Por Félix Maier
SINOPSE
Quando
o Rei Salomão sonhou com uma terra perdida além do Grande Mar do Poente, muitos
acreditaram tratar-se apenas de um delírio enviado por Adonai. Em seu sonho
erguia-se um mundo impossível: uma floresta sem fim, rios tão vastos quanto
mares e montanhas de ouro em forma de pirâmides, brilhando sob o sol com
intensidade capaz de cegar os homens. Convencido de que aquela visão era um
chamado divino, Salomão buscou auxílio junto de seu aliado mais poderoso, Hiram
I, rei da rica cidade de Tiro. Hiram ordenou então o corte de cedros do Líbano,
e com sua madeira foram construídas sete galeras destinadas à mais fantástica
viagem já empreendida pelos homens do mundo antigo.
Sob
o comando do experiente navegador Azir-Baal e seu imediato Aníbal, sete
embarcações partiram de Tiro rumo ao desconhecido, atravessando mares jamais
descritos pelos escribas. Passaram ao largo da ilha de Creta, local de histórias
terríveis sobre o Minotauro, criatura monstruosa que exigia vidas humanas como
tributo. Mais adiante, encontraram as sedutoras Filhas de Yam sobre pedras
dentro do mar, mulheres de beleza sobrenatural e caudas de peixe, cujos cantos
hipnóticos atraíam marinheiros para as profundezas do abismo. A jornada
tornou-se ainda mais sombria quando um gigantesco Monstro de Um Olho Só
destruiu uma das galeras ao lançar uma pedra colossal montanha abaixo.
Depois
de atravessarem as lendárias Colunas de Melqart, o deus protetor de Tiro, os
navegadores penetraram no temido Mar do Fim do Mundo. Tempestades monstruosas,
calmarias sufocantes e criaturas marinhas colossais testaram os limites da
expedição. Um polvo gigante emergiu das águas negras e despedaçou outro navio
diante dos olhos aterrorizados da tripulação. Alguns dias depois, os
sobreviventes avistaram ruínas semi-submersas: a misteriosa Cidade Afundada,
vestígio silencioso de uma civilização esquecida pelos séculos.
Após
cinco luas completas navegando rumo ao ocidente, os fenícios alcançaram a foz
de um rio tão imenso que parecia um mar de água doce. Ali começava um mundo
verde e primordial, onde árvores gigantescas quase tocavam as nuvens e sons
desconhecidos ecoavam na mata sem fim. Subindo o Rio-Mar, Azir-Baal e seus
homens encontraram aldeias de povos nativos, guerreiros cobertos de pinturas
sagradas, mulheres guerreiras que manejavam arcos com mortal precisão, o
lendário homem-peixe que seduzia jovens virgens às margens dos rios, uma aldeia
onde os velhos escolhiam a primavera, mitos diversos como a Vitória
Régia e a Cobra Canoa, e criaturas que pareciam pertencer aos tempos da
criação: aves monstruosas, a grande serpente negra que despedaçou um navio, antigos
sauros escondidos na floresta e uma antiga pirâmide abandonada no meio da mata,
onde se realizavam sacrifícios humanos.
Mas
nada prepararia os navegantes para a descoberta final. Em meio às montanhas
ocultas pela selva, refletindo o sol como fogo divino, erguiam-se as
inacreditáveis pirâmides de ouro vistas por Salomão em sonho. O impossível era
real. O outro lado do mundo existia, uma terra fabulosa onde mito e realidade
se confundiam sob a sombra eterna da floresta.
Misturando
aventura épica, mitologia antiga e fantasia histórica, As Minas do Rei
Salomão conduz o leitor por uma viagem extraordinária através de mares
proibidos, civilizações esquecidas e mistérios ancestrais, numa narrativa
grandiosa sobre coragem, ambição e a eterna busca humana pelo desconhecido.
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