MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964
Avião que passou no dia 31 de março de 2014 pela orla carioca, com a seguinte mensagem: "PARABÉNS MILITARES: 31/MARÇO/64. GRAÇAS A VOCÊS, O BRASIL NÃO É CUBA." Clique na imagem para abrir MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964.

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Caso Riocentro, 33 anos depois

Preâmbulo
 
Durante o programa do "Fantástico" da TV Globo, levado ao ar no dia 1º de maio de 2005, houve uma entrevista com o coronel Luís Antônio Ribeiro Prado, encarregado do Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar as explosões no Riocentro ocorridas na noite de 30 de abril para 1º de maio de 1981.

Visivelmente emocionado, o coronel Prado disse ao jornalista que inicialmente julgou que se tratava de um atentado promovido por algum grupo terrorista de esquerda contra os militares de Inteligência que ficaram de campana próximo ao show em comemoração ao Dia do Trabalho. Porém, à medida que os laudos apresentados foram elucidando o ocorrido, o coronel Prado não teve dúvidas de que a explosão dentro do Puma ocorreu devido à falha de manuseio da bomba que se encontrava no colo do sargento Guilherme Pereira do Rosário, que estava no mesmo veículo dirigido pelo capitão Wilson Luís Chaves Machado.

Pressionado pelas autoridades, que queriam incriminar as esquerdas com um IPM falso, o coronel Prado não se vergou às ameaças feitas contra ele e foi afastado do IPM por "motivos de saúde". Não foi promovido a general, mas merece todo o reconhecimento dos brasileiros, por não ter traído os princípios que norteiam a ética militar.

O “atentado” do Riocentro
 
A imprensa trata do episódio do Riocentro como um “atentado terrorista”. Na verdade, foi um “acidente de serviço”, pois a bomba explodiu no colo do sargento Rosário, provavelmente enquanto manuseava o artefato. É mais correto tratar o assunto como “Caso Riocentro”, porque não houve um atentado que provocasse a morte de inocentes.

Na época eu servia como sargento fotocinegrafista do Exército, no Campo de Provas da Marambaia, no Rio de Janeiro. Eu tinha por costume ler o Jornal do Brasil (JB), e não O Globo, o qual eu julgo ser um jornal chapa-branca até hoje, por bajular vergonhosamente o governo de plantão, como se pode comprovar no recente episódio em que o jornal renegou um editorial escrito em 1984 por seu patriarca. O JB era um jornal de oposição, que foi sendo destroçado a partir do governo Sarney, com cortes de verba publicitária, por fazer crítica sistemática contra o governo, e hoje é apenas um jornal virtual. O epíteto mais suave que o JB associava ao nome do presidente bigodudo era “sátrapa”. Pois o JB, desde o início, estampou fotos e fez cobertura imparcial do caso Riocentro, não deixando dúvida de que se tratou de uma “barbeiragem” do sargento Rosário. Segundo disse um subtenente meu amigo, um oficial do Exército, engenheiro militar, participou de exames químicos do artefato, confirmando as reportagens do JB, que incriminavam os militares.

O Movimento Cívico-Militar de 31 de março de 1964, que as esquerdas chamam de “golpe”, foi na realidade um contragolpe contra os comunistas que pretendiam tomar o poder. Nesse sentido, foi um movimento legítimo, implorado e exigido pela população brasileira, como o visto na “Marcha da Família com Deus pela Liberdade”, organizada por mulheres em São Paulo, no dia 19 de março de 1964, que levou às ruas um contingente de 500 mil pessoas, para que os militares dessem um basta à desordem pública promovida pelo presidente João Goulart e pelo incendiário Leonel Brizola. No dia 2 de abril, mais de 1 milhão de cariocas foram às ruas agradecer a intervenção das Forças Armadas, ostentando bandeiras e cartazes condenando o comunismo.

Neste ano de 2014, annus petraliorum 12 (ano 12 [do governo] dos petralhas), em que se lembra o cinquentenário do Movimento Cívico-Militar, é natural que as esquerdas requentem matérias antigas em seu microondas do ressentimento e do revanchismo, como é o Caso Riocentro, pedindo a punição dos envolvidos. É natural, também, que neste ano a funesta Comissão da Verdade promova ataques cada vez mais ferozes contra os militares. Afinal, em novembro de 1963, Castello Branco já afirmava”: “A democracia falta ao seu dever e o comunismo está no seu papel”. Assim, não causa nenhuma surpresa que os “comissários do povo bolcheniquim” em particular e os esquerdistas em geral estejam no seu papel de demonizar os militares e beatificar terroristas, a exemplo do caso do colégio baiano, que teve mudado seu nome, de Presidente Médici para o do terrorista sanguinário Carlos Marighella.
No início dos anos de 1980, militares considerados de “linha dura” não queriam a abertura política total, porque conheciam muito bem com que pessoas estavam tratando. Por isso, tentaram desestabilizar o governo João Figueiredo, promovendo mais de 40 atentados. Eles estavam certos em prever as pretensões futuras de seus inimigos, que ainda hoje querem comunizar o Brasil, utilizando a democracia para acabar com ela, porém estavam errados no modus operandi, de promover explosões. Faltou capacidade intelectual e de comunicação social dos militares nessa transição política, de entrega do poder a um civil, de modo a evitar no futuro uma nova ameaça comunista. A prova cabal daquilo que os militares temiam é a condução política do atual governo petista, já fascista-gramscista na prática, que tenta implantar um sistema totalitário nos moldes de Cuba, dentro dos princípios estratégicos do Foro de São Paulo, para se eternizar no poder. A antiga terrorista Dilma Rousseff, hoje mais comunista do que nunca, só estampa alegria na cara, com um largo sorriso, quando vai prestar contas políticas e contábeis a seus chefes na Ilha, os abutres Fidel e Raúl Castro. A capital política do Brasil, hoje, é Havana, com sucursais em Brasília, Caracas e Buenos Aires.
Mas vamos aos fatos do Caso Riocentro:

“Na noite de 30 de abril de 1981, durante um show de música popular para 20 mil jovens, uma bomba explode dentro de um automóvel que manobrava no estacionamento do Riocentro, na Barra da Tijuca. Morto no seu interior o Sargento Guilherme Pereira do Rosário; gravemente ferido abandona o veículo semidestruído o Capitão Wilson Luís Chaves Machado, ambos do Destacamento de Operações de Informações do 1º Exército sediado no Rio de Janeiro. Minutos depois outra bomba, mais poderosa, é lançada e explode próximo à casa de força do Riocentro. Como não atinge o seu alvo, não provoca a escuridão geral que certamente ocasionaria o pânico no recinto fechado do show, com consequências fáceis de se imaginar” (major do Exército Dickson Melges Grael, in Aventura, Corrupção e Terrorismo – à sombra da impunidade, pg. 81 e 82).

Vinte e cinco minutos depois da explosão, o capitão Machado foi levado ao hospital pela neta do senador Tancredo Neves, Andréa Neves da Cunha, que chegava ao show com o noivo Sérgio Valle. O capitão é levado ao Hospital Lourenço Jorge, depois ao Hospital Miguel Couto. O perito Humberto Guimarães (“Cauby”) disse aos repórteres que foram recolhidas outras 2 bombas no interior do Puma (placa OT-0279), uma delas destruída pela polícia.
Já no dia 1º de maio, por volta de 1 hora da madrugada, um homem dizendo pertencer ao “Comando Delta” telefona para vários jornais, assumindo a autoria das explosões no Riocentro.

Às 2 horas da madrugada, o corpo do sargento Rosário é levado para o IML e em seu corpo são encontradas peças de um mecanismo de relógio. Fotos mostrando o estado do Puma e o arrancamento das vísceras do sargento comprovam que o mesmo manuseava uma bomba por ocasião da explosão, provavelmente em cima da perna direita.

Pela manhã, o general Waldyr Muniz, Secretário de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro, em entrevista, afirma que os 2 militares foram vítimas de atentado e que os “terroristas fugiram em três carros”.

À tarde, o general Gentil Marcondes Filho, Comandante do então I Exército (hoje Comando Militar do Leste), e o coronel Job Lorena de Sant’Anna comparecem ao enterro do sargento Rosário – com honras de herói – e ajudam a carregar o ataúde.

O general Gentil nomeia o coronel Luís Antônio Ribeiro Prado presidente do IPM, para apurar as explosões no Riocentro. Cinco dias antes do prazo para conclusão do IPM, o coronel Prado renuncia por “motivos de saúde” e é substituído pelo coronel Job.

No dia 30 de junho, o coronel Job apresenta o resultado de suas investigações à imprensa, afirmando que os militares “foram vítimas de um atentado e a bomba havia sido feita com um quinto de uma lata de 2,5 litros de óleo Havoline e colocada entre a porta e o banco direito do Puma”.

“O problema do DOI-CODI, da sua sobrevivência, da sua missão especial, das suas prerrogativas – ele mantém prerrogativas que foram negadas ao Congresso Nacional – e que é crucial dentro do processo de democratização a que se devota o Presidente da República. Organismos de emergência, criados para articular as diversas forças empenhadas na repressão à subversão esquerdista e unificar o seu comando, eles sobreviveram à subversão a ponto de abrigar em seus quadros agentes de uma nova subversão, a que pretende impugnar a democratização do país e criar problemas ao Presidente da República e à nação” (Jornalista Carlos Castello Branco, em sua coluna no Jornal do Brasil – 06/06/1981).

No dia 30 de abril de 2001, 20 anos após o “acidente de trabalho”, o crime prescreveu e nenhum dos envolvidos poderá ser processado, ainda que algum juiz aceite denúncia do “Petistério Público” contra os militares.

O jornal Folha de S. Paulo, em 16/04/2001, fez uma reportagem sobre o assunto, apresentando o desdobramento do caso:

“Entenda o caso Riocentro
 
30 de abril de 1981

Duas bombas explodem no Riocentro, centro de eventos no Rio, durante show comemorativo do Dia do Trabalho. Uma das bombas explode dentro de um Puma no estacionamento do Riocentro. O sargento Guilherme Pereira do Rosário morre. O capitão Wilson Luiz Chaves Machado tem o abdome dilacerado

Jun/81
Relatório sobre o atentado inocenta o sargento e o capitão. O inquérito sobre o caso é arquivado

Nov/96
João Baptista Figueiredo, presidente na época das explosões, admite que houve participação de militares no atentado

Jun/99
A procuradora da República Gilda Berger afirma, em parecer, que o caso não está prescrito, e o Ministério Público Militar estuda a reabertura do inquérito

Jul/99
O Exército abre novo IPM (Inquérito Policial Militar) para apurar a responsabilidade pelas explosões

Out/99
O IPM indicia quatro pessoas: o general reformado Newton Cruz, ex-chefe da Agência Central do SNI (Serviço Nacional de Informações), Wilson Machado, o sargento Guilherme Pereira do Rosário e o coronel Freddie Perdigão

Mar/2000
Cruz é acusado de falso testemunho sobre o caso. O STM (Superior Tribunal Militar) aceita a denúncia e marca o depoimento de Cruz

Abril/2000
O STF (Supremo Tribunal Federal) concede liminar suspendendo o depoimento e suspende a tramitação do processo

Maio/2000
O Supremo decide manter arquivado o processo contra Cruz”

Antecendentes
 
Antes do Caso Riocentro, nos anos de 1980 e 1981, durante 16 meses, houve cerca de 40 atentados contra bancas de jornais e órgãos que faziam oposição ao governo Figueiredo. Nenhum desses atentados foi elucidado. Abaixo, segue a cronologia desses fatos apresentada pelo major Dickson M. Grael em seu livro:

“1980:

18/01 – desativada bomba no Hotel Everest, no Rio, onde estava hospedado Leonel Brizola.
 
27/01 – bomba explode na quadra da Escola de Samba Acadêmicos do Salgueiro, no Rio, durante comício do PMDB

26/04 – show 1º de maio – 1980 – bomba explode em uma loja do Rio que vendia ingressos para o show.

30/04 – em Brasília, Rio, Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte, Belém e São Paulo, bancas de jornal começam a ser atacadas, numa ação que durou até setembro.

23/05 – bomba destrói a redação do jornal ‘Em Tempo’, em Belo Horizonte.

29/05 – bomba explode na sede da Convergência Socialista, no Rio.

30/05 – explodem duas bombas na sede do jornal ‘Hora do Povo’, no Rio.

27/06 – bomba danifica a sede da Casa do Jornalista, em Belo Horizonte.

11/08 – bomba é encontrada em Santa Teresa, no Rio, num local conhecido por Chororó. Em São Paulo, localizada uma bomba no Tuca, horas antes da realização de um ato público.

12/08 – bomba fere a estudante Rosane Mendes e mais dez estudantes na cantina do Colégio Social da Bahia, em Salvador.

27/08 – no Rio, explode bomba-carta enviada ao jornal ‘Tribuna Operária’. Outra bomba-carta é enviada à sede da OAB, no Rio, e na explosão morre a secretária da ordem, Lyda Monteiro. Ainda nesta data explode outra bomba-carta, desta vez no prédio da Câmara Municipal do Rio.

04/09 – desarmada bomba no Largo da Lapa, no Rio.

08/09 – explode bomba-relógio na garagem do prédio do Banco do Estado do Rio Grande do Sul, em Viamão (RS).

12/09 – duas bombas em São Paulo: uma fere duas pessoas em um bar em Pinheiros e a outra danifica automóveis no pátio da 2ª Cia. De Policiamento de Trânsito no Tucuruvi.

14/09 – bomba explode no prédio da Receita Federal em Niterói.

14/11 – três bombas explodem em dois supermercados do Rio.

18/11 – bomba explode e danifica a Livraria Jinkings em Belém.

08/12 – o carro do filho do deputado Jinkings é destruído por uma bomba incendiária em Belém.

1981:

05/01 – outro atentado a bomba em supermercado do Rio.

07/01 – na Cidade Universitária, no Rio, uma bomba explode em ônibus a serviço da Petrobrás.
 
16/01 – bomba danifica relógio público instalado no Humaitá, no Rio.

02/02 – é encontrada, antes de explodir, bomba colocada no aeroporto de Brasília.

26/03 – atentado às oficinas do jornal ‘Tribuna da Imprensa’, no Rio.

31/03 – bomba explode no posto do INPS, em Niterói.

02/04 – atentado a bomba na residência do deputado Marcelo Cerqueira, no Rio.

03/04 – parcialmente destruída, com a explosão de uma bomba, a Gráfica Americana, no Rio.
 
28/04 – o grupo Falange Pátria Nova destrói, com bombas, bancas de jornais de Belém.” (Dickson M. Grael, op. cit., pg. 79 a 81)

O General Golbery do Couto e Silva, o “bruxinho que era bom”, devido às resistências dentro do próprio SNI para punir os responsáveis pelo Caso Riocentro, afirmou que havia criado um “monstro” e entregou o cargo de chefe do Gabinete Civil. Golbery havia criado o SNI em 1964 e foi o seu primeiro Chefe (1964-67). Não há como negar que o governo Figueiredo acabou prematuramente, junto com o Caso Riocentro.

Em tempo: o coronel Prado não foi promovido a general, mas o coronel Job Sant’Anna, sim.

Nota: 
GRAEL, Dickson Melges. Aventura, Corrupção e Terrorismo - à sombra da impunidade (2ª. edição). Editora Vozes, Petrópolis, 1985.

A Gestapo do PT e o pau de arara virtual - Por Félix Maier

livrotumajrO livro aborda em detalhe a estratégia petista de alcançar o poder totalitário, desde que Lula, “o ganso que virou pavão”, se tornou presidente da República.

O livro recém-lançado de Romeu Tuma Jr., 'Assassinato de Reputações – Um crime de Estado', em depoimento ao jornalista Cláudio Tognolli (Topbooks, Rio de Janeiro, 2013), tornou-se um dos mais vendidos do Brasil. É um livro-bomba. E a bomba só não explodiu ainda porque o Brasil é uma republiqueta bananeira, com sede política em Havana e filiais em Brasília, Caracas e Buenos Aires.

Os fatos escabrosos narrados no livro, que ainda não acabei de ler, não me causaram nenhum tipo de surpresa, porque há muito tempo eu tenho a exata noção do que seja o PT e seu projeto totalitário fascista em implantação no Brasil. O que causa surpresa é o estrondoso silêncio ouvido na mídia e entre os políticos – com a honrosa exceção da revista Veja. Como não saiu nada no Jornal Nacional, nem no Fantástico, é como se o livro não existisse e ponto final. Já que o livro não existe – embora esteja em segundo lugar entre os mais vendidos da lista de Veja -, nada se fala do seu conteúdo. Lula, envolvido direto nas denúncias de Tuma Jr., sempre tão loquaz, ficou mudo quando surgiu o escândalo “Rosegate” e agora anda ainda mais mudo, surdo e cego, dentro do princípio maroto “não sei de nada”.

Muitas pessoas não conseguem encontrar o livro nas livrarias. A desculpa é sempre a mesma: “está esgotado”. Muitos suspeitam que petistas estão comprando o livro em grande número para destruí-lo.

Foi uma bênção Tuma Jr. ter sido alçado a Secretário Nacional da Justiça. Só assim tomamos conhecimento dos crimes cometidos pelo PT e aliados, onde o Mensalão foi o menor deles. Já Tuma pai cometeu um erro grosseiro, ao mudar de partido, passando para a “base alugada” do PT. Delegado íntegro e de longa vivência no meio político e na Segurança Pública, Tuma deveria conhecer melhor o verdadeiro PT, não aquele candidamente apresentado a ele pelo “Barba”.

Pelo livro, sabemos que Lula nunca foi de fato um preso do DOPS, mas um hóspede com muitas regalias. Mais: Lula foi um importante colaborador (“ganso”) do DOPS, em São Paulo, e tinha o codinome de “Barba”. O “alcaguete e aprendiz do DOPS” tinha estreita ligação com o delegado Romeu Tuma e repassava importantes dados sobre passeatas, greves etc., de modo que o governo militar se antecipasse aos fatos e tomasse providências no sentido de garantir a segurança pública e evitar depredações. Nesse sentido, Lula foi útil ao governo militar. Todavia, o “Barba” também se valia de sua liderança no meio sindical para, em conluio com os patrões da indústria automobilística, aumentar o preço dos veículos. A desculpa marota era sempre a mesma: aumento do salário dos metalúrgicos. (O que não foi a redução do IPI dos carros, quando o “Barba” se tornou presidente, senão uma autêntica malandragem, que atendia tanto aos metalúrgicos, que mantiveram os empregos e aumentaram seus salários, quanto aos donos das montadoras, que nunca lucraram tanto na vida?)

O livro aborda em detalhe a estratégia petista de alcançar o poder totalitário, desde que Lula, “o ganso que virou pavão”, se tornou presidente da República. Jornalistas amestrados (a “língua alugada” de que fala Tuma Jr.) também se prestam a esse objetivo: “Lula e o PT são mestres em usar a imprensa e o dito jornalismo investigativo como peças de contrainteligência e de condenação avant la lettre: a imprensa acaba sendo levada a fazer o papel de um tribunal de condenação que precede toda a segurança jurídica” (pág. 23). “O jornalista publica o que recebe, e tal notícia acaba sendo anexada a um inquérito como verdadeira. Ou vira a peça inicial do inquérito. Tem mais: quando a reportagem de um jornalista é agregada ao inquérito com informações que você mesmo plantou, emprega-se outro truque: ao anexar o texto da reportagem nesse inquérito, você o ‘vitamina’ com altas doses de mentiras. Ninguém vai checar se a reportagem que gerou o inquérito continha ou não essas informações. O truque é muito simples. Coloque pitadas de mentiras ainda mais mentirosas na reprodução, no corpo do inquérito, do que aquilo que foi publicado pelo jornal” (pág. 24-25).

Com as redes sociais, a “falconaria” petista se esmera em assassinar reputações, tanto de revistas, quanto de pessoas: “As redes sociais transformaram-se num instrumento poderoso para a guerrilha virtual na qual o PT tem sido imbatível, pois há muito tempo seus seguidores aprenderam a lidar com essa poderosa arma” (pág. 139).

O livro aborda também temas bombásticos, como o caso ainda insepulto de Celso Daniel (torturado no corpo com cano de arma quente, antes de levar 15 tiros), a Operação Satiagraha, o dossiê Alstom (desde 2008 o PT queria vazar os dados e usou o CADE para isso em 2013, para atingir governos tucanos), o dossiê Ruth Cardoso, o Rosegate, o grampo ilegal contra ministros do STF. O último capítulo aborda em detalhes a Operação Trovão, que tinha como alvo fritar Tuma Jr, Secretário Nacional de Justiça, envolvendo-o com um chinês acusado de ser um mafioso, Paulo Lee, quando na verdade Tuma Jr. tinha em mente promover uma anistia, de modo que estrangeiros conseguissem a naturalidade brasileira, dentro da lei. Segundo Tuma Jr., Lula o usou como fraldão geriátrico, totalmente descartável, e foi essa covardia que resultou no agravamento da saúde de Tuma pai e sua consequente morte:

“Nunca me calei, sempre mandei apurar. Até que chegou a minha vez. Gilberto Carvalho, braço direito de Lula, e ainda de Dilma, tentou negociar o meu silêncio sobre os trambiques e sinecuras que testemunhei, sobre tudo o que sei, como ninguém, a respeito da morte de Celso Daniel, em troca de uma cerveja, você verá. Não aceitei. Veio o refluxo. Fui levianamente acusado e covardemente frito. A história que se segue é a história da tentativa de assassinato da minha reputação. Que, a bem da verdade, como uma estratégia das organizações criminosas, se consumou em boa parte e medida. Além de tirar a vida do meu querido e amado pai, tais estrategos do lulismo atingiram em cheio as outras duas coisas que mais prezo, e que valem muito mais que minha vida: a minha família e a minha honra” (pág. 25). “Eu havia sido frito e defenestrado pela mídia depois que o governo Lula resolvera divulgar uma velha e falsa notícia – a de que eu teria favorecido um suposto contrabandista oriental, que sequer foi denunciado por isso. E mais: que eu era amigo do chefe de uma ‘máfia’ que jamais disseram qual era, quem integrava, quais suas atividades. Tudo para atingir a reeleição de meu pai e inviabilizar minha permanência no seu governo, combatendo a corrupção e o crime organizado, que, como o tempo mostrou, nele se instalaram confortavelmente. De resto, eis aí os motivos que levaram meu pai à UTI” (pág. 30).

O PT, desde sempre, se valeu de métodos clandestinos para bisbilhotar e fabricar dossiês falsos contra adversários políticos, principalmente em época de eleição. Foi assim no caso dos “aloprados” - um maroto eufemismo lulano. Foi assim para derrubar Collor de Mello na tal “campanha pela ética”. Foi assim na “CPI dos Anões do Congresso”, quando o senador Esperidião Amin chamou os arapongas petistas de PTPol, a Polícia do PT. Amin estranhava a desenvoltura com que José Dirceu apresentava documentos que só um espião poderia fazer - aliás, José “Daniel” Dirceu, então presidente do PT, é especialista em Informações, Contrainformação, Estratégia e Segurança Militar, com treinamento em Cuba, e fez parte do MOLIPO, grupo terrorista criado pelo Serviço Secreto cubano.

O que me chamou a atenção foi o modus operandi da Polícia Federal, no tocante à indústria de dossiês, à disseminação desbragada de grampos e o uso também ilegal dos 
Procedimentos Criminais Diversos (PCD) e dos Relatórios de Inteligência (Relints), utilizando-os como peças do processo judiciário. É sobre esse grave assunto que pretendo focar. Assim, faço a seguir algumas transcrições do livro, para que os leitores tirem suas conclusões.

Escreve Tuma Jr.:

“80%, para ser bem favorável a eles, são casos que nascem de “grampos” ou de compartilhamento de relatórios produzidos em inquéritos ou nos anômalos PCDs – Procedimentos Criminais Diversos – iniciados com as tais escutas que a lei diz que só devem ser realizadas em último caso, ou quando não houver outro meio de prova. Mas eu pergunto: quando se escolhe um alvo para se investigar, e não um crime, como usar outro tipo de diligência que não o ‘grampo’ ”? (pág. 72)

“As operações da PF aumentaram quinze vezes durante o governo Lula. Pularam, por exemplo, de 16 em 2003 para 143 até agosto de 2009. De 2003 para 2010, o número de funcionários da PF saltou de 9.231 para 14.575, um crescimento de 58%” (pág. 73).

“Sob Lula, a PF teve tantas e tamanhas operações porque a lógica foi invertida: ela estipulava primeiro o ‘alvo’ e depois passava a gerar supostas informações sobre ele. Sempre com dossiês ou grampos. Só o vocábulo ‘alvo’, em si, já induz que ninguém mira em algo para errar. Sob Lula, tivemos, industriosamente, a juntada de relatórios do bunker da PF em inquéritos, e pior: sem qualquer compromisso cronológico com a realidade dos fatos. Aí, antes de qualquer coisa, você vaza na imprensa esses relatórios, e condena o acusado no tribunal em que os sites de pesquisa se transformaram. Sob Lula, passa-se a investigar alvos, não crimes, e cria-se uma polícia de estado totalitário” (pág. 74).

“Não é para menos que Márcio Thomaz Bastos me sugeria, antes mesmo que eu assumisse, a ideia de se criar a Super Secretaria Nacional de Justiça, absorvendo a Senad, o Coaf, o Arquivo Nacional e, a depender das condições políticas, até a Abin, além de criar o documento único de identidade sob o nome de Registro de Identidade Civil – RIC. Eu não viabilizei as mudanças porque temia a aglomeração e concentração demasiada e absoluta de poder num mesmo órgão. Parece até que eu já pressentia os riscos e acontecimentos futuros” (pág 74).

“Ademais, no meu ponto de vista, alguns deles funcionavam adequadamente e na estrutura correta, e a ideia do RIC, que eu recusei, acabou indo para a PF: CPF, RG, CNPJ, carteira nacional de habilitação, título de eleitor, tudo num número só, num só documento, num único arquivo ou banco de dados” (pág 75).

O Exército Brasileiro está fazendo uma nova identidade para seus militares da ativa, em formato de cartão, onde irá constar o RG, CPF, CNH, título de eleitor, PASEP, tipagem sanguínea, dados do registro de casamento. O banco de dados terá também as digitais eletrônicas dos dedos das mãos dos militares. Esses dados, inclusive a digital do polegar direito, na verdade já constam na identidade tradicional - com espaço do RIC em branco. Bom para os usuários, ótimo para a bisbilhotagem do PT. Se dados pessoais de militares da ativa do Exército, como identidade, CPF, Banco e conta-corrente onde recebem seus vencimentos vazaram recentemente na Internet, por que esses dados do RIC verde-oliva não iriam parar no Data Center da PF para utilização da Gestapo petista?

“Serviços secretos, de inteligência, ou mesmo polícias mundialmente famosas não usam nem nunca usaram os métodos da PF de fazer IP (Inquérito Policial) ou procedimentos similares no setor de inteligência. Cito como exemplos: o FSB (Serviço de Inteligência Russo), a antiga KGB da ex-União Soviética, a CIA americana, o Mossad israelense, e o Serviço de Inteligência Britânico MI5; ou ainda a Direção de Inteligência Militar (DIM) e os Serviços de Inteligência Bolivariana (Sebin), antiga Direção de Serviços de Inteligência e Prevenção (DISIP), da Venezuela. É possível que somente a temida Gestapo tenha se aproximado dessa atuação, mas sem as mesmas tecnologias de hoje. Enfim, uma vergonhosa invenção brasileira, um produto que sequer a ditadura concebeu” (pág. 82).

“Essa DIP, Divisão de Inteligência Policial, é um bunker, onde se coleciona uma série de informes, informações, relatórios e dossiês contra o ‘mundo’ sem que seja dada a necessária e correta difusão. A Polícia Federal usa isso como um bunker, acessado no momento em que interessa atacar ou promover uma investigação contra um novo ‘alvo’, da polícia ou do governo. Fala-se tanto nos tempos da ditadura, em seus arquivos, mas isso ocorre nas barbas desse governo; pior: com sua condescendência, e ninguém toma qualquer providência” (pág 82-83).

“Vejamos o caso do ex-senador Demóstenes Torres. Eles arquivaram um relatório de inteligência feito contra ele e que datava de 2006. Por que não fizeram nada na época? Porque não interessava. O tal relatório ficou cozinhando nas gavetas do bunker. No momento político oportuno, tais papéis saíram do forno para atingir Demóstenes, figadal adversário do governo petista. Tudo isso porque o governo estava operando para Demóstenes migrar para a base petista aliada. E quando definitivamente ele não foi, chegou a hora de o galo cantar; e o relatório de inteligência veio, altissonante, à luz do dia e para toda a mídia” (pág. 85).

“O uso absurdo e excessivo do Auto de Investigação Preliminar – AIP, que, como o Procedimento Criminal Diverso – PCD, não sofre qualquer correição, controle interno e externo, é outra aberração. Esse tipo de procedimento não tem respaldo na legislação penal. Quando a polícia quer ou tem que investigar algum fato típico, o faz no bojo de um inquérito policial, nos termos do Código de Processo Penal. Esse procedimento, uma vez instaurado, não pode ser arquivado sem ordem judicial. Esses PCDs ou AIPs, ao contrário, são procedimentos anômalos que podem se prestar a uma série de arbitrariedades e desmandos de toda ordem. Podem, inclusive, servir como um instrumento muito eficiente para corrupção, na medida em que não sofrem qualquer controle e não possuem qualquer registro. Quem manda começar pode mandar encerrar” (pág. 87).

Uma prática comum nos vazamentos da PF é apresentar apenas a decupagem (resumo) das gravações, escolhida a dedo, e não a degravação (íntegra). Publicado o grampo ilegal na imprensa, é a senha para o início de processo criminal. O “indiciado” passa a ser automaticamente condenado pelo “STG – Supremo Tribunal do Google”, com a exposição de seu nome no site da PF. Segundo Tuma Jr., são operações sistemáticas de desinformação e contrainteligência realizadas pela Gestapo tupiniquim, de modo a destruir o “inimigo”. Como se sabe, o PT trata os adversários políticos como inimigos do Estado, que devem ser eliminados.

“Essa técnica de gravar, editar e vazar, sobejamente usada, é uma nova modalidade de violação dos direitos e garantias fundamentais em forma de tortura psíquico-física. Trata-se do moderno ‘pau de arara’ virtual, um legado desse governo” (pág. 93).

“A DIP, Divisão de Inteligência Policial, e o SIP, Serviço de Inteligência Policial, são áreas reservadas e secretas. Ali nem o Ministério Público entra, nem o próprio pessoal da PF que não for dali entra! Eles não têm cartório; você não pode consultar os registros dos inquéritos porque são inquéritos ‘fantasmas’. O golpe tem vagos fundamentos no direito e nenhum deles na democracia, porque, quando registram o inquérito, fazemno de forma errada, para nos confundir. Vai descrito como um crime para ser apurado na ‘delegacia de Crimes contra a Previdência Social’, mas é possível mandá-lo pra outro lugar, sem declarar. Na DIP ninguém pode entrar, o cara vem te receber na porta. É um órgão que não sofre correição, ninguém vai lá, nem o Ministério Público faz correição lá. Não tem controle externo nem interno. É o diabo à solta. Os advogados estão ferrados, meu caro. Se chegam lá, não têm acesso, não entram na sala, ficam de fora. Eles mandam algum meirinho, ou esbirro, que fala para o advogado: ‘Olha, doutor, aqui não tem inquérito’. O advogado só conseguirá achar o inquérito depois de um mês, na delegacia errada” (pág. 98-99).

“Os relatórios de inteligência de hoje são 99,99% feitos de decupagem, que não é transcrição mas dedução de conversa gravada em telefone. Pior: eles são feitos por agentes, escrivães ou papiloscopistas policiais, contrariando frontalmente a lei, porque não é atribuição desse pessoal da Polícia Federal. O único que tem atribuição para produzir documento de inteligência é o delegado de polícia, conforme o decreto do Ministério do Planejamento que nós temos aqui. Se for produzido por agente, escrivão ou papiloscopista, é ilegal” (pág. 105).

Sobre os veículos aéreos não tripulados (VANT), hoje mais conhecidos como drones, adquiridos para vigiar nossas fronteiras, escreve Tuma Jr. “Descobri que o projeto verdadeiro era outro... Esse avião consegue voar sem ser notado, por exemplo, em cima de Brasília e filmar o que um senador ou ministro do STF está fazendo dentro de casa” (pág. 107).

“Essa é a grande contradição que ninguém explora, esse negócio de transparência que eles continuam pregando, Lei de Acesso à Informação etc. Eles querem dar acesso à informação aos arquivos da ditadura, que são arquivos porque nunca foram usados em processos. Existem relatórios de inteligência para subsidiar a decisão dessas autoridades superiores. Na ditadura servia para isso. Na democracia, esses relatórios de inteligência servem para prejudicar os outros, para usar como peça de polícia judiciária. Em vez da questão de depoimento judicial, se usa isso como peça de inteligência e arquiva-se o relatório. A própria Polícia Federal agora está usando documento de 2004 contra a amiga do Lula, a Rosemary Póvoa Noronha. Por que ela não foi investigada em 2004? Por que não botou para frente isso? Houve chantagem? Eles prevaricaram na época? Não, era um documento de inteligência e está sendo usado agora como documento de polícia judiciária, um supercrime!” (pág. 107).

“A pergunta que eu faço é: o que era mais importante para o Estadão noticiar? A foto do ‘chefe da máfia’, um chinês, com o secretário nacional de Justiça na China, ou entregando um presente para o presidente Lula numa sala reservada do Ministério da Justiça? Eu respondo: é óbvio que, se não fosse armação do governo com o jornal, se o indivíduo fosse mesmo um mafioso, o Lula estaria na capa do Estadão e não eu. Era só uma questão de raciocínio, mas os demais veículos da mídia preferiram entrar no barulho da ‘Trovão’; não se ligaram que ali também foram uma espécie de ‘fralda’ para o Planalto e para a PF, que, seletivamente, também escolheram as fotos que seriam vazadas” (pág. 115).

“Na PF, o silogismo, para dedução em inteligência, funciona assim: ‘Todo ladrão tem arma em casa; você tem arma em casa; logo, você é ladrão’. Ou ainda, para usar o primeiro exemplo: ‘Todos os homens são mortais; ora, você é mulher; logo, é imortal’ ” (pág. 130).
Quer mais? Compre o livro...

Na pág. 151, Tuma Jr. escreve: “Relato tais atrocidades com a profissão de fé de quem bota uma mensagem numa garrafa: alguma autoridade vai sacar a rolha, abrirá tudo e lerá”. Será que ainda existe alguma autoridade com aquilo roxo e abra a rolha da garrafa? Ou já está tudo dominado?

O papo cabeça da revista Veja

Contar a história recente do Brasil só pela metade, enaltecendo terroristas e demonizando os militares, é criar uma mentira por inteiro.

A Veja é a mais importante revista do Brasil, não só pelo número de exemplares vendidos semanalmente, seja em papel ou em mídia eletrônica (tablets e similares), como por seu conteúdo, marcadamente liberal - no sentido clássico do termo. Ou seja, Veja defende, desde sua primeira edição, em 1968, o livre mercado, o empreendedorismo, a livre circulação de ideias (exceto os radicalismos), a liberdade de imprensa, a liberdade religiosa, enfim, todos os valores inerentes a uma democracia de verdade.

Na edição de 8/1/2014, há um texto de Daniel Pereira, “É um papo muito cabeça”, com o subtítulo “Dilma fala em ‘guerra psicológica’, um conceito da ditadura”. O autor discorre sobre falas recentes da presidente Dilma Rousseff, que, em briga aberta contra os números, classifica os maus indicadores econômicos de seu governo como sendo uma “guerra psicológica” propalada pela imprensa e por organismos econométricos. Não consegui entender por que “guerra psicológica”, para o autor, é um conceito do governo dos militares, pois se trata de um tema tão antigo como a formação das primeiras comunidades de hominídeos. Josué, o sucessor do profeta Moisés, p. ex., já sabia o que significava “guerra psicológica” quando marchou com seus soldados em volta de Jericó, até que as muralhas caíssem.

Como a revista Veja sofreu censura no tempo dos governos dos militares, entende-se que tenha um ranço contra o movimento militar de 1964, que a quase totalidade dos jornalistas continua a chamar de “golpe”. Na verdade, tratou-se de um contragolpe, que colocou para correr os comunistas que já “estão no governo embora ainda não no poder”, como relatou o quinta-coluna Luís Carlos Prestes a seu chefe em Moscou, Nikita Krushev, em janeiro de 1964.

Lá pelas tantas, o articulista de Veja (que os esquerdistas apelidam de Óia) disserta sobre a junta militar que assumiu o poder após a morte de Costa e Silva, dizendo que eram “apelidados pelo povo de Os Três Patetas”. Bobagem. O povo nem sabia que existia uma junta militar, um governo tampão antes de Médici. Quem falava em “Três Patetas” eram políticos como Ulisses Guimarães e os jornalistas apenas propagavam a molecagem, em caixas de ressonância nas empresas em que trabalhavam.

O ideal seria que o Brasil nunca tivesse tido uma ditadura militar. Mas, quais eram as opções, na época, para as Forças Armadas, especialmente o Exército? Assistir passivamente a corrosão da autoridade de Jango, que se unia a cabos e soldados amotinados na Presidente Vargas, no Rio, incitados pelo carbonário Leonel Brizola, tentando implodir os pilares que sustentam as instituições militares, ou seja, a hierarquia e a disciplina? Não atender aos anseios da população, que foi às ruas em passeatas gigantescas, exigindo que o Exército acabasse com a baderna, a carestia e as greves sem fim provocadas por agitadores comunistas a serviço de Cuba e de Moscou?

Se as Forças Armadas não tivessem entrado em ação, o Brasil poderia ter-se transformado em uma gigantesca Cuba. Nesse caso, a revista dos Civita não teria sofrido apenas censura, mas seria tirada de circulação. Outra hipótese seria o Brasil entrar em guerra civil, com a criação de movimentos guerrilheiros que até hoje poderiam estar infernizando o País, como ocorre na Colômbia das FARC. Em ambos os casos, o Brasil se tornaria um imenso Vietnã, porque é certo que os EUA não ficariam inertes e tomariam partido contra os comunistas.
O Grupo Abril, do qual Veja faz parte, também esteve infiltrado por esquerdistas durante o governo dos militares. Não sei se é devido a isso que existe esse eterno ranço contra os militares, se ainda hoje há infiltrados canhotos na revista Veja, que apenas veem censura e tortura, nada mais, fazendo coro à vil campanha do governo petista contra as Forças Armadas, que é a vergonhosa Comissão Nacional da Verdade. Contar a história recente do Brasil só pela metade, enaltecendo terroristas e demonizando os militares, é criar uma mentira por inteiro. Será que nem Veja consegue enxergar algo de positivo em 1964, que colocou o Brasil na modernidade (Embratel, Banco Central, sistema Telebrás), investiu pesado na infraestrutura (rodovias, sistema Eletrobrás e as hidrelétricas de Itaipu, Sobradinho, Tucuruí, Ilha Solteira etc., metrôs, Ponte Rio-Niterói), criou a Embrapa e a Embraer, só para citar alguns feitos extraordinários, transformando uma nação insignificante, que saiu da 46ª posição no PIB para ser a 8ª potência econômica do planeta em apenas uma década?

Frei Betto, o “Vítor” ou “Ronaldo”, ligado ao Agrupamento Comunista de São Paulo (AC/SP), que depois se transformaria na Ação Libertadora Nacional (ALN), de Carlos Marighella, ficou encarregado do sistema de imprensa e também dos contatos com Joaquim Câmara Ferreira, que coordenava as atividades do AC/SP, e se infiltrou na Editora Abril e no jornal Folha da Tarde, do Grupo Folha. Na Folha da Tarde, Frei Beto recrutou os jornalistas Jorge Miranda Jordão (diretor), Luiz Roberto Clauset, Rose Nogueira e Carlos Guilherme de Mendonça Penafiel. Clauset e Penafiel cuidavam da preparação de “documentos”, e Rose, do encaminhamento de pessoas para o exterior. Na Editora Abril, a base de apoio era de aproximadamente 20 pessoas, comandadas pelo jornalista Roger Karman, e composta por Karman, Raymond Cohen, Yara Forte, Paulo Viana, George Duque Estrada, Milton Severiano, Sérgio Capozzi e outros, que elaboraram um arquivo secreto sobre as organizações armadas (servia também como fonte de informações para organizações subversivas). O AC/SP tinha assistência jurídica, composta de 3 advogados: Nina Carvalho, Modesto Souza Barros Carvalhosa e Raimundo Paschoal Barbosa.

Sempre que se estuda o movimento de 1964, deve-se observar com rigor o contexto da época, em que corações e mentes eram influenciados pela Guerra Fria: ou se era a favor do comunismo, ou se era a favor do capitalismo. Sem essa premissa elementar, discorrer sobre 1964 não passa de embuste. Assim, como entender a revista Veja, que não reconhece nenhuma ação positiva dos militares, se o que ela defende é essencialmente o mesmo que os militares defenderam e, para isso, tiveram que interferir politicamente no País até derrotar os movimentos revolucionários que pretendiam transformar o Brasil numa ditadura comunista?
Em 2014, ocorrerá o 50º aniversário do movimento de 1964. Vamos aguardar o que a revista Veja escreverá sobre o acontecido, se será uma avaliação equilibrada do governo dos militares, com prós e contras, como ocorre com a quase totalidade dos governos, ou apenas um “papo cabeça” como o do escrevinhador acima citado.

E olha que o “papo cabeça” não foi elaborado em Montevidéu, onde existe a livre circulação da marijuana. Imagina se fosse...

Como morreu Jango? Faça a sua escolha...


O importante para os embusteiros do Foro de São Paulo é satanizar mais uma vez as Forças Armadas, taxando-as de assassinas, e enaltecer um falso herói, que levou o Brasil à anarquia junto com o cunhado carbonário Leonel Brizola.

A exumação do corpo do ex-presidente João Goulart começou como uma comédia: ainda não se sabe se os restos mortais de Jango, que receberam honras de chefe de Estado em Brasília, são dele próprio. Sobre a exumação das ossadas em si - segundo corre na internet -, o grande achado até agora foi um par de guampas dentro do caixão do defunto...
Brincadeiras à parte, o que se pode esperar do resultado da exumação do corpo de Jango, se os médicos peritos são todos esquerdistas a serviço do Foro de São Paulo? Afinal quem são os tais peritos, vindos de Cuba, da Argentina, do Uruguai, além dos brasileiros? Ora, todos eles são legítimos representantes da assassina Cuba comunista dos manos terroristas Fidel e Raúl Castro e seu serviço secreto, do Brasil da VAR-Palmares da terrorista Dilma Rousseff, da Argentina dos montoneros de Cristina Kirchner, do Uruguai dos tupamaros do terrorista José Alberto Mujica Cordano (“Pepe Mujica”).

Com esse time exumando o corpo de Jango, a mando de governantes terroristas e simpatizantes do terrorismo de quatro países, o embuste está garantido. Um dos “peritos” de Cuba que ajudou nos trabalhos de exumação das ossadas de Jango já havia também "exumado" o corpo de Che Guevara. Como se sabe, os ossos encontrados na Bolívia não pertencem a Che Guevara, mas quem se importa com isso? Qualquer mentira serve para eternizar o mito cucaracha, como é o caso da falsa ossada levada ao mausoléu de Santa Clara, em Cuba, para a veneração de San Ernesto Guevara de la Serna y Lynch, feita por idiotas do mundo inteiro.

“Segundo a história oficial, divulgada pelo governo cubano, os restos do guerrilheiro foram desenterrados de uma cova na Bolívia em 1997, e levados para um mausoléu na cidade de Santa Clara, em Cuba. O corpo de Che foi encontrado em uma cova com outros seis guerrilheiros e portava a sua jaqueta verde, o que ajudou na identificação” (NARLOCH, 2011: 309). (1)

No entanto, segundo depoimento de militares que acompanharam o enterro de Che em 1967, ele foi enterrado sozinho, ou, no máximo, com mais dois defuntos.

“Gustavo Villoldo, um oficial americano de alta patente que estava em Vallegrande e participou da operação, conta: ‘Eu enterrei Che Guevara. Ele não foi cremado; não o permiti, assim como me opus terminantemente à mutilação de seu corpo. Na madrugada do dia seguinte, transportei um cadáver numa caminhonete, junto com os de mais dois guerrilheiros. Eu estava acompanhado de um motorista boliviano e de um tenente chamado Barrientos, se não me engano. Fomos até o campo de pouso e ali enterramos os corpos” (idem, pg. 309-310).

O episódio dos ossos de Che foi conduzido muito rápido, sem testes de DNA, sem muita explicação, como ocorre com todo embuste esquerdista travestido de resgate histórico. Na época, escrevi um texto sarcástico sobre o assunto, Las viudas de Che.

No final, a respeito da exumação do corpo de Jango, não importa aos “peritos” qual seja a causa mortis, desde que não seja por enfarto do miocárdio ou cirrose hepática. O importante para os embusteiros do Foro de São Paulo é satanizar mais uma vez as Forças Armadas, taxando-as de assassinas, e enaltecer um falso herói, que levou o Brasil à anarquia junto com o cunhado carbonário Leonel Brizola.

Sabe-se, com toda certeza, que Jango tinha sérios problemas cardíacos em seu exílio no Uruguai, agravados por causa de uma alimentação inadequada, com muito churrasco, destilados em excesso e por levar uma vida devassa, como afirmou Márcio Moreira Alves: “Achava-o oportunista, instável, politicamente desonesto... Aparecia bêbado em público, deixava-se manobrar por cupinchas corruptos... e tinha uma grande tendência gaúcha para putas e farras” (ALVES, 1974: 51-52). (2)

Como numa prova do ENEM, a exumação de Jango é uma simples questão de múltipla escolha, direcionada ideologicamente.

Questão única sobre a morte de Jango: 

Jango morreu

(   ) por envenenamento,
(   ) com tiro na nuca,
(   ) com tiro no coração,
(   ) degolado à moda maragata.

Faça a sua escolha, para checar mais tarde com o resultado do sorteio que será feito pelos embusteiros de jaleco branco, contratados a peso de ouro pela famigerada Comissão Nacional da Vergonha (CNV), erroneamente denominada de Comissão Nacional da Verdade.

Notas:

(1) NARLOCH, Leandro; TEIXEIRA, Duda. Guia politicamente incorreto da América Latina. Leya, São Paulo, 2011.

(2) ALVES, Márcio Moreira. O Despertar da Revolução Brasileira. Seara Nova, Lisboa, 1974.


A revolta dos zooxiitas

O braço desses movimentos é mais longo. Depois que os animais forem totalmente substituídos por plataformas vegetais, os zooxiitas irão se unir contra a criação e o abate de reses para alimentação humana, como já é o objetivo atual do PETA. 

No dia 18 de outubro de 2013, um bando de “ativistas” (leia-se “terroristas”) assaltou o Instituto Royal, em São Roque, SP, de onde roubaram 178 cães da raça beagle e depredaram as instalações, incluindo equipamentos e arquivos de pesquisas. Os vândalos destruíram o conhecimento proveniente de décadas de experimentos, especialmente a busca de um medicamento para combater o câncer (quebra de patente) e fitoterápicos para diversos usos.

Os responsáveis pelo instituto garantem que os testes realizados com cães e outros animais estavam de acordo com a lei brasileira, dentro das normas do Concea (Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal), ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia, e que os meigos beagles não sofriam maus tratos, como alegam os zooxiitas.
Muitos desses alegados defensores dos animais são defensores apenas na frente das câmaras. Como se explica, então, que os zooxiitas tenham largado na rua dois beagles surrupiados e anunciado a venda de um deles na internet por R$ 2.700,00? Se eles são defensores dos animais, por que levaram todos os beagles do Royal e deixaram todos os ratos para trás?
Há muitas organizações de defesa dos “direitos dos animais” espalhadas pelo mundo, algumas extremamente violentas, nas quais se espelham os macaquitos brasileños. Entre elas se destacam a ALF, a ELF, o PETA e o ultrarradical VHEMT.
A ALF (Animal Liberation Front - Frente de Libertação Animal) é uma ONG do Reino Unido, que promove ataques terroristas contra pesquisadores e centros de pesquisa que utilizam animais para a produção de vacinas e outros experimentos. Também atacam comerciantes de peles de animais e incendeiam lanchonetes de fast food na Europa, que utilizam carne vermelha no cardápio. O neurocientista americano David Jentsch, da Universidade da Califórnia, já teve seu carro destruído por elementos do ALF e recebeu lâminas contaminadas por HIV. Em 1997, a ALF invadiu laboratórios da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e soltou 80 saguis e alguns macacos. Em 2008, invadiu laboratório de Biociências da Universidade de São Paulo (USP), destruindo material de pesquisa, equipamentos e computadores.
A ELF (Earth Liberation Front - Frente de Libertação da Terra) é uma ONG que defende, p. ex., o lince real e promove ataques terroristas nos EUA e na Europa. Na mira do FBI, a ELF já promoveu muitos atentados contra condomínios e carros de luxo. Em 2003, a ELF ateou fogo em uma concessionária americana e destruiu 40 jipes considerados “poluidores” para a organização. No dia 18/6/2010, a ELF incendiou carros em uma concessionária da Land Rover localizada na Marginal Pinheiros, em São Paulo.
O PETA (People for the Ethical Treatment of Animals - Povo para o Tratamento Ético de Animais) possui cerca de um milhão de membros e se autodenomina como a maior organização de “direitos dos animais” no mundo. Fundada em 1980, o PETA opera sob o princípio de que “os animais não são nossos para comer, vestir, fazer experiências ou para uso de diversão”. Para fabricar um casaco de pele para madame, são necessários 60 minks ou 40 raposas ou 50 arminhos ou 120 chinchilas.
O VHEMT (Voluntary Human Extinction Movement - Movimento para a Extinção Humana Voluntária), junto com a Gaia Liberation Front (GLF), prega a total libertação da Terra, ou seja, a extinção dos humanos como espécie, considerada uma “raça alienígena”. Já que a ética não é seguida pelos terráqueos, por que não transferi-la aos animais e eliminar os humanos da face da Terra? Afinal, nada mais idílico para o zooxiita do que ver as imagens do Discovery Channel, em que os fofinhos animais lutam pela vida, devorando-se uns aos outros. Close de sangue, orgasmo garantido. O sonho maior desses tantãs é a volta dos dinossauros como os senhores do planeta - os bobocas esquecem que seriam os primeiros a serem jantados por esses monstros. Ou a chegada triunfal do Lula Molusco, um cefalópode gigante, esperado pelo ecoteólogo Bob Esponja, quero dizer, Leonardo Boff. Luiz Inácio deve estar ainda mais rouco e afônico de tanta satisfação...
Mas voltemos ao motivo alegado pelos defensores dos animais, de que não se deve maltratar os bichos para realizar experimentos científicos, pois já existe a “plataforma vegetal” para tal fim. De fato, já se utilizam plantas para a fabricação de medicamentos. Em 4/1/2011, p. ex., a Bio-Manguinhos assinou contrato com o Centro Fraunhofer para Biotecnologia Molecular e a iBio Inc., dos EUA, para produzir vacina contra a febre amarela a partir de uma planta, sem o uso de vírus atenuado. No entanto, o uso de animais ainda é imprescindível para a fabricação de muitos medicamentos, como alerta o doutor em Biologia Celular e Molecular, Octavio Menezes de Lima Junior, desmontando, um a um, os argumentos alegados pelos zooxiitas.
Ninguém, em sã consciência, consente que animais sejam maltratados. São seres vivos, têm sentimentos, sentem dor, e já existem leis brasileiras para punir os que maltratam bichos. No entanto, os zooxiitas não passam de farsantes, ao mentirem que os animais testados em laboratórios sofrem, pois são sedados durante os testes. Ao mesmo tempo, esses “ativistas” têm cérebro de siri, ao equiparar a vida humana à de um cão ou de um rato, como se tivessem o mesmo valor. Pior ainda é quando colocam a vida de uma tartaruguinha acima da vida de um feto humano - como é o caso dos grupos feministas, para os quais o Projeto Tamar deve ser defendido com a própria vida, ao mesmo tempo em que uivam pela liberação total do aborto, ou seja, o assassinato do ser humano mais inocente e desprotegido que existe.
A história apresenta farta documentação de movimentos radicais, que são essencialmente contra a ciência. O Fenômeno Capitão Swing, p. ex., foi uma revolta ocorrida em muitos condados da Inglaterra, em 1830. “Swing” tornou-se o nome genérico para todos os que operavam como incendiários e destruidores de maquinaria no início da Revolução Industrial. “O ‘progresso’ inglês tinha criado suas próprias energias peculiares, e eram poucos os que ansiavam por atacá-lo, a menos que esse ataque se originasse de pessoas como Carlyle, que queria voltar à Idade Média” (KARL, 1995: 749). No Brasil, esse tipo de terrorismo é hoje realizado por vândalos do Movimento Socialista Terrorista (MST), que já destruíram centros importantes de pesquisa biotecnológica, como os da Monsanto e da Aracruz Celulose, além de erradicar extensos laranjais da Cutrale em São Paulo e plantações de eucalipto na Bahia, “porque eucalipto não se come”.
No Brasil, de 12 a 15/11/1904, ocorreu a obscurantista Guerra da Vacina ou do Quebra-Lampião. Sob a liderança de Lauro Sodré, houve uma revolta popular contra a vacina obrigatória implantada pelo sanitarista Oswaldo Cruz. Houve barricadas nas ruas, incêndios de bondes e destruição de lampiões de gás de iluminação pública. Os alunos da Escola Militar, sob influência positivista, também foram simpáticos ao movimento. A violência deixou 23 mortos e 67 feridos. Vencida a baderna, muitos foram mandados em exílio para a Amazônia e Lauro Sodré ficou preso dez meses num navio de guerra. Dois anos antes, quase 1.000 pessoas haviam morrido de febre amarela no Rio.
Obviamente, o objetivo desses militantes xiitas não é apenas a proibição de animais a serem usados como cobaias. O braço desses movimentos é mais longo. Depois que os animais forem totalmente substituídos por plataformas vegetais, os zooxiitas irão se unir contra a criação e o abate de reses para alimentação humana, como já é o objetivo atual do PETA. A ONU defende a ingestão de insetos em substituição à carne, seja ela vermelha ou branca - com total apoio do novo diretor-geral da FAO, José Graziano. Besouros crocantes, baratas ao chocolate, tanajuras fritas, escorpiões à milanesa, gafanhotos à parmegiana - o novo cardápio não tem fim. Mas, esses bichos não são também animais? Por que matá-los para saciar nossa fome? Vamos todos virar vaca, pastar capim, como querem os vegetarianos? Mas, aceitemos que essa seja uma boa opção, comer insetos, como São João Batista e Santo Antão já faziam no deserto. O problema é que, para que haja oferta de insetos em larga escala, são necessários criadouros imensos, que custam fortunas. Aí voltamos à estaca zero: atualmente não falta comida no mundo, mas dinheiro dos miseráveis para comprá-la. Assim, da mesma forma que o pobre não tem dinheiro para comprar uma picanha, não terá dinheiro para comprar uma barata untada em chocolate. Ou será que a FAO de José “Fome Zero” Graziano quer que os famintos cacem insetos em florestas e cerrados que não existem mais?
Um argumento fajuto é apresentado pelos que defendem o fim da criação de bois e porcos. Dizem esses embusteiros que, para se obter 1 kg de carne, p. ex., são necessários não sei quantas toneladas de água que o boi vai ingerir por cada quilo de bife final, e não sei quantas toneladas de ração que terá que mastigar para produzir o mesmo quilo de bife. E daí? Ocorre que essa é uma conta de farsantes, porque as toneladas de água e de alimento ingeridos não se evaporam em um ato de mágica, mas se transformam em energia para o próprio corpo do animal e o excesso é expelido em forma de urina, suor e fezes, que serão reciclados pela natureza, para produção de mais água e mais alimento. “Na natureza, nada se cria, tudo se transforma” (Lavoisier). Segundo esses embusteiros, em comparação com os bovinos, insetos consumiriam menos água e menos insumos por cada quilo final, a ser levado à panela. Tem cabeça de siri que acredita nisso. Será que esses idiotas calcularam também quantas toneladas de cocô irão produzir em toda sua vida?
Depois que a humanidade passe, enfim, a comer capim e insetos, quem garante que os zooxiitas não irão atacar também as plataformas vegetais instaladas nos laboratórios para a fabricação dos novos medicamentos? Afinal, planta também tem “sentimento” e gosta de ouvir música, principalmente música clássica, ao contrário dos maconheiros, que preferem rock pesado. Produtores de vinho na Itália usam a música clássica para acalentar as videiras e melhorar a qualidade de seu produto.
Assim, se no futuro não se puder fazer experimentos científicos com animais, nem com plantas, e já que os minerais não servem para tal, por não terem vida, que tal aplicar os testes com vírus nos gordos glúteos dos zooxiitas? Eu aprovo esta iniciativa, principalmente se os testes forem feitos também nas feministas favoráveis ao aborto. E em todo mascarado Black Bloc preso em flagrante quebrando e incendiando tudo o que encontra pela frente. Com um detalhe: sem anestesia...

Nota:


KARL, Frederick R. George Eliot - A voz de um século. Record, Rio e São Paulo, 1995 (Tradução de Laís Lira).

O fim da inocência da ONU

O fim da inocência da ONU

Félix Maier
Vários textos foram escritos para lembrar os 10 anos sem o diplomata brasileiro Sérgio Vieira de Mello, que faleceu no dia 19 de agosto de 2003, junto com mais 21 funcionários da ONU, após explosão da sede da entidade que ele comandava em Bagdá.
Vieira de Mello havia realizado trabalhos importantes na Organização, como as atividades para imposição da paz nos Bálcãs e no Timor Leste. Por isso, seu nome era certo para ser aclamado futuro secretário-geral da ONU.
No dia 25 de agosto de 2013, o Ph.D. José Flávio Sombra Saraiva, professor da Universidade de Brasília (UnB), escreveu para o Correio Braziliense um texto sobre Vieira de Mello, cujo título é “O dia do fim da inocência da ONU”. Chamou minha atenção a palavra “inocência”, justamente na semana em que eu estava lendo o livro de Robert Fisk, A grande guerra pela civilização - A conquista do Oriente Médio, um calhamaço de 1495 pág. lançado pela Planeta em 2007. E o livro de Fisk, um veterano correspondente de guerra, que chegou a entrevistar Osama bin Laden, apresenta fatos envolvendo a ONU que não são nada inocentes.
Refiro-me às sanções feitas pela Organização ao Iraque após a I Guerra do Golfo (1991), conduzida pelos EUA e aliados, quando centenas de milhares de crianças e adultos morreram por inanição e por falta de medicamentos - um verdadeiro crime contra a humanidade.

Antes das sanções propriamente ditas da ONU, a I Guerra do Golfo destruiu centros vitais do Iraque, ocasionando um verdadeiro genocídio: “Em 1991, os aliados haviam inutilizado as centrais elétricas e bombardeado intencionalmente as instalações de tratamento de águas potáveis e residuais, uma decisão que causaria uma catástrofe humanitária na população civil. (...) O índice de mortalidade havia quase quintuplicado entre as crianças menores de cinco anos, que aproximadamente um milhão de crianças sofria de desnutrição e que cerca de 100 mil morriam de inanição. A investigação descobriu que 46.700 crianças menores de cinco anos haviam falecido pelos efeitos combinados da guerra e das sanções nos sete primeiros meses de 1991” (FISK, 2007: 961).
Vale lembrar que a I Guerra do Golfo teve como objetivo libertar o Kuwait, invadido pelas tropas de Saddam Hussein - além de defender os verdadeiros interesses americanos no Oriente Médio: o petróleo. No entanto, os ataques não se restringiram ao território do Kuwait e entorno, mas atingiram todo o Iraque. A destruição da infraestrutura desse país - além das instalações militares - foi quase total, provocando um atraso que levará décadas ou séculos para o país vencer. Mal comparando, é como se o Brasil tivesse tido um litígio com a “República Ianomâmi” - perfeitamente possível depois que o Brasil assinou a Declaração dos Direitos dos Povos Indígenas -, e a ONU autorizasse os EUA a atacar e destruir toda a infraestrutura brasileira, como as refinarias e as plataformas de petróleo, instalações militares, centrais elétricas, a Embraer, a Base de Lançamentos de Alcântara e outros ativos estratégicos. Afinal, se ontem o ataque da “polícia do mundo” foi contra o Iraque (em 1991 e 2003) e a Líbia (2011), se hoje pode ser contra a Síria, por que amanhã não pode ser contra o Brasil, um país sem nenhuma estrutura de defesa?
Como a I Guerra do Golfo ficou pelo meio do caminho, pois o regime de Saddam não foi deposto, umaintifada contra o ditador foi fomentada pela CIA, através do rádio, e houve rebeliões dos curdos no Norte e dos xiitas no Sul, porém não houve suporte bélico dos países aliados. O resultado foi um massacre ainda maior do que havia ocorrido antes, quando Saddam utilizou até armas químicas contra vilarejos curdos. A ONU, não contente com a desgraça iraquiana, aprovou sanções extremas ao país, proibindo a venda de petróleo e a compra de alimentos e medicamentos. Foi uma catástrofe humanitária como nunca havia ocorrido no país. “Em 1996, estima-se que meio milhão de crianças havia falecido como resultado das sanções” (FISK, 2007: 961). “Se a substancial redução da taxa de mortalidade infantil observada no Iraque durante a década de 1980 houvesse se prolongado durante a década de 1990, teria havido meio milhão de falecimentos a menos de crianças menores de cinco anos de idade no intervalo de oito anos compreendido entre 1991 e 1998” (idem, pág. 966).
Na mesma época, muitos iraquianos, que haviam sobrevivido à fome, morreram devido à irradiação ocasionada pelas bombas americanas e inglesas que utilizavam urânio depletado (enfraquecido). “Esse tipo de projétil era fabricado a partir de dejetos da indústria militar; são de uma liga mais resistente que o tungstênio, que se inflama e forma uma ‘nuvem’ incandescente de urânio depois que o projétil perfura a blindagem dos tanques e veículos” (pág. 995). “Era cada vez mais evidente que uma praga química desconhecida estava se difundindo pelo sul da Mesopotâmia, uma trilha angustiante de leucemias e cânceres de estômago que ceifava a vida de milhares de crianças e adultos iraquianos que viviam perto das áreas de guerra do conflito de 1991” (pág. 995). Segundo dados do Ministério da Saúde do Iraque, confirmados pela ONU, 50 a 75% dos casos de leucemia ocorreram com crianças.
A utilização de mísseis com urânio depletado também foi feita pela OTAN - vale dizer “o cérebro inglês e o músculo americano” - contra a Bósnia (1995) e o Kosovo (1998). Mais de 300 refugiados de um bairro de Sarajevo atacado por aviões da OTAN em 1995 morreram de câncer. Segundo a revista alemã Der Spiegel, também foi usado urânio depletado pelos EUA em sua intervenção na Somália, em 1993, sob o comando da ONU. E tem gente que fica surpresa com ataques “terroristas” islâmicos contra alvos americanos, como o visto em Boston, em 2012.
Atualmente, Barack Obama ameaça atacar a Síria, devido a denúncias ainda não comprovadas de que o governo de Bashar al-Assad tenha usado armas químicas contra sua população. É muito cinismo do comandante das Forças Armadas do país que enterrou, com equipamentos pesados de engenharia, entre 8.000 e 10.000 soldados iraquianos vivos, que estavam abrigados em trincheiras durante a I Guerra do Golfo, e matou milhares de pessoas utilizando as tais armas radiológicas com urânio depletado.
Obviamente, a ONU já realizou importantes missões de paz ao redor do mundo. No entanto, essa Organização não perdeu sua inocência com a morte de Vieira de Mello, como afirma aquele professor da UnB. Vale lembrar que a criação da ONU, em substituição à Liga das Nações, é uma tentativa de estabelecimento de um “governo mundial”, limitando a soberania das nações, “tendo a Fundação Rockefeller, então dirigida por Raymond Fosdick, doado o terreno e 8,5 milhões de dólares, em dezembro de 1946, para o estabelecimento da sede da organização, em Nova York” (CARRASCO, 2013: 69).
E nada foi dito por mim sobre a II Guerra do Golfo, o covarde ataque americano contra o Iraque, em 2003, com a desculpa esfarrapada da procura por armas de destruição de massa, que nunca foram encontradas. Precisa ser dito?
Notas:
CARRASCO, Lorenzo; PALACIOS, Silvia. Quem manipula os povos indígenas contra o desenvolvimento do Brasil - Um olhar nos porões do Conselho Mundial de Igrejas. Capax Dei, Rio, 2013.
FISK, Robert. A Grande Guerra pela Civilização - A Conquista do Oriente Médio. Planeta, São Paulo, 2007 (Tradução de Sandra Martha Dolinsky).
 

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964 - Atualizado em 4/8/2020

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

Avião que passou no dia 31 de março de 2014 pela orla carioca, 
com a seguinte mensagem:

"PARABÉNS MILITARES: 31/MARÇO/64. 
GRAÇAS A VOCÊS O BRASIL NÃO É CUBA."



Preâmbulo

Nas últimas décadas, por conta de um permanente revanchismo dos terroristas derrotados de 1964 contra os militares vencedores, com o apoio maciço da Mídia Antifa (mídia fascista que se apresenta como antifascista), a história do Movimento Cívico-Militar de 1964, assim como seus antecedentes e as ações dos governos dos generais-presidentes, passou a ser reescrita dentro da ótica comunista e é apresentada como sendo apenas o tridente do diabo: perseguição, tortura e morte.

Qualquer abordagem que é feita sobre 1964 é associada apenas ao tridente do diabo dito acima, nada é lembrado sobre a ameaça comunista e a desordem econômico-social ocasionada pela dupla carbonária Jango-Brizola, que as Forças Armadas combateram de frente, sem derramamento de sangue, assim como evitaram que no Brasil se instalasse uma “FARB” à semelhança das FARC da Colômbia, que poderia ter acarretado guerra civil com centenas de milhares de mortos, talvez milhões.

Nada é lembrado também sobre os colossais avanços econômicos e sociais pós-64, como a infraestrutura criada naquela época (comunicações, rodovias, aeroportos, portos, hidrelétricas etc.), passando o Brasil a ocupar a 8ª. posição na economia mundial.

Para que a recente História do Brasil, concernente a 1964, seja recuperada e colocada no lugar que merece, reuni uma seleção de textos, alguns de minha autoria, destinados a historiadores em particular e ao público em geral, especialmente aos mais jovens, que não viveram aquela época e que sofreram verdadeira lavagem cerebral por conta de professores (marxistas) de História, Sociologia, Antropologia etc. 

No ano de 2014 (Annus Petraliorum 12 – Ano dos Petralhas 12), que é o ano por excelência de satanização do Exército Brasileiro, em virtude do cinquentenário do Movimento Cívico-Militar de 1964, reuni vários textos sobre o assunto em MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964 e postei na internet. 

Ocorre que um hacker, com certeza a serviço da esquerda terrorista, tomando uísque com a esquerda caviar, apagou os links relacionados ao site Usina de Letras, onde desde o ano de 2000 eu venho publicando textos de minha autoria e de terceiros. 

Tive o trabalho de pesquisar na internet os títulos dos assuntos em questão e refazer todo o trabalho, postando em meu blog Piracema Nadando Contra a Corrente. 

Assim, ofereço de coração a todos este Memorial recuperado e, agora, ampliado. 

Boa leitura! 

Félix Maier

Capitão reformado do Exército

 

Leia os textos em 

http://felixmaier1950.blogspot.com/2020/09/memorial-31-de-marco-de-1964-textos.html