MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964
Avião que passou no dia 31 de março de 2014 pela orla carioca, com a seguinte mensagem: "PARABÉNS MILITARES: 31/MARÇO/64. GRAÇAS A VOCÊS, O BRASIL NÃO É CUBA." Clique na imagem para abrir MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964.

quarta-feira, 29 de setembro de 2021

No Brasil, o passado é cada vez mais incerto - Por Félix Maier

O BRASIL DO PT 

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Félix Maier: No Brasil, o passado é cada vez mais incerto

Eu achava que apenas o futuro era incerto, e que o passado – pelo menos o passado mais recente – fosse um fato consumado, sem muitas incertezas, dado o grande número de provas irrefutáveis que facilmente podem ser conferidas mediante a simples consulta de jornais antigos. Eu tinha certeza de que os fatos históricos recentes que eu tomei conhecimento em meu País seriam de domínio geral, não só meus e de uns poucos. Puro engano.

Cada dia que passa, o passado recente do Brasil vai-se modificando por conta de um revisionismo esquerdista inconsequente, que tenta explicar nossa História unicamente sob a ótica marxista. Pode-se ter dúvidas quanto a um passado remoto, como a Idade Média, ou muito distante, como o Big Bang, que é ainda apenas uma especulação científica. Mas, fatos que ocorreram há poucas décadas, como os dos governos militares pós-1964, deveriam ser contados como realmente ocorreram, sem maniqueísmos pueris, de modo a haver apenas o compromisso com a verdade.

Antonio Giusti Tavares afirma em seu livro Totalitarismo Tardio - o caso do PT:

Juízos de valor acerca de condutas do passado devem ser feitos não a partir de parâmetros éticos do presente, mas da contextualização da conduta na sua própria época, e nela, por comparação com condutas diferentes. Os historiadores e os cientistas sociais devem cumprir pelo menos dois requisitos básicos da epistemologia e da ética das ciências humanas: 1) evitar tanto quanto possível qualquer restrição ou seleção dos fatos brutos e 2) ao apresentá-los, distinguir sempre, tanto quanto possível, entre fatos e interpretações” (pg. 194). (1)

Como exemplos de revisionismo, temos:

- revisionismo soviético (em que antigos heróis, caídos em desgraça, eram riscados de enciclopédias, ou que tinham suas imagens “apagadas” em fotos oficiais);

- revisionismo do Holocausto (em que escritores colocam em dúvida o número de vítimas do Holocausto judeu promovido pelos nazistas - a exemplo de S. E. Castan em seu livro Holocausto Judeu ou Alemão? pelo qual foi condenado pelo STF);

- revisionismo atual da esquerda brasileira: a história recente do Brasil, especialmente o Movimento militar de 1964, é descrita sob a ótica da dialética comunista, em que não há nenhum estudo sério sobre o assunto, apenas panfletagem e proselitismo socialista.

Outro tipo de revisionismo - na verdade, propaganda da desinformação e da difamação - liga o Papa Pio XII aos nazistas. Por exemplo, o livro de John Cornwell, O Papa de Hitler:

A capa do livro de John Cornwell mostra o arcebispo Pacelli saindo de um edifício do governo alemão, escoltado por dois soldados. Essa visita oficial do então Núncio Apostólico na Alemanha, teve lugar em 1929, quatro anos antes que Hitler chegasse ao poder (em 30/1/1933). Como Pacelli saiu da Alemanha em 1929 e nunca mais voltou, é enganoso e tendencioso o uso dessa fotografia (Texto do jesuíta Peter Gumpel, historiador convidado pelo Vaticano para coordenar o processo de beatificação do Papa Pio XII, in Pio XII, Hitler e os judeus, publicado em PODER - Revista Brasileira de Questões Estratégicas, Ano I, nº 05, pg. 58, Brasília, Maio/Junho 2000).

No último livro de Leandro Narloch (2), lê-se que ‘o Saladino que os muçulmanos elevariam a um status quase messiânico no século 20 tinha uma semelhança muito maior com o imaginário popular europeu do século 19 do que com qualquer personagem histórico’, diz o historiador Abdul Rahman Azzam. Eis um ótimo exemplo de como, dependendo do ânimo e dos ressentimentos de uma época, o passado muda, ganha personagens, enredos e novas razões para as pessoas se sentirem magoadas com a história (pg. 54).

O objetivo do revisionismo da esquerda brasileira é um só: solapar os fundamentos morais do país, alicerçados na herança judaico-cristã, e a rica história das Forças Armadas, que livraram o Brasil do jugo comunista (ou de uma guerra civil), ao mesmo tempo em que tenta enaltecer terroristas, como a presidente Dilma Rousseff, que integrou a sangrenta VAR-Palmares. Assim, não causa estranheza que o Dia da Pátria seja substituído pelo Dia dos Excluídos e pelo vandalismo dos Black Blocs, que Lamarca seja apresentado como herói e o Duque de Caxias seja revisto como genocida dos paraguaios.

Professores marxistas infiltrados nas escolas brasileiras afirmam que o Brasil e a Argentina estiveram a serviço do imperialismo inglês, invadindo o Paraguai e esmagando o país mais progressista da América do Sul. Uma estrondosa mentira, pois o Brasil havia rompido relações diplomáticas com a Grã-Bretanha devido à Questão Christie. O livro Nova História Crítica, para a 7ª. série, de Mário Schmidt, afirma que os ingleses foram contra a escravidão, não por questões humanitárias, mas por interesses econômicos. Na verdade, o movimento abolicionista inglês teve uma origem muito mais ideológica que econômica. Organizado em 1787 por 22 religiosos ingleses, foi um dos primeiros movimentos populares bem-sucedidos da história moderna, um molde para as lutas sociais do século 19 (NARLOCH, 2009: 104). (3) Segundo Schmidt, a princesa Isabel é uma mulher feia como a peste e estúpida como uma leguminosa (idem, pg. 104). Para o linguista de pau, bonito talvez seja Zumbi dos Palmares, que tinha uma penca de escravos.

O historiador Francisco Fernando Monteoliva Doratioto, em seu livro O Conflito com o Paraguai - A guerra do Brasil, contesta tais revisionistas e afirma que a formação dos Estados nacionais da região foi a causa do sangrento conflito (Jornal de Brasília, 12/7/1999). Os cambás (pretos, em guarani) foram decisivos para a vitória brasileira: Muitas vezes as deserções eram tantas que batalhões inteiros dissolviam-se quando em marcha para o front. Na verdade, como temos notícia em cartas de Osório a Caxias, muitos brancos rio-grandenses também desertavam. Porém, negros da Corte ou de todo o vasto Império lutavam bravamente e eram raríssimos os casos de deserção. O bom, forte e sacrificado sangue africano foi decisivo e insubstituível nas conquistas da guerra e, portanto, para o seu desfecho, com a vitória triunfal do Império (PERNIDJI, 2010: 55-6). (4)

Vale lembrar que Caxias levou uma novidade ao campo de batalha: o balão aerostático, para reconhecimento do número de canhões do inimigo. Para tanto, trouxe o polonês-americano Chodasiewicz, perito no assunto. Dizem que os paraguaios, quando viram o balão subir, caíram de joelhos e rezaram à Virgem e a Tupã, dizendo que o marquês tinha parte com o demônio e que, com os negros, levaria todos os homens para trabalhar nos saladeiros no Rio Grande, enquanto as mulheres, como escravas, iriam para a luxúria dos soldados, todos dentro do balão (PERNIDJI, 2010: 94-5).

Enfoques revisionistas marxistas têm o mesmo valor histórico de O Quinto dos Infernos, minissérie da TV Globo que trata com desrespeito a História de D. João VI e D. Pedro I, com baixaria de toda ordem. Ou da novela chapa-branca do SBT, Amor e Revolução, apresentada em 2012, que serviu para achincalhar o Exército Brasileiro - uma cortesia de Sílvio Santos ao governo do PT, pela ajuda financeira ao imbroglio PanAmericano. Nesse mesmo ano, o SBT promoveu a votação de O maior brasileiro de todos os tempos. Para tristeza de muitos, Lula ficou pelo caminho, sendo vencedor o espírita Chico Xavier.

O mesmo maniqueísmo é visto na atual Comissão Nacional da Verdade - o Pravda tupiniquim - que tenta reescrever a recente história do Brasil dentro da ótica dos antigos terroristas de esquerda. Além de assassinar a História, de modo que prevaleça a versão da esquerda, o objetivo do governo revanchista de Dilma Rousseff é desviar a atenção de problemas complexos, que são jogados nos porões do esquecimento. Por exemplo, a Secretaria de Direitos Humanos, fazendo eco ao embuste esquerdista, lamenta os cerca de 400 desaparecidos políticos do governo militar, porém Maria La Pecosa do Rosário (5) não mostra nenhuma emoção, nem revolta, pelos cerca de 50.000 brasileiros que desaparecem todos os anos no Brasil, como noticiou o Jornal Nacional do dia 24/5/2012. Só no pequeno Distrito Federal, mais de 3 pessoas desaparecem todos os dias. Em 10 anos de governo do PT, houve um verdadeiro holocausto brasileiro, desconhecido pela grande mídia. Não me refiro ao livro de Daniela Arbex, mas aos cerca de 1.200.000 brasileiros violentamente mortos nos últimos 10 anos – anualmente, morrem cerca de 60.000 brasileiros em acidentes rodoviários e outro tanto são assassinados.

Recentemente, as Organizações Globo criaram um site, para apresentar a Memória do conglomerado empresarial. No dia 2 de setembro de 2013, requentando um texto publicado pelo jornal O Globo, o apresentador do Jornal Nacional, William Bonner, lamentou que O Globo tenha publicado em 1984 um Editorial, em que Roberto Marinho fazia um balanço positivo do governo dos militares. Bonner disse que O apoio ao golpe de 64 foi um erro - na verdade, houve um contragolpe, pois desde 1961 os comunistas brasileiros planejavam tomar o poder, com a participação de cubanos, e em janeiro de 1964 o traidor Luiz Carlos Prestes foi prestar contas a seus chefes, no Komintern, em Moscou, dizendo que os comunistas já estão no governo, só falta tomar o poder.

É vergonhoso a Globo, hoje, tentar modificar a História, repudiando o Movimento militar de 1964, que foi exigido por toda a sociedade, como se pode comprovar lendo os noticiários da época, quando a quase totalidade dos jornais inicialmente exigiram e depois apoiaram a derrubada de João Goulart. O mesmo pode ser conferido na edição extra da revista O Cruzeiro.

O capitão do Exército José G. Pimentel, em seu site, afirma o seguinte:

Em 1 de abril de 1964 o jornal O Globo não circulou, uma vez que fuzileiros navais, comandados pelo Almirante Aragão, a soldo de Jango, ocuparam as instalações do jornal. No dia seguinte, libertos, publicaram o editorial intitulado Ressurge a Democracia. Amanhã, caso os black blocs e os movimentos sociais, sabe-se lá a soldo de quem, impedirem a circulação do jornal, a quem a direção de O Globo irá recorrer?”

Na verdade, tenho certeza de que O Globo não chegará a essa situação difícil, pois os novos donos já fizeram sua opção preferencial pelo apoio à esquerda bolivariana de Lula-Dilma junto com seus parceiros ideológicos Maduro-Correa-Cristina-Evo-Ortega - com a supervisão dos manos Castro, de Cuba. Desde que a verba bilionária proveniente da publicidade governamental continue a cair no cofrinho das Organizações Globo, os descendentes de Roberto Marinho não terão nenhuma vergonha de transformar seu jornal num Granma brasileiro.

Em seu novo Editorial, o esquadrão de reescritores orwelliano que hoje comandam o principal conglomerado brasileiro de comunicação, magoados com a história, finalizam dizendo pomposamente que A democracia é um valor absoluto. E, quando em risco, ela só pode ser salva por si mesma. Se os atuais revisionistas das Organizações Globo têm tanto apreço pela democracia, por que não se posicionam firmemente contra a entrada de milhares de espiões cubanos, fantasiados com jalecos brancos, os quais, de acordo com o objetivo final do Foro de São Paulo, têm como missão primordial ajudar o governo petista e aliados a dinamitar a democracia e instalar um regime comunista no Brasil, como o que já existe na Venezuela? Por que não denunciam a remessa de cerca de R$ 1,3 bilhão à ditadura cubana, que será feita em 3 anos, à custa do trabalho escravo dos médicos cubanos?

Será que algum dia os reescritores globais irão também fazer um mea culpa a respeito da farsesca edição que a TV Globo fez do debate ocorrido entre Lula e Collor, na campanha presidencial de 1989, em proveito deste último? Com certeza, os revisionistas globais também repudiam o antigo programa Amaral Neto, o Repórter, que apresentava as pujantes obras do governo militar, ao mesmo tempo que devem aplaudir o de Caco Barcelos, que obteve a façanha de criar uma mentira premiada, que foi desmascarada pelo coronel do Exército José Luis Sávio Costa.

No Brasil, o passado é cada vez mais incerto. Chegará o dia em que os mestres esquerdistas do engodo, dentro do espírito da criação de inúmeros bantustões brasileiros e da anticomemoração dos 500 anos do Descobrimento do Brasil, irão devolver a Portugal as caravelas de Pedro Álvares Cabral. Quem sobreviver, verá!

Vacine-se contra o HIV esquerdista da desinformação, lendo o ORVIL e acessando, além do Mídia Sem Máscara, os sites e blogs Olavo de Carvalho, Escola Sem Partido, A Verdade Sufocada, Heitor de Paola, Terrorismo Nunca Mais - Ternuma, Notalatina, Diego Casagrande, Percival Puggina, Reinaldo Azevedo, Nivaldo Cordeiro, Guilherme Fiuza, Rodrigo Constantino, Augusto Nunes, Piracema – Nadando contra a corrente, Wikipédia do Terrorismo no Brasil.

Fonte: https://obrasildopt.blogspot.com/2013/09/felix-maier-no-brasil-o-passado-e-cada.html  

Notas:

(1) TAVARES, José Giusti (org.); SCHÜLLER, Fernando; BRUM, Ronaldo Moreira; ROHDEN, Valerio. Totalitarismo Tardio - o caso do PT. Editora Mercado Aberto Ltda, 2ª Edição, Porto Alegre, RS, 2000.

(2) NARLOCH, Leandro. Guia Politicamente Incorreto da História do Mundo, Leya, São Paulo, 2013.

(3) NARLOCH, Leandro. Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil, Leya, São Paulo, 2009.

(4) PERNIDJI, Joseph Eskenazi; PERNIDJI, Mauricio Eskenazi. Homens e Mulheres na Guerra do Paraguai. Bibliex, Rio de Janeiro, 2010.

(5) La Pecosa - A Sardenta: mulher feroz, pertencente à milícia comunista, atuante na Guerra Civil Espanhola, que foi o carrasco que assassinou o bispo de Jaén e sua irmã, na frente de 2.000 pessoas.

 

P. S.:

A frase No Brasil, o passado é cada vez mais incerto é atribuída ao economista Pedro Malan, ministro da Fazenda durante o governo Fernando Henrique Cardoso. Em pesquisas na web, não foi encontrada a data dessa frase emblemática.

Eu havia escrito sobre o assunto no site Mídia Sem Másacra, provavelmente em 06/09/2013 (endereço indisponível). O texto aparece no blog O Brasil do PT, sexta-feira, 6 de setembro de 2013 - cfr. em https://obrasildopt.blogspot.com/2013/09/felix-maier-no-brasil-o-passado-e-cada.html.

 

P. P. S.:

E o passado do Brasil continua cada vez mais incerto...

STF confirma anulação de condenações do ex-presidente Lula na Lava Jato

https://portal.stf.jus.br/noticias/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=464261&ori=1

Com #7LideresdoPTnoSTF, o desfecho dessa patifaria não poderia ter sido diferente. Que futuro tem um País governado por um Supremo aparelhado por militantes petistas?

O papo cabeça da revista Veja - Por Félix Maier

O papo cabeça da revista Veja

Contar a história recente do Brasil só pela metade, enaltecendo terroristas e demonizando os militares, é criar uma mentira por inteiro.

Por Félix Maier

A Veja é a mais importante revista do Brasil, não só pelo número de exemplares vendidos semanalmente, seja em papel ou em mídia eletrônica (tablets e similares), como por seu conteúdo, marcadamente liberal - no sentido clássico do termo. Ou seja, Veja defende, desde sua primeira edição, em 1968, o livre mercado, o empreendedorismo, a livre circulação de ideias (exceto os radicalismos), a liberdade de imprensa, a liberdade religiosa, enfim, todos os valores inerentes a uma democracia de verdade.

Na edição de 8/1/2014, há um texto de Daniel Pereira, “É um papo muito cabeça”, com o subtítulo “Dilma fala em ‘guerra psicológica’, um conceito da ditadura”. O autor discorre sobre falas recentes da presidente Dilma Rousseff, que, em briga aberta contra os números, classifica os maus indicadores econômicos de seu governo como sendo uma “guerra psicológica” propalada pela imprensa e por organismos econométricos. Não consegui entender por que “guerra psicológica”, para o autor, é um conceito do governo dos militares, pois se trata de um tema tão antigo como a formação das primeiras comunidades de hominídeos. Josué, o sucessor do profeta Moisés, p. ex., já sabia o que significava “guerra psicológica” quando marchou com seus soldados em volta de Jericó, até que as muralhas caíssem.

Como a revista Veja sofreu censura no tempo dos governos dos militares, entende-se que tenha um ranço contra o movimento militar de 1964, que a quase totalidade dos jornalistas continua a chamar de “golpe”. Na verdade, tratou-se de um contragolpe, que colocou para correr os comunistas que já “estão no governo embora ainda não no poder”, como relatou o quinta-coluna Luís Carlos Prestes a seu chefe em Moscou, Nikita Krushev, em janeiro de 1964.

Lá pelas tantas, o articulista de Veja (que os esquerdistas apelidam de Óia) disserta sobre a junta militar que assumiu o poder após a morte de Costa e Silva, dizendo que eram “apelidados pelo povo de Os Três Patetas”. Bobagem. O povo nem sabia que existia uma junta militar, um governo tampão antes de Médici. Quem falava em “Três Patetas” eram políticos como Ulisses Guimarães e os jornalistas apenas propagavam a molecagem, em caixas de ressonância nas empresas em que trabalhavam.

O ideal seria que o Brasil nunca tivesse tido uma ditadura militar. Mas, quais eram as opções, na época, para as Forças Armadas, especialmente o Exército? Assistir passivamente a corrosão da autoridade de Jango, que se unia a cabos e soldados amotinados na Presidente Vargas, no Rio, incitados pelo carbonário Leonel Brizola, tentando implodir os pilares que sustentam as instituições militares, ou seja, a hierarquia e a disciplina? Não atender aos anseios da população, que foi às ruas em passeatas gigantescas, exigindo que o Exército acabasse com a baderna, a carestia e as greves sem fim provocadas por agitadores comunistas a serviço de Cuba e de Moscou?

Se as Forças Armadas não tivessem entrado em ação, o Brasil poderia ter-se transformado em uma gigantesca Cuba. Nesse caso, a revista dos Civita não teria sofrido apenas censura, mas seria tirada de circulação. Outra hipótese seria o Brasil entrar em guerra civil, com a criação de movimentos guerrilheiros que até hoje poderiam estar infernizando o País, como ocorre na Colômbia das FARC. Em ambos os casos, o Brasil se tornaria um imenso Vietnã, porque é certo que os EUA não ficariam inertes e tomariam partido contra os comunistas.

O Grupo Abril, do qual Veja faz parte, também esteve infiltrado por esquerdistas durante o governo dos militares. Não sei se é devido a isso que existe esse eterno ranço contra os militares, se ainda hoje há infiltrados canhotos na revista Veja, que apenas veem censura e tortura, nada mais, fazendo coro à vil campanha do governo petista contra as Forças Armadas, que é a vergonhosa Comissão Nacional da Verdade. Contar a história recente do Brasil só pela metade, enaltecendo terroristas e demonizando os militares, é criar uma mentira por inteiro. Será que nem Veja consegue enxergar algo de positivo em 1964, que colocou o Brasil na modernidade (Embratel, Banco Central, sistema Telebrás), investiu pesado na infraestrutura (rodovias, sistema Eletrobrás e as hidrelétricas de Itaipu, Sobradinho, Tucuruí, Ilha Solteira etc., metrôs, Ponte Rio-Niterói), criou a Embrapa e a Embraer, só para citar alguns feitos extraordinários, transformando uma nação insignificante, que saiu da 46ª posição no PIB para ser a 8ª potência econômica do planeta em apenas uma década?

Frei Betto, o “Vítor” ou “Ronaldo”, ligado ao Agrupamento Comunista de São Paulo (AC/SP), que depois se transformaria na Ação Libertadora Nacional (ALN), de Carlos Marighella, ficou encarregado do sistema de imprensa e também dos contatos com Joaquim Câmara Ferreira, que coordenava as atividades do AC/SP, e se infiltrou na Editora Abril e no jornal Folha da Tarde, do Grupo Folha. Na Folha da Tarde, Frei Beto recrutou os jornalistas Jorge Miranda Jordão (diretor), Luiz Roberto Clauset, Rose Nogueira e Carlos Guilherme de Mendonça Penafiel. Clauset e Penafiel cuidavam da preparação de “documentos”, e Rose, do encaminhamento de pessoas para o exterior. Na Editora Abril, a base de apoio era de aproximadamente 20 pessoas, comandadas pelo jornalista Roger Karman, e composta por Karman, Raymond Cohen, Yara Forte, Paulo Viana, George Duque Estrada, Milton Severiano, Sérgio Capozzi e outros, que elaboraram um arquivo secreto sobre as organizações armadas (servia também como fonte de informações para organizações subversivas). O AC/SP tinha assistência jurídica, composta de 3 advogados: Nina Carvalho, Modesto Souza Barros Carvalhosa e Raimundo Paschoal Barbosa.

Sempre que se estuda o movimento de 1964, deve-se observar com rigor o contexto da época, em que corações e mentes eram influenciados pela Guerra Fria: ou se era a favor do comunismo, ou se era a favor do capitalismo. Sem essa premissa elementar, discorrer sobre 1964 não passa de embuste. Assim, como entender a revista Veja, que não reconhece nenhuma ação positiva dos militares, se o que ela defende é essencialmente o mesmo que os militares defenderam e, para isso, tiveram que interferir politicamente no País até derrotar os movimentos revolucionários que pretendiam transformar o Brasil numa ditadura comunista?

Em 2014, ocorrerá o 50º aniversário do movimento de 1964. Vamos aguardar o que a revista Veja escreverá sobre o acontecido, se será uma avaliação equilibrada do governo dos militares, com prós e contras, como ocorre com a quase totalidade dos governos, ou apenas um “papo cabeça” como o do escrevinhador acima citado.

E olha que o “papo cabeça” não foi elaborado em Montevidéu, onde existe a livre circulação da marijuana. Imagina se fosse...

 

Fonte: MÍDIA SEM MÁSCARA


Fonte: 

http://www.rplib.com.br/index.php?option=com_k2&view=item&id=3532:liberais-uni-vos&Itemid=545&tmpl=component&print=1

terça-feira, 28 de setembro de 2021

Amazônia "pulmão do mundo" - Por Félix Maier


Amazônia "pulmão do mundo"

Félix Maier

23/08/2019
A Amazônia não é o pulmão do mundo, como até os bispos da CNBB apregoam, anunciando o Sínodo sobre a Amazônia que será realizado este ano no Vaticano.
Essa bobagem, nestes tempos de queimadas que existem devido ao período de estiagem, que ocorrem todos os anos, é reverberada em caixas de ressonância da desinformação pela mídia nacional e internacional, e por personalidades como o presidente da França, Emanuel Macron, e o boleiro Cristiano Ronaldo, postando fotos de queimadas antigas e classificando a Amazônia como "pulmão do mundo". Até a funkeira Anitta e a modelo Gisele Bundchen viraram especialistas em bioma amazônico.
A floresta tropical da Amazônia consome praticamente todo o oxigênio que produz, por ser uma floresta antiga. Só árvores novas, em crescimento, produzem mais oxigênio do que consomem. Isso eu aprendi ainda no ginásio, na década de 1960.
São as algas dos oceanos, dos rios e dos lagos nossa principal fonte de oxigênio e ponto final.
Há trinta anos, houve também uma campanha internacional pela preservação da Amazônia, muito bem orquestrada por ONGs e governos do Primeiro Mundo, no rastilho de pólvora que foram a morte do seringueiro e "defensor da Amazônia" Chico Mendes, o mentiroso genocídio de índios e a cena teatral feita em torno da criação da reserva indígena Yanomami, uma interferência indevida de estrangeiros em assuntos nacionais. Até Bush pai cobrou providências ao presidente Fernando Collor, nos EUA, depois de chamá-lo de Indiana Jones, por voar em jato da FAB e fazer acrobacias em jetsky no Lago Paranoá.
Na época, o ministro do Exército Leônidas Pires Gonçalves apresentou uma palestra sobre a Amazônia, que teve boa repercussão, desmentindo que a Floresta Amazônica seja o "pulmão do mundo".
A Amazônia é importante no contexto climático global. Ninguém em sã consciência é a favor de seu desmatamento total e de queimadas sem controle que, este ano, aumentaram consideravelmente. A real preocupação quanto ao oxigênio que respiramos deve ser direcionada à saúde dos rios, mares e oceanos, hoje verdadeiros despejos de esgotos e materiais que levam centenas de anos para se decomporem, como as garrafas PET.
Já era esperado esse ataque ao Brasil, devido a algumas atitudes e declarações do presidente Bolsonaro, que jogou gasolina para apagar as queimadas, ao ameaçar não aderir ao Acordo de Paris, sobre o clima mundial, e dizer que suspeita que ONGs estejam tocando fogo no mato. E sugerir que mineradoras operem em áreas indígenas.
Além das posições ioiô de Bolsonaro, que diz uma coisa aqui no cercadinho da guarita do Palácio da Alvorada, e desdiz ali no mesmo cercadinho, não podemos esquecer que o agronegócio brasileiro, altamente produtivo, incomoda países como EUA, França, Irlanda etc. No Brasil, há até três safras anuais de alguns produtos. Colhem-se duas safras e meia de uva por ano no Vale do São Francisco, cinco safras em dois anos. (Não é preciso lembrar que, devido a isso, consumimos mais defensivos agrícolas.) Por isso essa chantagem de países europeus, que ameaçam não comprar carne e grãos do Brasil, colocando em cheque também o acordo União Europeia-Mercosul.
Depois de falar abobrinhas durante as últimas semanas, parece que o presidente Bolsonaro caiu na real, autorizando o envio de militares das Forças Armadas para ajudar a combater os incêndios na Amazônia. Ao mesmo tempo, acionou as embaixadas para fazer uma contrapropaganda que deveria já ter sido feita antes, para mostrar ao mundo a real situação do "pulmão do mundo em chamas". Com tanta indecisão em momento tão crucial para o Brasil, o que faz o estrelado staff militar de Bolsonaro? Nada? Nem uma sugestão?
Causa espanto o Vaticano se meter nesse assunto revigorado pelo ambientalismo mundial, no caso da Amazônia. Logo o Vaticano, que tem assuntos muito mais graves e urgentes para resolver, como o crime de pederastia cometido durante anos, por padres abusadores de seminaristas e coroinhas.
A CNBB, que já se posicionou ao lado do PT contra o FMI e a favor do calote da dívida da União, está infestada de esquerdistas desde Dom Hélder Câmara, e faz parte desse barulhento ambientalismo melancia atual, avivado por ONGs milionárias que têm por objetivo demonizar o governo Bolsonaro e prejudicar o Brasil: vermelho comuna por dentro, verde dos dólares por fora.
O autor é militar reformado do Exército (capitão).

segunda-feira, 27 de setembro de 2021

Salve o 31 de Março de 1964! - Por Félix Maier


Salve o 31 de Março de 1964!

Por Félix Maier

31/03/2019

O Movimento Cívico-Militar de 1964 redundou num contragolpe que impediu a comunização do Brasil e evitou a instalação de guerrilhas comunistas, a exemplo das FARC e do ELN na Colômbia.

A mídia militante só fala em "golpe", quando na realidade ocorreu um “contragolpe” contra Jango e Brizola, que pretendiam fechar o Congresso Nacional e dar um golpe no dia 1 de maio de 1964 - Dia do Trabalho -, como consta em documentos encontrados com subversivos comunistas presos após o contragolpe. Desde 1961, Fidel Castro começou a enviar agentes e armas ao Brasil, oferecendo cursos de guerrilha a brasileiros comunistas, como Francisco Julião, líder das Ligas Camponesas, e comprando fazendas em vários Estados, para criação de focos de guerrilha.
O contragolpe militar, exigido por toda a sociedade em passeatas que levaram milhões de pessoas às ruas de todo o Brasil nas famosas Marchas da Família com Deus pela Liberdade, deveria ser desfechado no dia 2 de abril de 1964. Mas, o general Olympio Mourão, junto com os generais Denys, Muricy e Guedes, e o comandante da PMMG, precipitou os acontecimentos no dia 31 de março de 1964, contrariando líderes militares como Castelo Branco, que tentou impedir a marcha de Minas Gerais para o Rio de Janeiro, por achar que seria um fracasso.
Depois, como a insurreição anticomunista não tinha mais volta, Castelo, Costa e Silva – que se autoproclamou Comandante Supremo da Revolução - e demais chefes militares proclamaram a Revolução Democrática, que foi vitoriosa em um dia apenas, depois de serem neutralizadas as ações dos comandos militares do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul, simpáticos a Jango, além da prisão de Miguel Arraes, em Recife, que tentou resistir com a ajuda da PMPE. Talvez devido a essa precipitação da marcha militar, os generais Mourão e Guedes tenham conhecido o ostracismo no governo dos generais-presidentes. Seria um ciúme dos revolucionários de última hora?
Na Colômbia, não criaram o AI-5, e 40% do seu território chegou a ficar sob comando das FARC, ocasionando o assassinato de mais de 260.000 pessoas em 60 anos.
Quantos mortos haveria no Brasil, com base nesses números, sabendo que a população colombiana em 1970 era de 21 milhões de pessoas, e a do Brasil, 90 milhões? Um milhão e duzentos mil mortos? Dois milhões de mortos? Principalmente se Cuba e outros países comunistas mandassem tropas e armas para as "zonas liberadas" de Xambioá, Registro, Caparaó e outros focos guerrilheiros que seriam criados - como ocorreu em Angola, e os militares não tivessem impedido essa desgraça que iria afetar não só o Brasil, mas todo o território latino-americano, num efeito dominó.
Resumo do resumo: não houve golpe, mas contragolpe. Essa é a verdade.

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Félix Maier
a true history.
Félix Maier é oficial reformado do Exército.
Postado por Alerta Total às 02:59:00

sexta-feira, 17 de setembro de 2021

Messianismo no Brasil - Por Félix Maier

Messianismo no Brasil

Félix Maier (*)

Usina de Letras - 21/10/2003

O Messianismo refere-se a movimento dito “messiânico”, dirigido por um líder que teria origem divina, o “messias”. O nome tem origem na religião judaica, cujos devotos ainda esperam o Messias. Os cristãos acreditam que esse Messias foi Jesus Cristo.

Os ditos “movimentos messiânicos” têm ocorrido com bastante freqüência no início de cada século ou, principalmente, milênio, donde surge o nome “milenarismo”. No século II, surgiu na Grécia o Montanismo, movimento que pregava a iminência da 2ª Vinda de Cristo (Parusia), de acordo com uma revelação do Espírito Santo.

As Cruzadas também foram movimentos milenaristas, que tinham como objetivo a conquista da Terra Santa e a preparação da “Nova Jerusalém” para a 2ª vinda de Cristo. No ano de 1033, multidões de fiéis se dirigiam a Jerusalém.

Uma famosa lenda milenarista remonta ao Rei de Portugal, D. Sebastião, que morreu na batalha de Alcácer-Quibir, no Marrocos, em 1578, em desastrada guerra contra os mouros, o que resultou na dominação de Portugal pela Espanha durante 60 anos. Muitos portugueses não acreditaram em sua morte e D. Sebastião se converteu no messias nacional português, lembrado sempre a cada dificuldade do Reino, e a crença em seu regresso foi denominada de “Sebastianismo”. Sobre o assunto, leia “No Reino do Desejado”, de Jacqueline Hermann.

No Brasil, houve vários movimentos messiânicos, como o de Silvestre José dos Santos, que começou a pregar o “paraíso terrestre” na Serra do Rodeador, em Pernambuco, a partir de 1817, tendo a seu redor 12 “sábios” que desempenhavam a função de seus apóstolos. Para Silvestre, quando o número de fiéis atingisse o número de 1.000, D. Sebastião regressaria da ilha de Brumas e organizaria um exército para libertar Jerusalém. O movimento foi extinto após uma carnificina.

Um outro movimento, em 1838, no sertão de Pernambuco, dirigido pelo mameluco João Antônio dos Santos, afirmava que D. Sebastião estava encantado na Pedra Bonita (hoje Pedra do Reino, no município de Vila Bela, PE) e que seria desencantado depois que dois rochedos fossem regados a sangue humano. Desencantado o Rei, os fiéis que tivessem sido sacrificados, se eram pretos, ressuscitariam brancos; se eram velhos, ressuscitariam jovens; e todos seriam poderosos e imortais. Os sacrifícios foram bárbaros: pais atiravam os filhos do alto dos penedos, maridos degolavam as mulheres, adultos se ofereciam para o sacrifício. O grupo também foi desbaratado pelas autoridades e por fazendeiros locais.

Outro movimento messiânico no Brasil foi o do “beato” Antônio Conselheiro, que fundou sua “cidade santa” em Canudos e pretendia reconduzir seus fiéis à “divina monarquia”, a um “paraíso terrestre”. O movimento foi esmagado por tropas federais, salvando-se apenas mulheres e crianças. Havia crença de que Antônio Conselheiro não morrera, mas seu prestígio aos poucos foi sendo superado pela figura do Padre Cícero. Hoje, a lenda em torno do “Padim Ciço” afirma que ele ressuscitará no dia do Juízo Final e instalará o “paraíso terrestre” em Juazeiro, a “Nova Jerusalém”.

Na colônia de São Leopoldo, RS, surge, a partir de 1872, o movimento dos Mucker. João Jorge Maurer e sua mulher Jacobina passam a realizar curas, interpretar a Bíblia e a pregar. Jacobina se torna a chefe religiosa e é considerada santa pela comunidade, se apresenta como a própria encarnação de Cristo e escolhe 12 “apóstolos” entre seus seguidores, prometendo fundar um império. Oponentes do movimento Mucker levaram o caso ao Presidente da Província, que mandou força militar para a região. Atacados, os Mucker se refugiaram na cidadela santa que haviam construído, a qual foi tomada depois de 2 meses de cerco, quando quase toda a comunidade foi morta, inclusive Jacobina.

Em Santa Catarina, em 1842, surgiu o “monge” João Maria, que atraiu muitos simpatizantes, ao levar sementes aos agricultores, curar homens e animais. Em 1911, surgiu outro “beato” na região, de nome José Maria, dizendo-se irmão de João Maria. Na época, havia guerras políticas no interior de Santa Catarina e José Maria, prometendo paz, conseguiu reunir um grande número de fiéis, amedrontando os fazendeiros, que diziam que no Estado estava se formando um novo Canudos. Depois de várias campanhas militares, conhecida como “A Guerra do Contestado”, o movimento foi desbaratado em 1916.

Em 1947, surgiu um movimento messiânico urbano, no Rio de Janeiro, o Movimento Yokaanam. Em 1960, o Yokaanam adquiriu uma fazenda em Luziânia, a 70 km de Brasília, onde instalou a Fraternidade Eclética Espiritualista Universal – uma comunidade agrária.

Ao lado do messianismo de tempero sebastianista, existe o messianismo que integra outros elementos, como a lenda de Carlos Magno e dos Doze Pares de França – o que ocorreu em Santa Catarina com o “monge” João Maria. Além do aspecto religioso, há também o aspecto político e social relacionado ao messianismo, como o pregado pelo comunismo, que pretendia (ou pretende ainda) formar um “paraíso terrestre” para uma “comunidade universal”.

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Guerra do Contestado

João Maria de Agostini ou “Agostinho” foi o primeiro dos três monges messiânicos que fizeram pregação em Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná. Ele era italiano, nasceu no Piemonte (1801), passou pelo Pará, Rio de Janeiro, Sorocaba, deslocando-se depois para o Sul do Brasil, construindo capelas e erguendo cruzes ao longo de sua passagem.

João Maria de Jesus foi o segundo andarilho religioso que surgiu no Sul. Disse ele: “Eu nasci no mar, criei-me em Buenos Aires e faz onze anos que tive um sonho” (“João Maria – Interpretação da Campanha do Contestado”, de Oswaldo R. Cabral, Companhia Editora Nacional, São Paulo, 1960, pg. 155). Frei Rogério Neuhaus conheceu bem esse beato (Vide “Frei Rogério Neuhaus”, do Frei Pedro Sinzig, Ed. Vozes, Petrópolis, 2ª edição). Este monge profetizou a guerra que iria ocorrer anos mais tarde.

O último dos monges, José Maria de Santo Agostinho, cujo nome verdadeiro era Miguel Lucena de Boaventura, era um soldado foragido do Exército (segundo uma versão) ou da Força Policial do Paraná (segundo outra versão).

“Como ex-militar, organizou então os acampamentos, aos quais denominou de ‘Quadros Santos’, entregando aos adeptos que julgou mais capazes não só o comando como ainda a direção das rezas e da forma. Para a sua guarda especial, cercado da qual se apresentava, soberbo e importante, ante as turbas que o aclamavam, reuniu uma curiosa escolta de 24 sertanejos, aos quais chamou de ‘os Pares de França’.

As simpatias, segundo dizem, eram em sua maioria dirigidas para o regime monárquico, imperando uma certa forma deturpada de saudosismo nas pregações. Corriam, de boca em boca, as aventuras guerreiras, hauridas na ‘História de Carlos Magno’ ” (CABRAL, op. cit., pg. 180-1).

José Maria comandou os colonos fanáticos contra uma tropa do Paraná, nos Campos do Irani, região onde hoje se situa a vila de Irani e a “cidade da Sadia”, Concórdia, dando início a Guerra do Contestado no dia 22 de outubro de 1912. Na ocasião, morreram tanto o monge como o coronel do Exército, João Gualberto Gomes de Sá, chefe da tropa paranaense.

Muitos foram os herdeiros de José Maria, que se dispuseram a vingar o sangue do monge e dos companheiros derramados em Irani. A campanha militar dos “fanáticos” foi uma guerra de guerrilha, com os “redutos” (Quadros Santos) mudando continuamente de lugar (principalmente na região de Videira e Caçador), desgastando as forças policiais e, inclusive, o Exército, que chegou a empregar pela primeira vez aviões em combate, para reconhecimento aéreo. Os rebeldes atacavam continuamente as localidades de Canoinhas, Papanduva (que chegou a ser tomada), Itaiópolis, Calmon, a estação ferroviária de São João. Curitibanos foi parcialmente destruída em 26 de setembro de 1914.

O maior reduto foi Santa Maria, chefiado por Aleixo Gonçalves, que se situava na atual região de Caçador, cidade que abriga o importante Museu do Contestado. Santa Maria foi destruída pela artilharia do general do Exército, Fernando Setembrino de Carvalho, comandante geral das operações, no dia 2 de abril de 1915, quando Adeodato Manuel Ramos conseguiu fugir para organizar a Cidade Santa de São Pedro, onde reuniu 4.000 pessoas. Esse reduto foi destruído no dia 17 de dezembro de 1915. Alemãozinho, Bonifácio Papudo, Carneirinho foram alguns dos líderes revoltosos, porém o mais célebre dos herdeiros do monge foi Adeodato, cuja epopéia pode ser vista no filme do catarinense Sílvio Back, “A Guerra dos Pelados”.

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Atualmente, o “beato” José Rainha Júnior, líder do MST, pretende criar uma “Nova Canudos” na região do Pontal do Paranapanema. Seria mais um movimento milenarista, neste início do terceiro milênio? Parece que sim: “beatos”, há vários, além do próprio Rainha, revezando-se em sua apresentação à mídia; “quadros santos” se multiplicam Brasil a fora (bantustões ou sovietes do messetê, apresentados na mídia como “acampamentos”), aumentando cada dia mais o contingente de caboclos, iludidos por falsas promessas de falsos joões e josés marias.


(*) Félix Maier nasceu em Luzerna, SC, em cuja região ocorreram os episódios do Contestado.


quarta-feira, 8 de setembro de 2021

Bolsonaro provou que ainda é gigantesco - Felix Maier

Presidente Jair Messias Bolsonaro
Discurso em Brasília, 7/9/2021


Bolsonaro provou que ainda é gigantesco

Felix Maier
Bolsonaro provou que ainda tem uma força extraordinária, levando milhões de apoiadores às ruas no dia 7 de setembro de 2021, comprovada na hashtag #Dia7VaiSerGigantesco. De fato, #Dia7FoiGigantesco. Multidões que a Mídia Antifa qualificou de realizarem "atos antidemocráticos", como a #GloboLixo e a #CNNGarbagge, enquanto taxava de democráticas as manifestações pró-Lula, com cartazes pregando a "ditadura do proletariado". Vai ser muito difícil os institutos de pesquisa insistirem que Luladrão está à frente nas pesquisas, assim como será difícil os deputados aprovarem o impeachment de Bolsonaro. A "voz rouca das ruas" é sempre ouvida por políticos com interesses imediatistas, e essas vozes de 7 de setembro foram gritos agudos de quem não aguenta mais ver tanta patifaria. Infelizmente, Bolsonaro perdeu a oportunidade de fazer um discurso de estadista, tanto em Brasília, quanto em São Paulo, mostrando empatia com a multidão que sofre com a pandemia, com mortes nas famílias, fome, inflação e redução de renda. Preferiu jogar confete para a platéia e partir para o confronto direto com o Supremo Talibã Federal (STF), prometendo fazer coisas que não poderá cumprir, como não acatar decisão judicial emitida pelo ministro Alexandre de Moraes, como prometeu, o que configuraria crime de responsabilidade. Todos sabem que a atual Corte Suprema tem "7 líderes do PT", 4 indicados por Lula e 3 por Dilma, que, juntamente com os outros ministros, cometem toda sorte de arbitrariedades, como empastelar decisões do Presidente Bolsonaro via partidos da esquerda radical - PT, PDT, PCdoB, PSol e outros genéricos do PT - e perseguir e prender apoiadores do Presidente, com a tese esfarrapada de que propagam fake news e ameaçam fisicamente os ministros. Sem falar na suprema patifaria de terem livrado a cara do maior ladravaz da História do Brasil, para que se eleja de novo Presidente do Brasil. Como reagir a isso? Entendo as reações intempestivas de Bolsonaro e suas fanfarronices frente a essas patifarias do Supremo Talibã, assim como entendo a agonia de milhões de brasileiros que foram às ruas neste 7 de setembro para clamar por mudanças urgentes. Mas, como atender o clamor da população? Decretar Estado de Sítio, na marra, sem aprovação do Congresso Nacional, destituindo ministros do STF, e sofrer boicote internacional, desgraçando ainda mais o País com possível guerra civil? Qual será o próximo movimento desse xadrez letal que Bolsonaro está jogando com a morte, como visto no filme "O Sétimo Selo", de Ingmar Bergman? *** P. S.: Consegui emplacar uma hashtag: #Dia7FoiGigantesco

sexta-feira, 3 de setembro de 2021

O ouro de Lula - Por Jose Mauricio de Barcellos


O ouro de Lula

Jose Mauricio de Barcellos

 

Ainda me recordo de um vídeo, que há alguns anos transitou pela rede mundial de computadores e no qual assisti ao indomável filósofo Olavo de Carvalho perguntar em público, referindo-se às três décadas de roubalheira dos vermelhos, se naquela altura dos acontecimentos havia ainda algum ingênuo cidadão que pudesse acreditar que Lula – o ladrão – e sua gente tivessem roubado mais de 1 trilhão e 500 bilhões do Brasil só para dar para suas as amantes; para comprar ternos “Armani’s” na Europa; para comer pato numerado no “Tour d’Argent” em Paris; para andar de jatinho particular ou para viver como um nababo deslumbrado, de má origem?

Claro que não! Exclamava o grande intelectual. Dizia ele que o motivo do roubo era, em si, infinitamente maior e mais perverso do que o próprio roubo do dinheiro público. Tudo que aqueles patifes fizeram foi visando a implantar o comunismo, a sustentar as “narcos-ditaduras” na “América Latrina” e para expandi-las por todo Sul do Continente, de forma absoluta e implacável.

Também assisti a um antigo vídeo, que circulou pelas redes sociais, em que aparece o odiado Ministro do STF, Gilmar Mendes, aí por volta do final do governo Temer, fazendo campanha política para a quadrilha do PSDB liderada pelo finório FHC e pelos moleques Aécio e Serra igualmente, em que o Mandarim afirmava, categoricamente, que o PT havia roubado o suficiente ou muito mais do que se podia imaginar para se manter poder até 2038.

Pois bem, para onde foi esta grana toda? É evidente que a insignificância apreendida pela Justiça ou devolvida por aquela gente que a “Nova Ordem Brasileira” colocou para fora do Planalto não representa nada em relação ao total surrupiado e que esta se encontra muito bem guardada à disposição da petralhada e de seus agentes do mal, que circundam as hostes do “Ogro Duplamente Condenado”.

É justamente esta fortuna incalculável – cujas senhas ou sofisticados e indecifráveis esquemas de liberação do dinheiro escondido, aqui e no exterior, se encontram em poder do tal facínora-que com ela pagou seu “Alvará de Soltura”, isto é, pagou a libertação do maior criminoso da vida pública no Brasil de todos os tempos – exatamente para que pudesse continuar fazendo a máquina da esquerda delinquente funcionar.

Percebam como depois da saída do bruto do xilindró a “esquerdalha” voltou a circular mais; como ressuscitaram os falidos e desmoralizados institutos de pesquisa de opinião de propriedade do PT; como se intensificaram os “movimentos pão com mortadela” bancados pelos chupa-sangues sindicatos de classe; como se passou a fornir as algibeiras dos terroristas “Blak-Blocs” e “ANTIFAS”; como o MST voltou a aparecer; como se passou a garantir e a propagar os ataques do bandidaço Zé Dirceu contra a democracia; como estão sendo vandalizadas as sedes de partidos políticos que apoiam o governo central e muito mais.

Para que se possa dimensionar a força da grana sob o controle de Lula para ser posta a serviço do Foro de São Paulo e de outras entidades terroristas do Continente Americano, basta que não esqueçamos como aquele vagabundo, embora encarcerado na Polícia Federal, no Paraná, comprou o serviço de desprezíveis sites internacionais – como “The Intercept” da bichoca Greenwald – que abriu caminho para ajudar a canalha na desmoralização da grande Operação Lava Jato que antes o havia trancafiado e, segundo se sabe, para também custear sozinho, a peso de ouro, a chegada ao poder de Alberto Fernandes na Argentina, o tal comunista safado que vem desgraçando a vida dos “hermanos” e que antes veio ao Brasil especialmente para pedir dinheiro ao condenado.

Lula está solto porque a grande maioria dos vermelhos depende da dinheirama que roubou para continuar existindo e operando posto que, para aquela gente, secaram as tetas públicas que a alimentava e agora, na porta do erário tem um intransigente patriota empunhando uma “doze” de arrepiar, desde janeiro de 2019.

Sabe-se lá quanto o “bandidão” nos dias de agora está derramando para comprar os parlamentares que votaram contra a PEC do voto “auditável” e quanto de propina está pagando à turma do STF e do STE para impedir, de qualquer forma, que se tenham eleições limpas e democráticas no País, em 2022, o que sepulta, em definitivo, a pretensão do criminoso de voltar ao poder.

Os crimes de lesa Pátria foram tantos nestas três últimas décadas, que não só a quadrilha petista comandada e dirigida com mão de ferro por Lula, mas também outras facções conseguiram amealhar muita coisa, porém nada que se compare com o “Ouro de Lula” que, a uma lhe garante a vida contra a sanha criminosa de outros como ele que disputam o poder e, em segundo lugar, permite que Lula mantenha debaixo de seus pés e a reboque de suas pretensões os cachorrinhos da chamada 3ª via, que vão desde os Ciros da vida aos Amoedos ou aos MBL’s pilotados por um “porcariazinha” de olhos rasgados e por outros cretinos do mesmo naipe.

Caso Lula ainda estivesse preso, não estariam ocorrendo tantas tentativas de impedir o movimento verdadeiramente revolucionário de 07 de setembro próximo, todas irrigadas com a grana do petista, tal como nesta semana que permitiu o traidor da Pátria, Zé Dirceu, convocar sua militância raivosa para ir às ruas enfrentar os patriotas no dia da “Nova Independência do Brasil”. O tal ex-guerrilheiro incompetente e agente cubano fracassado da luta urbana já chamou sua escumalha, mas é a “bufunfa” do Chefão que sustenta os custos e o faz com muita folga.

Do tesouro vermelho guardado a sete chaves por Lula também provém, por vias transversas, o dinheiro com o qual serão aquinhoados os agentes públicos, no judiciário e no legislativo, como o atual Presidente do Senado, senador Rodrigo Pacheco – o “pachequim” das ações milionárias na Suprema Corte – que não se pejou em apunhalar o povo das ruas que clama pelo impeachment de todos os Mandarins do STF por despudorada afronta à Constituição Federal, e tudo para se cacifar junto à corja do mal.

Enquanto Lula viver terá seu ouro espúrio para gastar em troca da volta ao poder e, como está se vendo claramente depois que foi libertado, está sabendo bem administrá-lo em prol de seus propósitos criminosos tanto que, mesmo odiado por onde passa às escondidas do povão, ainda consegue com muito dinheiro dado aos vassalos da mídia dos Barões Marinhos, que eles divulguem sua atuação pífia e insignificante, como se fosse a de um grande líder popular.

De uma coisa tenho muita convicção. Se essa vermelhada tivesse roubado tanto assim em um país comunista – justos aqueles que tanto defendem, como Cuba ou Venezuela – não estaria viva para contar sua história; não mais teria um tostão no bolso e as suas propriedades há muito que teriam sido confiscadas pelo partidão dominante. Aqui ainda estão livres, soltos e tranquilos, pensando em roubar mais e mais ou tramando, no dia a dia, contra a vida do Presidente eleito. Tudo bem, a gente se vê em 07 de setembro deste ano.


Jose Mauricio de Barcellos ex-Consultor Jurídico da CPRM-MME é advogado. E-mail: bppconsultores@uol.com.br