustra jura de pé junto não saber de nada. Acho improvável.

17 - Eu queria falar sinceramente ao senhor e ao TERNUMA, agora. Se querem matar um homem, matem-no. Mas jamais defendam o uso da tortura como método eficaz para garantir a segurança federal, estadual ou municipal. É melhor a morte de uma vez do que ter o corpo triturado lentamente, apenas para dar satisfação a agentes sombrios que se deleitam com o sofrimento bábaro dos outros. Isso aconteceu na prisão de Lubianka, em Moscou, sob o olhar de Stalin. E aconteceu aqui nesse país quando deram um chão em Jango e arrombaram o Planalto para colocar os pés sobre a mesa e despachar com tinta à base de sangue. Aliás, Jair Bolsonaro tem a maior saudade dessa época.

Saudações finais,

Pablo Emmanuel

P.S.: Eu o critiquei daquela vez porque achei uma infantilidade seus comentários sobre a Bete Mendes, não porque você era militar e tinha ligações com o TERNUMA. Agora que eu vi que o senhor escreveu: "Um viva aos oficiais do Ternuma e um ó (polegar com indicador, redondinho) para o Pablo das FARC" - eu entendi que vocês não hesitarão em matar mesmo. Mas se pretendem matar qualquer homem, matem-no, pois, mas não inventem de picar um homem ou uma mulher, vivos, para não se igualaram aos traficantes do Comando Vermelho. Se o fizerem, aí sim é que vocês provarão que Deus sempre foi uma piada para vocês, enquanto que, para mim, ele é alguém que não conheço e de quem não posso comprovar tanto a sua existência quanto sua inexistência.


Cartas-->Carta-resposta a Chico Vermelho de raiva -- 24/11/2008 - 00:50 (Félix Maier)

https://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=26096&cat=Cartas&vinda=S

João Cândido‏

De: Francisco Barros (francisbar@oi.com.br)
Enviada: segunda-feira, 24 de novembro de 2008 0:25:48
Para: ttacitus@hotmail.com

Félix Maier;

li seu comentário a respeito da infeliz declaração de um ex-ministro da ditadura a respeito do herói João Cândido, que acabou com o castigo da chibata na Marinha. Você afirma que "Fez muito bem a Marinha em não mandar nenhum representante ao circo montado por Lula para homenagear um "almirante de araque", o marinheiro-arruaceiro João Cândido (F. Maier).

Joâo Cândido arruaceiro? Você já leu alguma coisa sobre a Revolta da Chibata? Deveria se informar melhor, para não ficar publicando asneiras...

João Cândido, com seu movimento, provou que a Marinha (tanto daquele tempo quanto a de hoje) pode muito bem ser operativa contando apenas com os seus graduados e praças (durante a revolta, o encouraçado Minas Gerais, sob o comando de Cândido, fez manobras geniais dentro e fora da baía da Guanabara, sob os olhares incrédulos da oficialidade boçal que a tudo assistia do antigo cais Pharoux).

Se a Marinha não mandou nenhum representante ao evento, é porque ela (e as demais forças) ainda não se aclimataram com os ventos da Democracia. Aliás, um oficial da Marinha, se ali comparecesse (principalmente fardado) seria expulso a ponta-pés pelos milhares de brasileiros patriotas que ali foram para prestar essa mais do que justa (e muito tardia) homenagem ao grande herói nacionalDeixa de falar e escrever bobagens, rato fascista!


***

Resposta a Chico Vermelho (24/11/2008):

Chico Vermelho de raiva,

As Forças Armadas (FA) se sustentam na hierarquia e na disciplina. O que o Babalorixá de Banânia fez no Rio de Janeiro, acolitado por um bando de salafrários, foi exaltar as ações de amotinados, o que faz de Lula um promotor da desordem e do caos, não o comandante-em-chefe das FA que deveria ser. E você me vem falar em democracia...

Deve-se analisar a "Revolta da Chibata" com os critérios históricos que então eram válidos, não através de um revisionismo tolo, como defendido por você, uma "repaginação" marxista feita pelos sociólogos comunistóides da atualidade, que querem promover um reles arruaceiro a "almirante negro".

Quanto a me chamar de "fascista", esse termo não me atinge em absoluto, porque não existe nada mais fascista do que o governo Lula que você tanto apóia. Tanto isso é verdade que o Babalorixá de Banânia tem mais poder do que Mussolini, com suas falanges autoritárias que lhe dão sustentação política, e por isso ainda não sofreu impeachment, apesar de ser mil vezes mais corrupto que o governo de Collor: Foro de São Paulo, MST ("braço armado do PT"), UNE, CUT, PCdoB, OAB, ABI, CNBdoB, ONGs pilantrópicas, partidos aliados, cooptação da sociedade civil (universidades, empresários - especialmente banqueiros -, o meio cultural, etc.).

Fascista, portanto, é você, Chico Vermelho, junto com toda essa corja de petralhas apátridas que tomaram o poder no Brasil.

Vê se me esquece, fascicomunista sem-vergonha!

F. Maier



Cartas-->Trama para assassinar Olavo de Carvalho -- 01/04/2003 - 16:27 (Félix Maier)

https://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=9825&cat=Cartas&vinda=S

CMI convoca ao assassinato de Olavo de Carvalho e ainda diz fazer campanha "contra a intolerância"

Leiam o plano homicida em
http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2003/03/251552.shtml.

O site que com exemplar cinismo se denomina "Centro de Mídia Independente" perdeu os últimos escrúpulos e partiu para a criminalidade pura e simples.

O CMI é uma ONG milionária, com escritórios em mais de uma centena de
países, empenhada em fazer propaganda contra os EUA e Israel, exatamente na linha de milhares de sites nazistas e comunistas, e que ainda tem o desplante de chamar de "fascista" quem tome posição contrária à sua.

Desesperada de não poder responder às denúncias que apresento nos meus
artigos e no Mídia Sem Máscara, sobretudo no concernente à aliança dos
pretensos "pacifistas" com os movimentos neonazistas, está apelando ao
método da "ação direta", o mesmo propugnado por Mussolini, para cortar o mal pela raiz, eliminando-me fisicamente.

Não me sinto de maneira alguma inclinado a confiar minha segurança às
autoridades esquerdistas que nos governam, as quais já demonstraram estar mais interessadas em proteger as Farc contra os Estados Unidos do que o povo brasileiro contra as Farc e outras organizações criminosas associadas a seus partidos no Foro de São Paulo, coordenação estratégica do movimento comunista no continente.

Não tenho portanto garantias mínimas nem para minha vida nem para meu
trabalho, estou fora dos direitos constitucionais e excluído da tal "cidadania".

A mim pouco me importa o que me aconteça. Morrer não é doença nem motivo de vergonha. Vergonha é viver num país em que só os assassinos têm proteção das autoridades. Vergonha é ser membro de uma classe profissional em que a pregação do homicídio ostenta o rótulo de "luta contra a intolerância".

Tenho vergonha de pertencer a um povo que elege presidente um amigo das
Farc, tenho vergonha de ser colega de profissão dos canalhas do CMI.

Se vergonha matasse, eles não precisariam nem dos coquetéis molotov que
querem jogar em mim: eu já estaria morto só de ler o que escrevem.

Olavo de Carvalho

2 de abril de 2003


Vejam o plano magnífico que traçaram e as razões que alegam para colocá-lo em prática.

Livraria Cultura anuncia em site fascista
Por Rede de Combate ao Racismo 31/03/2003 Às 17:29

A conceituada rede de livrarias Cultura está anunciando no site mídia sem
máscara.

A conceituada rede de livarias Cultura, de São Paulo, está anunciando no
site de extrema-direita "mídia sem máscara". O site adota uma posição
totalmente pró-Bush e pró-guerra, e vem publicando ultimamente uma série de artigos ofensivos e incitando ao ódio contra árabes e muçulmanos.

O responsável pelo site, o astrólogo e professor de filosofia Olavo de
Carvalho, também é acusado de receber dinheiro do empresário Ronald
Levinsohn, que foi processado pela falência fraudulenta da caderneta de
poupança Delfin, e do jornalista Roberto Marinho.


BOICOTE

NAO TOLERE INTOLERANTES 31/03/2003 18:15

Vamos boicotar e fazer a Livraria Leitura saber disto: que esta perdendo
clientes por patrocinar um site de extrema-direita, que apoia a guerra, a
intolerancia e a hegemonia estadunidense sobre os povos.

Um pouco mais além do boicote

31/03/2003 18:34

Um boicote da nossa parte, pessoas realmente progressistas, que realmente
combatem o imperialismo, a intolerância, o fascismo, seria bom, mas
infelizmente insuficiente.

Ora, se levantarmos o perfil do comprador habitual da Livraria Cultura,
veremos que se trata de um membro da alta burguesia institucional. Afinal, o preço dos livros nessa livraria é um acinte (principalmente dos importados).

Pois muito bem, com boicote nosso ou sem boicote, o impacto seria irrisório.

Entretanto, uma ação um pouco mais direta surtiria efeito. Refiro-me à
invasão e à destruição das duas lojas dessa nefanda livraria, situadas
respectivamente no Conjunto Nacional e no Shopping Villa-Lobos. Imaginem
arregimentar cerca de 200, 300 pessoas, cada uma armada de paus, pedras e coquetéis-molotov? O mais importante é fazer isso e deixar claro o motivo da invasão.

Ação direta é isso.

Outra coisa: Será que não está mais do que na hora de dar um fim físico a
esse câncer chamado Olavo de Carvalho?

Não sei se os leitores sabem, mas esse canalha mantém um "curso de
filosofia" mensalmente, cobrando 100 reais por aula de cada aluno. E esse
curso é ministrado sempre no mesmo local.

Por que não convocar uma manifestação em frente ao local desse curso (ou
melhor, "lavagem cerebral") e, se possível, eliminar fisicamente esse
fascista, racista, canalha e miserável?

Vamos pensar nisso...

-----

Obs.:

O aiatolá Khomeini, considerando blasfemo o livro de Salman Rushdie, “Versos satânicos”, emitiu uma “fatwa” (decreto religioso), condenando o escritor à morte. Passou a oferecer US$ 3 milhões de dólares de recompensa para o muçulmano que o eliminasse fisicamente, e US$ 1 milhão de dólares para o não-muçulmano que fizesse o “trabalho”. A diferença do preço? Ora, é a tal intolerância islâmica fundamentalista, que julga os “infiéis”, os não muçulmanos, seres de última categoria, condenadas a arder eternamente no fogo do inferno. Recentemente, a “fatwa” foi novamente lançada no Irã pelo aiatolá do momento, lembrando que a condenação à morte de Rushdie não foi revogada.

Quanto ao incentivo para assassinar Olavo de Carvalho, não sei ainda quanto o Centro de Mídia Independente (CMI) oferece de prêmio. Mas, pelo que tenho lido ultimamente, muitos fariam o trabalho de graça. Só aqui, em Usina de Letras, há umas duas dúzias de tipos com esse perfil.

Quem dos fundamentalistas esquerdistas de Usina se candidata à “justa causa” de eliminar Olavo?

Ah! Os bravos talibãs de Mídia Independente irão dizer que é tudo brincadeirinha, que hoje é “April Fool’s Day”. Seria, mesmo, apenas o dia primeiro de abril? Será?


P.S.:

O CMI, claro, apagou suas pegadas criminosas na internet. O link http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2003/03/251552.shtml está desativado. Confira o texto de Olavo sobre o assunto em https://olavodecarvalho.org/salto-qualitativo/

F. Maier (12/07/2021)



Cartas-->Carta ao Aroldo, o Estatólatra babaca -- 31/10/2006 - 11:35 (Félix Maier)

https://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=24036&cat=Cartas&vinda=S

De:
Enviado: sábado, 28 de outubro de 2006 18:01:32
Para: ttacitus@hotmail.com
Assunto: Usina de Letras -- Contato do Leitor

| | | Caixa de Entrada


Mensagem referente ao texto - curriculo.
Enviado Por: AROLDO B.C. DE MELLO
Da cidade : SÃO MATEUS - ES

VÊ-SE Q O SR. É UM CARA LETRADO, PORÉM DE
"PRIrATIZAÇÃO" NÃO ENTENDE BULUFAS NENHUMA. ATÉ EU
Q SOU UM DEBILÓIDE E CONSEGUISSE CONVEN$$$$ER O
FHC A ME VENDER A CVRD PELO PREÇO DE 3BÍ(COM FINAN
CIAMENTO DO BNDES), COM O MESMO MONTANTE EM CAIXA
E SABENDO Q O SEU VALOR
DE MERCADO ERA DE 10 A 15 VEZES MAIS Q ISSO.
ATÉ EU CONSIGUIRIA AUMENTAR SEU PREÇO DE MERCADO,
AUMENTANDO O PREÇO DO MINÉRIO, DE SEUS SUBPRODUTOS
E OUTROS SERVIÇOS COM COMPLA$$EN$$IA DE FHC, COMO
FEZ OS NOVOS "DONOS" DA EMPRESA.
NÃO SOU PARTIDÁRIO DE LULA NEM NUNCA O FUI, E O
TEMPO PROVOU Q NÃO ESTAVA ERRADO... MAS POR FAVOR
QUERER DEFENDER O ENTREGUISTA DO FHC É DEMAIS...
PENA Q NESSE PAÍS AINDA NÃO APRENDEMOS IR AS
RUAS COMO EM OUTROS PAÍSES E REAGIRMOS COM ENERGIA
E RAÇA. COISA Q TÁ FALTANDO A NÓS BRASILEIROS,
PORQUE SOMOS UMA CAMBADA DE COVARDES. MAS AO MENOS
TENHO CONSCIENCIA DE QUE FHC É CRÁPULA E AINDA TEM
BRASILEIROS Q....
PELAMORDEDEUS Q PAÍS O SR MORA????????????


Resposta a Aroldo

Félix Maier

As privatizações realizadas por FHC foram úteis ao povo brasileiro.

Como diria o esquartejador, "vamos por partes".

Antes das privatizações, um telefone custava, em média, o equivalente a R$ 6 mil no Rio de Janeiro. Na Ilha do Governador custava R$ 13 mil, na Barra da Tijuca, R$ 15 mil. Como funcionava isso? Você pagava, p. ex., em 24 prestações e depois ainda tinha que esperar anos, anos e anos para que instalassem a linha. Em Brasília, no Plano Piloto, em 1992, eu comprei uma linha por 800 dólares (eu sei disso, porque foi o equivalente a isso que eu paguei, quando retornei do Egito), cerca de R$ 2 mil.

Depois das privatizações, você não paga mais pelo uso da linha, seja o telefone fixo, seja o celular. No fixo, hoje, você paga apenas a taxa de instalação, não mais a linha em si. Em ambos os sistemas - fixo e celular - você paga pelo que consome. No Brasil pós-privatização, todos os brasileiros têm condições de comprar um telefone, mesmo uma empregada doméstica ou um faxineiro. É incalculável o benefício que o celular trouxe a milhões de brasileiros, profissionais liberais ou autônomos, que podem distribuir cartões com seu celular, para angariar uma infinidade de novos clientes.

Com a Embraer, foi a mesma coisa. De uma empresa quase falida, depois da privatização, triplicou o número de funcionários e é um dos carros-chefe das exportações brasileiras. Hoje, a Embraer é uma multinacional próspera, está criando plantas industriais na China e no Sudeste asiático.

E com a Vale do Rio Doce, o que aconteceu? A última edição da revista Veja traz números que só provam que a privatização foi benéfica para o País, não maléfica, como você Aroldo, ignorantão pela própria natureza, ousa afirmar.

No artigo "O salto da Vale", pg. 88 a 89, lê-se que "A privatização foi decisiva para o crescimento da Vale do Rio Doce, que, com a compra da Inco (por US$ 13,3 bilhões), se tornou a segunda maior mineradora do mundo" (pg. 88).

Números da Vale:

Vendas de minério de ferro e pelotas (em milhões de toneladas):
1997: 100
2005: 252,2

Número de funcionários (diretos):
1997: 11.000
2005: 39.000

Lucro líquido:
1997: 350 milhões de dólares
2005: 4,8 bilhões de dólares

Valor de mercado:
1997: 9 bilhões de dólares
2006: 77 bilhões de dólares

Números de países em que está presente:
1997: 7
2006: 18

Ainda Veja:

"A Vale, criada em 1942, constituía uma exceção à infeficiência reinante nas estatais. Desde 1974 era a maior exportadora de minério de ferro do mundo. Mas o Estado funcionava como um freio que impedia seu pleno desenvolvimento. A companhia era competitiva internacionalmente. No Brasil, entretanto, submetia-se aos órgãos de controle de preço do governo. E, a partir de 1979, quando foi criada a Secretaria de Controle de Empresas Estatais (Sest), perdeu completamente a autonomia. Não podia gastar, ainda que fosse para gerar mais receita. Estava, portanto, condenada ao sucateamento, num processo estimulado também por focos de ineficiência típicos de empresas estatais. Os processos de licitação eram burocratizados, havia restrições à contratação de pessoal e limites a reajustes salariais, sem falar na nefasta ingerência política na nomeação de diretores. Hoje a companhia tem uma política de incentivos que permite a contratação de profissionais de primeira linha, o que contribui para aumentar sua eficiência. A privatização deu à Vale liberdade de gestão, e isso é o que está por trás do desempenho atual , resume Tito Martins, diretor de Assuntos Corporativos da empresa" (pg. 88 e 89).

"Um outro estudo, de 1996, feito pelo BNDES pelo economista Armando Castelar, mostra que, no conjunto de 46 empresas privatizadas entre 1981 e 1994, o faturamento cresceu 27%, as vendas por funcionários subiram 83%, o patrimônio triplicou e o investimento quadruplicou" (pg. 89).

Portanto, caro Aroldo: deixa de escrever asneiras. Procure antes se inteirar do assunto para não falar bobagem. Privatização, na maioria dos casos, só traz benefícios ao país, por eliminar o fator político de sua administração, assim como estancar a hemorragia de verbas desviadas pela corrupção inerente a toda atividade governamental. Veja o caso dos Correios, Banco do Brasil (Visanet), CEF e Petrobrás, todos mastodontes federais a serviço da ladroagem petista.

Se a Petrossauro não fosse estatal, se em 1953 os nacionalisteiros babacas e os socialistas retrógrados não tivessem vencido a queda de braço "o petróleo é nosso", criando um monopólio estatal, por certo hoje estaríamos pagando uma gasolina muito mais barata. A Argentina, p. ex., que começou a explorar o petróleo na mesma época que o Brasil, não caiu na armadilha xenófoba e nacionalisteira, deixando que várias empresas, nacionais e internacionais, tocassem o negócio. Em 5 anos, eles estavam exportando petróleo. Hoje, na Argentina se paga a metade do preço por um litro de gasolina. Idiotas como você, Aroldo, acham que é bom pagar o dobro pelo litro da gasolina...

Nacionalisteiros babacas e socialistas retrógrados, os verdadeiros males do Brasil são! No Brasil, infelizmente, há muitos militares que também se apresentam como nacionalistas, porém são apenas babacas, por contribuirem em prejudicar a sociedade brasileira.



Cartas-->Carta de um canalha para outro maior ainda -- 25/04/2007 - 15:09 (Félix Maier)

https://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=24547&cat=Cartas&vinda=S

De:
Enviado: quarta-feira, 25 de abril de 2007 12:33:25
Para: ttacitus@hotmail.com
Assunto: Usina de Letras -- Contato do Leitor

Mensagem referente ao texto É o fim: Até o Mangabeira Unger lulou!!! - Artigos.
Enviado Por: amaury jr
Da cidade: rio de janeiro

afirmo que o senhor e o maior enbusteiro que tive o desprazer de conhecer afirmo que enquanto eu viver jamais porei os olhos em outro artigo seu afirmo que nenhum de seus descendentes pode ser pessoa decente se tiver como orientador um
pusilamine como o senhor afirmo que esta sua atual postura que hora aflora movida por 30 dinheiros e por um minimo de poder e a face verdadeira do seu carater corrompido afirmo que agora o senhor esta onde merece no meio dos
canalhas como o senhor.

***

Resposta de Félix (26/4/2007):

Amaury,

Em primeiro lugar, canalha é a mãe. Se há alguém corrupto, que se vendeu por 30 dinheiros, é a cambada que você defende, ou seja, a cambada petista e aliados, metida até o rabo em mensalões, sangue-sugagem e centenas de outras falcatruas.

Outra coisa, idiota: o artigo nem meu é, vê se presta mais atenção no que lê por aí.

Até nunca mais,

Félix


Cartas-->Carta de Félix ao Aroldo -- 13/06/2007 - 16:11 (Félix Maier)

https://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=24669&cat=Cartas&vinda=S

From: seoarodo@petrobras.com.br
To: ttacitus@hotmail.com
Subject: Usina de Letras -- Contato do Leitor
Date: Thu, 7 Jun 2007 16:10:41 -0300 (BRT)

Mensagem referente ao texto Lula e Gandhi - Artigos.
Enviado Por: aroldo barcellos c. de mello
Da cidade: SÃO MATEUS - ES

SR. FÉLIX, BOA TARDE.

A RESPEITO DO TEXTO ACIMA ESTOU DE PLENO ACORDO
COM O SR., MAS NÃO SE ESQUEÇA DE QUE NO SEU CURRÍCULO CONSTA DE Q VSA SRIA TAMBÉM CONHECEU AFRICA, ORIENTE MÉDIO, PARTE DA EUROPA E OUTROS CANTOS MAIS ÀS CUSTAS DO NOSSO IMPOSTO E COM DIÁRIAS PAGAS EM MOEDA NACIONAL E EM DOLAR. PORTANTO MEU CARO SR. NÃO CUSPA PRÁ CIMA
JAMAIS..................


***

Minha resposta ao Aroldo

Brasília, 13/6/2007

Sr. Aroldo,

Deixa de ser babaca! Enquanto Lula viaja pelo Brasil e pelo mundo de graça (não pagando nada pelo Aerolula, pela comida e por hotel), ainda recebe diárias por essas andanças inúteis, que, nas viagens ao exterior, são pagas em dólares. Eu, para viajar com minha família a Israel e aproveitar a milhagem de volta, pela Europa, dei uma rápida parada em Roma, Paris e Lisboa, tudo pago com dinheiro do meu bolso (hotel, comida, táxi etc.), não com diárias do governo federal.

Não fica difícil saber por que Lula ficou milionário em 5 anos de governo, passando de R$ 400.000,00 para cerca de R$ 1.000.000,00. Eu, ao contrário, estou financiando meu apartamento até 2016, principalmente porque a Encol, a quem eu paguei um apartamento à vista com os dólares guardados da missão no exterior, não me entregou o imóvel, tendo um prejuízo, por baixo, de cerca de R$ 100.000,00 (incluindo as despesas com advogado). Consegui reaver em torno de R$ 57.000,00, ao ser vendido o esqueleto e o terreno em questão, que, por obra e graça de Deus e do gestor da massa falida, não colocou tal bem no inventário e permitiu que fizéssemos uma escritura, cada comprador, da fração ideal do terreno. FHC, o maldito, que deu bilhões de reais aos bancos (PROER), não foi capaz de financiar o prejuízo de 42.000 compradores, cujas famílias foram jogadas na sarjeta e cuja soma para resolver o problema, então, não ultrapassava R$ 1,5 bilhão.

Portanto, Aroldo, ao fazer comparações por aí, não confunda cu com bunda.

Att,

F. Maier



Cartas-->Amigos do Presidente Lula ou meliantes da Internet? -- 27/08/2007 - 11:14 (Félix Maier)

https://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=24839&cat=Cartas&vinda=S

Amigos do Presidente Lula ou meliantes da Internet?

Félix Maier

Os baba-ovos do sapo barbudo, autoproclamados "Os Amigos do Presidente Lula", postaram uma mentira a meu respeito, no endereço http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2007/08/textos-falsos-na-internet.html. Trata-se da cópia de um texto de um facínora que se esconde na Internet, vulgo "Biradantas", cujo texto original pode ser encontrado no endereço http://www.fotolog.com/biradantas/24537942. Como o leitor pode constatar, o texto transcrito abaixo tem autoria, sim, e não é minha: é do comandante de A320 (modelo do Airbus acidentado em Congonhas), que atende pelo nome de Paulo Marcelo Soares.

Na sexta-feira, dia 24/8/2007, foi postada uma outra patifaria pelos babadores dos ovos do Lula, no endereço http://users.smartgb.com/g/g.php?a=s&i=g13-04225-e2, em que um marginal petista, com pretensões de hacker, prometia descobrir o IP do meu computador para fuçar minha declaração de Imposto de Renda. Helena Sthephanowitz, autora e editora do site que propala o banditismo virtual, não teve coragem de manter o texto do/a canalha no site, deletando o nome do réu/ré confesso/a.

Da mesma forma como acataram a mentira acima, criada por Bira-biruta, os meliantes petistas também tentaram descredenciar a autoria de uma carta escrita por uma mãe que perdeu um filho em Congonhas, cujo texto eu também postei em Usina de Letras, sob o título "Carta de mãe que perdeu o filho na tragédia de Congonhas".

É este o nível apresentado pelo site dos meliantes petistas. O que não deve causar espanto, pois se trata de patifes que se aproveitam da democracia brasileira para tentar acabar com ela, como já fez Hugo Chávez na Venezuela. O que eles desejam é transformar o Brasil numa Cuba continental, governado pelo socialismo petista, como se pode comprovar no vídeo acessível no endereço http://www.youtube.com/watch?v=VNPjm0qfByc.

O mentiroso Bira-biruta me acusa de direitista. Não sei o que ele quer dizer com isso. O que eu sei sobre direita e esquerda é o seguinte:

"Direita": Trata-se do sujeito que procura fazer as coisas certas, "direitas". Já "esquerda" tem origem no vocábulo latino "sinistro", mesmo termo copiado pela língua italiana. Um nome muito bem apropriado, por tratar-se de uma corrente política que promoveu o genocídio de mais de 110 milhões de pessoas no mundo todo, através dos regimes totalitários comunistas existentes na China, União Soviética, Leste europeu, Coréia do Norte, Vietnã, Cuba, e mais o que a Peste Vermelha matou pelo mundo durante o século XX, a exemplo dos grupos terroristas que infernizaram a África e a América Latina, com milhares de mortos nestes locais também.

O que mais penso sobre "direita" e "esquerda"? Os muçulmanos utilizam a mão esquerda para limpar a bunda. É a mão "suja". Já a mão direita, a mão "limpa", é utilizada para causas mais nobres, como pegar alimentos e cumprimentar as pessoas...

Fora Lula!

Fora PT!

Fora Foro de São Paulo!


Por Paulo Marcelo Soares, Comandante de A320

(postado no Forum FSIM-BR)

Olá Amigos:

Em primeiro lugar gostaria de agradecer a todas as manifestações de preocupação comigo, tanto no momento daquela noite trágica, quanto nos dias seguintes. Agradeço de coração a todos. Informo também que estou bem, porém, bastante abalado, triste, indignado com o sacrifício inútil de 200 vidas.

No momento do acidente eu estava em Buenos Aires. Havia voado o PR-MBK na noite do dia 15 para o dia 16. Sim, o reversor do motor numero 2 estava inoperante, mas como eu já disse dezenas de vezes aqui na lista, quem para avião é FREIO, é o atrito do pneu na pista, e não reversor. Falarei mais sobre isso daqui a pouco. Na noite do dia 16, eu pousei em CGH (Congonhas). Não havia chuva, mas a pista estava bastante molhada. Estava com 90 pax no meu avião. Toquei na marca de 500, o avião aquaplanou e eu tomei susto. Um dos maiores sustos em meus 17 anos de aviação profissional.

Eu gostaria muito, na verdade eu daria tudo para ter no meu jump seat os (ir)responsáveis por esta crise que se arrasta há meses. Queria que eles vissem o anti-skid trabalhando, a aeronave escorregando para a lateral da pista. Queria que eles vissem as luzes da cabeceira oposta chegando rapidamente, e nós lá, sem poder fazer nada.

Queria que eles sentissem a tremedeira que eu e meu copiloto sentimos quando livramos a pista lá na taxiway "E" (a última).

E, acima de tudo, QUERIA QUE ELES TIVESSEM A CARA DE PAU DE DIZER QUE A PISTA DE CONGONHAS NÃO TEM PROBLEMAS!!!!!!

Não varei a pista naquela noite por sorte. Não foi por habilidade, foi pura e simples SORTE.

Sorte que meus colegas no MBK não tiveram.

Eu não sou pai de santo, mas esta tragédia já era prevista há MUITO tempo, e eu escrevi aqui na lista por mais de uma vez. Agora que mais 200 pessoas morreram, será que vai acontecer alguma mudança? Claro que não!

Mas vamos aos fatos e aos comentários sobre a montanha de especulações que naturalmente apareceram nos últimos dias. Agora até arremetida é motivo de 1ª página nos sites. Aliás, belíssima arremetida daquele F-100...

Não vou especular sobre as causas do acidente.

Estas especulações todas não levam a nada, só aumentam a desinformação e prejudicam a todos que trabalham na aviação. Tudo o que eu pude saber do acidente foi através da internet e de noticiários da TV. Ou seja, a credibilidade destas informações é próxima de zero. Só saberemos as prováveis (na verdade o conjunto de) causas após a análise do CVR/FDR. O que eu posso dizer aqui é:


1- Distância de parada
Vamos considerar as condições abaixo:

Elevação da Pista = 2600 ft
Peso de pouso = 66 toneladas (4 toneladas superior ao do avião acidentado e 1.5 ton acima do Max Landing Weight)
Pista contaminada com 6.3 mm de água (muito mais do que declarado pela twr) Zero componente de vento de proa (havia uma pequena componente de proa, mas vamos desconsiderar)
Ambos os reversos INOPERANTES

A distância de pouso de um A-320 nestas condições seria de 1841 metros, sendo que a pista 35L de CGH (Congonhas) tem 1940 metros, embora a LDA para a pista 35 seja de 1880m. Notem que esta distância de pouso assume o cruzamento da cabeceira a 50 ft, toque na marca de 1000 ft e parada total da aeronave. Como "bônus" o toque ocorreu um pouco antes da marca de 1000 ft segundo as filmagens e 1 reversor foi utilizado.
Além disso a aeronave estava com 62.7 toneladas. Neste peso a aeronave precisaria de 1729 metros até sua parada total, sem usar reversores.
A operação com 1 reversor inoperante em pistas molhadas/contaminadas é normal e prevista, mesmo porque nas análises de pouso o reverso nunca é considerado. Não existe uma grande assimetria direcional, desde é claro, que vc tenha uma boa aderência da aeronave na pista. E de fato, pela filmagem pode-se ver que a aeronave manteve o eixo até o terço final da pista eixo até o terço final da pista, que é uma área bastante emborrachada e ainda mais escorregadia que a parte central.
A velocidade de aquaplanagem é função da pressão dos pneus, e para o A-320 é considerado que abaixo de 115 Kt não deveria haver aquaplanagem. Mas em uma pista coberta por uma lâmina de água e sem drenagem eficiente, a aquaplanagem pode acontecer a velocidades baixíssimas. Já tivemos casos de aeronaves que não tiveram o que chamamos de "cornering effect" ou seja, a capacidade do trem de nariz de mudar a direção da aeronave, a velocidades tão baixas quanto 20 kt.
Tanto que o manual recomenda não tentar qualquer curva abaixo de 10 Kt em pistas escorregadias. Pelo que vimos aqui, a aeronave tinha performance para parar com segurança na pista naquele dia. Mas todos nós vimos os trágicos resultados. Está mais do que óbvio que a pista de CGH (Congonhas) apresenta problemas. Foram 4 derrapagens e um acidente fatal, sem contar os inúmeros sustos que por sorte não viraram tragédia. O problema é que a torre não informa nem o tipo de contaminação, nem o braking action, que poderia dar uma informação mais precisa. Pior, a pista apresenta contaminação irregular, ou seja, alguns pontos tem frenagem melhor do que outros.

2- Vídeos do acidente
A comparação que fizeram das velocidades da aeronave que precedeu o pouso do MBK e dele próprio é no mínimo ridícula! Quando pousamos nestas condições, procuramos parar a aeronave o mais rápido possível. Não se sabe o peso que estava o A-320 que o precedeu, e se ele aquaplanou ou não (certamente não). Se vc não aquaplanar, dá para se parar o A-320 em pouco mais da metade da pista, ou seja, vc vai estar em velocidade de táxi um pouco depois da interseção central (onde mostra a outra câmera). E vai taxiar até a interseção "F" a no máaaaximo 20 kt para não correr o risco de derrapar ao tentar livrar a pista. Note que o piloto da aeronave precedente já estava com os reversos fechados, ou seja, já estava em vel de táxi. O MBK passou bem mais rápido? Claro, mas simplesmente porque não tinha frenagem. Pelo que eu vi dos vídeos o reverso do motor 1 estava funcionando sim.

3- Automatismo da aeronave:
Outra afirmação ridícula de gente que nunca nem entrou em um jato comercial, quanto mais em um Airbus! Já disse e repito. A única coisa que não dá para se fazer em um Airbus é estolar a aeronave e/ou coloca-la em atitude anormal. O resto é igual a um avião convencional.
No solo então, ele é um avião como qualquer outro... Os entendidos de plantão já se animaram a procurar no sistema de controles FBW a causa para o acidente. Estranho. Todas as outras aeronaves que derraparam em CGH (Congonhas) NÃO eram FBW... O 737-300 que varou a pista em POA não era FBW, o MD-11 que varou a pista em NAT NÃO era FBW. O Boeing 737-700 que varou a pista em NVT NÃO era FBW... Estes 3 exemplos só não resultaram em tragédias porque a pista não era CGH (Congonhas)... Então este papo de que se fosse outra aeronave não teria acontecido, não cola.

Amigos. Esta tragédia pode vir a ter várias causas e fatores contribuintes, só saberemos a verdade daqui a alguns meses. Eu espero que o (des)governo finalmente acorde e tenha um pingo de seriedade para com o setor aéreo. Espero que estas mortes, bem como as do vôo 1907 não tenham sido em vão. O momento agora é de profundo luto.
Queria ter mandado uma mensagem antes, mas estou no meio de uma programação bem puxada. Devo tentar postar algo mais detalhado nos próximos dias.

Um grande abraço a todos!


Cartas-->Carta a Wagner Bruno -- 11/09/2007 - 16:26 (Félix Maier)

https://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=24879&cat=Cartas&vinda=S

Mensagem recebida de um leitor:

Usina de Letras -- Contato do Leitor‏
De: wagnerbruno@pop.com.br
Enviada: terça-feira, 11 de setembro de 2007 20:28:19
Para: ttacitus@hotmail.com

Mensagem referente ao texto Carta do coronel Monteiro ao Marechal Jobim - Cartas. (*)
Enviado Por: Bruno
Da cidade : Ponta Grossa-Pr

Grande fã da Ditadura Militar, poder tomado pela força da mão armada, imagino que delira de prazer com Mussolini, Hitler, Stalin...


*

Resposta a Bruno (11/09/2007):

(Homem de Ponta Grossa só gosta comer mulher de Campo Largo...)

Bruno,

Você é um imbecil ou um embusteiro, que finge não saber o que realmente ocorreu em 1964? Não houve "poder tomado a força da mão armada", como você afirma, pois nenhum tiro foi dado. Os militares tomaram o poder por exigência da população que, em passeatas que chegaram a 1 milhão de pessoas, pediram a imediata intevenção das Forças Armadas para dar um basta na bandalheira e na subversão comunista promovidas pela dupla dinâmica Jango-Brizola.

Outro embuste seu é comparar a ditadura militar brasileira com as ditaduras de Hitler, Mussolini e Stalin. A Cuba de Fidel Castro, o Abutre do Caribe que você deve adorar, é uma ditadura mil vezes mais feroz do que a brasileira. Fidel mandou fuzilar em torno de 30.000 cubanos, muitos até hoje são torturados nas prisões da Ilha. O dissidente Armando Valladares, autor de "Contra toda a esperança", só porque não permitiu que os militantes comunistas colocassem um adesivo em sua mesa de trabalho na Caixa Econômica "Se Fidel é comunista, que me ponham na lista: eu estou de acordo com ele", pegou 22 anos de prisão no "Gulag das Américas", ficando aleijado por 8 anos, tendo que andar em cadeira de rodas. Dois milhões de cubanos fugiram do inferno comunista, muitos em bóias de câmaras de pneu de caminhão e troncos de bananeira, enfrentando tubarões. Ora, se o "paraíso cubano" é tão lindo assim, por que tanta gente fugiu de lá? Por que será que Jorge Amado e Chico Buarque sempre apoiaram o regime de Fidel, porém compraram apartamento em Paris?

Não, idiota, não são os militares que estão delirando com a volta da ditadura. Este delírio vem de patifes como você. Basta ler o que foi aprovado no 3º Congresso do PT. Vocês, sim, é que desejam uma ditadura no Brasil no estilo de Hugo Chávez. O que todas as pessoas realmente democráticas do Brasil temem é que o PT e aliados levem adiante o objetivo do Foro de São Paulo, organização criminosa criada por Lula e Fidel, que tem entre seus membros grupos terroristas e narcotraficantes, como as FARC (Colômbia) e o MIR (Chile). O sonho dos petistas e de patifes como você é transformar nossa região em uma nova União Soviética, a famigerada União das Repúblicas Socialistas da América Latina (URSAL), tenha esse nome ou não.

Não, o delírio não vem dos militares. Vem da Peste Vermelha instalada no comando do Brasil que você defende com unhas e dentes, pitbull de Lula que você é.

No pasarán!


Félix


***

Bruno, de novo:

Date: Fri, 14 Sep 2007 16:11:05 -0300
Subject: RE: Usina de Letras -- Contato do Leitor
From: wagnerbruno@pop.com.br
To: ttacitus@hotmail.com

Meu caro correspondente,

Pelo seu vocabulário vc deve ser um desequilibrado. Nunca afirmei nenhuma posição política-social-econômica, portanto vc não sabe qual é a minha, já vc reafirmou a sua posição, então lhe critiquei sem nenhuma ofensa e democraticamente, se é que um filhotinho da Ditadura sabe o que é isso. A população que pediu para a tomada do poder por parte dos Militares deve ser a sua família. Fingir não saber, vc deve estar de muita brincadeira, ou é um filho de militar com visão distorcida de fatos (o que não é difícil, pois existem neonazistas). Vamos aos fatos argumentativos:

A crise política se arrastava desde a renúncia de Jânio Quadros em 1961. O vice de Jânio era João Goulart, que assumiu a presidência num clima político adverso. O governo de João Goulart (1961-1964) foi marcado pela abertura às organizações sociais. Estudantes, organização populares e trabalhadores ganharam espaço, causando a preocupação das classes conservadoras como, por exemplo, os empresários, banqueiros, Igreja Católica, militares e classe média. Todos temiam uma guinada do Brasil para o lado socialista. Vale lembrar, que neste período, o mundo vivia o auge da Guerra Fria. Este estilo populista e de esquerda, chegou a gerar até mesmo preocupação nos EUA, que junto com as classes conservadoras brasileiras, temiam um golpe comunista. Os partidos de oposição, como a União Democrática Nacional (UDN) e o Partido Social Democrático (PSD), acusavam Jango de estar planejando um golpe de esquerda e de ser o responsável pela carestia e pelo desabastecimento que o Brasil enfrentava. No dia 13 de março de 1964, João Goulart realiza um grande comício na Central do Brasil ( Rio de Janeiro ), onde defende as Reformas de Base. Neste plano, Jango prometia mudanças radicais na estrutura agrária, econômica e educacional do país. Seis dias depois, em 19 de março, os conservadores organizam uma manifestação contra as intenções de João Goulart. Foi a Marcha da Família com Deus pela Liberdade, que reuniu milhares de pessoas pelas ruas do centro da cidade de São Paulo.

O clima de crise política e as tensões sociais aumentavam a cada dia. No dia 31 de março de 1964, tropas de Minas Gerais e São Paulo saem às ruas. Para evitar uma guerra civil, Jango deixa o país refugiando-se no Uruguai. Os militares tomam o poder. Em 9 de abril, é decretado o Ato Institucional Número 1 ( AI-1 ). Este, cassa mandatos políticos de opositores ao regime militar e tira a estabilidade de funcionários públicos, depois veio tudo aquilo que vc já sabe...Costa e Silva, AI-5, Médici, Anos de Chumbo, Perseguições, Torturas, Doi Codi, Delegado Sérgio Fleury.....

Será que precisa o que mais para vc enxergar os reacionários que defende, ou será que sou eu mesmo que não sei o quê ocorreu neste lamentável ano de 1964.

Observe que estou somente usando fatos históricos que realmente aconteceram,sem mencionar qualquer atributo à sua pessoa, isso sim é alto nivél, pouco ensinado neste regiminho de merda que só afundou-nos na lama o qual vc é fã.

Sds


***

Nova resposta a Bruno:

De: Félix Maier (ttacitus@hotmail.com)
Enviada: segunda-feira, 17 de setembro de 2007 18:46:33
Para: wagner bruno de sousa (wagnerbruno@pop.com.br)

Caro leitor,

Você continua sem saber o que ocorreu no Brasil. A verdade é que já no governo Goulart havia centros de guerrilha sendo comprados no interior do Brasil, como em Pernambuco e Goiás, com dinheiro cubano. Vai me dizer que não sabia disso... Depois da tomada do poder pelos militares, que foi uma ação exigida pela sociedade brasileira, para acabar com a baderna da dupla Jango-Brizola, os comunistas se organizaram em inúmeros grupos terroristas, principalmente a partir de 1968, com a orientação da OLAS cubana, com a missão de criar inúmeros "vietnãs" na América Latina, a pedido de Fidel Castrol. Che Guevara criou seu vietnãzinho na Bolívia, onde foi morto e mandado mais cedo para o inferno. No Brasil, proliferaram os grupos terroristas de Lamarca, Marighela, Apolônio de Carvalho, José Genoíno, José Dirceu etc., que promoviam assaltos a bancos, assaltos a quartéis e casas d armas para roubo de armamento e munição, assassinatos de brasileiros e estrangeiros (principalmente americanos), seqüestros de estrangeiros, para libertação de terroristas presos. O que eles queriam não era a volta da democracia: eles queriam implantar aqui uma ditadura comunista, como a existente em Cuba, mil vezes mais cruel do que a ditadura militar.

Só não entende isso quem é louco, idiota ou embusteiro. Você não é louco, nem idiota, portanto só pode ser um mentiroso, como são os petistas atuais, que se apresentam como "democratas", porém pretendem transformar nossa região em uma nova União Soviética, a famigerada União das Repúblicas Socialistas da América Latina (URSAL), com esse ou qualquer outro nome, através do Foro de São Paulo, uma organização criminosa, que tem entre seus membros grupos de terroristas e narcotraficantes, como o MIR chileno e as FARC, organização essa fundada por Fidel Castro e Lula da Silva em 1990, cujo modelo político é Cuba. Dentro da estratégia traçada pelo Foro, o tiranete Hugo Chávez está levando a Venezuela ao inferno socialista, Evo Morales e o presidente do Equador seguem as mesmas ordens do Abutre do Caribe, e os petistas sonham em nos levar a esse inferno também. Vai me dizer também que nunca ouviu falar do Foro de São Paulo e o seu projeto de comunização de toda a América Latina...

Os únicos erros dos militares foram os seguintes:

- não terem fuzilado os terroristas que tinham as mãos sujas de sangue, como fez Pinochet no Chile; hoje, o Brasil seria um país mais limpo e não teríamos que engolir muitos desses criminosos alçados a altos cargos públicos;
- não terem promovido eleições gerais para candidatos civis após o governo Médici, quando os terroristias haviam sido derrotados.

O mais é história mentirosa que os terroristas de esquerda contam e imbecis como você acreditam.

Até nunca mais ver,

Félix


 (*) Cartas-->Carta do coronel Monteiro ao Marechal Jobim -- 23/08/2007 - 15:28 (Félix Maier)

https://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=24837&cat=Cartas&vinda=S

Omissão injustificável!

Meus Senhores:

Li, com profunda tristeza, que o Sr. Ministro NELSON JOBIM (não sei se já foi promovido a Marechal, pelo "longo" tempo de permanência na função), foi à entrega dos espadins dos cadetes da vetusta AMAN de tão grande tradição de manutenção da Democracia deste País continental e lá, proferiu eloqüente discurso sobre o Marechal LUIZ ALVES DE LIMA E SILVA, o Duque de Caxias, Patrono da Força Terrestre, todavia OMITIU (sem sombra de dúvida, deliberadamente), o nome do ínclito Marechal EMILIO GARRASTAZÚ MÉDICI, que identifica a Turma ora recipiendária do ESPADIM, que repercutiu de maneira estrondosa no seio do estamento militar, mormente da Reserva, mais dono do próprio nariz e não sujeito - graças aos Céus - às injunções comuns e pertinentes ao pessoal da Ativa, razão das omissões por vezes danosas, inclusive à formação dos futuros Oficiais do Exército, no caso.

A própria imprensa que enaltece indivíduos execráveis como Lamarca, Prestes, Leonardo Boff, José Dirceu, Guevara eoutros cujos nomes nos causam repugnância, criou a imagem do digno General MÉDICI, principalmente no exercício da Presidência da República ao seu tempo, tachando-o de torturador, malvado, impiedoso e outros negativos, cujo perfil foi diametralmente oposto a esses designativos.

O General MÉDICI, foi, sem sombra de dúvida, o melhor dos Presidentes militares e um dos melhores do Século XX, quando o Brasil tornou-se um País de sucessos, emergiu como a 8a. economia do planeta e aqui se verificou obras físicas e legislativas de marca indelével, todavia a mesma Mídia lincada aos cofres públicos e "agradável" à cambada reinante, elogia e enaltece Guevara e Fidel (agora Chavez) e criou essa imagem negativa do grande militar brasileiro. Homem simples, esportista natural, ia aos estádios assistir às partidas de futebol com simples guarda de segurança, sem alarde e quando o locutor anunciava sua presença, era OVACIONADO e aplaudido de pé, e não constantemente VAIADO como o Sr. Lulla da Silva que tem merecido - pelo menos - UMA POR SEMANA, mas se tem de ser amigo do Rei. Dá pontos!

O General MÉDICI, conterrâneo do Ministro da Defesa, ainda bem que filho de Bagé, certa feita perguntado se desejava assumir a Presidência da PETROBRÁS (tradicional cabide de emprego;e de sinecuras), com a simplicidade que lhe era peculiar e desprovido de ambições, declinou DIZENDO QUE NADA ENTENDIA DE PETRÓLEO! Que diferença!

Ao final do seu venturoso governo, os puxa-sacos de plantão, acólitos de sempre de quem está por cima, convidaram-no para um cargo na Senatoria. Declinou, mais uma vez e disse que se retiraria para seu sítio em Bagé, ou ficaria no seu apartamento próprio, adquiridos antes da presidência, no curso de sua vitoriosa carreira, apesar dos vencimentos parcos tão comuns aos militares desde os FONSECA, muitos dos filhos de D. Rosa. O Marechal DEODORO, ainda Presidente, disse certa feita a RUY BARBOSA, seu Ministro da Fazenda (naquele tempo não eram os 39 ministérios de Lulla), referindo-se a um empréstimo que pedira para socorrer seu irmão HERMES, Interventor da Província da Bahia: "QUEM QUER SER RICO, NÃO SE TORNA MILITAR, PADRE OU JUIZ!" E hoje os Juizes das Altas Cortes verdadeiros nababos.

O General MÉDICI, Sr. Ministro, como os demais COSTA E SILVA, CASTELO BRANCO, GEISEL E FIGUEIREDO, jamais desejaram se perpetuar no cargo E PODERIAM. Cada qual ficou seu tempo e passou o boné. E o mais gratificante e altamente significativo para nós militares, sempre necessitados, porém com brios que não nos deixamos vender a alma por dinheiro maldito e nos mantemos enrolados na Bandeira, nenhum deles abriu ou manteve CONTA NO EXTERIOR, nem mesmo os gaúchos em bancos de paises fronteiriços, Atgentina ou Uruguai, quanto mais CIFRADA e em PARAISO FISCAL.

Finalizando, digo aos que lerem esta mensagem e tiverem acesso e presença junto ao mais NOVO 4 ESTRELAS que lhe digam para não mais incorrer nessa heresia, pois presta um desserviço aos mais jovens, ainda em formação, que poderão enganosamente, por quem não devia, ignorar fatos positivos e que não podem ser apagados da HIstória ao bel prazer de sectarismo político exacerbado. Afinal, o PMDB do Ministro, o mesmo de RENAN CALHEIROS, de JÁDER BARBALHO e de OUTROS INVESTIGADOS E JÁ CASSADOS, originou-se do MDB partido criado como oposição à ARENA, em pleno Governo militar.

Não estranhem, meus companheiros, que o Sr. Ministro que omitiu o nome do Patrono da turma de Cadetes da AMAN em dia tão comemorado, venha a decretar, no âmbito de sua Força, hasteamento da Bandeira a meio pau, pela morte do carniceiro do Caribe, o facínora FIDEL CASTRO RUIZ!

Grande abraço (nos amigos).

Mário MONTEIRO Campos-Cel Dent Ref EB

Salvador-BA

"O BRASIL ACIMA DE TUDO!"

SALVE O SOLDADO DO EXÉRCITO BRASILEIRO, NO SEU DIA E SEMPRE e o Mal. EMÍLIO GARRASTAZÚ MÉDICI seja um símbolo perene.


(O autor autoriza a divulgação, mantendo-o na forma integral e com o seu nome).



Cartas-->Carta a Marco Antonio Pontes -- 06/03/2008 - 15:57 (Félix Maier)

https://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=25343&cat=Cartas&vinda=S

Brasília, 06/03/2008

Caro Marco Antonio Pontes,

Em sua coluna do Jornal da Comunidade, 1º a 7 de março 2008, o Sr. mais uma vez tece loas ao regime tirânico de Fidel Castro, assim como, de costume, aproveita para outra vez criticar a revista Veja, por cumprir sua função básica, qual seja, informar ao público o que tem ocorrido na ditadura comunista de Cuba. Tempos atrás o Sr. já enaltecera no Comunidade a Ilha-prisão comandada pelo Abutre do Caribe, dizendo que lá morriam menos crianças do que nos EUA, 7 contra 8/mil habitantes, se não me engano. Ora, comparar uma população sistematicamente dirigida e vigiada em uma pequena Ilha, que durante décadas recebia gorda mesada de Moscou, um território de apenas 11 milhões de habitantes, com um país que tem uma população de mais de 295 milhões, como é o caso dos EUA, onde coexistem refugiados (especialmente da Cuba que o Sr. tanto enaltece), imigrantes de todas as partes do mundo, em busca de uma vida melhor, é uma impostura total.

Convém lembrá-lo que Cuba, antes da Revolução castrista, já tinha um dos melhores indicadores sócio-econômicos da América Latina, cuja situação só piorou depois de Castro (Cfr. dados da revista Veja de 27/02/08). Em Cuba não existe Educação, apenas adestramento doutrinário marxista; os diplomas de medicina fornecidos por Cuba não são aceitos pelo Conselho Nacional de Medicina brasileiro, para desespero dos petralhas e seus simpatizantes. A Saúde cubana é uma miséria igual ou pior que a brasileira; basta ler o livro Trilogia Suja de Havana, de Pedro Juan Gutiérrez, para saber o que lá se passa.

Uma pergunta simples: por que será que ninguém vai morar na Cuba castrista, que o Sr. tanto venera, e milhões arriscam a própria vida para entrar nos EUA, que o Sr. tanto odeia?

Quanto à Veja, é a melhor revista brasileira, pois não poupa críticas a quem quer que seja, quando existe autoritarismo e corrupção: a ditadura militar dos generais-presidentes, a corrupção do Governo Collor, a corrupção dos Anões do Congresso, a corrupção verificada durante o governo FHC (como a compra de votos de parlamentares para aprovar a reeleição) e, finalmente, a magna corrupção deste governo petista dos mensaleiros e dos cartões corporativos que, uma vez, se apresentou como ético - sem comentar a história de vida nada edificante de seus atuais lugares-tenentes, como José Sarney, Jader Barbalho e Renan Calheiros. Além do mais, a defesa da Veja é, principalmente, em favor das liberdades individuais, do livre empreendorismo e de um Estado mais enxuto, que deixe para os empresários as atividades econômicas e assuma de vez sua atividade-fim, qual seja: Saúde, Educação e Segurança.

Voltando a Cuba: tenho a dizer que julgo que há dois tipos de pessoas que enaltecem Fidel Castro:

1) os idiotas, que não entendem nada do que se passa em volta; e

2) os patifes, que aberta, cínica e conscientemente apóiam o maior assassino das Américas, Fidel Castro, que fuzilou em torno de 17.000 pessoas e até hoje promove a tortura a presos políticos. A única diferença entre Fidel e Pol Pot é que este matou 20% da população do Camboja, enquanto que aquele foi responsável pelo êxodo de 20% da população de seu país.

Desculpe por importuná-lo com esta mensagem um tanto longa, porém não deve haver condescendência a tirano algum, seja o "coma andante" Fidel, seja o "ditador" Pinochet - como vocês, da esquerda, denominam essas figuras. Quem elogia Fidel, deve também elogiar Stalin e Hitler, por uma questão de coerência.

Atenciosamente,

Félix Maier
www.midiasemmascara.com.br

***

Em sua coluna do Jornal da Comunidade, de 15 a 21 de março de 2008, Marco Antônio Pontes assim respondeu:

“Um leitor furibundo

Bravo, furibundo mesmo, ficou um leitor com o que eu disse aqui sobre Cuba e Fidel. Chama-se Félix Maier e já me escrevera antes; tive o prazer de acolher-lhe oportunas opiniões sobre temas como defesa da Amazônia, do petróleo e outras riquezas nossas, alvo da cobiça internacional. Dele transcrevi, também, eventuais discordâncias.

Mas dessa vez ele não diverge: encoleriza-se. Não argumenta: agride. Não critica: ofende.

Irrita-se porque ousei encontrar algo positivo em Cuba, para ele apenas uma ‘ilha-prisão’ sob ‘ditadura comunista’, de ‘população dirigida e vigiada’, onde ‘não existe educação, apenas adestramento doutrinário marxista’, a saúde é ‘uma miséria igual ou pior que a brasileira’... – tudo bem diferente do que divulga a imprensa livre de várias partes do mundo e relatam viajantes que lá estiveram. Fidel Castro, para ele, é o ‘abutre do Caribe’, ditador comparável a Hitler e Stalin; e repete, cruelmente, o mau gosto de Veja quanto à doença que o derrubou, chamando-o ‘coma andante’.

A este humilde colunista oferece duas alternativas: serei idiota ou patife.

Um leitor furibundo (II)

Na longa catilinária o senhor Maier só elogia os Estados Unidos e a revista Veja, fonte quase exclusiva de suas ‘informações’ sobre a ilha. Quase, disse, porque ele também cita a Trilogia suja de Havana, de Pedro Juan Gutiérrez, ácido crítico das mazelas de seu país.

Compulsivo ledor, suportei estoicamente a anacrônica verrina anticomunista de Veja sobre a transição em Cuba. Já do escritor cubano gostei muito de tudo o que li, inclusive a excelente Trilogia..., que o irado senhor Maier leu mal – ou saberia que os problemas ali relatados, que ele imagina atuais, são parte da crise dos primeiros anos 1990, quando o colapso da União Soviética privou Cuba, subitamente, do único parceiro comercial de peso. Ante a persistência do bloqueio econômico imposto há mais de quatro décadas pelos EUA, o desabastecimento grassou e os cubanos imergiram no desemprego, na desesperança. Condição já superada, como atestam depoimentos recentes.

(Muitas coisas que o senhor Maier ignora: Pedro Juan Gutiérrez mora em Cuba, é jornalista, trabalha em Havana e lá publica livremente seus livros.)

Um leitor furibundo (III)

Ao finalizar ele é gentil, como em outras ocasiões, e desculpa-se ‘por importunar’.

Nada a desculpar, quanto às opiniões discrepantes. E perdôo a inustiça, injuriosa descompostura por constatar que o senhor Maier não leu (nem teria obrigação de ler) o mais que escrevi sobre Cuba. Do contrário saberia que costumo registrar – e lamentar, ao contrário de quem com ela regozija-se – a pobreza do povo, a verberar a falta de liberdade, sobretudo de expressão. Que, afinal, não será absoluta como pretendem os críticos mais acerbos, como o missivista. Se o fosse, como o jornalista Gutiérrez conseguiria emprego?

Tampouco me incomoda: ao assinar esta modesta coluna, compulsoriamente abro-me à crítica. Entristece-me, sim, constatar em sua carta, a par da incompreensão de meus propósitos, a ignorância dos fatos que abordamos. E, pior, a persistência de um extemporâneo anticomunismo que, se inevitável em Veja, mercê dos interesses que tresandam de sua propaganda do fundamentalismo capitalista, soa estapafúrdio em quem patrioticamente defende os interesses do Brasil.

E que nos perdoem os demais leitores, a mim e ao senhor Maier, se os importunamos com nossas longas digressões”.

***

Em sua coluna no Comunidade (29 de março a 4 de abril), Marco Antônio Pontes escreve:

“Contra-senso comum

Peço vênia para transcrever, em meio a oportuna denúncia de vícios da imprensa, um elogio a esta coluna. Honra-me a manifestação de Hélio Doyle, brilhante jornalista, defensor intransigente da liberdade de expressão?

‘Parabéns pela longeva coluna, é muito bom saber que em algum lugar da nossa imprensa há pensamento inteligente, que não se prende a preconceitos ideológicos e não se submete ao ‘senso comum’ tão em voga entre jornalistas e intelectuais midiáticos que substituem informações e análise por defesa de suas posições políticas e ‘achismos’. É triste ver o jornalismo substituído pelo panfletarismo. Seu leitor Félix Maier [que me desancou pelo que escrevi sobre Cuba] é um exemplo de sectarismo burro. Incorporou os chavões contra Cuba (como outros incorporam chavões pró...) e não admite opiniões divergentes. Dane-se a realidade, vale o ‘senso comum’.

Fidel desmente BBC

A imprensa cubana publicou, em 29 de fevereiro, texto sob o título ‘Reflexiones del Compañero Fidel’, um veemente desmentido de reportagem da BBC. Segundo o site da estatal britânica de rádio e TV, Fidel Castro e seu irmão Raul ter-se-iam empenhado em áspera discussão, aos berros, pouco antes da confirmação de Raul na chefia de governo.

Fidel garante que é mentira: ‘Quem conhece tanto Raul como eu sabe que, por elementar sentido de dignidade e respeito, tal tipo de conversa jamais poderia ter ocorrido’.

Curioso: as especulações quanto ao desentendimento entre os irmãos freqüentaram a imprensa daqui; já o desmentido só coube porque a Agência Cubana de Notícias fez-me a gentileza de enviar o texto do Comandante”.

***

Brasília, 2 de abril de 2008

Caro Marco Antônio,

Inicialmente, gostaria de agradecer o fato de o senhor não ter me chamado de “nazista” ou “fascista” na sua coluna de 15 a 21 de março de 2008, termos esses que comumente ouço de pessoas que não conseguem digerir as críticas que eu faço ao Comunismo.

Eu admiro os EUA porque aquele país é uma grande democracia, para onde afluem pessoas do mundo inteiro em busca de vida melhor, e onde existe uma miscigenação de raças só comparada à brasileira. O que não quer dizer que eu apóie sua política externa, normalmente um desastre, iniciada com o “Big Stick” (porrete) contra países latino-americanos e atualizada com a “diplomacia de cruzeiro” (dos mísseis Tomahawk), cujas bombas, além de destruírem por inteiro o Iraque, também caíram em Belgrado durante a ofensiva da OTAN contra a Sérvia no caso de Kosovo – enfim, exemplos acabados de puro genocídio, como o foram também as bombas atômicas lançadas sobre o Japão, a meu ver desnecessárias, porque o destino da guerra já estava selado. A guerra dos EUA contra o Afeganistão, em 2001, no entanto, é defensável, porque lá o regime dos talibãs abrigavam o terrorista Osama Bin Laden, mentor dos ataques contra o WTC e o Pentágono. Agora, a guerra contra o Iraque não tem explicação nenhuma, a não ser que haja por trás um poderoso lobby das indústrias de armas, que hoje faturam mais do que nunca, às custas do contribuinte norte-americano, cuja economia se encontra combalida.

Assim como Bin Laden foi parido pela União Soviética e amamentado pelos EUA, o tirano Fidel Castro é cria direta dos EUA, pelo apoio em armas que aquele país deu à Revolução Cubana para derrubar o ditador Batista, com grande apoio da mídia ianque. O mesmo erro foi feito pelos ianques quando apoiaram em armas Saddam Hussein, que entrou em guerra contra o regime dos aiatolás do Irã.

Entende-se perfeitamente o ódio que os cubanos nutrem contra os EUA (assim como os mexicanos, que perderam toda a Costa Oeste americana). A Doutrina Monroe considerava o Caribe como um “mar interno” dos EUA, para sua defesa. Isso explica as diversas invasões feitas pelos americanos em Haiti, São Domingos, Nicarágua, Granada etc. Embora os EUA tenham libertado Cuba da Espanha, impuseram àquele país a "Emenda Platt", legislação essa que permitia ingerência americana direta na Ilha, mesmo uma invasão. Essa Emenda só foi revogada em 1934, mas aí o estrago já estava feito.

E a revista Veja também tem minha admiração, por ter uma linha liberal clássica, ou seja, a defesa da liberdade de expressão, do livre empreendedorismo, da economia de mercado, da liberdade religiosa. Enfim, daquilo que se chama "capitalismo". Não tomei conhecimento da expressão “coma andante” nas páginas de Veja. Essa revista apenas repetiu uma expressão que corre há meses na internet. Quem primeiro me repassou essa nova denominação do Abutre do Caribe foi o embaixador e escritor José Osvaldo de Meira Penna, presidente do Instituto Liberal de Brasília, do qual também sou membro. A postura de Veja frente ao Comunismo não é anacrônica e extemporânea, como o senhor afirma, porém um dever de todo veículo de comunicação voltado para a defesa da liberdade humana. Já dizia Jean-François Revel, intelectual francês, autor de A obsessão Antiamericana, entre outros livros: "Deve-se combater o comunismo não em nome do liberalismo, da social-democracia ou de qualquer outro regime, mas em nome da dignidade humana". Afinal, não custa lembrar que o patrono do MST, grupo terrorista rural que prega a comunização do Brasil, é Che Guevara. E que partidos políticos de esquerda pertencem ao Foro de São Paulo, grupo espúrio e subversivo criado em 1990 por Fidel e Lula, que tem dois objetivos: 1) salvar o regime comunista cubano (por isso as contínuas “mesadas” de Lula ao Abutre – em janeiro deste ano, foram mais 1 bilhão de dólares; e o petróleo gratuito de Chávez a Cuba); e 2) criar na região uma espécie de nova União Soviética, para “recuperar na América Latina o que se perdeu no Leste europeu”, no dizer do próprio Fidel. Quem mais se aproxima no momento do modelo cubano é a Venezuela de Hugo Chávez. Convém lembrar ao senhor, colunista e estudioso do assunto, que as FARC, assim como o MIR chileno, também são sócios de Lula e do PT no Foro – o que vale dizer que, indiretamente, Lula é também sócio de Fernandinho Beira-Mar.

Respondendo ao “leitor furibundo”, o senhor comete uma "impropriedade lingüística", para não dizer uma grande mentira: de que existe um bloqueio americano contra Cuba. Na verdade, existe apenas embargo, e muito fajuto, pois os cubanos recebem há anos comida e remédios dos EUA - sem falar nos refugiados cubanos que moram nos States e enviam milhões de dólares para seus parentes em Cuba. Somente existiu “bloqueio” uma vez, por ocasião da crise dos mísseis atômicos soviéticos instalados em Cuba, e foi por um período muito curto. Se existem problemas sérios em Cuba, é em função da política econômica lá instalada pelos comunistas, não pelos malvados americanos. Esse é um chavão que todos os simpatizantes de Fidel sempre repetem e que mantém o Abutre no poder há tanto tempo. Cuba pode negociar com todos os países membros da ONU com quem têm relações diplomáticas - fato já alardeado pelas próprias autoridades cubanas. Se quase ninguém quer fazer negócios com a Ilha, é porque não convém. Ponto final.

Quanto ao escritor Gutiérrez, convém lembrar que ele perdeu o emprego por conta de sua orientação política e passou a sobreviver em Cuba praticando pequenos crimes. Basta lembrar que ficou 2 anos na cadeia por mostrar seus “instrumentos” sexuais a turistas em visita a Cuba, como ele mesmo relata em Trilogia. Os livros que ele escreve são publicados no exterior, não em Cuba, onde nada é permitido que seja publicado, a não ser que se elogie o tirano. Pelo que o senhor escreveu na coluna, até parece que Gutiérrez freqüenta a roda da elite cubana, que autografa seus livros nos cafés de Havana, com a maior liberdade possível, entre um gole de mojito e uma baforada de charuto. Vamos falar sério, senhor Marco Antônio! Quem o senhor pretende enganar?

É claro que Cuba está se modificando a partir dos meados da década de 1990, quando chegou ao fundo do poço por conta do corte da gorda mesada soviética. A Ilha do doutor Castro, livro de Corinne Cumerlato e Denis Rousseau, já aborda a nova situação, em que existem dois tipos de cidadãos cubanos: os detentores de dólares (a expressão “socialismo o muerte” foi substituído por “dolares o muerte”) e os detentores do desvalorizado peso cubano, que nada vale. A melhoria econômica cubana não é decorrente do tipo de regime implantado no país, que o senhor tanto enaltece, mas numa certa abertura econômica, em que o Exército, já anteriormente comandado por Raúl Castro, administra o turismo e fiscaliza diretamente a construção de novos hotéis, com investimento externo. Hoje, qualquer professor cubano fica louco em trocar sua profissão para ser taxista, para receber gorjetas em dólares ou euros dos turistas. A China tem hoje o sucesso conhecido não devido à truculência do PC, mas à abertura do mercado, ou seja, o capitalismo que o senhor tanto execra. Se Raúl Castro liberalizar a economia, em breve teremos um novo “tigre” mostrando suas garras, desta vez no Caribe.

Quanto a Fidel desmentir a BBC, quem vai acreditar na história, mesmo que receba algumas caixas de havanas? Afinal, já dizia Lênin que "dizer a verdade é um conceito pequeno-burguês" e que "o fim justifica os meios empregados".

Eu gostaria de lembrar ao jornalista Hélio Doyle que não existe sectarismo em combater a Peste Vermelha, esteja ela onde estiver, assim como se deve combater com a mesma tenacidade também o nazismo e o fascismo – na verdade o Cérbero das três bocarras horrendas que infernizaram o mundo durante o século XX.

Finalizando, gostaria de concluir com um aforismo de Janer Cristaldo, autor de Ponche Verde: "Marxismo é como cachumba. Ou dá na idade certa, ou provoca esterilidade".

Atenciosamente,

Félix Maier

***

Em sua coluna do Comunidade, edição 1011 (12/04 a 18/04 2008), Marco Antonio faz a réplica da tréplica:

Um leitor radical

Volta à carga o leitor Félix Maier. Mas desta vez ele não vem furibundo. Até agradeceu não o haver chamado “nazista”, em função de sua catilinária anticomunista.

Continua radical, porém. Fidel Castro, para ele, é o “abutre do Caribe”. Marxismo é a “peste vermelha”. Seu texto é repleto de expressões que tais, datadas da década de 1950.

Ele reitera sua admiração pelos Estados Unidos – “uma grande democracia, para onde afluem pessoas do mundo inteiro em busca de vida melhor, e onde existe uma miscigenação de raças só comparada à brasileira” – com o que concorda este velho escriba. E também critica-lhes “a política externa, normalmente um desastre, iniciada com o ‘big stick” (porrete) contra países latino-americanos e atualizada com a ‘diplomacia de cruzeiro’ (dos mísseis Tomahawk)”, citando a destruição do Iraque e a ofensiva contra a Sérvia, “exemplos acabados de puro genocídio, como o foram também as bombas atômicas lançadas sobre o Japão”. Assino em baixo, de novo.

Um leitor radical (II)

Respeito as opiniões do senhor Maier, enquanto divirjo da maioria delas. Malgrado sua inegável erudição, parece-me que se engana quanto a alguns fatos da história recente, sobretudo quanto às relações entre os Eua e seus vizinhos ao sul. E soa-me curioso que negue haver bloqueio estadunidense contra Cuba, admitindo tratar-se apenas (?!) de “embargo”.

Infelizmente falta-me espaço para transcrever-lhe toda a longa explanação. Seria bem instrutiva para os eventuais leitores, como o foi para este colunista. Positiva e negativamente.

Vejam a pitoresca citação de um conhecido aforismo, que ele atribui a Janer Cristaldo:
“Marxismo é como cachumba. Ou dá na idade certa, ou provoca esterilidade”.

Lembro, a propósito, frase análoga e igualmente bem formulada, atribuída a tanta gente que já não sei a quem creditar a autoria:
“Quem não é radical na juventude é alienado; quem continua radical na maturidade, também.”


***

Brasília, 14/04/2008

Caro Marco Antonio,

Li sua coluna de 12/04 a 18/04 na Internet e gostaria de tecer alguns comentários que, prometo, serão os últimos sobre nossas divergências cubanas.

Hoje, ser radical não é combater a Peste Vermelha (assim como não é combater o Nazismo e o Fascismo, as outras duas bocarras do Cérbero totalitário). Ser radical, Sr. Marco Antonio, é apoiar Fidel Castro e endeusar Che Guevara, el chancho (o porco). Ser radical é apoiar as FARC, não as considerando "terroristas", mas apenas um "grupo político". Ser radical é apoiar a China, apesar do genocídio promovido contra o Tibete. Segundo o escritor soviético Alexander Soljenitsyn, "a ocupação chinesa do Tibete é obra do mais brutal e desumano de todos os regimes comunistas que já existiram no mundo". Dos seis mil mosteiros antes existentes no Tibete, os comunistas deixaram apenas oito em pé. Morreram cerca de 1.200.000 tibetanos, assassinados, torturados, ou queimados vivos em campos de concentração, além de milhares de mulheres obrigadas a abortar e esterilizadas à força.

A meu ver, a única forma de socialismo/comunismo que pode ser apoiada são os kibbutzim israelenses, onde todos são beneficiados pelo trabalho conjunto feito nas fazendas. Eu apoiaria o MST, se seguisse esse modelo e não quisesse transformar o Brasil em uma Cuba continental.

Volto a repetir: não existe bloqueio dos EUA contra Cuba, apenas embargo, e muito suave, já que aquele país fornece alimentos e remédios aos cubanos, além de milhões de dólares através dos refugiados lá estabelecidos. As leis americanas Torricelli e Helms-Burton contra Cuba, nunca aplicadas com eficácia, não impedem a Ilha de comercializar com o mundo inteiro, porque nunca houve bloqueio. Insistir em falar em "bloqueio" é continuar propalando uma grande mentira.

Não sou radical. Apenas um humilde escriba que tenta ver o mundo dentro da análise lógica, muitas vezes fria e ingrata, não dentro de sonhos fantásticos que demonstraram ser os mais terríveis pesadelos que a Humanidade já enfrentou.

Obrigado pela consideração demonstrada em sua coluna do Comunidade.

Atenciosamente,

Félix Maier

P.S.: Para conhecer alguns dos meus escritos "radicais", acesse http://www.midiasemmascara.com.br/arquivo.php?posted=S&fauth=S&aid=13&language=pt.


Cartas-->Carta a Chicão Vermelho -- 21/05/2008 - 12:02 (Félix Maier)

https://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=25532&cat=Cartas&vinda=S

Chicão Vermelho,

Quem são vocês, integrantes da Peste Vermelha, para falar de torturadores, já que sempre apoiaram regimes tirânicos como a Rússia, a China e Cuba, que deixaram um saldo de 110 milhões de esqueletos ao redor de todo o mundo, inclusive aqui na América Latrina?

Faço votos de que, algum dia, você seja trancado numa leoneira, daquelas que ainda existem em Cuba, onde os torturados são presos em uma jaula de ferro, que é posta em cima do telhado da prisão, para que o condenado torre durante o dia sob o sol e trema de frio à noite. É o que idiotas ou patifes como você merecem.

Por favor, não me remeta mais seus textos editados no fundo do Inferno Vermelho. Enfie-os em seu próprio rabo.

Até nunca mais,

Félix Maier
www.midiasemmascara.com.br


***

Torturou no passado? Tá ferrado!!‏
De: Francisco Barros (francisbar@oi.com.br)
Você pode não conhecer este remetente.Marcar como confiável|Marcar como não confiável
Enviada: quarta-feira, 21 de maio de 2008 0:23:39
Para: "Undisclosed-Recipient:;"@smtp2.oi.com.br

Esta é uma mensagem dirigida especialmente ao pessoal da DIREITA COLÉRICA.
Deguste com moderação!
--------------------------------------------------------------------
Anistia não é amnésia
(Editorial publicado no PORTAL VERMELHO)

Os últimos dias têm sido ricos em episódios que resgatam o debate sobre o papel que cada lado –a esquerda e a direita-- desempenhou na luta pela redemocratização do país.

Começou com o questionamento feito pelo senador oposicionista Agripino Maia (DEM-RN) à ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, sobre ela ter mentido quando estava sendo torturada nos porões da ditadura.

Dias depois, o Ministério Público Federal em São Paulo entrou com ação contra os torturadores Carlos Alberto Brilhante Ustra e Audir Santos Maciel. Na ação, o MPF acusa o Exército de ser o responsável pelo sigilo ilegal de documentos do Doi-Codi de São Paulo e pede que os ex-comandantes do órgão sejam pessoalmente responsabilizados por torturas, mortes e desaparecimentos.

Na semana passada, durante um ato de homenagem aos 70 anos da UNE, o ministro da Justiça, Tarso Genro, defendeu o julgamento daqueles que cometeram crimes de tortura durante o regime militar para que tenham direito à anistia política, como pleiteiam. “Alguns deles, de boa-fé, dizem que a anistia foi feita para todos, inclusive para os torturadores. Muito bem, se ela foi feita para os torturadores, eles têm que ser julgados, têm que receber uma pena e depois receber a anistia”, explicou Tarso.

O presidente nacional da OAB, Cézar Britto, defendeu a fala do ministro: “Para que eu perdoe, eu preciso saber do que estou perdoando. A razão do perdão. Por isso que insistimos que anistia não é amnésia”, argumentou Britto.
Com suas palavras, Tarso e Britto repercutiram uma antiga reivindicação dos setores democráticos que cobram esclarecimentos sobre os crimes cometidos pelo regime militar.

Como era de se esperar, a reação das viúvas da ditadura foi imediata.
O sempre inconveniente deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ), representante legislativo do que há de pior nas casernas, tentou, sem sucesso, intimidar o ministro Tarso Genro durante audiência na Câmara dos Deputados, chamando-o de “terrorista”. Ao mesmo tempo, clubes militares emitiram notas condenando a possibilidade de se rever a anistia de agentes da repressão que torturaram e mataram em nome do regime.

Parte da grande imprensa usa colunistas e editoriais para também sustentar este tipo de argumentação que tenta dizer que a Lei de Anistia, de 1979, passou uma borracha em nossa história e que mexer no baú dos anos de chumbo só trará ressentimentos e prejuízos para a sociedade brasileira. Sustentam ainda que as indenizações pagas aos anistiados que lutaram e foram perseguidos pela ditadura militar são exageradas e que seus beneficiários estão apenas se locupletando com o dinheiro público.

Diante deste tipo de argumentação, merecem ser reforçadas as palavras de Cézar Britto: “anistia não é amnésia”. Quando se anistiam pessoas que lutaram pelos valores democráticos, estamos louvando e cultivando o exemplo delas. E quando resgatamos informações sobre os crimes cometidos pelos agentes da ditadura, ainda que os criminosos sejam anistiados, estamos blindando a estrutura política do país para que as brutalidades do regime de exceção nunca mais se repitam.

Países vizinhos como Argentina, Chile e Uruguai, que também sofreram nas mãos dos militares, conduzem processos muito mais ativos e altivos de resgate de informações e punição pelos crimes políticos cometidos por seus respectivos governos militares.

O Brasil deve à sua história e ao seu povo um processo semelhante. Um primeiro passo para isso é a necessária abertura dos arquivos secretos do período da ditadura (1964-1985).


Cartas-->Carta ao Prof. Maurício Apolinário -- 21/05/2008 - 17:09 (Félix Maier)

https://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=25533&cat=Cartas&vinda=S

Prezados leitores de Usina,

Na resposta que escrevi a "Chicão Vermelho", alguns dos meus contatos também receberam o referido texto. Um deles, o Prof. Maurício Apolinário, me escreveu o seguinte:

"Date: Wed, 21 May 2008 15:08:24 -0300
From:
To: ttacitus@hotmail.com
Subject: Re: Torturou no passado? Tá ferrado!!
CC: francisbar@oi.com.br

Que diferença há entre uma ditadura militar e uma ditadura socialista (comunista)?
Que diferença há entre um Garrastazu Médice e um Fidel Castro? Nenhuma, no que respeita a tortura.
É por isso que, no meio educacional, aconselho a não tomar partido ideológico, para não infestar as salas de aula com fanatismos.
Já temos muita agressividade e violência no mundo.
Que Deus abençoe a todos.

Prof. Maurício Apolinário
Educador e escritor
Brasília - DF"

*

Resposta enviada ao Prof. Apolinário (21/05/2008):

Caro Prof. Apolinário,

Há, sim, grandes diferenças entre a ditadura de Médici e a de Fidel Castro. Uma acabou com o terrorismo no Brasil, a outra promoveu o terrorismo em toda a América Latina, fuzilou em torno de 17 mil cubanos, fez 20% de sua população fugir do país e, infelizmente, perdura até os dias de hoje. Quantos fugiram da tortura no Brasil, Prof. Apolinário? O senhor conhece pelo menos uma pessoa?

Anos atrás, eu publiquei uma carta-resposta em Usina de Letras, endereçada a Jussara Porto, a quem chamei de "Jussara do PT", por seu fanatismo pelo Partido dos Trambiqueiros (PT), cujo trecho transcrevo abaixo:

"TORTURA! Eis a palavrinha mágica que todo esquerdista tem na ponta da língua para atazanar a vida dos que combateram o comunismo no Brasil. Já foi provado que muitas das acusações feitas por Tortura Nunca Mais e ONGs assemelhadas nunca tiveram fundamento algum. E mesmo que muitas acusações tenham fundamento, ninguém pode ser perseguido por tal crime, pois houve uma LEI DA ANISTIA, que deveria servir para todos, não somente para os criminosos vermelhos.

Além do mais, a esquerda, com essa acusação simplista de “TORTURA”, com provas ou não, quer mascarar o quê? Esconder que os comunistas nunca usaram a TORTURA? Ou será que estão exigindo o monopólio da TORTURA, como visto ainda hoje em Cuba? Ou visto ontem na União Soviética, quando era comum a tortura por empalação, especialmente de cristãos, afixados em espetos até morrer?

Ora, a TORTURA, até recentemente, era praticamente usada por TODOS os que se envolviam em guerras convencionais ou de guerrilhas. Basta lembrar o bafafá que ocasionou, há algum tempo, a afirmação de um general francês, de que seu Exército empregava a TORTURA contra rebeldes da Argélia, que lutavam pela independência do país. Só recentemente, com o aparecimento de órgãos de “defesa dos direitos humanos”, começou-se a criticar a tortura como método de obtenção de informações do inimigo (ou do criminoso comum). A coisa começou com uma orquestração perfeita das esquerdas, com organizações do tipo da Anistia Internacional e do Tribunal Bertrand Russel, que somente criticavam as “torturas” praticadas pelos países que combatiam o terrorismo e o comunismo, a exemplo do Brasil, esquecendo-se de criticar as “torturas” executadas nos países comunistas (União Soviética, Europa oriental, China, Albânia, Cuba, Coréia do Norte, Vietnã etc...). É essa a “moral de cueca” (cagada) da esquerda, que não consegue esconder sua própria bosta e sente náuseas com o mau cheiro alheio?

Esquerdistas em geral e petistas em particular têm como lema essa “moral de cueca”. Nenhum desses cretinos condena a tortura ainda hoje praticada em Cuba, na China e na Coréia do Norte, países criminosos que são por eles defendidos a unhas e dentes (e mortes e torturas, se necessário). Porém, essa corja não se cansa de lembrar a “tortura” de ontem no Brasil, hoje atinente aos anais da história, como se um tipo de tortura (a praticada por comunistas) fosse mais “humana” do que aquela praticada por anticomunistas."


Pelo menos, concordamos, Prof. Apolinário, o senhor e eu, a respeito da tortura: ela é um ato bárbaro que nunca deveria ser empregado. Eu defendo os coronéis Ustra e Maciel por terem bravamente lutado contra a Peste Vermelha em nosso País. Eles, possivelmente, devem ter, também, utilizado muitas das armas dos terroristas. Neste tipo de guerra suja, não existe serviço limpo. É serviço sujo mesmo! Aliás, não acredito em nada do que comunista fala, já que, de acordo com a orientação de Lênin, "a verdade é um conceito burguês" e "os fins justificam os meios".

Muitas das acusações feitas contra militares são totalmente falsas. É uma forma de promover o revanchismo contra as Forças Armadas e obter gorda indenização dos cofres públicos, cujo montante está chegando à estratosférica soma de R$ 4 bilhões!, a metade do que a Alemanha pagou a Israel por conta do Holocausto. Tipinhos como Carlos Heitor "Coin" (Moeda), Ziraldo e Jaguar, mesmo não sendo terroristas, também receberam sua "piñata" de mais de R$ 1 milhão. Um descalabro nunca visto em parte alguma do mundo.

Aliás, terroristas vermelhos foram para a cadeia na Alemanha (Baader-Meinhof) e na Itália (Brigadas Vermelhas). Aqui, os terroristas, que deveriam apodrecer no xadrez, andam soltos, leves e fagueiros, e até se tornam ministros de Estado! E recebem indenizações fabulosas! Estamos ou não vivendo em uma República Socialista dos Bandidos?

Não fosse a abnegação de militares como os coronéis Ustra e Maciel, que agora estão sendo execrados pela Peste Vermelha, com apoio total do Béria Tupiniquim, Tarso Genro, hoje estaríamos no mínimo vivendo uma guerra civil como a ocasionada pelas FARC na Colômbia.

A Lei da Anistia foi criada para colocar um ponto final nesta triste história recente do Brasil, não para beneficiar apenas um dos lados - logo o lado dos bandidos. Se é para levar para os tribunais os militares citados, que sejam também indiciados os terroristas, sequestradores, assassinos, assaltantes de bancos, de quartéis e de casas d`armas. Muitos desses facínoras ocuparam altos cargos no governo FHC, outros ocupam no governo Lula. Não é preciso citar seus nomes, pois é do conhecimento de todos os que usam a Internet. Clique em http://www.ternuma.com.br/aonde.htm e conheça a ficha criminal de muitos deles.

Infelizmente, a tortura existe diariamente em muitas delegacias e prisões do Brasil, como provam contínuos relatórios feitos pela ONU. Por que Tarso Genro não procura acabar com essa vergonhosa mancha em nossa história atual, aferrando-se a um passado que há muito tempo já deveria estar enterrado? É porque não passa de um farsante, de um embusteiro que tenta recriar, com seus comparsas do Foro de São Paulo, uma nova União Soviética em nossa região, a tal União das Repúblicas Socialistas da América Latrina (URSAL). A respeito deste fascista guasca, como diria Diego Casagrande, Olavo de Carvalho escreveu o seguinte em "Os homens certos no lugar certo":

"Chamar o sr. Tarso Genro de terrorista e mentiroso, como o fez o deputado Jair Bolsonaro no memorável dia 15 de maio, é uma simples questão de rigor histórico.

Quanto ao primeiro desses qualificativos, o ministro, que participou ativamente de uma organização dedicada a atentados e homicídios – sob a desculpa de lutar contra uma ditadura que ele chamava de assassina mas colocando-se a serviço de outra ditadura incomparavelmente mais assassina –, continua alardeando sua fidelidade ao marxismo, doutrina explicitamente terrorista. Por definição, o porta-voz de uma doutrina terrorista é terrorista, mesmo depois que a idade e as circunstâncias o dispensaram da parte mais grosseira e suja do serviço." (Cfr. texto completo em http://www.ternuma.com.br/olavo086.htm).

Ah! Já ia-me esquecendo. O Sr. fala que no meio educacional não se deve tomar partido ideológico. Muito bem, também concordo com essa afirmação. Como explicar, então, a massiva doutrinação marxista existente em nossas escolas, fato que há muito vem sendo denunciado pelo Dr. Miguel Nagib no site Escola Sem Partido (http://www.escolasempartido.org/), assunto esse também levantado por Ali Kamel em O Globo e na revista Época? Por que nas escolas brasileiras Cuba é enaltecida e o capitalismo americano espinafrado? O Sr., como educador, tem o dever moral de ajudar a acabar com essa patifaria. Eu, particularmente, gostaria de saber o que o senhor anda ensinando a seus alunos sobre esse assunto.

Atenciosamente,

Félix Maier


Cartas-->Chico Vermelho: Fascicomunista tem nostalgia da chibata! -- 24/11/2008 - 23:27 (Félix Maier)

https://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=26104&cat=Cartas&vinda=S

Resposta à tréplica de Chico Vermelho de raiva, o fascicomunista que tem nostalgia da chibata!

24/11/2008

Lá vem Chico Vermelho, o fascista-comunista, querendo me dar aula de História! Era só o que faltava!

João Cândido pode ser "almirante negro" para idiotas como você e pras negas dele, quando ancorava nos portos para "trocar óleo". Para o Brasil, ele não passa de um assassino, já que desencadeou uma revolta que provocou várias mortes.

Se você não encontrou nenhum sujeito "bronzeado" na Marinha é porque você não passa de um cretino, porque lá existem muitos homens de cor. Talvez não um negro puro, o que hoje já é muito difícil de ser encontrado no Brasil, devido à miscigenação de sua gente. Mas mulato, eu tenho certeza de que existem muitos na Marinha. A propósito: por que vocês chamam a Camila Pitanga de "negra" (como ela mesma se autodenomina), se ela é apenas uma morena clara, tendo sangue europeu e africano - portanto uma "euro-africana", não uma "afro-brasileira", como prega a enrolação linguística do movimento negro? Para a marujada não vale esse embuste que vocês empregam todo dia, transformando mulatos, morenos e pardos em negros retintos, do tipo zulu?

Só um babaca como você poderia dizer que a Marinha é racista e não aceita negros. Onde isto está escrito, seu mentiroso? Calúnia é o forte de todo petralha. Mas garanto que nenhum branco consiga entrar no grupo de percussão Timbalada... Se na Marinha não existem "negros" na quantidade que você gostaria de ver, é porque eles não estão interessados em vestir farda. Devem ter outras prioridades - como jogar futebol, ser cantor de "raiz", criar grupos de pagode e percussão, ir atrás de profissões mais rentáveis que a dos militares. Hoje em dia, como já ocorre há muito tempo, as Forças Armadas estão abertas a todos os jovens brasileiros, independente da cor da pele. Se existe algum obstáculo, esse impecilho é a falta de estudo dos jovens, e o culpado disso não é a cor da pele das pessoas, mas a situação lastimável de nosso ensino básico e fundamental, que está falido.

Quanto à sua suposição de que, se algum oficial da Marinha tivesse comparecido à solenidade, poderia ser expulso a pontapés, isto prova que você e a cambada que lá estava não passam de fascistas, pois não admitem que ninguém que pensa o contrário possa participar de atos públicos - mesmo quando esse ato não passa de um circo montado pelo Babalorixá de Banânia para homenagear terroristas, assassinos e assaltantes de bancos - como frisou Lula ao elogiar Marighela e outros criminosos. Nada mais justo você pensar assim: nazismo significa, literalmente, "nacional-socialismo", que é a doutrina que todo comunista brasileiro abraça com carinho, seja com "o petróleo é nosso" (claro, dos petroleiros...), seja com "a Vale é nossa" e outras bobagens. Quando esse nacional-socialismo se mistura com o nacionalismo de alguns militares, aí nós temos o avanço do atraso total, que foram as duas décadas perdidas do Brasil em termos de avanço científico, ao ser criada a "reserva de informática" que apenas fabricava produtos piratas caros e defasados tecnologicamente.

Quem precisa aprender História é você, burro velho, que vê tudo pela ótica marxista, nada mais, e pretende reescrever a História nacional mediante um revisionismo tosco, sem levar em conta os costumes de cada época. Os castigos físicos, na época do almirante de araque arruaceiro, eram comumente aplicados a todos os subordinados, não só no Brasil, mas em várias Forças Armadas do mundo. E não era por causa da cor bronzeada de seus soldados. O Exército Brasileiro também aplicava castigos físicos aos sargentos e à soldadesca, porém nunca se viu um motim nas mesmas proporções da "revolta da chibata".

A propósito: quando eu entrei na escola, era comum o uso da palmatória pelas professoras do primário. Era um costume da época que hoje só faz sentido como registro histórico. Não será por isso que irei, agora, ao Grupo Escolar para fazer protestos contra a Diretora, nem espinafrar os professores de hoje, que nada tem a ver com o que acontecia naquela época. Da mesma forma, erguer estátua a um arruaceiro de outrora e tratá-lo como um herói nacional, como um Spartacus brasileiro, tem uma única finalidade: espinafrar ainda mais as Forças Armadas, mormente a Marinha, em mais um ato de vil revanchismo. Vindo tal ato do comandante-em-chefe das Forças Armadas prova que não temos um presidente da República, mas um agitador salafrário que se presta a espalhar confusão e caos entre os militares.

Cada tempo tem seu costume. No futuro, seremos também criticados por muitas coisas que fazemos hoje e achamos que são corretas. Transportar os costumes do tempo do onça para os dias de hoje, e tecer críticas, querendo voltar no túnel do tempo para tentar corrigir costumes que hoje não são mais aceitos, é ignorância pura ou patifaria total. Não há nada a se fazer, já que chibatadas não são mais desferidas nos traseiros dos soldados.

Quanto à má formação genético-cultural-sexual a que você se referiu, isto prova que você sabe muito bem do que se trata: você não passa de uma aberração da natureza. Porque somente patifes comunistas (desculpe o pleonasmo) como você apóiam ditaduras maoístas, stalinistas, cambojanas, cubana, etc. e os grupos terroristas brasileiros das décadas de 1960 e 70, que promoveram a morte de mais de 100 milhões de pessoas no século passado. Você deve ter vibrado com a reunião de 70 partidos terroristas comunistas que se reuniram no centro de São Paulo no final de semana passado. Só patifes como você apóiam as torturas na antiga URSS (empalamentos, gulags, etc.), as "leoneiras" ainda existentes em Cuba e a execução de dissidentes na China de hoje, ao mesmo tempo em que reclama de algumas palmadas que marinheiros levavam na bunda num passado já distante.

De toda essa história envolvendo o "almirante de araque" arruaceiro que vocês tanto veneram, eu consigo extrair apenas uma conclusão: deve ser a nostalgia da chibata...

Lá vão, então, 100 chibatadas no bundão de sua bunda sem-vergonha...

F. Maier


***

Tréplica de Chico Vermelho de raiva:

From: francisbar@oi.com.br
To: ttacitus@hotmail.com
Subject: Re: Fascicomunista sem-vergonha!
Date: Mon, 24 Nov 2008 19:32:39 -0200

FF (Félix Fascista):seus escritos demonstram que você é dominado por sentimentos preconceituosos, adquiridos, provavelmente, por má-formação genética, cultural ou, até mesmo, sexual. Nesse caso do João Cândido, por exemplo, você passa atestado de ignorante de nossa História Pátria. O almirante Karan escrever aquela baboseira, eu até compreendo (a Marinha, até hoje, é extremamente racista, odeia negros - vide se tem algum aspirante de cor na Escola Naval - eu estive lá há uns dois meses, e dos 700 e poucos alunos, não vi NENHUM NEGRO). Além disso, se o Comando da Marinha enviasse à Praça XV um respresentante para a homenagem a João Cândido, é provável que o clima iria esquentar - afinal, o grande "Almirante Negro" foi perseguido até à morte (em 1969) pela oficialidade naval, que jamais o perdoou pelos acontecimentos de 1910. Aliás, àquela época, todos foram anistiados pelo Governo e, logo após, presos, torturados e assassinados. João Cândido também não foi morto devido à grande repercussão de seu nome da imprensa (nacional e internacional), elevado que foi ao pedestal dos grandes heróis brasileiros. Isto tudo está na História, basta você conferir...
De qualquer maneira, já que você é um neófito nesse tema, aí vai uma pequena colaboração que pesquei na internet. Aprimore seus conhecimentos!

***

Mensagem recebida de Chico Vermelho:

João Cândido‏

De: Francisco Barros (francisbar@oi.com.br)
Enviada: segunda-feira, 24 de novembro de 2008 0:25:48
Para: ttacitus@hotmail.com

Félix Maier;

li seu comentário a respeito da infeliz declaração de um ex-ministro da ditadura a respeito do herói João Cândido, que acabou com o castigo da chibata na Marinha. Você afirma que "Fez muito bem a Marinha em não mandar nenhum representante ao circo montado por Lula para homenagear um "almirante de araque", o marinheiro-arruaceiro João Cândido (F. Maier).

Joâo Cândido arruaceiro? Você já leu alguma coisa sobre a Revolta da Chibata? Deveria se informar melhor, para não ficar publicando asneiras...

João Cândido, com seu movimento, provou que a Marinha (tanto daquele tempo quanto a de hoje) pode muito bem ser operativa contando apenas com os seus graduados e praças (durante a revolta, o encouraçado Minas Gerais, sob o comando de Cândido, fez manobras geniais dentro e fora da baía da Guanabara, sob os olhares incrédulos da oficialidade boçal que a tudo assistia do antigo cais Pharoux).

Se a Marinha não mandou nenhum representante ao evento, é porque ela (e as demais forças) ainda não se aclimataram com os ventos da Democracia. Aliás, um oficial da Marinha, se ali comparecesse (principalmente fardado) seria expulso a ponta-pés pelos milhares de brasileiros patriotas que ali foram para prestar essa mais do que justa (e muito tardia) homenagem ao grande herói nacionalDeixa de falar e escrever bobagens, rato fascista!


***

Réplica a Chico Vermelho (24/11/2008):

Chico Vermelho de raiva,

As Forças Armadas (FA) se sustentam na hierarquia e na disciplina. O que o Babalorixá de Banânia fez no Rio de Janeiro, acolitado por um bando de salafrários, foi exaltar as ações de amotinados, o que faz de Lula um promotor da desordem e do caos, não o comandante-em-chefe das FA que deveria ser. E você me vem falar em democracia...

Deve-se analisar a "Revolta da Chibata" com os critérios históricos que então eram válidos, não através de um revisionismo tolo, como defendido por você, uma "repaginação" marxista feita pelos sociólogos comunistóides da atualidade, que querem promover um reles arruaceiro a "almirante negro".

Quanto a me chamar de "fascista", esse termo não me atinge em absoluto, porque não existe nada mais fascista do que o governo Lula que você tanto apóia. Tanto isso é verdade que o Babalorixá de Banânia tem mais poder do que Mussolini, com suas falanges autoritárias que lhe dão sustentação política, e por isso ainda não sofreu impeachment, apesar de ser mil vezes mais corrupto que o governo de Collor: Foro de São Paulo, MST ("braço armado do PT"), UNE, CUT, PCdoB, OAB, ABI, CNBdoB, ONGs pilantrópicas, partidos aliados, cooptação da sociedade civil (universidades, empresários - especialmente banqueiros -, o meio cultural, etc.).

Fascista, portanto, é você, Chico Vermelho, junto com toda essa corja de petralhas apátridas que tomaram o poder no Brasil.

Vê se me esquece, fascicomunista sem-vergonha!

F. Maier


Cartas-->Petralha fanfarrão diz que Marinha pratica o racismo -- 28/11/2008 - 17:05 (Félix Maier)

https://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=26126&cat=Cartas&vinda=S

Petralha fanfarrão diz que Marinha pratica o racismo‏

Amigos,

Abaixo uma pequena "flame war" (guerrilha eletrônica) feita com um petralha, um tal de Francisco Barros, a quem eu chamo de "Chico Vermelho".

Abraços e um bom fim de semana!

Att,

F. Maier


From: ttacitus@hotmail.com
To: francisbar@oi.com.br
Subject: RE: Fascicomunista tem nostalgia da chibata!
Date: Fri, 28 Nov 2008 16:39:51 -0200

Não é um fanfarrão como você que vai me dizer o que eu tenha que falar ou escrever - como pretendeu me induzir ao racismo com a sua frase cor-de-rosa de boiola, aí abaixo [NEGRO TEM MAIS É QUE LEVAR CHIBATADAS]. Atenha-se ao que foi escrito por mim, não ao que sai de sua cabeça cheia de merda.

Naquele escrito que tanto o incomodou, eu lembrei a você, burro velho, que os castigos físicos se aplicavam na época a todos os subalternos militares, também do Exército, não só da Marinha. Portanto, esses castigos eram aplicados a TODOS os subalternos, não somente aos NEGROS, como você deduz por conta própria. Afinal, a escravidão já havia acabado uns 20 anos.

Se você é o machão que diz ser, processe a Marinha, por racismo! Calúnia dá processo! E aí, tá cagando fininho?



From: francisbar@oi.com.br
To: ttacitus@hotmail.com
Subject: Re: Fascicomunista tem nostalgia da chibata!
Date: Fri, 28 Nov 2008 01:10:41 -0200

Já deu para perceber que você, além de um covarde nojento, não entende nadica de nada dos costumes da Marinha...
Vá se informar melhor, ô vira-latas!


----- Original Message -----
From: Félix Maier
To: Francisco Barros
Sent: Friday, November 28, 2008 12:51 AM
Subject: RE: Fascicomunista tem nostalgia da chibata!

Deixa de proferir mentiras: a Marinha não seleciona ninguém por raça, seu idiota. Calúnia dá processo!


From: francisbar@oi.com.br
To: ttacitus@hotmail.com
Subject: Re: Fascicomunista tem nostalgia da chibata!
Date: Fri, 28 Nov 2008 00:38:28 -0200

Félix Babaca: demorei um pouco para responder à sua ultima diatribe porque estava acampado no Pantanal, curtindo uma pescaria.
Portanto, agora que já descamei e comi uns peixinhos deliciosos, vamos ao que interessa:
Na merdalhança escrita pelo almirante Alfredo Karan, lá está: " ...onde estava servindo João Candido Felisberto, um marinheiro de RAÇA NEGRA...".
Por que Karan teve que informar que o marinheiro era da "raça" negra? Aliás, raça é coisa de cachorro... Tinha alguma importância esse detalhe no contexto histórico? Ou era, apenas, para registrar a sua aversão aos negros, "uma raça inferior, que tinha que levar chibatadas", segundo seu pensamento (seu e do Karan!)?
Está vendo como sua defesa do Karan é completamente furada? Quando eu lhe informei que, visitando a Escola Naval neste segundo semestre de 2008, não vi um único aluno negro, é porque a Marinha de hoje, assim como a de 1910, ainda seleciona seus integrantes por RAÇA!
Félix, seu imbecil: saiba que discriminação racial é crime inafiançável!
Agora, me mande de volta um e-mail dizendo que estou errado, que NEGRO TEM MAIS É QUE LEVAR CHIBATADAS, para que eu te meta na cadeia.
Vamos lá, cara! Mostre que você é um HOMEM DE VERDADE, conforme tenta fazer crer à massa ignara que lê os seus escritos fedendo a xulé...


----- Original Message -----
From: Félix Maier
To: Francisco Barros
Sent: Monday, November 24, 2008 11:26 PM
Subject: Fascicomunista tem nostalgia da chibata!

Chico Vermelho de raiva, o fascicomunista que tem nostalgia da chibata!

Lá vem Chico Vermelho, o fascista-comunista, querendo me dar aula de História! Era só o que faltava!

João Cândido pode ser "almirante negro" para idiotas como você e pras negas dele, quando ancorava nos portos para "trocar óleo". Para o Brasil, ele não passa de um assassino, já que desencadeou uma revolta que provocou várias mortes.

Se você não encontrou nenhum sujeito "bronzeado" na Marinha é porque você não passa de um cretino, porque lá existem muitos homens de cor. Talvez não um negro puro, o que hoje já é muito difícil de ser encontrado no Brasil, devido à miscigenação de sua gente. Mas mulato, eu tenho certeza de que existem muitos na Marinha. A propósito: por que vocês chamam a Camila Pitanga de "negra" (como ela mesma se autodenomina), se ela é apenas uma morena clara, tendo sangue europeu e africano - portanto uma "euro-africana", não uma "afro-brasileira", como prega a enrolação linguística do movimento negro? Para a marujada não vale esse embuste que vocês empregam todo dia, transformando mulatos, morenos e pardos em negros retintos, do tipo zulu?

Só um babaca como você poderia dizer que a Marinha é racista e não aceita negros. Onde isto está escrito, seu mentiroso? Calúnia é o forte de todo petralha. Mas garanto que nenhum branco consiga entrar no grupo de percussão Timbalada... Se na Marinha não existem "negros" na quantidade que você gostaria de ver, é porque eles não estão interessados em vestir farda. Devem ter outras prioridades - como jogar futebol, ser cantor de "raiz", criar grupos de pagode e percussão, ir atrás de profissões mais rentáveis que a dos militares. Hoje em dia, como já ocorre há muito tempo, as Forças Armadas estão abertas a todos os jovens brasileiros, independente da cor da pele. Se existe algum obstáculo, esse impecilho é a falta de estudo dos jovens, e o culpado disso não é a cor da pele das pessoas, mas a situação lastimável de nosso ensino básico e fundamental, que está falido.

Quanto à sua suposição de que, se algum oficial da Marinha tivesse comparecido à solenidade, poderia ser expulso a pontapés, isto prova que você e a cambada que lá estava não passam de fascistas, pois não admitem que ninguém que pensa o contrário possa participar de atos públicos - mesmo quando esse ato não passa de um circo montado pelo Babalorixá de Banânia para homenagear terroristas, assassinos e assaltantes de bancos - como frisou Lula ao elogiar Marighela e outros criminosos. Nada mais justo você pensar assim: nazismo significa, literalmente, "nacional-socialismo", que é a doutrina que todo comunista brasileiro abraça com carinho, seja com "o petróleo é nosso" (claro, dos petroleiros...), seja com "a Vale é nossa" e outras bobagens. Quando esse nacional-socialismo se mistura com o nacionalismo de alguns militares, aí nós temos o avanço do atraso total, que foram as duas décadas perdidas do Brasil em termos de avanço científico, ao ser criada a "reserva de informática" que apenas fabricava produtos piratas caros e defasados tecnologicamente.

Quem precisa aprender História é você, burro velho, que vê tudo pela ótica marxista, nada mais, e pretende reescrever a História nacional mediante um revisionismo tosco, sem levar em conta os costumes de cada época. Os castigos físicos, na época do almirante de araque arruaceiro, eram comumente aplicados a todos os subordinados, não só no Brasil, mas em várias Forças Armadas do mundo. E não era por causa da cor bronzeada de seus soldados. O Exército Brasileiro também aplicava castigos físicos aos sargentos e à soldadesca, porém nunca se viu um motim nas mesmas proporções da "revolta da chibata".

A propósito: quando eu entrei na escola, era comum o uso da palmatória pelas professoras do primário. Era um costume da época que hoje só faz sentido como registro histórico. Não será por isso que irei, agora, ao Grupo Escolar para fazer protestos contra a Diretora, nem espinafrar os professores de hoje, que nada tem a ver com o que acontecia naquela época. Da mesma forma, erguer estátua a um arruaceiro de outrora e tratá-lo como um herói nacional, como um Spartacus brasileiro, tem uma única finalidade: espinafrar ainda mais as Forças Armadas, mormente a Marinha, em mais um ato de vil revanchismo. Vindo tal ato do comandante-em-chefe das Forças Armadas prova que não temos um presidente da República, mas um agitador salafrário que se presta a espalhar confusão e caos entre os militares.

Cada tempo tem seu costume. No futuro, seremos também criticados por muitas coisas que fazemos hoje e achamos que são corretas. Transportar os costumes do tempo do onça para os dias de hoje, e tecer críticas, querendo voltar no túnel do tempo para tentar corrigir costumes que hoje não são mais aceitos, é ignorância pura ou patifaria total. Não há nada a se fazer, já que chibatadas não são mais desferidas nos traseiros dos soldados.

Quanto à má formação genético-cultural-sexual a que você se referiu, isto prova que você sabe muito bem do que se trata: você não passa de uma aberração da natureza. Porque somente patifes comunistas (desculpe o pleonasmo) como você apóiam ditaduras maoístas, stalinistas, cambojanas, cubana, etc. e os grupos terroristas brasileiros das décadas de 1960 e 70, que promoveram a morte de mais de 100 milhões de pessoas no século passado. Você deve ter vibrado com a reunião de 70 partidos terroristas comunistas que se reuniram no centro de São Paulo no final de semana passado. Só patifes como você apóiam as torturas na antiga URSS (empalamentos, gulags, etc.), as "leoneiras" ainda existentes em Cuba e a execução de dissidentes na China de hoje, ao mesmo tempo em que reclama de algumas palmadas que marinheiros levavam na bunda num passado já distante.

De toda essa história envolvendo o "almirante de araque" arruaceiro que vocês tanto veneram, eu consigo extrair apenas uma conclusão: deve ser a nostalgia da chibata...

Lá vão, então, 100 chibatadas no bundão de sua bunda sem-vergonha...

F. Maier


From: francisbar@oi.com.br
To: ttacitus@hotmail.com
Subject: Re: Fascicomunista sem-vergonha!
Date: Mon, 24 Nov 2008 19:32:39 -0200

FF (Félix Fascista):seus escritos demonstram que você é dominado por sentimentos preconceituosos, adquiridos, provavelmente, por má-formação genética, cultural ou, até mesmo, sexual. Nesse caso do João Cândido, por exemplo, você passa atestado de ignorante de nossa História Pátria. O almirante Karan escrever aquela baboseira, eu até compreendo (a Marinha, até hoje, é extremamente racista, odeia negros - vide se tem algum aspirante de cor na Escola Naval - eu estive lá há uns dois meses, e dos 700 e poucos alunos, não vi NENHUM NEGRO). Além disso, se o Comando da Marinha enviasse à Praça XV um respresentante para a homenagem a João Cândido, é provável que o clima iria esquentar - afinal, o grande "Almirante Negro" foi perseguido até à morte (em 1969) pela oficialidade naval, que jamais o perdoou pelos acontecimentos de 1910. Aliás, àquela época, todos foram anistiados pelo Governo e, logo após, presos, torturados e assassinados. João Cândido também não foi morto devido à grande repercussão de seu nome da imprensa (nacional e internacional), elevado que foi ao pedestal dos grandes heróis brasileiros. Isto tudo está na História, basta você conferir...
De qualquer maneira, já que você é um neófito nesse tema, aí vai uma pequena colaboração que pesquei na internet. Aprimore seus conhecimentos!

-----------------------------------------------

A REVOLTA DA CHIBATA

João Cândido, o Almirante Negro

O Congresso brasileiro restabeleceu, no mês de agosto de 2003, os direitos de todos os marinheiros envolvidos na chamada "Revolta da Chibata", ocorrida em 1910. O decreto devolve aos marinheiros suas patentes, permitindo que recebam na Justiça os valores a que teriam direito se tivessem permanecido na ativa. Após 93 anos, resgata-se a memória dos marujos, especialmente do líder da Revolta, João Cândido Felisberto, o "Almirante Negro".

Para entender a história de João Cândido e da Revolta da Chibata - uma das poucas revoltas populares que atingiu seus objetivos no Brasil - é preciso voltar a 1910. Neste ano, no meio de uma grande instabilidade política, o militar Hermes da Fonseca é eleito para a presidência.

Na noite do dia 22 de novembro de 1910, o novo presidente recebe a notícia: os canhões de alguns dos principais navios de guerra da Marinha Brasileira – neste momento ancorados em frente à cidade, na Baía de Guanabara - apontam para a capital do Rio de Janeiro e para o próprio palácio de governo. As tripulações se rebelaram e tomaram os principais navios da frota.

O Minas Gerais, um dos modernos navios recém-adquiridos pela Marinha na época da Revolta

Três oficiais e o comandante do encouraçado Minas Gerais, João Batista das Neves, estão mortos. Os demais oficiais são pegos de surpresa: os marinheiros manobram a frota exemplarmente, como não acontecia sob seu comando. O movimento, articulado por marinheiros como Francisco Dias Martins, o "Mão Negra" e os cabos Gregório e Avelino, tem como seu porta-voz o timoneiro João Cândido.

A última chicotada

Os motivos principais da Revolta eram simples: o descontentamento com os baixos soldos, a alimentação de má qualidade e, principalmente, os humilhantes castigos corporais. Estes haviam sido abolidos no começo do século, acompanhando o final da escravidão, sendo depois reativados pela Marinha como forma de manter a disciplina a bordo.

No Minas Gerais, por exemplo, no dia da Revolta, o marinheiro Marcelino Menezes é chicoteado como um escravo por oficiais, à frente de toda a tripulação. Segundo jornais da época, recebe 250 chibatadas. Desmaia, mas o castigo continua. O movimento então eclode. João Cândido no primeiro momento não está presente. No calor da luta, são mortos os oficiais presentes no navio, o que terá conseqüências trágicas para os revoltosos.

Além do Minas Gerais, os marinheiros tomam os navios Bahia, São Paulo, Deodoro, Timbira e Tamoio. Hasteiam bandeiras vermelhas e um pavilhão: "Ordem e Liberdade". A frota inclui mais de 80 canhões, que são apontados para a cidade. Alguns tiros de aviso chegam a ser disparados. Os marujos enviam um radiograma, onde apresentam ao governo suas exigências: querem o fim efetivo dos castigos corporais; o perdão por sua ação e que melhorem suas condições de trabalho.

A Marinha quer punir a insubordinação e a morte dos oficiais. O governo, contudo, cede. A ameaça à cidade e ao poder de Hermes da Fonseca são reais. Aprovam-se então medidas que acabam com as chibatadas e também um projeto que anistia os amotinados. Depois de cinco dias, a revolta termina vitoriosa.

A despedida do marinheiro

Os jornais da época anunciam o término da Revolta: quase 3.000 pessoas. Os mais ricos - fugiram da cidade. A população subiu aos morros para ver as manobras da Armada

Os marinheiros, em festa, entregam os navios. O uso da chibata como norma de punição disciplinar na Marinha de Guerra do Brasil finalmente está extinto.

Logo, no entanto, o governo trai a anistia. Os marinheiros começam a ser perseguidos. Surgem notícias de uma nova revolta, desta vez no quartel da Ilha das Cobras. O governo recebe plenos poderes do Congresso para agir. A ilha é cercada e bombardeada.

Cerca de 100 marinheiros são presos e mandados, nos porões do navio "Satélite" - misturados a ladrões, prostitutas e desocupados recolhidos pela polícia para "limpar" a capital - para trabalhos forçados na Comissão Rondon, ou simplesmente para serem abandonados na Floresta Amazônica. Na lista de seus nomes, entregue ao comandante do "Satélite", alguns estão marcados por uma cruz vermelha. São os que morrerão fuzilados e, depois, serão jogados ao mar.

João Cândido é conduzido para a prisão ("Agência Estado")

João Cândido, embora não tenha participado do novo levante, também é preso e enviado para a prisão subterrânea da Ilha das Cobras, na noite de Natal de 1910, com mais 17 companheiros. Os 18 presos foram jogados em uma cela recém-lavada com água e cal. A cela ficava em um túnel subterrâneo, do qual era separada por um portão de ferro. Fechava-a ainda grossa porta de madeira, dotada de minúsculo respiradouro. O comandante do Batalhão Naval, capitão-de-fragata Marques da Rocha, por razões que ninguém sabe ao certo, levou consigo as chaves da cela e foi passar a noite de Natal no Clube Naval, embora residisse na ilha.

A falta de ventilação, a poeira da cal, o calor, a sede começaram a sufocar os presos, cujos gritos chamaram a atenção da guarda na madrugada de Natal. Por falta das chaves, o carcereiro não podia entrar na cela. Marques da Rocha só chegou à ilha às oito horas da manhã. Ao serem abertos os dois portões da solitária, só dois presos sobreviviam, João Cândido e o soldado naval João Avelino. O Natal dos demais fora paixão e morte.

O médico da Marinha, no entanto, diagnosticou a causa da morte como sendo "insolação". Marques da Rocha foi absolvido em Conselho de Guerra, promovido a capitão-de mar-e-guerra e recebido em jantar pelo presidente da República.

João Cândido continuou na prisão, às voltas com os fantasmas da noite de terror. O jornalista Edmar Morel (1979, p. 182) registrou assim seu depoimento pessoal: "Depois da retirada dos cadáveres, comecei a ouvir gemidos dos meus companheiros mortos, quando não via os infelizes, em agonia, gritando desesperadamente, rolando pelo chão de barro úmido e envoltos em verdadeiras nuvens da cal. A cena dantesca jamais saiu dos meus olhos.

Atormentado pela lembrança dos companheiros mortos, João Cândido é algum tempo depois internado em um hospício.

Perto do mar, as "pedras pisadas do cais"

Aos poucos, ele se restabelece. É solto e expulso da Marinha. Os navios mercantes não o aceitam: nenhum comandante quer por perto um ex-presidiário, agitador, negro, pobre e talvez doido. João Cândido continuará contudo perto do mar, até morrer, em 1969, aos 89 anos de idade, como simples vendedor de peixe.

Os que fizeram a Revolta da Chibata morreram ou foram presos, desmoralizados e destruídos. Seu líder terminou sem patente militar, sem aposentadoria e semi-ignorado pela História oficial. No entanto, o belíssimo samba "O Mestre-Sala dos Mares", de João Bosco e Aldir Blanc, composto nos anos 70, imortalizou João Cândido e a Revolta da Chibata. Como diz a música, seu monumento estará para sempre "nas pedras pisadas do cais". A mensagem de coragem e liberdade do "Almirante Negro" e seus companheiros resiste.


HOMENAGEM DE JOÃO BOSCO E ALDIR BLANC À "REVOLTA DA CHIBATA"

Sobre a censura à música, o compositor Aldir Blanc conta: "Tivemos diversos problemas com a censura. Ouvimos ameaças veladas de que a Marinha não toleraria loas e um marinheiro que quebrou a hierarquia e matou oficiais, etc. Fomos várias vezes censurados, apesar das mudanças que fazíamos, tentando não mutilar o que considerávamos as idéias principais da letra. Minha última ida ao Departamento de Censura, então funcionando no Palácio do Catete, me marcou profundamente. Um sujeito, bancando o durão, (...) mãos na cintura, eu sentado numa cadeira e ele de pé, com a coronha da arma no coldre há uns três centímetros do meu nariz. Aí, um outro, bancando o "bonzinho", disse mais ou menos o seguinte:

Vocês não então entendendo... Estão trocando as palavras como revolta, sangue, etc. e não é aí que a coisa tá pegando...

Eu, claro, perguntei educadamente se ele poderia me esclarecer melhor. E, como se tivesse levado um "telefone" nos tímpanos, ouvi, estarrecido a resposta, em voz mais baixa, gutural, cheia de mistério, como quem dá uma dica perigosa:

- O problema é essa história de negro, negro, negro..."


MÚSICA DE JOÃO BOSCO E ALDIR BLANCI

EM HOMENAGEM A REVOLTA DA CHIBATA

Mestre-Sala dos Mares", de João Bosco e Aldir Blanc, composto nos anos 70, imortalizou João Cândido e a Revolta da Chibata. Como diz a música, seu monumento estará para sempre "nas pedras pisadas do cais". A mensagem de coragem e liberdade do "Almirante Negro" e seus companheiros resiste.

O Mestre Sala dos Mares

(João Bosco / Aldir Blanc)

(letra original sem censura)

Há muito tempo nas águas da Guanabara

O dragão do mar reapareceu

Na figura de um bravo marinheiro

A quem a história não esqueceu

Conhecido como o almirante negro

Tinha a dignidade de um mestre sala

E ao navegar pelo mar com seu bloco de fragatas

Foi saudado no porto pelas mocinhas francesas

Jovens polacas e por batalhões de mulatas

Rubras cascatas jorravam das costas

dos negros pelas pontas das chibatas

Inundando o coração de toda tripulação

Que a exemplo do marinheiro gritava então

Glória aos piratas, às mulatas, às sereias

Glória à farofa, à cachaça, às baleias

Glória a todas as lutas inglórias

Que através da nossa história

Não esquecemos jamais

Salve o almirante negro

Que tem por monumento

As pedras pisadas do cais

Mas faz muito tempo


.................................


O Mestre Sala dos Mares

(João Bosco / Aldir Blanc)

(letra após censura durante ditadura militar)

Há muito tempo nas águas da Guanabara

O dragão do mar reapareceu

Na figura de um bravo feiticeiro

A quem a história não esqueceu

Conhecido como o navegante negro

Tinha a dignidade de um mestre sala

E ao acenar pelo mar na alegria das regatas

Foi saudado no porto pelas mocinhas francesas

Jovens polacas e por batalhões de mulatas

Rubras cascatas jorravam das costas

dos santos entre cantos e chibatas

Inundando o coração do pessoal do porão

Que a exemplo do feiticeiro gritava então

Glória aos piratas, às mulatas, às sereias

Glória à farofa, à cachaça, às baleias

Glória a todas as lutas inglórias

Que através da nossa história

Não esquecemos jamais

Salve o navegante negro

Que tem por monumento

As pedras pisadas do cais

Mas faz muito tempo


----- Original Message -----
From: Félix Maier
To: Francisco Barros
Sent: Monday, November 24, 2008 12:59 AM
Subject: Fascicomunista sem-vergonha!

Chico Vermelho de raiva,

As Forças Armadas (FA) se sustentam na hierarquia e na disciplina. O que o Babalorixá de Banânia fez no Rio de Janeiro, acolitado por um bando de salafrários, foi exaltar as ações de amotinados, o que faz de Lula um promotor da desordem e do caos, não o comandante-em-chefe das FA que deveria ser. E você me vem falar em democracia...

Deve-se analisar a "Revolta da Chibata" com os critérios históricos que então eram válidos, não através de um revisionismo tolo, como defendido por você, uma "repaginação" marxista feita pelos sociólogos comunistóides da atualidade, que querem promover um reles arruaceiro a "almirante negro".

Quanto a me chamar de "fascista", esse termo não me atinge em absoluto, porque não existe nada mais fascista do que o governo Lula que você tanto apóia. Tanto isso é verdade que o Babalorixá de Banânia tem mais poder do que Mussolini, com suas falanges autoritárias que lhe dão sustentação política, e por isso ainda não sofreu impeachment, apesar de ser mil vezes mais corrupto que o governo de Collor: Foro de São Paulo, MST ("braço armado do PT"), UNE, CUT, PCdoB, OAB, ABI, CNBdoB, ONGs pilantrópicas, partidos aliados, cooptação da sociedade civil (universidades, empresários - especialmente banqueiros -, o meio cultural, etc.).

Fascista, portanto, é você, Chico Vermelho, junto com toda essa corja de petralhas apátridas que tomaram o poder no Brasil.

Vê se me esquece, fascicomunista sem-vergonha!

F. Maier


From: francisbar@oi.com.br
To: ttacitus@hotmail.com
Subject: João Cândido
Date: Mon, 24 Nov 2008 00:25:53 -0200

Félix Maier; li seu comentário a respeito da infeliz declaração de um ex-ministro da ditadura a respeito do herói João Cândido, que acabou com o castigo da chibata na Marinha. Você afirma que "Fez muito bem a Marinha em não mandar nenhum representante ao circo montado por Lula para homenagear um "almirante de araque", o marinheiro-arruaceiro João Cândido (F. Maier).

Joâo Cândido arruaceiro? Você já leu alguma coisa sobre a Revolta da Chibata? Deveria se informar melhor, para não ficar publicando asneiras...

João Cândido, com seu movimento, provou que a Marinha (tanto daquele tempo quanto a de hoje) pode muito bem ser operativa contando apenas com os seus graduados e praças (durante a revolta, o encouraçado Minas Gerais, sob o comando de Cândido, fez manobras geniais dentro e fora da baía da Guanabara, sob os olhares incrédulos da oficialidade boçal que a tudo assistia do antigo cais Pharoux).

Se a Marinha não mandou nenhum representante ao evento, é porque ela (e as demais forças) ainda não se aclimataram com os ventos da Democracia. Aliás, um oficial da Marinha, se ali comparecesse (principalmente fardado) seria
expulso a ponta-pés pelos milhares de brasileiros patriotas que ali foram para prestar essa mais do que justa (e muito tardia) homenagem ao grande herói nacional

Deixa de falar e escrever bobagens, rato fascista!


Cartas-->Carta-resposta ao Prof. Saulo Bostas -- 28/11/2008 - 18:55 (Félix Maier)

https://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=26127&cat=Cartas&vinda=S

Prof. Saulo Bostas,

É simples, seu idiota. Vivo no País dos Petralhas.

F. Maier


Date: Fri, 28 Nov 2008 20:50:34 +0000
To: ttacitus@hotmail.com
Subject: Usina de Letras -- Contato do Leitor
From: saulo.bastos@ibest.com.br

Mensagem referente ao texto Lula elogia terroristas, assassinos e assaltantes de bancos - Artigos.

Mail enviado para: Félix Maier

Enviado Por: Saulo Velasco - saulo.bastos@ibest.com.br
Da cidade: Caxias do Sul

Apenas uma pergunta? Que mundo o senhor vive? Qual seu personagem da história preferido? Pelas suas verborrágicas linhas pode-se deduzir que é Adolf Hitler. Fazia alguns anos que não lia material tão reacionário como os seus textos. Mas uma coisa eles tem de bom, são divertidos. Prof. Saulo Rodrigo Bastos Velasco Historiador e Sociólogo.


Cartas-->Carta a Caio Garette: Entre a alienação e a idiotice -- 25/06/2009 - 11:05 (Félix Maier)

https://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=26757&cat=Cartas&vinda=S

From: Félix Maier
To: sgtsampasp@hotmail.com
Sent: Thursday, June 25, 2009 8:43 AM
Subject: Entre a alienação e a idiotice

Caio,

Acorda você, que me parece ser um alienado ou um idiota - não sei o que é pior -, que ainda está de castigo no pernoite do embuste propalado pelas esquerdas. Basta ver o que ocorreu em Cuba, na antiga Alemanha Oriental e na Coreia do Norte para saber do que o Brasil se livrou, pela justa e precisa ação dos militares.

A propósito: os governos militares trouxeram o Brasil à civilização. Antes, para fazer uma ligação telefônica de São Paulo para o Rio, levava-se até dois dias, com auxílio da telefonista. De 48º lugar, saltamos para o 8º, no PIB. Obras estruturais foram feitas na época que têm repercussão até os dias atuais: Embratel, Itaipu, Sobradinho, Urubupungá, Tucuruí, Embraer, Ponte Rio-Niterói, Banco Central, metrôs carioca e paulista. Foram os militares que trouxeram a TV a cores, com tecnologia nacional (PAL-M) desenvolvida por um militar do IME.

Médici era ovacionado quando seu nome era anunciado no Maracanã. Se ele se candidatasse, na época, ganharia de lavada. Lula levou tremenda vaia por ocasião dos Jogos Pan-Americanos. Só os ignorantes e os embusteiros apoiam as ações de corrupção do Grande Apedeuta, de molde fascista, por cooptar todos os setores da sociedade para debaixo de suas garras, de modo que não existe mais oposição política pra valer, nem passeata de estudantes e sindicalistas, pois todos (UNE, CUT etc.) recebem milhões de reais para se calarem. Bem ao estilo dos "balilas" e dos "filhos da loba" da época de Mussolini. Sem falar do MST, que também recebe milhões de Lula, via Incra, para fazer baderna e terrorismo no campo.

Para conhecer um pouco da História recente do Brasil, faço uma sugestão para você, Caio: leia os editoriais dos jornais da época. Todos apoiaram a Contra-Revolução que botou pra correr a dupla baderneira Jango-Brizola. Se você não for idiota, nem embusteiro, por certo irá mudar de opinião.

F. Maier


-------------------------------

Date: Thu, 25 Jun 2009 04:06:20 +0000
To: ttacitus@hotmail.com
Subject: Usina de Letras -- Contato do Leitor
From: sgtsampasp@hotmail.com

Mensagem referente ao texto Lembrar é preciso - Governo Médici - Ensaios.

Mail enviado para: Félix Maier

Enviado Por: Caio Garette - sgtsampasp@hotmail.com
Da cidade : São Paulo

Meu caro... Seu texto foge de toda realidade do contexto histórico ditatorial. Não seja inocente ao ponto de acreditar em ditadura ou em uma ideologia estruturada e imposta por um sistema obsoleto. Acorde... Já tocou alvorada. Bem vindo ao mundo civil e a democracia!


Cartas-->Memórias Ocultadas responde... Tem tréplica! -- 22/05/2009 - 09:41 (Félix Maier)

https://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=26587&cat=Cartas&vinda=S

De: Félix Maier [ttacitus@hotmail.com]
Enviado: segunda-feira, 18 de maio de 2009 15:35
Para: Memorias Reveladas
Assunto: Memórias Reveladas: que memórias?

À Coordenação de Memórias Reveladas,
Arquivo Nacional:

Observei que entre as fontes de referência de Memórias Reveladas, do Arquivo Nacional, estão a Fundação Perseu Abramo e o Movimento Tortura Nunca Mais. Seria ótimo e, principalmente, mais objetivo, se os Srs. também incluíssem o Movimento Terrorismo Nunca Mais (Ternuma) e A Verdade Sufocada, para que os brasileiros obtivessem informações mais amplas e, em consequência, mais confiáveis. Postar informações provenientes apenas de organizações esquerdistas e ignorar solenemente o sério trabalho realizado pelo Ternuma e A Verdade Sufocada provam que o objetivo maior desse site governamental não é prestar informação correta, mas apenas realizar propaganda ideológica de antigos terroristas. O que é uma vergonha atroz, pois não há o mínimo de respeito pela História recente do País.

Como essa iniciativa partiu de antigos terroristas, como Tarso Genro e Paulo Vanucchi, que querem reformular a Lei da Anistia, de modo a processar apenas militares tidos como "torturadores", deixando de fora os "terroristas", não era de se esperar outra coisa. Terrorista uma vez, terrorista sempre!

Terrorismo Nunca Mais,

Félix Maier


Contato:

Memórias Reveladas - Centro de Referência das Lutas Políticas no Brasil (1964-1985)

Arquivo Nacional - Coordenação
Praça da República, 173 - Centro - Rio de Janeiro
20211-350
E-mail: memoriasreveladas@arquivonacional.gov.br
Tel. (21) 2179-1360

***

From: memoriasreveladas@arquivonacional.gov.br
To: ttacitus@hotmail.com
Date: Mon, 18 May 2009 18:17:02 -0300
Subject: RES: Memórias Reveladas: que memórias?

Prezado Sr. FÉLIX MAIER,

Obrigado por sua contribuição.

O Memórias Reveladas - Centro de Referência das Lutas Políticas no Brasil (1964-1985) não se limita a um ponto de vista em especial ou a acervos de uma determinada linha ideológica. Nossa intenção é criar um centro de referência aberto ao cidadão que possa realmente contemplar toda a complexidade daquele período.

Nesse sentido, e de acordo com critérios arquivísticos, históricos e legais, estamos abertos a recepção de todo e qualquer acervo pertinente ao tema do Centro, bem como a sugestões para o aperfeiçoamento de nossas atividades.

Por oportuno, informamos que em breve será lançada, no âmbito do Memórias Reveladas, uma grande campanha nacional de captação de acervos particulares e de acervos públicos que se encontram em posse de particulares, na esperança de sensibilizar a sociedade para a importância desses documentos.

Caso os possuam, esperamos que o TERNUMA e a "A Verdade Sufocada" façam parte desse esforço de preservação da memória documental do País.

Atenciosamente,

Equipe Memórias Reveladas
Arquivo Nacional
Praça da República, 173. Gabinete da Direção-Geral. CEP: 20211-350 - Rio de Janeiro - RJ
Tel: 55 21 21791346
www.memoriasreveladas.arquivonacional.gov.br
www.arquivonacional.gov.br

***

RE: RES: Memórias Reveladas: que memórias?‏
De: Félix Maier (ttacitus@hotmail.com)
Enviada: sexta-feira, 22 de maio de 2009 9:28:46
Para: Memórias Reveladas (memoriasreveladas@arquivonacional.gov.br)

Prezado Coordenador de Memórias Ocultadas,

Caso os Srs. realmente tenham algum tipo de compromisso com a verdade histórica, sugiro - para começar - que coloquem um link para o "Orvil" ("Livro", ao contrário), um exaustivo trabalho realizado pelo Centro de Inteligência do Exército na década de 1980, quando o general Leônidas era Ministro do Exército, durante o governo Sarney. Trata-se de uma obra baseada em fontes diversas, inclusive livros escritos por terroristas, e que é na verdade um autêntico Livro Negro do Terrorismo no Brasil, abrangendo as três tentativas de tomada do Poder, feitas pelos comunistas. O link que os Srs. conhecem muito bem, porém escondem do público no site governamental, é http://www.averdadesufocada.com/images/orvil/orvil_completo.pdf. Que tal disponibilizar esse link imediatamente ao público em geral?

Livros que não deveriam faltar no Arquivo Nacional/Memórias Reveladas, além do "Orvil", são "A Grande Mentira", do general Del Nero, e "A Verdade Sufocada - A história que a esquerda não quer que o Brasil conheça", do coronel Ustra. Negar isso ao público configura mau caratismo e, por via indireta, é fazer apologia do terrorismo.

Terrorismo Nunca Mais!

Félix Maier

P.S.: Acesse também http://www.averdadesufocada.com/index.php?option=com_content&task=view&id=737&Itemid=78


Cartas-->Carta a Maria do Carmo Teixeira Rainho -- 16/06/2009 - 16:39 (Félix Maier)

https://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=26732&cat=Cartas&vinda=S

Prezada Maria do Carmo Teixeira Rainho

Organizadora das sugestões bibliográficas - Acervo do Arquivo Nacional,

Anteriomente, eu já havia abordado o conteúdo do site Memórias Reveladas - Cfr. comentários em http://www.averdadesufocada.com/index.php?option=com_content&task=view&id=1939&Itemid=87.

Por que volto ao assunto? No link governamental do governo petista (http://www.memoriasreveladas.arquivonacional.gov.br/media/Sugestões%20bibliográficas.pdf), senti a falta de importantes autores de livros que abordam a recente História do Brasil, a exemplo de Jarbas Passarinho ("Liderança Militar"), general Agnaldo Del Nero Augusto ("A Grande Mentira"), coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra ("Rompendo o Silêncio"; "A Verdade Sufocada - A história que a esquerda não quer que o Brasil conheça"), tenente José Vargas Jiménez ("Bacaba - Memórias de um Guerreiro de Selva da Guerrilha do Araguaia"), coronel Lício Maciel ("Guerrilha do Araguaia - Relato de um combatente"), coronel Aluísio Madruga ("Guerrilha do Araguaia - Revanchismo"; "Documentário: Desfazendo mitos da luta armada"), William Waack ("Os Camaradas - Nos arquivos de Moscou - A história secreta da Revolução de 1935"), Paulo Mercadante ("Militares & Civis: a ética e o compromisso"), Alfred Stepan ("Os militares na política"), general Aurélio de Lyra Tavares ("O Brasil de Minha Geração"), Joffre Sampaio ("O Nacionalismo no Brasil em seus vários aspectos"), Alain Rouquié ("Os Partidos Militares no Brasil"), COURTOIS, Stéphane et alii ("O livro negro do comunismo - Crimes, terror e repressão"), Janer Cristaldo ("Ponche Verde"), Emil Farhat ("O país dos coitadinhos"; "O paraíso do vira-bosta"), Murilo Melo Filho ("O Milagre Brasileiro"), Elio Gaspari ("A Ditadura Envergonhada"; "A Ditadura Escancarada"; "A Ditadura Derrotada"; "A Ditadura Encurralada"), Ricardo Kotscho ("Do Golpe ao Planalto"), José Osvaldo de Meira Penna ("A Ideologia do Século XX"; "O Evangelho Segundo Marx"; "Opção Preferencial pela Riqueza"), Ipojuca Pontes ("Politicamente Corretíssimos"), Murilo Sampaio ("Deus não é brasileiro nem o petróleo não é nosso"), Ernani Ayrosa da Silva ("Memórias de um Soldado"), José Giusti Tavares et alii ("Totalitarismo tardio - O caso do PT"), Reinaldo Azevedo ("O País dos Petralhas"), Heitor de Paola ("O Eixo do Mal Latino-Americano"), Paulo Diniz Zamboni et alii ("Conspiração de Portas Abertas: Como o Movimento Revolucionário Comunista Ressurgiu na América Latina através do Foro de São Paulo"), e tantos outros mais.

Que tal corrigir esse monumental erro, que chega a configurar acabado charlatanismo político-ideológico, com a agravante de ser feito por uma Mestra em História?

Atenciosamente,

Félix Maier
www.midiasemmascara.org

Obs.: Mensagem enviada em 16/06/2009 para memoriasreveladas@arquivonacional.gov.br (F. Maier).


Cartas-->Carta ao General Santa Rosa -- 11/02/2010 - 10:56 (Félix Maier)

https://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=27317&cat=Cartas&vinda=S

Carta ao General Santa Rosa

Num país onde impera a mentira, dizer a verdade constitui crime gravíssimo.

Parabéns, general Santa Rosa, por expressar o que pensam milhões de brasileiros, sejam eles civis ou militares, a respeito do famigerado Programa Nacional de Direitos Humanos petista, elaborado por antigos terroristas, como Tarso Genro e Paulo Vannuchi.

O teor da proposta totalitária não passa de uma rasteira tentativa de golpe contra as instituições nacionais, ou seja: revanchismo contra as Forças Armadas (pela proposta da mudança da Lei da Anistia, para processar "torturadores", deixando de fora os "terroristas" de esquerda), contra a Igreja e a família (proposta de casamento entre homossexuais), contra o direito à vida (proposta de aborto livre), contra a imprensa livre (proposta de censura prévia) e contra a propriedade privada (especialmente a dos ruralistas).

Está provado: terrorista uma vez, terrorista sempre!

Brasília, 11 de fevereiro de 2010.

Félix Maier
www.midiasemmascara.org

***

Obs.:

O texto do General Santa Rosa criticando a Comissão da Verdade, a qual ele chama de "Comissão da Calúnia", pode ser visto em 

https://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/comissao-da-verdade-e-comissao-da-calunia-diz-general-do-alto-comando/:

"A verdade é o apanágio do pensamento, o ideal da filosofia, a base fundamental da ciência. Absoluta, transcende opiniões e consensos, e não admite incertezas. 

A busca do conhecimento verdadeiro é o objetivo do método científico. No memorável “Discurso sobre o Método”, René Descartes, pai do racionalismo francês, alertou sobre as ameaças à isenção dos julgamentos, ao afirmar que 'a precipitação e a prevenção são os maiores inimigos da verdade'. 

A opinião ideológica é antes de tudo dogmática, por vício de origem. Por isso, as mentes ideológicas tendem naturalmente ao fanatismo. Estudando o assunto, o filósofo Friedrich Nietzche concluiu que 'as opiniões são mais perigosas para a verdade do que a mentira.

Confiar a fanáticos a busca da verdade é o mesmo que entregar o galinheiro aos cuidados da raposa. A História da inquisição espanhola espelha o perigo do poder concedido a fanáticos. Quando os sicários de Tomás de Torquemanda viram-se livres para investigar a vida alheia, a sanha persecutória conseguiu trinta mil vítimas por ano no reino da Espanha.

A “Comissão da Verdade” de que trata o Decreto de 13 de janeiro de 2010, certamente, será composta dos mesmos fanáticos que, no passado recente, adotaram o terrorismo, o seqüestro de inocentes e o assalto a bancos, como meio de combate ao regime, para alcançar o poder.

Infensa à isenção necessária ao trato de assunto tão sensível, será uma fonte de desarmonia a revolver e ativar a cinza das paixões que a lei da anistia sepultou.

Portanto, essa excêntrica comissão, incapaz por origem de encontrar a verdade, será, no máximo, uma 'Comissão da Calúnia'".


Cartas-->Homenagens ao General Santa Rosa -- 15/03/2010 - 14:07 (Félix Maier)

https://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=27387&cat=Cartas&vinda=S

GENERAL SANTA ROSA

Caro Ir Lucas Galdeano,

Suas palavras devem ter eco em todos os rincões do nosso Brasil.

Sabemos que estejamos num momento difícil em Brasília, em função das atitudes de um de nossos Ir que ameaçaram as paredes dos nossos Templos.
E que agora, estão querendo calar as Legiões.
Não podemos nem devemos aceitar que um grupo forte e coeso, como o dos militares, quer sejam da ativa ou da reserva, que sempre estudaram e
acompanharam os momentos nacionais, seja obrigado por força de normasantigas, que têm o seu valor, mas que estão sendo usadas como
justificativas para obrigar esse mesmo grupo a se omitir.

Assim tem sido dito ao longo de mais de 25 anos, e, silenciosamente e ordeiramente temos aceito.
Temos nossos princípios básicos de hierarquia e disciplina, mas não queiram ou não ousem nos deixar cegos, surdos e mudos.

Sabem muito bem nossos comandantes que a tropa deve ouvir os mesmos, mas no caso de silêncio, a iniciativa é uma das características que
fez o EB ocupar seu lugar no País.

Lamento também a atual interpretação, de que se pelo mesnos um militar vier a falar, todos os demais devem se omitir.

Se somos chefes, temos a obrigação de refletir e agir.

Ao longo dos meus 36 anos de ativa, assim o fiz. Não é agora, que devo me calar.

A penalização por emitirmos nossa opinião será sempre melhor do que a culpa da nossa consciência pela omissão.

Ainda lamento o fato de nossa omissão como Instituição pelos destinos de parte da Amazônia, no caso das demarcações de terras indígenas.
Um absurdo temos que ouvir calados quando das decisões do Supremo Tribunal Federal, que alguns dos magistrados afirmaram conhecer a realidade de Roraima, por terem simplesmente feito passeios de avião durante meia jornada.

Se temos a verdade ao nosso lado, não podemos temer.

Cabe aos atuais dirigentes do País aceitarem as nossas afirmações e darem respostas.

Respostas como essas, de me transferirem prematuramente do comando da Brigada Lobo D´Almada ou de exonerarem antecipadamente o Gen Santa Rosa, como mais de 40 anos de excepcionais serviços prestados, não podem ser ouvidas, lidas ou sentidas sem podermos externar nossos sentimentos.

Mesmo assim, nos mantemos equilibrados em nome dos destinos do Brasil e da democracia.
Mas, não ousem usar esses atitudes como suficientes para que fiquemos calados.
Somos disciplinados, mas não somos medrosos ou subservientes.

Não temos o hábito de esconder nada em nossas roupas, nem de dizermos ou cometermos erros e depois nos justificarmos de que não sabíamos ou
não lembrávamos.

Não somos diferentes, somos brasileiros que queremos e sonhamos com um Brasil grande e respeitado.

Que os próximos capítulos dessa novela nos mostrem a verdade.

Gen Santa Rosa, aceite mais uma vez minha respeitosa continência.

Gen Bda R/1 Eliéser Girão Monteiro Filho
Roraima-Brasil

***

HOMENAGEM AO GENERAL SANTA ROSA

“A farda não abafa, no peito do soldado, o cidadão".
Marechal Osório, Senador do Império e Patrono da Arma de Cavalaria.

O General-de-Exército Maynard Marques de SANTA ROSA foi punido com exoneração do cargo de Chefe do Departamento-Geral do Pessoal do Comando do
Exército, por haver criticado o Programa Nacional dos Direitos Humanos, aprovado por decreto do Presidente da República — que, segundo suas próprias declarações, assinou sem ler.

O momento merece reflexões. A maioria dos militares da ativa se cala, aceitando pacificamente as teses enfaticamente divulgadas pela propaganda oficial de que “o poder militar deve estar subordinado ao poder civil” e que
o militar não pode se pronunciar em assuntos políticos.

O art. 5º da Constituição Federal declara que “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes”:

“IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato”;

...

“VIII - ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação
alternativa, fixada em lei”;

...

“IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença”.

Não há ressalvas aos incisos apresentados e, portanto, o General não poderia ser punido por haver declarado, por exemplo, que a Comissão da
Verdade corria o risco de torna-se uma “Comissão da Calúnia” porque é constituída pelos "mesmos fanáticos que, no passado recente, adotaram o terrorismo, o seqüestro de inocentes e o assalto a bancos como meio de combate ao regime, para alcançar o poder".

Não basta concordar com o General. É preciso discutir os motivos de sua punição e questionar se os militares não têm os mesmos direitos dos demais cidadãos e, nesse caso, passam a sr “cidadãos de segunda classe”, o que seria uma aberração. Isso fere os preceitos constitucionais e alguns dos Princípios Básicos da MAÇONARIA, por nós grifados no próprio caput do citado artigo: liberdade e igualdade.

Outra aberração é a “subordinação dos militares aos civis”, da forma como está sendo interpretada. Os militares devem ser subordinados às leis e aos poderes constituídos, como qualquer outro cidadão. E assim estão. E assim aceitam. Não “subordinados aos civis”, pressupondo que os militares não devem ser instituídos como autoridade pública, em cargos de natureza política.

Nossas homenagens públicas ao General SANTA ROSA e a todos os militares que não aceitam a condição de “cidadãos de segunda classe”.

Lucas Francisco Galdeano

Grão-Mestre Adjunto do Grande Oriente do Distrito Federal


Carta à Comissão Nacional da Verdade, por Félix Maier, com réplica e tréplica:

http://felixmaier1950.blogspot.com/2020/07/carta-comissao-nacional-da-verdade-por.html

A Voz do Ouvidor da Comissão Nacional da Verdade

Félix Maier

No dia 21 de novembro de 2012 16:15, enviei uma mensagem (e-mail) à Comissão Nacional da Verdade, nestes termos:

"Assunto: Carta à Comissão Nacional da Verdade 


Prezados Comissários do Povo,


Na Lei nº 12.528, de 18 de novembro de 2011, em seu Artigo 1º, consta o seguinte: "É criada, no âmbito da Casa Civil da Presidência da República, a Comissão Nacional da Verdade, com a finalidade de examinar e esclarecer as graves violações de direitos humanos praticadas no período fixado no art. 8o do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, a fim de efetivar o direito à memória e à verdade histórica e promover a reconciliação nacional." 

Não consegui entender por que Claudio Fonteles veio a público dizer que a Comissão somente iria examinar as violações cometidas por agentes do Estado no período de 1964 a 1988. O que o antigo "militante" da Ação Popular fez foi arriar as calças em público e defecar em cima de uma Lei assinada pela presidente Dilma Rousseff, acompanhado com jatos de mijo dos demais comissários cubano-moscovitas. Afinal, a Lei é bem clara: a finalidade da Comissão é examinar e esclarecer as graves violações de direitos humanos praticadas no período de 18 de setembro de 1946 até a data da promulgação da Constituição, dia 5 de outubro de 1988.


Por que os senhores e senhoras comissários(as) não estão respeitando o que está escrito? O que está escrito é cristalino e está implícito que TODAS as violações de direitos humanos devem ser apuradas, não apenas as violações de quem combateu os grupos terroristas que queriam, não a volta da democracia, como costumam alardear, mas instalar no Brasil a ditadura comunista, tendo Cuba dos manos Castro como modelo, que é o farol que orienta ainda hoje todos os esquerdistas brasileiros - incluídos aí os membros da Comissão da Calúnia, como muito bem definiu o general Santa Rosa. 


A Comissão, com este atentado contra a Lei, está praticando um crime e prestando um desserviço à nação brasileira. Não vejo problema algum examinar os "crimes" porventura cometidos por agentes do Estado, como está sendo feito no momento. No entanto, examinar apenas a metade da questão é patifaria pura e demonstra um inequívoco revanchismo contra as Forças Armadas.


O mais grave é que a presidente Dilma Rousseff não se pronunciou contra a patifaria feita pelos integrantes da Comissão. Isso prova que ela, na verdade, redigiu e assinou uma Lei apenas para inglês ver, pois já estava combinado com  os comissários que a interpretação da Lei se faria apenas com o olho esquerdo, de modo a satanizar os militares e manter essa diabolização permanente na mídia. A mídia, por sua vez, dependente que é das publicidades governamentais, não se fez de rogada e bravamente abraçou a ideia, de modo que se tornou importante caixa de ressonância da desinformação. 


A Comissão lembra os "Esquadrões de Reescritores" da distopia de George Orwell, 1984, e tenta reescrever a História recente do Brasil à sua cara, a cara da mentira. Na mesma obra orwelliana constam as inserções televisivas "Dois minutos de ódio", que a presidente Dilma transformou em "Dois anos de ódio contra as Forças Armadas", podendo essa cultura odiosa ser prorrogada por mais dois anos. Vale lembrar que a presidenta é a comandanta-em-chefe das Forças Armadas, as quais ela deveria respeitar, não destilar seu ódio e patifaria sem limites. 


Finalizando, a História do Brasil, a antiga e a recente, deveria ser apenas escrita por historiadores, não por paus-mandados da vil ideologia socialista. Um dia, a História verdadeira do Brasil se imporá a seus habitantes, e o trabalho do Comando Vermelho de Dilma Rousseff será jogado na lata de lixo, onde ficará para sempre.


Atenciosamente,


Félix Maier” 


No dia 12 de dezembro de 2012 15:49, recebi a resposta da CNV, por intermédio de seu Ouvidor: 


“Caro senhor Félix Maier, 


De acordo com os exatos termos da Lei 12.558/2011, que instituiu a Comissão Nacional da Verdade, assim como com a fundamentação expressa em sua Exposição de Motivos, fica claro que a CNV encerra ciclo normativo iniciado em 1995, com a promulgação da Lei nº 9.140/1995, que textualmente reconhece a responsabilidade do Estado brasileiro, por seus agentes públicos, por graves violações à pessoa humana, tais como torturas, desaparecimentos forçados, assassinatos, etc.


Neste sentido, por elementar e óbvio, à Comissão Nacional da Verdade somente cabe tratar de comportamentos consumados por agentes públicos, servidores militares e civis ou terceiros agindo em nome do Estado, que, comprometendo drasticamente o bom nome das instituições a que serviam, cometeram violações aos direitos fundamentais.

Os que se opuseram ao sistema ditatorial, nesse quadro, foram processados, julgados e condenados à luz da legislação em vigor e das instituições em funcionamento e em momento de notório comprometimento da independência dos poderes.


Portanto, na exata observância dos comandos legais, e a Democracia assim refulge, a Comissão Nacional da Verdade tem por escopo normativo expresso apurar as graves violações cometidas contra a pessoa humana pelo Estado brasileiro, por seus agentes públicos, a fim de que, nunca mais, nós, da geração presente, e todos os que venham das futuras gerações de brasileiras e brasileiros, consideremos que a truculência, a tortura, os desaparecimentos e os assassinatos sejam a solução para as nossas divergências. 

Atenciosamente,


Adilson Santana de Carvalho

Ouvidor da Comissão Nacional da Verdade

Centro Cultural Banco do Brasil – Portaria 3 – 2º andar – sala 235 SCES, Trecho 2, Lote 22 – Brasília – DF

Telefone: (61) 3313-7314”


 

Tréplica de Félix Maier ao Ouvidor da Comissão Nacional da Verdade, no dia 21 de dezembro de 2012 10:46 (dia do fim do mundo, segundo os Maias):

 

“Prezado Ouvidor,


Agradeço, Sr. Adilson Santana de Carvalho, pela gentileza em responder meu e-mail.

No entanto, apesar da tautologia, do circunlóquio, da glossolalia e do tartufismo constantes na missiva escrita em autêntica langue de bois (língua de pau), não posso concordar com V.Sa. a respeito da exposição de motivos alegados. Volto a repetir: a CNV aplicou um autogolpe na Lei que a instituiu, como atesta a argumentação muito bem fundamentada do escritor e jornalista Reinaldo Azevedo.


Em lugar nenhum da Lei 12.528 está explícito o que o Sr. afirmou, “por elementar e óbvio, à Comissão Nacional da Verdade somente cabe tratar de comportamentos consumados por agentes públicos”. O texto da Lei é cristalino em estabelecer a abrangência e o período a serem investigados.


Não diz, textualmente, que apenas agentes do Estado serão investigados. A única brecha em que a CNV talvez tenha se apoiado com unhas, dentes, foice e martelo talvez seja o inciso IV do Art. 3º: “encaminhar aos órgãos públicos competentes toda e qualquer informação obtida que possa auxiliar na localização e identificação de corpos e restos mortais de desaparecidos políticos, nos termos do art. 1o da Lei no 9.140, de 4 de dezembro de 1995”.


Ora, este último enunciado, em contradição com o contido no Art. 1º, estabelece que terroristas, como Carlos Marighella, serão objeto de avaliação de violação de direitos humanos, deixando de fora inocentes que sofreram a mesma violação, como o soldado Mário Kozel Filho, explodido em uma guarita do QG do antigo II Exército, em São Paulo, pela organização terrorista VPR de Carlos Lamarca de Dilminha Bang Bang. Ao apresentar à sociedade brasileira apenas a meia Verdade da História, a CNV eternizará uma Mentira inteira. Compete aos historiadores escrever a História recente do Brasil, não aos comissários bolcheniquins (bolcheviques tupiniquins), reunidos em número de sete, a conta do mentiroso.

Outro equívoco lamentável do Sr. é afirmar que os terroristas - apelidados na langue de bois de “militantes políticos” ou “perseguidos políticos” - “foram processados, julgados e condenados à luz da legislação em vigor”. A “legislação em vigor”, dos governos militares, não alcançou todos os esquerdistas envolvidos em assassinatos e atentados terroristas. Durante o período de exceção, muitos crimes não foram elucidados; portanto, criminosos não foram presos.


Como exemplo, pode-se citar o assassino de Edson Luís, no Rio de Janeiro, em 1968, no Restaurante Calabouço. Ele nunca foi processado. O historiador Carlos I. S. Azambuja, no texto A parcialidade escancarada, assim escreve a respeito da reticência de Elio Gaspari sobre o assunto: “Por que Gaspari, um historiador, evita dizer o nome desse seu colega, de Faculdade e de partido, que disparou a arma? Esse é um segredo de polichinelo, embora jamais o autor da morte tenha sido processado por esse crime. Seu nome?

Apenas as iniciais, pois não desejo prejudicá-lo, onde quer que esteja.

Assim, aquilo que ele julga que ninguém sabe, ele vai saber que eu sei:

ACFPP”. No dia 22/11/2012, por meio de e-mail, Azambuja me confidenciou: “O nome do cara do qual eu escrevi apenas as iniciais é ANTONIO CARLOS FARIA PINTO PEIXOTO, na época militante do PCB. Faleceu em 15 de Julho de 2012”.


Pergunto: a CNV irá esclarecer essa “violação dos direitos humanos”, ou irá manter a mentira de que foi a polícia que matou Edson Luís? Eu já sei o que esperar dos comissários do povo, porque, como Cláudio Fonteles afirmou em público, apenas as violações dos “direitos dos manos” serão investigados, não os crimes que eles cometeram. Se quem matou Edson Luís foi um terrorista do PCB, esse assassino não deve ser investigado. Os agentes do Estado e inocentes que morreram naqueles anos de dinamite são pessoas de quinta categoria e não merecem qualquer consideração da Comissão bolcheniquim. Quanto recebeu de indenização a família de Edson Luís? A de Kozel Filho recebeu, inicialmente, a esmola de R$ 300,00 por mês.


No § 1o  e no inciso II do Art. nº 2 da Lei 12.528, consta o seguinte: “Não poderão participar da Comissão Nacional da Verdade aqueles que não tenham condições de atuar com imparcialidade no exercício das competências da Comissão”. A rigor, não se pode dizer que a Comissão é formada por personalidades imparciais, porque de um modo ou de outro todos eles estiveram ligados a setores da esquerda. Repito: são todos paus-mandados de Dilma Rousseff. Sabemos, p. ex., que Cláudio Fonteles, o beato de pau oco, foi “militante” da Ação Popular, a ala terrorista da Igreja Católica. E que Maria Rita Kehl é comissária do povo unicamente por ser petista. E mostrou a que veio, contando de cara uma mentira escandalosa, de que o “regime”


militar tenha “massacrado milhares de camponeses e índios”. O objetivo dessa comissária mentirosa é multiplicar por mil os “desaparecidos políticos”, de modo a apresentar o “regime militar” brasileiro como sendo mais cruel que o de Pol Pot, que massacrou 20% da população do Camboja.


Quais são os reais objetivos da Comissão da Calúnia?


- Em primeiro lugar, dentro do conceito das estratégias de controle da mídia, enunciado por Noam Chomsky, o objetivo é aplicar a “estratégia da distração”, de modo a manter em evidência assuntos menores, ao mesmo tempo em que se escondem os assuntos relevantes, como a roubalheira sem limites e sem fim do governo petralha instituído em 2003, a sucateação e os prejuízos históricos da Petrobras, os frequentes apagões elétricos, o pibinho ridículo do Brasil na última década, só superior, nas Américas, ao Haiti

dos terremotos e da guerra civil.  


- Demonizar as Forças Armadas e canonizar assassinos cruéis como Carlos Lamarca e Carlos Marighella, de modo que logradouros públicos tenham seus nomes substituídos por “perseguidos políticos”, como prevê o PNDH-III; assim, a Ponte Presidente Costa e Silva (Rio-Niterói) foi rebatizada de Ponte Betinho – outro apista e beato de pau oco -, antigo pombo-correio dos dólares que Fidel Castro enviava a Leonel Brizola, no Uruguai.


- Influenciar a revogação da Lei da Anistia no Congresso Nacional, onde a deputada Luiza “La Pasionaria” Erundina trata ferozmente do assunto, com as veias saltando do pescoço, de modo que apenas agentes do Estado sejam processados e presos, deixando de fora os honoráveis terroristas que infernizaram o Brasil nas décadas de 1960 e 70. Célio Borja, ex-ministro do STF, é categórico: “Anistia é o perpétuo esquecimento de fatos que seriam relevantes juridicamente, tanto para efeitos penais quanto em outras áreas, cível e administrativa. No caso do coronel Ustra, se porventura continuasse responsável, poderia sofrer efeitos administrativos. Poderia ser exonerado dos cargos que tem, poderia ter que comparecer perante conselhos militares para dar explicações. Mas nada disso pode ser feito em decorrência da anistia.” (O Estado de S. Paulo – 28/7/2012). Por que, então, há juízes que aceitaram denúncias contra os coronéis Ustra, Lício Maciel e Curió? Porque não passam, todos, de patifes a serviço da companheirada esquerdo-petralha.


- Meter a mão no cofre da Viúva; além das funções remuneradas dos 7 comissários da mentira, foram criados inúmeros cargos para auxiliá-los, os tais DAS e outros aspones; além dos salários mensais, são acrescidas despesas para viagens nacionais e internacionais, alimentação e pousada – um turismo permanente de dois anos, podendo ser prorrogado por mais dois.


Além da Comissão da Calúnia nacional, estão sendo criadas comissões caluniosas estaduais, de universidades, de escritórios da OAB etc. Não é de espantar se as antigas prostitutas da Zona do Mangue, no Rio de Janeiro, também abram suas comissões da verdade, já que a idade não lhes permite mais abrir as pernas. Durante os anos de dinamite (1960-70), a turma de Dilminha Bang Bang da VAR-Palmares assaltava armamentos de quartéis, bancos e cofres particulares, como o de Adhemar de Barros, para levantar fundos e impor o comunismo no Brasil por meio do terror; hoje, a turma de Lula e Dilma está no poder e cria mensalões para compra de aliados políticos e se perpetuar no governo - a tal “cuética” petista, a ética das cuecas forradas de reais, dólares e euros (sem falar no “Rosegate”, o mais recente escândalo petista, envolvendo corrupção e o affair amoroso do garanhão de Garanhuns). O objetivo não é mais implantar o comunismo pela força das armas, mas pela estratégia gramscista de “ocupação de espaços”, em pleno funcionamento, especialmente na cultura, na Educação, nas empresas estatais e na mídia.


No parágrafo único do Art. 11 da Lei 12.528, lê-se que “Todo o acervo documental e de multimídia resultante da conclusão dos trabalhos da Comissão Nacional da Verdade deverá ser encaminhado ao Arquivo Nacional para integrar o Projeto Memórias Reveladas”. Muito bem. É no Arquivo Nacional que a memória nacional deve ser armazenada. Mas, que memória? Ora, para o governo petista, a única memória a ser preservada é aquela que interessa apenas à esquerda, como se pode comprovar no site  http://www.memoriasreveladas.arquivonacional.gov.br/


Quando eu enviei um e-mail para esse site, fazendo críticas ao seu escancarado maniqueísmo, não explicaram nada e ainda me pediram para enviar “acervos particulares” ao Arquivo Nacional, caso os tivesse, como se eu fosse um contrabandista de documentos sigilosos do Governo, assim como o foram os autores de Brasil Nunca Mais, cujos dados foram surrupiados da Justiça Militar. Mas eu sei qual o intento dessa turma. A Lei nº 12.527, de 18/11/2011, nos incisos I e II do § 1o do Art. nº 31, diz: “I - terão seu acesso restrito, independentemente de classificação de sigilo e pelo prazo máximo de 100 (cem) anos a contar da sua data de produção, a agentes públicos legalmente autorizados e à pessoa a que elas se referirem; e II - poderão ter autorizada sua divulgação ou acesso por terceiros diante de previsão legal ou consentimento expresso da pessoa a que elas se referirem”. O que isso significa? Significa que o governo petista quer ter o controle total sobre todos os arquivos pessoais, de modo a liberar apenas os nomes dos agentes do Estado que combateram o terrorismo de esquerda, para todos os dias serem malhados como Judas na imprensa, ao mesmo tempo em que irá trancar a 7 chaves os nomes da companheirada terrorista e os crimes que cometeram pelo menos durante 100 anos. Basta lembrar que, durante a campanha presidencial de Dilma Rousseff, o STM negou à Folha de S. Paulo o acesso a documentos referentes à antiga terrorista. A mesma proposição - entrega de documentos ao Arguivo Nacional - foi feita por Maria do Carmo Teixeira Rainho, quando lhe enviei um e-mail.

Sr. Adilson: a sua mensagem finaliza dizendo “...a fim de que, nunca mais, nós, da geração presente, e todos os que venham das futuras gerações de brasileiras e brasileiros, consideremos que a truculência, a tortura, os desaparecimentos e os assassinatos sejam a solução para as nossas divergências”. 


A frase parece irretocável. Mas não é, porque dá a entender que apenas os agentes do Estado brasileiro foram truculentos, não os terroristas que dinamitaram pessoas. “Torturador” é, sem sombra de dúvida, a palavra logomáquica mais utilizada pela esquerda brasileira, para satanizar os integrantes das Forças Armadas brasileiras que combateram os terroristas, especialmente o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra. Não que a esquerda seja contra a tortura, pois nunca repudiou a tortura ainda existente em Cuba e na China, ou na antiga União Soviética, nem teve remorsos em esmigalhar a golpes de coronhadas de fuzil a cabeça do tenente Alberto Mendes Júnior, da PM de São Paulo. Nem em torturar psicologicamente muitos reféns oriundos de sequestros, como o embaixador americano Charles Elbrick. Infelizmente, a tortura é combatida apenas da boca para fora, porque todos os países a utilizam, principalmente em situação de guerra. No Brasil da presidente Dilma Rousseff, a tortura ainda existe nos presídios, conforme denúncias anuais da ONU. Além de querer alcançar a “hegemonia” em todos os setores da sociedade, pregada por Gramsci, a esquerda brasileira quer também o monopólio da tortura.


Fala-se muito sobre os “desaparecidos políticos”. Melhor fariam o Governo e Maria “La Pecosa” do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos, se preocupassem com os milhares de pessoas que desaparecem todos os anos no Brasil, sem deixar vestígio. “A cada dia, mais de três pessoas desaparecem no Distrito Federal. Segundo dados da Secretaria de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda (Sedest), no ano passado 1.234 registros de pessoas que sumiram foram realizados” (jornal O Destak, DF, 16/5/2011, pg.

2). No Brasil, cerca de 50 mil pessoas desaparecem todo ano, conforme noticiou o Jornal Nacional do dia 24/5/2012, e “La Pecosa” simplesmente não toma conhecimento da tragédia, nem Dilma Rousseff.


Mas nem tudo está perdido nesta República dos Bandidos e seu objetivo permanente de satanizar os militares e beatificar terroristas. A estudantada, atualmente, está se informando melhor e se desvinculando dos esquerdosos, que são mestres do engodo, doutores da mentira e PhD em roubalheira. Como exemplos, podemos citar o contundente texto Os falsos heróis, do universitário Gabriel Tebaldi, o caso do DCE da Universidade de Brasília, que deixou de ser capitania hereditária do PCdoB e assemelhados, e da estudante Cibele Bungel Baginski, que pretende recriar a Arena. Um número crescente de estudantes está entendendo que “o homem é o homem e sua circunstância”, no dizer de Ortega y Gasset. E qual era a circunstância essencial vivida pela população nos anos de 1960 e 70, que hoje não é levada em consideração pelos integrantes da CNV e por todas as personalidades de esquerda? É que havia a guerra fria, o confronto de comunistas contra o livre mercado, a liberdade de imprensa e a liberdade religiosa. Uma pequena amostra da infiltração comunista em todo o mundo pode ser conferida em Pequena história da subversão e espionagem, em que os quintas-colunas como Luiz Carlos Prestes, Carlos Lamarca, Carlos Marighella e Dilma Rousseff não lutaram contra os militares para o retorno da democracia, como cinicamente sempre apregoaram, mas pela implantação de uma ditadura do proletariado, ou seja, de uma ditadura comunista, a mando de Moscou ou de Havana. Numa palavra, todos os terroristas de esquerda foram TRAIDORES da Pátria e ponto final. Vale lembrar que o PCB não era um partido brasileiro, mas a Seção Brasileira da Internacional Comunista.


A última pesquisa de opinião pública realizada pela FGV coloca as Forças Armadas (FA) no topo da lista, com 75% de apoio da população. Os políticos ocupam, merecidamente, a lanterna, com apenas 7% de apoio - e os comissários bolcheniquins estão aí incluídos. A CNV pode até tentar denegrir as FA, propalando meias verdades que são mentiras inteiras, amplificadas festivamente por inúmeras caixas de ressonância da desinformação - a mídia em geral. Porém, jamais conseguirá o intento de destruir a aceitação das instituições militares, ultima ratio na salvaguarda de nossa soberania e de nossa eterna luta contra regimes totalitários, como o comunismo. Hoje, o grande mal a combater é a implantação no Brasil do fascismo gay, em que a esquerda tenta impor sua ideologia mediante a cooptação de todos os setores da sociedade em volta do Poder Central em Brasília.

Ainda bem que temos a Internet para expressar nossa opinião. Por isso, não causa espanto o PT insistir na censura dos meios de comunicação, em sua peculiar langue de bois chamada “controle social da mídia”.

 

Atenciosamente,

Félix Maier

Brasília, DF, 21 de dezembro de 2012"


Com o governo do PT, pessoas são ameaçadas de morte no Brasil, como Olavo de Carvalho, Graça Salgueiro, Bruno José Daniel Filho (irmão de Celso Daniel, prefeito de Santo André, SP, que foi assassinado), além da perseguição ao evangélico Julio Severo, acusado de "homofóbico"


Cartas-->Trama para assassinar Olavo de Carvalho -- 01/04/2003 - 16:27 (Félix Maier)

https://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=9825&cat=Cartas&vinda=S

CMI convoca ao assassinato de Olavo de Carvalho e ainda diz fazer campanha "contra a intolerância"

Leiam o plano homicida em
http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2003/03/251552.shtml.

O site que com exemplar cinismo se denomina "Centro de Mídia Independente" perdeu os últimos escrúpulos e partiu para a criminalidade pura e simples.

O CMI é uma ONG milionária, com escritórios em mais de uma centena de
países, empenhada em fazer propaganda contra os EUA e Israel, exatamente na linha de milhares de sites nazistas e comunistas, e que ainda tem o desplante de chamar de "fascista" quem tome posição contrária à sua.

Desesperada de não poder responder às denúncias que apresento nos meus
artigos e no Mídia Sem Máscara, sobretudo no concernente à aliança dos
pretensos "pacifistas" com os movimentos neonazistas, está apelando ao
método da "ação direta", o mesmo propugnado por Mussolini, para cortar o mal pela raiz, eliminando-me fisicamente.

Não me sinto de maneira alguma inclinado a confiar minha segurança às
autoridades esquerdistas que nos governam, as quais já demonstraram estar mais interessadas em proteger as Farc contra os Estados Unidos do que o povo brasileiro contra as Farc e outras organizações criminosas associadas a seus partidos no Foro de São Paulo, coordenação estratégica do movimento comunista no continente.

Não tenho portanto garantias mínimas nem para minha vida nem para meu
trabalho, estou fora dos direitos constitucionais e excluído da tal "cidadania".

A mim pouco me importa o que me aconteça. Morrer não é doença nem motivo de vergonha. Vergonha é viver num país em que só os assassinos têm proteção das autoridades. Vergonha é ser membro de uma classe profissional em que a pregação do homicídio ostenta o rótulo de "luta contra a intolerância".

Tenho vergonha de pertencer a um povo que elege presidente um amigo das
Farc, tenho vergonha de ser colega de profissão dos canalhas do CMI.

Se vergonha matasse, eles não precisariam nem dos coquetéis molotov que
querem jogar em mim: eu já estaria morto só de ler o que escrevem.

Olavo de Carvalho

2 de abril de 2003


Vejam o plano magnífico que traçaram e as razões que alegam para colocá-lo em prática.

Livraria Cultura anuncia em site fascista
Por Rede de Combate ao Racismo 31/03/2003 Às 17:29

A conceituada rede de livrarias Cultura está anunciando no site mídia sem
máscara.

A conceituada rede de livarias Cultura, de São Paulo, está anunciando no
site de extrema-direita "mídia sem máscara". O site adota uma posição
totalmente pró-Bush e pró-guerra, e vem publicando ultimamente uma série de artigos ofensivos e incitando ao ódio contra árabes e muçulmanos.

O responsável pelo site, o astrólogo e professor de filosofia Olavo de
Carvalho, também é acusado de receber dinheiro do empresário Ronald
Levinsohn, que foi processado pela falência fraudulenta da caderneta de
poupança Delfin, e do jornalista Roberto Marinho.


BOICOTE

NAO TOLERE INTOLERANTES 31/03/2003 18:15

Vamos boicotar e fazer a Livraria Leitura saber disto: que esta perdendo
clientes por patrocinar um site de extrema-direita, que apoia a guerra, a
intolerancia e a hegemonia estadunidense sobre os povos.

Um pouco mais além do boicote

31/03/2003 18:34

Um boicote da nossa parte, pessoas realmente progressistas, que realmente
combatem o imperialismo, a intolerância, o fascismo, seria bom, mas
infelizmente insuficiente.

Ora, se levantarmos o perfil do comprador habitual da Livraria Cultura,
veremos que se trata de um membro da alta burguesia institucional. Afinal, o preço dos livros nessa livraria é um acinte (principalmente dos importados).

Pois muito bem, com boicote nosso ou sem boicote, o impacto seria irrisório.

Entretanto, uma ação um pouco mais direta surtiria efeito. Refiro-me à
invasão e à destruição das duas lojas dessa nefanda livraria, situadas
respectivamente no Conjunto Nacional e no Shopping Villa-Lobos. Imaginem
arregimentar cerca de 200, 300 pessoas, cada uma armada de paus, pedras e coquetéis-molotov? O mais importante é fazer isso e deixar claro o motivo da invasão.

Ação direta é isso.

Outra coisa: Será que não está mais do que na hora de dar um fim físico a
esse câncer chamado Olavo de Carvalho?

Não sei se os leitores sabem, mas esse canalha mantém um "curso de
filosofia" mensalmente, cobrando 100 reais por aula de cada aluno. E esse
curso é ministrado sempre no mesmo local.

Por que não convocar uma manifestação em frente ao local desse curso (ou
melhor, "lavagem cerebral") e, se possível, eliminar fisicamente esse
fascista, racista, canalha e miserável?

Vamos pensar nisso...

-----

Obs.:

O aiatolá Khomeini, considerando blasfemo o livro de Salman Rushdie, “Versos satânicos”, emitiu uma “fatwa” (decreto religioso), condenando o escritor à morte. Passou a oferecer US$ 3 milhões de dólares de recompensa para o muçulmano que o eliminasse fisicamente, e US$ 1 milhão de dólares para o não-muçulmano que fizesse o “trabalho”. A diferença do preço? Ora, é a tal intolerância islâmica fundamentalista, que julga os “infiéis”, os não muçulmanos, seres de última categoria, condenadas a arder eternamente no fogo do inferno. Recentemente, a “fatwa” foi novamente lançada no Irã pelo aiatolá do momento, lembrando que a condenação à morte de Rushdie não foi revogada.

Quanto ao incentivo para assassinar Olavo de Carvalho, não sei ainda quanto o Centro de Mídia Independente (CMI) oferece de prêmio. Mas, pelo que tenho lido ultimamente, muitos fariam o trabalho de graça. Só aqui, em Usina de Letras, há umas duas dúzias de tipos com esse perfil.

Quem dos fundamentalistas esquerdistas de Usina se candidata à “justa causa” de eliminar Olavo?

Ah! Os bravos talibãs de Mídia Independente irão dizer que é tudo brincadeirinha, que hoje é “April Fool’s Day”. Seria, mesmo, apenas o dia primeiro de abril? Será?


P.S.:

O CMI, claro, apagou suas pegadas criminosas na internet. O link http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2003/03/251552.shtml está desativado. Confira o texto de Olavo sobre o assunto em https://olavodecarvalho.org/salto-qualitativo/

F. Maier (12/07/2021)


Salvando a minha pele


Olavo de Carvalho

Zero Hora, 06 de abril de 2003

Convidado a participar do Fórum da Liberdade, não poderei comparecer, por um motivo muito simples: dois sites da internet, www.comunismo.com.br e “Mídia Independente” — este último uma ONG milionária com filiais em uma centena de países — estão promovendo uma campanha pública pela extinção física da minha pessoa, e nessas circunstâncias devo ficar no Rio de Janeiro para tomar as providências judiciais cabíveis.

“Execução sumária, sem direito a defesa”, exige um daqueles sites, enquanto o outro informa o local onde posso ser encontrado e sugere: “Será que não está mais do que na hora de dar um fim físico a esse câncer chamado Olavo de Carvalho?” (maiores detalhes em www.olavodecarvalho.org).

Essas coisas podem parecer extravagantes, mas é bem natural que sucedam numa época em que o próprio governo, em vez de proteger a população contra os agentes das Farc que vão dominando a indústria da violência nacional, prefere proteger as Farc contra o risco de ser chamadas de “terroristas” pelo malvado presidente da Colômbia.

Porém ainda mais criminoso que essa incitação ao homicídio é o esforço da mídia para abafar a notícia mais importante do ano: o deputado Alberto Fraga (PMDB-DF) anunciou na Câmara possuir provas cabais de que o PT foi financiado pelas Farc nas últimas eleições federais e estaduais. Embora o deputado já tenha coletado 86 assinaturas para um pedido de CPI, nada disso sai nos jornais ou na TV. Provavelmente também não se divulgará no Fórum da Liberdade, que, por falta de apoio do empresariado, foi reduzido ao tipo de oposição autocastrada que é mesmo o único que cabe num país governado por parceiros de Fidel Castro.

Enquanto isso, o governo brasileiro admite que os líderes das Farc estão confortavelmente instalados no território nacional e, é claro, nada faz para perturbar o sossego de tão ilustres visitantes, responsáveis, segundo seu sócio Beira-Mar, pelo fornecimento de duzentas toneladas de cocaína, por ano, ao mercado brasileiro. Falar de “colombianização” do Brasil, diante disso, é otimismo: na Colômbia, as Farc estão fora da lei; no Brasil, sob a proteção da lei.

Não só da lei, decerto. Se, por um lado, a articulação da narcoguerrilha continental com o terrorismo muçulmano já está mais que comprovada pela presença maciça de representantes deste último no governo Hugo Chávez e na Tríplice Fronteira, a mídia, por sua vez, está empenhada numa fortíssima campanha para demonizar as tropas anglo-americanas e livrar a cara do regime Saddam Hussein, abrigo e fortaleza de tantas organizações terroristas.

É lógico, também, que o sr. Luiz Eduardo Soares, uma das estrelas do Fórum da Liberdade este ano, e ele próprio um servidor da revolução mundial, dificilmente será incomodado com menções a temas tão desagradáveis, mas será deixado à vontade para expor a teoria oficial, segundo a qual a miséria e o desemprego geraram, por vias miraculosas e incompreensíveis, a máquina bilionária do narcotráfico e dos seqüestros, toda ela articulada politicamente no Foro de São Paulo, entidade fundada e liderada pelo nosso presidente da República.

Houve época em que por nada deste mundo eu perderia a oportunidade de espremer o sr. Luiz Eduardo com perguntas que, na minha ausência, ninguém lhe fará. Mas agora não posso: estou muito ocupado tratando de salvar a minha pele, e creio não estar longe o dia em que os leitores se verão em idêntico desconforto.


"Liderança comuna" ameaça "ordenar eliminar" GRAÇA SALGUEIRO, proprietária do Notalatina e do Observatorio Brasileño

sábado, 21 de fevereiro de 2009


"Liderança comuna" ameaça "ordenar eliminar" GRAÇA SALGUEIRO, proprietária do Notalatina e do Observatorio brasileño



visite tambem o OBSERVATORIO BRASILEÑO(em espanhol)


Sexta-feira, 20 de Fevereiro de 2009


Depois das duas últimas postagens o Notalatina recebeu muitos comentários, mas por um pequeno problema técnico – e passageiro, espero – não estou podendo publicá-los. É claro que nem todos merecem atenção ou divulgação, entretanto há muitos que serão publicados tão logo resolva este problema. Em relação à postagem de ontem sobre as fotos que comprovam que na Venezuela se comete crime eleitoral, recebi por intermédio de um amigo o informe de um blog (que não conheço) chamado “o mascate” dando um “furo de reportagem” copiado cinicamente do Notalatina sem os devidos créditos. E eu provo a desonestidade de quem fez isto porque recebi as fotos misturadas e tive o trabalho de pô-las na ordem seqüencial, do mesmo modo que aparece no tal blog. Não provo isto aqui (porque é um trabalho infrutífero), mas provei a amigos enviando o e-mail que recebi da Venezuela.


O(a) proprietário(a) daquele blog devia se envergonhar de copiar o trabalho alheio. Lembro que na minha infância havia muitos mascates, mas eles iam de porta em porta “vendendo” mercadorias; o desse blog não, ele prefere usurpar o trabalho alheio. Que coisa mesquinha e pobre, meu Deus... Aproveito para informar àqueles que me perguntaram se poderiam reproduzir em seus blogs o que informo aqui que sim, podem publicar e fico muito grata pela deferência, DESDE QUE INDIQUEM A FONTE, de preferência não publicando a matéria completa mas remetendo para o Notalatina.


Mas o motivo desta edição extraordinária é para dar conhecimento publicamente de um comentário que recebi de alguém que se intitula como uma “liderança comuna”. Não costumo dar muita importância a delírios mas este merece um comentário, e o faço intercalando em azul cada parágrafo desta pequena mas eloqüente mensagem. Bem, em primeiro lugar, não posso garantir que a pessoa que escreveu seja a mesma que diz ser (ou parece ser), até porque a rede é um imenso manicômio onde cada um é a pessoa que quer ser, até prova em contrário. Vamos à mensagem, transcrita literalmente:


>“Minha cara, tres observacoes de uma modesta "lideranca comuna":


"1.Seus artigos sao, em geral, bastante precisos quanto ao uso de nossas taticas e quanto a nossos objetivos estrategicos - parabens".


Sim, é verdade, porque não dou chutes a esmo mas estudo há anos, com seriedade e de fontes fidedignas, o movimento comunista internacional e nacional e a mente revolucionária, seus crimes e modos de ação, dos quais você é conivente ou participante. Inteligência serve, dentre outras coisas, para fazer isto que faço aqui, ou seja, alertar os ingênuos e desavisados.


“2.Mas justamente pela sofisticacao de nossa estrategia bem como pelo esmagador poder que conquistamos (com muito trabalho, é bom que se diga), suas denuncias são rigorosamente inúteis".


Aqui você se superestima. Há uma quantidade imensa de estudiosos que, em silêncio e sem nenhum espalhafato, fazem seu trabalho de formiga nas escolas, universidades, agremiações, entre o empresariado. Os projetos comunistas nunca foram para aplicação imediata mas de longo prazo. Também aprendemos com Gramsci a ter paciência e perseverança, para conquistar corações e mentes. Usamos as mesmas táticas de vocês, só que inversamente e em prol do bem, da liberdade e da democracia, com as bênçãos de Deus, não do diabo.


É só ver a recente vitória de nossas forças nos Estados Unidos, talvez o último possível foco de resistência".


Ora, mas isto não é nenhuma novidade! Basta ver quem apoiou e aplaudiu a vitória deste farsante muçulmano. Conta uma coisa que eu não saiba porque esta é velha!


“3. Sem querer parecer de forma alguma agressivo, mas sendo honesto, "a única razão pela qual voce e outros continuam vivos e escrevendo é porque os consideramos inofensivo".


Sim, “hay que endurecerse pero sin perder la ternura jamás!”, não é? Vocês comunistas assassinam um, com um sorriso angelical nos lábios… E com quanto prazer fazem isto! É curioso notar sua prepotência – como, de resto, de todo comunista/terrorista -,como se fosse DONO da vida e da morte de pessoas que nem conhece, “permitindo” que “continuemos" vivos! Quanta benemerência, quanta magnanimidade! Hoje não durmo, só em pensar que é a minha insignificância que me salva!


"São até algo úteis, dão um colorido a NOSSA sociedade. Tenha certeza de que não lhe guardo rancor ou ódio, mas que não hesitaria em ordenar sua eliminação no improvável caso de se tornar realmente inconveniente".


Aqui você se desnuda e faço questão que o mundo conheça suas idéiasIsto é uma clara ameaça de morte e ainda tem o cinismo de dizer que “não lhe guardo rancor ou ódio”. Como é que se mata alguém que não se conhece nem nutre sentimentos negativos por ela? Vejam bem, meus amigos, como é deformada a mente revolucionária. Acredita piamente que estaria praticando um bem à humanidade acabando com a minha vida. Este sujeito que se diz “uma liderança comuna” está me ameaçando de morte que, eufemisticamente (como os “recursos não contabilizados”), chama de “ordenar sua eliminação”. Se você é o José Antonio Gonçalves Duarte que militou no fracassado Partido Operário Comunista (POC) e veio aqui me ameaçar, saiba que não tenho medo nem vou parar de denunciar os crimes que vocês, comunistas, cometem de todas as formas há quase um século. Aliás, “eliminar” pessoas incômodas faz parte da natureza e estatutos de todos os organismos comunistas, que chamam de “justiçamento”. Leiam os livros escritos pelos próprios comunistas que hoje posam de vítimas; vejam os casos do Araguaia e de todo o movimento comuno-guerrilheiro das décadas de 30 e 60 - só no Brasil - que os “justiçamentos” não são poucos.


>“Seu” Antonio: vá catar coquinhos ou procurar sua turma. Vá procurar fazer alguma coisa de útil a alguém para ver se preenche o vazio que inunda sua alma corrompida e angustiada, vá curar sua demência psicopática em vez de ficar ameaçando de assassinar uma pessoa que não conhece e, segundo suas próprias palavras, é “inofensiva”. Envio uma advertência a todas as pessoas que lêem este blog: se alguma coisa de mal me acontecer – um acidente casual e aparentemente sem conexão com esta ameaça; um acidente de carro; um arranhão indevido; um assalto; um furto; uma doença inesperada; um ataque de vírus cybernético; uma perna quebrada -, denunciem esta ameaça feita por esta pessoa que “se diz” chamar J. Antonio Duarte.


"Um abraço
J. Antonio Duarte"


Não sou hipócrita, por isso não retribuo tampouco aceito o seu, pois não costumo abraçar meliantes.


Nota: Aos leitores que me chamaram a atenção sobre o brutal erro de ortografia na palavra “prosseguimento” na edição de ontem, agradeço a delicadeza do alerta mas justifico. Eu havia escrito “procedimento” e quando fui reler o texto antes de editar, vi que não era esta a que queria escrever e em vez de reescrevê-la toda, remendei a que havia, já cansada e louca para pôr a denúncia no ar. Como diz o ditado, a pressa é inimiga da perfeição, daí o erro crasso. Me perdoem!


Não desejo voltar a perder tempo respondendo mensagens deste teor mas, se este ou qualquer outro delinqüente tentar bancar o engraçadinho outra vez, estejam certos de que ponho a boca no mundo. Fiquem com Deus e até a próxima.


Comentários: G. Salgueiro





sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Liderança Comuna ameaça matar Graça Salgueiro, do Notalatina



Sexta-feira, 20 de Fevereiro de 2009

"Liderança comuna" ameaça "ordenar eliminar" proprietária do Notalatina

Depois das duas últimas postagens o Notalatina recebeu muitos comentários, mas por um pequeno problema técnico – e passageiro, espero – não estou podendo publicá-los. É claro que nem todos merecem atenção ou divulgação, entretanto há muitos que serão publicados tão logo resolva este problema. Em relação à postagem de ontem sobre as fotos que comprovam que na Venezuela se comete crime eleitoral, recebi por intermédio de um amigo o informe de um blog (que não conheço) chamado “o mascate” dando um “furo de reportagem” copiado cinicamente do Notalatina sem os devidos créditos. E eu provo a desonestidade de quem fez isto porque recebi as fotos misturadas e tive o trabalho de pô-las na ordem seqüencial, do mesmo modo que aparece no tal blog. Não provo isto aqui (porque é um trabalho infrutífero), mas provei a amigos enviando o e-mail que recebi da Venezuela.

Leia mais em http://notalatina.blogspot.com/2009/02/lideranca-comuna-ameaca-ordenar.html


Obs.: Os canalhas comunas matam os próprios kamaradas. Por que não iriam ameaçar seus desafetos, que os desmascaram na Internet?

Convém lembrar alguns episódios recentes:

- a morte do prefeito Celso Daniel, seguida da morte de pelo menos outras 6 pessoas em situação misteriosa; o irmão de Celso Daniel, Bruno Daniel, que fez graves denúncias contra petistas, hoje se encontra exilado em Paris, ameaçado de morte;

- a morte de uma testemunha, Milton Luís Kruger, que iria depor contra dois deputados petistas no Rio Grande do Sul (Raul Pont e Elvino Bohn Gass).

Minha solidariedade a Graça Salgueiro, a guerreira destemida, que combate a Peste Vermelha há muitos anos. Longa vida a Gracita, cadeia para os vagabundos comunas que querem escravizar o Brasil e fazem ameaças às pessoas decentes e democráticas deste País (F. Maier).


Cartas-->Carta aberta do irmão de Celso Daniel -- 16/04/2009 - 12:54 (Félix Maier)

https://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=26491&cat=Cartas&vinda=S

A CARTA DO IRMÃO DE CELSO DANIEL

Abaixo, uma carta aberta de Bruno José Daniel Filho, um dos irmãos de Celso Daniel. Só para constar: Bruno e sua mulher, Marilena Nakano, eram militantes do PT. Ao lado do irmão, integraram o grupo de fundadores do partido. Marilena foi secretária da Cultura da primeira gestão de Celso em Santo André, entre 1987 e 1990. Ameaçada de morte no Brasil, a família decidiu morar na França, onde se sente numa espécie de exílio. Segue a carta:

*

Hoje, 16 de abril, Celso Daniel, meu irmão, estaria completando 58 anos de vida. Como todos sabem, foi seqüestrado, torturado e assassinado há mais de sete anos quando era prefeito de Santo André e coordenava a elaboração do programa de governo do então candidato à presidência da república Luis Inácio Lula da Silva. Sérgio Gomes da Silva, que o acompanhava no momento do seqüestro, foi denunciado pelo Ministério Público como mandante desse crime. Foi preso por um pequeno período, mas responde em liberdade, após obter habeas corpus do Supremo Tribunal Federal, sob a alegação de que não representa perigo para a sociedade.

Apesar de todas as evidências colhidas pelo MP que mostraram que o crime foi planejado e que há pelo menos um mandante, o Poder Judiciário ainda sequer decidiu se o julgamento deve ir a júri popular porque, segundo informações que obtivemos do MP, a última das testemunhas arroladas pela defesa de « Sombra » (conforme Sérgio é chamado pela imprensa e era conhecido nos meios petistas) ainda não foi ouvida, pois nunca é encontrada. Parece-nos que expedientes como esse e tantos outros são usados para que as tramitações legais se alonguem no tempo, de modo a tornar mais difícil sua solução.

Inúmeros outros assassinatos que ganharam amplo espaço na imprensa já foram resolvidos ou a justiça já se posicionou quanto ao encaminhamento a ser dado. Como explicar que no « caso Isabella », de cinco anos, morta em 2008 ao cair do apartamento onde residia, seu pai e sua madrasta já tenham ido a júri popular e até hoje o processo de Celso segue sem essa decisão após mais de 7 anos? Como explicar que o promotor Igor Ferreira, 3 anos após ter tirado a vida de sua esposa já tenha sido julgado e condenado e o caso de Celso segue ainda sem resposta da justiça ? Como explicar que no crime de que foi acusado o promotor Thales Ferri Schoedl a decisão final tenha sido tomada em menos de 4 anos e os indiciados pelo crime contra Celso ainda sequer tenham ido a júri popular ? Como explicar que o jornalista Pimenta Neves tenha sido condenado em primeira instância após 6 anos pela morte de sua namorada, a jornalista Sandra Gomide, e o assassinato de Celso ainda se encontra em fase de arguição de testemunhas pelo juiz?

Poderíamos citar outros crimes, mas esses já são exemplares para afirmar : há algo de estranho que impede que o julgamento dos responsáveis por seu seqüestro, tortura e assassinato não seja solucionado. Quais são as razões dessa morosidade ? Quais são as pessoas e instituições que têm interesse no sentido de que nada seja resolvido ?

Não cabe a mim julgar os indiciados, mas cabe a mim denunciar esta morosidade. Além disso tenho o direito de apontar problemas de procedimentos correntes na justiça brasileira. Por exemplo, procedimentos que impedem o juiz de tomar a decisão se o processo relativo ao assassinato de meu irmão, passados mais de 7 anos de sua morte, vai ou não a júri popular enquanto não for ouvida a última testemunha de defesa de Sérgio Gomes da Silva.

Que país é o nosso em que pessoas já condenadas em primeira instância podem ficar soltas até que todos os recursos nas demais instâncias sejam analisados enquanto nós, minha família e eu, tivemos que deixar o país em 2006 em função de intimidações, perseguições e ameaças que sofremos e depois de terem ocorrido oito mortes relacionadas à morte do Celso ? Se é justo que um julgamento tenha que chegar a seu fim para que haja punições, é justo que os procedimentos legais possam se alongar quase que indefinidamente ?

Para aqueles que esperam que eu me cale, apesar da condição de exílio que hoje vivo, outorgado pelo Estado francês, uma vida que tem um lado amargo porque fico distante de meu país e sou impedido de ver amigos e parentes, quero dizer que o presente que tenho a dar ao meu irmão em cada um de seus aniversários é e será a minha luta, mesmo à distãncia, pelo aperfeiçaomento das nossas instituições através de nossas reivindicações de punição aos culpados pela morte de Celso e de mudanças ligadas às causas que lhe deram origem.

Como aceitar que Donizeti Braga, que teria tido seu celular rastreado na região do cativeiro de meu irmão, tenha direito a foro especial no processo de investigação pelo único fato de ser deputado estadual ? Como aceitar que o « Sombra » responda em liberdade por decisão da mais importante instância do Judiciário brasileiro enquanto somos obrigados a viver exilados ? Como aceitar que a lentidão de recursos interpostos possam retardar durante anos e anos a punição de criminosos, agora que o STF decidiu que a prisão de um condenado só pode ocorrer quando julgados todos os recursos ?

Sabemos que contamos com a solidariedade e apoio de muitos que lutam e também desejam que o Brasil seja um país mais democrático e menos injusto. Que esta carta ajude neste sentido e contribua para que o caso seja equacionado o mais rápido possível.

Bruno José Daniel Filho
França, 16 de abril de 2009

Por Reinaldo Azevedo | 04:13


Julio Severo foge do Brasil devido a ações de "homofobia" contra ele

https://juliosevero.blogspot.com/2009/03/julio-severo-fora-do-brasil.html

Carta aberta aos amigos do Blog Julio Severo

Estimados amigos

Cheguei a um novo lugar, estando agora fora do Brasil e distante dos amigos. Não foi uma decisão fácil. Aliás, foi a única alternativa.

Por causa de uma queixa de 2006 da Associação da Parada do Orgulho Gay de São Paulo, o Ministério Público Federal (MPF) vem procurando minha localização. A queixa é “homofobia”.

É verdade que não há no Brasil nenhuma lei de “homofobia”. Mesmo assim, o MPF recentemente intimou um amigo meu a prestar informações sobre minha localização. Meu amigo tentou, com a ajuda de um advogado judeu, dizer que ele não é responsável pelo conteúdo do meu blog.

Contudo, o MPF não aceitou a defesa dele, e continuou pressionando-o com o único objetivo de saber onde está Julio Severo.

Portanto, diante desse absurdo, vi-me forçado a sair do país com minha família: uma esposa com gravidez avançada e duas crianças pequenas. Estamos neste momento num lugar totalmente estranho. Que escolha tínhamos?

Além da queixa da Associação da Parada do Orgulho Gay, outras entidades e indivíduos homossexuais também entraram com ações e queixas no MPF contra meu blog por “homofobia”.

Saindo do país, esperamos aliviar as pressões das autoridades sobre amigos inocentes.

Eu queria poder aqui registrar publicamente os nomes de todos os que me ajudaram a fazer esta difícil viagem ao exterior, mas não ouso fazê-lo, consciente de que o MPF não poupou nem mesmo um amigo meu inocente. Só revelarei que o grande filósofo brasileiro Olavo de Carvalho muito colaborou. Se o MPF quiser processá-lo, a localização dele está nos EUA.

Se quiserem continuar com suas ações absurdas contra mim por “homofobia”, aviso que não estou mais no Brasil. Deixem meus amigos em paz.

Entretanto, dou outro aviso. Não me calarei. A voz que Deus me deu continuará sendo usada para alertar o Brasil, quer eu esteja na Índia, no Quênia, na Nicarágua ou qualquer outro país do mundo.

Servir a Deus e falar a verdade custa um preço alto. Oro para que Deus dê a cada um dos leitores do meu blog a coragem de pagar esse preço.

Convido-os também a ajudar para que minha voz não se cale. Daqui do meu exílio no exterior, num lugar totalmente desconhecido para nós, quero continuar a alertar o Brasil. Deixei o Brasil fisicamente, mas não em espírito.

Se puder ajudar a colaborar comigo e com minha família, por favor ore e também envie contribuições, pois é um momento de necessidade para nós. Se Deus o tocar para ser um colaborador regular, aceite o desafio de Deus.

Par depositar sua contribuição, clique aqui ou use esta informação:

Julio

Conta corrente 02399-0

Banco Itaú Agência 5649

Chegamos ao aeroporto e tivemos a grata surpresa de ver um pastor que viajou de avião de outra cidade apenas para nos dar as boas vindas. Deus o tocou para que ele viesse nos receber. Só havia ele ali, mas foi muita bênção, pois nada conhecemos aqui!

Hoje, enquanto estávamos tomando o café da manhã, uma TV estava ligada, e o primeiro programa que vimos nesta língua estava tratando de opções sexuais e “casamento” gay. Nesta mesma noite, tive um sonho onde vi a obsessão da agenda gay alcançando este país onde estamos. Esse foi o meu primeiro sonho neste país.

Contudo, somos peregrinos de Deus, e nossa cidadania é do Reino de Deus. Estamos debaixo da autoridade do Rei do Universo.

Um dia Lula, cujo governo hoje intima os inocentes por “crime” de “homofobia”, será obrigado a comparecer diante do supremo Juiz, onde sua condenação é certa.

Que Lula não ouse rir da minha situação, pois a hora dele e de seu mestre está chegando.

Conto com seu apoio e cooperação neste momento,

Julio Severo


Crise imobiliária de 2008 nos EUA repercutiu em todo o mundo, com consequências devastadoras. Maria da Conceição Tavares, a "Musa do Plano Cruzado", decretou o "enterro do neoliberalismo"... Cfr. meu texto em https://www.webartigos.com/artigos/o-enterro-do-neoliberalismo/9261

Cartas-->A esquerda latino-americana está em festa -- 08/10/2008 - 22:06 (Félix Maier)

https://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=25920&cat=Cartas&vinda=S

Esquerdopatas querem o caos

A esquerda latino-americana está em festa. A crise econômico-financeira atual despertou seus "instintos mais primitivos", uma vez que a falência do sistema e a miséria dela decorrente iriam levar a maioria dos países do mundo ao abismo, exatamente onde todo comunista quer colocá-los, independente das tragédias humanas e individuais que esta situação iria acarretar. Aliás, que esquerdista se preocupa com o indivíduo?

A aparente dicotomia entre o discurso Luiz Inácio da Silva na assembléia geral da ONU e a prática que ele e seu partido querem implantar no Brasil, relacionada à presença do Estado nas relações de mercado, não são delírio, como querem alguns. Ao contrário, é a premeditada estratégia deste indivíduo que, fingindo ser Deus, pediu outro dia que não usassem seu nome em vão. Tudo muito bem planejado porque, de bobo, ele não tem nada.

Enquanto lá fora, eles criticam o uso do dinheiro público para salvar o mercado, aqui, usam os recursos do Estado até para pagar o botox da primeira inútil. Imagine se, nos EUA, o dinheiro público fosse usado para comprar previdência privada para os netos do presidente Bush. Ele já estaria aposentado, desde o momento em que este fato fosse apenas uma suspeita.

A esquerda é sempre insensível e irresponsável. Por isso, veste a camisa (inglesa, claro, porque esquerdista que se preza não usa camiseta) da tragédia econômica, sem pensar nas consequências que poderiam transformar os ativos dos países em poeira. Ao contrário, torcem pelo caos, imaginando que suas teorias fracassadas poderiam prevalecer. Que Deus nos livre.

O caos, ao contrário, já se instalou em vários países latino-americanos, vítimas dos seguidores desta perniciosa ideologia.

O interessante e, nem por isso menos preocupante, é ver aliados e financiadores da farsa esquerdista pagando caríssimo pela cegueira de quem, por dinheiro e poder, alimenta serpentes e agora prova do veneno mais que previsto. É assim na Venezuela, é assim na Bolívia, é assim no Equador e será assim no Paraguai.

Enquanto o mundo inteiro procura alternativas para resolver a crise, os latino-americanos, esses iluminados, desestruturam empresas, impedem pessoas de ir e vir, brincam com o mercado e ignoram todos os sinais de perigo, como se vivéssemos em aldeias medievais exploradas por tiranos medíocres.

Aliás, será que não vivemos assim?

Postado por Saramar


Cartas-->Nota de falecimento -- 09/11/2010 - 14:14 (Félix Maier)

https://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=27839&cat=Cartas&vinda=S

Nota de Falecimento

Jorge Alberto Forrer Garcia - Coronel da Reserva, Curitiba/PR

Com a entrada no ar, no último dia 3, do novo portal do Exército Brasileiro na Internet, veio a ser definitivamente sepultada a Revolução Democrática de 31 de Março de 1964.

Nos dois únicos locais onde ela podia ser vista naquele site era na sinopse histórica da Força Terrestre e na relação das datas festivas e comemorativas - lá ela já não está mais.

É bem verdade que a coitada já de algum tempo vinha dando sinais de que seria “riscada” da História, a fim de não criar arestas com o poder dominante. Segue agora rumo ao esquecimento, onde se juntará à Intentona Comunista de 1935 e à Guerrilha do Araguaia. Afinal, não passam de apenas “factóides” criados pela mente deturpada de chefes militares da época e pelos quais muitos de nossos irmãos de armas - bestas que foram - cumpriram seu juramento à bandeira, dando a vida em defesa da honra, da integridade e das instituições do Estado Brasileiro.

Não queria crer que fosse simples assim apagar episódios da História Militar brasileira, mas o foi. Lembra aquela conhecida figura de uma cobra, em posição circular, abocanhando o próprio rabo, ou seja, comendo-se a si mesma.

Quero ver agora como é que se vai fazer com a denominação histórica atribuída à 4ª Brigada de Infantaria Motorizada, com sede em Juiz de Fora/MG e que, mediante portaria do Comando da Força - recebe a denominação de “Brigada 31 de Março”.

Outra coisa chatinha de se lidar vai ser com a série de outras denominações relacionadas com personagens que se destacaram na Revolução, como o Marechal Castello Branco, por exemplo, pois há várias homenagens a ele em repartições do Exército e essas honrarias, não obstante ter-se destacado na Força Expedicionária Brasileira (FEB), ele as obteve por sua oportuna intervenção nas ações de preparação e condução da Revolução que ora se quer esquecer. E a ponte Presidente Costa e Silva, a Rio - Niterói? Quando formos perguntados por que ela recebe esse nome diremos o quê? Que é uma homenagem a um militar que deu sua vida por uma revolução que não existiu?

Corrijam-me os companheiros se eu estiver delirando: Não fomos formados todos pensando que o Brasil tinha salvado-se a si mesmo em 1964?

Se a coisa aconteceu assim, quer dizer que fui, por muitos anos, iludido sobre um fato histórico que não aconteceu?

Sendo assim, será que posso acionar a União na Justiça por danos morais devido a ter-me proporcionado uma formação equivocada que hoje me torna um “deslocado” da sociedade politicamente correta?

Sim. Um “deslocado”, pois, a todo ano estarei em algum lugar relembrando as datas de nascimento daquelas senhoras: a Intentona Comunista de 1935, a Revolução Democrática de 1964 e a Guerrilha do Araguaia.

Meus sentimentos às pessoas ligadas às falecidas e que em algum momento deram suas vidas por elas.


Saiba como o Coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra passou a ser a Geni dos terroristas, não tendo nenhum apoio por parte do Exército:

Cartas-->Carta-resposta do coronel Brilhante Ustra -- 14/10/2008 - 22:04 (Félix Maier)

https://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=25937&cat=Cartas&vinda=S

Em 12 de outubro recebi o seguinte e-mail do meu correspondente CMG Refdo. Cesar Augusto Santos Azevedo. Como este e-mail está circulando em várias listas da internet, encaminho abaixo a minha resposta ao Cesar Augusto.

Atenciosamente

Carlos Alberto Brilhante Ustra


***

Amigo Ustra, eu sempre estive ao seu lado por entender que sua atuação como Comandante do DOI CODE do II EX foi uma atuação marcada pelo profissionalismo e pela justiça firme e estava de acordo com as orientações recebidas de seus legítimos Comandantes.

Apenas não posso estar de acordo com este manifesto que teria sido lançado pela ONG Ternuma, a qual sempre prestigiei, e que agora não posso concordar, pelas razões pelas quais eu passo a explicar, a saber:

1) Achei injusto terem classificado de Covarde e Omissa a atuação do nosso Exército e digo nosso por entender ser ele não apenas daqueles que fazem parte de sua constituição e sim de todos nós brasileiros.

2) Qualquer demonstração de desunião entre nós, entre a reserva e a ativa, dificultarão as nossas ações e nos enfraquecerá. A hierarquia e a disciplina, pilares basilares de nossas Instituições, poderão ficar comprometidos

3) Sou, como vc sabe muito bem, oficial de Marinha, CMG Refdo e que tive minha formação inicial feita no saudoso CMRJ, onde solidifiquei os meus princípios morais recebidos naquele educandário militar e que inicialmente recebi de minha família, em especial de meus pais.

4) Naquela época escolar fui colega de turma e amigo do atual general Enzo Martins Peri, companheiro que desde os bancos escolares do CM, passei a adimirar por suas qualidades pessoais e morais. Era sem dúvida um dos mais capacitado moralment. Estudante, inteligente, semprer destacado entre os demais de minha turma. Amigo cordial com que convivi naquele tempo do CMRJ.

5) Ustra, eu pude acompanhar a sua luta e de sua esposa na tentativa de você cumprir a difícil tarefa de comandar o Doi Code do II EX, designação que você nada fez para conseguir. Você terminara a ECEME e se apresentara ao II EX e fora designado oficialmente. Suas qualidades morais atestadas por meu falecido primo, Cel Art Castro Pinto, serviram para que eu passasse a adimira-lo e defende-lo contra as acusações orquestradas, primeiramente pela artista global Beth Mendes, que fazendo parte da comitiva do então Presidente Sarney a uma viagem ao Uruguai, onde você exercia a função de adido militar brasileiro, teceu acusações diretamente pela mídia daquele país, deixou você e sua família constrangidos e numa situação delicada. Caberia a meu ver ao então ministro, General Leonidas, ter cortado qualquer tentativa de vingança gratuita junto ao Presidente contra você e contra o Exército que você representava naquele País amigo e que fora designado por indicação do próprio Exército. Você acabou se envolvendo e servindo de alvo para as futuras ações revanchistas destes terroristas criminosos que hoje fazem parte do atual Governo. Aquela teria sido a oportunidade de uma vez por todas de se por um fim as ações de revanchismo que hoje proliferam contra as Forças Armadas pela ação firme do então ministro Leonidas e seus pares. Deixaram a cobra se criar diante da fraqueza de um Sarney que fora alçado a Presidência contra a vontade política do presidente Figueiredo, quando do falecimento do eleito Tancredo Neves. Mas isto é história e na realidade disto ficou apenas a tentativa que se perpetuou pela vingança bem orquestrada de uma esquerda terrorista contra o movimento de março de 1964 e suas repercussões iniciadas em 1968.

6) Você sabe tão bem como todos nós que o general Enzo, não poderia deixar que sua "tropa" viesse tomar a sua defesa pública num processo judicial que está em marcha e que ainda cabe recursos. Isto poderia por certo vir inclusive a lhe prejudicar, digo a você, Ustra. A meu ver caberia ao Clube Militar e a seus co-irmãos a defesa de tudo aquilo que diz respeito as nossas instituições e a defesa de seus associados no que diz respeito as ações decorrentes do Movimento de 1964, movimento este democrático e que foi conduzido pela ação da Instituição Militar e portanto dentro da esfera dos Clubes Militares, na impossibilidade atualmente desta defesa ser feita diretamente pelos Comandantes de Forças. Muitos colegas acham que o envolvimento dos Clubes seria o início da sindicalização destas instituições. Eu acho que não. Primeiro, desde os primórdios da nossa frágil república, os clubes sempre tiveram um envolvimento político em tudo que dizia respeito aos interesses das Forças Armadas. Segundo, seus Presidentes sempre foram eleitos democraticamente pelo corpo de associados e portanto eles têm a legitimidade de agir em nome da classe militar.

Por outro lado, desde que nossos ex Ministros deixaram de ser "2º escalão" na esfera Federal de Governo, eles perderam força política junto ao governo. Com isto, s.mj, os nossos clubes deveriam ganhar a força que eles perderam ao serem nomeados apenas Comandantes de Forças. Os clubes poderiam sim agir em tudo aquilo que hoje, pela natureza política, nossos Comandantes se sintam "impedidos" de fazê-lo. Observe que hoje em dia o governo quando quer inibir os Comandantes, citam sempre a disciplina e a hierarquia como forma de neutralizar as ações de nossos Comandantes. Assim, e nestes casos, com uma ação inteligente e coordenada, eles, os clubes, através seus Presidentes, deveriam agir, não para desmerecerem ou tirarem forças dos Comandantes mas para preserva-los inclusive.

Portanto eu advogo que os Clubes MIlitares deveriam agir na sua defesa e na defesa de tudo aquilo que dissesse respeito as ações revanchistas movidas contra militares. Aliás, isto eles têm procurado fazer em conjunto, não talvez com a firmeza que todos nós gostaríamos de ver mas pelo menos dentro do possível. A sociedade civil tem pela classe militar um grande respeito e a palavra dos Clubes Militares é sempre respeitada e acatada pela maioria da sociedade como representativa do meio militar, inclusive pela mídia nacional. Esta seria uma estratégia inteligente de defender-nos contra este revanchismo.

Atenciosamente,

Cesar Augusto Santos Azevedo, CMG Refdo.

PS - Estou enviando cópia por CC aos Presidentes dos Clubes, ao Comandante do EB, ao Grupo Ternuma por tecer considerações que envolviam estas Instituições e por CCO para alguns militares da reserva, alguns mais antigos, para que todos saibam o que eu penso sobre este assunto.


***

Prezado Cesar Augusto

Sempre recebi e soube de seu apoio à situação em que me encontro, juntamente com minha família. Mas, o que mais me angustia é ver a história ser reescrita, enxovalhando as Forças Armadas, especialmente o Exército, ao qual dediquei praticamente toda minha vida.

Não é apenas opinião minha, mas essa campanha visa muito mais à desmoralização das Forças Armadas do que a mim mesmo. Sou apenas o bode expiatório que carregará todo o peso dos "pecados" que os órgão de segurança possam ter cometido.

Como você mesmo afirma, fui designado oficialmente para uma função que poderia ter sido ocupada por qualquer oficial que tivesse os pré-requisitos exigidos. Procurei cumpri-la com afinco, com firmeza, tentando ser humano e justo. Estive por três anos e quatro meses confrontando uma guerrilha, na qual os combates aconteciam com muita freqüência. O inimigo era perigoso, desconhecido, camuflado no meio da sociedade, treinado e ideológicamente fanatizado. Você bem sabe que a motivação não era a derrubada do regime militar. Nada se passou no DOI que não fosse do conhecimento dos Comandantes da Área, que, evidentemente, repassavam as informações para seus superiores. Cumpri ordens e procurei cumpri-las bem.

1- Quanto ao manifesto do Ternuma - não fui eu que o escrevi -, creio ser um desabafo de quem imagina um subordinado, que cumpriu as ordens recebidas de seus superiores, ser acusado apenas com testemunhos de pessoas envolvidas com a mesma ideologia, e vê seu comandante (ainda que não seja o mesmo) não defendê-lo ou, pelo menos, não defender a Instituição a qual ele pertence.

Não sei se está exagerado ou não. Sou suspeito para falar. Pode não ser covardia, mas a omissão é inegável.

2- Você sabe qual foi minha primeira atitude ao receber o 1º processo (por enquanto são 3)?

Em primeiro lugar comunicar ao Exército, para saber o que fazer.

Você sabe qual foi o apoio que recebi do Exército? Nenhuma resposta, nem uma chamada para uma conversa franca, nem um conselho, nenhuma porta se abriu, nada. Foi a maior decepção de minha vida. Afinal, eu não estou sendo processado por um ato pessoal, particular. Estou sendo processado por atos que na época me renderam uma medalha do Pacificador com Palma.

Qual é a demonstração de união entre a ativa e a reserva que existe? Onde está o programa "Conversando com a reserva"?

Será que não imaginaram como eu me senti? Será que não imaginaram o que minhas duas filhas sentiram ? De minha mulher eu nem falo, porque partiu dela, sempre muito lúcida, companheira e lutadora, a idéia de primeiro comunicar ao Exército para receber orientações e não quebrar a hierarquia.

3 - Como você, tive minha formação inicial feita na Escola Preparatória de Porto Alegre onde, também, solidifiquei os meus princípios morais recebidos naquele educandário militar e que inicialmente recebi de minha família, em especial de meus pais. Sempre fui considerado um oficial tranqüilo, ponderado, calmo, cumpridor de ordens e respeitador da hierarquia. Talvez, pelo meu passado, tenha sido escolhido para o cargo.

4- Não tive oportunidade de cruzar em minha vida profissional, nem particular com o General Enzo, mas sei de suas qualidades morais e profissionais, o que não me impede de -, talvez por estar no olho do furacão, engolindo sapos, amarguras e execração pública - imaginar que sua atitude poderia ser outra. Não sei qual. Talvez, nem seja defender-me, mas defender a Instituição. Talvez você entenda a minha posição, se se colocar no meu lugar, vendo seu nome envolvido nesse escândalo, sua família sofrendo e a Marinha dividida em Marinha de ontem e Marinha de hoje.

5- Realmente qualquer um poderia estar no meu lugar. Foi bastante difícil para mim e minha família suportar a tensão desse período.
Não sabia que o saudoso Castro Pinto era seu primo. Tivemos uma boa convivência.

Quanto ao caso Bete Mendes, você está enganado.

O General Leônidas foi um leão em minha defesa. Não aceitou que eu fosse recambiado antes que terminasse o meu tempo de adido e determinou ao CComSEx que soltasse uma nota, publicada nos jornais e depois publicada no meu livro, em que me elogiava e dizia que eu permaneceria no cargo até o fim da missão. Quando voltei do Uruguai, escrevi o meu 1º livro, ainda na ativa. Por esta atitude, quando a turba exigia que eu fosse preso, o então Ministro Leônidas disse pela TV, mais de uma vez, em alto e bom tom, que era um direito meu defender minha honra e a honra de minha família.

Foi o último Ministro a tomar uma atitude nesses casos. Veja o que aconteceu depois com o Avólio...

Você diz: Você acabou se envolvendo e servindo de alvo para futuras ações (...)

Pergunto-lhe, como não me envolver? Quem cala consente. Dou graças a Deus de ter me dado forças para escrever os dois livros, principalmente o último. Pelo menos, alguns jovens têm lido e o retorno tem sido maravilhoso. É pouco, mas é alguma coisa.

A oportunidade para se pôr fim a essas ações revanchistas foi perdida depois que o Ministro Leônidas deixou o ministério. Se cada vez que as Forças Armadas sofressem um ataque houvesse um rebate, se os crimes deles fossem mostrados, se se acabasse com o mito dos "estudantes que lutavam desarmados pela liberdade", isso não teria chegado onde chegou. A culpa vem de longe.

Ganhamos a luta armada mas perdemos a guerra das palavras. A mídia foi toda formada por eles.

Não foi o General Leônidas e seus pares que deixaram a cobra se criar. Foram seus sucessores.

6- Jamais esperei, nem queria, que o General Enzo deixasse sua tropa tomar minha defesa pública num processo judicial (eu diria político e, principalmente, mesmo que eu tivesse cometido os crimes de que me acusam, contra a Lei da Anistia). Você diz que isso poderia vir a me prejudicar.

Pergunto-lhe: o que pensará um jovem capitão ao ver um comandante deixar seu subordinado que cumpriu suas ordens, solto às feras e sem defendê-lo?

Poderão dizer, mas o comandante que deu as ordens não foi o general Enzo. Isso justificaria tamanha omissão? O Exército não é o mesmo? Os tempos é que são outros? Que garantia os oficiais da ativa terão de que com eles não acontecerá o que está acontecendo comigo, caso recebam ordens de empregar a sua tropa?
Serei eu o prejudicado?

Cesar Augusto, não tenho nada mais a perder. Só não posso perder o respeito de minha família e o respeito por mim mesmo. E é isso que estou tentando manter, apesar de estar quase perdendo as forças.

Realmente venho me decepcionando com alguns chefes. Venho me decepcionando ao longo desses 20 anos, com as Forças Armadas mudas, acuadas, omissas, não especificamente com o meu caso, mas com a defesa das Instituições.

Agradeço sua preocupação e sua sugestão de que os Clubes Militares deveriam agir na minha defesa e na defesa de tudo aquilo que disser respeito às ações revanchistas movidas contra militares (e pode ter certeza que outros virão), mas pode crer que o que me preocupa é justamente o respeito que a sociedade civil tem pela classe militar que acabará abalada por todos esses escândalos.

Creia, eles querem a minha cabeça, mas querem mais, querem o corpo, a alma das Forças Armadas. E, escreva (espero não ver) , acabarão conseguindo.

Atenciosamente

Carlos Alberto Brilhante Ustra - Cel Ref

PS: Envei cópias para os mesmos a quem você enviou este e-mail


Começou o governo do PT, em 2003, saiba o que ocorreu no Consulado Brasileiro de Los Angeles:

Cartas-->7 Setembro: Carta de Eloy Franco -- 09/09/2008 - 11:54 (Félix Maier)

https://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=25836&cat=Cartas&vinda=S

Oi Gente,

Hoje já é 8 de Setembro. São agora 19.45 hora local. Não ouví nada daqui ou do Brasil sobre a Independência do Brasil. Antes de 2002 (primeira eleição do Lula) o Consulado Brasileiro de Los Angeles dava, gratuitamente, um banquete no famoso bairro de Beverly Hills, na sede dos artistas de cinema de Hollywood e também se via o melhor filme Brasileiro do ano.

O Cônsul Brasileiro (Jorio da Gama), que foi então transferido para ser embaixador na Africa do Sul, era muito meu amigo. Naquele tempo eu recebia religiosamente os artigos da Emérita Professora Maria Lucia de Londrina, Paraná, e os repassava para o Embaixador Jorio da Gama, que mensalmente copiava todos os artigos e mandava por carta (tudo gratuito) a cada familia da Comunidade Brasileira de Los Angeles.

O Jório vivia me convidando para tomar um cafesinho no Consulado que ficava e ainda fica em Beverly Hills. Para mim era uma trabalheira danada, pois o local do Consulado era muito fora de mão para mim. Teve um dia que fui ao Consulado e reparei que na parede havia um quadro de um Chafariz de Ouro Preto, Minas Gerais, com os dizeres embaixo dizendo "Brasil é História" e mais abaixo a tradução para o Inglês dizendo "Brazil is History". Aí eu chamei a atenção do Embaixador Jorio, dizendo que em Inglês pode-se interpretar que o Brasil não existe mais. Aí o Jorio me agradeceu muito e mudou a tradução em Inglês.

Mas, depois que ele saiu (que coincidiu com a vitória do Lula em 2002), tudo acabou: Pediram por carta para eu não enviar mais artigos da Maria Lucia. E também não sou mais convidado pelo Consulado e nem sei se eles ainda celebram o 7 de Setembro como eles costumavam celebrar.

Eloy


Obs.: Mensagem enviada por Eloy Franco, brasileiro-americano resistente na Califórnia, EUA. Maria Lúcia é a socióloga Maria Lúcia Victor Barbosa, professora universitária de Londrina, exímia articulista e escritora (F. Maier).


Cartas-->A carta de Fidel para Chávez -- 12/04/2010 - 14:43 (Félix Maier)

https://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=27453&cat=Cartas&vinda=S

Re: (1) A carta de Fidel para Chavez‏
De: Graça Salgueiro (g.salgueiro@terra.com.br)
Enviada: segunda-feira, 12 de abril de 2010 14:28:37
Para: Ana (ana_prudente@uol.com.br)

Ana, por favor, lei isto aqui: 
http://notalatina.blogspot.com/2009/08/transcricao-da-carta-de-fidel-para.html


Me impressiona esta gente, pois apesar de terem recebido o informe de Notalatina, continuam divulgando como se fosse "coisa anônima" achada no lixo e que qualquer um pode se apossar como se fosse seu. Quem fez isto teve a cara de pau de copiar até o preâmbulo escrito por mim, antes das "orientações", mas não teve a decência de dar os créditos à tradutora e ao blog que divulgou isto com exclusividade em 2005!

Vê por que é impossível uma hipotética "união", com gente que "se diz" de direita e que sequer sabe o que é RESPEITO?

Abs

MG

Obs.: MG significa "Miss Grace", ou seja, Graça Salgueiro (F. Maier).



Em 12/04/2010, às 12:58, Ana escreveu:

Abaixo a transcrição fiel da carta escrita por Fidel a Chavez, que vem na gravação a seguir falada em espanhol.

Muitos de vodês poderão me dizer que esta carta é falsa. E então, já retorno a pergunta: Você tem provas de que é falsa?

Se tiver, me envie por favor pois o conteudo desta vem ao encontro de várias noticias soltas por aí e não é de hoje.

Trata-se nada mais do que a cartilha comunista atualizada para os dias de hoje. E Lula tem tudo a ver com isso.

Ana Prudente


----- Original Message -----
From: Celgn


Escute o que é falado sobre Lula na gravação:

http://www.youtube.com/watch?v=mhs1DTgYURM&feature=related


ORIENTAÇÕES DE FIDEL CASTRO A HUGO CHÁVEZ.

Transcrição exata da tradução para o português do documento enviado por Fidel Castro ao Presidente Hugo Cháves, da Venezuela, o qual esquematiza em linhas gerais as três etapas a seguir (a primeira já cumprida, a segunda em vias de), a fim de implantar de vez um regime comunista na Venezuela.

PRIMEIRA ETAPA

Os pobres são maioria e têm pouca memória. Injeta-lhes esperança e acusa o passado, à Democracia de todos os seus males. Mantém-te em linha permanente com teu povo. Identifica-te com eles. Teu verbo tem de ser simples; isso lhes chega muito bem, pois tens o tempero que faz falta . Emociona-os, leva-os em consideração. Aprende a manipular a ignorância . O verbo deve ser inflamado, de autoridade e poder; não te preocupes com os ricos e a classe média, [pois] não são mais que 80% de pobres o que tu necessitas. Os ricos saem correndo se lhes fazes "Buu!!!"

Os católicos adoram menções da Bíblia ou de Cristo. Os católicos, em que pese ser a grande maioria na Venezuela, não fazem nada. Rezar, sem ações, não vão chegar a parte alguma; são uns bobalhões. Enquanto a igreja está adormecida, aproveita. Quando decidirem mover-se, já estarás instalado. Lembra que a igreja é "escorregadia". Segue fustigando. Os católicos sem liderança não são ninguém. Nenhum padreco vai reagir. Há dois ou três que querem rebelar-se, porém seus superiores os encurralam. Se vês um sacerdote católico alvoroçado, compra-o, chama-o, ganha-o para ti; se o povo cristão se te rebela, esse será teu último dia... porém, dificilmente esse dia virá. Os judeus na Venezuela não contam, os Evangélicos são uns pobres coitados e as demais religiões para que nomeá-las? Cita o Cristo, sempre, fala em seu nome, lembra que isto a mim me deu excelentes resultados.

Inclui bandeiras e Simón Bolívar quando possas. Gera um novo nacionalismo. Desperta o ódio, divide os venezuelanos. Esta etapa te dará bons dividendos... Se eliminarão uns aos outros, a violência te ajudará também a instalar-te mais tarde à força. Entretanto, fale-lhes de Democracia. Tens dinheiro, compra a fidelidade enquanto cumpres os teus objetivos. Quando consegues o que queres se se opõem ou te aconselham, despreza-os. Envia-os a embaixadas, dá-lhes dinheiro para que se calem ou tira-os do país para que a imprensa não os utilize. Os que se oponham "planta-lhes" delitos; isso desqualifica para sempre . Por todos os meios mantém maioria na Assembléia . Mantém a teu lado no mínimo a Procuradoria e o Tribunal. Compre todos os militares com comando de tropa e equipamentos . Põe-os onde há bastante dinheiro. Compra banqueiros. Grandes comerciantes e construtores . Dá-lhes contratos, trabalhos e facilidades para esta primeira etapa .


SEGUNDA ETAPA

Para a segunda etapa tens que haver formado Comitês de Defesa da Revolução que os podes chamar de "Bolivarianos". Faz trabalho comunitário com eles para que te defendam agradecidos. Paga-lhes para que sigam teus alinhamentos (marchas, concentrações). Dos comitês seleciona os mais agressivos para uma força de choque armada que podem necessitar se a coisa se põe difícil. Controla a Polícia, destrói-a. Ponha-na à tua disposição. Na segunda etapa tens que aprofundar a visão da Revolução. Deve-se mencionar muito a palavra revolução. Isto emociona os pobres .

Aqui tens que fraturar as uniões de trabalhadores e de empresários que podem fazer oposição. Aqui temos que conseguir com que os trabalhadores estejam filiados a uma central paralela. Com dinheiro se consegue. Do mesmo modo, tens que armar uma central de empresários paralela. Ataca os empresários. Acusa-os de famintos, fascistas e particularmente acusa-os de golpistas; faz-te de fraco .

A mente dos homens se situa no mais fraco e na injustiça. Se não o podes comprá-los, fecha os meios de comunicação radial, impressos e televisoras . Tua empresa de petróleo é quem te produz o dinheiro do projeto. Põe uma Junta Diretora Revolucionária. Demite os técnicos e acaba com essa chamada meritocracia.


TERCEIRA ETAPA

Se tens tudo nesta etapa podes seguir para a terceira. Na terceira etapa podes violar a Constituição porque ninguém vai te impedir. Ordena invasões. Distribui armas, drogas e dinheiro. Acusa-os de espiões e corruptos. Desprestigia-os. Prende muitos jornalistas, empresários, líderes trabalhistas. Os demais escaparão do país ou serão punidos.

Reestrutura o Gabinete. Aqui podes desfazer-te de teus colaboradores . A alguns podes premiá-los e outros desprezá-los pois já não há oposição. Tens que pôr camaradas. Estabelece o chamado constitucionalmente. Estado de Exceção ; Suspende garantias. Lança o toque de recolher. Apura-te, olha se o povo te está achando excelente. Fecha todos os meios de comunicação. Destrói Prefeitos e Governadores da oposição.

Anuncia a reestruturação de todas as áreas do Estado e a elaboração de uma nova Constituição. Forma um Conselho de Governo com 500 membros. No Conselho Assessor do Governo estarei eu. Há que fuzilar os opositores que não aprendem. Isso é a única coisa que os silencia e é mais econômico.

Nunca deixes que se organizem, nem deixes que conheçam tuas intenções . Seremos respeitados novamente com o Marxismo-Leninismo. Brasil, Equador, Venezuela e Cuba a passos indestrutíveis. Se vejo que não tens colhões, recolho todo o meu pessoal; podem me matar os militares, quando se te ergam, se não me fazes caso.

Que estás esperando, Hugo?


Carta de Fidel Castro a Salvador Allende

http://felixmaier1950.blogspot.com/2020/07/a-pedra-de-roseta-do-caribe-por-felix.html

Um mês antes do contragolpe do general Augusto Pinochet, Fidel Castro mandou ao Chile dois de seus maiores “especialistas” em organização de violência política: o 1º ministro-substituto, Carlos Rafael Rodriguez, e o chefe da temida polícia secreta, Manuel Piñero, o “Barbarroxa”, com a seguinte carta:

Habana, julio 29 de 1973

Querido Salvador:

Con el pretexto de discutir contigo cuestiones referentes a la reunión de países no alineados, Carlos y Piñeiro realizan un viaje a ésa. El objetivo real es informarse contigo sobre la situación y ofrecerte como siempre nuestra desposición a cooperar frente a las dificuldades y peligros que obstaculizan y amenazan el proceso. La estancia de ellos será muy breve por cuanto tienen aquí muchas obligaciones pendientes y, no sin sacrificio de sus trabajos, decidimos que hicieran el viaje.

Veo que están ahora en la delicada cuestión del diálogo con la D.C. en medio de acontecimientos graves como el brutal asesinato de tu edecán naval y la nueva huelga de los dueños de camiones. Imagino por ello la gran tensión existente y tus deseos de ganar tiempo, mejorar la correlación de fuerzas para caso de que estalle la lucha y, de ser posible, hallar un cauce que permita seguir adelante el proceso revolucionario sin contienda civil, a la vez que salvar tu responsabilidad histórica por lo que pueda ocurrir. Estos son propósitos loables. Pero en caso de que la outra parte, cuyas intenciones reales no estamos en condiciones de valorar desde aquí, se empeñase en una política pérfida e irresponsable exigiendo un precio imposible de pagar por la Unidad Popular y la Revolución, lo cual es, incluso, bastante probable, no olvides por un segundo la formidable fuerza de la clase obrera chilena y el respaldo enérgico que te há brindado en todos los momentos difíciles; ella puede, a tu llamado ante la Revolución en peligro, paralizar los golpistas, mantener la adhesión de los vacilantes, imponer sus condiciones y decidir de una vez, si es preciso, el destino de Chile. El enemigo debe saber que está apercibida y lista para entrar en acción. Su fuerza y su combatividad pueden inclinar la balanza en la capital a tu favor aun cuando otras circunstancias sean desfavorables.

Tu decisión de defender el proceso con firmeza y con honor hasta el precio de tu propria vida, que todos te saben capaz de cumplir, arrastrarán a tu lado todas las fuerzas capaces de combatir y todos los hombres y mujeres dignos de Chile. Tu valor, tu serenidad y tu audacia en esta hora histórica de tu patria y, sobre todo, tu jefatura firme, resuelta y heroicamente ejercida constituyen la clave da la situación.

Hazle saber a Carlos y Manuel en qué podemos cooperar tus leales amigos cubanos.

Te reitero el cariño y la ilimitada confianza de nuestro pueblo.

Fraternalmente,

Fidel Castro


(Texto extraído do “LIBRO BLANCO DEL CAMBIO DEL GOBIERNO EN CHILE”, 11 de Septiembre de 1973. Impreso y editado por Editorial Lord Cochrane, S.A., Santiago, Chile)

***

Havana, July 29, 1973

Dear Salvador,

With the pretext of discussing with you the problems referring to the meeting of the countries not aligned, Carlos and Piñeiro will be travelling to such. The real objective is to be informed by you about the situation and offer to you as always our arrangement to cooperate facing the difficulties and dangers that block and threaten the process. Their stay will be very short in as much as they have here many pending obligations and, not without sacrificing their projects, we decided that they make the trip.

I see that they are now in the delicate situation of dialoguing with the D.C. (Democracia Cristiana), in the middle of serious events as the brutal assassination of your naval military bodyguard and the new strike of the truck owners. I imagine the great tension existing because of this and your desires of winning time, to improve the analogous violence in case that the struggle explodes and, if possible, to find a road that permits to move forward with the revolutionary process without a civil war, but at the same time save your historical responsibility for what could occur. These are laudable purposes. But in case that the opposition, whose real intentions are in no conditions to be valued from here, engages in a treacherous and irresponsible policy demanding an impossible price to pay for the Popular Unity and the Revolution, something which is, even, quite probable, do not forget for a second the formidable force the Chilean working class and the power might they have offered to you in all the difficult moments; they can, if you call before the Revolution faces danger, paralyze the golpistas, maintain the adhesion of those who are hesitant, imposing their conditions to decide once and for all, if necessary, the destiny of Chile. The enemy must know that they are being perceived and ready to enter into combat action. Their force and their combat strength could balance the scale in the capital city to your favor even though in other circumstances could be unfavorable.

Your decision of defending the process with firmness and with honor even by paying the price with your own life, and as all know you are capable of fulfilling, will drag to your side all the violent forces capable of combat and all the worthy men and women of Chile. Your value, your serenity and your audacity in this historical hour of your country and, above all, your unswerving command, resolved and heroically exercised constitute the key to the situation.

You let Carlos and Manuel know how we can cooperate your loyal Cuban friends.

I reiterate to you the fondness and the unlimited trust of our people.

Fraternally,

Fidel Castro.


(Texto extraído do site www.fundacionpinochet.cl/)

***

Havana, 29 de julho de 1973

Querido Salvador

Com o pretexto de discutir contigo questões referentes à reunião de países não-alinhados, Carlos e Piñero realizam uma viagem para aí. O objetivo real é informar-se contigo sobre a situação e oferecer-te, como sempre, nossa disposição de cooperar frente às dificuldades e perigos que obstaculizam e ameaçam o processo. A estada deles será muito breve, porquanto têm aqui muitas obrigações pendentes e, não sem sacrificar seus trabalhos, decidimos que fizessem a viagem.

Vejo que estão, agora, na delicada questão do diálogo com a D. C. (Democracia Cristã) em meio aos graves acontecimentos, como o brutal assassinato de seu Ajudante-de-Ordens Naval e a nova greve dos donos de caminhões. Imagino a grande tensão existente devido a isso e teus desejos de ganhar tempo, melhorar a correlação de forças para o caso de que comece a luta e, se possível, achar um caminho que permita seguir adiante o processo revolucionário sem guerra civil, junto com salvar tua responsabilidade histórica por aquilo que possa ocorrer.

Estes são propósitos louváveis.

Mas, no caso da oposição, cujas reais intenções não estamos em condições de avaliar daqui, empenhar-se em uma política pérfida e irresponsável exigindo um preço impossível de pagar pela Unidade Popular e a Revolução, o qual é, inclusive, bastante provável, não esqueças, por um segundo, da formidável força da classe trabalhadora chilena e do forte respaldo que te ofereceram em todos os momentos difíceis; ela pode, a teu chamado, ante a Revolução em perigo, paralisar os golpistas, manter a adesão dos vacilantes, impor suas condições e decidir de uma vez, se for preciso, o destino do Chile. O inimigo deve saber de que dispões do necessário para entrar em ação. Sua força e sua combatividade podem inclinar a balança na capital a teu favor, inclusive, quando outras circunstâncias sejam desfavoráveis.

Tua decisão de defender o processo com firmeza e com honra, mesmo com o preço da própria vida, que todos te sabem capaz de cumprir, arrastarão a teu lado todas as forças capazes de combater e todos os homens e mulheres dignos do Chile. Teu valor, tua serenidade e tua audácia nesta hora histórica de tua pátria e, sobretudo, teu comando firme, decidido e heroicamente exercido, constituem a chave da situação.

Faz Carlos e Manuel saberem em que podem cooperar teus leais amigos cubanos.

Te reitero o carinho e a ilimitada confiança de nosso povo.

Fraternalmente,

Fidel Castro


(Tradução de José Acácio da Rocha, ex-Auxiliar de Adido militar brasileiro no Chile)


Carta de Dom Paulo Evaristo Arns para Fidel Castro


Queridíssimo Fidel,

Paz e bem

Aproveito a viagem de Frei Betto para lhe enviar um abraço e saudar o povo cubano pela ocasião desde 30º aniversário da Revolução. […] A Fé cristã descobre nas conquistas da Revolução os sinais do Reino de Deus que se manifesta em nossos corações e nas estruturas que permitem fazer da convivência política uma obra de amor. […] Infelizmente ainda não se deram as condições favoráveis para que se efetue o nosso encontro. Tenho-o presente diariamente em minhas orações e peço ao pai que lhe conceda sempre a graça de conduzir os destinos da pátria. […] Receba meu fraternal abraço nos festejos pelo XXX Aniversário da Revolução cubana e os votos de um ano novo promissor para o seu país.

Fraternalmente,
Paulo Evaristo Cardeal Arns.”



Cartas-->Coronel Forrer Garcia responde à Carta Capital -- 17/10/2011 - 16:58 (Félix Maier)

https://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=28256&cat=Cartas&vinda=S

Assunto: RESPOSTA A Carta Capital 668
 

Enviada: 17/10/2011 00:58

          Senhor LEANDRO FORTES, repórter da revista Carta Capital. Sobre reportagem de sua autoria na edição n° 668, de 19 de outubro de 2011, gostaria de levar ao seu conhecimento que se segue:

Uma vez que o senhor leu, mesmo que por alto, esse Manual de Campanha que tanto detrata em sua reportagem, deve então saber que seu trabalho enquadra-se na técnica de propaganda conhecida como “propaganda divisionista”. Isto é, um textozinho que se mostra indisfarçável na sua intenção de atingir os militares, com o intuito de afastá-los ou indispô-los contra a sociedade. Por isso, divisionista.

Usando uma técnica de contrapropaganda que senhor conhece, vou tentar rebater ponto a ponto , parágrafo por parágrafo, as insanidades por você escritas, mas sei que, como nas tantas outras reportagens do estilo dessa sua, que nem novidade é,  será gastar muita pólvora com tico-tico.

Começo pelo fim. Quando o senhor desconsidera o Centro de Comunicação Social do Exército (CCOMSEx) que teria terminado uma nota à sua revista com o que o senhor considera como uma ameaça, saiba (sim, porque o senhor provou que não sabe) que o que ali está dito nada mais é do que um parágrafo do Decreto nº 4.553, de 27 de dezembro de 2002 (Dispõe sobre a salvaguarda de dados, informações, documentos e materiais sigilosos de interesse da segurança da sociedade e do Estado...) assinado pelo então presidente Lula. Diz o Decreto: Art° 37 – Parágrafo 1°... “Todo aquele que tiver conhecimento, nos termos deste Decreto, de assuntos sigilosos, fica sujeito às sanções administrativas, civis e penais, decorrentes da eventual divulgação dos mesmos.” e Art° 65  “Toda e qualquer pessoa que tome conhecimento de documento sigiloso, nos termos deste Decreto fica, automaticamente, responsável pela preservação do seu sigilo.”

Portanto senhor jornalista, não se trata de ameaça, senão do cumprimento do que a lei preconiza. Caso o senhor não goste da lei, vá queixar-se a quem a fez e a sancionou, e não venha com insinuações de baixo nível para cima de quem a cumpre.

Quanto ao título de sua reportagem – caso o senhor tenha realmente estudado o manual, como os militares que, por dever de ofício o fazem,  trata-se de uma “generalização brilhante”, pois emprega a palavra “nós” para iludir seus leitores. O senhor não tem procuração minha para falar em meu nome e, certamente, no nome de tantos outros brasileiros. Ao dizer “Nós, os inimigos”, o senhor peca novamente, por generalizar indevidamente. Eu, assim como tantos outros brasileiros, não me considero um inimigo do Exército.

Quando o senhor emprega erroneamente o conceito de “Forças Adversas”, deveria ter procurado saber que esse conceito veio justamente para acabar com a antiga expressão “inimigo interno”, antigamente usada para referência às forças citadas no manual e que tem potencial para perturbar a lei e a ordem. Como devia ser de seu conhecimento, a Constituição de 1988 atribuiu como uma das missões das Forças Armadas “a garantia da Lei e da Ordem.”

Então, cabe aos militares estudar o adversário, sob pena de prevaricar de seu dever de estarem sempre preparados para cumprir com seus deveres constitucionais. O senhor como cidadão, o que diria se as Forças Armadas, particularmente o Exército, fossem chamadas a cumprir seu dever e fossem “apanhadas com as calças na mão”?

O manual ao que o senhor se refere não foi classificado internamente como “Reservado”. Ele foi classificado como manda a lei, ou seja, como manda o Decreto a que já me referi. No meu entender, acho até baixa a classificação sigilosa que lhe foi atribuída de “Reservado”. Caberia muito bem a classificação “Confidencial”, o que lhe restringiria mais um pouco a circulação. Talvez assim, jornalistas tendenciosos e mal informados como o senhor não tivessem acesso ao documento. Saiba que a classificação “Reservado” foi atribuída para facilitar a circulação “interna corporis”. Porém, como em outras profissões, como a sua por exemplo, existem os maus militares e – com toda a certeza – foi um desses que lhe facilitou o acesso ao manual.

Saiba que se for para defender a Pátria não incomoda aos militares serem chamados de paranoicos. Não mesmo. O que interessa aos militares é cumprir a missão. Quanto a existirem movimentos sociais, ONG e órgãos governamentais com inspiração adversa ao País como pátria e nação, somente um ignorante pode admitir que não existam. Pelo fato dessa minha carta ser destinado ao senhor, deixo de citar algumas dessas organizações, mas o senhor, que se considera esperto, deve admitir que elas existem. Certos países, bem mais desenvolvidos que o nosso, continuam adotando a expressão “inimigos internos” (“...foreign and domestic enemies...”). O Exército, para ser coerente com a evolução social do País, adotou a expressão “Força adversa”, deixando a “Força oponente” apenas para os “foreign”, ou seja, para os inimigos estrangeiros.

Quanto ao manual ter sido aprovado por um oficial-general chefe do estado-maior do Exército, espanta-me partir de um jornalista esta alusão. Talvez quisesse o senhor que um manual desse nível fosse aprovado pelo “cabo das baias”? Mas no Exército não é assim. No Exército é: “A cada um segundo seus méritos. A cada um segundo suas responsabilidades.” E não passou desapercebida a exploração totalmente desnecessária que a revista fez da imagem de um familiar do General. Qualquer “zé mané” em edição gráfica saberia recortar a foto e publicar apenas a imagem do oficial-general, que, aliás, desfruta de elevado respeito na Força e das pessoas que com ele trabalharam.

O senhor goza de igual respeito senhor jornalista?

Quando o senhor fala de “expediente vetado a arapongas militares desde a Constituição de 1988”, vê-se que nem a Constituição o senhor conhece, pois não há nada nela que trate do assunto. Quando seu textinho fala de “política de infiltração de agentes de inteligência militar em organizações civis, notadamente movimentos sociais e sindicatos...”, saiba que não existe política nenhuma a esse respeito. A conclusão esdrúxula é de sua total responsabilidade, tentando enganar seus leitores. O senhor mesmo ao reproduzir parte do manual com alusão a essas palavras e ações, diz que se trata do “4-6 Medidas de Contra Espionagem”, quais sejam,  medidas que podem ser adotadas para evitar a espionagem adversa ou oponente. Seria o senhor jornalista tão ingênuo que achasse que o Brasil ou uma instituição nacional como o Exército estariam infensos à espionagem? Deixo de falar pelo Brasil, por não me sentir seguro para tal, mas saiba o senhor que o Exército já foi alvo de tentativas de infiltração por integrantes de “forças adversas”, como o crime organizado, por exemplo, ou, no seu entender, o crime organizado não pode ser chamado de “força adversa”?

Sobre o uso do que preconiza o manual para orientar ações disciplinares contra oficiais da Força, queria que o senhor soubesse que as Forças Armadas dispõem de outro manual muito eficaz para essa finalidade que é o Regulamento Disciplinar.  O manual que o senhor tropegamente explora apenas diz os cuidados que se deve ter para com o chamado “inimigo na trincheira”, alusão àqueles militares que, desajustados na profissão, passam da posição de lealdade para a de verdadeiros agentes de forças adversas: tornam-se informantes de alguns órgãos, tentam inverter a cadeia de comando, tentam criar hierarquias paralelas, ou envolvem-se com corrupção. Ou, no seu entender, pessoas que agem assim não podem ser chamadas de “elementos adversos”?

Quando o senhor faz referência à Escola Superior de Guerra, dá outra prova de total ignorância sobre o que está tratando, uma vez que a ESG nada tem a ver com o manual. Desafio-o a encontrar uma só referência à ESG no corpo do manual. A ESG trabalha numa outra esfera de atribuições, tão importantes que não lhe deixa tempo para tratar de um manual de campanha do Exército. Como se diz “no popular”, uma coisa é uma coisa e outra coisa  é outra coisa.

Em seguida, esse jornalista, consoante o tom divisionista que adota em todo o seu textinho, procura mostrar que foi a Carta Capital que levou ao conhecimento do Ministro da Defesa e existência do manual de Contra Inteligência e que o ministro – nada além de sua obrigação – consultou os comandantes militares a respeito. Repito, se fez, fez apenas sua obrigação. Ou esse jornalista acha que a cada ministro da defesa que assume, tem-se que dar conhecimento a ele de todos os manuais  que as Forças usam?  No Exército existem manuais que ensinam como conduzir um cavalo à mão, como ajustar o tiro de Artilharia por combatente de qualquer arma, como calcular cargas de explosivos para trabalhos de engenharia, outro sobre toques de corneta e clarim. Será que o ministro terá interesse em saber o que mais consta deles? Deixar de regular a sua atividade profissional, para uma Força Armada é prevaricar. Quanto ao fato de o manual ter sido distribuído à Marinha e à Força Aérea, o jornalista, se tivesse estudado o assunto antes de escrever besteiras, saberia que é uma prática comum entre as Forças Armadas trocar entre si manuais doutrinários sobre assunto que seus respectivos órgão geradores de doutrina julguem serem de interesse mútuo.

Esse jornalista faz referência a Pandiá Calógeras como se ele representasse a submissão dos militares ao poder civil, quando, na verdade, pelo menos no âmbito do Exército, Pandiá é tido como um dos melhores ministros da guerra que a Força teve. Até hoje existem espalhados pelo Brasil quartéis construídos num formato padronizado no tempo de Pandiá Calógeras. Não importa se o ministro é da guerra ou da defesa. O que importa é que ele entenda para que existem as Forças e as respeitem quanto ao seu emprego. Já tivemos ministros que nem sabiam a diferença entre um blindado e um carro-forte.

Caso o senhor tivesse lido e entendido o texto do manual, sem a intenção de explorar trechos fora do contexto, teria observado que no capítulo sobre a Contraespionagem, no que se refere à Segurança Ativa, está-se tratando da espionagem numa das acepções da palavra, a que trata da espionagem estrangeira no Brasil, de modo a orientar os militares brasileiros sobre o modo como, via de regra, os serviços de Inteligência estrangeiros atuam... e o senhor, como jornalista, deveria saber que eles atuam exatamente como o ali descrito. Ou o senhor imagina que um adido militar em serviço no Brasil vem para cá somente para admirar nossas belas paisagens? Eles recrutam brasileiros e depois os infiltram onde querem. Sobre controle da Imprensa, saiba o senhor que, infelizmente, essa própria reportagem sua será lida pelos adidos militares em serviço no Brasil e será por eles repassada a seus países de origem, com comentários sobre a insistência da Imprensa brasileira em atacar suas Forças Armadas com a clara intenção de afastá-las da sociedade e aqueles adidos que não conheciam o manual certamente agora vão procurá-lo completo, para conhecer como funciona a contra inteligência do Exército. Quer dizer, o senhor como jornalista brasileiro acaba de prestar um duplo desserviço para com seu próprio País. Aproveitando, a respeito do acompanhamento de militares estrangeiros no Brasil, imagine que, certa vez, pousou, em uma cidade importante, à noite, um avião militar estrangeiro. Um militar desceu e imediatamente tomou um carro alugado que estava à sua espera. Foi direto para Anápolis/GO. Anápolis/GO abriga a base aérea responsável pela defesa aérea do Planalto Central do Brasil. Ainda, como há algum tempo atrás não se fizesse esse acompanhamento, quando ele foi reativado, descobriu-se, em outra cidade importante, um oficial de país estrangeiro que estava há seis anos no Brasil. Tinha até montado uma empresa em bairro nobre da cidade. Isto, da parte do Exército, não é espionagem. É acompanhamento.

Quando o manual fala em “público interno”, incluindo pessoal da ativa, da reserva, reformados e familiares de todo esse grupo, não se trata de incluir civis no sistema de Inteligência e sim delimitar o universo de pessoas que são influenciadas e influenciam de forma mais direta nas decisões da Força. Imagina o senhor que, por exemplo, uma restrição ou modificação inesperada no sistema de saúde do Exército não virá a influenciar a todos, inclusive os da ativa? Posso lhe dar outro exemplo: minha filha cursava o primário num colégio particular em São Paulo. Certo dia, a classe dela foi realizar um  passeio de van. Sabe aonde o colégio a levou? Para a frente da 36ª Delegacia de Polícia. E sabe o que foi dito pela professora às crianças? Que ali funcionara um centro de repressão da ditadura e era onde muitas pessoas tinham sofrido torturas. O senhor veja só senhor jornalista. Crianças de curso primário. É lógico que minha filha ao chegar em casa questionou-me a respeito. Isso a torna uma “agente de Inteligência” sem missão definida, no dizer de suas palavras? A esposa de militar da Reserva, ambos com idade avançada, recebe um encaminhamento hospitalar para uma organização civil de saúde e lá ambos são destratados e mal atendidos. Ele vai ao hospital militar que o encaminhou e faz uma reclamação contra a clínica. Isso os torna “agentes de Inteligência” sem missão definida? O que ele está fazendo nada mais é do que defendendo o Sistema Exército, dando conta um contrato mal cumprido por uma das partes.

Reconhecendo que não devo ter o alcance intelectual desse jornalista, não consigo entender o enfoque que o senhor dá à expressão “público externo”. Se o outro universo foi definido como público interno, o há de errado em considerar as pessoas que estão fora desse grupo de público externo? Até onde eu sei, o que não é interno é externo.

Entenda que – historicamente – o Exército sempre esteve ao lado do povo que, por sua vez, sempre pode contar com ele quando precisou. Isso é História senhor jornalista. O senhor precisa ler melhores livros. Por mais que os livros de história modernos tentem deturpar a História, os livros clássicos sempre ficam, a menos que alguém já os esteja queimando, como fizeram os nazistas, e eu não saiba.

Novamente, o senhor se esmera em parecer pouco informado ao tentar desclassificar a preocupação que a Força tem com a espionagem em suas próprias fileiras. O senhor deveria saber que a espionagem é um fato, um ato deliberado de quem quer alguma coisa. Até ladrões não partem para um assalto sem colher o máximo de informações sobre seu alvo e, se possível, procuram contar com as chamadas “informações internas”. O senhor saberia dizer-me por que o Exército estaria livre desse tipo de ação? Hilário não é o manual. Hilário é quem menospreza as medidas tomadas pela Instituição em defesa de si própria. Agir diferentemente disso não seria, no seu entender, prevaricar no exercício do dever?

Um agente infiltrado por uma ação de espionagem não tem nada a ver com “inocente útil”, como o senhor afirma. Um “inocente útil” pode ser um jornalista que, por meio de suas reportagens, esteja a serviço de uma ideologia ou de grupos que o influenciam em suas reportagens em benefício próprio. Este é o “inocente útil”.

Quanto ao Exército acompanhar seu público interno, não consigo ver onde estaria o erro. Conto uma história: certa vez observou-se um militar que, do dia para a noite, trocou seu “corsinha” 1.0 para um Toyota Camry. Primeiro, procurou-se ver se ele tinha ganhado algum prêmio ou concurso. Depois, verificou-se que ele financiara a compra do novo carro em prestações, que, com seu soldo, ele não poderia pagar. A fonte do dinheiro era sua esposa, que praticava fraudes na área do turismo. Então, senhor jornalista, onde está o mal da instituição em proteger-se ao procurar saber da cumplicidade de um seu integrante numa fraude rendosa?

Sobre a Contra Inteligência Interna, quando o senhor escreve que a norma tem servido para enquadrar militares que caíram em desgraça dentro do Exército, eu preferiria dizer “militares que se mostraram desadaptados à profissão que escolheram” e o lembraria que a expulsão não é um risco. A expulsão é um ato disciplinar previsto e quem quer agir de modo contrário às normas vigentes assume o ônus por seu comportamento. Sobre o capitão ao qual o senhor se refere não vou fazer outros comentários. Apenas, acho que por ainda estar no serviço ativo do Exército, ele somente deveria se deixar fotografar com a barba feita e não se deixar fotografar tendo como fundo uma estátua de um militar. Quer dizer: provocação pura! E nem esse jornalista deveria insinuar algo de anormal no atropelamento do militar, dizendo que o carro que o atropelou jamais foi identificado. O Exército ainda não tem a função de controlar as ruas da cidade. É possível que ainda venha a ter. Afinal... é tanta missão fora da sua destinação constitucional. Sobre as estórias do capitão, sugiro que esse jornalista consulte os inquéritos a respeito. Caso algum deles tenha alguma classificação sigilosa, não se intimide em descumprir a lei, publique-os. A lei que protege documentos aos quais foi atribuído algum grau de sigilo não tem importância para o senhor, no melhor estilo: “ A lei? Ora, a lei!”

Em seguida o senhor volta à questão das “forças e/ou elementos adversos”. Senão vejamos. Para uma Força que tem a destinação constitucional de garantir a lei e a ordem, não é lícito conhecer quem:

- pratica ocupação e invasão de áreas públicas e/ou privadas: o senhor desconhece que isso aconteça em nosso País quase que semanalmente?

- bloqueio de vias de circulação: são índios cobrando pedágios ou queimando pneus em vias federais. São movimentos sociais ocupando praças de pedágio, causando atritos com as autoridades, sendo necessário o uso de armas de fogo.

- promoção de greves em setores essenciais: o senhor mesmo cita a recente greve dos correios. O senhor como um cidadão brasileiro, não julga que, num exercício de pensamento, caso a greve dos correios persistisse, não faltaria um gaiato para pedir que o Exército Brasileiro, por sua capilaridade em todo o território nacional, assumisse a entrega da gigantesca demanda acumulada? É possível, pois veja: já somos chamados a distribuir água no Nordeste, patrulhar o Morro do Alemão, a ser guardas de parque na Marambaia, a vacinar cachorros, combater focos do mosquito da dengue, a combater incêndios em Roraima...por que não entregar cartas? Por fim, nesse parágrafo, por sua própria conclusão, cita um movimento social como “inimigo”. Outra vez lanço o desafio para que esse jornalista mostre no manual onde está escrito que o Exército tem esse movimento social como “inimigo”. A inferência e o uso dessa palavra é totalmente sua, provando sua má-fé no trato do assunto.

Quando esse jornalista trata do Terrorismo, aí então, outra vez, demonstra seu total desinteresse em informar seus leitores, senão o de atingir a credibilidade de uma publicação de responsabilidade do Exército. Caso, mais uma vez, o senhor tivesse lido com atenção o manual, na parte que se refere ao Terrorismo, teria observado que certas organizações seriam sim consideradas terroristas se, e tão somente se, recorressem a atos terroristas para provar suas ideias. Como fizeram os palestinos durante muito tempo, como fizeram os militantes contra o aborto nos Estados Unidos, como o fez por muito tempo o Sendero Luminoso no Peru, como fazem as FARC na Colômbia. Todos são movimentos sociais, mas recorreram a atos terroristas. E mais, o senhor como jornalista interessado nesses assuntos deve saber o motivo de – até a data de hoje – o Brasil não dispor de uma lei antiterrorista. Sabe por quê? Por que as autoridades não se entendem sobre a definição de “organização terrorista” pois, a serem considerados os conceitos universais de organização terrorista, certo “movimento social” como o senhor escreve teria de ser enquadrado naquela definição. E aí como é que fica? Como em tantos outros assuntos, as autoridades preferem fechar os olhos. Não há lobby do Exército para a aprovação uma lei antiterrorismo. O que o Exército quer é conhecer o oponente, senão, como combatê-lo? A exemplo de outros países, pode sim ser necessária uma legislação especial para poder-se dar combate aos terroristas. Haja vista os Estados Unidos que, imediatamente após os ataques terroristas de “11 de Setembro”, instituiram o chamado Ato Patriótico, uma lei de exceção no melhor estilo.

Mais uma vez o senhor se esmera em descontextualizar o texto do manual ao escrever que ali está dito que, se necessário, controlar os meios de comunicação, já que a decisão de difundir deve estar centralizada no mais alto nível da Força. Aqui admito que o texto do manual quis dizer uma coisa mas transmitiu outra ideia. Está-se falando de atividades terroristas. O assunto assumiu tamanha importância depois do “11 de Setembro” que a consequência foi uma severa preocupação com esse tipo de atividade. Daí a necessidade de não se reportar alarmes que, depois, podem mostrar-se de menor significação, alertando ou até causando pânico na população desnecessariamente. Quanto ao verbo “difundir”, quero crer que as pessoas que escreveram o texto usaram-no na acepção que ele tem na Inteligência, ou seja, dar conhecimento a agências externas ao Sistema  Exército. Não fosse assim, as agências de Inteligência mais periféricas do Sistema de Inteligência do Exército poderiam sentir-se livres para difundir – regionalmente – possíveis dados sobre ações terroristas, com consequências que poderiam não ser as desejáveis.

No que diz respeito ao Estudo de Situação de Contra Inteligência, no que diz respeito ao campo político, volto a dizer, se esse jornalista tivesse tido o cuidado em contextualizar as coisas talvez pudesse ter transmitido aos leitores o espírito do que ali está escrito. Imagine o senhor se um oficial ou sargento vai comandar uma organização militar em alguma cidade de médio ou pequeno porte sem inteirar-se das características políticas do local. Ele poderá ser instrumentalizado pelas forças no poder, poderá ser envolvido em rixas entre grupos, é possível que venha a sofrer coações ou se tente influenciá-los, para o bem ou para o mal. Existem cidades que amam seus quartéis, já em outras, conforme a localização do quartel em área de elevado valor imobiliário ele pode ser alvo de campanhas para a sua transferência para área menos valorizada. Sobre o conhecimento que se deve ter sobre as organizações de trabalhadores na área de interesse da organização militar, como os sindicatos, pelo senhor citados, imagine o Comandante de um quartel localizado no ABC Paulista, ao avaliar sua área de atuação, deixar de considerar a força representada por aquelas entidades. Alguém que vá comandar um quartel incrustrado numa área indígena tem, por obrigação, saber como a FUNAI, por exemplo, atua na área e quais as ONG ali atuantes e que desrespeitam as leis brasileiras. O que de errado há nisso? No meu modo de ver, isso é “agir profissionalmente”.

Encerrando, apliquei nessas minhas considerações algumas das técnicas que o senhor mesmo alude no seu textinho. Procurei desacreditá-lo, procurei colocá-lo em posição de inferioridade e, acima de tudo procurei, usando a técnica de rebater ponto por ponto, ridicularizar essa sua peça de propaganda ideológica. Uma técnica que eu não usaria nesse caso seria a do “silêncio”, mesmo sabendo que a reportagem de hoje embrulha o peixe de amanhã.

Eu, como militar da Reserva tenho a prerrogativa de manifestar a minha opinião, o que é vedado ao pessoal da ativa. Mas isto não quer dizer que falo por eles. Falo por mim e sou o único responsável por tudo o que escrevi.

Muitas instituições nacionais e estaduais, com certeza, mais de quinze, procuram absorver os conceitos do Manual de Contra Inteligência do Exército, por julgarem-no muito bem elaborado, e copiam dele procedimentos que lhes podem ser úteis.

Qualquer país estaria orgulhoso se seu exército dispusesse de semelhante manual. Mas, aqui no Brasil, o que se quer é atacar o Exército nas coisas que ele tem de melhor. Uma delas, o seu Serviço de Inteligência.

Sr. LEANDRO FORTES. Não sei se o senhor é mais novo ou mais velho do que eu. Caso seja mais novo, aceite um conselho: não ponha a sua pena a serviço da ideologia. Se for mais velho, ainda dá tempo de estudar a História do Brasil nos livros antigos que o senhor ainda deve ter.

Escrevi essa carta aberta em respeito à minha condição de militar da Reserva e em homenagem aos oficiais mais novos, da ativa, para que não esmoreçam diante da propaganda divisionista de que somos alvo, quase que diariamente. Saibam que esse tipo de reportagem nos acompanha há cerca de 30 (trinta) anos e, ao contrário de nos dividir, só tem fortalecido o sistema de Inteligência do Exército. Ou melhor, do Exército não. Do Brasil, pois o Exército pertence ao Brasil.

Jorge Alberto Forrer Garcia

Coronel Reformado

Curitiba/PR


Mas, nem tudo são pedradas...

Cartas-->Carta para Gustavo Nogy -- 27/03/2003 - 16:24 (Félix Maier)

https://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=9677&cat=Cartas&vinda=S

Caríssimo Félix

Gostaria de receber mais informações sobre os crimes comunistas ao redor do mundo. Sou aluno do Seminário de Filosofia do Olavo de Carvalho, em SP, e, apesar de já ter lido muita coisa, sinto que me faltam mais informações. Livros, sites e tudo o mais que puder me enviar. Detalhe: meu inglês talvez não seja suficiente, logo, o que me puderem passar em português e espanhol, agradeço. (Gostaria de poder encontrar documentos oficiais revelados pela URSS e, principalmente, sobre a verdadeira face da revolução cubana. É simplesmente insuportável ter de explicar aos “crentes” a diferença entre Jesus Cristo e Che Guevara...)

Profundamente agradecido, e aguardando ansiosamente

Gustavo Nogy

--------------

Carta-resposta (Brasília, 27 Mar 2003)

Caro Gustavo,

Eu tive um tio, Arno Preis, que foi militante do grupo Agrupamento Comunista de São Paulo (AC/SP), conhecido como Ala Marighela, e do grupo Movimento de Libertação Popular (Molipo), ao qual também pertenceu José Dirceu, atual Chefe da Casa Civil da PR. Formado em Direito pela Universidade de São Paulo, Tio Arno falava, escrevia e entendia por volta de uma dúzia de idiomas. Pretendia ser diplomata. Um breve currículo dele pode ser visto no site do Tortura Nunca Mais.

Tio Arno acabou morrendo no interior do atual Tocantins, em Fev 1972, trocando tiros com a polícia. Foi um choque para toda nossa família e eu sempre procurei entender o que ocorreu naqueles “anos da matraca”, quando tantos jovens idealistas foram atraídos pela hidra vermelha.

Por isso, passei a estudar mais a fundo o assunto, publicando vários artigos e ensaios a respeito do tema em Usina de Letras (www.usinadeletras.com.br). Em Usina você poderá conhecer alguma coisa sobre o comunismo, e não só sobre ele, mas sobre todas as formas de totalitarismos que já existiram ou que ainda existem no mundo, em “Arquivos ‘I’ – uma história da intolerância”, trabalho em andamento, que pretendo transformar em livro. Nesse trabalho, há vários links para sites como “museu do comunismo”. Vale a pena você dar uma espiada em Usina.

Há vários livros importantes sobre a atuação do comunismo no mundo todo, como “Os Subversivos”, de J. Bernard Hutton (Biblioteca do Exército, Rio, 1975), obra que me inspirou escrever “Escolas de subversão e espionagem”, também disponível em Usina. Há uma vasta bibliografia a respeito do assunto que eu consultei para escrever “Arquivos I”, que você poderá ver na “Bibliografia” da tal obra (Usina, link “Artigos”, “Arquivos I”, “Introdução e Bibliografia).

No Brasil, destacam-se as seguintes obras:
- “Camaradas”, do jornalista “global” William Waack (Cia das Letras, São Paulo, 1993), a mais completa obra sobre a Intentona Comunista de 1935;
- “A Grande Mentira”, do general Agnaldo Del Nero Augusto (Biblioteca do Exército Editora, Rio de Janeiro, 2001), a mais completa obra sobre as três tentativas comunistas de tomar o poder no Brasil: Intentona (1935), Governo Jango (1961-4) e durante os “anos da matraca” (que os esquerdistas chamam de “anos de chumbo” (1968-73).
- “Rompendo o Silêncio”, do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra (Editerra Editorial, Brasília, 1987), a mais completa obra sobre a Operação Bandeirantes (OBAN), que desbaratou o terrorismo no Brasil. O coronel Ustra foi caluniado pela atriz “global” Bete Mendes (a “Rosa” do grupo terrorista VAR-Palmares) de Ter sido torturador no tempo em que trabalhou na OBAN.
- “Movimento Comunista Brasileiro – Guerrilha do Araguaia – Revanchismo”, do coronel do Exército Aluísio Madruga de Moura e Souza (abc BSB Gráfica e Editora Ltda, Brasília, 2002).

Sobre os crimes do PCB, você poderá encontrar algo em Ternuma (www.ternuma.com.br), que também dá o “nome aos bois”, de antigos terroristas hoje instalados em altos cargos governamentais (link “Onde estão eles?”). Neste mesmo site você poderá ter acesso virtual ao livro do coronel Ustra, já digitalizado para a Internet.

Sobre documentos originais da ex-URSS, há muitos deles que aparecem na obra de William Waack, em “Intentona”, sobre pesquisas feitas nos arquivos de Moscou. Convém pesquisar na Internet se há alguma coisa sobre o assunto acessível ao usuário comum.

Sobre o “paraíso cubano” propalado pelos petistas e Frei Betto, é importante você acessar o site CubDest (www.cubdest.org). Muitos artigos publicados por aquele site Graça Salgueiro têm traduzido para o Português, que aparecem em Mídia Sem Máscara (www.midiasemmascara.org), site fundado por Olavo de Carvalho em Ago 2002, quando também fui convidado por ele para ser um dos articulistas. (Meu último trabalho em MSM é uma radiografia sobre o MST – interessante você dar uma espiada, de como está sendo feita a comunização do campo no Brasil.) Um outro site também traz informações sobre Cuba (que não seja do Granma, o jornal oficial da ditadura do Partido Comunista) é Cubanet (www.cubanet.org).

O próprio Olavo tem escrito muita coisa sobre o assunto em seu site (www.olavodecarvalho.org), além de muitos convidados o fazerem também. Há alguns artigos meus lá, como “As libélulas da USP” (influência marxista em nossas escolas), “Guerrilha desarmada” (atuações do cangaço do “messetê”), “Annus Gramscii” (todo ano, há no Brasil uma agenda pré-fabricada pelas esquerdas, para requentar assuntos mofados e inventar “novos”).

Qualquer novidade, passo para você. Abaixo, a “resenha” “Escolas de subversão e espionagem”, de minha autoria.

Abraços, e até uma outra oportunidade.

Félix Maier



Escolas de subversão e espionagem

Félix Maier (*)



O “Sistema Echelon”


Fóruns mundiais, de várias tendências ideológicas, passaram a denunciar nos últimos anos a rede de espionagem cósmica, conhecida como “Sistema Echelon”.

O “Echelon” é um sistema ultra-secreto de vigilância e interceptação das comunicações em escala mundial, operado pela Agência Nacional de Segurança (NSA), dos EUA, que tem 20.000 servidores e um orçamento anual de US$ 10 bilhões. O “Sistema Echelon”, através de 120 satélites Vortex, pode interceptar todo tipo de comunicações que utilizam equipamentos eletrônicos (transmissões de telefonemas, faxes ou e-mail), enviadas por satélites, cabos submarinos ou Internet. Esta rede de espionagem política e econômica mundial envolve, ainda, países anglófonos, como Reino Unido, Canadá, Austrália e Nova Zelândia. O braço europeu do “Big Brother” é o Centro de Comunicações do Governo (GCHQ) britânico, que emprega 15.000 pessoas em missões de captação e análise de informações estrangeiras. O GCHQ tem uma dezena de centros no Reino Unido, além de estações de escuta em Gibraltar, Belize, Chipre, Oman, Turquia e Austrália.

Este sistema de espionagem global foi denunciado pelo Parlamento Europeu, em 1998. Os EUA são acusados de terem utilizado o Echelon para interceptar mensagens da França por ocasião da concorrência internacional para instalação do Sistema de Vigilância da Amazônia (SIVAM), vencida pela Raytheon, dos EUA; informações privilegiadas, obtidas atravpes do Echelon, teriam feito a Airbus Industries perder um contrato para a Boeing e a McDouglas.

Porém, há uma outra história estupenda, esquecida pela grande mídia, do que foi a vasta rede de espionagem e subversão promovida por centros irradiadores da ideologia comunista, como a URSS, a China e Cuba, que veremos a seguir.


Instituto 631

Durante toda a década de 1950, o Instituto 631, com sede em Moscou, através de suas redes apoiadas pelos Partidos Comunistas no mundo inteiro, tudo fazia para desorganizar a vida nas democracias ocidentais. Enquanto isso, os mestres subversivos profissionais russos submetiam-se a treinamento nas suas várias Escolas de Espionagem.

A seleção e o treinamento desses agentes especiais começaram no princípio da primavera de 1948 (início da Guerra Fria), logo depois que Stalin resolveu criar duas forças separadas de subversivos clandestinos Controlada pelo Cominform, a “quinta-coluna vermelha” era comandada por Mikhail Suslov, que passava instruções em código para os chefes dos Partidos Comunistas do mundo inteiro, a partir de Pankov (Distrito da então Berlim Oriental), mas com escritório central em Moscou.

No XXII Congresso do PCUS, Luis Carlos Prestes encontrou-se com Nikita Kruschev e Mikhail Suslov, para planejar uma revolução agrária no Brasil. Em janeiro de 1964, Luis Carlos Prestes viajou a Moscou para prestar contas dos últimos trabalhos do PCB, desenvolvidos à luz da estratégia traçada por ele e Kruschev em novembro de 1961. Nesse encontro, participaram, além de Kruschev, Mikhail Suslov (ideólogo de Kruschev), Leonid Brejnev (Secretário do Comitê Central do Partido), Iuri Andropov e Boris Ponomariov (Chefe do Departamento de Relações Internacionais. Naquela ocasião, Prestes afirmou: “A escalada pacífica dos comunistas no Brasil para o poder abrindo a possibilidade de um novo caminho para a América Latina. (...) oficiais nacionalistas e comunistas dispostos a garantir pela força, se necessário, um governo nacionalista e antiimperialista. Implantaremos um capitalismo de Estado, nacional e progressista, que será a ante-sala do socialismo. (...) ... uma vez a cavaleiro do aparelho do estado, converter rapidamente, a exemplo de Cuba de Fidel, ou do Egito de Nasser, a revolução nacional-democrática em socialista.” Segundo Luís Mir, in “A Revolução Impossível”, “A exemplo de 1935, a revolução deveria começar novamente, pelos quartéis” (Del Nero, in “A Grande Mentira”, pg. 121). (2)

Antes da criação do Instituto 631, houve, no Brasil, a primeira tentativa comunista de assalto, em 1935, no levante conhecido como “Intentona Comunista”, iniciada em Natal, RN, no dia 23 Nov 1935, e que se estendeu ao Rio de Janeiro e Recife, e foi sufocada 5 dias depois. O Komintern enviou agentes de Moscou para promover o levante, incluindo o brasileiro Luis Carlos Prestes e sua “esposa” Olga Benário – uma típico caso de “estória-cobertura” (1). É importante acrescentar que Prestes ordenou o “justiçamento” (assassinato) de “Elza”, uma comparsa da Intentona, por desconfiar que a mesma havia entregado companheiros à polícia. Além de Prestes, outros militares foram recrutados para a Intentona: Maurício Grabois, Jefferson Cardin, Giocondo Dias, Gregório Bezerra, Agliberto Vieira, Dinarco Reis, Agildo Barata. Harry Berger, codinome do deputado alemão Arthur Ernst Ewert, participou das revoltas alemãs no final da década de 1910 e no início da década de 1920, havia atuado nos EUA e na Argentina, de onde se transferiu para a China. Em 1934, Berger veio ao Brasil para dirigir a Intentona, que massacrou 28 militares brasileiros, muitos deles enquanto dormiam em alojamentos dos quartéis.



Falsificação de Pankov

Os quadros subversivos do Instituto 631, além da rede clandestina no mundo inteiro, falsificavam dinheiro e documentos em Pankov, distrito da então Berlim Oriental (o escritório central do Instituto 631 ficava em Moscou). Agentes soviéticos ludibriaram, durante algum tempo, as Forças Armadas da Alemanha Ocidental, forjando ordens de convocação e desmobilização.


Operação carta de amor perfumada

Os falsificadores do Instituto 631 conseguiam nomes e endereços de integrantes das Forças Armadas da Alemanha Ocidental e então usavam mulheres para escrever centenas de cartas de amor em papel perfumado e redigidas de modo a não deixar dúvidas quanto aos laços íntimos entre a mulher que escrevia e o homem que recebia. Os falsários conseguiam fazer entregar as cartas nos horários em que o marido estava no serviço, ocasião em que muitas mulheres caíam na armadilha e abandonavam o lar.


Escolas de subversão e espionagem


Durante a Guerra Fria, havia importantes escolas de subversão e espionagem comunista, tanto na China, como na antiga URSS.

Na China, a Escola da Província de Chekiang preparava subversivos e espiões para atuarem na Alemanha, Suíça e Áustria; a Escola da Província de Honan para atuação na França, Itália e Espanha; e a Escola da Província de Chekiang para atuação no Japão e outros países da Ásia.

“Ainda antes da Revolução de 31 de março de 1964, no governo do presidente João Goulart, um grupo de militantes do Partido Comunista do Brasil foi enviado à China, onde recebeu treinamento militar na Escola Militar de Pequim. Também um grupo de dirigentes da Ação Popular recebeu treinamento político-ideológico na China no início dos anos 70 (depoimento de Herbert José de Souza (“Betinho”), na época dirigente da AP, no livro “O Fio da Navalha”) (Huascar Terra do Valle, in “Histórias quase esquecidas”, site Mídia Sem Máscara, 10/2/2003

Os cidadãos soviéticos escolhidos para trabalhar no estrangeiro, como chefes de subversão clandestina, recebiam seu treinamento em setores especiais das mesmas escolas que formavam os ases da espionagem.

Escolas de espionagem na antiga URSS

ESCOLA DE GACZINA: era a mais conhecida de todas as escolas da antiga União Soviética e preparava os espiões para atuar em países de língua inglesa. Situada a 150 km de Kuibyshev, ocupava uma área de 250 km². Dividia-se 4 setores: América do Norte (Setor Noroeste); Canadá (Setor Norte); Reino Unido (Setor Nordeste); e Austrália, Nova Zelândia, Índia e África do Sul (Setor Sul). Cada setor era independente e não havia comunicação entre eles.

ESCOLA DE PRAKHOVKA: situada a 100 km ao norte de Minsk, capital da Bielorússia, tinha 500 km² de área. Durante a II Guerra Mundial, quando Hitler tomou a Bielorússia, Prakhovka foi evacuada conforme a política de terra arrasada de Stálin, e uma Escola de Emergência foi organizada em Ufa; Prakhovka foi reaberta em 1947. Tudo era igual a Gaczina, em todos os detalhes. Dividida também em setores, preparava espiões para atuação na Noruega, Suécia, Dinamarca e Finlândia (Setor Norte); Holanda (Setor Sudoeste); Áustria e Suíça (Setor Sul); e Alemanha (Setor Sudeste).

ESCOLA DE STIEPNAYA: situada a mais ou menos 200 km ao sul de Chkalov, preparava subversivos e espiões para trabalhar nos países latinos: França (Setor Noroeste); Espanha (Setor Norte); Itália (Setor Nordeste); e Portugal, Brasil, Argentina e México (Setor Sul).

ESCOLA DE VOSTOCZNAYA: situada a uns 160 km de Khabarovsk, cuidava dos países da Ásia e do Oriente Médio.

ESCOLA DE NOVAYA: situada a 100 km a sudoeste de Tashkent, treinava espiões para a África.

Na antiga URSS, antes do ingresso nas escolas de espionagem acima citadas, os cidadãos escolhidos para essa carreira tinham que realizar 4 estágios:

1º ESTÁGIO: era realizado na Escola Marx-Engels, em Gorky, perto de Moscou. Durante o estágio, que durava 4 meses, os integrantes viviam coletivamente e assinavam um compromisso de jamais revelar qualquer coisa sobre a Escola. O horário era inflexível: de 7 da manhã às 10 horas da noite, proibidos de sair do recinto da Escola, num prédio retirado da rua, cercado por altos muros. O objetivo específico nesse Estágio era garantir que todos fossem “instruídos na ideologia comunista e sigam acostumando-se a pensar e agir como um clássico bolchevista”.

2º ESTÁGIO: os recrutas aprovados no 1º Estágio seguiam para a Escola Técnica Lenin, situada em Verkhovnoye, a 80 km de Kazan; consistia de edifícios em área de mais ou menos 4 km², tudo cercado por altos muros. Os recrutas eram transportados em veículos da KGB e durante a viagem não podiam manter contato com o mundo exterior. A vida era espartana, com um formidável horário de estudos; eram proibidos de informar onde se encontravam e o que estavam fazendo, mas tinham licença para se comunicar com a família mediante endereço intermediário. Até aí, os recrutas ainda ignoravam que estavam sendo escolhidos para possíveis agentes clandestinos do serviço secreto de Moscou. O treino na Escola durava 12 meses e os estudantes de ambos os sexos passavam por vigorosos treinos de combate: subiam em montanhas, rastejavam sob arame farpado, atravessavam pântanos e rios e faziam longas marchas carregando equipamento pesado; aprendiam a se defender com judô, jiu-jitsu, karatê e outras formas de ataque e defesa, como boxe e luta livre; manejavam armas de fogo e praticavam destruição de pontes, edifícios e instalações militares com dinamite, TNT, gelignite e explosivos plásticos, fabricação de bombas e descoberta de armadilhas e bombas ocultas, e a forma de desarmá-las. Essa fase incluía a destruição de fechaduras, portas fortes e cofres à prova de arrombamento. Aprendiam ainda a luta de guerrilhas; recebiam depois um curso de dopagem e envenenamento de bebidas, doces, comidas, cigarros e charutos; recebiam instruções sobre o uso de drogas e os antídotos que deveriam tomar quando fossem obrigados a engolir drogas. Um outro curso especializado ensinava os alunos a ligar escutas clandestinas em linhas telefônicas e a utilizar microfone de grande poder; estudavam as formas de recepção e transmissão de rádio, microfilmagem e micropontos, codificação e decifração. Depois do curso, havia o exame final e os recrutas eram transportados para o centro de recreação de Oktyabr, nas montanhas do Cáucaso, em Kyslovodsk, onde gozavam de merecidas férias de 1 mês ou mais.

3º ESTÁGIO: os recrutas que foram afinal escolhidos como “servindo para atividades subversivas clandestinas no exterior”, iam passar 1 ano com instrutores que verificavam suas aptidões para modalidades específicas de trabalho de subversão e de adaptabilidade a determinados países. Esse período era ainda mais duro que os treinamentos anteriores. A polícia secreta prendia um estagiário e o levava para a sede central como se ele fosse realmente um agente estrangeiro surpreendido em flagrante; interrogatórios especializados submetiam a “vítima” a uma lavagem de cérebro, à chamada interrogação de 3º grau e de todos os outros métodos usados para conseguir confissões ou informações; depois de passar pelo teste (a maioria passava), o recruta era levado à presença de seus interrogadores e então era explicado que tudo era apenas mais um teste; eram elogiados por resistir, mas antes de serem liberados deviam jurar manter segredo daquilo junto aos outros recrutas que ainda iriam passar pela prova; só então o estagiário era julgado apto a freqüentar uma escola dos ases da espionagem soviética, cujo treino iria durar 10 longos anos.

4º ESTÁGIO: os cidadãos soviéticos escolhidos para trabalhar no estrangeiro, como chefes de subversão clandestina, recebiam treinamento em setores especiais das mesmas escolas que formavam os ases da espionagem (veja Escolas mencionadas acima). A Escola mais conhecida era a de Graczina, que formava subversivos e espiões para atuarem em países de língua inglesa. Desde que chegavam a Graczina, todos os estudantes só podiam falar inglês; recebiam um nome inglês e eram obrigados a esquecer a língua russa e a nacionalidade soviética; o período de 10 anos em Graczina era considerado pelos diretores do serviço secreto como o mínimo essencial para o condicionamento do cérebro humano à nova língua. Eram despertados à noite e obrigados a responder perguntas inesperadas, qualquer um deles em seu papel de espião estava convencido de sua nova identidade; os diretores achavam que nem tortura, lavagem de cérebro ou drogas conseguiriam dobrar os seus agentes; no setor do Reino Unido em Graczina, existiam réplicas perfeitas de ruas, casas, cinemas, restaurantes, bares, pensões e outros estabelecimentos tipicamente ingleses; as roupas usadas eram inglesas, os estudantes viviam em pensões, apartamentos, comiam refeições tipicamente inglesas, como batatas assadas, rosbife, pudim Yorkshire e peixe; andavam em ônibus ingleses, gastavam dinheiro inglês, liam jornais ingleses e assistiam programa de TV gravados na Inglaterra; os professores da língua inglesa eram membros do Partido Comunista (PC) escolhidos a dedo, antigos cidadãos do Reino Unido que desprezavam a pátria e se tornaram cidadãos soviéticos. Mais pessoas naturais da Inglaterra contribuíam para que o ambiente fosse autêntico, como garçonetes, polícias de rua, motoristas de ônibus, recepcionistas de hotel e outros. Esse treino geralmente levava 5 anos; não houve um só aluno de Graczina que tivesse sido preso pela Scotland Yard ou pelo FBI que se deixasse trair por sua imperfeição de linguagem. Os outros 5 anos eram destinados a trabalhos especializados para a prática da moderna técnica de espionagem: códigos (memorização de), comunicações por rádio (montagem e desmontagem de aparelhos de recepção e transmissão; usavam equipamentos modernos que podiam transmitir e receber longas mensagens em segundos); aprendiam a utilizar os mais modernos aparelhos fotográficos, que reduzem plantas de grandes dimensões a pontos microscópicos. Depois de 10 anos, os estudantes saíam da Escola mais ingleses do que muitos ingleses legítimos.


Formação de Brasileiros no Exterior

UAPPL

“Diversos Estados constituídos, através dos anos, apoiaram a esquerda com dinheiro, treinamento político-ideológico e militar: União Soviética, Alemanha Oriental, Checoslováquia, Bulgária, China e Cuba. Sem dúvida, o apoio mais eficaz foi dado pela URSS, China e Cuba” (Huascar Terra do Valle, in “Histórias quase esquecidas”, site Mídia Sem Máscara, 10/2/2003).

Um importante centro de doutrinação comunista mundial era a Universidade de Amizade dos Povos Patrice Lumumba (UAPPL), com sede em Moscou, ao lado de escolas similares então existentes em Cuba (Pinar del Río), na Bélgica (Centro Tricontinental) e na China (Academia Militar). Através da União Internacional de Estudantes (UIE) (3) era feito o envio de estudantes brasileiros à UAPPL. A seleção dos alunos brasileiros ficava a cargo do PCB e era confirmada com base nos registros da “Caderneta nº 6”, de Luiz Carlos Prestes, e pelos questionários apropriados, posteriormente apreendidos em várias organizações comunistas.

Os custos – viagem, estada, estudos e seguro médico – eram inteiramente grátis. Por isso, “nas décadas de 60 e 70, o sonho de todo pai comunista de país do Terceiro Mundo era ter um filho estudando na Universidade Patrice Lumumba, em Moscou. (...) A universidade foi criada em 1960, por iniciativa do então dirigente soviético Nikita Kruschev. (...) Nos bons tempos, 65% dos 7.000 alunos eram estrangeiros”. (in “Escola do capital”, revista Veja, de 22/01/1997, pg. 40-41). O empresário João Prestes, filho de Luís Carlos Prestes, formou-se em engenharia pela Lumumba na década de 1970, época em que havia cerca de 120 alunos brasileiros matriculados em Moscou.

“A partir de 1953, o Partido Comunista da União Soviética passou a ministrar cursos, em Moscou, a militantes do PCB. Cursos de treinamento militar e condicionamento político-ideológico. O último desses cursos foi em 1990, quatro anos após terem sido implantadas por Gorbachev as políticas de perestroika e glasnost. Cerca de 700 militantes foram treinados na Escola de Quadros, como era mais conhecido o Instituto de Marxismo-Leninismo do PC Soviético, e na Escola do Konsomol (Juventude do PCUS), em cursos cuja duração variava de 3 meses a 2 anos. Cerca de 1.300 outros brasileiros concluíram cursos superiores na Universidade de Amizade dos Povos Patrice Lumumba e em outras universidades soviéticas, em cujo currículo sempre constou a matéria marxismo-leninismo. Até mesmo em cursos de balé. As matrículas na UAPPL sempre foram efetuadas através da Seção de Educação do Comitê Central do PCB e também através do Instituto Cultural Brasil-URSS, um apêndice do PCB. Algumas dessas pessoas, no regresso ao Brasil, passaram a trabalhar em empresas estatais e, pelo menos um, formado em Medicina, como Oficial das Forças Armadas, nos anos 80”. (Huascar Terra do Valle, texto citado).

A UAPPL incluía ainda o ensino de armamentos e explosivos, atraindo pessoas do mundo inteiro, e era destinada a assessores de um programa comunista soviético de dominação mundial (globalização comunista). De volta a seus países, os “lumumbas” entravam clandestinamente nos sindicatos de trabalhadores, nos partidos políticos e até nos governos. A cada um destes correspondia uma missão específica nesse “estado-maior geral” de ofensiva mundial. Muitas dessas pessoas, particularmente as que penetravam em organizações de “massa”, obtinham partidários que desconheciam os vínculos dessas lideranças com o comunismo soviético. Criada para doutrinar o Terceiro Mundo, hoje a Lumumba ensina cursos a cerca de 3.600 estudantes, 40% deles estrangeiros. “Resta desta Lumumba – alma mater do terrorista Carlos, o Chacal – o empoeirado Museu Patrice Lumumba, ao qual Yasser Arafat doou uma placa de metal com o mapa da sua Palestina ideal gravado” (Veja, art. cit.). Patrice Lumumba, líder do Congo, foi assassinado pelos belgas em 1961.

Pinar del Río

Outra importante escola de subversão comunista existia em Cuba, na Província Pinar del Río, onde havia cursos para terroristas brasileiros nas décadas de 1960 e 1970.

O “currículo” incluía: 1) Tática guerrilheira – o observador, o mensageiro, a coluna guerrilheira, o acampamento, a marcha, sobrevivência na selva (montanhas de Escambray), o ataque, a emboscada; 2) Tiro – limpeza e conservação do armamento, fuzis: AD, FAL, AK, Garand; metralhadoras: MG52, Uzi; bazuca, morteiro e canhão 152 mm; 3) Comunicações; 4) Topografia – leitura de mapas, uso de bússola e do binóculo, orientação; 5) Organização do terreno – construção de abrigos individuais e coletivos, espaldões para metralhadoras e morteiros; 6) Higiene e