MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964
Avião que passou no dia 31 de março de 2014 pela orla carioca, com a seguinte mensagem: "PARABÉNS MILITARES: 31/MARÇO/64. GRAÇAS A VOCÊS, O BRASIL NÃO É CUBA." Clique na imagem para abrir MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964.

quarta-feira, 26 de junho de 2019

Ligação Greenwald/Lula: Corpo de Delito

quarta-feira, 26 de junho de 2019

Ligação Greenwald/Lula: Corpo de Delito



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Felix Maier

A foto amistosa de Lula com Glenn Greenwald, saudado nas redes sociais como "Verdevaldo", e as publicações sensacionalistas feitas por ele no IntercePT para tentar destruir Sérgio Moro e a força-tarefa da Lava Jato, provam que o americano não é um jornalista, que tem o dever ético de ser neutro no trato das reportagens, mas um reles militante do PT, que quer soltar o maior ladravaz da história do Brasil, quiçá do mundo.

Greenwald está usando o trabalho criminoso de espiões (hackers) para atacar as instituições públicas do Brasil, assim como já fez em relação ao seu próprio país, os EUA, publicando no jornal inglês The Guardian dados secretos da NSA (Agência de Segurança Nacional), surrupiados pelo agente americano Edward Snowden, hoje homiziado em Moscou.

Segundo a revista ISTOÉ, de 26/6/2019, a Polícia Federal está à procura dos criminosos que atentam contra Moro e procuradores, como Deltan Dallagnoll, que envolveriam o próprio Snowden, além de conexões no Brasil, na Rússia e até em Dubai, nos Emirados Árabes. Parece que as mensagens do #ShowDoPavao que ferveram nas redes sociais não são necessariamente fake. 

Ainda de acordo com a ISTOÉ, os irmãos russos Nikolai e Pavel Durov, donos do Telegram - aplicativo de mensagens usado por Moro e integrantes da Lava Jato -, hoje abrigados em Dubai, podem ter auxiliado no vazamento das mensagens por motivação ideológica, depois de Bolsonaro ter prometido a transferência da embaixada do Brasil de Tel Aviv para Jerusalém, mas baixando a bola em seguida, informando a abertura apenas de um escritório de negócios naquela cidade: "Adeptos do Islã, eles teriam ficado enfurecidos com a proverbial predileção do presidente Jair Bolsonaro por Israel em detrimento dos árabes" (ISTOÉ, in "CERCO AOS HACKERS", pg. 26).

"A PF investiga também a participação de um hacker internacional na trama, o russo Evgeniy Mikhailovich Bogachev, que recentemente recebeu US$ 308 mil, movimentados via Panamá e Anapa, na Rússia. Ele seria ligado ao esquema Greenwald/Snowden/Durov" (idem, pg. 27).

A ação dos hackers e do petista Greenwald teria por objetivo minar a Lava Jato, enfraquecendo tanto o ex-juiz Sérgio Moro e os procuradores da força-tarefa, quanto o presidente Bolsonaro, além de auxiliar a libertação de Lula. As mensagens criminosamente vazadas a conta-gotas tentam, sem nenhum sucesso até agora, provar que havia um conluio Bolsonaro-Moro-Dallagnoll para condenar e prender Lula, tirando-o da campanha presidencial, deixando o caminho livre para Bolsonaro. Uma teoria da conspiração mirabolante, que não tem amparo nos fatos, pois é só observar o calendário para comprovar que não há ligação alguma entre a condenação de Lula, a campanha presidencial de Bolsonaro e a ida de Moro para o ministério da Justiça e Segurança Pública. 

Aliando-se a criminosos nacionais e internacionais contra governos e Estados democráticos, Greenwald é também um criminoso, que deveria ser expulso imediatamente do Brasil.

Félix Maier é militar reformado do Exército  (capitão).

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

A Nova Previdência

A Nova Previdência
Félix Maier
A reforma da Previdência é necessária, por uma questão meramente aritmética: se nada for feito, chegará o dia em que o governo simplesmente não terá dinheiro para pagar as aposentadorias. Vamos esperar para chegar na situação a que a Grécia chegou?

Uma dúvida que assola a todos é a seguinte. O cara com 40 anos é considerado velho e tem dificuldade em arranjar emprego. 

Imagina quando ele chega aos 50 anos. Nem vou falar quando chegar aos 60, ou 65, idade em que poderá se aposentar (se o projeto Bolsonaro-Guedes for aprovado no Congresso Nacional).

Já que não há emprego para idosos, a saída é arranjar emprego público ainda jovem. Mas o problema é que existe em número reduzido, ao alcance de muito poucos. E nem isso é garantia total, a estabilidade no emprego público, pois pode ser modificada por uma caneta Bic.

Qual a solução? 

Contribuição para previdência complementar, claro.

Mas, que garantias essas entidades financeiras darão? 

Ficar nas mãos de uma Capemi, que quebrou (meu caso)?

Ficar nas mãos de um Postalis, de um Petros, onde há roubalheira sistêmica e sistemática? 

Ficar nas mãos de bancos e demais entidades financeiras, que oferecem esse complemento previdenciário?

Qual a garantia de receber algo em troca na aposentadoria, depois de contribuir por anos a fio? 

Por que minha preocupação frente a essas previdências complementares, já que serão necessárias para uma vida minimamente digna, pois a previdência oficial irá pagar um teto extremamente baixo?

Simples: não somos um país sério, e nada garante que os gestores previdenciários vão cuidar direito do nosso dinheiro aplicado. Empresas irão quebrar e milhares de pessoas ficarão sem nada. Haverá algum tipo de fundo, para cobrir os rombos e as falcatruas?

Assim, fazer um pé de meia para a velhice é mais que necessário, como poupança, aplicação em papéis e investimento imobiliário, para aluguel ou venda no futuro. Contratar um seguro de vida para si e para o cônjuge também é importante, para dar mais segurança à família. Não vejo solução melhor.

Alguma ideia melhor?

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

As viúvas-negras de Hollywood - Por Félix Maier

Preâmbulo:
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As viúvas-negras de Hollywood

Félix Maier

Ultimamente, tem causado alvoroço nos meios cinematográficos a história picante de um magnata de Hollywood, que teria assediado sexualmente atrizes durante muitos anos, de modo que pudessem obter o desejado papel, que mudaria suas vidas, tornando-as famosas e milionárias.

Trata-se de Harvey Weinstein, que, acionado na Justiça, já se comprometeu a pagar indenização a várias atrizes que denunciaram o crime de assédio do tipo, “ou deita comigo no sofá, ou fora!”

O que causa surpresa é que essas atrizes esperaram cerca de 20 anos para fazer a denúncia. Por que não fizeram essa acusação antes? Por que esperaram antes ser milionárias, para então denunciar o fogoso fauno, dentro da patifaria moderna propagada pelo politicamente correto, que criminaliza bobagens e incentiva, por exemplo, o crime infame do aborto? Ana Paula Henkel, a eterna musa do vôlei, em sua coluna no Estadão, foi ao ponto G da questão, com o artigo “Você tem 20 anos pra tirar a mão daí”. O que vale dizer "você tem 20 anos para tirar o peru da minha boca"...

Nessa onda de denuncismo barato, bem ao gosto dos norte-americanos, que adoram criminalizar tudo para obter dinheiro fácil, o ator Kevin Spacey, da série televisiva House of Cards, sofreu acusação de assédio sexual por parte de vários homens, obrigando-o a sair do armário. Como já havia ocorrido com o galanteador José Mayer, colocado na “geladeira” pela TV Globo, Spacey foi sumariamente demitido pela Netflix.

Nesse tsunami de acusações contra personalidades, é claro que a mulherada em busca de alguma fama e muito dinheiro não deixou passar a oportunidade para fazer acusações contra o ex-presidente americano Bill Clinton e o atual, Donald Trump.

Provas? Existem provas desses aludidos crimes? Todas as acusações procedem, não há nenhuma calúnia? Weinstein (“vinho de pedra”) virou vinagre, foi sumariamente condenado ao ostracismo.

Durante a premiação do Globo de Ouro, realizado no dia 7/1/2018, atrizes de Hollywood se vestiram de preto, para demonstrar seu protesto contra o assédio sexual que teriam sofrido durante o trabalho. Imediatamente, me veio à mente a imagem da viúva-negra, aranha que aplica o ferrão mortal após copular com o macho. As viúvas-negras de Hollywood, hoje famosas e milionárias, levaram 20 anos para aplicar o ferrão mortal. Coisa típica de farsantes, de moral puritano-stalinista.

A atriz Catherine Deneuve, junto com 100 atrizes francesas, criticaram o puritanismo das americanas e foram acusadas de apoiar o estupro, o que é uma deslavada calúnia, porque o grupo afirmou que estupro é crime, sim, mas que o galanteio e a sedução não podem ser considerados crimes machistas.


A noite do Oscar, este ano, promete!

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Ministério da Flatulência - Por Félix Maier




Ministério da Flatulência

Félix Maier

Quando o brasileiro imagina que já viu de tudo na administração pública, sempre aparece uma novidade capaz de restaurar sua fé na inesgotável criatividade nacional. Houve ministério para isso, secretaria para aquilo, comitê para discutir o outro e grupo de trabalho destinado a avaliar a necessidade de criar mais um grupo de trabalho. Era apenas uma questão de tempo até que algum iluminado resolvesse explorar o último recurso energético verdadeiramente renovável do planeta: o pum.

Segundo notícia absolutamente confiável — afinal, saiu no Sensacionalista, que às vezes parece mais profético do que muito analista político — o governo da Estocadora de Vento estudava a criação do Ministério da Flatulência. Apertem o nariz! A ideia era simples e genial: transformar aquilo que durante séculos foi motivo de constrangimento em fonte de riqueza nacional. Finalmente o Brasil pisaria firme na economia dos gases.

Faz sentido. Com a população envelhecendo rapidamente no Brasil, nada mais certo do que captar as flatulências dos velhinhos, de modo que seja aumentado o estoque de vento malcheiroso - o pum -, mas de grande utilidade energética. E a gente que ria do discurso feito por Dilma Rousseff na ONU, que vergonha... 

De acordo com um paper publicado em afamadas revistas científicas sobre a Química do Peido, o fedor do peido tem origem na presença de gás sulfídrico (H2S), metanotiol (H3C-S-H), dimetil sulfeto (H3C-S-CH3) e mercaptanas na mistura. Estes compostos contêm enxofre em sua composição. A proporção dos compostos fedorentos representa algo como 1% do total.

Para implantar a nova fonte energética, será realizada licitação nacional, para escolha da firma que obtiver a melhor solução pumista, dentro do princípio de melhor custo-benefício aos consumidores. Nada de estatal de pum público, como a PumBrás, já que o pum é, antes de tudo, um produto privado. Por isso, serão bem-vindas as empresas campeãs nacionais da Lava Jato, como a Odebrecht, JBS, OAS, EBX, Camargo Correa, Andrade Gutierrez, Queiroz Galvão e demais clientes do STF e do juiz Sergio Moro.

Feita a licitação, serão criados centros de estoque de vento nos principais parques e praças das cidades, de modo que os portadores da melhor idade da artrose e outros ganhos escleróticos possam canalizar os gases noturnos/matutinos antes de bailarem naqueles aparelhos de metal instalados nas praças e parques. Claro, serão construídas cabines individuais, para a coleta do vento malcheiroso. Ninguém iria querer ver as bundas caídas dos velhinhos nas praças, exceto a arte Queer, que gostaria de levar algumas bundas para um museu, de modo que fossem apalpadas por crianças.

As centrais de estoque de vento malcheiroso terão medidores, em g ou kg, da quantidade de gás emitida e estocada pelo dono da flatulência. Ao mesmo tempo, após a descarga final de vento, o medidor emitirá um tim-tim, alertando no painel quanto de dinheiro o dono da flatulência emitida terá transferido para sua conta-corrente. É óbvio que o vazador de vento malcheiroso deverá fazer primeiro o cadastro junto ao site do Ministério da Flatulência, de modo a fazer jus ao dinheiro recebido.

Serão acrescentadas moléculas de cebola, couve-flor e ovos, de modo que o gás de pum fique ainda mais fedido e facilmente identificado durante o uso, assim como é acrescentado o Mercaptan (à base de enxofre) ao gás liquefeito de petróleo (GLP), para evitar acidentes, já que o GLP é inodoro. Afinal, existe pum que não fede. Como identificar, assim, um vazamento na cozinha?

Haverá também coletores individuais de gás pum, que podem ser guardados nos banheiros das casas. Segurar um pum no elevador é fácil, mas guardá-lo a noite inteira é impossível. Depois é só levar a coleta gasosa para um centro de estoque de vento, onde será pesado e vendido.

Não são apenas os velhinhos (em bom Português, não é preciso dizer que aí estão incluídas também as velhinhas) que estão sujeitos à flatulência. Muitos jovens, especialmente os balofos, são fábricas possantes de vento malcheiroso e também podem contribuir com o aumento do estoque desse combustível gasoso.

Caminhões-tanque recolherão o vento malcheiroso dos centros de estoque de flatulência, levando para firmas credenciadas, que farão a distribuição do gás de trás aos consumidores, seja em botijões, seja em sistemas de canalização do condomínio ou da cidade.

Os ambientalistas – especialmente os vegetarianos comedores de capim – já demonizaram a vaca que emite pum, afirmando que o gás metano desses animais é mais nocivo do que o gás carbônico emitido pelos carros, no agravamento do efeito estufa. Antes que o rebanho bovino, caprino, asinino, ovino e demais bichos fazedores de pum menos famosos sejam exterminados, eu sugiro que as fazendas também tirem o pum das vacas, ao mesmo tempo em que tiram o leite.

Por fim, haverá uma luta renhida pela disputa dos direitos autorais da máquina de coletar pum. O Sensacionalista afirma que esse direito deve ser dado a Dilma Rousseff, no que eu concordo plenamente. Sem aquele discurso na ONU, o Brasil não seria pioneiro no setor, com possibilidade de ganhar milhões de dólares em royalties nacionais e internacionais.

Durante décadas discutiram-se petróleo, etanol, biodiesel, energia solar, eólica, nuclear e, mais recentemente, hidrogênio verde. Ninguém, porém, teve a coragem científica de olhar para trás — literalmente — e perceber que cada brasileiro é uma pequena refinaria ambulante. O país sempre desperdiçou um patrimônio invisível, lançando irresponsavelmente na atmosfera bilhões de metros cúbicos de vento biológico, sem qualquer compensação financeira aos seus legítimos produtores. Parece exagero? Façamos as contas. Se cada cidadão produzisse apenas uma modesta quantidade diária de flatulências, multiplicada pelos mais de duzentos milhões de habitantes, estaríamos diante de um potencial energético capaz de despertar a inveja dos grandes produtores de gás natural. Seríamos a primeira potência mundial em gás sonoro. Não por acaso, economistas já discutiriam a criação de um novo indicador econômico: o PIB — Produto Interno Bufado.

Naturalmente, uma inovação dessa envergadura exigiria uma máquina burocrática à altura. O Ministério da Flatulência seria dividido em diversas secretarias especializadas: a Secretaria Nacional dos Gases Nobres — embora nenhum deles seja propriamente nobre —, a Diretoria de Emissões Espontâneas, o Departamento de Controle das Escapadas Acidentais, a Agência Nacional do Pum (ANP), encarregada de fiscalizar a qualidade aromática do produto, além de uma rigorosa Corregedoria para investigar desvios de vento. Afinal, nenhum ministério brasileiro sobrevive sem uma boa dose de papelório.

O cidadão interessado em comercializar sua produção gasosa precisaria preencher o Cadastro Nacional de Emissores Gasosos (CNEG), informando sua média diária de emissões, hábitos alimentares e o consumo semanal de feijoada, repolho, couve-flor, ovos, batata-doce, pinhão, cerveja e demais aceleradores da economia flatulatória. Depois da análise técnica, receberia sua Carteira Nacional de Flatulente Produtivo (CNFP), devidamente fotografada e plastificada, com validade de cinco anos ou até a primeira cirurgia bariátrica, o que ocorresse antes.

A regulamentação também distinguiria os diversos tipos de produto. Especialistas da prestigiosa Universidade Federal do Arroto Aplicado explicariam que nem todo pum possui o mesmo valor energético. Existe o pum gourmet e o popular; o silencioso, considerado de alto risco operacional; o sonoro, que funciona como aviso prévio à população; e aquele cuja potência aromática é suficiente para dissolver qualquer fila de banco em menos de quarenta segundos. A classificação seguiria rigorosamente os padrões internacionais ISO-PUM 9001: Categoria A, discreto; Categoria B, persistente; Categoria C, devastador; e Categoria D, arma química doméstica.

A parte científica do projeto também seria digna de nota. Os químicos lembrariam que o odor característico resulta da presença de compostos sulfurados em pequenas concentrações, suficientes, entretanto, para transformar um ambiente familiar em zona de evacuação imediata. Alguns engenheiros chegaram a propor a adição de aromatizantes ao combustível coletado, nos mesmos moldes do mercaptano utilizado no GLP, para facilitar a identificação de vazamentos. A proposta foi rejeitada por unanimidade. Concluiu-se que o produto nacional já possui identidade olfativa perfeitamente consolidada.

Para incentivar a produção, todas as cidades brasileiras ganhariam Centrais Integradas de Armazenamento Flatulatório. Em cada praça pública seriam instaladas elegantes cabines individuais, dotadas de isolamento acústico, ventilação controlada, assento ergonômico, leitor biométrico, internet sem fio e música ambiente. Enquanto o cidadão prestasse sua patriótica contribuição gasosa à matriz energética nacional, um painel eletrônico exibiria mensagens de incentivo: Obrigado por investir no futuro energético do Brasil; Mais um metro cúbico e o senhor alcança a categoria Ouro; ou ainda: Parabéns! O senhor acaba de superar a média municipal. Concluída a operação, um discreto tim-tim informaria que o Pix correspondente acabara de ser depositado em sua conta bancária. Nunca foi tão fácil transformar vento em dinheiro.

A Receita Federal, naturalmente, não deixaria escapar tamanha oportunidade arrecadatória. Toda emissão acima do limite anual passaria a integrar a declaração do Imposto de Renda. Os maiores produtores recolheriam o Imposto sobre Grandes Emissões, enquanto consumidores habituais de feijoada fariam jus a deduções fiscais. O sistema financeiro também não perderia tempo: surgiria o Crédito Gasoso Consignado, permitindo ao cidadão antecipar sua produção futura mediante juros módicos. Simultaneamente nasceria a Bolsa Brasileira de Flatulências, onde corretoras negociariam contratos futuros de pum. Os analistas da Faria Lima acompanhariam diariamente a volatilidade do mercado gasoso, comemorando a alta do setor de feijões, a valorização da batata-doce ou lamentando a queda na produção após os excessos gastronômicos das festas de fim de ano. Os jornais econômicos estampariam manchetes históricas: Mercado fecha em alta impulsionado pelo consumo de churrasco no fim de semana.

Os ambientalistas, pela primeira vez, encontrariam motivo para comemorar. Em vez de permitir que o metano escapasse inutilmente para a atmosfera, ele seria capturado, tratado e convertido em energia limpa. Até as vacas passariam a colaborar com o esforço nacional. Mochilas coletoras seriam discretamente instaladas nos rebanhos, e os pecuaristas deixariam de selecionar seus animais apenas pela produção de leite. A produtividade gasosa passaria a integrar os critérios de melhoramento genético. Nos leilões agropecuários ouvir-se-ia o leiloeiro anunciar com entusiasmo: Touro premiado! Excelente linhagem! Produz cinquenta litros de leite e uma quantidade recorde de metano!

O agronegócio reagiria imediatamente ao novo mercado. Nunca houve tanto investimento em repolho, ervilha, lentilha, chucrute, batata-doce e pinhão, de modo a aumentar ainda mais a explosão da flatulência. Cooperativas agrícolas criariam linhas especiais de incentivo à fermentação intestinal, enquanto restaurantes promoveriam o Festival Nacional da Flatulência Sustentável, oferecendo certificado ambiental aos clientes mais produtivos. Paralelamente, a indústria desenvolveria mochilas coletoras portáteis, assentos automotivos com reservatórios, poltronas inteligentes, vasos sanitários equipados com sensores de captura e até elevadores dotados de filtros especiais. A publicidade faria sua parte: Não desperdice riqueza; Seu pum vale dinheiro; Transforme desconforto em investimento.

Os condomínios disputariam qual edifício alcançaria primeiro a autossuficiência energética. As assembleias deixariam de discutir infiltrações, pintura da fachada ou rateio do elevador. A pauta seria outra: produtividade coletiva. Evidentemente surgiriam fraudes. Sempre surgem. Alguns espertalhões tentariam importar vento estrangeiro; outros adulterariam a produção utilizando compressores industriais; haveria até quem contratasse consumidores profissionais de feijoada para inflar artificialmente seus índices produtivos. A Polícia Federal responderia à altura, deflagrando a Operação Bufa Limpa. Peritos passariam dias analisando a composição química dos gases apreendidos, enquanto os telejornais exibiriam manchetes memoráveis: Quadrilha desviava metano para países vizinhos; Receita apreende caminhão carregado de pum sem nota fiscal; Empresa é acusada de vender vento argentino como se fosse produto nacional.

Nem o futebol escaparia da febre gasosa. Clubes lançariam o programa Sócio Flatulente, e os estádios se tornariam energeticamente autossuficientes após clássicos acompanhados de cachorro-quente, refrigerante e cerveja. Os narradores esportivos encontrariam um novo bordão: Que explosão de energia no segundo tempo! Nas escolas, a Semana Nacional da Energia Gasosa ensinaria às crianças que rir do colega é falta de educação, mas desperdiçar gás é atentar contra o patrimônio energético nacional. Até a disciplina de Ciências incluiria aulas práticas cuidadosamente supervisionadas.

No final das contas, surgiria inevitavelmente uma disputa internacional pelos direitos autorais da máquina coletora de pum. Inventores apareceriam aos montes, empresas multinacionais ofereceriam fortunas e o Brasil brigaria para registrar a tecnologia como patrimônio nacional. Quem diria? Depois de o Brasil perder tantas patentes ao longo da história (o Rádio com o padre Roberto Landell de Moura, o Avião com Santos Dumont, a Fotografia com Hercule Florence, a Máquina de Escrever com o padre Francisco João de Azevedo, o Chuveiro Elétrico com Francisco Canhos Navarro, o Cartão Telefônico Eletrônico (para orelhão) com Nelson Guilherme Bardini, o Container Flexível de Carga/Big Bag com Renato Pavan, o Identificador de Chamadas Telefônicas (BINA) com Nélio José Nicolai, o Walkman/Stereobelt com Andreas Pavel, o Motor a Álcool com Urbano Ernesto Stumpf, o Câmbio Automático Moderno com José Braz Araripe e Fernando Lemos), finalmente lideraríamos a única indústria em que jamais faltou matéria-prima.

Infelizmente, o Ministério da Flatulência nunca saiu do papel. A Estocadora de Vento foi impichada. O Brasil continuou desperdiçando diariamente uma riqueza invisível que se dissolve na atmosfera — nem sempre de forma silenciosa, é verdade. Talvez um dia algum governante visionário descubra que certos projetos, por mais absurdos que pareçam, escondem um extraordinário potencial. 

Até lá, bilhões de litros de vento continuarão sendo produzidos gratuitamente pelos brasileiros, sem imposto, sem burocracia e, sobretudo, sem licitação. É uma pena. Pela primeira vez na história nacional, o vento poderia realmente encher os cofres públicos.


quarta-feira, 24 de maio de 2017

Depoimento do general Ajax, comandante da Missão de Paz da ONU no Haiti


Depoimento do general Ajax, comandante da Missão de Paz da ONU no Haiti

Fonte: Facebook

Todo dia caminho 30 min do hotel ate a sede da ONU. Nesta semana estou participando da reunião dos 16 Force Commanders que ocorre anualmente aqui em NY.
Vou fardado, claro, para as atividades. Tunica VO e boina azul.
Impressiona a maneira como as pessoas na rua, independente de idade , olham e cumprimentam com respeito. Eles sabem ,pelo uniforme e pela bandeira do Brasil na manga, que não sou americano. NY, na sua correria, não é  local de se prestar atenção a detalhes e pessoas nas ruas...mas hoje me impressionou essa atitude deles para com os militares. 
Um operário de rua parou o que estava fazendo, prestou continência e falou "God bless you !" e depois ao ver a bandeira do Brasil falou o ja tradicional "brasiiiilll" e fez sinal de positivo.
Ao entrar na confusão da Grand Station  para cortar caminho , uma senhora bem vestida disse " Thank you for your service"!
Ao sair da estação dois jovens soldados americanos me saudaram.
Depois um vendedor de loja e um senhor no hotel me cumprimentaram!
Não dá para não se emocionar.!!!
Esse povo aqui tem uma admiração pelos militares que faz inveja a qualquer um...
Em trinta minutos fui mais saudado com admiração na rua que em um ano no meu Pais!!!
Gen AJAX PORTO PINHEIRO

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Carta ao Sr. Ari Cunha, vice-presidente institucional do Correio Braziliense

Prezado Sr. Ari Cunha,

É uma pena o Correio Braziliense voltando a ser um jornaleco dos tempos daquele chefe de redação petista que o colocou em banho-maria por uns tempos, lembra?

Por que esse preconceito contra o Exército, que impediu que o Brasil se transformasse num Cubão? Ou, que prosperassem em nosso País as "FARB", como ocorreu na Colômbia com as FARC, matando centenas de milhares de pessoas?

Respeito pela História recente do Brasil é o mínimo que se espera de um grande jornal. Ser caixa de ressonância do politicamente correto da esquerda que quis implantar o comunismo no Brasil e perdeu a guerra, não é fazer jornalismo, mas ser torcedor fanático da esquerdalha. É se juntar aos hooligans da mídia, hoje presentes no mundo inteiro (vide Brexit e Trump, as besteiras que já se escreveram sobre esses assuntos - incluindo a última "crônica" de Maria Paula no caderno de domingo, puro besteirol).

Atenciosamente,

Félix Maier


Águas Claras - DF


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MATÉRIA DO CORREIO BRAZILIENSE – O4 Fev 2017 

General da Reserva Luiz Eduardo Rocha Paiva (Comentários)

O jornal Correio Braziliense (04-02-2017) publicou matéria com o título “Brasília põe fim a 50 anos de segredos”, onde, entre outros assuntos, discorre sobre a prisão de militantes de grupos revolucionários que tentavam implantar a luta armada no Brasil.
Como soe acontecer, trata-se de reportagem facciosa, pois acusa o regime militar de “perseguir, torturar e assassinar quem se opunha ao regime”, destaca opiniões como a de que “o Estado perseguia a população” e meias verdades como a de um entrevistado que diz “tínhamos a ideia de combate ao regime militar”, mas não confessa que o objetivo era implantar uma ditadura comunista e não a democracia no Brasil. O jornal não entrevistou ninguém que apresentasse uma visão diferente sobre os episódios relatados.
Quanto aos destaques acima, deve ficar bem claro que houve um conflito violento entre o Estado e grupos revolucionários que combatiam o regime militar.  Não eram oposição ao regime e sim combatentes ideológicos que empregavam ou apoiavam a violência armada revolucionária. A ideologia da luta armada era a da URSS e da China, países responsáveis pelas maiores violações aos DH no século passado. O Estado não perseguiu a população, nem grupos ou coletividades e sim combateu grupos armados fora-da-lei. Como era sua obrigação, defendeu as instituições, a lei e a ordem, com apoio total da nação. 
Era um regime de exceção como os próprios Presidentes reconheciam ao manifestarem a necessidade e o propósito de redemocratização. Autoritário por limitar as liberdades democráticas, mas não totalitário, que as eliminaria. Havia eleições livres e um partido de oposição - o Movimento Democrático Brasileiro (MDB), cuja plataforma era democracia já, enquanto a do partido de governo, a Aliança Renovadora Nacional (ARENA), era a redemocratização gradual e segura. Jornais, revistas, músicas, festivais da canção e peças teatrais criticavam o governo, bem como livrarias vendiam obras de linha marxista. Portanto, o jornal relativizou a verdade quando disse que o regime perseguia a quem se lhe opunha, sem apontar o tipo de oposição – a aliança entre a subversão e a luta armada – que, esta sim, gerava reação do aparato de defesa do Estado.
Além disso, a matéria veicula absurdos e faz considerações ridículas sobre os DOI-CODI, como dizer que os “integrantes desse órgão de repressão eram treinados na Escola Superior de Guerra (ESG) e defendiam os ideais disseminados pelos ditadores”. Os agentes dos DOI/CODI nunca foram preparados na ESG e tinham a missão de investigar, prevenir e reprimir a violência armada e não de “defender ideais” de superiores hierárquicos. 
Outra incongruência é, na primeira página do jornal, dizer que “Uma jovem flagrada fumando maconha no Bloco [-] levou à prisão de 20 ‘inimigos’ do regime. Entre eles, Miriam Leitão, [-]”. Segundo a matéria, a operação começara em meados de 1973, porém, na página 17 (seção inferior e coluna da esquerda), consta que Miriam Leitão “era uma das integrantes [do Grupo Caratinga] e também acabou presa em 3 de dezembro de 1972”. Ora, o que aconteceu em 1973 não poderia ter levado à prisão de alguém em 1972. 
Constam, na relação dos presos na operação apresentada na matéria, os nomes de Romário Schettino, Mírian Macedo e Marisa Macedo, entre outros detidos. O primeiro foi entrevistado pelo jornal e relatou torturas sofridas quando esteve recolhido. A propósito, é interessante meditar sobre o que disse Mírian Macedo em 05 /06/ 2011, disponível em http://blogdemirianmacedo.blogspot.com.br/2011/06/verdade-eu-menti_05.html (acesso em 04-02-2017), pois é estranho que pessoas presas na mesma operação tenham passado por experiências tão diferentes durante o período de detenção. 
[Início de Transcrição do artigo de Mírian Macedo]. A minha verdadeira ação revolucionária foi outra, esta sim, competente, profícua, sistemática: MENTI DESCARADAMENTE DURANTE QUASE 40 ANOS! [-]. Repeti e escrevi a mentira de que eu tinha tomado choques elétricos [-], que me deram socos e empurrões, interrogaram-me com luzes fortes, que me ameaçaram de estupro quando voltava à noite dos interrogatórios no DOI-CODI para o PIC e que eu passava noites ouvindo "gritos assombrosos" de outros presos sendo torturados (aconteceu uma única vez, por pouquíssimos segundos: ouvi gritos e alguém me disse que era minha irmã sendo torturada. Os gritos cessaram - achei, depois, que fosse gravação - e minha irmã, que também tinha sido presa, não teve um único fio de cabelo tocado). 
Eu também menti dizendo que meus algozes, diversas vezes, se divertiam jogando-me escada abaixo, e, quando eu achava que ia rolar pelos degraus, alguém me amparava (inventei um 'trauma de escadas", imagina). A verdade: certa vez, ao descer as escadas até a garagem no subsolo do Ministério do Exército, na Esplanada dos Ministérios, onde éramos interrogados, alguém me desequilibrou e outro me segurou, antes que eu caísse. 
Quanto aos 'socos e empurrões' de que eu dizia ter sido alvo durante os dias de prisão, não houve violência que chegasse a machucar; nada mais que um gesto irritado de qualquer dos inquisidores; afinal, eu os levava à loucura, com meu enrolation. Eu sou rápida no raciocínio, sei manipular as palavras, domino a arte de florear o discurso. Um deles repetia sempre: "Você é muito inteligente. Já contou o pré-primário. Agora, senta e escreve o resto”.  Quem, durante todos estes anos, tenha me ouvido relatar aqueles 10 dias em que estive presa, tinha o dever de carimbar a minha testa com a marca de "vítima da repressão". A impressão, pelo relato, é de que aquilo deve ter sido um calvário tão doloroso que valeria uma nota preta hoje, os beneficiados com as indenizações da Comissão da Anistia sabem do que eu estou falando. Havia, sim, ameaças, gritos, interrogatórios intermináveis e, principalmente, muito medo (meu, claro).
Torturada?! Eu?! Ma va! As palmadas que dei em meus filhos podem ser consideradas 'tortura inumana' se comparadas ao que (não) sofri nas mãos dos agentes do DOI-CODI. 
Que teve gente que padeceu, é claro que teve.  Mas alguém acha que todos nós - a raia miúda - que saíamos da cadeia contando que tínhamos sido 'barbaramente torturados' falávamos a verdade? Não, não é verdade. A maioria destas 'barbaridades e torturas' era pura mentira! Por Deus, nós sabemos disto! Ninguém apresentava a marca de um beliscão no corpo. Éramos 'barbaramente torturados' e ninguém tinha uma única mancha roxa para mostrar! Sei, técnica de torturadores. Não, técnica de 'torturado', ou seja, mentira. Mário Lago, comunista até a morte, ensinava: "quando sair da cadeia, diga que foi torturado. Sempre." Na verdade, a pior coisa que podia nos acontecer naqueles "anos de chumbo" era não ser preso (sic). Como assim todo mundo ia preso e nós não? Ser preso dava currículo, demonstrava que éramos da pesada, revolucionários perigosos, ameaça ao regime, comunistas de verdade! Sair dizendo que tínhamos apanhado, então! Mártires, heróis, cabras bons. Vaidade e mau-caratismo puros, só isto. Nós saíamos com a aura de hérois e a ditadura com a marca da violência e arbítrio. Era mentira? Era, mas, para um revolucionário comunista, a verdade é um conceito burguês, Lênin já tinha nos ensinado o que fazer. [Fim de transcrição]. 
A matéria diz que Romário “enfrentou 10 dias de interrogatório sob extrema violência”, ou seja, o mesmo tempo que Mírian relata ter ficado presa, mas ao contrário de Romário, declara ter mentido durante 40 anos sobre ter sido torturada no DOI/CODI. 
 Convém considerar, também, o relato de Márcio Del Cístia (Mídia Sem Máscara em 30/11/2006), que descreve um diálogo com um agente do Estado que disse: “[Os militantes] após serem soltos, precisavam apresentar desculpas aos companheiros, [pois] temiam [-] ser justiçados como traidores [inventavam torturas e sevícias para justificar as delações voluntárias]. Disponível em “Brasil acima de tudo”, http://www.brasilacimadetudo.com/2006/11/tortura/ (acesso em 04-02-2017).
Não tenho elementos de juízo para dizer aonde está a verdade, mas muitos ex-militantes receberam indenizações pecuniárias e alguns ocupam posições importantes. Confessar, hoje, uma eventual mentira teria consequências jurídicas e alto custo político. No tribunal, dizer que confessara sob tortura poderia resultar no arquivamento do processo ou em uma pena mais branda, como acontecia de fato.
Para finalizar, convém destacar que os militantes citados na matéria pertenciam ao PCdoB, então ilegal e adepto da linha maoísta, que pregava a revolução violenta e luta armada prolongada, com prioridade para as áreas rurais, mas também atuando em regiões urbanas, como no caso de Miriam Leitão. Em meados dos anos 1960, o PCdoB enviou dezenas de militantes ao Pará, para criar a guerrilha do Araguaia e os obrigou a permanecer na área e vencer ou resistir até à morte. Quem tentasse fugir seria morto e as mulheres que engravidassem na guerrilha eram obrigadas a fazer o aborto. Para se ter uma ideia do grau de violência do grupo guerrilheiro, basta citar o exemplo de João Pereira – guia do Exército no Araguaia - um jovem com cerca de 15 anos. Foi torturado e assassinado pela guerrilha na frente dos pais. Cortaram suas orelhas, os dedos e as mãos antes de enfiar-lhe uma faca. No Relatório de Ângelo Arroyo (PCdoB) consta que a morte de João Pereira causou pânico na região (leia-se terror). 
Com que base moral os antigos militantes de grupos como esse acusam os seus oponentes? A esquerda socialista é a mestra da hipocrisia, pois pretendia se transformar em governo e cometia as mesmas violências de que acusa o regime militar.  A diferença é que esse regime, que a derrotou, também a anistiou, ao invés de promover um banho de sangue como ela faria, pois foi assim nos conflitos onde o socialismo venceu.