MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964
Avião que passou no dia 31 de março de 2014 pela orla carioca, com a seguinte mensagem: "PARABÉNS MILITARES: 31/MARÇO/64. GRAÇAS A VOCÊS, O BRASIL NÃO É CUBA." Clique na imagem para abrir MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964.

terça-feira, 14 de julho de 2020

Entrevista de Ivone Luzardo, presidente da UNEMFA, ao Mídia Sem Máscara

Entrevista com Ivone Luzardo, presidente da UNEMFA

Usina de Letras - UNEMFA: entrevista com Ivone Luzardo -- 25/05/2005 - 14:57 (Félix Maier)

Preâmbulo

Félix Maier

Desde o advento da “Nova República”, as Forças Armadas brasileiras sofrem contínua perseguição das esquerdas que voltaram do exílio (de caviar) após a Lei da Anistia. O motivo é simples: foram as Forças Armadas que impediram que o Brasil se transformasse numa Cuba continental. Os poderosos hoje no poder, como o cubano-brasileiro José “Daniel” Dirceu, jamais perdoarão a ousadia dos militares que, além de impedir a comunização do Brasil, colocou nosso País entre as oito maiores economias do mundo.

Durante a Constituinte, o bloco das esquerdas, com o PT à frente, tentou retirar as prerrogativas que as Forças Armadas sempre tiveram no Brasil: promover a garantia dos poderes constituídos, da lei e da ordem. A idéia era mandar nossas tropas federais para áreas de fronteira, à espera de um inimigo que não existe mais. Além de tentar retirar a palavra “Deus” de nossa Carta Magna, a esquerda revanchista pretendia criar uma Guarda Nacional, provavelmente nos moldes das falanges que Hugo Chávez está organizando na Venezuela com sua totalitária “Revolução Bolivariana”.

No final do Império, o Exército Brasileiro, para sobreviver, promoveu uma revolução e criou a República. Naquela época também se planejava criar uma Guarda Nacional e mandar nossos soldados para tomar conta dos mosquitos em nossas fronteiras. Recentemente, o governo do PT de Lula da Silva criou a Força Nacional de Segurança Pública que, certamente, será o germe de uma futura Guarda Nacional, ocasião em que as prerrogativas das Forças Armadas serão transferidas para as falanges petistas e suas organizações satélites, como o MST, o PC do B, o PSB, o refundado PCB, a CUT, a CPT, a CNB do B e – quem diria! – até a FIESP.

Hoje, dentro da atual ascensão comunofascista vista no Brasil, promovida por uma hábil e eficaz revolução gramscista, as Forças Armadas estão “hibernando”, sem uma missão constitucional clara para cumprir, cada vez mais sucateadas e vilipendiadas pelo governo federal. Há dinheiro para comprar o Air Force Fifty One (o Aerolula), porém não há orçamento para renovar a frota dos últimos caças Mirage que ainda não caíram no Planalto Central. Nossos generais se fingem de mortos para as Forças Armadas não desaparecerem de vez. Nossos comandantes militares apitam menos que o Ministro Peixe Fritsch - o da Pesca -, e quando emitem uma nota, como foi o caso do Comandante do Exército por ocasião do episódio Vladimir Herzog, são obrigados a reformular a redação para agradar aos olfatos petistas.

Apesar de nossas Forças Armadas estarem definhando, elas são enviadas para missões de paz da ONU – Angola, Timor Leste, Haiti. Nossas Forças Armadas não podem combater a bandidagem em nossas grandes cidades, porém são deslocadas para combater os "bandidos" de outros países. Afinal, como diz uma célebre canção, “o Haiti é aqui!”.

Além do desaparelhamento das Forças Armadas, os militares também são perseguidos pelo poder público, na medida em que o governo federal não lhes concede vencimentos justos e decentes. Hoje, um piloto de elevador da Câmara dos Deputados recebe mais do que um piloto da FAB.

Como os militares da ativa, por força regulamentar, não podem se pronunciar a respeito da remuneração que recebem, um grupo de esposas desses militares se dispôs a comprar a briga e ir para a rua. Uma dessas organizações de mulheres, que se espalham rapidamente pelo Brasil, é a União Nacional das Esposas de Militares das Forças Armadas Brasileiras (UNEMFA), tendo Ivone Luzardo como sua presidente. Desde o mês de abril, esse grupo enfrenta chuva, poeira e frio em acampamentos que montam em frente ao Ministério da Defesa e ao Congresso Nacional. Lula da Silva, o comandante-em-chefe das Forças Armadas brasileiras, recebe todo mundo com festa em seu palácio: gays, modelos, atletas, estudantes, índios. Repete sempre com grande satisfação a colocação de mais um boné do MST na cabeça. Lula tem tempo para viajar às Arábias, ao Japão e à China. Só ainda não encontrou tempo para receber as bravas guerreiras do Planalto Central, nossas destemidas “amazonas”, as “flores de cactus” que tanto orgulho causam aos civis e militares de todo o Brasil. Pelo contrário, em ato mesquinho e covarde, Lula mandou uma tropa de choque da PM, na calada da madrugada, expulsar um grupo de mulheres que estava acampado em frente ao Itamaraty. Motivo? Não queria “manchar a imagem do Brasil”, devido à presença de delegados estrangeiros na Cúpula América do Sul-Países Árabes...

Em entrevista ao Mídia Sem Máscara, Ivone Luzardo expõe com toda a franqueza a situação de penúria por que passam atualmente os militares das Forças Armadas, com reflexo direto para seus familiares.

MSM – Quando e como começou este movimento das mulheres de militares?

Ivone Luzardo - Começou diante da observação que fiz desde a época em que morei em Natal/RN (de 1995 a 2002), quando uma amiga, casada com um 2º sargento do Exército, mãe de quatro filhos, para ajudar no orçamento da família trabalhava como lavadeira, arrumadeira, babá, à noite vendia espetinhos, virava-se como podia, uma vez que a mesma, vinda do interior da Bahia, não teve a oportunidade de estudar e casou-se muito nova.
Chegando a Brasília, tudo ia muito bem até que um dia nosso carro foi furtado, à luz do dia. Não há segurança na área militar. Inúmeros carros já foram furtados. Ficamos à pé por cinco meses... Como em toda família militar, qualquer fato que extrapole o orçamento, compromete a mínima renda. Também ouvi várias mães de família reclamando que o “dinheiro não dava para nada”! Esse fato ocorre pela falta de reajuste (reposição das perdas decorrentes da inflação) dos soldos há mais de uma década. Diante deste quadro, no pilotis do bloco “B”, na SQN 102, em Brasília, no dia 22 de fevereiro de 2004, um grupo de senhoras insatisfeitas com os baixos soldos de seus maridos, que afetam diretamente a vida de todos os familiares dos militares, decidiu dar um basta nesta situação, pois os relatos das mães de famílias eram semelhantes e criamos uma organização de senhoras que mais tarde veio consolidar-se na UNEMFA – UNIÃO NACIONAL DAS ESPOSAS DE MILITARES DAS FORÇAS ARMADAS BRASILEIRAS, que tem como objetivo central “lutar pela manutenção da dignidade dos familiares de militares, buscando melhoria contínua de qualidade de vida”.

MSM - Como o Governo Lula tem tratado o movimento?

Ivone Luzardo – Com descaso e desrespeito.

MSM - Como assim?

Ivone - Por receber inúmeras representações de classes, a exemplo do MST, índios, modelos internacionais e famosas, esportistas, artistas. Menos a família militar.

MSM - Como comandante-em-chefe das Forças Armadas, Lula não teria a obrigação de pelo menos receber uma delegação do movimento?

Ivone Luzardo - Se ele tivesse compromisso e honrasse a palavra, - porque a palavra de um homem constitui-se na sua base moral, de honra, e dignidade -, não haveria necessidade de estarmos passando por este constrangimento. Esse reajuste já teria sido pago, conforme sua palavra, até porque a palavra de um presidente deveria ser lei. Teria condições de receber, sim, e também não estaria expondo a família militar e a soberania nacional, como vem fazendo. Na minha opinião o Presidente Luis Inácio Lula da Silva é irresponsável nesta e muitas outras questões.

MSM - Como a Sra. vê a economia de nosso País?

Ivone Luzardo - Vejo o risco Brasil crescendo e estagnando a nossa economia, pois não se investe em transporte, não se conservam estradas, não há modernização e manutenção de portos marítimos para escoamento dos nosso produtos, a educação e a saúde é uma vergonha, pois não há valorização de profissionais qualificados; a reforma agrária não acontece, incitando invasões em áreas produtivas; a taxa de juros é a maior dos últimos anos e principalmente não se investe em segurança neste País. Observo que as Forças Armadas são responsáveis não só pela segurança territorial de um país, mas também pela sua sustentação econômica, pois garantem estabilidade diante da opinião pública nacional e internacional. Quem estaria interessado em investir num país com segurança ameaçada?

MSM - Continua, então, o sucateamento das Forças Armadas?

Ivone Luzardo - Continua, e se o governo não fizer uma reaparelhamento emergencial, em 13 anos, conforme visto em reportagem na Rede Bandeirantes, no dia 8 de maio, dia das mães, no programa Canal Livre, os armamentos se tornarão obsoletos. Temos tido inúmeros casos de mortes por sucateamento nas Forças Armadas. O último ocorreu com a morte do sargento Anderson, da Marinha do Brasil, deixando um filho de apenas quatro anos órfão, por irresponsabilidade do governo Lula, que está sendo considerado um “assassino” para muitas famílias militares, pois ao não repassar verbas para aquisição e manutenção dos equipamentos das Forças, induz a morte de militares em pleno exercício de suas funções. O navio Aeródromo São Paulo foi adquirido da sucata naval da França e não há repasse de verbas para os Servidores Civis do Arsenal da Marinha a fim de promover a manutenção do mesmo. Falta desde luvas, equipamentos necessários, e recursos para a compra de peças e manutenção dos navios. Esta situação é inaceitável. Neste país se tem dinheiro para doar a outros países, para perdoar dívidas de outros países, para pagar “gordas” indenizações a anistiados, inclusive ao Presidente, menos para assuntos emergenciais. É um absurdo!

MSM - Como a Sra. se sentiu quando foi "despejada" do acampamento montado na Esplanada dos Ministérios, sob ordem expressa de Lula?

Ivone Luzardo – Senti que começa a imperar neste país a pseudo democracia. Inicia–se desta forma: impedindo o direito de ir e vir, através de atos covardes e autoritários na calada da madrugada, o enfraquecimento das Forças Armadas, desarmamento da população de bem, porque os bandidos estão armados com arsenal de última geração, e a sustentação de uma força paralela amparada pelo próprio governo.

MSM - Mas a Sra. ainda crê que Lula possa recebê-las em seus gabinete?

Ivone Luzardo – Protocolamos dois ofícios, o último no dia 27 de abril de 2005. Até o momento não obtivemos resposta. Estamos aguardando uma posição do Presidente...

MSM - O capitão da reserva, hoje deputado federal Jair Bolsonaro, tem ajudado a UNEMFA?

Ivone Luzardo – Não, porque a UNEMFA não se presta as intenções do citado deputado, que tem utilizado as imagens das esposas de militares para a sua própria permanência e a inclusão de seus parentes no poder. Para nós ele é um político oportunista que deturpa os fatos em benefícios próprios e não tem respeito pelo próximo. No acampamento que ele e sua apadrinhada associação, a Apemfa, promoveram em frente ao Ministério da Defesa, do dia 26 à tarde do dia 28/04/05, do qual nós também participamos em solidariedade, foi acordado em reunião na SQN 306, no dia 25 de abril de 2005, às 19h30min diante de dezenas de pessoas que só levantaríamos acampamento quando o governo concedesse o prometido reajuste. A Apemfa e o Dep. Fed./RJ não cumpriram com o sua palavra. E não satisfeito com a nossa autonomia ainda nos proferiu impropérios, chamando-me de “vagabunda” na presença da imprensa e de centenas de pessoas. É uma atitude deprimente e covarde a do Deputado Bolsonaro. Espero em Deus a justiça no momento certo, quando o povo que o elege no Rio de Janeiro abrir os olhos e derem a devida resposta com o ato mais democrático que existe, não votando numa pessoa sem compromisso com a causa nas próximas eleições.

MSM - Qual a posição do Ministro da Defesa diante das reivindicações da UNEMFA?

Ivone Luzardo – O Ministro é um homem responsável e bem intencionado para com as FFAA, haja vista nos ter recebido e acatado as nossas reivindicações no dia Internacional da Mulher deste ano, em reunião que durou quase duas horas, onde tratamos da reposição salarial, a votação da Lei de Remuneração dos Militares - MP 2215-10, bem como a questão da Soberania Nacional do Brasil. O mesmo comprometeu-se em levar os assuntos tratados ao Presidente Lula e assim o fez, da mesma forma que tem buscado a solução dos problemas até onde lhe é permitido. A partir do momento que o reajuste passa para outras esferas do governo, por revanchismo ideológico e político, não há solução. Temos certeza que se dependesse exclusivamente do nosso Ministro, esse reajuste já teria sido concedido e o reaparelhamento das FFAA já estaria sendo efetivado, evitando acidentes com perdas fatais, como no caso já citado do sargento Anderson, da Marinha do Brasil.

MSM - A UNEMFA tem recebido muito apoio? De quem?

Ivone Luzardo – A UNEMFA recebe apoio da família militar e civil do Brasil, e apoio logístico e de influência de políticos preocupados com a questão, que têm visitado o nosso acampamento e defendido nas tribunas a nossa causa. Em Brasília, temos tido apoio do ex- Deputado Distrital José Santos, dos Deputados Distritais Izalci, Eliane Pedrosa, dos federais Arruda, Fraga, Senadores Paulo Otávio, Heloísa Helena e muitos outros, a quem agradecemos em nome da família militar.

MSM - Como a mídia tem feito a cobertura do movimento?

Ivone Luzardo - Com constância, às vezes trocando informações repassadas, que até certo ponto é normal, porém inaceitável. Quem não cruzou os braços e está acampada passando frio à noite, muitas vezes com problemas de saúde, com crianças de colo são nossas “flores de cactus”, as mulheres guerreiras da UNEMFA.

MSM - A TV Globo tem aparecido no acampamento?

Ivone Luzardo – Não. Gostaríamos que a mesma se pronunciasse e desse cobertura à causa, a exemplo do que têm feito as outras emissoras de TV, como a Rede Bandeirantes e a Record.

MSM - Além das reivindicações salariais, a UNEMFA pretende se colocar à frente de outras bandeiras? Como se portará nas eleições gerais de 2006?

Ivone Luzardo – No momento temos uma causa e queremos resolvê-la. Certamente, outras virão. Quanto às eleições, gostaríamos de lembrar que na família militar somos em média cinco milhões de eleitores e que vamos exercer a nossa cidadania.

MSM - Como a população em geral pode auxiliar o movimento?

Ivone – Primeiramente, comparecendo no nosso acampamento, que está em frente ao Congresso Nacional, participando dos nossos manifestos e quem puder fazer uma pequena doação, na agência 1003-0 do Banco
do Brasil, c/c 18072-6, em nome de Ivone Luzardo, até que se conclua o processo de registro da UNEMFA.

MSM - E a educação dos filhos de militares como vêm ocorrendo?

Ivone Luzardo - Atualmente, uma das maiores dificuldades enfrentadas é a dos jovens que estão fora das Universidades, impedidos de exercer competitividade no mercado de trabalho. O que sobrará para nossos filhos? Será possível que ninguém se interesse pelo futuro dos nossos filhos? Temos dezenas de Colégios Militares que deveriam utilizar suas dependências no período noturno promovendo cursos de nível superior aos familiares das FFAA. Por que não o fazem?
Para inserção Colégios Militares percebemos que os filhos de militares concorrem em condições desiguais na prestação de concursos para sua inserção. As mensalidades baixas tem atraído a população civil de poderes aquisitivos superiores, que tem condições de pagar cursinhos a seus filhos, o que não acontece aos filhos de militares, devido aos baixos soldos de seus pais, tirando destes as vagas, além de exigirem uniforme impecável (o que acarreta despesas às famílias). Essa situação está gerando uma revolta imensa no seio da família militar. Há uma necessidade de se rever essa e outras questões.

MSM - Que outras questões?

Ivone Luzardo - A saúde do militar é muito precária no atendimento. Além de não termos especialistas para o atendimento da família, ainda falta material de primeiros socorros. Em Brasília, toda emergência é conduzida para o HFA pois no Hospitais Militares falta material. O que está sendo feito da nossa contribuição para o fundo de saúde do Exército?

Fonte: https://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=21506&cat=Cartas


Carta à Unemfa

Usina de Letras - Carta à Unemfa -- 30/05/2005 - 10:08 (Félix Maier)

Prezado Sr José Batista
Peço-lhe a gentileza de remeter minha resposta ao sr General Queiroz.

Atenciosamente

Maria Joseita Silva Brilhante Ustra

Senhor General Queiroz

Tomo a liberdade de responder ao seu e-mail, porque tive o prazer de recebê-lo.
Realmente concordo com o senhor quando diz que só serão tratados com respeito e dignidade e somente terão força para reinvidicar seus direitos quando uma União dos Militares das Forças Armadas for criada e consolidar-se. Porque o senhor não cria essa associação e não promove a união entre os grupos existentes ? Para inclusive, não correr o risco de perder o único representante que têm no Congresso. Com essas divisões, esse "disse-me- disse" que tenta denegrir a imagem do Deputado Bolsonaro, não sei se perceberam que podem abalar o eleitorado da única voz que fala em nome da classe. Heloisas Helenas e outros estão se aproveitando da situação para penetrar no meio militar e conseguirem adesão para seus partidos .
Sou feminista e, mesmo assim penso que esse movimento tinha que partir dos homens. Seria mais profissional, teria mais força e menos apelo emocional. É necessário que eu diga que falo em meu nome, e em resposta ao e-mail que me foi enviado . Sei da hierarquia e da impossibilidade dos militares da ativa se pronunciarem, mas os da reserva e os reformados não estão impedidos de fazê-lo. Essas senhoras são umas guerreiras, umas heroínas porque sofrem na pele o dia a dia de um orçamento minguado, e cheio de privações. Passam frio e medo a noite. Se expõem `a chuva. Mesmo assim , penso que o apelo parece, para quem está de fora ,muito mais emocional que a reinvindicação de uma classe.Nunca se viu mulheres de bancários, nem de metalúrgicos, nem de funcionários públicos, reinvindicando, em nome de seus maridos, melhores salários.
Realmente vocês foram formados acreditando que os comandantes são capazes de resolver os problemas dos subordinados, mas as pessoas, as épocas, os valores s e , principalmente as ideologias são diferentes.Isso é comprensível, não porque eles sejam "crias da Revolução" ( aliás , para melhor dizer Contra-Revolução ). E se foram forjados pelos heróicos homens que fizeram e lutaram para manter a Contra-Revolução, não teriam sido forjados na inibição de sua liderança.Se foram forjados dentro dos princípios da Contra -Revolução, teriam aprendido a liderar e dentro dos princípios da hierarquia militar, lutar sempre por um Brasil melhor. Por um Exército bem equipado, para manter seus subordinados atendidos dentro de suas necessidades mínimas.
General Queiroz não culpe a Contra-Revolução pelo que está acontecendo. Culpe a falta de informação, a falta de vontade de acabar com essa história cômoda de que tudo de errado que está acontecendo é culpa de 1964. Essa afirmação é usada para denegrir um fato histórico de valor incalculável pelos perdedores. É culpa de todos nós, civis e militares, que vivemos a Contra -Revolução e que deixamos que os perdedores estejam no poder, deturpando e escrevendo a história da maneira que só favorece a eles. Sou democrata e acho que o voto é para isso mas, permitir que falseem a história, isso jamais poderia ter sido permitido. Precisamos nos unir, vocês militares, principalmente, e lutar para que os valores , as lideranças, a força de vontade e a união voltem a reinar entre vocês, para tranquilidade do país.
Atenciosamente

Maria Joseita Silva Brilhante Ustra

*

From: Jose Batista
To: ; Joseíta Ustra ;

Guerreiras de Brasília, de Anápolis e de todo o Brasil! Parabéns a vocês. Têm lutado com muita determinação. Só seremos tratados com respeito e dignidade, só teremos força para reivindicar direitos, muitos dos quais ainda adormecidos, quando a Unemfa crescer e consolidar-se. Levaremos ainda alguns anos para adquirirmos a cultura da reivindicação. Além disso, a desunião bate contra a gente. O caminho para chegar lá será árduo e demorado. Muitas etapas terão que ser vencidas e muito teremos que aprender. As discordâncias surgidas no caminho exigirão diálogo e humildade. Não se agigantem antes da hora. Saibamos ouvir as críticas, como Deus ouve as orações. É um trabalho de longo prazo. Não se constrói um edifício da noite para o dia.
Por outro lado, aprendemos a acreditar que nossos comandantes são capazes de resolver nossos problemas. Além de não terem força e liderança, não lutam com vontade e determinação pelos direitos dos subordinados. Isto é compreensível, porque os atuais chefes são crias da Revolução e foram forjados na inibição da sua liderança. Aprenderam a obedecer, mas não a lutar. Estes chefes, bem como os comandantes de OM, precisam ser cooptados para a causa e não excluídos dela. Eles são extremamente importantes na luta pela reivindicação dos direitos da Família Militar. A Unemfa de cada cidade deve ir aos comandantes, mostrar para eles a situação de desespero da Família Militar e solicitar uma posição mais firme na defesa do reajuste salarial.

Gen R1 Queiroz - Brasília

Fonte: https://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=21528&cat=Cartas


Panelaço em Brasília

Usina de Letras - UNEMFA convoca panelaço em Brasília, dia 27 -- 19/11/2007 - 17:10 (Félix Maier)

É a 2ª vez que a ida do Ministro Nelson Jobim ao Presidente Lula é frustrada... substituída por outros pleitos... isso me dá uma indignação tão grande que os senhores não fazem idéia... reunião com os três comandantes e todos ficam esperando uma solução que não vem...

Nós vamos fazer um panelaço dia 27 de novembro e queremos contar com a presença também dos militares inativos, especialmente os que moram aqui em Brasília, não custa nada... é só sair de casa e nos acompanhar. É vergonhoso para toda a classe, a gente ficar lutando com meia dúzia de mulheres. É por isso que ninguém e nem o governo se intimida. Já sabem que todo mundo é acomodado... desunido...

Veja os sem terra (além de financiados pelo governo, são unidos) e as Margaridas, que espetáculo! Quinze mil mulheres na Esplanada em marcha, atrapalharam o trânsito, todo mundo reclamou, mas ela foram atendidas e o Presidente foi até elas... e os militares, o que fazem eles, suas mulheres e seus filhos? Ficam esperando por meia dúzia de guerreiras... sim pq se formos analisar o número dos que moram aqui em Brasília com a participação de apenas 40 mulheres na última marcha é uma vergonha. Com todo respeito, e se alguém sentir-se ofendido com a verdade, perdoe-me, mas está na hora de tirar o bumbum da cadeira e fazer presença. ME DESCULPEM TODOS POR ESSE DESABAFO, mas do jeito que esta, não tem condições de continuar!

Reflitam! Nós deixamos nossos maridos e filhos em pleno feriado! Afazeres de nossas casas (porque nenhuma de nós tem uma ajudante; lavamos, passamos, limpamos e cozinhamos) saímos para fazer a nossa parte e o resto? Esta fazendo o quê? Novamente insisto que reflitam e tomem uma atitude! Só estamos pedindo três horas do seu tempo, num único dia...companheirismo! solidariedade! Fiquem todos na Paz de Cristo.

UNEMFA - IVONE LUZARDO

Fonte: https://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=25078&cat=Cartas


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