MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964
Avião que passou no dia 31 de março de 2014 pela orla carioca, com a seguinte mensagem: "PARABÉNS MILITARES: 31/MARÇO/64. GRAÇAS A VOCÊS, O BRASIL NÃO É CUBA." Clique na imagem para abrir MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2022

Indicadores macroeconômicos do Brasil, sem ideologia - Por Ricardo Bergamini, Prof. de Economia

 Indicadores macroeconômicos do Brasil, sem ideologia

 Ricardo Bergamini - Prof. de Economia


Base: Outubro de 2022


1 - Efeito do Depósito Compulsório e dos Créditos Subsidiados na Taxa de Juros de Mercado (BCB)

Em outubro de 2022, o custo médio de rolagem da dívida interna da União, em poder do mercado, foi de 10,69% ao ano, e ninguém consegue explicar o motivo pelo qual a taxa média de mercado do crédito livre, no mês de outubro de 2022, estava em 42,4% ao ano, ou seja: 4,00 vezes maiores. Ficando a impressão de que os bancos são os ladrões dessa fortuna, quando na verdade é o próprio governo.

 

2 - Estoque da Dívida Líquida da União (ME)

 

Em 2010, o estoque da dívida líquida da União (interna mais líquida externa) era de R$ 2.388,0 bilhões (61,46% do PIB). Em dezembro de 2018 era de R$ 5.671,4 bilhões (80,97% do PIB). Crescimento real em relação ao PIB de 31,74%, comparativamente a dezembro de 2010. Em outubro de 2022, migra para R$ 7.850,2 bilhões (83,40% do PIB). Aumento real em relação ao PIB de 3,00%, comparativamente a dezembro de 2018.

3 - Estoque da Divida Consolidada do Governo Geral – Governo Federal, o INSS e os governos estaduais e municipais (BCB)

Em 2010 o estoque da dívida do governo geral consolidada era de R$ 2.011,5 bilhões (55,0% do PIB). Em dezembro de 2018 era de R$ 5.272,0 bilhões (76,7% do PIB). Crescimento real em relação ao PIB de 39,45%. Em outubro de 2022 migra para R$ 7.298,7 bilhões (76,8 % do PIB). Sem crescimento real em relação ao PIB comparativamente ao ano de 2018.

 

4 -  Taxa de Investimento (IBGE)

No 3º trimestre de 2013, a taxa de investimento foi de 21,5% do PIB. No 3º trimestre de 2022, a taxa de Investimento foi de 19,6% do PIB. Redução de 8,84% em relação ao PIB.

 

5 - Taxa de Poupança (IBGE)

 

No 3º trimestre de 2008, a taxa de poupança bruta foi de 20,9% do PIB. No 3º trimestre de 2022, a taxa de poupança foi de 16,2%. Redução de 22,49% em relação ao PIB.

 

6 - IPCA (IBGE)

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de outubro foi de 0,59%, encerrando uma sequência de três meses em deflação: em julho, agosto e setembro, as variações haviam sido de -0,68%, -0,36% e -0,29%, respectivamente. No ano, o IPCA acumula alta de 4,70% e, nos últimos 12 meses, de 6,47%, abaixo dos 7,17% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em outubro de 2021, a taxa havia sido de 1,25%.

 

7 - IPP (IBGE)

Em outubro de 2022, os preços da indústria caíram 0,85%. O acumulado no ano chegou a 5,04% e o acumulado em 12 meses, a 6,50%. Em outubro, 12 das 24 atividades investigadas tiveram variações positivas de preço ante o mês anterior.

 

8 - Saldo de Caixa em Moedas Estrangeiras (BCB)

 

Saldo de caixa em moeda estrangeira em outubro de 2022 era de US$ 325,5 bilhões, e a dívida externa bruta em moeda estrangeira de US$ 666,9 bilhões. Com saldo devedor de US$ 341,4 bilhões.

 

Caso seja utilizado o saldo de caixa, aumentará a dívida líquida da União.

 

9 - Pesquisa Mensal de Comércio (IBGE)

 

Em outubro de 2022, o volume de vendas do comércio varejista ficou 2,9% abaixo do nível recorde da série ocorrida em outubro de 2020.

 

Em outubro de 2022, o volume de vendas do comércio varejista ampliado ficou no patamar de 6,4% abaixo do recorde alcançado em agosto de 2012

 

10 - Variação do PIB (IBGE)

O Produto Interno Bruto (PIB) variou 0,4% no terceiro trimestre de 2022 (frente ao segundo trimestre deste ano), na série com ajuste sazonal. Frente ao mesmo trimestre de 2021, o PIB cresceu 3,6%. No acumulado nos quatro trimestres, terminados em setembro de 2022, o PIB cresceu 3,0%, frente aos quatro trimestres imediatamente anteriores. O acumulado do ano foi de 3,2% frente ao mesmo período de 2021.

 

11 - Pesquisa Industrial Mensal (IBGE)

Em outubro de 2022, a produção industrial nacional teve variação positiva de 0,3% frente a setembro, na série livre de influências sazonais. Frente a outubro de 2021, na série sem ajuste, a indústria cresceu 1,7%. No ano, a indústria acumula queda de 0,8% e, em 12 meses, recuo de 1,4%.

 

12 - Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE)

 

Base: Trimestre encerrado em outubro de 2022

 

A taxa de desocupação (8,3%) do trimestre móvel de agosto a outubro de 2022 recuou 0,8 ponto percentual (p.p.) ante o trimestre de maio a julho de 2022 (9,1%) e 3,8 p.p. frente ao mesmo período de 2021 (12,1%). A população desocupada (9,0 milhões de pessoas) caiu ao menor nível desde o trimestre móvel terminado em julho de 2015, recuando 8,7% (menos 860 mil pessoas) no trimestre e 30,1% (menos 3,9 milhões) no ano.

 

A população fora da força de trabalho (64,9 milhões de pessoas) permaneceu estável nas duas comparações.

 

A taxa de informalidade foi 39,1% da população ocupada, contra 39,8% no trimestre móvel terminado em julho e 40,7% no mesmo trimestre de 2021. O número de trabalhadores informais chegou a 39,0 milhões.

 

De um total de 173,6 milhões de pessoas em idade de trabalhar existem apenas 99,7 milhões de pessoas ocupadas, sendo 39,0 milhões de pessoas na informalidade, ou seja: o Brasil possui apenas 60,7 milhões de cidadãos, o resto é miserável dependente de esmola.

 

13 - Política Fiscal (BCB)

 

No acumulado em doze meses até dezembro de 2018, registrou-se déficit fiscal primário de R$ 108,3 bilhões (1,57% do PIB), No acumulado em doze meses até outubro de 2022, registrou-se superávit fiscal primário da ordem de R$ 173,1 bilhões (1,82% do PIB), Redução real em relação ao PIB de 215,92%, comparativamente ao acumulado em doze meses até dezembro de 2018.

 

No acumulado em doze meses até dezembro de 2018, os juros nominais alcançaram R$ 379,2 bilhões (5,52% do PIB). No acumulado em doze meses até outubro de 2022, os juros nominais alcançaram R$ 573,2 bilhões (6,03% do PIB). Aumento real em relação ao PIB de 9,24%, comparativamente ao acumulado em doze meses até dezembro de 2018.

 

No acumulado em doze meses até dezembro de 2018, o déficit fiscal nominal alcançou R$ 487,5 bilhões (7,09% do PIB). No acumulado em doze meses até outubro de 2022, o déficit fiscal nominal alcançou R$ 400,1 bilhões (4,21% do PIB). Redução real em relação ao PIB de 40,62%, comparativamente ao acumulado em doze meses até dezembro de 2018.

 

14 - Política Monetária (BCB)

 

Em outubro de 2022 o volume de operações de crédito foi de R$ 5.214,9 bilhões (54,9% do PIB), sendo:

           

- 59,82% do total - R$ 3.119,4 bilhões (32,8% do PIB) com recursos livres com juro médio de 42,4 % ao ano.

 

- 40,18% do total – R$ 2.095,5 bilhões (22,1 % do PIB) com recursos direcionados concedidos por bancos públicos (CAIXA, BB, BNDES) com juro médio de 10,6% ao ano.

 

A taxa média de juros das operações contratadas em outubro de 2022 alcançou 29,9% a.a.

 

15 - Pesquisa Mensal de Serviços (IBGE)

 

No glorioso retorno do Brasil ao passado, o volume de serviços, em outubro de 2022, ficou 0,6% abaixo de novembro de 2014.

 

16 - Balanço de Pagamentos (BCB)

 

Série história do saldo das transações correntes com base na média/ano foi como segue: Governo FHC (1995/2002) – déficit de US$ 23,4 bilhões = -3,31% do PIB; Governo Lula (2003/2010) – déficit de US$ 6,6 bilhões = -0,52% do PIB; Governo Dilma/Temer (2011/2018) – déficit de US$ 48,2 bilhões = -2,20% do PIB; governo Bolsonaro (2019/2021) - déficit de US$ 30,5 bilhões = -1,85% do PIB.  O déficit em transações correntes nos doze meses encerrados em outubro de 2022 somou US$ 60,3 bilhões = -3,31% do PIB,

17 - Movimentações Financeiras das Contas Externas do Brasil (BCB)

 

De 1995 até 2002 (FHC) o Brasil gerou uma saída líquida (fuga) de US$ 22,2 bilhões; de 2003 até 2010 (Lula) o Brasil gerou uma entrada líquida (captação) de US$ 210,5 bilhões; de 2011 até 2018 (Dilma/Temer) o Brasil gerou uma entrada líquida (captação) de US$ 65,7 bilhões; de 2019 até outubro/22 (Bolsonaro) o Brasil gerou uma saída líquida (fuga) de US$ 47,9 bilhões.

 

18 – Relatório Bimestral de Receitas e Despesas (ME)

 

Na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2022, a previsão de crescimento econômico para o ano era de 2,10%. No 5º bimestre de 2022, a previsão de crescimento econômico aumentou para 2,70%.

 

Na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2022, o resultado primário previsto foi de déficit para o ano de R$ 76,2 bilhões. No 5º bimestre de 2022, o resultado primário previsto para o ano migou para superávit de R$ 23,4 bilhões.

 

19 – Principais indicadores de juros e inflação (IBGE/ME/BCB/FGV)

Para manter a inflação do IPCA em 6,47% ao ano custou, no acumulado em doze meses até outubro de 2022, juros de R$ 573,2 bilhões (6,03% do PIB). Aumento real em relação ao PIB de 9,24%, comparativamente ao acumulado em doze meses até dezembro de 2018 de R$379,2 bilhões (5,52% do PIB).

 

IPCA nos últimos doze meses, até outubro de 2022, foi de 6,47% ao ano (inflação da primeira classe, a turma dos 40 salários mínimos).

 

IGPM nos últimos doze meses, até outubro de 2022, foi de 6,52% ao ano (inflação real do mercado).

 

IPP nos últimos doze meses, até outubro de 2022, foi de 6,50% ao ano (inflação dos produtores).

 

Taxa de juros SELIC, em outubro de 2022, foi de 13,75% ao ano.

 

Taxa de juros de longo prazo (rolagem da dívida do governo), em outubro de 2022, foi de 10,04 % ao ano.

 

Taxa de juros para devedores de segunda classe em outubro de 2022, foi de 42,4% ao ano.

 

Taxa de juros para devedores de primeira classe, em outubro de 2022, foi de 10,6% ao ano.

 

20 - Resultado Previdenciário Total da União (ME)

 

Em 2018, gerou déficit previdenciário de R$ 287,5 bilhões (4,10% do PIB). Nos últimos doze meses até outubro de 2022 migrou para déficit previdenciário da ordem de R$ 366,6 bilhões (3,86% do PIB). Redução real em relação ao PIB foi de 5,85% comparado ao ano de 2018. .

21 – Dívidas dos estados e municípios, não pagas, e honradas pela União (ME)

 

Até outubro de 2022, foi honrado pela União o montante de R$ 7,4 bilhões de dívidas, não pagas, dos estados e municípios, conforme quadro demonstrativo abaixo.

 

De 2016 até outubro de 2022, a União teve que honrar pagamento das dívidas, não pagas, dos estados e municípios, constantes do quadro demonstrativo abaixo, no montante de R$ 49,3 bilhões.

 

22 - Diferença entre juros SELIC e juros de longo prazo (BCB)

 

Existe a taxa de juros SELIC divulgada periodicamente pelo Banco Central, destinada às operações de mercado de curto prazo, ou seja: é uma taxa de referência para um dia, que em outubro de 2022 estava em 13,75% ao ano.

 

A outra taxa de juros é a de longo prazo negociada, pelo Banco Central, com grandes investidores, que nos doze meses até outubro de 2022 foi de 10,04% ao ano. Sendo de 10,69% ao ano para a dívida interna em poder do mercado, e -3,10% ao ano para a dívida externa.

 

Nos últimos doze meses, até outubro de 2022, os investidores estão ganhando 3,57% ao ano em seus investimentos no Brasil.

 

23 -  Saldo da Balança Comercial (BCB)

 

Até outubro de 2022, o Brasil exportou US$ 280,6 bilhões e importou US$ 229,3 bilhões, gerando um saldo na balança comercial positivo para o Brasil de US$ 51,3 bilhões. Cabe lembrar que 49,51% do saldo positivo foram obtidos com a China.

 

Até outubro de 2022, o Brasil exportou para a China US$ 76,4 bilhões e importou US$ 51,0 bilhões, gerando um saldo na balança comercial positivo para o Brasil de US$ 25,4 bilhões.

 

Até outubro de 2022, o Brasil exportou para os Estados Unidos US$ 31,0 bilhões e importou US$ 43,8 bilhões, gerando um saldo  na balança comercial negativo para o Brasil de US$ 12,8 bilhões.

 

24 – IGPM (FGV)

 

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) cai 0,97% em outubro, após queda de 0,95% no mês anterior. Com este resultado o índice acumula alta de 5,58% no ano e de 6,52% em 12 meses. Em outubro de 2021, o índice havia subido 0,64% e acumulava alta de 21,73% em 12 meses.   

 

25 - Composição do PIB Brasileiro (IBGE)

No 3º trimestre de 2022, a composição do PIB foi como segue: R$ 161,5 bilhões (6,35%) na agropecuária; R$ 553,1 bilhões (21,74%) na indústria; R$ 1.486,9 bilhões (58,46%) nos serviços e R$ 342,1 bilhões (13,45%) em impostos. Totalizando um PIB de R$ 2.543,6 bilhões (100,00%)

 

Conclusão: 12,12% do PIB brasileiro são impostos sobre produtos (13,45%), menos deflação pelo IPCA (-1,33).


Ricardo Bergamini

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***


Obs. 1:

Em 9/4/2020, o Professor de Economia Ricardo Bergamini publicou a evolução da dívida total brasileira, de 2002 até fevereiro de 2020. Bergamini dá destaque à dívida interna em poder do Banco Central, que não é lembrada na mídia – uma verdadeira “pedalada fiscal”.

No início do Governo Lula da Silva, a dívida estava em cerca de R$ 1,104 trilhão. Em fevereiro de 2020, chegou a 6,182 trilhões. Confira tabela abaixo.

F. Maier


Dívida Líquida Total da União (Interna e Externa)

 Fonte ME - Base R$ bilhões.

Itens

2002

% PIB

2010

% PIB

2018

% PIB

Fev/20

% PIB

Dívida Interna Em Poder do Mercado

558,9

37,54

1.603,9

41,28

3.728,9

54,13

4.099,9

55,94

Dívida Interna Em Poder do Banco Central

282,1

18,95

694,0

17,86

1.794,3

26,04

1.901,6

25,94

Dívida Externa Líquida

262,9

17,66

90,1

2,32

148,2

2,15

181,1

2,47

Dívida Total Líquida

1.103,9

74,15

2.388,0

61,46

5.671,4

82,32

6.182,6

84,35

PIB 2002 – (R$ 1.488,8 bilhões); PIB 2010 – (R$ 3.885,8 bilhões); PIB 2018 – (R$ 6.889,2 bilhões). Previsão do PIB 2020 – (R$ 7.329,4 bilhões). 

Hoje é dia de divulgação da dívida da União com base em fevereiro de 2020 e, como sempre, a imprensa omite o estoque da dívida em poder do Banco Central no montante de R$ 1.901,6bilhões (25,94% do PIB), sendo essa a parte mais importante da dívida, visto que nada mais é do que uma “pedalada oficial” (aumento disfarçado de base monetária, ou emissão de dinheiro falso). Vejam que essa orgia saiu de 17,86% do PIB em 2010, para 25,94% do PIB em fevereiro de 2020. Crescimento real em relação ao PIB de 45,24%. É nessa lama que o Brasil joga os seus criminosos e imorais déficits fiscais primários. 

Em 2010 o estoque da dívida líquida da União (interna mais líquida externa) era de R$ 2.388,0 bilhões (61,46% do PIB). Em dezembro de 2018 era de R$ 5.671,4 bilhões (82,32% do PIB). Crescimento real em relação ao PIB de 33,94%. Em fevereiro de 2020 migra para R$ 6.182,6 bilhões (84,35% do PIB). Aumento real em relação ao PIB de 2,47%, comparativamente ao ano de 2018.

Ricardo Bergamini

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Obs. 2: Em 28/12/2022, Bergamini publicou a evolução da dívida brasileira, de 2002 a novembro de 2022:


“Quem não usar os olhos para ver, terá que usá-los para chorar!” (Foerster). 

 

 

Dívida Líquida

Total da União (Interna e Externa) – Fonte ME

Base R$ bilhões.

Itens

2002

% PIB

2010

% PIB

2018

% PIB

Nov/22

% PIB

Dívida Interna Em Poder do Mercado

558,9

37,54

1.603,9

41,28

3.728,9

53,24

5.616,1

57,40

Dívida Interna Em Poder do Banco Central

282,1

18,95

694,0

17,86

1.794,3

25,62

2.126,4

21,73

Dívida Externa Líquida

262,9

17,66

90,1

2,32

148,2

2,12

254,7

2,60

Dívida Total Líquida

1.103,9

74,15

2.388,0

61,46

5.671,4

80,97

7.997,2

81,73

PIB 2002 – (R$ 1.488,8 bilhões); PIB 2010 – (R$ 3.885,8 bilhões).

PIB 2018 – (R$ 7.004,1 bilhões); Previsão PIB 2022 – (R$ 9.784,8 bilhões).

 

 

Hoje é dia de divulgação da dívida da União com base em novembro de 2022 e, como sempre, a imprensa omite o estoque da dívida em poder do Banco Central no montante de R$ 2.126,4 bilhões (21,731% do PIB), sendo essa a parte mais importante da dívida, visto que nada mais é do que uma “pedalada oficial” (aumento disfarçado de base monetária, ou emissão de dinheiro falso). Vejam que essa orgia saiu de 17,86% do PIB em 2010, para 21,73% do PIB em novembro de 2022. Crescimento real em relação ao PIB de 21,61%. Nessa lama que o Brasil joga os seus criminosos e imorais déficits fiscais.

 

Em 2010, o estoque da dívida líquida da União (interna mais líquida externa) era de R$ 2.388,0 bilhões (61,46% do PIB). Em dezembro de 2018 era de R$ 5.671,4 bilhões (80,97% do PIB). Crescimento real em relação ao PIB de 31,74%, comparativamente a dezembro de 2010. Em novembro de 2022, migra para R$ 7.997,2 bilhões (81,73% do PIB). Aumento real em relação ao PIB de 0,94%, comparativamente a dezembro de 2018.

 

Arquivos oficiais do governo estão disponíveis aos leitores.

 

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terça-feira, 13 de dezembro de 2022

Falando diante do espelho - Por Félix Maier

 Falando diante do espelho

 Félix Maier

 

Presidente eleito Lula da Silva, durante diplomação no TSE,
 e o presidente do TSE, Alexandre de Moraes - 12/12/2022.


Tanto o presidente da República recém-eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, quanto o presidente do TSE, Alexandre de Moraes, estão corretos, nos discursos feitos no TSE, durante a diplomação do "descondenado" e do seu vice, Geraldo Alckmin, ocorrida no dia 12/12/2022. 

De fato, a democracia no Brasil corre perigo, face ao avanço de forças ocultas e tenebrosas que se verificam há certo tempo. Ocorre, porém, que Lula e Moraes falaram diante do espelho, olhando nos olhos e apontando o dedo para si próprios, e depois fizeram uma selfie, para eternizar o embuste. 

Por que cometeram embuste? 

Muito simples: eles não falaram sobre a verdadeira origem dos ataques contra a Constituição Federal e as Leis, a liberdade de expressão, a liberdade da imprensa, nem sobre um processo eleitoral parcial e criminoso, cheio de censuras ao candidato Jair Bolsonaro, enfim, um atentado contra a democracia, e a favor de um regime de exceção poucas vezes visto no Brasil. 

Afinal, de onde vieram essas ações nefastas, repetidas com ênfase por Lula e Moraes? Do CPX STF/TSE, de ninguém mais. Os mais altos órgãos judiciais do Brasil, que deveriam ser cães ferozes em defesa da Constituição Federal e das Leis, tornaram-se fofos cachorrinhos de estimação da esquerda radical, que nos últimos anos foi atendida de imediato em suas ações para dinamitar o governo de Jair Bolsonaro e fazer avançar o totalitarismo comunista no País. 

Lula dizer que seu governo vai restabelecer a democracia no Brasil é uma piada de muito mau gosto, como se estivéssemos vivendo sob uma ditadura violenta, com perseguições, prisões e fuzilamentos no paredón, sem o devido processo legal. Se há falta de democracia no Brasil – e há falta, muita falta de democracia, sim! – não foi devido às ações do presidente Jair Bolsonaro, tolhido em muitas decisões durante seu governo, que deveriam ser de sua exclusiva prerrogativa, mas à perseguição sistêmica e sistemática do STF contra o Governo Bolsonaro e seus apoiadores, contra a imprensa de perfil direitista, como Brasil Paralelo, Jovem Pan News, Revista Oeste, Gazeta do Povo, que foram censurados, e contra políticos de direita, que tiveram seus perfis cancelados e desmonetizados nas redes sociais, e até foram presos, a exemplo do presidente do PTB, Roberto Jefferson, e do deputado federal Daniel Silveira. E olha que nem falei do maior atentado contra a democracia brasileira já vista na História do País, que foi a “descondenação” do ladravaz, realizada pelo STF em 15/04/2021, para que ele se tornasse elegível e, por fim, presidente do Brasil. Em muitos aspectos, a Venezuela já chegou ao Brasil. Bem-vindos à Brazuela! 

Golpe do século: placar 8 x 3
Votaram a favor da "descondenação de Lula: Edson Fachin, Alexandre de Moraes,
Rosa Weber, Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandovski, 
Cármen Lúcia e Luís Roberto Barroso.
Votaram contra a "descondenação" de Lula: 
Kássio Nunes Marques, Marco Aurélio Mello e Luiz Fux.

Sabemos muito bem onde quer chegar o PT, em seu processo revolucionário de comunizar toda a América Latina, do México à Terra do Fogo, como preconiza o Foro de São Paulo, criado em 1990 por Lula e Fidel Castro. Com “7 líderes do PT no STF”, o caminho bolivariano ficará muito mais fácil para ser percorrido. 

Em minha vida, poucas vezes fui testemunha de tanto cinismo e provocação contra a inteligência das pessoas, vindos de duas altas autoridades, que deveriam zelar pela verdade, não propalar mentiras e quimeras, como fizeram os farsantes Lula e Moraes, sob o aplauso frenético de uma claque imoral e subserviente.

Vídeo: Lula discursa no TSE

Vídeo: Alexandre de Moraes discursa no TSE  




Ministros do STF reunidos com Lula e Alckmin 
após a vitória do "descondenado".


   
   P.S.: O diploma de Lula
Lula chorou durante seu discurso no TSE, onde recebeu a diplomação, reclamando que sofreu bullying a vida toda por não ter diploma universitário.
Pudera!
Tempo teve de sobra, desde que cortou o mindinho e parou de trabalhar.
Não estudou porque não quis.
Preferia ir com companheiros do sindicato tomar engasga-gato ("Clube do Mé") durante a manguaça-break, enquanto "pegava" umas viúvas...

Os memes começaram ainda durante o discurso...


P.P.S.: Reunião em famiglia

Após a diplomação, Lula e Moraes foram a um samba na casa de um advogado milionário que tem presença constante em ações no STF - https://www.youtube.com/watch?v=oQubYsykfqQ.


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segunda-feira, 12 de dezembro de 2022

Bolsonaro em frente ao "Rubicão" - Por Félix Maier

Bolsonaro em frente ao "Rubicão"


Por Félix Maier


Presidente Jair Bolsonaro em frente ao "Rubicão", 
com Guarda à Bandeira (Dragões da Independência) - 11/12/2022.


Palácio da Alvorada

11/12/2022

18 h

Arriamento da Bandeira Nacional

Multidão aguarda pronunciamento do Presidente Jair Bolsonaro. Afinal, é hora de ir para casa ou continuar em frente aos quartéis, tomando sol e chuva?

Há novidades ou não a respeito do resultado da eleição?

Irá Bolsonaro atravessar o "Rubicão", o espelho de água em frente ao Palácio da Alvorada?

Dia 12/12 será a diplomação do ladravaz. Uma escuridão irá cobrir a nação brasileira, com a volta do Partido das Trevas (PT), a partir de 01/01/2023.

Por isso, o povo aguarda ansioso a fala do seu líder.

Depois da oração do Pai-Nosso, feita em uníssono pelo povo, Bolsonaro faz longo discurso aos apoiadores: "Boa noite".

E vai embora.

Que comecem os memes.


Bolsonarista protesta no caminhão...


terça-feira, 29 de novembro de 2022

Um conto fantástico do Brasilistão - Por Félix Maier

 Um conto fantástico do Brasilistão

 

Félix Maier

 

Onça pintada

 

Once upon a time... 

Había una vez... 

Era uma vez um país tropical, governado por um rei que era amado pelo seu alegre povo, que tinha nos três bês sua maior fortuna: bola, batucada e bunda. Futebol, samba e mulata. Esse maravilhoso país moreno, que causava inveja a muitos reinos branquelos de além-mar, era o Brasilistão. 

O Rei Sebastião XIII vivia muito feliz no Brasilistão, com sua esposa espanhola Maria Isabel, com quem tinha sete filhos. O Reino vivia em paz, a economia BACO (boi, açúcar, café e ouro) sustentava os barões do trabalho e os parasitas dos salões, não havia guerra com os reinos vizinhos, como o Peronistão, o Guaranistão, o Cocaquistão e o Cannabistão, com os quais o Rei fazia muitos negócios e negociatas, sempre com grande vantagem para o Reino e, principalmente, para si. 

A filha mais velha do Rei, Princesa Teodora, tinha uma beleza estonteante, com sua tenra tez cor de canela e era muito “empoderada”, como dizia uma famosa influenciadora sexual de San Pablo, autora do best seller “Viva a Vulva”. A poderosa moça havia sido prometida em casamento ao filho do Rei do Cannabistão, de nome Carlitos, famoso por ter caçado um leão em plena selva amazônica, depois de ser quase atropelado por elefantes, girafas e cangurus em fuga devido a mais uma queimada. Sim, você leu corretamente. Leão na selva amazônica, o que foi comprovado pelo galã Leonardo DiCaprio no Twitter, até estrelou um filme montado numa zebra, e outras autoridades ambientalistas durante uma Cúpula do Clima, como o presidente de Françaquistão, seduzido por sua professora quando era menino. Com a pele do animal, Carlitos fez uma vestimenta para si, imitando um Rei Zulu que ele viu pular no carnaval do Brasilistão, na Bahía de Todos os Santos. Carlitos passou a ser conhecido como Príncipe Carlos León. 

Vale lembrar que uma ONG, a WWF, cujo primeiro presidente foi o Príncipe Philip, do Reino Unido, marido da Rainha Elizabeth II, durante a década de 1950 treinou pássaros gigantes para salvar girafas cercadas por incêndios na Amazônia, onde até os igarapés de terceira ordem pegam fogo. Essas imensas aves eram os Pelagornis chilensis, considerados extintos, mas que haviam migrado do Chile e se adaptado à selva amazônica, depois de serem domesticadas por uma tribo isolada da Amazônia. Inimigos mortais dos elefantes, os Pelagornis haviam feito amizade com as girafas, em longos bate-papos nas copas das árvores. Enquanto as girafas comiam folhas no almoço, os piscívoros Pelagornis descansavam nos galhos, para tomar novo fôlego e sair à caça de mais um peixe para a janta. 

 
"Girafas na Amazônia": Reginaldo Monteiro colocou charge em 
postagem de Carlos Jordy no Facebook - 24/08/2019.

Com muito orgulho, Carlos León sempre contava seu feito amazônico nas rodas de festas e rodadas de cachaça, sendo alvo de Greta Pirralha em várias COP sobre o clima, a qual prometia largá-lo numa das rochas do Arquipélago de São Pedro e São Paulo, do Brasilistão, com direito só a um anzol e duas minhocas, com vara e fio de tripa-de-mico. 

Arquipélago de São Pedro e São Paulo, a 1.000 km de Pernambuco e 
1.820 km de Guiné Bissau.

 O Rei Sebastião já se prontificou a sediar a COP 30 no Reino do Brasilistão, em 2025, em plena selva amazônica, com direito aos convidados para fazer um curso rápido de sobrevivência na selva, do tipo Largados e Pelados, podendo só comer folha, ramos e raiz de árvore, cupins à moda pica-pau, beber água de igarapé ou de taquara aberta com os dentes, e bicho-do-coco de babaçu como sobremesa. Nada de matar leões, girafas, zebras e leopardos para fazer churrasco, nem comer formiga carnívora Tocandira, para preservação da espécie. Aviso às moças: cuidado com o boto-cor-de-rosa, para não voltar prenha para casa... 

Quando a Princesa Teodora completou 15 anos, o Rei Sebastião organizou uma festança em seu castelo, para apresentar ao beautiful people a sua amada debutante, ocasião que também seria aproveitada para apresentá-la ao futuro noivo, Príncipe Carlos León, do próspero reino do Cannabistão. 

As aias que cuidam pessoalmente da Princesa Teodora tiveram um intenso trabalho para colocar as várias vestimentas na debutante, como a anágua de seis aros, e sofreram para apertar a larga cinta, que deixou Teodora parecendo ter cintura de vespa em seu longo vestido plissado azul celeste tomara-que-caia-mas-não-caiu. Foi contratada uma personal hair stylist, que fez um esplendoroso penteado coque cacheado vintage, realçando a pele morena da Princesa, tanto das faces, do pescoço, do colo e até das orelhas, de onde pendiam enormes brincos de esmeralda importadas do Cocaquistão. 

A crème de la crème dos seis Continentes, incluindo a Atlântida, compareceu no acontecimento, que foi uma ocasião para as misses e mistresses vestirem seus vestidos suntuosos e usar suas joias para ofuscar os olhos dos convivas. Valsas de Viena e do Brasilistão se revezavam na grande Orquestra Sinfônica do Brasilistão, com naipes de cordas, metal e flautas de pan feitas de taquara peruana. As danças eram regadas com vin d’honeur Confraria Grand Cru e canne à sucre d’honneur Vale Verde, e Weber Haus, para abrir o apetite e as bocas dos convivas, cada vez mais alegres, desbocados e inconvenientes.   

Quando as mulheres estavam mais exaltadas, devido a doses extras de licor feito com folhas de pé de figo, açúcar e Caninha Queima Rosca, a melhor cachaça de Aracaju, pediram à Sinfônica para tocar funk, para baixarem seus principescos bumbuns até o chão, batendo nas nádegas, umas das outras, como se fossem tambores do Olodum. Decotes enormes, que iam do pescoço até o umbigo, mostravam profundos vales do silicone. Vez por outra, sem querer, ou querendo, um seio pulava fora do vale do silicone, para delírio da rapaziada. 

A grande festa organizada pelo Rei do Brasilistão foi comentada pelo jet set internacional e caboclo durante meses, não só devido à fartura da comida e bebidas caras, mas também pela quantidade de belas mulheres que impressionaram os convivas, especialmente as afrodescendentes, famosas pelos passos de dança exibidos na maior festa popular do planeta, as evoluções das Escolas de Samba nas avenidas de muitas cidades do Brasilistão. Os miseráveis do Brasilistão continuam cada vez mais miseráveis, mas a corte de aquém e além-mar tirou a barriga da miséria durante a comilança: frutos do mar e dos lagos, churrasco de chão à moda gaúcha, arroz carreteiro, vatapá, bobó de camarão, além de petiscos e doces diversos provenientes das Alterosas. 

Meses depois, a Princesa Teodora participou com seus irmãos e amigos da Corte de uma festa do pijama no castelo real. 

As preceptoras da Princesa Teodora e de seus irmãos, que ministram aulas de etiqueta, história, geografia, pintura, piano, política, sociologia, antropologia, arqueologia, entomologia, lepidopterologia e ecologia, além de cinco idiomas, acompanharam os adolescentes reais e seus amigos na festa do pijama, para a realização de jogos de xadrez, gamão, sinuca, baralho, pingue-pongue, jogo de queimada, peteca, adivinhas e cantos folclóricos. Por fim, houve a famosa guerra de travesseiros, com penas de ganso enchendo os ambientes feminino e masculino, imitando o cair de neve, com todos já recolhidos nos devidos dormitórios onde iriam dormir, as moças separadas dos rapazes. 

Durante as brincadeiras, a Princesa Teodora foi ao banheiro e, quando abriu a porta, encontrou um pajem com o qual já havia se esfregado há tempos, com amassos e beijos, em encontros furtivos nos vastos corredores do castelo. 

Teodora pensou em gritar, pedir socorro, mas o pajem fez gesto de caluda, com o dedo indicador sobre os lábios, dizendo para que não ficasse alarmada e provocasse um escândalo na corte. Mais calma, Teodora se deixou encantar com os arrulhos do rapaz, deixou-se apalpar, pois estava com saudade de uns afagos, e pouco a pouco foi perdendo a resistência ao avanço do pombinho. Com o coração latejando e as faces em fogo, Teodora deixou-se abraçar e aceitou o carinho percorrendo seu corpo por ávidas mãos e beijos ardentes. Com alguma dificuldade, o pajem conseguiu levantar as vestes rodadas da Princesa e tiveram uma rápida mas memorável relação sexual, que terminou com um grito abafado da Princesa, num misto de dor e gozo. Era a primeira vez que Teodora sentiu ser uma mulher plena. De fato, tornara-se mulher, ainda que o ato consumado tenha sido feito em pé, não deitada numa fofa e luxuosa cama, como merecia uma respeitável princesa do Reino do Brasilistão. 

Os relógios cuco do castelo real não se cansaram de cucar as horas e as meia-horas do tempo nos próximos anos e ficou decidido pelo Rei que quando a Princesa Teodora completasse 17 anos ela se casaria com Carlos León. 

O dia festivo do matrimônio estava se aproximando. A Princesa Teodora passou a ter noites mal dormidas, com pesadelos e suores, pensando em como iria dizer à mãe que ela não era mais virgem. E o casamento se aproximando, que horror! O pior de tudo é que Teodora perdeu o selo virginal com um pajem gay! Um pajem que se fingia de gay para pegar a criadagem do castelo, feminina e masculina. Teodora viraria piada em todo o Reino do Brasilistão pelo inusitado calamengau feito com um bissexual! Quem sabe, o Rei do Cannabistão não iria declarar uma guerra, para lavar a honra de toda sua nação, por quebra de contrato, pois não iria aceitar tal afronta, de seu filho ter que desposar uma perdida! 

A mãe de Teodora, ao saber do ocorrido, teve um piripaque, desmaiou e teve que ser atendida pelo médico da corte. Voltando a si, a Rainha queria ter certeza de que a filha não estava grávida, para levar o fato ao Rei e estabelecer uma estratégia para encobrir a falta de decoro da Princesa, que havia envergonhado a família real. Faltava menos de um ano para o casamento da Princesa e a questão virginal foi levada ao Rei, para solução do caso, se é que havia solução para tal afronta com o noivo do Reino vizinho. 

O Rei, ao tomar conhecimento do escândalo, mandou imediatamente o pajem para remar as galés do Reino pelo resto da vida. Assim, o falso gay seria mais útil para o Reino, ser um remador perpétuo, do que o Rei ter que mandar abrir uma cova para enterrar o abusado ou jogá-lo aos carcarás. 

O Rei mandou chamar a Princesa para uma conversa séria e quis saber se houve só um agarramento para valer ou se o fato voltou a se repetir. A Princesa disse que foi só uma vez, durante a festa do pijama, uma rapidinha, de pé, nem tiveram tempo para se deitarem, nem espaço havia, foi no box do banheiro. 

Depois do médico da corte constatar que a Princesa não estava grávida, o Rei matutou com seu sábio bestunto de colecionador de ossadas de dinossauros do Brasilistão, como o Amazonsaurus maranhensis, e falou quase gritando à esposa-rainha e ao doutor: 

- Foi a lei da gravidade! Obrigado, Sir Isaac Newton! 

- O que gravidez tem a ver com gravidade? - quis saber o médico. 

- Foi a lei da gravidade, seu tonto! - respondeu o Rei. Se eles tivessem se deitado para realizar o ato sexual, ela poderia estar grávida. Ainda bem que foi de pé. A lei da gravidade salvou minha filha! 

No que o médico concordou imediatamente, pois não era tolo para contrariar o Rei em tão delicada situação. 

Mas havia um problema sério: como resolver o caso de a Princesa não ser mais virgem? Carlos Leão poderia querer ver sangue no lençol na prima nocte. 

O Rei do Brasilistão deu ordem para o médico providenciar para o casamento um frasco de sangue puro, sem HIV ou cólera ou zica ou malária ou Covid-19, para a Princesa colocar no seu vaso sagrado durante a noite nupcial. 

O médico disse ao Rei que tal solução era de difícil execução, havia os afagos iniciais dos noivos, para aquecimento da relação sexual, o rala-rola na cama, quem sabe um felatio feito pela noiva, e o noivo não podia se dar ao luxo de chupar uma perereca com sangue, sem ser a semana da menstruação. Era melhor pensar noutra solução. 

Dias depois, o médico da corte procurou o Rei e disse que tinha uma solução para o problema da Princesa. 

- Diz logo, chega de enrolação - falou o Rei, impaciente. 

O doutor explicou que havia um médico famoso, o cirurgião plástico Dr. Evo Pitanga, que faz todo tipo de restauração física, desde a harmonização da face e do pescoço, fazendo matronas parecerem ter só 30 anos, até a harmonização vaginal, ou seja, a restauração do hímen, para que moças se tornem novamente virgens. Que muitas moças do Reino e até das Arábias haviam sido salvas pelas mãos mágicas do Dr. Pitanga. 

A Princesa Teodora viajou escondida na carruagem do Correio Real, de madrugada, junto com caixas de encomendas, uísque falsificado do Guaranistão e pássaros contrabandeados da Amazônia, para ser recauchutada na famosa clínica do Dr. Pitanga. 

E assim foi feita com sucesso a himenoplastia, a reconstituição do hímen de Teodora. A Princesa estava pronta para as festividades matrimoniais e uma longa vida de felicidade, paz e harmonia junto ao Príncipe Carlos León. E o Reino do Brasilistão foi salvo em sua honra, o que era o mais importante desta fantástica história que ora acaba.

 

Moral da história: qualquer semelhança com o Ogro de Nove Dedos, o ficha-suja que foi lavado com clareador e secado com toalha de 1.000 fios egípcios pelo STF, e passado talquinho no bumbum pelo TSE, não é mera coincidência. Como Teodora, o Ogro se tornou novamente virgem, puro como um bebê recém-batizado, para felicidade de todos os súditos do Brasilistão.