MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964
Avião que passou no dia 31 de março de 2014 pela orla carioca, com a seguinte mensagem: "PARABÉNS MILITARES: 31/MARÇO/64. GRAÇAS A VOCÊS, O BRASIL NÃO É CUBA." Clique na imagem para abrir MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964.

quinta-feira, 27 de março de 2025

Dois pesos e duas medidas - Félix Maier


Dois pesos e duas medidas

Félix Maier

A extrema esquerda botou fogo em 3 ministérios e no Itamaraty.

Promoveu quebra-quebra na Câmara dos Deputados.

Por que não foi tratada como terrorista, a exemplo dos vândalos de 8/1/2023?

Porque é a tropa de choque do PT e seus genéricos (PSol, PCdoB, PCB, POC, PSTU etc.) - com apoio do Instituto Lula, vulgo STF.


Confira:

MLST promove maior quebra-quebra já visto no Congresso
https://www3.anabb.org.br/biblioteca/noticias/mlst-promove-maior-quebra-quebra-ja-visto-no-congresso

Manifestantes põem fogo em ministérios;
governo convoca Forças Armadas

segunda-feira, 24 de março de 2025

Produção de Televisão - Por Félix Maier

Produção de Televisão

Félix Maier

Nessa Revista da EsIE, em 1986, foi publicado um texto do 1º Sgt Maier, Produção de Televisão, pg. 33 a 35, que pode ser lido abaixo.










terça-feira, 11 de março de 2025

Ainda estou aqui - Por Félix Maier

Selton Mello e Fernanda Torres no filme
Ainda estou aqui.

Ainda estou aqui
Félix Maier

1. Esse filme, Ainda estou aqui, só existe porque toda a América Latina foi estuprada por grupos terroristas comunistas financiados por Fidel Castro nas décadas de 1960-1970, via URSS.
Nenhum desses grupos terroristas queria restaurar a democracia no Brasil, como alardeia por aí a extrema esquerda e seus simpatizantes, mas impor a ditadura do proletariado, ou seja, o regime comunista. Poucos militantes políticos (eufemismo para guerrilheiros e terroristas comunistas) tiveram a coragem e a hombridade de reconhecer isso, como Eduardo Jorge e Fernando Gabeira - cfr. em https://www.facebook.com/filipebarrosoficial/videos/406479866832043/.
O sumiço do deputado Rubens Paiva, do PSB, foi um grande erro dos militares, com certeza. Porém, foi um efeito colateral provocado pelos próprios "militantes políticos", que iniciaram os ataques guerrilheiros e terroristas no Brasil, especialmente a partir de 1968, depois que a Organização Latino-Americana de Solidariedade (OLAS), criada por Cuba em 1967, decidiu "criar um Vietnã em cada país latino-americano", para instalação do comunismo. Quem sabe não teria sido melhor os miltares terem feito como os cubanos, terem levado todos esses "militantes" sanguinários para o paredón? Afinal, todos esses grupos terroristas e seus apoiadores, como o socialista Rubens Paiva, batiam palmas para os fuzilamentos em Cuba - 17.000 segundo alguns historiadores, mais de 56.000, segundo outros.
Imagino como teria sido o Brasil, após a redemocratização, se os militares não tivessem deixado essa montanha de lixo para trás: Miguel Arraes, Leonel Brizola, Lula da Silva, Dilma Rousseff, José Dirceu, José Genoino e tantos outros patifes, que até hoje sonham com o Brasil sendo uma Cuba continental. Com certeza, seria um País muito diferente dessa bagaça que hoje temos, com o STF aparelhado pelo PT e transformado em luxuoso e perdulário escritório de advocacia de Lula e de seus asceclas, cuja prioridade é perseguir os conservadores, especialmente o Presidente Jair Messias Bolsonaro.
Todos sabem que houve uma Lei da Anistia ampla, geral e irrestrita, que foi criada para a pacificação nacional.
No entanto, essa Lei foi jogada no lixo com a criação da Comissão Nacional da Verdade, durante o governo da terrorista da VAR-Palmares, Dilma Rousseff, ocasião em que todos os presidentes militares e centenas de outros foram classificados como torturadores.
Atualmente, o STF, defecando com gosto sobre a Lei da Anistia, o mesmo que faz com frequência sobre a Constituição Federal, está processando os militares que teriam dado sumiço em Rubens Paiva.
Finalizando, vamos torcer por Fernanda Torres, sim, para que ela ou o filme Ainda estou aqui vença pelo menos um Oscar em 02/02/2025, o que seria um fato histórico para a cinematografia nacional. Mas, tenhamos, também, um olhar aguçado sobre aqueles tempos tenebrosos, de plena guerra fria, sem o maniqueísmo infantil propalado pela extrema esquerda e seus apoiadores, que há décadas espalham a Grande Mentira, de que pegaram em armas para restaurar a democracia no Brasil.

2. Por que houve governos militares na América Latina?
Houve vários governos militares na América Latina, não para se eternizar no poder, como Fidel Castro, mas para combater os grupos terroristas comunistas formados em Cuba.
Desde 1961, havia no Brasil agentes cubanos em parceria com as Ligas Camponesas de Francisco Julião, para instalação de centros de treinamento de guerrilhas, para tentar implantar o comunismo - (Cfr. O Apoio de Cuba a Luta Armada no Brasil, de Denise Rollemberg em https://www.academia.edu/79045624/O_Apoio_de_Cuba_a_Luta_Armada_no_Brasil?fbclid=IwY2xjawIy4DpleHRuA2FlbQIxMAABHZ3kJ697PVE2nve65Fdk4XMzhZCHV1yby7nCBKkeU95pNiRjpqQSnFLLUQ_aem_LW94Pq84aCK1CK1FWTBOUw).
Os cubanos e as Ligas Camponesas chegaram a comprar fazendas em quatro Estados para esse fim: PE, AC, GO e BA:
O governo cubano apoiou a luta armada na América Latina, até os anos 1970, oferecendo treinamento de guerrilha aos grupos de esquerda, além de apoio material e orientações. No Brasil, o apoio de Cuba à luta armada ocorrera mesmo antes do golpe civil-militar de 1964, através das Ligas Camponesas, com a implantação de campos de treinamento de guerrilheiros em fazendas de Goiás, Acre, Bahia e Pernambuco. A primeira experiência de guerrilha esboçada nos anos 1960 foi desmantelada após a descoberta e repressão sobre um campo de treinamento, em Divinópolis, Goiás, em 1962 (BASTOS, 1984, p. 101-103; ROLEMBERG, 2001, p. 17-18; RIDENTI, 2007, p. 26). Após o golpe e a repressão que se abatera sobre as Ligas, o apoio de Cuba seria dirigido a um grupo liderado por Brizola, o Movimento Nacionalista Revolucionário (MNR), e após 1967, com a desmobilização desse grupo, se concentraria na figura de Marighella e de guerrilheiros da ALN, VPR e MR-8, sobretudo (ROLEMBERG, 2001, p.12-14). - cfr pg. 4 de Os comunistas e os trabalhadores rurais no processo de radicalização da luta pela terra no pré-1964, de Leandro Cabral de Almeida, disponível em file:///C:/Users/ANA%20DENISE/Downloads/44203-Texto%20do%20Artigo-165540-1-10-20210125%20(3).pdf.
3. Ações armadas comunistas na América Latina
Org. por Félix Maier
Conheça o histórico sanguinário por que passaram vários países latino-americanos, tendo que enfrentar a extrema esquerda terrorista, vale dizer, assassinos comunistas. Negar a origem desse fato básico é compactuar com a mentira e a patifaria.

4. Memorial das Vítimas do comunismo
Org. por Félix Maier
Uma síntese da montanha de ossadas deixada pelo comunismo durante o século XX, mais de 100.000.000 de assassinatos - ainda contando as ossadas na China, na Coreia do Norte, em Cuba, no Vietnã e mais recentemente na Venezuela e na Nicarágua.

5. História Oral do Exército - 31 Março 1964
Fichamento dos 15 Tomos publicados pela Biblioteca do Exército Editora (Bibliex) feito por Félix Maier
Você tem o direito e a obrigação de conhecer a recente História do Brasil, não comer milho podre que a esquerda terrorista comunista joga a seus "inocentes" pombinhos.
Leia o fichamento dos 15 tomos publicados pela Bibliex em

6. Rubens Paiva, o falso mártir

7. Discurso na Câmara dos Deputados
Deputado Jair Messias Bolsonaro
O deputado Jair M. Bolsonaro fala sobre Dilma Rousseff, Rubens Paiva e Ancelmo Goes - o agente da KGB -, no plenário, em 03/09/2014.
Obviamente, a extrema esquerda e a esquerda caviar vão dizer que tudo é fake news.

8. A história completa: o que de fato aconteceu com Rubens Paiva
Gabriel de Arruda Castro - Gazeta do Povo

9. A infância de Bolsonaro entre quilombolas, guerrilheiros e a rica família de Rubens Paiva

BBC News

https://www.bbc.com/portuguese/articles/clyv425n296o

Por fim, há inúmeros personagens que até hoje gritam de seus túmulos, Ainda estou aqui! como o Soldado Mário Kozel Filho, explodido numa guarita do Exército em São Paulo, em 1968, pela VPR. Assim como o Tenente Alberto Mendes Júnior da PMSP, que teve o crânio esfacelado por coronhadas de fuzil na região de Registro, SP, em 1970, sob as ordens do chefão da VPR, Carlos Lamarca. Ou ainda Orlando Lovecchio Filho, que teve uma perna amputada em atentado terrorista, em 1968.

- Ainda estou aqui! – gritam centenas de vítimas inocentes. Mas não são ouvidas pelos guerrilheiros de câmera, como Walter Salles e Kleber Mendonça Filho.

O retorno do Veterano Botafoguense - Por Félix Maier

 


O retorno do veterano botafoguense

 Félix Maier

O Veterano Jaque, QAO aposentado e botafoguense doente, comemorou o impeachment da Presidenta Dilma Rousseff, em 31 de agosto de 2016, fazendo um foguetório em sua chácara localizada em Campo Grande, no Rio de Janeiro. Com churrasco à vontade para seus amigos, um pagode gostoso com violão e tantan, a festa foi muito animada. Quatorze anos de roubalheira petralha haviam sido varridos do Brasil. 

Parecia que o Brasil estava voltando à normalidade, com o Governo Michel Temer promovendo o avanço de leis sobre a Previdência, o Trabalho e a Economia. Parecia...

Outra festa de arromba foi feita na chácara do Veterano Jaque, quando o Ogro de Nove Dedos foi preso, em 7 de abril de 2018. Na época, a campanha do Capitão à Presidência da República seguia firme. Animado com tudo isso, o Veterano Jaque, depois de tomar várias latas de cerveja duplo malte, subiu na mesa para fazer uma dancinha patriótica, mas se desequilibrou, bateu com a cachola na quina da mesa e caiu desacordado. 

Levado às pressas ao Hospital Central do Exército (HCE), o Veterano Jaque seguiu em estado de coma, os médicos não sabendo dizer quando ele voltaria a acordar, se em alguns dias, meses ou até anos. 

Finalmente, o Veterano Jaque acordou na cama do HCE, em pleno domingo de Carnaval, 2 de março de 2025, quando o filme brasileiro, dirigido pelo cineasta bilionário Walter Salles, Ainda estou aqui, recebeu o Oscar de melhor filme estrangeiro. 

Além da mulher fazendo tricô no quarto do hospital, havia um antigo companheiro de farda, que começou a conversar com o Veterano Jaque, ainda tonto sobre o que havia ocorrido há quase 7 anos, querendo saber das novidades: 

- Então, o Capitão foi eleito Presidente da República? 

- Sim, foi eleito, mas agora está sendo processado por um golpe de Estado fake, podendo ser preso a qualquer momento. 

- Mas, como assim? Ele não foi reeleito em 2022? 

- Não, amigo. Você nem imagina quem é o atual Presidente. 

- O Alckmin? 

- Não, esse é o atual Vice-Presidente. 

- Como assim? Você está de sacanagem com esse velho doente aqui. 

- Prepare seu coração, amigo: o atual Presidente é o Ogro de Nove Dedos. Walter Salles até está fazendo algumas locações para seu novo filme, O Retorno da Múmia de Garanhuns. 

- Como assim? Para de sacanagem! O Ogro foi preso em 2018, como é que foi solto e se tornou ficha limpa tão rápido? 

- Ora, ora, ora... Você esquece que o Ogro e a Presidenta aparelharam o STF, de modo que hoje temos #7LideresdoPTnoSTF, sem falar que existem ainda 2 petistas raiz, Bocão e Xandão. Assim foi fácil a banca de advogados petistas do STF trazer o Ogro “de volta à cena do crime”. 

- Qual foi a mágica disso acontecer? 

- Facinho, amigo. Um tal de Fachin, antigo cabo eleitoral de Dilma, ainda com o boné do MST na cabeça, “descondenou” o criminoso que havia sido condenado em três instâncias, por unanimidade – 9 votos a 0. No que foi acompanhado por mais 7 urubus togados do STF. 

- Você tá de sacanagem. 

- Não, quem tá de sacanagem é o STF, que deixou o Ogro ser processado, condenado em 1ª instância em 2017 e ser preso em 2018, sem fazer nada. Só em 15 de abril de 2021, depois de o Ogro ter ficado preso durante 580 dias numa sala da Polícia Federal de Curitiba, onde recebia visitas íntimas e até arranjou uma namorada, é que foi “descondenado”. 

- Baseado em quê? 

- Segundo Fachin e demais parças petistas, o juiz Sérgio Moro, que condenou o Ogro, foi considerado parcial pelo STF, visto em vazamento de mensagens dele com seus procuradores, publicado no site Intercept, de que estariam tramando para prender o Ogro de qualquer jeito. O interessante foi Fachin ter deixado passar uns 5 anos, desde o início do processo, para ainda inventar que Curitiba não era o foro legítimo para tratar desse caso, mas Brasília. Foi um golpe perfeito, já que o Poste do Ogro, Fernando Haddad, havia perdido a eleição para o Capitão em 2018. E, segundo pesquisas eleitorais, compradas ou não, o Ogro ainda era imbatível. Um golpe magistral, do tipo salto mortal triplo carpado com parafuso jurídico jamais visto na História do Brasil. 

- Você falou que Alckmin é o Vice. Não foi Chuchu que havia dito na campanha presidencial de 2006 que o Ogro queria “voltar à cena do crime”? Que outras novidades malucas apareceram enquanto eu estava dormindo? 

- Nem queira saber. Antigos inimigos políticos podem se unir quando ambos têm interesses comuns - é um lavando a bunda suja do outro. Mas, vamos lá. Nesse tempo em que você hibernou no HCE, a Argentina ganhou a Copa, houve uma pandemia, a Covid-19, que deixou mais de 7 milhões de mortes ao redor do mundo... 

- Pandemia da Covid, que foi isso? 

- Depois eu explico, quando te levar para vacinar no Posto de Saúde. Você precisa saber que o antigo office-boy da Dilma, um tal de Bessias, hoje é Advogado-Geral da União. Cristiano Zanin, advogado do Ogro e do PT, é ministro do STF. O comunista Flávio Dino foi nomeado ministro do STF, com muito orgulho do Ogro. A impichada Dilma é presidenta do Banco dos BRICS. Sérgio Cabral, que havia sido condenado a 425 anos de prisão, está livre como uma gaivota no mar, até anda gravando lives sobre dicas de filmes no bar molhado de uma cobertura de luxo, com o Pão de Açúcar ao fundo - https://www.facebook.com/watch/?v=1699139374333036. E o ministro do STF, Dias Toffoli, antigo advogado do Ogro e do PT, e que foi subordinado de José Dirceu na Casa Civil, andou lavando as fichas sujas de seus parças, como José Dirceu e Antônio Palloci, e até tornou sem efeito as multas bilionárias aplicadas à Odebrecht. É, amigo, a Lava Jato foi pro brejo, só falta o Toffoli mandar devolver o dinheiro roubado aos ladrões. Moacyr Franco foi feliz em compor “República Federativa do Bandido” - https://www.facebook.com/watch/?v=1750490604969960. 

- Chega, chega, chega! Para de me sacanear! Estou nervoso, com palpitações. Você quer que eu tenha um piripaque e volte a dormir por mais 7 anos? 

- Fica calmo, não é brincadeira, tente se acostumar com essa bagaça. Infelizmente, é a pura verdade. Isso aqui é Brasiusiusiu, rapá!

- Só falta você dizer que o meu Botafogo foi campeão do Brasileirão. 

- Pois é, amigo. O Fogão não foi só campeão nacional no ano passado, mas também campeão da Libertadores da América. 

Emocionado, o Veterano Jaque voltou a dormir, os médicos do HCE não sabem quando o botafoguense voltará a acordar de novo.

O filme Adeus, Lênin! trata da história bem-humorada de uma mulher que entrou em coma na Alemanha Oriental comunista em 1989 e despertou alguns meses depois da unificação das duas Alemanhas. 

O Veterano Jaque botafoguense, coitado, dormiu quando achava que o pesadelo clepto-socialista-populista do Ogro havia terminado, e acordou com o Ogro “de volta à cena do crime”. Está difícil haver Adeus, Lula!, esse excremento que se recusa a descer no vaso sanitário. Assim, talvez tenha sido melhor o Veterano voltar a dormir.



quinta-feira, 27 de fevereiro de 2025

Causos de Milico - Por Félix Maier

Foto: Cabo Maier, Apucarana, PR, 1970.


Apresentação

No dia 16 de janeiro de 1970, eu incorporei como Soldado na 4ª Companhia de Infantaria (4ª Cia Inf), em Apucarana, PR, atual 30º Batalhão de Infantaria Mecanizado (30º BIMec). Como Soldado Maier, eu recebi o nº 78. Meu tio materno João Preis, de Maringá, até faturou uns trocados jogando nesse número. 

Na metade do ano, fui promovido a Cabo depois de fazer um curso de trepa-pau na 5ª Companhia de Comunicações (5ª Cia Com), em Curitiba. O curso era Auxiliar de Comunicações, que envolvia conhecimentos de todos os tipos de rádios e telefones portáteis do EB, assim como central telefônica de campanha, além de lançamento de linhas telefônicas no campo, normalmente tendo que subir em postes de madeira ou árvores com auxílio de um par de esporas de bico preso às pernas, daí o nome jocoso de trepa-pau.

Em fevereiro de 1971, eu me apresentei na Escola de Instrução Especializada (EsIE), em Realengo, na cidade do Rio de Janeiro, capital do então Estado da Guanabara, para fazer o Curso de Sargento (período básico), no primeiro semestre, com instrução de ordem unida, armamento Fuzil Automático Leve (FAL) - montagem e desmontagem da arma e tiro ao alvo, cartografia militar (leitura de mapas), Administração Militar, Regulamentos Militares, educação física, noções sobre cuidado com a Saúde (incluindo doenças venéreas), Guerra Revolucionária (estudo histórico da evolução do comunismo no mundo), marchas e acampamentos etc.

No segundo semestre do mesmo ano, continuei o Curso de Sargento na Escola de Comunicações (Es Com), no Rio, com matérias relacionadas à fotografia e filmagem 16 mm, com instruções teóricas e práticas, recebendo o diploma de Sargento Fotocinegrafista em 15 de dezembro de 1971, minha futura profissão militar.

Em 1972, eu fui classificado no Campo de Provas da Marambaia (CPrM), para realizar trabalhos de fotografia e filmagem destinados aos Relatórios Técnicos do Campo, que envolviam provas de armas e munições de toda espécie, nacionais e estrangeiras, incluindo provas com canhões de blindados e lançamento de foguetes.

Em 1983, fui transferido para a EsIE, como monitor da Seção de Meios Auxiliares. Na prática, eu era instrutor de fotografia e filmagem em vídeo VHS para vários cursos, com alunos militares de todo o Brasil (Forças Armadas, PM e Bombeiros) e até do exterior, como militares do exército do Paraguai e do Chile.

Lotado no Estúdio de TV, além desse trabalho de instrutor, eu fazia audiovisuais para as Seções de Ensino da Escola e unidades militares da Vila Militar, que consistia em duas bandejas tipo carrossel de slides coloridos e gravador com fita K-7, com locução e fundo musical – o data show da época. Meu colega Adílson Ribeiro Passos, o Adílson Confusão, dava aulas sobre Equipamentos de Projeção Luminosa e Sonora (EPLS), ensinando aos alunos como operar o projetor de filmes 16 mm, além de projetor de slides, retroprojetor etc. Eu também dava aulas de fotografia teórica e prática para oficiais alunos dos cursos de Observação Aérea e Foto-Intérprete, quando o Sargento fotógrafo da Unidade, Wilson de Souza Bezerra, meu colega do curso Fotocine, estava ausente do quartel por motivo de força maior.

Em 1989, fui transferido para o Centro de Comunicação Social do Exército (CComSEx), subordinado ao Gabinete do Ministro do Exército, onde exerci trabalhos de filmagem e montagem de filmes com equipamento de vídeo profissional U-Matic, especialmente a confecção da Videorrevista do Exército (distribuída a todas as Unidades do EB) e missões externas, como a cobertura de imagens da Operação Guavira, no Pantanal Mato-Grossense, realizada pelas três Forças Armadas, e da entrega de espadins aos cadetes, na Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN). Também filmei a inauguração de uma linha de teste de mísseis, em trilhos (raia de simulação), no CPrM, com a presença do Ministro do Exército, General Leônidas Pires Gonçalves.

No período de 1990-1992, eu fui o Auxiliar do Adido Militar no Cairo, Egito, voltando no final de abril de 1992 a trabalhar no Gabinete do Ministro do Exército, até 1999.

Em 03/06/1995, lancei na Biblioteca Demonstrativa de Brasília o livro EGITO - uma viagem ao berço de nossa civilização, editado pela Thesaurus, de Brasília. 

No final de 1999, sem ter peruado, eu recebi um cargo de comissão no Ministério da Defesa (1999-2002), o qual foi criado em 10 de junho daquele ano, deixando a Marinha, o Exército e a Aeronáutica de serem Ministérios, passando a ser Comandos.

A partir do ano 2000, ainda na ativa, servindo no Ministério da Defesa, comecei a publicar textos, próprios e de terceiros, no site Usina de Letras, onde cheguei a ter 250 mil acessos por mês. Em 2000, com 30 anos de serviço, fui promovido a Capitão e incorporado ao Quadro Auxiliar de Oficiais (QAO).

Minha passagem para a reserva remunerada ocorreu em 28 de fevereiro de 2002, fixando residência em Brasília até os dias de hoje. 

Na reserva, passei a escrever com mais frequência na internet, recebendo convite para publicar meus textos em vários sites e blogs. Naquele ano, recebi convite para participar das reuniões semanais no escritório do Instituto Liberal de Brasília, sendo o embaixador José Osvaldo de Meira Penna seu presidente. Ainda em 2002, recebi convite para ser um dos articulistas do site Mídia Sem Máscara, criado pelo professor e filósofo Olavo de Carvalho. Essas publicações virtuais renderam dezenas de citações em trabalhos acadêmicos – https://felixmaier1950.blogspot.com/2021/07/citacoes-de-felix-maier-em-trabalhos.html.

Minhas Memórias, não só da vida militar, estão registradas em https://felixmaier1950.blogspot.com/2021/04/felix-maier-curriculum-vitae.html.

Como se sabe, militar é um prato cheio para anedotas, às vezes uma piada pronta, com Sargentos gorduchos desfilando sua banha, comandando ordem unida de recrutas mocorongos onde acontece de tudo. As piadas de caserna da revista Seleções, da publicação norte-americana Reader’s Digest, sempre obtiveram grande sucesso entre milicos e paisanos.

Seja com o Recruta Zero e o Sargento Tainha, seja com Carlitos nas Trincheiras, com Charles Chaplin, ou com o Sargento Pincel de Os Trapalhões, ou ainda com o Capitão Haddock de As Aventuras de Tintin, o riso é sempre garantido com homens fardados. 


Num quartel em Pelotas:

— Recruta! Por que você não me fez continência?

— O senhor me desculpe, Capitão, eu não vi o senhor!

— Ah, bom! Pensei que você estivesse de mal comigo...

 

Dois soldados conversam no quartel:


— Sabe, eu sempre quis servir o exército!

— É mesmo? — pergunta o companheiro — Por quê?

— Porque sou solteiro e gosto de guerra!

— Ah... Eu também sempre quis estar aqui...

— Que ótimo! — comemora o outro — E por quê?

— Porque sou casado e gosto de paz...

 

Durante a guerra, o Capitão repara

que um Soldado está recuando, e o questiona:


— Soldado, por que está recuando?

O Soldado justifica:

— Capitão, a Terra não é redonda? Pois então vou dar a volta e atacar eles por trás


BRASÍLIA, Março de 2025.


Leia Causos de Milico em

https://drive.google.com/file/d/1_xTmEEsQyoGUaUCqMlUx99p1HlpwY7KA/view


Sobre o autor:  https://felixmaier1950.blogspot.com/2021/04/felix-maier-curriculum-vitae.html


Félix Maier tem e-books publicados no CLUBE DE AUTORES, para venda:

https://clubedeautores.com.br/books/search?where=books&what=F%C3%A9lix+Maier


segunda-feira, 17 de fevereiro de 2025

Síndrome do marido aposentado - Por Félix Maier

O Aposentado Jaque: "Já que você está à toa"...


Síndrome do marido aposentado

Félix Maier

Ensaios-->Síndrome do marido aposentado -- 08/02/2007 - 16:45 (Félix Maier)

Pode levar um tempo enorme, mas, um belo dia, o marido se aposenta. Muitas vezes, o que deveria se tornar um prazeroso período na vida do casal, com novas programações a dois, viagens, visitas a amigos e parentes, vira um festival de baixarias, com o marido e a mulher tendo verdadeiros ataques de nervos. No Japão, devido ao sistema patriarcal ainda arraigado na população, a mulher é quem mais sofre depois que o marido põe os pijamas em definitivo. O problema em alguns países avançados se tornou tão grave que até passou a ter uma denominação especial: “síndrome do marido aposentado” (em inglês, retired husband syndrome).

Na verdade, principalmente para a mulher que não trabalha fora de casa, ter, de um dia para outro, um marido perambulando pela casa o dia todo, todos os dias, sem fazer nada, a não ser assistir televisão, ler jornal, sujar a sala e reclamar da comida, não deve ser coisa fácil de engolir. Há casos em que a mulher não agüenta e brada: “Dois vagabundos em casa não dá, pelo menos um tem que trabalhar fora. Amanhã eu volto a trabalhar!” Nem que seja para colocar um guarda-sol na frente da casa, na calçada, para vender sacolé.

Por outro lado, há maridos que também não agüentam a nova rotina e, depois de fazer aquelas tão sonhadas viagens pelas praias do Nordeste, voltam à lida antiga, muitas vezes retornando ao velho endereço de trabalho. Participar desses grupos animados da “melhor idade”, com danças e festas sem fim, onde abundam velhinhas assanhadas, nem pensar!

Muitos casamentos acabam quando o marido se aposenta. A rigor, o casamento já havia acabado há muito tempo. Ocorre que, cada um seguindo com sua vidinha em particular, os cônjuges nem haviam se dado conta disso.

A aposentadoria deve ser programada com alguma antecedência, tanto pelo homem, quanto pela mulher. Mesmo aposentado, há necessidade de haver algum tipo de ocupação, por menor que seja, pois não há um ser humano sequer que consiga ficar sem fazer nada, exceto os vagabundos. O que fazer da vida quando começa a aposentadoria não deve ser decidido quando o sujeito entra em férias permanentes. Começar uma atividade paralela enquanto ainda se está trabalhando é a melhor solução, especialmente porque se pode redirecionar a futura atividade se a coisa não der certo durante o “teste”, e partir para outra ocupação, que dê melhor resultado e maior alegria.

Muito poucos terão sucesso como empresário, p. ex., se apenas se dedicarem aos negócios depois da aposentadoria. O empreendedorismo é uma coisa inata, nem todos têm o dom de multiplicar os talentos de que fala a Bíblia. Se você até agora nunca foi um bom comerciante, se muitas vezes foi deixado para trás por espertalhões em negócios particulares, não arrisque em aplicar todo seu fundo de garantia numa atividade que desconhece. Se, porém, o tigre do capitalismo de repente se instalou no seu corpo, pronto para dar o bote certeiro na praça, comece devagar, quem sabe comprando uma carrocinha de cachorro-quente para começar e ver no que vai dar.

Eu me aposentei em 2002, porém desde algum tempo antes, principalmente a partir de 1999, passei a me dedicar à literatura em geral, escrevendo artigos e ensaios que foram publicados na internet, especialmente em Usina de Letras, que hoje é também, para mim, uma espécie de back up informal, pois tudo o que escrevo lá publico, sem favores do editor, bastando digitar meu login e minha senha e “colar” os textos escritos no Word. Por isso, antes de colocar o pijama que a rigor nunca vesti, passei a ler e escrever muito, para aprimorar o estilo. Li alguns livros de teoria literária, já tenho alguma noção do que venha a ser, p. ex., o tal “fluxo de consciência” dos modernos, como James Joyce e Clarisse Lispector, porém ainda não me arrisquei na ficção, apenas nos ensaios. Meu sonho é escrever, no futuro, uma novela histórica, uma trilogia, tendo como fundo a história dos últimos 200 anos de Santa Catarina, meu Estado natal, misturando ficção e realidade, algo semelhante a O Tempo e o Vento, de Érico Veríssimo.

Há vários tipos de ocupações que podem ser feitas durante a aposentadoria: continuar as caminhadas diárias, participar de alguma associação literária, fazer parte de um grupo de atividade social da igreja, fazer um curso de graduação ou pós-graduação, cuidar do jardim de casa, levar os netos para brincar, sair com os cachorros etc. Há ainda tantos hobbies para seguir, como ler, ouvir música, viajar pela internet.

Porém, nunca diga a um escritor que a atividade de escrever é um mero hobby. Hobby uma ova! Quem escreve é, antes de tudo, um pensador. Está em contato permanente com o que ocorre no mundo todo, tentando decifrar o mistério que é o universo e a vida pensante que nele há.