A Conspiração Condor
Por Félix Maier
10/05/2026
A Conspiração Condor é um
filme safado, que tenta ligar as mortes de Juscelino Kubitschek e João Goulart, o Jango, como assassinatos
promovidos pela ditabranda militar. O primeiro teria sido morto por atentado
contra sua vida na Via Dutra, em 22 de agosto de 1976. O segundo teria sido envenenado e morto, em 6 de dezenbro de 1976, na Argentina.
A famigerada Comissão Nacional sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, famosa por doar indenizações milionárias a terroristas e familiares da extrema esquerda, também está requentando essas fake news levantadas pela Comissão Nacional da Verdade - https://g1.globo.com/mg/minas-gerais/noticia/2026/05/08/relatorio-de-comissao-diz-que-jk-foi-morto-pela-ditadura-militar-e-nao-vitima-de-acidente.ghtml.
JK morreu em acidente
automobilístico na Via Dutra, quando saiu de São Paulo para se encontrar com a
amante no Rio de Janeiro. O acidente ocorreu no Km 165, no trecho de Resende, RJ. Chovia torrencialmente e suspeita-se que um ônibus da Viação Cometa tenha abalroado o carro de JK.
Afirmar que alguém planejou
um atentado para que o Opala de JK colidisse na pista do outro lado da Dutra, de frente com um caminhão Scania, exatamente naquele lugar, exatamente naquela hora, é viajar na maionese. Nem Mc Gyver conseguiria fazer essa mágica.
Fim do caso.
Mas não fim da farsa da extrema esquerda, assassina por natureza.
Jango morreu por problemas
cardiacos, segundo exames da causa mortis.
Em 2013, durante a malfadada Comissão Nacional da Verdade, no governo da antiga terrorista da VAR-Palmares, Dima Rousseff, foi feita a
exumação dos restos mortais de Jango, que havia sido enterrado em São Borja, RS.
Houve a ajuda de
"médicos" cubanos, aqueles mesmos a quem no Programa Mais Médicos
foram dispensados, para não realizar o Revalida, uma exigência legal para médico estrangeiro trabalhar no Brasil. Esse Programa serviu para drenar de 3,5 a 4,5 bilhões de reais para a genocida ditadura de Fidel Castro. Não se sabe quanto desse total voltou para os cofres do PT.
Nenhum sinal de veneno foi
encontrado no corpo de Jango.
Fim do caso.
Mas não fim da farsa da
extrema esquerda, assassina por natureza.
Operação Condor - Operação conjunta de governos de países sul-americanos para fazer face aos movimentos terroristas-marxistas do final da década de 1960 e início da década de 1970, desencadeados a partir da Revolução Cultural (China) e da OLAS (Cuba). Há um documentário, “Condor”, de Roberto Mader, e livros que tratam do assunto, como “Operação Condor - terrorismo en el Cone Sur”, do jornalista Nilson Cezar Mariano, e “Social Justice”, publicado em 1999, da pesquisadora Patrice McSherry, professora de Ciências Políticas da Universidade de Long Island, EUA, em que há um artigo sobre a Operação Condor. “Foi comprovada, em 1992, através de documentos da polícia secreta do Paraguai, a existência de uma ação de Estado implantada em todo o cone Sul. Na verdade, a Operação Condor foi um acordo costurado por todos os países da região com o intento de facilitar a cooperação regional na repressão aos opositores dos regimes militares que então governavam o Brasil, a Argentina, o Chile e a Bolívia. Teoricamente esses opositores dos regimes militares faziam parte de grupos guerrilheiros com ideologia socialista nos moldes da filosofia radical maoísta e stalinista. Eram apoiados por Cuba de Fidel Castro e indiretamente pelos governos socialistas da antiga União Soviética e da República Popular da China, que desejavam expandir o modelo socialista para todos os países da América Latina. Além do apoio tático e estratégico fornecido pelo governo de Cuba, esses grupos buscavam os recursos financeiros através de ações criminosas, como roubos a bancos e sequestros” (https://pt.wikipedia.org/wiki/Opera%C3%A7%C3%A3o_Condor - acesso em 24/05/2012). Essa Operação não foi um acordo multilateral terrorista de governos latino-americanos, como propaga a esquerda, mas, sim, um acordo legítimo de defesa conjunta de países contra movimentos terroristas, patrocinados por países totalitários comunistas (URSS, China, Cuba), que queriam implantar, não a democracia, porém a ditadura do proletariado em todo o continente. A Operação Condor foi tão legítima como hoje é a Interpol e os acordos bilaterais de segurança entre países, para enfrentar em conjunto o terrorismo e o crime transnacional. “Se a orientação e o apoio dessas operações vinham de fora - vinham da Rússia e da China, via Cuba ou Uruguai - enfim, eram um movimento internacional integrado, o que há de estranho no fato de o Cone Sul se reunir para colocar um ‘basta’ a isso, com troca de informações, já que todos eram atingidos?” (Gen Ex Leônidas Pires Gonçalves - HOE/1964, Tomo 1, pg. 92). No Brasil, se as Forças de Segurança não tivessem desbaratado a Guerrilha do Araguaia, ainda hoje poderíamos estar vivendo uma guerra civil, a exemplo da Colômbia. Nesse caso, o Governo Federal poderia estar hoje negociando, p. ex., com José “Tirofijo” Genoino, a entrega de uma extensa região do Araguaia aos guerrilheiros das “FARB”, para “conversações de paz”, como ocorreu na Colômbia das FARC durante o Governo de Andrés Pastrana. O Sendero Luminoso e o Tupac Amaru (Peru), atualmente sob certo controle, e as FARC e ELN (Colômbia) são os “filhotes” mais duradouros da OLAS de Fidel Castro, que prometeu “criar um Vietnã” em cada país sul-americano. Cínicos, esses esquerdistas! Falam mal da Operação Condor, logo eles, que ontem se uniram ao PC cubano e à KGB, criaram a OLAS e dezenas de grupos terroristas para infernizar a América Latina, e hoje estão à frente de movimentos que ainda sonham em implantar o comunismo na região, como a ALBA, o Foro de São Paulo e o Fórum Social Mundial. El cóndor pása... toca a flauta indígena do Peru. E os urubus socialistas apertam o nariz, denunciando o mau cheiro que eles mesmos provocaram - cfr. meu texto sobre o assunto em https://felixmaier1950.blogspot.com/2020/07/operacao-condor-el-condor-pasa-e-os.html. Após o Seminário Internacional sobre a Operação Condor promovido pela Câmara dos Deputados em 2012, que foi coordenado pela deputada Luíza “La Pasionaria” Erundina, as viúvas castristas prometeram recriar o Tribunal Russell para a América Latina.
(A LÍNGUA DE PAU – Uma história da intolerância e da desinformação, de Félix Maier, disponível em https://drive.google.com/file/d/1wDHV0YJFOZSoBwlJSSrHdl68CfJokMmf/view).
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Hugo Studart, jornalista, historiador e mestre cachaceiro -www.casastudart.com.br, no Facebook:
10/05/2026
Voltou ao noticiário essa
besteira imensa de que JK teria sido assassinado pela ditadura militar. Teoria
conspiratória vulgar descolada de qualquer senso lógico ou fatico.
Ora, ora, a ditadura matou
mais de 300, contudo, Juscelino não estava entre eles. Morreu de acidente de
carro. Nem João Goulart que morreu de enfarto. Aos fatos:
1) Em 1976, quando ambos
morreram, o país estava na chamada Abertura. Lenta, gradual e segura, segundo a
definição de seu artifice, Ernesto Geisel. Mas já não era mais uma autocracia
explícita, uma ditadura. Era uma fase histórica de distensão politica, sem
repressão violenta.
2) Desde as mortes do
jornalista Wladmir Herzog, em outubro de 1975, e do operário Manoel Fiel Filho,
em janeiro de 1976, ambos mortos sob cruel tortura, as forças de repressão
estavam acuadas pelo próprio regime militar. Ja não prendiam nem matavam ninguém
(isso só voltaria em 1981).
3) Desde 1967 ou 1968,
Juscelino convivia tranquilamente com os militares no poder. Morava entre o Rio
e Brasília. Estava com os direitos políticos cassados. Passava os dias entre os
amigos e as noites na boemia escancarada, sem ser importunado. Havia um acordo
informal com o regime: JK não se envolveria com política e os militares nao se
envolveriam com JK. E assim transcorreu até sua morte.
4) Jango, por sua vez, nesse
período estava exilado em uma de suas fazendas no Uruguai. Bebia e comia muito.
Estava deprimido.
5) Em 22 de agosto de 1976,
Juscelino estava em São Paulo em viagem de negócios. Ao final da tarde, decidiu
viajar para o Rio de Janeiro, de automóvel. O tempo fechado anunciava uma forte
tempestade. Seu amigos tentaram demovê-lo. O fiel motorista Geraldo Ribeiro
também argumentou. Mas Juscelino aloprou. Queria porque queria dormir no Rio de
Janeiro com sua amante Maria Lucia Pedroso, paixão desde 1958. Então tomaram a
Via Dutra.
6) Na altura de Resende,
Estado do Rio, debaixo de uma chuva torrencial e sem visibilidade, um ônibus
comercial cheio de passageiros abalroou o Opala de JK. O motorista Geraldo
perdeu o controle, atravessou a pista e bateu de frente em um caminhão que vinha
no sentido Rio-SP
7) A perícia foi realizada
pelo próprio Diretor do IML do Rio, Dr. Castelo Branco, que constatou mortes
por acidente.
Na década de 1990, o
jornalista Carlos Heitor Cony precisava escrever sua crônica semanal para a
revista Manchete mas estava sem assunto concreto. Então escreveu sobre a
coincidência das mortes de Jango e de JK, em datas próximas, e especulou que
poderiam nao ter sido acidente e infarto. Não apresentou qualquer indicio que
sustentasse sua teoria da conspiração, nas tão-somente a liberdade criativa.
9) Mais duas décadas se
passaram e o governo Dilma instalou a Comissão Nacional da Verdade. Foi quando
a crônica criativa de Cony ganha força de versão oficial. Sabe-se la como,
encontraram indícios de que algum carro surgiu da penumbra e um agente secreto
deu um tiro na cabeça do motorista Geraldo. E foi assim que JK passou a ser
mais um assassinado da ditadura, sem qualquer prova ou indicio a sustentar a
hipótese.
10) Ora, se os militares
quisessem matar JK, teriam feito o serviço quando o AI-5 estava em vigor. Um
assalto, uma injeção letal que simulasse infarto, qualquer método dentre os
muitos que usavam para se livrar dos adversários.
11) Mas os assassinos
esperaram pacientemente pelo dia no qual Juscelino, em viagem, teria um surto
de saudades da eterna amante e decidiria viajar sob tempestade bíblica. Eita
espionagem bem feita. Então os espiões seguiram o carro de JK por 250 quilômetros.
Combinaram o jogo com o motorista do ônibus da Viação Cometa que, de alguma
forma misteriosa, adivinhou o momento perfeito que deveria bater no carro de
JK. Decerto o motorista do onibus também sabia que Geraldo atravessaria a pista
quando um caminhão viria em sentido contrário.
Em conclusão:
Ou os agentes da ditadura
eram absolutamente eficientes, geniais no planejamento e na execução de suas
conspirações assassinas;
Ou a turma desse novo
Febeapa, Festival de Besteira que Assola o País, nos considera absolutamente
desmiolados.
É o que sei; é o que penso.
Em tempo: Escrevo com a
autoridade de quem ja investigou e publicou dezenas de mortes da ditadura,
algumas com crueldade extrema, como a de Maria Lucia Petit, enterrada viva por
jagunços a serviço do Exército, ainda tão jovem que era virgem, ou a de Manoel
Fiel Filho, operário padrão sem qualquer envolvimento com a poltica, torturado
até "estourar".
Hugo Studart
Comentário de Welerson
Henrique Carmo
Paulo Octavio, Casado com a
neta de JK, contratou OS MAIORES CRIMINALISTAS do País para refazerem o Caminho
que o Opala percorreu, até a hora do acidente.
Entre esse Peritos
criminais, estava meu grande Amigo João BOSCO de Oliveira, perito da Polícia
Civil do DF e ex Diretor do IC (Instituto de Criminalística do DF).
Está em livro: “NÃO HOUVE ASSASSINATO, MAS SIM, UM ACIDENTE!!!”
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Ainda sobre JK:
Abaixo, alguns verbetes de A
LÍNGUA DE PAU – Uma história da intolerância e da desinformação, de
Félix Maier, disponível em https://drive.google.com/file/d/1wDHV0YJFOZSoBwlJSSrHdl68CfJokMmf/view.
Revolta
de Aragarças - Motim de oficiais da Aeronáutica contra o
governo JK. Um dos integrantes foi o aviador Leuzinger Marques Lima, que
pretendia, junto com os revoltosos, jogar bombas sobre os palácios da Guanabara
e do Catete depois de sequestrar um avião da Panair. Leuzinger, o “Léo Asa”,
participou também do Grupo Secreto, envolvido no Caso Riocentro.
SNI -
Serviço Nacional de Informações: criado em 13/06/1964, mediante a Lei nº 4.341,
foi de extrema utilidade para a derrocada das organizações terroristas que
operaram no Brasil nas décadas de 1960 e 1970. O projeto de lei no. 1968, que
deu origem à Lei, foi redigido por Golbery do Couto e Silva. Golbery foi o
primeiro chefe do SNI, empossado em 25/06/1964. “O governo americano designou Stephen Creane, agente da CIA no Brasil,
para ficar à disposição de Golbery e auxiliá-lo na montagem do SNI. (...) Num acordo
oral, firmado em
Frente
Ampla - União das esquerdas radicais após 1964 (1966 a 1968),
pretendiam desestabilizar o governo militar, sob a fachada de reivindicações do
tipo “anistia geral”, “eleições diretas”, para poderem operar livremente no
País. Participaram da Frente Juscelino Kubitschek, João Goulart e Carlos
Lacerda. Leonel Brizola, el ratón, não aderiu ao onagro caboclo.
Operação Limpeza - Depois da Contrarrevolução de 31/03/1964,
o Congresso Nacional empossou, no dia 2 de abril, o Presidente da Câmara dos
Deputados, Ranieri Mazzilli, do PSD de São Paulo, como Presidente Interino do
Brasil, já que João Goulart havia fugido para o Uruguai. Três governadores
foram cassados: Miguel Arraes (Pernambuco), Seixas Dória (Sergipe) e Badger
Silveira (Rio de Janeiro). Enquanto Jango tentava, no Rio Grande do Sul, obter
asilo político no Uruguai, a Operação Limpeza incluía ainda expurgos de pessoas
ligadas à corrupção e à subversão.
Ainda sobre Jango:
Enquanto
Brasília se engasgava com a renúncia, Jango, o vice, estava no outro lado do
mundo, em plena China comunista, abraçando Mao Tsé-Tung como quem encontra um
primo distante na fila do bandejão universitário. Dizem até que trocaram
receitas: Mao contou do tal Grande Salto pra Frente — que, pelo que depois
soubemos, foi mais um tropeço que um salto — e Jango ficou pensativo, coçando o
queixo, talvez cogitando renunciar também, por pura mímica política.
Mas
aí, no caminho de volta, parando em Paris para dar um pulinho no Moulin Rouge
para apreciar as moças com os peitos de fora, porque ninguém é de ferro, Jango recebeu
um telefonema urgente, que foi interceptado pelo general Francisco Batista
Torres de Melo junto a uma central
telefônica no Rio, onde naquela época lindas moças ficavam o dia inteiro
enfiando e tirando pinos, como que tricotando um tapete de ferro. Era
Juscelino, com aquela voz de locutor de rádio de cidade do interior de Minas,
imitando gaúcho, implorando pela vinda de Jango.
— Eu
não, vou nada, vou nada. Aquele pessoal da FAB é um bando de doidos — alegava
Jango, com medo de ter o avião derrubado.
Aí o
Juscelino respondeu:
—
Rapaz, venha, tchê. O que interessa é o PSD, PTB, o resto que se lasque. Pois
toma um café forte sem açúcar na Champs-Élysées e volta, guri! O Brizola já tá
fazendo discurso na rádio como se fosse Presidente da República!
E
era verdade. Leonel Brizola, o cunhado inflamado de Jango, berrava nas rádios
como um pastor elétrico, exigindo respeito dos gorilas à Constituição e gritando
Campanha da Legalidade como quem anuncia promoção de sabão em pó.
A
solução veio num jeitinho brasileiro de gravata: para não deixar Jango com
muito poder, criaram o parlamentarismo. Em dezembro de 1961, o Congresso
Nacional aprovou a mudança, e Tancredo Neves, com aquele jeitinho mineiro come
quieto de quem sempre parece que não tá, mas tá, virou Primeiro-Ministro.
...
Jango,
que nunca foi comunista, mas sempre teve um pezinho nos sindicatos e outro no
inferninho, assumiu com gosto a presidência. Era filho de estancieiro rico de
São Borja, gostava de boate, teve até doença venérea na juventude, que o fez se
tornar manco — coisa que, segundo Tio Pedro, dava mais prestígio entre os
boêmios do que diploma universitário.
(Félix
Maier, in MEMORIAL DE LUZERNA, Thesaurus Editora, 2025, Brasília, DF,
pg. 283-285)
Tendência gaúcha para putas
e farras...
Márcio
Moreira Alves traça um perfil sucinto sobre Jango no livro O Despertar da Revolução Brasileira,
Seara Nova, Lisboa, 1974, pg. 50: “O
protesto que escrevi era uma crítica por dentro. De um modo geral era eu
simpático ao governo militar”. Para “Marcito”, foi um alívio ver a saída de
Jango: “Achava-o oportunista, instável,
politicamente desonesto... Aparecia bêbado em público, deixava-se manobrar por
cupinchas corruptos... e tinha uma grande tendência gaúcha para putas e
farras” (idem, pg. 51-52).
Abaixo, alguns verbetes de A
LÍNGUA DE PAU – Uma história da intolerância e da desinformação, de
Félix Maier, disponível em https://drive.google.com/file/d/1wDHV0YJFOZSoBwlJSSrHdl68CfJokMmf/view.
Contrarrevolução
de 1964 - Após a anarquia promovida no Brasil pelo Governo João
Goulart (“Jango”), no dia 31/03/1964, sob a exigência dos jornais e a aclamação
da população brasileira, é desencadeada a “Revolução de 31 de Março”, apelidada
pelos opositores como “golpe militar”, mas que foi na verdade uma Contrarrevolução,
ou contragolpe, por suspender o processo revolucionário em andamento no País -
cfr. Edição Histórica da revista Manchete em https://www.conjur.com.br/dl/manchete-abr1964.pdf.
Em 19/08/1961, Jânio Quadros condecorou Che Guevara com a Grã-Cruz da Ordem
Nacional do Cruzeiro do Sul, que “foi a cerejinha do bolo atirado na cara
dos mais reacionários. Mesmo que essa condecoração fosse o resultado da
liberação, por parte do líder da Revolução Cubana, de sacerdotes católicos
condenados ao fuzilamento em Cuba, a medalha causou grande mal-estar e
confusão, consolidando a imagem de um político contraditório, oportunista e
ideologicamente ambíguo” (NAPOLITANO, 2014: 32). Antecedentes: Quando Jânio
Quadros renunciou à presidência, Jango
estava em viagem à China comunista, acompanhado de “líderes trabalhistas, convocados para observação e estudo das comunas
populares daquele país” (AUGUSTO, 2001: 70). Na China, Jango fez “um pronunciamento radical, em que
revelou sua intenção de estabelecer também no Brasil uma república popular,
acrescentando que, para tanto, seria necessário contar com as praças para
esmagar o quadro de oficiais reacionários” (idem, pg. 71) - prenúncio da
Revolta dos Marinheiros, no Rio de Janeiro, e da Revolta dos Sargentos, em
Brasília. Em janeiro de 1964, Luiz Carlos Prestes viajou a Moscou para prestar
contas dos últimos trabalhos do PCB, desenvolvidos à luz da estratégia traçada
por ele e Kruschev em novembro de 1961. Nesse encontro, participaram, além de
Kruschev, Mikhail Suslov (ideólogo de Kruschev), Leonid Brejnev (Secretário do
Comitê Central do Partido), Iuri Andropov e Boris Ponomariov (Chefe do
Departamento de Relações Internacionais). Naquela ocasião, Prestes afirmou: “A escalada pacífica dos comunistas no
Brasil para o poder abrindo a possibilidade de um novo caminho para a América
Latina. (...) oficiais nacionalistas e comunistas dispostos a garantir pela
força, se necessário, um governo nacionalista e antiimperialista. Implantaremos
um capitalismo de Estado, nacional e progressista, que será a antessala do
socialismo. (...) ... uma vez a cavaleiro do aparelho do estado, converter
rapidamente, a exemplo de Cuba de Fidel, ou do Egito de Nasser, a revolução
nacional-democrática em socialista (idem, pg. 121-2). Segundo Luís Mir, em A
Revolução Impossível, “a exemplo de
Frente
Única - Idealizada pelo ex-ministro San Thiago Dantas,
desejava unir todas as esquerdas em uma “Frente Única” (1963), para dar suporte
consistente ao governo de João Goulart e suas “Reformas de Base”. Os partidos
comunistas e o exibicionismo de Brizola impediram a formação dessa Frente. A
“Frente Popular” de Jango, com o PCB e as organizações dominadas pelo
“Partidão”, foi o que sobrou da pretensa “Frente Única”. A expressão de pau
“Frente Única”, pelo menos, serviu de inspiração para a moda das décadas de
1960/70, sendo uma peça feminina bastante sexy
- ao mesmo tempo em que debutavam o chinelo-de-dedo, a calça jeans da marca Lee
e a camisa volta ao mundo banlon, que hoje talvez possa ser comprada na
Enjoei, época em que se ouviam no rádio o Repórter Esso e as piadas sem
graça de muito sucesso, de Vitório e Marieta - cfr. em https://www.youtube.com/watch?v=-3YUaArmlk8.
G-11 - “Os chamados Grupos dos Onze Companheiros - simplificadamente, Grupos de Onze ou Gr-11 - e também conhecidos como Comandos Nacionalistas, foram concebidos por Brizola no fim de 1963. Tomando por base a formação de um time de futebol, imagem de fácil assimilação e apelo popular, Brizola pregava a organização de pequenas células - cada uma composta de onze cidadãos, em todo o território nacional - que poderiam ser mobilizados a seu comando” (Mariza Tavares, in “Grupo dos 11: O braço armado de Brizola” - cfr. https://felixmaier1950.blogspot.com/2021/10/memoria-1964-o-dossie-do-braco-armado.html). G-11 também pode se referir a Grupo de Combate, de 11 militares, célula de um pelotão de Infantaria. “Chegou a organizar 5.304 grupos, num total de 58.344 pessoas, distribuídos, particularmente, pelos Estados do Rio Grande do Sul, Guanabara, Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo” (ORVIL, pg. 136). A exemplo do que hoje faz o MST, o G-11 pretendia utilizar mulheres e crianças como escudos civis. Os G-11 seriam o embrião do Exército Popular de Libertação (EPL). “Entre 19 e 25 de outubro de 1963, Brizola lançou, oficialmente vamos dizer assim, os seus ‘grupos dos onze’, organizações que, de acordo com a sua orientação, deveriam considerar-se em revolução permanente e ostensiva. (...) Era uma imitação chula das instruções da guarda vermelha bolchevique” (Gen Div Del Nero - HOE/1964, Tomo 5, pg. 100). Um documento do Grupo afirmava que os G-11 seriam a “vanguarda do movimento revolucionário, a exemplo da Guarda Vermelha da Revolução Socialista de 1917 na União Soviética”. (Prova a ignorância de Brizola, pois em 1917 havia apenas a Rússia, não a URSS.) Quando ocorreu a Contrarrevolução de 1964, havia centenas desses Grupos espalhados em todo o País e tinham como missão eliminar fisicamente todas as autoridades do Brasil que não apoiassem Brizola - civis, militares e eclesiásticas, como se pode ler nas “Instruções secretas” do EPL e seus G-11, no item 8, “A guarda e o julgamento de prisioneiros”: “Esta é uma informação para uso somente de alguns companheiros de absoluta e máxima confiança, os reféns deverão ser sumária e imediatamente fuzilados, a fim de que não denunciem seus aprisionadores e não lutem, posteriormente, para sua condenação e destruição” (AUGUSTO, 2001: 112). “Posso dizer que as ‘Ligas Camponesas’ e os ‘grupos dos onze’, na verdade, foram blefes. Eram usados pela imprensa, faziam estardalhaço, mas sentir a existência... a ação... Não houve nenhuma, absolutamente. Apenas no interior de Goiás foram apreendidos uns caixotes com armas que eram destinados ao ‘grupo dos onze’, mas o pessoal fugiu e nunca mais apareceu. Havia um oficial amigo do Jango, coronel Seixas, responsável pela repressão, e que, ao invés de mandar aquelas armas para o Exército, enviou para a Presidência da República. As armas tinham vindo de Cuba” (Coronel Renato Brilhante Ustra - HOE/1964, Tomo 5, pg. 256). Herbert de Souza, o “Betinho”, foi o coordenador geral dos G-11 e na época da Contrarrevolução de 1964 era assessor do ministro da Educação, Paulo de Tarso. Sobre os G-11, leia os documentos secretos em https://www.documentosrevelados.com.br/repressao/grupo-dos-onze-companheiros-movimento-liderado-por-brizola-para-barrar-o-golpe-e-avancar-com-as-reformas-parte-3/. Leia, de minha autoria, Brizola, o último dos maragatos, disponível em https://felixmaier1950.blogspot.com/2020/07/brizola-o-ultimo-dos-maragatos-por.html.
Operação
Brother Sam - É mentirosa a versão da participação direta dos norte-americanos
na Contrarrevolução brasileira de 1964. Os documentos da inexistente
"Operação Thomas Mann" foram forjados pela espionagem tcheca, que atuava
no Brasil em 1964, via KGB. Essa mentira foi montada por Ladislav Bittman, que
chefiava o serviço de desinformação da Tchecoslováquia. Em seu livro “The KGB And Soviet Disinformation”,
publicado em Washington, Bittman declara: "Queríamos
criar a impressão que os Estados Unidos estavam forçando a Organização dos
Estados Americanos (OEA) a tomar uma posição mais anticomunista, enquanto a CIA
planejava golpes contra os regimes do Chile, Uruguai, Brasil, México e Cuba
(...) A Operação foi projetada para criar no público latino-americano uma
prevenção contra a política linha dura americana, incitar demonstrações mais
intensas de sentimentos antiamericanos e rotular a CIA como notória
perpetradora de intrigas antidemocráticas". O livro “1964: O Papel dos
Estados Unidos no Golpe de Estado de 31 de Março” (Civilização Brasileira, Rio,
1977), da historiadora norte-americana Phyllis R. Parker, com tradução de
Carlos Nayfeld, diz textualmente, nas "Conclusões", à pg. 128: "Não há provas de que os Estados Unidos
instigaram, planejaram, dirigiram ou participaram da execução do golpe de 1964.
Cada uma dessas funções parece ter competido a Castelo Branco e seus
companheiros de farda. Ao mesmo tempo, há sugestivas evidências de que os
Estados Unidos aprovaram e apoiaram a deposição militar de Goulart quase que
desde o princípio. Os Estados Unidos reforçaram o seu apoio ao elaborar planos
militares preventivos que poderiam ter sido úteis para os conspiradores, se
houvesse surgido a necessidade". É óbvio que os EUA acompanhavam com
atenção o movimento militar e civil anti-Jango, e com certeza remeteriam
material bélico aos revoltosos, caso ocorresse uma guerra civil. “Ele sabia
que existia um movimento liderado por Castello Branco e outros generais, mas
não estava participando dos planos do golpe” (Lincoln Gordon, então
embaixador americano no Brasil, a respeito do então coronal Vernon Walters,
adido do Exército Americano no Brasil - in “O olho dos EUA no golpe de
64”, revista Veja no. 1848, pg. 49). “O governo americano mandou
preparar, no dia 1º. de abril, um avião carregado com armamentos para ser
enviado aos militares golpistas, caso ocorresse um conflito prolongado. O que,
como se sabe, não ocorreu, já que Jango preferiu não resistir e fugiu para o
exterior” (idem, pg. 48). “O militar americano [Vernon Walters]
era muito amigo do general Humberto Castello Branco, com quem dividiu uma
barraca de campanha na Itália, durante a II Guerra. Uma informação só revelada
na semana passada é que Arma, várias vezes citado na correspondência
diplomática como principal fonte da conspiração, era o codinome de Walters. Ele
estava bem a par dos preparativos para o golpe, conforme mostra trecho do
documento de 27 de março: ‘Na próxima semana, nós vamos ser informados da
estimativa (feita pelos militares golpistas) das armas necessárias, através do
contato entre Arma e o general Ulhoa Cintra, braço direito de Castello Branco’”
(idem, pg. 49). Leia, de minha autoria, “Operação
Brother Sam, uma operação fantasma”, disponível em https://felixmaier1950.blogspot.com/2020/07/operacao-brother-sam-uma-operacao.html.
Operação Mata Lacerda - “Aquela missão fora planejada no apartamento no. 15 do Anexo do Copacabana Palace, então apartamento do Presidente da República João Goulart. Contou com a presença do então Governador do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola, do Ministro da Justiça, Abelardo Jurema, do Comandante da tropa paraquedista, General Pinheiro, e do Coronel João Sarmento, do Gabinete Militar. Planejaram que a solução para antecipar a criação da república sindicalista comunista seria criar um caos no Estado da Guanabara, com a decretação do estado de sítio. E como criar um caos? Aí o general paraquedista disse: ‘Deixa comigo, isso é missão para paraquedista’ - tropa pretoriana. A ordem para prender e ‘atirar para matar’ Carlos Lacerda na manhã do dia 4 de outubro de 1963, quando de sua visita ao Hospital Miguel Couto, no Leblon, foi transmitida, naquele apartamento, ao General Alfredo Pinheiro, pelo Ministro da Justiça, Deputado Abelardo Jurema, que esclareceu ao General Pinheiro que o Ministro da Guerra, General Jair Dantas Ribeiro, estava a par de todo o plano e dera sua aprovação” (Gen Bda Durval Antunes Machado Pereira de Andrade Nery - HOE/1964, Tomo 10, pg. 165). Detalhes sobre a Operação pode ser acessada em https://felixmaier1950.blogspot.com/2021/04/operacao-mata-lacerda-por-historia-oral.html. Durante a Cadeia da Legalidade, em defesa de Jango, para assumir a presidência em lugar de Jânio Quadros, que havia renunciado, Brizola repetia em seus discursos na Rádio Guaíba: “Sargentos do Exército, matem seus oficiais”.
UNE -
União Nacional dos Estudantes. Durante o 2º Congresso Nacional de Estudantes
(1938), foi feita a proposta de criação da União Nacional de Estudantes (UNE),
que teve sua 1ª Diretoria eleita em 1939. Inicialmente, a UNE era apolítica;
entre 1940 e 1943, mobilizou a opinião pública e o Governo para participar na
II Guerra Mundial contra o nazifascismo. Era tutelada pela ditadura Vargas e
funcionava em sala do Ministério da Educação. A partir de 1943, começa a
insurreição, com comunistas e democratas lutando contra a ditadura Getúlio
Vargas. A partir de 1959, aprofunda-se a marxização da UNE; nos anos 60, as
organizações que dividiam as massas operárias, além da UNE, eram a JUC, o PC
(que atuava através de seus diretórios estudantis), a Política Operária (POLOP)
e a Quarta Internacional. Eram todos de esquerda, com dosagens diversas de
ideologia marxista. O Partido de Representação Acadêmica (PRA), criado na
Faculdade de Direito da USP, era considerado de Direita. Também nos anos 60,
dá-se o encontro ideológico, reunindo a JUC, a Esquerda Católica e o
Esquerdismo marxista. A Faculdade Nacional de Filosofia (FNFi) desempenhou
papel importante na agitação estudantil e no processo de marxização da
Universidade. “Onde o professor é de
tempo parcial, como na maioria da América Latina, a tendência dos estudantes é
dar mais atenção a preocupações não acadêmicas, inclusive políticas”. (Seymor Martins Lipset, “University Students and
Politics in Underdeveloped Countries”, in
Minerva, Vol. III, nº 1, 1964, pg. 38-39). No dia 28/03/1964,
os Diretórios Acadêmicos das Faculdades Nacionais de Direito (CACO), da
Filosofia, da Universidade do Brasil, e o de Sociologia da PUC, lançaram
manifesto de apoio aos marinheiros e fuzileiros em greve na sede do Sindicato
dos Metalúrgicos. No dia 31 de março, exigiram de Jango armas para a
resistência contra o levante de Minas, mas tiveram que se contentar com “manifestações
antigolpistas” na Cinelândia. Com a depredação da sede da UNE, o seu
presidente, “apista” José Serra (Ministro da Saúde durante o Governo FHC),
empossado em 1963, pediu asilo à Embaixada do Chile. “Terminava, assim, o ciclo de agitação estudantil, que depois iria se
desdobrar em trágicas consequências, no terrorismo e na ilegalidade” (José
Arthur Rios, in “Raízes do Marxismo
Universitário” - cfr. em https://felixmaier1950.blogspot.com/2021/01/raizes-do-marxismo-universitario-por.html). Arthur
Rios é autor de famosa frase: "Pais
positivistas, filhos comunistas, netos terroristas". Na
“campanha nacional de alfabetização”, no Governo Goulart, a UNE recebeu 5.000
dólares de Moscou, por intermédio da UIE. “Essa
mesma UNE..., em 1968, provocou o atentado do Calabouço, aquela crise criada
pelo assassinato de um estudante, que nem era estudante, era um funcionário do
Calabouço” (Jornalista Themístocles de Castro e Silva - HOE/1964, Tomo 4, pg. 281). Com a ascensão do PT na Presidência da
República, a UNE se tornou importante falange do “fascismo alegre”, do qual
recebeu R$ 12,8 milhões no período de
El cóndor pasa, majestuoso vuela,
Sobre tierras latinoamericanas,
Simbolizando uma operação engenhosa,
Unindo na luta contra ações insanas.
Operação Condor, cooperação bilateral,
Entre nações em busca da segurança.
Combater comunistas, uma ação vital,
E afastar o perigo vermelho, a ameaça.
Fugindo da carniça que eles mesmos criaram,
Com mortes e dor, que o terrorismo causou,
Urubus tapam o nariz, hipócritas voam,
A união dos povos foi o que nos salvou.
Nas asas do condor a esperança se ergue,
Enfrentando os horrores do passado.
Um legado de força que perdura, segue,
Execrando o que não pode ser negociado.
Operação Condor, símbolo de cooperação,
Na busca da paz, justiça e liberdade.
Uma história de coragem e superação,
Que ecoa nos corações com dignidade.
Que nunca esqueçamos dos que tombaram,
Vítimas de um terror vil e sem razão.
E que a memória deles nunca se apague,
Honrando sua luta, em cada geração.
El cóndor pasa, voando alto e forte,
No céu latino-americano a pairar,
Unindo nações, um exemplo de sorte,
Que nunca deixemos sua chama apagar.
Ouça a bela canção El Cóndor Pasa, com Leo Rojas, em https://www.youtube.com/watch?v=8kQZHYbZkLs




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