MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964
Avião que passou no dia 31 de março de 2014 pela orla carioca, com a seguinte mensagem: "PARABÉNS MILITARES: 31/MARÇO/64. GRAÇAS A VOCÊS, O BRASIL NÃO É CUBA." Clique na imagem para abrir MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

As intervenções armadas lideradas por Cuba na América Latina - Por Ángel Bermúdez

 

As intervenções armadas lideradas por Cuba na América Latina

  • Ángel Bermúdez (@angelbermudez)
  • Da BBC News Mundo
Fidel Castro ao lado de Che Guevara
Legenda da foto,

Fidel Castro e Ernesto 'Che' Guevara tentaram exportar a revolução para outros países da América Latina

Há 60 anos, cerca de 90 homens armados desembarcaram de um iate em uma praia do Caribe. Quase todos cubanos, usando uniformes militares e dispostos a derrubar o governo local.

O enredo soa parecido com o da expedição do iate Granma a Cuba, liderada por Fidel Castro e episódio importante da Revolução Cubana - mas não é.

A cena corresponde a uma invasão do Panamá que ocorreu em abril de 1959 e foi a primeira de uma dezena de intervenções armadas promovidas por Cuba na América Latina, desde o triunfo da revolução liderada por Fidel em 1º de janeiro daquele mesmo ano.

Nas últimas semanas, a questão da interferência militar cubana na região entrou fortemente no debate internacional sobre a crise política na Venezuela. 

Em um discurso no mês passado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chamou o presidente venezuelano Nicolás Maduro de "fantoche cubano" e afirmou que é "controlado pelos militares de Cuba e protegido por um exército privado de soldados cubano".

Essa é uma denúncia feita há anos na Venezuela.

Rocío San Miguel, presidente da ONG venezuelana Control Ciudadano, disse à BBC News Mundo (serviço em espanhol da BBC) que "Cuba interveio na reestruturação da Força Armada Nacional Bolivariana e que nos quartéis da Venezuela há uma presença permanente de militares cubanos".

No entanto, Havana nega qualquer interferência militar na Venezuela e defende seu apoio a Maduro como um gesto de solidariedade.

Fidel Castro ao lado de Hugo Chávez
Legenda da foto,

Cuba e Venezuela se tornaram aliados após a chegada ao poder de Hugo Chávez

A imprensa oficial da ilha afirma que a grande maioria dos 23 mil cubanos presentes na Venezuela são trabalhadores do setor da saúde.

O jornal oficial do Partido Comunista cubano, Granma, afirmou em um artigo recente que na Venezuela não há agentes cubanos nem soldados.

É um "exército de batas brancas", disse ele, referindo-se a médicos que compõem a maior parte das missões sociais cubanas que, segundo afirmam, também incluem professores, treinadores esportivos, jornalistas e assessores científicos e industriais, entre outros.

Desde o início da Revolução Cubana, uma das marcas da política externa do regime tem sido "exportar o socialismo".

Alinhados com a União Soviética durante a Guerra Fria, os cubanos têm uma história de apoio a governos e atores políticos ideologicamente relacionados a eles.

Fizeram isso por meio do envio de médicos, mas também fornecendo assessoria técnica e apoio logístico no campo militar.

Entre 1975 e 1989, por exemplo, Cuba enviou soldados para a guerra em Angola (embora o conflito tenha durado até 2002) e, mais recentemente, médicos para o programa venezuelano Barrio Adentro e para o brasileiro Mais Médicos.

No campo militar, veja a seguir quais foram as principais ações cubanas na América Latina:

Panamá

O iate com os homens responsáveis ​​por executar a invasão do Panamá partiu em 19 de abril de 1959 do porto cubano de Batabanó. A expedição havia sido promovida por Roberto Arias, sobrinho do ex-presidente Arnulfo Arias, que ganhou o apoio de Fidel Castro.

Ernesto de la Guardia
Legenda da foto,

O presidente do Panamá, Ernesto de la Guardia, denunciou a invasão cubana perante a OEA

Embora os invasores tenham conseguido tomar o porto colonial de Nombre de Dios, a denúncia do presidente Ernesto de la Guardia junto à OEA e a mobilização em massa de forças panamenhas, americanas e guatemaltecas levaram à rendição dos invasores.

Fidel Castro, que estava visitando os Estados Unidos, tentou se desvincular do episódio e descreveu a operação como "vergonhosa, inoportuna e injustificada". Ernesto "Che" Guevara, por sua vez, pontuou que Cuba exportou ideias revolucionárias, mas não a revolução em si.

Fidel Castro
Legenda da foto,

Fidel Castro estava nos EUA quando a invasão do Panamá ocorreu e tentou se dissociar do episódio

Havana ofereceu garantias ao Panamá de que um ataque similar não seria permitido e repatriou os presos cubanos, para que supostamente estivessem sujeitos a julgamento em um tribunal militar. Um mês depois, contudo, todos estavam em liberdade.

"O erro dessa operação foi de que a maior parte dos guerrilheiros era de cubanos, por isso não tiveram apoio local ao chegarem lá. Eram invasores estrangeiros. A partir daí, Cuba mudou a estratégia e usou mais combatentes locais", disse à BBC News Mundo Jonathan Brown, professor de História Latino-Americana na Universidade do Texas e autor do livro O Mundo Revolucionário de Cuba, sobre como a ilha tentou exportar a revolução para outros países por intermédio de insurreição armada.

Nicarágua

Menos de dois meses depois do fiasco do Panamá, em junho de 1959, uma expedição de cerca de 60 homens armados que partiram de Cuba desembarcou na costa caribenha de Honduras.

Durante algumas semanas, eles acamparam no local esperando para avançar rumo a seu verdadeiro objetivo: a Nicarágua, do outro lado da fronteira.

Luis Somoza Debayle
Legenda da foto,

Luis Somoza Debayle foi o alvo da expedição que desembarcou em Honduras para tentar entrar na Nicarágua

Os expedicionários eram em sua maioria exilados nicaraguenses, acompanhados por guerrilheiros cubanos e guatemaltecos, que procuravam destituir o presidente Luis Somoza Debayle.

O governo de Honduras enviou soldados para a área, e um ataque surpresa casou a morte de 6 guerrilheiros, feriu 15 e prendeu o resto. "Não foi uma batalha, foi um massacre", lamentou Carlos Fonseca, um nicaraguense ferido.

Vários dos sobreviventes retornaram a Cuba, onde continuaram recebendo treinamento militar e se reagruparam com outros exilados nicaraguenses.

"Eles se tornaram os sandinistas, Fidel os continuou apoiando e, no final, seus esforços foram recompensados duas décadas depois", disse Brown, referindo-se ao triunfo da revolução nicaraguense em 1979.

República Dominicana

Em 14 de Junho de 1959, uma força de cerca de 60 homens - dominicanos e cubanos - decolou do leste de Cuba em um avião C-46 pintado com as cores da Força Aérea Dominicana. A aeronave pousou no aeroporto de Constanza, no interior do país - onde tomaram, de surpresa, um quartel.

Exilados dominicanos esperando Fidel
Legenda da foto,

Após o triunfo da revolução em Cuba, alguns grupos de exilados dominicanos esperavam que Fidel Castro os ajudasse a derrubar Trujillo

O avião imediatamente retornou a Cuba, onde Camilo Cienfuegos - que tinha sido encarregado da operação - ordenou a "prisão" do piloto venezuelano e, em seguida, negou a participação da ilha no evento.

Em paralelo, três navios transportaram cerca de 150 guerrilheiros armados para um local perto de Puerto Plata. Esses veículos, no entanto, chegaram com três dias de atraso na República Dominicana, o que permitiu ao governo de Rafael Leonidas Trujillo se colocar em alerta para o risco de emboscadas.

"A força que buscava instigar uma rebelião armada no país tinha sido completamente eliminada, todos os seus participantes morreram", anunciou em 23 de junho o porta-voz do governo dominicano.

Na verdade, alguns expedicionários sobreviveram, incluindo o comandante cubano Delio Gómez Ochoa, que foi capaz de retornar à sua terra natal depois que Trujillo foi assassinado, em 1961.

Segundo Brown explicou à BBC News Mundo, "em 1959 havia apenas quatro ditaduras na América Latina", dos três das quais no Caribe e alvo de Fidel Castro, que desejava eliminá-las porque "queria criar um mundo seguro para a revolução".

O caso de Trujillo foi especialmente preocupante para Havana.

"Ele estava dando ajuda e abrigo para ex-oficiais do extinto exército de Batista, conspirando para voltar ao poder em Cuba", disse o especialista.

Haiti

Em agosto de 1959, um grupo de cerca de 30 homens armados - majoritariamente cubanos e haitianos, com dois venezuelanos - partiu de Baracoa, na costa oriental de Cuba, rumo ao Haiti, a fim de derrubar do governo de François "Papa Doc" Duvalier.

François "Papa Doc" Duvalier
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As forças do governo de François 'Papa Doc' Duvalier reprimiram a invasão

Os voluntários haitianos haviam recebido três meses de treinamento em uma base fora de Havana.

A expedição contava com organização de uma coluna pelo exército haitiano que nunca se materializou, segundo o historiador cubano John F. Benemelis em seu livro As Guerras Secretas de Fidel Castro.

"A reação militar haitiana, liderada pelo general Mercerón, foi de total apoio a Duvalier", escreve Benemelis.

O resultado foi a aniquilação de praticamente todos os invasores, com algumas exceções, como quatro adolescentes cubanos que foram capturados, interrogados e deportados.

Argentina

Se as invasões da Nicarágua, República Dominicana e Haiti poderiam ser vistas como operações que buscavam eliminar adversários perigosos no entorno de Cuba, Brown acredita que as intervenções militares em outros países latino-americanos tinham outra função.

"Cuba logo se vingou de todos os governos da América Latina que não a reconheceram, assim como aqueles que se juntaram ao boicote dos EUA. Fidel Castro trouxe jovens de esquerda de outros países para a ilha, ofereceu-lhes treinamento de guerrilha e, em seguida, enviou-os de volta. Foi assim que ele continuou a intervir na região", explica o especialista.

Ernesto "Che" Guevara
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Che Guevara planejou a operação de guerrilha na Argentina

Um desses casos foi a Argentina. Em 1962, Che Guevara planejou estabelecer uma guerrilha rural na província de Salta, no norte do país. À frente da operação, colocou Jorge Ricardo Masetti, um jornalista argentino que o acompanhava desde a época da luta na Sierra Maestra.

Em junho de 1963, Masetti liderou um grupo de cinco homens armados - quatro argentinos e um cubano - que entraram em Salta pela Bolívia. Um deles viajou para Buenos Aires e Córdoba para recrutar cerca de 30 homens adicionais entre os argentinos de extrema esquerda.

Em um comunicado enviado à imprensa de Buenos Aires, Masetti anunciou a existência de seu grupo e a intenção de libertar a Argentina do imperialismo internacional, mas não houve reação.

Em fevereiro de 1964, as autoridades de Salta receberam informações sobre a presença de homens suspeitos em uma área remota, o que levou a uma série de operações que culminaram com a apreensão de todas as armas, munições e comida do acampamento dos guerrilheiros.

Os homens de Masetti passaram um mês vagando pela floresta em busca de alimento e abrigo.

No final, três morreram de fome, três perderam a vida em confrontos com as autoridades e 13 foram presos sem praticamente oferecer resistência, enquanto Masetti entrou na selva e desapareceu sem deixar vestígio.

Venezuela

O desembarque, em maio 1967, de um grupo de guerrilheiros de Cuba perto da praia Machurucuto, no leste da Venezuela, revelou os esforços cubanos de intervenção armada no país.

Soldados em Machurucuto
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Desembarque de guerrilheiros revelou os esforços cubanos de intervenção armada na Venezuela

Héctor Pérez Marcano, um dos protagonistas dessa operação, disse à BBC que ela foi idealizada e diretamente supervisionada por Fidel Castro, que lhes deu todo o apoio.

Pérez Marcano fazia parte de um grupo de militantes do Movimento de Esquerda Revolucionária Venezuelana (MIR) que viajaram a Cuba para receberem treinamento de guerrilheiros e depois voltarem para fazer a revolução em seu país.

De acordo com seu relato, o plano original era pousar com oito combatentes - quatro venezuelanos e quatro cubanos - que atuariam em uma área montanhosa cerca de 160 km a leste de Caracas.

Jornal cita morte de cubanos presos e um morto
Legenda da foto,

A imprensa venezuelana deu grandes manchetes para o evento

No entanto, a captura de três tripulantes cubanos da lancha que os levaria à costa expôs a expedição.

A situação resultou na ruptura das relações diplomáticas entre Caracas e Havana.

O episódio conhecido como "o Incidente de Machurucuto", porém, não foi a primeira ou a maior operação desse tipo executada por influência de Fidel na Venezuela.

Um ano antes, houve uma expedição maior, que tinha transportado um grupo de guerrilheiros do Partido Comunista da Venezuela formado em Cuba por combatentes da ilha, incluindo Arnaldo Ochoa Sanchez, que, anos depois de chegar ao posto de general, foi fuzilado na ilha ao ser condenado em um julgamento polêmico por tráfico de drogas.

Peru

Nos primeiros anos da década de 1960, cerca de 200 jovens esquerdistas peruanos receberam treinamento de guerrilha em Cuba.

Segundo apontado por Brown em seu livro, o maior grupo correspondia aos militantes do Movimento da Esquerda Revolucionária (MIR), um grupo de desertores das fileiras da Aliança Popular Revolucionária Americana (Apra). Havia também outro formado por dissidentes do Partido Comunista do Peru, que escolheram ser chamados de Exército de Libertação Nacional.

Fernando Belaúnde montado em cavalo
Legenda da foto,

Governo do presidente Fernando Belaúnde reprimiu violentamente grupos insurgentes no Peru

Muitos desses homens retornaram ao Peru, onde ambos os grupos entraram em ação separadamente em 1965, realizando ataques em várias partes do país.

O governo do presidente Fernando Belaúnde respondeu de forma contundente. As autoridades conseguiram sufocar os primeiros focos de insurgência em um ano, chegando a declarar que a missão de dar fim à guerrilha estava cumprida.

"Uma vez que eles perceberam que havia guerrilheiros em áreas rurais, passaram a persegui-los com toda a força. Muitos dos militares da América Latina haviam aprendido com o que aconteceu na revolução cubana e não iriam ignorar a presença de grupos armados no país (por menores que fossem). Foi o que Batista fez em Cuba na década anterior: ele ignorou os guerrilheiros na Sierra Maestra até que fosse tarde demais", diz Brown.

Guatemala

"A Guatemala foi um dos projetos onde a maioria (dos militantes) rapidamente se juntou a Fidel e Che Guevara desde o início, especialmente porque o país havia concedido bases de treinamento para os exilados cubanos que participaram da frustrada invasão da Baía dos Porcos", diz John F. Benemelis em seu livro.

No entanto, de acordo com o autor, mesmo antes desse episódio Che Guevara tinha feito um pacto secreto com o presidente guatemalteco Jacobo Arbenz - derrubado por um golpe apoiado pelos Estados Unidos - para restituí-lo ao poder.

Raúl Castro e Jacobo Arbenz
Legenda da foto,

Raúl Castro ao lado do presidente deposto da Guatemala Jacobo Arbenz durante um ato em Havana em 1960

Em 3 de outubro de 1960, o governo do presidente Miguel Ydígoras Fuentes emitiu um comunicado no qual relatou que a Força Aérea havia atacado uma embarcação cubana que aparentemente tentava desembarcar com armas na costa atlântica do país.

Cerca de três semanas depois, o governo denunciou um plano para invadir o país pela fronteira com Honduras.

A informação oficial era de que a operação seria realizada por uma força de cerca de 200 homens liderados por Augusto Charnaud MacDonald, ex-ministro do Interior de Arbenz, que havia sido visto pela última vez em Havana.

No mês seguinte, ocorreu uma revolta militar nas cidades de Zacapa e Puerto Barrios, na qual participou o tenente Marco Yon Sosa, que mantinha contatos com Cuba e depois se tornou comandante de guerrilha.

Conforme relata Benemelis, aviões da Força Aérea cubana abasteciam os rebeldes, enquanto em Honduras havia sido descoberta uma coluna de homens armados liderados por funcionários cubanos que buscavam apoiar os rebeldes.

A revolta foi sufocada pelo governo guatemalteco, que exigiu que a OEA tomasse medidas contra Cuba.

Colômbia

A influência e o apoio de Cuba estão na origem do Exército de Libertação Nacional (ELN) da Colômbia.

A primeira semente deste grupo foi a "Brigada José Antonio Galán", criada em Cuba por seis jovens estudantes colombianos que viajaram a Havana com bolsas do governo cubano.

Dois anos depois, em 1964, com apenas 18 guerrilheiros, foi criado o ELN, cujas fileiras logo seriam engrossadas por vários padres católicos seguidores da Teologia da Libertação.

Soldado do ELN
Legenda da foto,

O Exército Colombiano de Libertação Nacional foi criado por um grupo de estudantes treinados em Cuba

No entanto, segundo Brown, quando o ELN foi lançado, tornou-se um movimento independente da tutela de Havana. Isso, no entanto, não exclui a hipótese de que eles tenham recebido apoio material do regime de Fidel.

Na Conferência da Organização Latino-Americana de Solidariedade, realizada em Havana em agosto de 1967, representantes do ELN receberam a promessa de remessa de armas por Cuba suficientes para armar os 500 camponeses que haviam se organizado no leste da Colômbia.

Décadas depois, houve ainda outro episódio.

Em março de 1981, o governo do então presidente colombiano Julio Cesar Turbay anunciou que seu país rompia relações com Cuba, acusando o governo da ilha caribenha de apoiar o desembarque de armas e de combatentes do movimento guerrilheiro M-19 na costa da Colômbia, no departamento de Chocó. Cuba negou na época as acusações da Colômbia.

O pouso foi um fracasso, o exército colombiano interceptou os combatentes na área de selva de Chocó pouco depois de chegarem à costa.

El Salvador

A oportunidade para a intervenção militar de Cuba em El Salvador surgiu com o triunfo dos sandinistas na Nicarágua em 1979.

No entanto, de acordo com Brown, isso não se traduziu na presença de militares cubanos no país, mas sim em uma grande quantidade de apoio em material e assessoria técnica.

Guerrilheiros de El Salvador
Legenda da foto,

EUA afirmaram que Cuba foi fundamental para promover a unificação dos guerrilheiros salvadorenhos

Um relatório do Departamento de Estado dos EUA de 1981 atribuía a Fidel Castro e ao governo cubano um papel central na promoção da unificação dos grupos guerrilheiros salvadorenhos - cujos líderes haviam se reunido em Havana em maio de 1980 -, bem como a entrega secreta de quase 200 toneladas de armas que serviriam para preparar a "ofensiva geral" lançada por esses grupos em janeiro de 1981.

De mal armados e mal coordenados até setembro de 1980, de acordo com o governo americano, os guerrilheiros salvadorenhos passaram a contar com impressionante arsenal de armas modernas em janeiro de 1981, quando a ofensiva foi lançada.

Nos anos 2000, durante a 10ª Cúpula Ibero-Americana no Panamá, o então presidente de El Salvador, Francisco Flores, culpou Castro pela morte de milhares de salvadorenhos durante a guerra civil em seu país, que se estendeu de 1980 a 1992.

Fidel, em tom beligerante, respondeu que condenava os crimes e se dissociou das acusações.

Bolívia

A Bolívia foi o país escolhido por Che Guevara para provar sua tese de que não havia necessidade de haver condições objetivas em um lugar para realizar a revolução, porque a própria guerrilha seria capaz de criar essas condições.

Com essa convicção, em 1966, ele viajou escondido para a Bolívia, acompanhado por cerca de 25 combatentes cubanos, para chefiar um centro de guerrilha no país.

Che ao lado de guerrilheiros
Legenda da foto,

Che Guevara quis abrir um novo foco guerrilheiro na Bolívia

Segundo Brown, esse foi o único caso em que a presença cubana foi tão importante desde a fracassada invasão do Panamá. O motivo, para ele, era o fato de que a operação era comandada por Che Guevara.

A iniciativa durou alguns meses. Depois de sucessos iniciais, os guerrilheiros se viam constantemente fugindo do exército boliviano, que parecia onipresente. Em outubro de 1967, quando Che foi capturado e executado, o grupo foi praticamente aniquilado.

No final da década, as intervenções cubanas na região diminuíram de intensidade.

De acordo com Brown, isso ocorreu não apenas por causa do fracasso das operações prévias, mas pela própria morte de Che Guevara, que era um dos principais promotores da ideia de levar a revolução ao restante da região, e pela oposição da União Soviética a esse tipo de estratégia.

"Moscou foi contra essas intervenções no resto da América Latina, que não se ajustavam à doutrina soviética sobre como o comunismo dominaria o mundo. Esses países sempre se opuseram a isso, embora Fidel continuasse a fazê-lo durante a década de 1960. No final, ele teve que perceber que não teria sucesso, e isso aconteceu depois da morte de Che", conclui Brown.

Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/internacional-47755548

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2021

A Hidden History of Evil (Uma História do Mal Escondida) - por Claire Berlinski

FROM THE MAGAZINE

A Hidden History of Evil

Why doesn’t anyone care about the unread Soviet archives?

Spring 2010 

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MARC RIBOUD/MAGNUM PHOTOS
Though Mikhail Gorbachev is lionized in the West, the untranslated archives suggest a much darker figure.

In the world’s collective consciousness, the word “Nazi” is synonymous with evil. It is widely understood that the Nazis’ ideology—nationalism, anti-Semitism, the autarkic ethnic state, the Führer principle—led directly to the furnaces of Auschwitz. It is not nearly as well understood that Communism led just as inexorably, everywhere on the globe where it was applied, to starvation, torture, and slave-labor camps. Nor is it widely acknowledged that Communism was responsible for the deaths of some 150 million human beings during the twentieth century. The world remains inexplicably indifferent and uncurious about the deadliest ideology in history.

For evidence of this indifference, consider the unread Soviet archives. Pavel Stroilov, a Russian exile in London, has on his computer 50,000 unpublished, untranslated, top-secret Kremlin documents, mostly dating from the close of the Cold War. He stole them in 2003 and fled Russia. Within living memory, they would have been worth millions to the CIA; they surely tell a story about Communism and its collapse that the world needs to know. Yet he can’t get anyone to house them in a reputable library, publish them, or fund their translation. In fact, he can’t get anyone to take much interest in them at all.

Then there’s Soviet dissident Vladimir Bukovsky, who once spent 12 years in the USSR’s prisons, labor camps, and psikhushkas—political psychiatric hospitals—after being convicted of copying anti-Soviet literature. He, too, possesses a massive collection of stolen and smuggled papers from the archives of the Central Committee of the Communist Party, which, as he writes, “contain the beginnings and the ends of all the tragedies of our bloodstained century.” These documents are available online at bukovsky-archives.net, but most are not translated. They are unorganized; there are no summaries; there is no search or index function. “I offer them free of charge to the most influential newspapers and journals in the world, but nobody wants to print them,” Bukovsky writes. “Editors shrug indifferently: So what? Who cares?”

The originals of most of Stroilov’s documents remain in the Kremlin archives, where, like most of the Soviet Union’s top-secret documents from the post-Stalin era, they remain classified. They include, Stroilov says, transcripts of nearly every conversation between Gorbachev and his foreign counterparts—hundreds of them, a near-complete diplomatic record of the era, available nowhere else. There are notes from the Politburo taken by Georgy Shakhnazarov, an aide of Gorbachev’s, and by Politburo member Vadim Medvedev. There is the diary of Anatoly Chernyaev—Gorbachev’s principal aide and deputy chief of the body formerly known as the Comintern—which dates from 1972 to the collapse of the regime. There are reports, dating from the 1960s, by Vadim Zagladin, deputy chief of the Central Committee’s International Department until 1987 and then Gorbachev’s advisor until 1991. Zagladin was both envoy and spy, charged with gathering secrets, spreading disinformation, and advancing Soviet influence.

When Gorbachev and his aides were ousted from the Kremlin, they took unauthorized copies of these documents with them. The documents were scanned and stored in the archives of the Gorbachev Foundation, one of the first independent think tanks in modern Russia, where a handful of friendly and vetted researchers were given limited access to them. Then, in 1999, the foundation opened a small part of the archive to independent researchers, including Stroilov. The key parts of the collection remained restricted; documents could be copied only with the written permission of the author, and Gorbachev refused to authorize any copies whatsoever. But there was a flaw in the foundation’s security, Stroilov explained to me. When things went wrong with the computers, as often they did, he was able to watch the network administrator typing the password that gave access to the foundation’s network. Slowly and secretly, Stroilov copied the archive and sent it to secure locations around the world.

When I first heard about Stroilov’s documents, I wondered if they were forgeries. But in 2006, having assessed the documents with the cooperation of prominent Soviet dissidents and Cold War spies, British judges concluded that Stroilov was credible and granted his asylum request. The Gorbachev Foundation itself has since acknowledged the documents’ authenticity.

Bukovsky’s story is similar. In 1992, President Boris Yeltsin’s government invited him to testify at the Constitutional Court of Russia in a case concerning the constitutionality of the Communist Party. The Russian State Archives granted Bukovsky access to its documents to prepare his testimony. Using a handheld scanner, he copied thousands of documents and smuggled them to the West.

The Russian state cannot sue Stroilov or Bukovsky for breach of copyright, since the material was created by the Communist Party and the Soviet Union, neither of which now exists. Had he remained in Russia, however, Stroilov believes that he could have been prosecuted for disclosure of state secrets or treason. The military historian Igor Sutyagin is now serving 15 years in a hard-labor camp for the crime of collecting newspaper clippings and other open-source materials and sending them to a British consulting firm. The danger that Stroilov and Bukovsky faced was real and grave; they both assumed, one imagines, that the world would take notice of what they had risked so much to acquire.

Stroilov claims that his documents “tell a completely new story about the end of the Cold War. The ‘commonly accepted’ version of history of that period consists of myths almost entirely. These documents are capable of ruining each of those myths.” Is this so? I couldn’t say. I don’t read Russian. Of Stroilov’s documents, I have seen only the few that have been translated into English. Certainly, they shouldn’t be taken at face value; they were, after all, written by Communists. But the possibility that Stroilov is right should surely compel keen curiosity.

For instance, the documents cast Gorbachev in a far darker light than the one in which he is generally regarded. In one document, he laughs with the Politburo about the USSR’s downing of Korean Airlines flight 007 in 1983—a crime that was not only monstrous but brought the world very near to nuclear Armageddon. These minutes from a Politburo meeting on October 4, 1989, are similarly disturbing:

Lukyanov reports that the real number of casualties on Tiananmen Square was 3,000.

Gorbachev: We must be realists. They, like us, have to defend themselves. Three thousands . . . So what?

And a transcript of Gorbachev’s conversation with Hans-Jochen Vogel, the leader of West Germany’s Social Democratic Party, shows Gorbachev defending Soviet troops’ April 9, 1989, massacre of peaceful protesters in Tbilisi.

Stroilov’s documents also contain transcripts of Gorbachev’s discussions with many Middle Eastern leaders. These suggest interesting connections between Soviet policy and contemporary trends in Russian foreign policy. Here is a fragment from a conversation reported to have taken place with Syrian president Hafez al-Assad on April 28, 1990:

H. ASSAD. To put pressure on Israel, Baghdad would need to get closer to Damascus, because Iraq has no common borders with Israel. . . .

M. S. GORBACHEV. I think so, too. . . .

H. ASSAD. Israel’s approach is different, because the Judaic religion itself states: the land of Israel spreads from Nile to Euphrates and its return is a divine predestination.

M. S. GORBACHEV. But this is racism, combined with Messianism!

H. ASSAD. This is the most dangerous form of racism.

One doesn’t need to be a fantasist to wonder whether these discussions might be relevant to our understanding of contemporary Russian policy in a region of some enduring strategic significance.

There are other ways in which the story that Stroilov’s and Bukovsky’s papers tell isn’t over. They suggest, for example, that the architects of the European integration project, as well as many of today’s senior leaders in the European Union, were far too close to the USSR for comfort. This raises important questions about the nature of contemporary Europe—questions that might be asked when Americans consider Europe as a model for social policy, or when they seek European diplomatic cooperation on key issues of national security.

According to Zagladin’s reports, for example, Kenneth Coates, who from 1989 to 1998 was a British member of the European Parliament, approached Zagladin on January 9, 1990, to discuss what amounted to a gradual merger of the European Parliament and the Supreme Soviet. Coates, says Zagladin, explained that “creating an infrastructure of cooperation between the two parliament[s] would help . . . to isolate the rightists in the European Parliament (and in Europe), those who are interested in the USSR’s collapse.” Coates served as chair of the European Parliament’s Subcommittee on Human Rights from 1992 to 1994. How did it come to pass that Europe was taking advice about human rights from a man who had apparently wished to “isolate” those interested in the USSR’s collapse and sought to extend Soviet influence in Europe?

Or consider a report on Francisco Fernández Ordóñez, who led Spain’s integration into the European Community as its foreign minister. On March 3, 1989, according to these documents, he explained to Gorbachev that “the success of perestroika means only one thing—the success of the socialist revolution in contemporary conditions. And that is exactly what the reactionaries don’t accept.” Eighteen months later, Ordóñez told Gorbachev: “I feel intellectual disgust when I have to read, for example, passages in the documents of ‘G7’ where the problems of democracy, freedom of human personality and ideology of market economy are set on the same level. As a socialist, I cannot accept such an equation.” Perhaps most shockingly, the Eastern European press has reported that Stroilov’s documents suggest that François Mitterrand was maneuvering with Gorbachev to ensure that Germany would unite as a neutral, socialist entity under a Franco-Soviet condominium.

Zagladin’s records also note that the former leader of the British Labour Party, Neil Kinnock, approached Gorbachev—unauthorized, while Kinnock was leader of the opposition—through a secret envoy to discuss the possibility of halting the United Kingdom’s Trident nuclear-missile program. The minutes of the meeting between Gorbachev and the envoy, MP Stuart Holland, read as follows:

In [Holland’s] opinion, Soviet Union should be very interested in liquidation of “Tridents” because, apart from other things, the West—meaning the US, Britain and France—would have a serious advantage over the Soviet Union after the completion of START treaty. That advantage will need to be eliminated. . . . At the same time Holland noted that, of course, we can seriously think about realisation of that idea only if the Labour comes to power. He said Thatcher . . . would never agree to any reduction of nuclear armaments.

Kinnock was vice president of the European Commission from 1999 to 2004, and his wife, Glenys, is now Britain’s minister for Europe. Gerard Batten, a member of the UK Independence Party, has noted the significance of the episode. “If the report given to Mr. Gorbachev is true, it means that Lord Kinnock approached one of Britain’s enemies in order to seek approval regarding his party’s defense policy and, had he been elected, Britain’s defense policy,” Batten said to the European Parliament in 2009. “If this report is true, then Lord Kinnock would be guilty of treason.”

Similarly, Baroness Catherine Ashton, who is now the European Union’s foreign minister, was treasurer of Britain’s Campaign for Nuclear Disarmament from 1980 to 1982. The papers offer evidence that this organization received “unidentified income” from the Soviet Union in the 1980s. Stroilov’s papers suggest as well that the government of the current Spanish EU commissioner for economic and monetary affairs, Joaquín Almunia, enthusiastically supported the Soviet project of gradually unifying Germany and Europe into a socialist “common European home” and strongly opposed the independence of the Baltic states and then of Ukraine.

Perhaps it doesn’t surprise you to read that prominent European politicians held these views. But why doesn’t it? It is impossible to imagine that figures who had enjoyed such close ties to the Nazi Party—or, for that matter, to the Ku Klux Klan or to South Africa’s apartheid regime—would enjoy top positions in Europe today. The rules are different, apparently, for Communist fellow travelers. “We now have the EU unelected socialist party running Europe,” Stroilov said to me. “Bet the KGB can’t believe it.”

And what of Zagladin’s description of his dealings with our own current vice president in 1979?

Unofficially, [Senator Joseph] Biden and [Senator Richard] Lugar said that, in the end of the day, they were not so much concerned with having a problem of this or that citizen solved as with showing to the American public that they do care for “human rights.” . . . In other words, the collocutors directly admitted that what is happening is a kind of a show, that they absolutely do not care for the fate of most so-called dissidents.

Remarkably, the world has shown little interest in the unread Soviet archives. That paragraph about Biden is a good example. Stroilov and Bukovsky coauthored a piece about it for the online magazine FrontPage on October 10, 2008; it passed without remark. Americans considered the episode so uninteresting that even Biden’s political opponents didn’t try to turn it into political capital. Imagine, if you can, what it must feel like to have spent the prime of your life in a Soviet psychiatric hospital, to know that Joe Biden is now vice president of the United States, and to know that no one gives a damn.

Bukovsky’s book about the story that these documents tell, Jugement à Moscou, has been published in French, Russian, and a few other Slavic languages, but not in English. Random House bought the manuscript and, in Bukovsky’s words, tried “to force me to rewrite the whole book from the liberal left political perspective.” Bukovsky replied that “due to certain peculiarities of my biography I am allergic to political censorship.” The contract was canceled, the book was never published in English, and no other publisher has shown interest in it. Neither has anyone wanted to publish EUSSR, a pamphlet by Stroilov and Bukovsky about the Soviet roots of European integration. In 2004, a very small British publisher did print an abbreviated version of the pamphlet; it, too, passed unnoticed.

Stroilov has a long list of complaints about journalists who have initially shown interest in the documents, only to tell him later that their editors have declared the story insignificant. In advance of Gorbachev’s visit to Germany for the celebration of the 20th anniversary of the fall of the Berlin Wall, Stroilov says, he offered the German press the documents depicting Gorbachev unflatteringly. There were no takers. In France, news about the documents showing Mitterrand’s and Gorbachev’s plans to turn Germany into a dependent socialist state prompted a few murmurs of curiosity, nothing more. Bukovsky’s vast collection about Soviet sponsorship of terrorism, Palestinian and otherwise, remains largely unpublished.

Stroilov says that he and Bukovsky approached Jonathan Brent of Yale University Press, which is leading a publishing project on the history of the Cold War. He claims that initially Brent was enthusiastic and asked him to write a book, based on the documents, about the first Gulf War. Stroilov says that he wrote the first six chapters, sent them off, and never heard from Brent again, despite sending him e-mail after e-mail. “I can only speculate what so much frightened him in that book,” Stroilov wrote to me.

I’ve also asked Brent and received no reply. This doesn’t mean anything; people are busy. I am less inclined to believe in complex attempts to suppress the truth than I am in indifference and preoccupation with other things. Stroilov sees in these events “a kind of a taboo, the vague common understanding in the Establishment that it is better to let sleeping dogs lie, not to throw stones in a house of glass, and not to mention a rope in the house of a hanged man.” I suspect it is something even more disturbing: no one much cares.

“I know the time will come,” Stroilov says, “when the world has to look at those documents very carefully. We just cannot escape this. We have no way forward until we face the truth about what happened to us in the twentieth century. Even now, no matter how hard we try to ignore history, all these questions come back to us time and again.”

The questions come back time and again, it is true, but few remember that they have been asked before, and few remember what the answer looked like. No one talks much about the victims of Communism. No one erects memorials to the throngs of people murdered by the Soviet state. (In his widely ignored book, A Century of Violence in Soviet Russia, Alexander Yakovlev, the architect of perestroika under Gorbachev, puts the number at 30 to 35 million.)

Indeed, many still subscribe to the essential tenets of Communist ideology. Politicians, academics, students, even the occasional autodidact taxi driver still stand opposed to private property. Many remain enthralled by schemes for central economic planning. Stalin, according to polls, is one of Russia’s most popular historical figures. No small number of young people in Istanbul, where I live, proudly describe themselves as Communists; I have met such people around the world, from Seattle to Calcutta.

We rightly insisted upon total denazification; we rightly excoriate those who now attempt to revive the Nazis’ ideology. But the world exhibits a perilous failure to acknowledge the monstrous history of Communism. These documents should be translated. They should be housed in a reputable library, properly cataloged, and carefully assessed by scholars. Above all, they should be well-known to a public that seems to have forgotten what the Soviet Union was really about. If they contain what Stroilov and Bukovsky say—and all the evidence I’ve seen suggests that they do—this is the obligation of anyone who gives a damn about history, foreign policy, and the scores of millions dead.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

Como conseguimos sobreviver depois do assalto de Lula e do PT? - Por Pátria Livre


Pátria Livre


13 de janeiro de 2021


Como conseguimos sobreviver depois do assalto de Lula e do PT?

JÁ PENSOU SE ESSA QUADRILHA UM DIA ENTRAR NO PODER DE NOVO?

● 38,26bilhões de reais com os Jogos Olímpicos;
● 40 bilhões de reais com a Copa do Mundo de Futebol;
● 121 bilhões de reais desviados da Petrobras;
● 12,6 bilhões de reais repassados a 7.700 ONGs, governo Lula;
● 9 bilhões de reais em publicidade, em 4 anos do governo Dilma. O último não tenho;
● 7 bilhões de reais em publicidade, governo Lula;
● 1 bilhão de reais ao MST e outros movimentos ligados ao PT, governo Dilma
● 152 milhões de reais repassados ao MST, só no governo Lula;
● 154 milhões de reais com cartão corporativo (gastos secretos), gestão Dilma;
● 65,9 milhões de reais repassados à UNE nos governos Lula e Dilma;
● 50 milhões de reais com cartão corporativo (gastos secretos), gestão Lula
● 11 milhões de reais repassados por Dilma a blogueiros petistas às vésperas do impeachment
● 6,5 bilhões de reais em obras na República Dominicana;
● 1 bilhão de reais/ano de mesada à ditadura cubana, sob o disfarce de “Mais Médicos
● 2,9 bilhões de dólares investidos a fundo perdido na construção da primeira fábrica de medicamentos contra Aids da África, em Moçambique; fazendas experimentais de arroz no Senegal e de algodão em Mali; projetos agropecuários, de combate ao trabalho infantil e de capacitação de docentes para o ensino de português no Timor-Leste, e a implantação de bancos de leite humano de 22 países da África
● 1,5 bilhão de dólares de prejuízo naquela falsa tomada de assalto às refinarias da Petrobras na Bolívia. Na verdade foi um ato nojento e covarde de traição do governo petista ao povo brasileiro. Conforme posteriormente Lula confessou, ele e o índio cocaleiro já haviam acertado toda a farsa, anteriormente: Evo faria o teatrinho de “ocupação“ das instalações da Petrobras e ele doaria tudo à Bolívia. E assim foi feito;
● 1,22 bilhão de dólares na construção de uma 2ª ponte de 3.156 m sobre o rio Orinoco, Venezuela
● 1,5 bilhão de dólares na construção de um trem subterrâneo na Argentina (o famoso soterramento do Ferrocarril Sarmiento, ligando Buenos Aires a Moreno)
● 1 bilhão de dólares para o metrô Cidade do Panamá;
● 900 milhões de dólares de perdão de dívidas a ditaduras africanas para com o Brasil;
● 792,3 milhões de dólares de prejuízo na compra da refinaria de Pasadena, Texas
● 732 milhões de dólares na construção do Metrô de Caracas, Venezuela;
● 692 milhões de dólares para o porto de Mariel, Cuba;
● 636,8 milhões de dólares na expansão de gasodutos da distribuidora Cammesa, Argentina
● 400 milhões de dólares em auxílio para compra de alimentos para Cuba;
● 200 milhões de dólares para compra de máquinas agrícolas para Cuba (bolsa agrícola cubana);
● 650milhões de dólares para melhorias no porto de Mariel, em Cuba;”

“Só” isto acima totaliza a bagatela de R$ 229.412.000.000,00.
Realmente, como conseguimos sobreviver ao PT?!!

Fonte: https://patrialivrelawyer.wordpress.com/2021/01/13/como-conseguimos-sobreviver-depois-do-assalto-de-lula-e-do-pt/?fbclid=IwAR3KWtDO-35sk-fLvam0VufrC4YeicWSXBNqEP7q-EdDGQ4SVxwA40onB60


O futuro da pústula (4.880 dias de escândalos do PT – prejuízo de R$ 47 bilhões) 

por Olavo de Carvalho e outros

http://felixmaier1950.blogspot.com/2020/08/o-futuro-da-pustula-4880-dias-de.html