MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964
Avião que passou no dia 31 de março de 2014 pela orla carioca, com a seguinte mensagem: "PARABÉNS MILITARES: 31/MARÇO/64. GRAÇAS A VOCÊS, O BRASIL NÃO É CUBA." Clique na imagem para abrir MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964.

quinta-feira, 23 de março de 2023

Quem mandou matar Sérgio Moro?


Quem mandou matar Sérgio Moro?

#QuemMandouMatarMoro
A pior frase do dia (22/03/2023) foi dita pelo ministro da Insegurança Pública, Flávio Dino, a respeito do senador Sérgio Moro, que esteve na mira de ser morto pelo PCC, por ter colocado Marcola em presídio federal de segurança máxima:

- Protegemos a vida do nosso adversário.


@FlavioDino

***

quarta-feira, 22 de março de 2023

Quem é Olavo de Carvalho? - Por Brasil Paralelo

Olavo de Carvalho


Quem é Olavo de Carvalho?

Brasil Paralelo

2 de março de 2023

Quem é Olavo de Carvalho? Quando seu nome é citado, o público divide-se majoritariamente em dois blocos: os que o admiram e os que o repulsam. O que ele fez para causar efeitos tão intensamente distintos?

Uma simples pesquisa na Web revela mais polêmicas e opiniões sobre ele do que uma breve linha do tempo com tópicos da sua trajetória e pensamento. Daí o propósito deste artigo, resumir a biografia de Olavo de Carvalho.

Para conhecer detalhes sobre alguns de seus temas mais conhecidos entre alunos e não alunos, leia sobre: 12 camadas da personalidade, necrológio, paralaxe cognitiva (https://www.brasilparalelo.com.br/artigos/12-camadas-da-personalidade) e teoria dos 4 discursos (https://www.brasilparalelo.com.br/artigos/teoria-dos-quatro-discursos).

O que você vai encontrar neste artigo?

  1. A vida de Olavo de Carvalho
  2. Mudanças e trajetória de vida
  3. Reputação e polêmicas
  4. O que Olavo de Carvalho defende?
  5. Obras
  6. Como ler um livro de Olavo de Carvalho? Dicas do professor
  7. Principais frases de Olavo de Carvalho


Woke, ainda mais autoritário do que o "politicamente correto” - Por Valterlucio Bessa Campelo

 


Woke, ainda mais autoritário do que o "politicamente correto”

 Valterlucio Bessa Campelo

        Está em plena evolução na última década, a partir dos EUA (sempre de lá), uma perspectiva que responde pela gíria Woke, que surgiu como sinônimo de “consciente”. Inicialmente aplicada à questão racial e à homofobia. O “Wokismo” como muitos o denominam, avançou para engolir “o politicamente correto” e se estabelecer como nova expressão de uma geração que se pretende justa, fraterna e igualitária (aonde já vimos isso?) com a superação de conceitos de certo e errado, de bom e mau, de pátria, de família, de religião, de propriedade etc.

Se o “politicamente correto” já enchia o saco de qualquer um com seu olhar inquisitório sobre cada palavra dita ou comportamento observado, firmando normas para a comunicação, o Wokismo se aprofunda como campo de luta ideológica contra o racismo, homofobia, machismo, ambientalismo, veganismo e todas as formas de discriminação reais ou imaginárias. No fundo se pretende instaurar como movimento de uma geração pós-2000 que luta pela justiça social e igualdade, a chave semântica que abre todas as mentes incautas, especialmente da juventude da facul. A diferença marcante é que, enquanto o primeiro era algo mais cosmético, que transitava entre a conveniência ou não de determinados termos ou comportamentos em certas condições, o Wokismo quer mesmo se estabelecer como movimento social protagonista do século XXI, colorindo e atualizando o velho socialismo.

Entre os planos que presidem o Wokismo está o de revolução moral e de costumes, abraçando todas as causas do presente e futuro condizentes com uma visão de mundo igualitária e progressista ao seu modo. A geração Woke, segundo seus acólitos, quer estabelecer uma espécie de novo guia da humanidade, fixando caminhos para os quais arrastam a todos. E há quem ceda facilmente à nova “religião”, sem freios lógicos, sem reflexão, sem personalidade, apenas seguindo uma onda que parece moderna, atual, como fez a loirinha no voo que virou meme em que estava o Deputado. Falou sozinha contra 200 passageiros. Entre os políticos aderentes, há o medo de não ser aceito, especialmente em temas sociais.

Essa introdução é para colocar em discussão o recente discurso do deputado federal, o jovem Nikolas Ferreira, mineiro campeão de votos que, em plena tribuna discursou em defesa das mulheres, no dia da mulher, usando, entretanto, para chamar a atenção, uma peruca loira emoldurando uma caricatura da ideologia de gênero que também faz parte do Wokismo antes referido. O mundo lhe caiu sobre a cabeça, levando-o a defender-se da forma mais óbvia possível, mas, como se trata de um dos inúmeros calcanhares Wokes, há até quem lhe queira cassar o mandato (mais de 1,5 milhões de votos). A mais estridente, a deputada Tábata Amaral, gerada no laboratório político financiado por banqueiros tipo Jorge Lemann, Armínio Fraga, Candido Bracher e uma penca de grandes empresários, quer a sua cabeça na comissão de ética. O motivo alegado é uma falsa “transfobia”, o real é político.

O ponto do Deputado Nikolas Ferreira é o seguinte: como pode comemorar e se dizer em defesa da mulher, quem advoga o direito de que um ser biologicamente nascido homem, crescido como tal, formado fisicamente como tal, possa, por decisão pessoal, se dar como mulher e, a partir daí, passar a frequentar livremente competições contra mulheres biológicas. Refere-se ele a competições em que o resultado é decorrente da força física, esta determinada, logicamente por diferenças hormonais e fisiológicas. Em síntese: os homens transformados em mulheres (mulheres trans), estão tomando das mulheres, na cara dura, os lugares no pódio em seus esportes e, com eles, patrocínios, publicidade, grana. Simples, obvio, ululante.

Sobre isso, ninguém melhor que Ana Paula Henkel , ex-campeã brasileira de vôlei expõe os motivos pelos quais essa parte do Wokismo é uma fraude evidente. É claro que nessas horas surgem “especialistas” de bancada para defenderem cinicamente que se trata de política inclusiva. É mesmo? Por que será que enquanto competia entre homens, William Thomas em sua melhor performance ficou em 18º lugar em uma universidade americana e, depois do tratamento hormonal através do qual se afirmou a mulher Lia Thomas, também na foto acima, virou recordista entre mulheres, mas o contrário (homem trans recordista) nunca acontece? Inclusão pela exclusão de semelhantes? Existem dezenas de casos, nas lutas, por exemplo, em que mulheres biológicas são literalmente surradas por ex-homens, digo, mulheres trans. Abaixo, fotos de Alana McLauglin, que antes pertencia às Forças Especiais do Exército Americano, mas achou melhor assumir a mulher que vivia nele, tomar hormônios, pintar o cabelo de roxo, raspar a barba, espancar outras mulheres e ganhar lutas seguidas.

Aproveito para dizer que em minha opinião pessoal, o sujeito adulto pode fazer do seu corpo o que quiser, ter a profissão que quiser, olhar no espelho e ver o que quiser, olhar pra dentro de si mesmo e ver o que quiser, agir como quiser, se divertir no parquinho que quiser. Quem acompanha esta coluna sabe quanto defendo a liberdade. Simplesmente não é da minha conta e seria intrusão ilegítima se, por acaso, me metesse a julgar quem quer que seja.

No fundo, não é de uma transfobia fantasiosa que estão acusando o jovem Deputado. Elas sabem. Na esteira do Wokismo de Tábata Amaral, que além do mais vê no Nikolas Ferreira um fenômeno político adversário a ser derrubado para que se viabilize seu projeto político, o que estão tentando defender é que a fluidez de gênero deva ser aceita nos esportes sem possibilidade de contestação, desprezando a biologia e adequando os campeonatos com restrições e regulamentos de dosagens hormonais, escala e tempo até que o errado caiba no certo. Wokes utilizam-se da elasticidade de conceitos para igualar desiguais. Um estudo científico publicado na Revista Mineira de Educação Física, (Universidade Federal de Viçosa) já no resumo declara em 2015 que:

“As diferenças relativas ao sexo no desempenho físico são explicadas, principalmente, pelas diferenças nas características fisiológicas e morfofuncionais de homens e mulheres. As respostas neuromusculares, metabólicas e morfológicas entre homens e mulheres refletem a ação de hormônios característicos. Um aspecto relacionado ao esforço físico em que são notadas diferenças entre os sexos diz respeito à instalação do quadro de fadiga. Estudos têm demonstrado que a fadiga da musculatura periférica em função do exercício é maior nas mulheres do que nos homens, o que resulta em menor rendimento delas em tarefas físicas. Em relação à força muscular absoluta, a da mulher média é 63,5% da força do homem. A força muscular da parte superior do corpo das mulheres é de 55,8% da força dos homens enquanto a da parte inferior é de 71,9%. Já em relação à capacidade aeróbia, a diferença em valores absolutos no consumo máximo de oxigênio é de aproximadamente 30%. Resultados relativos à capacidade anaeróbica e potência anaeróbica apresentam os mesmos resultados que nos correspondentes aeróbicos. Como conclusão, fica clara a desvantagem do sexo feminino em relação ao masculino para todas as valências físicas, com exceção da flexibilidade.”

Aqui também se pode ver conclusões semelhantes. Não parece simples, evidente? Para o leitor sim, mas não para o Wokismo tirânico e suas caronas que insistem em dobrar a ciência ao ponto de homem ser fisicamente mulher e vice-versa, sem mais nem menos. Felizmente, creio, essa tolice contra o deputado dará alguns holofotes, mas não avançará, afinal ainda há um mínimo de liberdade de expressão na Câmara dos Deputados. No máximo, servirá de teste para sabermos que o Wokismo já se encrusta no parlamento, seja por militância consciente e objetiva (deputada Tábata Amaral), seja por conveniência, e que precisamos conhecer a verdade dos fatos antes de sair macaqueando celebridades. Sugiro ao leitor que não se deu conta da obviedade do contrassenso, dar uma vista nos sites, pesquisas e estudos que tratam do tema, se for mulher a ler este breve texto, saiba que há um movimento crescente contrário a essa injustiça, ou seja, o Wokismo não está sozinho no ringue, embora tenha alguns torcedores na plateia.

Fonte: https://www.puggina.org/outros-autores-artigo/woke,-ainda-mais-autoritario-do-que-o-politicamente-correto%E2%80%9D__17956

Por que sou conservador? - Por Percival Puggina

 

O múltiplo Olavo de Carvalho


Por que sou conservador?


Percival Puggina


Minha primeira resposta a essa pergunta, no Brasil destes dias, encontra perfeita explicação nestas palavras de Cirano de Bergerac: 

O que queres que faça? Almoçar cada dia um sapo e não ter nojo? Trazer os joelhos encardidos? Exercitar a espinha em todos os sentidos? Gastar o próprio ventre a caminhar de bojo? Não, muito obrigado!

Não, muito obrigado, mesmo! Sou conservador porque não me presto para ser aquilo em que nos querem transformar. Sou conservador porque vejo serem erodidos os valores que tenho como sólidos e cuja eficiência comprovei em longas décadas de vida. Não sou um inexperiente nessa coisa de viver.

Sou conservador porque condeno as utopias, independentemente de quem as enuncie e sou capaz de identificar distopias, mormente quando querem me impor uma delas. Sou conservador porque aprendo com a História, quero corrigir o que está errado, manter o que a experiência passada me comprova ser bom e corrigir o que pode ser aprimorado.

Sou conservador porque vejo o mundo cultural, a academia, os partidos ditos progressistas e o próprio aparelho judicial militante ocupados em dar forma a um falso humanismo que não recusa a cessação das liberdades com vista aos fins enunciados. Ou, quando piores, implícitos.

Vem perdendo muito vigor, aquele conjunto de princípios que nós, conservadores e liberais, mantemos em comum, a saber, entre outros:

- Democracia política,
- Limitação dos poderes,
- Universalidade dos direitos humanos,
- Igualdade de todos perante a lei,
- Liberdade de expressar o pensamento, ir e vir, reunir, empreender,
- Liberdade de culto e o respeito às religiões.

Tais princípios cedem lugar a um autoritarismo que, no Brasil, ganha proporções alarmantes, contaminando os compartimentos do poder. É o que percebo rotinizado, por exemplo, nas presidências das duas Casas do Congresso e de suas comissões e no topo do Poder Judiciário, com natural aquiescência do CNJ e do CNMP.

Em seu livro Teorias Cínicas, os autores Helen Pluckrose e James Lindsay, chamam a atenção para um dos efeitos desse autoritarismo: a infiltração de tais ideias no mundo acadêmico. Ali, ele desencadeia uma intolerância que se sente moralmente autorizada a liberar sucessivas tropas de choque à revolução cultural – um reset mundial cujas consequências ocupam espaços na imprensa conivente, que finge não ver as causas.

Intolerância, ativismo, ignorância, espírito de corpo e interesses pessoais na gestão do que é público ou privado fazem com que:

- a democracia perca espaço;
- os poderes sejam exorbitados;
- os direitos humanos sejam distribuídos a grupos politicamente organizados como tira-gosto de coquetel;
- a igualdade de todos perante a lei morra em abomináveis desigualdades, ou em favor de um igualitarismo de encomenda, ou sob medida, como roupa de alfaiate;
- a liberdade de culto e o respeito às religiões atinjam todos os níveis possíveis de negação e vilipêndio.

Vistas as consequências, como não perceber aí a existência de uma força motriz a impulsionar o pensamento revolucionário? É precisamente ela que promove a atual reviravolta no conceito dos direitos humanos, fracionados em pautas que mobilizam interesses grupais, sectários, subitamente convertidos em exigências morais que, ao serem enunciadas, catapultam o reclamante ao mais elevado altiplano da nobreza moral (mas não “moralista”, obviamente). Opa! Que moral é essa?

De que moral, falamos, camarada? Pode ou deve, essa “moral”, influenciar o Direito? É razoável que a moral não influencie o Direito?

Sei que abro um espaço para divergência e não penso que essa divergência vá ser resolvida aqui ou em qualquer outro ambiente jurídico ou filosófico. Jamais formarei consenso, porém, com a ideia de uma moral de arreglo, de credores autoindicados e de devedores indigitados, ou a que se chegue por acordos sucessivos, com concessões e mediações... Isso para mim não faz sentido porque nos atira nas trevas do relativismo! Sete bilhões de cabeças, sete bilhões de sentenças, sete bilhões de interesses pessoais.

Alguém poderá alegar, que estou promovendo, aqui, a defesa de um Direito Natural e, por consequência, de uma moral universal. Pois é exatamente isso! Estou mirando algo muito relevante ao conservadorismo.

Sei que o Direito Natural absorve, querendo-se ou não, a ideia de um Deus, de uma sabedoria universal, ou algo assim. Entendo que muitos compreendam isso como não adequado a um Estado laico. O problema da objeção é que ela, com o sonoro tsic de uma faca Tramontina, corta a palavra de quem fala e passa com a boiada sobre uma biblioteca inteira, que não por acaso contém séculos de sabedoria humana. Funciona mais ou menos como o moderno ter ou não “lugar de fala”.

Por outro lado, o que vejo é que, com base na recusa ao Direito Natural por deitar raízes na tradição religiosa judaico-cristã do Ocidente, se vai legislando, mundo afora, contra a vida, a liberdade, a propriedade, a boa justiça e se afaste do debate democrático qualquer argumento rotulável depreciativamente como religioso.

Esses novos direitos, a imposição de códigos e convenções através do politicamente correto e do recentíssimo movimento woke, estão criando em pleno século XXI um deus ex-machina, difuso e confuso, com superstições, cultos e infalibilidades, com Cortes e inquisições, a controlar pensamentos, palavras e obras. Ou não? Sem lei que as defina como crime, qualquer pessoa pode ter sua vida devastada, ser jogado à desgraça por palavra imprópria ou ideia considerada politicamente incorreta.

Toda a sadia e louvável busca de realização da dignidade humana, de pluralismo, de proteção das minorias, foi deformada e politicamente apropriada para se converter em escalada à montanha do poder. Isso se torna mais evidente quando se percebe que o integrante de qualquer das frações identitárias em que a sociedade está sendo dividida só merece proteção se companheiro na militância pelo poder político.

Por vezes me pergunto: como não ser conservador vendo o colapso da democracia, o fracasso das instituições, a asfixia da liberdade, a cultura da morte, a criminalidade, a tolerância para com as drogas, o fornecimento de bebidas alcoólicas a menores, o afrouxamento dos laços familiares, a abdicação ao papel pedagógico-moral das famílias, escolas e Igrejas, a perda da noção de limites, a manipulação ideológica do sistema de ensino? Hã?

Como não acontecer tal degradação quando se despreza o ensinamento da História e os conceitos morais se acomodam e relaxam no colchão d’água das consciências deformadas?

Fonte: https://www.puggina.org/artigo/por-que-sou-conservador?__17761


Dicas para devastar uma economia - Por Ubiratan Jorge Iorio

 Dicas para devastar uma economia

Ubiratan Jorge Iorio* - Instituto Liberal


A experiência é um processo cumulativo de aprendizagem, em que se sucedem tentativas, acertos, falhas, avanços, recuos, observações e descobertas, que nos capacitam a identificar e reconhecer erros — nossos e dos outros — e impedir que reincidamos neles. Em qualquer campo do conhecimento, o estoque de experiência é formado pelo ajuntamento dos resultados de ações praticadas no passado, tanto as que deram certo, quanto as que se mostraram equivocadas. É como o volume de uma caixa d’água em incessante alteração, em que novas experiências entram continuamente e tentativas frustradas vazam pelo ladrão. Cabe à inteligência, à sensatez, ao amor à verdade e à humildade separar umas das outras e, obviamente, abandonar as que fracassaram.

Na economia não é diferente: os indivíduos (para o próprio bem), assim como as pessoas que integram os governos (supostamente, para o bem comum), precisam discernir entre o verdadeiro e o falso e escoimar o que não funciona, para só então agir com possibilidade de êxito. Há, porém, economistas que, por insensatez, apego a alguma ideologia, desapego à verdade, formação incompleta ou, simplesmente, por orgulho, se recusam a reconhecer os erros — próprios e alheios — e passam a vida martelando, insistindo, reincidindo e persistindo neles, com o artifício retórico de que “dessa vez será diferente”.

Controles de preços, por exemplo, nunca deram bons resultados e jamais poderão funcionar, mas parece muito difícil aprender isso. O livro de Eamonn Butler e Robert Schuettinger, Quarenta Séculos de Controles de Preços e Salários, de 1979, relata contundentemente como é antiga — vem desde a Babilônia — essa mania de repetir os erros, com os consequentes fracassos, sua negação e novas repetições e negações. O Brasil não aparece na obra, mas em nossa história recente, só para citarmos um episódio, tivemos cinco congelamentos de preços entre 1986 e 1991, cujo resultado final foi uma hiperinflação.

Transtorno compulsivo

Chega a ser assombroso que, a essa altura do campeonato, depois de pelo menos 250 anos de discussões decorridos desde que a economia passou a ser considerada uma ciência e de quatro milênios de evidências empíricas, ainda estejamos fadados a suportar economistas com verdadeira tara por controles de preços e por outros erros primários. E — o que é muito pior — ocupando cargos importantes em governos, como está acontecendo hoje no Brasil e em vários outros países, inclusive nos ditos desenvolvidos. Se esse transtorno compulsivo afetasse apenas os economistas e os políticos que lhes dão suporte e abrigo, menos mal, pois, afinal, tratar-se-ia de meros castigos por suas más escolhas; mas, infelizmente, os seus malefícios recaem sobre praticamente todos os 210 milhões de brasileiros, os que “fizeram o L” e os que não caíram no conto do vigário.

Que tal reunirmos alguns dos casos mais corriqueiros de negação da experiência e de turra com os fatos, na forma de uma lista de “maus conselhos”, destruidores da economia de um país? Suponhamos, então, que o Grande Irmão romantizado por Orwell, com o propósito de destruir a economia de certo país para dominá-lo mais facilmente, enviasse o seu principal economista para orientar o presidente e o ministro responsável pela área econômica deste país. Admitamos, ainda, que os dois não entendam patavina do assunto. O que diria o conselheiro?

Provavelmente, começaria por recomendar exatamente a prática que é uma das raízes do problema: a relativização dos direitos naturais à vida, à liberdade e à propriedade e o fomento de desconfiança, repúdio e muitas vezes ódio a uma das instituições mais antigas da civilização, a economia de mercado. Diria que é necessário subordinar essas prerrogativas a um interesse supostamente “superior”, como, por exemplo, os vagos e impalpáveis conceitos de “justiça social”, “igualdade” e “função social da terra”. Estará aconselhando, assim, como se fossem atos justos, a censura, a romanceação da criminalidade e as invasões de propriedades.

O último conselho é que é preciso obedecer à agenda politicamente correta do governo mundial e ajoelhar-se diante dos ambientalistas radicais, porque é imperioso pensar na sobrevivência da humanidade.

O segundo palpite seria para estimular o aumento do controle do governo sobre as vidas dos cidadãos e das empresas, tratando todos sempre como suspeitos e inibindo suas iniciativas. Entre tantos outros resultados desse mau conselho, podemos encaixar a aversão aos lucros, a obrigatoriedade de vacinas duvidosas e a proibição de possuir armas e de blindar carros particulares.

Uma terceira dica seria a de colocar sempre sobre os ombros de “outros” as responsabilidades pelos fracassos das próprias ideias e ações, mentindo sem qualquer pudor e utilizando a torto e direito expressões de efeito, como “herança maldita” e “gabinete do ódio”. Assim, faz crer que as suas ideias são sempre as melhores e ensina a rejeitar com narrativas todo e qualquer fato comprobatório de fracasso. Dois exemplos bastante recentes da fidelidade a esse conselho são a alegação de uma ministra do Meio Ambiente de que o índice recorde de desmatamento ocorrido no último mês de fevereiro deve ser lançado sobre madeireiros que se opõem à sua política, bem como o sábio veredicto do próprio presidente do país de que o problema da fome é provocado pelos gordos, porque comem muito.

Seria também recomendada a prática de concentrar as decisões, centralizando-as no governo federal e, obviamente, nas mãos de poucos. Afinal, todo socialista que se preza precisa empenhar-se para tornar real o sonho acalentado desde os tempos em que passava as tardes à toa no centro acadêmico da faculdade “pública, gratuita, de qualidade e socialmente referenciada” em que foi doutrinado, que é o de não dar bola para o conceito de eficiência.

Insinuará, em seguida, que é um excelente truque criar ministérios, secretarias, subsecretarias, diretorias em estatais, comissões, subcomissões, conselhos, foros, grupos de trabalho e quaisquer outros agrupamentos que guardem conformidade com as diretrizes políticas do governo, de preferência que representem “entidades” e setores discriminados da “sociedade civil”. Argumentará que é preciso criar renda e empregos e que para isso ninguém é melhor do que o governo.

O conselho seguinte é importantíssimo: gastar sem dó nem piedade o dinheiro subtraído dos pagadores de impostos, sob a alegação de que esses gastos, além de aquecerem a atividade econômica e gerarem renda e frentes de trabalho, precisam ser direcionados para objetivos “sociais”. Sem dúvida, aconselharia uma “PEC da transição”, um salvo-conduto para gastar o dinheiro dos outros. E sugeriria ao ministro abandonar definitivamente a prática nefasta da responsabilidade fiscal. Mas, e a dívida interna? Ora, isso não é problema…

O próximo pitaco seria para que todos os preços considerados “estratégicos” sejam controlados, direta ou indiretamente, sem pestanejar, uma vez que preços são determinados pelos mercados, que são formados por bandos de interesseiros, ricaços exploradores e patotas de jovens de classe média que passam horas na frente de computadores emitindo ordens de compra e venda. Portanto, é necessário desconfiar do mercado e confiar no governo, que conhece os melhores preços para todos, principalmente para os pobres ávidos por picanhas e cervejinhas, de quem o governo deve ser o pai zeloso e bondoso.

Julgará importante, também, que o orçamento do governo deve ser ajustado sempre pelo lado da receita, ou, em bom português, que não deve existir receio de criar novos impostos e aumentar na medida do possível os já existentes, uma vez que é muito melhor que R$ 1 esteja nas mãos do governo, que cuida de todos, do que em posse de particulares, que só agem movidos por interesses próprios. O governo anterior desonerou a gasolina e o etanol com PIS/Cofins e Cide? Então reonere! O setor de petróleo está lucrando “exorbitantemente”? Opa, então tribute a exportação de óleo cru! Mas, e se os “neoliberais fascistas” reclamarem do aumento do preço da gasolina? Ora, basta inspirar-se em jornalistas amigos e enfatizar, com a mesma desfaçatez, que aumentos nos preços dos combustíveis não prejudicam quem é pobre, só os ricos. E, se a objeção for muito forte, é suficiente fazer um discurso em tom de reprimenda e sugerir que as pessoas precisam andar mais a pé. Os jornalistas e a claque presentes vibrarão de emoção e, às lágrimas, aplaudirão.

Mais uma recomendação crucial é a de jamais privatizar empresas. Pelo contrário, devem-se criar novas estatais e, ainda, tentar reverter privatizações já realizadas. Afinal, os setores “estratégicos” e o “patrimônio público” precisam estar sob o controle do Estado e é um absurdo que particulares lucrem com esses setores e que acionistas de empresas com participação do governo sejam contemplados com dividendos “exorbitantes”, porque somente o governo pode exorbitar, já que só ele tem boas intenções.

Outra instrução importantíssima é que o governo não deve preocupar-se com a inflação. Pensando bem, ao fim e ao cabo, quem garante que inflação é ruim? Isso é coisa de monetaristas, fascistas, conservadores e liberais, porque a inflação é até boa para estimular a economia do país. Por isso é sempre bom declarar para a imprensa amiga que é um absurdo o país ter metas de inflação semelhantes às dos países desenvolvidos e que o ideal é adotar metas “brasileiras”. Sendo assim, é preciso criticar o presidente do Banco Central, descrevendo-o como um sujeito que aprendeu a ser malvado com o avô paterno e que sofre de algum TOC (transtorno obsessivo compulsivo) que o leva, em cada reunião do Copom, a manter a taxa de juros nos píncaros.

O enviado de Oceania certamente recomendará também o discurso e a prática em favor do “fortalecimento do mercado interno”, citando o exemplo louvável do companheiro patriota que preside a Argentina, que, pensando no bem-estar do seu povo, proibiu a exportação de carne. E enfatizará que não é preciso ninguém se preocupar com pormenores tais como déficit comercial e taxa de câmbio, pois isso pode ficar para depois…

Outra sugestão é para que fortaleça os sindicatos e faça o possível e o impossível para revogar a reforma trabalhista de 2018, porque sem sindicatos fortes os capitalistas vão continuar a explorar os seus funcionários impiedosamente e, além disso, o governo precisa do apoio deles para o bem da república popular democrática sindicalista. No entanto, se por acaso a detestável aritmética disser que só é possível conceder R$ 18 de aumento no salário mínimo, é só explicar na imprensa, sempre dócil e de joelhos, que a culpa é do governo anterior. No dia seguinte, isso será manchete em todos os jornais.

O último conselho é que é preciso obedecer à agenda politicamente correta do governo mundial e ajoelhar-se diante dos ambientalistas radicais, porque é imperioso pensar na sobrevivência da humanidade. É importantíssimo fiscalizar se as empresas estão se adaptando ao protocolo ESG, nomear funcionários para verificarem as eructações de bois e vacas nos pastos e punir todas as empresas que tratam essa agenda ambientalista radical com o único adjetivo cabível: ridícula. E, naturalmente, aceitar a falácia de que a Amazônia é o “pulmão do mundo” e, portanto, não deve pertencer a nenhum país específico.

Missão cumprida! O enviado do Grande Irmão pode voltar tranquilo para Oceania, na certeza de que, se esses 13 — sim, coincidentemente, o número é esse — conselhos forem fielmente seguidos, será tiro e queda: em pouco tempo a economia desse país estará arrasada.

* Economista, professor, escritor


Lula, um criminoso que precisa ser preso com urgência

O ladrão que virou dono do STF


Lula, um criminoso que precisa ser preso com urgência


Lula falou que durante sua prisão em Curitiba "pensava em foder Sérgio Moro".

Se Moro ou qualquer pessoa de sua família for sequestrado ou morto, a culpa também será do "descondenado".


PF prende criminosos que planejavam sequestrar e matar senador Sergio Moro

https://www.metropoles.com/distrito-federal/na-mira/pf-prende-criminosos-que-planejavam-sequestrar-e-matar-senador-sergio-moro


Ouça a fala do criminoso:

https://www.youtube.com/watch?v=KENf7naRv1k


Leia também a sequência no Twitter:

https://twitter.com/fmaier50/status/1638540534758113282?s=20&fbclid=IwAR04LzuDZmrrOZmpli-wWrS5WU8BrF-XOlWT0eRM09smGoA3FaqVitr4ua8


Lembram disso também?
Comunicado do PCC recomenda voto no PT https://www.psdb.org.br/acompanhe/noticias/comunicado-do-pcc-recomenda-voto-no-pt

Sabe qual é o local mais letal para ser cristão? - Por Portas Abertas


Sabe qual é o local mais letal para ser cristão?


Por Portas Abertas

A cultura de violência se desenvolveu na Nigéria com o passar do tempo. Isso fez com que os cristãos no país enfrentassem os ataques mais mortais de militantes islâmicos já realizados.

No Índice de Terrorismo Global 2022, a Nigéria ficou em 6º lugar entre os países mais afetados pelo terrorismo. O país está nas primeiras colocações desde 2015. Os responsáveis pela violência continuam impunes e livres, já que a resposta do governo não é suficiente.

Quer saber mais sobre a Nigéria e a violência que afeta os cristãos locais? Confira o perfil do país e saiba como é a perseguição aos cristãos nigerianos, quem é mais vulnerável e muito mais!
https://portasabertas.org.br/lista-mundial/violencia?utm_campaign=news-7-rota&utm_medium=email&utm_source=rd-station