MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964
Avião que passou no dia 31 de março de 2014 pela orla carioca, com a seguinte mensagem: "PARABÉNS MILITARES: 31/MARÇO/64. GRAÇAS A VOCÊS, O BRASIL NÃO É CUBA." Clique na imagem para abrir MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964.

quarta-feira, 6 de maio de 2026

AS MINAS DO REI SALOMÃO - Por Félix Maier


AS MINAS DO REI SALOMÃO

Por Félix Maier

SINOPSE

Quando o Rei Salomão sonhou com uma terra perdida além do Grande Mar do Poente, muitos acreditaram tratar-se apenas de um delírio enviado por Adonai. Em seu sonho erguia-se um mundo impossível: uma floresta sem fim, rios tão vastos quanto mares e montanhas de ouro em forma de pirâmides, brilhando sob o sol com intensidade capaz de cegar os homens. Convencido de que aquela visão era um chamado divino, Salomão buscou auxílio junto de seu aliado mais poderoso, Hiram I, rei da rica cidade de Tiro. Hiram ordenou então o corte de cedros do Líbano, e com sua madeira foram construídas sete galeras destinadas à mais fantástica viagem já empreendida pelos homens do mundo antigo.

Sob o comando do experiente navegador Azir-Baal e seu imediato Aníbal, sete embarcações partiram de Tiro rumo ao desconhecido, atravessando mares jamais descritos pelos escribas. Passaram ao largo da ilha de Creta, local de histórias terríveis sobre o Minotauro, criatura monstruosa que exigia vidas humanas como tributo. Mais adiante, encontraram as sedutoras Filhas de Yam sobre pedras dentro do mar, mulheres de beleza sobrenatural e caudas de peixe, cujos cantos hipnóticos atraíam marinheiros para as profundezas do abismo. A jornada tornou-se ainda mais sombria quando um gigantesco Monstro de Um Olho Só destruiu uma das galeras ao lançar uma pedra colossal montanha abaixo.

Depois de atravessarem as lendárias Colunas de Melqart, o deus protetor de Tiro, os navegadores penetraram no temido Mar do Fim do Mundo. Tempestades monstruosas, calmarias sufocantes e criaturas marinhas colossais testaram os limites da expedição. Um polvo gigante emergiu das águas negras e despedaçou outro navio diante dos olhos aterrorizados da tripulação. Alguns dias depois, os sobreviventes avistaram ruínas semi-submersas: a misteriosa Cidade Afundada, vestígio silencioso de uma civilização esquecida pelos séculos.

Após cinco luas completas navegando rumo ao ocidente, os fenícios alcançaram a foz de um rio tão imenso que parecia um mar de água doce. Ali começava um mundo verde e primordial, onde árvores gigantescas quase tocavam as nuvens e sons desconhecidos ecoavam na mata sem fim. Subindo o Rio-Mar, Azir-Baal e seus homens encontraram aldeias de povos nativos, guerreiros cobertos de pinturas sagradas, mulheres guerreiras que manejavam arcos com mortal precisão, o lendário homem-peixe que seduzia jovens virgens às margens dos rios, uma aldeia onde os velhos escolhiam a primavera, mitos diversos como a Vitória Régia e a Cobra Canoa, e criaturas que pareciam pertencer aos tempos da criação: aves monstruosas, a grande serpente negra que despedaçou um navio, antigos sauros escondidos na floresta e uma antiga pirâmide abandonada no meio da mata, onde se realizavam sacrifícios humanos.

Mas nada prepararia os navegantes para a descoberta final. Em meio às montanhas ocultas pela selva, refletindo o sol como fogo divino, erguiam-se as inacreditáveis pirâmides de ouro vistas por Salomão em sonho. O impossível era real. O outro lado do mundo existia, uma terra fabulosa onde mito e realidade se confundiam sob a sombra eterna da floresta.

Misturando aventura épica, mitologia antiga e fantasia histórica, As Minas do Rei Salomão conduz o leitor por uma viagem extraordinária através de mares proibidos, civilizações esquecidas e mistérios ancestrais, numa narrativa grandiosa sobre coragem, ambição e a eterna busca humana pelo desconhecido. 

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