500 ANOS DE RESISTÊNCIA INDÍGENA, NEGRA E POPULAR
O Movimento "500 anos
de resistência indígena, negra e popular" foi criado nas comemorações dos
500 anos do Descobrimento da América, que visava “rediscutir” (revisionismo) a
história da colonização do continente sob a ótica marxista, ao mesmo tempo em
que tinha por objetivo varrer das Américas todos os traços da civilização
cristã.
Dentro da prática da “legenda negra”, a ideia era diabolizar as “sangrentas”
conquistas espanhola e portuguesa da América, ao mesmo tempo em que os
indígenas eram apresentados como seres angelicais.
Durante a conquista espanhola, relatos, como os de Bartolomé de las Casas,
destacavam o “genocídio” promovido contra os índios. “As denúncias do frade
dominicano foram reproduzidas com gosto pelos maiores adversários do reino
espanhol - os protestantes. Com a conquista da América e a unificação a
Portugal, em 1580, a Espanha teve em mãos um dos maiores impérios da história -
um império católico. (...) Protestantes holandeses, ingleses, franceses e
germânicos trataram de invalidar o direito dos espanhóis sobre os territórios
americanos” (NARLOCH, 2011: 83).
Sociólogos e historiadores de linha marxista, incluindo padres da “teologia da
libertação”, acusam os espanhóis e os portugueses de terem imposto sua cultura
e sua religião aos índios, além de escravizá-los. Era exatamente isso o que
faziam os incas com seus inimigos. “Entre aqueles que haviam sido dominados por
Atahualpa ou que tinham se aliado ao irmão dele, Huáscar, na disputa pela
soberania do império, a morte de Atahualpa os salvou de anos de trabalhos
forçados, de punições e até mesmo a morte. (...) Talvez metade das pessoas dos
Andes estivesse disposta a se aliar aos espanhóis para se salvar da sangrenta
vingança que as forças de Atahualpa já vinham promovendo com muitos partidários
de Huáscar” (idem, pg. 89).
Muito antes da “política de liquidificador” de Stálin e Pol Pot, o exército
inca promovia migrações forçadas. “Os arqueólogos estimam que as migrações
atingiram entre 20% e 30% da população - por conta dessa política, um quarto de
todos os povos andinos morava em terras estrangeiras” (idem, pg. 92). E os
sacrifícios humanos dos astecas, no México? “Relatos espanhóis do século 16,
com base em histórias contadas pelos índios, falam em 80.400 mortes em 1487,
durante a inauguração do Templo Maior de Tenochtitlán” (idem, pg. 98). O Códice
Telleriano-Remensis, baseado em pinturas narrativas dos astecas, diz que foram
“apenas” 4.000 pessoas que tiveram o coração arrancado e jogado para rolar
pirâmide abaixo (Cfr. pg. 99).
A mesma barbárie era feita pelos maias: “Um garoto de cinco anos, cujos restos
mortais foram encontrados em 2005 numa base da parte sul do Templo Maior de
Tenochtitlán, teve os braços colados às asas de um gavião. Baseados nas
diversas marcas na parte interna das costelas, arqueólogos concluíram que o
elemento cortante, provavelmente uma faca de sílex, ‘entrou na cavidade
torácica a partir do abdômen’, rasgando os músculos para chegar ao coração”
(idem, pg. 101). O filme Apocalypto (2006), de Mel Gibson, retrata perfeitamente
esses fatos escabrosos.
A mesma anticomemoração
ocorreu durante os 500 anos do Descobrimento do Brasil, em que a História
nacional foi execrada e renegada, como a formação da sociedade brasileira, a
arquitetura barroca, a Semana da Arte Moderna, os grandes escritores. Um relógio
da Rede Globo, que fazia a contagem regressiva dos 500 anos, foi depredado em
Porto Alegre, RS. Foram lembrados apenas o “genocídio indígena”, a Inquisição
católica e fatos pitorescos, como o do padre tarado, que, em visita religiosa a
mulheres doentes, possuía sexualmente todas as mulheres da casa, além da
própria doente, para uma mais rápida “recuperação” física.
Legenda Negra
O mesmo que Lenda Negra,
expressão cunhada pelo escritor espanhol Julián Juderías, em 1914. Movimento de
diabolização dos conquistadores da América, centra seus ataques principalmente
contra a Igreja Católica na América Latina. A Legenda Negra promove o retorno
ao pelagianismo e ao paganismo religioso indígena e africano. Personagens
influentes do movimento: Frei Beto, diretor da revista America Libre, órgão
oficial do Foro de São Paulo (FSP), e Leonardo Boff. Este último empenha-se na
implantação de “um cristianismo indo-afro-americano inculturado nos povos, nas
peles, nas danças, nos sofrimentos, nas alegrias e nas línguas de nossos povos,
como resposta a Deus” (na carta em que renuncia ao sacerdócio, em 29/6/1992).
Ou seja, é a pregação do fim da Civilização Ocidental cristã, com a volta do
ser humano a seu estado primitivo (canibalismo, magia negra, sacrifício de
seres humanos etc.).
Legenda Negra contra Pio XII
Periodicamente, a mídia
volta a insistir na mentira do milênio passado, de que o Papa Pio XII foi
omisso e insensível frente ao massacre nazista promovido contra os judeus. Há
vários livros que tentam difundir essa mentira, como O Papa de Hitler, do embusteiro
John Cornwell, um best-seller de anos atrás. Livros sérios, que desmentem a
calúnia contra Pio XII, como The Myth of the Hitler Pope, do rabino David
Dalin, e The Defamation of Pius XII, do filósofo Ralph McInnerny, continuam
inacessíveis ao público em geral e nunca foram mencionados pela mídia
ideologicamente comprometida com o anticlericalismo. Também nada se diz sobre o
livro A Santa Sé e a questão judaica (1933-1945), de Alessandro Duce, professor
extraordinário de História das Relações Internacionais nas Faculdades de
Ciências Políticas e de Jurisprudência da Universidade de Parma. Atualmente,
com o andamento do processo de beatificação de Pio XII, muitas vozes, inclusive
judaicas, continuam a propalar a mentira. O Papa Bento XVI, com a força moral e
intelectual de que está investido, está reagindo à altura contra as calúnias,
refutando didática e enfaticamente as falsas acusações que pesam contra Pio
XII. Por isso, para reconduzir a verdade para o lugar que ela merece, leia
http://www.conteudo.com.br/lenda-negra-contra-pio-xii-o-papa-de-hitler/?searchterm=veja.
Nota:
NARLOCH, Leandro; TEIXEIRA,
Duda. Guia politicamente incorreto da América Latina. Leya, São Paulo,
2011.

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